Mustang: AppLink e apps com comando de voz

mustang_syncapplink2.jpg14/01/2014 - A Ford apresentou na CES 2014, a maior feira de tecnologia do mundo, em Las Vegas, uma nova versão do sistema AppLink e aplicativos que permitem desde reservar uma vaga de estacionamento até pedir pizza por comando de voz. O novo Mustang, eleito o "carro oficial" da feira, será o primeiro modelo nos Estados Unidos a oferecer o equipamento.

Entre outras aplicações, a nova versão do SYNC AppLink permite o acesso a vários dados do veículo em tempo real, como velocidade, aceleração, hodômetro e localização, para personalizar a experiência do usuário. O sinal do GPS, por exemplo, pode dar uma localização mais exata para pesquisa de serviços que o celular.

Novo funcionamento

Além de um sistema aprimorado de comando de voz, a nova versão do SYNC AppLink incorpora novas funções e menus mais simples para tornar seu uso mais intuitivo. Para iniciar um aplicativo, por exemplo, basta apertar o botão de voz na direção e dizer o seu nome, sem ter de falar antes o comando "aplicativos móveis".

A opção de usar o sistema de reconhecimento de voz do aparelho, ou outros na nuvem, permite ao motorista manter o mesmo padrão de voz para controlar o aplicativo quando está conectado ao veículo ou fora dele. O equipamento oferece ainda a leitura automática de alertas em voz alta quando o motorista entra no carro.

Os aplicativos

O pacote de novos aplicativos para o sistema SYNC AppLink que a Ford apresentou na CES e estarão disponíveis em breve no mercado norte-americano inclui:

• "HABU Music", da Gracenote, o primeiro aplicativo que permite ao motorista tocar automaticamente listas de músicas montadas por gêneros musicais;
• "Parkopedia", para localizar vagas de estacionamento disponíveis na região e saber preços. O sistema conta com mais de 28 milhões de pontos de estacionamento registrados nos EUA;
• "Parkmobile", para pagar o estacionamento usando o smartphone, com cartão de crédito ou débito;
• "ADT Pulse", para ligar ou desligar remotamente sistemas de segurança em casa ou no trabalho e verificar se portas e janelas estão fechadas;
• "Easy Order", para fazer pedidos de entrega e retirada de pizza na Domino´s Pizza, a maior rede mundial do gênero.

Comentário (0) Hits: 533

CEOs apostam no uso de novas tecnologias

14/01/2014 - Uma pesquisa realizada pela revista Forbes, com 409 CEOs do varejo, distribuídos em oito países, foi o destaque do painel "Navigating Retail's Relentless Reality: What CEOs Are Doing To Thrive in a Consumer-Driven World", painel da NRF 2014. Destes 409 CEOS, 53% estão entre os 1000 maiores varejistas o mundo – e 27% entre os 250 maiores, o que mostra a representatividade do estudo. "O mercado está mudando. Alguns estão otimistas em relação ao futuro; outros, não", diz Hamish Brewer, CEO da JDA, empresa de software e parceira da Forbes na pesquisa.

O modelo de negócios de varejo, segundo Brewer, não mudou muito nos últimos 50 anos. Mas, com o desenvolvimento de novas tecnologias, evolução do canal de vendas, da cadeia de suprimentos e do surgimento de uma nova mentalidade de consumo, tudo vai mudar – e, nesse ponto, a maioria dos executivos está de acordo em relação a uma mudança inevitável no panorama de varejo.
O ambiente de negócios está cada vez mais complexo, seja em função da tecnologia, seja em relação à concorrência. Um dos efeitos dessa mudança é o desafio de não apenas oferecer disponibilidade de produtos, mas dar visibilidade ao produto. É mostra-lo em todos os canais de venda, utilizando o estoque da empresa da melhor maneira. "Isso requer uma infraestrutura tecnológica forte, pois um produto demandado pelo site eventualmente terá de ser buscado no estoque da loja física, sem que o consumidor tenha a menor ideia do que aconteceu no meio deste processo", afirma Alberto Serrentino, sócio da GS&MD Gouvêa de Souza.
Nos últimos tempos, fala-se muito numa mudança inexorável no processo comercial, especialmente na criação do chamado "omni channel" – um canal de vendas que cercará o consumidor em todas as oportunidades que surgem durante o dia a dia. Para os CEOs ouvidos por Forbes, 34 % deles consideram o "omni channel" inevitável, que vai ocorrer num futuro próximo. Os varejistas, ainda, consideram o "omni channel" uma "ameaça inevitável". Isso porque muitos fabricantes vão utilizar essa plataforma de vendas, o que pode reduzir os resultados das lojas físicas.
Mais que dois terços dos pesquisados estão otimistas. Cerca de 69% acreditam em crescimento para suas operações de varejo. Os CEOs alemães, entre todos, são os mais confiantes em apostar no crescimento.
O chamado cliente da Era da Informação também foi abordado no painel. Ele quer ter tudo à disposição, em qualquer lugar e a qualquer hora. "Nossa prioridade é manter o cliente voltando para nossa loja", diz Ken Hicks, Chairman e CEO da Foot Locker. "Para isso, nós treinamos e armamos os vendedores com as mesmas ferramentas de informação que o cliente tem na mão – smartphones e tablets".

