Como a tecnologia ajuda a popularizar a saúde no Brasil

tecnologia_saude_250.jpg*Bruno Rodrigues
02/09/2019 - O Brasil conta com apenas 1.8 médicos para cada mil habitantes. Tecnologias que ajudam na prevenção de doenças e na otimização do sistema de saúde estão melhorando a qualidade de vida do brasileiro

Segundo relatório da consultoria McKinsey, o Brasil possui menos médicos por pessoa do que a maioria dos países desenvolvidos. Os dados são do Brazil Digital Report, que levantou vários aspectos da economia nacional, em parceria com o Brasil no Vale do Silício, movimento de estudantes brasileiros que começou em Stanford, nos Estados Unidos. Um dos caminhos para popularizar a saúde no país é através da tecnologia.

Atualmente, no Brasil, a média é de 1.8 médicos para cada mil habitantes, enquanto em países desenvolvidos a média chega a 4.1. Existe uma grande lacuna no sistema de saúde nacional. Isso começa desde a formação, onde não conseguimos qualificar profissionais o suficiente para aumentar essa média. Por isso a tecnologia pode ajudar, através de plataformas de saúde que melhoram a qualidade de vida. Claro que um aplicativo não substitui um médico, mas pode motivar o usuário a praticar mais exercícios, cuidar da sua alimentação, medir a frequência cardíaca constantemente, por exemplo, e isso impacta diretamente na sua qualidade de vida e na prevenção de doenças crônicas".

Soluções que fazem a diferença

As health techs, startups que desenvolvem soluções para saúde, estão crescendo no Brasil. Já são 353 empresas mapeadas. Dessas, 46,4% estão em fase de tração, e 30% em fase de operação, segundo o Global Startup Ecosystem Report, pesquisa lançada pelo Startup Genome. Conheça algumas das soluções que estão ajudando a popularizar a saúde no país:

Saúde corporativa

Segundo dados do INSS, em 2018, foram concedidos mais de 196 mil benefícios a trabalhadores que precisaram ser afastados de suas atividades profissionais por problemas de saúde ocasionados diretamente pelo trabalho. Tentando mudar essa realidade a GoGood, empresa de saúde digital corporativa, foca o desenvolvimento de sua tecnologia na prevenção de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. Ao disponibilizar aplicativos e plataformas que ajudam colaboradores a reduzir fatores de risco à saúde - como sedentarismo e obesidade - e a mudarem seu estilo de vida, a GoGood auxilia a aumentar a produtividade dos colaboradores e a melhorar o clima organizacional. A empresa, que atende principalmente médias e grandes organizações — como PayPal e Santander —, conquistou resultados como a duplicação da frequência de prática de atividades físicas dos usuários. Em 2019, a GoGood foi uma das selecionadas para o ScaleUp Endeavor Transforma. A startup recebeu investimento do fundo Canary e já captou mais de R$ 1,5 milhão. É a única plataforma de bem-estar certificada como parceira do Great Place to Work (GPTW).

Apoio para os planos de saúde — Criado pela Softplan, uma das maiores desenvolvedoras de softwares para gestão do Brasil, o Dictas foi idealizado por uma equipe especialista em ciência de dados, com conhecimento e experiência em gestão de saúde. Por meio dele, é possível otimizar os custos de operadoras que, em retorno, aumentam a eficácia dos serviços ofertados aos usuários. A ferramenta fornece um acesso a painéis com indicadores, usando Machine Learning, Big Data e Advanced Analytics, além de inteligência artificial, para detectar gastos desnecessários e que não beneficiam os assistidos pelos planos. Por meio de uma investigação minuciosa, a tecnologia realiza simulações, mapeia os dados coletados e/ou cruzados e recomenda, de forma preditiva, intervenções a serem feitas pelos gestores do sistema. Além disso, também pode ser usada na medicina preventiva, classificando os pacientes por grupos de riscos, sugerindo grupos por tipo de patologia crônica e identificando exames que poderiam ser realizados antecipadamente pelos usuários para evitar o aparecimento e o desenvolvimento de possíveis doenças.

