Desafios do home office no contact center

call_center2.jpg*Por Marcio Rodrigues,
29/06/2020 - Já estamos há alguns meses vivendo uma vida muito diferente de tudo que imaginamos. Por conta da pandemia do Covid-19, tivemos de passar a trabalhar em casa. E pensando no universo do atendimento ao cliente, foi preciso fazer a migração de centenas de milhares de agentes de contact center.

Passamos por uma primeira onda, em que tivemos a migração em si -pessoas, máquinas, equipamentos, acesso à internet, ferramentas tecnológicas. Passados o primeiro e o segundo mês, começamos a lidar com outros desafios. Estamos no momento da segunda onda, em fase de acomodação, e já estamos produzindo.

Algumas empresas estavam preparadas para isso, outras não, tanto em termos de cultura quanto de infraestrutura. E qual é o próximo passo? Sugiro que as companhias façam uma análise crítica, definam suas prioridades e vejam quais processos precisam ser automatizados. Cada uma delas teve, ou ainda está tendo, suas dificuldades.

Nós, como consumidores, estamos agora exigindo respostas rápidas, precisas, e isso acelerou ainda mais os negócios. Para sermos atendidos em nossos questionamentos, as empresas precisam estar cada vez mais automatizadas.

Pelo que pudemos perceber, 50% das empresas conseguiram fazer as migrações para home office sem problemas, pois estavam preparadas; outras 30% ainda passaram um tempo observando a movimentação do mercado antes de promover a migração, e 20% ainda estão olhando os resultados dos outros para pensar em como fazê-lo.

O novo normal, a IoT e a inteligência artificial

E o novo normal? Pesquisas indicam que pelo menos 54% dos que fizeram a transição para home office pretendem optar por sua continuidade. Já estamos vendo no mercado brasileiro grandes empresas anunciando o modelo home office até dezembro, ou sem previsão de encerramento. Essa já é a consolidação da cultura do trabalho remoto como uma modalidade inserida no cenário. O novo normal já é o normal.

A aplicação da internet das coisas, por exemplo, veio para ficar independentemente do segmento. Acessamos as informações do celular, tablet ou PC, ou até mesmo de uma smart TV. Do controle de estoque à monitoração de acesso a determinados ambientes, tudo já está sendo feito a distância.

Não podemos esquecer, porém, que sempre precisaremos do recurso humano, que é quem faz a curadoria das informações. Então, apesar do uso da inteligência artificial como ferramenta de atendimento, teremos uma pessoa ligada a esse atendimento. A IA vem para impulsionar o conhecimento do elemento humano para que possa ser retroalimentada. Nós determinamos o tom. Este momento está sendo forte para a consolidação.

O ser humano e suas implicações

Fizemos a migração de centenas de milhares de agentes de call center no Brasil para suas residências. E estamos vendo as empresas enfrentarem diversos desafios: treinamento, gestão, liderança. Quando se embarca tecnologia, o colaborador precisa estar preparado. Neste momento, entra o treinamento, que teve de ser totalmente remodelado para a função home office.

A transição para trabalho remoto não é estática, mas dinâmica. E as companhias estão tendo de treinar os agentes, identificar aqueles que têm alta performance, por exemplo, e os que precisam de reciclagem. E em casa é diferente, porque você não tem um gestor do lado, nem colegas que possam dar dicas. É um novo movimento. Como se consegue engajamento dessa equipe, se todos ficam o dia inteiro na frente de um computador e ainda precisam passar por treinamentos? É um desafio enorme!

A produtividade, por exemplo, ainda é um indicador para o qual não temos dados. E não vamos confundir produtividade com volume de trabalho. Olhando para o agente, há uma série de questões: o acesso à internet, a máquina que está usando e, principalmente, o ambiente em que se encontra. Essas informações estão sendo avaliadas pelo mercado. Em breve, deveremos ter mais dados.

Precisamos perceber ainda que a operação de um call center não é só o operador - existem vários níveis de colaborador até chegar ao agente. Como o gestor, por exemplo, está trabalhando? Cada gestor está criando seu método. É um momento de transformação.

Até que esse cenário se acomode, cada empresa vai entender seu modelo de operação. O principal agora é a continuidade do negócio. Olhe para as tecnologias existentes, transforme seu negócio, e você estará pronto para qualquer crise.

