O gargalo da divergência regulatória

francisco_santana.jpg*Por Francisco Sant'Anna
04/07/2018 - É alarmante constatar que as diferenças de regulamentação, um paradoxo no contexto do mundo globalizado, cause prejuízo de US$ 700 bilhões por ano à economia internacional. A questão, a nosso ver uma prioridade para governos, organismos multilaterais e cadeias de suprimentos de todas as áreas, é tema de uma nova pesquisa realizada pela IFAC (Federação Internacional dos Contadores) e o BIAC (Comitê Consultivo de Negócios da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE). Intitulado "Divergência Regulatória: Custos, Riscos, Impactos", o trabalho dimensiona a gravidade do problema, os ônus que acarreta ao sistema financeiro e as barreiras ao crescimento do PIB planetário.

Os profissionais da contabilidade, em todas as vertentes de sua atuação, incluem-se entre os mais atingidos pela fragmentação regulatória. Em contrapartida, também estão entre os que mais contribuem para que as empresas possam enfrentá-la, conforme reconhecem os respondentes da nova pesquisa da IFAC/BIAC: relatórios financeiros e de auditoria são vistos como os mais consistentes quando comparados a outros fluxos de regulação. Esta é a opinião de 45% dos entrevistados, ante 37% que apontaram a governança corporativa e 31% que indicaram a regulamentação baseada no mercado.

No entanto, quase três quartos das instituições financeiras entendem que a divergência regulatória tem reflexos negativos e prejudica a interpretação dos relatórios contábeis. Este dado corrobora a pertinência da pesquisa, bem como o chamamento que a IFAC está fazendo às entidades a ela filiadas em todo o mundo, como o Ibracon (Instituto dos Auditores Independentes do Brasil), para que se mobilizem e se articulem na busca de soluções para o problema.

Os profissionais da contabilidade do Brasil têm muito interesse no tema, não só porque nosso país também sofre com o problema, como pelo fato de ser crescente a sua participação nos organismos decisórios da IFAC e da Fundação IFRS (International Financial Reporting Standards). Cada vez mais brasileiros atuam de maneira efetiva nos processos decisórios e elaboração de normas.

Nosso país já concluiu a sua convergência às Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS) e está no processo de adesão às Normas Internacionais de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (IPSAS), cujo cronograma de implantação deverá ser concluído em 2022. Estas últimas são ferramenta muito útil para atender à demanda de ética e transparência da sociedade e contribuir para a prevalência da probidade no Estado e na sua interação com o setor privado.

Embora absolutamente integrado a esse processo global de convergência normativa na área contábil, o Brasil, como numerosas nações, enfrenta dificuldades decorrentes da divergência de leis e regulamentos, conforme se observa em exemplos concretos. Um deles refere-se às regras obrigatórias do rodízio de firmas de auditoria, que, aqui, é de apenas cinco anos, em contraste com outros países, sendo que em alguns, como nos Estados Unidos, sequer existe tal exigência e em outros, o intervalo chega a mais de 10 anos.

Outra divergência diz respeito às penalidades ao auditor, ao qual se aplicam penas administrativas, pecuniárias e, às vezes, até criminais, em casos nos quais ele não tem dolo e sequer relação culposa, pois não consegue avaliar eventuais incorreções de dados que lhe são sonegados em conluio de gestores de organizações auditadas. Tal distorção nos limites de suas atribuições e prerrogativas implica prejuízos financeiros, suspensões e demandas judiciais longas e onerosas.

Também merecem ênfase as dificuldades para se adotar no Brasil a Responding toNon-compliance with Laws and Regulations (Noclar), sem antes se fazer toda uma adequação em outras leis e regulamentos que deem proteção ao profissional da contabilidade. É um tema muito complexo. Cumprir integralmente a Noclar, relatando às autoridades competentes irregularidades ou indícios de problemas, poderia significar, em numerosos casos, a violação de direitos civis em nosso país.

Por outro lado, há algo que poderia representar um pequeno — mas importante — alinhamento do Brasil ao que ocorre em outras nações. Refiro-me à diminuição do custo regulatório, conforme vem sendo preconizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com o estabelecimento de plano de redução de redundância de requerimentos regulatórios e uma revisão das documentações que precisam ser produzidas e entregues à autarquia, que também deixaria de analisar questões que se tornaram irrelevantes, centrando esforços nos itens de fato expressivos para o funcionamento seguro do mercado de capitais.

