O coronavírus acelerou as atividades digitais

corona_golpes_anatel.jpgPor Victor Carreiro
03/07/2020 - Ninguém sabe como será nosso futuro pós-pandemia, que está atingindo mundialmente a sociedade. Mas é certo que jamais voltaremos a viver como antes. Por sorte da humanidade, passaremos a ser mais conscientes, empáticos e principalmente, tecnológicos. Todas as outras guerras ou pandemias trouxeram grandes mudanças socioeconômicas, tal como a gripe espanhola, que ocorreu no final da primeira guerra mundial, por exemplo, e nos trouxe a consciência de uma gestão de riscos globais. Seria muito egoísmo da nossa parte querer que tudo voltasse ao "normal", pois não existirá novamente o "normal".

Antes de dissertar sobre algumas das mudanças previstas, é importante ressaltar que estamos atualmente na era da Revolução Digital, a qual caracteriza-se por atividades não lineares, já que geralmente não há regras ou metodologias para a execução de um trabalho, ficando embasada na criatividade. E essa passará a ser a característica mais procurada em profissionais. Entretanto, infelizmente algumas empresas ainda se situam com mentalidades da era industrial, possuindo extensas hierarquias, o que dificulta a tomada de decisão e, principalmente, a inovação e a mentalidade linear.

A pandemia do Covid-19 nos trouxe de forma mais materializada o quanto nosso ambiente socioeconômico é cada vez mais volátil, incerto, complexo e ambíguo. A prova disso é o quanto as empresas avançaram suas transformações digitais antes planejadas há mais de 20 anos e avançaram em 10 anos suas ações em basicamente uma semana. O home office, apesar de clichê, comprova essa tese. Em pouquíssimo tempo, algo próximo de 43% das empresas adotaram as devidas práticas, de acordo com a consultoria Betania Tanure Associados (BTA), e o mais curioso disso tudo é que, de forma geral, a produtividade e a concentração dos profissionais aumentaram mais de 20%.

Obviamente que para as organizações, a pandemia evidenciou ainda mais a necessidade da automatização. Recentemente, o CEO do Deutsche Bank previu que metade dos seus 97 mil funcionários poderiam ser substituídos por robôs e, de fato, essa afirmação vai de encontro ao mercado como um todo, pois em muitos casos o ser humano age como um robô e, diferentemente do que muitas pessoas afirmam, a realidade é que quanto mais tecnologia tivermos, mais humanos seremos.

Uma prova disso é o fortalecimento da telemedicina durante a pandemia, ou seja, a junção da tecnologia com a necessidade humana. Com essa solução tecnológica, estamos sendo muito mais humanos do que éramos. Obviamente que teremos mais mudanças significativas causadas pela ascensão da pandemia, como crescimento massivo de sistemas de delivery, tal como a Rappi, que registrou pico de crescimento de 300%; assim como o ensino à distância de forma mais concreta e horizontal, que já vem crescendo mais de 5% ao ano e houve disseminação durante a pandemia; ou até mesmo o aumento de vendas em varejo online, que durante a pandemia representou aumento de 330% somente para alimentos e, obviamente, um consumo menos excessivo ou desnecessário devido a economia compartilhada.

Portanto, temos que nos adaptar às mudanças e, de fato, não espere que o normal seja restabelecido. Na realidade, viveremos com maior frequência eras cada vez mais transacionais e é preciso que você se adeque a essas mudanças econômicas e sociais trazidas pela tecnologia.

*Victor Carreiro é consultor de Negócios Digital e Transformação na ICTS Protiviti

Comentário (0) Hits: 1460

Lei de Informática e a Política Industrial no país

lap_top_01.jpg*Por Marcelo Chiavassa
30/06/2020 - Basta estudar o processo de desenvolvimento econômico dos países que hoje são considerados desenvolvidos para perceber algo que não é uma simples coincidência: em todos, sem exceção, houve - e ainda há - uma forte e constante atuação do Estado em nortear a política de inovação e de desenvolvimento industrial. No Brasil, embora com muito atraso em comparação ao resto do mundo e sem a constância necessária, isso também ocorre.

Dentre os principais programas estatais de fomento à inovação e à industrialização do país estão, por ordem cronológica, a Lei de Informática (1991), a Lei da Inovação (2004), com as modificações posteriores, a Lei do Bem (2005), o Rota 2030 (2018) e agora a Política Industrial para o setor de Tecnologia da Informação e Comunicação e de semicondutores (Lei 13.969/2019).

