Machine learning no combate ao furto de energia elétrica

roubo_energia.jpg*Por Frederico Gonçalves
16/07/2018 - O uso de algoritmos de aprendizado de máquina pode representar uma precisão da ordem de 70% na identificação de irregularidades no consumo de energia elétrica

Em tempos em que se fala muito sobre sustentabilidade e uso eficiente de recursos, as perdas de energia elétrica no Brasil ainda representam um grande desperdício que afeta tanto as concessionárias quanto os consumidores. De acordo com a Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (ABRADEE), o total de energia elétrica gerada no país no ano de 2016 foi de 327 TWh, com uma receita bruta de 216 bilhões de reais. Nesse mesmo ano, as perdas globais de energia atingiram 13.9%, ou seja, em torno de 45.4 TWh de energia não chegaram a ser comercializadas, representando um prejuízo bilionário para o setor energético. Parte dessas perdas está relacionada à fraude e furtos que poderiam ser detectados através da aplicação de técnicas de inteligência artificial semelhantes às utilizadas por outros setores, como a identificação de fraudes de cartões de crédito.

Existem dois tipos de perda de energia elétrica, as chamadas Perdas Técnicas e as Perdas Comerciais (ou Perdas Não-Técnicas). As perdas técnicas ocorrem por uma série de motivos de natureza técnica relacionados à transmissão da energia, desde a sua geração até os pontos de consumo. Um dos principais motivos é a dissipação da energia pela própria passagem da corrente elétrica através dos fios condutores, um fenômeno conhecido como "Efeito Joule". Já as perdas comerciais estão relacionadas a duas modalidades principais: furto e fraude de energia. O furto normalmente é feito através de ligações clandestinas de energia elétrica (popularmente conhecidos como "gatos"), que permitem a utilização da energia por consumidores ilegais sem qualquer tipo de tarifação.

No caso das fraudes, o consumidor é registrado e tem uma ligação elétrica com medidor instalado pela concessionária. Entretanto, o consumidor realiza algum tipo de adulteração na instalação ou no próprio medidor, de modo que a medição do consumo registra apenas uma parcela do consumo real.

Para reduzir as perdas técnicas, as concessionárias atuam através da manutenção constante da rede elétrica. Entretanto, pela sua própria natureza (intrinsecamente relacionada à transmissão da energia), essa perda não pode ser completamente eliminada. Particularmente em um país de grandes dimensões como o Brasil, a longa extensão das redes elétricas tornam as perdas técnicas relativamente altas e a identificação de irregularidades cada vez mais complexa. Mas ainda bem temos uma alternativa e ela vem da tecnologia.

Machine learning na Identificação de Irregularidades

A inspeção de todas as unidades consumidoras para a identificação de possíveis irregularidades seria inviável para as concessionárias. Assim, a escolha dos locais para inspeção normalmente é feita através de algoritmos: estes aplicam técnicas estatísticas para identificar anomalias no consumo que, potencialmente, podem estar relacionadas a irregularidades.

Nos últimos anos, técnicas modernas de mineração de dados têm sido utilizadas para extrair conhecimento das bases de dados das distribuidoras, identificando possíveis padrões de consumo que possam estar relacionados a furtos ou fraudes de energia.

Algoritmos de aprendizado de máquinas são treinados com os dados históricos de consumo (tanto dados de consumidores regulares como de consumidores irregulares), gerando um modelo que pode ser posteriormente aplicado para classificar as unidades consumidoras a partir de seus dados mais recentes de consumo. Ou seja, após ser treinado, o modelo é capaz de apontar qual a probabilidade de uma unidade consumidora estar cometendo uma irregularidade. A concessionária pode, então, realizar fiscalizações, com inspeção in loco apenas nas unidades onde o algoritmo atribui alta probabilidade de apresentação de algum tipo de irregularidade. Dessa forma, são otimizados o tempo e os recursos das equipes de inspeção.

Processos de algoritmos de aprendizado de máquina podem e tem sido utilizado com sucesso por distribuidoras de energia para identificar fraudes e furtos de energia elétrica. Durante o Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica, a distribuidora CELPA (Centrais Elétricas do Pará), em parceria com a UFPA (Universidade Federal do Pará), apresentou resultados bastante significativos. Segundo a Celpa, o uso de algoritmos de aprendizado de máquina atingiu uma precisão da ordem de 70% na identificação de irregularidades no consumo de energia elétrica. Esses números indicam excelentes resultados na detecção de irregularidades e o retorno de investimento das iniciativas de combate à fraude parece ser bastante atraente para as empresas.

