Sete tendências tecnológicas para a indústria em 2019

jose_filho_pollux.jpg*Por José Rizzo Hahn Filho
18/02/2019 - Imagine suas ideias mais ousadas sendo aplicadas livremente na linha de produção da empresa. Pense em controlar e monitorar todos os setores da fábrica estando em qualquer lugar do mundo. Trabalhar lado a lado com robôs, ver processos que começam e finalizam sozinhos, ter acesso à análises automáticas com dados coletados em todos os setores. Essas e outras ações estão acontecendo neste exato momento e a evolução tecnológica da indústria tem tudo para se fortalecer ainda mais em 2019. Confira abaixo sete tendências que já estão disponíveis para implementação:

1. Inteligência artificial
A inteligência artificial na indústria permite mais produção com menor custo e torna as fábricas mais competitivas e eficientes. De maneira prática, a IA também pode ser aplicada para melhorar o monitoramento do tempo dos ciclos de produção, da quantidade de material utilizado e fornecer informações para reorganizar a linha de produção da forma mais eficiente possível. Robôs com IA são capazes de realizar diversas tarefas impossíveis ou perigosas para o ser humano, como manusear matéria-prima tóxica, analisar componentes microscópicos, inspecionar 100% dos produtos de uma linha de produção e trabalhar por longos períodos sem pausa.

2. Robotização
A robotização apresenta inúmeras vantagens para a indústria. Ela possibilita a utilização de robôs em várias tarefas, como fabricação, manutenção, limpeza e outras funções. Os robôs industriais geralmente desempenham tarefas repetitivas e que exigem precisão. Implementar essa tecnologia na fábrica ficou muito mais acessível por conta dos modelos de locação que permitem usufruir dos benefícios dessa tendência por um preço fixo mensal.

3. Equipamentos Autônomos
Os autônomos, como robôs, drones e alguns veículos, são uma das grandes tendências para 2019. Essas tecnologias usam inteligência artificial para automatizar funções e trabalhar por conta própria, sem necessidade de intervenção humana. Sua automação vai além dos modelos de programação mais tradicionais e cria comportamentos inteligentes que interagem de forma mais natural com o ambiente, objetos e pessoas. Por exemplo: os equipamentos autônomos podem ser acionados automaticamente para buscar suprimentos para a linha de montagem antes que eles acabem. O software entende que é o momento de disparar determinada função na cadeia produtiva e despachar por conta própria o início daquela etapa de produção.

4. Internet das coisas (IoT)
A internet das coisas continua a ser uma das tendências tecnológicas mais importantes para a indústria contemporânea. Basicamente, ela estabelece conexões entre objetos. Conectadas, máquinas podem coletar, analisar e transmitir grandes quantidades de dados e comandos entre si. A IoT nos permite controlar objetos à distância, utilizá-los como provedores de serviços e aumenta a eficiência de vários processos. Essa tecnologia possibilita ampliar a análise da produção através da coleta de uma enorme quantidade de dados, adaptar a produção mais rapidamente de acordo com as demandas, prever problemas, antecipar soluções, gerenciar estoques, reduzir erros e desperdícios e fornecer mais segurança à produção e às instalações da fábrica.

5. Blockchain
Falando em segurança, a blockchain é um tipo de base de dados distribuída que guarda um registro de transações permanente e à prova de violação. Suas bases de dados são compartilhadas de forma pública e universal. Essa descentralização das informações é a sua principal medida de segurança. Considerada a principal inovação tecnológica trazida pelo bitcoin, pois consta em seu código fonte, a blockchain tem servido de base para o surgimento de criptomoedas e bancos de dados distribuídos. Ao eliminar a necessidade de autoridades centrais como mediadoras de transações, a nova tecnologia gera mais confiança, transparência e redução de custos.

6. Análise aumentada (augmented analytics)
A análise aumentada modifica a forma como grandes quantidades de dados são avaliadas, consumidas e compartilhadas. Essa tendência tecnológica automatiza o processo de preparação de dados e visualização de insights a partir deles. Assim, não apenas os cientistas de dados e sua equipe têm acesso a soluções e insights, mas diversos setores podem tirar proveito da análise automatizada de dados. Todos os funcionários, cada um no seu contexto e, ao mesmo tempo, interligados, podem otimizar suas decisões e o processo geral da empresa.