Após a condenação sofrida na OMC em 2017 (subsídios às indústrias nacionais, em detrimento das multinacionais), o país precisou revisar boa parte de seus programas de fomento à inovação, inclusive a Lei de Informática. Neste contexto, mas não apenas por causa disso, foi sancionada, no final de 2019, a Lei 13.969/2019, que altera algumas regras da Lei de Informática e ainda institui a Política Industrial para o setor de Tecnologia da Informação, Comunicação e Semicondutores.

A partir de abril/2020 (vigência da Lei), o benefício concedido pela Lei da Informática recai sobre o chamado "crédito financeiro", cuja fórmula não é muito simples. A Lei estabelece que as empresas que desejam fazer jus a esse benefício (crédito financeiro) devem investir ao menos 4% do faturamento bruto anual em Pesquisa e Desenvolvimento na área de informação e comunicação (produtos listados no art. 16-A da Lei de Informática).

A porcentagem investida em P&D (por exemplo 4%) será multiplicada pelos fatores previstos no art. 4º da Lei 13.969/2019, que varia de acordo com a região onde a empresa estiver sediada (os benefícios são maiores nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste) e se a tecnologia desenvolvida é brasileira ou estrangeira (a brasileira possui mais benefícios). O resultado será a totalidade do "crédito financeiro" que, então, poderá ser utilizado para abatimento de CSLL, IRPJ ou, ainda, para recebimento em espécie.

Antes da pandemia, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação tinha a expectativa de que essas alterações permitiriam um crescimento de 10% no setor, em comparação com ano de 2019.

*Marcelo Chiavassa é professor de Direito Digital e Direito da Inovação da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas.

Comentário (0) Hits: 1388

Desafios do home office no contact center

call_center2.jpg*Por Marcio Rodrigues,
29/06/2020 - Já estamos há alguns meses vivendo uma vida muito diferente de tudo que imaginamos. Por conta da pandemia do Covid-19, tivemos de passar a trabalhar em casa. E pensando no universo do atendimento ao cliente, foi preciso fazer a migração de centenas de milhares de agentes de contact center.

Passamos por uma primeira onda, em que tivemos a migração em si -pessoas, máquinas, equipamentos, acesso à internet, ferramentas tecnológicas. Passados o primeiro e o segundo mês, começamos a lidar com outros desafios. Estamos no momento da segunda onda, em fase de acomodação, e já estamos produzindo.

Algumas empresas estavam preparadas para isso, outras não, tanto em termos de cultura quanto de infraestrutura. E qual é o próximo passo? Sugiro que as companhias façam uma análise crítica, definam suas prioridades e vejam quais processos precisam ser automatizados. Cada uma delas teve, ou ainda está tendo, suas dificuldades.

Nós, como consumidores, estamos agora exigindo respostas rápidas, precisas, e isso acelerou ainda mais os negócios. Para sermos atendidos em nossos questionamentos, as empresas precisam estar cada vez mais automatizadas.

Pelo que pudemos perceber, 50% das empresas conseguiram fazer as migrações para home office sem problemas, pois estavam preparadas; outras 30% ainda passaram um tempo observando a movimentação do mercado antes de promover a migração, e 20% ainda estão olhando os resultados dos outros para pensar em como fazê-lo.

O novo normal, a IoT e a inteligência artificial

E o novo normal? Pesquisas indicam que pelo menos 54% dos que fizeram a transição para home office pretendem optar por sua continuidade. Já estamos vendo no mercado brasileiro grandes empresas anunciando o modelo home office até dezembro, ou sem previsão de encerramento. Essa já é a consolidação da cultura do trabalho remoto como uma modalidade inserida no cenário. O novo normal já é o normal.

A aplicação da internet das coisas, por exemplo, veio para ficar independentemente do segmento. Acessamos as informações do celular, tablet ou PC, ou até mesmo de uma smart TV. Do controle de estoque à monitoração de acesso a determinados ambientes, tudo já está sendo feito a distância.

Não podemos esquecer, porém, que sempre precisaremos do recurso humano, que é quem faz a curadoria das informações. Então, apesar do uso da inteligência artificial como ferramenta de atendimento, teremos uma pessoa ligada a esse atendimento. A IA vem para impulsionar o conhecimento do elemento humano para que possa ser retroalimentada. Nós determinamos o tom. Este momento está sendo forte para a consolidação.

