O dilema das empresas ao adotar novas tecnologias

explosao_dados.jpg*Por Ricardo Salama
07/11/2019 - Por que empresas idênticas têm resultados diametralmente opostos na adoção de novas tecnologias? Esse é o ponto em que muitas corporações se deparam quando encaram o tema da inovação. Recentemente, assisti ao documentário "Três Estranhos Idênticos", que é muito comovente, porém elucidativo de dilemas que muitas companhias enfrentam hoje ao pensarem em como embarcar na nova revolução de dados e na Inteligência Artificial.

Na obra, três gêmeos idênticos são separados no nascimento e submetidos, involuntariamente, a um experimento científico. Cada bebê é adotado por famílias em contextos socioeconômicos diferentes, porém vivendo dentro de um raio de 150km de distância. Aos 19 anos, acidentalmente os mesmos se encontram. A questão central do filme é "nurture ou nature". Ou seja, sendo o DNA (ou ferramentas) dos trigêmeos o mesmo, qual é o resultado e a estrutura de cada um ao longo da vida? No filme, o destino dos três é completamente diferente.

Atualmente, a inteligência artificial e a incansável exploração dos dados, buscada por tantas empresas, vivem uma situação igualmente paradoxal. Por um lado, há um investimento muito contundente em ferramentas capazes de entregar com destreza e flexibilidade todas as etapas de um ciclo analítico - que vai desde a coleta e a preparação de modelagem, até a implementação em produção dos dados. Segundo um estudo encomendado à Forbes Insights pelo SAS, 72% dos executivos de grandes empresas têm alguma iniciativa em inteligência artificial.

Por outro lado, mesmo com grandes investimentos realizados por essas empresas, este mesmo levantamento apontou que apenas 50% das iniciativas foram consideradas exitosas. Mas, afinal, por que duas corporações com ferramentas igualmente poderosas, a exemplo dos gêmeos idênticos, podem ter resultados tão diferentes? Quais são os principais fatores que geram tais diferenças?

Em primeiro lugar, a estrutura e o entorno em que cada gêmeo cresceu fez toda a diferença em seus destinos. De modo igual, empresas que já nasceram em ambientes digitais, e que conseguiram se transformar mais rapidamente, tendem a estar muito mais preparadas. Empresas como Google, Facebook ou Amazon, que já são digitalmente nativas e que fazem o uso intensivo de inteligência artificial, servem como bons exemplos. Quando você recebe a melhor recomendação de uma compra ou quando você faz uma busca na internet, vemos um uso intenso e inteligente dos dados disponíveis, em algoritmos bastante sofisticados.

Um segundo fator imprescindível se dá na estrutura de governança e de processos bem claros. Isso garante uma exploração bem executada das ferramentas e dos dados. No documentário, os gêmeos que viviam em famílias desestruturadas como, por exemplo, com pais sob dependência alcoólica ou que não impunham limites, geraram finais mais infelizes. O que mais observamos em grandes empresas são enormes data lakes, porém tão desorganizados e anárquicos que fazem a exploração das informações de forma emaranhada e complexa. As empresas estão voltadas à coleta cada vez maior de dados, entretanto com uma preocupação menor em como explorar os seus conteúdos.

Por fim, a formação e a educação dos gêmeos também fez toda a diferença para seus futuros. Famílias muito distantes, que não puderam dar uma educação com mais "calor" e proximidade, geraram problemas muito críticos e com finais surpreendentes. As indústrias que não conseguirem atrair e formar talentosos cientistas ou exploradores de dados também sofrerão. De acordo com o relatório Linkedin Workforce Report, só nos Estados Unidos há um déficit de 155 mil cientistas de dados. Neste cenário, atrair e reter talentos é um fator preponderante.

Mas, então, o que fazer para cobrir tantos temas complexos e entrar no desafio da Inteligência Artificial? Investir em ferramentas (nature) ou na forma de utilização das mesmas (nurture)? Na verdade, não se trata de uma escolha. É imprescindível que a empresa escolha adequadamente as ferramentas, os processos e as pessoas para cada estágio em que a mesma se encontre. O processo de "nurture ou nature", nesse conceito, são totalmente complementares.

