Chatbot nas redes sociais já é uma realidade

hi_platform.jpg05/03/2018 - A Hi Platform, player no mercado de plataformas para o relacionamento ao consumidor, anuncia novidades ao seu produto carro-chefe, o chatbot. São eles: Integração HiBot com o HiSocial e o Speech To Text.

A integração do chatbot (HiBot) com a plataforma focada nas redes sociais (HiSocial) ampliará as oportunidades de atendimento via redes sociais, permitindo maior resolução de dúvidas, sugestões e reclamações. Com ela, o consumidor que buscou a rede social e não obteve a solicitação resolvida, será encaminhado para um atendimento humano, ainda na mesma rede social. Outro destaque é conduzir o consumidor quando ele quiser ser atendido diretamente pelo humano. "A integração no atendimento é fundamental, os canais precisam conversar entre si e detectar que, muitas vezes, há os mesmos consumidores falando em diferente canais. A novidade vai excluir barreiras entre os plataformas de atendimento e incorporar agilidade e resolutividade nas relações entre empresa e cidadãos. Será uma contribuição significativa na experiência de atendimento", explica Alexandre Bernardoni, diretor de produto e sócio-fundador da Hi Platform, também membro da Associação Brasileira de Inteligência Artificial (ABIA).

Robôs de atendimento ultrapassam a barreira do texto e chegam ao entendimento de áudio - o Speech To Text vai permiti que consumidor envie qualquer pergunta no formato de áudio, que será convertido em texto pelo robô. Dessa forma, o cliente não precisará digitar a pergunta durante o atendimento, assim como acontece com as interfaces que são ativadas via voz, como Apple Siri e Amazon Echo. "Estamos permitindo que as empresas tenham a sua própria "Siri" nas plataformas de atendimento ao consumidor. A interação homem-máquina por meio da voz já é uma tendência de futuro. As pessoas usam cada vez mais esse recurso para interagir com os aplicativos. Segundo o Google, mais de 20% das buscas feitas em smartphone são realizadas pela voz. Isso aproxima mais as empresas de seus clientes e fornece um canal muito confortável de resolutividade para as demandas", completa Bernardoni.

As novidades já estão disponíveis.

A Hi Platform é uma empresa oriunda da fusão entre a Direct Talk (existente há 16 anos no mercado brasileiro de tecnologia para atendimento ao consumidor) e a Seekr (especializada em monitoramento de redes sociais).

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A Era Digital e o profissional de Segurança

gartner_security3.jpg*Por Gina Van Dijk
05/03/2018 - Com o avanço da Era Digital, a informação é cada vez mais considerada como o bem mais valioso para as organizações. Junto a isso, as inovações tecnológicas tornaram-se diferenciais competitivos e de grande impacto nos negócios, atingindo diretamente no lucro e, principalmente, na credibilidade das corporações. Em contrapartida, esse imensurável acesso ao mundo digital também esconde perigos. Dia após dia nos deparamos com ações mal-intencionadas de hackers que realizam, além da distribuição de vírus pelas redes, o trabalho de espionagem corporativa e tentativas de fraudes organizacionais.

Manter a integridade de dados sigilosos contra qualquer tipo de ameaça é o principal foco dos profissionais de Segurança da Informação, especialidade hoje que comporta poucos disponíveis e que tende a diminuir nos próximos anos. Conforme estudo realizado pelo (ISC)², em 2020, haverá falta de 185 mil profissionais capacitados na América Latina, a exercerem essas atividades.

A baixa disponibilidade de especialistas em Segurança da Informação também tem refletido no cotidiano das empresas por meio de modelos de gestão deficientes, falta de governança e de análises preventivas de riscos no ecossistema de TI. Hoje, os investimentos em segurança ocorrem, em sua grande maioria, de maneira errada, com foco em novas tecnologias e não em processos de trabalhos específicos para cada situação, que deveriam ser orientados pelos especialistas.

Segundo estudos, desde 2015, há um aumento gradativo de investimentos em segurança de dados, sendo que 86% das empresas na América Latina possuem alguma estratégia para a área mesmo que em fase inicial. Porém, apenas 42% desse total apontam a inclusão de um gerenciamento adequado durante o processo de implementação de ações seguras. Fato que comprova a oportunidade para o mercado de trabalho.

