Entenda a diferença entre CEO e CIO

ceo.jpg15/09/2017 - Em tecnologia da informação (TI), assim como em telecomunicações a sopa de letrinhas confunde muita gente. Vale reforçar a diferença que existe entre CEO e CIO.

CEO é a sigla inglesa de Chief Executive Officer, que significa Diretor Executivo em Português. CEO é a pessoa com maior autoridade na hierarquia operacional de uma organização. É o responsável pelas estratégias e pela visão da empresa. Não são todas as empresas que possuem uma pessoa no cargo de CEO.

O que é o CIO de uma empresa?

O CIO, ou Chief Information Officer, é o responsável pela tecnologia da informação (TI) de uma empresa.

O título de CIO é atribuído ao executivo mais experiente responsável pela tecnologia da informação e pelo funcionamento dos sistemas informáticos. Ele pode ser o diretor de informática, o gerente de informática ou o vice-presidente de informática, dependendo da nomenclatura utilizada pela companhia.

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Que virá depois das memórias pós flash?

grava-wilson.jpg*Por Wilson Grava
12/09/2017 - O meio físico de armazenamento, principalmente de disco, costumava ser o componente mais lento dentro da arquitetura de armazenamento. Agora, graças à tecnologia flash, é o item mais rápido. Enquanto o alto desempenho e a baixa latência do flash permitem que os data centers façam avanços significativos nas respostas às aplicações, o protocolo de armazenamento NVMe (Non-Volatile Memory Express) entra em cena e assume também uma função importante e complementar aos ambientes de data center, além de uma TI cada vez mais híbrida.

Este protocolo vem para substituir o SCSI e criar um novo caminho de comunicação para o armazenamento baseado em memória, incluindo recursos técnicos (profundidade de fila e contagens de comando) que aproveitam muito mais da tecnologia flash. Porém, é uma novidade e, portanto, leva um certo tempo para que ele seja adotado e esteja disponível, principalmente quando tratamos de Brasil.

O NVMe foi desenhado para atuar com base na baixa latência e suportar os dispositivos de armazenamento baseados em flash, que reproduzem o paralelismo de CPUs e os aplicativos modernos. Tanto a tecnologia de NVMe como o flash podem ser consideradas o alicerce da arquitetura moderna de armazenamento.

Mas o NVMe é um desenvolvimento importante na otimização de flash e outras tecnologias de armazenamento baseadas em memória. Sem ele, a indústria estava em direção a uma grande fragmentação, uma vez que cada fornecedor teria sido forçado a desenvolver seus próprios protocolos otimizados em flash. Ou seja, o NVMe estabelece um padrão que todos os fornecedores podem aderir, deixando espaço para o fornecedor também agregar mais eficiência por meio de softwares ou características técnicas específicas.

Apesar de ainda visto como uma tecnologia de nicho, o NVMe estará pronto para conduzir uma mudança em toda a indústria de armazenamento, não apenas preparado para desbloquear a próxima geração de desempenho e densidade em storage, mas também representar uma mudança que impactará sensivelmente o flash nos próximos anos. Institutos de pesquisa globais estão apontando que, até 2019, o principal protocolo para flash será o NVMe (Non-Volatile Memory Express).

Aquelas organizações que estiverem pensando na aquisição de um sistema de storage, verifique se sua escolha possui um caminho de atualização para NVMe completo, com objetivo de preservar seu investimento.

Tendências futuras como data centers definidos por software, a computação sem servidor, a hiperconvergência, conteiners, TI híbrida, entre outros, contribuirão também para a revolução na área de armazenamento e, consequentemente, junto à toda infraestrutura. Vejo que o papel do profissional de armazenamento também deverá sofrer muitas mudanças, adotando uma visão mais holística, flexível e generalista, e não mais focalizada unicamente no desempenho do armazenamento, uma vez que o flash e o NVMe já venceram uma das mais importantes barreiras da área: a latência.