Mitigar a divergência regulatória torna-se cada vez mais decisivo para o Brasil consolidar sua inserção competitiva na economia global.

*Francisco Sant'Anna é presidente do Ibracon - Instituto dos Auditores Independentes do Brasil

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CPqD investe em assistente virtual inteligente

cpqd_assist_virtual.jpg04/07/2018 - O uso de assistentes virtuais inteligentes é uma tendência que vem crescendo entre as empresas interessadas em tornar o relacionamento com seus clientes, em diversos canais, mais natural, eficiente e humano. Com o objetivo de atender essa demanda - decorrente principalmente da mudança de comportamento do consumidor e da transformação digital -, o CPqD está lançando uma plataforma inovadora que utiliza recursos de Inteligência Artificial para automatizar o atendimento ao cliente em canais de texto e de voz.

"Essa plataforma pioneira possibilita a criação e gestão de assistentes virtuais de forma simples", afirma Luciano Lemos, especialista de Marketing de Produto do CPqD. "Seus recursos permitem compreender e atender às necessidades dos clientes com eficácia e agilidade, em qualquer canal de relacionamento", acrescenta.

Ele explica que a tecnologia de compreensão de diálogo natural da plataforma permite que as pessoas conversem com naturalidade com os assistentes virtuais, o que humaniza os diálogos durante o atendimento e dispensa a necessidade de fluxos pré-estabelecidos. "Um dos diferenciais da solução é a possibilidade de utilizar dois motores de diálogo natural: uma tecnologia própria do CPqD ou o Watson da IBM. Com isso, damos flexibilidade à criação dos assistentes virtuais", enfatiza Lemos.

Para aumentar a eficácia do atendimento no canal telefônico e garantir uma boa experiência ao usuário, a nova solução - batizada de CPqD Assistente Virtual - utiliza a tecnologia de reconhecimento de fala do CPqD, já integrada à plataforma, facilitando a implementação das aplicações. Por meio dessa tecnologia, a fala do cliente é transformada em texto, em tempo real, para então ter sua intenção interpretada com o uso de Inteligência Artificial. "A combinação de reconhecimento de fala e Inteligência Artificial dá aos assistentes virtuais uma eficácia elevada, pois permite que eles entendam perguntas e respostas dos usuários dentro de amplo vocabulário, incluindo regionalismos e gírias, linguagem formal ou informal", explica Lemos. Para responder ao usuário, o assistente virtual utiliza a solução CPqD Texto Fala, que converte o texto em voz de alta qualidade.

Lemos acrescenta que o atendimento por telefone pode ser feito tanto por meio de URA (Unidade de Resposta Audível) - com integração via transferência de chamada - ou não. No caso de a empresa não utilizar URA, a solução do CPqD pode ser integrada a um módulo VoIP (com interface SIP) para a realização de atendimentos receptivos e ativos, aproveitando os recursos de telefonia existentes (PABX, media gateways, discadores etc).

Em relação aos canais digitais, estão disponíveis nessa primeira versão do CPqD Assistente Virtual o Messenger do Facebook, Chat Web, Chat Mobile, e-mail e SMS. "Outro diferencial importante da solução é a possibilidade de interação por voz nos canais digitais, utilizando as tecnologias de fala do CPqD, com diferentes opções de vozes - que podem ser trocadas facilmente", destaca Lemos. "Além disso, em todos os canais, é possível fazer a gestão das conversas e verificar o desempenho dos atendimentos, de modo a identificar assuntos que não foram treinados e passar a tratá-los", conclui.

A nova plataforma do CPqD é resultado de um projeto desenvolvido em parceria com a empresa PGMais, com o suporte de recursos da EMBRAPII.

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Banco Inter inicia portabilidade digital de salários

interpag.jpg03/07/2018 - Clientes poderão fazer a portabilidade de salário de forma totalmente on-line por meio do App ou internet banking

O Banco Inter, instituição financeira que oferece conta corrente totalmente gratuita e pioneira na modalidade digital no Brasil, lançou uma funcionalidade que promete realizar a portabilidade do salário de forma 100% digital, por meio do aplicativo do banco ou internet banking.

A iniciativa tem o objetivo de simplificar o processo para o cliente. Antes, o correntista precisava preencher um formulário e levá-lo pessoalmente até o banco no qual recebia o salário. Agora, o pedido pode ser realizado direto no banco de destino da conta, de forma 100% digital.