Ajuda na integração — A ePHealth é uma empresa graduada pelo MIDITEC, incubadora da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), que desenvolve uma plataforma para Atenção Primária em Saúde (prevenção), focando na melhoria da rotina de agentes de saúde do sistema público. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), melhorar a atenção básica é uma das formas mais eficientes de reduzir de custos e melhorar a eficiência no setor da saúde, pois é responsável por até 80% dos problemas, além de ser a porta da entrada da população no sistema saúde, público ou privado. De acordo com dados do Ministério da Saúde, são cerca de 250 mil agentes comunitários de saúde, acompanhando a população que utiliza o SUS, e é neste segmento que a startup atua. "Esta área ainda muito carente de tecnologias no Brasil, e foi nisso que nos especializamos, lançando um aplicativo gratuito para agentes de saúde, hoje o número 1 do mercado, atingindo: 3.132 municípios, 1.3 milhões de vidas acompanhadas, 6.3 milhões de visitas domiciliares realizadas, por 22 mil Agentes de Saúde".

*Bruno Rodrigues é CEO da GoGood

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IBM lança portal de voluntariado IBM.org no Brasil

ibm.org.jpg02/09/2019 – Nova plataforma global conecta instituições a funcionários IBM que procuram oportunidades de voluntariado e doação para causas sociais

A IBM anuncia o lançamento no Brasil do seu portal de voluntariado IBM.org (www.ibm.org). A plataforma transforma a experiência de doação e de trabalhos voluntários para funcionários e comunidades parceiras, oferecendo um espaço único para aprendizado e participação em esforços de impacto social. O site faz parte da nova estratégia de responsabilidade social corporativa da IBM, que vem buscando direcionar ainda mais seus esforços humanitários, particularmente nas áreas de educação, desenvolvimento econômico, saúde e preparação para catástrofes naturais, entre outros.

A plataforma também fornece acesso aos relatórios anuais de responsabilidade social da empresa, que detalham os esforços da IBM para fornecer tecnologia e talento para enfrentar os desafios mais difíceis do mundo. O recém-lançado relatório descreve o papel da IBM Brasil nesse esforço. Exemplos citados incluem tecnologia do laboratório de pesquisa da IBM no Brasil para ajudar os agricultores a serem mais bem-sucedidos. Durante 2018, de acordo com seu relatório anual de responsabilidade corporativa, a empresa fez contribuições de US$ 392,5 milhões em todo o mundo.

"A IBM tem uma longa trajetória em iniciativas de responsabilidade social e o IBM.org será um componente-chave da nova estratégia de doação empresa, ajudando a garantir um maior impacto em áreas que se alinham às prioridades da organização, como educação e habilidades, saúde e bem-estar, e preparação e resposta a desastres naturais", afirma Juliana Nobre, gerente de responsabilidade social corporativa da IBM Brasil.

O IBM.org é um site público e, portanto, pode ser acessado por todos os funcionários e qualquer pessoa que esteja procurando informações sobre as atividades de Responsabilidade Social Corporativa da IBM.

Como ONGs podem participar

Para que os funcionários da IBM doem para uma organização por meio do IBM.org, a organização deve ser examinada no IBM Volunteer Portal e atender um dos seguintes critérios:
- Ser uma entidade sem fins lucrativos;
- Uma escola primária, secundária ou acadêmica;
- Faculdade ou universidade credenciada, pública ou privada.

Como parte do processo de verificação, a organização deve demonstrar que não defende, apoia ou pratica atividades inconsistentes com as políticas de não discriminação da IBM, seja baseada em raça, cor, religião, gênero, identidade ou expressão de gênero, orientação sexual, origem nacional, deficiência ou idade.

Organizações inelegíveis incluem aquelas engajadas em atividades políticas e lobby, agências com fins lucrativos, programas religiosos, organizações de serviços para funcionários, agências apoiadas por receitas fiscais e aquelas cujo objetivo é esporte ou recreação. A IBM reserva-se o direito de determinar quais organizações são elegíveis para subvenções.

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Benefícios da inteligência artificial na saúde

ai.jpg*Por Ron Seagull
28/08/2019 - A inteligência artificial (AI) tem revolucionado a forma como as organizações se relacionam com as pessoas, otimizam processos e geram resultados. Estima-se que, até 2025, o uso dessa tecnologia aplicada ao setor da saúde movimente mais de 34 bilhões de dólares, sempre impulsionado pelo desejo de automatizar tarefas-chaves e gerar insights, principalmente no gerenciamento de cuidados com a saúde.

