Quais as vantagens de usar uma cloud nacional?

cloud_backup.jpg16/09/2019 - Uma das obrigações solicitadas pela LGPD é que dados pessoais de clientes e usuários sejam armazenados apenas em território nacional pelas empresas

Uma das preocupações recentes nas companhias brasileiras é a adequação às exigências da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD - nº 13.709), que entrará em vigor  em agosto de 2020. Pode parecer bastante tempo, porém o processo de adequação é muito delicado e poderá demandar um período demorado para tratar com total segurança os dados dos clientes, tanto de empresas públicas quanto  privadas.

Por isso, vários empresários têm corrido contra o tempo em busca de empresas que auxiliem na adequação ou realizem a segurança necessária para estar em compliance com a lei. Além disso, uma das principais preocupações dos empresários é a localização do Data Center que armazena os dados da empresa, já que uma das exigências da nova lei é o armazenamento dos dados em território nacional. Isso passou a ser um grande ponto de análise, já que os grandes players de armazenamento em nuvem são estrangeiros.

Além disso, são alguns dos requisitos de adequação a LGPD: Operações de tratamento realizadas em território nacional; oferta de bens, serviços e tratamentos de dados em território nacional; coleta de dados pessoais em território nacional.

As vantagens de se escolher uma empresa nacional

Com isso, a dúvida em encontrar um player nacional que ofereça a mesma performance e benefícios que os fornecedores internacionais surge entre as equipe de TI das empresas. Porém, hospedar os dados em uma cloud brasileira tem mais vantagens do que apenas estar em compliance com a LGPD, como explica Edilson Silveira, CTO da Winov Cloud, empresa de cloud brasileira, que possui sede em Curitiba (PR).

“A economia por possuir a possibilidade de pagar em reais é a principal, já que quando realizamos o pagamento de um serviço internacional o mesmo é cobrado na moeda do país de origem e no fim das contas, colocando na ponta do lápis, as empresas acabam pagando mais do que deveria por precisar fazer a conversão dos valores”, ressalta Edilson. Esse ponto possui pouca atenção das equipes financeiras das empresas, mas é de extrema importância para a continuidade do negócio.  

Outro ponto em potencial a se considerar é a economia e consumo correto de recursos existentes ao mudar para uma cloud nacional. “Armazenar seus dados em um player fora do país fará você sofrer com a latência dos dados. Latência é quanto tempo seus dados demoram para ser entregues na cloud e vice-versa. Isso pode ocasionar em lentidão na execução de tarefas, o que, dependendo do negócio, pode ser prejudicial para a saúde do mesmo”, enfatiza Edilson.

Garantir esses pontos, junto às adequações da LGPD, ajudará as empresas a irem muito mais longe, além de impulsionar a economia brasileira, já que muitas companhias passarão a valorizar produtores locais de soluções em cloud. “Pode não parecer, mas as exigências da nova lei (LGPD) fará o Brasil crescer no setor de tecnologia da maneira que deveria”, finaliza Edilson.

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Você sabe como guardar os dados do seu negócio?

datacenter.jpg*Por Cleyton Ferreira
 12/09/2019 - Antes de responder essa pergunta, é necessário analisar um ponto crucial: o dado. Atualmente, os dados são bens valiosos e estimados pelas empresas, já que eles direcionam negócios, estratégias e até produtos, moldando os caminhos para a transformação digital. Hoje em dia, com a explosão de informação que as empresas precisam lidar e a necessidade de manter esses dados seguros, é necessário adequar as diversas opções de serviços de tecnologia à correta necessidade das companhias. Diferentemente dos anos anteriores, o mercado atual disponibiliza vários tipos de serviços e provedores.

