A transformação e a digitalização do arado

arado.jpg*Por Lucas Pinz
29/11/2019 - Eu sou natural de uma cidade do interior do Rio Grande do Sul, chamada Canguçu, cerca de 350 km distante de Porto Alegre. Canguçu é a capital nacional da agricultura familiar, maior minifúndio da América Latina e um dos maiores produtores de milho, soja e tabaco do país.

Logo que chega na cidade, o visitante se depara com o “monumento ao colono”,  uma homenagem aos agricultores e imigrantes que ali chegaram em meados do século XIX, como a minha família, vinda da Alemanha.

A cena rural representada no monumento está ali eternizada. Em alguns rincões do município ainda é possível encontrar essa cena, embora a mecanização tenha chegado com a expansão das culturas da soja, milho e tabaco. O arado da imagem nos remete à primeira evolução da agricultura, cerca de 4.500 a.C, quando o homem cansou de vagar em busca de terras boas para o cultivo.

Muitos anos depois, durante meados do século XVIII, novas técnicas de plantio foram implementadas na Inglaterra e, assim, as atividades da pecuária e agricultura se integraram, acabando com a escassez de alimentos na Europa. De lá até meados do século seguinte, com a introdução das novas técnicas e tecnologias, a produção agrícola na Inglaterra cresceu de forma exponencial, liberando mão de obra para as fábricas que começavam a ser instaladas, dando origem à Primeira Revolução Industrial.

O historiador americano e professor da Universidade de Stanford, Ian Morris, no seu livro “Why the West Rules-For Now”, define um índice de desenvolvimento humano ao longo da história composto por quatro características: captação de energia per capita, organização, tecnologia da informação e capacidade de fazer guerra. Colocando em perspectiva grandes acontecimentos históricos, podemos inferir que nenhum deles teve tamanho impacto sob o desenvolvimento econômico e humano quanto os acontecimentos do século XVII e XVIII.

O grande legado científico e tecnológico desse período foi, sem dúvida, a energia a vapor. Quando uma máquina, pela primeira vez, conseguiu substituir a força humana ou animal na produção de bens. A Revolução Industrial transformou completamente a vida na Inglaterra. Os avanços científicos permitiram a fabricação de bens com alta velocidade e a capacidade de transportá-los para qualquer lugar. Além disso, surgiram as grandes cidades, e a Inglaterra se transformou na fábrica do mundo no século XIX e ocupou a supremacia do comércio mundial.

A história nos prova que a inovação tecnológica contribui para a prosperidade das sociedades humanas, mas também implica na substituição do antigo pelo novo. Com a chegada da inovação, novas empresas e serviços surgem, incumbentes precisam se reinventar e a qualidade de vida aumenta, pois, para que haja crescimento econômico sustentável, são necessárias novas tecnologias e maneiras de fazer as coisas. No campo, não é diferente.

Vivemos, hoje, uma nova revolução na agropecuária e, mais uma vez, como aconteceu no final dos seculo XIX, há sinergia entre as revoluções na indústria e no campo. Ao mesmo tempo em que surge a Revolução Industrial 4.0, surge a Agricultura 4.0, tendo exatamente os mesmos princípios: alicerce em tecnologia, em especial, na Internet das Coisas (IoT) e na Inteligência Artificial (AI).

Porém, paralelamente ao que o motor a vapor fez com a força humana, a tecnologia computacional irá transformar o trabalho essencialmente feito com a mente humana. Haverá impactos sobre a geração e tipos de emprego. E esse é o nosso desafio hoje: qualificar a força de trabalho para esse futuro.

*Lucas Pinz é diretor de tecnologia responsável por Transformação Digital e IoT da Logicalis

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ILUMNO irá oferecer cursos do MIT no Brasil

mit_2.jpg28/11/2017 - Acordo inédito irá trazer pela primeira vez cursos do MIT em universidades brasileiras, com conteúdo completo e em português

A Ilumno, empresa que atua na transformação de instituições de ensino superior, fechou acordo com o Massachusetts Institute of Technology (MIT) para possibilitar aos estudantes brasileiros fazerem cursos com conteúdo completo e certificação da prestigiada universidade, pela primeira vez no país, e em português.