Comentário (0) Hits: 461

VMware nomeia Ben Fathi como novo CTO

Ben_Fathi_VMware.jpg13/01/2014 - A VMware anuncia Ben Fathi como novo Chief Technology Officer. Fathi atuou mais recentemente como vice-presidente sênior de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) na VMware e está na empresa desde 2012. Fathi oferece experiência na gestão de grandes equipes globais e em inovação, com foco nas necessidades dos clientes e na qualidade dos produtos. Esta nomeação passa a valer imediatamente e Fathi vai se reportar a Pat Gelsinger, Chief Executive Officer da VMware.

"À medida que simplificamos cada vez mais a complexidade da TI em todo o data center para os nossos clientes, dependemos dos nossos líderes de tecnologia, como Ben Fathi, para garantir o foco na inovação combinado com o seu histórico de entregar produtos de alta qualidade", afirma Gelsinger. "Estou feliz em ter Ben como o novo CTO da VMware, já que ele vai liderar o desenvolvimento de produtos e programas, colaborar com a comunidade acadêmica e oferecer liderança para a nossa comunidade de P&D agora e nos próximos anos."

Fathi tem mais de 30 anos de experiência em tecnologia e em desenvolvimento de sistemas operacionais. Na sua função anterior na VMware como vice-presidente sênior de P&D, Fathi chefiou as equipes responsáveis por produtos cruciais e inovações que atingiram novos patamares de escala, desempenho e confiabilidade.

Antes de entrar na VMware, Fathi atuou como vice-presidente sênior da Cisco, liderando os times de sistemas operacionais e de protocolos de rede. Antes da Cisco, teve diversos cargos na Microsoft em uma passagem que contou 12 anos, sendo a posição mais recente como vice-presidente corporativo de desenvolvimento na divisão principal de sistemas operacionais do Windows.

Comentário (0) Hits: 308

'A cidade do futuro deve ser como Paris'

Joichi.jpg02/12/2013 - Diretor do Media Lab do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Joichi "Joi" Ito, diz que Brasil precisa inovar mais e saber melhor o inglês. Com um orçamento anual de US$ 40 milhões -85% da iniciativa privada (mas com liberdade total de criação) e 15% do governo americano - o Media Lab do Massachusetts Institute of Technology (MIT) é um dos principais centros de inovação e tecnologia do mundo. Em mais de 350 projetos, seus pesquisadores estudam desde alternativas para melhor interação de crianças autistas ao desenvolvimento de impressoras em 3D e projetos para combater as mudanças climáticas nas grandes cidades.

Desde sua inauguração, em 1985, os cientistas do laboratório do MIT deram importantes contribuições para o desenvolvimento da internet, da TV digital, do brinquedo Lego, do jogo Guitar Hero e do leitor eletrônico Kindle. O Media Lab é desde 2011 dirigido pelo japonês Joichi "Joi" Ito.

Aos 46 anos, o ex-empresário e jornalista nunca terminou as duas faculdades que cursou: se diz um autodidata. Gosta de mergulhar e é DJ nas horas vagas, mas dirigir este laboratório "anti-disciplinar" tem-lhe tomado muito tempo ultimamente. Joi esteve em São Paulo para o Challenge Inovation 2013, em maio. O evento foi realizado por empresários em parceria com o MIT, para debater inovação e tecnologia.

