Carro autônomo no Brasil: tendência ou utopia?

carro_autonomo.jpg*Por Rogério Borili
20/09/2019 - Com a evolução da tecnologia, principalmente da Inteligência Artificial, torna-se cada vez mais comum o debate e a expectativa sobre a criação de novidades neste segmento, como o carro totalmente autônomo, por exemplo.

Mas, quem pensa que esta inovação depende apenas da boa vontade da indústria automobilística e da integração das novas tecnologias está profundamente enganado. Existem tantas variáveis e necessidades para que esta revolução dos automóveis seja colocada em prática no Brasil que ela soa praticamente utópica nos dias de hoje.

Existem seis níveis de automação padronizados pela indústria automobilística e eles vão da classificação 0 a 5, sendo que a 0 não possui nenhum tipo de automação – a maioria dos comercializados no mercado. As classificações 1 e 2 já possuem alguns sistemas auxiliadores, como aceleração, freio, motores e direção, como os tradicionais controladores de velocidade já muito utilizados atualmente. A partir da 3, os veículos passam, de fato, a ter um tipo de autonomia, podendo se movimentar por conta própria, mas ainda necessitando de intervenção humana, até chegar na classificação 5, no qual o carro é 100% autônomo.

Vamos aos fatos: o carro autônomo se baseia em uma série de equipamentos, inclusive redundantes, tais como: câmeras de calor e de imagem, radares, ondas sonoras, raio-x, laser e tantas outras diferentes tecnologias para fazer a leitura do ambiente. Ou seja, é necessário que o banco de dados tenha grande capacidade de armazenamento e alta velocidade para garantir a disponibilidade e segurança necessários, uma vez que a atualização dos dados precisa ser em tempo real. Além disso, estes sistemas precisam ter um alto nível de segurança para evitar invasões e vazamentos que, nestes casos, poderiam causar acidentes, ou seja, os ataques hackers poderiam trazer problemas ainda mais graves do que os enormemente discutidos atualmente.

Até este ponto ainda estamos falando da tecnologia que envolve a criação do carro autônomo, mas existem outras que são tão ou mais importantes para que ele funcione da maneira adequada. Uma delas é a capacidade de comunicação considerando grandes volumes de dados.

O uso do 5G permitirá um avanço significativo: mais dados disponíveis para o processamento local, já que o feito em nuvem não é adequado devido à necessidade de decisões e respostas imediatas (definir se o obstáculo à frente é apenas fumaça ou um carro parado, por exemplo) e, consequentemente, mais velocidade na troca de informações e baixa latência. Entretanto, o carro autônomo não poderá confiar unicamente em uma rede comercial qualquer. Redes privadas de comunicação com links dedicados e garantia de disponibilidade serão necessárias. Um exemplo disso é a Netflix que utiliza hubs regionais com nuvem privada e descentralizada com réplicas de conteúdo em diversos locais para que os dados sejam transmitidos com fluidez e a capacidade e disponibilidade de processamento adequados. E é aí que as maiores dificuldades para implementação do carro autônomo começam: embora a Anatel já tenha definido as primeiras frequências para a instalação do 5G e diversas operadoras já iniciaram a fase de testes, a tecnologia só deve estar disponível comercialmente no país daqui alguns anos. Além disso, ainda não sabemos o nível de velocidade e de capacidade de transmissão de dados que será disponibilizado por aqui. É ver para crer.

Outro ponto que torna o carro 100% autônomo impraticável no Brasil, pelo menos nos próximos 20 anos, é a infraestrutura das vias. Desde faixas da pista mal pintadas ou sem sinalização, passando pela disponibilidade de infraestrutura para os elétricos até a conexão de informações do tráfego com o veículo. Por exemplo: se houver uma emergência e a via precisar ser interditada, o automóvel precisa receber esta informação em tempo real. Some isso à convivência de carros autônomos e veículos normalmente conduzidos – ou seja, mesclando tipos de raciocínio totalmente diferentes (robôs x humanos) e a necessidade rápida para tomada de decisões nas maiores vias do país e o caos será instaurado. Embora empresas diversas estejam empenhadas em desenvolver ferramentas para atender a todos esses mercados que envolvem a implementação do carro autônomo, este requer um ambiente formado por cidades inteligentes em um nível que ainda estamos bem longe de conquistar.

