Cia. da Consulta investe em projeto de gestão

cia_consulta.jpg24/10/2019 - Novo sistema promete centralizar dados de todas as unidades em uma única plataforma, tornando a operação mais eficiente, as informações mais transparentes para equipe e pacientes, além de melhorar a performance financeira

A Cia. da Consulta, é uma das principais redes de clínicas populares que apresentam alternativa à pacientes que sofrem com o déficit de atendimento de saúde no Brasil. Com o crescimento acelerado da demanda e abertura de novas unidades em diferentes localidades, a companhia que oferece consultas em mais de 38 especialidades médicas, buscava uma tecnologia que pudesse apoiar o gerenciamento e a integração das informações de todas as sete unidades na cidade de São Paulo e Região Metropolitana, sem depender de uma infraestrutura convencional.

Para atender essa necessidade, a Digisystem, companhia brasileira que apoia as empresas nos processos de transformação digital, desenvolveu um projeto customizado que culminou com a implantação da exclusiva solução em cloud do software de gestão Philips Tasy, que já está sendo utilizada por 200 usuários das áreas assistenciais e financeira da Cia. da Consulta.

Transparência, agilidade nos processos e economia

O departamento assistencial da Cia da Consulta é um dos mais beneficiados com a adoção da tecnologia. As informações das áreas de agendamento de consultas e exames, prontuário eletrônico, prescrição eletrônica e entrada de pacientes, por exemplo, estão totalmente integradas, gerando grande transparência e agilidade nos processos internos. Os pacientes beneficiam-se também por meio dos totens de autoatendimento, com informações mais acessíveis e rápidas. O sistema de gestão promoveu ainda, melhorias e dinamismo dos processos nos setores administrativo, financeiro e contábil, além da área de suprimentos.

Do ponto de vista financeiro, a adoção do modelo em nuvem (conhecido como OPEX), ao invés de dispendiosas infraestruturas físicas de tecnologia (CAPEX), também é um diferencial do projeto. Os grandes investimentos em CAPEX e a continuidade que precisa ser dada em uma estrutura on premise caiu vertiginosamente nos últimos anos, justamente pelo alto custo e a necessidade de manutenção constante ou periódica. “No universo cloud, essa conta cai significativamente, uma vez que o investimento em maquinário e a preocupação com espaços para backup, fitas, discos, entre outros, não são mais necessários, restando apenas os cuidados com o link de internet e a máquina dos usuários finais”, ressalta Hiendlmayer.

Desempenho e escalabilidade

Implementado em meados de maio de 2019, a solução além de agilizar os processos internos da Cia. da Consulta e reduzir os custos operacionais, otimizou a governança de todos os setores por meio de relatórios com informações customizáveis.

Com funcionamento 24x7, a solução adequou-se rapidamente às necessidades da Cia da Consulta, garantindo o acesso à informação com segurança a qualquer hora e em qualquer lugar. Com projeto criado para ser flexível, dinâmico e sensível à necessidade da rede de clínicas, a tecnologia implantada na Cia. da Consulta possibilita um gerenciamento mais eficiente das atividades administrativas, financeiras, assistenciais e operacionais, evitando desperdício e retrabalho, aumentando a produtividade em qualquer fase dos negócios e da complexidade dos processos.

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O impacto da uberização no mercado brasileiro

click_software.jpg*Por Ziv Barzilay
22/10/2019 - À medida em que modelos de negócios do tipo "Uber" impactam o padrão tradicional dos serviços, as empresas precisam rapidamente acompanhar esta inovação ou correm o risco de perder uma base de clientes que espera nada menos que o excepcional

Provavelmente a melhor forma de se avaliar o grande impacto de um novo produto ou serviço seja quando ele se transforma em um verbo. De acordo com o dicionário de Cambridge, a definição para "mudar o mercado de um serviço por meio da introdução de uma forma diferente de comprá-lo ou usá-lo, especialmente utilizando a tecnologia móvel" está associada ao novo verbo "uberizar". Algo que era inicialmente apenas um serviço de táxi, agora entra em nossos dicionários como definição de todo um modo de fazer negócios.

