Quatro desafios de Data & Analytics para 2018

data_3.jpg22/05/2018 - Durante coletiva de imprensa realizada nessa terça-feira, (22) em São Paulo, Donald Feinberg, Vice-Presidente mundial e charmain da Conferência Gartner Data & Analytics e os analistas do Gartner Peter Krensky e Cindi Howson explicaram aos jornalistas que existe uma oportunidade única de expandir a base de dados e acelerar a descoberta analítica.

Com o surgimento de Data & Analytics, Inteligência Artificial (IA) e Aprendizado de Máquina (ML) como os novos elementos centrais dos negócios digitais, Data & Analytics estão se difundindo cada vez mais, sustentando diferentes modelos de negócios. E para conseguir esse resultado, os analistas do Gartner dizem que os líderes de Data & Analytics devem dominar quatro dimensões fundamentais de escala: confiança, diversidade, complexidade e formação.

Donald Feinberg, Peter Krensky e Cindi Howson apresentam as quatro dimensões-chave que um líder de Data & Analytics deve dominar para melhorar o desempenho da equipe

Desafio 1:  Confiança

Em um mundo de crescentes fraudes, incertezas, fatos alternativos e notícias falsas, a confiança parece ser um gênero raro. Mas a confiança é uma questão de extrema importância nos negócios digitais — nada funciona sem confiança. As empresas devem trabalhar para garantir que todo o público de interesse confie em seus dados e forneçam um nível de observação e exame de dados que não existem na maioria das organizações hoje.

Há um novo playbook referente à confiança nos dados”, diz Peter Krensky, Analista de Pesquisa Sênior do Gartner. "Este playbook utiliza duas técnicas – crowdsourcing e automação. Com o crowdsourcing, os usuários marcam o que eles fazem e fornecem um registro da origem dos dados ao longo do processo. À medida que as informações passam pelo fluxo de trabalho natural e a retransmissão de dados utiliza o recurso de metadados, isso cria um método mais dinâmico para confiar nas informações. A automação se refere ao aumento de catálogos de dados como uma capacidade crítica de como essas informações são gerenciadas. Adotar essas duas técnicas aumentará substancialmente a confiança em seus dados por meio da capacidade de verificar suas origens”, afirma o analista.

Desafio 2: Diversidade

Diversidade inclui algoritmos, pessoas e dados. “À medida que nossas opiniões e vieses são codificados em algoritmos, as organizações devem criar métodos melhores de verificação das suposições e dados utilizados ​​nos algoritmos para garantir que eles sejam justos e inclusivos dos outliers”, diz Cindi Howson, Vice-Presidente de Pesquisa do Gartner. Isso é especialmente difícil quando o setor de tecnologia carece de diversidade e muitas vezes se concentra apenas nas diferenças visíveis, como a de gênero.  "Além disso, é necessário que haja uma mudança na integração de dados que sejam facilmente acessíveis para a integração dos dados", acrescenta a analista.

Desafio 3: Complexidade

Complexidade é um desafio por causa da dificuldade de compreender realmente a dinâmica dos negócios e de ter o tempo adequado para as respostas. “Os líderes de Data & Analytics de hoje têm a oportunidade de criar plataformas precisas e exatas. Essas plataformas fornecerão mais contexto a partir da coleta abrangente de dados, maior entendimento de um sistema robusto de medição e classificação e mais tempo de resposta, a partir de sistemas de baixa latência”, diz Krensky. “Maior contexto, compreensão e baixa latência tornam a grande complexidade em vantagem competitiva. Compreender o padrão por trás a complexidade acelera o tempo de resposta. Dominar essa complexidade é a chave para iniciativas bem-sucedidas de análises”, afirma o analista.

Desafio 4: Formação

Como as empresas possuem equipes cada vez mais diversificadas e com dados mais complexos, a necessidade para capacitar a "falar dados" de uma maneira comum nunca foi tão grande. "Se não há uma linguagem comum com a qual interpretar as várias fontes de dados na organização, haverá desafios fundamentais de comunicação ao usar soluções com base em Data & Analytics”, diz Howson.

Na terceira pesquisa anual do Gartner sobre os Chief Data Officer (CDO), os entrevistados afirmam que o segundo obstáculo mais significativo para progredir com Data & Analytics é a baixa qualidade dos dados. Líderes de Data & Analytics devem aprender a tratar as informações como uma segunda língua e a alfabetização de dados como um elemento crucial da transformação digital.