Diversos setores estão olhando de forma diferente para a área de TI como forma de alavancar seus negócios, já que o surgimento de novas aplicações e produtos dentro das empresas acontece a todo momento. Dados da consultoria global Research And Markets revelam que, somente na América Latina, espera-se um crescimento de ao menos 11% no investimento em data centers no período entre 2018-2023, com receita de cerca de US$ 316 milhões até 2023. Existe uma tendência em que as empresas investem em tecnologia de ponta para se adequarem a uma nova realidade de serviços. Eles são focados nos clientes e com customização de acordo com a necessidade de cada pessoa. Por fim, essas inovações se integram, muitas das vezes, à IoT, Inteligência Artificial, big data e o já não tão distante 5G. No final, sempre será necessária uma infraestrutura para armazenar todos os dados gerados. Entre as opções disponíveis estão o Colocation, o Hosting, o Cloud e o Multicloud. Independentemente do tipo de serviço adotado, é importante lembrar que o dado, por mais camadas de abstração que tenha, sempre estará armazenado em um data center.

Aqueles que já possuem data centers por vezes enfrentam problemas de espaço para aumentá-los. Se a demanda é essa, mesmo que não seja uma solução definitiva, o mais indicado é o serviço de Colocation. Nessa prática, as empresas alugam esse espaço já preparado e constroem nele um ambiente com seus equipamentos particulares, compartilhando custos de banda, conexão, espaço para dados, custos elétricos, entre outros, com o provedor do serviço. Uma das vantagens é a despreocupação com infraestrutura, segurança, e outros fatores, por ficarem sob encargo dos donos do espaço de data center.

Quando a necessidade da empresa é maior flexibilidade, o serviço de cloud computing é o mais indicado. O armazenamento em nuvem permite a aquisição de infraestrutura de TI de acordo com as necessidades da companhia, além da comodidade de se acessar os dados de qualquer lugar. De acordo com estudo da consultoria global IDC, dois terços de empresas multinacionais usam serviços de nuvem e têm estimativa de movimentar, até 2020, mais de US$ 43 bilhões.

Outro levantamento global da IDC aponta que esse mercado de data centers representa um expressivo filão a ser explorado no Brasil. Na pesquisa, a maioria das organizações que já aderiu à estratégia (45%) adotou cloud computing. O colocation vem logo a seguir com 37%.

Por fim, para empresas que precisam investir apenas em hospedagem em um espaço determinado e fixado, a melhor opção é o tradicional hosting. Esse serviço hospeda aplicações, soluções de tecnologia da informação ou ativos, além de gerenciar tarefas de manutenção para garantir o bom funcionamento do ambiente. Ele é oferecido nas formas dedicada e compartilhada. Na primeira, o cliente paga por recursos de servidores, quantidade definida de banda dedicada, CPU, RAM e espaço no centro de dados, podendo ter total controle de todos os recursos dos servidores. Na segunda, o volume definido de armazenamento é feito em um único servidor, sendo que os recursos são compartilhados entre diferentes clientes. A desvantagem é que a disponibilidade desse modelo pode ser afetada em momentos de pico de tráfego.

Como essa escolha pode custar caro a longo prazo, é importante realizar uma análise mais profunda sobre a realidade de cada empresa. Para uma maior assertividade, os fornecedores desses serviços, usualmente, disponibilizam analistas que estudam a estrutura e qual a melhor solução para o que for necessário. Se a companhia já apresenta problemas com limitações de espaço físico ou não consegue garantir a segurança dos dados, muitas vezes sensíveis, é preciso iniciar essa mudança o quanto antes, principalmente para aqueles que buscam a transformação digital de seus negócios.

*Cleyton Ferreira é CTO no Uol Diveo

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Como a tecnologia ajuda a popularizar a saúde no Brasil

tecnologia_saude_250.jpg*Bruno Rodrigues
02/09/2019 - O Brasil conta com apenas 1.8 médicos para cada mil habitantes. Tecnologias que ajudam na prevenção de doenças e na otimização do sistema de saúde estão melhorando a qualidade de vida do brasileiro

Segundo relatório da consultoria McKinsey, o Brasil possui menos médicos por pessoa do que a maioria dos países desenvolvidos. Os dados são do Brazil Digital Report, que levantou vários aspectos da economia nacional, em parceria com o Brasil no Vale do Silício, movimento de estudantes brasileiros que começou em Stanford, nos Estados Unidos. Um dos caminhos para popularizar a saúde no país é através da tecnologia.

