Três formas da IA impulsionar os negócios

click_ia.jpg*Por Morris Menasche
15/03/2019 - Não é novidade que a inteligência artificial (IA) tem melhorado a eficiência e a produtividade do local de trabalho de muitas maneiras e sua adoção vem crescendo significativamente. O relatório da Accenture sugere que a IA poderia aumentar as taxas de lucratividade em até 38% e levar a um aumento econômico global da ordem de US$ 14 trilhões até 2035. Já a mais recente projeção do IDC global para inteligência artificial é de um crescimento anual (CAGR) de 46,2%, chegando a US$ 52 bilhões em 2021. Ainda de acordo com a consultoria, em 2022, 22% das corporações farão uso de tecnologias de fala para interação com clientes.

No Brasil, segundo o mesmo IDC, 15,3% das médias e grandes empresas têm inteligência artificial entre as principais iniciativas e esperam que isto dobre nos próximos quatro anos. Além disso, um laboratório dedicado a criar ferramentas de inteligência artificial para as áreas de agronegócio, saúde e serviços financeiros já está sendo criado no país, financiado pela IBM e a Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Enquanto mais e mais empresas de dezenas de indústrias caminham nessa direção, vale a pena dar uma olhada em alguns dos principais benefícios de capitalizar os dados proporcionados pela tecnologia.

Fidelização e retenção de clientes

Tecnologias inovadoras como a inteligência artificial têm um impacto direto na fidelidade e retenção de clientes. A tecnologia baseada em inteligência artificial – como chatbots e plataformas de reconhecimento de fala - é projetada para contribuir para o fornecimento de uma experiência diferenciada ao cliente, independente do setor. Especificamente, a "economia do autosserviço" está tomando forma devido ao fato de que 70% dos consumidores esperam uma opção de autosserviço para lidar com questões comerciais e reclamações.

Além do valor agregado ao atendimento do consumidor, a tecnologia também atua como um agregador de dados para o negócio, uma vez que é capaz de coletar diversas percepções específicas do cliente que são aproveitadas para desenvolver experiências mais personalizadas, garantindo clientes ainda mais satisfeitos.

Gestão de talentos

A inteligência artificial gera valor comercial em muitas áreas, mas um setor frequentemente ignorado é o de recursos humanos. Os dados aproveitados por meio de tecnologia baseada em IA permitem às empresas prever quando um cliente pode migrar para um concorrente, ajudando a reduzir suas taxas de rotatividade. Além disso, a tecnologia baseada em IA pode rapidamente classificar milhares de currículos em uma fração do tempo levado por uma pessoa, restringindo um grupo gigantesco de candidatos a apenas algumas dezenas. Embora a inteligência artificial sozinha não possa determinar o melhor profissional para o trabalho, ela agiliza o processo de recrutamento, diminuindo o tempo do recrutador com tarefas tediosas e demoradas, permitindo assim, que se concentre em alocar os profissionais mais adequados às vagas e as empresas de forma benéfica para ambas as partes.

Vantagem competitiva

Uma pesquisa da Infosys com 1.600 executivos de negócios e TI descobriu que a inteligência artificial é uma prioridade de longo prazo para a inovação, com 76% dos entrevistados concordando que esta tecnologia é "fundamental para o sucesso da estratégia da organização". Além disso, 64% afirmaram que o crescimento futuro de seus negócios depende da adoção da IA. Essas crenças podem ser ligadas diretamente ao aumento da vantagem competitiva, mas o segredo está em como as empresas usam a IA para obter as recompensas. A montadora Ford, por exemplo, criou um plano para investir US$ 4 bilhões até 2023 no desenvolvimento de veículos autônomos, investimento que inclui a aquisição da startup Argo AI. A Bosch também está colocando a inteligência artificial na vanguarda de seus negócios. A área de "thinking factory" da companhia, lançada em uma das fábricas automotivas alemãs da Bosch, permite que as máquinas alimentadas por IA façam o autodiagnostico de falhas técnicas, acionem automaticamente o pedido de peças de reposição e antecipem as necessidades de manutenção. A Bosch prevê mais de US$ 2 bilhões em receitas e economias adicionais com o uso generalizado de sistemas e máquinas inteligentes até 2020. A inteligência artificial impulsiona o gerenciamento de decisões e permite que as empresas tirem conclusões inteligentes com base na automação. A economia não se refere apenas à redução de custos, mas ao tempo e à economia de energia, que não são irrelevantes no panorama corporativo atual.