O Gartner estima que, até 2020, 80% das organizações deverão iniciar o desenvolvimento de competências deliberadas no campo da alfabetização de dados, reconhecendo sua extrema deficiência. "Desenvolver capacidade para melhorar os dados pode ser preocupante", ressalta Cindi. “Avaliar a alfabetização de dados de pessoas que criam e consomem informações é um passo crítico para garantir que a organização seja capacitada com as habilidades corretas para atender aos requisitos atuais e futuros da sociedade digital", explica a analista do Gartner.

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A Inteligência Artificial vai roubar seu emprego?

robo_job.jpg*Por Leonardo Bossan
18/05/2018 - Recentemente, uma das maiores referências em inovação da atualidade, Elon Musk, falou mais uma vez sobre seus receios em relação aos avanços da Inteligência Artificial (IA). Antes de partir, em março, um dos maiores gênios do nosso tempo, Stephen Hawking, também se manifestou com preocupação sobre o andar do machine learning: "pode ser a melhor ou a pior coisa que já aconteceu à humanidade".

Opiniões como essas somadas à estranheza causada pelas referências cinematográficas – que vêm automaticamente à nossa mente com flashes de filmes futurísticos, muitas vezes apocalípticos, –, dão um toque de temor ligado à aderência destas tecnologias. É uma nova versão da Revolução Industrial? A Inteligência Artificial vai roubar o seu, o meu emprego?

O ser humano, desde seus primeiros registros, busca alternativas para aumentar a sua produtividade ao criar ferramentas para ajudá-lo em tarefas que são mecânicas e mantêm um padrão. Por isso, quando consegue resolver uma nova equação neste sentido, o conflito é sempre originado da sensação de "criação superando o criador".

Analisando a questão por diversas óticas, entendo que a pergunta já não é mais se a IA é uma realidade ou não em nossas vidas. A questão agora é: quais são as oportunidades de negócios e de empregos neste novo mundo que está em desenvolvimento?

Fábio Scopeta, diretor de Engenharia e Inovação da Microsoft LATAM, disse, em aula para a série Trends, do "nsa.i-mpress.net" meuSucesso.com, que não é tão claro para as pessoas que o avanço da Inteligência Artificial tem o intuito de aumentar a capacidade humana e não de substituir o humano.

Já Bruno Bratti, engenheiro-chefe da Wave Computing – uma startup do Vale do Silício especializada em big data e IA – afirmou, na mesma série, que o futuro das companhias em todo o mundo passará por modelos híbridos de trabalho, em que humanos estarão, juntamente com as máquinas, buscando soluções e novas alternativas para consumidores e diversos mercados. Isso significa que a Inteligência Artificial não tem capacidade de gerar valor por si só, a menos que seja em parceria com a criatividade humana.

Assim como Scopeta e Bratti, acredito que o único caminho para este "admirável mundo novo" é encarar o machine learning como uma realidade, ao invés de lutar contra ele. Observamos inúmeros profissionais e companhias perderem oportunidades ao tentar manter o status, baseados em modelos de negócios ou funções obsoletos. Um exemplo recente é o movimento de taxistas no Brasil que tentaram combater novas formas de transporte coletivo. Não é um caso com aplicação de IA, mas ilustra bem a resistência da categoria ao não conseguir deter avanços de novas empresas oferecendo serviços semelhantes a custos menores – e muitas vezes, até com mais qualidade. Isso significa que o tempo investido na resistência foi praticamente inútil.

Obviamente, grandes pensadores como Hawking têm razão em nos alertar sobre os possíveis caminhos da IA no mundo e seus impactos ainda imensuráveis. Porém, para aqueles que não desejam ser levados pela onda do "avanço", o ideal é observar (e entender) todas estas mudanças com otimismo, abrindo, assim, caminhos para novas ideias e oportunidades que surgirão e que já estão surgindo.

*Leonardo Bossan é diretor da escola digital de negócios meuSucesso.com.

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Samsung firma parceria com a TOTVS

samsung_totvs.jpg08/05/2018 - A Samsung é a nova parceira da TOTVS para equipar o Espaço de Experiências Sensacionais da empresa brasileira, localizado na sede da empresa em São Paulo. Composto por ambientes que trazem cenários reais que demonstram o que a tecnologia pode proporcionar para diferentes segmentos de mercado, o espaço conta com monitores Samsung, presentes em 100% dos ambientes, bem como tablets e smartphones disponibilizados nas áreas de experiências do espaço Varejo.

