Seja o líder da transformação digital

cesar_velloso_country_manager_1-1.jpg*Por Cesar Velloso
16/06/2017 - As tecnologias digitais já não são mais apenas serviços de suporte para os negócios. Elas se tornaram ferramentas fundamentais de inovação, crescimento, competitividade e aumento de receita. Os CEOs (Chief Executive Officers) representam um papel cada vez mais importante e têm uma responsabilidade inegável de liderar pessoalmente a transformação para os negócios digitais, apoiando outros líderes de sua organização.

Para que isso aconteça, algumas mudanças devem ser adotadas de forma estratégica e com foco em resultados. Uma delas é definir uma agenda visionária de necessidades que ainda não foram alcançadas. Apesar das rápidas transformações nas indústrias, ainda vemos que muitas empresas tradicionais indicam que ainda não têm a intenção de se reinventarem digitalmente. Cabe aos CEOs começarem a mudar o nível de ambição de suas companhias focando em fatores que nenhuma outra organização jamais conseguiu oferecer aos seus clientes. É fundamental que os CEOs tenham a capacidade de enxergar essas oportunidades e alavancá-las em prol da evolução digital dos seus negócios. Trata-se da perpetuação de suas organizações.

Os CEOs precisam definir se suas organizações adotarão estratégias competitivas ou se criarão parcerias com seus concorrentes. Até as indústrias que não são diretamente impactadas pelos gigantes da nova era digital enfrentarão os desafios de lidar com um novo perfil de clientes influenciados pelas experiências oferecidas por essas companhias. Esse cenário apresenta diversos riscos, como tentar construir uma plataforma tecnológica com o intuito de se adaptar, mas não obter sucesso ou até mesmo se tornar dependente de serviços de tecnologia em Nuvem oferecidos por grandes empresas que podem, posteriormente, ser competidoras no seu mercado.

Como o "líder dos líderes", o CEO deve encontrar formas de patrocinar e cultivar visões da nova era digital entre seus executivos e equipes. Desafiá-los a repensar planos e propostas mais inovadoras é uma forma de integrar o time, engajando-os através de um processo de mudança mais participativo. Delegar tarefas também é um passo importante para os CEOs a fim de conseguirem acelerar essa transição de forma mais estratégica.

Enquanto os negócios digitais transformam as indústrias, mercados, produtos, serviços e modelos de negócios, as organizações precisam se mobilizar e encontrar recursos internos para entrarem no jogo, como capital financeiro, gerenciamento de tempo, profissionais especializados e outros fatores. Para isso, é preciso identificar as unidades, modelos e canais de negócios que não estão entregando os melhores resultados, priorizar os cortes e efetivar essas mudanças.

É essencial que o CEO passe um longo tempo em contato com novas ideias da era de negócios digitais. Uma forma de fazer isso é a convivência com as novas gerações, como os Millennials, que não conhecem a vida sem tecnologia. Pode ser um familiar, um funcionário ou um colega. O importante é não só ouvir o que eles têm a dizer, mas observar seus hábitos e comportamentos.

Com isso, será possível perceber que existem diversas opções de tecnologia que podem ser aplicadas tanto no ambiente corporativo como no seu dia a dia. Passar a utilizá-las em sua rotina diária é uma boa forma de moldar o pensamento voltando-o para a nova era digital.

Como líder de um negócio, o CEO algumas vezes deve se comprometer a trilhar caminhos que precisam ser testados. As organizações precisam ser lideradas com audácia e visão de futuro, principalmente as indústrias que estão passando por grandes transformações digitais. Crie uma visão arrojada para a sua empresa, tenha um discurso motivacional simples e direto, repita-o sempre que possível, para o máximo de pessoas possível. Seja o líder da transformação dos negócios digitais que todos querem seguir!

*Por Cesar Velloso, Country Manager do Gartner para o Brasil

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Robôs hackers: guerra total contra a Internet

spoofing.jpg*Por Rita D’Andrea
19/06/2017 - Robô: palavra que vem do tcheco robota – trabalho forçado, escravidão.

Há alguns dias a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) divulgou alerta sobre o possível uso de robôs para manipular o preço de algumas ações. Legiões de software robôs disparados por pessoas mal-intencionadas estariam influenciando artificialmente a liquidez de ativos negociados em portais Web de grandes corretoras de valores. O objetivo dos criminosos digitais é valorizar os ativos, aumentando a cotação de ações que, sem o uso de robôs, estariam em patamares mais baixos.