O MIT e seu Laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial (CSAIL, em inglês) - desenvolveram programas educacionais exclusivos, totalmente on-line, que podem ser cursados em português nas instituições que fazem parte da Ilumno no Brasil - Universidade Veiga de Almeida (UVA), no Rio de Janeiro; Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge), em Salvador; e Centro Universitário Filadélfia (UniFil), em Londrina.

A migração do ensino do ambiente real para o digital já é uma realidade. Na graduação, o ensino a distância (EAD) é a modalidade que mais cresce no Brasil, em virtude da flexibilidade de horários, economia de tempo e menor custo, dentre outras razões. A Ilumno investe fortemente no suporte à virtualização e à internacionalização das instituições que fazem parte da sua rede. “Em um mundo cada vez mais globalizado, faz todo sentido poder se especializar com chancela internacional, sem sair do país. O Brasil já é o segundo maior mercado dos cursos à distância de Harvard, por exemplo, atrás apenas dos Estados Unidos”, explica Davino Pontual, vice-presidente de Mercado da Ilumno no Brasil.

A escolha dos primeiros cursos se deve à tendência de carreiras. O mercado de Tecnologia da Informação é um dos segmentos que ainda tem projeção de crescimento e requer trabalhadores com qualificação específica não só em TI, mas também em áreas como Engenharia, Arquitetura, Estatística, Marketing, Administração e Economia, para citar algumas.  De acordo com o estudo The Network Skills in Latin America, faltarão 449 mil profissionais para preencher vagas abertas na região até o fim da década.

Inicialmente, serão oferecidos dois cursos: Internet das Coisas (IoT) e Big Data. As aulas serão em plataforma 100% virtual, utilizando tecnologia de ponta fornecida pela ILUMNO e suporte de tutores. O início dos cursos está previsto para o primeiro trimestre de 2018, e  a pré-inscrição já pode ser feita em https://www.uva.br/mit/public/

O programa de Big Data traz enfoques voltados à recompilação, limpeza e integração de dados, apresenta soluções de sistemas, armazenamento, e cobre algoritmos de última geração para conjuntos de dados de grande dimensão para processamento de transmissão. O objetivo é reconhecer a importância de informações não estruturadas e desenvolver capacidades analíticas que tragam inteligência e insight na avaliação de problemas e situações de escalabilidade. O curso tem duração de seis semanas, é voltado para profissionais com formação em informática, sistemas, ou experiência equivalente em TI, e apresenta aplicabilidades para setores como medicina, finanças e transporte, entre outros.

O curso Internet das Coisas (IoT) oferece perspectivas comerciais novas e apresenta desafios, desde opções de arquitetura de tecnologia até questões de segurança. Os professores do MIT apresentam pesquisas inovadoras e propõem a análise do impacto gerado em setores que vão desde sistemas industriais até a automatização de residências. O programa também tem duração de seis semanas e é adequado para profissionais com experiência em engenharia elétrica, ciências da computação e áreas afins, com aplicabilidades para diversos setores, incluindo saúde, agricultura, logística, manufatura e cadeias de suprimento, entre outros.

Ilumno e MIT têm a meta de continuar a ampliar o portfólio do acordo e oferecer cursos adicionais altamente relevantes para o mercado. O objetivo é trabalhar em conjunto para oferecer mais ferramentas e conhecimento a um maior número de estudantes, globalmente. Ainda em 2018, o plano é lançar cursos sobre Inteligência Artificial (AI) e Aplicativos de Negócios (Business Applications).

Sobre a Ilumno

A ILUMNO é uma empresa que está na linha de frente do setor de educação superior. Trabalha com instituições acadêmicas que buscam expansão e modernização de maneira sustentável.  Sua tecnologia própria, chamada Cubo ILUMNO, integra melhores práticas, processos e tecnologias de ponta em uma plataforma pronta para uso, totalmente integrada e sempre em evolução que promove crescimento, qualidade acadêmica, otimização de recursos e a internacionalização de instituições de ensino superior que fazem parte da rede ILUMNO.

