5G: desafios para o mercado de data centers

ascenty_marcos_cintra_2.jpg*Por Marcos Siqueira
26/02/2020 - Após chegar a países como Canadá, EUA, Austrália, China e Coreia do Sul, a tecnologia 5G bate à porta do mercado brasileiro. Temos acompanhado o empenho de esferas pública e privada para estruturar o melhor modelo a ser implementado no território nacional e, mesmo enfrentando barreiras orçamentárias e estruturais, a quinta geração de internet móvel deve se estabelecer de maneira definitiva nos próximos anos.

Essa evolução da rede está sendo desenvolvida para comportar o crescente volume de informações trocado diariamente por bilhões de dispositivos no mundo. O relatório "Digital 2019: Q4 Global Digital Statshot" estima que mais da metade da população global (4,4 bilhões de pessoas) utiliza a internet e esse número deve crescer em taxas exponenciais nos próximos anos.

Nesse cenário, um dos diferenciais trazidos pelo 5G é a velocidade da conexão que a rede disponibiliza, podendo alcançar até 10 Gbps, enquanto as atuais redes 4G operam com velocidade média de 33 Mbps. A baixa latência e a maior velocidade da conexão propiciam múltiplas oportunidades para a inovação em todos os setores da economia: é base para utilização de tecnologias como inteligência artificial, machine learning, internet das coisas (IoT), e impacta o desenvolvimento de aplicações autônomas, da telemedicina e da robotização.

Ou seja, além de melhorar a qualidade da internet para o usuário final, a implementação do 5G tem papel fundamental no desenvolvimento econômico do País. No entanto, o avanço tecnológico tem seus custos e exige mudanças para avançar.

O aumento da geração de dados na economia digital implica diretamente nas demandas por armazenamento e disponibilidade das informações, exigindo ampliação das redes de data centers. A pesquisa Global Cloud Index, da Cisco, estima que o tráfego de rede em data centers deve crescer para até 20,6 Zettabytes em 2021, estimulando a expansão do mercado.

O setor de infraestrutura também precisa se adequar para atender as exigências da nova etapa de evolução dos negócios: assim como no caso dos data centers, as redes de telecomunicações deverão estar distribuídas entre regiões estratégicas, a fim de criar um ecossistema de conectividade amplo e resiliente.

Como 75 bilhões de dispositivos estão previstos para serem conectados à Internet até 2025 (IHS), consistência, disponibilidade e segurança dos dados serão tão importantes quanto a velocidade de tráfego. Para garantir que as operações se mantenham ágeis e eficientes, investimento em conectividade será mais que essencial para competirmos política e economicamente com as outras nações na próxima década.

*Marcos Siqueira é vice-presidente de Operações da Ascenty

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A importância e os desafios do uso da IA na medicina

hackmed_2020.jpgPor Thais Sogayar
05/02/2020 - Especialistas se reuniram no Hackmed Conference em São Paulo para discutir como a inovação pode impactar o setor

A inteligência artificial (AI) tem revolucionado a forma como as organizações se relacionam com as pessoas, otimizam processos e geram resultados. O crescimento dessa tecnologia na área da saúde se deve ao suporte em tempo real e assertivo de tarefas como coleta e análise de dados dos pacientes, prevenção de doenças e diagnósticos precoces e orientação personalizada de tratamentos. Além disso, os benefícios se estendem também à otimização de processos operacionais. Um exemplo é o registro eletrônico de prontuários médicos, que centraliza e analisa as informações do paciente, facilitando a tomada de decisões e diminuindo o tempo na organização desses documentos. Crédito: Ivan Cruz


  Da esquerda para a direita: Jackson Barros; Gisselle Ruiz Lanza; Paulo Hoff; Margareth Amorim; Paulo Chap Chap; Edgar Rizzattii e o moderador Fábio Jatene, Professor Titular da Disciplina de Cirurgia Torácica da FMUSP / Crédito: Ivan Cruz

Segundo Paulo Chap Chap, Diretor Geral do Hospital Sírio-Libanês, o uso da IA deve ser feito com cuidado, pois o algoritimo pode ser "ensinado" a selecionar pessoas com um viés sexista, racista, por exemplo. Ele acredita que “a presença humana na auditoria dos resultados de algoritmos é fundamental”. Ele também lembra a má qualidade dos dados que podem ser gerados, erros não intencionais que podem ser um outro problema a ser enfrentado.

