Seleção de startups busca inovações para o agronegócio

agronegocio.jpg20/09/2019 - O objetivo é ousado. Reunir empresas que possuem tecnologias em Agricultura Digital; Agricultura de Precisão; Automação; Nanotecnologia e Novos Materiais; Pós-colheita e processamento de alimentos; Avaliação de impacto sócio-econômico-ambiental; Bioeconomia; Métodos e Técnicas de Caracterização de solos, plantas, alimentos, resíduos e materiais de interesse do agro; ou ainda Softwares, equipamentos e sistemas de gerenciamento da pecuária.

Mas o desafio vai além. Atrair empresas que sejam fornecedoras de soluções de tecnologia para o agronegócio ou que sejam fornecedoras de produtos e/ou serviços que tenham inovação tecnológica como base de diferenciação competitiva no mercado, bem como empreendedores com orientação para a inovação e desenvolvimento de tecnologias para o agronegócio.

Assim está estruturado o Pitch Deck AgTechs, que será realizado em São Carlos (SP), no dia 5 de dezembro, no encerramento do Simpósio Nacional de Instrumentação Agropecuária – o SIAGRO 2019 busca identificar demandas do mercado, discutir tendências científicas e tecnológicas, além de estabelecer prioridades de uma agenda estratégica para as instituições conectadas à Agricultura 4.0  e demais temas do evento.

O comitê organizador, composto por representantes da Embrapa Instrumentação, Embrapa Pecuária Sudeste, Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) fará uma pré-seleção de nove empresas para apresentação da tecnologia inscrita, seus diferenciais competitivos dos produtos e serviços, seu diferencial tecnológico, o potencial de mercado, a escalabilidade do negócio e impactos sociais e ambientais, entre outras informações que o empreendedor julgar importantes.

A partir daí um comitê de avaliação - formado por especialistas em agropecuária e investidores (que não fazem parte dos quadros das instituições organizadoras) - fará a avaliação e indicará as 3 melhores propostas, que serão reconhecidas pelo Siagro 2019; a primeira colocada, inclusive, será finalista da chamada “Pontes para Inovação”, promovida em Brasília pela Embrapa e Cedro Capital, para receber investimento.

A participação no Pitch Deck AgTech – SIAGRO 2019 é gratuita a todos os interessados. No portal www.embrapa.br/instrumentação está o regulamento completo da seleção de startups, bem como os palestrantes, a programação, datas e todos os detalhes para quem quiser participar do Simpósio Nacional de Instrumentação Agropecuária.

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Os cinco pilares da Transformação Digital no Brasil

trends_3.jpg19/09/2019 - Da economia às artes, da educação à medicina, da ciência à comunicação global, hoje o mundo é digital e hiperconectado. Independente do setor, promover a transformação digital nos negócios não é mais uma opção para as companhias, mas sim obrigação, questão de sobrevivência.

A maioria das empresas de médio e grande porte do Brasil está entrando em uma segunda onda de transformação digital, cada vez mais focada em metas de negócios e crescimento. À medida que embarcam nessa jornada, os líderes executivos devem estar atentos às possíveis barreiras e formas de superá-los. A Wipro Digital divulgou os resultados de uma pesquisa global com 1400 líderes corporativos, 200 deles do Brasil, para mapear o panorama da transformação digital.

Os resultados do estudo apontam para 5 pilares para o sucesso nos programas de transformação digital das empresas:

1- Alinhamento corporativo. 92% dos líderes brasileiros sentem que suas empresas estão alinhadas com o que significa "transformação digital". Esse é um dado extremamente positivo, pois sem clareza quanto à estratégia de digital e sua execução, resultados esperados e disseminação por toda a cultura da empresa não haverá êxito. Outro dado encorajador da pesquisa mostra que 76% dos líderes no Brasil sentem que sua empresa está executando com sucesso sua estratégia de transformação digital. Esse alinhamento corporativo exige que os principais líderes – CEOs, CIOs, CFOs, COO etc. – estejam todos na mesma página quando o assunto é estratégia de transformação digital.

2- Lideranças e colaboradores. Sem o engajamento de líderes e colaboradores, a transformação digital não acontece na prática. O relatório constatou que quanto mais tempo uma empresa está passando por uma jornada de transformação, menor a probabilidade de enfrentar problemas relacionados às pessoas como uma barreira ao sucesso. É necessário criar e manter uma cultura de inovação que engaje e motive as pessoas. As empresas precisam não só trazer líderes e colaboradores focados em digital, mas também criar um ambiente propício para que aqueles executivos que já têm anos de casa possam se reinventar e entrar na onda de inovação. Só assim a estratégia de digital será consistente e contará com colaboradores mais bem preparados para conduzir a jornada rumo à transformação. A constatação é que as empresas no Brasil se sentem mais preparadas para concretizar suas ambições de transformação digital e fazê-la durar na área de "pessoas" (34%), em comparação a "budget" (16%), "processos" (16%) e tecnologia (15%).