Com sede em Miami, Flórida, a ILUMNO está presente em oito países da América Latina (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Panamá e Paraguai), impactando mais de 260 mil alunos e 15 mil membros do corpo docente e funcionários, em 70 campi universitários e mais de 600 Centros de Serviço ao Estudante.

Para mais informações sobre a ILUMNO, acesse www.ilumno.com

 

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Arrow realiza Road Show Megatrends em São Paulo

24/11/2017 - Depois de passar por 5 capitais do Brasil, o Road Show Arrow Megatrends chega a São Paulo para o encerramento de uma maratona de eventos realizados pela Arrow ECS, distribuidora que comercializa soluções corporativas de TI. Baseado nas megatendências em tecnologia, o evento reunirá grandes executivos e profissionais da área de TI no dia 05 de Dezembro, no Hotel Grand Hyatt, em São Paulo.

A série de Road Shows da Arrow pelo Brasil reúne os principais players do mercado para o debate dos novos cenários criados a partir da evolução das tecnologias que impactam e transformam diretamente a vida das pessoas, do trabalho às atividades cotidianas. Esta é a proposta do evento, trocar experiências com especialistas em tecnologia para impulsionar essa nova realidade no Brasil.

A edição do Road Show em São Paulo ganha um destaque especial com a presença do jornalista e comentarista econômico Carlos Alberto Sardenberg, que participa do evento com a palestra “A economia é maior que a crise”, para abordar as perspectivas e oportunidades para os negócios no Brasil.

Sardenberg também contribuirá com sua expertise durante uma plenária interativa sobre o mercado e o cenário econômico no País. O jornalista mediará um debate ao lado de executivos de grandes empresas de tecnologia: Dell EMC, Fujitsu, HPE com DCHC e Aruba, Huawei, Veeam, VMware e Trend Micro.

De acordo com Ronaldo Miranda, vice-presidente para a América Latina e gerente geral da Arrow ECS no Brasil, “a ideia do evento é obter insights estratégicos para criar oportunidades de negócios alinhadas às megatendências em tecnologia que vão capacitar as empresas na economia conectada”. Com “as influências da inovação e da conveniência mudamos a maneira como nos relacionamos e consumimos, tornando o investimento em tecnologia um caminho sem volta”.

Na programação do evento, Adílson Mulha, diretor comercial da Arrow ECS no Brasil, contribui com a apresentação do portfolio de soluções de tecnologia da Arrow e as principais tendências em tecnologia baseadas em Segurança, Cloud, Datacenter/Hiperconvergência, Big Data/Social Media e IoT.

Adilson destaca a relevância do tema megatendências para o futuro dos negócios, “para que todos estejam preparados para oferecer soluções e serviços do portfolio Arrow alinhados às estratégias das empresas para atender as demandas do mercado”.

Atualmente a Arrow é o parceiro ideal para apoiar as empresas com tecnologias disruptivas e soluções completas dos maiores fabricantes do País, tendo como missão “agregar valor aos negócios e facilitar a transição das empresas na economia conectada”, diz Ronaldo Miranda. “Trabalhamos em parceria com as revendas e os fabricantes que compõem o nosso portfolio para, juntos, anteciparmos os cenários do futuro aqui e agora”, conclui.

Serviço:

Informações Road Show Arrow Megatrends 2017 - São Paulo
Data: 05 de Dezembro de 2017
Horário: 8h30 às 14h30
Local: Hotel Grand Hyatt
Avenida das Nações Unidas, 13.301 – São Paulo/SP
Evento gratuito, confira a programação: http://www.arrowmegatrends.com.br/


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Data centers sob ataque: a busca pela segurança

datacenter_mitos.jpg*Por Jack Pouchet
17/11/2017 - Dificilmente uma semana passa sem que surja uma nova ameaça, um novo ataque ou a violação de uma grande corporação. São ataques que afetam milhares de pessoas e empresas que com ela se relacionam e que nela confiam. O ataque do ransomware WannaCry, por exemplo, ainda está fresco em nossas memórias e os danos que causou ainda estão sendo mensurados. A cibersegurança é muito mais que zeros e uns – todos nós somos parte do "sistema de defesa de cibersegurança", e não apenas os consultores de segurança da informação e os departamentos de TI.

