HC aprimora central de serviços de TI

digisystem_hc.jpg11/03/2020 - O Hospital das Clínicas de São Paulo (HC), maior complexo hospitalar da América Latina, enfrentava grandes desafios relacionados à sua central de serviços de TI. Comandado por diversas empresas e equipes de suporte, o sistema do hospital gerava informações descentralizadas e excesso de custos para a instituição. Este cenário resultou em um alto nível de abandono de ligações no Service Desk e um baixo índice de resolução das chamadas no primeiro atendimento. Para atender a essa necessidade, a companhia brasileira Digisystem, aprimorou o serviço da central de atendimento para solução Service Desk 5.0 no HC, resultando em mudanças positivas para os funcionários que agora passam a contar com um sistema mais ágil e eficiente, possibilitando um atendimento mais humanizado para os pacientes que entram em contato todos os dias.

A adoção da tecnologia da Digisystem promoveu melhoras significativas no sistema do Hospital das Clínicas em relação ao Tempo Médio de Atendimento com média de 02:54 em 2019. Além disso, a Resolução em Primeiro Atendimento (FCR) foi de 32,30% em 2018 e 37,68% em 2019, mesmo com a queda no total dos chamados e, o SLA de abandono reduziu inicialmente para 5,73% em 2018 e 04,72% em 2019 das ligações, chegando a 4%.

De acordo com o Diretor Executivo da Digisystem, João Paulo Nieto, o processo para apresentar uma solução de melhoria dos índices da CS começou por meio de reuniões e análise do fluxo de atendimento. "As reuniões com as diretorias e os usuários dos institutos atendidos eram necessárias para identificar os principais problemas e o que poderia evoluir. A análise do fluxo de atendimento e metodologia de gestão da Central e dos KPI's (indicadores de desempenho) da operação, nos permitiram mapear os principais gargalos", explica.

Principais desafios da jornada de atendimento no Hospital das Clínicas

Dentre os principais desafios destacam-se a robotização no atendimento percebido por parte dos usuários, a sensação de falta de resolução no primeiro atendimento telefônico e ainda a falha de comunicação entre as equipes de Service Desk e Sistemas - ocasionando interferências nos atendimentos e falta de atendimento dos chamados de sistemas com complexidades médias e altas. Também havia problemáticas como em relação à lentidão na solução do problema, desvios de fluxo constantes, rotatividade de colaboradores, sensação de insegurança por parte do usuário final e dos gestores das TI's quanto às informações da Central de Serviços e ainda uma média de 12,5% de abandono de ligações.

Nieto revela que a identificação dos desafios foi essencial para que os times de profissionais da Central de Serviços compreendessem que a excelência operacional é o primeiro passo da transformação, além de uma mudança significativa no escopo de trabalho. "Para evoluir o serviço de atendimento de TI, os indicadores de produção foram analisados durante três meses, para posteriormente seguirmos em busca de alcançar os níveis ideais de serviços planejados e desenhar uma nova estratégia, mudando a metodologia de trabalho para ganhar eficiência", esclarece.

Tecnologia com foco em melhorar a experiência do usuário

As principais mudanças para que a solução fosse implementada com sucesso incluíram o estudo das categorias eletivas que mais sofrem perdas pela central e das que podem ser absorvidas de Suporte Sistemas, revisão e ajuste dos fluxos de atendimento telefônico na Central, criação de scripts e documentos de apoio.

Para a segunda fase do projeto, relacionada à estrutura, foi realizado um ajuste na disposição dos profissionais da Central de Serviços. A equipe operacional recebeu capacitação para ir além do atendimento de informática, como fazer o gerenciamento de TI com foco na satisfação do usuário para mostrar o quanto essa área é importante para o desempenho do negócio.