Essa operação tem nome: spoofing e layering.

Ao longo do ano passado, uma das maiores empresas de serviços financeiros do Brasil percebeu que robôs estavam invadindo seu portal Web para fazer solicitações de propostas. Neste caso, o robô é uma aplicação desenvolvida para pesquisar os preços dos serviços desta empresa. A missão desses robôs é se comportarem como clientes legítimos desta corporação e, a partir daí, ter acesso a dados confidenciais.

Embora faltem estatísticas sobre esse tema, é tangível a percepção de que cresce a cada dia a percentagem de tráfego na Internet feita por robôs, e não por pessoas.

Além do risco à segurança dos negócios e do ambiente de tecnologia, essas visitas indesejáveis consomem recursos digitais que não foram dimensionados para atender clientes ou prospects que, na prática, não existem.

Casos como os das corretoras de valores e da empresa de serviços financeiros são apenas a ponta do iceberg de uma tendência global que preocupa os CISOs e suas equipes.

O mundo já está ciente, também, do papel das redes de robôs (botnets) na realização de ataques que derrubam os grandes portais da Internet. Conhecidos como ataques DDoS (Distributed Denial of Service), essa modalidade consiste em disparar automaticamente milhares ou milhões de acessos simultâneos a um endereço da Web. Os servidores responsáveis por manter este sistema no ar não conseguem atender a tamanha demanda. O resultado é a imobilização da Internet.

Um dos maiores ataques da história da Internet aconteceu em outubro de 2016 – a origem de tudo foi uma rede de robôs: a rede Mirai. Mirai é um programa robô que rastreia continuamente a Internet em busca de dispositivos IoT (Internet das Coisas) e os ataca. Quando tem sucesso, a botnet Mirai transforma inocentes dispositivos IoT – roteadores domésticos, receptores de TV a cabo, babás eletrônicas, etc. – em robôs comandados por seus senhores, os hackers. Esses ataques atingiram marcas recordes: 620 Gbps e 1 Tbps.

Mas os efeitos das redes de robôs vão muito além dos ataques DDoS.

Os hackers usam seus escravos digitais para transformar o dispositivo sendo atacado (servidores, roteadores, PCs, smartphones, todo tipo de device IoT) numa infraestrutura paralela de processamento. Essa preciosa infraestrutura será usada para transmitir SPAM, realizar o processamento pesado necessário para “quebrar” senhas ou chaves de encriptação ou, então, ser a base de uma miríade de ataques de Phishing.

Para piorar o quadro, a conversão de dispositivos digitais em robôs é uma operação sutil, que muitas vezes passa desapercebida para o usuário. Ou seja: é possível que a rede seja da corporação ou da pessoa das 9:00 às 18:00 horas e dos hackers das 18:00 às 9:00 horas.

Qualquer que seja o plano específico do hacker que comanda a botnet, o alvo é sempre o mesmo: as aplicações de negócios que estão por trás dos portais Web das empresas. Estamos falando de sistemas críticos como Internet Banking, a aplicação B2C (business to consumer) que suporta a compra e venda de eletrodomésticos em um portal de e-commerce, ou a plataforma que processa os pagamentos dos direitos sociais de empregados domésticos.

Mais do que criar caos, é o acesso a dados e aplicações essenciais para a continuidade da vida que constitui o verdadeiro objetivo da guerra digital.

A criticidade dessas aplicações Web é tal que é comum que a botnet seja o instrumento pelo qual o hacker constrangerá o gestor da empresa atacada a pagar um ransomware. Hoje assistimos, também, a ataques de conotação política ou ideológica em que a meta é derrubar o portal Web da empresa, instituição ou governo que se deseja destruir.

É importante aceitar o fato de que, na era da transformação digital, as organizações estão adotando tecnologias que possibilitam a automação. O crescente interesse pelos robôs está ligado a esta realidade. A Federação Internacional de Robótica informa que, em 2016, 179.000 robôs físicos foram vendidos no mundo. Fica claro que não há como retornar ao passado e ignorar o uso de robôs, sejam equipamentos, sejam software. Segundo o instituto de pesquisas IDC, os gastos com robôs chegarão a US$ 188 bilhões até 2020. Trata-se, portanto, de um caminho sem volta.

Por essa razão, vale a pena compreender melhor de que forma as hacking botnets atuam para corroer a integridade das aplicações que estão por trás dos grandes portais da Internet:

Spammers

Spam bots entulham sites com lixo para desencorajar visitas legítimas, transformar os sites alvos em link farms e apresentar a visitantes desavisados armadilhas contendo links para malware/phishing.