O Uber figura regularmente na imprensa e no topo dos feeds de notícias. Em 2018, a empresa estava testando um veículo autônomo que atingiu e matou um pedestre no Arizona, EUA, forçando a empresa a declinar a iniciativa. Não surpreende que a tragédia tenha gerado manchetes e notícias nas principais mídias de comunicação, com pedidos para que a companhia deixasse de lado por tempo indefinido o seu programa de veículos sem motoristas.

Apesar disto, um ano depois, os carros que dirigem sozinhos ainda estão em destaque na agenda de novas tecnologias, com sua evolução sendo uma questão de "quando" e não de "se". De fato, o Uber já está trabalhando em recursos que podem ser integrados ao seu projeto de "táxi autônomo".

Um veículo Uber sem motorista poderia perguntar: "Você está bem? Diminua o ritmo para reduzir o estresse". Este era o título de uma matéria no The Evening Standart, de Londres. A manchete me marcou e eu li o artigo. "A tecnologia automotiva pode monitorar mudanças na frequência cardíaca, pressão arterial, temperatura corporal, níveis de suor e quantas vezes um motociclista espia pela janela traseira", continuou o texto, revelando que a empresa já havia submetido uma patente para essa técnica, sugerindo que a ideia estava firmemente enraizada em seu desenvolvimento.

Embora ainda pareça extraordinário que possamos chamar um veículo ao mero toque de um botão, o Uber – como qualquer grande empresa de ruptura – está olhando além disso e movendo-se para a próxima inovação: carros sem motoristas capazes de monitorar os sinais vitais do passageiro, para poderem se adaptar ao estilo de viagem de cada pessoa. Dado o avanço em que a empresa se encontra, por que isso não se materializaria? De fato, como consumidores, nós esperamos isso, afinal, quem nunca viu a expressão "vamos pegar um Uber" tornando-se uma linguagem comum entre pessoas que deixam um bar em uma sexta-feira à noite, procurando o caminho de volta para casa?

A rápida evolução da tecnologia acontece simultaneamente à expectativa do cliente. À medida que a Uber inova, elevando o nível a um compasso acelerado, as empresas que oferecem serviços precisam acompanhar esse ritmo estabelecido pela Uber ou correm o risco de ficarem para trás. Este novo nível avançado de serviços da Uber conquistou o consumidor e agora está impactando outras verticais.

Os provedores de serviços não podem mais confiar em processos antigos, ligações telefônicas e tecnologias desatualizadas ao tentar fornecer um bom serviço ao cliente. Esta é uma grande mudança na indústria e os fornecedores de serviços que adotarem primeiro essas novas tecnologias, poderão de fato conquistar uma boa participação no mercado e assumir a liderança em suas verticais.

Sou um observador entusiasta do efeito Uber no serviço, e as empresas podem aprender muito com o pioneirismo da Uber em sua abordagem de atendimento ao cliente. Porém, para uma grande parcela das organizações adotarem a mesma abordagem, é fundamental serem mais flexíveis, tarefa dificultada pelas operações históricas enraizadas, que compõem o desafio de iniciar uma mudança cultural.

As grandes companhias não são ágeis porque utilizam processos complexos e muitas vezes tecnologias ultrapassadas. É imperativo passar por transformações, incluindo gerenciamento de mudanças, inovação e tecnologia adequada para impulsionar sua organização à eficiência máxima.

Uma pesquisa realizada pela ClickSoftware com 600 de seus fornecedores sobre estratégias de serviço revelou que mais da metade deles priorizava a experiência do cliente. Mas apesar das organizações lutarem para equilibrar seus altos custos operacionais "fornecendo uma experiência diferenciada ao consumidor", ainda estão relutantes em adotar um modelo de inovação baseado na Uber por ser muito caro e com pouco retorno.

Todo mundo está falando, mas não caminhando. No que diz respeito à execução, é preciso lidar com o custo operacional: prover uma experiência diferenciada ao cliente deve ser algo lucrativo e não que cause aumento de custos. O equilíbrio entre esses dois lados torna-se complexo porque é necessária uma completa transformação nos negócios. As organizações precisam inovar e automatizar muitos processos. É uma ruptura completa.