Não se trata mais de saber quando, mas como cada empresa entrará nesse mundo. A nova revolução 4.0, dos algoritmos e da IA, já está a todo vapor. No documentário comentado, os gêmeos quando se reencontraram, achavam-se iguais não só fisicamente, mas psicologicamente e em comportamento também. Entretanto, o mundo os fez muito diferentes. As empresas querem todas se equiparar às grandes entrantes digitais, mas nem todas chegarão. Neste mundo da inteligência artificial não importa mais só quem você é (nature), mas como você consegue ter a disciplina e o foco para conquistar um ambiente ágil e seguro, com uma governança/estrutura e que atraia e forme as melhores pessoas. Essas serão as empresas do futuro.

*Ricardo Salama - Head of Sales, SAS América Latina

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Como formar cidadãos para a Sociedade 5.0?

brazil_lab.jpg07/11/2019 - Segundo dados do último levantamento realizado pelo Fórum Econômico Mundial, cerca de 65% das crianças que estão no ensino primário terão empregos que hoje nem sequer existem. Os avanços tecnológicos em inteligência artificial, internet das coisas e robótica têm acelerado o processo rumo à chamada Sociedade 5.0, uma sociedade preparada e capaz de utilizar a tecnologia em prol do equilíbrio entre avanços econômicos e a resolução de mazelas sociais.

No Brasil, o desafio da transformação digital também passa pela Educação e pela formação das competências necessárias para interagir com a tecnologia. Nesse sentido, startups vêm enxergando a oportunidade de criar produtos e ferramentas que se utilizam de inteligência artificial e que buscam resolver gargalos do setor público.

Destaque para o trabalho realizado pelas empresas Kriativar e FazGame - startups que participaram do Programa de Aceleração do BrazilLAB, hub de inovação que conecta startups ao poder público. Responsáveis pelo desenvolvimento de plataformas voltadas à criação de conteúdos, elas oferecem ferramentas capazes de ajudar alunos no desenvolvimento de habilidades como criatividade, pensamento crítico e resolução de problemas complexos.

O jogar e a brincadeira como ferramentas pedagógicas

Com o objetivo de proporcionar aos professores uma forma de ensinar inspiradora e criativa, em que os alunos aprendem ao criar games educacionais, a Faz Game desenvolveu um software que apresenta ambiente lúdico e intuitivo para criação de games educacionais. Além de interfaces com cenários, personagens e objetos, a ferramenta facilita a inserção de conteúdos pedagógicos. A ferramenta já foi testada no município do Rio de Janeiro e tem potencial de impactar milhões de alunos do ensino básico.

Voltada para a criação e compartilhamento de materiais como revistas, livros e histórias em quadrinhos, a Kriativar é uma startup que usa realidade aumentada, cultura maker, inteligência artificial e aprendizagem adaptativa para estimular o potencial criativo de crianças e jovens. Com orientação pedagógica, a empresa busca unir tecnologia, arte e informação, oferecendo uma plataforma digital completa para escolas e famílias.

Programa está com inscrições abertas

As inscrições para processo seletivo para o Programa de Aceleração do BrazilLAB podem ser realizadas pelo link http://inscricao.brazillab.org.br/ até o dia 18 de novembro. Para se inscrever, não é necessário que a startup tenha desenvolvido a solução especificamente para o setor público, basta que a solução tenha potencial de impacto e se enquadre em um dos três desafios propostos pelo BrazilLAB. Além de "Habilidades na Sociedade 5.0", também é possível inscrever soluções nas categorias "Smart Cities e Urban Techs" e "Eficiência na Gestão Pública"

No dia 13 de dezembro, o BrazilLAB anunciará as 25 startups selecionadas para participar do programa e, ao final dos três meses da aceleração, os empreendedores serão avaliados por uma banca composta por líderes públicos, parceiros e especialistas, que identificarão as melhores soluções.