Em relação aos data centers, o NVMe muito provavelmente será a escolha da maioria nos próximos anos. O caminho para o NVMe não exigirá uma revisão de infraestrutura; acredito muito mais num processo gradual, quase sem ruptura. Alguns data centers, como UOLDIVEO, TCU, Kalunga, Angeloni, entre outros, já estão desfrutando de um desempenho melhor graças à tecnologia flash em suas arquiteturas de armazenamento, mas com o aumento rápido de volume de dados e das cargas de trabalho, os estrangulamentos também poderão acontecer.

O armazenamento definido por software, o flash e o Non-Volatile Memory Express promoverão mudanças sensíveis no nicho de armazenamento e, consequentemente, em toda a infraestrutura tecnológica. A equipe de TI deve estar atenta a essas evoluções, preparando-se para estar cada vez mais alinhada aos negócios, atender novas demandas de capacidade e consumo de memória de aplicativos e cargas de trabalho e, acima de tudo, entender quais serão os novos desafios do profissional de armazenamento.

*Wilson Grava é vice-presidente da América Latina da Pure Storage

 

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AI: 6 coisas onde a atuação do Watson já é realidade

guilherme_araujo.jpg*Por Guilherme Novaes Procópio de Araújo
11/09/2017 - Sejam em situações cotidianas, como fazer compras pela internet, planejar uma festa de casamento ou circunstâncias mais complexas como diagnósticos de pacientes oncológicos, a plataforma de computação na nuvem IBM Watson pode estar presente.

Essa curiosa tecnologia de sistema de inteligência artificial (AI) cada vez mais sofisticada será o tema da palestra de Guilherme Novaes Procópio de Araújo, líder de Watson no Brasil, na conferência Amcham Talks, parte da programação do InovaCampinas.

Guilherme afirma que a tendência a médio prazo é o Watson adentrar nas mais variadas áreas – indústrias, serviços, varejo, etc – atendendo à demanda das empresas diante de mercado altamente competitivo.  No entanto, ele reafirma que a inteligência artificial não irá substituir o ser humano, pelo contrário. “O Watson é uma solução para aumentar a capacidade cognitiva do ser humano. Ele poderá auxiliar em tarefas de extrema complexidade e, também, nas ações repetitivas que não envolvam um capital intelectual elevado. Com isso, haverá uma transformação na profissão das pessoas que passarão a treinar esses computadores devido a sua necessidade de serem constantemente atualizados com dados e informações”, disse.

Nos últimos anos, a inteligência artificial tem sido cada vez mais adotada pelas empresas como forma de promover novas soluções e realizar uma efetiva imersão no mundo digital. Diante disso, Guilherme elencou situações onde Watson já é realidade e algumas soluções aplicadas. Confira:

1 – Site de e-commerce Via Varejo

A Via Varejo (Casas Bahia e Ponto Frio) adotou a tecnologia Watson para melhorar a experiência de compra via e-commerce. É o Watson que interage com o cliente, entende melhor a sua busca e desejo de compra, permitindo que a empresa disponibilize os produtos que mais se enquadram ao perfil de busca. Com isso, a Via Varejo otimizou o tempo de resposta online e offline, aprimorou o contato com o cliente e, principalmente, subsidia as equipes com informações mais consistentes para que as propostas de vendas sejam mais assertivas. É também por meio do Watson que o cliente pode perguntar e obter respostas sobre o pedido, faturamento, localização, envio, prazos etc, uma proposta de atendimento virtual mais flexível, humanizado e personalizado.

2– Conversar com obras na Pinacoteca

O Watson permite que frequentadores da Pinacoteca de São Paulo conversem e façam perguntas ao observarem sete obras de artes expostas no local. O projeto chamado “A Voz da Arte” proporciona aos visitantes uma experiência mais rica, intensa e interativa ao conhecerem particularidades, informações e história das criações expostas. O sistema é abastecido pelos curadores da Pinacoteca que podem adicionar novas informações que surgem a partir de novas perguntas dos visitantes, de forma simples e autônoma. O projeto começou respondendo cerca de 7 mil perguntas e após três meses de funcionamento já respondia mais de 40 mil.

