Tecnologia ajuda os recém-formados no setor da saúde

elsevier_saude.jpg13/12/2019 - Plataforma on-line ajuda médicos, dentistas, nutricionistas e psicólogos em início da carreira a sublocar consultórios e salas equipadas

Mais de 1,2 milhão de estudantes concluíram o ensino superior no Brasil em 2018, segundo o Inep. Entre as carreiras mais procuradas estão Medicina e Psicologia, por exemplo. Essa procura se deve ao crescimento acelerado do mercado de saúde que atualmente emprega cerca de 12 milhões de pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde.

A CliniClick percebeu, nesse setor, a carência de uma alternativa para facilitar o processo de sublocação de consultórios, uma das maiores dificuldades desses milhões de recém-formados. Na prática, a plataforma on-line possibilita ao estudante sair da faculdade com acesso a salas prontas para alugar e já começar a exercer sua profissão. Isso sem a necessidade de fiador, depósito ou seguro e a possibilidade de sublocar por dia e período, ou seja, terça de manhã, por exemplo. “Quando começa a trabalhar o profissional ainda está construindo a sua carteira de pacientes. Então, ele pode fazer o aluguel do consultório somente por um ou dois períodos na semana e aumentar gradativamente conforme for evoluindo na profissão.” explica Rafael Valente, CEO e um dos sócios-fundadores da CliniClick, empresa especializada em sublocação de salas prontas para profissionais da saúde.

O trabalho da empresa veio para profissionalizar esse mercado, simplificando e dando segurança aos profissionais da saúde, tanto aos que buscam uma sala de atendimento, como aos que têm um espaço parado que, antes, era apenas despesa e agora pode ser rentabilizado.  “A assinatura do contrato é digital, com validade jurídica, para agilizar a formalização. Inclusive, já está incluso um seguro de danos para a sala durante o período locado.” reforça o CEO.

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IoT não é mais uma ferramenta do futuro

iot2.jpg*Por Yuri da Cunha
11/12/2019 - A tecnologia pode ser vista desde operações mais simples no nosso dia a dia a casos mais complexos promovidos por multinacionais e instituições governamentais

Internet of Things, IoT, ou Internet das Coisas – em português, é uma tecnologia disseminada atualmente entre as mais diversas áreas. Como o próprio nome sugere, a ideia remete a dispositivos conectados à internet, desde celulares a eletrodomésticos, que possam dialogar com outros sistemas ou entre si. Exemplos estão em todos os lugares e não param de se diversificar.

Um ponto importante é que talvez você não tenha, necessariamente, percebido a IoT na sua vida. Nem sequer sabia que esse era o nome dessa nova tecnologia. Existem casos no mundo inteiro, inclusive no Brasil, que definem com exatidão a crescente importância da IoT. Afinal, através desta tecnologia é possível ajudar na organização do trânsito, nos cuidados agrícolas, na medicina. Para nós, de Comércio Exterior e Logística Internacional, observaremos com maior frequência o aprimoramento do planejamento e o aumento da eficiência da fiscalização.

Um estudo promovido pelo Grupo Gartner aponta que em 2020 o número de "coisas" conectadas à internet será de 25 bilhões. Esse número, simplesmente, não para de crescer, combinando o contínuo avanço da tecnologia e a expansão da própria internet no mundo. Segundo dado divulgado em 2018 pela União Internacional de Telecomunicações, da Organização das Nações Unidas, 51,2% da população mundial tem acesso à internet. Dessa maneira, podemos concluir que o IoT não é apenas uma tendência, mas uma certeza em nossas vidas, tanto em âmbito pessoal quanto laboral. Com o avanço da conectividade do brasileiro, projetos dessa tecnologia terão maior receptividade.

Neste artigo, trazemos algumas iniciativas, direcionadas aos cidadãos ou às empresas, realizadas em 4 países. Confiram!

1) Brasil
Em 2018, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social) e o MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) receberam 54 propostas de soluções utilizando Internet das Coisas, totalizando investimento de R$ 360 milhões. A maioria dos projetos está voltada para cidades inteligentes (como videomonitoramento para segurança pública, semáforos inteligentes e iluminação com gastos reduzidos) e na área de saúde (como higienização de equipamentos hospitalares e monitoramento de pacientes em hospitais). Destacamos que esses números não contabilizam as iniciativas que estão sendo desenvolvidas também nas Universidades, com projetos financiados pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

No Brasil, não estamos apenas em fase de estudos e protótipos. No Paraná, a gestão do lixo pôde ser aprimorada com um sistema inteligente presente nas lixeiras, que tornou possível a emissão de avisos à central responsável por essa gestão quando as lixeiras estão cheias. O acúmulo do lixo foi reduzido, bem como o índice de enchentes causadas devido à sobrecarga das lixeiras, e a eficiência das rotas dos caminhões foi aumentada.