De acordo com Paulo Hoff, Diretor Geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, “o grande problema da utilização do prontuário eletrônico hoje nos EUA é esgotamento dos médicos que têm que atender os pacientes no menor tempo possível, e além disso devem gerar dados nos prontuários que não são amigáveis, causando um grande problema para os profissionais da saúde”.

À esquerda Paulo Chap Chap, Diretor Geral do Hospital Sírio-Libanês e à direita Edgar Rizzattii, Medical and Technical Executive Director do Grupo Fleury durante Hackmed Conference em São Paulo realizado em São Paulo / Crédito: Ivan Cruz

Hoff acredita que existem várias aplicações da IA, que essa tecnologia já está presente, é necessário entender como a ferramenta deve ser usada. “Depende do que foi projetada, e como vai ser utilizada. Cabe a nós médicos, ajudar a implementar como serão utilizados”, finaliza o Hoff.

Do ponto de vista da segurança dos dados, é essencial o cuidado não apenas com a proteção dos dados pessoais dos pacientes, mas também no cuidados com as informações que envolvem o tratamento das terapias que foram utilizadas, e dos resultados obtidos.  

“Os fabricantes precisariam ter um ‘feed back’ da utilização desses dispositivos para aprimorar as ferramentas, assim como o uso dos medicamentos. Ao se extrair esses dados, deve haver uma curadoria dos mesmos, para que sejam revertidos em melhorias no atendimento aos pacientes”, ressalta Margareth Amorim, especialista em Transformação da SAP Brasil.

Aproveitando o gancho, Edgar Rizzattii, Medical and Technical Executive Director do Grupo Fleury destaca a importância de uma participação mais ativa dos médicos em pesquisas e na criação de uma massa crítica dentro das instituições, “para que possamos analisar e limitar o uso dessa tecnologia, quando for necessário”.

À esquerda Jackson Barros, Diretor do Departamento de Informática Médica do SUS; Gisselle Ruiz Lanza, Diretora Geral da Intel; e à direita Paulo Hoff, Diretor Geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo / Crédito: Ivan Cruz

Ao receitar algum medicamento ou procedimento, é essencialorientar os pacientes sobre os efeitos colaterais e limitações. E essa é a mesma situação que envolve o uso da IA, “até porque deverão surgir problemas que ainda não conhecemos”, finaliza Rizzattii.

Já Jackson Barros, Diretor do Departamento de Informática Médica do SUS, defende a integração entre sistemas de prontuários, para que todo o histórico do paciente esteja disponível para o médico, durante uma consulta. Quando foi convidado para o ministério, uns dos desafios a ser enfrentado foi o de montar o Prontuário do Cidadão.

Um projeto de lei em discussão no Congresso pretende ligar todos os estabelecimentos de saúde a uma rede nacional, “sejam eles do SUS, privados ou públicos. O projeto piloto chamado Conecte SUS foi lançado em novembro de 2019 na cidade de Alagoas, e deve ser lançado a partir de maio em todo o Brasil”, explica Barros.

Jackson Barros conta que são gastos aproximadamente R$ 300 milhões por mês com a Farmácia Popular e no momento não existem dados que informem se esse investimento é válido, ou seja se impede que o paciente seja internado. ”Esses dados já estão sendo analisados,” avalia o especialista.

Qual a relevância do investimento IA na área de saúde?

Para Gisselle Ruiz Lanza, Diretora Geral da Intel, o investimento é importante, mas é essencial a colaboração do ecossistema, como profissionais de saúde, instituições saúde, que na maioria das vezes não é percebida pelo setor.

Estima-se que até 2025 o uso dessa tecnologia aplicada no setor de saúde vai movimentar globalmente 34 milhões de dólares. Vai haver um alto investimento e impulsionado com o desejo de automatizar algumas tarefas, principalmente no gerenciamento de dados. De acordo com dados do IDC, empresa global de inteligência de mercado, até 2021 cerca de 20% das organizações de saúde terão alcançado de 15 a 20% de ganhos de produtividade por meio da adoção da tecnologia artificial. Vale ressaltar que esses dados indicam que devemos estar atentos e identificar como utilizar da melhor forma a IA na área de saúde

Lanza lembrou a chegada da tecnologia 5G, tanto no mundo, como no Brasil. "Estamos falando de um acontecimento que em breve estará disponível no país, e os avanços que essa tecnologia trará, passa por elementos como a telemedicina, medicina preventiva usando deep learnig (aprendizado de máquina), levando mais informações para o médico", finaliza a executiva da Intel.

