Onde e como a RA é utilizada no setor industrial mundial

realidade_aumentada.jpg02/05/2018 - Pesquisa da PTC mostra a rápida evolução do mercado de Realidade Aumentada (RA) e como a Volkswagen, Boeing, Xerox, Lego, GE, Caterpillar e outras empresas utilizam a tecnologia.

A PTC anuncia resultados da pesquisa de mercado State of Industrial Augmented Reality, realizada com empresas que já desenvolvem experiências de Realidade Aumentada. A pesquisa destaca quais indústrias estão liderando implantações de RA, quais funções estão usando essa tecnologia e os tipos de valor gerado ao negócio. O relatório também explora os graus de sucesso que as empresas estão experimentando na implementação e onde estão na transição de pilotos para implantações de produção.

A pesquisa teve a participação de executivos de todo o mundo, sendo 42% das Américas; 37% da Europa, Oriente Médio e África; e 21% da Ásia-Pacífico. A amostra representa uma mistura de empresas grandes, médias e pequenas. Quarenta e quatro por cento das empresas têm uma receita anual de mais de US $ 1 bilhão, enquanto 17% têm receita entre US $ 100 milhões e US $ 1 bilhão e 39% têm receita de menos de US $ 100 milhões. Os respondentes eram de vários tipos de indústrias, desde equipamentos industriais, aeroespacial, governo e defesa, automotivo e eletrônico, até software e serviços profissionais.

O valor potencial do mercado de RA

O valor potencial de Realidade Aumentada não é mais um segredo. Numerosos relatórios de analistas da indústria têm previsto um enorme crescimento para este mercado, principalmente por causa da crescente capacidade da RA de transformar fundamentalmente a maneira como as pessoas interagem com os mundos físico e digital. O crescimento de coisas conectadas e conteúdo digital, juntamente com o amadurecimento do hardware de RA, está alimentando o surgimento de experiências cada vez mais poderosas. As projeções dos analistas para o crescimento do mercado de RA variam, no entanto. Por exemplo, relatórios da Digi-Capital, da ABI Research e da Markets and Markets estimaram que o mercado atingirá entre US $ 24 e US $ 83 bilhões até 2021.

Em última análise, o poder da RA está apenas emergindo. Aplicativos de consumo populares, como Pokémon Go e Snapchat, com seu recurso Geofilter, moveram a RA para frente e para o centro em consciência pública e estão levando o crescimento futuro. De fato, relatórios da indústria estimam que em 2021 mais de 100 milhões de consumidores comprarão RA.

À medida que o software e hardware de RA continuam a amadurecer, vemos mais exemplos do notável potencial desta tecnologia para transformar a maneira como a informação digital pode ser entregue as pessoas de uma forma mais natural, poderosa e eficiente.

Quais indústrias estão adotando a Realidade Aumentada?

De acordo com dados da PTC, os fabricantes de produtos industriais (21%), automotivos (11%), aeroespacial e defesa (8%) estão liderando a adoção da RA, e um grande número de provedores de serviços de software emergiu para suportar essa demanda. Já existem exemplos emergindo em uma dúzia de diferentes tipos de indústrias, demonstrando a aplicabilidade horizontal desta tecnologia. Curiosamente, as indústrias fortemente impactadas pelas iniciativas de transformação digital e da Internet das Coisas (IoT) estão liderando a adoção da RA.

Por quê?

Uma das principais razões é a capacidade da RA de servir como uma instrução avançada e ferramenta de orientação. Em setores que incluem processos muito complexos com centenas ou milhares de peças, configurações e procedimentos - onde pequenos erros ou desvios podem incorrer em custos substanciais ou causar sérios danos - essa capacidade pode fazer uma diferença significativa.

Combinando os recursos de instrução avançados da RA com a capacidade de visualizar dados, em tempo real, de máquinas conectadas e outros sistemas, técnicos e operadores podem reparar e manter máquinas com maior segurança, eficiência e custo-benefício. Muitos pioneiros em indústrias que envolvem processos complexos e de alta intensidade de capital, como produtos industriais, automotivos, eletrônicos, alta tecnologia, aeroespacial e defesa, estão apostando na RA para ajudá-los a obter benefícios como esses.

