Aprender para construir um futuro pós-pandemia

alexandre_sapia.jpg*Por Alexandre Sapia
30/03/2020 - A crise mundial criada pela pandemia do coronavírus fez com que muitas das certezas que acreditávamos ter subitamente desaparecessem. Achar que temos certeza de algo sempre foi uma péssima presunção - mas os desafios pessoais e profissionais que enfrentamos agora concretizam o fato de que previsões são difíceis, e que precisamos nos preparar para o futuro.

No isolamento que abate todo o mundo, surgem oportunidades de avaliar nossas carreiras, bem como a chance de garantir que nossas habilidades sejam relevantes - algo ainda mais importante se considerarmos um futuro em que a pandemia ficou para trás e os negócios terão de iniciar em um modus operandi completamente diferente.

Previsões são quase impossíveis no momento, mas é verdade que os negócios, mais do que nunca, terão de confiar em dados nesta nova ordem mundial. Assim, a demanda por profissionais com conhecimento e habilidade nesse campo certamente irá ultrapassar a oferta. Com isto em mente, nós anunciamos nesta semana, mais de 100 cursos de treinamento na área de Data Science no SAS Academy, gratuitamente, por um período de 30 dias.

O SAS tem colocado muita expertise técnica na batalha contra o coronavírus, usando painéis de visualização de dados para rastrear a disseminação do vírus, por exemplo. Compartilhar um pouco do nosso conhecimento, que se estende há quatro décadas, também é parte da nossa responsabilidade social em tempos de grandes desafios.

Com a enorme variedade de conteúdo educacional oferecido online gratuitamente por consequência da propagação do coronavírus, pode ser difícil para as pessoas, estressadas com as pressões cotidianas, escolherem quais estudos são mais importantes, e nós também pensamos nisso.

Nossos cursos incluem tópicos desde advanced analytics e machine learning até deep learning e gerenciamento de fraude, e são concluídos em poucas semanas. São acessíveis a ponto de as pessoas poderem aproveitar intervalos entre reuniões para fazer o treinamento, ou optar pela imersão completa quando o tempo permitir.

Treinamento de Data Science pode te ajudar a atuar durante e após a crise.

Os dados estão no centro das tomadas de decisão sustentáveis conforme navegamos tempos cada vez mais incertos. Um bom exemplo é o que está acontecendo em Taiwan durante a pandemia, com o uso de análise de big data e rastreamento móvel para controlar a disseminação do vírus vindo da vizinha China, de acordo com o Journal of the American Medical Association (JAMA).

Este cenário deve continuar no futuro e não há expectativa de mudança. No entanto, esperamos que as prioridades mudem: durante a recuperação, empresas e/ou governos devem, potencialmente, alterar um pouco as estratégias de curto prazo, buscando dados para hiperpersonalização, otimização de operações, mitigação de riscos, mais eficiência e redução de custos.

Com nossos treinamentos remotos em ciência de dados que, em geral, são ofertas comerciais para nossos clientes, é possível conseguir uma fundamentação completa sem pagar um centavo, e os profissionais podem estudar em seu próprio tempo, se preparando para o futuro. Com os nossos cursos, os profissionais agregam mais valor aos atuais empregadores enquanto eles se recuperam. Também é possível aproveitar a oportunidade para uma planejada (e adiada) mudança de carreira, se for o caso.

Se você leu meu artigo até aqui, saiba que espero que você e sua família fiquem bem durante esta pandemia. Estamos passando por um momento reflexivo e incrivelmente desafiador, e tenho fé de que passaremos por isso tendo aprendido muito como sociedade. Também é possível colocar novas ferramentas no seu kit para se juntar ao exército de profissionais necessários para reconstruir nossas comunidades e negócios. A hora é agora.

*Alexandre Sapia é Diretor Executivo de Soluções e Serviços do SAS para América Latina

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Por favor, utilizem meus dados (anonimamente)!

eduardo_ibrahim.jpg*Por Eduardo Ibrahim
03/04/2020 - Talvez você já tenha ouvido a frase "Os dados são o novo petróleo". Essa analogia nos faz pensar que o dado é um ativo escasso, difícil de obter, e portanto, de alto valor econômico. Faz sentido. Mas o momento atual pode nos ajudar a refletir e perceber que é mais que isso.

