Gartner cancela a conferência sobre infraestrutura

data_analytics2.jpg20/03/2020 - Devido a preocupações contínuas sobre o surto de coronavírus (COVID-19) e as diretrizes do Governo, o Gartner decidiu cancelar a Conferência Infraestrutura de TI, Operações & Estratégias de Cloud, programada para acontecer em São Paulo, nos dias 14 e 15 de abril de 2020.

Segundo a consultoria, esta é a decisão correta a ser tomada devido aos riscos crescentes envolvendo a saúde pública, para garantir a saúde e a segurança de seus clientes e funcionários.

Se você se inscreveu na conferência e precisa de informações adicionais, acesse aqui ou via e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

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Serenidade e cautela para superar o Covid-19

aron_brirtto.jpg*Por Aron Flemming Brito
20/03/2020 - Os riscos e impactos econômico e logístico do novo coronavírus, o Covid-19, sobre o mercado chinês foram alertados pela Ativo Soluções em Comércio Exterior quando ainda quase ninguém falava no assunto. E nossas previsões estavam certas, infelizmente. Mas a situação mudou. Agora a China já está praticamente recuperada, suas fábricas retomaram as operações, seus portos estão, aos poucos, voltando a operar na plenitude. Porém, quando achávamos que a tempestade estava passando, estávamos enganados. Agora virou uma pandemia e atingiu a Europa de forma avassaladora, assustou os EUA e está presente também em nosso território.

Não podiam ser piores os impactos imediatos, com adoção de medidas extremas, mas claramente necessárias tendo em vista os estragos que o Covid-19 está causando nos outros países. Os desafios só aumentam. Já no final de janeiro o segmento do comércio exterior era afetado diretamente. Mas, agora, está vindo o desafio maior: nosso mercado interno está parando, as fronteiras estão sendo fechadas, voos que transportavam as cargas estão sendo cancelados, armadores estão trabalhando em home office e as courier, na grande maioria já sem atividade, impactam a entrega de documentos importantes na liberação das mercadorias.

O cenário é muito desafiador para todos, mas especialmente para nós profissionais de comércio exterior, que já passamos por tantos obstáculos. Lembro inclusive que, quando montamos nosso escritório, meses depois houve o atentado às torres gêmeas em Nova Yorque. Era o destino já nos apontando como iam ser os próximos anos, esses que foram se passando e nos ajudando a evoluir em cada crise, investindo em pessoas, tecnologia, treinamentos, processos e outras habilidades necessárias para sobrevivermos nessa seleção natural do mundo corporativo.

Analisando tudo o que passamos, tenho certeza de que estamos preparados para vencer mais essa batalha. Nosso comprometimento é sempre com nossos clientes, fornecedores e colaboradores. Será um ano difícil, com certeza, mas a Ativo Soluções em Comércio Exterior surgirá ainda mais forte depois dessa tempestade. Nós trabalharemos dobrado para atender e resolver as dores dos nossos clientes. Contem conosco mais uma vez nessa jornada.

*Aron Flemming Brito é diretor comercial da Ativo Soluções em Comércio Exterior

Crédito: José Somensi/Divulgação

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Agricultura brasileira movida a ciência

agronegocio.jpg*Por Celso L. Moretti
20/03/2020 - A agricultura brasileira é movida a ciência. Poucos países podem afirmar o mesmo. Em pouco menos de cinco décadas o Brasil saiu da situação de importador para se tornar num dos maiores exportadores de alimentos, fibras e bioenergia do mundo. É uma história de sucesso, uma saga que todos os brasileiros, no campo e na cidade, devem conhecer. É motivo de orgulho neste 20 de março, em que comemoramos o Dia da Agricultura.

Com ciência, nas últimas cinco décadas, incrementamos a produção de grãos em cinco vezes com aumento correspondente de apenas duas vezes na área plantada. Elevamos a produção de leite de 5 para 35 bilhões de litros. Aumentamos a produção de trigo e milho em 250% e a de arroz em mais de 300%. A cafeicultura quadruplicou a produtividade nos últimos 25 anos. E a produção de carne de frango deu um salto magnífico: cresceu praticamente 65 vezes, saindo de 200 mil toneladas na década de 70 para 13 milhões de toneladas em 2018.

A transformação não ocorreu ao caso. Foi fruto de um robusto investimento em ciência, tecnologia e inovação, da parceria entre o setor público e o privado. Com ciência transformamos um passivo, os cerrados, com vegetação retorcida e solos ácidos e pobres, num dos maiores ativos do país. Celeiro de grãos, frutas, hortaliças e proteína animal, em 2019 os cerrados entregaram mais da metade da produção de grãos e cana de açúcar do país.