*Marcio Rodrigues é presidente da Avaya Brasil

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Tecnologia no combate à desigualdade

claudio_elsa.jpg*Por Claudio Elsas
29/06/2020 - A pandemia do novo Coronavírus tem se mostrado implacável em todos os setores da economia, afetando países em todo o mundo. No Brasil, ela acentuou o contraste das desigualdades: famílias de classes mais baixas lutam todos os dias pela sobrevivência, encarando falta de empregos e salários cortados, no que se soma em quase 13 milhões de desempregados. Além disso, enquanto aconselhamos as pessoas a lavarem as mãos e a não saírem às ruas, 30 milhões de brasileiros nem sequer têm acesso regular à água tratada e metade da população não tem saneamento básico em casa.

Para amenizar as consequências dessa crise generalizada, o Congresso aprovou recentemente o Auxílio Emergencial de R$ 600, anunciado pelo Governo Federal como principal programa de suporte econômico para a população durante a pandemia. O sistema tem como base uma plataforma tecnológica, ligada a outras ferramentas de governo digital, que recolhe e avalia os dados dos brasileiros cadastrados por meio de aplicativos e websites, filtrando os que estão dentro dos critérios necessários para receber o auxílio.

A tecnologia de fato é um facilitador desse processo, podendo analisar milhões de dados ao mesmo tempo. No entanto, por inúmeros fatores, essa operação apresentou falhas técnicas e burocráticas, sem conseguir atender com eficiência a alta demanda de cadastros. Sendo assim, a medida aponta para dois pontos deficitários no governo brasileiro: a falta de infraestrutura de tecnologia e de unidade entre os documentos de identificação do cidadão.

Uma pesquisa do IBGE mostra que uma em cada quatro pessoas no Brasil não tem acesso à internet e, entre 193 países, somos o 44º do mundo em oferta de governo digital. Com esse panorama, é imprescindível aprendermos com ações positivas e eficazes que têm sido adotadas por outras nações para mudarmos esse cenário desastroso. A Índia, por exemplo, soube agir muito rapidamente na crise e estabeleceu medidas para ganhar tempo e se preparar com recursos, testes e leitos hospitalares.

O segredo dessa agilidade é o fato de que todos os cidadãos no país possuem uma identificação digital única que, além de reduzir a burocracia e aumentar a praticidade, ainda fortalece a segurança de dados e a autonomia do indivíduo sobre suas informações. Trata-se do maior programa de identificação do mundo, chamado Aadhaar, e foi implementado em um cenário muito parecido com a realidade brasileira.

O sistema é a base do maior programa de transferência de renda em operação atualmente. Por meio dele, o governo indiano lançou muitas iniciativas para ajudar os cidadãos durante a pandemia, transferindo dinheiro diretamente em suas contas. Isso foi possível agora graças à infraestrutura visionária, criada nos últimos dez anos, usando integralmente linguagens e códigos abertos e reunindo lideranças do sistema público e da iniciativa privada.

A inscrição dos indivíduos no sistema era simples e rápida, podia ser feita em 15 minutos, informando nome, endereço, data de nascimento, sexo e biometria (fotografia, impressões digitais e íris). Essa última foi fator determinante para impedir duplicatas e demandou uma tecnologia de ponta para cumprir com o desafio de armazenar informações de 1 bilhão de pessoas.

Na época, a implementação e cadastro de toda a população durou anos, mas com a tecnologia disponível hoje, qualquer país que deseje aplicar esse exemplo não enfrentará problemas. No total, foram cadastrados digitalmente mais de 1,2 bilhão de cidadãos em menos de uma década - relativamente essa implementação poderia ser feita em dois anos com a população do Brasil.

Por aqui, sofremos com a multiplicação de registros: temos inúmeros documentos de identificação, como RG e CNH, carteira de trabalho, título de eleitor, entre outros, emitidos por órgãos distintos. É possível, por exemplo, ter um RG por Estado, o que leva a possíveis fraudes e distorções. E o mesmo acontece na esfera digital - ainda falta um sistema que reúna as informações necessárias para a oferta dos serviços públicos em escala nacional.

Na Índia, por exemplo, o sistema permitiu o repasse dos recursos para mais de 100 milhões de famílias necessitadas em poucos dias, sem filas ou confusões. Aqui, o governo vem enfrentando muitas dificuldades para transferir o Auxílio Emergencial para cerca de 80 milhões de brasileiros por conta da falta de planejamento.

