A Inteligência Artificial já chegou na indústria

gustavo_baumgarten.jpg*Por Gustavo Baumgarten
02/07/2019 - Robôs que se movem de maneira autônoma e inteligente tomando decisões e prevendo cenários estão mais próximos do que se imagina. De acordo com previsões do Gartner, até o final de 2019, a Inteligência Artificial irá criar mais empregos no mundo do que extingui-los. O instituto aponta que a IA vai gerar 2,3 milhões de postos de trabalho até 2020, enquanto 1,8 milhão de empregos serão substituídos pela automação. Embora o uso de IA ainda esteja longe de ser comum aqui no Brasil, já existem aplicações na indústria que estão ao alcance de todos.

Segundo dados da consultoria IDC, os gastos globais com IA chegarão à R$ 140 bilhões este ano. Isso significa que, para além dos estudos acadêmicos, essas novas tecnologias já estão em fase de implementação. E existem diversas maneiras de se aplicar a Inteligência Artificial em equipamentos industriais. Uma delas, e talvez a mais avançada de todas, explora o ramo do aprendizado de máquinas que utiliza códigos e algoritmos computacionais para tornar um sistema capaz de tomar decisões com base em análises complexas, que aumentam a acuracidade de inspeções de qualidade, por exemplo. Com isso, podemos ter equipamentos de visão com o uso de Inteligência Artificial que permite inspecionar 100% dos produtos e embalagens produzidos.

Além dos sistemas de visão, a IA pode ser integrada à robôs móveis e colaborativos, que fazem o transporte de peças e equipamentos dentro da fábrica. Esses robôs são geralmente desenvolvidos para substituir os humanos em tarefas consideradas insalubres ou com riscos ergonômicos, seja pela repetição com que são executadas ou pelo peso excessivo envolvido no transporte dessas cargas. Os robôs podem circular de maneira autônoma por uma planta fabril e integrados à IA e são capazes de prever a necessidade de reposição de peças, entre outras atividades.

Seja qual for a finalidade da aplicação, a Inteligência Artificial representa um salto na transformação digital que caminha para uma realidade na qual a interconectividade dos equipamentos e as análises de dados tomam cada vez mais espaço em decisões estratégicas do negócio. Embora esses investimentos em novas tecnologias aliadas à IA ainda estejam ganhando popularidade no mercado brasileiro, já temos exemplos de grandes montadoras, indústrias de bens de consumo e farmacêuticas com projetos implementados ou em fase de implementação.

Os ganhos que os investimentos em tecnologias de ponta trazem vão além do aumento de performance e competitividade. Investir em robotização também está atrelado ao aumento da qualidade nos produtos e serviços e precisão nas atividades executadas por esses equipamentos inteligentes. Na prática, a transformação digital impacta positivamente todos os elos da cadeia produtiva de um setor e traz benefícios para o desenvolvimento do País. E as possibilidades são infinitas, seja por meio de processos mais inteligentes, robotizados ou automatizados, o importante é entrar no cenário digital e estar realmente preparado para acompanhar as mudanças que ainda estão por vir.

*Gustavo Baumgarten é General Manager da Pollux Vision.

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Como obter qualidade, agilidade e segurança

angelo_moura_sec.jpg*Por Angelo Moura
01/07/2019 - Com o avanço digital, cresce a demanda por aplicações desenvolvidas em menos tempo o que, consequentemente, impacta negativamente na segurança dessas aplicações que só são submetidas a testes no final do ciclo de desenvolvimento, resultando em códigos mal estruturados e vulneráveis. Como obter qualidade, segurança e rapidez para atender as demandas do mercado?

Sabemos que é custoso corrigir as vulnerabilidades de segurança dos softwares após a finalização/entrega. Por isso, o ideal é avaliar a segurança durante todo o ciclo de desenvolvimento, ou seja, desenvolver a aplicação pensando na segurança como parte desse processo e no trabalho conjunto das equipes de desenvolvimento e segurança. Esse conceito é conhecido como: DevSecOps.