"A parceria com o Espaço de Experiências Sensacionais da TOTVS reforça o foco da Samsung em disponibilizar nosso portfólio junto a empresas que, assim como nós, priorizam a inovação como um fim para proporcionar as melhores experiências às pessoas", comenta Antonio Quintas, Vice-Presidente da Área de Dispositivos Móveis da Samsung Brasil.

Monitores Samsung em todos os ambientes

A parceria contempla a utilização de 34 monitores da Samsung em todas as 11 áreas do espaço de 145m2 que estão divididos por segmentos de atuação da TOTVS - Supply Chain (abrangendo Agroindústria, Manufatura e Logística), Consumer (entre Moda, Supermercado, Bem-estar e Food Services), Healthcare (Saúde) e Professional Services (que inclui Educação, Construção & Projetos, Hospitality, Serviços e Jurídico).

Um dos grandes destaques do Espaço Experiências Sensacionais é a mesa interativa que conta com monitor touch da Samsung de 75", na qual é retratada a "Cidade TOTVS" em 3D, com simulações gráficas, vídeos e demonstrações de todos os setores em que a companhia atua. Essa experiência proporciona aos visitantes uma imersão nas soluções TOTVS, dando a visão das mais modernas rotinas de um consultório, uma escola ou uma indústria, por exemplo.

"Muitos falam sobre experiências de uso, mas, hoje, a TOTVS consolida um espaço único e totalmente diferenciado, materializando todo o seu discurso de transformação digital, para que as inovações tecnológicas possam ser vivenciadas na prática. Pensamos os ambientes com muito cuidado, para demonstrar a abrangência de atendimento da companhia e a forma como as áreas se complementam. Agora, as empresas podem ver e testar, realmente, todos os benefícios desses avanços para os negócios", comenta Gustavo Bastos, vice-presidente de Supply Chain da TOTVS.

Tablets e smartphones na área de Varejo

Os visitantes que passarem pela área de Consumer têm a oportunidade de ver a integração dos tablets e smartphones Samsung com as soluções TOTVS. O espaço, que conta com os segmentos de Moda, Supermercado e Bem-estar traz experiências que exemplificam a rotina de uma loja e como as soluções podem auxiliar na hora da interação entre o cliente e os funcionários do estabelecimento, por exemplo. Para os adeptos do comércio digital, o aplicativo Click and Collect permite que a compra seja realizada e finalizada totalmente pelo smartphone – desde a escolha dos produtos até o pagamento e definição do local de entrega ou retirada dos mesmos.

Serviço

O Espaço de Experiências Sensacionais está disponível para clientes e parceiros que buscam conhecer as soluções e produtos da Samsung e TOTVS. Além disso, as pessoas que tiverem interesse em visitar podem fazer a inscrição pelo link de forma gratuita.

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Proteção de dados é essencial para empresas

wolmer_godoi_cipher.jpg*Por Wolmer Godoi
08/05/2018 - Recentemente, novos escândalos sobre privacidade de dados de grandes empresas foram descobertos e divulgados no mundo todo. Primeiro, o Facebook, onde cerca de 50 milhões de usuários tiveram suas informações vazadas, por meio de um teste de personalidade, para a empresa de marketing político Cambridge Analytica. Ainda, um e-mail interno também foi exposto, no qual o VP Andrew "Boz" Bosworth fala que o crescimento da empresa deve ser prioridade, mesmo que alguns usuários sofram literalmente com isso.

Depois, o Grindr, um dos mais famosos aplicativos de relacionamentos para o público LGBT, vazou dados dos seus usuários sobre o status de HIV de cada um, data do último teste realizado, além de localização e telefone para duas empresas parceiras de monitoramento de dados, a Apptimize e a Localytics. Ao todo, mais de 3,6 milhões de pessoas foram atingidas.

Ambos os casos tiverem repercussão bastante negativa. As ações do Facebook despencaram 6,8% após o escândalo e a empresa chegou a perder U$ 95 bilhões em valor de mercado. Já o grupo chinês KunLun Group Limited, que adquiriu o Grindr em janeiro, teve queda de 4,7% de suas ações na bolsa de Pequim. Isso sem contar uma série de críticas que os dois receberam.

A falha na segurança de dados já é uma das maiores preocupações atuais. As vulnerabilidades de segurança e o vazamento de dados aumentaram consideravelmente nos últimos anos e só no ano passado mais de 40 empresas tiveram brechas reportadas.

Qualquer indústria está sujeita a violações de dados. Como resultado deste tipo de incidente, elas podem experimentar não só impactos financeiros, como também penalidades previstas na lei, queda na fidelização de clientes e na sua reputação. Mas, para implementar as políticas e controles de segurança adequados, as organizações enfrentam sérios obstáculos para proteger os dados.