Em entrevista ao GLOBO para Mariana Timóteo da Costa, além de explicar o que é a abordagem anti-disciplinar de seu laboratório, Joi fala de como Paris é uma cidade próxima de seu ideal de futuro, além de dar dicas para quem quiser se destacar no mundo atual: saber usar bem a internet, aprender inglês, e talvez chinês, além de deixar a criatividade fluir.

O GLOBO: A quantidade de patentes que a pesquisa americana produz, afirmam especialistas, sustentará a economia dos EUA por muito tempo. Como países que estão anos luz atrás nesta busca por conhecimento e inovação, como o Brasil, podem reverter essa situação?
JOI: Eu não acho que todos nós precisemos ser inovadores do mesmo jeito. Cada país tem que buscar no que ser bom. É claro que os EUA estão obviamente muito à frente de diferentes maneiras. Em capital, em universidades, em instituições de ponta. O país consegue atrair pessoas muito inteligentes dos mais variados países. E uma opção-chave para muitos países hoje é mandar profissionais aos EUA, para serem educados e depois voltarem a seus países.
Muitos chineses e sul-coreanos fazem isso. A presidente Dilma Rousseff visitou recentemente o MIT e ela quer tentar trazer mais estudantes brasileiros para cá. Com esperança alguns ficarão, mas outros podem voltar ao Brasil levando consigo conhecimento e inovação. Eu acho que é isso: focar em fortalezas pessoais, conhecer mercados locais, mas também fazer parte da comunidade internacional de conhecimento, se conectar globalmente. O Brasil tem uma juventude vibrante, cada vez com mais acesso a dinheiro e educação e isso oferece grandes oportunidades porque vocês têm mercado, só precisam é estar mais antenados com o que acontece no mundo.

O GLOBO: Mas o senhor não acha que este especialista, quando estuda lá fora e volta ao seu país, precisa de uma melhor estrutura para trabalhar? Muitos pesquisadores no Brasil, por exemplo, reclamam da burocracia para se conseguir materiais, dos altos impostos, das pífias instalações, da logística ...Isso não frustra o profissional?
JOI: Há duas coisas aí. Trabalhar com algumas tecnologias hoje não requer muito dinheiro, ou seja, você não precisa de muito para começar. Há muitas empresas com capacidade para investir em pesquisa. O apoio de um governo é importante, claro, mas se você criar experimentos pequenos, e eles tiverem sucesso, as mudanças ocorrem fora do guarda-chuva público. O empreendedorismo é muito importante, e bons empreendedores não deixam "patrões" interferirem tanto, simplesmente fazem. Definitivamente reformas no governo e no financiamento ajudam muito, mas acho que não dá para esperar por eles, porque eles levam muito tempo. As pessoas precisam quebrar as regras e ir. Quando algo fica grande, o governo até pode financiar, mas você pode começar pequeno. Só é preciso duas coisas: internet e pessoas inteligentes.

O GLOBO: Mas economias atualmente inovadoras como a americana e a sul-coreana possuem muito investimento em, por exemplo, educação básica.
JOI: O empreendedorismo na Coréia do Sul começou quando o sistema quebrou. Mais do que educação formal, o importante é que os intermediários saíram do caminho e deixaram os jovens se auto-desafiarem. Isso valeria para o Brasil também. Nos EUA, que têm um sistema educacional gigantesco e já estabelecido, isso é muito difícil de mudar: há muito dinheiro, muita estrutura. O Brasil poderia começar pequeno, uma educação mais voltada para o século XXI, mais orientada para a internet. Um início mais informal. Eu sou suspeito para falar porque acredito num sistema educacional descentralizado, mas há muito o que fazer sem ter tanto apoio e nem tanta estrutura. Não é preciso uma grande quantidade de empresas tampouco. Na Coréia do Sul, no Japão, são poucas as empresas que fazem a economia girar. Claro que o Brasil é maior, mas há espaço para o país ser mais ágil e tentar mais coisas. Dentro e fora do governo.