2) Coreia do Sul
O país asiático é conhecido pela qualidade e rapidez da internet. Por outro lado, a hiperconectividade com o uso dos smartphones trouxe riscos relacionados à segurança dos cidadãos na mobilidade urbana. Pensando na segurança dos pedestres, pesquisadores sul-coreanos desenvolveram o aplicativo Watch Out, o qual alerta a pessoa que está utilizando o celular e atravessará a rua na faixa sinalizada, porém o sinal está vermelho. Esse aviso ao usuário é enviado automaticamente, pedindo-lhe para olhar a movimentação dos veículos.

3) Espanha
A IoT Analytics – empresa voltada para insights de mercado nas áreas de IoT, M2M e Indústria 4.0 – realizou uma pesquisa envolvendo 640 projetos de IoT e concluiu que 20% deles tem relação com cidades inteligentes e conectadas. Nesse sentido, Barcelona, que é um hub europeu de startups, vem usufruindo das vantagens de diversos projetos, mas um chama atenção em específico: o sistema de irrigação inteiramente inteligente, evitando o desperdício de água. A irrigação de parques e jardins é controlada sistemicamente. Sensores foram instalados para captação de informações relacionadas à temperatura, velocidade do vento, umidade, entre outros fatores, para uma tomada de decisão mais consciente sobre a quantidade de água realmente necessária.

4) Canadá
Dissemos no início que IoT também está sendo aplicado na agricultura. Pois bem, em Ontário, Canadá, as videiras de uma grande vinícola receberam sensores, que são carregados através de painéis solares, em época de temporada de icewine (vinhos feitos a partir de uvas congeladas. Essa tecnologia foi adotada visando a coleta de informações mais precisas sobre os níveis de água e umidade das plantações e a temperatura. Esses sensores geram informações que são automaticamente processadas por computadores, que auxiliam na prevenção de doenças e a potencialização da produção de vinhos.

E a área de Logística Internacional e Comércio Exterior?

Atualmente, a cadeia varejista está implementando projetos de IoT e colhendo frutos dessa maior conexão. Um dos projetos está relacionado à quando o RFID da mercadoria é lido no caixa do supermercado, uma informação é enviada diretamente ao fornecedor, que está controlando o estoque das suas próprias mercadorias em determinada loja. O sistema do fornecedor, então, dispara uma ordem de expedição interna. As etapas de controle de estoque e de expedição foram, dessa maneira, automatizadas com uma grande precisão, e o custo de manutenção do estoque foi reduzido, entre outros benefícios. Entretanto, estamos apenas no início de inovações disruptivas em nossa área.

Não podemos nos esquecer que a IoT, conforme indicado anteriormente com exemplos em cidades, também trabalhará em benefício à fiscalização. Pode-se vislumbrar, por exemplo, os lacres eletrônicos inteligentes e as imagens geradas pelo escâner sendo processadas por uma inteligência artificial (ou um machine learning), cruzando dados dos CNPJs envolvidos na operação, para identificar cargas que tenham um maior risco e essas sejam fiscalizadas durante o trajeto. Isso, definitivamente, aumentaria a assertividade das autoridades.

O crescimento da aplicação da Internet das Coisas

Vemos inúmeros projetos serem lançados com base na conectividade de dispositivos à internet. Mas desafio a todos nós arriscarmos em pensar um passo à frente: como farei a IoT conversar com o Blockchain? Quais são as pontes necessárias, através de IoT, para que dois machines learnings conversem? Como posso fazer que simulações sistêmicas se tornem mais autênticas e atualizadas através de IoT? Em quais dados capturados através de IoT devo estar focado para que ferramentas de Big Data e Análises Preditivas sejam mais eficientes?

Alguém quer arriscar até onde vamos com IoT? Façam suas apostas!

*Yuri da Cunha é especialista de comércio exterior na eCOMEX - NSI, responsável pela conexão com a 4Comex, Aceleradora de startups de comércio exterior

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Temos um longo caminho antes da 4º Revolução

sandro_breval_itriad.jpg*Por Sandro Breval
11/12/2019 - O momento em que vivemos aponta ociosidade no parque fabril brasileiro, portanto, temos ainda um longo caminho, seja pelos aspectos da capacidade, produtividade e atraso tecnológico.

