Empresas coletam mais dados do que podem controlar

gemalto.jpg12/07/2018 - De acordo com a Gemalto, 65% das organizações não conseguem analisar ou categorizar todos os dados de clientes que armazenam, 68% dos profissionais de TI acreditam que suas organizações estão falhando em realizar todos os procedimentos para estar em conformidade com as leis de proteçãode dados e apenas 54% das empresas sabem onde todos seus dados sensíveis estão armazenados

A pressão para estar em conformidade com as leis de proteção de dados aumenta significativamente no mundo todo e a Gemalto, líder mundial em segurança digital, está lançando hoje os resultados de um estudo mundial que revela que duas em cada três empresas (65%) não estão preparadas para analisar todos os dados que coletam e apenas metade (54%) das empresas sabem onde todos seus dados sensíveis estão armazenados. Intensificando este cenário, mais de dois terços das organizações (68%) admitem que não estão realizando todos os procedimentos necessários para estar em conformidade com as leis de proteção de dados, como o GDPR (Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados).

Estas são apenas algumas das descobertas do quinto Índice anual de Confiança na Segurança de Dados, que entrevistou 1.050 tomadores de decisão de TI e 10.500 clientes em todo o mundo. A pesquisa descobriu que a capacidade das empresas em analisar os dados que coletam varia em todo o mundo, com a Índia (55%) e a Austrália (47%) liderando o ranking de melhor percepção no uso dos dados que coletam. De fato, apesar de nove em dez (89%) organizações mundiais concordarem que a análise efetiva dos dados dá a elas uma margem competitiva, apenas uma em cada cinco empresas operando na Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo (20%) e também no Reino Unido (19%) estão aptas a fazer isto.

"Se as empresas não podem analisar todos os dados que coletam, não conseguem compreender o valor dos mesmos – e isto significa que não irão saber como aplicar os controles adequados de segurança para estes dados", disse Jason Hart, vice-presidente e diretor de tecnologia para proteção de dados na Gemalto. "Seja para vender ilegalmente na web, manipular para ganho financeiro ou prejudicar a imagem e reputação das empresas, dados vulneráveis são uma mina de ouro para os hackers. Algumas destas consequências podem ser identificadas nos recentes ataques à Agência Mundial Anti-Doping e à Federação Internacional de Luge (uma das modalidades das Olimpíadas de Inverno). Além disto, a manipulação de dados pode levar anos para ser descoberta, e com os dados coletados informando tudo sobre a estratégia comercial de vendas e desenvolvimento de produtos, seu valor e integridade não podem ser subestimados."

A percepção que uma violação de dados pode ser evitada ainda é pequena

Ao avaliar como os dados estão sendo protegidos, o estudo descobriu que quase metade (48%) dos profissionais de TI acreditam que a segurança do perímetro é efetiva em manter usuários não autorizados fora de suas redes. Isto ocorre apesar da maioria dos profissionais de TI (68%) confirmarem que usuários não autorizados podem acessar suas redes corporativas, sendo as empresas australianas as mais suscetíveis (84%) e as do Reino Unido as menos suscetíveis (46%). Entretanto, uma vez que os hackers estejam dentro, menos da metade das empresas (43%) acreditam que seus dados estariam seguros. As empresas do Reino Unido são as mais preocupadas, com apenas 24% extremamente confiantes sobre a segurança dos dados, e as da Austrália com maior alto índice de confiança (65%).

Mesmo que ainda acreditem na maneira como estão protegendo suas redes, um terço (27%) das empresas relataram que a sua rede foi invadida nos últimos 12 meses. Dentre as que já sofreram uma violação deste tipo, apenas 10% dos dados comprometidos estavam protegidos por criptografia. Ou seja, em 90% dos casos, os dados sofreram exposição.

Clientes afirmam que a conformidade com regulamentos é crucial

Segundo o estudo, uma crescente conscientização sobre violação de dados e comunicações em torno do GDPR levaram à maioria (90%) dos clientes a acreditar que é importante para as organizações cumprir com as regulamentações de privacidade de dados. De fato, mais da metade (54%) já sabe o que é criptografia, e mostram um entendimento de como seus dados devem ser protegidos.

