Carros autônomos: a chave está no data center

simon_blake.jpg*Por Simon Blake
04/07/2017 - A disputa pelo mercado dos veículos autônomos envolve gigantes como Apple, Google e Tesla, além de todas as grandes montadoras de automóveis. A razão pela demanda é óbvia. A automação irá aumentar significativamente a segurança nas ruas e estradas – a tecnologia dos freios autônomos de emergência, por exemplo, contribui para reduzir acidentes. Outra vantagem é que o consumo de combustível será reduzido drasticamente. Sistemas autônomos são programados para frear e acelerar com o nível máximo de eficiência, uma inovação que, segundo a consultoria McKinsey, poderá reduzir as emissões de dióxido de carbono dos carros em até 300 milhões de toneladas por ano. Esta empresa aponta, também, os benefícios em produtividade que podem ser gerados por liberar os humanos da responsabilidade de dirigir. Com a adoção em massa dos carros autônomos, 1 bilhão de horas do dia serão economizadas pelas pessoas em todo o mundo. Somente no Reino Unido, a consultoria KPMG prevê que, em 2030, carros autônomos e conectados irão beneficiar a economia em até 51 bilhões de libras por ano.

Hoje os motoristas já conhecem os carros conectados. São os veículos que têm acesso à Internet e possuem uma variedade de sensores, sendo capazes de enviar e receber sinais, perceber o ambiente físico do seu entorno e interagir com outros veículos ou entidades. Segundo a consultoria PWC, prevê-se que as receitas de carros conectados disparem e atinjam mais de 155 bilhões de dólares até 2022.

Entretanto, quando falamos sobre carros autônomos, estamos falando sobre algo muito mais impactante.

O foco é em veículos que operam sem motorista humano – um conceito que, provocará uma revolução no volume gerado por dados automotivos. Se um único carro conectado gera hoje 25 GB de dados por hora, no futuro um carro autônomo tem a probabilidade de gerar uma quantidade dez vezes maior. Essas informações são importantes porque, na era dos veículos autônomos, é o binômio dado/conectividade que irá manter o mundo girando.

Vale a pena, portanto, investigar o impacto dos carros autônomos nos ambientes digitais. Tudo começa na miríade de sensores altamente sensíveis espalhados pelo veículo, dispositivos capazes de detectar perturbações tão leves quanto um cigarro caindo no chão. Esses sensores estarão a todo momento analisando os seus entornos em busca de sinais que acusem que os freios precisam ser acionados ou que é necessário acelerar o carro.

Veículos como esses têm embutidos computadores, receptores de GPS, dispositivos de rede wireless com acesso a sensores localizados no próprio carro e também acesso à Internet. Além disso, os carros autônomos interagem todo o tempo com redes wireless de sensores fora do carro: dispositivos implementados no entorno físico do automóvel.

Ou seja: os veículos autônomos estarão sincronizados com uma grande rede municipal, estadual ou federal que gerará dados sobre o ambiente e as vias locais (ruas, avenidas, estradas, pontes) do seu entorno. Essas redes instaladas fora dos carros monitoram congestionamentos na via, acidentes e potenciais perigos, etc.

O BigData do veículo autônomo vai além dos dados gerados pelo carro: o entorno também cria dados sobre os ambientes físicos por onde o carro trafega.

O veículo autônomo típico, dirigido cerca de 90 minutos por dia, gerará cerca de 4 terabytes de dados por dia. Alguns fabricantes de carros ainda em testes já estão gerando mais de um petabyte de dados por mês. Nesse contexto, data centers são essenciais para consolidar, gerenciar e analisar o imenso BigData gerado pelos veículos autônomos e por seu entorno. Essa realidade é um desafio para todos que pensam em transformação digital e na infraestrutura necessária para que esse avanço aconteça.

Para lidar com esta crescente demanda, a resiliência e disponibilidade da infraestrutura do data center serão cruciais. Os veículos autônomos precisam se manter conectados ao computador que gerencia seus dados. O mesmo vale para as ruas, avenidas e estradas por onde esse veículo trafegará.