O ser humano e suas implicações

Fizemos a migração de centenas de milhares de agentes de call center no Brasil para suas residências. E estamos vendo as empresas enfrentarem diversos desafios: treinamento, gestão, liderança. Quando se embarca tecnologia, o colaborador precisa estar preparado. Neste momento, entra o treinamento, que teve de ser totalmente remodelado para a função home office.

A transição para trabalho remoto não é estática, mas dinâmica. E as companhias estão tendo de treinar os agentes, identificar aqueles que têm alta performance, por exemplo, e os que precisam de reciclagem. E em casa é diferente, porque você não tem um gestor do lado, nem colegas que possam dar dicas. É um novo movimento. Como se consegue engajamento dessa equipe, se todos ficam o dia inteiro na frente de um computador e ainda precisam passar por treinamentos? É um desafio enorme!

A produtividade, por exemplo, ainda é um indicador para o qual não temos dados. E não vamos confundir produtividade com volume de trabalho. Olhando para o agente, há uma série de questões: o acesso à internet, a máquina que está usando e, principalmente, o ambiente em que se encontra. Essas informações estão sendo avaliadas pelo mercado. Em breve, deveremos ter mais dados.

Precisamos perceber ainda que a operação de um call center não é só o operador - existem vários níveis de colaborador até chegar ao agente. Como o gestor, por exemplo, está trabalhando? Cada gestor está criando seu método. É um momento de transformação.

Até que esse cenário se acomode, cada empresa vai entender seu modelo de operação. O principal agora é a continuidade do negócio. Olhe para as tecnologias existentes, transforme seu negócio, e você estará pronto para qualquer crise.

*Marcio Rodrigues é presidente da Avaya Brasil

Comentário (0) Hits: 1624

Tecnologia no combate à desigualdade

claudio_elsa.jpg*Por Claudio Elsas
29/06/2020 - A pandemia do novo Coronavírus tem se mostrado implacável em todos os setores da economia, afetando países em todo o mundo. No Brasil, ela acentuou o contraste das desigualdades: famílias de classes mais baixas lutam todos os dias pela sobrevivência, encarando falta de empregos e salários cortados, no que se soma em quase 13 milhões de desempregados. Além disso, enquanto aconselhamos as pessoas a lavarem as mãos e a não saírem às ruas, 30 milhões de brasileiros nem sequer têm acesso regular à água tratada e metade da população não tem saneamento básico em casa.

Para amenizar as consequências dessa crise generalizada, o Congresso aprovou recentemente o Auxílio Emergencial de R$ 600, anunciado pelo Governo Federal como principal programa de suporte econômico para a população durante a pandemia. O sistema tem como base uma plataforma tecnológica, ligada a outras ferramentas de governo digital, que recolhe e avalia os dados dos brasileiros cadastrados por meio de aplicativos e websites, filtrando os que estão dentro dos critérios necessários para receber o auxílio.

A tecnologia de fato é um facilitador desse processo, podendo analisar milhões de dados ao mesmo tempo. No entanto, por inúmeros fatores, essa operação apresentou falhas técnicas e burocráticas, sem conseguir atender com eficiência a alta demanda de cadastros. Sendo assim, a medida aponta para dois pontos deficitários no governo brasileiro: a falta de infraestrutura de tecnologia e de unidade entre os documentos de identificação do cidadão.

Uma pesquisa do IBGE mostra que uma em cada quatro pessoas no Brasil não tem acesso à internet e, entre 193 países, somos o 44º do mundo em oferta de governo digital. Com esse panorama, é imprescindível aprendermos com ações positivas e eficazes que têm sido adotadas por outras nações para mudarmos esse cenário desastroso. A Índia, por exemplo, soube agir muito rapidamente na crise e estabeleceu medidas para ganhar tempo e se preparar com recursos, testes e leitos hospitalares.

O segredo dessa agilidade é o fato de que todos os cidadãos no país possuem uma identificação digital única que, além de reduzir a burocracia e aumentar a praticidade, ainda fortalece a segurança de dados e a autonomia do indivíduo sobre suas informações. Trata-se do maior programa de identificação do mundo, chamado Aadhaar, e foi implementado em um cenário muito parecido com a realidade brasileira.

O sistema é a base do maior programa de transferência de renda em operação atualmente. Por meio dele, o governo indiano lançou muitas iniciativas para ajudar os cidadãos durante a pandemia, transferindo dinheiro diretamente em suas contas. Isso foi possível agora graças à infraestrutura visionária, criada nos últimos dez anos, usando integralmente linguagens e códigos abertos e reunindo lideranças do sistema público e da iniciativa privada.