Atualmente, no Brasil, a média é de 1.8 médicos para cada mil habitantes, enquanto em países desenvolvidos a média chega a 4.1. Existe uma grande lacuna no sistema de saúde nacional. Isso começa desde a formação, onde não conseguimos qualificar profissionais o suficiente para aumentar essa média. Por isso a tecnologia pode ajudar, através de plataformas de saúde que melhoram a qualidade de vida. Claro que um aplicativo não substitui um médico, mas pode motivar o usuário a praticar mais exercícios, cuidar da sua alimentação, medir a frequência cardíaca constantemente, por exemplo, e isso impacta diretamente na sua qualidade de vida e na prevenção de doenças crônicas".

Soluções que fazem a diferença

As health techs, startups que desenvolvem soluções para saúde, estão crescendo no Brasil. Já são 353 empresas mapeadas. Dessas, 46,4% estão em fase de tração, e 30% em fase de operação, segundo o Global Startup Ecosystem Report, pesquisa lançada pelo Startup Genome. Conheça algumas das soluções que estão ajudando a popularizar a saúde no país:

Saúde corporativa

Segundo dados do INSS, em 2018, foram concedidos mais de 196 mil benefícios a trabalhadores que precisaram ser afastados de suas atividades profissionais por problemas de saúde ocasionados diretamente pelo trabalho. Tentando mudar essa realidade a GoGood, empresa de saúde digital corporativa, foca o desenvolvimento de sua tecnologia na prevenção de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. Ao disponibilizar aplicativos e plataformas que ajudam colaboradores a reduzir fatores de risco à saúde - como sedentarismo e obesidade - e a mudarem seu estilo de vida, a GoGood auxilia a aumentar a produtividade dos colaboradores e a melhorar o clima organizacional. A empresa, que atende principalmente médias e grandes organizações — como PayPal e Santander —, conquistou resultados como a duplicação da frequência de prática de atividades físicas dos usuários. Em 2019, a GoGood foi uma das selecionadas para o ScaleUp Endeavor Transforma. A startup recebeu investimento do fundo Canary e já captou mais de R$ 1,5 milhão. É a única plataforma de bem-estar certificada como parceira do Great Place to Work (GPTW).

Apoio para os planos de saúde — Criado pela Softplan, uma das maiores desenvolvedoras de softwares para gestão do Brasil, o Dictas foi idealizado por uma equipe especialista em ciência de dados, com conhecimento e experiência em gestão de saúde. Por meio dele, é possível otimizar os custos de operadoras que, em retorno, aumentam a eficácia dos serviços ofertados aos usuários. A ferramenta fornece um acesso a painéis com indicadores, usando Machine Learning, Big Data e Advanced Analytics, além de inteligência artificial, para detectar gastos desnecessários e que não beneficiam os assistidos pelos planos. Por meio de uma investigação minuciosa, a tecnologia realiza simulações, mapeia os dados coletados e/ou cruzados e recomenda, de forma preditiva, intervenções a serem feitas pelos gestores do sistema. Além disso, também pode ser usada na medicina preventiva, classificando os pacientes por grupos de riscos, sugerindo grupos por tipo de patologia crônica e identificando exames que poderiam ser realizados antecipadamente pelos usuários para evitar o aparecimento e o desenvolvimento de possíveis doenças.

Ajuda na integração — A ePHealth é uma empresa graduada pelo MIDITEC, incubadora da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), que desenvolve uma plataforma para Atenção Primária em Saúde (prevenção), focando na melhoria da rotina de agentes de saúde do sistema público. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), melhorar a atenção básica é uma das formas mais eficientes de reduzir de custos e melhorar a eficiência no setor da saúde, pois é responsável por até 80% dos problemas, além de ser a porta da entrada da população no sistema saúde, público ou privado. De acordo com dados do Ministério da Saúde, são cerca de 250 mil agentes comunitários de saúde, acompanhando a população que utiliza o SUS, e é neste segmento que a startup atua. "Esta área ainda muito carente de tecnologias no Brasil, e foi nisso que nos especializamos, lançando um aplicativo gratuito para agentes de saúde, hoje o número 1 do mercado, atingindo: 3.132 municípios, 1.3 milhões de vidas acompanhadas, 6.3 milhões de visitas domiciliares realizadas, por 22 mil Agentes de Saúde".