Veja abaixo alguns vetores de transformação do data center na era do carro autônomo:

a) Colocation e Edge Computing serão essenciais. No mundo dos carros autônomos, a latência de dados é um grande perigo. No conceito de Edge Computing, os data centers deverão ser menores e mais espalhados, de maneira a estarem mais próximos dos locais onde os carros autônomos estarão trafegando. Uma outra forma de resolver esse desafio é investir em Colocation em data centers já existentes, de modo a montar uma infraestrutura distribuída de data centers, algo fundamental para garantir a conexão e a operação dos veículos autônomos.

b) O gerenciamento da infraestrutura do data center será crítico para o sucesso dos automóveis autônomos. A falha de um elemento do data center poderá provocar, em instantes, um engarrafamento de 10 carros. Isso torna a operação do data center mais crítica do que nunca. Neste contexto, é recomendável contar com soluções de gerenciamento de infraestrutura DCIM (Data center infrastructure management). Essas sofisticadas plataformas serão capazes, por exemplo, de equacionar as demandas de energia do data center que atua como retaguarda do carro autônomo. Além de trabalhar pela continuidade do processamento, as soluções DCIM buscam formas de otimizar e economizar no consumo de energia, demanda que aumentará de forma exponencial com a disseminação dos carros autônomos.

O mundo vive um momento de grande transformação. O potencial do automóvel autônomo é algo que chama a atenção de mercados, e vai definir o futuro. É bom lembrar, no entanto, que a chave para o automóvel autônomo está no data center.

*Simon Blake é diretor de Marketing da Vertiv para a região que engloba Europa, Oriente Médio e África (EMEA).

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Quatro mitos e verdades sobre o Blockchain

bitcoin.jpg*Por Joel Nunes
27/06/2017 - A tecnologia Blockchain foi lançada em 2008 como suporte para a criptomoeda Bitcoin e, desde então, tem chamado a atenção dos mais diversos setores, principalmente o financeiro. Segundo o World Economic Forum (WEF), o Blockchain já mobilizou mais de 2.500 pedidos de patentes e cerca de US$ 1,4 bilhão em investimentos. Um estudo da Delloite estima, ainda, que 80% dos bancos devem realizar projetos relacionados a essa tecnologia em 2017.

O Blockchain funciona como um livro-razão distribuído, interligado e totalmente criptografado, que mantém todas as partes envolvidas a par das mudanças realizadas. Cada transação feita gera um bloco de informações, compartilhado com todos os participantes da rede, formando uma corrente de dados iguais que podem ser checados e validados entre si. Por conta dessas características, essa se torna uma plataforma praticamente à prova de violação e fraudes relacionadas a falsificação ou corrupção dos dados registrados em seu sistema. Afinal, caso um dos blocos dessa corrente esteja diferente dos demais, o sistema rapidamente percebe e mitiga a tentativa de fraude.

Isso a torna uma excelente tecnologia, que necessita ser ainda muito estudada e desenvolvida. Apesar algumas startups já terem iniciado o uso desse "livro-razão" nas mais diversas frentes, o modelo ainda não está completamente pronto para a adoção em transações de consumo de grandes massas – isso pode se tornar real em 3 ou 5 anos, talvez mais, na minha percepção.

Por ser uma tecnologia tão nova e cheia de possibilidades, é claro que surgem uma infinidade de teorias e possíveis aplicações doBlockchain. No entanto, entre todas essas tendências e previsões, há alguns mitos que precisam ser desmontados:

Blockchain e Bitcoin são a mesma coisa

Errado. O Bitcoin é uma criptomoeda que funciona como qualquer dinheiro de papel, mas existe apenas de forma eletrônica. Já oBlockchain, como comentamos no início, é a tecnologia por trás do Bitcoin. Ela funciona como o livro-razão com registro de todo o histórico de transações realizadas desde a criação do Bitcoin, em 2008. No entanto, seu uso não se limita às criptomoedas, o que nos leva ao segundo mito...