A inscrição dos indivíduos no sistema era simples e rápida, podia ser feita em 15 minutos, informando nome, endereço, data de nascimento, sexo e biometria (fotografia, impressões digitais e íris). Essa última foi fator determinante para impedir duplicatas e demandou uma tecnologia de ponta para cumprir com o desafio de armazenar informações de 1 bilhão de pessoas.

Na época, a implementação e cadastro de toda a população durou anos, mas com a tecnologia disponível hoje, qualquer país que deseje aplicar esse exemplo não enfrentará problemas. No total, foram cadastrados digitalmente mais de 1,2 bilhão de cidadãos em menos de uma década - relativamente essa implementação poderia ser feita em dois anos com a população do Brasil.

Por aqui, sofremos com a multiplicação de registros: temos inúmeros documentos de identificação, como RG e CNH, carteira de trabalho, título de eleitor, entre outros, emitidos por órgãos distintos. É possível, por exemplo, ter um RG por Estado, o que leva a possíveis fraudes e distorções. E o mesmo acontece na esfera digital - ainda falta um sistema que reúna as informações necessárias para a oferta dos serviços públicos em escala nacional.

Na Índia, por exemplo, o sistema permitiu o repasse dos recursos para mais de 100 milhões de famílias necessitadas em poucos dias, sem filas ou confusões. Aqui, o governo vem enfrentando muitas dificuldades para transferir o Auxílio Emergencial para cerca de 80 milhões de brasileiros por conta da falta de planejamento.

Importante ressaltar que, indo além da pandemia, o cadastro único também pode ser eficiente no combate à corrupção. Na Índia, com o sistema de identidade digital, houve uma enorme inclusão dos cidadãos no sistema bancário, o que possibilitou transações virtuais, controladas e registradas.

Assim, podemos dizer que o investimento em tecnologia é uma das maneiras mais efetivas para ajudar os países em desenvolvimento a superar suas dificuldades. É nesse contexto de crise que surge a oportunidade discutir, planejar e implementar soluções eficientes para agora e para o futuro. Hoje, um governo analógico e desconectado perde a capacidade de governar. A inovação é chave para transformar a desigualdade em oportunidade.

*Claudio Elsas é country manager da Infosys Brasil

Comentário (0) Hits: 959

Pagamentos em tempo real já são uma realidade

ralph_koker_visa_1.jpg*Por Ralph Koker
23/06/2020 - O mundo está caminhando muito rápido. Da mesma forma que o comércio tem mudado drasticamente, com o crescimento contínuo do comércio móvel, dos serviços on-demand e das economias gig e compartilhada, vemos também uma evolução nas expectativas de consumidores e empresas, que querem formas mais rápidas e fáceis de pagar amigos, clientes e contas e de transferir fundos.

Em meio a essas tendências globais e o ambiente atual, os sistemas de pagamento em tempo real se tornam mais relevantes do que nunca e se proliferam no mundo todo. É especialmente emocionante ver como Visa Direct – a solução de pagamentos em tempo real da Visa – está ganhando força na América Latina e o Caribe.

Visa Direct é uma forma moderna de enviar e receber fundos – uma plataforma inovadora que oferece uma solução mais rápida, segura e prática com a qual consumidores e empresas podem enviar e receber pagamentos em tempo real em diferentes aplicativos, só clicando um botão.

Disponível na região em novas soluções que têm tudo para revolucionar o cenário local de pagamentos, tivemos o prazer de anunciar a parceria com Facebook Pay para ajudar a viabilizar uma nova funcionalidade de pagamento via WhatsApp no Brasil. Agora, os usuários de WhatsApp no país vão poder usar Facebook Pay para receber fundos e enviá-los com rapidez e segurança a familiares, amigos e até pequenas empresas na popular plataforma global de mensagens. Com Visa Direct, movimentar fundos passa a ser uma atividade tão simples e rotineira quanto enviar outros tipos de dados – e tão fácil quanto enviar uma mensagem por WhatsApp

Há algumas semanas, em plena pandemia, Visa Direct possibilitou que mais de 2 milhões de família na Guatemala recebessem o auxílio do Bono Familia, fundo de emergência do governo federal, para comprarem produtos essenciais. A solução é simples – os beneficiários só precisam apresentar seu documento de identidade e um código ou token enviado pelo Ministério do Desenvolvimento via mensagem de texto para fazerem compras nos supermercados, farmácias e postos de combustível participantes. O trabalho com todo o ecossistema financeiro e de pagamentos do país, em um esforço histórico na indústria, foi fundamental para o desenvolvimento de um sistema interoperável, integrado, eficiente e seguro para o desembolso desses fundos de ajuda.