Importante ressaltar que, indo além da pandemia, o cadastro único também pode ser eficiente no combate à corrupção. Na Índia, com o sistema de identidade digital, houve uma enorme inclusão dos cidadãos no sistema bancário, o que possibilitou transações virtuais, controladas e registradas.

Assim, podemos dizer que o investimento em tecnologia é uma das maneiras mais efetivas para ajudar os países em desenvolvimento a superar suas dificuldades. É nesse contexto de crise que surge a oportunidade discutir, planejar e implementar soluções eficientes para agora e para o futuro. Hoje, um governo analógico e desconectado perde a capacidade de governar. A inovação é chave para transformar a desigualdade em oportunidade.

*Claudio Elsas é country manager da Infosys Brasil

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Pagamentos em tempo real já são uma realidade

ralph_koker_visa_1.jpg*Por Ralph Koker
23/06/2020 - O mundo está caminhando muito rápido. Da mesma forma que o comércio tem mudado drasticamente, com o crescimento contínuo do comércio móvel, dos serviços on-demand e das economias gig e compartilhada, vemos também uma evolução nas expectativas de consumidores e empresas, que querem formas mais rápidas e fáceis de pagar amigos, clientes e contas e de transferir fundos.

Em meio a essas tendências globais e o ambiente atual, os sistemas de pagamento em tempo real se tornam mais relevantes do que nunca e se proliferam no mundo todo. É especialmente emocionante ver como Visa Direct – a solução de pagamentos em tempo real da Visa – está ganhando força na América Latina e o Caribe.

Visa Direct é uma forma moderna de enviar e receber fundos – uma plataforma inovadora que oferece uma solução mais rápida, segura e prática com a qual consumidores e empresas podem enviar e receber pagamentos em tempo real em diferentes aplicativos, só clicando um botão.

Disponível na região em novas soluções que têm tudo para revolucionar o cenário local de pagamentos, tivemos o prazer de anunciar a parceria com Facebook Pay para ajudar a viabilizar uma nova funcionalidade de pagamento via WhatsApp no Brasil. Agora, os usuários de WhatsApp no país vão poder usar Facebook Pay para receber fundos e enviá-los com rapidez e segurança a familiares, amigos e até pequenas empresas na popular plataforma global de mensagens. Com Visa Direct, movimentar fundos passa a ser uma atividade tão simples e rotineira quanto enviar outros tipos de dados – e tão fácil quanto enviar uma mensagem por WhatsApp

Há algumas semanas, em plena pandemia, Visa Direct possibilitou que mais de 2 milhões de família na Guatemala recebessem o auxílio do Bono Familia, fundo de emergência do governo federal, para comprarem produtos essenciais. A solução é simples – os beneficiários só precisam apresentar seu documento de identidade e um código ou token enviado pelo Ministério do Desenvolvimento via mensagem de texto para fazerem compras nos supermercados, farmácias e postos de combustível participantes. O trabalho com todo o ecossistema financeiro e de pagamentos do país, em um esforço histórico na indústria, foi fundamental para o desenvolvimento de um sistema interoperável, integrado, eficiente e seguro para o desembolso desses fundos de ajuda.

Também temos uma solução respaldada pelo Visa Direct no Peru, com a qual os consumidores podem “escanear para pagar” usando códigos QR por meio de smartphones ou carteiras digitais. Este caso de uso C2B (de consumidor a empresa) já está disponível em muitos restaurantes e varejistas e contribui para que os desafios da infraestrutura de POS sejam superados, impulsionando a aceitação de fundos digitais em vez de dinheiro em espécie. Ainda no mercado peruano, temos a solução P2P (de pessoa a pessoa) PLIN, habilitada por Visa Direct e amplamente adotada pela população local. Em apenas seis meses, a solução ganhou mais de 1 milhão de usuários, tornando-se um dos maiores programas Visa Direct P2P na região.

Na Guatemala, trabalhamos com parceiros locais e fomos os primeiros a oferecer pagamentos P2P em tempo real com V.way, uma nova e moderna solução de pagamento móvel que facilita o envio de fundos a amigos e familiares e até o pagamento de faturas de cartão de crédito. Na Costa Rica, os consumidores já podem usar o app Kash para transferir fundos entre si em tempo real, sempre que quiserem.