O que está em risco: Não proteger o site contra spammers pode fazer com que o website entre nas listas negras, destruindo a credibilidade da presença online da empresa.

Hacking

Bots de hacking atuam sobre cartões de crédito e outras informações pessoais, injetando ou distribuindo malware para assumir o controle de um site ou servidor. Bots hackers também tentam desfigurar sites e eliminar conteúdo crítico.

O que está em risco: Se o site for vítima de um hacking bot, os clientes se sentirão vulneráveis, correndo o risco de ter seus dados expostos em praça pública (episódio Ashley Madison). As pessoas vão parar de realizar transações de e-commerce com a empresa que é alvo dos robôs hackers.

Click Frauders

Os bots do tipo “click fraud” tornam os anúncios de web advertising baseados na métrica PPC (pay-per-click) sem sentido. Os robôs “clicam” nos anúncios tantas vezes que isso leva a agência de publicidade a gastar ainda mais com web advertising. Mas, infelizmente, a oferta publicada no portal Web não está sendo vista por pessoas de verdade.

O que está em risco: Os bots de click fraud desperdiçam orçamentos de web advertising com clicks sem significado e, por inundar o portal Web, chegam a dificultar o acesso de clientes de verdade às ofertas sendo expostas.

Combater a ação de robôs malignos, principalmente aqueles que tentam simular o comportamento de um ser humano, é uma missão que exige engenhosidade, trabalho árduo e uma profunda compreensão do comportamento da aplicação. Deixada sem proteção, a aplicação Web poderá ser enganada e tratar esse falso e perigoso usuário – o robô – como se fosse um cliente ou funcionário legítimo, com acesso pleno ao sistema, ao negócio.  

*Rita D’Andrea é country manager da F5 Brasil

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Que é Social Analytics e para que serve?

ocial-analytics.jpg19/06/2017 - Antes de explicar esse conceito, precisamos compreender o cenário no qual ele está inserido.

A Forbes Brasil projeta que até 2020, metade da população latino-americana fará uso das redes sociais. 74% dos brasileiros que usam a internet no país terão conta no Facebook, serão mais de 105,2 milhões de pessoas conectadas, um crescimento de 35% em relação a 2014.

Imagine agora, o número de reações, amei, directs, comentários e stories gerados a cada segundo. Essa quantidade de dados é praticamente incontável quando a imaginamos sem o apoio de uma tecnologia que automatize esse acompanhamento.

E é neste momento que entenderemos o conceito do Social Analytics, área que se responsabiliza pelo monitoramento, análise, medição e interpretação das interações realizadas pelas pessoas dentro das redes sociais.

Segundo o Simply Measured, o Social Analytics “É a capacidade de descobrir e comunicar padrões a partir de dados sociais”. Ou seja, as análises sociais incluem a interpretação de sentimentos, processamento de linguagem natural e estudo de redes sociais (identificação de influenciadores, perfis e pontuação), além da compreensão do texto, modelagem preditiva, recomendação e identificação e classificação de assunto, tópico, pessoas ou conteúdo.

Em resumo, o Social Analytics refere-se à coleta de dados estatísticos e digitais acerca das interações realizadas pelos usuários com relação a uma marca nas mídias sociais.

O estudo de mídia social auxilia as empresas a:

– Identificarem quais ferramentas e estratégias estão de fato influenciando diretamente os objetivos do projeto;
– Medirem o retorno sobre investimento (ROI) das estratégias e;
– Planejarem continuamente como usar as mídias sociais para uma vantagem competitiva.

Fonte: Blograffcom e Simply Measured

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Bitcoin: de ouro digital à moeda do futuro

bitcoin.jpg*Por Guto Schiavon
14/06/2017 - Foi em 2009, no ápice da crise financeira mundial, que surgiu um pseudônimo em um fórum de cypher-punk apresentando "Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System", o que pode ser traduzido para Bitcoin: Um dinheiro eletrônico ponto a ponto.

Para entendermos o que é bitcoin é necessário entender que todo o dinheiro que usamos hoje precisa de um emissor centralizado, algo como um Banco Central ou Casa da Moeda. Além disso, é preciso saber que toda transação monetária também passa por uma entidade governamental ou privada, mas sempre centralizada, como o Paypal ou o banco do aplicativo que você tem instalado em seu smartphone.