Nove dias antes da OMS (Organização Mundial da Saúde) emitir o alerta sobre a epidemia do novo coronavírus na China, a startup canadense de inteligência artificial BlueDot detectou a doença e os locais onde iria se espalhar.

Ela fez isso usando machine learning para selecionar fontes de organizações de saúde pública, redes sociais e emissão de bilhetes de companhias aéreas. São dados públicos organizados e colocados em um modelo preditivo especialista em infectologias.

Podemos dizer que a BlueDot se tornou a Cambridge Analityca "do bem". Porque enquanto a influência da Cambridge na eleição de Trump e no Brexit fez aumentar o medo e as ações de privacidade de dados – incluindo a aceleração da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) – o trabalho da Blue nos traz esperança e pode nos ajudar a tomar ações em favor da liberdade de dados.

Liberdade de dados

Embora tenhamos uma certa tendência para um lado ou para o outro, a Privacidade não deveria anular a Liberdade. Afinal, já sabemos que o mundo é mesmo ambíguo. Se não soubermos usar o melhor de cada lado, vamos criar resistências e atrasar soluções que poderiam estar salvando as vidas das pessoas que amamos.

Como cidadão, gostaria de fornecer meus dados (anonimamente) para que outras empresas estivessem fazendo esse tipo de trabalho. Assim, talvez a pandemia global tivesse ficado restrita à epidemia Chinesa detectada pela BlueDot e o impacto nas vidas e na economia teria sido bem menor.

Para isso, a liberdade de dados deve ser vista como uma necessidade da sociedade, e até mesmo ter sua lei específica, como a antônima LGPD. Algumas barreiras para isso acontecer estão relacionadas aos riscos, incentivos e diferenciais competitivos de empresas e consumidores. Se for nesse sentido, essa discussão pode ir longe.

O valor do dado é maior do que o lucro que ele pode trazer para empresas e consumidores

Agora que o mundo está sendo obrigado a se unir, temos a oportunidade de refletir e exergar tudo com novos olhos. Temos tecnologia – vide Inteligência Artificial – que poderia certamente prever e evitar novas crises. Só que o dado é o combustível para isso, lembra?

As empresas que vendem os softwares na nuvem e smartphones já coletam nossos dados e fazem uso comercial próprio deles. Como os governos poderiam criar incentivos corretos para que os dados sejam liberados e usados adequadamente por outras empresas/startups de interesse público?

No ecossistema de startups, está cheio de empreendedores engajados com causas desse tipo, mas eles precisam dos dados para mostrar resultados. No futuro, os biosensores embarcados nos nossos gadgets estarão coletando dados inclusive sobre a nossa saúde. Como isso vai se transformar em benefício para mim e para a sociedade?

São perguntas de hoje, que deveriam estar sendo respondidas agora – antes da próxima crise, seja financeira ou de saúde mundial

A Coréia do Sul foi o país que teve mais sucesso em conter o avanço da COVID-19 porque coletou rapidamente os dados de testes da população. Ainda há empecilhos para que toda a população tenha acesso ao dignóstico imediato. Mas precisou de uma pandemia para que as instituições brasileiras anunciassem a regulamentação da telemedicina.

O uso da tecnologia tem seus riscos, mas eles não devem ser usados para manter nossa sociedade estagnada. Precisamos expandir nossa educação tecnológica para não cairmos mais nas armadilhas retóricas do século passado.

Tente lembrar como nossos avós viam a doação de sangue. Provavelmente com muito medo e desconfiança. Parece que estamos reagindo à "doação de dados" de forma parecida, atrasando a tecnologia que também podia estar salvando vidas (e economias).

O resultado da BlueDot é evidente, claro e incontestável como todo modelo de análise de dados nasceu para ser. Imagine se tivéssemos mais combustível (os dados) para criar novos modelos na área de saúde, educação, alimentação etc. Que mundo lindo seria esse!

*Eduardo Ibrahim é especialista em Inteligência Artificial, professor da SingularityU Brazil e CTO da Trafega.com, startup que oferece solução para o relacionamento sustentável entre empresas aéreas e viajantes.