Veja a entrevista de Jorge Paulo Lemann durante o Hackmed Conference & Health Hackathon aqui:

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Novas tecnologias estão a favor das finanças

ori_brandao .jpg03/02/2020 - A transformação digital está acontecendo em todos os ambientes de trabalho e é preciso enfrentar este período com determinação e planejamento. As novas tecnologias de automação estão aí para serem utilizadas a favor da eficiência na gestão e simplificar processos.

E por que não é preciso temer esse processo de automação? Pelo simples fato de que ele já está sendo incorporado na vida das pessoas e da quase totalidade das empresas. A tecnologia não é mais um "plus"; ela é uma ferramenta essencial para as organizações.

É notável que nos últimos anos a gradativa adoção de tecnologias fez com que os Chief Financial Officer deixassem de ocupar posição meramente técnica e se tornassem verdadeiros parceiros e aliados de negócios das empresas. Agora, o momento é de elevar a automação a um novo patamar para que dê condições e maior empoderamento a este executivo.

O auxílio de softwares que geram relatórios e gráficos comparativos, dentre outros recursos, permite que o CFO transforme os dados que possui em insights mais valiosos e certeiros para o processo de tomada de decisões. É fundamental que o executivo aprenda a lidar com ferramentas de automação e com dashboards equipados com Inteligência Artificial (AI). Além disso, é interessante que o profissional seja capaz de aproveitar projeções a partir de dados, visando melhor orientar processos e ações.

Mas para que a digitalização das finanças dê certo, as empresas precisam conhecer os obstáculos existentes para sua implementação. E deve saber, ainda, quais são as maiores deficiências processuais que a tecnologia seja capaz de resolver.

Mais do que tomar a decisão de adotar a tecnologia, as organizações precisam saber o que fazer para tirar real proveito das novas tecnologias em gestão financeira e os CFOs têm papel determinante para a conquista desse objetivo em seu segmento. A questão é que só trocar processos manuais por processos digitais automatizados não garante melhorias na rotina, tampouco, assegura o ROI (retorno sobre o investimento) esperado a partir dessa mudança.

A identificação de pontos de prioridade é crucial porque uma empresa não deve se digitalizar por completo de uma só vez. Os pontos escolhidos servem como testes que orientem melhor a adoção de novas tecnologias, sempre considerando sua utilidade, custos e outros fatores que variam de acordo com o tamanho e número de operações das empresas. E o retorno que se espera com o processo de automação são claros: redução ou eliminação de erros em processos diversos; maior acuracidade nas projeções e mais qualidades nos insights fornecidos; redução de tempo gasto na descoberta de causas de incompatibilidades de cálculos e resultados, graças ao uso de tecnologias equipadas com machine learning (aprendizado de máquina); e otimização de riscos e oportunidades.

As companhias precisam estar atentas às inovações de seu negócio, observar as tendências da era tecnológica, pois alcançar a alta performance neste novo universo de finanças digitais deve ser a meta para um futuro bem breve.

As empresas especializadas em tecnologia e automação podem colaborar neste processo de implantação de sistemas e plataformas, cujos projetos devem primar pela eficiência e praticidade para o consumidor final. Mas quem dará as ferramentas e apontar necessidades, sem dúvida, é o CFO e seu time de finanças.

*Ori Brandão é Diretor Comercial e Marketing da Finnet, empresa de tecnologia para a gestão financeira. www.finnet.com.br

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Os ataques cibernéticos estão na mira da UPX

upx_bruno_prado_1.jpg*Por Bruno Prado
03/02/2020 - Quando o assunto é segurança digital, é preciso estar de olho na evolução tecnológica e nas demandas de mercado e, principalmente, expandir a atuação em diferentes regiões para conseguir atender quem precisa com qualidade. É o que a UPX, especialista em soluções de monitoramento, identificação, tratamento e prevenção de incidentes e mitigação de ataques DDoS, está fazendo desde 2019.

