Desafios para manter talentos de TI no Brasil

netsupport.jpg*Por Frederico Queiroz
O mundo da TI tem lá as suas peculiaridades, e uma delas está no desafio em manter os talentos engajados dentro das empresas. Mesmo com muitos profissionais à disposição, a alta rotatividade do segmento causa alguns impactos. A maioria dos setores de RH, sofrem com o desenvolvimento de habilidades para que os profissionais continuem nos cargos que ocupam.

De acordo com a Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia e Comunicação), nos próximos anos ocorrerá o aumento de 30% nas contratações de profissionais de TI, o número chama a atenção nas empresas que buscam colaboradores qualificados. Ao mesmo tempo, os profissionais continuam dinâmicos e em busca de melhores oportunidades no Brasil e no exterior. Para que isso não se torne um hábito é necessário a transformação do cenário.

Como forma de engajamento e motivação as empresas precisam reformular o ambiente de trabalho, dando mais autonomia, possibilitando um ambiente mais jovem e dinâmico, além de melhorias nas condições e aperfeiçoamento do real valor da tarefa que vem sendo executada, e não só pelo lucro ao final do mês. Isso se chama propósito.

Pensando em reformulação, algumas empresas vêm oferecendo formas de trabalho diferentes para tentar diminuir a rotatividade nas empresas. Dentre elas, permitir mais liberdade na jornada de trabalho, home office ou até mesmo novos modelos de contratação, como freelancers de TI. Possibilitando, que os profissionais de TI executem suas atividades com comprometimento e liberdade, sem prendê-lo em um único local de trabalho.

Começar certo é importante, por isso, no ato da contratação, as expectativas de ambos devem estar alinhadas, pois o colaborador precisa estar em sintonia com o formato de trabalho da empresa, os valores oferecidos e o propósito.

Por meio da afinidade entre empresa e funcionário, a chance de manter o talento por mais tempo na organização é maior, demonstrando o valor do trabalho realizado, gerando segurança e satisfação para o colaborador.

Para seguir as novidades do mercado, as empresas têm como alternativa o incentivo à capacitação, como por exemplo a ajuda remunerada em cursos ou fóruns que possam acrescentar no currículo do colaborador. Ações internas, como feedbacks constantes, destaques do mês ou até almoços em equipe para abordar a satisfação com a empresa são importantes para aproximação.

Em um mercado altamente competitivo e com o objetivo de convencer os profissionais do setor que cresce 10% ao ano, as empresas de TI precisam gerar respaldos interessantes para que os talentos se sintam incentivados, apoiados e seguros para realizar suas expertises. O que você tem feito à respeito?

*Frederico Queiroz é CEO da NetSupport, plataforma digital para solução de problemas em TI.

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IA também precisa ser justa e transparente

frank_alcantara_uninter.jpg*Por Frank Coelho de Alcantara
28/05/2019 - O governo brasileiro subscreveu, junto com 41 países, os princípios definidos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para a adoção de sistemas baseados em inteligência artificial (IA). Logo, a partir do último 22 de maio, o Brasil se compromete a utilizar a IA de forma que estes sistemas sejam justos, transparentes e responsáveis. Isso tem pouco efeito sobre a tecnologia em si, mas impacta a forma com a qual ela será utilizada.

A inteligência artificial induz medo. Principalmente por causa de nosso desconhecimento sobre seus limites e pelo estímulo da ficção científica cinematográfica — tememos HAL 9000 de 2001: Uma Odisseia no Espaço, Ultron dos Vingadores e até mesmo Auto, de Wall-e. As corporações da vida real já estão gerando insegurança entre a população, o que motivou a OCDE, juntamente com a Comunidade Europeia e o governo americano, a tomar essa iniciativa.

Em um caso recente e impactante, a empresa inglesa Cambridge Analytica mostrou como os dados recolhidos pelo Facebook poderiam ser utilizados para controlar o comportamento do público. Usando dados e algoritmos de inteligência artificial, seria possível até mesmo alterar o processo democrático — que deveria ser espontâneo. Por conta disso, a gigante mídia social está sofrendo forte oposição do governo americano.

Há uma charge excelente circulando na rede, em que um garotinho diz para Mark Zuckerberg: “meu pai disse que você está espionando a gente”. Ao que ele responde: “ele não é seu pai”.