Para alavancar o sucesso na proteção de dados, o avanço das políticas corporativas de segurança é mandatório. Qualquer organização que esteja lidando com a privacidade de seus clientes deve investir em eficiência de segurança, isto é, em políticas mais rigorosas e tecnologias avançadas.

As políticas de segurança bem planejadas são estratégicas para qualquer organização. Elas devem definir quem gere o programa de segurança, o que é prioritário em termos de prevenção e proteção, quando e onde acionar as medidas necessárias e quais são estas medidas.

É necessário prestar atenção especial em:

- Métodos aceitáveis de compartilhamento de arquivos
- Diretrizes de uso da Internet
- Uso adequado de dispositivos sem fio
- Políticas de senha
- Aplicações proibidas
- Serviços proibidos
- Políticas de Privacidade
- Políticas de backup
- Acesso remoto aceitável
- Descarte adequadamente os dados (sensíveis e não sensíveis)
- Políticas de spam

Para começar a desenvolver políticas de segurança, deve-se realizar uma avaliação de segurança nas operações atuais. Isso é instrumental para identificar as lacunas e os pontos fortes. Depois disso, é hora de identificar quais as tecnologias e ferramentas ainda são necessárias na estratégia de segurança para proteger melhor os dados. Usar um framework, como NIST, ISO, PCI DSS, SANS ou outros, deve facilitar a avaliação.

Quando se trata de proteger dados confidenciais, algumas das ferramentas-chave são a criptografia, o monitoramento regular, os backups e as soluções de endpoint. A criptografia é focada inteiramente em dados, no seu armazenamento, proteção e transmissão. As soluções de endpoint podem usar criptografia para evitar perda de dados e vazamento, impor políticas de proteção de dados unificadas em todos os seus servidores, redes e dispositivos, reduzindo assim
o risco de violação de dados.

Ferramentas de monitoramento como IDS/IPS e SIEM são importantes no monitoramento de atividades mal-intencionadas na rede e para alertar a equipe apropriada para responder ao evento. Por fim, uma solução de backup pode ajudar a restaurar a perda de dados por erro humano, durante um ataque de ransomware, por exemplo.

*Wolmer Godoi é CISSP (Cybersecurity and professional services director) da Cipher

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Fujitsu abre centro de Inovação Blockchain

fujitsu_cruz.jpg07/05/2018 - A Fujitsu anuncia a abertura do seu novo centro internacional de inovação Blockchain, em Bruxelas, na Bélgica. Localizado no coração da Europa, o centro reforça o compromisso da Fujitsu com a tecnologias como blockchain e outras e ledger distribuído (DLT) como meios para revolucionar a maneira como os consumidores e empresas compram, vendem e trocam bens e serviços – além da forma como as organizações transformam seus modelos comerciais e operacionais.

No novo centro, serão realizadas pesquisas com parceiros externos para colaborar em projetos específicos de exploraração do potencial da tecnologia blockchain. Com o crescente interesse dos clientes em entender melhor essa tecnologia e seu impacto nos negócios, a Fujitsu tem por objetivo propagar a blockchain além dos serviços financeiros. Hoje, essa tecnologia pode ser aplicada a diversas áreas como: logística, cadeia de suprimentos, livros públicos como propriedade imobiliária, identificação de votos e contratos inteligentes – áreas onde uma trilha de auditoria baseada em contabilidade é necessária.

De acordo com Yves de Beauregard, chefe da Fujitsu Benelux, o novo centro de inovação demonstra a importância que a Fujitsu atribui à blockchain e já é possível visualizar altos níveis de interesse dos clientes em entender melhor como a tecnologia pode ser integrada nos processos de negócios: “Escolhemos Bruxelas como local para apoiar nossos clientes internacionais investigando ou já implementando soluções blockchain. O princípio subjacente da tecnologia é que as transações sejam virtualmente impossíveis de alterar, criando um alto nível de confiança. Este é apenas o começo, já que pretendemos explorar seu uso em uma variedade de áreas comerciais”, afirma.

Uma das áreas que a Fujitsu pretende desenvolver no centro de inovação é o uso de blockchain para o projeto e implementação de serviços em cidades inteligentes, com foco não apenas na tecnologia, mas também em aspectos importantes da cidade do futuro, como fatores demográficos, organização social, funcionamento econômico e desafios ecológicos. O centro dará apoio e incentivo para a investigação, o desenvolvimento e a inovação - tanto para Bruxelas como para outras cidades, por meio do financiamento de projetos inovadores de empresas, organizações públicas e privadas.