A empresa está ampliando sua conectividade, principalmente no território nacional. Antes presente apenas no IX de São Paulo (Internet Exchange ou Ponto de Troca de Tráfego entre Sistemas Autônomos) e no data center privado da Equinix, em 2019 passou a atuar nos IX de Sergipe, Rio de Janeiro e Bahia. Neste início deste ano, a meta é expandir para os IX do Distrito Federal, Paraná, Ceará e Rio Grande do Sul.

Dessa forma, podemos atender a Sistemas Autônomos nessas localidades, demanda crescente, aumentando a atuação do seu produto DDoS Defense (focado na mitigação de ataques DDoS) em quase todo o território nacional. Além disso, investiu em roteadores e elevou a capacidade dos links para melhorar o serviço de mitigação de ataques.

Nosso foco de mercado é muito sensível, o que requer cuidado redobrado. As empresas que nos contratam precisam ter confiança no nosso trabalho e ter certeza de que somos os parceiros certos para ajudá-las em momentos de vulnerabilidade.

Por conta disso, a companhia aposta continuamente, não só em infraestrutura, mas também em iniciativas de atendimento ao cliente. Em 2019, por exemplo, inaugurou uma área de customer experience justamente para estreitar ainda mais o relacionamento com os parceiros e consolidar a imagem nesse segmento.  

Criada em 2002, a UPX nasceu como fornecedora de serviços de streaming para transmissão audiovisual na web. Ao longo do tempo, focou no desenvolvimento de soluções para mitigação de ataques DDoS em nuvem no Brasil, após desenvolver uma solução para proteger a própria rede que passou a ser vendida para outras empresas do ramo.

*Bruno Prado,  é CEO e presidente da UPX.

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As consequências do efeito "coronavírus"

joao_andrade_global_trading.jpg*Por João Marcos Andrade
05/03/2020 - Os efeitos do coronavírus já são sentidos em boa parte do mundo. Além das vidas perdidas, o problema se estende também aos aspectos econômicos. As tratativas internacionais de comércio já estão sendo severamente atingidas em um curto espaço de tempo, por conta dos efeitos da globalização no Comércio Internacional. Um exemplo é o dos transportes internacionais, uma vez que os critérios de inspeção por órgãos sanitários dos países se acentuam e provocam revisões em procedimentos que há pouco eram tratados como rotina operacional e que agora precisam de novas práticas.

Qualquer negociação com regiões da China — especialmente na região de Wuhan, onde o surto da epidemia se destacou — já passam por processos de revisão, várias delas inclusive, canceladas, promovendo prejuízos e perdas significantes.

No setor dos transportes internacionais de cargas, tanto as companhias aéreas quanto os armadores marítimos já apresentam tarifas mais elevadas para cargas originárias da Ásia, especialmente da China. Além disso, por conta do coronavírus, o feriado do ano novo chinês que acabaria no dia 30 de janeiro foi prorrogado para o dia 3 de fevereiro, aumentando a inflação no momento de reservas de espaços em navios ou aeronaves em decorrência do acúmulo de cargas. Por tudo isso, o momento demanda maior esforço e energia de trabalho em todos os setores envolvidos que dependam de matérias-primas, ou mesmo produtos acabados, de origem do maior país asiático.

A cidade do "epicentro" do vírus concentra aproximadamente 230 das 500 maiores indústrias da China, o que naturalmente causa efeitos devastadores no fornecimento de materiais, pois as empresas que dependem de recursos de produção daquela região já estão sendo obrigadas a reformularem seus PCP's (Planejamento e Controle da Produção), justamente pelos atrasos nos embarques.

Há incerteza quanto à volta e normalização das práticas logísticas, anteriormente tão comuns e ajustadas. O fato é que as bolsas de valores já sentem impactos muito pesados. A Bovespa, por exemplo, já operava em queda acentuada desde o dia 28 de janeiro. Porém, dois dias depois, segundo o Jornal Valor Econômico, já apresentava recuo de 2,12% em seu índice, descendo a 112.941 pontos e, claro, alavancando desconforto e gerando incertezas no mercado financeiro — fator nada salutar ao mercado em geral.

O câmbio também apresenta efeitos temerários com índices que podem alcançar a maior alta de cotação do real frente ao dólar americano na história, pois no dia 30, por volta das 12h50, a moeda americana operava em alta de 1,13%, cotada a R$ 4,2670. Pouco antes, no entanto, já havia alcançado R$ 4,2705 (dados também obtidos na edição on-line do Jornal Valor Econômico de 30/01/20).