Por isso, o documento da OCDE destaca que os países se comprometem a garantir que os sistemas de inteligência artificial tenham como base cinco pontos. O primeiro é o crescimento inclusivo e o desenvolvimento sustentável. Devem também respeitar o estado de direito, os direitos humanos, os valores democráticos e a diversidade (permitindo a intervenção humana). Precisam ser transparentes e seguros. Seu funcionamento deve acontecer de maneira robusta, com avaliação contínua de riscos. Por último, devem ter como responsáveis as organizações e indivíduos que as desenvolvem, implantam ou operam.

Em outras palavras, devem ser justos, amplos, democráticos, seguros e responsáveis.

Caberá a cada país introduzir esses conceitos nas leis que regulam o desenvolvimento de sistemas eletrônicos e sua relação com os seres humanos. Do ponto de vista da humanidade em geral, não poderiam existir melhores intenções. E, como se diz popularmente, “de boas intenções o inferno está cheio”.

Precisamos criar o quanto antes o arcabouço legal que vai garantir esses princípios — o que não será tarefa fácil. Para além das boas intenções, esses cinco princípios precisam ser regulamentados de forma clara, sem gerar dúvidas ou interpretações equivocadas ou dúbias.

Tomemos por exemplo Israel, que já faz parte da OCDE e também subscreve esses princípios. Nesse pequeno país do Oriente Médio, com menos de nove milhões de habitantes, já existem 950 startups voltadas apenas ao desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial em áreas que vão da venda de legumes à exploração espacial. Não há transparência sobre o que está sendo desenvolvido e como isso deve impactar na vida das pessoas.

Caberá às instituições de ensino superior aprofundar a discussão ética sobre a inteligência artificial e ver como é possível progredir sem denegrir. Fazer com que sistemas inteligentes sejam criados sem destruir empregos, vidas e países. A tarefa é árdua, mas possível e urgente.

*Frank Coelho de Alcantara é engenheiro, mestre em Ciência, Gestão e Tecnologia da Informação pela UFPR e coordenador do curso de Engenharia da Computação do Centro Universitário Internacional Uninter.

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Pesquisa revela desafios para recrutar candidatos

job.jpg27/05/2019 - Para entender o panorama atual da área de recrutamento e seleção nas empresas, contratações, tendências, oportunidades, bem como os desafios para o RH do futuro com a chegada de novas tecnologias, a Kenoby, startup de recrutamento e seleção, realizou pesquisa, no primeiro semestre do ano, com mais de 2.618 executivos e lideranças da área, dos segmentos de tecnologia, comércio varejista, educação e outros. Dentre os participantes, (33%) são analistas, (17%) assistentes de RH, (12%) gerentes, (12%) coordenadores e (7%) diretores.

Quando questionados se o investimento em RH é essencial, de forma unânime, (99%) responderam que sim e (1%) que não; e se na empresa a qual trabalha houve aumento no percentual de contratações, aproximadamente (31%) disseram sim, em até (10%), 23% responderam que variou de (11 a 20%) e 18% afirmaram que as contratações ficaram na margem de (21% a 50%);

Com relação se a meta da empresa que trabalha envolve a previsão de investimentos em novas contratações de colaboradores para o próximo ano, (79% apontaram sim e (21%) não. Quando questionados sobre como avalia o investimento da empresa direcionado para melhorias no RH, (44%) afirmaram ser regular, (30%) bom, (19%) péssimo e (7%) ótimo.

RH Digital e estratégico

Outro ponto levantado na pesquisa é se a empresa que trabalham pode ser considerada digital. Cerca de (52%) responderam que é pouco, (30%) muito digital e (18%) que não. Já com relação a quanto o RH estratégico é importante para a empresa e para a área de recrutamento e seleção, (46%) sinalizaram que é muito importante, (31%) importante, (17%) razoavelmente e (6%) não consideram importante.

Um dos pontos cruciais da pesquisa é sobre o índice de assertividade do recrutamento da empresa. Para (42%) dos participantes disseram que é boa, (26%) é mediana (17%) regular, (10%) excelente, (4%) ruim e (1%) é péssima. Quando questionados se a área de RH, mais especificamente, carece de tecnologias específicas, (96%) responderam que sim e (4%) que não, ao ponto que, para (39%) dos participantes é importante e estratégico o uso da tecnologia no recrutamento e seleção.

