Nova IA reconhece rostos em meio segundo

mikhail_ivanov_ntechlab.jpg14/06/2018 - Sistema da NtechLab promete identificar faces em vídeo em tempo real e está sendo usada para segurança pública e planejamento urbano

Imagine a cena: um homem anda pela avenida Paulista quando uma das câmeras públicas da região, ao captar em vídeo a imagem de seu rosto, a mostra a um sistema de Inteligência Artificial. Em milésimos de segundos a IA reconhece o sujeito – é um foragido chefão do crime. Ato contínuo, a IA informa à polícia a localização do gangster e passa a segui-lo, em tempo real, usando câmeras de ruas, estradas ou parques disponibilizadas a seu sistema. Além de saber onde o bandido está, a Inteligência Artificial dá ainda outras informações sobre ele – entre elas, seu estado emocional, ajudando os policiais a estabelecer uma estratégia para capturá-lo.

Ficção? Não é. Essa tecnologia de Inteligência Artificial não só existe como tem custo baixo, está prestes a ser lançada no Brasil e segurança pública é só uma das aplicações para sua capacidade de reconhecimento de rostos a partir de vídeos em stream. O mais incrível: a IA precisa de menos de meio segundo para identificar uma pessoa usando seu atual banco de imagens de 1 bilhão de faces. É considerada a mais rápida e eficaz do mundo em sua categoria. Essa performance permite ao sistema identificar instantaneamente a identidade de uma pessoa em um vídeo em stream, seguir as rotas nas quais ela se movimenta e determinar sua localização exata.

Criado por uma nova empresa russa de tecnologias de reconhecimento facial chamada NtechLab, o sistema já é usado para analisar fluxos de vídeo em tempo real de 6 mil câmeras públicas de Moscou, em uma aplicação piloto do Departamento de Tecnologias da Informação da capital da Rússia.

Nessa mesma direção, a IA facial desenvolvida pelo cientista da computação Artem Kukharenko, fundador da NtechLab, está sendo implantada em Elmet, cidade de médio porte na região do Tártaro, na Federação Russa. Com 170 mil habitantes, Elmet sofre de alguns dos males que afligem a maioria das cidades contemporâneas – a necessidade de atenção contínua das autoridades à segurança pública e o cuidado para que o desenvolvimento urbano não se torne caótico, sem oferta de serviços públicos onde necessário ou em excesso em locais já privilegiados.

Para fazer frente a esses problemas comuns a municípios de países ascendentes, não só da Rússia como também do Brasil, Elmet foi escolhida como uma das cidades-piloto para a implantação de tecnologias destinadas a torná-la uma das pioneiras smart cities da região. Uma das bases sobre a qual se assentará essa implantação será o sistema da NtechLab.

Ayrat Khayrullin, responsável governamental pelo projeto em Elmet, observa que "o piloto mostra que a biometria facial garante um nível totalmente novo de segurança para os cidadãos". O conceito smart city baseado em análise inteligente de vídeo vem se tornando fundamental na segurança das maiores cidades do mundo, concorda Mikhail Ivanov, CEO da NtechLab. "Mas o reconhecimento facial é importante não só para questões de segurança policial como também para a formação de Big Data para controle mais eficiente da capacidade de uso e de desenvolvimento de rodovias, tráfego de pedestres e oferta de serviços públicos".

Com apenas 4 anos de mercado, a NtechLab tem em sua tecnologia de reconhecimento facial uma vantagem que vale em especial para países como o Brasil – o custo baixo de implantação e uso. Com isso, ela pode ser usada até em supermercados, shopping centers, condomínios ou estádios. "É questão de adaptação do sistema", conta o engenheiro João Rotta, especialista brasileiro no uso dessa nova tecnologia. "O algoritmo da Inteligência Artificial de reconhecimento de rostos é como uma massa de modelar que pode ser adaptada a diferentes necessidades, se adaptando a elas e aprendendo a lidar com as situações que se colocam", explica ele.

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Transformação digital move o setor financeiro

embratel_antonio_filho.jpg*Por Antonio João Filho
06/06/2018 - Poucos setores da economia brasileira cresceram tanto com o uso da tecnologia quanto o  financeiro. Quando paramos para pensar em como as movimentações bancárias funcionavam até pouco tempo atrás, é possível perceber quão grandiosa está sendo evolução no segmento. Dos pagamentos e pedidos de empréstimo feitos no caixa das agências aos realizados na palma da mão hoje, por meio de aplicativos, notamos que uma vasta mudança ocorreu nos últimos anos com a entrada dos bancos em um novo ciclo: a transformação digital.

