O futuro do Open Banking na sociedade atual

open_banking.jpg*Por Victor Rodriguez e Stefan Wysocki
21/10/2019 - O termo Open Banking tem se tornado cada vez mais popular. Discussões a respeito das oportunidades e consequências que esse novo tipo de negócio traz para empresas e consumidores estão por todos os lados e, diante de tantos argumentos e pontos de vista variados, não é difícil que este conceito gere confusão.

Questões como "os bancos tradicionais irão perder espaço?", "que players farão parte dessa nova tendência?" e "o que de fato significa open banking?" são comuns. Esclarecê-las é fundamental para garantir o pleno entendimento dos conceitos e o consequente desenvolvimento desse novo modelo que se apresenta e deve se consolidar nos próximos anos.

Voltando um pouco no tempo, é interessante observar como esse termo ganhou espaço ao redor do globo. Na Europa, foi impulsionado pela regulamentação (o número de APIs expostas era praticamente inexistente em 2015 e cresceu exponencialmente desde 2016, quando os esboços do escopo da regulação europeia começaram a ser publicados). Já nos EUA, cresceu foi impulsionado a partir de uma necessidade dos participantes (do mercado) e, atualmente, está em discussão com órgãos reguladores como determinar alguns padrões de comunicação entre as empresas.

Saindo da história e partindo para os termos práticos do que esse termo significa, é necessário lembrar que Open Banking não deve ser confundido com banco digital. O primeiro é um conceito muito mais amplo, ligado às regulações criadas para que as instituições financeiras permitam aos seus clientes compartilharem seus próprios dados com terceiros. Isso é possível por meio de interfaces de programação de aplicativos ou APIs – padrões cujo foco é permitir que o software de uma empresa tenha acesso a informações de outra.

Esclarecida a diferença, é necessário partir para um segundo raciocínio: o papel do Open Banking na sociedade atual. Embora ele não acabe com o sistema bancário tradicional, é inegável que ele dará aos clientes mais poder para mudar de empresa e escolher produtos, o que significa que os bancos enfrentarão mais concorrência não só de concorrentes tradicionais, como também de novos entrantes como gigantes de tecnologia e fintechs.

Isso não quer dizer que o Open Banking, isoladamente, seja capaz de aumentar a inclusão financeira. Ele é parte de uma transformação ampla que inclui ações claras e direcionadas do governo, agentes reguladores e empresas, sendo estas últimas responsáveis por proporcionar produtos e serviços financeiros customizados e direcionados para este segmento da população brasileira.

Respondidos estes pontos, espera-se que, com o Open Banking, os bancos sejam capazes de competir pela experiência do cliente, o que significa que os players estabelecidos deverão fazer um esforço no sentido de melhorá-la e adotar a inovação. Em vez de representar uma 'sentença de morte' para os bancos, o Open Banking representa uma oportunidade para inovar e transformar os principais serviços e produtos existentes hoje.

Ações nesse sentido já estão em prática. Um importante banco do país, por exemplo, lançou um portal que concentra as APIs de alguns dados que a instituição possui e os fornece aos desenvolvedores de aplicativos, que, por sua vez, vão colaborar com a criação de produtos financeiros ainda melhores, mais competitivos e personalizados.

Com mais dados e informações, consequentemente teremos um aumento na responsabilidade dos custodiantes das informações. Dessa maneira, o Banco Central deve criar requisitos e padrões que diminuam fortemente o risco de vazamento de dados. Além disso, as empresas devem buscar cada vez mais criar estratégias de cibersegurança e o próprio governo criou leis como a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) para garantir que o consumidor não tenha informações sensíveis obtidas por terceiros não autorizados.

Um exemplo claro desse movimento é a regulação da União Europeia, o PSD2, que definiu uma série de requisitos mínimos para os participantes que estiverem interessados em abrir seus dados. Algumas dessas exigências incluem processos rigorosos de autenticação de clientes, padrões de segurança com base em melhores práticas internacionais e níveis mínimos de tempo para entrega dos dados entre as empresas, por exemplo.

