Há uma batalha contínua entre dados e algoritmos

filippo_engineering.jpg*Por Filippo Di Cesare
27/06/2018 - Não há dúvida de que a Inteligência Artificial (IA) é um dos pontos tecnológicos mais efervescentes. Segundo o estudo do Gartner "O valor comercial da inteligência artificial em todo o mundo, 2017-2025", é que o volume de soluções de negócios empresariais baseadas em plataformas de Inteligência Artificial crescerá drasticamente em todo o mundo, com um aumento de 70%, em 2018 em relação ao ano anterior. E isso pode triplicar em 2022, quando o negócio deve valer US$ 3,900 bilhões.

A explosão da Inteligência Artificial tem transformado profundamente a sociedade moderna, impulsionado pela capacidade computacional cada vez maior e as quantidades continuamente crescentes de dados e informações disponíveis hoje. Isso afetará todos os aspectos de nossas vidas e será uma das tecnologias mais disruptivas dos próximos anos.

Para mim, é claro que, como diretor de uma empresa voltada para auxiliar seus clientes na transformação digital, a adoção de soluções utilizando Inteligência Artificial é a base das atividades diárias e dos motivos de debate com colegas e clientes. Hoje, lendo a imprensa especializada e fóruns de discussão na Internet, parece haver uma batalha entre dados e algoritmos, para suportar os melhores aplicativos baseados em IA. É possível ler artigos que parecem ser quase expressões de facções opostas; tendenciosa de acordo com a preferência de dados sobre algoritmos ou vice-versa.

O que caracteriza a Inteligência Artificial do ponto de vista tecnológico é o método/modelo de aprendizagem com o qual a inteligência se torna habilidosa em uma tarefa ou ação (daí a distinção entre os vários Machine Learning, Aprendizagem Profunda, etc). Portanto, dados quanto os algoritmos são necessários para o desenvolvimento de uma aplicação baseada em IA.

Existe realmente uma batalha entre dados e algoritmos?

Já faz muito tempo desde que deixei a Faculdade de Ciências Estatísticas em Bolonha (Itália), mas com todos os investimentos que estamos fazendo na empresa no campo de Machine Learning e Inteligência Artificial em geral, eu estou frequentemente envolvido nessas áreas em interessantes discussões de projetos com meus colegas, que lideram o departamento Digital, e felizmente são muito mais experientes do que eu.
Do meu ponto de vista, se é verdade que - como afirma Geraldo Salandra - "Inteligência Artificial é o foguete, mas os dados são o combustível", também é verdade e inegável que a IA é uma combinação de dados e algoritmos.

Não há dúvida de que sem combustível (ou seja, dados) você não vai a lugar algum, mas tenha em mente que também é verdade que a escolha do algoritmo correto pode compensar a má qualidade dos dados, e é igualmente certo que escolher um algoritmo errado pode empobrecer os efeitos de excelentes dados.

Devemos assumir que os dados são mais importantes que os algoritmos?

Eu não acho que é sempre assim. Eu entendo o valor fundamental da infraestrutura de dados e análise para alimentar os algoritmos de Inteligência Artificial.

Em nossa experiência cotidiana, "coleta e preparação de dados" são, de fato, as atividades que requerem mais tempo para o desenvolvimento de aplicações baseadas em Inteligência Artificial, comparadas com aquelas para a seleção e desenvolvimento de um modelo. É por isso que investimos muito para fornecer aos nossos clientes a melhor infraestrutura de dados para alimentar e treinar algoritmos.

Mas nos algoritmos é necessário um ótimo trabalho: ninguém pode dizer com certeza qual algoritmo terá o melhor desempenho sem antes ter tentado diferentes. Elaborar e comparar algoritmos e modelos para escolher os adequados é uma atividade crucial para definir o sucesso de uma solução de IA:

- Qual algoritmo devo usar?
- Quantas horas de treinamento de algoritmo tenho à minha disposição?
- Qual é o tipo, a qualidade e o tamanho dos dados disponíveis para mim?

A qualidade do conjunto de dados influenciará diretamente o sucesso do modelo preditivo. Com foco nos dados, é possível transformar um banco de dados ruim em um que vale a pena ser usado na aplicação da Inteligência Artificial, mas também é essencial escolher o algoritmo e modelo corretos que se ajustam aos dados disponíveis e que são consistentes com os dados dos objetivos de negócio.