Onde a RA é usada?

O poder da tecnologia de RA para visualizar, instruir, orientar e melhorar as interações com as coisas físicas por meio de informações digitais está ajudando a reestruturar as atividades comerciais tradicionais, desde o design e a fabricação do produto até o serviço pós-venda.

Os dados da PTC mostram que há uma série de funções na empresa que já estão explorando a ampla aplicabilidade da RA para gerar valor. Dos respondentes da pesquisa, eles eram das seguintes funções: 19% de serviço, 18% de fabricação, 17% de design e 17% de vendas e marketing. Além disso, 14% eram operadores, seguidos por 13% que estavam em treinamento.

A próxima área na empresa que está se beneficiando da RA é o design. Essa tecnologia pode alterar a própria definição de produtos, ampliando suas capacidades e transformando a forma como as pessoas interagem com o mundo ao seu redor. Por exemplo, a pesquisa indica que a Lego adicionou um novo campo de jogo digital ao seu jogo virtual medieval de fantasia Nexo Knights, que permite aos jogadores aumentarem o conteúdo diretamente em suas figuras.

Na indústria automotiva, os fabricantes de automóveis aprimoraram a experiência de seus clientes ao adicionar monitores dedicados aos veículos, permitindo que os motoristas interajam de forma mais intuitiva com os sistemas de informações digitais de seus carros. As empresas que estão explorando o potencial da RA estão fazendo isso em várias áreas de função e em várias disciplinas. Os dados mostram que as organizações estão testando a RA em uma média de duas funções separadas, com uma média de 4,7 aplicativos em toda a empresa.

Como a Realidade Aumentada é usada?

Embora existam oportunidades para aplicar a RA em toda a cadeia de valor, as organizações precisam entender os requisitos de cada experiência para uma implementação bem-sucedida. Tal como acontece com outras tecnologias emergentes, os casos de uso que criam o maior valor nem sempre podem ser atingidos hoje devido a limitações técnicas. É importante que uma organização avalie os requisitos organizacionais associados a um determinado caso de uso ao estabelecer um roadmap de RA.

Como exemplo do que é possível, a GE criou uma experiência de RA em que técnicos de suporte podem ver dados de manutenção e alertas do sistema Predix IoT que indicam quais procedimentos são necessários e como realizá-los. Nessa experiência de RA, dados de maquinário, juntamente com outras fontes externas de informações de sistemas corporativos, como modelos CAD e histórico de serviço, além de instruções de serviço, são agregadas e compiladas para cada ativo específico. Essa solução também incorpora dados de sistemas de gerenciamento de ativos, sistemas de histórico de serviços e bancos de dados de fornecedores. O técnico de serviço seleciona o procedimento necessário e segue as instruções aprimoradas para conduzir um serviço de alta qualidade.

Aplicativos como esses permitem que as empresas aprimorem as métricas de serviços vitais, como as taxas fixas iniciais e o tempo médio de resolução.

Na área de design, os engenheiros de projeto de produto estão usando a RA para visualizar desenhos digitais em 3D no ambiente físico. Para os pesquisados, esse tipo de aplicação da tecnologia de RA geralmente aprimora as revisões de projeto e permite sessões colaborativas de revisão de design para equipes globais. Em vendas e marketing, as empresas estão aproveitando a RA para estender os meios pelos quais os clientes experimentam produtos com parceiros de produtos virtuais e demonstrações interativas.

Por que as empresas estão buscando uma estratégia de RA?

A partir dessa pesquisa, é possível ver que a Realidade Aumentada passou oficialmente do estágio "WOW factor", que é frequentemente associado a novas tecnologias. À medida que o mercado de RA continua a ganhar força, o risco de investimento diminuiu, tornando-a uma aposta segura. Como tal, o investimento em tecnologias subjacentes, como câmeras de detecção de profundidade e algoritmos de visão computacional, continuam a crescer, ajudando a acelerar a adoção de tecnologias de RA. Gigantes da indústria, como a Apple, agora veem a RA como uma tecnologia central e empresas como a Microsoft continuam investindo bilhões em seu hardware de RA para impulsionar a futura adoção.