O uso de canais digitais para movimentações bancárias cresceu 30% e os investimentos dos bancos em tecnologia somaram R$ 19,5 bilhões em 2017, segundo dados da Febraban. Sem dúvida, os meios digitais estão otimizando rapidamente a prestação de serviços e evitando o deslocamento de clientes a postos bancários. Agora tudo pode ser feito pelo celular.

Nesse cenário, Nuvem, mobilidade e segurança de dados tornaram-se conceitos do cotidiano das instituições financeiras, que não podem mais pensar em operações e produtos sem considerá-los. Tudo isso para garantir disponibilidade e segurança constantes para clientes que efetuam cada vez mais transações em menos tempo, a partir de diversos dispositivos móveis. Aliás, tempo é algo cada vez mais escasso. Portanto, permitir que a tecnologia esteja presente em todas as transações financeiras, incluindo pagamento de contas e transferências bancárias, é fundamental para instituições que buscam manter crescimento e liderança de mercado, despertando também o interesse do novo público jovem.

Não à toa o mobile banking virou a menina dos olhos do setor. Em 2017, foi o canal mais usado com 25,6 bilhões de transações, o que significa alta de 37,6% em relação ao ano anterior. Enquanto isso, as transações com Internet Banking aumentaram 2%, chegando em 15,8 bilhões. Os números respondem uma simples questão: por que ir ao banco se você pode pagar a sua conta por aplicativo, estando em qualquer lugar?

O elevado grau de aderência por serviços mobile é, entre outros fatores, resultado do investimento inteligente em inovação e segurança das transações para fornecer uma experiência positiva ao consumidor. O uso cada vez maior de sistemas online mostra a confiabilidade nas plataformas e a facilidade que esses canais de serviços financeiros proporcionam.

Novas ferramentas desenhadas para consumidores on-line surgem a cada dia, a exemplo das pulseiras e adesivos de pagamento, como alternativas ao cartão físico de débito ou crédito. O pagamento por meio da simples aproximação da pulseira à maquininha de cobrança é uma das grandes facilidades para os consumidores agilizarem as transações. A partir dessa recente evolução, percebemos que o céu é o limite quando falamos de transformação digital para instituições financeiras.

O número de adeptos às inovações tecnológicas no segmento vem crescendo, mas a quantidade de pessoas que sequer possuem contas ainda é grande. E isso é uma oportunidade para o setor. De acordo com o Banco Central do Brasil, cerca de 70% da população brasileira fazem uso frequente de uma conta bancária. Os outros 30% não são usuárias assíduas e se mostram um público a conquistar. Esse cenário pode ser um impulsionador do segmento que, ao ampliar o acesso bancário, impulsiona a economia, uma vez que as pessoas se tornam mais aptas a adquirir empréstimos, por exemplo, gerando expansão do consumo, negócios, empregos e riquezas. Com mais uso das contas bancárias, mais investimentos veremos em tecnologia para o segmento, em um ciclo positivo para o País.

O uso de contas só tende a crescer no que depender da digitalização dos bancos. O número de agências digitais aumentou 369% no último ano. Para suportar o crescimento indicado pela Febraban, cerca de 80% dos bancos já investem em tecnologias como inteligência artificial ou computação cognitiva.

A transformação digital é, sem dúvida, um caminho sem volta e de grande importância para o setor. Por isso, os avanços tecnológicos estarão sendo feitos cada vez mais em conjunto, envolvendo instituições financeiras e fornecedores de tecnologia em um trabalho integrado para buscar novas ofertas e soluções de TI e de telecomunicações que sejam disruptivas. Os bancos devem continuar à frente do mercado e impulsionando outros setores a seguirem seu caminho, uma vez que a evolução não pode parar.

*Por Antonio João Filho, Diretor Executivo Comercial da Embratel para Mercado Financeiro

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Cultura se tornou mais orientada a dados

data_driven_culture_3.jpg*Por Henrique Santana
05/06/2018 - Assim que acordei, peguei meu celular e vi uma notificação de que a Avenida Brasil estava engarrafada, principal caminho que uso para trabalhar. Decidi ir de metrô. Por volta das 14h, muito atarefado e sem almoçar, recebi uma notificação de entrega grátis do aplicativo de food delivery. Decidi ficar no escritório e pedi comida japonesa. No final do dia, abri meu aplicativo de música e voltei ouvindo a playlist "Relaxing" que ele me sugeriu.

Algumas decisões do dia-a-dia mostram como a tomada de decisão se tornou mais orientada a dados e a informações, e uma tendência inevitável é que as organizações façam o mesmo. O conceito de Cultura Orientada aos Dados (Data-Driven Culture) difundida nos livros de DJ Patil e Carl Anderson tem se popularizado devido ao sucesso de empresas como Uber, AirBNB, Netflix e Walmart.