Também tiveram que responder se o RH já se tornou uma área estratégica (86%) apontaram que sim e (14%) que não. Já o tempo gasto para o fechamento de vagas, 40% revelaram que varia de (16 a 30 dias), 30% (1 a 15 dias), 20% de (31 a 45 dias), 6% (16 a 60 dias) e 1% mais de (90 dias). Quando questionados se a empresa possui uma página de carreiras (trabalhe conosco), (36%) disseram que sim, (23%) que não, mas pretendem implantar e (13%) não têm a intenção de implementar;

Meios de anunciar vagas

Quando questionados sobre qual canal costuma divulgar as vagas de emprego, (70%) disseram redes sociais, (32%) compartilham em portais de empregabilidade e (10%) apenas internamente. Para (57%) ainda utilizam LinkedIn, (27%) Facebook, (8%) Instagram e (16%) outros meios.Também alegaram que o currículo ainda é a fonte principal de informações para triagem de candidatos para (77%) deles e (23%) sinalizaram que não. A prática de dar feedbacks aos candidatos, após as entrevistas de emprego, (46%) disseram que costumam fazer isso, (35%) somente aos candidatos inscritos nos processos seletivos, (15%) disseram que não e (4%) que sim, exceto feedbacks negativos.

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Indústria 4.0 aumenta trabalho para engenheiros

danial_ricaros_unsplash.jpg27/05/2019 - Até 2020, 72% das empresas brasileiras terão alto nível de automação; engenheiros são necessários em áreas como Inteligência Artificial, Eletrônica Embarcada e gerência de processos

Uma tendência de automatização e tomada de decisões com base em dados está tomando conta dos processos industriais em todo o mundo. É a chamada Quarta Revolução Industrial, ou Indústria 4.0. No Brasil, segundo dados da Price Waterhouse Coopers (PwC), apenas 9% das empresas estão em nível avançado de digitização — transformação dos processos nos mais automatizados e digitais possíveis. Porém, até 2020, a expectativa é que o percentual salte para 72%, o que mostra uma grande oportunidade de trabalho para engenheiros.

"Todas as áreas que podemos observar oferecem boas oportunidades para os engenheiros da computação, mas a industrial é a mais promissora. Por exemplo, em 2019 a Toyota e a Lexus estão lançando carros elétricos no Brasil. É um braço da indústria automotiva com enorme carência de engenheiros", afirma o coordenador do curso de Engenharia da Computação no Centro Universitário Internacional Uninter, Frank Alcantara.

Outros campos em pleno crescimento são o uso da inteligência artificial para os mais diversos ramos, como o mercado financeiro, a automação de processos, a integração de máquinas a sistemas eletrônicos (Internet das Coisas) e o processamento de dados. De acordo com a pesquisa conduzida pela PwC, 97% das empresas acreditam que os dados serão essenciais para tomadas de decisão nos próximos cinco anos.

Segundo o professor, a grande demanda do mercado de trabalho não garante emprego para o recém-formado. Para se destacar entre os colegas de profissão, é preciso ter conhecimento de áreas como de Redes Neurais e Computação Quântica, que ainda não são exploradas na maioria dos cursos de graduação.

Os engenheiros eletricistas também contam com oportunidades de trabalho nessas áreas, principalmente por meio da Eletrônica Embarcada, da Microeletrônica e da Robótica. "O desenvolvimento de sistemas embarcados, por exemplo, está revolucionando a Indústria 4.0. São computadores completamente dedicados ao dispositivo que eles controlam, diferentemente dos computadores pessoais, que são generalistas. Assim, conseguimos reduzir até mesmo o custo dos projetos, além de otimizá-los", explica o coordenador do curso de Engenharia Elétrica da Uninter, Juliano Pedroso.

O engenheiro de produção com conhecimentos da Indústria 4.0 também pode se destacar no mercado de trabalho, principalmente na Consultoria Industrial. Com sua visão ampla do processo produtivo, pode identificar onde é possível implantar automação e processamento de dados para otimizar processos e reduzir custos. “Os engenheiros de produção são profissionais com visão holística. Conseguem ver tudo o que ocorre em todos os departamentos da empresa para tomar as decisões mais assertivas possíveis”, explica o coordenador do curso na Uninter, Douglas Agostinho.