Outro fator que podemos caracterizar como desafio para o setor é o custo para o desenvolvimento profissional. Cerca de 44% dos profissionais acabam assumindo todos os custos para conseguirem se aprimorar, tornando mais difícil ampliar a disposição de pessoas gabaritadas para atenderem às demandas das empresas.

É fato que qualquer organização com presença digital está exposta a eventuais ameaças. A constante evolução dos cibercriminosos e a falta de mão de obra qualificada parece ser um pesadelo infindável para os CIOs. Além disso, os riscos não se limitam apenas à iniciativa privada e pública porque a falta de segurança está no dia a dia de pessoas comuns que acessam suas redes sociais, e-mails ou sites específicos. Ou seja, a Segurança da Informação já não é mais apenas um problema tecnológico, mas que afeta diretamente a todos. Para resolver essas questões, é fundamental termos profissionais especializados em segurança digital, ainda mais na América Latina onde surgem novas ameaças todos os dias.

O mercado continuará em busca de profissionais especializados, com perfil dinâmico e conhecimento nas diferentes esferas de negócio, para poderem atuar na segurança das empresas. O sucesso empresarial estará diretamente ligado ao sucesso digital e, por isso, teremos um novo cenário de oportunidades pela frente. As empresas devem começar a investir na capacitação de seus profissionais de segurança da informação, a fim de apoiá-los no seu processo contínuo de desenvolvimento e atualização. Treinamento e conhecimento serão as armas de proteção das empresas que buscam promover estratégias bem-sucedidas de transformação digital.

O (ISC)² é uma organização associativa internacional sem fins lucrativos que reúne mais de 130.000 profissionais certificados em segurança da informação, de software, de infraestrutura e cibernétical. Reconhecido pela premiada certificação Certified Information Systems Security Professional (CISSP®), o (ISC)² oferece um portfólio de credenciais que abordam a segurança de maneira holística e programática.

*Por Gina Van Dijk, Diretora Regional do (ISC)² América Latina

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Smart Video: o que fazer como os dados coletados

smart_video.jpg*Por Alexandre Jannoni
02/03/2018 - Câmeras de segurança representam um grande mercado em escala global, impulsionado principalmente pelo aumento da adoção de sistemas de vídeo vigilância para inteligência empresarial ou pública e ameaças crescentes associadas à segurança pública. Por isso, as câmeras de vigilância são comuns em torno de edifícios do governo, postos militares, negócios, bancos, centros de transporte, casinos, shopping centers, locais esportivos, marcos históricos, escolas e muito mais.
Entretanto, a vigilância não é mais sobre a segurança apenas, mas em muitos casos, trata-se de extrair valor e inteligência dos vídeos capturados. Isso incluiria comportamentos do consumidor no varejo, por exemplo, na gestão de um estacionamento ou na produção de itens manufaturados. Hoje em dia, ver um drone voando para capturar imagens e vídeos de um local de construção ou terras agrícolas não é mais incomum.

O mercado de vídeo vigilância está crescendo e, em 2016, foi avaliado em mais de US$ 30 bilhões, com expectativas de atingir US$ 75 bilhões em receita até 2022, com um CAGR (em português, taxa de crescimento anual composta) de 15,4 % de 2017 a 2022, segundo report do MarketsandMarkets. O que mudou na vigilância não é como os dados são capturados, mas como eles podem ser usados para direcionar ações, não só como parte de aplicações de dados rápidos que analisam como eles são capturados, mas também como parte de um aplicativo de Big Data que analisa dados quando necessário. Não se trata apenas de armazenar dados, mas o que podemos fazer com eles, uma vez capturados, que está alimentando uma nova geração de aplicativos de vídeo "inteligentes".

O que é o Smart Video?