Mas ainda não estamos lá. De acordo com o relatório da Infosys, 90% das organizações dizem que continuam a enfrentar desafios ou preocupações por parte dos funcionários, como medo de mudança, aceitação cultural e falta de habilidades internas para gerenciar a inteligência artificial, impedindo assim a implementação desta tecnologia. Apenas 10% dos entrevistados, cuja empresa adotou tecnologias de IA, acreditam que sua organização está maximizando totalmente suas capacidades.

Olhando para o futuro, o que pode ser feito para aproveitar totalmente os dados através do poder da inteligência artificial? Adaptar a força de trabalho atual a essas mudanças inevitáveis é importante à medida que nos movemos para um modelo mais híbrido (humanos + IA). Os líderes empresariais têm a responsabilidade de explicar os riscos e oportunidades que a força de trabalho da próxima geração traz. Eles podem até mesmo introduzir tecnologias no local de trabalho capazes de detectar estresse emocional e esgotamento do funcionário por meio do processo de linguagem natural, permitindo que as empresas utilizem a IA também para agregar valor ao RH. Afinal de contas, é essa combinação perfeita de recursos que contribui para o sucesso do negócio: tecnologia de ponta e funcionários valiosos.

*Morris Menasche é Vice Presidente de Vendas da ClickSoftware para América Latina

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Os super desafios do varejo na Era Digital

*Por Gustavo Pipa
07/03/2019 - Quantas vezes você já ouviu alguém falar que o varejo físico vai morrer? Muitas, não é? A meu ver, mesmo as previsões mais pessimistas não fazem sentido. Enquanto, de fato, algumas lojas de varejo estão fechando suas portas, grandes varejistas abrem novas unidades todos os meses. Os números apresentados na NRF 2019, maior feira de varejo do mundo realizada em janeiro em Nova York, evidenciam essa tendência de crescimento de lojas físicas e seu papel no centro do comércio varejista no futuro. As lojas físicas não vão morrer. Pelo contrário, serão cada vez mais fortes e com papel relevante no processo de venda e captura do consumidor.

Mas então o que diferencia aqueles que fecham dos que seguem em expansão? A tecnologia deu ao varejo uma nova cara. A evolução contínua das realidades virtual e aumentada, internet das coisas e blockchain permite aos varejistas analisar dados de suas vendas quase em tempo real e investir em soluções, produtos e distribuição de forma cada mais vez mais eficiente e eficaz.

O desafio é que a maior parte das tecnologias aplicadas ao varejo ainda está em experimentação. É difícil encontrar cases de sucesso 100% prontos e comprovados em que se inspirar. Estamos em construção dessa vitrine, ou seja, ainda é difícil escolher onde investir, e a disposição de correr algum risco pode ser fundamental. A disrupção desse mercado e a velocidade com que ele muda desafiam as capacidades analíticas dos varejistas conservadores. Construir uma plataforma que conecte diferentes dispositivos em um único ecossistema, trazendo melhor leitura dos dados, permitirá que os varejistas criem e sustentem uma proposta única de valor agregado para os consumidores.

Mas por que ainda existe uma dificuldade tão grande na adaptação dos varejistas a essa Era Digital?

O maior desafio é definir a "mistura" ideal de inovações humanas e tecnológicas, tendo em vista sempre a experiência 360 graus do cliente. Oferecer tecnologia suficiente para atender às expectativas dos consumidores sem deixar de lado o contato com o cliente, fortalecendo a proposta de valor final do varejista.

É necessário juntar as conexões humanas com a funcionalidade de robôs, inteligência artificial e análise de dados. E é preciso criatividade para combinar o aspecto físico e o digital – Phygital, como dizem –, para criar uma experiência de consumo personalizada nas lojas físicas, tanto quanto já ocorre nas lojas on-line, mas com a vantagem do olho no olho.