O bitcoin veio para desconstruir todo esse conceito de terceira parte de confiança. Ele é o que chamamos de criptomoeda, ou seja, baseado em criptografia, digital, descentralizado e tem sua emissão prevista e controlada. Tem uma semelhança muito grande com o ouro, que é escasso, precificado por oferta e demanda e não é emitido por nenhum governo, simplesmente é minerado. Alguns especialistas até chamam o bitcoin de ouro digital ou ouro 2.0.

Circulando na internet, o bitcoin pode ser transferido ponto a ponto ou de pessoa para pessoa, sem que seja necessária uma terceira para garantir que aquela moeda não seja falsa ou esteja sendo gasta duas vezes. Afinal, como é algo digital, poderia muito bem ser copiada com um Ctrl+C e Ctrl+V.

Isso não acontece porque a criptomoeda tem o que chamamos de blockchain, que nada mais é do que um livro-caixa ou uma espécie de planilha do Excel que registra todas as transações que aconteceram na rede, de forma transparente e imutável. É importante frisar o conceito imutável, pois é isso que torna o blockchain uma tecnologia extremamente segura e que está sendo explorada por grandes empresas nos últimos tempos, para manter registros de operações financeiras, imóveis, entre outros.

O blockchain é muito seguro pois existem os mineradores. Diferente do que se imagina, não são pessoas com picaretas quebrando pedras, inclusive, se o termo fosse auditores, seria mais fácil de explicar. Esses auditores fazem o processo de verificar todas as transações que estão ocorrendo na rede bitcoin, ou seja, basicamente veem a origem da transação, verificam se ela não é falsa, se não está sendo gasta duas vezes e atualizam os saldos de quem está enviando e de quem está recebendo a moeda virtual. A cada dez minutos, encapsulam tudo isso em um bloco e informam a todos os pontos que aquelas transações são legítimas e descartam as ilegítimas. Esse processo é feito na internet, utilizando máquinas específicas, como se fosse o protocolo torrent, totalmente peer-to-peer.

Toda essa introdução ao que é bitcoin, blockchain e mineração serve para mostrar porque a moeda virtual já deu certo e, no futuro, a tendência é que sua aceitação melhore cada vez mais. Hoje, muitas instituições financeiras e empresas de tecnologia investem diretamente ou indiretamente no bitcoin, para utilizar a tecnologia do blockchain. Eles querem uma maneira segura e mais barata de realizar registros públicos e imutáveis, como uma espécie de cartório 2.0, ou também uma maneira mais rápida e segura de realizar transações financeiras entre países, abolindo o famoso Swift (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication), Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais.

Para se ter uma ideia, de acordo com a PwC, até o final de 2016, bancos e fundos de investimento já haviam investido mais de 1,4 bilhões de dólares em startups de bitcoin e blockchain pelo mundo. Além disso, hoje o bitcoin já possui um valor de mercado de 46 bilhões de dólares, algo ainda pequeno se comparado ao setor financeiro em geral, mas isso mostra a possibilidade de crescimento da criptomoeda.

Durante esses oito anos que o bitcoin tem sido testado pelo mundo, sua segurança e confiabilidade já foram provadas pelos usuários e empresas que a utilizam, mas agora o maior desafio da tecnologia é provar sua escalabilidade. Nos últimos meses, uma adesão em massa ao bitcoin, somada a ataques de SPAM na rede, fizeram com a rede ficasse congestionada de pequenas transações, encarecendo a taxa paga aos mineradores para realizar as auditorias. Hoje, essa taxa está por volta de 0,001 bitcoin ou R$10, valor baixo se você for transacionar milhões, mas uma taxa alta se você for fazer micro transações.

Felizmente, estão trabalhando em soluções de escalabilidade, programadores de todo o mundo sugerem novas especificações técnicas, métodos de aumentar a capacidade da rede e até novas camadas para fazer as transações do dia a dia e deixar o bitcoin somente para os fechamentos e conciliações.

Assim, acredito que o bitcoin é, sem dúvidas, o dinheiro do futuro. Esse novo agente monetário veio para revolucionar a maneira como guardamos, ganhamos e gastamos nossa renda. Por isso, é essencial ficarmos de olho nos movimentos do mercado e acompanhar esse crescente da criptomoeda no país.

*Guto Schiavon é COO da FOXBIT, corretora de bitcoins brasileira. Possui cerca de 80 mil clientes cadastrados e mais de R$ 250 milhões transacionados.