Há ainda um terceiro fator: as questões jurídicas. Com a nova Lei de Proteção de Dados, quem será o proprietário das imagens coletadas pelas câmeras instaladas nas vias e no próprio veículo? Como decidir o grau de culpabilidade em casos de acidentes? São algumas das muitas questões que ainda não temos respostas, mas que precisarão ser definidas antes de termos este nível de inovação nas ruas.

Além de tudo, a indústria deve contar com os apaixonados por automobilismo, que podem criar resistência ao carro autônomo por não "abrirem mão" do prazer de dirigir. Questões socioeconômicas também devem impactar na aderência ao carro autônomo, o que retarda a sua evolução, já que quanto maior o nível de automação, maior a necessidade deste interagir menos com humanos e mais com robôs. O nível 5 (100% autônomo) de automação, por exemplo, possivelmente exigirá trafegar em vias exclusivas, onde a tomada de decisão ocorre apenas em conjunto com outros veículos autônomos e com a própria via.

rogerio_borilli.jpgSão por essas e outras questões que o carro autônomo ainda está longe de se tornar realidade no Brasil. Em um país em que as condições de tráfego para veículos tradicionais já não são adequadas, trazer este grau de inovação para as ruas requer muito investimento público e privado, consciência, adequação de leis e tecnologias em diversos setores da indústria. Toda inovação faz brilhar os olhos e sonhar com o futuro, mas é preciso antes enxergar o presente e adequá-lo para fazer jus às possibilidades que a ciência pode proporcionar.

*Por Rogério Borili é Vice-presidente de tecnologia da Becomex

 

Comentário (0) Hits: 1105

Inteligência Artificial e o Direito: o que está por vir

direito.jpg*Por Ulisses A. Bittencourt Dalcól
20/09/2019 - O Direito, como conhecemos hoje, é uma pequena evolução daquele sistema que já vinha de um bom tempo. O papel, o processo e os procedimentos foram utilizados até recentemente, tornando a Justiça lenta, abarrotada e ineficaz.

O peticionamento era burocrático, complexo, ineficiente e demorado, pois havia o deslocamento do advogado até o juízo onde deveria protocolar sua petição e aguardar sua distribuição.

Os processos eram, então, remetidos aos cartórios que os distribuíam em prateleiras e cada um tinha um sistema de identificação de notas, petições e processos aguardando conclusão.

Buscando dar celeridade é que foi introduzida a primeira mudança tecnológica no sistema legal brasileiro, em 2006, com o advento da Lei n.º 11.419, que dispõe sobre a informatização do processo judicial. Essa informatização foi debatida e introduzida com o único propósito de acelerar os processos, algo que não deu muito certo, pois vale lembrar que os procedimentos ainda são os mesmos.

Foi uma boa ideia, mas que deixou muitos colegas para trás, com tribunais adotando critérios e métodos diferentes de acesso, sistemas complexos e com muitos erros, sendo esse início um marco para separar os advogados que abraçaram a tecnologia, daqueles que perdiam espaço nessa nova realidade. Aqui está a verdadeira função da capacitação, que é preparar não para o agora, mas para o futuro.

O que vem se falando muito é da Inteligência Artificial e como ela pode ser útil ao Direito. Mas ninguém aponta um caminho ou aprofunda o tema, muito pelo desconhecimento, muito por interesse próprio.

Claro que a IA pode substituir, hoje, tarefas simples; já existem outras, um pouco mais complexas que podem substituir um advogado, por exemplo. Veja o sistema criado pela empresa de Israel, LawGeex. Ele é um sistema de revisão de contratos, sem qualquer interação humana ele determina se um contrato está de acordo com as diretrizes de sua empresa. Reduz custo e tempo para um escritório. Esse é um excelente exemplo de IA em simbiose com o Direito.

Mas, e pensando mais a frente, se houver um sistema como esse que possa oferecer argumentos, interagir com juízos, oferecer cenários ilimitados a premissas? É possível? Sim. Evidente que tudo tem um certo risco em ser adotado, em especial com a tecnologia de adulteração de fotos e vídeos aumentando e chegando a perfeição em alguns anos.

