Eis os cinco principais desafios da indústria 4.0

ind_40.png*Por Ricardo Hayashi,
24/04/2020 - Saiba quais são os cinco principais desafios que os líderes de negócios precisam vencer neste cenário da indústria 4.0: segurança, falta de habilidade, tecnologias legadas, Inteligência Artificial (IA) e, claro, conectividade

Estamos em meio à quarta revolução industrial, ou Indústria 4.0, como é mais conhecida. Claro que, junto de grandes oportunidades, surgem grandes desafios. A indústria 4.0 está cada vez mais presente e, para competir no mundo de amanhã e além, as empresas devem evoluir com o tempo. Então, a pergunta é: você está pronto para a próxima geração da indústria? E quais serão os principais desafios que você enfrentará no futuro próximo?

São cinco os principais desafios que deverão ser superados pelos líderes de negócio neste cenário: segurança, falta de habilidade, tecnologias legadas, Inteligência Artificial (IA) e, claro, conectividade.

Em primeiro lugar, a segurança dos dados certamente deve ser uma grande preocupação no cenário 4.0. A combinação de sistemas físicos e digitais em uma fábrica inteligente possibilita a interoperabilidade em tempo real - mas traz o risco de uma superfície de ataque expandida. Com inúmeras máquinas e dispositivos conectados a redes únicas ou múltiplas na fábrica inteligente, as vulnerabilidades em qualquer um desses pontos de conexão com a rede de dados podem abrir o sistema para o ataque. As empresas precisarão antecipar as vulnerabilidades do sistema corporativo e as vulnerabilidades operacionais no nível da máquina.

Em segundo lugar, temos a falta de pessoal com as habilidades necessárias para aproveitar todos os benefícios da indústria 4.0. Para implementar com sucesso novas tecnologias e otimizar as operações, a empresa deve ter uma força de trabalho que possua "destreza digital" - as pessoas devem entender como as ferramentas digitais podem auxiliar os processos de fabricação a se tornarem mais fluídos, reduzindo os desperdícios e os gargalos, evitando falhas com medidas preditivas e aumentando a eficiência operacional da planta.

Outro desafio a ser enfrentado pelos líderes de negócios é a integração e interoperabilidade de todas as tecnologias legadas. Lidar com sistemas legados é uma luta contínua, e não é novidade. Hoje, no entanto, as empresas já entenderam que, sem interoperabilidade, a sua capacidade de inovar é limitada. Por isso, é preciso contar com um fornecedor, ou melhor, um parceiro, capaz de trabalhar em conjunto para desenvolver e implementar soluções que enfatizem a modularidade, que ofereçam caminhos para atualizações ao longo do tempo e integrando as diversas soluções.

E como a principal premissa da indústria 4.0 é criar um ecossistema cada vez mais autônomo e altamente cognitivo, precisamos contar com tecnologias como a Inteligência Artificial - processo que é o nosso quarto desafio - para acelerar ainda mais a eficiência e criar novos modelos de negócio, produtos e serviços a partir dos dados coletados e analisados em toda a cadeia produtiva. E não podemos deixar de lado a oportunidade oferecida pela IA de implantar estratégias preditivas de gestão de ativos nas plantas.

E, finalmente, temos a conectividade, que vai permitir que a indústria 4.0 seja uma realidade, integrando sistemas, compartilhando dados, e transformando toda essa tecnologia em inteligência. Para isso, é preciso contar com soluções de conexões inteligentes, como as oferecidas pelas redes MESH, capazes de atender às necessidades das mais diversas indústrias, independentemente de sua localização.

Assim, para prosperar e realmente sobreviver no cenário da indústria 4.0, você precisará analisar cada um dos desafios acima e agir o mais rápido possível. Mas é importante lembrar que, acima de tudo, a indústria 4.0 exige que as empresas e organizações adotem uma nova mentalidade e cultura, entendendo o poder da interconectividade entregue pelas novas tecnologias.

Ao adotar uma nova mentalidade, atualizar a cultura da empresa, adaptar seu modelo de negócios, criar novas funções e preparar os talentos necessários para cumprir essas funções, e contar com os parceiros que dominam as tecnologias e de como aplicá-las no processo fabril, certamente a sua jornada rumo à indústria 4.0 será bem-sucedida.