Empresas como a IKEA, a Lego e a Lowes estão aproveitando soluções de produtos aprimorados para melhorar a confiança do cliente e impactar positivamente na decisão de compra, impulsionando o crescimento da receita de vendas.

Em funções de manutenção, as empresas estão explorando RA como meio de permitir a telepresença dinâmica com especialistas remotos, reduzindo o número de pessoas necessárias no local para executar o serviço. Por exemplo, a Caterpillar está explorando o uso de RA para fornecer aos técnicos de campo uma experiência remota. Eles podem compartilhar uma transmissão de vídeo ao vivo, de seu entorno imediato, e se comunicar em tempo real com um especialista no escritório, que fornece instruções passo a passo. Por fim, ao implantar a RA, a Caterpillar pode centralizar sua expertise, enquanto melhora suas métricas de serviços vitais.

Em engenharia, as equipes de desenvolvimento podem agora analisar com mais eficiência as alterações de projeto e colaborar remotamente. Isso está reduzindo drasticamente o tempo necessário para os ciclos de desenvolvimento. A Volkswagen está usando RA para revisão de design digital durante o processo de inspeção do protótipo. Ao usar RA, a empresa pode projetar dados de projeto, como os chicotes elétricos, diretamente em carros existentes e protótipos, garantindo que o protótipo físico corresponda ao design digital. Isso permite que os projetistas da Volkswagen validem as mudanças em menos de um minuto, um processo que anteriormente levava de 5 a 10 minutos.

Em recursos humanos, o treinamento de funcionários em procedimentos de trabalho complexos pode ser extremamente demorado. A Boeing está usando RA para melhorar as práticas tradicionais de treinamento e já reduziu em quatro vezes o tempo necessário para treinar um funcionário na montagem de portas de aeronaves.

Por fim, no mercado atual, os produtos são cada vez mais entregues como serviços por meio de assinaturas, como energia elétrica por hora. O sucesso do cliente é fundamental, e as pessoas estão exigindo cada vez mais dedicação ao sucesso com os produtos. Para atender a essa crescente demanda por um melhor atendimento, a Xerox está alavancando a RA para oferecer experiência e orientação remotas tanto para seus próprios engenheiros de campo quanto para seus clientes.

Qual hardware é usado com experiências de RA?

O conceito de Realidade Aumentada existe há décadas, mas a tecnologia de hardware necessária para implantá-lo em escala, em toda a empresa está emergindo agora. O hardware preferencial necessário para implantar uma experiência de RA é amplamente dependente do caso de uso. Por exemplo, óculos digitais são ideais para casos de uso de manufatura e serviços que exigem operação sem as mãos. Por outro lado, os casos de uso de vendas e marketing dependem da onipresença de smartphones e tablets.
Atualmente, os dados mostram que a maioria das empresas está explorando o uso de smartphones e tablets para implantar experiências de RA, provavelmente porque são ferramentas que as pessoas já possuem. Há, no entanto, um interesse crescente em displays montados na cabeça, já que mais de 30% dos entrevistados na pesquisa estão experimentando óculos digitais.

A PTC acredita que restrições como maturidade tecnológica e custos proibitivos são os principais obstáculos à adoção generalizada. Embora os casos de uso em funções de serviço e manufatura tenham mostrado oferecer o maior potencial de ROI, eles também dependem das mãos do técnico para oferecer valor. Por causa disso, empresas como Microsoft, RealWear, Vuzix e Osterhaut Design Group estão investindo recursos significativos no avanço de óculos digitais, focados na melhoria de requisitos críticos, como vida útil da bateria, conectividade, campo de visão e métodos de interação. Os avanços nessas tecnologias-chave afetarão drasticamente os problemas atuais de custo e usabilidade associados aos óculos inteligentes.