Além de uma entrega eficiente e rápida, desenvolver um software embarcando segurança garante que, além de evitar vulnerabilidades, estar em compatibilidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Para exemplificar a seriedade da preservação de dados, em 2018 uma das maiores empresas de transporte privado urbano dos EUA, foi multada em aproximadamente US$ 148 milhões por ter os dados de cerca de 600 mil motoristas e 57 milhões de passageiros violados em seus aplicativos.

As plataformas de desenvolvimento seguro permitem a criação de microsserviços independentes, o que possibilita maior integração ao final do processo, mais resiliência e flexibilidade, pois o processo será contínuo e ligado ao desenvolvimento não existindo necessidade de parar a aplicação e utilizar toda a equipe para corrigir erros. Sendo assim, com a plataforma, cada parte da aplicação será trabalhada e corrigida individualmente.

Os softwares responsáveis pelo armazenamento e manipulação dos dados são alvos de cyber crimes, pois o tesouro da nossa era são justamente "informações", "dados". Por isso, além de pensar na segurança durante o desenvolvimento, cabe também adotar medidas que garantam a continuidade da segurança da aplicação. Como? Por meio da adoção de autenticação forte e criptografias, por exemplo, é possível manter essas informações protegidas e proporcionar ao usuário maior segurança na utilização da aplicação.

Sendo assim, não deixe a segurança para o final do desenvolvimento e, ainda, agregue qualidade e agilidade no desenvolvimento de suas aplicações.

*Angelo Moura é Pesquisador de Segurança Cibernética | Engenheiro de Software e DevSecOps na SEC4YOU

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O Deep Fake está cada vez mais comum

deep_fake.jpg*Por Armando Kolbe Júnior
01/07/2019 - Uma nova tecnologia no mundo da internet tem tirado o sono de muita gente: o Deep Fake. O recurso — disponibilizado inclusive de forma gratuita — é muito utilizado para colocar digitalmente o rosto de qualquer pessoa em outra. A tecnologia é utilizada principalmente em vídeos.

Criada por um usuário do Reddit (uma rede social em que os participantes podem votar no conteúdo que julgam mais relevante), trata-se de uma tecnologia que faz uso da inteligência artificial para proporcionar essa troca do rosto das pessoas, e até proporcionando uma certa realidade à nova face, com sincronização de movimentos dos lábios e outras expressões. São resultados impressionantes — tanto que ninguém pode se considerar livre da possibilidade de ter seu rosto incluído em um vídeo editado.

Tudo começou no ano de 2017, mais precisamente em dezembro, quando um usuário do Reddit chamado “deepfakes” utilizou inteligência artificial e aprendizado de máquina para criar algoritmos com o objetivo de “treinar” uma rede neural. Essa rede mapeia o rosto de uma pessoa no corpo de outra. Isso seria feito quadro a quadro.

No início, era necessário ter conhecimentos avançados para utilizar o Deep Fake. Entretanto, após a criação de diversos apps, os processos foram automatizados, tornando-se mais acessíveis e aumentando a utilização criminosa da ferramenta. Começaram a surgir diversos vídeos pornográficos estrelados por personalidades diversas. Uma das falhas que pode ser observada nesses vídeos é que os coadjuvantes quase não piscam.

Além dos filmes pornográficos, algumas personalidades estão sendo colocadas em locais e situações em que nunca estiveram, trazendo inúmeros constrangimentos. Infelizmente é possível, inclusive, criar um álibi, forjar um momento e colocar, por exemplo, um CEO ou mesmo um político em situações de difícil reparação — principalmente frente ao imediatismo das pessoas em não entender que determinado vídeo pode ser falso e que a manipulação depende da criatividade do editor e de quantos vídeos da celebridade (ou mesmo seus) estejam disponíveis facilmente na internet.

Um caso recente envolveu o partido político da Bélgica Socialistische Partij, anders (Partido Socialista, Mas Diferente) que criou e divulgou o Deep Fake. Nesse caso, um falso Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, solicitava à população do país belga o voto pela renúncia ao Acordo de Paris, um tratado que rege políticas climáticas. O vídeo utilizou-se de psicologia reversa, já que concluiu-se que a maioria do povo votaria contra somente para contrariar a mensagem do presidente americano.

Uma das maneiras de nos protegermos dessas ferramentas de manipulação é evitar o compartilhamento de vídeos com desconhecidos, ou mesmo não postá-los em redes sociais, dificultando assim o trabalho do editor em pegar seu rosto e colocá-lo em outro vídeo comprometedor.

