Mais memória ou memória mais rápida?

memoria.jpg*Por Ricardo Vidal
17/08/2018 - Consumidores de primeira viagem podem se confundir em relação a densidades e velocidades na hora de comprar memória RAM

O descritivo “RAM de 8 GB, 2666 MT/s” faz algum sentido para você? Se isso te parece mais uma sopa de letrinhas, saiba que você não está sozinho. Caso nunca tenha instalado hardware e esteja considerando um upgrade de memória (RAM ou DRAM) para superar um problema de lentidão no seu computador, você está no caminho certo. Porém, ter que escolher entre “4 GB, 2400 MT/s”, “4 GB, 2666 MT/s”, “8 GB, 2400 MT/s” e “8 GB, 2666 MT/s” pode te dar até vertigem. Mas, mesmo que você saiba que se tratam de densidades e velocidades, de qual opção você precisa? Para isso, criamos um guia rápido para você saber como tomar a melhor decisão.

Como ler as especificações de memória

Densidade, também conhecida como capacidade, é a quantidade máxima de dados que o módulo pode conter de uma vez. Por exemplo: num módulo de memória descrito como tendo “8 GB, 2666 MT/s”, podemos dizer que a densidade é de 8 GB (Gigabytes). A velocidade, também conhecida como frequência, é a quantidade de comandos (megatransferências) que a memória pode enviar à CPU em um determinado período e que, em seguida, é processada, tornando-se o que você vê e faz no computador. 2666 MT/s é um exemplo de taxa de megatransferência por segundo de um módulo.

O que me importa mais: densidade ou velocidade?

Se você for obrigado a escolher, escolha densidade. Porém (é claro que teria um “porém”), é mais uma questão de prioridade. Não se trata de escolher entre uma coisa ou outra. Em geral, as velocidades de memória DDR4 (que é a tecnologia mais recente, o que faz diferença na hora de identificar a compatibilidade) variam de 2133 MT/s a 3000 MT/s.

As velocidades da memória DDR3 (comuns em computadores mais antigos) variam de 1066 MT/s a 1866 MT/s. Suponhamos, por exemplo, que você compre um módulo RAM classificado como de 3000 MT/s. Se a CPU ou a placa-mãe do seu computador só consegue executar memória em velocidades de até, digamos, 2400 MT/s, o sistema irá executar a memória apenas a 2400 MT/s. Há também limites máximos para as densidades, portanto, não é possível instalar 64 GB de memória em um sistema que só suporta 8 GB.

Como a densidade e a velocidade beneficiam o que você faz na máquina

Dependendo da capacidade do computador e de como você o utiliza, os benefícios de um upgrade de memória vão afetar a sua experiência de forma diferente. Embora seja difícil separar a densidade da velocidade e vice-versa, veja abaixo algumas atividades e o que você provavelmente perceberia ao adicionar densidade e velocidade.

Navegação na web

Upgrade de 2 GB para 4 GB
- Resposta aprimorada ao abrir guias no navegador e clicar em links;
- Multitarefa aprimorada entre vários aplicativos;
- Menor risco de travamento do computador.

Upgrade de 4 GB para 8 GB ou mais
- Respostas quase imediatas, mesmo com uma quantidade enorme de guias abertas;
- Multitarefa sem interrupção entre vários aplicativos;
- Quase nenhum risco de travamento do computador.

Upgrade de 2400 MT/s para 3000 MT/s ou mais
- Os ganhos no desempenho são quase imperceptíveis.
Streaming de vídeo

Upgrade de 2 GB para 4 GB
- Risco reduzido de corte ou travamento na reprodução por excesso de RAM sendo consumida pelo navegador ou outros aplicativos abertos;
- Resposta aprimorada;
- Menor risco de travamento do computador.

Upgrade de 4 GB para 8 GB ou mais
- Risco muito baixo de corte ou travamento da reprodução por sobrecarga da RAM;
- Respostas quase imediatas;
- Multitarefa sem interrupção;
- Quase nenhum risco de travamento do computador.