3- Política de investimento em inovação. As empresas precisam direcionar sistematicamente parte do seu budget para aplicar continuamente em inovação, da mesma forma que acontece com outras áreas estratégicas. É preciso continuar inovando depois da primeira onda da transformação digital, em que o grande foco foi a oferta de plataformas online e mobile para os clientes. Apenas isso não é mais suficiente agora, e sem recursos para seguir inovando a empresa ficará estagnada. Investir em iniciativas isoladas e sem consistência, apenas como paliativo, também não é uma alternativa inteligente. A pesquisa reforça que essa questão é extremamente crítica. Quando perguntados sobre as maiores barreiras para o sucesso de uma iniciativa de transformação digital, 63% dos entrevistados no Brasil citaram custos imprevistos e como encontrar recursos adicionais dentro da organização.

4- Processos inteligentes. A automatização de processos foi um dos pilares da primeira onda da transformação digital. O que se pretendia era a robotização, e dessa forma houve uma aceleração dos processos, mas muitos, apesar de mais rápidos, continuaram ineficientes e sem sentido. O momento agora é de rediscutir processos, pensar em como transformá-los para acelerar o time do market e o crescimento dos negócios. Os processos devem ser pensados para que o digital esteja no DNA da empresa, e não apenas no discurso. No que se refere a essa necessidade, 48% dos líderes do Brasil disseram que não houve, em suas empresas, mudança no modelo operacional, algo que é enxergado como uma forte barreira no campo da melhoria de processos.

5- Parceiros de tecnologia. A tecnologia deve ser um facilitador de transformação, não um obstáculo. Infelizmente, 42% dos entrevistados no Brasil disseram que investiram em tecnologias que não usam de maneira eficaz. Outros 58% disseram que não conseguiram treinar suas equipes existentes para usar novas tecnologias, metodologias ou processos. As empresas precisam repensar os players do mercado e escolher um verdadeiro parceiro de TI. Considere não apenas o preço, mas avalie se um parceiro de TI tem capacidade técnica, alinhamento e disposição para construir projetos de transformação digital junto com a empresa cliente. Nunca é tarde demais para começar - 84% dos entrevistados brasileiros acreditam nisso - mas é fundamental começar e terminar com o parceiro certo de longo prazo. Vamos começar a próxima onda de transformação digital juntos.

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O Data Center em 2025: o futuro é hoje

fernando_garcia_vertiv.jpg*Por Fernando Garcia
19/09/2019 - Em 2014, realizamos em estudo sobre como seriam os Data Centers em 2025. Cinco anos mais tarde uma nova pesquisa foi feita (Data Center 2025: Mais Próximo do Edge). A meta era dar sequência ao levantamento anterior e identificar os novos desafios do mercado de data centers.

Quando falamos de "data center", é necessário especificar a que tipo de instalação estamos nos referindo. Por exemplo, falamos sobre o cloud privado/central corporativo situado em instalações próprias? Ou nos referimos a hyperscale/cloud público? Ou o foco seria em computação de alto desempenho, colocation? Ou, finalmente, em uma instalação remota de edge computing? Ainda que tanto as características físicas quanto as funções de cada um desses perfis sejam diferentes, todos os data centers são parte de um ecossistema integrado e interconectado, preparado para atender as demandas do mundo digital em que vivemos.

Uma das vertentes fundamentais do data center do futuro é o edge computing. Nesse modelo, utiliza-se uma arquitetura onde os dados e as aplicações são levados para mais perto do usuário. Como resultado, a latência que se obtém é menor, a confiabilidade é maior e a segurança da rede wireless, consideravelmente melhor.

No estudo realizado em 2019, mais da metade (53%) dos participantes estima que a quantidade de sites de edge computing para os quais dão suporte crescerá pelo menos 100%. 20% acreditam que haverá um aumento de 400% ou mais. Além disso, espera-se que os atuais 128.233 sites de edge computing que existem hoje passem para 418.803 em 2025, o que representa um crescimento de 226%.