A AI é um ramo da Ciência da Computação que visa o desenvolvimento de máquinas capazes de simular a habilidade humana de pensar e agir. O crescimento dessa tecnologia na área da saúde se deve ao suporte em tempo real e assertivo de tarefas como coleta e análise de dados dos pacientes, prevenção de doenças e diagnósticos precoces e orientação personalizada de tratamentos.

Além disso, os benefícios se estendem também à otimização de processos operacionais. Um exemplo é o registro eletrônico de prontuários médicos, que centraliza e analisa as informações do paciente, facilitando a tomada de decisões e diminuindo o tempo na organização desses documentos.

De acordo com dados do IDC, empresa global de inteligência de mercado, até 2021 cerca de 20% das organizações de saúde terão alcançado de 15 a 20% de ganhos de produtividade por meio da adoção da tecnologia artificial.

Exemplos de aplicações da inteligência artificial na saúde:

- Cirurgias com uso de robôs

- Assistentes virtuais no atendimento a pacientes

- Diagnósticos precisos por meio da análise de dados

- Orientação assertiva de tratamentos e desenvolvimento de novos medicamentos

- Predição de fatores de risco

- Assistência automatizada de fluxo de trabalho

- Detecção de fraudes

- Triagens inteligentes

Leia mais:

A importância dos profissionais de jaleco branco no engajamento da saúde

Inteligência artificial na jornada do paciente

A jornada do paciente é o termo relacionado às experiências que uma pessoa vivencia quando busca cuidados médicos. O acompanhamento desse processo pelas empresas, com a ajuda da inteligência artificial, é fundamental para a obtenção de melhores resultados tanto na qualidade de vida do indivíduo quanto para a redução de custos.

A Proxismed é pioneira em aliar a AI a processos humanizados na jornada do paciente. Por meio de uma plataforma omnichannel, que engloba recursos como chatbot e machine learning - ferramentas de inteligência artificial - a organização coleta, centraliza e analisa assertivamente todas as informações do paciente, contribuindo para a prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e qualidade de vida.

O chatbot é um software capaz de conversar com um paciente por texto ou áudio, de maneira humanizada. Essa ferramenta, que atua como um assistente virtual, agiliza a obtenção de respostas para dúvidas de saúde e até mesmo para a orientação de tratamentos.

Já o machine learning permite que o chatbot entenda o texto informado pelo paciente, antecipando dúvidas comuns e excluindo, muitas vezes, a necessidade de abertura de um chamado. As informações de saúde fornecidas pelos indivíduos nesses contatos são armazenadas para análises e atendimentos posteriores.

Outro ponto importante dessa plataforma oferecida pela Proxismed é a integração com serviços que cruzam dados e permitem mapear fatores de risco e analisar informações genéticas, possibilitando antecipar diagnósticos e adotar medidas preventivas.

A inteligência artificial representa uma verdadeira revolução na personalização da saúde e aproximação com os pacientes. Portanto, adequar-se à nova realidade é vital para a sustentação e crescimento de negócios em saúde.

*Ron Seagull é CEO da Proxismed

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É possível evitar roubo de dados nos smartphones?

celular_anatel_2.jpg*Por Gina van Dijk
23/08/2019 - É cada vez mais difícil encontrar quem não vive checando o celular em busca de novas mensagens ou notícias. Estamos mais conectados a cada dia e em um número cada vez maior de dispositivos. Hoje, o Brasil é um dos países com maior utilização de smartphones para acesso à Internet, com usuários que navegam cerca de três horas por dia, em média. Nesse cenário e diante dos recentes escândalos de vazamento de mensagens, que atingiram os principais personagens da República brasileira, do presidente Jair Bolsonaro, passando por ministros do STF e os presidentes da Câmera dos Deputados e de Senado, além do ministro da Justiça Sergio Moro, uma questão prática surge: será que nossas informações estão realmente seguras nesse mundo móvel e digital?