Blockchain serve apenas para indústria financeira

Muito pelo contrário, há uma infinidade de usos já mapeados para o Blockchain. Existem, por exemplo, estudos relacionados à utilização da tecnologia para registro e rastreamento de diamantes e de comida orgânica. Os cartórios, responsáveis por validar e registrar documentos e assinaturas, também poderiam ser melhorados – ou até substituídos – pelo Blockchain em um futuro distante. A verdade é que qualquer tipo de transação que precise de registros e documentação poderá ser otimizada por meio do Blockchain.

O Blockchain vai substitur o Banco Central

Não vai – ao menos não por muitos anos ainda. Entre diversas outras funções, o Banco Central é o supervisor do sistema financeiro em nosso país – a instituição é responsável por garantir a veracidade de todas as transações financeiras realizadas no Brasil. O sistema do BC levou tempo e recebeu altos investimentos para ser desenvolvido e se tornar tão seguro e confiável quanto é hoje, por isso é necessário que o blockchain esteja totalmente amadurecido antes de se começar a pensar em substitui-lo.

O sistema de pagamentos em tempo real, como os necessários para a aprovação de compras físicas com cartões, passará a usar Blockchain

As tecnologias baseadas em blockchain que existem hoje não oferecem a rapidez e escalabilidade necessárias para suportar a adoção com altos volumes de dados, como seria o caso do sistema de pagamentos em tempo real. Nesse caso, ele poderia se tornar muito lento. Quando um consumidor coloca sua senha no terminal do cartão, ou seja, na famosa "maquininha", ele espera que a aprovação de sua compra seja quase imediata, o que ainda é impossível com o uso do Blockchain.

*Por Joel Nunes, gerente de consultores de soluções da ACI Worldwide para a América Latina

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Seja o líder da transformação digital

cesar_velloso_country_manager_1-1.jpg*Por Cesar Velloso
16/06/2017 - As tecnologias digitais já não são mais apenas serviços de suporte para os negócios. Elas se tornaram ferramentas fundamentais de inovação, crescimento, competitividade e aumento de receita. Os CEOs (Chief Executive Officers) representam um papel cada vez mais importante e têm uma responsabilidade inegável de liderar pessoalmente a transformação para os negócios digitais, apoiando outros líderes de sua organização.

Para que isso aconteça, algumas mudanças devem ser adotadas de forma estratégica e com foco em resultados. Uma delas é definir uma agenda visionária de necessidades que ainda não foram alcançadas. Apesar das rápidas transformações nas indústrias, ainda vemos que muitas empresas tradicionais indicam que ainda não têm a intenção de se reinventarem digitalmente. Cabe aos CEOs começarem a mudar o nível de ambição de suas companhias focando em fatores que nenhuma outra organização jamais conseguiu oferecer aos seus clientes. É fundamental que os CEOs tenham a capacidade de enxergar essas oportunidades e alavancá-las em prol da evolução digital dos seus negócios. Trata-se da perpetuação de suas organizações.

Os CEOs precisam definir se suas organizações adotarão estratégias competitivas ou se criarão parcerias com seus concorrentes. Até as indústrias que não são diretamente impactadas pelos gigantes da nova era digital enfrentarão os desafios de lidar com um novo perfil de clientes influenciados pelas experiências oferecidas por essas companhias. Esse cenário apresenta diversos riscos, como tentar construir uma plataforma tecnológica com o intuito de se adaptar, mas não obter sucesso ou até mesmo se tornar dependente de serviços de tecnologia em Nuvem oferecidos por grandes empresas que podem, posteriormente, ser competidoras no seu mercado.

Como o "líder dos líderes", o CEO deve encontrar formas de patrocinar e cultivar visões da nova era digital entre seus executivos e equipes. Desafiá-los a repensar planos e propostas mais inovadoras é uma forma de integrar o time, engajando-os através de um processo de mudança mais participativo. Delegar tarefas também é um passo importante para os CEOs a fim de conseguirem acelerar essa transição de forma mais estratégica.

