Vantagens do blockchain para empresas

blockchain.jpg*Por Lahis Almeida
08/04/2019 - Blockchain é uma das tecnologias emergentes que vem ganhando grande destaque no cenário tecnológico mundial. Inicialmente criada para possibilitar transações seguras entre Bitcoins, seu potencial tecnológico vem alcançando outras aplicações que não se restringem às criptomoedas, atraindo o interesse de bancos, empresas e governos.

O grande diferencial dessa tecnologia está no registro criptografado das informações, com impressões digitais que geram uma dinâmica de encadeamento segura e confiável, além de ser baseada em uma estrutura descentralizada e de sempre registrar quaisquer alterações que ocorram na cadeia, tornando as informações trocadas ainda mais seguras. Essas vantagens possibilitam o surgimento de aplicações Blockchain que irão mudar a dinâmica do setor empresarial nos próximos anos.

Confira abaixo algumas delas:

1. Contratos Inteligentes

Os contratos inteligentes são pequenos programas que automaticamente realizam acordos entre várias partes quando determinadas condições são cumpridas. Como esses miniprogramas são executados em Blockchain, não há intermediários para gerenciar a transação ou cobrar taxas. Assim, aplicações como empréstimos e títulos de propriedade podem ser gerenciados e processados ​​automaticamente, e dados confidenciais como registros médicos podem ser protegidos e acessados somente por certas pessoas sob condições predefinidas.

A plataforma de Internet das Coisas Slock.it, por exemplo, oferece contratos inteligentes para permitir que o cliente alugue, venda ou compartilhe propriedades, sejam elas uma bicicleta ou um apartamento.

2. Pagamentos e transferências de dinheiro

O envio e o recebimento de pagamentos são as aplicações mais populares de Blockchain atualmente, uma vez que seu início esteve diretamente relacionado com as criptomoedas. Em e-commerces e transferências internacionais, essa tecnologia surge como alternativa aos cartões de crédito e PayPal. Com o Blockchain, a transferência de fundos é realizada de forma direta, rápida e segura para qualquer pessoa do mundo a taxas muito baixas. Esta última característica se dá por conta da inexistência de intermediários, o que diminui a transferência de fundos entre bancos e taxas de transações excessivas.

Essa aplicação é muito útil para empresas que tenham funcionários remotos ou estejam envolvidas com o mercado global, contemplando de pequenos empreendedores a grandes empresas e bancos. Empresas como a Abra, a Bitwage e a Coinpip são destaques na realização de transferência de fundos e administração da folha de pagamento por meio de Blockchain. As próximas startups movimentarão ainda mais o setor, fornecendo serviços que possam ser aplicados a muitos aspectos da atividade cotidiana de uma empresa, como corte de custos, aumento da confiança no sistema e simplificação de processos onde há várias partes envolvidas para uma interação específica, contribuindo para a redução de burocracia.

3. Armazenamento em Nuvem Distribuído

O armazenamento em nuvem será outra aplicação de Blockchain da qual as empresas poderão se beneficiar. A maioria das empresas optam por utilizar os serviços em nuvem oferecidos por grandes nomes, como Amazon ou Google, para armazenamento e acesso de seus dados. Para isso, porém, revelam grande parte de suas informações comerciais. Além disso, esses serviços podem chegar a um alto preço e muitos dos principais provedores ainda se mostram vulneráveis ​​a ataques externos.

Dentro desse contexto, o Blockchain pode ser utilizado pelas empresas proporcionando bancos de dados confiáveis, descentralizados, criptografados e não editáveis. A integração dessa tecnologia para computação em nuvem tornará possível que empresas mantenham vantagens competitivas ao mesmo tempo em que protejam informações valiosas de negócios. A criptografia nativa do Blockchain também pode ser utilizada para a proteção de redes de dispositivos interconectados contra interferência externa.

Segundo a VentureBeatStorj, empresa que utiliza Blockchain para fornecer aos usuários armazenamento em nuvem acessível, rápido e seguro, em um futuro próximo essa tecnologia funcionará de modo semelhante à forma como se aluga um quarto no Airbnb. No caso, o aluguel será de espaço em disco, o que poderá gerar receita tanto para grandes empresas como para usuários comuns.