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A IBM ingressa na era das tecnologias exponenciais

tonny_martins_2.jpgPor Ethevaldo Siqueira
04/03/2020 - “A evolução tecnológica que o mundo viveu até a primeira década do novo milênio foi impressionante, mas o que estamos vendo agora é algo muito maior e nunca visto antes quanto ao seu impacto, abrangência e velocidade” — afirma Antonio (Tonny) Martins, presidente da IBM Brasil, em entrevista exclusiva ao Mundo Digital. Esta é a primeira parte da entrevista, na qual o executivo nos mostra que o mundo vive um novo e poderoso processo de mudanças tecnológicas. E explica:

“Quando combinamos a velocidade, capacidade de processamento, com algo de maior magnitude, capacidade de armazenamento, evolução da engenharia de software, metodologia, criação de novos algoritmos, com as tecnologias exponenciais e 5G, essa é uma conjunção revolucionária de fatores”.

Seria esse o cenário da Quarta Revolução Industrial?

“Esse é o cenário que possibilita não apenas a Quarta, mas cria as bases para as futuras revoluções tecnológicas, com sólida base em três vertentes tecnológicas. A primeira é das tecnologias exponenciais, em que temos a Inteligência Artificial (IA) no centro dessa transformação. Mas se olharmos os grandes projetos disruptivos e inovadores, eles usam a IA, mas sempre acompanhada de outras tecnologias — como por ex. IoT, Analítica Avançada, Blockchaim, Robotização e outras.”

“Com essa primeira vertente com essas tecnologias, de modo que se possa recriar nossos modelos de negócios, ofertas de serviços, produtos, nossa forma de operar. O mais interessante é que, com a combinação dessas tecnologias e ao fazer bom uso delas, a empresa pode não apenas se reposicionar mas, também, recriar seu negócio.”

“Consegue-se algo que, no passado era muito difícil: a ultra personalização, ultra precisão, ultra assertividade, predição e escala. Essas áreas não necessariamente andam junto com a escala e com o crescimento. No passado, se falava nas dores do crescimento: a empresa crescia mas não necessariamente conseguia dar qualidade. Hoje, se consegue crescer muito, ser muito preciso, trazer mais qualidade, a um custo acessível. Em resumo: a primeira vertente é, então, a que chamamos de Inteligência Artificial e as tecnologias exponenciais.”

E a segunda vertente?

“É a da Computação em Nuvem. E hoje, temos o ponto de vista muito claro que essa computação nos possibilita usar o melhor da tecnologia sem ter que fazer investimentos significativos, na infraestrutura, na complexidade do passado e no custo de investimento.”

“E temos uma visão de que a evolução do que chamamos de Computação em Nuvem é o que estamos chamando aqui na IBM de sky computing. Porque, na verdade, em lugar de uma nuvem, nós podemos ter múltiplas nuvens. Ou seja, as empresas não vão utilizar apenas uma nuvem, mas vários provedores de nuvens. Serão nuvens híbridas, ou seja, com diferentes tipos de computação, como edging computing — com nuvens públicas e nuvens privadas. Elas serão abertas e gerenciadas. E terão que ser seguras.”

“Em síntese: nessa segunda vertente é a computação em nuvem ou sky computing, múltiplas nuvens, abertas, gerenciadas e seguras, que vão nos vão possibilitar que tenhamos cada vez mais capacidade computacional, flexível e de uma forma dinâmica.”

E como será a terceira vertente?

“A terceira vertente é a da Computação Quântica — algo que a IBM saiu na frente, com o computador quântico de 53 Qbits, que é, na realidade, uma revolução computacional. Com ele, foi repensada a computação tradicional dos zeros e uns, ou bits. A Computação Quântica, com os Qbits, nos oferece capacidades de armazenamento e de processamento infinitamente maiores, ideais para determinados trabalhos.

Com a chegada Computação Quântica, podemos prever que a computação clássica vai desaparecer?

Não. Em minha opinião, a Computação Clássica nunca vai desaparecer, mas quando se trata de cálculos de algoritmos complexos, manipulação de volumes absurdamente grandes de dados estruturados e não-estruturados, cálculos científicos e coisas muito próximas de nosso tema de Inteligência Artificial, nesses casos todos, a Computação Quântica nos dá uma capacidade de processamento infinitamente superior.