"… é impossível negar que uma grande revolução está em curso no mundo. Em certo sentido trata-se de uma tripla revolução: ou seja, uma revolução tecnológica, com impacto na automação e da cibernética".

Após a leitura deste fragmento de discurso certamente pode-se pensar em Bill Gates, Steve Jobs, Andy Groove entre outros. Mas o fato é que tal fragmento é trecho de um sermão, proferido na manhã do dia 31 de março de 1968, na Catedral Nacional de Washington - aliás, uma das maiores construções religiosas do mundo - pelo reverendo Martin Luther King Jr. Isso mesmo, Martin Luther King, o Reverendo King.

Naquele domingo, o Reverendo King postou-se no púlpito de pedra, com a igreja completamente lotada, e do lado de fora milhares de pessoas, até na igreja vizinha, a igreja de Santo Albano, para ouvir o sermão. O sermão do Dr. King intitulava-se: "Permanecendo desperto durante a Grande Revolução". Abordou, como esperado, os direitos humanos, mas vaticinou sua visão sobre um futuro ou uma mudança revolucionária a porvir.

A expressão "Tripla Revolução" faz referência a um relatório desenvolvido por um grupo de elite formado por cientistas, acadêmicos, jornalistas, tecnólogos. O grupo tinha ganhadores de Prêmio Nobel como Linus Pauling, Gunnar Myrdal, Friedrich Hayek dentre outros. O Relatório alcançava os seguintes temas estratégicos: armas nucleares, direitos civis, tecnologia e economia.

Uma informação interessante é que o relatório mostrou que a automação possivelmente resultaria em uma economia de produção, potencialmente ilimitada, e os sistemas e máquinas envolvidos exigiriam pouca participação dos seres humanos, com possibilidade de desemprego em massa e curva ascendente da desigualdade.

Soluções polêmicas

A Tripla Revolução foi um marco quanto às preocupações a respeito do impacto da automação na sociedade, sobretudo após os estragos da II Guerra Mundial. Mas o ponto mais polêmico do Relatório foi a solução para as consequências da automação - a implementação de renda mínima, que segundo os autores seria uma forma de amortecer os problemas causados pela automação e um novo programa de assistência social. Sem dúvida polêmico.

Mas o fato é que a discussão sobre o processo de automação, nos processos produtivos de manufatura, já trazia um debate anterior bem difundido. Em 1949, por exemplo, a pedido do jornal New York Times, um importante matemático, Norbert Wiener, descreveu com clareza sua visão sobre o futuro dos computadores e da automação, "… se pudermos fazer qualquer coisa de maneira clara e inteligível, poderemos fazê-la com uma máquina", e ainda advertiu que isso teria a possibilidade de reduzir o custo financeiro do operário de uma fábrica a ponto de não valer a pena contratá-lo.

Voltando ao discurso do Dr. King: "há também a revolução dos armamentos, com o surgimento de armas de guerra atômicas e nucleares; e há a revolução dos direitos humanos, com a explosão de liberdade que está acontecendo no mundo inteiro". Ironicamente, as preocupações da Tripla Revolução, do período pós-guerra, quanto à automação, quase não tiveram evidências. Em 1964, época do Relatório, o desemprego americano beirava 5% e em 1969 cairia para a 3,5%. Vale ressaltar que, nos anos de 1948 a 1969, o desemprego nunca passou de 7%. O fato é que a tecnologia trouxe produtividade, e na sua esteira um crescimento do nível salarial.

Mudanças necessárias

Martin Luther King Jr completa: "De fato, vivemos numa época em que mudanças estão ocorrendo. E há ainda a voz que brada através do panorama do tempo dizendo - Vejam, faço novas todas as coisas; as coisas antigas desaparecem", e com isso deixa claro a sua visão da necessidade de renovação, de novos marcos legais, posturas e ações.

Um fato muito relevante, na indústria americana, é a relação de horas de trabalho, onde claramente o impacto da automação foi relevante quando o Departamento de Estatística do Trabalho apurou que, em 1998, os trabalhadores do setor industrial fizeram cerca de 190 bilhões de horas de trabalho, uma década depois, em 2013, os mesmos 190 bilhões de horas, apesar do valor dos bens e serviços terem aumentado 40% e a demografia no período ter registrado o acréscimo de 40 milhões de pessoas.

