Sua empresa está preparada para a LGPD?

lgpd.jpg18/11/2019 - Muito se ouve falar sobre a LGPD, a Lei Geral de Proteção de Dados, que entrará em vigor em 2020. Mas, em meio a tanta informação fica difícil compreender como ela funciona e as mudanças que propõe. Por isso, a Assertiva, plataforma que utiliza inteligência de dados para prevenção a fraude e apoio nas relações comerciais, facilita esse caminho e mostra abaixo os principais pontos da LGPD.

Sancionada em 2018, a nova legislação tem por objetivo assegurar transparência na relação entre cidadãos e empresas. Todas as pessoas são proprietárias de suas informações pessoais, como o número do telefone, o endereço físico ou digital e cadastros nas redes sociais, que acabam muitas vezes sendo compartilhados com empresas por meio de cadastros, por exemplo. Nesse sentido, a LGPD prevê a responsabilidade compartilhada entre todos os envolvidos na relação de troca de informações, fato que torna fundamental que as corporações estejam programadas para se adequar à lei.

No entanto, de acordo com o estudo feito pela Robert Half, 53% das empresas brasileiras não estão preparadas para a nova lei. Além disso, de acordo com o estudo realizado pela consultoria, 34% dos gestores não veem sua empresa preparada para a entrada da lei e 19% deles nem sabem do que se trata. Para o CEO da Assertiva, Hederson Albertini, este é um cenário delicado e as corporações não devem deixar isso para a última hora. “A LGPD não é vilã, pelo contrário, ela é fundamental para garantir uma boa relação comercial entre todos os envolvidos.”, explica Hederson Albertini, CEO da Assertiva.

Pensando em ajudar nesse processo de preparação, a Assertiva lista os 5 principais motivos pelos quais as empresas devem se adequar a LGPD:

1. Transparência: ao cumprir fielmente as disposições da lei, as organizações estarão automaticamente tratando os dados de seus clientes de maneira ética, aberta e transparente. Isso significa que as relações comerciais ficam mais claras e todo mundo ganha.

2. Credibilidade: se adaptar à lei traz mais confiança para a imagem da empresa e ajuda a fidelizar clientes. Para os cidadãos, bem como para os prestadores de serviço, é importante saber que seus dados estão seguros e que serão utilizados apenas para o objetivo proposto.

3. Segurança: um dos princípios da LGPD é garantir segurança para todos os envolvidos. Esse motivo é determinante para que as empresas tomem medidas técnicas e administrativas a fim de proteger os dados de invasões, roubos, acessos sem autorização, perda, entre outros.

4. Vantagem competitiva: a tendência é que ao contratarem serviços as pessoas e outras instituições prefiram contratar serviços de empresas que estejam de acordo com a lei. Por isso, modelos de negócios que estejam afinados com a nova legislação saem na frente.

5. Organização interna da empresa: o excesso de dados pessoais desnecessários ou até incorretos, aumenta os riscos em eventuais incidentes de segurança e também influencia na organização das informações, gerando resultados que não refletem a realidade e impactam negativamente na realização de negócios.

“Vale lembrar que para a lei não são apenas os dados de clientes que devem ser preservados, mas também de funcionários, fornecedores e qualquer outra pessoa com quem a empresa tenha contato”, finaliza Albertini.

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A revolução da justiça com o uso do Big Data

eduardo_tardelli.jpg*Por Eduardo Tardelli
18/11/2019 - No Brasil, é de conhecimento geral que o sistema judiciário é um exemplo de morosidade civilizatória, seja pelo grande volume de processos em andamento ou pelo número elevado de arquivos, informações e documentos que escritórios de advocacia devem armazenar e organizar para ter em mãos sempre que necessário. É uma rotina cheia de dados, cujo Big Data tem estado cada vez mais presente para organização e facilitação desses trâmites.

Nesse sentido, as lawtechs têm ganhado espaço, aos poucos, com soluções que buscam otimizar a rotina e solucionar os principais problemas da área de Direito. Segundo a Associação Brasileira de Startups, há hoje 87 startups mapeadas e a tendência é que esse número aumente nos próximos anos.

