Digital workspace e colaboração: home office evoluído

digital_workspace.pngNas novas configurações do ambiente de trabalho, não importa de onde o trabalho seja feito. Focar em colaboratividade é uma forma de aumentar a qualidade dos projetos

*Por Rodrigo Coppola
23/01/2018 - A forma como nos comunicamos acompanha a transformação tecnológica. O número cada vez maior de dispositivos e ferramentas à disposição contribui para a composição de novas formas de trabalho e comunicação das empresas, que aos poucos aderem a modelos culturais mais colaborativos. Nesse contexto, entram em jogo dois termos que são frequentemente confundidos como sinônimos, mas são conceitualmente diferentes: home office e digital workspace.

Ambos modelos de trabalhos se diferenciam do tradicional, já que não demandam a presença física do colaborador na empresa diariamente. Mas, na prática, enquanto o trabalho remoto é explicado basicamente pela ausência no escritório, a criação de um ambiente digital incita uma mudança mais profunda nas organizações, baseada na quebra de paradigmas e na utilização de ferramentas que promovam a aproximação, não apenas entre colaboradores, mas também com os clientes.

Esse novo modelo mais flexível pode aumentar desde a qualidade de vida, até a produtividade das pessoas, que deixam de gastar horas no trânsito para chegar ao escritório, mas se comunicam com colegas constantemente de onde quer que estejam. Como exemplo, a pesquisa "The digital workplace: Think, share, do: transform your employee experience" (O ambiente de trabalho digital: pense, compartilhe, faça: transforme a experiência do seu colaborador, em tradução livre), da Deloitte, constatou que organizações com redes sociais internas são 7% mais produtivas do que aquelas que não as possuem.

A necessidade de unir pessoas alocadas em regiões diferentes e formar grupos de trabalho compostos por profissionais de diversas áreas impulsionaram o desenvolvimento de ferramentas que possibilitam a colaboração remota. Plataformas para conversas corporativas em grupo e telas interativas, que permitem debates sobre projetos, compartilhamento de ideias, sugestões de melhorias e envolvimento do cliente ainda nos estágios iniciais do desenho, compõem os chamados digital workspaces e criam dinâmicas flexíveis de comunicação unificada - por áudio, vídeo e texto -, de maneira instantânea e à distância.

Para alcançar essa evolução do home office, no entanto, é preciso romper com a visão de liderança matricial, ainda presente nas empresas. Modelos com um único gestor à frente de projetos e áreas de atuação que não conversam entre si podem impedir o desenvolvimento da colaboração horizontal, desvalorizando os benefícios do ambiente de trabalho digital.

O progresso tecnológico permite que pessoas criem e compartilhem experiências enquanto trabalham de casa, de um restaurante, da praia ou de qualquer outro local que estejam. Resta a cada um de nós sermos, efetivamente, colaboradores dessa nova realidade.

*Rodrigo Coppola é gerente de desenvolvimento de negócios de colaboração para América Latina na Orange Business Services

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Como a IoT, 5G e vídeos impactam as redes?

andres_madero.jpg*Por Andres Madero
22/01/2018 - Não é surpresa que a internet esteja crescendo a uma taxa muito rápida e não se trata apenas do aumento no número de usuários da internet e na demanda por largura de banda, devido à transmissão constante de vídeos, mas também no número de aparelhos sendo conectados. Com a introdução das tecnologias como a Internet das Coisas, o número de aparelhos conectados simultaneamente à rede aumentará potencialmente, no mesmo ritmo ou até mesmo mais rápido do que o visto nos anos iniciais da era do aparelho celular. Enquanto a Internet das Coisas oferecer um mundo de possibilidades, ela proporcionará também uma imensa mudança tecnológica para o modelo de redes que possibilitarão o 5G e os fluxos de dados em alta velocidade.