O vídeo inteligente é sobre essa mudança de imagens para ideias, simplesmente coletando dados para análises forenses e histórico de imagens, para analisar e entender o contexto dos dados capturados. Ele usa inteligência artificial (AI) e algoritmos derivados de Big Data para fornecer insights imediatos e previsões para o futuro. Estes exemplos de dados rápidos incluem:

• Gerenciamento do espaço de estacionamento em que as análises podem ser usadas para determinar as horas de pico de operação, o uso do estacionamento por deficientes, áreas de congestionamento, durações médias de estacionamento e veículos não movimentados.
• A análise da produção de maquinário pode ser usada para determinar os rendimentos produzidos, as falhas que ocorreram ou estão prestes a ocorrer, problemas e ineficiências da máquina, manutenção futura e horas de operação de pico.
• Preferências de compra do cliente no varejo, em que as análises podem ser usadas para determinar quantas pessoas entraram na loja, seu gênero e idade, o tempo gasto na loja, o gasto médio e o tráfego gerado pelo novo quiosque.
• Vigilância de drone agrícola, em que a análise pode ser usada para pesquisar uma fazenda e terrenos circundantes, diagnosticar a vegetação e a saúde das culturas, determinar possíveis rendimentos, rastrear o consumo de animais e alimentos, bem como populações de insetos e pragas.
• Cenários de cidades inteligentes em que a análise pode ser usada para fornecer informações de segurança e evacuação e pode se coordenar com as condições meteorológicas e os dados de tráfego para criar as rotas de evacuação mais rápidas para fora de uma cidade.

A necessidade de fornecer capacidades inteligentes na video vigilância, juntamente com o desenvolvimento de sistemas de vigilância baseados em nuvem, levou à evolução de uma categoria inteligente de câmeras. Essas câmeras baseadas em borda possuem um poderoso elemento de computação e um dispositivo de armazenamento integrado que permite a captura e análise local (onde os dados são gerados e vivem), fornecendo informações valiosas em tempo real, sem os efeitos da disponibilidade ou latência da rede.

Exemplo de uso

As autoridades estão à procura de um idoso desaparecido com incapacidades mentais que pode precisar de ajuda. Eles acreditam que ele entrou na loja e saiu. Em um aplicativo de Big Data, alguém precisaria revisar toneladas de vídeos capturados, olhando para trás para encontrar evidências dessa pessoa perdida na loja e, possivelmente, realizar algumas análises adicionais sobre os dados para determinar suas ações, identificar o tempo que ele entrou ou deixou na loja, e tomar algumas medidas. Neste exemplo, a análise Big Data é realizada após o evento ter ocorrido.

Utilizando AI e algoritmos de Big Data, Fast Data responde aos eventos à medida em que ocorrem. Uma vez que o idoso entra na loja, um aplicativo Fast Data pode realizar o reconhecimento facial em tempo real do feed de vídeo, comparando o rosto do senhor com uma biblioteca de banco de dados de assinaturas faciais. Se a assinatura facial for detectada, a aplicação pode desencadear um alerta de segurança para ajudar o idoso em perigo e levá-lo de volta à sua família com segurança.

O arquivamento estratégico de dados

Conforme o Big Data e o Fast Data ficam maiores e mais rápidos, a estratégia de armazenamento é não armazenar todo o conteúdo do vídeo para o servidor principal, que é caro e dependente da disponibilidade da rede, mas, em vez disso, usar a combinação que armazena dados localmente no nível da câmera, bem como um gateway que permite que o vídeo e os dados sejam agregados a várias distâncias, e de volta para a cloud em que o conteúdo do Big Data normalmente reside. Um sistema de vídeo vigilância que usa câmeras de ponta e esta estratégia de armazenamento, conseguirá uma alta confiabilidade de sistema e serviço, TCO baixo e capacidade de escala sem adicionar gravadores ou servidores caros ao sistema de vigilância.

Considerações Finais

As aplicações Fast Data para vídeos inteligentes são infinitas e estão apenas na superfície do uso do mundo real. Nós acumulamos e geramos grandes quantidades de informações a partir do crescente número de pontos de dados capturados por dispositivos de ponta, como câmeras de vigilância. A aplicação de análises em dados capturados em tempo real está direcionando novas aplicações de vídeo inteligente, cujos conteúdos extraem valor e inteligência que geram informações manejáveis.