Crédito: Danial RiCaRoS / Unsplash

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InternetSAT expande oferta de serviços

internet_sat.jpg27/05/2019 - A InternetSAT, operadora e integradora de soluções de telecomunicações, anunciou a expansão de seus serviços para o setor de Energia a partir da oferta de projetos customizados de conectividade de redes (infraestrutura de TI remota) e dispositivos (Internet das Coisas, IoT), com a finalidade de impulsionar a inteligência à operação energética, incluindo em centros de controle em áreas remotas e com e abrangência nacional.

Além da conectividade em fibra e satélites bandas KA e KU já oferecida para este segmento, os serviços envolvem serviços baseados na conectividade em alta disponibilidade, velocidade ilimitada, incluindo a telefonia VOIP. A operadora atende a várias empresas do setor nas áreas de termoelétricas, eólicas, solar, hidrelétricas, e centrais de operação de energia, provendo conexão em alta disponibilidade junto a ONS, CCEE e demais órgãos reguladores, um setor que responde pela geração de energia necessária para o funcionamento de todos os segmentos da economia.

"Devido à sua distribuição e logística em todo o território nacional, o setor é um dos que mais demandam Internet via Satélite para atender a uma cadeia produtiva capilarizada e localizadas, em boa parte, em regiões remotas, onde a Internet é precária ou inexistente. Para atender à nossa expansão neste mercado, fortalecemos a equipe de apoio tecnológico e de suporte operacional aos clientes", comenta George Bem, CEO da InternetSAT

Os projetos de Conectividade Avançada e Inteligência da InterntSAT incluem:

- Internet via Satélite - A Internet banda larga da InternetSAT opera nas bandas KA e KU para todo o território nacional, em alta disponibilidade e velocidade. Todos os projetos são de acordo com as necessidades locais e cada negócio.

- Internet das Coisas, IoT – O serviço leva em conta a capacidade operacional de cada dispositivo conectado e os objetivos de cada projeto de IoT, envolvendo a telemetria avançada para a comunicação de dados em diversas aplicações, incluindo a medição do consumo de energia e combustíveis, temperatura, umidade, presença, abertura e fechamento de equipamentos e portas, rastrear veículos e frotas, entre outras aplicações.

- InternetSAT iVOZ - garante a ampliação da quantidade de linhas telefônicas, implementar PABX Virtual e serviços de URA, gravação de chamadas, histórico online de gravações e chamadas, com extratos online. Permite criar grupos de atendimento a clientes e outras atividades de grupo e oferecer 0800. Além de poder manter o número na portabilidade, as empresas podem combinar pacotes de minutos nacionais e internacionais, com custo zero entre filiais. O suporte é 24x7 e a segurança atende a protocolos avançados da indústria de telecomunicações.

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Aposentando as senhas em cinco anos

danial_ricaros_unsplash.jpg*Por Edson Ortega
17/05/2019 - Sempre é bom lembrar que a senha do computador, inventada por Fernando Corbato na década de 1960, já tem mais de 50 anos. Muitas outras maneiras de autenticar a identidade do consumidor foram desenvolvidas desde então e, segundo um estudo da Euromonitor, em 2016 foram realizadas 52 trilhões de autenticações. Entretanto, os métodos tradicionais de autenticação – senha, sobrenome de solteira da mãe e outros tipos de autenticação baseadas em conhecimento – já deixaram até o mais paciente dos consumidores frustrado ao perceber que esqueceu a senha ou que ela foi roubada, ou ao ter de digitá-la em teclados minúsculos. Vale ressaltar, existem maneiras mais seguras de verificar quem uma pessoa é.

É hora de mudar

Acreditamos que a indústria de pagamento pode aposentar as senhas nos próximos cinco anos. Graças aos avanços nas tecnologias de autenticação e combate à fraude, o uso de métodos estáticos de verificação da identidade do portador do cartão (CVV) – como assinatura e senha – estão se tornando opcionais para os estabelecimentos comerciais e emissores em alguns ambientes. Hoje, as instituições financeiras e estabelecimentos comerciais conseguem compartilhar uma quantidade de dados dez vezes maior entre si. Esses dados são usados para tomar decisões baseadas em risco para autenticar a identidade dos compradores, não importando o tipo de dispositivo ou aplicativo usado – na maioria das vezes, o consumidor não precisa fazer nada. Além disso, a crescente sofisticação da inteligência artificial está fazendo com que as fraudes sejam detectadas com mais rapidez e precisão, abrindo novas possibilidades para novos produtos e serviços, uma vez que o consumidor confia na segurança dos pagamentos.