7. Gêmeos digitais
Um gêmeo digital é uma representação virtual de um sistema do mundo real. Uma fábrica pode, por exemplo, criar um gêmeo digital da linha de produção e aplicar simulações de vários processos nessa criação. Simular a linha de produção significa economia de tempo e dinheiro, além de possibilitar redesenhar todo o processo em minutos, tornando muito mais fácil e eficiente o planejamento das fábricas. A partir dessas situações simuladas, muitas informações podem ser obtidas em prol de melhora na eficiência da cadeia produtiva, tornando-a mais flexível, econômica e dinâmica.

*José Rizzo Hahn Filho é CEO da Pollux e presidente da Associação Brasileira de Internet Industrial (ABII).

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Lenovo Data Center promove Transform 2.0

rodrigo_guercio_lenovo_data.jpg13/02/2019 - Com foco em soluções para o mercado corporativo e destaque para soluções de convergência e hiperconvergência, o evento chega ao país marcando um momento positivo para a fabricante, que fechou 2018 com o dobro do marketshare em relação ao ano anterior, segundo pesquisa do IDC.

Com edições em São Paulo, Porto Alegre e Brasília, o Transform 2.0 também traz novidades no portfólio da Lenovo Data Center, reforçando a estratégia de Transformação Inteligente adotada globalmente pela empresa e ampliação da sua oferta de soluções em storage, networking, serviços e servidores.

“A Transformação Inteligente reflete a perspectiva de desenvolver soluções completas e funcionalidades inteligentes para ajudar nossos clientes a transformar seus negócios, melhorando a experiência do cliente final”, explica Rodrigo Guercio, country manager da Lenovo Data Center no Brasil. “Somos impulsionados por tecnologias emergentes, como Inteligência Artificial, Cloud, Big Data, Virtualização e Internet das Coisas e estamos preparados para essa mudança de infraestrutura, aplicações e usuários”, comenta o executivo.

Novidades

Entre os anúncios está o ThinkAgile HX7820, que capacita empresas a aumentar a escalabilidade e a agilidade em suas aplicações. A solução, baseada em quatro sockets ThinkAgile, é uma das novidades na categoria de produtos voltados a implementações críticas entre a série HX de produtos hiperconvergentes da fabricante.

Resultado da junção das plataformas altamente confiáveis da Lenovo com o sistema operacional Nutanix Enterprise Cloud OS, a série Lenovo ThinkAgile HX permite aos clientes implementar soluções hiperconvergentes reduzindo a um terço o custo total da operação, com 57% de redução no custo de instalação e mais de 300% de retorno sobre investimento.

Entre os lançamentos, a solução Lenovo ThinkAgile HX para ambientes SAP HANA inclui a implementação por equipe de serviços da Lenovo Data Center, além do suporte integral de especialistas da empresa.

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O uso da IA e o impacto na área jurídica

semantix.jpg*Por Anderson Paulucci
13/02/2019 - Um estudo recente realizado pela LawGeex analisou as habilidades de 20 advogados experientes e comparou com a Inteligência Artificial. A tarefa consistia em analisar os riscos contidos em cinco contratos de confidencialidade. O grupo participante incluía diretores jurídicos, advogados autônomos e associados de grandes empresas globais, como Goldman Sachs, Cisco e Alston & Bird.

A Inteligência Artificial alcançou 94% de precisão, enquanto os advogados obtiveram a média de 85%. Em relação à velocidade, a IA ganhou em disparada, analisando todos os contratos em apenas 26 segundos contra 92 minutos dos advogados.

Tecnologia na esfera jurídica

A tecnologia e a esfera jurídica já estão caminhando juntas. A quantidade de dados jurídicos no Brasil cresce exponencialmente, fazendo-se necessária a análise rápida e eficiente dos documentos produzidos, principalmente em relação ao contencioso de massa. Desse modo, a computação cognitiva é crucial para que os advogados possam focar em demandas mais importantes.

O McKinsey Global Institute estima que quase 1/4 do trabalho de um advogado pode ser automatizado com o uso da IA. Além disso, algumas pesquisas sugerem que a adoção da tecnologia legal (incluindo a IA) reduziria as horas de trabalho dos advogados em 13%.

Muitas empresas e escritórios de advocacia estão utilizando a Inteligência Artificial como um assistente virtual que coleta dados e analisa diferentes tipos de documentos, a fim de alavancar os negócios e diminuir custos. Ela permite, por exemplo, que os advogados se concentrem nas seções mais relevantes dos contratos, superando os mecanismos de buscas atuais e tornando o trabalho desses profissionais menos repetitivo e mais produtivo.

As principais mudanças da IA no campo jurídico que ocorrerão em breve são:

- Eliminação de alguns cargos que realizam um trabalho mecânico, como assistente de pesquisa, já que a máquina exercerá essa atividade, possibilitando que os advogados se concentrem em outras tarefas;

- Criação de novos cargos que entendam de tecnologia e direito, como engenheiros legais, uma vez que é necessária a existência de profissionais que saibam desenvolver e conferir se os resultados estão corretos;

- Diminuição da quantidade de processos por meio da automatização.