Hart continua, "É tempo das organizações colocarem suas casas em ordem; iniciando com quem supervisiona a segurança de seus dados. Uma figura central como um Diretor de Proteção de Dados deve ser nomeado para o conselho a fim de liderar um comitê sobre o assunto, discutido nos diversos níveis da empresa. Depois, é necessário focar na análise dos dados coletados a fim de assegurar que estejam corretamente protegidos além de proporcionar um processo de tomada de decisões de negócio mais efetivo. E finalmente, uma mudança de mentalidade. As organizações devem perceber que não é mais um caso de se, mas quando uma violação vai ocorrer, e que devem proteger seu ativo mais precioso – seus dados – através de criptografia, uso de segundo fator de autenticação e gestão das chaves, ao invés de focar apenas na proteção do perímetro."


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A tecnologia (já) altera o mercado de trabalho

henrique_walljobs.jpg*Por Henrique Calandra
11/07/2018 - A constante entrada de máquinas no mercado de trabalho, a partir da Revolução Industrial, foi matéria-prima para diversas obras de ficção científica e tema de preocupação para as pessoas em todo o mundo. Esse movimento automatizou diversos processos e aumentou a produtividade – ao mesmo tempo em que criou algumas profissões e extinguiu outras. Afinal, os robôs irão roubar os empregos dos seres humanos ou não?

O relatório "Futuro do Trabalho", elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, indica que 7 milhões de vagas devem ser extintas até 2020. Números impactantes, sem dúvida, mas antes de nos preocuparmos, é preciso lembrar que a transformação do sistema de trabalho acompanha a evolução da humanidade. Ou seja, a tecnologia não vai acabar com o emprego, mas reinventá-lo – e nós precisamos acompanhar essa tendência. Confira cinco mudanças significativas que já estão ocorrendo:

1 – Esteja conectado e use a tecnologia a favor

Entenda que os recursos tecnológicos podem ser aliados na sua busca profissional. Antigamente, o interessado em arrumar um emprego precisava levar um currículo em papel até a empresa, às vezes com uma pasta de portfólio, e aguardar a abertura de um processo seletivo. Hoje, é possível usar a conectividade a seu favor. Há plataformas que oferecem a oportunidade de montar um currículo e, ao mesmo tempo, cadastrá-lo em diferentes vagas.

2 – Qualifique-se constantemente

As melhores oportunidades serão destinados às pessoas com mais conhecimento e qualificação profissional. Não basta mais fazer uma graduação para garantir uma boa posição em sua carreira. Faça uma pós-graduação e cursos livres, estude mais, participe de workshops e informe-se bastante sobre sua área. Você sempre deve estar antenado com o que acontece em sua profissão.

3 – Inove nos processos

Profissionais que reagem mecanicamente e apenas fazem as tarefas que lhes são designadas são os que mais sofrem com a entrada das máquinas. Lembre-se: um robô consegue fazer mais processos automáticos, operacionais e repetidos do que qualquer ser humano. O que nos diferencia deles é justamente a nossa imaginação e criatividade, que nos permitem pensar em soluções inovadoras para os momentos de maior dificuldade. Trabalhe isso e seu perfil sempre será requisitado.

4 – Prepare-se para as demandas

A invasão da tecnologia no mercado de trabalho traz novas responsabilidades e demandas para as pessoas. É preciso saber operar todos os recursos disponíveis em nossa profissão, entender como eles podem ajudar e identificar novos serviços que você pode agregar em sua rotina. Quem trabalha passivamente vai, aos poucos, perder espaço em sua profissão.