Tudo isso é relacionado ao Direito, podemos estar à frente de provas lícitas e ilícitas que poderão ser analisadas por um software que oferece argumentos para um júri ou juiz. Como determinar a idoneidade desses fatos? Tudo isso traz novos desafios à IA e sua adoção no Direito.

Há um projeto da IBM o "Project Debater", nele o computador ouve um argumento humano e procura, através de milhares de ciclos e cálculos, rebater esse argumento com a geração de um novo. Sim, algo parecido como nós advogados, procuradores, promotores e juízes, ou qualquer pessoa faz durante um debate, análise ou conversa.

Não é preciso esperar o futuro para ver a Inteligência Artificial em uso em cortes pelos Estados Unidos. Em alguns estados as audiências que tratam de fiança, o juiz recebe o resultado de uma pontuação baseada no risco de fuga do condenado, o perigo oferecido à sociedade se o mesmo estiver nas ruas, além de outros fatores, podendo fundamentar sua decisão entre determinar um valor para a medida ou mesmo sobre a possibilidade do deferimento dela.

A Inteligência Artificial é apenas uma das mais variadas tecnologias a dispor do Direito e estar preparado para elas é uma necessidade para aqueles que querem se destacar e ter uma carreira de sucesso no Direito, seja no Brasil, seja pelo mundo.

*Ulisses Augusto Bittencourt Dalcól é advogado e Diretor da Agência de Comunicação Descomplica, gerenciando a área de TI.

Comentário (0) Hits: 1078

Seleção de startups busca inovações para o agronegócio

agronegocio.jpg20/09/2019 - O objetivo é ousado. Reunir empresas que possuem tecnologias em Agricultura Digital; Agricultura de Precisão; Automação; Nanotecnologia e Novos Materiais; Pós-colheita e processamento de alimentos; Avaliação de impacto sócio-econômico-ambiental; Bioeconomia; Métodos e Técnicas de Caracterização de solos, plantas, alimentos, resíduos e materiais de interesse do agro; ou ainda Softwares, equipamentos e sistemas de gerenciamento da pecuária.

Mas o desafio vai além. Atrair empresas que sejam fornecedoras de soluções de tecnologia para o agronegócio ou que sejam fornecedoras de produtos e/ou serviços que tenham inovação tecnológica como base de diferenciação competitiva no mercado, bem como empreendedores com orientação para a inovação e desenvolvimento de tecnologias para o agronegócio.

Assim está estruturado o Pitch Deck AgTechs, que será realizado em São Carlos (SP), no dia 5 de dezembro, no encerramento do Simpósio Nacional de Instrumentação Agropecuária – o SIAGRO 2019 busca identificar demandas do mercado, discutir tendências científicas e tecnológicas, além de estabelecer prioridades de uma agenda estratégica para as instituições conectadas à Agricultura 4.0  e demais temas do evento.

O comitê organizador, composto por representantes da Embrapa Instrumentação, Embrapa Pecuária Sudeste, Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) fará uma pré-seleção de nove empresas para apresentação da tecnologia inscrita, seus diferenciais competitivos dos produtos e serviços, seu diferencial tecnológico, o potencial de mercado, a escalabilidade do negócio e impactos sociais e ambientais, entre outras informações que o empreendedor julgar importantes.

A partir daí um comitê de avaliação - formado por especialistas em agropecuária e investidores (que não fazem parte dos quadros das instituições organizadoras) - fará a avaliação e indicará as 3 melhores propostas, que serão reconhecidas pelo Siagro 2019; a primeira colocada, inclusive, será finalista da chamada “Pontes para Inovação”, promovida em Brasília pela Embrapa e Cedro Capital, para receber investimento.

A participação no Pitch Deck AgTech – SIAGRO 2019 é gratuita a todos os interessados. No portal www.embrapa.br/instrumentação está o regulamento completo da seleção de startups, bem como os palestrantes, a programação, datas e todos os detalhes para quem quiser participar do Simpósio Nacional de Instrumentação Agropecuária.

Comentário (0) Hits: 1016

Os cinco pilares da Transformação Digital no Brasil

trends_3.jpg19/09/2019 - Da economia às artes, da educação à medicina, da ciência à comunicação global, hoje o mundo é digital e hiperconectado. Independente do setor, promover a transformação digital nos negócios não é mais uma opção para as companhias, mas sim obrigação, questão de sobrevivência.