É hora de esquecer a forma antiga de trabalhar! Para os varejistas sobreviverem, terão de adotar mudanças na forma de pensar, testar, arriscar, estimular, desenvolver novas experiências para atrair e reter os consumidores. Terão de oferecer com agilidade oportunidades capazes de mudar o dia a dia do consumidor.

Até 2025 teremos uma transformação consolidada no varejo. Com o avanço da Era Digital, a forma de o consumidor final comprar será diferente, e então os varejistas que oferecerem a combinação exata de experiências, com ambientes convidativos, fidelizando a marca e colocando o cliente no centro de tudo, e em meio a uma experiência humanizada, conseguirão firmar uma posição de mercado singular em um cenário tão disputado que temos nessa Era Digital.

*Gustavo Pipa é Client Service Executive de varejo e consumo da Cognizant

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O Surgimento das “espécies digitais” no mundo real

sandro_paiva.jpg*Por Sandro Paiva
01/03/2019 - No ano passado, um dos principais destaques de um grande evento de tecnologia no Brasil foi a apresentação da primeira robô humanoide com habilidades de fala. Sua presença promoveu uma ampla discussão sobre o impacto das novas tecnologias em um mundo hiper conectado. Drones, robôs que auxiliam no segmento de serviços, bem como carros autônomos, são máquinas capazes de tomarem decisões baseadas no aprendizado com o mínimo da interação humana. Essa robô, na realidade, representa novas formas de negócios que serão criadas ao longo dos próximos anos.

Nesse novo ecossistema onde todas as coisas passam a sentir, se conectam e são inteligentes, vemos o surgimento das “espécies digitais” que produzirão uma enorme quantidade de dados que se tornarão inteligentes e serão orientados a operação do mundo físico para remodelar indivíduos, lares, organizações e a sociedade em geral. As palavras da moda serão cada vez mais a inteligência artificial, o blockchain, IoT, conectividade com baixa latência, volume de dados, segurança digital - e tudo isto será voltado para atender nichos de atuação, onde estes novos ecossistemas encontrarão espaço para suprirem uma demanda existente porém não atendida.

A convergência dos mundos físico e digital será marcada pela sensação de onipresença das coisas que cada vez mais se tornarão capazes de sentir. A profundidade e nitidez da percepção do mundo digital irá melhorar muitas vezes com o surgimento de vídeo 4K, 8K e até 32K. Estamos falando de 8 zetabytes de dados em 2015 que, segundo um estudo GIV(Global Industry Vision), promovido pela Huawei, atingirá 180 zetabytes de dados em 2025. O crescimento é exponencial. O desenvolvimento das tecnologias emergentes de Realidade Artificial e Virtual (AR, VR) e outras aplicações adicionarão novas perspectivas ao modo como as pessoas sentem o mundo ao seu redor, permitindo que elas ampliem sua capacidade de perceber além das limitações do mundo físico, que só serão possíveis com a melhoria da conectividade e o processamento adequado dos dados.

O mesmo estudo aponta que temos hoje algo ao redor de 10 milhões de usuários de realidade virtual e aumentada. A evolução da tecnologia trará este número para a casa dos 440 milhões de usuários no mundo. Redução do tamanho e peso do capacete, a real mobilidade sem a necessidade de fios conectados e uma palavra fundamental que é a latência viabilizarão a maturação deste tema. Não seria incrível viajar para Dubai e andar nas ruas de Roma simplesmente colocando um óculos, mas continuando sentado no aconchego do seu lar? Essas são sensações, vivências e experiências que nossos filhos terão a sorte de presenciarem. O grande ponto da realidade virtual é a criação dessa experiência imersiva nos mais diversos campos: entretenimento, saúde, educação, setor militar, etc.

Hollywood ou produtores ingleses já retratam algumas dessas situações. Sou fã de uma série chamada Black Mirror onde a tecnologia que discutimos hoje é apresentada no dia-a-dia, fazendo parte do cotidiano dos personagens. Alguns epsódios são supreendentes, outros difíceis para nos inserirmos no contexto, mas a idéia é uma só: “onde a tecnologia vai nos levar, como iremos conviver e como aceitaremos estas mudanças!”