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Impactos do coronavírus nas empresas

coronavirus_usp.jpg26/03/2020 - Se antes do surgimento da covid-19 apenas ¼ das empresas estavam com iniciativas de adequação à Lei Geral de Proteção de Dados, agora existem ainda mais obstáculos para a adequação até agosto deste ano, quando a lei começará a vigorar. Esse é apenas um dos desafios trazidos pelo novo coronavírus.

"Neste momento, as empresas precisam manter o negócio e continuar gerando receita. Quem conseguir se posicionar em um cenário adverso, mudando seus canais de relacionamento e se adaptando ao digital, já pensando em como tratar a privacidade de seus clientes, lidará melhor com a crise", aponta Luciano Ramos, gerente de pesquisa e consultoria em Enterprise da IDC Brasil. Segundo ele, o impacto claramente é negativo, mas em diferentes níveis. "O mercado de devices será o mais afetado, porque há interrupção de toda a cadeia produtiva. Em enterprise, as empresas continuarão consumindo soluções de infraestrutura".

O gerente da IDC Brasil lembra que o porte, fôlego e disposição das empresas perante as adversidades também deve ser considerado. "Vemos oportunidades nas grandes empresas, que têm musculatura para situações de risco ou crise. Já nas empresas de pequeno e médio porte, existe a dificuldade em se adaptar com as mudanças na dinâmica do mercado, como a forma de se relacionar e trabalhar em um ambiente digital".

Entre as oportunidades neste cenário está o trabalho remoto. Com ele, soluções de colaboração, conectividade e comunicação ganham importância. "É um mercado que vai crescer nos próximos meses", finaliza o gerente de pesquisa da IDC Brasil.

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Os caminhos para a transformação digital

embratel_marcello_miguel.jpgPor Marcello Miguel
25/03/2020 - A busca pelo próximo nível nos negócios já tornou a transformação digital em um imperativo para as empresas. No mundo cada vez mais digitalizado, não se pode mais adiar o início desse processo. A tecnologia evoluiu, o consumo aumentou, a informação é trocada mais rapidamente. As relações mudaram, das pessoais às profissionais, assim como as formas de negociar. Neste novo cenário, já podemos dizer sem receio: empresas que não se transformarem digitalmente se tornarão obsoletas e ficarão para escanteio no mundo dos negócios.

Encontrar o caminho ideal para esta jornada exige a compreensão de três conceitos importantes e interligados neste universo em constante metamorfose: capacidade de mudança, evolução tecnológica e integração. Entender a força desses fatores permite a criação de um propulsor para uma transformação coerente, precisa e permanente.

O primeiro passo é tornar a inovação um valor primordial para os negócios. As mudanças vistas no ambiente corporativo somente são possíveis graças a líderes que enxergam na inovação o ponto de partida para impulsionar equipes e resultados. É por meio de um pensamento arrojado que eles conseguem mudar hábitos profundamente enraizados nas empresas que, muitas vezes, impedem mudanças positivas.

A partir de ideias fora do usual, as lideranças tomam decisões capazes de extrapolar os limites do costumeiro, resultando em algo revolucionário. Equipes inspiradas nesse modelo de pensamento são estimuladas a criarem diferentes formas de trabalhos, serviços e produtos, chegando a frutos não imaginados antes.

No processo de transformação digital, tecnologia e inovação também andam de mãos dadas. A evolução tecnológica já chegou ao mercado, com soluções de ponta disponíveis para os mais variados segmentos e para atender as mais diversas demandas que surgem no dia a dia das empresas. Seja para atender os desafios de conectividade do agronegócio com soluções de IoT e satélite; as indústrias com Cloud Computing e Inteligência Artificial; ou bancos e as mais variadas corporações com segurança cibernética e plataformas Omnichannel, a tecnologia já evoluiu a um nível que tornou possível enfrentar barreiras antes inconcebíveis de ultrapassar.

Mesmo com tantas soluções à disposição, elas somente fazem sentido quando há um planejamento abordando as especificidades e objetivos de cada negócio. A implementação mais adequada às diversas áreas da corporação, atendendo as mais diferentes necessidades e expectativas, apenas é possível com a ajuda de um parceiro integrador especializado com visão estratégica sobre a companhia.

O integrador conseguirá fazer um diagnóstico preciso sobre o que as empresas necessitam para se transformarem digitalmente. A partir dessa análise, ele irá definir em conjunto com as companhias quais soluções disponíveis irão levar os resultados desejados ao projeto, ao aprimorar as operações e redefinir a excelência de cada processo.