O impacto disso para o mercado brasileiro está cada vez mais próximo: recentemente, o Banco Central divulgou um comunicado N° 33.455 com os requisitos fundamentais para a implantação do Open Banking. Segundo o comunicado, os dados a serem compartilhados serão relativos a produtos e serviços, dados cadastrais, dados transacionais e serviços de pagamento. Essas informações deverão ser compartilhadas pelas instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central, sempre com o consentimento do cliente. A expectativa é que o modelo de Open Banking seja implementado a partir do segundo semestre de 2020.

Estar preparado para o Open Banking é uma premissa fundamental para todas as instituições financeiras do país. Mais do que um avanço, essa nova tecnologia representa uma nova forma de se relacionar com clientes, transformando todo o setor.

*Por Victor Rodriguez e Stefan Wysocki, gerente executivo sênior e consultor sênior da Minsait, uma empresa Indra, no Brasil

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Telemedicina: potencial revolução na área da saúde

docway_fabio_tiepolo.jpg*Por Fábio Tiepolo
21/10/19 – A Telemedicina é um termo que engloba a utilização de ferramentas tecnológicas para facilitar o acesso e atendimento à saúde para a população. De acordo com o artigo "Telehealth", do The New England Journal of Medicine, existem quatro objetivos a serem alcançados pelo sistema de saúde que podem ser auxiliados por esse método, são eles: melhorar a experiência do paciente durante o atendimento, melhorar a saúde da população, reduzir o custo per capita de cuidados com a saúde, e melhorar a experiência em serviços de saúde.

"É inegável que se trata de um inevitável avanço para a medicina brasileira. Aliás, os principais países do mundo já usam o modelo como uma ferramenta de acesso à saúde e para a redução de custos. Além disso, é uma excelente ferramenta para viabilizar os sistemas de saúde e otimizar o tempo médico, gerando benefícios para todos os envolvidos e colocando o Brasil em linha com as boas práticas adotadas por outras nações", comenta Fábio Tiepolo, CEO e fundador da Docway, uma das principais startups de tecnologia na área da saúde no Brasil.

Entre as vantagens da telemedicina, estão, por exemplo, a facilidade de acesso a serviços após o horário normal de funcionamento e a redução do incômodo do paciente e família com locomoção até centros médicos. A telemedicina pode, ainda, promover serviços como agendamento de consultas e prescrição de remédios já receitados anteriormente. Existe uma urgência em aumentar a evidência das aplicações de tecnologias ligadas à telesaúde, já que as clínicas e pacientes estão cada vez mais familiarizados com o uso de ferramentas tecnológicas para facilitar o dia-a-dia.

Toda essa tecnologia engloba, por exemplo, consultas em tempo real com especialistas em áreas como cardiologia, dermatologia, psiquiatria, infectologia, reumatologia e oncologia; atendimentos primários por telefone, e-mail ou vídeo; prescrição e monitoramento de medicações, gerenciamento de tratamentos a longo prazo; tecnologia de transferência de dados e imagens de radiografia; serviços prestados dentro de hospitais, como emergências e traumas, derrames, unidade de tratamento intensivo, cuidados com ferimentos; e consultas especiais realizadas por videoconferência e transmitidas com segurança por imagens em alta resolução.

De acordo com Tiepolo, "A Docway está caminhando junto com esse novo modelo de telemedicina. A gente já tem um sistema 100% operacional, mas ainda estamos aguardando a regulamentação pra colocar pra rodar. Por enquanto, a gente vem apostando em teletriagens e orientações, que fazem uma grande diferença quando uma pessoa não sabe se deve ou não ir a um posto de atendimento. E a gente percebe que cresce cada vez mais o número de pessoas que evitam esse deslocamento desnecessário", completa.

Há mais de três anos em debate no Brasil, a telemedicina ainda não foi autorizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). A proposta foi discutida em fevereiro deste ano, oficialmente, a norma não entrou em vigor, mas já está despertando dúvidas e muito interesse por parte das administrações públicas e dos próprios profissionais.

A resolução debatida foi composta por 23 artigos, e trouxe uma série de princípios e regras que devem ser respeitados. Em tese, a teleconsulta será permitida após consulta presencial inicial, ou se o paciente estiver em locais remotos e de difícil acesso. "À medida que mais pacientes se tornam proativos sobre o uso de tecnologia para gerenciar sua saúde, eles também estarão mais abertos a novas alternativas para se cuidar através da telemedicina. É uma evolução natural dos cuidados de saúde no mundo digital. A cada dia, torna-se mais indiscutível a capacidade que ela tem de melhorar a qualidade, a equidade e a acessibilidade", diz um texto, disponível na resolução, apresentando as razões para introduzir o conceito no país.

