Como os apps agilizam a prática da Telemedicina?

boa_consulta.jpg*Por Ricardo Recchi
28/05/2020 - Adotada em caráter excepcional pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pelo Governo Federal enquanto durar a emergência na saúde pública, a Telemedicina visa desafogar o sistema de saúde e reduzir a disseminação do Coronavírus no País.

Com a orientação à distância por meio de tecnologias como vídeos, telefone e aplicativos, a população deixa de ir ao pronto-socorro físico, evitando a exposição desnecessária em meio à pandemia e corroborando para aliviar o atendimento presencial com a triagem virtual dos pacientes.

Além de ter ganhado espaço durante a quarentena, a prática já é uma preferência em outros países. Segundo a American Hospital Association, que representa mais de cinco mil hospitais nos Estados Unidos, aproximadamente 76% dos pacientes priorizam o acesso a esse tipo de tratamento substituindo consultas presenciais.

Ao que tudo indica, a experiência do público com a telemedicina durante o período da pandemia deve dar mais espaço à modalidade no Brasil, além de provocar uma discussão em torno de uma regulamentação definitiva. Há um potencial enorme para uma série de serviços, como orientações, consultas, exames, triagens e monitoramento de pacientes por vídeo, aplicativos, Realidade Virtual, entre outros.

A expectativa é que uma regulamentação definitiva ocorra no segundo semestre, uma vez que uma nova lei aprovada na Câmara e no Senado aguarda sanção presidencial. Mas, enquanto isso não ocorre, o desenvolvimento de aplicativos, neste primeiro momento de pandemia, atende com assertividade o quesito do teleatendimento em todas as camadas: hospitais e planos de saúde, médicos e pacientes.

Um aplicativo básico de teleatendimento deve permitir que os pacientes façam consultas médicas por vídeo a partir de telefone celular, tablet ou desktop. Tudo de uma maneira confortável, fácil e intuitiva, além de possibilitar agendamentos 24 horas nos 365 dias do ano.
É importante também que a ferramenta tenha integração com banco de dados para armazenar e permitir o acompanhamento do histórico do paciente em tempo real. Com essa providência, o médico acessa os registros de saúde do paciente durante as sessões de vídeo para ajudar no diagnóstico e tratamento dos pacientes com eficiência.

Após cada sessão on-line, o médico pode fazer um acompanhamento personalizado dos pacientes por meio de notificações por push, como lembretes de consulta, datas de prescrição expiradas ou vacinas que estejam prestes a expirar, entre outros. Além disso, pode compartilhar um resumo por e-mail com os pacientes, incluindo os principais aspectos discutidos durante a sessão para melhor aderência aos protocolos de tratamento.

No caso de planos de saúde ou clínicas particulares, a integração com os métodos e sistemas de cobrança on-line é outro ponto para adequar à ferramenta, o que irá permitir cobrar pela sessão de telemedicina ou ainda pela solicitação de medicamentos no próprio aplicativo, de acordo com as orientações dos médicos.

O Covid-19 balizou novas práticas de trabalho para muitas profissões. No caso da Medicina, as razões para investir em métodos de atendimento à distância estão atreladas à garantia de vidas. Por isso, a prática, que tinha certa resistência de regulamentação, começa a ganhar espaço neste cenário de pandemia. E, num futuro próximo, garantirá não só salvar vidas, como também a eficiência operacional aos hospitais, o melhor acesso a saúde, a economia de custos operacionais, a conveniência e o atendimento à demanda da sociedade pela Transformação Digital.

*Ricardo Recchi é country manager da Genexus Brasil, desenvolvedora global de produtos para software baseados em Inteligência Artificial

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A transformação digital provocada pela pandemia

carlos_mira_truck_pad.jpg*Por Carlos Mira
18/05/2020 - Nas últimas cinco semanas acompanhei uma digitalização de empresas do setor de transportes e logística mais intensa do que nos últimos cinco anos. Pode parecer exagero, mas o fato é que a necessidade de distanciamento social, provocada por um momento crítico de pandemia global, levou a uma corrida por ferramentas e plataformas que permitam a continuidade dos negócios sem o contato físico.