*Bruno Rodrigues é CEO da GoGood

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IBM lança portal de voluntariado IBM.org no Brasil

ibm.org.jpg02/09/2019 – Nova plataforma global conecta instituições a funcionários IBM que procuram oportunidades de voluntariado e doação para causas sociais

A IBM anuncia o lançamento no Brasil do seu portal de voluntariado IBM.org (www.ibm.org). A plataforma transforma a experiência de doação e de trabalhos voluntários para funcionários e comunidades parceiras, oferecendo um espaço único para aprendizado e participação em esforços de impacto social. O site faz parte da nova estratégia de responsabilidade social corporativa da IBM, que vem buscando direcionar ainda mais seus esforços humanitários, particularmente nas áreas de educação, desenvolvimento econômico, saúde e preparação para catástrofes naturais, entre outros.

A plataforma também fornece acesso aos relatórios anuais de responsabilidade social da empresa, que detalham os esforços da IBM para fornecer tecnologia e talento para enfrentar os desafios mais difíceis do mundo. O recém-lançado relatório descreve o papel da IBM Brasil nesse esforço. Exemplos citados incluem tecnologia do laboratório de pesquisa da IBM no Brasil para ajudar os agricultores a serem mais bem-sucedidos. Durante 2018, de acordo com seu relatório anual de responsabilidade corporativa, a empresa fez contribuições de US$ 392,5 milhões em todo o mundo.

"A IBM tem uma longa trajetória em iniciativas de responsabilidade social e o IBM.org será um componente-chave da nova estratégia de doação empresa, ajudando a garantir um maior impacto em áreas que se alinham às prioridades da organização, como educação e habilidades, saúde e bem-estar, e preparação e resposta a desastres naturais", afirma Juliana Nobre, gerente de responsabilidade social corporativa da IBM Brasil.

O IBM.org é um site público e, portanto, pode ser acessado por todos os funcionários e qualquer pessoa que esteja procurando informações sobre as atividades de Responsabilidade Social Corporativa da IBM.

Como ONGs podem participar

Para que os funcionários da IBM doem para uma organização por meio do IBM.org, a organização deve ser examinada no IBM Volunteer Portal e atender um dos seguintes critérios:
- Ser uma entidade sem fins lucrativos;
- Uma escola primária, secundária ou acadêmica;
- Faculdade ou universidade credenciada, pública ou privada.

Como parte do processo de verificação, a organização deve demonstrar que não defende, apoia ou pratica atividades inconsistentes com as políticas de não discriminação da IBM, seja baseada em raça, cor, religião, gênero, identidade ou expressão de gênero, orientação sexual, origem nacional, deficiência ou idade.

Organizações inelegíveis incluem aquelas engajadas em atividades políticas e lobby, agências com fins lucrativos, programas religiosos, organizações de serviços para funcionários, agências apoiadas por receitas fiscais e aquelas cujo objetivo é esporte ou recreação. A IBM reserva-se o direito de determinar quais organizações são elegíveis para subvenções.

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Benefícios da inteligência artificial na saúde

ai.jpg*Por Ron Seagull
28/08/2019 - A inteligência artificial (AI) tem revolucionado a forma como as organizações se relacionam com as pessoas, otimizam processos e geram resultados. Estima-se que, até 2025, o uso dessa tecnologia aplicada ao setor da saúde movimente mais de 34 bilhões de dólares, sempre impulsionado pelo desejo de automatizar tarefas-chaves e gerar insights, principalmente no gerenciamento de cuidados com a saúde.

A AI é um ramo da Ciência da Computação que visa o desenvolvimento de máquinas capazes de simular a habilidade humana de pensar e agir. O crescimento dessa tecnologia na área da saúde se deve ao suporte em tempo real e assertivo de tarefas como coleta e análise de dados dos pacientes, prevenção de doenças e diagnósticos precoces e orientação personalizada de tratamentos.

Além disso, os benefícios se estendem também à otimização de processos operacionais. Um exemplo é o registro eletrônico de prontuários médicos, que centraliza e analisa as informações do paciente, facilitando a tomada de decisões e diminuindo o tempo na organização desses documentos.

