Produtividade e competitividade: o ERP pode ajudar?

denis_goncalves_next_si.jpg*Por Denis Gonçalves
11/06/2019 - Dentre as inúmeras vantagens de se instalar um sistema de gestão empresarial (ERP) nas empresas, duas muito importantes são obter produtividade e competitividade. Por um lado, quando uma organização consegue ter produtividade de sua equipe, ela gera mais qualidade para os seus produtos, cumpre prazos, se aproxima mais do cliente no atendimento, recebe uma melhor reputação no mercado, padroniza seus serviços, ganha um ambiente seguro e saudável e, ainda, consegue desenvolver as habilidades dos funcionários de modo personalizado.

Por outro lado, a competitividade é importante e gera vantagem no mercado diante dos concorrentes. Quando uma empresa possui vantagem competitiva, ela tem capacidade de inovação, produtos e serviços de qualidade, diferenciais, capacidade de produção e entrega, ações de marketing, entre outros.

Com isso, aumenta-se, cada vez mais, a relevância em ter um ERP para gerir o negócio. Com a instalação de um sistema de gestão, novos produtos podem ser introduzidos no mercado rapidamente, já que os funcionários têm um maior acesso a informações e aos processos da organização. Além disso, é possível ter um produto sem atrasos, já que o ERP controla o estoque e minimiza falhas. Assim, ao mesmo tempo, ao lançar um produto novo e ao ter um produto disponível na hora que o cliente precisa, a empresa consegue ter produtividade e competitividade no mercado.

Outra situação em que o ERP ajuda no aumento de produtividade é com a geração e análise de relatórios financeiros, atividade que toma muito tempo de gestores, diminuindo consideravelmente o rendimento da equipe. Quando se tem um ERP, esses relatórios são analisados automaticamente pelo sistema, que integra todas os setores para elaborar resultados. Ainda, uma das maiores contribuições do sistema de gestão que ajuda no alcance de uma maior produtividade é o fato de ele conseguir uma maior autonomia para os funcionários, que podem ter acesso às informações a qualquer momento e lugar.

No que diz respeito à competitividade, um ERP consegue auxiliar de diversas maneiras, como: redução de custos operacionais, criação de uma base de dados, aumento do lucro operacional, diminuição do índice de erros e melhoria nos processos de tomada de decisão.

A redução de custos operacionais, ou seja, a eliminação de fontes de desperdício, confere à empresa uma alta competitividade, já que ela consegue reduzir custos e, consequentemente, investir em novos recursos. Ao ter uma base de dados, por conseguinte, organizações conseguem conhecer melhor o cliente e, com isso, criar estratégias personalizadas para cada segmento de público-alvo, melhorando sua vantagem competitiva.

A competitividade está presente também no aumento do lucro operacional, possibilitado pela capacidade que o ERP entrega ao gestor de identificar o que é necessário para aumentar as receitas a médio e longo prazo. Ainda, com a diminuição do índice de erros, o ERP proporciona à empresa uma cadeia produtiva mais eficaz, entregando vantagem competitiva considerável para o mercado. Por fim, melhorar os processos de tomada de decisão com uma melhor estruturação de dados faz com que a organização decida de forma mais precisa sobre o futuro, estando à frente dos concorrentes.

*Denis Gonçalves é CEO e fundador da Next SI – companhia especialista em suporte a gestão empresarial e desenvolvimento de tecnologia

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Cibersegurança é estratégica para profissionais de TI

gina_van_dijk_2.jpg*Por Gina van Dijk
11/06/2019 - Diante do cenário no qual dados são um dos componentes mais estratégicos para as empresas, proteger as informações está se tornando um dos maiores desafios empresariais e uma missão contínua de todos os níveis das organizações. Basta uma rápida pesquisa na Internet, por exemplo, para ver como algumas das maiores companhias do planeta são alvos de manchetes na imprensa e de manifestações nas mídias sociais por conta de problemas de segurança.

Evitar falhas, ataques cibernéticos e vazamento de informações é uma preocupação de todos os departamentos e da alta cúpula das empresas. Mas, por mais que todos os profissionais tenham seu papel nesse trabalho de proteção, o fato é que a necessidade de proteger dados sigilosos e a crescente habilidade dos criminosos virtuais têm exigido cada vez mais especialização por parte das companhias. O que significa que diante do atual cenário, todo profissional de TI ou de negócios deve estar capacitado e preparado para conhecer e atuar com cibersegurança.