A IBM já tem em sua nuvem, para alguns clientes, uma série de serviços de Computação Quântica e que são oferecidos gratuitamente, como demonstração.

Em sua avaliação, qual é a perspectiva de tempo para a maturação da Computação Quântica, para que ela se torne disponível para as maiores empresas, universidades e laboratórios do mundo?

Nossa previsão é de três a cinco anos. E essa é uma corrida que já decorre de contratos de trabalho. Tanto assim, que temos capacidade de Computação Quântica. E um dos nossos grandes desafios será não apenas a disponibilização, mas, também, a formação de profissionais. Hoje, temos a programação clássica, em álgebra booleana, mas para a computação quântica teremos que formar programadores e operadores. Assim, vamos precisar de mão de obra qualificada, o que aumenta ainda mais nosso desafio. E isso tudo está em aberto.

Voltando um pouco à Internet das Coisas, de que maneira a IBM estará participando dessa tecnologia?

Como vimos, IoT está no grupo das tecnologias exponenciais, no campo da Inteligência Artificial, juntamente com Analítica Avançada, Blockchaim, Robotização e outras. Lembro neste ponto que a IBM tem múltiplos casos em que a empresa tem investido aqui no Brasil em várias iniciativas, para preparar nossas equipes e na de nossos clientes, para dominar todos esses avanços tecnológicos.

Quando a gente olha, por ex., esse trio Inteligência Artificial, Internet das Coisas e Blockchain, a IBM investiu no primeiro centro de pesquisas de Blockchain na América Latina, que se tornou referência. Em outubro de 2019, a IBM anunciou o primeiro registro de recém-nascido no Brasil por meio da tecnologia Blockchain, ocorrido no Rio de Janeiro. O processo pioneiro, que seguiu normas e procedimentos legais, foi possível graças à rede Notary Ledgers da Growth Tech, que fornece serviços cartoriais digitalmente, com o uso do IBM Blockchain Platform na IBM Cloud.

E temos em convênio com a USP e FAPESP, nosso primeiro Centro de Pesquisa em Engenharia em Inteligência Artificial do Brasil, IoT, Blockchain, Analítica Avançada e Robotização. Esse centro será o mais avançado do Brasil nessa área. As pesquisas serão aplicadas a diferentes segmentos do mercado, com focos em recursos naturais, agronegócio, meio ambiente, finanças e saúde, criando avanços científicos significativos e formando pesquisadores e profissionais em IA.

E o terceiro investimento foi em Cloud Computing. A IBM anunciou este ano que vamos ter a nova região de Cloud –que é será o sétimo Centro de Computação da IBM no mundo, mais moderno e mais avançado em Nuvem no Hemisfério Sul. Elevamos nossa capacidade, mais performance, mais escalabilidade, e esse

E há mão de obra disponível no Brasil para esse nível de trabalho?

A IBM está formando, com uma série de iniciativas, como por exemplo, em conjunto com o Centro Paula Sousa e o governo do Estado de S. Paulo, na formação de recursos técnicos. O Brasil precisa formar mais técnicos, a partir do ensino de segundo grau.

Quem é Tonny Martins, presidente da IBM Brasil

tony_3.jpgTonny Martins, presidente da IBM Brasil é carioca e tem 29 anos na empresa, onde começou como estagiário em programação. Sucessivamente, fez curso técnico, foi analista, consultor, e em 1994 entrou para a área de Business e foi para fora do Brasil tomar conta do setor de serviços e aplicações para a área então chamada de Mercados Emergentes, na China, em Xangai. A China já estava preparada o grande desenvolvimento econômico que viria a experimentar nos anos seguintes, com um projeto muito bem estruturado que envolvia tecnologia. Depois da China, assumiu a presidência da IBM no México e, desde o começo de 2018, a presidência da IBM Brasil.