De acordo com dados do IDC, empresa global de inteligência de mercado, até 2021 cerca de 20% das organizações de saúde terão alcançado de 15 a 20% de ganhos de produtividade por meio da adoção da tecnologia artificial.

Exemplos de aplicações da inteligência artificial na saúde:

- Cirurgias com uso de robôs

- Assistentes virtuais no atendimento a pacientes

- Diagnósticos precisos por meio da análise de dados

- Orientação assertiva de tratamentos e desenvolvimento de novos medicamentos

- Predição de fatores de risco

- Assistência automatizada de fluxo de trabalho

- Detecção de fraudes

- Triagens inteligentes

Leia mais:

A importância dos profissionais de jaleco branco no engajamento da saúde

Inteligência artificial na jornada do paciente

A jornada do paciente é o termo relacionado às experiências que uma pessoa vivencia quando busca cuidados médicos. O acompanhamento desse processo pelas empresas, com a ajuda da inteligência artificial, é fundamental para a obtenção de melhores resultados tanto na qualidade de vida do indivíduo quanto para a redução de custos.

A Proxismed é pioneira em aliar a AI a processos humanizados na jornada do paciente. Por meio de uma plataforma omnichannel, que engloba recursos como chatbot e machine learning - ferramentas de inteligência artificial - a organização coleta, centraliza e analisa assertivamente todas as informações do paciente, contribuindo para a prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e qualidade de vida.

O chatbot é um software capaz de conversar com um paciente por texto ou áudio, de maneira humanizada. Essa ferramenta, que atua como um assistente virtual, agiliza a obtenção de respostas para dúvidas de saúde e até mesmo para a orientação de tratamentos.

Já o machine learning permite que o chatbot entenda o texto informado pelo paciente, antecipando dúvidas comuns e excluindo, muitas vezes, a necessidade de abertura de um chamado. As informações de saúde fornecidas pelos indivíduos nesses contatos são armazenadas para análises e atendimentos posteriores.

Outro ponto importante dessa plataforma oferecida pela Proxismed é a integração com serviços que cruzam dados e permitem mapear fatores de risco e analisar informações genéticas, possibilitando antecipar diagnósticos e adotar medidas preventivas.

A inteligência artificial representa uma verdadeira revolução na personalização da saúde e aproximação com os pacientes. Portanto, adequar-se à nova realidade é vital para a sustentação e crescimento de negócios em saúde.

*Ron Seagull é CEO da Proxismed

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É possível evitar roubo de dados nos smartphones?

celular_anatel_2.jpg*Por Gina van Dijk
23/08/2019 - É cada vez mais difícil encontrar quem não vive checando o celular em busca de novas mensagens ou notícias. Estamos mais conectados a cada dia e em um número cada vez maior de dispositivos. Hoje, o Brasil é um dos países com maior utilização de smartphones para acesso à Internet, com usuários que navegam cerca de três horas por dia, em média. Nesse cenário e diante dos recentes escândalos de vazamento de mensagens, que atingiram os principais personagens da República brasileira, do presidente Jair Bolsonaro, passando por ministros do STF e os presidentes da Câmera dos Deputados e de Senado, além do ministro da Justiça Sergio Moro, uma questão prática surge: será que nossas informações estão realmente seguras nesse mundo móvel e digital?

A resposta para essa pergunta é bastante complexa e tem diferentes aspectos. Há uma enorme discussão global acerca da privacidade dos usuários e as redes sociais e desenvolvedoras estão sendo bastante cobradas para avançar na área de proteção e uso de informações. Muito tem sido feito para melhorar a segurança no ambiente digital, incluindo a oferta de soluções mais modernas. Por outro lado, é necessário notar que o cibercrime também está em constante evolução e as ameaças não param de aumentar.