"O novo processo vai trazer mais transparência e controle para o cliente que poderá escolher onde receber seu salário e realizar a transferência sem obstáculos e de forma simples", destaca João Vitor Menin, presidente do Banco Inter. "A nova regulamentação dará oportunidade igual a todos os bancos e vai aumentar a competitividade no mercado", afirma o executivo.

Para realizar a portabilidade do salário para o Banco Inter, basta informar o CNPJ da empresa pagadora, a razão social e o nome do banco onde recebe o pagamento. O processo é rápido e sem custo para o cliente. Uma vez solicitada a portabilidade, o novo banco fica responsável por fazer a solicitação diretamente ao banco onde o cliente recebia o salário. Após o envio dos dados, a portabilidade deve ser realizada em até 5 dias úteis.

"A nova regra de portabilidade de salário está em linha com a nossa proposta de revolucionar o sistema bancário brasileiro, oferecendo uma experiência cada vez melhor para os nossos clientes", afirma Menin "É bom para o cliente ter opções, e caso ele decida fazer a portabilidade para o Banco Inter, ele terá os benefícios de uma conta sem tarifas, cartão sem anuidade e investimentos com melhores retornos", conclui o executivo.

Sobre o Banco Inter

O Banco Inter possui mais de 23 anos de mercado e atuação em todo o território nacional.

De acordo com o banco, possui uma carteira de crédito de mais de R$ 2,6 bilhões e responde por mais de 1% do segmento de crédito imobiliário no Brasil. Seu patrimônio líquido é de R$ 935 milhões e os ativos totais ultrapassam R$ 3,7 bilhões.

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Vivo Digital Labs foca na inovação digital e cultural

vivo_labs_4e.jpgPor Ethevaldo Siqueira
22/06/2018 - Transformação digital é um conceito que está na ordem do dia das empresas em todo o mundo. E, de forma especial, nas operadoras de telecomunicações mais avançadas. A propósito, visitei o projeto Vivo Labs, mais um passo na transformação digital da empresa e que reforça o posicionamento da marca e convida as pessoas a experimentar novas possibilidades e viver menos do mesmo.

O ambiente de um laboratório desse tipo é dos mais convidativos e inovadores, como mostram os Vivo Labs, instalados em num andar inteiro do edifício da Av. Chucri Zaidan, em São Paulo, numa área de 1.500 m2, totalmente dedicada às experiências digitais com a participação dos colaboradores e parceiros da operadora.

Inspirada nas empresas do Vale do Silício, a arquitetura dos Vivo Labs tem como objetivo principal acelerar o desenvolvimento de canais digitais para o atendimento de mais de 80 milhões de clientes da empresa.

Além das áreas de pesquisa, foram projetados ali espaços para o café, horta automatizada, sala de meditação, local para a prática de ioga, quadra para minigolfe e arena para eventos com capacidade para até 40 pessoas.

O espírito das startups

vivo_labs_2e.jpgSegundo Lucas Robertto Batista, Head dos Vivo Digital Labs, o projeto é a síntese do espírito de startup que a empresa quer fomentar, como parte de sua transformação digital. O ambiente é essencialmente disruptivo para os colaboradores, com o uso de técnicas e metodologias inovadoras, que estimulam a agilidade, a criatividade, sempre com foco em oferecer a melhor experiência para o cliente.

O amplo espaço dos laboratórios é ocupado por 230 colaboradores das equipes de transformação digital da Vivo. O trabalho se desenvolve segundo novas metodologias, em equipes multidisciplinares que atuam sempre por projeto baseado nas jornadas dos clientes, com foco na solução de objetivos específicos para acelerar a transformação digital da Vivo.

Assinado pelo arquiteto André Detanico, do escritório gaúcho AT, o conceito do Vivo Digital Labs privilegia a inovação, a mobilidade, a contemporaneidade, a tecnologia e a integração com o ambiente urbano, trazendo para dentro da empresa a possibilidade de contato com a natureza e de lazer, em sintonia com a rotina de trabalho.