A aplicação do modelo Uber a uma estratégia de serviços já estabelecida é difícil, então personalizar a experiência do consumidor é um bom modo de começar. Isso criará uma experiência memorável que vai fidelizar o cliente. Falar sobre uberização é ressaltar a experiência promovida. Por exemplo, o carro é geralmente novo, cheira bem e o motorista é educado. Não há troca de dinheiro para que você possa entrar e sair mantendo sua privacidade. Você pode até usar o Spotify no carro e tocar sua própria playlist. Ou seja, eles estão tocando seus ouvidos, seus sentidos, então trata-se de uma experiência muito sensorial. Por isso, quanto mais você personalizar, mais mostrará ao cliente que se importa; e quanto mais você personaliza o serviço, mais aumenta sua participação neste mercado e fideliza clientes leais.

Depois que o usuário sai do carro, o aplicativo envia uma notificação solicitando uma avaliação sobre a experiência, mensurada em um sistema de classificação de cinco estrelas. Este pedido vem rapidamente, para que a avaliação seja fresca, pura e precisa enquanto a experiência ainda está na sua mente. Para replicar este sistema em interações de serviço maiores, o feedback deve ser dado imediatamente após a visita do técnico. Se o cliente dá uma pontuação ao profissional, a empresa passa a saber quais estão com as maiores notas e quais com as menores. Desta forma, pode aprimorar a capacitação por meio de treinamento, por exemplo.

Net Promoter Scores (NPS) transacional é uma métrica usada predominantemente para monitorar desempenhos. A maioria dos clientes mede os KPIs em termos de desempenho e não em termos de custos. Imagine que é possível ter uma discriminação dos gastos relacionados aos seus técnicos, para saber o custo de cada visita técnica. Caso a empresa tenha um vazamento no orçamento, pode então realizar uma busca detalhada para entender exatamente qual técnico, time e região está causando este vazamento, e é possível ainda solucionar o problema do ponto de vista de custos ao invés do ponto de vista operacional do KPI.

O processo é composto por feedbacks e aprendizados. Mas qual setor está bem preparado para integrar o modelo Uber? As companhias de telecomunicação estão no topo dessa lista. No mercado de telecom, a competição é a mais acirrada, e as operadoras geralmente são as primeiras a adotar esse tipo de tendência e, desta vez, não será diferente. O segmento de Homecare deve seguir o mesmo caminho e outras vertentes de serviços domésticos e empresariais serão os próximos.

No entanto, essa adaptação pode ser um processo longo entre outros provedores de serviços, que pode levar alguns anos, dependendo do investimento necessário para financiar essa ruptura. A maioria das empresas prestadoras de serviço está lutando, mas ainda não adotou a tecnologia ou seus recursos necessários para fornecer um serviço a nível Uber.

"Ainda" é uma palavra importante neste contexto. O serviço está definido no caminho da uberização e não há como voltar atrás. As organizações perceberão que essa é a única estratégia a seguir para atingir o pico de eficiência e, dentro de dez anos (se não antes), todo o gerenciamento do serviço estará operando dessa maneira. É hora de parar de falar e começar a caminhar. Mas, dada a taxa de inovação executada pela Uber, correr talvez seja a melhor opção.

*Ziv Barzilay é Diretor de Marketing de Produto da ClickSoftware

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O futuro do Open Banking na sociedade atual

open_banking.jpg*Por Victor Rodriguez e Stefan Wysocki
21/10/2019 - O termo Open Banking tem se tornado cada vez mais popular. Discussões a respeito das oportunidades e consequências que esse novo tipo de negócio traz para empresas e consumidores estão por todos os lados e, diante de tantos argumentos e pontos de vista variados, não é difícil que este conceito gere confusão.

Questões como "os bancos tradicionais irão perder espaço?", "que players farão parte dessa nova tendência?" e "o que de fato significa open banking?" são comuns. Esclarecê-las é fundamental para garantir o pleno entendimento dos conceitos e o consequente desenvolvimento desse novo modelo que se apresenta e deve se consolidar nos próximos anos.