Expectativas para o futuro

Nos próximos anos, as Redes Inteligentes (ou Smart Grids), já em implantação em algumas cidades, devem trazer novidades para a área. Com as Redes Inteligentes, as medidas de consumo de energia passarão a ser realizadas em tempo real. Os dados de consumo de energia não estarão mais em uma escala mensal, e, sim de minutos. A expectativa é que essa maior granularidade dos dados de consumo possibilite a criação de modelos ainda mais precisos para a detecção de irregularidades. Além disso, fraudes poderão ser identificadas e combatidas em um período de tempo menor, reduzindo, consequentemente, as perdas das empresas.

Assim como vem ocorrendo em outros setores, as empresas do segmento de energia começam a tomar consciência da importância e do valor da análise de dados para seus negócios. Nos próximos anos, iniciativas relacionadas à análise de dados, como a identificação de perdas comerciais de energia, devem se tornar ainda mais comuns no setor.

*Frederico Gonçalves é Head da unidade de Utilities do Venturus

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Empresas precisam se preparar para o mundo digital

embratel_jose_formoso.jpg*Por José Formoso
13/07/2018 - Nunca existiu um momento melhor do que esse para realizar mudanças transformadoras. Faltam apenas dois anos para entrarmos na terceira década do século XXI, cujo futuro será definido a partir do que estamos construindo hoje. Temos uma expressiva quantidade de recursos, possibilidades e oportunidades que irão garantir o sucesso das empresas, mas, para isso, serão necessárias importantes mudanças. Acontecerão de dentro para fora e serão marcadas por diversos desafios, mas, sem dúvida, há mais oportunidades que ameaças. Bem-vindo a nova era, marcada por quem não têm medo de aprender!

As verdadeiras mudanças não acontecerão simplesmente importando uma nova tecnologia ou um novo sistema de gestão. Mudar será uma prerrogativa que exigirá uma nova maneira de pensar, cuja visão de futuro será o ponto central para repensar o que realmente devemos fazer para nos diferenciar do mercado.

Tecnologias que nos cercam já apontam para soluções jamais vistas. Porém, são as escolhas e as pessoas que decidirão o rumo a ser seguido. Diante desse mundo de multipossibilidades, teremos que escolher qual caminho iremos seguir para escolha da melhor estratégia, do caminho de inovação e do formato de transformação esperado.

Nossas ações de hoje devem ser orientadas a partir de uma visão de longo prazo, algo que é muito difícil de implementar no Brasil. Por isso, é possivel afirmar que é um grande desafio dimensionar esse futuro, pois há mais dúvidas que certezas. Não sabemos com precisão o que irá acontecer, mas é certo que o novo ambiente empresarial será cada vez mais VUCA, do inglês: volátil, incerto, complexo e ambíguo.

As estratégias de negócios precisarão ser construídas a partir do cruzamento de duas perspectivas. Primeiramente, temos que pensar nos clientes daqui a dez anos, sabendo que eles terão uma nova maneira de pensar e de consumir. A partir disso, as empresas terão que ser reformuladas por completo, com impactos operacionais, logísticos, econômicos e sociais. Terão que usar novas estruturas de Telecomunicações e de TI muito mais robustas, ampliando as demandas de conectividade, mobilidade, Data Center, Cloud Computing, comunicações unificadas e colaboração, soluções digitais, segurança e vídeo. É certo que muitos produtos, serviços ou soluções que serão essenciais daqui a uma década provavelmente ainda nem foram desenvolvidos, dando um passo além ao crescimento exponencial da tecnologia ao longo dos últimos anos. A tecnologia mudará por completo a forma como as pessoas se relacionam, como vivem, como trabalham e como geram valor para a sociedade.

Diante de tantas novidades e dúvidas, temos certezas sobre alguns comportamentos dos clientes no futuro. Primeiramente, sabemos que tudo será conectado. Os consumidores irão precisar de um sistema que acompanhe seu modo de vidae os hábitos de consumo deverão gerar um volume imensurável de dados. Por isso, os modelos de negócios mais bem-sucedidos serão os desenhados sob demanda, permitindo o consumo conforme a necessidade do momento. O trabalho será flexível e a economia cada vez mais compartilhada.        