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A experiência do consumo está se transformando

Por Gastão Mattos
12/06/2017 - O ato de comprar está evoluindo através da tecnologia. Um dos eventos mais importantes da vertical e-commerce nos EUA, o Internet Retailer Conference & Expo (IRCE), pautou em sua edição deste ano, conteúdos relacionados à nova amplitude do consumo. Existe uma constatação de que temos novas demandas associadas e que elas são evolutivas, ou seja, em fase de transformação.

Os consumidores estão rompendo fronteiras, misturando conceitos e trazendo novas premissas para todos os processos, mesmo os mais corriqueiros e usuais como comprar. O marketing de consumo não pode ser mais explicado pelos tradicionais P's: Produto, Preço, Praça e Promoção, pois existe algo diferente, quase emocional e lúdico: a experiência associada ao ato de comprar, abrangendo antes, durante, e depois desta compra. Este novo ingrediente ganha uma relevância maior e desbanca o peso dos demais para o consumidor moderno.

Provavelmente, o expoente máximo desta transformação é a Amazon, porque ela soube entender antes de todos o que estava acontecendo e o que estava por vir. E, tal qual a Apple, em produtos, ajudou a evidenciar novas necessidades no mercado consumidor.

Praticamente tudo no IRCE 2017 fez referência direta ou indireta à Amazon. O varejo, ao menos nos EUA, se divide em três grupos: a Amazon; os concorrentes da Amazon; e um terceiro grupo que já entendeu que não poderá competir; então, tenta de alguma forma participar de seu sucesso, no market place Amazon.

No grupo dos competidores, o grande desafiador ou (desafiado?) é o Walmart, que em 2016 faturou US$ 15,8 bilhões nas vendas online, face a US$ 123,7 bilhões da Amazon. A diferença fica ainda mais forte, se considerarmos que o crescimento bruto em vendas da Amazon de 2015 para 2016 foi de US$ 24,6 bilhões, ou seja, somente este aumento é maior do que todo o faturamento Walmart no ano. Outra observação importante é a métrica do faturamento total, envolvendo todos os canais. Nela, o Walmart registrou US$ 481,3 bilhões no ano passado. A liderança desta batalha é relativa, pelo critério somente online e venda total. Mas será que esta separação ainda procede?

A segmentação – físico x online – deixou de fazer sentido, afinal o consumo entre canais se transformou em algo único. O consumidor é o mesmo e a Amazon deixou de ser apenas online. Sua operação no Amazon Fresh (ainda somente em Seattle), e a nova Amazon BookStore (em Nova York, San Francisco, entre outros), deixa claro que a Amazon está mudando sua amplitude de atuação e vai desafiar o Walmart em seus domínios.

Enquanto esta batalha se desenrola, o que sobra para os demais? Não dá para competir com estes colossos, mas existe oportunidade nos nichos de mercado. Contudo, é necessário oferecer serviços diferenciados, uma vez que o consumidor está viciado em experiências envolventes, nas fases pré, durante e pós compra.

A inovação e o uso de tecnologia são ferramentas essenciais para um projeto comercial vencedor. Novas ideias e abordagens com tecnologia se manifestam exponencialmente. Mas, nem todas elas vingarão. Faz parte do desafio, saber interpretar o match de adequação de uma ideia ou inovação com a demanda de mercado.

No IRCE 2017, várias novas tecnologias foram apresentadas, mas em estágio heterogêneo de desenvolvimento. Algumas talvez ainda sejam grandes apostas, enquanto outras já estão ganhando escala. Entre as referências, estão:

- Monitoramento em tempo real: capacidade de monitorar movimento, interação do consumidor dentro da loja e sua rota (onde parou, o que tocou, quanto tempo gastou em cada parte da visita, se comprou ou não), tudo transformado em massa de dados para análises e futuras melhorias, seja na distribuição da prateleira ou layout de loja, o mesmo em modelos preditivos de influenciar o consumo.

- Provadores Inteligentes: tecnologia que permite experimentar roupas sem vesti-las. A novidade já foi disponibilizada pela Ralph Lauren em uma de suas lojas em Nova York e é um exemplo interessante para aplicação tanto off como online.

- Chatbots: em uso em escala por lojas como a Sephora nos EUA, e já presente no Brasil, este mecanismo de compras via messenger é promissor à medida que agrega valor ao consumo rápido e casual do público jovem.