Para os iniciantes, os tipos de dados sendo transportados e baixados mudaram drasticamente desde o início da internet, quando as redes foram projetadas para pequenos fluxos de tráfego. Historicamente, na América Latina, os provedores de serviços projetaram redes para transportar tráfego multicast usando técnicas como multicast de IP. Atualmente, a transmissão online de vídeos consome mais largura de banda do que qualquer outro serviço global de dados. Considerando que a transmissão de dados esteja amplamente disponível na América Latina, é esperada a alteração no padrão do tráfego em redes. As técnicas utilizadas para transmitir tráfego multicast são ineficientes neste contexto devido à necessidade de transmissões simultâneas. Para melhorar o desempenho na distribuição de conteúdo, muitos provedores de serviços optam pela utilização do fluxo de dados exclusivo, ou unicast, para a transmissão de vídeo, porém, isso consome de forma significativa mais largura de banda.

A mobilidade é outro fator importante que os provedores de serviços devem considerar ao projetarem redes de gerações futuras. Considerando-se que os usuários acessem conteúdos de qualquer lugar, a fonte de utilização da largura de banda poderá se tornar altamente imprevisível. A largura de banda não é mais um recurso fixo, e sim, algo dinâmico que pode adaptar-se ao fluxo do tráfego conforme os usuários acessem a rede a partir de locais diferentes. Este efeito é amplificado com a expansão agressiva de tecnologias como a Internet das Coisas e a comunicação entre máquinas, nas quais as redes precisam suportar um aumento dramático em ambos número e tipo dos aparelhos celulares e fixos.

Este novo comportamento do tráfego força os provedores de serviços a estudarem novas formas para a projeção de suas redes na distribuição de conteúdo. Os usuários esperam acessar todos os serviços na rede a partir de de qualquer lugar, com a mesma qualidade de utilização. Por isso, os arquitetos de redes começam a considerar a construção de redes homogêneas que permitam a interação de serviços múltiplos, a partir de qualquer ponto de acesso na rede. Esta abordagem homogênea permite que os provedores de serviços economizem com custos operacionais e aumentem o número de sites de redes móveis, agregando desta forma, eficiência à expansão da rede e prontificando-se para as implantações futuras do 5G.

Muitos provedores de serviços da América Latina começam somente agora a capitalizar os investimentos feitos em suas implementações de rede de 1 Gibabit Ethernet (GbE). No entanto, o cenário atual indica a necessidade de planejamento com altas capacidades de portas de 10 GbE ou até mesmo de 100 GbE na borda da rede. Os provedores de serviços na América Latina não são desafiados somente pela necessidade do aumento substancial da largura de banda, eles precisam também adotar projetos homogêneos de rede que se adaptem às novas tecnologias e entreguem uma variedade de serviços em toda a região. Eles precisam estar aptos a fazê-lo de forma que tirem o máximo proveito da queda de preços por porta. Por estes e outros motivos, os provedores de serviços da América Latina precisam criar uma nova abordagem a fim de dimensionar drasticamente suas redes enquanto simplificam as operações de rede e aceleram as inovações em serviços.

A integração fotônica permite uma abordagem e oferece ainda a possibilidade para um ponto decisivo disruptivo no mercado da América Latina. Circuitos integrados fotônicos de larga escala combinam centenas de componentes ópticos em um chip pequeno único e permitem a escalabilidade necessária para atender aumentos dramáticos na demanda da largura de banda de forma simples e eficiente. Estes chips integram centenas de funções ópticas, fornecendo uma tecnologia disruptiva que diminui consideravelmente o tamanho do equipamento, bem como o seu consumo de energia.

Em um cenário competitivo como o mercado da América Latina, muitos esperam que o futuro dos equipamentos de transmissão da rede óptica dependa exclusivamente da integração fototônica para conseguir alcançar o tamanho e o consumo de energia necessários para dar suporte aos setores exigentes como as redes de celular, as centrais de dados e o atacado.