4. Recursos Humanos

No mercado empresarial, o setor de Recursos Humanos é uma das peças essenciais para uma empresa alcançar sucesso ou fracasso. Entretanto, muitas vezes o setor é criticado pela falta de transparência e confiabilidade. No processo de recrutamento por exemplo, é comum empresas serem acusadas de ocultarem informações do processo para alavancar posições de terceiros.

Para resolver esse problema, empresas, órgãos governamentais e instituições de ensino poderão fazer uso do Blockchain, fornecendo parte dos dados do candidato para ser armazenada de maneira imutável na rede de blocos. Por exemplo, durante o processo educacional, o desempenho acadêmico será registrado em um ID individual de um aluno, que é então armazenado em Blockchain e permitirá que cada empregador avalie o progresso acadêmico verdadeiro de um candidato. Da mesma forma, empresas terão seus próprios IDs, pelos quais os candidatos poderão acessar informações das mesmas, incluindo taxas de rotatividade de mão de obra e indicadores-chave de desempenho.

Quanto mais empresas e candidatos a emprego optarem por transferir suas informações em redes de Blockchain públicas amplamente acessíveis, mais rápido toda a indústria se beneficiará ao gerar insights reais e tomar melhores decisões de negócio, ao mesmo tempo em que ajudará a solucionar problemas sociais, como diferenças salariais entre homens e mulheres.

5. Cadeia de Suprimentos

Os mercados estão conectados por meio de rotas de comércio globais cada vez mais robustas, mas o volume total de informações de transporte processadas mostra que existe uma grande disparidade nos dados ao se tentar monitorar a jornada individual de um produto.

A aplicação de Blockchain em uma cadeia de suprimentos poderia resolver esse tipo de problema por meio da criação de um histórico permanente de produto, reduzindo custos, identificando erros humanos e evitando atrasos. Fornecedores e consumidores se beneficiariam, tendo uma maior percepção do processo de fabricação dos produtos que utilizam, por meio do acesso à rede Blockchain para investigar variáveis ​​como entrega ou manutenção de produtos.

Para certas indústrias em que a alta manutenção de bens na cadeia de suprimentos é especialmente crucial, podemos imaginar como o Blockchain pode intervir para garantir que as metas de qualidade sejam atingidas. Por exemplo, as indústrias de ciências médicas ou aeroespaciais poderiam facilmente utilizar a tecnologia para garantir que as peças e produtos químicos utilizados em seu trabalho sejam provenientes de uma fonte respeitável e tenham todos os requisitos de armazenamento necessários atendidos até o seu destino final. Provenance e SkuChain são apenas dois exemplos de empresas que estão aplicando Blockchain na cadeia de suprimentos.

*Lahis Almeida é desenvolvedora de Internet das Coisas na ART IT, especializada em soluções e serviços de TI.

Comentário (0) Hits: 445

IA pode ser palco de grandes mudanças no setor

ai.jpg*Por Bruno Henriques
05/04/2019 - A Inteligência Artificial é um tema que está cada vez mais em evidência, já que este avanço da tecnologia traz sistemas que tomam decisões cada vez mais precisas, similares e às vezes melhores que humanos. Ou seja, os avanços tecnológicos agora permitem trabalharmos com uma quantidade imensa de dados que, por consequência, nos levam a um ganho de eficiência nas nossas atividades do cotidiano. A evolução é tão grande que muitos consideram estarmos vivendo uma nova "revolução industrial", em que a nova fonte de energia são os dados.

Para 77% dos brasileiros, a Inteligência Artificial se tornará parte do cotidiano, de acordo com o levantamento Trends 2.0" da Crowd DNA de setembro de 2018. Sendo assim, muitas empresas já começaram a investir no ramo e o Grupo Movile é uma delas.