A Inteligência Artificial pode substituir o advogado?

A adoção cada vez maior da Inteligência Artificial causa um receio em muitas pessoas em relação à substituição dos humanos pelas máquinas. Mas isso não passa de um grande mito. A tecnologia é usada para auxiliar os profissionais e não substituí-los. Segundo Bruno Feigelson, presidente da AB2L e CEO da Sem Processo, "a tecnologia vem para substituir aquele trabalho de menor valor agregado, então isso vai impactar o mercado, mas não desvalorizando o advogado. Pelo contrário, pois o advogado vai deixar de fazer aquele trabalho repetitivo".

Uma pesquisa realizada em 2014 pelo Canadian Bar Association constatou que a chave para o exercício de uma profissão jurídica viável, competitiva e relevante é a inovação, necessitando maiores investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

A tecnologia deve ser nossa aliada. Portanto, é importante que o profissional jurídico use a IA a seu favor para realizar suas atividades de forma mais consistente e com melhor acurácia e, assim, tornar-se mais competitivo e aprimorar a área do Direito.

*Anderson Paulucci é CTO da Semantix, empresa especializada em Big Data, Inteligência Artificial, Internet das Coisas e Análise de dados

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BlueLab lança primeiro voicebot imune a ruídos

bluelab_ear.jpg11/02/2019 - A BlueLab e a SpeechVillage (sócia tecnológica) acabam de lançar a tecnologia EAR (Enhanced Audio Recognition), que permite uma experiência de atendimento muito similar à conversa entre duas pessoas reais, mesmo em ambientes desfavoráveis, como aqueles com TV em alto volume, barulhos de crianças ao fundo ou o trânsito de uma rua movimentada.

"Nosso voicebot já utilizava algoritmos de memória contextual e iniciativa mista, com um motor dialógico combinando dinamicamente gramáticas determinísticas com machine learning e capacidade de analisar implicações lógicas e conceitos correlacionados. Com a tecnologia EAR, demos um importante passo à frente, pois, mesmo em condições de ruído extremo, o voicebot consegue entender, com uma velocidade sem precedentes, se o cliente já respondeu, ou se está apenas fazendo pausas para completar a resposta ou se, além da resposta à pergunta feita, está fornecendo informações adicionais, úteis para o diagnóstico do problema. O nosso objetivo é tornar a conversa tão natural, que os clientes esqueçam que estão falando com um voicebot", afirma Marcelo Arakaki, sócio-fundador e COO da BlueLab.

Segundo o executivo, se o bot faz uma pergunta para o cliente e este responde com outra pergunta, o bot consegue dar mais explicações sobre a primeira pergunta.

"Aproximadamente 15% das ligações (ativas ou receptivas) realizadas com a tecnologia anterior sofriam algum tipo de prejuízo em decorrência do ruído ambiente. Com a tecnologia EAR, a precisão do reconhecimento aumenta significativamente durante o atendimento ao cliente, sem a necessidade de repetição da resposta ou do reinício do processo. Além disso, o voicebot se torna mais ágil nas reações. Ou seja, tem impacto direto na experiência do cliente", segundo Arakaki.

No Brasil, a tecnologia EAR já começou a ser utilizada em janeiro de 2019 pela operadora Sky, cujo assistente virtual, que atende cerca de 250 mil ligações por mês e classifica 160 motivos diferentes, utiliza a plataforma de voicebot da BlueLab desde o primeiro trimestre de 2018.

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Qual a relação do edge computing com a cloud?

alexandre_glikas_locaweb.jpg*Por Alexandre Glikas
07/02/2019 - Em tradução livre, Edge Computing significa computação de ponta, ou de borda, isto é, um sistema mais próximo que permite às organizações processarem um volume maior de dados de modo mais rápido e eficiente.

Para entender melhor, é importante compreender o atual cenário tecnológico. Estamos mais conectados do que nunca. Portamos e operamos dispositivos, móveis ou não, que geram e processam um grande volume de dados. E tudo fica armazenado na nuvem, o que permite que as informações estejam sempre acessíveis.

No entanto, o aumento de dispositivos conectados leva a uma limitação óbvia e inevitável: o elevado volume de dados deve ser proporcional aos recursos de computação, o que pode acarretar altos custos ao negócio; utilização excessiva da rede; alta latência; indisponibilidade e redução da confiabilidade dos sistemas.