 3 – Diagnóstico e tratamento de câncer

A atuação do Watson Oncology em diagnóstico e tratamento de câncer tem se tornado conhecida em todo o mundo. No Brasil, foi firmada uma parceria com o Hospital Mãe de Deus, de Porto Alegre, a primeira instituição de saúde da América do Sul a utilizar inteligência artificial como integrante tecnológico para identificar opções de tratamento para pacientes com câncer. A plataforma aponta tratamentos individualizados e voltados ao perfil de cada paciente diagnosticado com câncer. Além disso, informa a relevância de cada tratamento e fornece links de apoio para cada alternativa, indicando aos oncologistas quais são as opções de tratamento, medicamentos e possíveis efeitos colaterais. Oferece assim, atendimento mais personalizado e produtivo, aumentando o tempo de interação entre o médico e o paciente. O treinamento do Watson for Oncology foi realizado no Memorial Sloan Kettering Center (MSK) – um dos mais importantes centros de estudos sobre o câncer no mundo. A solução possui mais de 15 milhões de conteúdos científicos, incluindo cerca de 200 textos médicos e 300 artigos. Atualmente, cerca de 50 mil trabalhos de pesquisas oncológicas são publicados por ano. Estudos estimam que a informação médica do mundo irá dobrar a cada 73 dias a partir de 2020, tornando quase impossível que qualquer profissional de saúde se mantenha atualizado sem o auxílio da plataforma cognitiva.

 4 – Assistente de casamento

O Watson pode ser também uma cerimonialista de casamentos que ajuda noivas e noivos nos preparativos de uma festa. A tecnologia foi adotada pela startup Mecasei.com, que lançou a primeira assistente virtual de casamento do mundo e que ganhou nome de “Meeka”. O aplicativo foi desenvolvido a partir da tecnologia Watson e ajuda noivos a planejar todos os detalhes do casamento por meio de diálogos amigáveis e eficientes. A partir da coleta e análise de dados, a “Meeka” utiliza o chat como canal de comunicação e sugere insights para que os noivos possam planejar o casamento de forma tranquila.

5 – Atendimento no Bradesco

Desde 2015, o Bradesco utiliza o Watson em um call center interno. O banco alimentou o Watson com seus dados e o chat responde às perguntas dos próprios funcionários sobre suas rotinas de trabalho, como uma forma de auxilia-los especialmente no atendimento aos clientes. O Watson está em operação em 6 mil agências e tem resposta para mais de 200 mil perguntas sobre mais de 59 produtos da empresa. Para isso, o Bradesco abriu contratou especialistas em diferentes segmentos de negócio para tratar os dados que serão inseridos no sistema e acompanhar os modelos de dados para que as respostas se mantenham padronizadas.

6 – Juri do Concurso Cosplay Tour

O IBM Watson também está no universo geek, como parte do júri do Concurso Cosplay Tour durante a edição em Recife do evento “CCXP – Comic Con Experience Tour Nordeste”,  este ano. Para isso, Watson analisou previamente mais de 50 fotos de cada um dos personagens originais que fizeram parte da competição, como Big Daddy (do jogo “BioShock”), Jade (“Mortal Kombat”) e Milo de Escorpião (do desenho “Os Cavaleiros do Zodíaco”). Por meio de uma API de reconhecimento de imagem, avaliou os cosplayers que mais se aproximaram da realidade, gerando uma nota que foi acrescentada à pontuação dos demais júris. Para ampliar a experiência aos demais participantes, o sistema cognitivo também ficou disponível para analisar as fantasias de outros cosplayers presentes no evento, conferindo alguns dos personagens mais populares de feiras geeks, como Arlequina, Homem-Aranha, Batman, Super-Homem, Coringa e Mulher Maravilha.