Isso acontece porque os processos de segurança, que antes costumavam ser vistos como gargalos e barreiras à inovação, agora estão começando a ser incorporados às ações de todas as áreas, desde o início de seus projetos. As propostas de Tecnologia e Inovação já não andam mais separadas das demandas de negócio e de segurança digital. Especialistas recomendam que as preocupações de risco e a conformidade com segurança devem estar mapeadas para serem mitigadas desde o início de cada projeto como uma maneira de evitar problemas ou restrições futuras, durante o desenvolvimento das soluções e também durante o uso das aplicações, quando os danos podem ser ainda maiores.

Com esse aumento de preocupação, a segurança digital está agora posicionada como um item central para os negócios. Não por acaso, estudos apontam que, hoje, mais de 40% das organizações já possuem conselhos de administração que participam ativamente das estratégias de cibersegurança. Além disso, 58% dos conselhos são informados sobre as ações de segurança pelo menos a cada novo trimestre.

Isso quer dizer que, com a segurança digital consolidando-se como uma prioridade de alto nível para os negócios, não há mais motivos para os especialistas em TI ou em gestão, por exemplo, deixarem de lado as questões que envolvem esta área. Ignorar a cibersegurança pode ser ruim para suas carreiras e, certamente, muito pior para os negócios de suas empresas.

Com os processos mais integrados, é importante que pessoas com diferentes funções e responsabilidades estejam envolvidas também em relação aos esforços de segurança. A desconexão entre os requisitos de cibersegurança e as outras áreas de TI e negócios pode gerar inconvenientes que vão muito além das simples exposições de dados. Sem alinhar os processos de TI com normas de proteção e as políticas de conformidade, o vazamento ou roubo de informações passa a ser uma ameaça real e extremamente perigosa para as companhias.

Mas por que, afinal, profissionais de outras áreas de TI e negócios deveriam considerar a migração de suas carreiras para o mercado de segurança cibernética? A resposta pode estar nas oportunidades de ascensão profissional. Hoje, há uma grande lacuna de profissionais de segurança da informação e estima-se que esse gap cresça. Segundo pesquisas recentes, poderemos ter até 1,8 milhão de vagas de trabalho não preenchidas até 2022.

Esse cenário tem feito com que muitas empresas sintam o aperto e tenham de recorrer a opções criativas para preencher os postos de segurança em suas equipes. Profissionais de TI de todas as origens precisarão aprender mais sobre este tema e compreender as ações de segurança e gestão de risco para atender a demanda de seus empregadores.

À medida que os líderes de negócios continuam aumentando o investimento em prioridades de segurança e alocando mais verbas para a mitigação de riscos, todo profissional de TI deve considerar a segurança parte de sua responsabilidade. O ponto em questão é que, apesar de os especialistas de TI (TI/TIC) serem muitas vezes os responsáveis por proteger os ativos críticos, eles, no entanto, geralmente não têm um título formal de segurança da informação – o que os fazem ganhar menos do que poderiam, no caso.

Para reverter essa situação e garantirem o máximo retorno de suas habilidades, é extremamente aconselhável que esses especialistas em tecnologia se posicionem e busquem o conhecimento necessário para atuarem com destaque e como líderes das ações de cibersegurança. Esse cenário exige que os profissionais se preparem por meio de treinamentos e certificações que lhes fornecerão as habilidades e insights essenciais para o futuro.

Os números revelam o duro impacto que o cibercrime causa sobre os lucros corporativos e porque a proteção das informações é tão importante. Estudos indicam que o custo global com ataques e crimes digitais já ultrapassa US$ 600 bilhões por ano, sendo responsável por cerca de 1% do PIB global. Nesse cenário, qualquer organização sem práticas modernas de segurança se torna um alvo frágil para possíveis violações ou incidentes. Do mesmo modo, qualquer profissional de TI ou negócios, que não veja a oportunidade que a cibersegurança representa hoje, também estará perdendo chances para o desenvolvimento real de sua carreira. Os movimentos digitais não param e as empresas precisam se movimentar para estarem à frente dos invasores, protegendo seus negócios antes de ocorrências que coloquem em risco seu futuro.