Aqui estamos nós: o negócio. A palavra que muitas vezes falta nos artigos que li, onde a prioridade dos dados sobre os algoritmos é debatida ou vice-versa, são precisamente "negócios". A disponibilidade de uma grande quantidade de dados de boa qualidade e algoritmos relevantes permite melhores informações e aplicações; mas obter esse tipo de dados e algoritmos não é apenas uma questão técnica: habilidades empresariais profundas são necessárias para gerar valor significativo e aplicativos de inteligência artificial para empresas.

Dados e algoritmos não se opõem, mas são aliados em uma estratégia orientada para os negócios.

*Filippo Di Cesare é CEO da Engineering do Brasil

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Solução brasileira vence competição da IoT Week

cpqd.jpg25/06/2018 - Com suporte e mentoria do CPqD, a equipe vencedora do Desafio IoT 2017 acaba de ganhar também a competição internacional da IoT Week/Global IoT Summit 2018, evento realizado entre os dias 4 e 7 de junho, em Bilbao, na Espanha. A solução WiseHome, da startup brasileira IoT Company, foi escolhida pelo júri técnico do evento como o melhor projeto da competição, entre um total de 20 inscritos - dos quais três disputaram a final.

Voltada ao segmento de casas e de cidades inteligentes (smart homes e smart cities), a solução WiseHome foi desenvolvida durante o Desafio IoT 2017, organizado pelo Fórum Brasileiro de IoT com o apoio do CPqD e da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Mackenzie. Ao vencer o desafio, o time de empreendedores responsável pelo projeto foi premiado com uma viagem à Espanha, para participar da competição promovida pela organização do IoT Week 2018. E, mais uma vez, teve seu projeto escolhido como o melhor - em todos os critérios de avaliação (técnico, modelo de negócio e inovação) - por um júri formado por professores, cientistas, pesquisadores, representantes de governos e de empresas da comunidade europeia.

"Durante o Desafio IoT, recebemos mentoria de especialistas do CPqD que nos ajudaram a introduzir melhorias em nossa solução", conta Erick MacDonald Filzek, um dos empreendedores da IoT Company. Como exemplo, ele cita o conceito de segurança inovador adotado na WiseHome. "Depois de receber informações importantes sobre a questão da segurança em Internet das Coisas, decidimos adotar o conceito de Blockchain por dispositivo, que é uma inovação no mundo", enfatiza.

Outra mudança incorporada à solução, com base em orientação recebida dos mentores do CPqD, foi a redução do tamanho da fonte de alimentação dos dispositivos - atualmente a menor do mundo, segundo Emerson BZ, outro sócio da IoT Company. "Afinal, essa fonte precisa caber na caixa da tomada de energia, junto com a placa de automação IoT, os fios, etc.", afirma. "Esse é um dos diferenciais da nossa solução: a fácil instalação, sem necessidade de quebrar parede ou mudar nada na infraestrutura ou na rede elétrica", acrescenta Filzek.

Para o CPqD, a conquista dos empreendedores brasileiros também representa um resultado importante. "É um indicador de que estamos no caminho certo, ao investir no apoio ao empreendedorismo e a iniciativas voltadas à inovação aberta", conclui Flávio de Andrade Silva, responsável por iniciativas nessa área no CPqD.

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Transformação digital envolve gestão de talentos

capital_humano.jpgPor Barrett Coakley
25/06/2018 - A indústria de serviços, a exemplo de outros segmentos, também enfrenta os desafios de atrair e reter talentos

A mudança organizacional é um grande desafio, mas dadas as constantes transformações do mercado e as novas tecnologias, lidar com a transformação tornou-se uma exigência para a maioria das empresas. E as companhias de serviços incluem-se nesta categoria.

De acordo com relatório da consultoria empresarial McKinsey, 70% dos programas de mudança organizacional não conseguem atingir seus objetivos, em grande parte, devido à resistência dos funcionários e à falta de suporte administrativo. Apesar das dificuldades, quando feito corretamente, o gerenciamento de mudanças pode ter um enorme impacto no engajamento dos funcionários, na eficiência operacional e no sucesso financeiro de uma companhia.