Upgrade de 2400 MT/s para 3000 MT/s ou mais
- Possivelmente mais FPS (Frames per Second - Quadros por Segundo) exibidos durante a reprodução, melhorando a qualidade de imagem.
Edição de foto, edição de vídeo e renderização

Upgrade de 2 GB para 4 GB
- Menos tempo de espera até que o software responda a cliques e comandos;
-Multitarefa aprimorada entre vários aplicativos, mas provavelmente ainda apresentando lentidão;
- Menor risco de travamento do computador.

Upgrade de 4 GB para 8 GB ou mais
- Respostas quase imediatas;
- Multitarefa aprimorada; quase sem interrupção com 16 GB ou mais;
- Quase nenhum risco de travamento do computador.

Upgrade de 2400 MT/s para 3000 MT/s ou mais
- Possivelmente mais FPS durante a reprodução.
Jogos

Upgrade de 2 GB para 4 GB
- Resposta aprimorada;
- Menor risco de travamento do computador;
- Dependendo do jogo, podem ser necessários mais de 4GB apenas para jogar.

Upgrade de 4 GB para 8 GB ou mais
- Respostas quase imediatas;
-Capacidade multitarefa aprimorada entre streaming, comunicação, entre outros aplicativos;
- Quase nenhum risco de travamento do computador.

Upgrade de 2400 MT/s para 3000 MT/s ou mais
- Possivelmente mais FPS ao jogar, o que torna o jogo mais realista.

Então, quando é uma boa ideia pagar mais para ter velocidade extra?

Ter mais velocidade é extrair o máximo de desempenho das cargas de trabalho que consomem muita memória, o que se traduz em menos espera, gerando economia de tempo e, possivelmente, de dinheiro. Em geral, esses benefícios são imperceptíveis para quem usa o computador casualmente. Mas se você for um designer, analista de dados, cinegrafista ou gamer, e usa aplicativos que consomem muita memória, então, memória mais rápida combinada a uma densidade suficiente geralmente valem a pena.

Para os demais o principal conselho é: concentre-se primeiro em aproveitar ao máximo a densidade da memória do sistema e, depois, descubra qual velocidade é mais apropriada às suas necessidades e ao seu orçamento.

*Ricardo Vidal é Diretor de Vendas LATAM da Micron Technologies

 

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Transformação digital: Indústria 4.0 e fábrica inteligente

debora_moraes_ti.jpg*Por Débora Morales
17/08/2018 - A tecnologia da informação e comunicação (TIC) está passando por um rápido desenvolvimento. Muitas tecnologias disruptivas, como computação em nuvem, Internet of Things (IoT), análise de Big Data e inteligência artificial surgiram e estão permeando a indústria de manufatura, fundindo os mundos físico e virtual por meio de sistemas cyber-físicos (CPS), o que marca o advento da quarta revolução industrial, chamada de indústria 4.0.

A indústria 4.0 descreve um CPS orientado para a produção, que possibilita o estabelecimento de redes de criação de valor global. Para implementar essa nova indústria, são considerados três fatores: a integração horizontal por meio de redes de valor, que facilitam a colaboração entre empresas; a integração vertical de subsistemas hierárquicos dentro de uma fábrica, que cria sistema de manufatura flexível e reconfigurável; e a integração de engenharia de ponta a ponta em toda a cadeia de valor, a fim de suportar a personalização do produto. Acredita-se que a fábrica inteligente seja capaz de produzir produtos customizados e de pequenos lotes com eficiência e lucratividade.

Dentro de uma estrutura de fábrica inteligente existem quatro camadas tangíveis. A primeira é a camada de recurso físico, composta por artefatos inteligentes que se comunicam uns com os outros, resultando em um sistema auto-organizado e autônomo baseado na rede industrial e mecanismo de negociação inteligente. Já a camada de rede industrial forma uma infraestrutura que permite a comunicação entre artefatos e conecta a camada de recursos físicos com a camada de nuvem, que suporta a fábrica inteligente, fazendo com que até a internet possa ser virtualizada. A nuvem fornece uma solução muito elástica para aplicação de Big Data, com espaço de armazenamento e capacidade de computação dimensionados sob demanda. Os dados massivos podem ser transferidos para a nuvem por meio do cloud-assisted industrial wireless network (IWN) para sistemas de informação, e a análise do Big Data pode suportar o gerenciamento e a otimização do sistema.