O momento em que vivemos aponta, em termos relativos, ociosidade no parque fabril brasileiro, portanto, temos ainda um longo caminho, seja pelos aspectos da capacidade, seja pela produtividade, mas o fato é que existe um significativo atraso tecnológico, estratégico e cultural. Tecnológico porque não temos a agilidade na interseção entre academia, empresas e comunidade. Estratégico porque as políticas públicas são de governo, e não de Estado; e cultural porque temos dificuldades de todo o tipo com a pesquisa aplicada.

Estamos dentro ou fora da caixa?

Faz-me lembrar uma conversa entre Henry Ford e Walter Reuther, este último um forte sindicalista, sobre uma visita que ambos faziam numa fábrica que havia sido automatizada. Henry perguntou para Reuther: "Quando esses robôs vão contribuir para o sindicato?" Reuther respondeu: "Henry, como você vai conseguir que eles comprem seus carros?". Estamos dentro ou fora da caixa? As coisas estão se fazendo novas, de forma muito rápida. Ou passamos logo para o Tesla autônomo ou ficaremos presos na Kombi. Que, aliás, já desapareceu. Fiquemos despertos.

*Sandro Breval tem pós-doutoramento em Engenharia e Gestão Industrial na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, é Doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina, Professor adjunto da Universidade Federal do Amazonas e Consultor do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento iTriad , mantido pela Triad Systems.

Sobre o iTriad

O iTriad é um Instituto de Tecnologia privado, fundado em 2011. Com sede em Manaus, tem os objetivos de desenvolver, transformar e reinventar negócios por meio da tecnologia. Atua em projetos de Indústria 4.0, desenvolvimento mobile/web/desktop, desenvolvimento de hardware e embarcados, inteligência artificial e visão computacional, Internet of Things, incubação e aceleração de empresas e sustentação de ambiente de TI.

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Como melhorar a experiência dos clientes?

diebold_elias_rogerio.jpg*Por Elias Rogério da Silva
09/12/2019 - No futuro, como lembraremos desses nossos dias? Entre milhares de respostas possíveis, uma que com certeza não pode ser desprezada é que os últimos anos ficarão marcados pelo surgimento de tecnologias voltadas para maior conforto e conveniência das pessoas. Com smartphones e conexões cada vez mais poderosos, os consumidores querem ter acesso 24 horas por dia a serviços e, com isso, novos modelos de negócios e processamento de transações têm sido exigidos por todos os segmentos e mercados.

Não por acaso, especialistas afirmam que estamos vivendo a Era da Experiência, com as empresas sendo diretamente desafiadas a encantar seus clientes em todos os canais possíveis. Estudos indicam que mais de dois terços dos consumidores de todo o mundo consideram a experiência envolvida na jornada de compra de um produto ou serviço mais importante que a publicidade tradicional.

Nesse cenário, as organizações precisam ter em mente que a necessidade de se desenvolver uma estratégia multicanal é um ponto indiscutível para o sucesso e futuro de suas operações. Aplicações móveis e sistemas on-line de atendimento são exemplos de ferramentas cada vez mais importantes para garantir que os clientes estejam plenamente satisfeitos.

Outro ponto essencial para as companhias é pensar em como tornar suas operações mais eficientes, garantindo que a experiência fornecida aos clientes seja, de fato, incrível e memorável. Afinal de contas, a verdade é que, se a entrega do serviço for demorada ou ruim, a existência de um serviço de pós-venda eficiente será pouco ou nada útil aos negócios.

Pesquisas de mercado indicam que três em cada quatro consumidores desistem de adquirir um produto ou serviço quando o processo é complicado ou tem muitos empecilhos, como filas longas e poucas opções de pagamento. A construção de uma jornada distribuída em múltiplos canais, portanto, também deve considerar a experiência “real” do cliente na loja, agência, supermercado etc.

Tomemos como exemplo dois mercados que vêm, nos últimos anos, mudando completamente: Varejo e Serviços Financeiros. Em ambos os casos, tão importante quanto ter mais canais de comunicação e interação é criar serviços que valorizem e atendam as necessidades específicas de cada consumidor, agregando inteligência, rapidez e comodidade ao processo.