Conclusão

Para muitas das empresas pesquisadas para esta análise, a RA já está se tornando um componente crítico de sua transformação digital geral. De fato, um entrevistado chamou a RA de "estratégia de sobrevivência", observando que sua adoção não é uma opção para a empresa. Outro observou que os casos de uso atuais estão abordando como a organização do respondente pode aumentar a receita de vendas e acelerar os hábitos de compra de seus clientes em potencial.
Ao incorporar a Realidade Aumentada em sua estratégia, as empresas já estão lucrando com serviços aprimorados, melhores experiências e operações do cliente e maior qualidade de engenharia e fabricação.

À medida que as tecnologias, os modelos de negócios e o apetite por tecnologias de RA continuarem a amadurecer, certamente haverá sucessos adicionais na adoção do caso de uso de RA. Tendências atuais indicam o seguinte:

- Empresas nos setores industrial, automotivo. aeroespacial e defesa estão liderando o caminho na adoção inicial da RA;
- A RA tem ampla aplicabilidade a todas as funções da cadeia de valor e, especialmente, serviço e fabricação;
- A aplicação da Realidade Aumentada para servir como uma poderosa ferramenta de instrução e orientação está fornecendo um ponto de entrada para muitas organizações, especialmente aquelas que são definidas por centenas de processos vitais;
- A adoção da RA está chegando a um ponto crítico, impulsionado por investimentos maciços nas tecnologias de hardware e software subjacentes que permitem uma transição rápida de projetos piloto para ambientes de produção completos.


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O que é compliance e qual a relação com TI?

compliance_2.jpg26/04/2018 - O termo compliance tem origem no verbo em inglês to comply, que significa agir de acordo com uma regra, uma instrução interna, um comando ou um pedido, ou seja, estar em “compliance” é estar em conformidade com leis e regulamentos externos e internos. Portanto, manter a empresa em conformidade significa atender aos normativos dos órgãos reguladores, de acordo com as atividades desenvolvidas pela sua empresa, bem como dos regulamentos internos, principalmente aqueles inerentes ao seu controle interno.

Em empresas e instituições, o Compliance fica melhor definido como o conjunto de disciplinas e práticas para que elas estejam em conformidade legal, ou seja, cumprindo todas as leis e normas estabelecidas para o negócio.

Quando uma empresa está em Compliance, ela está atuando conforme às leis. Em alguns negócios, existe um setor de Compliance que fiscaliza os produtos, as ações e os processos da organização — muitas vezes, ele é um braço do jurídico.

Em outras palavras, para se obter o sucesso empresarial e atender ao desejo de seus clientes, todos esses procedimentos devem ser seguidos à risca, sem deixar a inovação de lado.

Qual a relação entre Compliance e TI?

O termo Compliance vem se tornando cada vez mais comum em empresas voltadas para a área de TI e em algumas startups. Não é por menos: muitas inovações tecnológicas acabam esbarrando em alguma legislação que não foi considerada pelos seus criadores.

Além disso, como esse ramo de atuação é responsável pela segurança dos dados e informações das empresas, o setor de TI também precisa se preocupar com o Compliance em outras esferas, com políticas de controle de acesso e tecnologias para evitar fraudes, garantindo a confiabilidade de suas informações.

Logo, as auditorias tornam-se importantes ferramentas para identificar as tecnologias existentes em seu ambiente de trabalho e a maneira que elas devem ser geridas, como a relação entre o número de licenças de uso adquiridas e a quantidade de usuários habilitados.

Dessa forma, é indispensável o manuseio adequado das ferramentas tecnológicas e dos recursos de TI, preservando a ética e a política de atuação de uma empresa.

Qual é a diferença entre governança de TI e Compliance?

A governança de TI deve ser entendida como um processo estruturado de políticas e métodos que visam orientar o trabalho dos executivos e gestores de um empreendimento, ajudando na direção, no planejamento e no controle do uso da tecnologia da informação.