Os três primeiros colocados ganharão horas de assessoria jurídica dedicada e poderão participar de eventos com gestores públicos. O grande vencedor ganhará um contrato de investimento de até 250.000 reais e uma missão ao Vale do Silício, nos Estados Unidos.

Sobre o BrazilLAB

O BrazilLAB é um hub de inovação que acelera soluções e conecta empreendedores com o Poder Público. A iniciativa fortalece empreendedores que estão engajados em buscar soluções para os desafios mais complexos vividos pela sociedade atual.

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Empatia: Essencial para o sucesso da inovação!

comercio_exterior_2.jpg*Por Yuri da Cunha
05/11/2019 - É óbvio que as pessoas desejam ficar na zona de conforto! Bem mais simples. O nome “conforto” não foi ao acaso. Quem escreve aqui para você também tem medo de mudanças. Quanto mais envelhecemos, menor será a nossa tendência a alterar o jeito de realizarmos algo, com raras exceções. Resistimos ao que é novo. Geralmente, lutamos enquanto podemos. Até percebermos: “Olha, talvez, mas apenas talvez, essa mudança traga algum benefício para mim”. Então, comecemos a olhar com maior carinho.

Como ponto de partida temos que o ser humano, por natureza, prefere a inércia de continuar a fazer as coisas como sempre fez. Esse medo ou resistência à mudança se agrava ainda mais quando nos sentimos ameaçados ou não entendemos o porquê dessa mudança estar acontecendo.

Agora vamos pensar como as coisas acontecem nas empresas. Não podemos ignorar que a maior parte das mudanças nas organizações, atualmente, são feitas top-down. O que gera um medo incrível na maior parte das equipes. Frequentemente, os colaboradores podem ligar a automatização e a transformação digital à redução do quadro. Ainda mais num país como o nosso que patina no crescimento econômico e com uma cultura com grande foco em “corte de custos”.  Então, quem propõe a mudança acaba por esquecer de trabalhar em um ponto incrivelmente importante para destravar a aceitação: a empatia. Como isso vai ajudar o Colaborar A? E o Colaborador B? Qual é o projeto que pode ser destravado com essas mudanças e convidar o Colaborador C a engajar-se nele? Quais são os eventos que posso permitir a participação de toda a equipe?

A empatia é essencial para entender como e quando comunicar cada mudança para as equipes. Essa mesma empatia será desafiada, principalmente, em um tipo de inovação: a de processos, a qual levará à eliminação de etapas e à automatização de atividades, por exemplo, com a implementação de um novo sistema. O que os colaboradores farão com mais tempo? Ou quando a sua função for automatizada e eliminada por completo?

Aqui existe um risco, mas também uma oportunidade, a de terem ideias de como melhor aproveitar esse tempo extra: inovação em marketing? Em como melhor atender o cliente? Nos indicadores? Na forma de gerir os riscos? Isso, provavelmente, fará com que as equipes aceitem melhor a mudança, enquanto as organizações projetam um futuro ainda mais promissor.

Isso me leva a apontar que os propositores das mudanças, frequentemente, falham em demonstrar uma essência da Revolução 4.0 e da Transformação Digital: valorizar o trabalho humano. Devemos, como organizações, parar de pensar apenas no Retorno Sobre o Investimento (ROI, em inglês), mas em “como isso tornará as atividades executadas pelos meus colaboradores mais eficientes”. Isso leva, essencialmente, à pergunta: quanto vale uma boa ideia que, se bem trabalhada e implementada, poderá fazer com que a organização tenha uma inovação às mãos?

As oportunidades estão diante de nós. Cada vez mais, especialistas têm indicado e apontado para o ser humano como o centro de todas as inovações, mas para a inovação ter seu espaço, muitas mudanças também irão acontecer. Entretanto, uma parte considerável de nós, ignoramos essas oportunidades porque sempre existe a aposta de “isso realmente não acontecerá, não aqui, não agora”. Os taxistas também pensaram isso sobre a Uber. A IBM também apostou contra a Apple. A Nokia e a Blackberry acreditaram que o smartphone não seria o futuro dos celulares. Afinal, Charles Darwin está completamente correto: não é o mais forte que sobrevive; mas o mais adaptado ao novo ambiente.