A Vivo espera reduzir o custo do atendimento e, mais do que isso, elevar o grau de satisfação dos clientes, tornando seus usuários capazes de resolver problemas, de solicitar visitas técnicas, de esclarecer dúvidas e de contratar novos serviços por meio de aplicativos e sites.
Já na entrada, os visitantes são recebidos pela Vivi, a atendente virtual da Vivo, que tem tecnologias de realidade aumentada e de reconhecimento da fala. Por meio de um tablet, o visitante conversa com a Vivi e ela envia uma mensagem para o colaborador que irá atendê-lo, informando que a visita chegou.

Além de 12 espaços para salas sem portas – ou squads – o ambiente tem diversos tipos de espaços. Em primeiro lugar, um laboratório de user experience, para a realização de testes de serviços e funcionalidades com clientes. Em seguida, vem o command center, numa sala com 16 telas de monitoramento dos indicadores dos projetos em andamento pelos Squads.

Além do centro de comando, há salas individuais e de reunião, com recursos de áudio e vídeo e telepresença. E, finalmente, uma arena de eventos, com capacidade para 40 pessoas e quatro terraços.

A área de descompressão inclui mesa de bilhar, console de videogames com óculos de realidade virtual, minigolfe, sala para meditação e prática de yoga, além de espaço de café, e uma horta totalmente automatizada para que colaboradores e visitantes possam colher e fazer seus próprios chás.

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Há uma batalha contínua entre dados e algoritmos

filippo_engineering.jpg*Por Filippo Di Cesare
27/06/2018 - Não há dúvida de que a Inteligência Artificial (IA) é um dos pontos tecnológicos mais efervescentes. Segundo o estudo do Gartner "O valor comercial da inteligência artificial em todo o mundo, 2017-2025", é que o volume de soluções de negócios empresariais baseadas em plataformas de Inteligência Artificial crescerá drasticamente em todo o mundo, com um aumento de 70%, em 2018 em relação ao ano anterior. E isso pode triplicar em 2022, quando o negócio deve valer US$ 3,900 bilhões.

A explosão da Inteligência Artificial tem transformado profundamente a sociedade moderna, impulsionado pela capacidade computacional cada vez maior e as quantidades continuamente crescentes de dados e informações disponíveis hoje. Isso afetará todos os aspectos de nossas vidas e será uma das tecnologias mais disruptivas dos próximos anos.

Para mim, é claro que, como diretor de uma empresa voltada para auxiliar seus clientes na transformação digital, a adoção de soluções utilizando Inteligência Artificial é a base das atividades diárias e dos motivos de debate com colegas e clientes. Hoje, lendo a imprensa especializada e fóruns de discussão na Internet, parece haver uma batalha entre dados e algoritmos, para suportar os melhores aplicativos baseados em IA. É possível ler artigos que parecem ser quase expressões de facções opostas; tendenciosa de acordo com a preferência de dados sobre algoritmos ou vice-versa.

O que caracteriza a Inteligência Artificial do ponto de vista tecnológico é o método/modelo de aprendizagem com o qual a inteligência se torna habilidosa em uma tarefa ou ação (daí a distinção entre os vários Machine Learning, Aprendizagem Profunda, etc). Portanto, dados quanto os algoritmos são necessários para o desenvolvimento de uma aplicação baseada em IA.

Existe realmente uma batalha entre dados e algoritmos?

Já faz muito tempo desde que deixei a Faculdade de Ciências Estatísticas em Bolonha (Itália), mas com todos os investimentos que estamos fazendo na empresa no campo de Machine Learning e Inteligência Artificial em geral, eu estou frequentemente envolvido nessas áreas em interessantes discussões de projetos com meus colegas, que lideram o departamento Digital, e felizmente são muito mais experientes do que eu.
Do meu ponto de vista, se é verdade que - como afirma Geraldo Salandra - "Inteligência Artificial é o foguete, mas os dados são o combustível", também é verdade e inegável que a IA é uma combinação de dados e algoritmos.

Não há dúvida de que sem combustível (ou seja, dados) você não vai a lugar algum, mas tenha em mente que também é verdade que a escolha do algoritmo correto pode compensar a má qualidade dos dados, e é igualmente certo que escolher um algoritmo errado pode empobrecer os efeitos de excelentes dados.

Devemos assumir que os dados são mais importantes que os algoritmos?

Eu não acho que é sempre assim. Eu entendo o valor fundamental da infraestrutura de dados e análise para alimentar os algoritmos de Inteligência Artificial.