Além dos vídeos, vemos constantemente nas notícias questões sobre assuntos que viralizaram nas redes sociais, como áudios e textos atribuídos a famosos, mas que na verdade são #FAKE.

O maior problema é o discernimento do que é verdadeiro e falso. Portanto, recomenda-se evitar a distribuição de textos, áudios e vídeos sem o conhecimento da fonte original. Fazendo isso, pode-se facilmente cometer o erro de distribuir notícias falsas e atender aos interesses de criminosos.

*Armando Kolbe Júnior é professor do curso de Investigação Profissional do Centro Universitário Internacional Uninter.

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Corinthians divulga balanço da parceria com IBM

corinthians.jpg28/06/2019 - Há pouco mais de 5 meses, o Corinthians passou a contar com os serviços da IBM para a reinvenção digital do clube, voltada à gestão e inovação do programa Fiel Torcedor e dos serviços oferecidos na Arena Corinthians, em Itaquera, São Paulo. Passados os primeiros 150 dias de parceria, o clube e a empresa trazem um balanço dos trabalhos desenvolvidos até aqui.

Os primeiros dias do projeto foram voltados para a implementação da infraestrutura de TI da Arena e a criação de um modelo de gestão capaz de receber inovações futuras. A equipe envolvida focou seus esforços na transformação da arquitetura da informação como, por exemplo, a troca de servidores e a migração da cloud - nuvem pública – do cliente para a nuvem da IBM.

Neste período, a IBM trabalhou também na modernização das catracas de acesso dos torcedores ao estádio e já desenvolveu um novo design, especialmente para atender ao público PCD (pessoas com deficiência), que será implementado até o final do ano. Além disso, foi realizada modernização e melhoria na segurança física da Arena e entorno, com a colocação de novas câmeras e sistemas de monitoramento por meio da sala de controle.

O escopo dos primeiros dias também envolveu o site do programa Fiel Torcedor, que também passou por reformulação. O layout está mais leve, moderno e responsivo e o site pode agora ser acessado de qualquer dispositivo móvel, como PC, smartphone e tablet, provendo a mesma experiência ao usuário. O canal recebeu, ainda, novas funcionalidades, como cadastro fácil com login via Facebook, processo simplificado para compra de ingressos, com recebimento de e-ticket para acessar a Arena, opção de impressão de QR Code e possibilidade de trocar as cadeiras dentro do setor.

Outras novidades e funcionalidades envolvendo as catracas e acesso ao estádio estarão prontas até o fim do ano e incluem biometria sem toque ("untouch") para funcionários, membros da imprensa e torcedores nas áreas VIP da Arena, além de adaptação do código de venda de bilhetes e do dispositivo de acesso para o atual padrão aberto FIFA.

Crédito: Bruno Teixeira/Ag. Corinthians

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Como IA apoia educadores em empresas

luis_castanha.jpg*Por Luiz Alexandre Castanha
27/06/2019 - A transmissão de conhecimento, que revela tanto sobre os valores e ideias que regem as sociedades, ganhou novas abordagens e uma delas, a inteligência artificial (IA), tem sido uma potente ferramenta na mão de educadores, gestores em empresas e desenvolvedores de talentos. Vivemos em uma era da superinformação, em que a internet se projeta como um espaço de produção e compartilhamento de informações, por vezes desorganizadas e sem filtros.

No Brasil, são 116 milhões de pessoas conectadas à rede, segundo o IBGE, e 220 milhões de smartphones ativos, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas. É fato que estamos acessandodados. Mas, que tipo de conteúdo? Como eliminar os ruídos, a informação errada, incompleta ou que não satisfaz nossa curiosidade? Penso que as respostas passam pela convicção de que a tecnologia pode ser não só causadora de desinformação, mas importante aliada no processo de organização de informações. Sendo assim, ela deve ser aplicada justamente para contribuir com nosso potencial de aprendizado.

E a inteligência artificial tem dado importantes passos nesse sentido. Estamos, cada vez mais, assistindo ao surgimento de ferramentas de apoio tais como: tutorias inteligentes,  ambientes imersivos com avatares 3D, de professores e alunos. Práticas que podemos aproveitar para aperfeiçoar nossa atuação no campo do trabalho e dos estudos.