Já o Compliance, como foi dito anteriormente, trata-se do respeito às leis e determinações externas a um empreendimento, orientando e adequando essas práticas às legislações existentes.

Então, apesar de serem diferentes, são nesses conceitos que as decisões tomadas por um gerente devem ser baseadas, sempre levando em consideração a gestão de riscos, de recursos, sua entrega de valores e o aumento dos lucros.

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Segmento de cibersegurança não atrae mulheres

fortnet_mulheres.jpg*Por Elisa Ball
25/04/2018 - Em 26 de abril, quando celebramos o Dia Internacional das Jovens no Mercado de Informação e Comunicação Tecnológica (Girls in ICT Day), destacamos a necessidade de atentar as jovens mulheres a considerar este crescente mercado. O empoderamento das mulheres e o tão esperado plano de igualdade é prioridade para muitos, mas pouco se discute sobre a importância de promover maior presença feminina no mercado de cibersegurança. Com a crescente adoção da transformação digital e um número cada vez maior de ciberameaças nas organizações, a necessidade de mais especialistas qualificados em cibersegurança está aumentando rapidamente e representa uma oportunidade profissional única, bem como uma chance para jovens mulheres e empresas de tecnologia colherem os muitos benefícios de uma maior presença feminina neste setor.

A Fortinet recentemente se uniu à IDC para estudar a cibersegurança nas empresas da América Latina. A publicação LATAM Cybersecurity Interactive Whitepaper (Estudo interativo sobre a cibersegurança na América Latina, em tradução livre) mostra que quase 25% das empresas da América Latina estariam dispostas a contratar profissionais de cibersegurança. A questão é que três entre quatro empresas também têm dificuldade em encontrar os talentos de cibersegurança necessários, deixando uma lacuna a ser preenchida.

Há pouquíssimas mulheres atuando no segmento de cibersegurança, com apenas 11% de participação, segundo um estudo global da Frost & Sullivan. O relatório, que analisa os cargos ocupados por homens e mulheres no setor de cibersegurança de 170 países, também revela uma forte discrepância entre homens e mulheres que atuam no setor na América Latina, com apenas 2% de mulheres em cargos gerenciais, versus 28% dos homens, e 0% de mulheres em posições de diretoria, versus 7% dos homens.

A falta de capacitações contribui muito para essa diferença entre os gêneros, pois apenas 42% das mulheres possuem formação em informática e ciência da informação, versus 48% dos homens. A diferença entre os gêneros é ainda maior na engenharia, onde apenas 14% das mulheres possuem graduação nesta área, em comparação a 22% dos homens.

Em tempos de guerras online, em que tudo pode parar facilmente por causa de uma invasão de rede e a segurança de uma nação pode ser prejudicada por um ciberataque, a necessidade urgente de capacitações e diversidade no setor de cibersegurança cresce no mesmo ritmo que as demandas por segurança. Porém, a formação adequada e o incentivo à diversidade não são necessários somente para obter uma força de trabalho de cibersegurança mais diversificada e preparada, como também para produzir inovações e aumentar a produtividade dos negócios.

Vários estudos mostram que a diversidade de gênero no local de trabalho pode trazer muitos benefícios. Uma pesquisa do National Center for Women and Information Technology - NCWIT (Centro Nacional para Mulheres e Tecnologia da Informação) mostra que as empresas com equilíbrio de gêneros podem apresentar melhores desempenhos financeiros e dos funcionários, além de crescimento e produtividade, entre outros. Um estudo da McKinsey, que analisou os resultados financeiros em relação à participação dos gêneros em empresas de tecnologia dos seguintes países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru, revelou que as organizações com uma ou mais mulheres em seus comitês executivos apresentaram um desempenho melhor do que aquelas com equipes somente compostas por homens, com aumento de 44% no retorno sobre o patrimônio líquido e de 47% na margem EBIT.