Acreditamos que a Inteligência Artificial será a força motriz para as principais mudanças em todas as indústrias no mundo, seja para trazer mais produtividade e eficiência para os negócios, ou para tornar a relação das empresas com os consumidores super-personalizadas. Por isso, nosso objetivo como Grupo é liderar esse movimento na América Latina, sempre com o foco voltado para a inovação e pessoas. Seguiremos no caminho de revolucionar nossos negócios com o uso de aprendizado de máquina cada vez mais humanizado para um completo atendimento aos clientes, além de aplicar novos aspectos tecnológicos e criar oportunidades para empresas e seus consumidores.

Com a Inteligência Artificial, queremos ser referência nacional e internacional, avançando principalmente nas áreas de food tech, logística urbana, personalização e melhorias do serviço ao cliente e pagamentos. Tudo isso porque queremos revolucionar o universo da comida com tecnologia e gerar um impacto positivo.

Sabemos que há muito o que explorar quando se fala de Inteligência Artificial, principalmente no lado da eficiência com algoritmos e gerenciamento de dados - como nas previsões de tempo de entrega e recomendações personalizadas. Por isso, buscamos inspirações de todo o mundo e elevamos nossas expectativas para avançar mais rápido e oferecer melhores experiências aos nossos clientes usando a tecnologia. Estamos dispostos a trabalhar para realizar o nosso sonho de impactar a vida de 1 bilhão de pessoas.

*Bruno Henriques é VP de Inteligência Artificial de Grupo Movile

Comentário (0) Hits: 384

5G e a relação entre consumidores e empresas

5G_b.jpg*Por Gabriel Dias
03/04/2019 - O conceito de 4G mal se firmou no Brasil e as empresas, profissionais e consumidores já precisam se preparar para a chegada da quinta geração da Internet. O debate sobre a implementação desta tecnologia aumenta na mesma proporção em que países mais consolidados começam a realizar os primeiros testes em escala comercial. A expectativa é que o 5G possa, finalmente, concretizar conceitos como Internet das Coisas e Inteligência Artificial, promovendo uma verdadeira transformação na forma como as pessoas e organizações se relacionam na sociedade.

A expressão 5G remete à tecnologia correspondente à quinta geração de conexão móvel, seguindo a evolução desde o surgimento da Internet comercial nos anos 1990. As primeiras menções começaram ainda no início dos anos 2000, mas foi apenas em 2017 que o 3GPP, órgão internacional responsável pela padronização da Internet móvel, definiu o primeiro padrão técnico, determinando que as redes devem operar em bandas de baixa frequência entre 600 e 700 MHz, ou médio alcance em 3,5 GHz e até em alta frequência em 50 GHz.

O surgimento da tecnologia 5G e a expansão de projetos de Internet das Coisas possibilitam a criação de ambientes digitais capazes de representar, cada vez melhor, o mundo físico por meio de dados e modelos matemáticos. Como as informações sobre preferências e hábitos de consumo estarão consolidados em plataformas digitais, podemos inferir que o uso de algoritmos fará com que a análise desses dados seja feita de forma eficiente.

Assim, é possível imaginar no futuro uma relação bem mais próxima entre consumidores e empresas, permitindo o engajamento não apenas pelas preferências de consumo, mas também por conta de seus interesses pessoais, valores morais, éticos, religiosos e políticos. Essa proximidade cria uma relação de comprometimento similar à relação de fãs com clubes de futebol, que acompanham novidades e participam ativamente na construção e evolução das marcas.

Atualmente, as aplicações de Internet das Coisas no varejo estão voltadas exclusivamente para o mapeamento das interações dos clientes com o estabelecimento físico – o que pode ser feito com a análise de expressões faciais e movimentações de mercadorias e clientes. A quinta geração da conexão móvel vai expandir esse potencial para as comunicações de dispositivos ubíquos, ou seja, aqueles que podem ser espalhados e utilizados de forma transparente para ações e interações humanas. Já imaginou um espelho que coleta suas medidas e oferece roupas adequadas para seu estilo? Pois é, uma vez inseridos em um estabelecimento, essas soluções poderão coletar e transmitir mais dados e processarão uma quantidade ainda maior de informações graças à conectividade com plataformas em nuvem.