Enquanto os negócios digitais transformam as indústrias, mercados, produtos, serviços e modelos de negócios, as organizações precisam se mobilizar e encontrar recursos internos para entrarem no jogo, como capital financeiro, gerenciamento de tempo, profissionais especializados e outros fatores. Para isso, é preciso identificar as unidades, modelos e canais de negócios que não estão entregando os melhores resultados, priorizar os cortes e efetivar essas mudanças.

É essencial que o CEO passe um longo tempo em contato com novas ideias da era de negócios digitais. Uma forma de fazer isso é a convivência com as novas gerações, como os Millennials, que não conhecem a vida sem tecnologia. Pode ser um familiar, um funcionário ou um colega. O importante é não só ouvir o que eles têm a dizer, mas observar seus hábitos e comportamentos.

Com isso, será possível perceber que existem diversas opções de tecnologia que podem ser aplicadas tanto no ambiente corporativo como no seu dia a dia. Passar a utilizá-las em sua rotina diária é uma boa forma de moldar o pensamento voltando-o para a nova era digital.

Como líder de um negócio, o CEO algumas vezes deve se comprometer a trilhar caminhos que precisam ser testados. As organizações precisam ser lideradas com audácia e visão de futuro, principalmente as indústrias que estão passando por grandes transformações digitais. Crie uma visão arrojada para a sua empresa, tenha um discurso motivacional simples e direto, repita-o sempre que possível, para o máximo de pessoas possível. Seja o líder da transformação dos negócios digitais que todos querem seguir!

*Por Cesar Velloso, Country Manager do Gartner para o Brasil

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Robôs hackers: guerra total contra a Internet

spoofing.jpg*Por Rita D’Andrea
19/06/2017 - Robô: palavra que vem do tcheco robota – trabalho forçado, escravidão.

Há alguns dias a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) divulgou alerta sobre o possível uso de robôs para manipular o preço de algumas ações. Legiões de software robôs disparados por pessoas mal-intencionadas estariam influenciando artificialmente a liquidez de ativos negociados em portais Web de grandes corretoras de valores. O objetivo dos criminosos digitais é valorizar os ativos, aumentando a cotação de ações que, sem o uso de robôs, estariam em patamares mais baixos.

Essa operação tem nome: spoofing e layering.

Ao longo do ano passado, uma das maiores empresas de serviços financeiros do Brasil percebeu que robôs estavam invadindo seu portal Web para fazer solicitações de propostas. Neste caso, o robô é uma aplicação desenvolvida para pesquisar os preços dos serviços desta empresa. A missão desses robôs é se comportarem como clientes legítimos desta corporação e, a partir daí, ter acesso a dados confidenciais.

Embora faltem estatísticas sobre esse tema, é tangível a percepção de que cresce a cada dia a percentagem de tráfego na Internet feita por robôs, e não por pessoas.

Além do risco à segurança dos negócios e do ambiente de tecnologia, essas visitas indesejáveis consomem recursos digitais que não foram dimensionados para atender clientes ou prospects que, na prática, não existem.

Casos como os das corretoras de valores e da empresa de serviços financeiros são apenas a ponta do iceberg de uma tendência global que preocupa os CISOs e suas equipes.

O mundo já está ciente, também, do papel das redes de robôs (botnets) na realização de ataques que derrubam os grandes portais da Internet. Conhecidos como ataques DDoS (Distributed Denial of Service), essa modalidade consiste em disparar automaticamente milhares ou milhões de acessos simultâneos a um endereço da Web. Os servidores responsáveis por manter este sistema no ar não conseguem atender a tamanha demanda. O resultado é a imobilização da Internet.