Com a cibersegurança atuando como um elemento fundamental da proteção de dados, clientes e reputação de uma empresa, a crescente necessidade de ter profissionais bem treinados para reduzir o cenário de ameaças em constante evolução nunca exigiu tanto a nossa atenção como agora. Em uma região onde mais de 12 milhões de mulheres estavam sem emprego em 2017, o setor de cibersegurança representa uma oportunidade de trabalho para as futuras gerações de profissionais do sexo feminino da América Latina.

Como o principal fornecedor de soluções de cibersegurança da região da América Latina e Caribe, estamos empenhados em ajudar a eliminar essa lacuna entre os gêneros e a falta de talentos. Por esse motivo, criamos a Fortinet Network Security Academy (FNSA) há quatro anos, com o objetivo de desenvolver e formar especialistas em cibersegurança para ajudar a reduzir a falta de capacidades globais. O programa da FNSA é gratuito para as universidades e os alunos e está disponível em todo o mundo, inclusive nos países da América Latina e Caribe.

Mudar a narrativa da falta de presença feminina no setor para uma abordagem proativa de capacitação das mulheres, mudando a mentalidade cultural e construindo um ambiente de mão-de-obra próspera para jovens profissionais é essencial no avanço do setor de cibersegurança e sua diversidade de gêneros.

*Elisa Ball é Diretora de Recursos Humanos da Fortinet para a América Latina e Caribe

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Inteligência Artificial já é uma realidade. E agora?

ai.jpg*Por Oliver Sanchez
25/04/2018 - Falecido em 14 de março de 2018, Stephen William Hawking, ou Stephen Hawking, como é conhecido, disse que "todos os aspectos das nossas vidas serão transformados, e isso pode ser o maior evento na história da nossa civilização". Nessa frase, o físico se referia à Inteligência Artificial (IA) e o impacto que ela pode ter em nosso cotidiano.

Mesmo sem ser novo – o termo já existe há décadas –, esse tipo de tecnologia está em constante evolução, tornando-se cada vez mais concreta e dando opções de aplicações nas mais diferentes áreas de negócio. Hoje vivemos a 4ª grande Revolução Tecnológica, que engloba todos os conceitos de IA, Big Data, Analytics e diversas outras inovações.

Conforme levantamento realizado pela Statista, que reúne estatísticas de diversos setores, a Inteligência Artificial movimenta, nos dias de hoje, US$ 2,4 bi. Para 2025, a expectativa é que esse valor supere os US$ 60 bi, tornando-se um dos principais setores no que tange as tecnologias disruptivas.

Historicamente empresas encontram diversas barreiras para a realização de tarefas que deveriam ser simples. Em datas de pico, como o Natal, as lojas online precisam aumentar o seu efetivo em call center para atender a demanda. Esse investimento poderia ser melhor aproveitado em algum setor que de fato ajudasse a companhia a elevar o número de conversões. Atualmente isso já é possível. Com a IA as corporações estão encontrando alternativas e alcançando benefícios como a redução de custo operacional, a melhoria na eficiência e a automatização de processos, dentre outros.

Esse tipo de solução já está tão presente na rotina da população, que as pessoas já não percebem mais a tecnologia, mas sim os seus benefícios. Ao realizar uma pesquisa em um buscador, caso o usuário escreva alguma palavra errada, o próprio site questiona se a busca não era diferente, e isso é algo simples que ocorre com cada vez mais frequência. Para os mais leigos, o assunto pode passar batido, mas os mais antenados percebem a evolução: as máquinas estão aprendendo.

E não é só isso. Pesquisas utilizando a voz são possíveis e você não precisa soar robótico, mesmo falando de maneira informal você será entendido e terá seus resultados. Rostos são reconhecidos em fotos nas redes sociais de forma automática. Tudo isso é Inteligência Artificial. Num primeiro momento podemos nos assustar, mas as experiências tendem a ser cada vez mais humanizadas e únicas.