*Guilherme Novaes Procópio de Araújo, líder de Watson no Brasil

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Rede Definida por Software: como ela pode te ajudar?

sdn.jpg*Por Patrícia Vello
10/09/2017 - A rede definida por software (SDN) é um tema em alta na agenda do mercado de telecomunicações brasileiro e no resto do mundo. Tanta atenção, principalmente por parte dos operadores de rede, tem a ver com as promessas de simplificar a prestação de serviços, de gerenciamento multicamadas, de multiprovedores e de multitecnologia, agilizando as operações para melhor servir aos clientes.

Contudo, primeiro é importante entender os problemas que os operadores enfrentam hoje. A indústria tem visto um crescimento drástico da largura de banda, mas não a mesma correlação na receita. Na minha experiência, tenho observado que às vezes a diferença entre as duas pode ser superior a 10 vezes. Portanto, para solucionar os custos, as operadoras geralmente usam fornecedores diferentes para diferentes porções de sua rede, resultando em uma verdadeira colcha de retalhos.

Seria muito fácil dizer que o caminho percorrido por uma informação a partir de um sistema celular chega a um ponto de agregação, sai por uma fibra óptica e segue por um sistema internacional. Quem dera fosse simples assim! Na prática, o que ocorre é o seguinte: ao chegar a um ponto de agregação, o dado passa por um trecho metropolitano controlado pelo fornecedor X, depois segue por um sistema regional da empresa Y, finalmente entrando em uma fibra internacional alimentado pela Z. Em cada um desses trechos, a operadora tem um sistema de gerência de conexão independente um do outro.

Exclusividade nunca foi um pilar essencial no mercado de telecomunicações. De qualquer maneira, é visível que se o sistema de uma cair devido ao rompimento de uma fibra, os das demais também serão interrompidos. Sendo assim, como a SDN pode ajudar?

Atualmente, tamanha complexidade impede a operadora de saber ao certo quais clientes, empresas ou pessoas físicas, serão afetados com o rompimento de uma determinada fibra. Com todos os diferentes sistemas de gerenciamento, ela não é capaz de fazer uma a previsão com acuracidade e de maneira ágil. Outra consequência dessa condição é a sobreposição de redes para compensar possíveis problemas. Nesse ponto, a SDN entra com o oferecimento de uma nova possibilidade ao passo que permite a orquestração de todos os fornecedores que estão na rede, resultando na melhoria dos serviços fornecidos, e na criação de novos, além de apresentar maior disponibilidade de rede.

As redes definidas por software mudam completamente a maneira de ativar o serviço. Tendo o controle da orquestração de todas as tecnologias abaixo dele, a SDN pode automatizar a criação de novos serviços e fornecer visibilidade do circuito fim a fim. Além disso, em caso de falha, a tecnologia pode ser usada para encontrar automaticamente um novo caminho de proteção e realocar o tráfego da rede.

Estudos recentes comprovam a eficiência do serviço com garantia de ganho de 50% no Opex. Isso porque operadoras e fornecedores diminuem consideravelmente os seus gastos com a manutenção da fibra e seu monitoramento, já que a solução de análise preventiva Analytics, combinada com a função OTDR (instrumento de análise da fibra óptica), embutida nos equipamentos ópticos de última geração, ajudam o técnico a identificar a causa comum de todos os problemas e o ponto exato em que o reparo precisa ser feito, em um tempo muito menor. A necessidade de investimentos também é reduzida porque não se faz mais necessário tanta proteção contratada para compensar a falta de controle sobre os sistemas.

Na corrida por escalonamento, redução de custos e implantação de novos serviços, as operadoras de rede no Brasil não podem ficar atrás de outros mercados na utilização da SDN. Ao adotar as redes definidas por software, elas poderão aumentar a eficiência de seus sistemas para oferecer a demanda exigida pelos clientes.