A boa notícia é que muitas soluções já existem e foram 'finalmente' encontradas. Desde a organização do home office, reuniões de equipe, divisão de tarefas, até questões mais específicas como as necessidades do setor de transporte e logística. É no meio de uma crise que novamente somos lembrados da relevância imprescindível do transporte rodoviários de cargas no Brasil. Poucos dias após a determinação da quarentena e já se falava no medo do desabastecimento, de produtos essenciais sumindo das prateleiras e da necessidade de intensificar o transporte de suprimentos de saúde.

Felizmente, nosso setor segue firme, com trabalhadores dispostos e ativos nas rodovias do país, e a sociedade não corre o risco de ficar sem recursos e produtos nas prateleiras de farmácias e supermercados.

Além dos caminhoneiros, as empresas do setor também continuam operando para garantir o abastecimento. Muitas já haviam até começado seu processo de digitalização, muitas vezes com um foco apenas no atendimento ao cliente, com o WhatsApp substituindo de forma crescente a telefonia. Mas, até então, eram raras as empresas que digitalizaram também as  operações no relacionamento com os fornecedores e parceiros.

Para indústrias, atacadistas e transportadoras, a contratação de caminhoneiros autônomos até pouco tempo atrás se dava de forma verdadeiramente arcaica. Funcionários precisavam circular por pátios de estacionamentos, postos de gasolina e terminais de cargas em busca desses profissionais, muitas vezes levando horas e dias para se concluir essa missão. Ainda que não existisse o cenário de isolamento social, seria uma tarefa desgastante, custosa e muito lenta.

Para isso, já existem ferramentas que atuam na otimização de tempo e recursos desses profissionais, oferecendo a localização, contratação e gestão de caminhoneiros autônomos de forma totalmente digital, assim como outros players do mercado, de rastreamento, gestão de riscos e seguro, por exemplo, oferecem soluções digitais.

Olhando para frente, sairemos dessa crise diferentes, como indivíduos e como empresas. Que levemos de positivo, no fim das contas, uma aceitação maior à modernização e aos serviços digitais, que vão nos permitir alocar tempo e recursos a áreas que realmente necessitam de atenção para que as empresas tenham melhor performance.

Que a gente renove também o respeito e a consideração com todos os profissionais da cadeia de logística, que permitem a nossa sobrevivência mesmo em tempos sombrios e que renovemos também a nossa esperança, pois temos visto a solidariedade e as boas ações florescerem, tão contagiosas quanto o próprio vírus que enfrentamos.

Nas últimas semanas as rodovias se encheram com distribuições de refeições, kits de higiene e até tags de cobrança automática, para evitar o contato humano o máximo possível. Empresas e indivíduos têm feito doações e ajudado como podem os trabalhadores que mantém o país funcionando, enquanto os que podem ficam em casa, fazendo sua parte. Seguimos juntos, e cada vez mais digitais.  Ou é isso ou nos contaminamos!

*Carlos Mira é fundador e CEO do TruckPad, maior plataforma de conexão entre caminhoneiros e cargas da América Latina, e tem 35 anos de experiência no setor de logística. Foi presidente da ASLOG - Associação Brasileira de Logística e eleito “Personalidade do Transporte do Ano” pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). É autor do livro “Logística, o Último Rincão do Marketing”.

*Por Carlos Mira é fundador e CEO do Truckpad

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Quais os limites da privacidade durante a pandemia?

eduardo_tardeli_up_lexis.jpg*Por Eduardo Tardelli
11/05/2020 - Nos últimos dias, um dos temas que mais têm se discutido mundo afora é a possibilidade dos governos usarem os dados de celular para controlar a movimentação de moradores. O assunto ganhou ainda mais força com o anúncio do acordo do Ministério da Ciência e Tecnologia com as grandes operadoras de telecomunicações para obter informações a partir de dados anonimizados de celulares e monitorar deslocamentos durante a pandemia do novo coronavírus.