A camada de supervisão e controle liga as pessoas à fábrica inteligente por meio de terminais, como PCs e smartphones, dando acesso às estatísticas e à aplicação de configurações diferentes e execução de diagnósticos e manutenção, mesmo remotamente.

A fábrica inteligente é uma implementação específica do CPS baseada na ampla e profunda aplicação de tecnologias de informação para a fabricação, o que é um passo importante para promover a indústria 4.0.

No protótipo de fábrica inteligente do Centro Alemão de Pesquisa de Inteligência Artificial (DFKI), em Kaiserslautern, a gigante de produtos químicos BASF SE produz xampus e sabonetes líquidos personalizados. Quando um pedido de teste é colocado online, o frasco de sabonete vazio é anexado com a tag de identificação por radiofrequência (RFID), que comunica às máquinas de produção que tipo de sabonete, fragrância, cor da tampa do frasco e rotulagem requer. Cada garrafa tem o potencial de ser totalmente diferente da próxima. O experimento depende de uma rede sem fio, onde máquinas e produtos conversam entre si, com a única entrada humana vinda da pessoa que está colocando a ordem da amostra.

A fábrica inteligente ajuda a implementar o modo de produção sustentável para lidar com os novos desafios globais, podendo levar a novos modos de negócios e até afetar nosso estilo de vida. Embora sua implementação ainda esteja enfrentando alguns desafios técnicos, ela está no caminho certo, aplicando simultaneamente as tecnologias existentes e promovendo avanços técnicos de enorme valor para a sociedade.

*Débora Morales é mestra em Engenharia de Produção (UFPR) na área de Pesquisa Operacional com ênfase a métodos estatísticos aplicados à engenharia e inovação e tecnologia, especialista em Engenharia de Confiabilidade (UTFPR), graduada em Estatística e em Economia. Atua como Estatística no Instituto das Cidades Inteligentes (ICI).

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'Boas políticas de TICs podem trazer produtividade'

claudia_viegas_lca.jpgEm conversa com o jornalista Renato Cruz para o inova.jor TIC, Cláudia Viegas, da LCA Consultores, fala sobre a necessidade de atualizar o marco regulatório das telecomunicações

13/08/2018 - Em 2012, o Brasil estava na 48º posição do Índice Global de Competitividade, do Fórum Econômico Mundial. De lá para cá, perdeu 32 posição, caindo para o 80º lugar. No mesmo período, a Rússia ganhou 29 posições e a Índia 19. A queda no ranking fez com que o Brasil ficasse atrás de outros países latino-americanos, como México e Colômbia.

"O Brasil precisa ganhar competitividade via produtividade", afirma Cláudia Viegas, diretora de Regulação Econômica da LCA Consultores, em entrevista ao inova.jor TIC. "Ou seja, fazer mais com menos recursos, para que a gente consiga ter uma expansão de crescimento econômico num tempo relativamente curto."

O resultado reflete, em grande parte, a falta de políticas adequadas de tecnologias da informação e da comunicação (TICs). A LCA Consultores fez há alguns anos o estudo Brasil Digital Inovador e Competitivo 2015-2022, a pedido da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), com uma série de propostas de políticas públicas.

As sugestões não foram seguidas e, além de cair no ranking, o país deixou de gerar mais de R$ 200 bilhões em renda, o equivalente a 3,2% da renda nacional em 2017.

"As TICs realmente têm um efeito de transbordamento em todos os setores da economia, que faz com que o país tenha um salto de produtividade e consiga ter um ganho de produção expressiva", explica a consultora.

Políticas públicas

Cláudia Viegas ressalta a necessidade de políticas públicas adequadas que criem um ambiente favorável para atrair mais investimento privado e para massificar os serviços de telecomunicações. "Massificação de serviços significa levar infraestrutura em condições de uso, com oferta e demanda andando juntas", diz.