5 – Não se prenda à carreira

Seu avô provavelmente trabalhou sempre no mesmo lugar e seu pai trocava de emprego apenas quando necessário. Fazer carreira dentro de uma única empresa era sinal de respeito e, principalmente, de seriedade da pessoa. Mas essa ideia passou. Você e seus filhos não podem mais se prender em um único lugar, ainda mais com toda a tecnologia disponível para aumentar a produtividade e encurtar distâncias. Viver como freelancer e trabalhar por projetos já é uma realidade comum em muitos países e, cedo ou tarde, chegará ao Brasil.

*Henrique Calandra é fundador do WallJobs – plataforma de integração 100% Digital que conta com mais de 1,5 milhões de membros.


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Dispositivos móveis X TV: quem está ganhando?

helio_durigan_furukawa.jpg*Por Hélio Durigan
06/07/2018 - Enquanto todos os olhos do mundo estão voltados para a Rússia, uma transformação digital está acontecendo em nossa maneira de consumir conteúdo. Esta oportunidade talvez possa vir a ser lembrada como o momento em que os dispositivos móveis superaram a TV na transmissão de grandes eventos esportivos.

A Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, teve cerca de 4 bilhões de pessoas conectadas. Desse total, 51% assistiram às partidas de futebol pela TV e 38% por meio de celulares ou outros tipos de mídia on-line. Mas hoje isso tende a mudar...

A estimativa para esta Copa de 2018 é a reversão desse percentual. É provável que mais de 50% das pessoas estejam assistindo aos jogos do Mundial utilizando dispositivos móveis, o que leva a uma demanda de dados muito maior.

As opções também se multiplicaram. Hoje contamos com diferentes tipos de conexões para acompanhar o Mundial: apps oficiais; soluções de streaming para celulares; vários aplicativos para ver resultados, gols e destaques; app de rádios online; acessórios; antenas que se conectam a dispositivos móveis conectados à TV digital, etc. Todas essas opções representam grandes oportunidades tanto para os usuários como para as empresas prestadoras de serviços. Mas... estamos preparados para essas quantidades enormes de informação?

Diferenças nas necessidades de largura de banda

Para entender como isso pode se transformar em um problema para a capacidade de nossa infraestrutura de TI, vejamos qual é a largura de banda necessária para transmitir esses conteúdos:

- Uma transmissão padrão de até 480 pixels demanda cerca de 3Mb por segundo. Portanto, em uma conexão de uma hora, são consumidos aproximadamente 1 Gb.
- Uma transmissão Full HD com resolução de até 1.080 pixels consome uma largura de banda de 5Mb por segundo. Portanto, em uma hora de conexão, o consumo chega a aproximadamente 3Gb.
- Uma transmissão Ultra HD, ou 4K, precisa de uma largura de banda de 25Mb por segundo. Ou seja, 5 vezes mais do que o Full HD. Nesse caso, uma conexão de uma hora consome aproximadamente 7 GB.

Diante disso, como usuários, temos a possibilidade de antecipar eventuais interrupções da transmissão, que podem nos deixar de muito mau-humor. É importante prestar atenção às seguintes considerações:

- HD ou 4K? Como vou assistir aos jogos?
- Tenho um dispositivo apto a receber transmissão 4K?
- Meu provedor é capaz de me fornecer um serviço 4K?
- Meu roteador está apto a reproduzir 4K, já que será necessário um modem capaz de trabalhar com 25Mb? E, além disso, é preciso levar em conta o número de dispositivos que estarão conectados a esse mesmo modem.

Em resumo, de um lado precisamos de um equipamento preparado para o 4K e, de outro, de um roteador/modem adequado para essa rede. E, por último, de uma infraestrutura da empresa de telecomunicações prestadora do serviço que seja capaz de transmitir essa quantidade enorme de informações.

Atentos a isso, estaremos reduzindo ao mínimo as possibilidades de cortes - ou até mesmo a interrupção total - na transmissão dos jogos que nos interessam nesta Copa do Mundo.

* Hélio Durigan é vice-presidente corporativo de Engenharia de Furukawa Electric LatAm.

