Os parceiros de negócios refletem a sua marca

marcelopereira.jpg*Por Marcelo Pereira
24/07/2017 - Compliance é um tema bastante debatido dentro das empresas. As organizações buscam cada vez mais transparência em relação aos seus processos, internos e externos, e às negociações. É aí que entra em questão a gestão dos fornecedores ou, mais especificamente, a gestão de riscos destes parceiros.

Fatores como o aumento da terceirização das atividades, novas regulamentações e obrigações legais (como SPED, Lei Anticorrupção e outras) vem expondo cada vez mais os riscos inerentes ao relacionamento na cadeia produtiva Isso porque não basta garantir compliance dentro da organização, é preciso assegurar, também, que os parceiros sigam uma série de regras para a integridade das negociações. Imagine um comércio varejista cujo fornecedor de mão de obra utiliza colaboradores irregulares na confecção dos produtos. Por mais que esse seja um processo terceirizado da empresa, a responsabilidade por omissão recai sobre a marca. Sendo assim, é fundamental garantir que os fornecedores sigam todas as leis trabalhistas, além de outras normas e regras. Afinal, ninguém quer correr riscos em relação à reputação da marca, certo?

Não são poucas as empresas que ignoram a importância dessa etapa. Um estudo recente sobre "Risco de Terceiros", realizado pela Thomson Reuters, entrevistou cerca de 1.132 empresas em nove países e revelou que apenas 55% das pesquisadas brasileiras fazem análise de risco (due delligence) dos seus subcontratados. Esses dados reforçam que a falta de conhecimento em relação à reputação de seus fornecedores (práticas de corrupção, uso de mão de obra irregular, etc.) é alta, o que pode resultar, inclusive, em punições legais para as companhias contratantes.

Neste cenário, onde as empresas estão cada vez mais dependentes de seus fornecedores, o desafio é implementar processos eficientes de gestão de riscos – desde o saneamento dos dados cadastrais dos parceiros até a avaliação da reputação da companhia e seus executivos. Aspectos como habilitação jurídica, verificação de regularidades fiscais e trabalhistas, qualificação técnica-operacional e práticas de sustentabilidade devem ser pontos-chave na gestão dos fornecedores. É preciso monitorar esses quesitos constantemente, não apenas na hora de fechar um acordo.

Uma vez definidos os processos, é a vez de realizar um alinhamento interno para lidar com a pressão entre a necessidade de atender os níveis de serviços (internos, como prazos para realização de um processo de compras) e o cumprimento das normas estabelecidas no momento da homologação dos fornecedores.

A homologação de fornecedores é extremamente importante para ajudar a garantir a qualidade dos serviços e produtos dos parceiros. Muitas companhias contam com uma área dedicada apenas ao tema, que busca novas formas de desenvolvimento, implementação e manuseio de ferramentas automatizadas para verificar a documentação completa dos fornecedores. Automatizar este processo traz benefícios como padronização e reunião das informações em uma base única de dados, integração com outros sistemas,, emissão de relatórios gerenciais e redução do tempo investido na contração e gestão do fornecedor. Aliás, vale destacar a principal vantagem da automatização de processos operacionais: a equipe de compras pode se dedicar às atividades estratégicas e menos processuais, ações que de fato geram valor para a organização.

Para resumir, olhar com atenção para a questão dos fornecedores é vital. Se por um lado, os riscos não podem ser completamente extintos, por outro, saber administrá-los usando as ferramentas corretas faz toda a diferença. Ou seja, uma gestão eficiente dos parceiros é fundamental para o sucesso do setor de compras da sua empresa e, para o sucesso da organização. Automatize processos operacionais e mude o foco do seu time para o que realmente interessa: o core business da organização. Por fim, fique atento aos seus fornecedores, pois eles são uma extensão da sua marca.

*Marcelo Pereira é diretor da área de Gestão de Fornecedores do Mercado Eletrônico

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O desafio da segurança no mundo das coisas

iot2.jpg* Por Eduardo Carvalho
19/07/2017 - O potencial de mercado da Internet das Coisas é alto, isso não é novidade. Segundo o Gartner, 8,4 milhões de dispositivos estarão conectados em todo o mundo até o final deste ano – e a previsão é chegar a 20,4 bilhões até 2020. Nesse cenário de crescimento absurdo da IoT, a segurança, não é segredo para ninguém, é um dos pontos mais críticos. Isso porque essa tecnologia envolve diretamente as informações pessoais de indivíduos por todo o mundo.