Assim, já começamos a observar iniciativas de empresas que aproximam os serviços de nuvem ao perímetro da rede. Dessa forma, as operações de armazenamento e processamento aproximam-se das fontes dos dados, trazendo resultados mais ágeis. Isso é Edge Computing. A ideia é realocar parte do poder computacional do data center para as extremidades (edges) da rede, incluindo pontos próximos ou o próprio dispositivo.

Por meio dessa tecnologia, os aparelhos IoT podem transmitir dados para um equipamento próximo, como um gateway, capaz de compreender e processar as informações e dar respostas rapidamente, reduzindo a necessidade de transferir dados à nuvem para então devolver o resultado.

Para entender como pode ser aplicado no âmbito corporativo, veja como a necessidade de maior disponibilidade e agilidade estão presentes em nosso cotidiano. Quando usamos um aplicativo para alugar casas, saber como está o clima, fazer agendamentos, pedir táxis, entre outras coisas, ficamos impacientes quando o sistema demora a dar uma resposta ou simplesmente está indisponível. Isso acontece porque ele depende muito do processamento e armazenamento externo, centralizado na nuvem.

Essa demora ou indisponibilidade dentro de uma organização pode impactar na perda de negócios e qualidade operacional. Então, se a empresa implementar uma infraestrutura de edge, por meio de um data center modular local, por exemplo, processos importantes e cargas de trabalho podem ser processados rapidamente, com uma latência quase imperceptível.

Quais impactos traz ao negócio?

Um dos grandes ganhos do Edge Computing para o negócio é a não dependência de um data center distante, bastando ao gestor gerenciar a periferia da rede, ou seja, os pontos próximos de processamento e armazenamento. Mas, assim como toda tecnologia em evolução, aqui também é necessário estar atento a alguns riscos que podem impactar o negócio.

Um deles e talvez o principal, está relacionado à segurança. Se você traz o armazenamento e o processamento para a borda da rede, distribuindo para diversos pontos, aumenta substancialmente o tamanho da superfície exposta a ataques. Eles podem se tornar portas de entrada desprotegidas.

Há também a preocupação com o custo da implementação e o gerenciamento das extremidades. Dentro de um ponto de vista escalável, quanto maior a infraestrutura de TI, maiores serão os valores usados para expandir, operar e monitorar. Os custos acabam crescendo proporcionalmente à ampliação do negócio.

No entanto, essa é apenas uma das perspectivas, pois muitos defenderão o Edge Computing como uma solução mais segura, uma vez que os dados não precisam trafegar na nuvem, permanecendo em um ambiente seguro e controlado.

Edge Computing e cloud: qual a relação?

Por conceito, as duas tecnologias são opostas quando se referem ao local de processamento e armazenamento. Ao passo que a nuvem mantém a operação em um data center central, em um servidor remoto, o Edge Computing realoca o processamento nas bordas da rede, em pontos mais perto dos dispositivos.

Apesar de diferentes, eles não se substituem. Na realidade, são complementares. Por exemplo, regras de análise podem ser criadas em nuvem e, então, enviadas para os dispositivos periféricos para um processamento próximo.

Assim, não se trata de uma discussão acerca de qual tecnologia dominará os próximos anos, mas sim, sobre o que as empresas têm feito hoje para garantir a qualidade, a segurança e a disponibilidade de serviços e informações com base nos recursos já existentes.

*Alexandre Glikas é diretor-geral da Locaweb Corp, unidade corporativa da Locaweb.

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Onyx Lorenzoni recebe diretor-presidente do ITI

buz_onyx.jpg07/02/2019 - O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, recebeu ontem, 6, no Palácio do Planalto, o diretor-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação – ITI, Marcelo Buz, que apresentou propostas para o aprimoramento e desenvolvimento de tecnologias que garantam segurança e validade a processos realizados em ambiente digital.

Alinhado a uma das principais metas da gestão Bolsonaro, Buz conversou com o ministro sobre soluções para a desburocratização e digitalização de processos com segurança, por meio do Sistema Nacional de Certificação Digital. Por garantir confiabilidade e validade jurídica a documentos eletrônicos, o certificado digital ICP-Brasil pode ser uma tecnologia estratégica para a plena implementação do Governo Eletrônico no Brasil.

A expectativa é que o ministro-chefe receba o diretor-presidente do ITI novamente na próxima semana, para aprofundar as conversas sobre segurança da informação e ditar os próximos passos para que o Instituto seja um parceiro próximo a Casa Civil na construção de políticas tecnológicas para o País.

Crédito: Rafael Carvalho\ Casa Civil da Presidência da República

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