Seja qual for a sua organização, o objetivo principal de moldá-la nesse conceito é utilizar os dados para tomadas de decisão que gerem valor para o seu cliente, interno ou externo. Apesar de não haver uma fórmula que fará com que sua organização deixe de ser resistente aos dados e passe a extrair insights preciosos, existem 5 padrões observados nas principais empresas que de uma forma ou de outra, se tornaram data-driven.

O primeiro é a democratização dos dados. Você faria algum investimento sem antes ter a noção do valor desse investimento, do seu retorno e do risco inerente? Vou assumir que não. Portanto, é interessante que os colaboradores da sua organização tenham acesso a todos os dados quanto possa ser possível, excluindo-se os sensíveis. Isso os empodera e diminui as barreiras para a tomada de decisão.

O segundo ponto é a comunicação. E não falo aqui de comunicação verbal apenas. Fóruns, e-mail, panfleto, quadro de avisos, chats, treinamentos, reunião e tudo mais que possa transmitir os dados de maneira efetiva e que possa ser usado, está valendo. Um erro comum é achar que por ter dashboards, relatatórios e alertas em todas as paredes que a organização se tornou data-driven. O ser humano precisa encontrar sentido nos dados, portanto, comunique-os.

Outro ponto importante é o engajamento. Se você for o líder de uma organização, saiba que existe um termo na comunidade Data-Driven que é anti HIPPO (HIghest Paid Person's Opinion), ou seja, contrário ao favorecimento da opinião daquele que ganha mais. A cultura orientada a dados necessita começar na base e o ponto de vista de todos deve ter o mesmo peso independente da posição ou remuneração. Como bem disse Deming: "Sem dados, você é só mais uma pessoa com opinião.

Sempre que falo em cultura orientada a dados, me perguntam das ferramentas. A ferramenta ideal é aquela que resolve o problema. Portanto, busque capacitação. Esse é o quarto ponto. Se sua organização utiliza planilhas eletrônicas, aprenda a criar gráficos informativos. Se usa banco de dados, aprenda a linguagem SQL. Se você é estatístico, engenheiro ou cientista de dados, passe seus conhecimentos para o restante da companhia. O importante é que todos possam extrair o máximo dos dados.

O quinto ponto é a tomada de decisão propriamente dita. Pare para refletir, quantas vezes você decidiu comprar alguma coisa na internet baseado apenas no que você acha? Você terá mais sucesso em sua compra se analisar os comentários, assistir vídeos de como usar o produto e verificar a reputação do vendedor. Em sua empresa, una sua experiência com os dados existentes. Caso não haja dados ou estejam incompletos, proponha soluçõess para que novos dados sejam coletados.

Para finalizar, tenha em mente que qualquer mudança está sujeita a resistência e a potenciais riscos. Caso você seja o único na organização a querer transformar a cultura, opte pelo modelo de múltiplos impactos. Apresente a ideia, debata com os colegas e não desista, pois como disse DJ Patil: "Seja lá qual for a sua abordagem, criar uma cultura de dados é a chave do sucesso no século 21".

*Henrique Santana é Cientista de Dados na Braspag

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Como preparar sua empresa para o mundo digital

konics_alexandre.jpg*Por Alexandre Paolesch
05/06/2018 - Que é necessário digitalizar os documentos para continuar sobrevivendo no mercado todo mundo já sabe. Mas a sua empresa está preparada para a transformação digital?

O processo não é tão simples como parece. Embora ainda existam aqueles que nem começaram a se preocupar com isso (e estão correndo o risco de serem devorados pela tecnologia), temos também os que estão tentando se aventurar na transformação digital de forma não-estruturada, o que pode aumentar a chance de erros e as perdas financeiras.

Segundo o estudo IDC FutureScape: Worldwide Digital Transformation 2018 Predictions, os investimentos diretos em transformação digital vão somar US$ 6,3 trilhões para o triênio 2018–2020. Ainda assim, a consultoria alerta que 59% das empresas globais ainda estão no que ela chama "impasse digital" e permanecem enroscadas nos estágios dois ou três do índice de maturidade digital.

Abaixo listei os erros mais comuns que vejo acontecer nas empresas no processo de transformação digital:

1 – Área de TI trabalhar isoladamente dentro da companhia

Não é de hoje que ouvimos que a TI precisar estar mais próxima do negócio. A necessidade de reinventar-se digitalmente pela qual passam as empresas faz com que o CIO necessite de novas soluções de monitoramento para não perder a visão do panorama geral de TI. A área de TI deve conversar de igual para igual com as demais áreas.