A maioria das empresas de médio e grande porte do Brasil está entrando em uma segunda onda de transformação digital, cada vez mais focada em metas de negócios e crescimento. À medida que embarcam nessa jornada, os líderes executivos devem estar atentos às possíveis barreiras e formas de superá-los. A Wipro Digital divulgou os resultados de uma pesquisa global com 1400 líderes corporativos, 200 deles do Brasil, para mapear o panorama da transformação digital.

Os resultados do estudo apontam para 5 pilares para o sucesso nos programas de transformação digital das empresas:

1- Alinhamento corporativo. 92% dos líderes brasileiros sentem que suas empresas estão alinhadas com o que significa "transformação digital". Esse é um dado extremamente positivo, pois sem clareza quanto à estratégia de digital e sua execução, resultados esperados e disseminação por toda a cultura da empresa não haverá êxito. Outro dado encorajador da pesquisa mostra que 76% dos líderes no Brasil sentem que sua empresa está executando com sucesso sua estratégia de transformação digital. Esse alinhamento corporativo exige que os principais líderes – CEOs, CIOs, CFOs, COO etc. – estejam todos na mesma página quando o assunto é estratégia de transformação digital.

2- Lideranças e colaboradores. Sem o engajamento de líderes e colaboradores, a transformação digital não acontece na prática. O relatório constatou que quanto mais tempo uma empresa está passando por uma jornada de transformação, menor a probabilidade de enfrentar problemas relacionados às pessoas como uma barreira ao sucesso. É necessário criar e manter uma cultura de inovação que engaje e motive as pessoas. As empresas precisam não só trazer líderes e colaboradores focados em digital, mas também criar um ambiente propício para que aqueles executivos que já têm anos de casa possam se reinventar e entrar na onda de inovação. Só assim a estratégia de digital será consistente e contará com colaboradores mais bem preparados para conduzir a jornada rumo à transformação. A constatação é que as empresas no Brasil se sentem mais preparadas para concretizar suas ambições de transformação digital e fazê-la durar na área de "pessoas" (34%), em comparação a "budget" (16%), "processos" (16%) e tecnologia (15%).

3- Política de investimento em inovação. As empresas precisam direcionar sistematicamente parte do seu budget para aplicar continuamente em inovação, da mesma forma que acontece com outras áreas estratégicas. É preciso continuar inovando depois da primeira onda da transformação digital, em que o grande foco foi a oferta de plataformas online e mobile para os clientes. Apenas isso não é mais suficiente agora, e sem recursos para seguir inovando a empresa ficará estagnada. Investir em iniciativas isoladas e sem consistência, apenas como paliativo, também não é uma alternativa inteligente. A pesquisa reforça que essa questão é extremamente crítica. Quando perguntados sobre as maiores barreiras para o sucesso de uma iniciativa de transformação digital, 63% dos entrevistados no Brasil citaram custos imprevistos e como encontrar recursos adicionais dentro da organização.

4- Processos inteligentes. A automatização de processos foi um dos pilares da primeira onda da transformação digital. O que se pretendia era a robotização, e dessa forma houve uma aceleração dos processos, mas muitos, apesar de mais rápidos, continuaram ineficientes e sem sentido. O momento agora é de rediscutir processos, pensar em como transformá-los para acelerar o time do market e o crescimento dos negócios. Os processos devem ser pensados para que o digital esteja no DNA da empresa, e não apenas no discurso. No que se refere a essa necessidade, 48% dos líderes do Brasil disseram que não houve, em suas empresas, mudança no modelo operacional, algo que é enxergado como uma forte barreira no campo da melhoria de processos.

5- Parceiros de tecnologia. A tecnologia deve ser um facilitador de transformação, não um obstáculo. Infelizmente, 42% dos entrevistados no Brasil disseram que investiram em tecnologias que não usam de maneira eficaz. Outros 58% disseram que não conseguiram treinar suas equipes existentes para usar novas tecnologias, metodologias ou processos. As empresas precisam repensar os players do mercado e escolher um verdadeiro parceiro de TI. Considere não apenas o preço, mas avalie se um parceiro de TI tem capacidade técnica, alinhamento e disposição para construir projetos de transformação digital junto com a empresa cliente. Nunca é tarde demais para começar - 84% dos entrevistados brasileiros acreditam nisso - mas é fundamental começar e terminar com o parceiro certo de longo prazo. Vamos começar a próxima onda de transformação digital juntos.