*Gina van Dijk é Diretora Regional do (ISC)² América Latina

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Tecnologia no agronegócio: riscos e oportunidades

agronegocio.jpg*Por Cristiano Kruk
10/06/2019 - De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o agronegócio é responsável por 42% das exportações brasileiras, atingindo US$ 102 bilhões em 2018. Este desempenho representou um crescimento de 6% em relação ao ano anterior e uma contribuição para o saldo positivo na balança comercial brasileira de quase US$ 90 bilhões. Estes dados, aliados ao fato do agronegócio representar 23% do PIB do Brasil, não deixam dúvida quanto à relevância do segmento para a economia nacional. De acordo com dados do United States Department of Agriculture (USDA), o Brasil ocupa as primeiras posições na produção mundial dos principais produtos agrícolas consumidos no mundo, tais como soja, açúcar e café (primeira posição), carne bovina e de frango (segunda posição), além do milho (terceira posição), entre outros.

Manter a relevância do agronegócio na economia nacional tem sido especialmente desafiador para os participantes deste segmento. Os agropecuaristas brasileiros, além de terem que enfrentar os riscos inerentes ao seu próprio negócio, tais como condições climáticas, pragas que afetam a lavoura e as doenças que ameaçam suas criações, também precisam lidar com os efeitos da instabilidade econômica e política do País, greves, além da inerente precariedade da infraestrutura logística nacional.

Desta forma, o sucesso deste setor está significativamente associado com a capacidade de adaptação às incertezas por meio de instrumentos de gerenciamento de riscos, assim como a aplicação de tecnologias de ponta no desenvolvimento das lavouras e criações. A chamada "tecnologia de precisão" há muito tempo vem sendo desenvolvida e aplicada no campo com o propósito de elevar a produtividade de maneira a compensar as deficiências estruturais do País que vão além da porteira e, portanto, não gerenciáveis pelo produtor. A Embrapa, empresa de pesquisa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que conta com 43 anos de suporte ao agronegócio, é uma referência mundial na agricultura de clima de tropical e uma das principais fomentadoras da inovação no campo.

Com o auxílio da tecnologia, os níveis de produtividade do agronegócio brasileiro tem desempenho igual, e muitas vezes superiores, aos seus principais competidores mundiais. No que se refere à soja, por exemplo, enquanto a produtividade média mundial da safra de 2017/18 foi de 2,74 ton/hectare, no Brasil, a produtividade foi de 3,47 ton/hectare. Os Estados Unidos, principal concorrente, tiveram uma produtividade de 3,31 ton/hectare, 5% inferior à do Brasil.

Neste sentido, as oportunidades de desenvolvimento de inovações tecnológicas para o campo são ilimitadas e, como parte deste processo, uma série de novas startups voltadas para desenvolver soluções de tecnologia no setor agrícola têm surgido nos últimos anos. De acordo com levantamento feito pela KPMG, em conjunto com o Distrito, das mais de 7 mil startups brasileiras, 135 estão voltadas exclusivamente para o mercado agro, e este número encontra-se em franca expansão. Estas startups têm atuado não só no desenvolvimento de ferramentas voltadas para a agricultura de precisão, assim como de soluções em robótica, drones, satélites, big data, inteligência artificial, entre outras.

Se, por um lado, a tecnologia tem trazido soluções para permitir o crescimento da relevância do agronegócio no PIB brasileiro, muitos desafios ainda precisam ser superados. Além de questões relacionadas à falta de infraestrutura ideal para permitir a conectividade, bem como uma velocidade de conexão adequada nas áreas de plantio mais remotas, as empresas do agronegócio têm passado a ser alvo constante dos chamados ataques cibernéticos nos últimos anos. De acordo com pesquisa realizada pela KPMG, em conjunto com a Oracle, com mais de 450 profissionais de segurança cibernética e TI, cerca de 80% destes profissionais estão preocupados com algum tipo de ataque cibernético. Tal preocupação se deve, principalmente, ao fato de que a maioria destes ataques está direcionado para áreas estratégicas do negócio, gerando a paralisação de operações, sequest ro e perda de dados, danos à reputação e, consequentemente, perdas financeiras significativas ocasionadas por estas situações. Em outra pesquisa da KPMG, observa-se que os riscos relacionados às novas tecnologias é o segundo assunto que mais preocupa os altos executivos das empresas, atrás apenas de riscos relacionados com a perda de clientes estratégicos.