Estamos vivendo momentos extraordinários, que exigem táticas de guerra. E a guerra, como bem disse o ex Ministro da Saúde, Mandetta, é contra o coronavírus. Afinal, trata-se de uma ameaça invisível que pode colapsar a saúde mundial e tem causado grandes estragos também na economia.

Por estarmos em uma situação de guerra, as prioridades devem mudar, devendo ser consideradas medidas incomuns e estabelecidos novos limites, a exemplo da liberação de dados de geolocalização das empresas de telecom e de empresas de cartões de créditos, por exemplo, limitados ao uso de dados agregados, mas que não conseguem identificar indivíduos.

Na China, por exemplo, no qual o regime comunista tem participação em todas as empresas, o controle do contágio foi mais rápido, pois esse mapeamento foi facilitado por meio desse alargamento dos limites de monitoramento de dados.

É tempo de reavaliar e usar sim a tecnologia a favor do bem comum. Assim como as cobranças de impostos estão ficando em segundo plano, bem como pagamentos de fornecedores, o atual momento exige uma flexibilização na Lei Geral de Proteção de Dados e cobranças nesse sentido, priorizando-se o controle da calamidade pública por meio de informações rápidas de indivíduos para controle da população.

Prezando pelo bem comum e saúde da sociedade como um todo, medidas como essa são válidas por um período. A saúde deve estar acima da proteção pessoal e privacidade. Mas é um consenso de extrema exceção, que não deve virar regra em um segundo momento. Uma vez que terminar o estado de calamidade, tudo deve voltar ao normal - ao indivíduo e ao governo.

Tudo o que eu estiver ao alcance em termos de tecnologia, deve ser usado em um período de guerra obedecendo a ética, de forma controlada. Porém, cabe aos Governos e a sociedade cobrar, a partir da erradicação do vírus, a volta dos controles da privacidade e atendimento as leis de cuidados com dados.

*Eduardo Tardelli é CEO da upLexis, empresa de software que desenvolve soluções de busca e estruturação de informações extraídas de grandes volumes de dados (Big Data) extraídos da internet e outras bases de conhecimento

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Como IA poderá ajudar usuários de bancos on-line

michael_allen_dynatrace.jpg*Por Michael Allen
11/05/2020 - Com a pandemia de coronavírus, está claro que os consumidores precisarão cada vez mais de serviços on-line. Esse cenário, por sua vez, deverá demandar ainda mais foco dos bancos, exigindo um novo e consistente passo em suas estratégias de transformação já iniciada, principalmente atualmente, quando os clientes começarão a exigir novos formatos de atendimento e suporte no mundo virtual.

Afinal de contas, a necessidade de oferecer melhores experiências para os consumidores digitais acabou forçando o surgimento de uma série de inciativas que, entre outros efeitos, acabaram impulsionando as companhias do setor bancário para uma nova era, com seus negócios cada vez mais baseados em software.

No entanto, além de oportunidades para atender os novos consumidores, as mudanças de modelo de oferta também acabaram gerando novos desafios. O principal deles, sem dúvida, é a necessidade de lidar com o risco frequente de arruinar suas reputações, por conta de falhas de TI. Pesquisas mostram que, em média, as organizações desse segmento sofreram seis interrupções graves ocasionadas por erros de TI, nos últimos 12 meses. Essas falhas significam clientes que não conseguem acessar seus serviços bancários on-line, que sofrem com falhas nos aplicativos móveis e que precisam conviver com problemas em transações com cartões de pagamento, e são um lembrete constante do impacto que operações de TI mal conduzidas têm em nossas finanças diárias.

Os bancos precisam garantir que seus sistemas funcionem perfeitamente para a utilização dos clientes. Não por acaso, o Comitê do Tesouro do Reino Unido divulgou recentemente um relatório que avalia as lacunas do setor de serviços financeiros, pedindo providências para a melhoria das ofertas on-line. O documento considera que “o nível atual e a incidência de interrupções e danos ao consumidor são inaceitáveis” e estão resultando em clientes “sem dinheiro e com crédito negativo”. Com o número de agências bancárias caindo na região – 17% a menos, desde 2012 – garantir que os serviços on-line funcionem perfeitamente nunca foi tão necessário.