Quanto a essa tendência costumamos falar que no futuro as pessoas não precisarão mais aguardar horas no telefone para adquirir ou cancelar um serviço, que os smartphones estarão cada vez mais próximos, como verdadeiros amigos, e que diversas atividades poderão ser realizadas de maneira autônoma, mas isso é mesmo uma tendência? A grande verdade é que tudo isso já acontece.

Já falava William Ford Gibson, escritor américo-canadense de ficção especulativa, "Como eu tenho dito muitas vezes, o futuro já chegou. Só não está uniformemente distribuído". O próximo passo, portanto, é tornarmos essas tecnologias cada vez mais palpáveis e acessíveis, garantindo a sua distribuição e assegurando que o futuro estará cada vez mais no presente.

*Oliver Sanchez é Country Manager da Aivo, empresa atuante no desenvolvimento de softwares com Inteligência Artificial para o atendimento ao cliente

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Atos apresenta oito novas ofertas para 2018

atos-cognitive.jpg20/04/2018 - São ofertas que utilizam IoT, Blockchain e cibersegurança desenvolvidas para otimizar a rotina de empresas e consumidores

A Atos anunciou o lançamento de oito novas ofertas para 2018. São soluções em diferentes áreas da tecnologia, desde comunicação e colaboração para digital workplace, passando pela utilização de blockchain para novas formas de pagamento, até soluções disruptivas para telefonia e cibersegurança.

Entre as novidades estão o Hoox K31 for Business, um novo modelo de smartphone com alta segurança contra ciberataques, a Worldline Coffe Machine, uma máquina de café conectada e o TOTAL eWallet, um sistema de pagamento para carros conectados. Algumas destas novidades já foram apresentadas no Mobile World Congress, evento realizado em fevereiro em Barcelona, outras devem ser levadas pela Atos a outros eventos durante o ano, tanto na Europa como no Brasil.

Telefonia ultra segura

O Hoox K31 é o novo modelo de smartphone ultra-seguro da linha Hoox for Business. Baseado em Android, o smartphone garante comunicações seguras em toda a cadeia de comunicação: aplicativos e infra-estrutura. Além disso, possui funções adicionais adaptadas para uso colaborativo como conferência de voz de múltiplos usuários, mensagens instantâneas de grupo com compartilhamento de arquivos e correio de voz. Com segurança de dados de ponta a ponta, o Hoox for Business atende às necessidades dos usuários mais exigentes com ampla proteção contra intercepção e intrusão, mesmo que o smartphone seja perdido ou roubado.

Pagamento em veículos conectados

A Worldline, líder europeia em serviços de pagamentos e transações financeiras, em parceria com a TOTAL, anuncia uma solução que permite aos motoristas pagar por bens e serviços sem sair de seu carro. O TOTAL eWallet é uma solução 100% digital e conectada que permite aos consumidores efetivar suas compras, por meio de dispositivos móveis, em apenas alguns clicks. A prova de conceito foi implementada para ilustrar o uso e a conveniência da solução para uma unidade de mercado, mas pode ser aplicada a muitos outros casos de uso como postos de combustíveis, carregadores de carros elétricos, estacionamento, pedágio, entre outros.

Rastreabilidade de alimentos via blockchain

O Origin é uma solução baseada em Blockchain que revoluciona o modo de fornecer rastreabilidade completa de produtos alimentares para os consumidores. Por meio deste aplicativo, é possível acessar as informações sobre cada etapa da jornada de um produto, desde a fazenda até a prateleira. Na loja, o consumidor capta as informações de um QR code para ver o histórico daquele produto e tomar decisões de compra. Esta solução foi apresentada, recentemente, durante a Conferência Global de Segurança Alimentar, em Tóquio.

NFV (Network Functions Virtualization)

Fruto de uma parceria entre a Atos, Dell EMC, Intel, Jupter Networks, Red Hat e VMware, esta solução acelera a entrega de valor do NFV (Network Functions Virtualization), conseguindo a flexibilidade para suportar qualquer NFV de qualquer fornecedor e a agilidade necessária para diminuir o custo, respondendo aos desafios de negócios que os operadores de telecomunicações enfrentam hoje para migrar as redes de telecomunicações de um modelo físico tradicional para um ambiente virtual moderno. A aliança nasceu de uma visão compartilhada de como ajudar empresas a obter benefícios comerciais de: Capex Reduzido, Opex Reduzido e maior agilidade do negócio.