Evidentemente, a adoção dessas tecnologias precisa ser feita de forma transparente e que permita que essa relação entre consumidores e empresas seja benéfica para ambas as partes. Cabe à organização iniciar esse processo de digitalização, ou seja, ter o desejo de se comunicar com uma pessoa de forma uniforme e avisá-la de que todas as interações são mapeadas. Campanhas educativas para informar e tirar dúvidas serão essenciais neste primeiro momento para esclarecer todos os pontos. Além disso, é essencial ter responsabilidade com os dados compartilhados pelos usuários – algo já previsto na LGPD, inclusive.

Apesar de todas as mudanças que o 5G promete trazer, é necessário ter calma neste momento. Ainda que exista uma grande expectativa em relação a esta tecnologia, ela está longe de ser realidade no Brasil. O padrão de implementação ainda não foi estabelecido, o que deve acontecer em 2020. Neste ano, uma versão inicial do padrão deve ser proposta para testes em larga escala, mas os planos comerciais devem chegar apenas 2021. Mesmo assim, quanto antes estarmos preparados para esse cenário, mais rápido iremos nos adaptar às transformações que devem acontecer em nosso dia a dia.

*Gabriel Dias é Head de IoT da Semantix, empresa especializada em Big Data, Inteligência Artificial, Internet das Coisas e Análise de dados

Comentário (0) Hits: 344

Chatbot humano vence prêmio na categoria Inovação

chatbot.jpg28/03/2019 - Paula, como foi chamada a robô vencedora da categoria Inovação, da 2ª Edição do Bots Brasil Awards, é uma jovem negra de 19 anos, que analisa os candidatos a vagas em agências Itaú de todo o país. Mas, ao contrário de outros chatbots com cara de robô, Paula tem a fisionomia humana.

O chatbot foi o mais inovador na visão de 37 especialistas da indústria que atuam em diferentes áreas, níveis, cargos e empresas. Em seis meses de atuação, interagiu com mais de 100 mil pessoas. O projeto é resultado de uma parceria da 99jobs com o Itaú-Unibanco.

Ao transformar um processo seletivo em uma experiência única, começando por interagir de forma divertida com os candidatos em uma conversa do Facebook e não mais por meio dos velhos formulários, Paula, uma atriz que representa os colaboradores do banco, conseguiu criar experiências conversacionais capazes de esclarecer aos candidatos como é o dia a dia e a cultura do banco, antes de seguirem adiante nas próximas etapas.

Para o candidato poder avançar no processo, o chatbot precisava identificar não só o nível de aderência técnica, mas também se havia o match cultural entre os candidatos e as vagas nas agências bancárias.

“Os algoritmos da Paula foram programados com base em um exercício anterior ao de filtrar currículos, que é o de identificar os perfis. Se determinado profissional não era indicado para vagas específicas, mas o bot analisava que poderia ser aproveitado em outros postos de trabalho, como, por exemplo, para atuar como caixa de agência, o candidato era conectado em tempo real ao software de recrutamento e seleção da 99jobs, que leva também em consideração, além dos quesitos técnicos, a distância entre a agência e a casa do candidato”, explica Du Migliano, co-founder da 99jobs, HRtech brasileira referência em matching de valores entre empresa e candidato.

Com o projeto, além de aumentar a qualidade na seleção, o Banco percebeu um aumento na satisfação dos candidatos com a experiência de inscrição. O NPS, métrica utilizada nesse processo, saltou de 26 (candidatos que preenchem formulários tradicionais) para 67 (candidatos que passaram pela experiência do bot).

Para Du Migliano, o destaque em inovação se deve principalmente à união que foi feita entre tecnologia e personificação do bot. “O mercado de RH precisa considerar valores que vão além do curso ou da faculdade do candidato, por isso, foi feita uma avaliação diferente para entender o perfil de candidato que teria aderência com o Itaú e, após essa etapa, o chatbot foi programado para buscar esse tipo de perfil”, explica.