* Yuri da Cunha é especialista de comércio exterior na eCOMEX - NSI, tendo atuado por mais de 5 anos no Instituto Aliança Procomex.

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Compliance garante vantagem operacional

movetogo.jpg01/11/2019 - Transparência e compromisso com prazo de entrega devem ganhar cada vez mais força diante do novo perfil da demanda no setor.

A mudança no perfil dos clientes deverá exigir uma política de compliance cada vez mais efetiva das empresas que atuam no setor de transporte e logística. Um sistema de compliance eficiente busca assegurar que todas as áreas e colaboradores de uma empresa estejam alinhados às regras da legislação vigente, respeitando o direito de colaboradores e consumidores.

Segundo especialistas do setor, a mudança no perfil de consumo pode ser explicada pelo crescimento do acesso à internet, que também contribuiu com o aumento das vendas no comércio digital e nos canais chamados de ‘marketplace’, que servem como plataforma para terceiros negociarem bens e produtos diversos. A modalidade também ajuda a valorizar a concorrência e premiar a eficiência das melhores transportadoras, uma vez que o cliente tem a opção de escolher a melhor modalidade de frete.

De acordo com dados da Movetogo, startup de transporte especializada na entrega de encomendas em território nacional, o volume de entregas no mercado de marketplaces, por meio de plataformas como a OLX e o Mercado Livre, responde por 5% das contratações da startup e deve continuar crescendo. De olho nesse mercado, a empresa investiu no lançamento de uma plataforma de cotação e contratação online de encomendas. O sistema permite que a encomenda seja conferida no momento da coleta, por meio de uma balança sem fio homologada pelo Inmetro para conferir o peso, com segurança, transparência e oferecendo a possibilidade de corrigir o valor do frete para mais ou para menos.

Para Cláudio Alvadjian, CEO da Movetogo e especialista em comércio eletrônico, compliance é a palavra-chave do setor. “É preciso sentir segurança na empresa. Muitas colocam valores para confundir. É preciso ser sempre transparente”, observa. Para o executivo, os gargalos da logística ainda geram perdas no setor. Infraestrutura Urbana, falta de segurança e burocracia nos postos de fiscalização durante o transporte resultam no atraso das entregas. “O cliente precisa solicitar documentações fundamentais antes de contratar o transportador como, por exemplo, apólice de seguro e análise completa do CNPJ. Outro ponto importante é verificar a tabela de preço na parte generalidades, onde o preço tem um impacto no preço do frete. Clareza no processo logístico e precificação são atributos que fazem uma empresa crescer”, completa Alvadjian.

Para ser considerado eficiente, o processo entrega para qualquer pessoa deve ser realizado dentro de um prazo relativamente curto, dentro dos grandes centros urbanos. “A Movetogo, por exemplo, lançou um produto com garantia de entrega da encomenda, em São Paulo e na Grande São Paulo, dentro de um intervalo de até três horas, após a coleta. A carga pode pesar até 500 quilos e ter um valor de nota fiscal de até R$ 35 mil. O valor para este tipo de entrega é a partir de R$ 139,00. O mais importante é buscar sistemas que ofereçam o método mais ágil, com o menor prazo de entrega”, observa Alvadjian.

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Smart Cities, as GEOCidades 4.0 pedem passagem

emerson_granemann.jpg*Por Emerson Granemann
30/10/2019 - O crescente uso das novas tecnologias e da internet das coisas no desenvolvimento urbano criou um novo conceito de cidade, a chamada smart city. Mas será que entendemos de fato o que é uma cidade inteligente e como construí-la? Afinal, as smart cities já se tornaram um assunto essencial na discussão global sobre o desenvolvimento sustentável. Estudo da consultoria Frost & Sullivan prevê que o mercado global de cidades inteligentes movimentará US$ 2,4 trilhões em 2025.