Dentro da jornada do gerenciamento de mudanças, a gestão de talentos deve ser considerada uma prioridade. Além de agregar valor à empresa, tornando-a mais competitiva no mercado, a gestão de capital humano amplia suas chances de expansão e desenvolvimento.

Neste quesito, a posição do Brasil não é muito confortável. O mais recente relatório divulgado pelo instituto de pesquisa suíço IMD (2017), revela que o Brasil ocupa a modesta 52º posição no ranking global de geração e retenção de talentos, em um universos de 63 países. O estudo mede a capacidade de desenvolver, atrair e reter talentos, em três categorias principais: investimento/desenvolvimento; atração; e prontidão.

Retenção de talentos na indústria de serviços

Segundo o The Service Council, comunidade de executivos de serviços que representam companhias globais, 70% das empresas de serviços relatam que enfrentarão dificuldades, pois perderão número considerável de trabalhadores para a aposentadoria nos próximos anos. A aposentadoria dos chamados "baby boomers" deve deixar uma grande lacuna de conhecimento e experiência em muitas equipes, globalmente. Entretanto existe esperança, já que uma nova geração de 75 milhões de "millennials" (milênios) estará entrando no mercado de trabalho.

Os gerentes de serviço em campo devem entender o que motiva os milênios e as diferenças entre esta geração e os baby boomers que estão se aposentando. Abaixo listo alguns de seus principais diferenciadores:

- Especialistas em tecnologia: Os milênios cresceram na era digital, por isso adotam a tecnologia e esperam que as empresas forneçam-na da maneira mais atual para que consigam realizar seu trabalho.

- Missão: Possuem um significado mais profundo de trabalho, por isso, querem sentir que estão tendo um impacto tanto na empresa quanto na sociedade.

- Retenção: Tendência a mudar de emprego com frequência. De fato, a empresa americana de pesquisa Gallup revelou que 21% dos milênios mudaram de emprego no último ano, número três vezes maior ao de pessoas que não são desta geração.

Ofereça Incentivos

Embora você possa pensar que um aumento seria suficiente para a retenção do milênio, é preciso se concentrar nos benefícios que possa oferecer.

De acordo com a Gallup, os millennials são mais propensos do que qualquer outra geração a mudar de emprego por um determinado benefício. Eles apreciam especialmente vantagens que afetam diretamente suas vidas e a vida de sua família. Faz sentido, considerando que muitos estão formando famílias, têm grandes empréstimos estudantis e desejam um equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Benefícios populares para os milênios incluem licença maternidade e paternidade paga, reembolso de empréstimo estudantil, de cuidados infantis e de matrícula.

Então, em vez de apenas oferecer um aumento de salário no próximo ano, pesquise sua força de trabalho para entender o que eles realmente valorizam. As respostas podem surpreender.

A melhor maneira de atrair a geração do milênio é alavancar dois de seus maiores desejos - desenvolvimento e propósito. Por exemplo, a Gallup informa que "mobilizar a geração do milênio em torno de uma missão e propósito aumenta drasticamente o engajamento dos funcionários: 67% dos milênios são engajados no trabalho quando concordam que a missão ou propósito de sua empresa os faz sentir que seu trabalho é importante".

Concentre suas estratégias no fornecimento de oportunidades de aprendizado e desenvolvimento de carreira. Dessa forma, os milênios ficam assegurados de que seus empregos oferecem muitas oportunidades de desenvolvimento de habilidades e crescimento na carreira. Lembre-se de que esta geração pode querer realizar projetos independentes, participar de conferências, aulas e organizações profissionais. Por isso, dê a eles a flexibilidade e os recursos para isso, se isso significa reembolso de matrícula ou tempo de folga para garantir que eles sejam cumpridos.

A chave para lidar com as mudanças organizacionais é um compromisso de todos os envolvidos. Na verdade, a McKinsey descobriu que, quando as empresas investem de fato em mudanças, aumenta em 30% a chance de o funcionário aderir. No entanto, o que torna o desafio ainda mais difícil é que as empresas não podem mais se dar ao luxo de implementar mudanças ao longo de um período de 3 a 5 anos, como no passado.

Hoje, a mudança não é mais um evento periódico, mas constante, à medida que o mercado e a tecnologia continuam a evoluir cada vez mais rapidamente. Por isso, o momento de se preparar é agora.