Em tempos de constante desenvolvimento de novos ecossistemas digitais, as empresas precisam estar conectadas com integradores que trabalhem em conjunto, unam forças, estabeleçam metas e busquem formas de agregar os melhores ativos para a criação de um ambiente tecnológico que favoreça o alcance de resultados positivos para os negócios. A criação desse ecossistema colaborativo leva benefícios para todas as pontas.

O caminho para a transformação digital deve ser definido seguindo os princípios e finalidades da sociedade 4.0 e de cada empresa. Aliar lideranças focadas em inovação com equipes capazes de implementar mudanças e integradores de soluções especializados é o caminho definitivo para conseguir efetuar a transformação digital de seus negócios.

Sairão vitoriosas desse processo as companhias que enxergarem na tecnologia e na mudança da hábitos – aliadas a parceiros especializados – a saída para inovar, gerar mais valor e lucrar.

Não há mais motivos ou possibilidade de ficar fora deste novo mundo digital!

*Marcello Miguel é Diretor Executivo de Marketing e Negócios da Embratel

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Gartner cancela a conferência sobre infraestrutura

data_analytics2.jpg20/03/2020 - Devido a preocupações contínuas sobre o surto de coronavírus (COVID-19) e as diretrizes do Governo, o Gartner decidiu cancelar a Conferência Infraestrutura de TI, Operações & Estratégias de Cloud, programada para acontecer em São Paulo, nos dias 14 e 15 de abril de 2020.

Segundo a consultoria, esta é a decisão correta a ser tomada devido aos riscos crescentes envolvendo a saúde pública, para garantir a saúde e a segurança de seus clientes e funcionários.

Se você se inscreveu na conferência e precisa de informações adicionais, acesse aqui ou via e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

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Serenidade e cautela para superar o Covid-19

aron_brirtto.jpg*Por Aron Flemming Brito
20/03/2020 - Os riscos e impactos econômico e logístico do novo coronavírus, o Covid-19, sobre o mercado chinês foram alertados pela Ativo Soluções em Comércio Exterior quando ainda quase ninguém falava no assunto. E nossas previsões estavam certas, infelizmente. Mas a situação mudou. Agora a China já está praticamente recuperada, suas fábricas retomaram as operações, seus portos estão, aos poucos, voltando a operar na plenitude. Porém, quando achávamos que a tempestade estava passando, estávamos enganados. Agora virou uma pandemia e atingiu a Europa de forma avassaladora, assustou os EUA e está presente também em nosso território.

Não podiam ser piores os impactos imediatos, com adoção de medidas extremas, mas claramente necessárias tendo em vista os estragos que o Covid-19 está causando nos outros países. Os desafios só aumentam. Já no final de janeiro o segmento do comércio exterior era afetado diretamente. Mas, agora, está vindo o desafio maior: nosso mercado interno está parando, as fronteiras estão sendo fechadas, voos que transportavam as cargas estão sendo cancelados, armadores estão trabalhando em home office e as courier, na grande maioria já sem atividade, impactam a entrega de documentos importantes na liberação das mercadorias.

O cenário é muito desafiador para todos, mas especialmente para nós profissionais de comércio exterior, que já passamos por tantos obstáculos. Lembro inclusive que, quando montamos nosso escritório, meses depois houve o atentado às torres gêmeas em Nova Yorque. Era o destino já nos apontando como iam ser os próximos anos, esses que foram se passando e nos ajudando a evoluir em cada crise, investindo em pessoas, tecnologia, treinamentos, processos e outras habilidades necessárias para sobrevivermos nessa seleção natural do mundo corporativo.

Analisando tudo o que passamos, tenho certeza de que estamos preparados para vencer mais essa batalha. Nosso comprometimento é sempre com nossos clientes, fornecedores e colaboradores. Será um ano difícil, com certeza, mas a Ativo Soluções em Comércio Exterior surgirá ainda mais forte depois dessa tempestade. Nós trabalharemos dobrado para atender e resolver as dores dos nossos clientes. Contem conosco mais uma vez nessa jornada.

*Aron Flemming Brito é diretor comercial da Ativo Soluções em Comércio Exterior

Crédito: José Somensi/Divulgação

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