*Ricardo Hayashi é responsável por produtos para Conexões Inteligentes da Atech

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Os chatbots são aliados da equipe de service desk

top_desk_guilherme.jpg*Por Guilherme Morais
23/04/2020 - Os funcionários da central de service desk devem entender que os chatbots foram criados para auxiliá-los no atendimento. A tecnologia colabora para o trabalho deles e também beneficia a experiência do usuário, sendo um diferencial para as empresas.

O chatbot é uma das ferramentas que facilita o trabalho dos atendentes de service desk. Isso graças à forma automatizada com a qual responde às solicitações dos clientes e usuários. Muitos chatbots são dotados de IA e podem interceptar as questões simples, desde que programados dentro dos critérios dos negócios, deixando os tickets complexos para a equipe que pode com empatia e conhecimento resolve-los.

Confira os tipos de consultas recebidas por uma central de service desk tradicional, mostrando quais são adequadas para a interceptação de um chatbot e as que necessitam de um profissional, a seguir.

Solicitações importantes para o cliente

São as solicitações simples e recorrentes, como a redefinição de senha. Os funcionários esquecem suas informações de acesso com frequência e é extremamente importante que eles recebam uma nova senha imediatamente. Aqui, os chatbots são a solução perfeita: eles interpretam a solicitação e sabem como garantir que o cliente receba uma nova senha. Assim, o solicitante fica satisfeito pela solução da questão, enquanto o funcionário pode se concentrar e se especializar em chamados mais complexos e de alto nível, gerando maior inteligência para a equipe de atendimento e produtividade para a empresa como um todo.

Solicitações importantes para a organização

Como gerente de uma central de atendimento, você precisa entender os indicadores e acompanhar a opinião dos clientes sobre a prestação de serviços. Perguntar aos clientes o nível de facilidade para obter as informações é mais uma tarefa ideal para um chatbot. A ferramenta coleta o feedback qualitativo enquanto o atendente conversa com o cliente. Isso fornece à central de serviços informações valiosas para aprimorar os serviços.

Com o uso de chatbots para questões simples, os profissionais de service desk pode ficar focados em tickets mais complexos, que exigem maior conhecimento do tema, da empresa e das maneiras de solucionar a questão apresentada. Os atendentes funcionam desta forma, como consultores especialistas e recebem tudo o que não pode ser resolvido pelo chatbot.

Processos muito complexos para o cliente

Alguns processos são muito complexos para o cliente, levando-o a realizar várias chamadas para a central de atendimento. Para resolver essa situação, a adoção de uma ferramenta como o chatbot pode automatizar os processos, encontrando as respostas certas para cada caso, ou indicando a área correta que irá solucionar a questão. Então, ela que será direcionada a um profissional expert.

Demais solicitações

Muitos tipos de solicitações costumam ser mais complexas para a utilização de chatbots. Logo, os atendentes da central de atendimentos são mais adequados para resolverem esses casos. Também há situações nas quais os clientes preferem falar com uma pessoa real, como quando é preciso relatar um acidente de carro a uma seguradora. O cliente busca por empatia e segurança, para ter mais certeza de que tudo ficará resolvido.

Com a automatização das solicitações mais diretas, as equipes de atendimento têm mais tempo para trabalhos desafiadores e satisfação profissional. Já os clientes recebem atendimento amigável disponível por 24 horas. E quando o chatbot não conseguir resolver a questão, ela pode ser interceptada por um funcionário, garantindo a eficiência do atendimento.

*Guilherme Morais é head de marketing da TOPdesk

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Anatel participa do Dia das Meninas nas TICs

anatel_tics_portal.jpg22/04/2020 - A Anatel e a União Internacional das Telecomunicações (UIT) comemoram nesta quinta-feira, 23 de abril, o Dia das Meninas nas Tecnologias da Informação e Comunicação (Girls in ICT Day). A ação busca oferecer mais informações sobre as TICs às meninas e encorajá-las a considerarem essa área em suas futuras escolhas profissionais. Neste ano, em função das recomendações de isolamento social decorrentes da pandemia causada pelo coronavírus, o evento será realizado virtualmente, entre 17h e 18h30. Para participar, basta acessar o endereço https://isoc.zoom.us/j/94750482382.

O Dia das Meninas nas TICs faz parte de um movimento global que busca a igualdade de gênero e combate a brecha digital desse tema, em consonância com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Desenvolvimento Sustentável. O evento, que neste ano tem o tema “Expandir horizontes, mudar atitudes”, contará com palestras de profissionais que falarão sobre suas trajetórias em estudos e trabalhos nas TICs, além de tirar dúvidas encaminhadas pelas participantes.