Em todos os aspectos da vida e do trabalho, essa sensação levará a uma integração gradual dos dois mundos. Isso criará uma plataforma de base inteligente para consumo, educação, viagens e trabalho e os serviços inteligentes derivados desse sensoriamento serão encontrados em todos os lugares. Em pleno 2019, temos bicicletas e patinetes conectados e controlados por um aplicativo, temos padrões de comportamento sendo monitorados e replicados para diversos segmentos, minimizando riscos e diminuindo o tempo da curva de aprendizado para diversos temas.

Trazendo mais para nosso tempo, temos 7 billhões de dispositivos inteligentes, mas chegaremos em 40 bilhões em 2025. Destes, 8 bilhões serão smartphones, 3 bilhões tablets ou PCs e 8 bilhões de wearables. Em média, cada pessoa possuirá 5 dispositivos inteligentes e 20% das pessoas possuirão 10 ou mais dispositivos. Ao mesmo tempo, quase 20 bilhões destes dispositivos estarão conectados em tempo real.

O Mobile World Congress19 terminou e boas novidades foram apresentadas para o público em direção as coisas que passam a sentir, se conectar e são inteligentes.

*Sandro Paiva é Diretor de Desenvolvimento de Negócios, Huawei do Brasil

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O impacto da infraestrutura de rede para o negócio

fluke_cabeamento.jpg*Por Richard Landim
01/03/2019 - Com o aumento da demanda global por tecnologia e conectividade de alta velocidade, o mercado de infraestrutura de redes cresceu exponencialmente. De acordo com o mais recente relatório da Markets and Markets, o mercado de cabeamento estruturado foi avaliado em US$ 7,72 bilhões em 2014 e deve atingir US$ 13,13 bilhões até 2020.

Também a grande expansão do segmento de datacenter e a necessidade da comunicação empresarial integrada têm impulsionado ainda mais o crescimento deste mercado. No entanto, apesar do cabeamento estruturado ser a espinha dorsal da área de tecnologia corporativa, o aprimoramento da infraestrutura de redes ainda não está entre as prioridades das empresas.

Está claro que uma infraestrutura de rede saudável está diretamente ligada à produtividade, eficiência e expansão de serviços. Não custa lembrar que o cabeamento é responsável por metade de todas as falhas na rede, o que compromete o desenvolvimento das atividades. E a incorporação de novas tecnologias dentro das empresas aumenta ainda mais a necessidade de segurança e de um melhor gerenciamento da rede.

Na prática, o ecossistema de redes é responsável pela conectividade e suporte de todos os equipamentos tecnológicos da empresa, contemplando desde os postos de trabalho dos funcionários até os mais avançados servidores, possibilitando que todos tenham acesso aos sistemas e recursos de TI. Por isso, o impacto nos negócios de uma infraestrutura de rede saudável de alta performance pode ser relacionado diretamente a receitas e retenção de clientes. A abordagem tradicional de gestão de rede dificulta que as empresas identifiquem e resolvam rapidamente a causa raiz do desempenho degradado da rede.

Em tempos financeiramente desafiadores, a certificação torna-se um benefício crucial para reduzir as falhas na rede já que é o teste mais completo para mapear, diagnosticar e saber se o sistema de cabos da empresa adere aos padrões de desempenho e de execução da instalação. Reduzir custos é necessidade básica das empresas, que precisam tomar decisões difíceis para reduzir despesas operacionais e de capital. Contudo, minimizar a importância da saúde da rede não é uma decisão inteligente.

A pressão dentro das organizações em relação à apresentação do valor do negócio exige uma infraestrutura ágil e robusta para suportar a evolução desenfreada dos novos conceitos de tecnologia. Mais do que aumentar o valor de negócio da área de TI, chegou a hora de quantificar o impacto positivo que essa área tem sobre a companhia como um todo.