2 – Processos controlados manualmente

Quando os processos não são controlados de forma automática, ocorrem as falhas humanas e isso confunde o gestor, que continua sem saber as causas dos incidentes e não consegue tomar as decisões acertadas.

3 – Contratos "sem metas" com fornecedores

Um dos erros mais comuns é manter contratos fixos e sem SLA (Service Level Agreement) com os parceiros de negócios. Para que atue em função do negócio, é fundamental que a empresa classifique os incidentes adequadamente e contrate, avalie e pague parceiros e fornecedores com base no esforço operacional e no resultado de suas entregas. Afinal, tão importante quanto ter metas é conseguir controlar e mensurar os resultados.
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4 – Manter um serviço parcial de monitoramento de dados

Seja a operação gerida pela equipe interna ou um parceiro tecnológico é essencial ter um serviço de monitoramento de dados imparcial, que possibilite coletar os dados de maneira transparente. Toda a equipe deve ser conscientizada disso para que o gestor tenha condições de melhorar a operação.

5 – Não acompanhar as rotinas em tempo integral

Manter uma política bem estabelecida de gestão de backup é mandatório para o sucesso da transformação digital. Portanto, é preciso fazer o acompanhamento das rotinas no esquema 24x7 para que seja possível identificar qualquer alteração no ambiente que possa interferir no backup. O acompanhamento de rotinas é uma prática que deve fazer parte de toda a operação de TI, controlando indicadores e analisando as causas de possíveis falhas.

Para se ter uma ideia, 80% das políticas de gestão de backup possuem falhas que não são de conhecimentos dos gestores de TI e 50% dos backups existentes não atendem uma situação de desastre. Preocupante, não?

Portanto, tenha em mente que a gestão de dados inteligente aliada a uma boa política de gestão de backup é fundamental para transformar a área de TI em uma cadeira muito mais estratégica que operacional e permitir a digitalização da sua empresa de forma segura e eficiente.

*Alexandre Paoleschi é CEO da Konics.it, empresa especializada em monitoramento inteligente de dados e gestão de backup

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O impacto que as inovações causam nas empresas

cloud_computer.jpgPor Ethevaldo Siqueira
25/05/2018 - O mundo vive hoje a maior transformação tecnológica de sua história, não apenas em quantidade de inovações quanto na velocidade com que elas ocorrem. Esse é, de longe, o maior desafio que se antepõe às empresas nas últimas duas décadas.

Uma das maiores consequências dessas transformações resulta do impacto que as novas tecnologias na vida das empresas, em especial na transição de um mundo analógico para um novo mundo totalmente digital.

Diante da digitalização dominante, muitas empresas tradicionais enfrentam o dilema terrível sintetizado na frase: “Renova-te ou perece”. Essa advertência nunca foi tão verdadeira para as empresas e outras instituições quanto neste começo do século 21.

Tomemos o exemplo da Kodak cujo sucesso se apoiou durante um século na tecnologia da fotografia e dos filmes analógicos. E, por ironia, foi a própria Kodak que inventou a fotografia digital, em 1975. Mas guardou na gaveta a nova invenção, por duas razões:

1ª) porque, no início, a qualidade das fotos digitais era bem inferior à das fotos analógicas;

2ª) porque seus acionistas decidiram que a empresa se concentrasse exclusivamente na tecnologia analógica da fotografia, na qual a empresa era líder mundial durante todo o século 20.

A decisão da Kodak foi trágica, pois, nas décadas seguintes nasciam novos concorrentes, como foi o caso da Sony, que reinventou a tecnologia das fotos digitais 10 anos depois, em 1985, e aprimorou a qualidade das fotos digitais em pouco tempo.

A Kodak havia desprezado as primeiras câmeras digitais porque ainda por volta dos anos 1980 e não tinham resolução muito superior a 10 mil pixels (ou 10 kilopixels).

Nos anos seguintes, entretanto, a resolução saltou, sucessivamente para 1 milhão de pixels (ou megapixel), 2, 5 e 10 mega. E hoje já existem câmaras ultra sofisticadas que podem registrar fotos com resolução superior a 40 megapixels – ou seja, 40 milhões de pixels.

Quem poderia prever o risco de falência em poucos anos de uma empresa como a Kodak, que, em 1998, tinha 170 mil funcionários, era líder no mercado fotográfico em todo o mundo e havia vendido até então 85% de todo o papel fotográfico comercializado mundialmente, ao longo do século 20? E mais: quem poderia imaginar que, a partir da virada do século 20 para o 21, nenhum de nós continuaria a registrar nossas fotos em filme e copiá-las em papel? Todo seu sucesso até então era baseado na fotografia analógica nascida no século 19.