Os investimentos em smart cities puxarão outros segmentos, como o de internet das coisas (IoT, na sigla em inglês). Apenas em IoT, o volume será de US$ 330 bilhões em 2025 – mais de quatro vezes os US$ 79,3 bilhões movimentados em 2018, de acordo com a consultoria americana Zion.

Apesar dos enormes desafios urbanos enfrentados pelos municípios brasileiros, podemos ver que já há muitos avanços nessa área no País, como vemos em cidades como Campinas, no interior de São Paulo. O município ficou na primeira colocação no Ranking Connected Smart Cities, divulgado neste mês de setembro pela empresa de consultoria e inteligência de mercado Urban Systems, de atuação nacional, com o objetivo de mapear os municípios com maior potencial de desenvolvimento no País.

Campinas se destacou principalmente nas áreas de economia e inovação. A instituição considera 70 indicadores que são avaliados nos municípios. O total de total de pontos é 69,5 e Campinas recebeu nota 38,77. Foi a primeira vez que uma cidade que não seja capital lidera a lista.

Mas o estudo mostra que ainda há muitos desafios pela frente. "A distância do total de pontos máximos das primeiras colocadas mostra uma situação já compreendida entre os estudiosos de cidades inteligentes, a dificuldade em uma mesma cidade se destacar em mais de um eixo daqueles que compõe o estudo de cidades inteligentes, e neste caso, conectadas", afirma a instituição. Segundo a pesquisa, as cidades internacionais que são exemplos de cidades inteligentes também se destacam, muitas vezes, em eixos específicos, como mobilidade, urbanismo, tecnologia e inovação ou segurança, por exemplo.

"Isso demonstra a necessidade dos gestores públicos, e de todos aqueles envolvidos no planejar as cidades, da importância de avaliar e diagnosticar sua cidade, tendo em mente o conceito de conexão entre os eixos, permitindo pensar uma maior integração nas ações de desenvolvimento da cidade", diz a análise publicada no ranking. São Paulo (38,505 pontos) e Curitiba (38,016 pontos), respectivamente segunda e terceira colocadas no ranking, ficaram bem próximas. Jundiaí, a décima colocada, ficou com 35,417 pontos.

A geógrafa e Master Coach de Cidades Inteligentes, Grazi Carvalho, durante suas assistências aos municípios, costuma estimular os gestores a se perguntarem: Qual a cidade que temos? Qual a cidade que queremos? E qual o caminho mais rápido, eficiente e sustentável para alcançarmos o objetivo definido? A partir dessas respostas é possível projetar as inovações de acordo com as necessidades e as possibilidades de cada região.

A transformação de uma metrópole vai muito além da instalação de Wi-fi 4G ou 5G nos lugares públicos, e tampouco se faz com sensores de iluminação e meteorológicos em todas as ruas. É importante ressaltar que não existe um conceito absoluto de cidades inteligentes, mas um processo de construção de projetos integrados que as tornam mais habitáveis e capazes de incorporar soluções tecnológicas para otimizar as operações municipais.

Para o Coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento da Secretaria de Governo da Prefeitura de Goiânia, Flávio Yuaca, os modelos digitais das cidades são essenciais para a implantação das Smart Cities e esses modelos dependem de informação e tecnologia geoespacial. Não há Smart City sem modelo da cidade e não há modelo de cidade sem informação georreferenciada. Os drones, por exemplo, com tecnologia embarcada de ponta se tornarão uma ferramenta importante para o levantamento de informações em grandes metrópoles. Dados sobre logística, mobilidade, segurança, meio ambiente e saúde podem ser mais facilmente mapeados, visualizados e analisados por meio da computação em nuvens.

Destaque também para os mapas interativos, utilizados em diferentes dispositivos, e que auxiliam a tomada de decisões de forma prática e rápida. Sem uma visão geográfica tridimensional, essas mesmas informações seriam apenas um emaranhado de dados de difícil compreensão. Com esse tipo de tecnologia é possível identificar e solucionar problemas em grandes centros urbanos como um acidente de carro. Neste tipo de situação uma ambulância pode facilmente ser despachada para o local do acidente com base nas informações e dados levantados pela solução de georreferenciamento e comunicação.