Estamos trabalhando ativamente com bancos clientes e parceiros na região para preparar sua infraestrutura digital para receber fundos instantaneamente; além disso, estamos aproveitando nossas parcerias estratégicas e investimentos na América Latina com habilitadores importantes, como YellowPepper, Conductor, Finix e NovoPayment, para acelerar a implementação em grande escala de Visa Direct.

E isso é só o começo, pois temos projetos com Visa Direct em andamento na República Dominicana, Venezuela, El Salvador, Costa Rica, Colômbia, Brasil e muitos outros mercados na região. Todas essas soluções representam uma mudança revolucionária que se refletirá na forma como movimentamos fundos em todo o mundo. Existe uma oportunidade de US$2,1 trilhões para Visa Direct na região América Latina e Caribe e, considerando que mais de 20 bilhões de transações são realizadas atualmente em dinheiro, cheque e outras formas de pagamento ineficientes, a perspectiva é muito promissora.

*Ralph Koker é vice-presidente de Soluções Digitais para a Visa América Latina e o Caribe

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Novelis amplia uso de solução da Dassault Systèmes

aluminio.jpg22/06/2020 - A Novelis, empresa que atua na produção e reciclagem de produtos de alumínio, estendeu sua utilização das aplicações DELMIA Quintiq da Dassault Systèmes, para melhorar o planejamento e a programação da produção, para outras duas fábricas de alumínio no Brasil e nos Estados Unidos. A empresa trabalha com a Dassault Systèmes desde 2003.

No Brasil, a Novelis utilizará os aplicativos DELMIA Quintiq para otimizar o agendamento em suas instalações na sua fábrica de Pindamonhangaba (SP), que é sua maior fábrica na América do Sul, e que produz chapas de alumínio para os mercados de latas de bebidas, consumidores, industrial e embalagens. Nos Estados Unidos, implantará os aplicativos DELMIA Quintiq para planejar e programar a produção de metal em sua nova fábrica em Guthrie, Kentucky, que começará a produzir alumínio para aplicações automotivas em 2020.

O setor de energia e de materiais enfrenta uma demanda crescente e maiores requisitos de sustentabilidade ambiental, e uma abordagem digital totalmente integrada pode ajudar os fabricantes de metais a mitigar esses desafios, melhorando os prazos de entrega, a performance da entrega e a eficiência administrativa, bem como reduzindo os níveis de estoque e maximizando a utilização de recursos.

Os aplicativos DELMIA Quintiq da Dassault Systèmes potencializados pela plataforma 3DEXPERIENCE são customizados para lidar com a complexidade dos processos de laminação de alumínio. Em um único ambiente digital, os fabricantes de alumínio podem modelar, planejar e otimizar suas operações de negócios de ponta a ponta e mudar seu foco de redução de custos para o fortalecimento da vantagem competitiva, criando oportunidades para o crescimento futuro da produção.

 

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Como melhorar a experiência do cliente?

it_prediction.jpg*Por Eduardo Valverde
22/06/2020 - Mais do que nunca, a experiência do cliente tornou-se extremamente necessária para sobreviver em um mercado cada vez mais competitivo e cheio de incertezas. De acordo com recente estudo do Gartner, quase 80% das organizações em crescimento utilizam pesquisas com clientes para coletar dados do Customer Experience (CX). Dentre as empresas que participaram do levantamento, aquelas que tiveram maior crescimento de receita coletaram mais informações sobre a experiência de seus clientes. Mas, como as empresas podem melhorar a experiência do cliente?

Atualmente, existem diversas ferramentas que podem colaborar para acelerar essa entrega, como as tecnologias que fazem uso de Application Program Interface (APIs) para integrar sistemas legados estratégicos às novas ferramentas de desenvolvimento mobile, canais digitais como WhatsApp, assistentes virtuais, containers e também os micros serviços. Soluções como essas, podem aprimorar a experiência do cliente de diferentes maneiras. A utilização de assistentes virtuais, por exemplo, cria diálogos com os clientes, entrega mais um canal de atendimento e pode ainda auxiliar na redução da frustração dos usuários com os atuais canais de atendimento como e-mails ou, até mesmo, os longos menus e filas de esperas em URAs de call centers. É preciso fazer com que a experiência do cliente que consome ou interage com os serviços por diferentes dispositivos (celular, tablet, notebook, desktop) ou canais digitais, seja sempre única e personalizada.