Esses números indicam que a configuração, implementação e gerenciamento dessa crescente rede de sites pressionarão as organizações de TI. Nesse quadro, é fundamental implementar opções de configuração padronizadas e ferramentas de gerenciamento remoto para coordenar os processos e minimizar a necessidade de assistência técnica no site.

A pesquisa investigou, também, os principais casos de uso do Edge Computing:

· Aplicações com uso intenso de dados: Nesse perfil, a quantidade de dados faz com que não seja prático transferí-los através da rede diretamente para o cloud, ou do cloud para o ponto de consumo do dado. Alguns exemplos de casos de uso intense de dados incluem as fábricas inteligentes, as cidades inteligentes, a entrega de conteúdo em alta resolução e a realidade virtual. Quarenta e dois por cento dos participantes da pesquisa identificaram essas aplicações como sendo sua principal necessidade de dados em 2025.

· Aplicações sensíveis à latência humana: Essa categoria inclui os casos de uso onde os serviços são otimizados para o consumo humano ou para melhorar a experiência humana com serviços tecnológicos. Alguns exemplos incluem a realidade aumentada, o varejo inteligente e o processamento de linguagem natural. Vinte por cento dos participantes da pesquisa identificaram essas aplicações como sua principal demanda de dados em 2025.

· Aplicações sensíveis à latência máquina-a-máquina: Essa categoria inclui os casos de uso onde os serviços estão otimizados para o consumo de máquina a máquina. Como as máquinas podem processar dados rapidamente, é necessária uma comunicação de baixa latência para dar suporte a esse tipo de aplicação. Isso inclui arbitragem, segurança inteligente e rede elétrica inteligente (smart grid). Vinte e dois por cento dos participantes identificaram essas aplicações como sendo sua principal necessidade de dados em 2025.

· Aplicações críticas para a vida: Essa categoria compreende os casos de uso que afetam diretamente a saúde e a segurança das pessoas. Provavelmente os melhores exemplos do arquétipo Crítico para a Vida sejam os veículos autônomos e a saúde digital. Dezessete por cento dos participantes da pequisa identificaram essas aplicações como sendo sua principal necessidade de dados em 2025.

A pesquisa mostrou, ainda, que na América Latina, o principal caso de uso de Edge Computing é o modelo de uso intenso de dados no edge – 54% do universo pesquisado – ,seguido pelas aplicações sensíveis à latência humana – 2%.

A implementação da rede 5G será fundamental para atender aos casos de uso de edge computing, pois proporcionará maior largura de banda e baixa latência. Segundo os participantes desse estudo, a rede 5G possibilitará a construção de cidades inteligentes, segurança inteligente, transporte inteligente e o desenvolvimento de veículos autônomos e conectados. As cidades inteligentes receberam o maior percentual de respostas na China (78%) e América Latina (72%), enquanto a segurança inteligente recebeu o mais percentual de respostas na América Latina (71%) e Estados Unidos/Canadá (68%).

Para que qualquer uma dessas previsões se torne realidade, os data centers precisarão de uma infraestrutura flexível e confiável para aceitar as novas tecnologias.

Por exemplo, para oferecer um serviço ininterrupto aos usuários, as instalações dos data centers atuais e do futuro devem contar com sistemas de gerenciamento térmico e de gerenciamento de energia preparados para fazer frente às exigências técnicas de data centers de qualquer tamanho. Hoje, esses sistemas têm sido favorecidos por inovações tecnológicas que agregam inteligência para a comunicação máquina-a-máquina e simplificam o gerenciamento remoto.

Em 2025, novas tecnologias, novas infraestruturas e novos desafios estarão no mercado, sempre com o mesmo objetivo: proporcionar soluções rápidas, simples e que estejam próximas das aplicações e dos dispositivos utilizados na vida diária das pessoas.

*Fernando é Vice-Presidente da Vertiv América Latina

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Wi-fi pública: quais os riscos e como se proteger

wi-fi_publica.jpg17/09/2019 - Utilizar a internet se tornou parte do dia-a-dia da população, mas se conectar a redes públicas pode trazer algumas consequências. Pensando nisso, a ESET, empresa que atua no setor de detecção proativa de ameaças, compartilha pontos importantes a serem observados quando se trata de redes wi-fi públicas e segurança.

1. Tome cuidado com o que você faz após se conectar

Os cibercriminosos podem interceptar informações trocadas em redes públicas, por isso, [e recomendável não acessar serviços de homebanking, contas de email, redes sociais e outros aplicativos que exijam nome de usuário e senha para estabelecer a conexão. Se for de extrema urgência acessar dados confidenciais, é preferível usar dados móveis (conexão 4G) ou uma VPN.