A Infinera fornece redes de transporte inteligentes, permitindo que operadoras, operadores de nuvem, governos e empresas escalem a largura de banda da rede, acelerem a inovação de serviços e automatizem operações de rede óptica. O portfólio de pacotes ópticos de ponta a ponta da Infinera foi projetado para aplicações de longa distância, submarinas, de data center e de metrô. Os circuitos integrados fotônicos de grande escala da Infinera permitem soluções inovadoras de redes ópticas para as redes mais exigentes.

*Andres Madero é Diretor de Arquitetura de redes para Provedores de Serviços & Desenvolvimento de Negócios da América Latina

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Indústria 4.0: A Revolução Inevitável

stefanini_4.0.jpg*Por Augusto Moura
17/01/2018 - Essencialmente, a transição para a 4ª Revolução Industrial passa pela adoção de um novo modelo de negócio digital. Pela perspectiva estratégica, a implementação das mudanças para este novo modelo deve garantir a integração interna vertical dos processos de produção, bem como a integração horizontal externa na cadeia de valor, com foco sempre implacável no cliente. Como consequência desta integração, o desejo do consumidor deve se materializar, em tempo real, na linha de produção, por meio da customização individual do produto, ou serviço, a ser ofertado.

O processo de transformação é um movimento mundial que surge do posicionamento ativo do novo consumidor, também conhecido como prosumer, ou seja, aquele que, em alguns momentos, vira produtor da transformação do capitalismo pela economia de custo marginal quase zero e da adoção das novas tecnologias disruptivas, as quais geram um salto de eficiência e de integração econômica.

Tudo indica que, em breve, veremos a transformação da forma como energizamos a atividade econômica, com a expansão do uso das fontes de energia renováveis descentralizadas, e a transformação da forma como movemos a atividade econômica, com a adoção de veículos elétricos e driverless (sem motorista). Atualmente, as empresas que buscam ter sucesso neste novo cenário econômico vivenciam esta jornada tanto como provedores de soluções para a transformação de seus clientes como protagonistas da própria transformação interna.

A 4ª Revolução Industrial será tão densa que questionará a própria razão de existir das empresas. Todos os segmentos serão diretamente impactados. É apenas uma questão de quando isto irá acontecer. Por isso, é necessário que as empresas trabalhem a construção de sua estratégia pela perspectiva de reinventar seus processos para obter eficiência e flexibilidade com as novas tecnologias, num momento em que o produto/serviço é praticamente cocriado pela experiência que o usuário deve vivenciar. Como em toda transformação, seu sucesso somente será alcançado com pessoas sendo o epicentro da mudança. É indispensável preparar bem as equipes, identificar o que há de melhor nelas, desenvolver novas habilidades, fomentar a mudança de mindset, de forma q ue se tornem protagonistas da era digital.

Embora problemas de infraestrutura, qualidade da educação e lacunas de legislação sejam obstáculos em diversos projetos de implementação da 4ª Revolução Industrial, deve-se acreditar no potencial econômico do Brasil, no espírito empreendedor do brasileiro e nas novas tecnologias que surgem para transformar o mundo. A revolução é inevitável e prevê uma crescente integração entre diversas áreas de conhecimento para mudar radicalmente – para melhor – a vida das pessoas e o dia a dia das corporações.

*Augusto Moura é CEO da IHM Engenharia, empresa do grupo Stefanini, quinta empresa mais internacionalizada, segundo Ranking da Fundação Dom Cabral 2017.

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A Inteligência Artificial está apenas começando

iot2.jpg*Por Kriti Sharma
15/01/2018 - 2017 foi um ano de grande destaque para a Inteligência Artificial (IA). Apesar das repetidas tentativas de distorcer a tecnologia ​​no ano passado, pudemos testemunhar ganhos sem precedentes na compreensão geral das tecnologias impulsionadas pela IA. As pessoas começaram a entender o impacto das aplicações baseadas em IA no dia a dia de suas vidas. Com base nesse progresso, a inteligência artificial está preparada para seguir como o principal assunto ao longo de 2018. Mas ainda há muito trabalho a ser feito. Para muitos, a mecânica e os processos de tomada de decisão por trás dessas inovadoras tecnologias continuam sendo um mistério. Minha expectativa é que a IA vai evoluir e se destacar ao longo do ano:

1: A IA de aparência humana desaparecerá lentamente

Felizmente, em 2018, o setor de inteligência artificial vai começar a se afastar do desenvolvimento de tecnologias semelhantes a de estruturas físicas humanas. Acredito que essa seja uma das tendências mais promissoras para o futuro da Inteligência Artificial. Como vimos o caso do robô ultrarrealista Sophia – que recebeu cidadania da Arábia Saudita e, em depoimento a um jornal local, disse querer ter um filho - fazer a IA parecer mais humana e tentar fazê-la comportar-se como tal, acaba, na verdade, prejudicando seu progresso. Veremos uma mudança significativa no setor à medida que a IA se torne cada vez mais integrada às plataformas e tecnologias utilizadas para, por exemplo, localizar registros públicos, avaliar experiências de clientes, gerenciar suas finanças e aprender.

2: O setor de IA priorizará a solução dos maiores problemas do mundo

Ainda não estamos usando a inteligência artificial para resolver os maiores problemas que o mundo enfrenta. Em vez disso, a maioria das aplicações atuais baseadas na tecnologia para empresas e consumidores focam em problemas de nichos, em pequena escala. Claro, um algoritmo de pesquisa pode encaminhá-lo para o melhor dentista de Paris. Um assistente inteligente pode ajudá-lo a reservar uma sala de reuniões. Um assistente de voz pode ajudá-lo a descobrir um gênero de música que você nunca soube que existia. Mas é esse realmente o uso mais eficaz da IA? As tecnologias atuais na área já possuem potencial para enfrentar problemas muito mais complexos, como gerir toda uma força de trabalho e resolver o problema das mudanças climáticas. Minha estimativa é que, ao longo de 2018, empresas de todos os setores comecem a implantar tecnologias de IA para solucionar os problemas mais complexos e significativos do mundo.

3: A IA e os humanos perceberão que trabalhar juntos produz melhores resultados

Muitas vezes, os relatórios sobre a inteligência artificial e seu impacto no mercado de trabalho provocam um pânico desnecessário. Muitos temem como os avanços em IA possam impactar futuras oportunidades e locais de trabalho, além dos talentos. Embora algumas funções serão inevitavelmente substituídas por tecnologias de IA, a realidade é que a maioria vai evolui para incorporar – e coexistir com – ela, visando maximizar os benefícios para as empresas. Como resultado, vamos ver empresas começarem a estabelecer programas de retenção visando a educação de seus funcionários não técnicos acerca de como efetivamente trabalhar com IA.

4: Haverá uma maior ênfase na adoção da IA pelo consumidor

O setor de inteligência artificial vai se esforçar para estabelecer confiança junto ao consumidor e trabalhar para garantir que eles se sintam confortáveis ​​com produtos e serviços baseados na tecnologia. Todo esse contato com o consumidor se dará em uma linguagem simples, de modo que as pessoas comuns possam entender. Se pudermos deixar os consumidores mais confortáveis ​​com a IA, poderemos contribuir para a solução de preocupações éticas e técnicas generalizadas, bem como maximizar a sua adoção.

5: A segurança cibernética utilizará a IA para enfrentar ameaças sofisticadas

Enquanto Hollywood adoraria que acreditássemos que uma tecnologia hackeável possa resultar em robôs se apoderando do planeta, os engenheiros começarão a e fato abordar esses problemas nos níveis de dados e algoritmos com IA. Até hoje, as habilidades dos hackers ultrapassaram a capacidade do setor de segurança cibernética de proteger tecnologias vulneráveis. Para solucionar essa discrepância, gigantes tecnológicos como Facebook, Google e Amazon buscarão parcerias com startups e pesquisadores acadêmicos das principais instituições para criar segurança baseada em inteligência artificial. Em última análise, essas colaborações ajudarão a produzir sistemas capazes de monitorar, identificar e prevenir hackers.