Benefícios da tecnologia para melhorar a experiência do cliente

Recursos tecnológicos como assistentes virtuais podem gerar grandes benefícios para o consumidor final no que tange à redução do tempo de espera e à rápida resolução de pedidos simples e estruturados, como solicitações da segunda via e saldo de uma conta, por exemplo. Já os benefícios indiretos incluem a melhora da qualidade do serviço percebido, simplicidade e rapidez. Do ponto de vista das empresas, tecnologias como as integrações por APIs, permitem interação com todos os sistemas da cadeia de fornecedores de forma digital, para troca de informações de estoque em tempo real, fator primordial para organizações do segmento de comércio eletrônico. Com isso, as empresas conseguem reduzir o custo com manutenção e desenvolvimento em sistemas legados, do time do market de iniciativas estratégicas, além de obter maior segurança e controle das transações entre parceiros e clientes, expandindo assim a base de clientes por meio de novos canais.

Todas essas soluções possuem grande importância, pois aceleram a transformação digital e a digitalização do negócio das empresas, criando canais digitais de atendimento integrados ao Customer Relationship Management (CRM) via APIs e automatização de processos de backoffice, que antes eram realizados manualmente. Além disso, a utilização destes recursos aumenta a capilaridade da empresa, já que amplificam a adesão dos consumidores. Na área do varejo como os supermercados, por exemplo, torna-se possível a integração com uma empresa de TechDeliveryApps rapidamente, criando um novo canal de atendimento ao público, antes majoritariamente presencial.

Implementação da tecnologia para melhorar a experiência do cliente

O processo de implementação exige um desenho e uma adesão de tecnologias de barramento e integração mínima, que pode ser realizado on-premise ou em cloud, este último, mais eficiente em curto prazo. A solução de barramento converge todas as integrações dos sistemas e as APIs de integração, ou seja, são os padrões que as aplicações irão utilizar para trocar informações com todos os sistemas externos (URAs, AI, Mobile) e internos (ERPs, CRMs) da organização.

A duração média de uma implantação depende muito do nível de maturidade do cliente acerca destas tecnologias e de seus processos de negócio. No caso de RPA e URA, se a organização possuir uma maturidade de média para alta da qualidade do desenho dos seus processos e de seus fluxos de atendimento, o prazo médio seria de seis meses. Caso a empresa possua baixa maturidade, não se pode automatizar processos deficitários, portanto antes será é necessário realizar um esforço inicial para melhorar o processo e fluxos, para depois automatizar. Para os casos de Inteligência Artificial (IA), os prazos de implementação são de médio para longo prazo e depende muito da estratégia da empresa, não apenas da tecnologia. É preciso criar meios para se consumir modelos de IA e, ainda assim, treinar e utilização de outras tecnologias como Big Data.

Essas tecnologias são essenciais para a extração dos insights que otimizarão a tomada de decisão de um negócio. É preciso ter em mente que o omnichannel é uma abordagem para uma estratégia de atender o cliente de forma personalizada através de diferentes canais. Existem fabricantes que possuem centrais multicanais com uma série de tecnologias integradas. O RPA, por exemplo, não resolve uma estratégia omnichannel de forma isolada, no entanto, APIs, URA, Assistente Virtual e IA fazem todo o sentido e podem ser implantados mais rapidamente e integrar diferentes canais como mídias sociais, mobile, chatbot sites e URAs Inteligentes com atendimento cognitivo. A vantagem é realizar o processo gradativamente e progredir melhorando a estratégia de omnichannel conforme o engajamento do cliente por meio dos novos canais e atendimento. Ao escolher uma dessas opções a empresa notará uma vasta oferta de produtos com foco em nicho que podem ser integrados. Este modelo é aderente a qualquer segmento que possua uma necessidade de integração entre os diferentes membros de sua cadeia de valor, como instituições financeiras, utilities, varejo, educação e saúde.

Mas, como saber se a minha empresa está preparada para aderir essas tecnologias?

No caso de RPA, o importante é ter em mente se a empresa possui fluxos de processos maduros e se a variabilidade dos processos não é muito alta. Nestes casos, o RPA costuma apresentar benefícios rapidamente. Já no caso de APIs, URAs e Assistentes Virtuais, é necessário contar com uma boa infraestrutura de TI suportando os sistemas estratégicos, para que as integrações não gerem sobrecargas nestes sistemas uma vez que, ao entregar novos canais de atendimentos acessando os mesmos sistemas, se não for bem planejado, o cliente pode frustrar-se ao invés de se encantar. Além disso, as empresas que possuem uma estratégia de transformação digital apoiada pela alta direção costumam estar mais preparadas. O desafio é o tempo, pois com as tecnologias disponíveis é perfeitamente possível melhorar a experiência do cliente.