Voltando um pouco no tempo, é interessante observar como esse termo ganhou espaço ao redor do globo. Na Europa, foi impulsionado pela regulamentação (o número de APIs expostas era praticamente inexistente em 2015 e cresceu exponencialmente desde 2016, quando os esboços do escopo da regulação europeia começaram a ser publicados). Já nos EUA, cresceu foi impulsionado a partir de uma necessidade dos participantes (do mercado) e, atualmente, está em discussão com órgãos reguladores como determinar alguns padrões de comunicação entre as empresas.

Saindo da história e partindo para os termos práticos do que esse termo significa, é necessário lembrar que Open Banking não deve ser confundido com banco digital. O primeiro é um conceito muito mais amplo, ligado às regulações criadas para que as instituições financeiras permitam aos seus clientes compartilharem seus próprios dados com terceiros. Isso é possível por meio de interfaces de programação de aplicativos ou APIs – padrões cujo foco é permitir que o software de uma empresa tenha acesso a informações de outra.

Esclarecida a diferença, é necessário partir para um segundo raciocínio: o papel do Open Banking na sociedade atual. Embora ele não acabe com o sistema bancário tradicional, é inegável que ele dará aos clientes mais poder para mudar de empresa e escolher produtos, o que significa que os bancos enfrentarão mais concorrência não só de concorrentes tradicionais, como também de novos entrantes como gigantes de tecnologia e fintechs.

Isso não quer dizer que o Open Banking, isoladamente, seja capaz de aumentar a inclusão financeira. Ele é parte de uma transformação ampla que inclui ações claras e direcionadas do governo, agentes reguladores e empresas, sendo estas últimas responsáveis por proporcionar produtos e serviços financeiros customizados e direcionados para este segmento da população brasileira.

Respondidos estes pontos, espera-se que, com o Open Banking, os bancos sejam capazes de competir pela experiência do cliente, o que significa que os players estabelecidos deverão fazer um esforço no sentido de melhorá-la e adotar a inovação. Em vez de representar uma 'sentença de morte' para os bancos, o Open Banking representa uma oportunidade para inovar e transformar os principais serviços e produtos existentes hoje.

Ações nesse sentido já estão em prática. Um importante banco do país, por exemplo, lançou um portal que concentra as APIs de alguns dados que a instituição possui e os fornece aos desenvolvedores de aplicativos, que, por sua vez, vão colaborar com a criação de produtos financeiros ainda melhores, mais competitivos e personalizados.

Com mais dados e informações, consequentemente teremos um aumento na responsabilidade dos custodiantes das informações. Dessa maneira, o Banco Central deve criar requisitos e padrões que diminuam fortemente o risco de vazamento de dados. Além disso, as empresas devem buscar cada vez mais criar estratégias de cibersegurança e o próprio governo criou leis como a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) para garantir que o consumidor não tenha informações sensíveis obtidas por terceiros não autorizados.

Um exemplo claro desse movimento é a regulação da União Europeia, o PSD2, que definiu uma série de requisitos mínimos para os participantes que estiverem interessados em abrir seus dados. Algumas dessas exigências incluem processos rigorosos de autenticação de clientes, padrões de segurança com base em melhores práticas internacionais e níveis mínimos de tempo para entrega dos dados entre as empresas, por exemplo.

O impacto disso para o mercado brasileiro está cada vez mais próximo: recentemente, o Banco Central divulgou um comunicado N° 33.455 com os requisitos fundamentais para a implantação do Open Banking. Segundo o comunicado, os dados a serem compartilhados serão relativos a produtos e serviços, dados cadastrais, dados transacionais e serviços de pagamento. Essas informações deverão ser compartilhadas pelas instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central, sempre com o consentimento do cliente. A expectativa é que o modelo de Open Banking seja implementado a partir do segundo semestre de 2020.

Estar preparado para o Open Banking é uma premissa fundamental para todas as instituições financeiras do país. Mais do que um avanço, essa nova tecnologia representa uma nova forma de se relacionar com clientes, transformando todo o setor.