Para evitar que essas falhas ocorram, as organizações precisam primeiro entender as causas dos incidentes. Entre as principais, sem dúvida, está a crescente escala e complexidade dos ambientes bancários de TI. Enquanto trabalham para melhorar seus serviços digitais, os bancos migraram sua infraestrutura para ecossistemas híbridos com várias Nuvens, proporcionando a agilidade necessária para inovar mais rapidamente. No entanto, eles ainda se apoiam em uma variedade de sistemas herdados que são críticos para os negócios.

Como resultado, os ecossistemas bancários de TI tornaram-se altamente fragmentados, com centenas de aplicações, milhões de linhas de código e bilhões de dependências. Pesquisas mostram que uma transação média – seja um cliente verificando seu saldo, um pagamento sendo feito ou um banco atualizando as informações da conta do usuário – atravessa 37 sistemas ou componentes diferentes. Não é à toa que estamos vendo um fluxo quase constante de problemas – um único ponto de imprecisão nessa cadeia pode ser incrivelmente difícil de identificar com eficiência.

Ainda é preciso destacar o fato de que os bancos confiam em uma enorme variedade de ferramentas de monitoramento enquanto se esforçam para gerenciar a performance de seus sistemas de TI. Isso os obriga a agregar e correlacionar manualmente dados de várias fontes para obter uma visão holística do ambiente digital. Dessa forma, há uma enxurrada constante de dados e alertas de monitoramento que tornam difícil a interpretação dos incidentes com rapidez suficiente para garantir que os clientes sempre desfrutem da experiência que esperam.

Para se protegerem, os bancos devem simplificar seus modernos ambientes em Nuvem para identificar claramente a causa de qualquer problema emergente em TI e compreender, instantaneamente, o potencial impacto de qualquer alteração de funcionamento aos clientes. Eles também precisam corrigir esses problemas rapidamente, antes que os erros e inconsistências se transformem em uma falha real das operações.

Isso, porém, não pode ser alcançado apenas melhorando as abordagens manuais tradicionais do gerenciamento de performance: os bancos precisam de uma maneira radicalmente diferente de lidar com as informações e alertas. A Inteligência Artificial (IA) e a automação ​​precisam ser incorporadas no cerne dessa nova abordagem, permitindo entender - em tempo real e de forma abrangente – todo o desenvolvimento de suas redes, tornando as equipes capazes de resolver problemas antes que estes incidentes sejam danosos aos negócios e aos consumidores.

Os bancos realmente não podem adiar a implementação de um direcionamento mais eficiente à maneira como monitoram as experiências dos clientes e a performance digital em seus complexos ambientes de TI. A Inteligência Artificial é a única maneira de desbloquear informações em tempo real sobre a performance de aplicações e respostas acionáveis que as equipes de TI precisam para identificar problemas rapidamente, mitigar o impacto aos clientes e melhorar sua experiência digital. Sem a inteligência fornecida pelas soluções de Inteligência Artificial e automação, os bancos não conseguirão melhorar sua resiliência contra falhas em TI, deixando-os longe da eficiência necessária nesses novos tempos em que ser digital e on-line é o único caminho.

*Michael Allen é Vice-Presidente e CTO da Dynatrace

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A segurança nos depósitos em dinheiro

matheus_neto_diebold.jpg*Por Matheus Neto
08/05/2020 - Imagine você, agora, sem seu cartão de débito ou crédito, tendo que fazer todas as suas transações com dinheiro em espécie. Para mais de 70% da população brasileira, essa é uma realidade praticamente diária. Esse é o percentual da população que ainda recebe seus salários no tradicional estilo do papel-moeda.

Diante desse retrato, não é difícil entender os motivos de ainda estarmos longe do fim da história do dinheiro físico apesar do avanço dos pagamentos digitais. O que não quer dizer, porém, que as mudanças da era virtual não estejam gerando impactos no modo como o mundo está se relacionando com as notas. Por exemplo: qual foi sua reação ao encontrar um caixa eletrônico vazio? Certamente, esperar não é o nosso forte.