Até hoje, muito do que se investe em segurança de TI é voltado para proteção de dados sobre os negócios das empresas. Mas, com a IoT, as ameaças passam a ser outras e podem comprometer a privacidade das pessoas. Um estudo da Federal Trade Commission, agência norte-americana de proteção ao consumidor, descobriu que menos de 10 mil domicílios são capazes de gerar mais de 150 milhões de dados sensíveis por dia.

Imagine lidar com dispositivos que contam a sua localização ou passam informações sobre sua saúde e rotina pessoal, por exemplo. Onde ficam esses dados? Quem é responsável pela segurança desse conteúdo? Não precisamos ir longe, muitas pessoas contam com sensores de alarmes e câmeras de segurança em suas casas. O acesso a esse tipo de informação, por alguém mal-intencionado, pode comprometer a segurança física dos proprietários.

Há, ainda, as grandes tendências que pouco a pouco têm se tornado realidade em nosso dia a dia – carros autônomos, smart houses, indústria 4.0, smart cities. O Rio de Janeiro já conta com iniciativas para se tornar uma cidade inteligente e hoje é considerado um dos municípios mais conectados do país. A cidade tem, por exemplo, uma parceria com o Waze. O aplicativo aproveita imagens das câmeras cariocas e os incidentes reportados pelos guardas municipais para se manter atualizado e, em troca, disponibiliza informações que alimentam o Centro de Operações, quartel-general de dados da prefeitura. Essa é uma excelente iniciativa, mas precisa ter uma camada impecável de segurança por trás. Se esse tipo de acesso cai em mãos erradas, o estrago pode ser imensurável.

Por essas e outras, a questão da segurança é urgente. Já existem projetos de lei em tramitação no Congresso para definir quais tipos de dados existem e regulamentar o tratamento de todas essas informações. Independentemente dessa regulação, é imprescindível que as empresas comecem seus investimentos em mecanismos de proteção. É preciso pensar em como manter os dados de seus clientes sob o menor risco possível.

Nesse caso, temos alguns itens fundamentais. O principal é desenvolver aplicações com as tecnologias mais seguras e atuais possíveis. As empresas precisam investir em criptografias e softwares que reduzam os riscos ao máximo. E mais do que isso – as atualizações devem ser constantes, uma vez que os cibercriminosos têm se tornado cada vez mais rápidos em encontrar brechas nesses tipos de sistemas.

Além disso, a infraestrutura física por trás de todas essas tecnologias deve estar segura. Manter o centro de processamento de dados dentro da própria companhia é uma péssima ideia quando se trabalha com as informações sensíveis do consumidor, afinal, esse tipo de ambiente precisa ter níveis de segurança física e lógica que exigiriam investimentos altíssimos em segurança. Nesse caso, investir em uma boa solução de data center e/ou cloud computing é o ideal. Essas empresas são especializadas em manter dados seguros em todos os âmbitos e, por isso, reduzem ao máximo a vulnerabilidade dos sistemas.

Outro ponto importante são as certificações. Não apenas a sua empresa deve ser certificada, todos os parceiros que atuam com você no ecossistema também devem ter selos e segurança. E aqui falamos de companhias de data center, provedores de cloud, empresas de software, processadores de pagamentos, gateways ou quaisquer outras que lidem com a informação, direta ou indiretamente, de seus clientes e usuários.

Selos como o ISO27001:2013 valem para todo tipo de companhia. Ele atesta as melhores práticas de mercado em segurança da informação. Além disso, o PCI:DSS, valida a segurança dos dados financeiros e transações feitas por meio de cartões. Existem, ainda, as certificações mais específicas, como as de data centers, por exemplo. TIER, ISAE3402 e SSAE16 SOC1 asseguram a eficácia dos controles operacionais dos DCs. Enquanto outra, como SSAE16 SOC2 avalia outras questões amparadas em cinco grandes pilares: segurança, disponibilidade, integridade, confidencialidade e privacidade. Já a ISO 22301:2012, norma internacional para gestão de continuidade de negócios, especifica os requisitos para a recuperação de ambientes de TI no caso de eventos inesperados, como desastres naturais. Esses são só alguns exemplos. Muitos, né? Vale saber se todos os seus parceiros contam com os selos.

Por último, mas não menos importante, é essencial trabalhar com a conscientização do usuário. Essa pode ser uma barreira um pouco mais resistente, pois envolve mudança de cultura e de hábitos das pessoas. Existe uma máxima que diz que uma corrente é tão forte quanto o seu elo mais fraco. E, nesse caso, a ponta mais fraca, quando o assunto é segurança, costuma ser o usuário final. Sou eu, você.... Nossos smartphones, relógios e televisores conectados. As companhias devem investir na conscientização de todos nós para evitar qualquer tipo de risco.