*Alexandre Jannoni é Country Manager da Western Digital no Brasil


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Data Center SP01 recebe certificação LEED Gold

racks_odata.jpg23/02/2018 - Empreendimento obteve o desempenho máximo no quesito uso racional da água e excelente performance em itens como espaço sustentável, eficiência energética e qualidade do ambiente interno

A ODATA, empresa brasileira de infraestrutura de Data Centers, especializada em serviços de "colocation", acaba de anunciar que o seu primeiro Data Center, o DC SP01, inaugurado em maio de 2017, recebeu a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) Gold. O reconhecimento é concedido pela United States Green Building Council (USGBC), organização não governamental norte-americana que colabora no desenvolvimento da indústria de construção sustentável no mundo.

No conceito internacional, um data center colocation é aquele que pode alugar seu espaço a servidores e outros hardwares de computação. Tipicamente, o DC Colocation provê o prédio, a refrigeração, a energia, a banda de frequencia e a segurança física enquanto o cliente provê os servidores e o armazenamento. O espaço ali é muitas vezes alugado por racks, gabinetes, gaiolas ou salas, explica o jornalista Ethevaldo Siqueira.

O trabalho incluiu a análise de toda a documentação relativa ao projeto, além da fiscalização de atividades de campo e de todos os materiais aplicados na obra. “Obtermos o LEED Gold é mais um importante passo na trajetória da ODATA. Com a certificação temos o reconhecimento que nosso prédio foi projetado e construído para alcançar alto desempenho em requisitos relacionados à preservação do meio ambiente e ao uso consciente dos recursos naturais”, afirma Bruno Pagliaricci, CTO (Chief Technological Officer) da empresa.

Para a obtenção da certificação LEED, o projeto da obra é analisado de acordo com diversos critérios, como: Espaço sustentável (SS), Eficiência do uso da água (WE), Energia e atmosfera (EA), Materiais e recursos (MR), Qualidade ambiental interna (EQ), Inovação e processos (IN) e Créditos regionais (CR).

Em eficiência do uso da água (EQ), a USGBC comprovou que as instalações da ODATA possibilitam uma economia de 75% de água potável. Tal diferencial foi atingido devido à instalação de vasos sanitários, mictórios, torneiras e chuveiros economizadores e ainda ao reúso de águas nos dispositivos de descarga. Ainda no quesito economia, o DC SP01 capta água de chuva na cobertura do prédio, que também é utilizada nos vasos sanitários e mictórios.

O uso racional da água também está presente no paisagismo do projeto. “Optamos por realizá-lo a partir de espécies nativas ou adaptadas ao clima da região, dispensando, assim, o uso de um sistema de irrigação automatizado e permanente”, enfatiza o CTO.

O projeto também se destaca pela eficiência energética. O prédio da ODATA pode proporcionar uma economia anual de 20% no consumo de energia.“Isso será possível pela instalação de sistemas de ar condicionado de alta performance, filtros mais restrititivos nas tomadas de ar externo, uso de iluminação eficiente, sensores de presença em áreas de permanência eventual, envoltória composta por materiais que proporcionam baixa absorção de calor, reduzida área envidraçada, pintura branca reflexiva na cobertura da edificação e placas solares dedicadas ao aquecimento de água dos chuveiros”, destaca Pagliaricci.

Sobre o DC SP01

 Inaugurado em maio de 2017, o DC SP01 foi erguido em um terreno de 23 mil metros quadrados, sendo 5.600 m² de piso elevado.

Na primeira fase do empreendimento, duas salas de TI, de um total de 12 previstas, já estão em funcionamento. Mais duas estão sendo implementadas e as demais serão instaladas sob demanda. Cada sala contempla 304m² e capacidade para abrigar de 120 a 156 racks.