Um erro bastante comum é julgar que a segurança dos dados pessoais depende exclusivamente dos fornecedores e desenvolvedores de aplicativos. Os usuários também deveriam estar atentos ao seu papel para evitar o roubo de informações. Por exemplo: estamos acostumados a usar antivírus em nossos desktops e notebooks, mas nos esquecemos de adotar a mesma medida no smartphone. Na verdade, pesquisas recentes indicam que quase dois terços dos donos de smartphones no País ainda não têm um software de proteção instalado em seus aparelhos celulares.

Instalar um software antivírus e contar com uma solução de VPN (de Virtual Private Network, em inglês) são dois passos básicos e essenciais que os usuários devem tomar. Do mesmo modo, as empresas que utilizam dispositivos móveis em suas operações também são aconselhadas a incentivar esse tipo de ação junto a seus colaboradores. Esse pequeno ato pode ser fundamental para impedir que as ameaças se tornem problemas reais e consigam acessar dados sigilosos.

Outra dica importante é ter cautela. Pode parecer básico demais destacar o bom senso como uma dica de segurança, mas é extremamente importante que as pessoas e companhias prestem atenção a isso. Isso porque a maioria dos casos de fraudes e roubos virtuais, hoje, vem dos ataques de phishing, com a invasão feita a partir de links maliciosos enviados com iscas contaminadas. Estamos falando das correntes que se espalham pelos comunicadores, além de fake news, promoções mirabolantes, mensagens falsas etc.

De acordo com relatórios especializados, os usuários brasileiros foram as principais vítimas de golpes de phishing ao redor do mundo durante o primeiro trimestre de 2019, com mais de 20% das fraudes realizadas em todo o globo. Esse cenário reforça a importância de se criar uma cultura mais seletiva e analítica entre as pessoas que utilizam ferramentas de compartilhamento e comunicação de dados.

Além dessas ações, é recomendável que os usuários adotem também outras medidas voltadas à segurança de suas informações no mundo on-line. A primeira delas é evitar ao máximo o uso de redes sem fio abertas. É verdade que temos cada vez mais pressa para acessar as informações e mensagens e que nem sempre o sinal das operadoras permite a conexão rápida, mas utilizar redes Wi-Fi desprotegidas pode representar uma grande ameaça à segurança de seus dados. Por isso, mesmo com uma VPN instalada, a dica é buscar ambientes conhecidos e seguros, de preferência em redes com certificações de segurança instaladas.

Outro passo é avaliar os critérios de segurança dos aplicativos, instalando apenas aplicativos reconhecidos pelos fabricantes e sistemas operacionais. Hoje, não são poucas as soluções que adotaram padrões de privacidade e proteção extremamente modernos, com criptografia nativa, por exemplo, para manter os dados longe de ameaças. Buscar essas ferramentas e acompanhar as opiniões de outros usuários pode render bons resultados nessa jornada.

Além disso, é recomendável adotar a dupla verificação para o acesso às contas. Alguns aplicativos já permitem que o usuário use diferentes combinações de checagem, tornando mais efetivo o controle de identificação. Implementar este tipo de solução não torna impossível o roubo de dados, mas dificulta a invasão de hackers e melhora a segurança em caso de perda ou furto do aparelho.

Vale destacar que outras maneiras de complicar uma invasão são: adotar e-mails diferentes para a criação de contas; gerar senhas diferentes para cada um dos acessos; e manter o mínimo de informação confidencial armazenada no dispositivo. Essas são iniciativas simples e que podem ser adotadas rapidamente pelos usuários.

Do ponto de vista das empresas, a necessidade é investir em conhecimento e na consolidação de novos parâmetros culturais, com medidas que alertem e aprimorem a segurança dentro de suas operações. Para isso, é preciso que os líderes entendam a importância de se modernizar os processos, contar com especialistas capacitados para identificar e mitigar ameaças e, principalmente, adotar modelos de gestão que orientem e habilitem os colaboradores a manterem uma postura segura e consciente dos riscos virtuais.

Não há maneira de se manter 100% seguro, ainda mais porque as ameaças mudam constantemente. Mas usuários e empresas precisam ter consciência desse desafio e caminhar para uma rotina mais protegida. Todos têm seu papel nessa jornada de cibersegurança, que pode começar agora mesmo, em nossos celulares.

*Gina van Dijk é Diretora Regional do (ISC)² América Latina

 

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