Quanto mais preocupados, cautelosos e bem informados todos estiverem, tanto as empresas quanto seus colaboradores, mais seguro será todo o sistema alimentado pelo mundo de dados proveniente da Internet das Coisas. Especialmente porque o mundo conectado é um futuro sem volta e precisamos nos preparar (cada vez mais) para aproveitá-lo da melhor maneira (e mais segura) possível.

*Eduardo Carvalho é presidente da Equinix no Brasil

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Ethevaldo e Diego Barreto discutem bitcoin e blockchain

jc_debate3.jpg19/07/2017 - A maioria das pessoas ainda não tem a ideia exata das profundas transformações que serão desencadeadas em sua vida com a chegada do BITCOIN, uma moeda virtual, ou “criptomoeda”, associada à tecnologia de registro seguro, o BLOCKCHAIN. Será, talvez, uma revolução comparável à causada pela Internet no final do século 20.  Daí o nomes que lhe dão alguns futuristas, como Don Tapscott, de Internet do Valor, ou de Segunda Geração (2.0). 

Esse foi o tema de grande atualidade do JC Debate no dia 14 de julho às 12:30, com a participação do Jornalista ETHEVALDO SIQUEIRA, do Mundo Digital, e DIEGO BARRETO, professor da Casa do Saber.

Se você perdeu o programa, ou quer assistir novamente, clique aqui

 

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Vivo e Huawei inauguram laboratório de IoT

loja_morumbi.jpg17/07/2017 - Todas as pesquisas, desenvolvimento de novos produtos e aplicações serão relacionadas à tecnologia de Internet das Coisas (Narrow Band-IoT), que proporciona menor custo ao cliente e garante maior autonomia dos dispositivos conectados

A Vivo amplia seu escopo de atuação no segmento de Internet das Coisas e inaugura um laboratório de inovação (Open IoT Lab) com foco no desenvolvimento de aplicações fim-a-fim com tecnologia de Internet das Coisas (NB-IoT). Com base em características de baixo consumo de energia, melhor cobertura e a possibilidade de conectar um grande número de objetos, a tecnologia NB-IoT é a próxima tendência importante para a indústria de comunicações e está no centro da estratégia de negócio da Vivo, especialmente no segmento B2B. A implementação do Open IoT Lab conta com a parceria e apoio da Huawei.

O Open IoT Lab, sediado na cidade do Rio de Janeiro, tem como principal objetivo impulsionar e garantir um ecossistema amplo de parceiros para oferecer ao mercado as melhores soluções comerciais em IoT e contribuir para a criação de um mercado local no País. Esses parceiros também terão acesso antecipado aos novos serviços e soluções combinando os recursos e capacidades da Huawei com os recursos e conhecimentos do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Vivo – onde será instalado o Open IoT Lab – e contará com diversos parceiros, como Ublox e Quectel -  que desenvolvem módulos de conectividade -  e a C.A.S Tecnologia - que desenvolve soluções no mercado energético, além de outros parceiros.

O acordo representa um avanço para a evolução das redes móveis em direção ao IoT – um mercado em ascensão, que deverá atingir quase 15 bilhões de conexões em 2020, de acordo com projeções da Machina Research. A Vivo já atua em mercados tradicionais, como o de meios de pagamento, rastreamento e de segurança, e também em novas frentes, como utilities, cidades inteligentes, vending machines, carros conectados, medição de audiência de TV, painéis eletrônicos de publicidade e até de carro compartilhado.

Legenda da foto: Datacenter Telefônica Vivo em Tamboré / Crédito: Divulgação Telefônica

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Seis principais vantagens do dinheiro digital

bitcoin.jpg*Por Guto Schiavon
13/07/2017 - Com o passar do tempo e a evolução da tecnologia, novas formas de realizar atividades do cotidiano têm se modificado, e isso também se aplica as moedas. Por isso, vale a pena conhecer as vantagens do uso do dinheiro digital para o seu dia a dia. O bitcoin, por exemplo, já é uma realidade e é aceito em diversos tipos de transação em todo o mundo, proporcionando diversas vantagens e benefícios que talvez você nem imagine.

Para se ter uma ideia, no mundo todo já foram realizadas cerca de 200 milhões de transações em bitcoin. Essa moeda é altamente segura e descentralizada, já que não possui nenhuma instituição financeira por traz, e é uma forma de realizar pagamentos com características modernas, livres das limitações do método tradicional.