Desta forma, é inegável que o uso de tecnologias de ponta e a inovação no agronegócio tem contribuído significativamente para o crescimento sustentável do setor, bem como sua contribuição para a economia brasileira como um todo. Entretanto, face à relevância crescente da tecnologia para os negócios, é muito importante que as empresas do setor passem também a incluir, em seus processos de gerenciamento de riscos, aspectos relacionados à prevenção dos riscos associados a eventuais ataques cibernéticos.

Se por um lado, os investimentos em segurança cibernética podem representar um custo adicional para as empresas, esta também é uma boa oportunidade para os gestores e executivos aprofundarem seus conhecimentos sobre o seu negócio, visto que estratégias de segurança de TI e resiliência dos negócios sempre devem estar alinhadas com as metas globais da organização, desde a proteção da propriedade intelectual e de dados, até a maximização de sua produtividade por meio de novas tecnologias aplicadas no campo.

*Cristiano Kruk é sócio da KPMG no Brasil.

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A arte de engajar e converter clientes em fãs

anthony_delanoix_unsplash.jpg*Por Roberto Wik
10/06/2019 - Ouvi certa vez em uma palestra proferida pelo vocalista da banda Iron Maiden, Bruce Dickinson, a seguinte frase: "Eu não gosto de cliente (pausa)". A plateia ficou chocada. Estarrecida. Mas a continuidade do discurso e a explicação que se seguiu fizeram com que todos realmente concordassem com essa afirmação. "Eu não gosto de cliente, eu gosto de fã." Clientes vão embora quando ficam chateados, procuram o concorrente, deixam de se relacionar. Já com os fãs, a atitude é diferente. Alguém já viu fã de um time de futebol mudar de clube depois que ele perde um campeonato ou cai para a segunda divisão? Fã é incondicional, sente um entusiasmo desmedido por aquilo que idolatra. Luta, torce, vibra e atua sempre com aquilo que lhe faz bem e com propósito. E há mais: dentre as definições de fã, destacam-se ainda os sentimentos com os quais defende suas preferências: paixão, ga rra e tenacidade.

Essa introdução nos faz refletir sobre o que realmente buscamos quando tentamos atrair um novo cliente, torná-lo engajado e fiel. Estamos apenas olhando o lado cliente ou estamos dando atenção à figura do fã? Quando nos deparamos com métricas nas compras on-line de clientes, por exemplo, no varejo, de 1% de conversão, 43% de taxa de abandono do carrinho de compras e 31% de retorno do consumidor, quais poderiam ser esses valores se tivéssemos fãs em vez de clientes?

As empresas, sejam elas de manufatura, varejo ou bens de consumo têm buscado incessantemente conhecer mais e melhor seus clientes para atendê-los de maneira personalizada. E isso tem uma razão, ou melhor duas: 90% dos brasileiros acreditam que experiências de compra personalizadas os encorajariam a fazer mais compras, e 69% dos consumidores no Brasil estão dispostos a fornecer informações pessoais durante sua jornada de compra, desde que entendam o propósito desse compartilhamento e vejam valor para si – e isso é quase o dobro do valor experimentado nos EUA (que chega a 37%).

Ser capaz de responder o que, quando e como os compradores gostariam de fazer compras requer que as empresas passem a entender seus clientes mais pessoalmente. A maioria já coleta uma série de informações que oferecem suporte à personalização, mas apesar de ter esses dados em mãos, apenas 38% dos compradores acreditam que as empresas estão aprendendo sobre seus comportamentos e preferências pessoais, bem como raramente os usam para criar experiências personalizadas.

É muito frustrante, por exemplo, quando você realiza compras em um determinado supermercado por quase dez anos (isso seria um estágio de fã?), com compras semanais, identificando-se toda vez que lá está, e, depois, se por algum motivo reduz de forma substancial a frequência naquele estabelecimento – no caso de uma mudança de residência, por exemplo, e o varejista nem sequer o aborda para entender o que aconteceu. O que foi feito com aquela base de dados de consumo do consumidor durante os dez anos que lá esteve? Continuar somente o envio de ofertas pelo aplicativo não será suficiente para fazê-lo retornar e voltar a ser fã, ou pelo menos cliente.

E o resultado disso é uma perda de oportunidade, uma vez que 54% dos consumidores são mais propensos a estabelecer lealdade (movendo-se de cliente a fã) com a empresa que eles entendam que os conhece.