Para Nilton da Cruz, diretor de Marketing e de desenvolvimento de novos negócios da Fujitsu do Brasil, a inauguração do centro de blockchain na Europa reforça a aposta da empresa em tecnologias que prometem melhorar e mudar o futuro, não apenas nos negócios, mas também no conceito de smart cities: “A tecnologia está inserida em esferas além dos negócios e já é possível enxergar os benefícios e as mudanças que elas trazem no nosso dia-a-dia. O desenvolvimento das cidades do futuro aliado às tecnologias existentes será fundamental nas estratégias de negócios para as organizações que querem se destacar garantindo qualidade no atendimento e segurança dos dados”, finaliza.


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Que tecnologia suporta as transações Bitcoin?

blockchain.jpg07/05/2018 - A tecnologia Blockchains, conhecida por dar apoio à moeda eletrônica Bitcoin, tem o potencial de deixar mais segura a maneira como fazemos negócios, assinamos contratos e movimentamos bens

A tecnologia de blockchains é conhecida por viabilizar as transações de Bitcoin. Ela verifica compras, rastreia a troca de fundos e mantem históricos facilmente auditáveis das transações feitas com a moeda eletrônica por meio de verificações a partir de assinaturas digitais e criptografia. No entanto, o potencial dos blockchains vai muito além, prometendo contratos inteligentes que vão revolucionar a maneira como gerimos nossos negócios.

“Incentivar blockchains pode transformar antigas indústrias e criar novas”, explica o country manager da BSA no Brasil, Antônio Eduardo Mendes da Silva, conhecido como Pitanga. “Seu principal atrativo é simplificar e tornar mais seguros os processos que envolvem o cotidiano de empresas e indivíduos por meio de registros digitais descentralizados e criptografados, evitando papelada e burocracias”, completa.

O estudo “Blockchain Primer – From Enabling Bitcoin to Blocking Blood Diamonds”, da Software.org, uma organização de pesquisa internacional, independente e apartidária, lista os princípios básicos para que você entenda a tecnologia blockchains e faça suas transações com mais confiança.

O que quer dizer blockchain?

Quando usuários fazem uma transação, eles adicionam um bloco (“block”, em inglês) a uma série de outros blocos sequenciais ligados (“chained”) um ao outro por uma função criptográfica do tipo hash. Isso quer dizer que cada bloco tem valores de dados únicos, imutáveis e irreversíveis, garantindo segurança.

Como funciona a tecnologia?

Por meio dos blockchains, cada usuário transmite informações e tem acesso a elas diretamente, sem depender de intermediários como advogados, corretores, instituições financeiras e cartórios, que normalmente são essenciais para verificar transações. Esse registro descentralizado garante a legitimidade das transações porque atualizações são verificadas por meio de assinaturas digitais e criptografia, eliminando possibilidades de fraude. O que antes exigia múltiplas cópias de documentos, intermediários e diversas transações complicadas, agora é compilado em uma única cadeia de blocos com informações criptografadas.

Por que ela é tão inovadora?

- Por ser segura: blockchains conseguem verificar detalhes de um contrato ou transação – assinatura, execução, conexões entre múltiplas empresas ou grupos, identidade de indivíduos etc – em um único lugar. Além disso, todas as informações são verificadas por assinaturas digitais e criptografia.

- Por ser prática: todas as informações têm um registro digital e uma assinatura que podem ser armazenados, verificados e compartilhados. Também não há a necessidade de um intermediário, já que os usuários têm acesso às informações e as transmitem diretamente. Como tudo é feito de maneira digital, também não são necessários documentos físicos, diminuindo a quantidade de papelada.

Onde ela pode ser usada?

O potencial dos blockchains é diverso, envolvendo setores como financeiro, imobiliário, jurídico e cadeias de produção de áreas variadas. Eles se aplicariam a qualquer transação ou contrato que precisam que a identidade dos envolvidos seja verificada, assim como o cumprimento dos termos. Por exemplo, a tecnologia permite a criação de invoices que pagam fornecedores assim que uma remessa é recebida. Uma empresa também pode indicar, via blockchains, quando um produto foi entregue. Bens de valor podem conter um GPS conectado a blockchains, com sua localização sento atualizada em tempo real. Quando eles chegam ao destino, o pagamento é liberado.

Estudo na íntegra (em inglês): https://software.org/reports/blockchainprimer/

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