Comentário (0) Hits: 868

O Data Center em 2025: o futuro é hoje

fernando_garcia_vertiv.jpg*Por Fernando Garcia
19/09/2019 - Em 2014, realizamos em estudo sobre como seriam os Data Centers em 2025. Cinco anos mais tarde uma nova pesquisa foi feita (Data Center 2025: Mais Próximo do Edge). A meta era dar sequência ao levantamento anterior e identificar os novos desafios do mercado de data centers.

Quando falamos de "data center", é necessário especificar a que tipo de instalação estamos nos referindo. Por exemplo, falamos sobre o cloud privado/central corporativo situado em instalações próprias? Ou nos referimos a hyperscale/cloud público? Ou o foco seria em computação de alto desempenho, colocation? Ou, finalmente, em uma instalação remota de edge computing? Ainda que tanto as características físicas quanto as funções de cada um desses perfis sejam diferentes, todos os data centers são parte de um ecossistema integrado e interconectado, preparado para atender as demandas do mundo digital em que vivemos.

Uma das vertentes fundamentais do data center do futuro é o edge computing. Nesse modelo, utiliza-se uma arquitetura onde os dados e as aplicações são levados para mais perto do usuário. Como resultado, a latência que se obtém é menor, a confiabilidade é maior e a segurança da rede wireless, consideravelmente melhor.

No estudo realizado em 2019, mais da metade (53%) dos participantes estima que a quantidade de sites de edge computing para os quais dão suporte crescerá pelo menos 100%. 20% acreditam que haverá um aumento de 400% ou mais. Além disso, espera-se que os atuais 128.233 sites de edge computing que existem hoje passem para 418.803 em 2025, o que representa um crescimento de 226%.

Esses números indicam que a configuração, implementação e gerenciamento dessa crescente rede de sites pressionarão as organizações de TI. Nesse quadro, é fundamental implementar opções de configuração padronizadas e ferramentas de gerenciamento remoto para coordenar os processos e minimizar a necessidade de assistência técnica no site.

A pesquisa investigou, também, os principais casos de uso do Edge Computing:

· Aplicações com uso intenso de dados: Nesse perfil, a quantidade de dados faz com que não seja prático transferí-los através da rede diretamente para o cloud, ou do cloud para o ponto de consumo do dado. Alguns exemplos de casos de uso intense de dados incluem as fábricas inteligentes, as cidades inteligentes, a entrega de conteúdo em alta resolução e a realidade virtual. Quarenta e dois por cento dos participantes da pesquisa identificaram essas aplicações como sendo sua principal necessidade de dados em 2025.

· Aplicações sensíveis à latência humana: Essa categoria inclui os casos de uso onde os serviços são otimizados para o consumo humano ou para melhorar a experiência humana com serviços tecnológicos. Alguns exemplos incluem a realidade aumentada, o varejo inteligente e o processamento de linguagem natural. Vinte por cento dos participantes da pesquisa identificaram essas aplicações como sua principal demanda de dados em 2025.

· Aplicações sensíveis à latência máquina-a-máquina: Essa categoria inclui os casos de uso onde os serviços estão otimizados para o consumo de máquina a máquina. Como as máquinas podem processar dados rapidamente, é necessária uma comunicação de baixa latência para dar suporte a esse tipo de aplicação. Isso inclui arbitragem, segurança inteligente e rede elétrica inteligente (smart grid). Vinte e dois por cento dos participantes identificaram essas aplicações como sendo sua principal necessidade de dados em 2025.

· Aplicações críticas para a vida: Essa categoria compreende os casos de uso que afetam diretamente a saúde e a segurança das pessoas. Provavelmente os melhores exemplos do arquétipo Crítico para a Vida sejam os veículos autônomos e a saúde digital. Dezessete por cento dos participantes da pequisa identificaram essas aplicações como sendo sua principal necessidade de dados em 2025.