As conversas em torno da IA ​​se transformarão em ação

Nesse ano, acredito que o setor de inteligência artificial continuará evoluindo e dando passos significativos para se tornar dominante. Mais pessoas se familiarizarão com as nuances e as complexidades da tecnologia e o número de aplicações movidas a ela continuarão aumentando nas empresas e expandindo para novos setores. Enquanto isso, o setor de IA será forçado a assumir a tarefa de aumentar a transparência e a responsabilidade em relação a essas aplicações. Veremos parcerias mais sólidas se formando nessa área, bem como entre os setores privado, público e acadêmico.

No ano passado, o setor de IA estimulou uma conversa global em torno da importância de desenvolver uma Inteligência Artificial ética, imparcial e responsável. Agora, o momento é de converter essas discussões em ações tangíveis. Os líderes setoriais agora darão prioridade à implantação de tecnologias na área para enfrentar os problemas empresariais e sociais mais urgentes, democratizando as ferramentas de desenvolvimento de IA, liderando as estratégias de auto-regulamentação e comunicando eficazmente ao consumidor comum o potencial incomparável dela. 2018 certamente será um excelente ano para a IA.

Kriti Sharma é vice-presidente de IA da Sage Group, fornecedora global de sistemas integrados de contabilidade, folha de pagamento e pagamentos. A executiva também é a criadora do Pegg, o primeiro assistente inteligente de IA do mundo que administra tudo, de dinheiro a pessoas, com usuários em 135 países.

*Por Kriti Sharma, vice-presidente de Inteligência Artificial da Sage Group

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Cinco tendências tecnológicas para observar em 2018

vicente_goetten.jpg*Por Vicente Goetten
15/01/2018 - Ninguém duvida que as tecnologias estão evoluindo e sendo adotadas com uma velocidade cada vez maior. Várias delas surgiram nos últimos anos e já ganharam diferentes aplicações e representatividade em inúmeros segmentos da indústria. Por isso, não podemos deixar de olhar para a evolução e os impactos que cada uma delas causará nos nossos negócios e setores. Para facilitar essa análise, trago abaixo cinco tendências que se difundirão mais fortemente em 2018 e que todas as empresas devem estar atentas.

Inteligência Artificial

A tecnologia vai continuar sendo um dos principais tópicos do próximo ano. Ela está evoluindo a passos largos para diversas aplicações e estará em praticamente todos os tipos de sistemas e soluções. Mais do que isso, a IA também deixará as coisas mais inteligentes. Robôs, drones, máquinas agrícolas. Todos eles responderão perguntas e oferecerão insights para tomada de decisões em diferentes indústrias.  

A evolução dessa tendência também passa muito pelas experiências conversacionais, como Alexa, da Amazon, e Siri, da Apple. Esses exemplos da vida pessoal ingressarão fortemente no universo corporativo, como no atendimento ao cliente, por exemplo, que poderá pedir orientações ou fazer perguntas por comando de voz ou texto e ser direcionado a um manual ou à localização específica da resposta na página de FAQ (perguntas e respostas frequentes, da sigla FAQ em inglês).

Além disso, há estudos sobre a operação de máquinas e sistemas com o uso de comandos de voz. Desta forma, por meio de uma interação com linguagem natural, será possível interagir com um software e pedir para que ele emita uma nota fiscal para empresa X, por exemplo, e ele o fará sozinho.

Realidade virtual e aumentada

Outras tecnologias que vão crescer muito no próximo ano são as realidades virtual e aumentada. Até então bastante usadas na indústria de games, em 2018 se tornarão mainstream impulsionadas pelos setores de lazer, como museus e estádios, hotelaria e turismo. Mas também serão bastante usadas nos segmentos de varejo, saúde e educação - incluindo treinamentos.

Esses conceitos ganharam popularidade no mercado de games, como Pokémon, mas, assim como a inteligência artificial, estão sendo inseridas em aplicações de negócios. Em uma loja física, com uma aplicação assim, será possível obter informações adicionais de um produto ou verificar se uma carteira que você está comprando combina com um sapato que já está em casa. No segmento de saúde, será possível ”escanear” o tornozelo após uma contusão e obter indicações do que aconteceu e recomendações do que fazer. Tudo isso com a câmera do celular.