O trabalho de redesenho das organizações para o futuro deve começar agora. A Embratel, por exemplo, já focada na oferta de soluções de conectividade, capazes de atender às necessidades dos clientes da próxima década, de forma totalmente personalizada. Estamos nos preparando porque o mundo irá demandar cada vez mais gestão e serviços integrados. Sem a conectividade e a integração das tecnologias será subutilizada.

Todos os setores passarão por grandes transformações. A tecnologia médica irá, por exemplo, acompanhar sintomas e prever até uma possível parada cardiorrespiratória antes mesmo dela acontecer. No comércio, você não irá mais precisar carregar seu cartão de crédito ou qualquer outro dispositivo de compra. Seu próprio corpo será a sua senha. No setor do agronegócio, sensores instalados em grandes plantações acompanharão todas as informações sobre o clima, sobre uso de defensivas e sobre o crescimento da plantação. A conectividade irá alcançar todos os lugares.

Tudo indica que teremos um planeta totalmente conectado, com a inovação no centro dessa mudança. Para analisar tantos dados e informações, sistemas de Internet das Coisas (IoT) estarão presente em todas as casas, ruas e empresas. Teremos Cloudficação, com a migração das redes Corporativas também para Nuvem, somado virtualização e a definição por software. Os ambientes serão menos complexos e mais acessíveis do que as soluções atuais. Mas, ainda assim, com performance, qualidade e, acima de tudo, segurança.

Atuar nesse novo cenário será um divisor de águas para as empresas que já estão notado que ninguém inventa nada fazendo as coisas do mesmo jeito. A grande maioria das pessoas fala de avanços por meio de produtos, mas entendo a inovação como um movimento e não como algo materializado e estático. Inovar é aprender, é descobrir novas formas e é mudar o jeito de ser. Inovar é descobrir o que os clientes precisam antes mesmo deles pedirem – ou de saberem.

As dimensões competitivas essenciais em 2020 e nas décadas seguintes apontam para quatro dimensões-chave de tecnologia (Conectividade, Cloud, Conteúdo e Controle) e quatro dimensões-chave de mercado (Global, Local, Empresas e Consumo). Nesse cenário, considerando as dimensões competitivas, teremos um novo desenho da tecnologia, da infraestrutura e das redes para suportar o crescente volume de variados dispositivos, a identificação persnalizada dos donos, o movimento de arquivos para Cloud (Nuvem) e consumidores cada vez mais plugados e exigentes. As empresas terão que se preparar para conseguir melhor performance, melhor custo por transação e serviços de alta qualidade, sempre conforme o gosto de cada consumidor. O faturamento das companhias também mudará, com receitas de produtos próprios, soluções de terceiros e de outros negócios que ainda são desconhecidos.         

O que irá definir sucesso nesse novo cenário? A habilidade de mudança. O conceito de transformação acaba muitas vezes sendo pensado a partir da ideia de uma uma nova tecnologia ou um novo processo. Transformar é um imperativo político, e não um processo ou a compra de uma tecnologia. Assim como inovação, a transformação está na esfera das escolhas. É uma opção que as empresas irão precisar definir para conseguir sobreviver.

Parece ilógico, mas muitas empresas ainda não partiram para a transformação. Isso está ocorrendo porque muitos profissionais são céticos em relação a mudanças. O medo do desconhecido tem deixado muitos executivos paralizados. Mas, os líderes transformadores estarão preparados para o novo, interessados em criar uma cultura que permite o aprendizado e preocupados em evoluir de forma contínua e sustentável. Com isso, o caminho da transformação passará pela liderança colaborativa e pela adaptabilidade das pessoas a esse novo cenário.

Estamos no melhor momento para iniciar a transformação e equipar nossas organizações com tecnologia de ponta e quebrando barreiras que pareciam imutáveis. O maior desafio para esse avanço está na decisão em querer fazer a transformação. Tomara que as empresas brasileiras façam sua lição de casa, sem medo de errar para evoluir. Como disse o futurista americano Aalvin Toffler, “os analfabetos do século 21 não serão aqueles que não sabem ler e ou escrever, mas os que se recusam a aprender, reaprender e voltar a aprender”.