Em países onde já é uma realidade, a Telemedicina apresenta números muito interessantes e empolgantes. Uma pesquisa realizada pela consultoria Towers Watson mostrou que o potencial de economia da Telemedicina nos Estados Unidos seria de US$ 6 bilhões por ano para as empresas. Na Inglaterra, um programa de telemedicina, que envolveu 6 mil pacientes (sendo 3 mil deles com diabetes, problemas cardiológicos ou pulmonares) e 238 médicos, apontou benefícios para todos os envolvidos. Uma redução de, ao menos, 8% nas tarifas e um potencial de queda de 45% nas taxas de mortalidade; de 20% nas admissões por emergências; de 14% nas consultas eletivas; e de 15% no atendimento a acidentes e emergências.

"No entanto, não se trata somente de regulamentar e esperar que o sistema funcione de forma adequada. Os médicos precisam se capacitar para dar conta dessa nova demanda: há uma diferença clara entre querer atuar com a telemedicina e saber fazê-la", explica Fábio Tiepolo. "Os profissionais precisam ser treinados em diversas frentes, como no uso de equipamentos específicos. O médico vai precisar criar meios para que o paciente receba a melhor assistência possível por meio de vídeo", completa Fábio.

A Docway acredita que toda e qualquer pessoa com uma necessidade de atendimento médico faça parte desse público que vai se beneficiar com a telemedicina. Existem as exceções, nas quais o paciente precisa ser encaminhado imediatamente para um pronto atendimento, porém, para que haja a certeza dessa necessidade, o atendimento à distância pode dar uma assistência e uma solução quase imediata em casos menos complexos.

*Fábio Tiepolo é CEO da da startup Docway

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Fazenda conectada traz produtividade no campo

agronegocio.jpg21/10/2019 - A internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), caracterizada por dispositivos que se comunicam sem interferência humana, enviando e recebendo dados on-line, vem moldando uma nova forma de conectar aparelhos domésticos, carros, máquinas e equipamentos diversos. Essas mudanças já chegaram também nas fazendas e não são poucas as novidades que circulam no campo como, por exemplo, sensores em plantadeiras e colheitadeiras, drones, sistemas de irrigação e outras máquinas inteligentes que conversam entre si e podem gerenciar o uso de energia e insumos e tornar o processo produtivo mais eficiente.

O tema “IoT na Agricultura” estará no centro dos debates do XII Congresso Brasileiro de Agroinformática (SBIAgro 2019), principal evento científico da área de informática aplicada à agricultura no Brasil, que acontece em novembro, em Indaiatuba (SP), organizado pela Embrapa Informática Agropecuária, Fatec Indaiatuba e Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

O presidente da John Deere do Brasil, Paulo Hermann, fará a palestra de abertura do evento, no dia 11, quando falará sobre os desafios da IoT na agricultura e a maneira como a indústria de máquinas e implementos agrícolas está se preparando para contribuir com o setor produtivo nesse tema.

De acordo com Hermann, a John Deere acredita e investe no desenvolvimento de máquinas conectadas e no uso dessa tecnologia para aumentar a produtividade e reduzir os custos dos produtores. Hoje, todas as máquinas de médio e grande porte da fabricante são produzidas com dispositivos IoT com possibilidade de serem conectadas.

Segundo ele, já existem milhares de opções e alternativas de uso de IoT na agricultura e também vários desafios. O primeiro deles, fator determinante de sucesso, é a necessidade de demonstrar o valor da internet das coisas para o produtor. “O segundo desafio é ajustar IoT para o ambiente agro. Essa é uma preocupação eminente que o produtor tem que colocar na mesa, pois, muitas das soluções que estão sendo apresentadas ao setor não levam isso em consideração. Em terceiro lugar, estão o uso e a disponibilização dos dados gerados por IoT, tanto para o produtor quanto para as empresas: informações relevantes, simples e de fácil compreensão para tomada de decisões”, explica.