A resposta para essa pergunta é bastante complexa e tem diferentes aspectos. Há uma enorme discussão global acerca da privacidade dos usuários e as redes sociais e desenvolvedoras estão sendo bastante cobradas para avançar na área de proteção e uso de informações. Muito tem sido feito para melhorar a segurança no ambiente digital, incluindo a oferta de soluções mais modernas. Por outro lado, é necessário notar que o cibercrime também está em constante evolução e as ameaças não param de aumentar.

Um erro bastante comum é julgar que a segurança dos dados pessoais depende exclusivamente dos fornecedores e desenvolvedores de aplicativos. Os usuários também deveriam estar atentos ao seu papel para evitar o roubo de informações. Por exemplo: estamos acostumados a usar antivírus em nossos desktops e notebooks, mas nos esquecemos de adotar a mesma medida no smartphone. Na verdade, pesquisas recentes indicam que quase dois terços dos donos de smartphones no País ainda não têm um software de proteção instalado em seus aparelhos celulares.

Instalar um software antivírus e contar com uma solução de VPN (de Virtual Private Network, em inglês) são dois passos básicos e essenciais que os usuários devem tomar. Do mesmo modo, as empresas que utilizam dispositivos móveis em suas operações também são aconselhadas a incentivar esse tipo de ação junto a seus colaboradores. Esse pequeno ato pode ser fundamental para impedir que as ameaças se tornem problemas reais e consigam acessar dados sigilosos.

Outra dica importante é ter cautela. Pode parecer básico demais destacar o bom senso como uma dica de segurança, mas é extremamente importante que as pessoas e companhias prestem atenção a isso. Isso porque a maioria dos casos de fraudes e roubos virtuais, hoje, vem dos ataques de phishing, com a invasão feita a partir de links maliciosos enviados com iscas contaminadas. Estamos falando das correntes que se espalham pelos comunicadores, além de fake news, promoções mirabolantes, mensagens falsas etc.

De acordo com relatórios especializados, os usuários brasileiros foram as principais vítimas de golpes de phishing ao redor do mundo durante o primeiro trimestre de 2019, com mais de 20% das fraudes realizadas em todo o globo. Esse cenário reforça a importância de se criar uma cultura mais seletiva e analítica entre as pessoas que utilizam ferramentas de compartilhamento e comunicação de dados.

Além dessas ações, é recomendável que os usuários adotem também outras medidas voltadas à segurança de suas informações no mundo on-line. A primeira delas é evitar ao máximo o uso de redes sem fio abertas. É verdade que temos cada vez mais pressa para acessar as informações e mensagens e que nem sempre o sinal das operadoras permite a conexão rápida, mas utilizar redes Wi-Fi desprotegidas pode representar uma grande ameaça à segurança de seus dados. Por isso, mesmo com uma VPN instalada, a dica é buscar ambientes conhecidos e seguros, de preferência em redes com certificações de segurança instaladas.

Outro passo é avaliar os critérios de segurança dos aplicativos, instalando apenas aplicativos reconhecidos pelos fabricantes e sistemas operacionais. Hoje, não são poucas as soluções que adotaram padrões de privacidade e proteção extremamente modernos, com criptografia nativa, por exemplo, para manter os dados longe de ameaças. Buscar essas ferramentas e acompanhar as opiniões de outros usuários pode render bons resultados nessa jornada.

Além disso, é recomendável adotar a dupla verificação para o acesso às contas. Alguns aplicativos já permitem que o usuário use diferentes combinações de checagem, tornando mais efetivo o controle de identificação. Implementar este tipo de solução não torna impossível o roubo de dados, mas dificulta a invasão de hackers e melhora a segurança em caso de perda ou furto do aparelho.

Vale destacar que outras maneiras de complicar uma invasão são: adotar e-mails diferentes para a criação de contas; gerar senhas diferentes para cada um dos acessos; e manter o mínimo de informação confidencial armazenada no dispositivo. Essas são iniciativas simples e que podem ser adotadas rapidamente pelos usuários.

Do ponto de vista das empresas, a necessidade é investir em conhecimento e na consolidação de novos parâmetros culturais, com medidas que alertem e aprimorem a segurança dentro de suas operações. Para isso, é preciso que os líderes entendam a importância de se modernizar os processos, contar com especialistas capacitados para identificar e mitigar ameaças e, principalmente, adotar modelos de gestão que orientem e habilitem os colaboradores a manterem uma postura segura e consciente dos riscos virtuais.