Um dos maiores ataques da história da Internet aconteceu em outubro de 2016 – a origem de tudo foi uma rede de robôs: a rede Mirai. Mirai é um programa robô que rastreia continuamente a Internet em busca de dispositivos IoT (Internet das Coisas) e os ataca. Quando tem sucesso, a botnet Mirai transforma inocentes dispositivos IoT – roteadores domésticos, receptores de TV a cabo, babás eletrônicas, etc. – em robôs comandados por seus senhores, os hackers. Esses ataques atingiram marcas recordes: 620 Gbps e 1 Tbps.

Mas os efeitos das redes de robôs vão muito além dos ataques DDoS.

Os hackers usam seus escravos digitais para transformar o dispositivo sendo atacado (servidores, roteadores, PCs, smartphones, todo tipo de device IoT) numa infraestrutura paralela de processamento. Essa preciosa infraestrutura será usada para transmitir SPAM, realizar o processamento pesado necessário para “quebrar” senhas ou chaves de encriptação ou, então, ser a base de uma miríade de ataques de Phishing.

Para piorar o quadro, a conversão de dispositivos digitais em robôs é uma operação sutil, que muitas vezes passa desapercebida para o usuário. Ou seja: é possível que a rede seja da corporação ou da pessoa das 9:00 às 18:00 horas e dos hackers das 18:00 às 9:00 horas.

Qualquer que seja o plano específico do hacker que comanda a botnet, o alvo é sempre o mesmo: as aplicações de negócios que estão por trás dos portais Web das empresas. Estamos falando de sistemas críticos como Internet Banking, a aplicação B2C (business to consumer) que suporta a compra e venda de eletrodomésticos em um portal de e-commerce, ou a plataforma que processa os pagamentos dos direitos sociais de empregados domésticos.

Mais do que criar caos, é o acesso a dados e aplicações essenciais para a continuidade da vida que constitui o verdadeiro objetivo da guerra digital.

A criticidade dessas aplicações Web é tal que é comum que a botnet seja o instrumento pelo qual o hacker constrangerá o gestor da empresa atacada a pagar um ransomware. Hoje assistimos, também, a ataques de conotação política ou ideológica em que a meta é derrubar o portal Web da empresa, instituição ou governo que se deseja destruir.

É importante aceitar o fato de que, na era da transformação digital, as organizações estão adotando tecnologias que possibilitam a automação. O crescente interesse pelos robôs está ligado a esta realidade. A Federação Internacional de Robótica informa que, em 2016, 179.000 robôs físicos foram vendidos no mundo. Fica claro que não há como retornar ao passado e ignorar o uso de robôs, sejam equipamentos, sejam software. Segundo o instituto de pesquisas IDC, os gastos com robôs chegarão a US$ 188 bilhões até 2020. Trata-se, portanto, de um caminho sem volta.

Por essa razão, vale a pena compreender melhor de que forma as hacking botnets atuam para corroer a integridade das aplicações que estão por trás dos grandes portais da Internet:

Spammers

Spam bots entulham sites com lixo para desencorajar visitas legítimas, transformar os sites alvos em link farms e apresentar a visitantes desavisados armadilhas contendo links para malware/phishing.

O que está em risco: Não proteger o site contra spammers pode fazer com que o website entre nas listas negras, destruindo a credibilidade da presença online da empresa.

Hacking

Bots de hacking atuam sobre cartões de crédito e outras informações pessoais, injetando ou distribuindo malware para assumir o controle de um site ou servidor. Bots hackers também tentam desfigurar sites e eliminar conteúdo crítico.

O que está em risco: Se o site for vítima de um hacking bot, os clientes se sentirão vulneráveis, correndo o risco de ter seus dados expostos em praça pública (episódio Ashley Madison). As pessoas vão parar de realizar transações de e-commerce com a empresa que é alvo dos robôs hackers.

Click Frauders

Os bots do tipo “click fraud” tornam os anúncios de web advertising baseados na métrica PPC (pay-per-click) sem sentido. Os robôs “clicam” nos anúncios tantas vezes que isso leva a agência de publicidade a gastar ainda mais com web advertising. Mas, infelizmente, a oferta publicada no portal Web não está sendo vista por pessoas de verdade.