Ataques aleatórios ou direcionados a uma organização específica produzem um efeito cascata, afetando consumidores, outros setores e outras empresas. Este efeito cascata cresce na medida em que aumentamos a interdependência das empreas à TI – o crescimento dos serviços de TI, as transações sem dinheiro em espécie e o avanço do IoT significam que os ciberataques terão um impacto cada vez maior e mais abrangente.

Data center é o coração digital das empresas

A maioria das pessoas associa os ciberataques com software – ataques vindos através de malwares, e-mails, etc. Entretanto, neste mundo conectado, o data center em si é – por sua própria natureza – o principal ponto de conexão entre uma corporação e seus fornecedores, e mesmo ao mundo externo. O data center – coração digital das empresas – é, sempre, uma área de alto risco.

Indisponibilidades em um data center podem paralisar uma empresa. Os crimes cibernéticos são a segunda causa em todo o mundo - e a que mais cresce - das indisponibilidades de data centers.

Os vários nós de acesso dentro de qualquer data center – cabo, fibra, radiofrequência, etc. – precisam estar protegidos contra invasões. É comum que hackers use messes nós para acessar o data center e todos os valiosos dados que ele armazena.

Ataques DDoS

Nós de fibra, de rede e de comunicação são geralmente considerados como os alvos mais prováveis, especialmente para os massivos ataques DDoS, o tipo que derrubou mais que uma dúzia de conhecidos websites no ano passado, incluindo o Twitter, o Spotify, a Netflix e a Amazon.d

Aqui temos alguns pontos que mostram o quão danoso é um ataque DDoS para um data center (dados do Instituto Ponemon e da Vertiv):

- A frequência dos ataques DDoS aumentou 60% entre 2010 e 2015

- O custo gerado pelos ataques DDoS aumentou 31% entre 2010 e 2015, com uma média mista (com e sem inatividade) de 255 mil dólares em 2015

- Tenha certeza e que tem em mãos as soluções de segurança que protegerão seu data center. Um ataque DDoS que cause a total paralisação do data center resulta em um custo médio de 600 mil dólares, comparado com o custo médio de 37 mil dólares para os ataques que não causam inatividades.

Como proteger seu data center

Tendo em vista estes fatos, as empresas buscam ter, agora, um claro entendimento das provisões existentes para cibersegurança. Isto significa um plano abrangente endereçando cada aspecto, incluindo o controle das atualizações de firewalls, da detecção de ameaças e do gerenciamento, ferramentas, patches e softwares de anti-vírus.

Pelo lado do data center, isto significa ações específicas, como a obrigatoriedade do uso de soluções de gerenciamento de infraestrutura de data center (DCIM) para avaliar os ativos não utilizados ou subutilizados dentro de um data center. É bom lembrar que servidores ociosos são os principais alvos dos ataques por Trojan Horse; busca-se, também, a compartimentalização da TI, uma melhor resiliência da infraestrutura e muito mais.

Apesar de não haver uma estratégia ou uma linha de atuação clara e universalmente aceita para proteger o data center, existem várias medidas que podem ser tomadas para manter o coração digital da empresa seguro:

· Estabeleça um perímetro, provavelmente o próprio data center, mas possivelmente incluindo as salas ao seu redor

· Faça um inventário de todos os ativos de TI, de rede, de armazenamento e de IP; assim como de qualquer ativo conectado tanto direta quanto remotamente ao data center

· Remova os ativos não utilizados

· Identifique todos os usuários do data center – determine um acesso exclusivo e políticas de uso

· Mude as senhas pelo menos a cada 90 dias

· Crie uma política de administração obrigatória que começa com a alteração de todas as configurações padrão do Fabricante Original do Equipamento (OEM) antes de iniciar uma conexão de rede.

Outras medidas que podem ser tomadas são a participação em reuniões ou congressos de usuários de data centers locais, onde você pode falar com um especialista, ou ouvi-lo, sobre quais são as atuais ameaças e como mitigá-las. Você pode, também, contratar um especialista para apontar a verdade sobre quais são os pontos fracos de seu data center.