O GLOBO: Mesmo quando se tem crianças sem receber uma educação de qualidade, saindo da escola mal sabendo ler e escrever?
JOI: Deve-se trabalhar nisso, com certeza. Mas o ponto é, não se deve tampouco esperar por isso. É importante criar exemplos, é importante apoiar pessoas pobres, mas eu não tive uma educação formal (Joi não terminou nenhuma universidade).Nós do MIT trabalhamos em áreas muito difíceis como o subúrbio de Detroit ou Nairóbi, no Quênia, onde estamos construindo um laboratório e presenciando uma grande quantidade de inovação. É importante sim construir um sistema de educação básica, de aprendizado, não digo que isso não é importante. Mas você pode começar, em termos de inovação, pescando algumas crianças criativas, que estão prontas para oferecer o melhor de si, e dar-lhes uma chance. O MIT não foi construído só com dinheiro, você tem que ter vontade para isso. Sou otimista em relação ao Brasil. Dando uma motivação certa, você não necessariamente precisam de tanta estrutura.

O GLOBO: E qual o papel da internet nisso?
JOI: É essencial, porque a rede democratizou a informação e abriu o leque de oportunidades. Uma outra coisa: a internet está mudando a cadeia produtiva, a fabricação, a entrega de produtos. Muitas indústrias que antes ficavam trancadas em seus países agora estão se tornando globais. O desafio para o Brasil é aproveitar seus muitos recursos e seu grande mercado interno. Para se conectar mais, no entanto, as pessoas têm que aprender melhor inglês, o idioma da internet. Não dá para ser inovador sem saber inglês. Quem sabe também chinês, daqui a um tempo.

O GLOBO: No Media Lab vocês trabalham em vários projetos sobre o futuro das cidades. A América Latina, mais do que qualquer outra região do mundo, é a que terá mais gente vivendo em cidades nos próximos anos. Como essas cidades deverão ser daqui a 20 anos?
JOI: Precisarão ser melhor habitáveis. Mais parecidas com Paris que, apesar de ser muito antiga, é futurística ao ter várias pequenas cidades dentro dela. Você encontra de tudo (cafés, farmácias, escritórios) a uma distancia caminhável de onde você está. O carro é dispensável no cotidiano. Há muitas cidades que se tornaram muito dependentes do carro, e isso é insustentável no futuro. Estamos trabalhando num monte de tecnologia para mudar este estilo de vida, para aproximar os moradores dos locais e dos serviços. Temos um projeto chamado City Science (Ciência da Cidade), que nos obriga a pensar em formas diferentes de viver na cidade.

O GLOBO: Pode dar alguns exemplos?
JOI: Estudamos sistemas de aluguel de bicicletas e carros elétricos onde você não é dono, mas divide. Aplicativos móveis são usados para descobrir onde esses veículos estão, qual o melhor caminho a percorrer, sem trânsito. O usuário pode receber pontos e gratificações se devolver o carro em zonas menos engarrafadas, por exemplo. Trabalhamos também em "espaços reconfiguráveis", que mudam de escritórios para quartos de dormir ou salões de entretenimento. Há possibilidades muito interessantes no ramo da arquitetura. Projetos ainda de alimentos hidropônicos (sem a necessidade de solo), que podem crescer dentro de prédios, trazendo a agricultura para mais perto das casas, dos edifícios de apartamento. Isso tudo resolveria problemas de espaço, problemas de poluição. Ao meu ver, as mudanças climáticas são o maior desafio da Humanidade. Prevenir e se preparar para elas vai evitar o pagamento de contas mais caras no futuro. Somos defensores da "sharing economy", ou economia compartilhada, como a melhor maneira para atingir esses objetivos.

O GLOBO: O senhor fala que o Media Lab é anti-disciplinar. O que é isso?
JOI: Não acho que todos os centros de pesquisa têm que ser anti-disciplinares, mas nós somos. Significa que seus pesquisadores entram ali sem um rótulo, sem um campo de pesquisa especifico, para trabalhos que não se encaixam numa disciplina, muitas vezes vão além de qualquer uma que existe. A idéia é sair dos espaços existentes para criar coisas novas. É como eu sempre digo: "Ninguém ganha um Nobel seguindo ordens".