No Brasil, cada processo apresenta longas peças (em textos), que sobrecarregam advogados, promotores, procuradores, juízes e desembargadores com informações. Logo, o Big Data surge como um meio para solucionar a leitura, investigação e acesso aos conteúdos contidos, além de unificar soluções, uma vez que cada tribunal possui um sistema próprio, dificultando a ação dos profissionais envolvidos para acessar detalhes de ações semelhantes com a finalidade de encontrar leis e jurisprudências que possam auxiliar nas resoluções.

Outro benefício é em relação a administração diária de escritórios de advocacia, pois a coleta e utilização dos dados ajudam a segmentar o faturamento da empresa por cliente, por origem e caso, indicando também honorários, provisionamentos e contratos que possam estar por vencer, para que erros dessa natureza não ocorram e onerem todo um trabalho. Além disso, softwares dessa natureza apresentam flexibilidade o suficiente para que essas organizações analisem resultados de maneira personalizada e, a partir daí, direcionarem novas abordagens de negócio.

Ferramentas de Big Data possibilitam ainda que profissionais da área jurídica podem verifiquem as chances de vitória em uma audiência, possibilidades de acordo e, assim por diante. Enfim, é um universo de possibilidades que prometem automatizar atividades e simplificar o dia a dia dentro deste segmento.

Em outras palavras, o Big Data surgiu não apenas para organizar informações, mais para transformá-las em novas oportunidades, simplificando a vida de quem as possui e, quem sabe, gerar mais negócios. No campo jurídico, facilita o poderio dos arquivos e dados de um escritório ou empresa.

Antes resistentes, os gestores jurídicos enxergam, cada vez mais com bons olhos a possibilidade de unir o poderio humano e ferramentas modernas de gestão, trazendo mais agilidade ao setor ao transformar dados em informações relevantes com o "plus" de práticas de compliance.

*Eduardo Tardelli é CEO da upLexis, empresa de software que desenvolve soluções de busca e estruturação de informações extraídas de grandes volumes de dados (Big Data) extraídos da internet e outras bases de conhecimento

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O dilema das empresas ao adotar novas tecnologias

explosao_dados.jpg*Por Ricardo Salama
07/11/2019 - Por que empresas idênticas têm resultados diametralmente opostos na adoção de novas tecnologias? Esse é o ponto em que muitas corporações se deparam quando encaram o tema da inovação. Recentemente, assisti ao documentário "Três Estranhos Idênticos", que é muito comovente, porém elucidativo de dilemas que muitas companhias enfrentam hoje ao pensarem em como embarcar na nova revolução de dados e na Inteligência Artificial.

Na obra, três gêmeos idênticos são separados no nascimento e submetidos, involuntariamente, a um experimento científico. Cada bebê é adotado por famílias em contextos socioeconômicos diferentes, porém vivendo dentro de um raio de 150km de distância. Aos 19 anos, acidentalmente os mesmos se encontram. A questão central do filme é "nurture ou nature". Ou seja, sendo o DNA (ou ferramentas) dos trigêmeos o mesmo, qual é o resultado e a estrutura de cada um ao longo da vida? No filme, o destino dos três é completamente diferente.

Atualmente, a inteligência artificial e a incansável exploração dos dados, buscada por tantas empresas, vivem uma situação igualmente paradoxal. Por um lado, há um investimento muito contundente em ferramentas capazes de entregar com destreza e flexibilidade todas as etapas de um ciclo analítico - que vai desde a coleta e a preparação de modelagem, até a implementação em produção dos dados. Segundo um estudo encomendado à Forbes Insights pelo SAS, 72% dos executivos de grandes empresas têm alguma iniciativa em inteligência artificial.

Por outro lado, mesmo com grandes investimentos realizados por essas empresas, este mesmo levantamento apontou que apenas 50% das iniciativas foram consideradas exitosas. Mas, afinal, por que duas corporações com ferramentas igualmente poderosas, a exemplo dos gêmeos idênticos, podem ter resultados tão diferentes? Quais são os principais fatores que geram tais diferenças?

Em primeiro lugar, a estrutura e o entorno em que cada gêmeo cresceu fez toda a diferença em seus destinos. De modo igual, empresas que já nasceram em ambientes digitais, e que conseguiram se transformar mais rapidamente, tendem a estar muito mais preparadas. Empresas como Google, Facebook ou Amazon, que já são digitalmente nativas e que fazem o uso intensivo de inteligência artificial, servem como bons exemplos. Quando você recebe a melhor recomendação de uma compra ou quando você faz uma busca na internet, vemos um uso intenso e inteligente dos dados disponíveis, em algoritmos bastante sofisticados.