Em julho de 2017, a ODATA inicia a implementação de duas novas salas de TI no Brasil / Crédito: Divulgação ODATA

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Criada a Hyperledger do Brasil em 3 capitais

hyperledger_2.jpg26/02/2018 - Encontro na última terça-feira , 20, à noite reuniu desenvolvedores e executivos de empresas para divulgar e desenvolver projetos de blockchain em âmbito privado no País

Por volta de 140 executivos de negócios e desenvolvedores, divididos em São Paulo (90), Rio de Janeiro (30) e Brasília (21), reuniram-se nos auditórios da Oracle, no último dia 20 de fevereiro, para fundar a comunidade Hyperledger do Brasil no desenvolvimento de projetos de blockchain em âmbito privado. O projeto é tornar o comunidade brasileira uma das três maiores do mundo em um ano.

A  abertura foi realizada, através de via videoconferência desde Los Angeles (EUA), para os três polos brasileiros por David Huseby, security maven (expert de segurança) da comunidade Hyperledger, da Fundação Linux. Ele fez uma apresentação do consórcio Hyperledger que conta com 130 empresas parceiras, entre elas, a Sempre IT, primeira empresa parceira do consórcio no País.

Huseby explicou o funcionamento da comunidade aberta no Meetup- hoje são 98 em 45 países - sobre os grupos de pesquisa, de educação, de desenvolvimento colaborativo e apresentou os diferentes frameworks e ferramentas, como Fabric, Iroha, Sawtooth, Burrow, Indy, Cello. Aproveitou para dizer que os projetos de finanças, saúde e supply chain têm se destacado com o uso da plataforma Hyperledger.

O primeiro painel teve moderação de Bernardo Madeira, da Smartchains e participação de Gabriel Aleixo do ITS/Rio e A StarLabs; Percival Lucena, da IBM Research Brasil; Courtney Guimarães, Mar Ventures e Fernando Lemos, da Oracle. Os participantes destacaram que a tecnologia blockchain terá o mesmo impacto que a internet teve no mundo e muitos deles falaram sobre a importância da formação dos desenvolvedores para atuarem no mercado de trabalho de blockchain, pois esta tecnologia deve gerar uma forte demanda nos próximos três anos para desenvolvimento de redes permissionadas na transformação digital das empresas.

Depois do debate, veio o painel técnico, muito aguardado pelos participantes. Os executivos da Sempre IT, Thiago Azevedo, CTO, e Evandro Franco, líder técnico de blockchain, apresentaram na prática como construir um blockchain em Fabric, simulando ao vivo para a plateia como construir uma blockchain privada e o desenvolvimento de um smart contract, baseada no Hyperledger Fabric e quais são os desafios e considerações durante o desenho da solução. A Sempre IT fez um tutorial básico Hyperledger no YouTube.

Após os painéis, houve um momento de networking entre os participantes e painelistas. As apresentações e vídeo da aula serão disponibilizadas no MeetUp da Hyperledger.

Que é a Hyperledger

A Hyperledger é um esforço colaborativo de código aberto criado para o avanço das tecnologias de blockchain das inter-indústrias. É uma colaboração global, incluindo líderes de finanças, bancos, Internet das Coisas, cadeia de suprimentos, manufatura e Tecnologia. A Fundação Linux hospeda a Hyperledger. Para saber mais, visite: https://www.hyperledger.org/.

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Empresas estão preparadas para o futuro?

dell_marcelo_medeiros.jpgPor Ethevaldo Siqueira
02/02/2018 - Em reunião com a imprensa nesta quinta-feira, 01 de fevereiro, Marcelo Medeiros, presidente da Dell EMC (foto à esquerda) apresentou o estudo patrocinado por essa empresa e pela Intel, cujas conclusões revelam que as empresas brasileiras têm infraestruturas de TI pouco preparadas para a Transformação Digital.