Os benefícios não param por aí. Essas tecnologias permitirão uma experiência imersiva, como, por exemplo, no aeroporto de Singapura que já treina seus novos engenheiros mecânicos 100% com óculos de realidade virtual. Na educação à distância, estudar o corpo humano como se ele estivesse na sua frente será um grande avanço para estudantes e professores. E imagine se, antes de comprar uma passagem para o Japão, você pudesse vivenciar uma caminhada pelas ruas da cidade ou saber como será a visão do assento do ingresso que deseja comprar para um show ou um jogo no estádio, antes mesmo de adquiri-lo. Até mesmo um passeio no museu ou em uma exposição torna-se mais rico e interessante com informações adicionais sobre uma obra usando apenas o celular.

Blockchain

Até o momento tivemos muitos casos teóricos de blockchain, mas em 2018 o veremos, de fato, em produção. Haverá um crescimento forte não só da tecnologia em si, mas, principalmente, de soluções desenvolvidas em cima dela. Será possível, por exemplo, fazer tracking e auditoria do transporte de medicamentos utilizando um sensor de internet das coisas (IoT) que rastreia o trajeto e a temperatura dos medicamentos durante todo o processo, salvando essas informações no blockchain. A medida garante a proteção dos dados, a imutabilidade deles e, até mesmo, a segurança e a qualidade dos produtos, que não sofreram alterações durante o trajeto. O mesmo princípio, pode ser usado no supply chain e na agricultura.

A tecnologia também deve crescer muito no segmento financeiro, onde surgiu juntamente com os bitcoins. Hoje, não existe uma instituição financeira que não use ou não esteja discutindo a adoção de blockchain. Outro aspecto que deve crescer bastante no próximo ano é a identidade digital e o blockchain será usado para garantir a segurança da informação e também que você é você mesmo.

Fog computing

Em 2018, vamos começar a usar o poder computacional das pontas. Isso agilizará a rotina de empresas e profissionais, pois não será mais necessário enviar todos os dados para uma nuvem, esperar ela processá-los e enviar a informação de volta para tomar decisões.

Imagine a diferença dessa mudança de paradigma em um carro autônomo, em que a velocidade de decisão é fundamental para a segurança das pessoas. Ao usar o poder computacional das pontas, realiza-se o processo localmente e apenas o armazenamento do resultado na nuvem tradicional, combinando várias nuvens ao invés de centralizar tudo em uma só. E isso só acontecerá porque o poder computacional que temos hoje no nosso smartphone ou em um carro autônomo, por exemplo, são incríveis.

Combinação de todas essas tecnologias

Além dos benefícios oferecidos por cada uma dessas tecnologias individualmente aos negócios, a combinação de várias delas também impactará fortemente o dia a dia nas empresas e a nossa interação com elas. O carro autônomo, por exemplo, usará não só a fog computing, mas também a inteligência artificial para tomar decisões. Na saúde, veremos o uso de IA e de realidade aumentada para dar uma prévia de diagnósticos. Além disso, com os óculos HoloLens, da Microsoft, será possível escanear um paciente e depois interagir com ele por meio de realidade aumentada e inteligência artificial.

Essas são algumas tendências que impactarão as empresas e os negócios em 2018 e precisamos estar atentos aos impactos que elas podem causar, não só no ambiente corporativo, para não perdermos competitividade, como também na interação com os clientes e nas experiências que oferecemos a eles.

*Vicente Goetten, diretor do TOTVS Labs

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Assistentes de voz revolucionarão o varejo em 3 anos

assistente_voz.jpg12/01/2018 - Os assistentes de voz se tornarão a forma dominante de interação entre varejistas e consumidores nos próximos 3 anos. Pesquisa divulgada pelo Instituto de Transformação Digital da Capgemini, revela que, neste período, os clientes que utilizarem a tecnologia estarão dispostos a gastar 500% a mais do que atualmente com este modo de interação.