*Patrícia Vello, presidente da Ciena no Brasil

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Ouro vs Bitcoin: qual será o mais vantajoso?

bitcoin.jpg*Por Guto Schiavon
06/09/2017 - Muitos já sabem que o bitcoin está mais valorizado que o ouro, certo? Ainda que este metal seja o mais valioso que encontramos na natureza, a criptomoeda vem chamando cada vez mais a atenção dos mercados internacionais, tornando-se uma moeda de troca altamente discutida.

Diante deste cenário vantajoso, muitos ainda ficam em dúvida sobre qual dos investimentos vale mais a pena - o ouro ou bitcoin? Neste caso não existe uma resposta definitiva, por isso é preciso refletir sobre quais são seus objetivos neste investimento. De qualquer maneira, as oportunidades existem para quem sabe estudar o melhor de cada uma delas.

Para tentar te ajudar nessa decisão vou fazer um comparativo. Dessa forma, você irá entender melhor algumas das vantagens e desvantagens que ambas oferecem, e tomar sua decisão com mais confiança. Vamos lá?

Liquidez: atualmente é uma desvantagem para a criptomoeda, se comparada ao ouro ao redor do mundo, mas no Brasil, o cenário já está mudando. O bitcoin já é mais negociado que os contratos de ouro na BMF&Bovespa.

É importante lembrar que o ouro já é milenar, tanto seu uso como moeda ou investimento, já o bitcoin é uma tecnologia de apenas 8 anos e que tem se provado segura, tanto para uso como moeda ou investimento também.

Estabilidade da cotação: sem nenhuma dúvida, o preço do bitcoin ainda passa por muitos altos e baixos. Para quem quer investir, essa alta volatilidade pode ser tanto boa quanto ruim, dependendo dos objetivos do investimento. Por exemplo, para especuladores que pretendem comprar na baixa e vender na alta, é um ponto atrativo.

De qualquer maneira, a volatilidade do bitcoin vem caindo ano após ano. Nos últimos tempos houve períodos em que a moeda digital oscilou menos que a libra esterlina, por exemplo. Já o ouro, ao longo da história, tem se mostrado um ativo relativamente estável. Por esse motivo, muitos investidores recorrem ao ouro em momentos de incerteza econômica. Por exemplo, logo após a eleição de Donald Trump nos EUA, a procura por ouro subiu bastante.

E então, já tomou sua decisão sobre qual investimento é mais vantajoso? Muita gente acredita que o ouro continuará sendo o caminho mais confiável durante muito tempo. Por outro lado, com a popularização do bitcoin, vemos cada vez mais pessoas investindo nessa commodity e obtendo lucros. Afinal, o mundo das criptomoedas está crescendo e vale a pena ficar de olho nesse movimento.

* Guto Schiavon é COO da corretora de bitcoins FOXBIT.



 

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Como responder às recentes ameaças cibernéticas

claudio_neiva.jpg*Por Claudio Neiva
04/09/2017 - Na medida em que percebemos que incidentes de segurança são inevitáveis, ações preventivas com base em uma inteligência de ameaças e tendências de ataques devem ser consideradas a melhor estratégia. O nível de sofisticação das invasões, o suporte do Estado e a monetização dos ataques desafiam líderes de segurança a desenvolverem um melhor gerenciamento de riscos e discernirem quais ameaças representam maior risco.

O avanço das tecnologias de ransomware e de métodos de extorsão resulta na continuidade desse cenário caótico. Com objetivo de ampliar o nível de proteção, provedores e agências de segurança, além de organizações de vários tamanhos, estão compartilhando informações de inteligência para agilizar a detecção das ameaças e a imunização de sistemas e organizações limitando assim o impacto causado pelas infecções. Outra iniciativa desenvolvida para combater o ransomware foi a criação do site https://www.nomoreransom.org, que atualmente possui cerca de 50 membros entre provedores de segurança, consultores, grupos de resposta a incidentes, seguradoras, empresas de host e outras categorias para compartilhamento de informações e ajuda na quebra de criptografia de ransomware.

ciberataques_neiva.jpgCom exceção do WannaCry e do Petya ransomware, que utilizaram a mesma vulnerabilidade (EternalBlue) em uma modalidade de malware + Worm (auto propagação), e-mails e servidores web são as principais formas de infecção. A boa notícia, no entanto, é que com o conhecimento dos vetores de ataques mais comuns você pode planejar a sua estratégia de proteção.