Segundo ela, existe atualmente uma paralisação das pautas relevantes do setor de telecomunicações, como a demora na votação do projeto de lei da Câmara (PLC) 79, que atualiza a legislação das telecomunicações.

"O PLC 79 é importante porque estamos chegando num momento bem relevante, que é o fim das concessões do STFC (Serviço Telefônico Fixo Comutado)", afirma Cláudia. "O Brasil demora em trazer essa discussão. Quanto mais tempo passa, mais difícil vai ser para dar um bom desfecho para isso, para a modernização do marco regulatório."

Para saber mais a respeito da visão de Cláudia Viegas, da LCA Consultores, sobre a importância das TICs para a competitividade, assista à entrevista em vídeo para o inova.jor TIC, que tem apoio da Telebrasil aqui:

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Que relevância terá o blockchain nos negócios?

blockchain.jpgAs áreas de operações e supply chain serão as mais impactadas pela melhoria da confiabilidade, redução de custos e processos mais integrados

13/08/23018 - A Cognizant apresenta pesquisa global, feita com 281 profissionais de empresas de manufatura, que buscou entender suas expectativas de qual será o impacto do blockchain em seu negócio e como eles vêm evoluindo nesse aspecto. Dos pesquisados, 87% citam que o blockchain será crítico ou importante para o futuro de sua organização, e 75% entendem que será importante para o futuro da indústria em sua jornada de transformação. Entretanto, somente 16% revelam ser conhecedores do tema.

As áreas em que são esperados maiores impactos com a adoção do blockchain são: operações, com 59%; e gestão/operação de supply chain, com 41%. Entre os benefícios mais citados, estão habilidade em prover confiabilidade de informações da matéria-prima sobre produção e produtos (63%) e eliminação de intermediários que não agreguem valor ao supply chain (53%).

"O estudo também revelou que se espera que o blockchain traga benefícios de redução de custos anuais acima de 2,5%, com aumento da eficiência operacional, muito em decorrência da automação de atividades manuais", diz Roberto Wik, diretor de Produtos e Resources da Cognizant.

A seguir, estão as principais descobertas do estudo sobre os impactos do blockchain na manufatura:

Potencial disruptivo – Dada a habilidade da tecnologia em agilizar a operação, o que resulta em redução de custos.

Foco estratégico – Uma vez que o blockchain não deve ser encarado apenas como tecnologia, mas sim como iniciativa para identificar problemas concretos do negócio e como enfrentá-los.

Adoção de plataforma – Os entrevistados ainda têm dúvidas sobre qual plataforma (pública ou privada) sua empresa planeja adotar, considerando aspectos de funcionalidade, privacidade, segurança e velocidade.

Conhecimento técnico sobre o tema – Os entrevistados entendem que suas organizações necessitarão de conhecimento adicional em cibersegurança, gestão de riscos e compliance, entretanto subestimam os desafios que encontrarão em duas áreas principais: estratégia de negócio, nas quais somente 44% entendem necessitar de conhecimento adicional com a adoção do blockchain; e conhecimento técnico, em que 56% consideram que necessitarão de recursos mais especializados em áreas como arquitetura de informação, engenharia de software, infraestrutura e integração de redes e experiência/ interface com usuário.

Preocupação com a privacidade e segurança da informação – Para 68% dos pesquisados, esse tema ainda é um desafio interno a ser trabalhado.

Colaboração – Apesar de ser considerado um dos maiores benefícios do blockchain nas interações das empresas com os parceiros externos, como provedores logísticos, instituições financeiras e clientes, somente 19% dos entrevistados dizem estar trabalhando em iniciativas de blockchain com parceiros. Entre as principais barreiras citadas, estão o estabelecimento de conectividade com sistemas dos parceiros, acordos para compartilhamento de informações, identificar e finalizar um caso de uso. Neste, as principais áreas em que as empresas têm trabalhado são desenvolvimento de produto (aquisição e segurança sobre IP) e operações.