*José Formoso, é CEO da Embratel

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Cinco coisas que você não sabia sobre malware

bsa_malware.jpg12/07/2018 - Com a criação de um novo tipo de malware a cada 8 segundos, as ameaças digitais se transformaram em um problema grande tanto para usuários domésticos quanto para empresas. Para essas últimas, os prejuízos podem chegar a US$ 359 bilhões por ano. "Quanto maior o índice de uso de software não licenciado, maior a chance de uma infecção por malware", explica o country manager da BSA| The Software Alliance, a principal defensora global do setor de software perante governos e no mercado internacional, Antonio Eduardo Mendes da Silva, conhecido no mercado como Pitanga. "Softwares originais têm upgrades contínuos, antivírus confiáveis e atualização automática que mantêm sua empresa e seus dados seguros de ameaças digitais", completa.

Veja abaixo cinco curiosidades sobre os malwares.

- Malware é a abreviação de "Malicious Software", ou seja, uma ameaça digital instalada sem consentimento, escondida em links, mensagens de e-mail ou programas oferecidos "sem custos".

- Quanto maior o índice de uso de software não licenciado, maior a chance de uma infecção por malware: ao usar softwares sem licença, malwares podem se instalar no computador e roubar senhas e keyloggers, mascarar aplicativos bancários, redirecionar seu navegador para sites maliciosos e permitir que hackers acessem seu sistema.

- Uma em cada três empresas tem a chance de encontrar ameaças quando obtém ou instala programas ou pacotes de software irregulares.

- Uma nova ameaça de malware é criada a cada oito segundos: as empresas demoram até 243 dias para detectar um ataque e outros 50 para resolvê-lo.

- Os custos por computador infectado podem chegar a 10 mil dólares.

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Empresas coletam mais dados do que podem controlar

gemalto.jpg12/07/2018 - De acordo com a Gemalto, 65% das organizações não conseguem analisar ou categorizar todos os dados de clientes que armazenam, 68% dos profissionais de TI acreditam que suas organizações estão falhando em realizar todos os procedimentos para estar em conformidade com as leis de proteçãode dados e apenas 54% das empresas sabem onde todos seus dados sensíveis estão armazenados

A pressão para estar em conformidade com as leis de proteção de dados aumenta significativamente no mundo todo e a Gemalto, líder mundial em segurança digital, está lançando hoje os resultados de um estudo mundial que revela que duas em cada três empresas (65%) não estão preparadas para analisar todos os dados que coletam e apenas metade (54%) das empresas sabem onde todos seus dados sensíveis estão armazenados. Intensificando este cenário, mais de dois terços das organizações (68%) admitem que não estão realizando todos os procedimentos necessários para estar em conformidade com as leis de proteção de dados, como o GDPR (Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados).

Estas são apenas algumas das descobertas do quinto Índice anual de Confiança na Segurança de Dados, que entrevistou 1.050 tomadores de decisão de TI e 10.500 clientes em todo o mundo. A pesquisa descobriu que a capacidade das empresas em analisar os dados que coletam varia em todo o mundo, com a Índia (55%) e a Austrália (47%) liderando o ranking de melhor percepção no uso dos dados que coletam. De fato, apesar de nove em dez (89%) organizações mundiais concordarem que a análise efetiva dos dados dá a elas uma margem competitiva, apenas uma em cada cinco empresas operando na Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo (20%) e também no Reino Unido (19%) estão aptas a fazer isto.

"Se as empresas não podem analisar todos os dados que coletam, não conseguem compreender o valor dos mesmos – e isto significa que não irão saber como aplicar os controles adequados de segurança para estes dados", disse Jason Hart, vice-presidente e diretor de tecnologia para proteção de dados na Gemalto. "Seja para vender ilegalmente na web, manipular para ganho financeiro ou prejudicar a imagem e reputação das empresas, dados vulneráveis são uma mina de ouro para os hackers. Algumas destas consequências podem ser identificadas nos recentes ataques à Agência Mundial Anti-Doping e à Federação Internacional de Luge (uma das modalidades das Olimpíadas de Inverno). Além disto, a manipulação de dados pode levar anos para ser descoberta, e com os dados coletados informando tudo sobre a estratégia comercial de vendas e desenvolvimento de produtos, seu valor e integridade não podem ser subestimados."

A percepção que uma violação de dados pode ser evitada ainda é pequena

Ao avaliar como os dados estão sendo protegidos, o estudo descobriu que quase metade (48%) dos profissionais de TI acreditam que a segurança do perímetro é efetiva em manter usuários não autorizados fora de suas redes. Isto ocorre apesar da maioria dos profissionais de TI (68%) confirmarem que usuários não autorizados podem acessar suas redes corporativas, sendo as empresas australianas as mais suscetíveis (84%) e as do Reino Unido as menos suscetíveis (46%). Entretanto, uma vez que os hackers estejam dentro, menos da metade das empresas (43%) acreditam que seus dados estariam seguros. As empresas do Reino Unido são as mais preocupadas, com apenas 24% extremamente confiantes sobre a segurança dos dados, e as da Austrália com maior alto índice de confiança (65%).