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Como criar uma nova cultura dentro de nova empresa

hiplatform.jpg05/07/2018 - Segundo Ricardo Heidorn, sócio fundador da Hi Platform, após um ano da fusão entre as empresas Seekr (Blumenau) e Direct Talk (são Paulo), colhe os frutos de uma gestão de cultura bem-sucedida. O especialista falará sobre ‘Fusões e Aquisições para crescer’ no dia 12 de julho, no Startup SC Summit, que acontece em Florianópolis.

Trazer ‘famílias’ diferentes para debaixo do mesmo teto. Toda fusão passa pelo mesmo processo. Perfis, modelos de trabalhos e posicionamentos tão próprios e enraizados. Segundo Ricardo Heidorn, sócio fundador da Hi Platform, as empresas são feitas de pessoas e, por essa razão, a mudança de cultura é o principal desafio quando o assunto é fusão. Para a criação da Hi Platform, plataforma digital de relacionamento com o consumidor, originada da fusão entre a Seekr, de Blumenau (especializada em monitoramento de redes sociais), e a Direct Talk, de São Paulo (conhecida pelo pioneirismo em canais digitais para o atendimento ao consumidor), Heidorn conta que ele e os demais três sócios fundadores decidiram contratar um gestor para se dedicar especificamente ao processo de criação de uma cultura para a nova empresa.

Além da transformação cultural, o executivo alerta para outros dois fatores primordiais para um processo de fusão e aquisição. “Humildade é um deles. Se penso em crescer, preciso saber reconhecer os pontos fortes e fracos, meu e do futuro parceiro. E isso é muito difícil, porque todo empreendedor é apaixonado por sua criação e sempre acha que ela vale mais e que é a melhor do mercado. Outro ponto é o posicionamento comercial. Esse também precisa ser revisto com cuidado, pois a postura comercial também deve estar alinhada ao conceito dessa nova empresa”, explica.

Heidorn estará em uma mesa redonda para debater esses e outros temas no dia 12 de julho, às 17 horas, no Startup SC Summit, evento que reúne todo o ecossistema da tecnologia do Brasil em Florianópolis. No painel ‘Fusões e Aquisições para Crescer’, que contará também com a presença de Iomani Engelmann, co-fundador & diretor da Pixeon, e de Rodrigo Ventura, sócio da Bzplan, o executivo falará ainda sobre as alternativas entre fusão, aquisição e aportes, além da importância da junção do conhecimento e do know-how entre empresas para o crescimento orgânico dos negócios.

O Startup SC Summit será realizado nos dias 12 e 13 de julho, no Centro de Eventos Luiz Henrique da Silveira, em Florianópolis. Além da participação do executivo na mesa redonda do dia 12, a Hi Platform terá um estande nos dois dias de evento para a apresentação de suas inovações no mercado de relacionamento com o consumidor.

Sobre a Hi Platform:

A Hi Platform é uma plataforma digital de relacionamento com o consumidor, originada da fusão entre a Direct Talk e a Seekr, ocorrida em 2017. A fusão entre as duas empresas, que contou com aporte do Fundo CVentures, tornou os planos ambiciosos, entre eles o de quadruplicar o faturamento nos próximos cinco anos (a contar do anúncio da fusão), saltando de R$ 25 milhões para R$ 100 milhões. Com um leque de produtos diferentes, a empresa é pioneira na implantação da tecnologia de chatbots no Brasil. Em 2017, registrou 150 milhões de atendimento por meio da ferramenta.
 
Serviço Hi Platform no Startup SC Summit:

·  Mesa Redonda: “Fusões e Aquisições para crescer” – Palco Cases.
·  Data: 12/07/2018, às 17h10.
·  Estante: 11
·  Local: Centro de Eventos Luiz Henrique da Silveira - Rodovia SC-401, km 01, S/N - Trevo de Canasvieiras, Florianópolis - SC
·  Hi Platform:  http://www.hiplatform.com/
·  SC Summit: http://summit.startupsc.com.br/