"Ao longo das últimas décadas — conta ele — vivi períodos de muitas mudanças na IBM, porque saímos de uma indústria de TI, em que a computação era um suporte para as empresas, que, no final dos anos 1980 ajudava as áreas críticas das empresas e áreas administrativas, numa sequência de mudanças que passou pela computação distribuída, com o amadurecimento da indústria de software, que evoluiu para serviços, internet, mobilidade e agora tecnologias exponenciais. Foram ciclos de aproximadamente sete anos em que a IBM teve que se adaptar. E os anos 1990 que foram, talvez, os de maior transformação tecnológica no mundo."

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IA para micro e pequenas empresas

mentor_bi_1.jpg*Por Carlos Eduardo Colenetz
06/03/2020 - A tomada de decisão no mundo dos negócios costuma gerar muita dor de cabeça para quem está no comando das organizações. Analisar milhares de informações, verificar padrões de consumo e buscar crescimento com rentabilidade são desafios que tiram o sono até mesmo dos profissionais mais experientes.

Para quem está no controle das micro e pequenas empresas, a situação é ainda mais desafiadora. Enquanto as médias e grandes companhias têm áreas específicas e verbas destinadas ao gerenciamento de dados, o empreendedor que cuida praticamente sozinho do seu negócio precisa encontrar maneiras de se diferenciar para manter ou conquistar novos clientes.

De olho nessa realidade, o especialista em sistemas de informação Carlos Eduardo Colenetz, do Paraná, enxergou uma oportunidade e desenvolveu o Mentor BI, um método que une o uso da inteligência artificial para análise de dados, associado a um trabalho de mentoria direcionado aos pequenos negócios.

Esse sistema, que utiliza uma plataforma da Microsoft, transforma dados em informações concretas. O software integra todos os indicadores de uma empresa, gera relatórios e gráficos que facilitam a compreensão dos fatos e cria painéis dinâmicos que se atualizam rapidamente. Dessa forma, o gestor tem indicadores precisos e, em paralelo, recebe mentorias que o auxiliam na compreensão destes dados, na criação de novas estratégias e na tomada das decisões.

Diferenciais e benefícios

Outras vantagens do Mentor BI envolvem um período de testes, a facilidade de compreensão e manuseio, o preço e o acompanhamento. Após a implementação o cliente tem 15 dias para testar os benefícios, podendo ser ressarcido integralmente dos valores caso desista do trabalho.  

Enquanto um sistema de Business Intelligence para as médias e grandes empresas custa a partir de R$ 50 mil, a implantação e customização do Mentor BI sai por R$ 3.600,00. Já o acompanhamento mensal - com suporte e acompanhamento realizado por uma equipe técnica - ficam em R$ 384,00, valores que se encaixam na realidade dos empreendedores brasileiros.

Conveniências para cada perfil de cliente

O sistema que acompanha a inteligência de um negócio como esse engloba as mesmas características utilizadas pelas grandes corporações. Com isso, o dono de uma padaria consegue identificar os produtos mais vendidos em cada dia do mês, saber os horários de maior procura e até mesmo a preferência da clientela.

Com esses dados o gestor controla os estoques e a linha de produção, a escala de trabalho dos funcionários, sabe quando precisará fabricar mais pães ou tortas e em quais dias e horários. Ao mesmo tempo, pode criar um histórico de cada cliente e oferecer os itens preferidos, junto com sugestões de guloseimas e opcionais. Assim, as chances de ampliar as vendas são enormes.

O mesmo procedimento se aplica ao dono de um restaurante, a quem administra uma lavanderia, um pet shop, uma floricultura e por aí vai. E o melhor: tudo pode ser acompanhado na palma da mão, por qualquer smartphone, computador ou tablet.

Quem usa inteligência, vende mais

Pouca gente sabe, mas a seleção de futebol alemã que ganhou a Copa do Mundo em 2014 utilizou um sistema de BI para analisar o desempenho dos jogadores. Foram mensurados itens como número de passes, velocidade em campo, finalizações, defesas e penalidades.