Os objetivos de um ataque (Cyber Warfare) giram sempre em torno de um ou mais dos cinco "Ds":

· Deceive: enganar por meio da distração quanto ao ataque real;
· Degrade: degradar o desempenho da empresa;
· Deny: negar acesso a dados críticos e/ou serviço aos clientes;
· Destroy: eliminar virtualmente os dados por meio de criptografia, o que torna os dados inacessíveis;
· Disrupt: interromper o funcionamento da empresa.

Para desenvolver seu plano de ação, é necessário manter-se informado sobre as principais tendências de ameaças da indústria da qual você faz parte. Os setores de manufatura e público, por exemplo, são os principais alvos de crimeware, espionagem cibernética e negação de serviço, embora o último afete principalmente os segmentos financeiro, de entretenimento e de serviços.

O Gartner prevê que até 2020 mais de 50% dos ataques ransomwares terão especificamente como alvo a interrupção dos negócios em vez de extorsão por meio de criptografia dos dados, o que é também um indicativo da importância de se manter informado para se prevenir contra a tendência dos ataques.

Este cenário de ameaças destaca alguns impactos:

· A combinação de novas técnicas de evasão e desenvolvimento de táticas de intrusão juntamente com desafios recorrentes da operação diária, como a falta de recursos humanos qualificados, colocam os líderes em uma posição de desvantagem em um cenário de ameaças que muda constantemente.
· A união do amplo uso de criptografia, do aumento da influência do Estado e motivações monetárias do ransomware também compromete a capacidade dos líderes em evitar incidentes no ambiente corporativo.
· As tendências de negócios digitais e uma acelerada adoção de novas tecnologias desafiam a capacidade dos líderes de segurança na identificação de novos riscos e no entendimento de que novos empreendimentos exigem políticas e uma arquitetura de segurança adaptativa.
· A lacuna de tempo entre a descoberta de vulnerabilidade e o desenvolvimento de correções (patches) deixam sistemas e aplicações expostos a ameaças.
· SLAs de disponibilidade de sistemas críticos de negócio limitam a capacidade da organização de implementar patches rapidamente.

O líderes de segurança devem:

· Desenvolver uma arquitetura de segurança que permita prevenir ameaças conhecidas, detectar anomalias e atividades maliciosas, responder de forma estruturada aos incidentes, o que permitirá alimentar sistemas analíticos e prever tendências além de ampliar a camada de prevenção.
· Focar na higienização de segurança em sua infraestrutura, incluindo práticas de correção (patching) e configuração de segurança ("hardenização") reduzindo o espectro da superfície de ataque.
· Identificar sistemas vulneráveis (legados) e isolar de forma lógica para aplicação de controles de segurança que possam implementar proteção (patches virtuais) por meio de WAF, IPS e HIPS, além de utilizar tecnologias que possam aprender sobre o uso normal destes sistemas permitindo a detecção de comportamentos anormais.
· Planejar a aquisição de serviços de inteligência de ameaças (threat intelligence) para desenvolver um programa de gestão de ameaças e vulnerabilidades adaptado a riscos eminentes.
· Verificar se seu provedor de Endpoint Protection (EPP) oferece proteção contra ransomware e garantir que seus backups estejam em pleno funcionamento.
· Isolar áreas críticas da sua infraestrutura e segmentar o ambiente em zonas de alta-confiança, média-confiança e baixa-confiança para reduzir o fluxo de tráfego entre ambientes diminuindo, assim, a capacidade de auto propagação.

*Claudio Neiva, Vice-Presidente de Pesquisas do Gartner

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