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O gargalo da divergência regulatória

francisco_santana.jpg*Por Francisco Sant'Anna
04/07/2018 - É alarmante constatar que as diferenças de regulamentação, um paradoxo no contexto do mundo globalizado, cause prejuízo de US$ 700 bilhões por ano à economia internacional. A questão, a nosso ver uma prioridade para governos, organismos multilaterais e cadeias de suprimentos de todas as áreas, é tema de uma nova pesquisa realizada pela IFAC (Federação Internacional dos Contadores) e o BIAC (Comitê Consultivo de Negócios da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE). Intitulado "Divergência Regulatória: Custos, Riscos, Impactos", o trabalho dimensiona a gravidade do problema, os ônus que acarreta ao sistema financeiro e as barreiras ao crescimento do PIB planetário.

Os profissionais da contabilidade, em todas as vertentes de sua atuação, incluem-se entre os mais atingidos pela fragmentação regulatória. Em contrapartida, também estão entre os que mais contribuem para que as empresas possam enfrentá-la, conforme reconhecem os respondentes da nova pesquisa da IFAC/BIAC: relatórios financeiros e de auditoria são vistos como os mais consistentes quando comparados a outros fluxos de regulação. Esta é a opinião de 45% dos entrevistados, ante 37% que apontaram a governança corporativa e 31% que indicaram a regulamentação baseada no mercado.

No entanto, quase três quartos das instituições financeiras entendem que a divergência regulatória tem reflexos negativos e prejudica a interpretação dos relatórios contábeis. Este dado corrobora a pertinência da pesquisa, bem como o chamamento que a IFAC está fazendo às entidades a ela filiadas em todo o mundo, como o Ibracon (Instituto dos Auditores Independentes do Brasil), para que se mobilizem e se articulem na busca de soluções para o problema.

Os profissionais da contabilidade do Brasil têm muito interesse no tema, não só porque nosso país também sofre com o problema, como pelo fato de ser crescente a sua participação nos organismos decisórios da IFAC e da Fundação IFRS (International Financial Reporting Standards). Cada vez mais brasileiros atuam de maneira efetiva nos processos decisórios e elaboração de normas.

Nosso país já concluiu a sua convergência às Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS) e está no processo de adesão às Normas Internacionais de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (IPSAS), cujo cronograma de implantação deverá ser concluído em 2022. Estas últimas são ferramenta muito útil para atender à demanda de ética e transparência da sociedade e contribuir para a prevalência da probidade no Estado e na sua interação com o setor privado.

Embora absolutamente integrado a esse processo global de convergência normativa na área contábil, o Brasil, como numerosas nações, enfrenta dificuldades decorrentes da divergência de leis e regulamentos, conforme se observa em exemplos concretos. Um deles refere-se às regras obrigatórias do rodízio de firmas de auditoria, que, aqui, é de apenas cinco anos, em contraste com outros países, sendo que em alguns, como nos Estados Unidos, sequer existe tal exigência e em outros, o intervalo chega a mais de 10 anos.

Outra divergência diz respeito às penalidades ao auditor, ao qual se aplicam penas administrativas, pecuniárias e, às vezes, até criminais, em casos nos quais ele não tem dolo e sequer relação culposa, pois não consegue avaliar eventuais incorreções de dados que lhe são sonegados em conluio de gestores de organizações auditadas. Tal distorção nos limites de suas atribuições e prerrogativas implica prejuízos financeiros, suspensões e demandas judiciais longas e onerosas.

Também merecem ênfase as dificuldades para se adotar no Brasil a Responding toNon-compliance with Laws and Regulations (Noclar), sem antes se fazer toda uma adequação em outras leis e regulamentos que deem proteção ao profissional da contabilidade. É um tema muito complexo. Cumprir integralmente a Noclar, relatando às autoridades competentes irregularidades ou indícios de problemas, poderia significar, em numerosos casos, a violação de direitos civis em nosso país.