Com a evolução e o aumento da segurança do ecossistema e a contínua implantação de tecnologias que utilizam inteligência artificial e biometria, visualizamos um futuro em que será possível reduzir ou eliminar o uso de métodos de verificação legados.

A biometria é uma estratégia de autenticação que tem tudo a ver com um sistema de pagamento moderno – um sistema em que o volume de transações presenciais diminui, enquanto o de transações digitais aumenta. A autenticação biométrica consegue entregar uma experiência de pagamento sem atrito aos portadores de cartões, enquanto os estabelecimentos comerciais, emissores e credenciadores dispõem de segurança de autenticação e gestão de identidade avançadas para prevenir fraudes.

Uma pesquisa encomendada pela Visa, em 2017, mostrou que os consumidores brasileiros estão abertos ao uso de biometria em opções mais rápidas, mais fáceis de usar e mais seguras do que a senha. A cada dez consumidores entrevistados, 9 estão familiarizados com a biometria. Os brasileiros têm uma forte percepção de que a biometria é mais rápida (85%) e mais fácil de utilizar (89%) do que senhas. A maioria dos consumidores já fez uso do reconhecimento de suas impressões digitais, com 6 em cada 10 pessoas usando-a regularmente. Além disso, quase a metade dos pesquisados (48%) já percebe que a biometria é mais segura do que as senhas. E 46% acreditam que usar biometria pode ajudar a eliminar a necessidade de se lembrar de várias senhas.

Pensando nos indivíduos que se preocupam com a segurança, os fabricantes de dispositivos móveis trabalharam para tranquilizá-los com relação ao roubo de informações biométricas. A solução encontrada foi armazenar e criptografar modelos biométricos – ou seja, representações algorítmicas em vez dos verdadeiros atributos biométricos – nos próprios dispositivos do consumidor, e não na nuvem. Com isso, ele está sempre de posse de seus dados biométricos pessoais e tem a opção de apagá-los a qualquer momento. Além disso, a precisão da autenticação é reforçada pela tecnologia de "detecção de vida", usada nos leitores biométricos e softwares, capaz de identificar se uma impressão digital é uma cópia ou dedo de verdade ou se rosto usado na autenticação é real ou uma máscara.

Os sensores de impressão digital começaram a ser integrados nos smartphones há cerca de seis anos e, nesse curto espaço de tempo, os consumidores ficaram bem à vontade com a tecnologia. A necessidade de uma autenticação rápida e fácil só aumentará com a multiplicação dos produtos e serviços digitais, uma vez que será inviável para o consumidor memorizar uma senha diferente para cada dispositivo conectado à Internet ou aplicativo. Substituir as senhas usadas nesses produtos e serviços por algum tipo de autenticação biométrica não só é essencial, como efetivamente possível hoje.

Abaixo listo algumas dicas de segurança básicas para o gerenciamento de credenciais de acesso. Com elas, acredito que estará mais seguro e evitará dores de cabeça, vale ao menos testar.

• Adote a autenticação biométrica, se disponível
Reproduzir dados biométricos é muito mais difícil. Além disso, os criminosos precisariam ter o trabalho de roubar o dispositivo fisicamente para cometer a fraude de pagamento. Muitos dispositivos móveis e aplicativos oferecem ao usuário a opção de verificar sua identidade ou fazer uma compra usando biometria.

• Ative os alertas ou notificações
Nenhuma solução é 100% infalível e os alertas são uma boa proteção, caso suas credenciais de acesso sejam comprometidas. Você será notificado quando sua conta for acessada com um novo dispositivo, ainda que as credenciais usadas sejam legítimas.

• Use um gerenciador de senhas para criar senhas complexas
Se não for possível adotar a biometria, use uma solução de gerenciamento de senhas de um provedor bem conceituado para armazenar as senhas de suas contas online. Alguns gerenciadores de senha também ajudam a gerar senhas fortes e complexas, para que você não precise ficar quebrando a cabeça.

*Edson Ortega é diretor executivo de Risco da Visa

Crédito: Danial RiCaRoS / Unsplash

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