Entender a geração de valor ao negócio – Para 56% dos pesquisados, esse é o principal entrave para adoção e entendem que essa é uma jornada cujos benefícios serão realizados no longo prazo.

"Entender os casos de uso do blockchain, avaliar seu custo-benefício e ter a certeza de como isso impactará o P&L (demonstrativo de resultados) ainda são questões que precisam ser mais bem exploradas e entendidas. Algumas empresas têm criado times dedicados de blockchain, com stakeholders designados para estimular a adoção", conclui Wik.


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Empresas de TI criam escolas para formar talentos

fcamara.jpg07/08/2018 - Workshop de filosofia e liderança são diferenciais oferecidos para aprimorar o conhecimento dos colaboradores e desenvolver "times de elite"

Segundo pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mais de 13 milhões de pessoas estão desempregadas e a causa não é só a crise econômica, e sim, a falta de preparo dos colaboradores. Possuir um diploma ou formação tecnológica não significa ser especialista em determinada área, quando o que conta para o mercado de trabalho são as habilidades e os conhecimentos do candidato.

No Brasil, muitas empresas de TI têm investido na capacitação de seus colaboradores dentro da empresa, aprimorando assim, os seus talentos. É o caso da FCamara - empresa brasileira que transforma problemas de TI em soluções inovadoras. A empresa acredita que seu maior patrimônio é o capital intelectual e que todos podem se tornar empreendedores de suas carreiras. Por essa razão, desenvolvem durante o ano todo várias ações que incentivam a formação e desenvolvimento de seus colaboradores.

"Queremos ensinar o que os nossos colaboradores não aprenderam na faculdade e mostrar que aqui também pode ser uma escola. Além dos workshops, também temos um código de cultura que mostra diretrizes modernas e liberais, inspiradas nas empresas do Vale do Silício, no qual incentivamos a execução de ideias para o desenvolvimento de inovações. Também temos um importante programa de formação em que preparamos profissionais para se tornarem referência em sua área de trabalho. Todo esse investimento tem o objetivo de manter o funcionário em nossa empresa por no mínimo 2 anos, o tempo ideal para que ele esteja mais capacitado do que quando entrou", explica Fábio Camara, CEO da empresa.

Colaboradores engajados ajudam a empresa a crescer

A empresa tem 498 funcionários e oferece programas destinados a temas de conhecimentos técnicos da área e aspectos filosóficos aplicados ao mundo dos negócios, eventos que promovem a troca de ideias e experiências entre os colaboradores e fornecem informações que ajudam no dia a dia e colaboram com o repertório criativo dos profissionais. No último programa de formação participaram cerca de 250 pessoas. "Valorizamos pessoas que estejam dispostas a aprender e queiram crescer com a gente. Temos histórias de profissionais que começaram sua carreira conosco e hoje atuam em grandes empresas de tecnologia na Europa ou EUA. Acreditamos que ao formar nossos times de elite isso irá refletir principalmente na entrega do nosso trabalho para os nossos clientes", finaliza.

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Quando sua empresa irá adotar a Gestão 4.0?

topmind_sandra_maura.jpg*Por Sandra Maura
06/08/2018 - Os hábitos de consumidores ganham destaque em todos os mercados e estão influenciando o modo como as empresas administram seus negócios, criando um novo modelo de gestão para dar conta dessa mudança de comportamento. O conceito da Gestão 4.0 nasce da necessidade que consumidores têm de falar e interagir com fornecedores de produtos e serviços. Esse estilo de administração faz com que as companhias interajam e trabalhem de acordo com as expectativas dos seus clientes.

A partir da Gestão 4.0, o conceito omnichannel passa a fazer parte das diferentes áreas da organização – do desenvolvimento de produtos à entrega. Diante dessa situação, as companhias precisarão, mais do que nunca, conquistar os consumidores oferecendo atendimentos impecáveis, customizados e proativos.