Por outro lado, há algo que poderia representar um pequeno — mas importante — alinhamento do Brasil ao que ocorre em outras nações. Refiro-me à diminuição do custo regulatório, conforme vem sendo preconizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com o estabelecimento de plano de redução de redundância de requerimentos regulatórios e uma revisão das documentações que precisam ser produzidas e entregues à autarquia, que também deixaria de analisar questões que se tornaram irrelevantes, centrando esforços nos itens de fato expressivos para o funcionamento seguro do mercado de capitais.

Mitigar a divergência regulatória torna-se cada vez mais decisivo para o Brasil consolidar sua inserção competitiva na economia global.

*Francisco Sant'Anna é presidente do Ibracon - Instituto dos Auditores Independentes do Brasil

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CPqD investe em assistente virtual inteligente

cpqd_assist_virtual.jpg04/07/2018 - O uso de assistentes virtuais inteligentes é uma tendência que vem crescendo entre as empresas interessadas em tornar o relacionamento com seus clientes, em diversos canais, mais natural, eficiente e humano. Com o objetivo de atender essa demanda - decorrente principalmente da mudança de comportamento do consumidor e da transformação digital -, o CPqD está lançando uma plataforma inovadora que utiliza recursos de Inteligência Artificial para automatizar o atendimento ao cliente em canais de texto e de voz.

"Essa plataforma pioneira possibilita a criação e gestão de assistentes virtuais de forma simples", afirma Luciano Lemos, especialista de Marketing de Produto do CPqD. "Seus recursos permitem compreender e atender às necessidades dos clientes com eficácia e agilidade, em qualquer canal de relacionamento", acrescenta.

Ele explica que a tecnologia de compreensão de diálogo natural da plataforma permite que as pessoas conversem com naturalidade com os assistentes virtuais, o que humaniza os diálogos durante o atendimento e dispensa a necessidade de fluxos pré-estabelecidos. "Um dos diferenciais da solução é a possibilidade de utilizar dois motores de diálogo natural: uma tecnologia própria do CPqD ou o Watson da IBM. Com isso, damos flexibilidade à criação dos assistentes virtuais", enfatiza Lemos.

Para aumentar a eficácia do atendimento no canal telefônico e garantir uma boa experiência ao usuário, a nova solução - batizada de CPqD Assistente Virtual - utiliza a tecnologia de reconhecimento de fala do CPqD, já integrada à plataforma, facilitando a implementação das aplicações. Por meio dessa tecnologia, a fala do cliente é transformada em texto, em tempo real, para então ter sua intenção interpretada com o uso de Inteligência Artificial. "A combinação de reconhecimento de fala e Inteligência Artificial dá aos assistentes virtuais uma eficácia elevada, pois permite que eles entendam perguntas e respostas dos usuários dentro de amplo vocabulário, incluindo regionalismos e gírias, linguagem formal ou informal", explica Lemos. Para responder ao usuário, o assistente virtual utiliza a solução CPqD Texto Fala, que converte o texto em voz de alta qualidade.

Lemos acrescenta que o atendimento por telefone pode ser feito tanto por meio de URA (Unidade de Resposta Audível) - com integração via transferência de chamada - ou não. No caso de a empresa não utilizar URA, a solução do CPqD pode ser integrada a um módulo VoIP (com interface SIP) para a realização de atendimentos receptivos e ativos, aproveitando os recursos de telefonia existentes (PABX, media gateways, discadores etc).

Em relação aos canais digitais, estão disponíveis nessa primeira versão do CPqD Assistente Virtual o Messenger do Facebook, Chat Web, Chat Mobile, e-mail e SMS. "Outro diferencial importante da solução é a possibilidade de interação por voz nos canais digitais, utilizando as tecnologias de fala do CPqD, com diferentes opções de vozes - que podem ser trocadas facilmente", destaca Lemos. "Além disso, em todos os canais, é possível fazer a gestão das conversas e verificar o desempenho dos atendimentos, de modo a identificar assuntos que não foram treinados e passar a tratá-los", conclui.

A nova plataforma do CPqD é resultado de um projeto desenvolvido em parceria com a empresa PGMais, com o suporte de recursos da EMBRAPII.

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