A Anvisa adotou procedimentos padrões em casos de qualquer suspeita do vírus em tripulação de navios ou aeronaves vindas da China, com rigor bem elevado, inclusive impedindo ou paralisando as operações de navios para evitar qualquer propagação do vírus em casos de confirmação de sua presença em membros da tripulação.

As expectativas são de que o vírus seja contido o mais breve possível, tanto para estancar o terrível números de vítimas fatais — que já passam de 170, segundo o Jornal Valor Econômico — quanto para manifestar segurança à população mais afetada e a certeza de que todos os esforços são válidos para que o vírus seja exterminado, ou diminuído ao máximo, no menor tempo possível.

*João Marcos Andrade é professor de Comércio Exterior e Global Trading no Centro Universitário Internacional Uninter.

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Eis os Mitos x Verdades sobre Energia Solar

energia_solar.jpg30/01/2020 - Mesmo com o crescimento e difusão dessa tecnologia, ainda existem diversas incertezas sobre seu funcionamento

O crescimento e a popularização da energia solar no Brasil têm gerado diversos aspectos positivos para o país, sobretudo no lado econômico e ambiental. A energia fotovoltaica solar pode ser utilizada de diversas formas: aquecimento solar, energia heliotérmica, arquitetura solar e fotossíntese artificial. O incentivo à utilização da energia solar no Brasil é justificado pelo potencial do país, que possui grandes áreas com alta irradiação solar durante quase todo o ano, principalmente no chamado cinturão solar, que começa na região Nordeste, passa pelo norte de Minas Gerais e sul da Bahia.

Devido ao avanço da tecnologia fotovoltaica, diversas empresas já fornecem energia solar mais barata que a convencional e sem a necessidade de qualquer tipo de investimento, instalação ou obras, como é o caso da Mori Energia. Nesse caso, podem usufruir do benefício pessoas jurídicas atendidas pela distribuidora CEMIG com consumo mensal acima de 500 kWh.

Mesmo com o crescimento e difusão dessa tecnologia, ainda existem diversas incertezas sobre seu funcionamento. Saiba mais um pouco sobre cada um desses “mitos e verdades”.

 1 - Os painéis solares não produzem energia no inverno ou em dias nublados

Mito. Os painéis produzem energia por meio da radiação direta da luz do sol, e não pela temperatura, por isso, ainda que em dias nublados a radiação seja difusa devido as nuvens que bloqueiam o sol, os raios são suficientes para gerar energia.

 2 - O custo de instalação da energia solar fotovoltaica é alto

Mito. Os painéis solares possuíam custo elevado nas primeiras descobertas desta tecnologia, porém, com a evolução do mercado global, os módulos fotovoltaicos tiveram o custo reduzido em mais de 80% nos últimos 5 anos. Assim sendo, tornou-se a tecnologia de geração de energia com o menor custo existente.

3 - A energia solar serve apenas para aquecimento de água

Mito. É necessário distinguir sistema de energia solar térmica de sistema fotovoltaico. O sistema fotovoltaico transforma raios solares em eletricidade. Devido a essa característica, pode ser utilizado para iluminação, funcionamento de equipamentos eletroeletrônicos e aquecimento de água em chuveiros elétricos, enquanto no sistema de energia solar térmica, são coletores utilizados apenas para aquecimento de água.

4 – A usina solar causa impactos ambientais na área construída

Mito. As usinas fotovoltaicas são construídas em terras remotas e improdutivas, portanto, além de o impacto ambiental ser mínimo, os empreendimentos contribuem para o desenvolvimento econômico e social das cidades onde são instaladas.

5 - Os módulos não geram energia durante a noite

Verdade. A geração de energia solar não acontece no período noturno, devido à ausência de radiação solar. Em lugares onde a única fonte de energia disponível é a fotovoltaica, é aconselhável que se tenha um banco de baterias conectado ao sistema. Dessa forma, é possível armazenar a energia que será utilizada no período noturno. Porém, esse não é o caso da comunidade solar da Mori Energia, pois, quando a fazenda solar não está gerando energia, o cliente continua conectado ao sistema da sua distribuidora de energia local.

6 - Os módulos solares têm vida útil superior a 25 anos

Verdade. Devido ao avanço da tecnologia e da comprovação feita tanto por estudos técnicos, quanto por históricos de usinas, os módulos solares têm vida útil superior a 25 anos. 

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