2. Sempre atualizar seu sistema operacional e aplicativos

É essencial manter o sistema operacional e os aplicativos sempre atualizados, elas podem conter correções de segurança lançadas pelos fabricantes que protegem o equipamento. Além disso, ter uma solução antivírus instalada em computadores, laptops e celulares, é uma etapa essencial para sua segurança.

3. Só acessar sites que utilizem o protocolo HTTPS

O protocolo HTTPS garante que as informações transmitidas entre o computador do usuário e o site sejam criptografadas na transmissão. Essa precaução serve igualmente tanto para dispositivos móveis como para qualquer computador desktop.

4. Configurar seu dispositivo para não se conectar automaticamente

Para evitar que seu aparelho se conecte automaticamente e exponha suas informações, a ESET recomenda alterar a opção nas configurações de wi-fi, dessa maneira, qualquer conexão deve ser liberada pelo usuário.

5. Utilizar Duplo Fator de Autenticação

Nunca é demais ter uma camada extra de segurança como a fornecida pelo duplo fator de autenticação. A maioria dos serviços tem a possibilidade de configurar o acesso ao site para que, após a senha, seja necessário inserir um código adicional, que será enviado ao telefone por SMS, email, aplicativo ou chamada, pedindo uma confirmação de que é o titular da conta que está realizando o acesso.

"A rede wi-fi facilita e acelera nossa vida cotidiana, mas, infelizmente, sua popularidade é acompanhada de riscos, com os quais devemos ter o cuidado É preciso aplicar medidas de segurança apropriadas, protegendo nossas informações, para podermos aproveitar a tecnologia da maneira mais segura ", diz Camilo Gutierrez, Chefe do Laboratório da ESET América Latina.

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Quais as vantagens de usar uma cloud nacional?

cloud_backup.jpg16/09/2019 - Uma das obrigações solicitadas pela LGPD é que dados pessoais de clientes e usuários sejam armazenados apenas em território nacional pelas empresas

Uma das preocupações recentes nas companhias brasileiras é a adequação às exigências da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD - nº 13.709), que entrará em vigor  em agosto de 2020. Pode parecer bastante tempo, porém o processo de adequação é muito delicado e poderá demandar um período demorado para tratar com total segurança os dados dos clientes, tanto de empresas públicas quanto  privadas.

Por isso, vários empresários têm corrido contra o tempo em busca de empresas que auxiliem na adequação ou realizem a segurança necessária para estar em compliance com a lei. Além disso, uma das principais preocupações dos empresários é a localização do Data Center que armazena os dados da empresa, já que uma das exigências da nova lei é o armazenamento dos dados em território nacional. Isso passou a ser um grande ponto de análise, já que os grandes players de armazenamento em nuvem são estrangeiros.

Além disso, são alguns dos requisitos de adequação a LGPD: Operações de tratamento realizadas em território nacional; oferta de bens, serviços e tratamentos de dados em território nacional; coleta de dados pessoais em território nacional.

As vantagens de se escolher uma empresa nacional

Com isso, a dúvida em encontrar um player nacional que ofereça a mesma performance e benefícios que os fornecedores internacionais surge entre as equipe de TI das empresas. Porém, hospedar os dados em uma cloud brasileira tem mais vantagens do que apenas estar em compliance com a LGPD, como explica Edilson Silveira, CTO da Winov Cloud, empresa de cloud brasileira, que possui sede em Curitiba (PR).

“A economia por possuir a possibilidade de pagar em reais é a principal, já que quando realizamos o pagamento de um serviço internacional o mesmo é cobrado na moeda do país de origem e no fim das contas, colocando na ponta do lápis, as empresas acabam pagando mais do que deveria por precisar fazer a conversão dos valores”, ressalta Edilson. Esse ponto possui pouca atenção das equipes financeiras das empresas, mas é de extrema importância para a continuidade do negócio.  

Outro ponto em potencial a se considerar é a economia e consumo correto de recursos existentes ao mudar para uma cloud nacional. “Armazenar seus dados em um player fora do país fará você sofrer com a latência dos dados. Latência é quanto tempo seus dados demoram para ser entregues na cloud e vice-versa. Isso pode ocasionar em lentidão na execução de tarefas, o que, dependendo do negócio, pode ser prejudicial para a saúde do mesmo”, enfatiza Edilson.

Garantir esses pontos, junto às adequações da LGPD, ajudará as empresas a irem muito mais longe, além de impulsionar a economia brasileira, já que muitas companhias passarão a valorizar produtores locais de soluções em cloud. “Pode não parecer, mas as exigências da nova lei (LGPD) fará o Brasil crescer no setor de tecnologia da maneira que deveria”, finaliza Edilson.