Padrões globais podem também estar no horizonte. A Regulamentação Geral sobre Proteção de Dados da União Européia, por exemplo, adotada em maio de 2016 e prevista para entrar em vigor em maio de 2018, deverá incluir recomendações detalhadas para a cibersegurança de data centers.

Qualquer negligência custará caro. Lembre-se: fazer agora o investimento para tornar seu data center seguro será muito menos custoso do que enfrentar as consequências de um ciberataque bem-sucedido, algo que provoca simultaneamente perdas financeiras e danos à imagem da empresa.

*Jack Pouchet é vice-presidente do desenvolvimento de mercado da Vertiv

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Big Data chega ao campo e otimiza processos

big_data_agriculture2.jpg*Por Marcos Pupo
08/11/2017 - Na era da informação, usar tecnologias como Big Data na agricultura pode ser uma grande ajuda para decisões em diversos aspectos, como definir quais os insumos mais adequados e como gerar resultados na produção. Dessa forma, os processos são otimizados e o trabalho se torna mais eficiente e competitivo.

A agricultura do futuro já chegou. Com o uso de diferentes aplicações, a qualidade dos alimentos pode melhorar com, por exemplo, informações sobre as condições climáticas, o estado do solo e as plantações, além de poupar recursos naturais durante a produção.

A tecnologia do Big Data abre uma porta de oportunidades para a análise de dados. No campo, chega ao nível de receber informações sobre quantas sementes são usadas, qual é o tipo de solo mais recomendado para o plantio, a quantidade exata de insumos para cada ambiente e muito mais. Além disso, esses dados possibilitam a avaliação abrangente com projeções mais precisas e otimiza o uso de tempo e recursos.

Ainda há mais avanços. As diferentes aplicações usam informações destinadas ao plantio, desde monitoramento das anomalias nas culturas, como doenças, pragas ou necessidade de nutrientes, até processamento de grandes volumes de dados, como histórico do clima, mapas dos solos e safras anteriores.

Graças ao processamento desses dados valiosos para o produtor, as decisões importantes são tomadas de forma simples, usando um tablet ou computador, com informações em tempo real. Seja via sensores, uso de imagens e drones ou, até com os mesmos tratores usados no campo, os dados são capturados.

Com tudo isso em mãos, pode-se saber com agilidade quais as áreas mais férteis para o plantio, que solo necessita mais irrigação ou que metro quadrado da plantação tem algum tipo de praga. É possível selecionar com mais precisão o tratamento para cada parte do campo e assim usar menos recursos para ter um rendimento maior.

Mas nem tudo é dinheiro. Com o uso do Big Data, também há economia de tempo e preservação do ambiente. Já que não será necessário ter a mesma quantidade de adubo em toda a plantação nem irrigar com a mesma intensidade cada metro quadrado, agricultura se torna mais sustentável.

Essas soluções também podem ser aplicadas na pecuária. Existem diferentes tipos de sensores e chips para monitoramento e rastreabilidade, do início até a chegada do produto às gôndolas. E ainda mais: dados disponíveis sobre o estado do animal e possíveis doenças, para gerar valor agregado e evitar problemas futuros.

A tecnologia chegou ao campo e seus usos são infinitos.

*Marcos Pupo, vice-presidente sênior de Vendas de Oracle Analytics & Big Data, Oracle América Latina

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Cuidado – querem botar as mãos nos seus bitcoins!

bitcoin.jpg*Por Gabriel Aleixo
07/11/2017 - O protocolo Bitcoin surgiu em 2009 como uma proposta mais simples e mais barata para se enviar e receber valores entre quaisquer partes conectadas a sua rede. Parte significativa da elegância e da praticidade do sistema está justamente no fato de que você não precisa pedir permissão a alguém para fazer isso. Pode parecer trivial, uma simples evolução tecnológica como tantas outras, mas se trata de algo muito mais complexo.

Por muitos séculos, se pensarmos nos bancos, ou por milênios, se pensarmos nos governos, é nítido que certas instituições e empresas estiveram sob controle disso tudo desde sempre. Se o ato de enviar 50 dólares do Brasil ao Japão é um ato de bravura por parte de quem envia e um grande exercício de paciência para quem recebe, em boa medida se deve a dois fatores: burocracia e obsolescência tecnológica. Quanto aos fatores técnicos, é possível dizer de forma categórica que, desde o lançamento e a consolidação do Bitcoin, não se trata mais de um impeditivo para inúmeros casos de uso (como remessas internacionais). Embora, claro, o Bitcoin ainda tenha muito a melhorar à medida em que atualizações são lançadas e a adoção por novos usuários segue crescendo vertiginosamente.