*Richard Landim é Key Account Manager de Data Centers & Intallers da Fluke

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ML no combate à lavagem de dinheiro

scott_zoldi.jpg*Por Scott Zoldi
20/02/2019 - Operações de combate à lavagem de dinheiro (Anti-Money Laundering - AML) trabalham duro para estar em conformidade com regras, políticas e regulamentos. Mas apesar de todo esse esforço, a lavagem de dinheiro está fora de controle em todo o mundo: a quantidade anual de dinheiro lavado é estimada entre 2 e 5% do Produto Interno Bruto (PIB) global. Alarmes falsos e processos ineficientes são algumas das razões pelas quais grande parte da lavagem de dinheiro corre solta.

O aprendizado de máquina (Machine Learning ou ML) no combate à lavagem de dinheiro está melhorando drasticamente a eficácia das operações de conformidade. Recentemente, falei sobre o tema na Associação de Especialistas Certificados em Antilavagem de Dinheiro (ACAMS), em sua 18ª Conferência Anual de Crimes Financeiros e AML em Las Vegas. Com a energia de Vegas proporcionando um cenário apropriado, falamos sobre:

Como o Machine Learning é diferente da Inteligência Artificial (IA) - O aprendizado de máquina não executa tarefas cognitivas programadas por humanos. Em vez disso, os algoritmos de Machine Learning aprendem novas relações a partir de dados. A descoberta de padrões ocultos no movimento do dinheiro torna o aprendizado de máquina um aprimoramento muito atraente para as operações de combate à lavagem de dinheiro.

Usar Machine Learning para priorizar alertas e encontrar mais lavagem de dinheiro - Na minha apresentação, fiz referência a um artigo de 2017 da McKinsey sobre o tema da aplicação de novas tecnologias no combate à lavagem de dinheiro. Com 99% dos alertas se revelando alarmes falsos, a McKinsey observou que as técnicas de aprendizado de máquina reduzem esses falsos positivos de 20 a 30%. Por sua vez, a carga de trabalho dos investigadores pode ser reduzida em 50%.

O gráfico abaixo ilustra como as organizações geralmente usam scores de Machine Learning. Ao escolher um limite de pontuação, o time de combate à lavagem pode entender a quantidade de dinheiro detectada e, consequentemente, controlar a taxa de alarmes falsos. O profissional, portanto, escolhe um ou mais limites que acionam analistas para trabalhar nesses casos. As transações também podem ser automáticas.

Melhorar o conhecimento dos usuários usando análise comportamental em tempo real - O Machine Learning pode melhorar em até 3x o relatório de atividade de alarme suspeito, por meio de uma segmentação mais rígida, de acordo com a McKinsey. Exemplos de segmentação mais refinada incluem aprendizagem de usuários com relações financeiras fora dos EUA, seja uma pessoa com alto patrimônio líquido ou um pequeno empreendedor. Dessa forma, o Machine Learning desafia o status quo dos processos de conhecimento dos usuários usando análises comportamentais em tempo real, baseadas em transações financeiras.

O aprendizado de máquina pode até levar a regras melhores, conforme ilustrado na figura abaixo. Por exemplo, o modelo de Machine Learning pode descobrir usuários em jogos de azar online de baixo custo, que fazem isso como uma forma de transferir fundos para o exterior. Sabendo como os algoritmos de aprendizado de máquina detectam novos padrões invisíveis de atividade ilícita, melhores leis, regras e insights podem ser obtidos.

Como podemos explicar os modelos de Machine Learning - Além do uso do aprendizado de máquina, é importante também explicar esses modelos a pesquisadores, reguladores e equipes internas de governança. O exemplo abaixo mostra como múltiplas variáveis que compõem o modelo (V1-V6 à extrema esquerda) se alimentam em algoritmos de Machine Learning, cujos resultados são processados por um Relatório de Razão e Ranking de Algoritmo. As razões são classificadas em termos de importância e relevância para explicar como o modelo chegou à pontuação.

Este algoritmo tem sido usado na Plataforma FICO Falcon por anos, e mostra a probabilidade do valor de uma variável (e consequentemente o código de razão) contribuir para a pontuação observada. Isso é baseado na totalidade dos dados usados para construir o modelo de Machine Learning e é probabilístico. Ao classificar os principais códigos de razão, os analistas e reguladores entenderão como a pontuação foi obtida, o que pode ajudar nas investigações e na criação de narrativas dos relatórios.