*Por Victor Rodriguez e Stefan Wysocki, gerente executivo sênior e consultor sênior da Minsait, uma empresa Indra, no Brasil

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Telemedicina: potencial revolução na área da saúde

docway_fabio_tiepolo.jpg*Por Fábio Tiepolo
21/10/19 – A Telemedicina é um termo que engloba a utilização de ferramentas tecnológicas para facilitar o acesso e atendimento à saúde para a população. De acordo com o artigo "Telehealth", do The New England Journal of Medicine, existem quatro objetivos a serem alcançados pelo sistema de saúde que podem ser auxiliados por esse método, são eles: melhorar a experiência do paciente durante o atendimento, melhorar a saúde da população, reduzir o custo per capita de cuidados com a saúde, e melhorar a experiência em serviços de saúde.

"É inegável que se trata de um inevitável avanço para a medicina brasileira. Aliás, os principais países do mundo já usam o modelo como uma ferramenta de acesso à saúde e para a redução de custos. Além disso, é uma excelente ferramenta para viabilizar os sistemas de saúde e otimizar o tempo médico, gerando benefícios para todos os envolvidos e colocando o Brasil em linha com as boas práticas adotadas por outras nações", comenta Fábio Tiepolo, CEO e fundador da Docway, uma das principais startups de tecnologia na área da saúde no Brasil.

Entre as vantagens da telemedicina, estão, por exemplo, a facilidade de acesso a serviços após o horário normal de funcionamento e a redução do incômodo do paciente e família com locomoção até centros médicos. A telemedicina pode, ainda, promover serviços como agendamento de consultas e prescrição de remédios já receitados anteriormente. Existe uma urgência em aumentar a evidência das aplicações de tecnologias ligadas à telesaúde, já que as clínicas e pacientes estão cada vez mais familiarizados com o uso de ferramentas tecnológicas para facilitar o dia-a-dia.

Toda essa tecnologia engloba, por exemplo, consultas em tempo real com especialistas em áreas como cardiologia, dermatologia, psiquiatria, infectologia, reumatologia e oncologia; atendimentos primários por telefone, e-mail ou vídeo; prescrição e monitoramento de medicações, gerenciamento de tratamentos a longo prazo; tecnologia de transferência de dados e imagens de radiografia; serviços prestados dentro de hospitais, como emergências e traumas, derrames, unidade de tratamento intensivo, cuidados com ferimentos; e consultas especiais realizadas por videoconferência e transmitidas com segurança por imagens em alta resolução.

De acordo com Tiepolo, "A Docway está caminhando junto com esse novo modelo de telemedicina. A gente já tem um sistema 100% operacional, mas ainda estamos aguardando a regulamentação pra colocar pra rodar. Por enquanto, a gente vem apostando em teletriagens e orientações, que fazem uma grande diferença quando uma pessoa não sabe se deve ou não ir a um posto de atendimento. E a gente percebe que cresce cada vez mais o número de pessoas que evitam esse deslocamento desnecessário", completa.

Há mais de três anos em debate no Brasil, a telemedicina ainda não foi autorizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). A proposta foi discutida em fevereiro deste ano, oficialmente, a norma não entrou em vigor, mas já está despertando dúvidas e muito interesse por parte das administrações públicas e dos próprios profissionais.

A resolução debatida foi composta por 23 artigos, e trouxe uma série de princípios e regras que devem ser respeitados. Em tese, a teleconsulta será permitida após consulta presencial inicial, ou se o paciente estiver em locais remotos e de difícil acesso. "À medida que mais pacientes se tornam proativos sobre o uso de tecnologia para gerenciar sua saúde, eles também estarão mais abertos a novas alternativas para se cuidar através da telemedicina. É uma evolução natural dos cuidados de saúde no mundo digital. A cada dia, torna-se mais indiscutível a capacidade que ela tem de melhorar a qualidade, a equidade e a acessibilidade", diz um texto, disponível na resolução, apresentando as razões para introduzir o conceito no país.