Com ciência, tropicalizamos grãos, como a soja e o trigo, forrageiras africanas e o gado europeu e indiano. A produção de trigo nos trópicos é inédita e já ocupa 130 mil hectares dos cerrados brasileiros. Pode chegar a dois milhões de hectares e tornar o Brasil autossuficiente na produção do grão.  

Com ciência desenvolvemos novas raças bovinas, como a girolando, tão produtivas quanto as europeias e mais adaptadas aos trópicos. Foi também com ciência que o Brasil criou uma plataforma de produção agropecuária sustentável, com tecnologias como o plantio direto, a fixação biológica de nitrogênio, o controle biológico e a intensificação sustentável, com produção de grãos, proteína animal e florestas numa mesma área. Os sistemas integrados já ocupam 15 milhões de hectares.

A fixação biológica de nitrogênio economiza para o país, anualmente, algo em torno de 13 bilhões de dólares que deixam de ser gastos com adubos nitrogenados, sobretudo importados. É um verdadeiro ovo de Colombo. De quebra, contribui para que aproximadamente 60 milhões de toneladas equivalentes de CO2 deixem de ser emitidas na atmosfera. Em 2019 o segundo ovo de Colombo foi lançado pela Embrapa: o BiomaPhos, um bioinsumo que atua sobre o fósforo aprisionado nos solos, tornando-o disponível para as plantas. O produto, que vem sendo pesquisado há 17 anos, já foi testado em mais de 300 áreas agrícolas no país. Para o milho trouxe elevação de produtividade da ordem de 10%. Vai contribuir para termos mais alimentos à mesa. E possibilitar que o Brasil importe menor fosfato.

O agro brasileiro é o setor mais competitivo e disruptivo da economia brasileira. É também um dos que menos recebe subsídio governamental. Responde 21% do PIB, um quinto de todos os empregos e quase metade das exportações brasileiras. Alimentamos um em cada cinco habitantes do planeta e fazemos isso de forma sustentável: protegemos, preservamos ou conservamos 66,3% da vegetação e florestas nativas. Os produtores preservam um quarto do território brasileiro dentro das propriedades rurais, sem receber nada por isso.

Com uma agricultura movida a ciência garantiremos o futuro e a segurança alimentar da população brasileira e mundial. É no banco genético da Embrapa, localizado em Brasília, DF, o 5o maior do mundo, que estão armazenadas mais de 120 mil amostras de animais, plantas e microrganismos, vindos de todas as partes do mundo. Há espaço para 700 mil amostras. Uma verdadeira Arca de Noé. É lá que buscaremos variabilidade genética para enfrentar novas pragas e doenças que poderão atacar plantações e animais em solo brasileiro. É uma questão de segurança nacional.      

Nos próximos dez anos os desafios serão diversos e complexos. Em 2030 teremos 8,5 bilhões de pessoas. A demanda por alimentos aumentará 35%, enquanto a de energia e água crescerão 40 e 50%, respectivamente. Precisaremos de mais conhecimento, mais ciência e tecnologia. Edição genômica, gestão de riscos, agricultura digital, intensificação sustentável, bioinsumos e os microbiomas são temas que estarão no centro da agenda da ciência agrícola da próxima década. A conectividade no campo será crucial para que avancemos de forma consistente. Hoje, segundo dados do IBGE, mais de 70% das propriedades rurais não tem acesso à internet. A China já tem 95% do seu território conectado. Os EUA avançam a passos largos. A ausência de conexão no campo pode atrasar o desenvolvimento e reduzir a competitividade do agro brasileiro.

A ciência moveu a agricultura nas últimas cinco décadas. Seguirá tendo papel central na modernização do agro e no aumento da capacidade de produção, competitiva e sustentável, da agricultura brasileira.

*Celso Moretti é Presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa

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Henrique Cecci: Tudo precisa de infraestrutura

henrique_cecci_3.jpgPor Ethevaldo Siqueira
12/03/2020 - Henrique Cecci, diretor de pesquisas do Gartner concede entrevista exclusiva ao portal Mundo Digital. A seguir, um resumo dos principais temas tratados.