Atos Codex para Telco

O Atos Codex é uma solução de análise de ponta a ponta totalmente integrada e cruzada. Disponível para empresas no Brasil, a ferramenta coloca as redes de telecomunicações no mercado com rapidez com análise de dados, computação cognitiva, aprendizado profundo e internet das coisas, alavancando dados de clientes e redes para gerar valor comercial. Os casos de uso incluem marketing contextual em tempo real (para varejo) e gerenciamento de multidões (análise de densidade e movimento) para grandes reuniões.

Blockchain para novos modelos comerciais

Devido ao crescente interesse por criptográficas, especialmente Bitcoin, a tecnologia subjacente Blockchain tornou-se um assunto de interesse. Atos está usando o Blockchain para construir redes privadas, com permissão para fins de rastreabilidade, em uma variedade de setores, como varejo, transporte e cadeia de suprimentos. Os potenciais benefícios do Blockchain, contrariamente ao que se costuma pensar, são mais do que apenas financeiros: eles se estendem a muitos domínios como IOT, governo, saúde, varejo, fabricação, energia, cadeia de suprimentos e educação.

Atos Digital Workplace

As soluções de colaboração da Atos estão transformando o local de trabalho para os ambientes digitais com o Circuit. Esta solução reúne voz, videoconferência HD, bate-papo, compartilhamento e gerenciamento de dados em tempo real em um único aplicativo, permitindo que funcionários em todo o mundo se conectem e compartilhem informações facilmente. A Atos também oferece o OpenScape, ferramenta de gerenciamento de chamadas e soluções de colaboração social VoIP de nível carrier totalmente gerenciado - voz, vídeo, compartilhamento de tela, bate-papo, compartilhamento de arquivos e muito mais.

Máquina de café conectada da Worldline

A máquina de café Proof of Concept (PoV), criada pela Worldline, líder europeia para serviços de pagamentos e transações financeiras, está ligada a um terminal de pagamento baseado em Android e permite pagamentos seguros via Internet das Coisas (IoT). Além disso, fornece novas interações com chatbots e aplicativos Web Progressivos, prometendo revolucionar a indústria de pagamentos. Esta máquina chega para ser a próxima fronteira em pagamentos com soluções de pagamento seguro da IoT.

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Inteligência robótica vai concorrer com os jornalistas

knowhere_news.jpgPor Kristin Houser, do portal www.futurism.com
09/04/2018 - Quer que sua notícia seja produzida sem “bias” ou sem distorções, com a frieza de um robô? Você talvez queira conhecer o site recém-lançado Knowhere News. Ele é resultado do trabalho de uma startup que combina tecnologias de aprendizagem de máquinas (machine learning) e jornalistas humanos para dar maior confiabilidade aos fatos em reportagens e notícias de cunho popular.

Eis como funciona. Primeiro, o software de Inteligência Artificial do site (IA) escolhe uma reportagem ou notícia baseada no que é mais popular na Internet agora. Uma vez escolhido um tópico, ele consulta mais de mil fontes de notícias para coletar outros detalhes. Os recursos de IA consultam tanto os sites esquerdistas (liberais, nos EUA) quanto os direitistas ou conservadores.

A partir daí, as ferramentas de IA escrevem sua própria versão "imparcial" da reportagem ou notícia baseada no que tenha apurado. Às vezes tão rapidamente, como em 60 segundos. A IA conclui, então, que a notícia contém os fatos mais básicos, e busca remover qualquer viés potencial. A IA também leva em conta a "confiabilidade" de cada fonte, algo que os criadores do Knowhere tenham determinado previamente.

Isso evita que um site de alta reputação no tocante à confiabilidade não seja ofuscado por outro mais afoito e menos comprometido com os fatos.

Leia mais aqui:

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