O GLOBO: Então o senhor acha possível um brasileiro nascido na favela ganhar um Nobel?
JOI: Com certeza. O MIT é fora da curva por ser anti-disciplinar. Mas no Japão e em muitos países, as grandes universidades não têm prêmios Nobel, pode reparar. O prêmio acontece nas beiradas, justamente porque é fora de ambientes tão estruturados que as pessoas aprendem a pensar de maneira não convencional. Eu acho que você tiver uma educação não tradicional você é capaz de pensar de forma mais inovadora.

O GLOBO: O quão importante é parar um pouco de trabalhar para desenvolver a criatividade? O que uma empresa deve fazer para estimular a criatividade de seus funcionários?
JOI: É muito importante não trabalhar o tempo todo. É preciso combinar foco e execução, e criatividade requer tempo para desenvolver uma visão mais periférica e se dar permissão de tentar coisas novas. O custo da inovação caiu muito; atualmente as empresas gastam mais tempo discutindo novas tentativas do que gastam dinheiro experimentando-as. Estimular funcionários a tentar sem eles terem que pedir permissão para isso é, ao meu ver, a chave para a criatividade aparecer.

Joichi "Joi" Ito, diretor do MediaLab do MIT, conversa com colegas
Foto: Divulgação

Comentário (0) Hits: 1046

Tecnologia acelera e transforma o papel do CIO

daniel_burrus_3.jpg22/10/2013 - Alguma vez você desejou poder prever o futuro - e estar certo? Como seria se você pudesse ver claramente as mudanças que aconteceriam nos meses e anos seguintes e utilizasse essas informações para alcançar algum objetivo, ao invés de apenas seguir com sua rotina?

Segundo o autor Daniel Burrus você pode sim, prever o futuro com precisão suficiente para fazer toda a diferença. Na verdade, você pode aprimorar sua capacidade de desencadear uma visão exata sobre o futuro e usá-lo para produzir uma nova e diferente maneira de fazer as coisas, o que ele chamou de "Flash Foresight", título do best-seller americano da editora New York Times.

Trata-se de olhar para o futuro e transformá-lo em um novo paradigma para a resolução de problemas "impossíveis", desenterrando oportunidades "invisíveis" e desta forma administrar empresas que são extraordinariamente bem sucedidas no século 21. Nos últimos 25 anos, o autor vem estudando e aplicando sistematicamente esta previsão e descobriu sete princípios ou "gatilhos" que levam aos resultados prospectivos. Seguem os sete princípios:


1 - Comece com confiança (observe as tendências para ver o que está por vir)


Basta olhar para a Apple, que viu com precisão as tendências de aceleração da banda larga, a capacidade de processamento e a capacidade do armazenamento, para criar os mega sucessos iPod, iTunes, iPhone e iPad. Enquanto isso, Polaroid, Motorola e Kodak passaram anos agarrados a modelos analógicos, enquanto seus concorrentes triunfaram observando a chegada da era digital. Da mesma forma, a General Motors não conseguiu responder às tendências que eram evidentes há mais de uma década (aumento dos preços do petróleo, impulsionado pelo aumento da demanda global da China e da Índia e melhorar a qualidade dos rivais estrangeiros) e a Blockbuster, que perdeu mercado para o Netflix ao não perceber as possibilidades do mundo digital.

2 - Antecipar (base de suas estratégias sobre o que você sabe sobre o futuro)

Mudar de fora para dentro é tipicamente perturbador. Mudar de dentro para fora é proposital e construtivo. Este é o tipo de mudança que permite direcionar o seu futuro e aproveitar o seu destino. E a única maneira possível de operar esse tipo de mudança é se tornar previsível. Pergunte a si mesmo: "Quais os problemas que a minha empresa vai enfrentar nas próximas semanas, meses, anos? Quais problemas nossos clientes estão enfrentando? Quais problemas meu esposo, meus filhos, meus amigos estão enfrentando?

Em seguida, procure formas criativas para resolver esses problemas, antes que eles aconteçam. Outra boa pergunta a fazer é: "Qual é o meu futuro ideal daqui a 10, 15 e até 20 anos, a partir de agora? Quais passos devo tomar para moldar esse futuro agora?"