A John Deere investe em pesquisa e desenvolvimento continuamente “para aprender rápido e, em alguns casos, falhar rápido”, diz Hermann. “Estamos muito próximos do produtor e compartilhamos de seus anseios e preocupações. Sabemos que ele não vai colocar seus investimentos em algo que não traga retorno. Já temos história com o produtor e passamos por outras revoluções, como o arado autolimpante, mecanização e o trator. Agora chegou a digitalização”, complementa.

Para Hermann, este é um novo momento que demanda outra velocidade para acompanhar essa transformação. Durante o SBIAgro 2019, ele deve falar sobre a criação do terceiro centro de desenvolvimento de software para Agricultura de Precisão da empresa, com profissionais especializados no mercado local.

“São especialistas em agronomia, trabalhando juntos na criação de conceitos, com base em dados históricos de um determinado talhão, combinados com sensores coletando dados em tempo real e gerando insights, comandos para as máquinas e orientação para tomada de decisão dos operadores, gestores e concessionários sobre o que fazer na lavoura, quando fazer e de que forma fazer”, afirma Hermann.

“Estamos criando competências para nosso futuro em tecnologias de sensores, análise de dados, inteligência artificial e aprendizagem de máquina, investindo nas pessoas e adquirindo conhecimento”, conclui.

SBIAgro 2019

O XII Congresso Brasileiro de Agroinformática (SBIAgro 2019), que acontece de 11 a 14 de novembro, tem como objetivo promover o compartilhamento de resultados de pesquisas, a troca de ideias sobre trabalhos em andamento e a inovação no setor. O evento conta ainda com a segunda edição do SBIAgro Conect@, evento paralelo de relacionamento entre instituições, empresas, investidores e desenvolvedores de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). O Conect@ visa proporcionar um ambiente para networking, articulação de negócios, parcerias em pesquisa, desenvolvimento e inovações.

Serviço:
Congresso Brasileiro de Agroinformática (SBIAgro)
Data: 11 a 14 de novembro de 2019.
Local: Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec), campus de Indaiatuba (SP).
Informações e inscrições: https://www.embrapa.br/sbiagro/iot-na-agricultura

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Qual a situação do Brasil na "internet das coisas"?

lintech_ai.jpg*Por Gerson Casarim
08/10/2019 - A automação residencial tem se tornado cada vez mais popular, trouxe conforto, praticidade e segurança para mais de 300 mil casas que aderiram a essa nova tendência, e com um potencial para atender mais 1,8 milhão de lares no território brasileiro. Dentro de suas possibilidades encontram-se iluminação inteligente, sistemas de climatização, monitoramento 24 horas, equipamentos de audiovisual, trancas e interfones. Aparentemente a casa dos "Jetsons" está mais próxima do que era esperado, mas será que o Brasil está pronto para receber toda essa tecnologia?

Estamos falando de um mercado com previsão anual de crescimento de 11,35% de 2013 até o ano que vem, 2020, o que é muita coisa, porém, tem-se ainda um déficit de 1,5 milhão de residências que poderiam ser automatizadas, mas não são, e os motivos são diversos. Por se tratar de uma novidade e com a leve melhora que a economia vem demonstrado desde a crise de 2016, a procura por empresas do ramo acarretou num rápido aumento no número de fabricantes. Entretanto, tal crescimento necessita ser estruturado para que possa se consolidar, canais de distribuição e políticas comerciais e de suporte, são dois exemplos de atividades que ainda estão se desenvolvendo.

O perfil dos consumidores

Bem no começo de tudo, logo que se deu o 'boom' da informática, as pessoas eram um tanto quanto céticas sobre a automação, muitas delas até mesmo receosas quanto aos novos recursos, porém o tempo e a informação as fizeram abrir as portas de suas casas para nós. Contudo, este excesso de demanda não consegue ser suprido pelos profissionais aptos para esse serviço. Trata-se de um Integrador de Sistemas residenciais, responsável por desenhar um projeto específico para cada habitação e de acordo com a necessidade do contratante, ele irá acompanhar o processo inteiro, desde o orçamento até a entrega.

Acredito que o maior desafio a ser enfrentado hoje seja fazer as pessoas perceberem os benefícios a médio e longo prazo que a automação traz ao cotidiano delas, veja, hoje a energia está caríssima, um sistema inteligente está programado para ajustar um ambiente e atender as condições de luz e temperatura, além disso, também é possível monitorar o consumo e fazer uma melhor administração dele.