“Tudo precisa de infraestrutura” — afirma Cecci. “É uma das áreas mais importantes para as empresas, para operar, e que está se transformando muito rapidamente, por conta de cloud computing, de inteligência artificial ou de edge computing, seja por conta de outras tendências, como quase tudo em Tecnologia da Informação. Mas essa área corresponde ao alicerce ou às fundações sobre a qual colocamos nossas aplicações e da parte operacional das empresas.”

Henrique Cecci lembra que “antigamente a parte de Infraestrutura era mais centralizada. Hoje é mais distribuída, mais conectada, com tecnologias, novas formas de se fazer as coisas de antigamente e muita automatização — o que vai transformando aquilo que era uma infraestrutura isolada e mais dedicada apenas à empresa.”

Há, portanto, uma grande transformação dessa área. “No passado, as pessoas responsáveis por essa área eram muitas vezes consideradas como profissionais de suporte – ou seja – pessoas que cuidavam da infraestrutura, como uma área auxiliar. Hoje, essa é considerada, na expressão em inglês, “infrastructure-led disruption” – ou seja, disrupção conduzida ou alavancada pela infraestrutura.”

Mas essa é uma disrupção positiva porque a área de infraestrutura consegue trazer para as organizações. “O líder dessa área não é mais uma pessoa que se comporta como suporte para a operação de negócios, como era visto no passado. Hoje, não, pois essas pessoas lideram muitas vezes essa disruptura nas empresas, porque elas possibilitam coisas que, no começo não podiam ser realizadas ou alcançadas. Seja nas plataformas digitais, seja ao capacitar a empresa a operar em modelos operacionais que não existiam.”

Vejamos a questão da mobilidade, que chamamos de “mobile”. Podemos ter plataformas móveis, usar essas aplicações e distribuir em outras plataformas. Não só em aplicações de mobile, mas de edge computing e de internet das coisas. O profissional dessa área que antes era visto como uma pessoa que apenas auxiliava as demais áreas de aplicação e de negócios, hoje tem outro papel. Antes ele era liderado. Agora ele lidera. Como o lema da Cidade de São Paulo, Non ducor, duco. Não sou conduzido, conduzo.

As empresas perceberam que a área de infraestrutura é muito importante porque está em permanente transformação. E não dá para o responsável por ela permanecer passivo diante das mudanças. Ele precisa ter a capacidade de influenciar as decisões, de alterar procedimentos ou o modo operacional da empresa, que depende da infraestrutura computacional que ela tem.

No passado não se pensava muito em externalizar o conteúdo de informações de uma empresa, o que só veio a acontecer em grande escala com a chegada da Cloud Computing, que se tornou, na realidade, um outro fator de mudança nessa área. Vale lembrar que Cloud tem pouco mais de 13 anos de existência desde os seus primeiros serviços.

Hoje ela é um instrumento de inovação e não apenas uma opção de computação externa. Hoje em dia, os fornecedores de Cloud oferecem uma grande quantidade de serviços. A questão ou desafio hoje é, primeiro, adequar o que deve ser o primeiro modelo para o seu caso, o da sua organização. Cloud é algo fantástico para muita coisa, mas não para tudo. O importante é saber o que faz sentido e o que não faz.

Cloud poderia significar sempre uma forma de redução de investimentos em infraestrutura?

Henrique Cecci: Sim e não. Infelizmente não existe uma resposta única para tudo. Há situações que sim, em que se consegue reduzir o custo. Primeiro, temos que considerar se se trata de custo total. É preciso saber bem que tipo de custo estamos comparando. Cloud pode ser uma solução bastante cara.

É verdade que Existem provedores de serviços dos quais se podem comprar os serviços sem necessidade de se fazer o investimento?

Henrique Cecci: Sim. Cada vez mais se fala de infraestrutura flexível. Assim, há modelos que nos permitem usar serviços e infraestrutura de dentro de casa ou de fora de casa. Mas não podemos generalizar quanto às soluções externas. Há casos em que as soluções são muito boas para certas situações, dependendo do tipo de aplicação. Outros tipos de aplicações, que são únicas, mais exclusivas.

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Plataforma Sophie ajuda na prevenção ao coronavírus

sophie_line.jpg17/03/2020 – Plataforma Sophie utiliza Inteligência Artificial para informar sobre os sintomas, como agir em caso de viagens agendadas e eventos programados

Enquanto autoridades e entidades médicas trabalham mundialmente para barrar a propagação do novo coronavírus, as empresas buscam formas de conciliar suas atividades com ações que estimulem a prevenção e a segurança de seus funcionários. Na Stefanini, multinacional brasileira referência em soluções digitais, sua plataforma de Inteligência Artificial Sophie está sendo utilizada para informar os colaboradores sobre o COVID-19, principais sintomas, como as pessoas devem se prevenir e como a companhia está atuando neste momento de cautela.