Os relatórios produzidos após as análises dos jogos eram entregues à comissão técnica. Com base nas informações obtidas, foi possível identificar quais atletas tinham melhor rendimento e, assim, escalar os melhores titulares. Deu tão certo que eles foram campeões mundiais naquele ano.

O segundo caso envolve a Amazon, gigante do e-commerce mundial. Questões como histórico de compras e localização são informações-chave para ajustar tanto os algoritmos de marketing, quanto a estratégia de atendimento ao consumidor.

Já o sistema que analisa as compras recentes, itens deixados no carrinho e lista de desejos foram cruzados com históricos de outros consumidores com perfis semelhantes, gerando novas recomendações para capitalizar em cima de novas compras. Segundo a Amazon, este método é responsável por impulsionar a receita da empresa em até 30% ao ano.

Apesar de todos esses benefícios, o uso da tecnologia artificial no Brasil ainda é pequeno. Já na Grã-Bretanha, a pesquisa Tech Impact, realizada em 2019, mostra que companhias que usam sistemas de Business Intelligence agregados às suas plataformas de gestão vendem, em média, 24% mais.

Se por um lado a tecnologia é uma poderosa aliada no mundo dos negócios, os administradores ainda têm receio de conhecer as novas soluções, mas ficam surpresos quando veem os resultados. Por isso, enxergo um grande caminho a ser percorrido e uma excelente oportunidade para quem deseja ampliar os resultados de suas empresas.

Perfil

Carlos Eduardo Colenetz é bacharel em Sistemas de Informação, atuou em diversas companhias de tecnologia como coordenador de projetos e gerente de contas. Possui especializações internacionais em Inteligência de Negocio e Ciência de Dados.

Idealizou e desenvolveu o Mentor BI, uma solução completa para inteligência de negócios que permite transformar dados em informações relevantes. Assim, os gestores de qualquer empresa ganham uma poderosa ferramenta de trabalho que fornece gráficos, relatórios e painéis dinâmicos que auxiliam nas tomadas de decisões estratégicas e na real geração de valor aos negócios.

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Como seria o mundo sem Ethernet e Wi-Fi?

banda_larga_fixa.jpg16/03/2020 - Em 1980, o Instituto de Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE) criou um projeto de padronização para possibilitar o desenvolvimento da comunicação de dados entre dispositivos de redes locais e metropolitanas. Esses padrões, conhecido hoje como a família de padrões IEEE 802, possibilitaram o surgimento de tecnologias como Ethernet e Wi-Fi.

Atualmente a internet está tão intrínseca na sociedade que boa parte das pessoas não pensa o quanto o Wi-Fi e a Ethernet mudou a dinâmica de sua rotina. Quando surgiram, essas tecnologias não eram tão rápidas e baratas o suficiente para os consumidores. Em março de 1980, o Instituto de Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE), maior organização profissional técnica do mundo dedicada ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade, iniciou o Projeto IEEE 802 a criação de padrões técnicos a fim de garantir a interoperabilidade de redes de computadores. Foi graças a esse trabalho, que essas tecnologias ficaram do jeito que são conhecidas hoje: rápidas, conectadas e acessíveis.

Uma das grandes mudanças provocadas por essas tecnologias foi no mundo do trabalho. A conectividade com e sem fio ativada por Wi-Fi e Ethernet em dispositivos móveis e laptops possibilitou aos profissionais trabalhar a qualquer hora e de qualquer lugar. Responder rapidamente um e-mail, enviar uma mensagem, fazer chamadas de vídeo, criar grupos no whatsapp não seria possível sem os padrões de rede criados pelo Projeto IEEE 802, especialmente aqueles criados  para a Ethernet (IEEE 802.3)  e para o Wi- Fi  ( 802.11).

Além da esfera profissional, a vida social também passou por uma grande transformação.  Até 2021, estima-se que quase 3,1 bilhões de pessoas estarão usando as mídias sociais. E poderão publicar, curtir e compartilhar posts. Sem os padrões criados pelos engenheiros dos grupos de trabalho do Projeto IEEE 802 isso não seria possível.