Não há maneira de se manter 100% seguro, ainda mais porque as ameaças mudam constantemente. Mas usuários e empresas precisam ter consciência desse desafio e caminhar para uma rotina mais protegida. Todos têm seu papel nessa jornada de cibersegurança, que pode começar agora mesmo, em nossos celulares.

*Gina van Dijk é Diretora Regional do (ISC)² América Latina

 

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Transformação digital no mercado de trabalho

ex_tinder2.jpg23/08/2019 - Andrea Iorio, o ex-Head do Tinder na América Latina e atual Chief Digital Officer na L´oreal lança o livro "6 competências para surfar na transformação digital" que trata da importância da dimensão humana em meio à revolução digital

Assim como o Uber e o AirBnB, o Tinder quebrou paradigmas nos negócios e mudou a forma como vivemos. O aplicativo originou até o termo “tinderização”, que indica modelos de negócios digitais baseados na ligação entre pessoas com gostos e interesses em comum. Dessa forma, ninguém melhor do que o italiano Andrea Iorio - que comandou o Tinder no Brasil na época em o país assumiu o posto de segundo maior mercado do mundo do aplicativo e em que virou o app de maior faturamento do App Store brasileiro - para falar sobre revolução digital. Em setembro, chega às livrarias o primeiro livro do especialista, 6 competências para surfar na transformação digital, pelo Planeta Estratégia – selo de negócios da Editora Planeta.

Com experiências de vida e de trabalho em países como Itália, Egito, Estados Unidos, China, Marrocos, El Salvador e Israel, o autor compartilha exemplos de sua trajetória profissional, que inclui a atuação como investidor anjo de apps como Zen, Scorp e Filmr e a fundação do app beneficente Ajuda Já, assim como os aprendizados adquiridos na observação das mudanças sociais e humanas já provocadas pela Revolução 4.0.

A obra trata das competências básicas que todo profissional que deseja se sair bem em meio à transformação digital precisa dominar - seja em start-ups digitais com novos modelos de negócios, ou em empresas tradicionais que buscam se adaptar às mudanças trazidas pela tecnologia. O autor, que assumiu o cargo de Chief Digital Officer da divisão de produtos profissionais da L'Oréal em 2018, desmistifica a crença de que a transformação digital se restringe a debates técnicos ou aos departamentos de inovação das grandes empresas. O foco do autor é na dimensão humana, aquela que não poderá ser substituída pela automação e inteligência artificial.

“Transformação digital não é um termo sobre tecnologia, mas sim sobre pessoas. É um termo humano, sobre comportamento humano. E, no mundo dos negócios, não é diferente: é sobre como escalar um negócio por meio de novas competências dos times, tendo as ferramentas digitais como meio” diz o autor no livro.

Andrea Iorio explora temas como flexibilidade cognitiva, execução inovadora, conhecimento sobre comportamento humano, pensamento crítico, crescimento sustentável e altruísmo digital como garantia de sucesso em tempos disruptivos.

“Este livro é essencial para aqueles que estão envolvidos em qualquer processo de transformação digital, pois ele foca na mola-mestra por trás de qualquer revolução: o ser humano”- Martha Gabriel

Sobre o autor 

Andrea Iorio nasceu em Gênova, na Itália. É formado em Economia pela Universidade Bocconi e possui mestrado em Relações Internacionais pela Universidade John Hopkins. Com mais de dez anos de experiência em empresas multinacionais de tecnologia, é Chief Digital Officer (CDO) e membro do Comitê Executivo da divisão de Produtos Profissionais da L’Oréal Brasil. Também atua como investidor-anjo de startups digitais, como Zen, Filmr e Scorp. É fundador do app beneficente Ajuda Já, voltado à prevenção de suicídio. Ficou conhecido por lançar o Tinder no Brasil, do qual esteve à frente por quase cinco anos. Neste período, o país tornou-se o segundo maior mercado do mundo do aplicativo de relacionamentos e o app de maior faturamento no App Store brasileiro.