Para dar início a tudo isso, o primeiro passo é aderir, de vez, à Transformação Digital. Ao contrário da crença generalizada, essa será uma condição obrigatória para os negócios continuarem em condição de competição no mercado. Segundo a pesquisa "Be the New Digital Enterprise", desenvolvida pela Accenture, as corporações que abraçam a Transformação Digital são 26% mais lucrativas do que as que não optam pela modernização do negócio. Ainda de acordo com o estudo, os principais executivos mundiais estimam que os recursos atrelados a esse movimento podem injetar US$ 100 trilhões na economia global na próxima década.

Tal mudança corporativa altera o modelo de atuação, que inclui a maneira como os produtos e serviços são criados, assim como a abordagem e a fidelização dos consumidores, exigindo que se leve em consideração os potenciais clientes do futuro. Entender os consumidores é uma grande alternativa para o sucesso.

A Gestão 4.0 surge devido à Indústria 4.0, ou seja, para adotar esse conceito e andar lado a lado com as novas exigências do mercado, é necessário seguir três premissas básicas. A primeira é a automatização da produção, que tornará as máquinas mais independentes, criando ciclos mais velozes e com mais eficiência e precisão. A interoperabilidade é o segundo ponto, ou seja, fazer a integração de todos os sensores para que eles consigam se comunicar entre si e, dessa forma, diminuir o número de falhas na produção. Por último, temos a virtualização dos processos, que irá analisar todos os dados em tempo real e acelerar as tomadas de decisões.

De acordo com dados da revista Fast Company, a geração Z representará 40% de todos os consumidores até 2020. Considerados digitais, esses clientes que nasceram a partir de 1994 são os que mais cobrarão de companhias mudanças condizentes com a era digital e exigirão atendimento de extrema qualidade, relacionamento próximo e produtos personalizados para suas necessidades e seus interesses.

Assimilar essas informações é fundamental para executivos efetivamente adotarem a Gestão 4.0. Se não compreendido corretamente, o processo de modernização pode trazer ainda mais dificuldades ao modelo de negócios. Torna-se, portanto, crucial compreender as tecnologias que serão envolvidas no processo, e como elas poderão suprir as exigências dos clientes, antes mesmo de iniciar a transformação.

O uso de ferramentas como CRM e Customer Analytics pelas organizações deve aumentar 28% em 2018. Essas tecnologias armazenam e conectam, de maneira inteligente, informações sobre as atividades dos consumidores, seus costumes e interações com as marcas. Isso gera dados relevantes que servem de suporte para as tomadas de decisões sobre atendimento, criação de novos produtos e serviços, impactando significativamente os rumos dos negócios.

Tornar o sistema corporativo tecnológico facilita os processos, diminui as falhas e o tempo de espera nos atendimentos das empresas. Porém, o mais importante é que, com o modelo de Gestão 4.0, os executivos podem focar totalmente os esforços na estratégia dos negócios. Priorizar o trabalho lógico ao invés de perder tempo com as atividades operacionais é uma atitude que gera resultados positivos e lucro para as corporações. Os gestores podem planejar ações mais assertivas, baseadas em insights e, até mesmo, trabalhar na antecipação de campanhas e tendências e na prevenção de crises.

Outra vantagem da Gestão 4.0 é a possibilidade de desenvolver capacidades inovadoras e novos modelos de receita. Transformar os processos, as funções específicas, o atendimento ao cliente, as experiências e habilidades é uma das formas de melhorar e fazer as companhias evoluírem. Tudo, claro, depende do tipo de serviço prestado, das características do setor, das peculiaridades da área, das exigências dos consumidores e de toda a cadeia de produção e distribuição.

O que vai determinar se uma empresa está gerando valor ou não são as novas fontes de receita a serem geradas pelo negócio. Esses avanços podem ser alcançados a partir de inovações que revolucionem a qualidade dos serviços e produtos oferecidos aos clientes. Adotar efetivamente a Transformação Digital e passar a atuar no modelo de Gestão 4.0 pode ser o diferencial para garantir o sucesso das empresas. A tecnologia e os serviços já estão disponíveis. Só resta saber quando iremos implementá-los.

*Sandra Maura é CEO da TOPMIND

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