A pesquisa mostrou, ainda, que na América Latina, o principal caso de uso de Edge Computing é o modelo de uso intenso de dados no edge – 54% do universo pesquisado – ,seguido pelas aplicações sensíveis à latência humana – 2%.

A implementação da rede 5G será fundamental para atender aos casos de uso de edge computing, pois proporcionará maior largura de banda e baixa latência. Segundo os participantes desse estudo, a rede 5G possibilitará a construção de cidades inteligentes, segurança inteligente, transporte inteligente e o desenvolvimento de veículos autônomos e conectados. As cidades inteligentes receberam o maior percentual de respostas na China (78%) e América Latina (72%), enquanto a segurança inteligente recebeu o mais percentual de respostas na América Latina (71%) e Estados Unidos/Canadá (68%).

Para que qualquer uma dessas previsões se torne realidade, os data centers precisarão de uma infraestrutura flexível e confiável para aceitar as novas tecnologias.

Por exemplo, para oferecer um serviço ininterrupto aos usuários, as instalações dos data centers atuais e do futuro devem contar com sistemas de gerenciamento térmico e de gerenciamento de energia preparados para fazer frente às exigências técnicas de data centers de qualquer tamanho. Hoje, esses sistemas têm sido favorecidos por inovações tecnológicas que agregam inteligência para a comunicação máquina-a-máquina e simplificam o gerenciamento remoto.

Em 2025, novas tecnologias, novas infraestruturas e novos desafios estarão no mercado, sempre com o mesmo objetivo: proporcionar soluções rápidas, simples e que estejam próximas das aplicações e dos dispositivos utilizados na vida diária das pessoas.

*Fernando é Vice-Presidente da Vertiv América Latina

Comentário (0) Hits: 703

Wi-fi pública: quais os riscos e como se proteger

wi-fi_publica.jpg17/09/2019 - Utilizar a internet se tornou parte do dia-a-dia da população, mas se conectar a redes públicas pode trazer algumas consequências. Pensando nisso, a ESET, empresa que atua no setor de detecção proativa de ameaças, compartilha pontos importantes a serem observados quando se trata de redes wi-fi públicas e segurança.

1. Tome cuidado com o que você faz após se conectar

Os cibercriminosos podem interceptar informações trocadas em redes públicas, por isso, [e recomendável não acessar serviços de homebanking, contas de email, redes sociais e outros aplicativos que exijam nome de usuário e senha para estabelecer a conexão. Se for de extrema urgência acessar dados confidenciais, é preferível usar dados móveis (conexão 4G) ou uma VPN.

2. Sempre atualizar seu sistema operacional e aplicativos

É essencial manter o sistema operacional e os aplicativos sempre atualizados, elas podem conter correções de segurança lançadas pelos fabricantes que protegem o equipamento. Além disso, ter uma solução antivírus instalada em computadores, laptops e celulares, é uma etapa essencial para sua segurança.

3. Só acessar sites que utilizem o protocolo HTTPS

O protocolo HTTPS garante que as informações transmitidas entre o computador do usuário e o site sejam criptografadas na transmissão. Essa precaução serve igualmente tanto para dispositivos móveis como para qualquer computador desktop.

4. Configurar seu dispositivo para não se conectar automaticamente

Para evitar que seu aparelho se conecte automaticamente e exponha suas informações, a ESET recomenda alterar a opção nas configurações de wi-fi, dessa maneira, qualquer conexão deve ser liberada pelo usuário.

5. Utilizar Duplo Fator de Autenticação

Nunca é demais ter uma camada extra de segurança como a fornecida pelo duplo fator de autenticação. A maioria dos serviços tem a possibilidade de configurar o acesso ao site para que, após a senha, seja necessário inserir um código adicional, que será enviado ao telefone por SMS, email, aplicativo ou chamada, pedindo uma confirmação de que é o titular da conta que está realizando o acesso.

"A rede wi-fi facilita e acelera nossa vida cotidiana, mas, infelizmente, sua popularidade é acompanhada de riscos, com os quais devemos ter o cuidado É preciso aplicar medidas de segurança apropriadas, protegendo nossas informações, para podermos aproveitar a tecnologia da maneira mais segura ", diz Camilo Gutierrez, Chefe do Laboratório da ESET América Latina.

Comentário (0) Hits: 835

newsletter buton