Quanto à burocracia que ainda paira sobre as mais variadas formas tradicionais de pagamento, por que acreditar que, sob a bênção de uma anônima e enigmática figura (Satoshi Nakamoto), uma legião de geeks, libertários, startups, curiosos e usuários comuns conseguiria mudar o jogo tão facilmente? Afinal, se a burocracia é cara há alguém ganhando dinheiro com ela. E esses antigos incumbentes não necessariamente estão felizes com a situação. Ou, para ser mais claro: eles, definitivamente, não estão nada satisfeitos em ter que abrir mão da lucratividade de seus negócios ou do poder que adquiriram intermediando transações ou até mesmo a própria emissão do dinheiro que utilizamos rotineiramente.

Movimentos de combate à natureza colaborativa e descentralizada do Bitcoin têm vindo de todos os lados. Um encontro corporativo a portas fechadas alega ter celebrado o "Acordo de Nova York", o qual selaria o interesse das partes interessadas em lançar no protocolo Bitcoin uma atualização que faria com que a rede fosse capaz de processar mais transações. No entanto, embora soe interessante à primeira vista, uma parcela importante desse "acordo" não foi consultada: os usuários. Existentes às dezenas de milhões em todo o mundo e às centenas de milhares no Brasil, são eles os responsáveis pelo sucesso estrondoso e pela alta vertiginosa em preço que o Bitcoin testemunhou principalmente ao longo dos últimos 4 anos.

E não um punhado de empresas ou meia dúzia de grandes mineradores, os quais, embora tenham imprescindível papel no ecossistema, na adoção e na segurança da tecnologia, não podem esquecer de atender aos anseios de quem é realmente soberano nessa história: "os clientes", os usuários comuns. Estes sim os responsáveis pela descentralização e pela imutabilidade das transações em Bitcoin que, afinal, são o grande motor de seu valor, combinadas aos menores custos e prazos, e ao fato de você não precisar fornecer dados pessoais para usar Bitcoins. Afinal, o que às vezes vem fantasiado de inovação, pode na verdade ser um mecanismo de retirar dos usuários parte do controle e das atribuições que têm no protocolo. Não sendo motivo de espantos, isso guarda uma clara correlação com o aumento na lucratividade e no poder desses atores para os quais a descentralização e a natureza colaborativa da tecnologia parecem não contar tanto.

Somam-se às pressões corporativas o anseio autoritário ou mal informado de alguns agentes do Estado, também interessados em colocar suas mãos para coibir ou atravancar o avanço do Bitcoin. Afinal, embora tenha seus problemas, ele é imune a políticas monetárias ruins ou a confiscos. Nesse sentido, e isto não foi motivo de grande surpresa, o governo pouco democrático da China lançou inúmeras ações voltadas até mesmo à proibição de moedas digitais em seu território.

No estado norte-americano de Nova York, a famigerada BitLicense surgiu de forma aparentemente inocente, querendo "regular" as empresas que atuam com Bitcoin na região, quando na verdade impôs uma série de restrições e altos custos. Ou seja, pequenas startups passavam, ironicamente, a ter que se submeter à burocracia de um grande banco. Logo, a principal consequência dessa tentativa estapafúrdia de regulação foi fazer com que muitas das principais empresas do ramo atuantes nos EUA passassem a não mais oferecer seus serviços em Nova York. Em resumo: todos perderam. E pior: pode ter gente querendo fazer parecido no Brasil, por isso é bom ficar atento.

Tenha cuidado! Informe-se e se você é um entusiasta saiba o que há em jogo. Querem botar as mãos nos seus Bitcoins, por isso todo cuidado é pouco. Essa tecnologia é uma revolução em curso e cuidar dela é uma tarefa para cada um de nós.

*Gabriel Aleixo é co-fundador da A Star

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