O que está em risco: Os bots de click fraud desperdiçam orçamentos de web advertising com clicks sem significado e, por inundar o portal Web, chegam a dificultar o acesso de clientes de verdade às ofertas sendo expostas.

Combater a ação de robôs malignos, principalmente aqueles que tentam simular o comportamento de um ser humano, é uma missão que exige engenhosidade, trabalho árduo e uma profunda compreensão do comportamento da aplicação. Deixada sem proteção, a aplicação Web poderá ser enganada e tratar esse falso e perigoso usuário – o robô – como se fosse um cliente ou funcionário legítimo, com acesso pleno ao sistema, ao negócio.  

*Rita D’Andrea é country manager da F5 Brasil

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Que é Social Analytics e para que serve?

ocial-analytics.jpg19/06/2017 - Antes de explicar esse conceito, precisamos compreender o cenário no qual ele está inserido.

A Forbes Brasil projeta que até 2020, metade da população latino-americana fará uso das redes sociais. 74% dos brasileiros que usam a internet no país terão conta no Facebook, serão mais de 105,2 milhões de pessoas conectadas, um crescimento de 35% em relação a 2014.

Imagine agora, o número de reações, amei, directs, comentários e stories gerados a cada segundo. Essa quantidade de dados é praticamente incontável quando a imaginamos sem o apoio de uma tecnologia que automatize esse acompanhamento.

E é neste momento que entenderemos o conceito do Social Analytics, área que se responsabiliza pelo monitoramento, análise, medição e interpretação das interações realizadas pelas pessoas dentro das redes sociais.

Segundo o Simply Measured, o Social Analytics “É a capacidade de descobrir e comunicar padrões a partir de dados sociais”. Ou seja, as análises sociais incluem a interpretação de sentimentos, processamento de linguagem natural e estudo de redes sociais (identificação de influenciadores, perfis e pontuação), além da compreensão do texto, modelagem preditiva, recomendação e identificação e classificação de assunto, tópico, pessoas ou conteúdo.

Em resumo, o Social Analytics refere-se à coleta de dados estatísticos e digitais acerca das interações realizadas pelos usuários com relação a uma marca nas mídias sociais.

O estudo de mídia social auxilia as empresas a:

– Identificarem quais ferramentas e estratégias estão de fato influenciando diretamente os objetivos do projeto;
– Medirem o retorno sobre investimento (ROI) das estratégias e;
– Planejarem continuamente como usar as mídias sociais para uma vantagem competitiva.

Fonte: Blograffcom e Simply Measured

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Bitcoin: de ouro digital à moeda do futuro

bitcoin.jpg*Por Guto Schiavon
14/06/2017 - Foi em 2009, no ápice da crise financeira mundial, que surgiu um pseudônimo em um fórum de cypher-punk apresentando "Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System", o que pode ser traduzido para Bitcoin: Um dinheiro eletrônico ponto a ponto.

Para entendermos o que é bitcoin é necessário entender que todo o dinheiro que usamos hoje precisa de um emissor centralizado, algo como um Banco Central ou Casa da Moeda. Além disso, é preciso saber que toda transação monetária também passa por uma entidade governamental ou privada, mas sempre centralizada, como o Paypal ou o banco do aplicativo que você tem instalado em seu smartphone.

O bitcoin veio para desconstruir todo esse conceito de terceira parte de confiança. Ele é o que chamamos de criptomoeda, ou seja, baseado em criptografia, digital, descentralizado e tem sua emissão prevista e controlada. Tem uma semelhança muito grande com o ouro, que é escasso, precificado por oferta e demanda e não é emitido por nenhum governo, simplesmente é minerado. Alguns especialistas até chamam o bitcoin de ouro digital ou ouro 2.0.