Comentário (0) Hits: 463

SD-WAN: uma solução, diversas possibilidades

pc-garner.jpg*Por Larisse Gois
21/03/2019 - A transformação digital vem sendo apontada como prioridade na agenda dos CIOs de diferentes verticais de negócios. A SD-WAN (Software Defined WAN) é considerada uma das viabilizadoras da adoção de diversas tecnologias digitais e, consequentemente, dessa jornada de transformação. Segundo o IDC, em 2019, mais de 40% das grandes empresas brasileiras já utilizarão SD-WAN ao menos em parte dos seus sites, e a expectativa é de que, até 2021, 80% das organizações no mundo já terão iniciado sua adoção da tecnologia. Essa expectativa se reflete também nas promissoras projeções realizadas pela Frost & Sullivan para este mercado na América Latina, prevendo um crescimento anual (CAGR) de aproximadamente 79% entre 2018 e 2023.

Porém, apesar da grande importância da SD-WAN, de acordo com o estudo produzido pela IDC, um em cada três tomadores de decisão das áreas de TI e telecomunicações das grandes empresas ainda não tem familiaridade com a solução. Essa informação se confirma na prática quando conversamos com esses profissionais e percebemos que realmente a grande maioria não sabe ao certo do que se trata. Muitas vezes, o impacto desse desconhecimento é que os executivos já começam a traçar suas estratégias com base na solução de um fabricante específico com a qual tenha mais familiaridade.

Mas por que isso acontece? Uma das possibilidades é que esse desconhecimento seja proveniente do fato de a WAN definida por software não ser baseada em um padrão comum estabelecido. Para mitigar o problema, os gestores de TIC (tecnologia da informação e comunicação) podem contar com as informações de órgãos importantes que trazem definições e levantamento de requisitos que ajudam a entender quais as funcionalidades que compõem a SD-WAN, e também a definir uma base comum de comparação entre as diferentes soluções existentes no mercado.

O ONUG (Open Networking User Group) define, entre outros, os seguintes requisitos para uma solução de SD-WAN:

- permitir a utilização de WAN híbrida, ou seja, permitir o uso de diferentes tipos de meio de transporte WAN como MPLS, xDSL, 4G garantindo a segurança dos dados;
- permitir a utilização dos links WAN em modo ativo-ativo;
- suportar CPEs físicos ou virtuais;
- suportar a implantação da solução utilizando a funcionalidade ZTP (Zero Touch Provisioning);
- possuir APIs northbound abertas para acesso ao controle e gerenciamento da solução;
- prover visibilidade do tráfego WAN;
- prover dashboards de desempenho WAN.

Já o Gartner, em mais alto nível, define que as soluções de SD-WAN devem:

- possuir controle centralizado;
- ser agnósticas a meios de transporte garantindo a segurança da WAN;
- permitir a definição de políticas de encaminhamento de tráfego baseado em necessidades de negócios e/ou aplicações.

Tendo em vista essas definições, todos os gestores de TI que estão pensando em implementar SD-WAN devem considerar apenas soluções que atendam a todos esses requisitos? Não necessariamente! A única verdade absoluta que vemos atualmente em relação a esta tecnologia é que, hoje, não existe definitivamente uma única solução que melhor enderece as necessidades – técnicas e financeiras – de todo e qualquer cliente. Até por isso, é comum vermos fabricantes e operadoras oferecendo diferentes soluções de SD-WAN em seus portfólios.

Por isso é muito importante que, antes de se decidir por uma solução específica, os gestores busquem entender de maneira holística quais problemas existentes e quais necessidades futuras (oriundas do plano de transformação digital) devem ser endereçados no plano de atualização da WAN. Só depois de ter essas definições muito claras, deve-se analisar as soluções disponíveis no mercado para que se entenda qual trará mais benefícios para seu ambiente.

Além disso, dada a importância estratégica dessa solução, é importante que busquem empresas que tenham conhecimento e experiência na tecnologia e possam apoiá-los, de maneira agnóstica, nessa jornada. Certamente, seguindo esses passos, as empresas conseguirão extrair o máximo dos benefícios que a solução SD-WAN pode prover.