Também temos uma solução respaldada pelo Visa Direct no Peru, com a qual os consumidores podem “escanear para pagar” usando códigos QR por meio de smartphones ou carteiras digitais. Este caso de uso C2B (de consumidor a empresa) já está disponível em muitos restaurantes e varejistas e contribui para que os desafios da infraestrutura de POS sejam superados, impulsionando a aceitação de fundos digitais em vez de dinheiro em espécie. Ainda no mercado peruano, temos a solução P2P (de pessoa a pessoa) PLIN, habilitada por Visa Direct e amplamente adotada pela população local. Em apenas seis meses, a solução ganhou mais de 1 milhão de usuários, tornando-se um dos maiores programas Visa Direct P2P na região.

Na Guatemala, trabalhamos com parceiros locais e fomos os primeiros a oferecer pagamentos P2P em tempo real com V.way, uma nova e moderna solução de pagamento móvel que facilita o envio de fundos a amigos e familiares e até o pagamento de faturas de cartão de crédito. Na Costa Rica, os consumidores já podem usar o app Kash para transferir fundos entre si em tempo real, sempre que quiserem.

Estamos trabalhando ativamente com bancos clientes e parceiros na região para preparar sua infraestrutura digital para receber fundos instantaneamente; além disso, estamos aproveitando nossas parcerias estratégicas e investimentos na América Latina com habilitadores importantes, como YellowPepper, Conductor, Finix e NovoPayment, para acelerar a implementação em grande escala de Visa Direct.

E isso é só o começo, pois temos projetos com Visa Direct em andamento na República Dominicana, Venezuela, El Salvador, Costa Rica, Colômbia, Brasil e muitos outros mercados na região. Todas essas soluções representam uma mudança revolucionária que se refletirá na forma como movimentamos fundos em todo o mundo. Existe uma oportunidade de US$2,1 trilhões para Visa Direct na região América Latina e Caribe e, considerando que mais de 20 bilhões de transações são realizadas atualmente em dinheiro, cheque e outras formas de pagamento ineficientes, a perspectiva é muito promissora.

*Ralph Koker é vice-presidente de Soluções Digitais para a Visa América Latina e o Caribe

Comentário (0) Hits: 1497

Novelis amplia uso de solução da Dassault Systèmes

aluminio.jpg22/06/2020 - A Novelis, empresa que atua na produção e reciclagem de produtos de alumínio, estendeu sua utilização das aplicações DELMIA Quintiq da Dassault Systèmes, para melhorar o planejamento e a programação da produção, para outras duas fábricas de alumínio no Brasil e nos Estados Unidos. A empresa trabalha com a Dassault Systèmes desde 2003.

No Brasil, a Novelis utilizará os aplicativos DELMIA Quintiq para otimizar o agendamento em suas instalações na sua fábrica de Pindamonhangaba (SP), que é sua maior fábrica na América do Sul, e que produz chapas de alumínio para os mercados de latas de bebidas, consumidores, industrial e embalagens. Nos Estados Unidos, implantará os aplicativos DELMIA Quintiq para planejar e programar a produção de metal em sua nova fábrica em Guthrie, Kentucky, que começará a produzir alumínio para aplicações automotivas em 2020.

O setor de energia e de materiais enfrenta uma demanda crescente e maiores requisitos de sustentabilidade ambiental, e uma abordagem digital totalmente integrada pode ajudar os fabricantes de metais a mitigar esses desafios, melhorando os prazos de entrega, a performance da entrega e a eficiência administrativa, bem como reduzindo os níveis de estoque e maximizando a utilização de recursos.

Os aplicativos DELMIA Quintiq da Dassault Systèmes potencializados pela plataforma 3DEXPERIENCE são customizados para lidar com a complexidade dos processos de laminação de alumínio. Em um único ambiente digital, os fabricantes de alumínio podem modelar, planejar e otimizar suas operações de negócios de ponta a ponta e mudar seu foco de redução de custos para o fortalecimento da vantagem competitiva, criando oportunidades para o crescimento futuro da produção.

 

Comentário (0) Hits: 1490

newsletter buton