Para evitar esse tipo de contratempo, a indústria tem trabalhado cada vez mais no desenvolvimento de caixas de autoatendimento que elevem a capacidade de autonomia e praticidade às pessoas. Não por acaso, esses equipamentos, conhecidos como terminais de depósito automatizados (ATM Recicladoras), estão ganhando espaço no mercado global como uma alternativa para garantir respostas mais ágeis e disponibilidade aos bancos. Segundo consultorias especializadas no setor, até 2024 mais da metade dos caixas eletrônicos em todo o mundo oferecerão a funcionalidade de depósito automatizado.

Motivos para esse crescimento não faltam. Entre eles, destaque para dois pontos: o crescimento da demanda por segurança e a necessidade cada vez mais comum de se oferecer transações em tempo real. Outros pontos importantes são a questão da redução de custos, a simplificação da cadeia logística e a diminuição real dos períodos de interrupção causados por desabastecimento.

Os sistemas de autoatendimento e automação de depósito ajudam a resolver essas necessidades por diversos fatores. O principal deles é que a mescla entre tecnologia de ponta e recursos orientados à valorização da experiência dos clientes tem resultado em opções mais assertivas e funcionais, simplificando ao máximo a utilização dos terminais.

Para os bancos, por exemplo, as ATM Recicladoras e self-services ajudam a reduzir drasticamente as variáveis dos processos de segurança no abastecimento e controle das movimentações dos terminais. Isso significa simplificar a gestão de processos como a guarda de valor e a logística, ao otimizar a gestão do dinheiro e das operações de forma automática e totalmente integrada à rede geral.

Isso é especialmente importante, pois uma das principais preocupações e custos dos bancos e operadores de caixas eletrônicos é a segurança no abastecimento e controle logístico das redes instaladas. Garantir a retirada e o abastecimento dos terminais de maneira organizada e segura é um desafio para as empresas e, muitas vezes, uma operação de risco para os clientes. Nesse sentido, as ATM Recicladoras reduzem a demanda por manutenção e ampliam a funcionalidade dos equipamentos para os bancos e usuários.

Do mesmo modo, a nova geração de terminais proporciona maior comodidade aos clientes, ao permitir a realização de depósitos a qualquer hora do dia, dispensando o uso de envelopes. Eles são mais eficientes, também, por trazerem uma verdadeira revolução tecnológica, capaz de proporcionar aos caixas eletrônicos uma nova leva de possíveis interações personalizadas. Estes equipamentos estão mais inteligentes e podem ajudar a simplificar a vida dos usuários de diversas maneiras.

Além de otimizar a segurança, os gastos e a funcionalidade para as empresas, a nova geração de módulos recicladores e terminais de autoatendimento, portanto, também tem o potencial de representar processos mais práticos e ágeis para quem precisa utilizar diariamente as máquinas de depósito e pagamento dos bancos. Essa combinação de inteligência de mercado e foco na experiência exigida pelos consumidores tem guiado o desenvolvimento desse setor que, em breve, deverá crescer ainda mais sua participação nas agências de nosso Pa& iacute;s.

O objetivo das ATM Recicladoras é, afinal, otimizar os processos de operação dos caixas eletrônicos, gerando melhores serviços para os clientes e reduzindo os riscos e custos operacionais para as empresas. Em tempos de exigência por respostas ágeis e por soluções que ajudem a reduzir os custos com abastecimento e manejo de dinheiro, essas soluções agregam uma infinidade de novas oportunidades à cadeia financeira como um todo. Afinal de contas, se o dinheiro físico continua a ser usado em larga escala, precisamos encontrar meios de inovar e modernizar o seu uso dentro de nossas vidas, sem renunciar à segurança.