Um segundo fator imprescindível se dá na estrutura de governança e de processos bem claros. Isso garante uma exploração bem executada das ferramentas e dos dados. No documentário, os gêmeos que viviam em famílias desestruturadas como, por exemplo, com pais sob dependência alcoólica ou que não impunham limites, geraram finais mais infelizes. O que mais observamos em grandes empresas são enormes data lakes, porém tão desorganizados e anárquicos que fazem a exploração das informações de forma emaranhada e complexa. As empresas estão voltadas à coleta cada vez maior de dados, entretanto com uma preocupação menor em como explorar os seus conteúdos.

Por fim, a formação e a educação dos gêmeos também fez toda a diferença para seus futuros. Famílias muito distantes, que não puderam dar uma educação com mais "calor" e proximidade, geraram problemas muito críticos e com finais surpreendentes. As indústrias que não conseguirem atrair e formar talentosos cientistas ou exploradores de dados também sofrerão. De acordo com o relatório Linkedin Workforce Report, só nos Estados Unidos há um déficit de 155 mil cientistas de dados. Neste cenário, atrair e reter talentos é um fator preponderante.

Mas, então, o que fazer para cobrir tantos temas complexos e entrar no desafio da Inteligência Artificial? Investir em ferramentas (nature) ou na forma de utilização das mesmas (nurture)? Na verdade, não se trata de uma escolha. É imprescindível que a empresa escolha adequadamente as ferramentas, os processos e as pessoas para cada estágio em que a mesma se encontre. O processo de "nurture ou nature", nesse conceito, são totalmente complementares.

Não se trata mais de saber quando, mas como cada empresa entrará nesse mundo. A nova revolução 4.0, dos algoritmos e da IA, já está a todo vapor. No documentário comentado, os gêmeos quando se reencontraram, achavam-se iguais não só fisicamente, mas psicologicamente e em comportamento também. Entretanto, o mundo os fez muito diferentes. As empresas querem todas se equiparar às grandes entrantes digitais, mas nem todas chegarão. Neste mundo da inteligência artificial não importa mais só quem você é (nature), mas como você consegue ter a disciplina e o foco para conquistar um ambiente ágil e seguro, com uma governança/estrutura e que atraia e forme as melhores pessoas. Essas serão as empresas do futuro.

*Ricardo Salama - Head of Sales, SAS América Latina

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Como formar cidadãos para a Sociedade 5.0?

brazil_lab.jpg07/11/2019 - Segundo dados do último levantamento realizado pelo Fórum Econômico Mundial, cerca de 65% das crianças que estão no ensino primário terão empregos que hoje nem sequer existem. Os avanços tecnológicos em inteligência artificial, internet das coisas e robótica têm acelerado o processo rumo à chamada Sociedade 5.0, uma sociedade preparada e capaz de utilizar a tecnologia em prol do equilíbrio entre avanços econômicos e a resolução de mazelas sociais.

No Brasil, o desafio da transformação digital também passa pela Educação e pela formação das competências necessárias para interagir com a tecnologia. Nesse sentido, startups vêm enxergando a oportunidade de criar produtos e ferramentas que se utilizam de inteligência artificial e que buscam resolver gargalos do setor público.

Destaque para o trabalho realizado pelas empresas Kriativar e FazGame - startups que participaram do Programa de Aceleração do BrazilLAB, hub de inovação que conecta startups ao poder público. Responsáveis pelo desenvolvimento de plataformas voltadas à criação de conteúdos, elas oferecem ferramentas capazes de ajudar alunos no desenvolvimento de habilidades como criatividade, pensamento crítico e resolução de problemas complexos.

O jogar e a brincadeira como ferramentas pedagógicas

Com o objetivo de proporcionar aos professores uma forma de ensinar inspiradora e criativa, em que os alunos aprendem ao criar games educacionais, a Faz Game desenvolveu um software que apresenta ambiente lúdico e intuitivo para criação de games educacionais. Além de interfaces com cenários, personagens e objetos, a ferramenta facilita a inserção de conteúdos pedagógicos. A ferramenta já foi testada no município do Rio de Janeiro e tem potencial de impactar milhões de alunos do ensino básico.