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Saiba como evitar golpes com criptomoedas

bitcoin3.jpg*Por Daniel Coquieri
14/08/2019 - Procurar por uma exchange de confiança e ficar atento a esquemas de pirâmide são algumas das dicas

Um grupo especialista na compra e venda de bitcoins, que inadvertidamente se afirmava como o maior do Brasil na área, tem sido alvo de processos judiciais desde junho. Isso porque os clientes não estão conseguindo sacar as quantias investidas e a Justiça, por sua vez, não está encontrando o dinheiro para ressarcir os clientes. O caso levanta uma importante discussão no mercado: como evitar golpes com criptomoedas?

A segurança do usuário e o cuidado para evitar ações maliciosas precisam ser as maiores preocupações das empresas, sobretudo quando elas têm o dinheiro de outras pessoas sob sua responsabilidade. Segue abaixo algumas uma lista das dicas mais importantes para evitar golpes com criptomoedas. Confira:

Procure por uma exchange de confiança

As exchanges são plataformas em que ocorrem a troca de moedas virtuais. Elas funcionam como corretoras no mercado de ações, conectando pessoas que querem comprar com quem quer vender suas criptomoedas.

Dê preferência por uma exchange que tenha certificações reconhecidas de segurança, por empresas que ofereçam instruções básicas e tirem dúvidas de seus investidores, principalmente se você estiver fazendo seus primeiros investimentos em criptoativos.

Atenção ao golpe de pirâmide

Um golpe muito comum com criptomoedas envolve o esquema de pirâmide, que funciona basicamente com um investidor inicial que convida outros para se unir ao grupo e lucrar em cima destes, sem a necessidade de venda de nenhum produto. Nesta lógica, quem está no topo sempre precisa de mais pessoas para alimentar a base e continuar o ciclo.

Geralmente, esquemas de pirâmide prometem retorno consideravelmente maior se o investidor chamar outras pessoas para participar da estrutura, além de garantir retorno certo, o que é um erro, pois o bitcoin é extremamente volátil e não assegura lucro. Cuidado com este tipo de golpe! As taxas de rendimento propostas são normalmente impraticáveis e acabam por deixar o investidor na mão, sobretudo na hora de recuperar o dinheiro investido. Nestes casos, a pergunta que o investidor deve se fazer é a seguinte: se os rendimentos são tão bons assim, por que a empresa precisa de tantos clientes?

Use processos de autenticação

Depois de encontrar a corretora de sua confiança, faça seu cadastro regular e respeite todos os processos de autenticação. Eles permitem validar se o usuário que está tentando entrar na conta é o mesmo cujos dados estão cadastrados no sistema. A medida garante um controle maior no acesso, proporcionando o máximo de segurança. Tenha ainda um e-mail com senha forte e não a compartilhe com terceiros.

Faça backups semanais

A fim de redobrar o cuidado e evitar ataques de hackers, é importante fazer backups frequentes da carteira digital, que devem ocorrer ao menos uma vez na semana. A impressão e o armazenamento de um documento físico também são uma alternativa interessante para garantir a eficácia da cópia de segurança em caso de invasão das suas informações ou perda do HD ou pendrive.

Atenção a tentativas de phishing

Uma prática bastante usada por cibercriminosos é o "phishing", técnica para "pescar" informações e dados pessoais importantes através de mensagens falsas. O usuário é levado a informar, por conta própria e inadvertidamente, alguns dados sigilosos que permitirão o roubo de suas criptomoedas. Preste atenção a e-mails maliciosos, principalmente se vierem acompanhados de links estranhos e forem enviados por remetentes desconhecidos ou não identificados.

Os criminosos podem até oferecer segurança ou suporte técnico mas, na verdade, querem copiar seus dados e podem, inclusive, transferir as criptomoedas. Confie apenas na assistência técnica que você tenha solicitado.

Não compartilhe informações sobre suas transações

É comum que o usuário interessado em investir em bitcoins participe de fóruns especializados para tirar dúvidas e colher opiniões sobre o tema. No entanto, é preciso ter cuidado para não compartilhar informações em excesso sobre seus investimentos, como qual é a sua carteira ou a quantidade de criptomoedas que você tem. Quando o assunto é o seu dinheiro, todo cuidado é pouco.

*Daniel Coquieri é COO da corretora de moedas digitais BitcoinTrade

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