Mesmo que ainda acreditem na maneira como estão protegendo suas redes, um terço (27%) das empresas relataram que a sua rede foi invadida nos últimos 12 meses. Dentre as que já sofreram uma violação deste tipo, apenas 10% dos dados comprometidos estavam protegidos por criptografia. Ou seja, em 90% dos casos, os dados sofreram exposição.

Clientes afirmam que a conformidade com regulamentos é crucial

Segundo o estudo, uma crescente conscientização sobre violação de dados e comunicações em torno do GDPR levaram à maioria (90%) dos clientes a acreditar que é importante para as organizações cumprir com as regulamentações de privacidade de dados. De fato, mais da metade (54%) já sabe o que é criptografia, e mostram um entendimento de como seus dados devem ser protegidos.

Hart continua, "É tempo das organizações colocarem suas casas em ordem; iniciando com quem supervisiona a segurança de seus dados. Uma figura central como um Diretor de Proteção de Dados deve ser nomeado para o conselho a fim de liderar um comitê sobre o assunto, discutido nos diversos níveis da empresa. Depois, é necessário focar na análise dos dados coletados a fim de assegurar que estejam corretamente protegidos além de proporcionar um processo de tomada de decisões de negócio mais efetivo. E finalmente, uma mudança de mentalidade. As organizações devem perceber que não é mais um caso de se, mas quando uma violação vai ocorrer, e que devem proteger seu ativo mais precioso – seus dados – através de criptografia, uso de segundo fator de autenticação e gestão das chaves, ao invés de focar apenas na proteção do perímetro."


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A tecnologia (já) altera o mercado de trabalho

henrique_walljobs.jpg*Por Henrique Calandra
11/07/2018 - A constante entrada de máquinas no mercado de trabalho, a partir da Revolução Industrial, foi matéria-prima para diversas obras de ficção científica e tema de preocupação para as pessoas em todo o mundo. Esse movimento automatizou diversos processos e aumentou a produtividade – ao mesmo tempo em que criou algumas profissões e extinguiu outras. Afinal, os robôs irão roubar os empregos dos seres humanos ou não?

O relatório "Futuro do Trabalho", elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, indica que 7 milhões de vagas devem ser extintas até 2020. Números impactantes, sem dúvida, mas antes de nos preocuparmos, é preciso lembrar que a transformação do sistema de trabalho acompanha a evolução da humanidade. Ou seja, a tecnologia não vai acabar com o emprego, mas reinventá-lo – e nós precisamos acompanhar essa tendência. Confira cinco mudanças significativas que já estão ocorrendo:

1 – Esteja conectado e use a tecnologia a favor

Entenda que os recursos tecnológicos podem ser aliados na sua busca profissional. Antigamente, o interessado em arrumar um emprego precisava levar um currículo em papel até a empresa, às vezes com uma pasta de portfólio, e aguardar a abertura de um processo seletivo. Hoje, é possível usar a conectividade a seu favor. Há plataformas que oferecem a oportunidade de montar um currículo e, ao mesmo tempo, cadastrá-lo em diferentes vagas.

2 – Qualifique-se constantemente

As melhores oportunidades serão destinados às pessoas com mais conhecimento e qualificação profissional. Não basta mais fazer uma graduação para garantir uma boa posição em sua carreira. Faça uma pós-graduação e cursos livres, estude mais, participe de workshops e informe-se bastante sobre sua área. Você sempre deve estar antenado com o que acontece em sua profissão.

3 – Inove nos processos

Profissionais que reagem mecanicamente e apenas fazem as tarefas que lhes são designadas são os que mais sofrem com a entrada das máquinas. Lembre-se: um robô consegue fazer mais processos automáticos, operacionais e repetidos do que qualquer ser humano. O que nos diferencia deles é justamente a nossa imaginação e criatividade, que nos permitem pensar em soluções inovadoras para os momentos de maior dificuldade. Trabalhe isso e seu perfil sempre será requisitado.