A personalização desempenha um papel importante no engajamento dos clientes quando isso é feito corretamente. E a chave para a personalização é a simplicidade ao fornecer conteúdo relevante no lugar e no horário certos. O conteúdo da comunicação é o que mais importa e é onde as empresas mais têm falhado, com ofertas que não são específicas para os produtos que os compradores desejam.

E agora? Temos um problema?

Pelo contrário, está aí uma oportunidade de ouro: 63% dos compradores estariam dispostos a responder a um pequeno questionário sobre si mesmos, se isso significasse que só seriam enviadas ofertas relevantes depois. Refraseando e reforçando: os consumidores estão dispostos a compartilhar suas informações para obter ofertas que lhes proporcionem valor e economia.

Experiências bem-sucedidas geram lealdade – como ter um fã. Uma experiência de compra personalizada simples e eficaz precisa ser assertiva, relevante e oportuna.

A busca pelo fã

- Diferentemente do futebol, em que a lealdade em geral vitalícia é fruto do berço (ou da influência familiar e de colegas), a lealdade com produtos e serviços talvez seja o nirvana que as empresas buscam. Para isso, as marcas devem focar na fidelização de longo prazo com atenção a quatro pontos principais:

- Consistência na qualidade do produto, na promessa da marca e no atendimento ao cliente. Consistência gera confiança e senso de confiabilidade;

- Oferecer opções aos compradores - relacionadas a variedade de produtos, a programas de personalização, fidelidade ou recompensas, para que se sintam no controle de suas decisões;

- Construir conexões emocionais para que os consumidores sintam como as empresas se importam e os consideram como clientes valiosos. A emoção tem um impacto significativo na lealdade;

Distribuir recompensas ou descontos juntamente com benefícios do programa de fidelidade, informações ou insights exclusivos, podem inspirar a retenção e ajudar a garantir uma conexão emocional ou validar a fidelidade de um cliente à marca.

Em suma, não presuma que todos os clientes estão interessados em todos os produtos e serviços que você oferece. Faça um balanço dos que estão sendo utilizados ou subutilizados ao entrar em contato formalmente com os clientes para entender realmente quais experiências são valorizadas e como elas podem resultar em satisfação ideal.

A partir dessas discussões com os clientes, ajuste sua estratégia de experiência do consumidor, traduzindo os insights em oportunidades de diferenciação, engajamento aprimorado, lealdade e vantagem competitiva. Quando os clientes se sentem surpreendidos por prazeres inesperados, eles se tornam mais propensos a aumentar seus gastos com a empresa.

Torne-se obcecado em entregar o que os clientes querem, não o que você acha que eles querem. Em vez de buscar clientes, atraia fãs.

*Roberto Wik é diretor de indústria e varejo da Cognizant no Brasil

Crédito: Anthony DELANOIX / Unsplash

 

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Transformação digital na gestão da saúde

trends_3.jpg*Bill García
05/06/2019 - A transformação digital está impactando fortemente o setor de saúde em toda a América Latina. Segundo dados da IDC, o investimento em tecnologias na região deve atingir US$ 1.931 milhões em 2022. Por outro lado, tanto os sistemas públicos quanto os privados enfrentam desafios complexos, como as mudanças demográficas e o aumento da obesidade na população.

Atualmente, muitas empresas dependem de processos ultrapassados e manuais, dados de difícil acesso, falta de colaboração de integrantes da equipe e, consequentemente, sofrem com o aumento de custos, já que são necessárias inúmeras horas extras para resolução de problemas.

O resultado? Pacientes insatisfeitos por enfrentarem longos períodos de espera, muita burocracia, falta de informação e exames que não ficam prontos na data estipulada, além de uma grade de funcionários insatisfeitos com as ferramentas de trabalho, fator que, na maioria dos casos, dificulta (e até mesmo impossibilita) um atendimento de excelência para o paciente.

Diante desse cenário, separei três dicas que irão otimizar o tempo de deslocamento do paciente pelos hospitais, além de auxiliarem na eficiência do trabalho dos médicos, desde o registro inicial até a alta.

1. Trabalhar de forma mais inteligente e colaborativa

A informação ao paciente deve ser rápida e assertiva. Para isso, garanta que os fornecedores estejam conectados e se comuniquem facilmente. Assim, os pacientes recebem um melhor atendimento, de forma mais eficiente e descomplicada.

Por outro lado, com uma comunicação efetiva, os sistemas de assistência médica se concentram no gerenciamento de custos e os serviços compartilhados ajudam a obter menores custos, ao mesmo tempo em que dão suporte aos médicos no atendimento ao paciente.