Quando você antecipa o futuro, desafios e oportunidades, você redefine o seu produto ou serviço, para capitalizar sobre as tendências que observa para entrar em novos mercados e tornar-se o líder. Lembre-se que a mudança vai acontecer quer você queira ou não. Da educação à saúde, da agricultura para a produção de energia, ela vai estourar em todos os setores e todas as instituições, mudando tudo, não deixando nada intacto em sua esteira. Vai atrapalhar catastroficamente cada aspecto de cada setor, em cada aspecto da atividade humana - exceto para aqueles que já perceberam a sua chegada.

3 - Transformar (use a tecnologia com vantagem)


Mudar significa fazer essencialmente a mesma coisa, introduzindo alguma variação, ou seja desenvolver um produto maior, menor, mais rápido, mais alto, mais longo. Aumentar o orçamento de marketing, desenvolver um novo slogan. Mas uma empresa não pode ser corrigida fazendo pequenas mudanças pequenas em seus produtos, nem a indústria da música gravada ou redes de televisão podem sobreviver simplesmente modificando. Abraçar a mudança já não é suficiente: é preciso transformar.
E transformar significa fazer algo totalmente e radicalmente diferente. No início de 1990, a livraria Barnes & Noble mudou a forma como compramos livros. Em meados da década de 1990, a Amazon transformou a maneira como compramos livros e em seguida, transformou o modo como fazemos compras. Portanto, pergunte a si mesmo: "Usando tendências rígidas, como posso transformar meu negócio nos próximos anos? "E igualmente importante: "Como posso oferecer aos meus clientes atuais e futuros, a capacidade de fazer o que eles não podem fazer, mas gostariam, sem saber que era possível? "Suas respostas a estas perguntas irão ajudá-lo a elaborar estratégias para transformar a maneira de vender, comercializar, comunicar, colaborar e inovar.

4 - Pegue o seu maior problema e ignore (não é um problema real de qualquer maneira)


Qual é o maior problema que você está enfrentando agora? Seja o que for, você tem que ter esse problema ... e ignorá-lo. Por quê? Porque ignorar aquele problema que você acabou de identificar? Não é problema seu. Na verdade, a chave para desvendar problemas mais difíceis de suas organizações, muitas vezes encontra-se em reconhecer que o problema enfrentado não é o problema real. O problema real está escondido atrás do que você acha que é o problema. Isto é o que aconteceu com a Eli Lilly. Para resolver o grande quebra-cabeças molecular, criar novos produtos farmacêuticos e melhorar a queda nos preços das ações, precisavam contratar pelo menos mais mil novos Ph.D. e eles não tinha dinheiro. O problema da Lilly era portanto: não há dinheiro.
Ou era? Ao desprezar o problema, eles perceberam que o seu verdadeiro desafio era resolver problemas moleculares. Então, eles criaram um fórum científico online chamado InnoCentive, Inc., onde eles postaram problemas moleculares de química com remuneração para quem pudesse resolvê-los. O site foi aberto para qualquer cientista com conexão de Internet, os problemas foram postados em mais de uma dúzia de idiomas, a empresa criou um pool de talentos globais, que logo encontraram soluções para os problemas. Como resultado, eles criaram novas drogas e a Lilly sobreviveu e prosperou.

Então, o que dizer do maior problema de vocês? Como Eli Lilly, se você mantiver o problema e olhar para ele a partir de ângulos diferentes, você pode muito bem achar que não é o seu verdadeiro problema - e que ao invés de tentar resolvê-lo, você pode se sair muito melhor, ignorando-o inteiramente.


5 - Vá na direção oposta (olhe para onde ninguém está olhando, veja o que ninguém mais está vendo e faça o que ninguém está fazendo)


Muitas vezes, ao procurar pelo problema que você quer resolver, nem sempre é fácil saber aonde procurar. Uma maneira de facilitar esta procura é notar aonde todo mundo está olhando - e depois olhar na direção oposta. Jeff Bezos, da Amazon observou o crescimento da Barnes & Noble, uma livraria tradicional, que passou a categoria de super loja e foi para o outro lado: ele não utilizou um espaço para desenvolver uma livraria e ainda a tornou completamente virtual. Então, pergunte a si mesmo: "Qual é a maneira de pensar a respeito de qualquer assunto no meu setor? "Então pense o contrário para ver novas oportunidades".