Os clientes de serviços bancários utilizam cada vez mais pontos de contato para realizar suas operações, e uma estratégia multicanal, com informações coordenadas e integradas entre todas as ferramentas, é crucial para fornecer mais qualidade. Esse planejamento permite que os bancos se tornem mais preparados para desenvolver soluções que aumentem a eficiência e funcionalidade de suas operações. Atualmente, já é possível utilizar caixas eletrônicos (ATMs) por meio de smartphones e projetos como esses ajudam a mostrar como a interação pode ser utilizada para agregar valor ao contato entre os serviços físicos e digitais.

Outro modelo interessante é a junção de caixas eletrônicos bancários e de sistemas de self-checkout para as lojas do varejo. Nesse formato, além de entregar mais autonomia e conveniência para os usuários, as operações podem aumentar os benefícios para comerciantes e banco de maneira simultânea. Em uma só máquina, os clientes podem pagar seus pedidos (por cartão ou dinheiro), receber o troco e, ainda, realizar transações como saques e depósitos diretamente em suas contas.

Esse tipo de integração, com mais inteligência no cruzamento das informações, é uma das metas a serem perseguidas pelas empresas. O foco deve ser a união dos canais on-line e off-line para a criação de uma experiência positiva e completa em todos os cenários e ambientes em que a marca esteja presente. Ao investir em inteligência e inovação tecnológica, os líderes tornarão suas organizações mais preparadas para trabalharem suas ofertas, entendendo o que os consumidores querem, quais pontos precisam ser melhorados na jornada de consumo e como a companhia deve planejar as opções para o futuro.

À medida que nosso mundo se torna mais digital, as empresas deverão buscar e promover novos conceitos para um atendimento de valor agregado, ágil e, acima de tudo, personalizado. Isso passa pela automação das lojas, pela criação de interfaces de uso mais simples e pela transformação do valor percebido à marca.

Vale destacar, ainda, que é essencial atender os aspectos de segurança e privacidade. Em tempos em que os dados precisam estar disponíveis em diversos formatos, companhias de todos os setores e portes devem gerenciar informações críticas e valiosas com ainda mais responsabilidade. Contar com soluções antifraudes, que oferecem monitoramento contínuo, análise de informações em tempo real, gestão de interoperabilidade e interação multicanais deve fazer parte dos planos de construção de uma jornada completa e segura de atendimento.
            
Adequar os processos à transformação digital é uma questão contínua e totalmente abrangente. Esse movimento exige uma estratégia clara e profunda, que entregue inovação tecnológica, personalização, análise recorrente e, principalmente, valor aos clientes com processos inteligentes e seguros. A estratégia multicanal envolve repensar a forma como os clientes querem ser atendidos – e quanto antes as organizações entenderem isso, melhor. O tempo está passando e os consumidores, como se sabe, não gostam de esperar. O que você está esperando?

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LGPD exige readequações nas empresas

gpd.jpg06/12/2019 - A maneira de lidar com os dados pessoais, estabelecida pela nova lei, muda operações em pequenas e grandes companhias do setor

Levantamento do Serasa Experian mostra que 85% das companhias não estão preparadas para garantir novos direitos e cumprir deveres relacionados à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), que entra em vigor em agosto do 2020. Muito abrangente, a legislação se aplica a qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada que lide com dados pessoais, entre as quais estão prestadoras de serviços de telecomunicações e os provedores de internet, que precisam se preparar.

Atualmente, existem mais de 32 milhões de contratos de banda larga fixa no Brasil, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). E de acordo com a nova legislação, não há qualquer distinção entre pequenos e grandes empreendimentos ou sobre o volume de dados que é manuseado, entre eles nome e apelido, endereço, e-mail, número de cartões, número de IP, localização e cookies.

"As empresas de Telecom lidam com esses dados diariamente e devem passar por readequações amplas. Uma delas é a reestruturação de contratos para que sejam baseados no consentimento prévio exigido pela nova lei para o armazenamento e o tratamento de dados", explica Carlos Eduardo Sedeh, que é CEO da Megatelecom, empresa que oferece serviços personalizados na área de telecomunicações.

De acordo com a LGPD, as operadoras de telecomunicações também serão responsáveis pelo uso irregular de dados por parceiros ou empresas terceirizadas. Em países em que leis de proteção de dados individuais, como a futura lei brasileira, já estão em vigor, houve casos de operadoras de telecomunicações multadas, como a Telecom Italia que usou, sem permissão explícita, dados de 840 mil consumidores.