Na última semana, a plataforma de inteligência cognitiva foi treinada pela equipe de Pesquisa e Desenvolvimento da Stefanini para responder via chat, pelo canal Stefanini Atende, às principais dúvidas sobre o tema no Brasil. “Estamos priorizando 100% a comunicação, transmitindo tranquilidade e confiança para superarmos este novo desafio”, afirma Marco Stefanini, CEO Global do Grupo Stefanini.

O trabalho remoto é recomendado para aqueles que tenham algum sintoma aparente ou que pertençam a grupos de maior preocupação, como gestantes, pessoas com mais de 60 anos ou que tenham baixa imunidade.

Atualmente, as viagens internacionais para Europa, Ásia e EUA estão canceladas. Para América Latina e Brasil, as viagens foram restringidas, mantendo a orientação de priorizar as reuniões virtuais. A estimativa é de que 70% a 80% de todas as reuniões da companhia deixem de ser presenciais nas próximas semanas.

Sophie no RH

Projetada com um conjunto original e premiado de algoritmos de Inteligência Artificial, a plataforma substitui o atendimento humano baseado em scripts por automação, e faz isso de maneira cada vez mais sofisticada, com investimentos ambiciosos em processamento de voz e autoaprendizado. O objetivo é permitir velocidade e eficiência cada vez maiores na implantação e gestão da plataforma.

Desde o segundo semestre do ano passado, a tecnologia está sendo utilizada no RH da Stefanini para substituir a tradicional abertura de chamados pela interação por meio de chatbot e, consequentemente, melhorar a experiência dos colaboradores.

Experiência híbrida de atendimento digital, a Sophie atende em média 1625 chamados por mês no Brasil, o que corresponde a 35% do total, sendo 65% solucionados pela plataforma de IA.

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SAS anuncia crescimento de 24% em 2019

sas_cassio_pantaleoni.jpgPor Thais Sogayar
13/03/2020 - O SAS cresceu no Brasil 24% em 2019 em relação a 2018, puxado, principalmente, pela demanda por analytics e experiência do cliente. De acordo com Cassio Pantaleoni, country manager do SAS Brasil, o Brasil representa cerca de 6% da receita global do SAS de 35% da América Latina. Em 2018, as receitas operacionais da multinacional foram de US$ 3,27 bilhões.

Além disso, o resultado também reflete o desempenho da empresa na venda de soluções de fraude, risco, customer intelligence, especialmente para bancos, seguradoras, operadoras de telecom e governo.

Segundo Pantaleoni, esse crescimento do Brasil se deve a uma estratégia que foi montada com objetivo de oferecer ao cliente uma percepção distinta do uso do SAS, apoiado em serviço de valor agregado.

Passou a ser um desafio para a SAS Brasil “monitorar as tendências do cliente enquanto cliente, as tendências da indústria daquele cliente, e as tendências da tecnologia de modo a entender como ele chegou até aqui no processo de maturação do uso de analytics”, explica Pantaleoni.

Durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira, 12/03, o executivo explicou que “é possível verificar pelos números que a variável de serviço cumpriu um papel importante, embora não tenha sido o único elemento do nosso sucesso, mas foi sem dúvida, um dos mais importantes”.

Estratégias para 2020

O principal foco do SAS para 2020 será garantir a melhor experiência para seus clientes, sobretudo na entrega de valor e geração de resultados de negócios. “Entender as necessidades dos nossos clientes é uma das nossas prioridades, e isso deve ser intensificado ao longo desse ano, diz o executivo.

Para tanto, a empresa se apoia em três pilares estratégicos: uma sólida fundação tecnológica, com plataformas robustas e preparadas para as necessidades dos atuais clientes, um time capacitado e satisfeito com o trabalho e alinhamento às principais tendências do mercado.

Com relação às expectativas para 2020, Pantaleoni disse que espera um aumento de 10% nas receitas em 2020, em relação a 2019, mas disse estar avaliando os impactos econômicos do coronavírus Codiv-19 para a empresa. "Todo mundo vai rever a meta. Mas, pelos números que estamos monitorando, o nosso primeiro trimestre deve ser bom, se não tiver nenhuma medida do governo de retirar autonomia das empresas", ressaltou o executivo.

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