*Larisse Gois é gerente de tecnologia da SDX da Logicalis

Comentário (0) Hits: 577

Como manter dados na nuvem sem sanções

newton_ide.jpg*Por Newton Ide
18/03/2019 - Em tempos em que os dados estão em alta, motivando uma série de legislações específicas ao redor do Mundo, e que o armazenamento em nuvem é a melhor opção, tanto no âmbito de empresas quanto para o uso doméstico, nunca foi tão importante saber como estar em conformidade para que os dados, tanto os pessoais quanto os de clientes, estejam seguros e, consequentemente, evitar sanções aplicadas por LGPD, GDPR, entre outras.

Quando observamos os serviços oferecidos na computação em nuvem, percebemos que a infraestrutura e, portanto, os dados que residem na mesma são suscetíveis a serem interceptados, modificados e, obviamente, apresentam um grande problema.

Este é um problema para qualquer um que use serviços de armazenamento em nuvem ou de backup. Ao mover os dados de nosso armazenamento interno para o de outra pessoa, somos forçados a examinar atentamente como esses dados serão mantidos. Por esta razão, algumas empresas ainda são reticentes quanto à migração de seus dados para a nuvem.

Segundo o Gartner, 8% das companhias que não planejam utilizar cloud citam a segurança e a privacidade como os principais motivos de risco. Em relatório divulgado em agosto de 2018, a consultoria apontou que 110 executivos de alto escalão em grandes organizações identificaram a computação em nuvem e a conformidade ao GDPR como as principais preocupações de seus negócios.

As dúvidas sobre segurança e conformidade podem ser inibidores da mudança para a nuvem, especialmente no que diz respeito ao armazenamento, devido a regimes de retenção e leis de proteção de dados que se espalham pelo Mundo. Mas o que as organizações podem fazer para obter sucesso a conformidade com a nuvem?

Conhecer bem os serviços e analisar contratos com o provedor

A primeira coisa é estar totalmente ciente do tipo de serviços em nuvem que usa. Só assim será possível analisar estrategicamente os dados que vão migrar do data Center para a nuvem. É importante ressaltar que há a opção de manter alguns dados sensíveis em sua rede interna, bem como utilizar uma nuvem privada, hospedada nas instalações.

Também é importante observar os contratos com seu provedor de nuvem. A companhia deve identificar claramente com o provedor que tipo de dados deve residir em seus serviços na nuvem, como eles serão protegidos, como eles serão incluídos no backup e como você pode se reservar o direito de fazer a auditoria. Conheça muito bem a estrutura de segurança e conformidade que eles criam em torno de seus dados.

Permaneça no controle de seus dados

É muito importante lembrar que os dados são de sua responsabilidade. Terceirizar o armazenamento não significa se livrar de tal responsabilidade, portanto você deve permanecer no controle dos mesmos. Opte por um provedor que:

· Ofereça uma infraestrutura segura com proteção, gerenciamento de configuração e gerenciamento de vulnerabilidades;
· Proteja a rede com produtos que definam e reforcem seu perímetro;
· Auxilie na proteção dos endpoints a fim de evitar violação com proteção e gerenciamento de dispositivos;
· Tenha controles para evitar perda, vazamento, exportação e governança de dados;
· Garanta a proteção das identidades dos usuários com gerenciamento do ciclo de vida, da autenticação e segurança dos mesmos;

É totalmente possível migrar seus dados para a nuvem e estar em conformidade com as leis de proteção, desde que essa migração não seja feita 'ao Deus dará'. Não podemos pensar que o provedor de serviços na nuvem se torna o responsável único por tudo. Por mais confiável que seja, é sempre recomendável monitorar de perto seguindo estas dicas. Desta forma, sua empresa garante economia e segurança para si própria e para seus clientes.

*Newton Ide é diretor de operações da Leega.

Comentário (0) Hits: 561

newsletter buton