Por isso, resolvi listar as principais vantagens de se usar o dinheiro digital:

Tarifas baixas - em muitos casos você pode usar carteiras de bitcoin que não cobram taxas para guardar seu dinheiro. Tirando essas carteiras, as transações da moeda digital possuem um valor muito baixo, ou seja, você pode fazer uma transação de um milhão de reais, para um endereço bitcoin de um chinês, em dez minutos, pagando menos que um TED;

Privacidade - ao lidar com pagamentos da forma tradicional, sempre corremos o risco de ter nossos dados roubados. Uma das principais vantagens do dinheiro digital é que toda a informação enviada em uma transação se limita apenas à quantia, remetente e destino. Ou seja, não são enviados dados pessoais a respeito do remetente. Dessa forma, é bem mais difícil que suas informações sejam expostas;

Descentralização - todo o processo é descentralizado, apoiando-se em uma rede de bancos de dados globais que mantém os registros de transações em um modelo peer-to-peer, semelhante ao torrent, ou seja não existe uma empresa que detenha o controle sobre o bitcoin e que pode ser um ponto de falha.

Muito acessível - estar ao alcance de muitas pessoas é uma das principais vantagens do dinheiro digital. Para utilizá-lo só é preciso uma conexão com a internet. Esse número é imensamente maior do que o de pessoas que costumam investir, possuem conta em banco ou um cartão de crédito;

Internacional - não há necessidade de habilitar o dinheiro digital para uso internacional, porque não existem barreiras para esse tipo de moeda. Não há taxas de conversão, e por isso, basta usar seu bitcoin onde quiser na internet, seja em lojas do seu país ou em destinos estrangeiros. Além de ser mais conveniente, isso poupa seu tempo ao fazer compras online;

Investimento - Outra vantagem é que o dinheiro digital também serve como investimento. Você pode acompanhar a variação do valor do bitcoin e a valorização gradual da moeda. Ao considerar todos os benefícios, fica nítido que esse tipo de dinheiro tem tudo para se valorizar cada vez mais.

Agora que você já conhece as principais vantagens do dinheiro digital, possui todas as ferramentas para tomar uma decisão. Trabalhar com bitcoin ou outros tipos de moedas semelhantes vai trazer uma comodidade sem precedentes no seu dia a dia. Por isso, o meu recado é - experimente e comprove os resultados.

*Guto Schiavon é COO da FOXBIT, corretora de bitcoins brasileira

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IBM anuncia nova gerente geral para América Latina

ibm_ana_paula_assis2.jpg12/07/2017 - A IBM anuncia que Ana Paula Assis foi nomeada gerente geral para a IBM América Latina. Ana Paula será responsável pela estratégia de negócios da companhia, desenvolvimento de talentos, trabalhará com os clientes e o mercado para ajudar a acelerar a transformação digital e a adoção de inteligência artificial e novos modelos cognitivos na região.

Ana Paula se torna a primeira mulher executiva a liderar a operação da IBM na América Latina.

A executiva sucede o Rodrigo Kede, que foi nomeado gerente geral para a unidade de Global Technology Services para a IBM América do Norte, região que inclui os Estados Unidos da América e Canadá. Kede ficará baseado em Nova Iorque.

Ana Paula Assis conta com experiência de mais de 20 anos na indústria de Tecnologia da Informação e no desenvolvimento de negócios estratégicos, além de uma extensa experiência internacional que inclui uma série de posições de liderança no Brasil, América Latina e global. Na última década, ela atuou como diretora para Indústria de Serviços Financeiros para IBM Global Technology Services América Latina, assim como diretora de Strategic Outsourcing e vice-presidente de Software Group, ambas funções na IBM Brasil.

"Estou muito entusiasmada em liderar uma organização extremamente talentosa e diversa, em um ambiente dinâmico e inovador como é a América Latina. Temos o compromisso com o progresso de nossa região ao suportar as constantes transformações dos setores público e privado através de incomparáveis capacidades em inteligência artificial, nuvem e conhecimento de indústria. A América Latina está bem preparada para aproveitar essa oportunidade. A tecnologia melhorou a vida das pessoas de formas inimagináveis no último século. Nós vamos continuar a liderar esse caminho e ajudando a construir um futuro melhor", disse a nova gerente geral para a IBM América Latina.

Ana Paula entrou na IBM em 1996. Ela é formada em Ciência da Computação, com especialização em administração de negócios pela Fundação Getúlio Vargas, e conta com um MBA pela Fundação Dom Cabral.

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