• O estudo IT² - Indicador de Transformação da TI mostra que as companhias instaladas no país têm uma nota média de 43,7 (de uma escala de 0 a 100) em relação à maturidade da infraestrutura de TI para suportar a digitalização dos negócios. O principal desafio está na automação de processos, com média de 33,9
• Ainda de acordo com o levantamento, apenas uma em cada quatro empresas enxerga a TI como diferencial competitivo para os negócios e quase metade das organizações (47%) investe mais de 60% dos orçamentos no legado
• Empresas lançam uma ferramenta online gratuita para companhias avaliarem o seu atual estágio de transformação da TI

A Dell EMC e a Intel anunciam os resultados de um estudo inédito, encomendado para a IDC Brasil – empresa líder no país em inteligência de mercado e consultoria nas áreas de tecnologia da informação e telecomunicações – e voltado a identificar como a infraestrutura de TI das empresas brasileiras está preparada para suportar a transformação digital dos negócios. Esta primeira edição da pesquisa, batizada de IT² - Indicador de Transformação da TI, concluiu que, em uma escala de 0 a 100, as companhias instaladas no Brasil atingiram uma média de 43,7 pontos, demonstrando assim que têm um longo caminho a ser percorrido para que o ambiente tecnológico esteja totalmente preparado para suportar as demandas por digitalização.

Junto com os resultados do estudo, é lançada a ferramenta IT² - Indicador de Transformação da TI, desenvolvida pela IDC, em colaboração com Dell EMC e Intel. Trata-se de uma análise online e gratuita, disponível em http://IT2.idclatinsurvey.com, por meio da qual as empresas brasileiras podem avaliar o grau de maturidade da sua infraestrutura de TI para suportar a transformação digital e comparar os resultados com outras organizações instaladas no Brasil.

O estudo da IDC Brasil, patrocinado por Dell EMC e Intel, entrevistou 250 profissionais responsáveis pela decisão de compra da infraestrutura de TI de empresas privadas com mais de 250 funcionários. A análise, realizada no segundo semestre de 2017, avaliou três grandes indicadores essenciais para a maturidade dos ambientes tecnológicos para suportar a transformação digital dos negócios: Processos Internos e Cultura, Automação de Processos e Modernização da Infraestrutura.

De acordo com o estudo, a Automação de Processos foi o tema com os mais baixos resultados (média de 33,9 pontos) entre os indicadores. Em seguida aparece a Modernização da Infraestrutura (com 42 pontos) e os Processos Internos e Cultura (com 55,2 pontos).

 “O principal objetivo da Dell EMC ao patrocinar o IT² - Indicador de Transformação da TI foi o de contribuir para o sucesso das empresas na jornada rumo à transformação digital, ao oferecer uma métrica real sobre o quanto a infraestrutura de TI está preparada para suportar as demandas das áreas de negócio”, explica Marcelo Medeiros, vice-presidente da divisão de Soluções Computacionais e de Redes da Dell EMC na América Latina.

“Temos a visão de que a transformação de TI será um passo essencial para suportar a digitalização dos negócios, a partir de infraestruturas flexíveis e escaláveis, com processos automatizados. Mas o estudo demonstra que as organizações ainda têm um longo caminho a percorrer e, principalmente, tendem a enfrentar problemas com uma possível retomada da economia e um aumento na demanda por projetos digitais”, complementa.    

Automação de Processos: mais da metade não adota virtualização dos equipamentos de rede

Em relação à Automação de Processos, o estudo da IDC conclui que só uma pequena parcela das organizações já implementou mecanismos avançados para automatização, apesar dessa questão ser essencial para que as empresas tenham agilidade para adequar o ambiente de TI para as novas demandas dos negócios relacionadas à transformação digital e consigam alocar os profissionais para tarefas estratégicas.

O estudo aponta que a virtualização tem sido o principal ponto avaliado pelos gestores da infraestrutura de TI no sentido de automatizar a gestão dos ambientes e ter mais flexibilidade para atender novas demandas. Os servidores têm sido um dos recursos mais virtualizados pelas empresas, com 67% dos entrevistados indicando que apresentam de 51% a 100% do processamento em máquinas virtuais. Em contrapartida, os equipamentos de rede aparecem como um dos recursos menos virtualizados pelas organizações, com mais da metade dos entrevistados não utilizando esse recurso.

Em relação à Automação de Processos, o estudo indica que a maioria das empresas não utiliza mecanismos essenciais para automatizar processos de TI. Como reflexo 57% dos entrevistados afirmam ainda não ter planos de implementar o chargeback (tarifação pelo uso) – para cobrar das áreas de negócios pelo uso efetivo dos recursos tecnológicos – e o mesmo percentual (57%), por enquanto, não pretende adotar DevOps, metodologia voltada a melhorar a comunicação, integração e colaboração entre os responsáveis pela infraestrutura de TI e os desenvolvedores de software.