Circulando na internet, o bitcoin pode ser transferido ponto a ponto ou de pessoa para pessoa, sem que seja necessária uma terceira para garantir que aquela moeda não seja falsa ou esteja sendo gasta duas vezes. Afinal, como é algo digital, poderia muito bem ser copiada com um Ctrl+C e Ctrl+V.

Isso não acontece porque a criptomoeda tem o que chamamos de blockchain, que nada mais é do que um livro-caixa ou uma espécie de planilha do Excel que registra todas as transações que aconteceram na rede, de forma transparente e imutável. É importante frisar o conceito imutável, pois é isso que torna o blockchain uma tecnologia extremamente segura e que está sendo explorada por grandes empresas nos últimos tempos, para manter registros de operações financeiras, imóveis, entre outros.

O blockchain é muito seguro pois existem os mineradores. Diferente do que se imagina, não são pessoas com picaretas quebrando pedras, inclusive, se o termo fosse auditores, seria mais fácil de explicar. Esses auditores fazem o processo de verificar todas as transações que estão ocorrendo na rede bitcoin, ou seja, basicamente veem a origem da transação, verificam se ela não é falsa, se não está sendo gasta duas vezes e atualizam os saldos de quem está enviando e de quem está recebendo a moeda virtual. A cada dez minutos, encapsulam tudo isso em um bloco e informam a todos os pontos que aquelas transações são legítimas e descartam as ilegítimas. Esse processo é feito na internet, utilizando máquinas específicas, como se fosse o protocolo torrent, totalmente peer-to-peer.

Toda essa introdução ao que é bitcoin, blockchain e mineração serve para mostrar porque a moeda virtual já deu certo e, no futuro, a tendência é que sua aceitação melhore cada vez mais. Hoje, muitas instituições financeiras e empresas de tecnologia investem diretamente ou indiretamente no bitcoin, para utilizar a tecnologia do blockchain. Eles querem uma maneira segura e mais barata de realizar registros públicos e imutáveis, como uma espécie de cartório 2.0, ou também uma maneira mais rápida e segura de realizar transações financeiras entre países, abolindo o famoso Swift (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication), Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais.

Para se ter uma ideia, de acordo com a PwC, até o final de 2016, bancos e fundos de investimento já haviam investido mais de 1,4 bilhões de dólares em startups de bitcoin e blockchain pelo mundo. Além disso, hoje o bitcoin já possui um valor de mercado de 46 bilhões de dólares, algo ainda pequeno se comparado ao setor financeiro em geral, mas isso mostra a possibilidade de crescimento da criptomoeda.

Durante esses oito anos que o bitcoin tem sido testado pelo mundo, sua segurança e confiabilidade já foram provadas pelos usuários e empresas que a utilizam, mas agora o maior desafio da tecnologia é provar sua escalabilidade. Nos últimos meses, uma adesão em massa ao bitcoin, somada a ataques de SPAM na rede, fizeram com a rede ficasse congestionada de pequenas transações, encarecendo a taxa paga aos mineradores para realizar as auditorias. Hoje, essa taxa está por volta de 0,001 bitcoin ou R$10, valor baixo se você for transacionar milhões, mas uma taxa alta se você for fazer micro transações.

Felizmente, estão trabalhando em soluções de escalabilidade, programadores de todo o mundo sugerem novas especificações técnicas, métodos de aumentar a capacidade da rede e até novas camadas para fazer as transações do dia a dia e deixar o bitcoin somente para os fechamentos e conciliações.

Assim, acredito que o bitcoin é, sem dúvidas, o dinheiro do futuro. Esse novo agente monetário veio para revolucionar a maneira como guardamos, ganhamos e gastamos nossa renda. Por isso, é essencial ficarmos de olho nos movimentos do mercado e acompanhar esse crescente da criptomoeda no país.

*Guto Schiavon é COO da FOXBIT, corretora de bitcoins brasileira. Possui cerca de 80 mil clientes cadastrados e mais de R$ 250 milhões transacionados.

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