* Barrett Coakley é Gerente de Marketing de Produtos da ClickSoftware.

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Start-up de seguros Thinkseg adquire Bidu Corretora

thinkseg.jpg21/06/2018 - Na primeira operação de aquisição entre insurtechs no Brasil, Thinkseg multiplica sua carteira de clientes e ganha novos sócios, unindo as duas empresas citadas pela Goldman Sachs como as mais inovadoras do setor

A Thinkseg assume posição de maior insurtech do Brasil ao adquirir a Bidu Corretora nesta terça-feira, (21). A start-up fundada em 2016 por André Gregori, ex-sócio do BTG Pactual, incorpora 100% da veterana Bidu, uma das primeiras corretoras de seguro online do País.

Como parte da transação, Rodolpho Gurgel, até então CEO da Bidu, e outros 3 gestores da companhia, tornam-se sócios da Thinkseg, trazendo conhecimento em tecnologia e marketing online para acelerar a expansão da insurtech.

"O ineditismo dessa operação no mercado de insurtech no Brasil inicia um caminho natural para a alavancagem do modelo de negócio das startups de seguros via aquisição. Somos os primeiros a realizar esse tipo de operação entre insurtechs, mas veremos outras transações no Brasil e no mundo daqui para frente", afirma André Gregori.

Apesar da aquisição, as operações e os sites de ambas as empresas permanecem independentes, garantindo toda a qualidade e variedade de produtos que são oferecidos pela Bidu e pela Thinkseg.

As conversas entre a Thinkseg, os investidores da Bidu – entre eles o fundo de venture capital Monashees – e o management da companhia se iniciaram no final do ano passado.

Após a incorporação da Bidu, a carteira da Thinkseg passa a somar mais de 23 mil clientes, com volume de prêmios estimado em R$ 85 milhões. Operando nos ramos de vida e eletrônicos, corretora agora tem a possibilidade de acelerar sua entrada em outras verticais onde a Bidu já atua, como seguro viagem e plano de saúde, por exemplo.

Sobre a Thinkseg

Start-up de seguros (insurtech) que conecta seguradoras, corretores e clientes. Entrou em operação em abril de 2016, propondo uma mudança na cultura tradicional do setor de seguros por meio de modelos preditivos e formação de preço personalizado nos produtos levados às pessoas físicas (B2C) e jurídicas (B2B).

Sobre a Bidu

Start-up de seguros (insurtech) que atua como plataforma online de recomendação, comparação e contratação de seguros. Desde a sua criação, em 2011, mais de 8 milhões de pessoas já compararam preços e coberturas de diversos tipos de seguro, entre eles seguro auto, seguro viagem, seguro residencial, seguro de vida e plano de saúde, além de determinados produtos financeiros, como cartões de crédito e empréstimos. 

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Quais os principais obstáculos para a inovação?

rimini_street_pesquisa.jpg20/06/2018 - Pesquisa “State of Innovation” encomendada pela Rimini Street revela inúmeras dificuldades enfrentados por CIOs, apesar de benefícios tangíveis e retorno de investimento em inovação

Apesar de reconhecerem a importância da inovação e da necessidade de transformação dos negócios, líderes de TI e finanças dizem que estão enfrentando grandes obstáculos. A pesquisa mundial “State of Innovation, encomendada pela Rimini Street mostra que 77% dos executivos com poder de decisão dizem que gastam “muito para sustentar suas operações de TI”, “sentem falta de apoio dos Conselhos Administrativos para investimento significativos em inovação” (76%) e “estão amarrado a contratos de fornecedores que restringem a inovação” (74%).

Essas atitudes da alta diretoria em relação a investimentos em projetos de transformação digital criam importantes desafios para líderes de TI e de finanças com visão de futuro, focados em apoiar o crescimento e a obtenção de vantagem competitiva para as organizações.