A advertência dos especialistas é de que, nos próximos 10 anos, muitas indústrias poderão desaparecer por conta de razões semelhantes às que mataram uma gigante como a Kodak.

Ou ainda de outra imensa corporação, a RCA, gigante da eletrônica que foi sepultada por não acreditar no futuro do transístor e da microeletrônica. E pior: essas gigantes tradicionais do passado não enxergaram o que parecia ser óbvio para muitos.

O mundo vive o processo de digitalização acelerada das comunicações e dos processos industriais. Essa é a principal das chamadas tecnologias exponenciais, entre as muitas que ameaçam o futuro de milhões de empresas potencialmente obsoletas.

Juntamente com esse processo de digitalização, surgem muitas outras tecnologias exponenciais, como:
    • a inteligência artificial,
    • a internet das coisas,
    • a realidade virtual,
    • a energia solar,
    • a computação em nuvem,
    • os veículos autônomos e elétricos e
    • a impressão em 3D

Essas novas tecnologias começam a ter grande impacto sobre toda a indústria, o comércio, as comunicações de massa, a agricultura, o nível de empregos, a saúde humana, a longevidade, a educação e a nova escola.


  

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Publicidade digital na era dos Adblocks

iprospect_paola.jpg*Por Paola Máximo
28/05/2018 - De fato, a transformação digital não poupa ninguém. Ela revolucionou os canais de comunicação, o comércio, a sociedade e o comportamento do consumidor. Nesta última área, o "mergulho" é profundo e está em franco desenvolvimento, sendo um de seus aspectos mais restritivos – e impactantes para a publicidade e o marketing – o advento dos Adblocks. Esse movimento ocorre de forma concomitante à crescente demanda do consumidor por conteúdo personalizado e de qualidade e também a crescente aversão a abordagens de cunho estritamente comercial.

O Adblock é uma tecnologia que tem como objetivo bloquear propagandas invasivas no momento da navegação funciona em quase todos navegadores, impedindo a entrega de grande parte da publicidade digital. Boa parte dos internautas já está contratando inclusive o Adblocks Plus, ou seja, ele tá customizando a ferramenta para não receber qualquer tipo de anúncio no momento que está assistindo um vídeo no YouTube ou navegando no Facebook, por exemplo.

Em maio de 2016, o AdBlock Plus atingiu a marca de 100 milhões de usuários ativos, com cinco vezes mais em volume de downloads. Desenvolvido em 2006, o software surgiu como uma extensão gratuita do navegador, em que consumidores poderiam criar seus próprios filtros personalizados.

Os internautas bloqueiam anúncios porque boa parte deles eram invasivos e não consideravam o interesse/perfil do usuário. Já anúncios dentro do contexto, cujo foco é atender as necessidades e desejos do target tem grande aceitação por parte da população, e geram grandes resultados para clientes e para segmento de publicidade no geral. Basear as estratégias em dados (first, second e third party) é fundamental para o sucesso dessa comunicação.

Existem outras formas de bloqueio de publicidade, e eles tem cada vez mais a ver com o conteúdo entregue. Por exemplo, no YouTube Red, você paga uma mensalidade para além de ter acesso a canais exclusivos, não ter interferência de publicidade.
Já no Spotify, é o mesmo contexto, porém com conteúdo musical. Você pode não pagar nada e, em contrapartida, ter interferência de anúncios. Ambas as empresas têm públicos distintos, formatos diferentes e fontes de receita complementares: publicidade ou mensalidade de acesso à plataforma/conteúdo. Em outras palavras, temos dois modelos convivendo: de graça, mas com anúncio e pago, mas sem anúncio.

Outro exemplo de conteúdo x apresentação de publicidade, são os influenciadores digitais. Muitas vezes o próprio conteúdo gerado por esses youtubers/instagramers, são experiências com produtos e serviços, as quais são subsidiados por marcas para aparecer.

De fato, o mercado publicitário precisa de muita criatividade, estratégia baseada em dados e conteúdo relevante para o internauta deixar a publicidade chegar até ele de forma amigável. Um anúncio bem feito precisa ter uma comunicação assertiva e ser entregue no momento e lugar certo; isso é trivial para as estratégias de comunicação.

Uma boa estratégia de marketing precisa não só entender seu consumidor, mas saber como alcançá-lo, afinal, a tecnologia e conteúdo hoje se interseccionam para trazer mais relevância à nossa vida no ambiente digital.

*Paola Máximo, diretora de operações da iProspect

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