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Você sabe como guardar os dados do seu negócio?

datacenter.jpg*Por Cleyton Ferreira
 12/09/2019 - Antes de responder essa pergunta, é necessário analisar um ponto crucial: o dado. Atualmente, os dados são bens valiosos e estimados pelas empresas, já que eles direcionam negócios, estratégias e até produtos, moldando os caminhos para a transformação digital. Hoje em dia, com a explosão de informação que as empresas precisam lidar e a necessidade de manter esses dados seguros, é necessário adequar as diversas opções de serviços de tecnologia à correta necessidade das companhias. Diferentemente dos anos anteriores, o mercado atual disponibiliza vários tipos de serviços e provedores.

Diversos setores estão olhando de forma diferente para a área de TI como forma de alavancar seus negócios, já que o surgimento de novas aplicações e produtos dentro das empresas acontece a todo momento. Dados da consultoria global Research And Markets revelam que, somente na América Latina, espera-se um crescimento de ao menos 11% no investimento em data centers no período entre 2018-2023, com receita de cerca de US$ 316 milhões até 2023. Existe uma tendência em que as empresas investem em tecnologia de ponta para se adequarem a uma nova realidade de serviços. Eles são focados nos clientes e com customização de acordo com a necessidade de cada pessoa. Por fim, essas inovações se integram, muitas das vezes, à IoT, Inteligência Artificial, big data e o já não tão distante 5G. No final, sempre será necessária uma infraestrutura para armazenar todos os dados gerados. Entre as opções disponíveis estão o Colocation, o Hosting, o Cloud e o Multicloud. Independentemente do tipo de serviço adotado, é importante lembrar que o dado, por mais camadas de abstração que tenha, sempre estará armazenado em um data center.

Aqueles que já possuem data centers por vezes enfrentam problemas de espaço para aumentá-los. Se a demanda é essa, mesmo que não seja uma solução definitiva, o mais indicado é o serviço de Colocation. Nessa prática, as empresas alugam esse espaço já preparado e constroem nele um ambiente com seus equipamentos particulares, compartilhando custos de banda, conexão, espaço para dados, custos elétricos, entre outros, com o provedor do serviço. Uma das vantagens é a despreocupação com infraestrutura, segurança, e outros fatores, por ficarem sob encargo dos donos do espaço de data center.

Quando a necessidade da empresa é maior flexibilidade, o serviço de cloud computing é o mais indicado. O armazenamento em nuvem permite a aquisição de infraestrutura de TI de acordo com as necessidades da companhia, além da comodidade de se acessar os dados de qualquer lugar. De acordo com estudo da consultoria global IDC, dois terços de empresas multinacionais usam serviços de nuvem e têm estimativa de movimentar, até 2020, mais de US$ 43 bilhões.

Outro levantamento global da IDC aponta que esse mercado de data centers representa um expressivo filão a ser explorado no Brasil. Na pesquisa, a maioria das organizações que já aderiu à estratégia (45%) adotou cloud computing. O colocation vem logo a seguir com 37%.

Por fim, para empresas que precisam investir apenas em hospedagem em um espaço determinado e fixado, a melhor opção é o tradicional hosting. Esse serviço hospeda aplicações, soluções de tecnologia da informação ou ativos, além de gerenciar tarefas de manutenção para garantir o bom funcionamento do ambiente. Ele é oferecido nas formas dedicada e compartilhada. Na primeira, o cliente paga por recursos de servidores, quantidade definida de banda dedicada, CPU, RAM e espaço no centro de dados, podendo ter total controle de todos os recursos dos servidores. Na segunda, o volume definido de armazenamento é feito em um único servidor, sendo que os recursos são compartilhados entre diferentes clientes. A desvantagem é que a disponibilidade desse modelo pode ser afetada em momentos de pico de tráfego.

Como essa escolha pode custar caro a longo prazo, é importante realizar uma análise mais profunda sobre a realidade de cada empresa. Para uma maior assertividade, os fornecedores desses serviços, usualmente, disponibilizam analistas que estudam a estrutura e qual a melhor solução para o que for necessário. Se a companhia já apresenta problemas com limitações de espaço físico ou não consegue garantir a segurança dos dados, muitas vezes sensíveis, é preciso iniciar essa mudança o quanto antes, principalmente para aqueles que buscam a transformação digital de seus negócios.

*Cleyton Ferreira é CTO no Uol Diveo

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