4 – Prepare-se para as demandas

A invasão da tecnologia no mercado de trabalho traz novas responsabilidades e demandas para as pessoas. É preciso saber operar todos os recursos disponíveis em nossa profissão, entender como eles podem ajudar e identificar novos serviços que você pode agregar em sua rotina. Quem trabalha passivamente vai, aos poucos, perder espaço em sua profissão.

5 – Não se prenda à carreira

Seu avô provavelmente trabalhou sempre no mesmo lugar e seu pai trocava de emprego apenas quando necessário. Fazer carreira dentro de uma única empresa era sinal de respeito e, principalmente, de seriedade da pessoa. Mas essa ideia passou. Você e seus filhos não podem mais se prender em um único lugar, ainda mais com toda a tecnologia disponível para aumentar a produtividade e encurtar distâncias. Viver como freelancer e trabalhar por projetos já é uma realidade comum em muitos países e, cedo ou tarde, chegará ao Brasil.

*Henrique Calandra é fundador do WallJobs – plataforma de integração 100% Digital que conta com mais de 1,5 milhões de membros.


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Dispositivos móveis X TV: quem está ganhando?

helio_durigan_furukawa.jpg*Por Hélio Durigan
06/07/2018 - Enquanto todos os olhos do mundo estão voltados para a Rússia, uma transformação digital está acontecendo em nossa maneira de consumir conteúdo. Esta oportunidade talvez possa vir a ser lembrada como o momento em que os dispositivos móveis superaram a TV na transmissão de grandes eventos esportivos.

A Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, teve cerca de 4 bilhões de pessoas conectadas. Desse total, 51% assistiram às partidas de futebol pela TV e 38% por meio de celulares ou outros tipos de mídia on-line. Mas hoje isso tende a mudar...

A estimativa para esta Copa de 2018 é a reversão desse percentual. É provável que mais de 50% das pessoas estejam assistindo aos jogos do Mundial utilizando dispositivos móveis, o que leva a uma demanda de dados muito maior.

As opções também se multiplicaram. Hoje contamos com diferentes tipos de conexões para acompanhar o Mundial: apps oficiais; soluções de streaming para celulares; vários aplicativos para ver resultados, gols e destaques; app de rádios online; acessórios; antenas que se conectam a dispositivos móveis conectados à TV digital, etc. Todas essas opções representam grandes oportunidades tanto para os usuários como para as empresas prestadoras de serviços. Mas... estamos preparados para essas quantidades enormes de informação?

Diferenças nas necessidades de largura de banda

Para entender como isso pode se transformar em um problema para a capacidade de nossa infraestrutura de TI, vejamos qual é a largura de banda necessária para transmitir esses conteúdos:

- Uma transmissão padrão de até 480 pixels demanda cerca de 3Mb por segundo. Portanto, em uma conexão de uma hora, são consumidos aproximadamente 1 Gb.
- Uma transmissão Full HD com resolução de até 1.080 pixels consome uma largura de banda de 5Mb por segundo. Portanto, em uma hora de conexão, o consumo chega a aproximadamente 3Gb.
- Uma transmissão Ultra HD, ou 4K, precisa de uma largura de banda de 25Mb por segundo. Ou seja, 5 vezes mais do que o Full HD. Nesse caso, uma conexão de uma hora consome aproximadamente 7 GB.

Diante disso, como usuários, temos a possibilidade de antecipar eventuais interrupções da transmissão, que podem nos deixar de muito mau-humor. É importante prestar atenção às seguintes considerações:

- HD ou 4K? Como vou assistir aos jogos?
- Tenho um dispositivo apto a receber transmissão 4K?
- Meu provedor é capaz de me fornecer um serviço 4K?
- Meu roteador está apto a reproduzir 4K, já que será necessário um modem capaz de trabalhar com 25Mb? E, além disso, é preciso levar em conta o número de dispositivos que estarão conectados a esse mesmo modem.

Em resumo, de um lado precisamos de um equipamento preparado para o 4K e, de outro, de um roteador/modem adequado para essa rede. E, por último, de uma infraestrutura da empresa de telecomunicações prestadora do serviço que seja capaz de transmitir essa quantidade enorme de informações.

Atentos a isso, estaremos reduzindo ao mínimo as possibilidades de cortes - ou até mesmo a interrupção total - na transmissão dos jogos que nos interessam nesta Copa do Mundo.

* Hélio Durigan é vice-presidente corporativo de Engenharia de Furukawa Electric LatAm.

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