Portanto, como executivos de TI e do setor financeiro podem modificar o mindset dos Conselhos com o objetivo de receber aprovação e seguir em frente com suas tão necessárias iniciativas de transformação digital dos negócios?

llan Oshri, professor da University of Auckland Business School, afirma que investir em inovação requer uma cultura organizacional que encoraja os líderes a assumirem riscos e aceitarem o fracassos para adquirir aprendizado. “A maior parte das companhias está mais confortável com previsibilidade e resultados confiáveis, e menos inclinada ao desafio, aceitando as convenções dos negócios. Essa abordagem de mitigação de risco está em seu DNA”, explica Oshri. “No entanto, organizações que se distinguirem pela inovação abraçarão uma mentalidade dupla que equilibra investimentos em projetos incertos, porém transformadores, com foco em excelência operacional. Esse equilíbrio é extremamente desafiador e essencial para obter sucesso agora e também no futuro”.

Apresentar um modelo “robusto” de Retorno do Investimento (ROI) é essencial para ganhar apoio dos Conselhos em projetos de inovação. Ficou claro na pesquisa global da Rimini Street que a taxa de ROI é o componente secreto para novos investimentos em inovação. Mais de um terço dos entrevistados responderam que sua organização já gerou aumento de receita (37%) ou reduziu os custos de operação (35%) como resultado de seus investimentos em inovação.

Os executivos também reportaram, respectivamente, um crescimento médio de 14% na receita anual e uma redução média de 12% nos custos operacionais. Adicionalmente, 83% da base de pesquisa afirmaram reconhecer uma evidente ligação entre inovação de TI e sua posição competitiva na indústria. Com essas estatísticas, a questão que permanece é por que metade dos consultados disseram não serem capazes de convencer os Conselhos de Administração sobre a importância de investir em iniciativas de inovação?

Segundo a pesquisa, os líderes que afirmaram já terem vivenciado aumento das receitas como resultado dos investimentos de suas organizações em inovação estão menos preocupados com o budget direcionado para este assunto e mais propensos a convencer seus Conselhos a favor desses investimentos. O mesmo grupo também reportou que já vivenciou aumento de produtividade (62%), melhora da satisfação dos consumidores (60%) e maior capacidade competitiva (53%) – resultados de seus investimentos em inovação.

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A tecnologia pode e vai revolucionar o mundo

ind_40.png*Por Leonardo Santos
21/06/2018 - A quarta revolução industrial é um dos termos da atualidade mais propagados em eventos de negócios. Nela, tecnologias como Inteligência Artificial (IA), Big Data e Analytics, estão em constante evolução e prometem reinventar diversas áreas e setores.

Essa revolução promete automatizar processos por meio da consolidação e análise de informações, gerar novos insights para a melhor compreensão de situações e momentos para garantir uma tomada de decisões mais rápida e assertiva, e promover o engajamento cognitivo que visa promover maior resolução de todo o tipo de tarefas e situações.

Com isso, essas ferramentas inovadoras ganham cada vez mais visibilidade e investimento. Conforme levantamento realizado pela Statista, empresa que reúne estatísticas de diversos mercados, a IA movimenta, atualmente, US$ 2,4 bi. Porém, para 2025, a expectativa é que esse valor supere os US$ 60 bi, fazendo desse um dos principais setores para a transformação dos negócios no mundo digital.

Se hoje as companhias inovadoras já criam soluções com o uso da computação cognitiva, como carros autônomos, softwares que auxiliam médicos na identificação de células cancerígenas, robôs que auxiliam na organização de empresas e até auxiliam nos cuidados de pacientes em estados terminais, a tendência é que, no futuro, a automatização de processos transforme as atividades rotineiras de diversas empresas, que historicamente encontram barreiras para a realização de tarefas que deveriam ser simples.

Ao contrário do que se imagina, não é mais futuro é uma realidade. Hoje, esse tipo de tecnologia já está tão presente no cotidiano das pessoas, que elas já não conseguem mais notar a inovação, mas sim seus benefícios. Ao realizar uma pesquisa na internet, por exemplo, caso ocorra algum erro ortográfico, o próprio buscador questiona se a intenção do usuário não era outra.

O próximo passo dessa jornada evolutiva é a popularização dessas tecnologias e a garantia de uma disponibilidade cada vez maior. Como já dizia o escritor américo-canadense William Ford Gibson, "como eu tenho dito muitas vezes, o futuro já chegou. Só não está uniformemente distribuído."

*Leonardo Santos é CEO da Semantix, empresa especializada em Big Data, Inteligência Artificial, Internet das Coisas e Análise de dados.

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