Entre os entrevistados, só 17% já utilizam o chargeback e 15% pretendem implementar nos próximos 12 a 24 meses. Enquanto 13% adotam o DevOps e 13% disseram que existe interesse no tema pela área de Desenvolvimento e de Operações.

Modernização da Infraestrutura: 23% desconhecem o storage definido por software

O estudo demonstra que, apesar dos negócios exigirem respostas cada vez mais rápidas e atualizadas da TI, as novas soluções de infraestrutura não têm sido adotadas ou analisadas na velocidade adequada. Como reflexo, muitas das empresas ainda não avaliam o uso de infraestruturas definidas por software, apontadas como um caminho essencial para garantir a modernização dos ambientes para atender a demanda por transformação digital.

Quando questionados sobre a perspectiva de adoção das tecnologias mais recentes para a modernização da infraestrutura de TI, 13% já implementaram o storage definido por software e 8% planejam adotar em 12 a 24 meses.


O levantamento demonstra ainda que só 9% das empresas consultadas têm a infraestrutura de TI na modalidade de cloud, com automação, cobrança por uso e acesso pela internet. Enquanto que a maioria encontra-se no estágio inicial da modernização, com 40% das organizações na fase de virtualização (com consolidação e gerenciamento dos equipamentos virtualizados) e 40% na etapa de consolidação dos ambientes. Outros 11% das corporações apontam que estão em fase de automação, com virtualização de equipamentos e provisionamento da infraestrutura sob demanda.

Processos Internos e Cultura: só 19% fazem análise de ROI de todos os projetos de TI

Apesar de o estudo demonstrar que Processos Internos e Cultura são o tema mais bem posicionado pelas organizações para suportar a transformação digital, os resultados apontam que os decisores da área de infraestrutura têm muito a avançar nessa questão.

Um exemplo dessa constatação está no fato de que só 19% dos entrevistados afirmam realizar a análise de ROI (retorno sobre investimento) de 100% dos projetos de TI. O que demonstra uma dificuldade de comprovar resultados para as áreas de negócio.

Outro ponto de atenção do estudo em relação a Processos Internos e Cultura refere-se ao fato de que a maioria dos gestores da área de infraestrutura de TI considera que ainda não são vistos como estratégicos nas organizações. Quando questionados sobre a percepção que os gestores de negócio têm da área de Tecnologia da Informação, só 24% apontam que representam um diferencial competitivo para o negócio, enquanto 44% se veem com uma área de serviços que alavanca os resultados da empresa, 30% como um centro de custos e 1% como inibidores para os negócios.

Parte dessa visão pouco estratégica deve-se ao fato de que, nos últimos 12 meses, os principais projetos conduzidos pelas áreas de TI foram voltados à redução de gastos operacionais, citados por 62% dos profissionais consultados no estudo.

Ainda de acordo com o estudo, mais de 47% das empresas investem mais de 60% dos orçamentos de TI no legado e menos de 40% a iniciativas transformacionais ou associadas à inovação. Segundo Pietro Delai, gerente de Pesquisa e Consultoria da IDC, o estudo trouxe uma visão interessante dos próprios gestores de TI, que se sentem melhores avaliados pelas áreas de negócio quando investem mais na inovação que no legado.

“Os gestores da infraestrutura de TI têm um grande desafio pela frente e que passa por comprovar os resultados dos seus projetos para as áreas de negócios e, principalmente, aumentar iniciativas inovadoras. Com a perspectiva de aumento nas demandas por transformação digital, a área de tecnologia será desafiada a, com um mesmo orçamento, alavancar projetos que sejam mais estratégicos para o negócio. Uma fórmula que só será possível com automação dos processos, modernização da infraestrutura e uma abordagem mais estratégica dos gestores de TI”, conclui o vice-presidente da divisão de Soluções Computacionais e Equipamentos de Rede da Dell EMC na América Latina.

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