Há softwares no mercado, por exemplo, que servem como um consultor virtual de conteúdo de aprendizagem. Eles categorizam e apresentam assuntos com base no perfil cadastrado por um usuário e são capazes de identificar a melhor trilha de aprendizagem até a certificação ou formação necessária para cada pessoa. Basta que, para isso, o sistema seja informado sobre suas habilidades, seus interesses e necessidades. Tudo isso alimenta o programa para que ele passe a sugerir jogos, podcasts, vídeos no Youtube, artigos, blogs e livros que contemplem o tema desejado, de modo personalizado.

Inteligência artificial a serviço da educação

Uma empresa na Nova Zelândia também apostou em IA dentro de sala de aula com crianças. Ela desenvolveu Will, um professor avatar de inteligência artificial, que aparece no tablet e no celular do aluno para orientá-lo sobre o uso consciente de energia elétrica. A ideia é que Will não só transmita informações, mas que reveja o conteúdo com cada criança, e faça isso de maneira cativante, por aliar tecnologia e conhecimento.

Da mesma forma, professores e palestrantes também podem se beneficiar com os robôs inteligentes. Foi criado um software que simula uma sala de conferência ou de aula que, nos 2 minutos iniciais, consegue fazer uma análise de desempenho do usuário, identificando vícios de linguagem, avaliando o tipo de comunicação corporal, a cobertura visual da sala, entre outros quesitos que interferem em seu poder comunicacional quando estiver na frente de pessoas reais.

Quando falamos de uma sala de aula do futuro, estamos nos referindo ao emprego dessas novas tecnologias, que pode ser utópico, inalcançável, para alguns, mas que já se mostra como potência para modificar o sistema educacional no Brasil e no mundo. Aplicar a IA à aprendizagem é a prova de que os recursos não surgiram para tornarem somente os robôs mais inteligentes, mas para nos tornar mais inteligentes e competentes também.

*Luiz Alexandre Castanha é diretor geral da Telefônica Educação Digital – Brasil e especialista em Gestão de Conhecimento e Tecnologias Educacionais

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Por que ainda vale a pena investir em criptomoedas?

criptomoedas.jpg*Por Lucas Evangelista
27/06/2019 - Com o surgimento da Bitcoin a partir de 2008, milhares de pessoas começaram a enxergar a moeda digital como uma tendência de mercado eficiente, prática e rápida para a compra de bens e serviços. A criptomoeda, por ser um ativo que não depende das instituições financeiras, é mais fácil de "rodar" no mercado e de ser negociada.

Na prática as pessoas entram nesse segmento enxergando como uma forma de investimento. É comprar barato para vender caro e aferir um pouco de lucro. São mais de três mil criptomoedas, utilizadas como meios excelentes de pagamento.

A moeda digital já é uma realidade de investimento de grandes empresas, como a Microsoft e a IBM. Outras empresas já aceitam pagamentos com criptomoedas, como a DELL a o Soundcloud. Mas, uma das maiores vantagens do mercado de criptomoedas é a utilização para pagamentos e compras de bens e serviços, além de permitir a transferência entre valores.

Investir em moedas digitais pode ser um negócio rentável, desde que o investidor/comprador saiba operar, e vale destacar a importância dos agentes movimentarem o mercado de moedas digitais, para que ela seja mais valorizado como um ativo financeiro.

Quanto mais pessoas investindo e ajudando a movimentar esse mercado, a tendência é que a moeda seja valorizada. Existe um grande potencial em que várias transações financeiras serão utilizadas com o uso de criptomoedas. Você coloca o poder na mão do cidadão. É uma tendência que não depende do Estado, dos bancos.

Alguns conceitos são imprescindíveis para quem deseja investir em criotomoedas. Saber o que significa martenodes, arbitragem e fundos de criptomoedas. Além de entender como funciona o blockchain, tecnologia que garante a segurança da criptografia das moedas, são passos básicos para qualquer pessoa interessada em entrar no mercado das moedas digitais.

*Lucas Evangelista é consultor de ativos digitais

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