*Por Gerson Casarim, dono da empresa Lintec

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Mercado de serviços de TI cresce 6,1%

trends_3.jpg03/10/2019 - O mercado nacional de serviços de TI cresceu 6,1% no primeiro semestre de 2019 na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o estudo IDC Semiannual Services Tracker 2019H1 da IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e de conferências para indústrias de Tecnologia de Informação e Comunicações. Entre as demandas que influenciaram este resultado destacaram-se as migrações de workloads (cargas de trabalho) para a nuvem, os serviços de suporte e consultoria para adoção de tecnologias como Inteligência Artificial e Big Data & Analytics e os serviços dos Cloud Providers (provedores de nuvem), que fornecem infraestrutura, plataformas e/ou softwares por meio de rede.

A área que mais se destacou no mercado de serviços de TI no primeiro semestre de 2019 foi a de Managed Services ou serviços gerenciados, uma tendência prevista pela IDC no início de 2019 para alcançar uma TI flexível no ponto de vista, não só de operação, mas de custo.

No período, os destaques foram o segmento das médias empresas, que se tornou alvo de grandes provedores de serviços com ofertas mais estruturadas, e o mercado financeiro, que registrou importantes movimentações dos bancos tradicionais, fintechs e bancos digitais. “Os investimentos feitos pelas empresas do mercado financeiro, por exemplo, são benéficos para o cliente, que tem sua experiência de usuário mais ágil e fluida, e para o mercado como um todo, promovendo a competição e busca por excelência”, explica Luiz Monteiro, analista de pesquisa e consultoria em serviços de TI da IDC Brasil.

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Inteligência artificial contra fraudes em publicidade digital

clique_falso_2.jpg02/10/2019 - O aumento do peso do marketing digital dentro do budget publicitário de grandes empresas traz junto à esperança de um retorno de investimento mais elevado. No entanto, a crescente indústria de fraudes em anúncios na web - que deve causar prejuízos de US$ 42 bilhões neste ano, de acordo com a Juniper Research -, coloca isso em cheque. Para mitigar esse problema, a martech israelense ClickCease aposta em inteligência no bloqueio de cliques falsos.

Para fazer isso, a empresa emprega algoritmos proprietários que estabelecem padrões de navegação com o objetivo de identificar quando a fonte de tráfego é inautêntico. Isso significa, por exemplo, notar acessos repetitivos de um mesmo endereço, ou cruzar referências casos que aconteceram a outros clientes e bloquear fontes reincidentes em cliques falsos.

“A tecnologia é baseada em machine learning, então está se sempre se auto aprimorando para detectar e bloquear com mais eficiência fraudes em publicidade digital”, explica Michel Primo, da ClickCease. De acordo com uma estimativa do grupo, até 20% dos cliques são falsos.

Para descobrir se a sua empresa sofre com o problema, a martech oferece um período de testes gratuitos da ferramenta. No modelo padrão, que faz o bloqueio automático de fontes de acesso inautênticas além de análise de conversão dos anúncios, é possível utilizar o produto por até 14 dias sem pagar nada.

Entenda as fraudes na publicidade digital

Em geral agrupadas sob diversos guarda-chuvas, as fraudes em marketing digital seguem dois principais caminhos: cliques falsos em banners e links patrocinados que consomem orçamento dos anunciantes sem entregar público qualificado em troca ou páginas maliciosas que escondem no seu código métodos para os anúncios sejam acessados sem, no entanto, exibi-los para ninguém.

Há diversas formas de levar a cabo esses golpes, desde as mais sofisticados, com bots programados para clicar de forma ininterrupta em anúncios, até fazendas de clique onde diversas pessoas são contratadas para fazer o mesmo, e mesmo disputas comerciais onde um concorrente acessa anúncios de outro de forma a prejudicá-lo.

Independentemente do caminho, o resultado é sempre o mesmo: prejuízo para quem investiu na publicidade digital. “Estimamos que as fraudes do tipo têm crescido 50% ano a ano”, afirma Primo. “Para quem quer ou precisa continuar a aproveitar os benefícios de anúncios na web, é indispensável encontrar uma maneira de lidar com o problema.”

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