Em nossa experiência cotidiana, "coleta e preparação de dados" são, de fato, as atividades que requerem mais tempo para o desenvolvimento de aplicações baseadas em Inteligência Artificial, comparadas com aquelas para a seleção e desenvolvimento de um modelo. É por isso que investimos muito para fornecer aos nossos clientes a melhor infraestrutura de dados para alimentar e treinar algoritmos.

Mas nos algoritmos é necessário um ótimo trabalho: ninguém pode dizer com certeza qual algoritmo terá o melhor desempenho sem antes ter tentado diferentes. Elaborar e comparar algoritmos e modelos para escolher os adequados é uma atividade crucial para definir o sucesso de uma solução de IA:

- Qual algoritmo devo usar?
- Quantas horas de treinamento de algoritmo tenho à minha disposição?
- Qual é o tipo, a qualidade e o tamanho dos dados disponíveis para mim?

A qualidade do conjunto de dados influenciará diretamente o sucesso do modelo preditivo. Com foco nos dados, é possível transformar um banco de dados ruim em um que vale a pena ser usado na aplicação da Inteligência Artificial, mas também é essencial escolher o algoritmo e modelo corretos que se ajustam aos dados disponíveis e que são consistentes com os dados dos objetivos de negócio.

Aqui estamos nós: o negócio. A palavra que muitas vezes falta nos artigos que li, onde a prioridade dos dados sobre os algoritmos é debatida ou vice-versa, são precisamente "negócios". A disponibilidade de uma grande quantidade de dados de boa qualidade e algoritmos relevantes permite melhores informações e aplicações; mas obter esse tipo de dados e algoritmos não é apenas uma questão técnica: habilidades empresariais profundas são necessárias para gerar valor significativo e aplicativos de inteligência artificial para empresas.

Dados e algoritmos não se opõem, mas são aliados em uma estratégia orientada para os negócios.

*Filippo Di Cesare é CEO da Engineering do Brasil

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Solução brasileira vence competição da IoT Week

cpqd.jpg25/06/2018 - Com suporte e mentoria do CPqD, a equipe vencedora do Desafio IoT 2017 acaba de ganhar também a competição internacional da IoT Week/Global IoT Summit 2018, evento realizado entre os dias 4 e 7 de junho, em Bilbao, na Espanha. A solução WiseHome, da startup brasileira IoT Company, foi escolhida pelo júri técnico do evento como o melhor projeto da competição, entre um total de 20 inscritos - dos quais três disputaram a final.

Voltada ao segmento de casas e de cidades inteligentes (smart homes e smart cities), a solução WiseHome foi desenvolvida durante o Desafio IoT 2017, organizado pelo Fórum Brasileiro de IoT com o apoio do CPqD e da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Mackenzie. Ao vencer o desafio, o time de empreendedores responsável pelo projeto foi premiado com uma viagem à Espanha, para participar da competição promovida pela organização do IoT Week 2018. E, mais uma vez, teve seu projeto escolhido como o melhor - em todos os critérios de avaliação (técnico, modelo de negócio e inovação) - por um júri formado por professores, cientistas, pesquisadores, representantes de governos e de empresas da comunidade europeia.

"Durante o Desafio IoT, recebemos mentoria de especialistas do CPqD que nos ajudaram a introduzir melhorias em nossa solução", conta Erick MacDonald Filzek, um dos empreendedores da IoT Company. Como exemplo, ele cita o conceito de segurança inovador adotado na WiseHome. "Depois de receber informações importantes sobre a questão da segurança em Internet das Coisas, decidimos adotar o conceito de Blockchain por dispositivo, que é uma inovação no mundo", enfatiza.

Outra mudança incorporada à solução, com base em orientação recebida dos mentores do CPqD, foi a redução do tamanho da fonte de alimentação dos dispositivos - atualmente a menor do mundo, segundo Emerson BZ, outro sócio da IoT Company. "Afinal, essa fonte precisa caber na caixa da tomada de energia, junto com a placa de automação IoT, os fios, etc.", afirma. "Esse é um dos diferenciais da nossa solução: a fácil instalação, sem necessidade de quebrar parede ou mudar nada na infraestrutura ou na rede elétrica", acrescenta Filzek.

Para o CPqD, a conquista dos empreendedores brasileiros também representa um resultado importante. "É um indicador de que estamos no caminho certo, ao investir no apoio ao empreendedorismo e a iniciativas voltadas à inovação aberta", conclui Flávio de Andrade Silva, responsável por iniciativas nessa área no CPqD.

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