Ao propiciar a concorrência e a inovação, os padrões de rede criados pelo  IEEE 802 ajudaram a manter os preços baixos para os dispositivos que precisam de conectividade sem fio e com fio. Além disso, eles estabeleceram regras para os fabricantes garantirem que todos os dispositivos fossem capazes de interoperar, independentemente do local de uso.

Especialistas do IEEE nos Estados Unidos podem falar sobre esse tema, além  da história dos 40 anos do IEEE 802, que viabilizou várias tecnologias utilizadas na atualidade, como Ethernet, Wi-Fi e Bluetooth.

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Diversidade e inclusão: é hora de ir além

sandra_maura_topmind.jpg*Por Sandra Maura
05/03/2020 - Faltam programas de incentivo à equidade de gênero no mercado de trabalho brasileiro. Infelizmente, essa é uma realidade inclusive na área de TI. Parece estranho, mas há algumas décadas as mulheres não podiam responder por si mesmas, não podiam votar e não eram aceitas em cargos de liderança. As decisões, independentemente do quão pessoais fossem, eram tomadas por seus pais, maridos ou irmãos. Lamentavelmente, em algumas culturas, isso ainda ocorre.

Se pensarmos que as mulheres tiveram que lutar até mesmo pelo direito de vestirem calças, algo tão simples e cotidiano, não é difícil entender por que a questão da equidade de gênero continua em pauta em pleno século XXI. Muito já foi conquistado, mas há um longo caminho a ser percorrido.

A partir dessa discussão encontramos espaço para destacar outros pontos dentro do tema diversidade corporativa. Existe uma variedade de pessoas a serem incluídas nesse diálogo, como negros, idosos, pessoas com deficiência e a comunidade LGBTQ+.

Estudos de mercado apontam que empresas com altos índices de diversidade têm 35% mais chances de obter sucesso em seu ramo de atuação. Mas, apesar desses dados, pesquisas da ONU Mulheres mostram que os comitês executivos e conselhos administrativos das maiores empresas brasileiras apresentam, respectivamente, 14% e 11% de mulheres na composição de suas equipes. Outro dado também alarmante é que o índice de mulheres em cargos gerenciais está estagnado em 30% desde 2005. Além disso, as mulheres continuam sendo minoria em áreas de exatas, como tecnologia. Há mais de uma década representamos apenas 30% dos formados nesses segmentos.

Como fundadora e CEO de uma empresa de tecnologia, não posso deixar de me preocupar com dados como esses. Não há como falar de diversidade sem inclusão, equidade e pertencimento, e esta é a cultura que adoto ao montar minhas equipes de trabalho. E no papel de uma mulher que passou pelos desafios que o preconceito estrutural nos impõe diariamente, vejo a diversidade na empresa acontecer de forma natural.

Quando passamos pelos percalços do estigma e da generalização, aprendemos desde cedo a não repetir estes erros. Passamos a enxergar a pluralidade do mundo como algo não apenas positivo, mas, essencial para as organizações. Por isso vemos que em empresas lideradas por mulheres, ou com mulheres em cargos de alta hierarquia, existe maior acolhimento, apoio e receptividade.
Para que as mudanças ocorram, o exemplo precisa vir de cima. Com esse objetivo, faço questão de que em minha empresa a liderança seja plural e inclua mulheres, homens, negros e pessoas LGBTQ+. São profissionais com diferentes históricos, perfis e conhecimentos a serem compartilhados.

É hora de olharmos além. Para que a sociedade evolua e a equidade seja real para todas as pessoas, independentemente de raça, religião, gênero ou idade, precisamos aceitar a responsabilidade que recai sobre nós e atuar de forma a capacitar novos talentos sem preconceitos. A inclusão, por si só, não é mais suficiente. Precisamos olhar adiante e adotar ações para que o nosso legado seja de desenvolvimento, oportunidade e, acima de tudo, respeito.