Além disso, manter a segurança dos dados, que já é uma preocupação do setor, será fator decisivo para as empresas, que deverão contar com requisitos técnicos mais rigorosos. Uma pesquisa da Fortinet, por exemplo, mostrou que o Brasil sofreu 15 bilhões de tentativas de ataque cibernético em apenas três meses, entre março e junho de 2019. "Conservar os dados dos clientes nos servidores, garantindo sua inviolabilidade, é imprescindível e será, cada vez mais, um fator de competitividade para empresas do setor", explica Carlos Eduardo Sedeh".

"Por ser uma empresa totalmente voltada ao provimento de tecnologia, a segurança e a gestão de rede estão entre os pilares do nosso negócio e continuamos a investir em inovação nesse sentido, algo que será indispensável para todas as companhias do segmento. Aquelas que não estiverem em conformidade com a LGPD e não puderem proteger os dados dos clientes perderão competitividade, além de correr o risco de sanções", completa Sedeh.

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Qual o provedor de nuvem ideal para minha empresa?

cloud_backup.jpg*Por Panagiotis Xylaras
06/12/2019 - A migração para nuvem é uma decisão que muitas empresas têm tomado para ganhar competitividade no mercado. No entanto, o processo começa antes do projeto efetivamente ser colocado em prática. O primeiro passo é a escolha do provedor ideal, e que passa por alguns aspectos importantes.

O atendimento completo das demandas internas deve ser o pilar fundamental. Além disso, é preciso que o provedor forneça escalabilidade, segurança, acessibilidade e um bom suporte técnico. Com tantas opções de plataforma de nuvem pública existentes atualmente, saber qual melhor se adapta à sua empresa exige uma análise cuidadosa.
Dentre os pontos mais importantes estão: entender quais são as reais necessidades da sua empresa, escolher uma empresa que seja financeiramente saudável e, finalmente, optar por um provedor. Vou discorrer mais detalhadamente sobre cada uma delas.

Combinando a oferta de serviços de nuvem pública às necessidades da sua empresa: como gestor, você sabe o que é importante na hora de definir o provedor ideal de serviços em nuvem para sua empresa? De fato, poucos se atentam para o detalhe, mas é essencial que o fornecedor compreenda os negócios da sua empresa e o mercado onde ela opera.Tanto o conhecimento das questões técnicas como dos negócios pode fazer a diferença no atendimento e nas soluções que o provedor oferece a você.

Como está a saúde empresarial do seu futuro provedor de nuvem? Este é mais um ponto-chave a avaliar e que poderá ajudá-lo na contratação de um provedor com histórico sólido no mercado. Pense bem: você está prestes a repassar para um terceiro a responsabilidade de armazenar dados e aplicações que valem muito para sua empresa e para seus clientes.Portanto, a empresa contratada com essa missão deve apresentar uma situação financeira estável, que a permita operar por longos anos.

Certamente, a estabilidade financeira de um provedor é importante para que se estabeleça uma relação de confiança. Além disso, o pesquise se o seu futuro provedor conta com políticas básicas de gestão de risco, conformidade e governança corporativa. E cabe lembrar que tais políticas devem ser passadas com total transparência para os clientes, inclusive para a sua organização.

Provedor de nuvem pública ou privada? Qual a ideal? Essa também é uma dúvida comum de gestores e equipes de TI e DevOps. Ou seja, não basta apenas avaliar a qualidade e a confiabilidade do provedor. É necessário, também, analisar o serviço que ele oferece.Então, entre nuvem pública ou privada, por qual você optaria? Para acertar na escolha, é preciso saber a diferença entre ambos.

Nuvem privada

A nuvem privada consiste em serviços de computação em nuvem oferecidos por uma rede interna privada. Essa rede é usada apenas por usuários selecionados e, por isso, é um serviço mais oneroso para quem contrata.

Nuvem pública

Por outro lado, a nuvem pública é oferecida por terceiros à Internet pública. Sendo assim, pode ser comprada e usada por qualquer pessoa. Atualmente, existem serviços de computação em nuvem gratuitos e plataformas pagas, que disponibilizam serviços sob demanda.

Assim, os clientes pagam somente pelo consumo de armazenamento, largura de banda ou de ciclos de CPU. Hoje, um dos maiores provedores em nuvem é a Microsoft Azure, um dos parceiros da Claranet, assim como Google Cloud e AWS.
E então? Já descobriu qual a melhor solução em nuvem para sua empresa? É válido destacar que os provedores de nuvem pública como Azure e outros oferecem serviços de alto desempenho para empresas e operações de pequeno ou grande porte.

*Panagiotis Xylaras é Senior Executive Sales na Claranet

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