*Eduardo Valverde é Diretor de Transformação Digital da Digisystem

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Tendências e gestão de negócios no pós-pandemia

lei_bem.jpeg*Por Georgia Roncon
15/06/2020 - A pandemia do novo coronavírus trouxe consigo uma crise sem precedentes. O mercado está passando por transformações profundas que devem se estender por muito tempo, algumas delas se tornando tendências para o futuro das empresas. Mas, afinal, o que é o novo normal e como será a gestão de negócios pós-pandemia?

A dúvida é natural, tanto que esse é um assunto em discussão na maioria das organizações e em grupos de especialistas. Por isso, criamos este conteúdo para esclarecer qual é o novo normal nesse contexto, o que fazer para garantir a manutenção da sua empresa no mercado e quais as tendências para o futuro próximo.

Quais são as principais mudanças no mundo empresarial?

A necessidade de adotarmos medidas de isolamento fez com que o home office se destacasse como primeira grande mudança na estrutura das empresas. Na verdade, essa era uma tendência que já vinha avançando, com cada vez mais organizações adotando o trabalho remoto. O que a pandemia fez foi impulsionar essa mudança com força.

E não foi só o trabalho propriamente dito que passou por uma digitalização. O mercado está se adaptando para levar ao mundo digital tantas atividades quanto for possível: desde reuniões e aulas até a assinatura de documentos estão sendo transferidas para o ambiente eletrônico. De fato, a eliminação das informações físicas traz uma redução de custos valiosa e tende a se concretizar como principal estratégia.

Outro ponto que merece atenção é o crescimento da demanda por soluções em nuvem. Com os colaboradores espalhados, é ainda mais interessante para as empresas manter sua infraestrutura 100% online e acessível.

O que fazer para se adaptar?

O primeiro passo é alinhar as suas estratégias com os destaques acima. A gestão de negócios pós-pandemia deve estender o home office como alternativa viável, por exemplo, já que a infraestrutura estará pronta e as vantagens disso são muitas: menos tempo de deslocamento, acessibilidade a qualquer momento, menos custo para manter as instalações da empresa etc.

Contudo, um ponto essencial é avaliar as necessidades de todos os colaboradores que compõem a sua força de trabalho. Se for possível adotar o home office permanentemente para reduzir custos fixos, é preciso entender quais medidas permitirão isso. Três pontos merecem atenção especial nesse sentido:

- Qualidade do notebook e de outras tecnologias necessárias;

- Cuidados com a segurança da informação da empresa;

- Qualidade da conexão para garantir disponibilidade dos colaboradores.

Vale destacar que o home office dá mais autonomia para os profissionais, algo que pode reduzir o estresse e aumentar a produtividade das equipes.

Quais são as tendências para o novo normal?

O isolamento social deve se manter em algum nível na cultura das pessoas. Empresas que trabalham em contato direto com o consumidor precisam repensar suas estratégias para fortalecer essa relação na internet. Lojas virtuais (e-commerces), por exemplo, tendem a se tornar o principal canal de vendas para muitos setores.

A cibersegurança também tende a ganhar força. Com a vigência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) se aproximando, é importante estar alinhado com a regulamentação e não colocar a empresa em risco. Por fim, vale destacar que a presença da marca nas redes sociais — e na internet como um todo — nunca foi tão essencial para captar e fidelizar clientes.

Então, se você busca uma estratégia para o novo normal, saiba que as coisas não serão exatamente como antes. De certo ponto de vista, a crise atual deve impulsionar a inovação para a gestão de negócios pós-pandemia. Então, coloque a tecnologia para trabalhar a seu favor e navegue em águas mais seguras durante e após os tempos difíceis.

Quer aprofundar seus conhecimentos e estar preparado para essa nova era do mercado? Então, entre no nosso site e se cadastre na nossa newsletter . Você receberá semanalmente conteúdos que levarão sua carreira e negócio para um novo patamar

*Georgia Roncon é é Co- Founder do ECQ Lifelong Learning

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