O Brasil ainda caminha a passos lentos nesse processo e mostra como nossas cidades ainda precisam adaptar-se para lidar com dificuldades em áreas como segurança, mobilidade, ocupações irregulares, ilegalidades, desastres naturais, fruto de um processo de urbanização rápido e descontrolado. Por isso, quando falamos no futuro das cidades e na qualidade de vida dos cidadãos, estamos, na verdade, falando das smart cities, que serão amplamente discutidas, em evento na capital paulista no mês de novembro, no que se refere às diversas soluções geoespaciais essenciais para dar suporte às ações de planejamento, arrecadação e monitoramento da infraestrutura municipal.

*Emerson Granemann, é CEO da MundoGEO e idealizador dos eventos DroneShow e MundoGEO Connect Plus

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Pesquisa aborda incidentes de segurança de TI

cibercrime.jpg28/10/2019 - Segundo pesquisa OTRS, 61% das empresas relatam incidentes semanais de segurança de TI e metade das empresas sofreu perdas financeiras, incluindo as brasileiras

Ao avaliar como os ataques cibernéticos são perigosos para a empresa, 18% dos entrevistados classificaram o risco de segurança como muito alto. Metade (50%) chegou a afirmar que sua empresa havia sofrido perdas financeiras devido a incidentes de segurança. Quando perguntados se os incidentes foram tratados da melhor maneira, as opiniões diferem: quase metade (49%) disse que tudo funcionou bem, enquanto a outra metade (49%) achou que havia muito potencial de melhoria. Os dois por cento restantes ainda estão lutando para lidar com as consequências dos incidentes de segurança em geral.

Os gerentes de TI valorizam processos e regulamentos governamentais claramente definidos

Nos três países, a maioria dos gerentes de TI (37% nos EUA, 42% no Brasil e 41% na Alemanha) respondeu que processos mais claramente definidos seriam a maior ajuda para lidar adequadamente com incidentes de segurança.
Além disso, a maioria dos entrevistados acredita que regulamentos governamentais como GDPR (Regulamento Geral de Proteção de Dados), CCPA (Lei de Privacidade do Consumidor da Califórnia) e LGPD (Lei Geral de Proteção / Brasil) ajudam a manter os dados seguros.

Resultados de comparação de países

Os EUA parecem ser o país com o maior número de incidentes de segurança. Aqui, 68% responderam que isso ocorre semanalmente ou com mais frequência. No Brasil, 59% falam de incidentes semanais ou mais frequentes; e na Alemanha, isso é apenas 57%.
Quando perguntados sobre o que perde mais tempo quando se trata de resolver incidentes de segurança, as opiniões dos países também diferem um pouco: Mais de um terço (32%) dos entrevistados alemães declaram como sua principal resposta que documentar tudo após um incidente perde mais tempo. No Brasil (36%) afirmam que o maior desafio parece ser encontrar informações com rapidez suficiente, o que também se aplica aos EUA (27%).

Na Alemanha, os gerentes de TI parecem ser mais céticos em relação às regulamentações governamentais, como o GDPR: embora 54% dos entrevistados alemães tenham dito que as regulamentações ajudariam a garantir a segurança dos dados, 86% no Brasil e 61% nos EUA são desta opinião.
"Um resultado assustador é que a maioria dos entrevistados relata pelo menos um incidente semanal de segurança de TI. No entanto, apenas alguns incidentes são relatados", comenta Christopher Kuhn, COO da OTRS AG, depois de revisar os resultados. "Já que outubro é o mês da conscientização sobre segurança cibernética, gostaríamos de tornar as empresas particularmente atentas aos perigos. Aconselho todas as empresas a revisar sua estratégia de segurança e definir claramente todos os processos - tanto em termos de tempo quanto de pessoal - com antecedência".

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