- Personalização: o uso de Machine Learning e Inteligência Artificial para poder endereçar a oferta de modo mais pessoal possível é uma aposta bastante promissora. Com poucas exceções, o novo consumidor gosta de algo especial e definido para seu perfil. Particularizar o consumo massificado é o desafio do momento, evitando ofertas intrusivas, e inadequação de abordagem.

- Realidade Aumentada: esta tecnologia já utilizada pela Sephora e a Ikea nos EUA, consiste em "provar" ou "testar" o produto virtualmente. Seu uso vale tanto para compras online como físicas nas quais se deseja simular uma nova realidade após o consumo.

- Internet das Coisas (IoT): é interessante como empresas líderes e influenciadoras como Google (Google Home), Amazon (Alexa) e Apple (Apple HomePod), apontam na mesma direção pelo uso de devices conectados à Internet, que agregam funcionalidades e simplificam compras. Apple, Amazon e Google não devem estar errados. A evolução acelerada do IoT está sendo impulsionada por estas grandes plataformas, criando uma nova forma para compras recorrentes.

- Revolução nos Modelos Logísticos – A logística não evoluiu com a mesma velocidade, comparada a outras verticais da cadeia de consumo, mas parece que chegou o seu momento, com múltiplas aplicações e modelos revolucionários em estudo. Temos a experiência com Drones para alguns tipos de entrega e o já efetivo uso de robôs em centros de distribuição, automatizando parte das funções de picking e packing. O uso de impressoras 3D também pode afetar o processo logístico, permitindo a produção em tempo real de itens de encomenda, que de outra forma demorariam dias para produção e entrega.

No Brasil, o IoT e o uso de Inteligência Artificial são as tecnologias já em uso ou próximas de seus primeiros passos. Embora o mercado brasileiro tenha características próprias e esteja distante da polarização Amazon x Walmart nos EUA, temos aqui algumas semelhanças quanto à concentração, difusão de market places e oportunidades para novos empreendimentos online de nichos. Entendo que o desafio do nosso mercado, embora diferente em sua composição e agentes, é bem semelhante ao que se observa no principal mercado de consumo, os Estados Unidos, ou seja, as oportunidades para novos empreendimentos estão em nichos. Além disso, o uso de tecnologias para criar, ampliar e melhorar a experiência de consumo é uma premissa competitiva importante. Nosso consumidor, tal qual nos EUA, demanda inovação e novos valores atrelados em seu consumo.

*Gastão Mattos, CEO da Braspag, empresa do grupo Cielo
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RedBelt vence o Microsoft Enterprise Mobility Award

redbelt.jpg09/06/2017 - A RedBelt, empresa que oferece soluções de TI com foco em Segurança da Informação, Computação em Nuvem e Desenvolvimento de Aplicações, é a vencedora do “Microsoft Enterprise Mobility Award 2017 LATAM”, uma das categorias do Microsoft Partner of the Year Awards. O prêmio reconhece a empresa como melhor parceira em soluções Microsoft EMS (Enterprise Mobility + Security) na América Latina e Caribe por demonstrar excelência e inovação na implementação e serviços da tecnologia em seus clientes.

“Receber este reconhecimento da Microsoft numa premiação tão disputada nos mostra que estamos no caminho certo. Nosso know-how em segurança é fundamental para aplicar a sinergia de soluções tecnológicas com a eficiência necessária para nossos clientes”, explica Gustavo de Camargo, CEO da RedBelt .

A empresa se destaca frente ao mercado com ofertas que abrangem diversas soluções Microsoft, para atender diferentes áreas das empresas. Com conhecimento focado em Microsoft EMS, provê gerenciamento de acessos, identidade e segurança e tem um time capaz de analisar o ambiente dos clientes e colocar as diversas funcionalidades da plataforma em produção, considerando cada necessidade e cenário atual de negócios.

A premiação contou com 2.800 inscrições de 115 países em 2017. Além da vitória em Mobilidade Corporativa e P-Seller, a empresa conquistou o prêmio global como Parceiro do Ano 2017 na categoria Cloud for Global Goods e oo prêmio LATAM nessa mesma categoria, pela ação social com a instituição Gerando Falcões, com um curso de programação Microsoft para 30 jovens da comunidade de Poá.

“A inovação e forte experiência que os parceiros da Microsoft continuam oferecendo são demonstrados pelos vencedores dos prêmios deste ano ”, diz o vice-presidente corporativo Ron Huddleston, One Commercial Partner, da Microsoft. “Estamos satisfeitos em reconhecer a RedBelt como ganhadora do Microsoft Enterprise Mobility LATAM 2017”, conclui.


 

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