*Matheus Neto é Gerente de Pré-Venda da Diebold Nixdorf

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Tecnologia focada na saúde gera benefícios

cognizant_alexandre_grandi.jpg*Por Alexandre Grandi
07/05/2020 - A colaboração entre os atores da cadeia de saúde pode se dar não só nos aspectos de governança e alianças, mas também pela conexão mais intrínseca com a tecnologia. Iniciativas de interoperabilidade e troca de dados devem criar a infraestrutura que viabilizaria a disponibilidade de dados clínicos -- obviamente respeitando todos os requisitos de privacidade -- para um público mais amplo. Isso proporcionaria melhor compreensão da saúde da população e consequentemente eficácia maior nos tratamentos e terapias.

Os investimentos feitos agora durante a pandemia com telessaúde, inteligência artificial e aprendizado de máquina (machine learning) estão gerando benefícios relevantes em termos de resultados para a saúde e para a melhoria da competitividade do setor. Os fabricantes de dispositivos médicos, por exemplo, podem usar sua força de trabalho que atuava 100% em campo para, a partir de agora, analisar remotamente como estão funcionando seus equipamentos instalados em hospitais, clínicas e laboratórios.

Essa mesma força de trabalho, via canais digitais, pode monitorar condições clínicas dos pacientes em home care (claro que com a devida permissão do paciente), como arritmias cardíacas. Pode também avisar o paciente que seu dispositivo está com baixo nível de energia ou predizer que está próximo de uma pane/parada em seu funcionamento - e assim disparar alerta às equipes de manutenção para uma intervenção preventiva a fim de não causar indisponibilidade do serviço que depende de tal dispositivo/equipamento.

A pandemia está direcionando os consumidores para os canais digitais de saúde, e o distanciamento social - imposto pela pandemia e recomendado pelas autoridades sanitárias dos governos de muitos países - exigiu que as organizações implementassem tecnologias digitais, como a telessaúde, para que houvesse continuidade no relacionamento com seus pacientes mesmo de forma remota. Para atender a essa demanda pelos canais digitais muitas organizações tiveram de redimensionar (ou por vezes criar do zero) suas centrais de atendimento ao paciente. Tais centrais tiveram de adicionar o profissional de saúde no menu de serviços, para as consultas médicas remotas, com alta disponibilidade (muitos, em 24x7).

A pandemia veio para acelerar a agenda de transformação digital que muitas organizações de saúde já tinham em andamento ou em planejamento. Agora é fundamental que tais planos e ações atendam não apenas às necessidades imediatas que profissionais de saúde, colaboradores, governos, órgãos de regulamentação, pacientes e familiares estão apresentando, mas também se preparem para as mudanças que ainda estão por vir como resultado no pós-pandemia.

Assistência médica virtual, ciência de dados e interoperabilidade digital podem ajudar o ecossistema de assistência médica a permanecer eficaz em uma pandemia. Somente por meio desses novos modelos é possível viabilizar engajamento, colaboração e interação remota e on-line de profissionais de saúde que estão a quilômetros de distância. Também se faz possível a análise de dados de pacientes e resultados laboratoriais que identifiquem profissionais de saúde com elevado número de pacientes de alto risco, e para esses gerar planos de cuidados mais adequados.

Outra possibilidade também é criar modelos analíticos regionalizados em tempo real para entender os impactos no uso de medicamentos e insumos hospitalares, como os EPIs para as equipes da linha de frente no tratamento da covid-19.

No pós-pandemia uma parcela acredito que relevante da demanda por serviços remotos permanecerá, mas provavelmente não sua totalidade, como é hoje em meio à pandemia. Portanto as empresas precisam estar preparadas para lidar com uma redução dessa demanda no futuro para não ficar com um custo operacional desnecessário depois. Seu modelo de operação deve estar pronto para lidar com essa elasticidade.

Por fim, olhando para um horizonte de médio prazo, a indústria farmacêutica terá condições de repensar as estratégias de lançamento de seus produtos ante as mudanças no mercado, modelo de negócios, regulamentações e expectativas dos consumidores que advierem da pandemia.

*Alexandre Grandi é diretor para América Latina das Indústrias de Saúde e Ciências da Vida da Cognizant

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