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Mantendo o barco à tona em águas turbulentas

sas_mavio_portela_2.jpg*Por Marvio Portela
06/04/2020 - A maioria dos gestores deve conhecer o conceito de "jogo infinito", de Simon Sinek, que faz muito sentido, considerando o território desconhecido pelo qual estamos atravessando neste momento. Então, pensei em compartilhar alguns pensamentos sobre essa ideia, que é parte das ferramentas que tomadores de decisões podem usar para manter a embarcação à tona apesar dessa turbulência. Afinal de contas, estamos todos no mesmo barco.

Para aqueles que não tiveram a chance de ler ou ouvir a respeito das ideias de Sinek, um bom resumo é que, até recentemente, nós sabíamos quem o então chamado "inimigo" era. Nós conhecíamos as regras. Quem marcasse mais pontos ganhava a partida, ponto final. Mas isso não é mais verdade.

O fato de que jogadores invisíveis podem surgir do nada é evidente mesmo nas ocorrências mais simples da vida. Outro dia, no Brasil, depois do almoço, comprei alguns doces caseiros de uma moça que os vendia em uma esquina na rua. Nós tivemos uma breve conversa, e ela me contou que seus negócios vinham diminuindo nos últimos tempos.

De volta à minha mesa, no mesmo dia, me ofereceram doces parecidos, mas lindamente embrulhados, produzidos pelo marido de uma colega de trabalho. Isso me fez pensar na moça de antes, que não fazia ideia do porquê de suas vendas estarem diminuindo ou de quem é sua concorrência. Isso reforça que o jogo não tem mais regras ou jogadores definidos.

A certeza sobre o que você precisa para vencer não existe. E isso nunca acabará.

No contexto atual, é muito provável que a gestão de muitas empresas entre em pânico ou se deixe distrair dos objetivos que ainda precisam ser alcançados para simplesmente manter o barco em movimento ou para oferecer caminhos para as equipes seguirem, apesar dos desafios.

É muito difícil, principalmente em um contexto de trabalho remoto, não seguir a evolução da tragédia humana trazida pelo novo coronavírus. Mas talvez a mudança atual na ordem mundial e o movimento em direção a um jogo ainda mais infinito possam trazer algumas lições valiosas que devemos manter na nossa mente conforme nós enfrentamos tudo isso.

Apesar de eu não querer ser determinista em um cenário tão desafiador, vale a pena pensar no que manterá as empresas à tona em tempos assim. Para isso, eu vou, novamente, utilizar as reflexões de Simon Sinek que datam de alguns anos atrás.

Na sua famosa palestra "Comece pelo por que", no TED Talk de 2013, Sinek propõe um argumento muito atraente sobre propósito, começando pela pergunta "por que". Por que sua empresa existe? Por que você consegue agregar valor para o cliente? Por que eles deveriam se importar?

No SAS, nós acreditamos que a curiosidade é o motor que aciona tudo que fazemos - e, nesse contexto, "por que" é nossa pergunta mais frequente. E esse é o motivo de termos passado pelos altos e baixos da economia global por mais de 40 anos. É o que nos mantém no jogo, que, até onde sabemos, sempre esteve em evolução.

Entretanto, perguntar "por que" não é o único ponto relevante ou mesmo o mais importante na situação que enfrentamos atualmente. O "quem", neste momento, deveria ser a preocupação primordial de qualquer tomador de decisões. Os indivíduos que estiveram com você por toda a jornada até agora.

As pessoas da organização são o elemento mais poderoso e crucial para lidar com o jogo infinito.

Assim como manter a comunicação, os objetivos e o espírito de equipe consistentes mesmo trabalhando separados, gestores também precisam proporcionar liderança baseada em valores que vão além de números para garantir que isso permaneça sustentável.

Quando se trata do jogo infinito, isso significa ser capaz de adotar uma abordagem colaborativa, ágil e flexível, necessária para garantir a continuidade do jogo. Não é necessariamente jogar para vencer, mas, sim, jogar para permanecer no jogo. Para fazer isso, você precisa colocar suas melhores habilidades humanas em uso, como a de ouvir todos os envolvidos - funcionários, clientes, parceiros - para que as necessidades em evolução possam ser consideradas e todos possam ter uma chance de jogar.