2. Digitalizar com uma infraestrutura otimizada.

Os sistemas de saúde precisam de uma infraestrutura e serviços escaláveis, que possam lidar com maior largura de banda, armazenamento e outros recursos de desempenho. A computação em nuvem é um ótimo recurso, já que possibilita acesso remoto, em tempo real, e se adapta facilmente às necessidades do usuário, sem limite de logins por vez. Dessa forma, o gerenciamento de informações se torna assertivo, rápido e fluído, além de trazer uma maior segurança para os dados críticos.

3. Garantir integração e consolidação eficientes.

Embora os sistemas de saúde continuem a usar fusões e aquisições como uma forma de operar com mais eficiência e rentabilidade, ainda enfrentam os desafios da integração, desde a padronização até a gestão da marca.

Com a digitalização, essa padronização de processos e fluxos de trabalho será ágil, pois haverá a eliminação de redundância de dados e acúmulo de informações imprecisas, bem como a criação de uma experiência de usuário unificada e humanizada.

Não há dúvidas de que estas tecnologias facilitam a rotina dos hospitais e companhias, principalmente na captação e no gerenciamento das incontáveis informações recebidas e capturadas por dia, reduzindo o risco e possibilitando melhorias contínuas no atendimento e na experiência do paciente!

*Bill García é diretor da Vertical de Saúde da Ricoh América Latina.

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O blockchain na reinvenção do varejo

blockchain.jpg*Por Gustavo Pipa
10/06/2019 - Não é de hoje que o varejo olha com atenção para a capacidade que o blockchain terá de transformar o mercado. Mas onde será que essa rede de transações entre dois ou mais parceiros poderá realmente ajudar? Grande parte da indústria tem trabalhado para compreender como melhor aproveitar essa nova tecnologia.

Há dois grandes pontos que são parte crítica do ecossistema do varejo que, a partir do blockchain, poderão ter suas características alteradas – e melhoradas.

Rastreabilidade da cadeia de suprimentos: temos consumidores cada vez mais preocupados com a origem dos produtos que consomem, e em contraponto uma alta nos índices de falsificação de produtos de diversos mercados. Com o blockchain, é possível rastrear todo o caminho percorrido por um produto em sua cadeia de produção, garantindo segurança e autenticidade. Aqui, além da redução de custos, há um ganho expressivo de valor e fidelização, como no caso, por exemplo, de alimentos orgânicos.

Segurança de transações diretas: o uso da tecnologia aumentará a eficiência das transações diretas entre parceiros, com a eliminação da necessidade de intermediários, como, por exemplo, os bancos. Os chamados contratos inteligentes, provenientes do blockchain, são capazes de catalogar e conduzir transações por meio de uma rede peer-to-peer, que substitui o papel tradicional cumprido em geral pelas instituições financeiras. Essas transações passam então a ser automatizadas e simplificadas, trazendo mais eficiência, agilidade e significativa redução de erros.

A maioria das organizações varejistas – como ocorre em outros mercados – ainda aguarda relutante os avanços e resultados da tecnologia para nela investir. Mas acredito que quanto antes os varejistas entrarem nesse jogo, identificando e projetando pilotos com implementação de blockchain, mais depressa verão um efeito positivo nas suas operações. Os varejistas que se moverem rapidamente para entender como a tecnologia pode beneficiar sua organização, desenvolvendo as habilidades necessárias, terão uma vantagem sobre seus concorrentes, reestruturando o cenário de varejo hipercompetitivo.

É importante salientar que, nesse processo de transformação, cabe evitarmos os projetos padrão de TI – demorados para implementar e lentos para atender às expectativas. Em vez disso, uma abordagem mais ágil é necessária para manter o ritmo com que o blockchain funciona, podendo ser resumido com começar pequeno, testar e eventualmente falhar logo, identificar o que funcionou, readequar e validar os processos ajustados rapidamente.

Será necessário, claro, reescrever as regras do mercado. Os desafios de encontrar dois ou mais parceiros/fornecedores interessados e prontos para implantar o blockchain, a necessidade de investimento em tecnologia e a urgente mudança na mentalidade dos varejistas. A aposta é que essa tecnologia será capaz de reestruturar modelos operacionais, melhorar sua eficiência e reduzir custos.

*Gustavo Pipa é Client Service Executive de varejo e bens de consumo da Cognizant

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