Em países onde já é uma realidade, a Telemedicina apresenta números muito interessantes e empolgantes. Uma pesquisa realizada pela consultoria Towers Watson mostrou que o potencial de economia da Telemedicina nos Estados Unidos seria de US$ 6 bilhões por ano para as empresas. Na Inglaterra, um programa de telemedicina, que envolveu 6 mil pacientes (sendo 3 mil deles com diabetes, problemas cardiológicos ou pulmonares) e 238 médicos, apontou benefícios para todos os envolvidos. Uma redução de, ao menos, 8% nas tarifas e um potencial de queda de 45% nas taxas de mortalidade; de 20% nas admissões por emergências; de 14% nas consultas eletivas; e de 15% no atendimento a acidentes e emergências.

"No entanto, não se trata somente de regulamentar e esperar que o sistema funcione de forma adequada. Os médicos precisam se capacitar para dar conta dessa nova demanda: há uma diferença clara entre querer atuar com a telemedicina e saber fazê-la", explica Fábio Tiepolo. "Os profissionais precisam ser treinados em diversas frentes, como no uso de equipamentos específicos. O médico vai precisar criar meios para que o paciente receba a melhor assistência possível por meio de vídeo", completa Fábio.

A Docway acredita que toda e qualquer pessoa com uma necessidade de atendimento médico faça parte desse público que vai se beneficiar com a telemedicina. Existem as exceções, nas quais o paciente precisa ser encaminhado imediatamente para um pronto atendimento, porém, para que haja a certeza dessa necessidade, o atendimento à distância pode dar uma assistência e uma solução quase imediata em casos menos complexos.

*Fábio Tiepolo é CEO da da startup Docway

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Fazenda conectada traz produtividade no campo

agronegocio.jpg21/10/2019 - A internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), caracterizada por dispositivos que se comunicam sem interferência humana, enviando e recebendo dados on-line, vem moldando uma nova forma de conectar aparelhos domésticos, carros, máquinas e equipamentos diversos. Essas mudanças já chegaram também nas fazendas e não são poucas as novidades que circulam no campo como, por exemplo, sensores em plantadeiras e colheitadeiras, drones, sistemas de irrigação e outras máquinas inteligentes que conversam entre si e podem gerenciar o uso de energia e insumos e tornar o processo produtivo mais eficiente.

O tema “IoT na Agricultura” estará no centro dos debates do XII Congresso Brasileiro de Agroinformática (SBIAgro 2019), principal evento científico da área de informática aplicada à agricultura no Brasil, que acontece em novembro, em Indaiatuba (SP), organizado pela Embrapa Informática Agropecuária, Fatec Indaiatuba e Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

O presidente da John Deere do Brasil, Paulo Hermann, fará a palestra de abertura do evento, no dia 11, quando falará sobre os desafios da IoT na agricultura e a maneira como a indústria de máquinas e implementos agrícolas está se preparando para contribuir com o setor produtivo nesse tema.

De acordo com Hermann, a John Deere acredita e investe no desenvolvimento de máquinas conectadas e no uso dessa tecnologia para aumentar a produtividade e reduzir os custos dos produtores. Hoje, todas as máquinas de médio e grande porte da fabricante são produzidas com dispositivos IoT com possibilidade de serem conectadas.

Segundo ele, já existem milhares de opções e alternativas de uso de IoT na agricultura e também vários desafios. O primeiro deles, fator determinante de sucesso, é a necessidade de demonstrar o valor da internet das coisas para o produtor. “O segundo desafio é ajustar IoT para o ambiente agro. Essa é uma preocupação eminente que o produtor tem que colocar na mesa, pois, muitas das soluções que estão sendo apresentadas ao setor não levam isso em consideração. Em terceiro lugar, estão o uso e a disponibilização dos dados gerados por IoT, tanto para o produtor quanto para as empresas: informações relevantes, simples e de fácil compreensão para tomada de decisões”, explica.

A John Deere investe em pesquisa e desenvolvimento continuamente “para aprender rápido e, em alguns casos, falhar rápido”, diz Hermann. “Estamos muito próximos do produtor e compartilhamos de seus anseios e preocupações. Sabemos que ele não vai colocar seus investimentos em algo que não traga retorno. Já temos história com o produtor e passamos por outras revoluções, como o arado autolimpante, mecanização e o trator. Agora chegou a digitalização”, complementa.