6 - Redefinir e reinventar (identificar e alavancar a singularidade de formas novas e poderosas)


No século 21, a única coisa que você depende é a transformação. Significa que você não pode ir para trás de ninguém, não pode ficar parado, não pode descansar, continuar a fazer o que você sempre fez, mesmo que você faça o seu melhor. A única maneira de sobreviver e prosperar é reinventar continuamente e redefinir. Reinventar e redefinir o que? Tudo.

Reinventar-se a si mesmo sempre foi uma estratégia poderosa. No passado corporativo reinvenção era uma opção, hoje é um imperativo. No passado, a estabilidade e a mudança eram dois estados contrastantes: quando se alcançava a estabilidade, você havia praticamente resolvido seu problema. Atualmente a mudança tornou-se parte integrante da estabilidade: alcançar a estabilidade só por abraçar a mudança, como um estado contínuo e permanente. Portanto, esqueça de competir, em vez disso, redefina tudo e qualquer coisa sobre o seu negócio.

7 - Direcione o seu futuro (ou alguém vai fazer isso para você)

Sua visão de futuro é uma profecia auto-realizável. Ao mudar a sua visão do futuro, você dirige o seu futuro. Previsão do começa com a certeza de encarar as tendências e com base nisso, aprender a antecipar com precisão. Ele também permite que você veja as tendências suaves, como fatores podem influenciar e moldar um futuro melhor. Estes são os passos importantes e vitais, mas há algo maior e mais abrangente: você precisa moldar ativamente o seu próprio futuro.

Dirigir seu futuro é o exercício consciente de sua capacidade criativa para imaginar e reescrever a sua vida, a carreira que envolve todos os outros princípios de previsão. O fato é que você se torna o que você sonha. Então, se você quer saber o que você está se tornando, você precisa se perguntar: "O que eu estou sonhando?"


Esta é a principal habilidade: a capacidade de projetar o futuro e em seguida, olhar para trás em sua posição atual, do ponto de vista do futuro - o que Daniel Burrus chama de "FutureView". Não é a mesma coisa que um objetivo, plano, ambição ou aspiração. Não é o que você espera ou está tentando criar - é a imagem que você realmente espera, para melhor ou para pior, do que você espera e acredita sobre o seu futuro.

Tornar-se consciente de sua própria FutureView coloca uma ferramenta estratégica extremamente poderosa em suas mãos. Dá-lhe os controles do seu próprio futuro. Seu "FutureView" determina quais ações você vai tomar, e as que você vai evitar tomar. Diferentes "FutureViews criam diferentes realidades. O que o seu "FutureView" diz sobre você, pergunta Burrus?

Traçe o seu curso


Segundo o autor, ter flashes precisos sobre o futuro são a chave para o sucesso da inovação. Comprometendo-se com estes sete princípios, você mantém a sua empresa e a si mesmo numa situação de vantagem para localizar a solução, antes do resto do mundo, que ainda nem sequer notou o problema que esta por vir.

Daniel Burrus é autor de seis livros, incluindo o New York Times best-seller "O Flash Foresight: como ver o invisível e realizar o impossível", bem como o aclamado "TechnoTrends".

Comentário (0) Hits: 681

Apple é a marca mais valiosa do mundo

02/10/2013 - Segundo o relatório da Interbrand, empresa de consultoria que pertence ao Grupo Omnicom e publica o "Global Brands" desde 2000, a Cola-Cola (marca nº 1 há 13 anos), caiu para o 3º lugar.

A Apple não apenas substituiu a Coca-Cola como a primeira entre as 100 marcas mais valiosas do mundo, como esta é a primeira vez que a marca Coca-Cola não foi a número 1.

A chegada da Apple ao topo foi talvez, "uma questão de tempo, pois foi a marca número 2 no ano passado", disse Jez Frampton, CEO global da Interbrand, em uma recente entrevista.

O relatório de 2013 começa assim: "De vez em quando, uma empresa muda as nossas vidas, não apenas com seus produtos, mas com o seu ethos. É por isso que, após 13 anos da Coca-Cola no topo das Melhores Marcas Globais, a Interbrand anuncia um novo número 1, a Apple "

Veja mais em ingles:
http://www.interbrand.com/en/news-room/press-releases/2013-09-30-d355afc.aspx

Comentário (0) Hits: 474

newsletter buton