Em resumo, o uso do Machine Learning pode ajudar a superar os principais desafios de conformidade, como falsos positivos, para obter novos insights e entender o comportamento dos usuários, fornecendo uma lógica de decisão clara e explicável. Claramente, a tecnologia de aprendizado de máquina adiciona um impulso "super-humano" à eficácia dos esforços de combate à lavagem de dinheiro.

*Dr. Scott Zoldi é diretor de análise da FICO, uma empresa global de software analítico

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A Indústria 4.0 mudará a realidade das empresas

alexandre_glikas_locaweb.jpg*Por Alexandre Glikas
19/02/2019 - A indústria 4.0, também conhecida como 4ª Revolução Industrial, promete mudar o cenário em que vivemos — e acredite: já realiza o esperado. Tendo por prerrogativa integrar informações para automatizar funções e mudar a maneira como as pessoas se comunicam e vivem, esta é uma progressão natural da Era da Informação, com a diferença que o mundo se torna mais conectado e inteligente. Com impactos nas empresas e em toda a sociedade, as transformações digitais proporcionadas por essa nova revolução têm surgido rapidamente e em larga escala.

O principal aspecto da Indústria 4.0 é a inovação, que se manifesta por meio de novas tecnologias. Com a fusão desses recursos, há a eliminação das barreiras entre os mundos biológico, físico e digital. Portanto, ela é mais ampla que um progresso digital.

A expectativa é que os países mais desenvolvidos absorvam as transformações com mais facilidade. Porém, as nações emergentes, como o Brasil, também vão se beneficiar. O esperado é que os computadores sejam cada vez mais inteligentes e rápidos — por isso, há o receio de que muitas profissões deixem de existir.

Realmente, isso deve acontecer. As tarefas operacionais, como as de linha de produção, serão automatizadas e isso reduzirá a necessidade de mão de obra humana. Por isso, segundo o Fórum Econômico Mundial, há uma previsão de que sejam eliminados sete milhões de empregos industriais até 2020 nos 15 países mais desenvolvidos.

Mas isso vai mais longe! Além dessa mudança no mercado de trabalho, há alguns motivos que demonstram a importância da indústria 4.0 para as empresas. Conheça três deles:

Atendimento a novas demandas
As necessidades atuais dos consumidores ensejaram a nova revolução industrial, já que há uma busca maior por personalização, praticidade e respostas rápidas. Essas demandas não são atendidas pelos métodos clássicos de produção e, por isso, é preciso criar modelos de negócio diferenciados.

Gestão embasada em dados
O recurso principal da indústria 4.0, junto à tecnologia, são os dados. Apesar de serem intangíveis, eles permitem alcançar a informação e gerar conhecimento. Com isso, há um melhor aproveitamento dos recursos disponíveis e a possibilidade de produzir mais em menos tempo.

Aprendizado de máquinas
O aprendizado permitido pelas inteligências artificiais — proporcionado por tecnologias como Big Data, computação em nuvem, Internet das Coisas e o próprio machine learning — permite encontrar outros padrões de atuação a partir de testes.

Todos esses vieses podem ser resumidos em quatro pontos principais: expectativas dos clientes; aperfeiçoamento de produto; inovação colaborativa; e formas organizacionais.

Os clientes se tornam o centro da economia e os produtos podem ser aprimorados para agregarem mais valor. Os ativos são mais resilientes e a análise de dados transforma a maneira que as informações são mantidas. Tudo isso exige a criação de modelos de negócio ainda inexistentes, assim como a revisão das formas de organização.

Todas essas ferramentas disponíveis já estão implementadas, mas ainda tendem a evoluir, e muitas outras também devem surgir ao longo do processo. É válido lembrar que tecnologias como Internet das Coisas (IoT), Cloud Computing, Big Data e Analytics são grandes facilitadoras dessa revolução.

Nesse cenário, é importante que os empreendedores estejam atentos à Indústria 4.0 para tirarem o máximo proveito dos benefícios que ela pode oferecer e, assim, verem cada vez mais o seu negócio crescer.

*Alexandre Glikas é diretor-geral da Locaweb Corp, unidade corporativa da Locaweb

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