Mas, acima de tudo, nós precisamos ser gentis uns com os outros. Vivemos tempos preocupantes, em que muitos dos nossos colegas, seus amigos e familiares podem, a qualquer momento, ser afetados pela propagação do novo coronavírus. Bondade é o recurso mais poderoso que você pode usar para continuar fazendo seu trabalho o mais humanamente possível - e é algo pelo qual você definitivamente será lembrado quando, finalmente, deixarmos este momento para trás.

Por favor, cuide-se.

*Marvio Portela é vice-presidente do SAS para América Latina

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DataRobot abre plataforma de IA contra COVID-19

robo.jpg03/04/2020 - A DataRobot está disponibilizando gratuitamente sua plataforma aos interessados ​​em utilizá-la para ajudar no esforço de resposta ao coronavírus. Em colaboração com a Amazon Web Services (AWS), a empresa fornece acesso gratuito às soluções de Machine Learning automatizado e de preparação de dados Paxata para os participantes da competição Kaggle, patrocinada pelo Escritório de Política e Tecnologia da Casa Branca para pesquisas relacionadas ao COVID-19. A plataforma corporativa de IA da DataRobot oferece modelos de aprendizado de máquina prontos, que permitem aos clientes implementar, monitorar e gerenciar dados em escala.

"Somos inspirados pela paixão de nossos funcionários, clientes, parceiros e comunidade de ciência de dados, que manifestaram interesse em identificar maneiras de colaborar na busca de soluções para esta pandemia global", disse Phil Gurbacki, vice-presidente sênior de produtos e experiência do cliente da DataRobot. "Ao abrir nosso software para aqueles que investigam o coronavírus, inclusive no Brasil, esperamos acelerar o ritmo da pesquisa para atenuar as dificuldades geradas pela pandemia", explica Rodrigo Bertin, diretor de AI Success da DataRobot Latam.

Com a solução da DataRobot, os pesquisadores podem automatizar todas as etapas necessárias para criar, implantar e manter uma IA robusta, gerando previsões poderosas. Para preparar melhor os pesquisadores e reduzir drasticamente o tempo de preparação de dados, a DataRobot pré-carregou todos os conjuntos de dados de pesquisa abertos sobre COVID-19 com a utilização da DataRobot Paxata Cloud Free. A equipe também agregou 132.000 artigos individuais em um único conjunto de dados para dar aos pesquisadores um bom embasamento para iniciar os trabalhos.

Dessa forma, os pesquisadores terão as ferramentas necessárias para realizar a modelagem relacionada ao COVID-19, fornecendo informações vitais que os governos federal, estaduais e locais podem usar para orçar recursos e tomar medidas preventivas. Além de oferecer sua plataforma gratuitamente, a DataRobot disponibilizará recursos dedicados para cientistas de dados com a ajuda da equipe de AI Success.

Nos Estados Unidos, cientistas de dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) estão usando a plataforma DataRobot numa força-tarefa para fazer previsões contínuas sobre quais municípios poderão ter mais casos relatados. Os resultados das previsões estão sendo compartilhados com as equipes de governo e com os principais membros do Congresso, para que eles possam lidar de maneira mais proativa com o surto.

"Esperamos que trabalhos semelhantes possam ser desenvolvidos junto a instituições de pesquisa e hospitais no Brasil, neste momento em que há um aumento de pessoas infectadas", ressalta Rodrigo Bertin. O balanço mais recente do Ministério da Saúde aponta 7.910 casos confirmados e 299 mortes. São Paulo contabiliza 3.506 casos confirmados e 188 mortes.

"Temos certeza de que poderemos contribuir com informações relevantes para tentar prever os locais onde a contaminação será maior e, dessa forma, atuar de maneira mais rápida para mobilizar as equipes médicas e conter a propagação do vírus", complementa o diretor de AI Success da DataRobot Latam.

Os interessados em participar do programa de resposta ao COVID-19 da DataRobot deverão se inscrever acessando este link: datarobot.com/covid-19/.

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Gartner adia a conferência sobre Data & Analytics

data_analytics_2.jpg30/03/2020 - Devido a preocupações contínuas sobre o surto de Coronavírus (COVID-19), a Conferência Gartner Data & Analytics, que estava programada para acontecer em São Paulo, nos dias 19 e 20 de maio foi adiada.

“Garantir a saúde e a segurança de nossos clientes e funcionários é a nossa maior prioridade. Portanto, com muita cautela, acreditamos que esta é a decisão certa, diante dos crescentes riscos à saúde pública,” informa a consultoria.

O Gartner pretende reagendar esta conferência para o final de 2020.

 

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