Para Hermann, este é um novo momento que demanda outra velocidade para acompanhar essa transformação. Durante o SBIAgro 2019, ele deve falar sobre a criação do terceiro centro de desenvolvimento de software para Agricultura de Precisão da empresa, com profissionais especializados no mercado local.

“São especialistas em agronomia, trabalhando juntos na criação de conceitos, com base em dados históricos de um determinado talhão, combinados com sensores coletando dados em tempo real e gerando insights, comandos para as máquinas e orientação para tomada de decisão dos operadores, gestores e concessionários sobre o que fazer na lavoura, quando fazer e de que forma fazer”, afirma Hermann.

“Estamos criando competências para nosso futuro em tecnologias de sensores, análise de dados, inteligência artificial e aprendizagem de máquina, investindo nas pessoas e adquirindo conhecimento”, conclui.

SBIAgro 2019

O XII Congresso Brasileiro de Agroinformática (SBIAgro 2019), que acontece de 11 a 14 de novembro, tem como objetivo promover o compartilhamento de resultados de pesquisas, a troca de ideias sobre trabalhos em andamento e a inovação no setor. O evento conta ainda com a segunda edição do SBIAgro Conect@, evento paralelo de relacionamento entre instituições, empresas, investidores e desenvolvedores de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). O Conect@ visa proporcionar um ambiente para networking, articulação de negócios, parcerias em pesquisa, desenvolvimento e inovações.

Serviço:
Congresso Brasileiro de Agroinformática (SBIAgro)
Data: 11 a 14 de novembro de 2019.
Local: Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec), campus de Indaiatuba (SP).
Informações e inscrições: https://www.embrapa.br/sbiagro/iot-na-agricultura

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Qual a situação do Brasil na "internet das coisas"?

lintech_ai.jpg*Por Gerson Casarim
08/10/2019 - A automação residencial tem se tornado cada vez mais popular, trouxe conforto, praticidade e segurança para mais de 300 mil casas que aderiram a essa nova tendência, e com um potencial para atender mais 1,8 milhão de lares no território brasileiro. Dentro de suas possibilidades encontram-se iluminação inteligente, sistemas de climatização, monitoramento 24 horas, equipamentos de audiovisual, trancas e interfones. Aparentemente a casa dos "Jetsons" está mais próxima do que era esperado, mas será que o Brasil está pronto para receber toda essa tecnologia?

Estamos falando de um mercado com previsão anual de crescimento de 11,35% de 2013 até o ano que vem, 2020, o que é muita coisa, porém, tem-se ainda um déficit de 1,5 milhão de residências que poderiam ser automatizadas, mas não são, e os motivos são diversos. Por se tratar de uma novidade e com a leve melhora que a economia vem demonstrado desde a crise de 2016, a procura por empresas do ramo acarretou num rápido aumento no número de fabricantes. Entretanto, tal crescimento necessita ser estruturado para que possa se consolidar, canais de distribuição e políticas comerciais e de suporte, são dois exemplos de atividades que ainda estão se desenvolvendo.

O perfil dos consumidores

Bem no começo de tudo, logo que se deu o 'boom' da informática, as pessoas eram um tanto quanto céticas sobre a automação, muitas delas até mesmo receosas quanto aos novos recursos, porém o tempo e a informação as fizeram abrir as portas de suas casas para nós. Contudo, este excesso de demanda não consegue ser suprido pelos profissionais aptos para esse serviço. Trata-se de um Integrador de Sistemas residenciais, responsável por desenhar um projeto específico para cada habitação e de acordo com a necessidade do contratante, ele irá acompanhar o processo inteiro, desde o orçamento até a entrega.

Acredito que o maior desafio a ser enfrentado hoje seja fazer as pessoas perceberem os benefícios a médio e longo prazo que a automação traz ao cotidiano delas, veja, hoje a energia está caríssima, um sistema inteligente está programado para ajustar um ambiente e atender as condições de luz e temperatura, além disso, também é possível monitorar o consumo e fazer uma melhor administração dele.

*Por Gerson Casarim, dono da empresa Lintec

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