Voltada para a criação e compartilhamento de materiais como revistas, livros e histórias em quadrinhos, a Kriativar é uma startup que usa realidade aumentada, cultura maker, inteligência artificial e aprendizagem adaptativa para estimular o potencial criativo de crianças e jovens. Com orientação pedagógica, a empresa busca unir tecnologia, arte e informação, oferecendo uma plataforma digital completa para escolas e famílias.

Programa está com inscrições abertas

As inscrições para processo seletivo para o Programa de Aceleração do BrazilLAB podem ser realizadas pelo link http://inscricao.brazillab.org.br/ até o dia 18 de novembro. Para se inscrever, não é necessário que a startup tenha desenvolvido a solução especificamente para o setor público, basta que a solução tenha potencial de impacto e se enquadre em um dos três desafios propostos pelo BrazilLAB. Além de "Habilidades na Sociedade 5.0", também é possível inscrever soluções nas categorias "Smart Cities e Urban Techs" e "Eficiência na Gestão Pública"

No dia 13 de dezembro, o BrazilLAB anunciará as 25 startups selecionadas para participar do programa e, ao final dos três meses da aceleração, os empreendedores serão avaliados por uma banca composta por líderes públicos, parceiros e especialistas, que identificarão as melhores soluções.

Os três primeiros colocados ganharão horas de assessoria jurídica dedicada e poderão participar de eventos com gestores públicos. O grande vencedor ganhará um contrato de investimento de até 250.000 reais e uma missão ao Vale do Silício, nos Estados Unidos.

Sobre o BrazilLAB

O BrazilLAB é um hub de inovação que acelera soluções e conecta empreendedores com o Poder Público. A iniciativa fortalece empreendedores que estão engajados em buscar soluções para os desafios mais complexos vividos pela sociedade atual.

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Empatia: Essencial para o sucesso da inovação!

comercio_exterior_2.jpg*Por Yuri da Cunha
05/11/2019 - É óbvio que as pessoas desejam ficar na zona de conforto! Bem mais simples. O nome “conforto” não foi ao acaso. Quem escreve aqui para você também tem medo de mudanças. Quanto mais envelhecemos, menor será a nossa tendência a alterar o jeito de realizarmos algo, com raras exceções. Resistimos ao que é novo. Geralmente, lutamos enquanto podemos. Até percebermos: “Olha, talvez, mas apenas talvez, essa mudança traga algum benefício para mim”. Então, comecemos a olhar com maior carinho.

Como ponto de partida temos que o ser humano, por natureza, prefere a inércia de continuar a fazer as coisas como sempre fez. Esse medo ou resistência à mudança se agrava ainda mais quando nos sentimos ameaçados ou não entendemos o porquê dessa mudança estar acontecendo.

Agora vamos pensar como as coisas acontecem nas empresas. Não podemos ignorar que a maior parte das mudanças nas organizações, atualmente, são feitas top-down. O que gera um medo incrível na maior parte das equipes. Frequentemente, os colaboradores podem ligar a automatização e a transformação digital à redução do quadro. Ainda mais num país como o nosso que patina no crescimento econômico e com uma cultura com grande foco em “corte de custos”.  Então, quem propõe a mudança acaba por esquecer de trabalhar em um ponto incrivelmente importante para destravar a aceitação: a empatia. Como isso vai ajudar o Colaborar A? E o Colaborador B? Qual é o projeto que pode ser destravado com essas mudanças e convidar o Colaborador C a engajar-se nele? Quais são os eventos que posso permitir a participação de toda a equipe?

A empatia é essencial para entender como e quando comunicar cada mudança para as equipes. Essa mesma empatia será desafiada, principalmente, em um tipo de inovação: a de processos, a qual levará à eliminação de etapas e à automatização de atividades, por exemplo, com a implementação de um novo sistema. O que os colaboradores farão com mais tempo? Ou quando a sua função for automatizada e eliminada por completo?

Aqui existe um risco, mas também uma oportunidade, a de terem ideias de como melhor aproveitar esse tempo extra: inovação em marketing? Em como melhor atender o cliente? Nos indicadores? Na forma de gerir os riscos? Isso, provavelmente, fará com que as equipes aceitem melhor a mudança, enquanto as organizações projetam um futuro ainda mais promissor.