Na posição de tomadores de decisão, todos precisamos estar atentos aos procedimentos que são adotados em nossas empresas para garantir que as práticas estejam alinhadas ao discurso. Temos que abandonar ideias restritivas para abraçar o novo, até porque pesquisas de mercado indicam que esse é o melhor caminho para se obter resultados positivos. Não é uma tarefa fácil e, assim como qualquer novo hábito, exige treinamento diário. Mas somente dessa forma conseguiremos avançar na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. E você, já parou para ajudar a sua empresa a seguir uma nova jornada de diversidade e inclusão? Com certeza os negócios crescerão, o ambiente de trabalho se tornará mais rico e a percepção do mercado sobre sua empresa poderá ser diferenciada.

*Por Sandra Maura, CEO da TOPMIND

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O futuro do rastreamento de veículos no Brasil

getrak_1.jpg*Por Frederico Menegatti
27/02/2020 - Que o crescimento da conectividade via internet tem mudado a maneira como as organizações se relacionam em seu mercado de atuação, não é novidade. Olhando para o setor de rastreamento no Brasil, por exemplo, embora pouco falado, a tecnologia nesse segmento interfere cada vez mais no dia a dia das pessoas e empresas, facilitando e evitando grandes dores de cabeça.

De acordo com o Gartner, instituto de pesquisa e consultoria mundial, estamos em meio a uma grande revolução digital. Entre as principais tendências que impactarão o mercado de rastreamento, a chamada internet das coisas (IoT) será a protagonista da vez. Isso quer dizer que, aos poucos, tudo o que é parte da nossa rotina, desde o carro até os eletrodomésticos de uma casa, estarão conectados e irão interagir com os usuários.

Dentro desse cenário ainda há um mundo para ser desbravado. As pessoas poderão, por exemplo, perceber que o carro está chegando e conseguir abrir o portão ou acender a luz apenas por meio de um dispositivo no celular. Será uma revolução para o mercado e irá impactar de forma assertiva a vida tanto dos usuários finais, quanto das empresas e empresários do mercado automotivo.

Trazendo um olhar atento ao Brasil, a busca de serviços de rastreamento ainda é devido à preocupação com o alto índice de roubos de veículos. Mas, aos poucos esse cenário também irá mudar. Segundos dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran ), dos 66 milhões de veículos registrados, apenas 2,3 milhões possuem sistema de monitoramento e rastreamento. Acredito que com o impulsionamento da internet das coisas o termo "carro conectado" deixará de ser uma tendência e passará a ser uma realidade na vida de todos nós.

Em meus 15 anos de experiência no segmento, noto que há cada vez mais empresas procurando por soluções de rastreamento e telemetria, para que possam agregar valor aos serviços oferecidos, unindo tecnologia de ponta e técnicas de Big Data (ou banco de dados). Tanta conexão irá gerar uma gama enorme de informações, que podem ser trabalhadas para melhorar a qualidade de vida dos usuários. O gestor que souber relacionar esses dados de forma inteligente conseguirá se destacar dos concorrentes.

Atualmente, já é possível encontrar soluções completas e pouco complexas, não só para localizar um veículo, como também gerenciar frotas, planejar trajetos eficientes, avaliar o desempenho do motorista, verificar o consumo de combustível e prevenir acidentes, tudo de forma personalizada. E, na minha opinião, essa é só a ponta do iceberg, pois acredito que quem ainda não estiver utilizando o rastreamento de veículos e gestão de frotas como um novo mindset, irá perder importantes vantagens competitivas diante da concorrência.

Portanto, repense seus processos de gestão de rastreamento e aplique no dia a dia as melhores soluções para entender à necessidade de cada cliente. Somente assim as operações se tornarão, de fato, produtivas no Brasil. Vale a pena ficar de olho nas inovações que estão por vir!

*Frederico Menegatti é CEO e fundador da Getrak, provedora de tecnologia para rastreamento

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