Os assistentes de voz vão revolucionar o comércio

A pesquisa identificou que, hoje, algo como 24% dos entrevistados prefere usar um assistente a um website. Contingente que, nos próximos 3 anos, deve aumentar para 40%. Enquanto 31% dos entrevistados acredita que, nesse período, dará preferência a interação com assistentes de voz no lugar de visitar pessoalmente uma loja ou uma agência bancária – comparado com os atuais 20%.

Os usuários de assistentes de voz gastam 3% do total de seu tíquete de consumo em compras realizadas por meio da tecnologia, número que deve aumentar para 18% nos próximos 3 anos, reduzindo-se a participação de lojas físicas (45%) e sites (37%). Enquanto a transmissão de músicas e a busca por informações continuam a ser os usos mais populares para os assistentes de voz, 35% dos entrevistados também afirmou fazer compras de produtos, tais como alimentos, artigos para o lar e de vestuário. E, apesar de 28% dos usuários já terem utilizado a tecnologia de voz para pagamentos ou para transferir dinheiro, 44% deles têm interesse em a utilizar para transações bancárias, de acordo com a maior disponibilidade de atendentes remotos inteligentes habilitando funções como pagamentos de cartão de crédito via voz.

Consumidores estão altamente satisfeitos com a experiência com assistentes de voz

Os consumidores que utilizam assistentes de voz veem a experiência como extremamente positiva, com 71% deles satisfeitos com a utilização da tecnologia. Com 52% dos usuários apontando aspectos como conveniência, a capacidade de ter as mãos livres para fazer outras coisas (48%) e a automação das tarefas de compras rotineiras (41%) como as principais razões pelas quais preferem usar assistentes de voz em aplicativos e sites móveis. No entanto, a capacidade dos dispositivos entenderem seu usuário humano ainda é considerada crítica: 81% dos compradores esperam que a modalidade compreenda mais claramente sua dicção e sotaque. O relatório também revelou que os assistentes são mais populares entre os consumidores na faixa etária dos 33 aos 45 anos e que quase 1 em cada 5 (algo como 17% deles) dispõe de um rendimento familiar anual (antes de impostos) de mais de US$ 100 mil.

Assistentes de voz renderão benefícios concretos para varejistas e marcas

As marcas que forem capazes de fornecer boas experiências com assistentes de voz gerarão mais negócios e terão uma reputação positiva por meio da comunicação boca-a-boca. O relatório descobriu que 37% dos usuários de assistentes compartilhariam uma experiência positiva com seus amigos e familiares e que até 28% dos não-usuários atuais gostariam de utilizar com mais frequência uma marca depois de vivenciarem uma experiência positiva. Isso equivale a um sério aumento financeiro potencial, uma vez que os consumidores estão dispostos a gastar 5% a mais com uma marca depois de terem uma boa experiência com um assistente.

Mark Taylor, Chief Experience Officer e Digital Customer Experience da Capgemini afirmou: "Os assistentes de voz revolucionarão completamente a forma como as marcas e os consumidores interagem. O que torna a tecnologia tão excitante é a forma como ela está enredada no tecido de nossas vidas, oferecendo uma simplicidade e riqueza de interação que os consumidores nunca experimentaram antes. As marcas que forem capazes de capitalizar o enorme interesse do consumidor em relação aos assistentes não só criarão relacionamentos mais próximos com seus clientes, como gerarão oportunidades de crescimento significativas para os negócios".

O Instituto de Transformação Digital da Capgemini entrevistou mais de 5 mil consumidores nos Estados Unidos, no Reino Unido, na França e na Alemanha. A pesquisa quantitativa foi complementada com discussões realizadas com grupos focais de consumidores em cada país, conduzidas virtualmente. A pesquisa – assim como as discussões – contaram com um mix demográfico saudável de usuários e não usuários na amostra.

 

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