Isso me leva a apontar que os propositores das mudanças, frequentemente, falham em demonstrar uma essência da Revolução 4.0 e da Transformação Digital: valorizar o trabalho humano. Devemos, como organizações, parar de pensar apenas no Retorno Sobre o Investimento (ROI, em inglês), mas em “como isso tornará as atividades executadas pelos meus colaboradores mais eficientes”. Isso leva, essencialmente, à pergunta: quanto vale uma boa ideia que, se bem trabalhada e implementada, poderá fazer com que a organização tenha uma inovação às mãos?

As oportunidades estão diante de nós. Cada vez mais, especialistas têm indicado e apontado para o ser humano como o centro de todas as inovações, mas para a inovação ter seu espaço, muitas mudanças também irão acontecer. Entretanto, uma parte considerável de nós, ignoramos essas oportunidades porque sempre existe a aposta de “isso realmente não acontecerá, não aqui, não agora”. Os taxistas também pensaram isso sobre a Uber. A IBM também apostou contra a Apple. A Nokia e a Blackberry acreditaram que o smartphone não seria o futuro dos celulares. Afinal, Charles Darwin está completamente correto: não é o mais forte que sobrevive; mas o mais adaptado ao novo ambiente.

* Yuri da Cunha é especialista de comércio exterior na eCOMEX - NSI, tendo atuado por mais de 5 anos no Instituto Aliança Procomex.

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Compliance garante vantagem operacional

movetogo.jpg01/11/2019 - Transparência e compromisso com prazo de entrega devem ganhar cada vez mais força diante do novo perfil da demanda no setor.

A mudança no perfil dos clientes deverá exigir uma política de compliance cada vez mais efetiva das empresas que atuam no setor de transporte e logística. Um sistema de compliance eficiente busca assegurar que todas as áreas e colaboradores de uma empresa estejam alinhados às regras da legislação vigente, respeitando o direito de colaboradores e consumidores.

Segundo especialistas do setor, a mudança no perfil de consumo pode ser explicada pelo crescimento do acesso à internet, que também contribuiu com o aumento das vendas no comércio digital e nos canais chamados de ‘marketplace’, que servem como plataforma para terceiros negociarem bens e produtos diversos. A modalidade também ajuda a valorizar a concorrência e premiar a eficiência das melhores transportadoras, uma vez que o cliente tem a opção de escolher a melhor modalidade de frete.

De acordo com dados da Movetogo, startup de transporte especializada na entrega de encomendas em território nacional, o volume de entregas no mercado de marketplaces, por meio de plataformas como a OLX e o Mercado Livre, responde por 5% das contratações da startup e deve continuar crescendo. De olho nesse mercado, a empresa investiu no lançamento de uma plataforma de cotação e contratação online de encomendas. O sistema permite que a encomenda seja conferida no momento da coleta, por meio de uma balança sem fio homologada pelo Inmetro para conferir o peso, com segurança, transparência e oferecendo a possibilidade de corrigir o valor do frete para mais ou para menos.

Para Cláudio Alvadjian, CEO da Movetogo e especialista em comércio eletrônico, compliance é a palavra-chave do setor. “É preciso sentir segurança na empresa. Muitas colocam valores para confundir. É preciso ser sempre transparente”, observa. Para o executivo, os gargalos da logística ainda geram perdas no setor. Infraestrutura Urbana, falta de segurança e burocracia nos postos de fiscalização durante o transporte resultam no atraso das entregas. “O cliente precisa solicitar documentações fundamentais antes de contratar o transportador como, por exemplo, apólice de seguro e análise completa do CNPJ. Outro ponto importante é verificar a tabela de preço na parte generalidades, onde o preço tem um impacto no preço do frete. Clareza no processo logístico e precificação são atributos que fazem uma empresa crescer”, completa Alvadjian.

Para ser considerado eficiente, o processo entrega para qualquer pessoa deve ser realizado dentro de um prazo relativamente curto, dentro dos grandes centros urbanos. “A Movetogo, por exemplo, lançou um produto com garantia de entrega da encomenda, em São Paulo e na Grande São Paulo, dentro de um intervalo de até três horas, após a coleta. A carga pode pesar até 500 quilos e ter um valor de nota fiscal de até R$ 35 mil. O valor para este tipo de entrega é a partir de R$ 139,00. O mais importante é buscar sistemas que ofereçam o método mais ágil, com o menor prazo de entrega”, observa Alvadjian.

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