Qual o provedor de nuvem ideal para minha empresa?

cloud_backup.jpg*Por Panagiotis Xylaras
06/12/2019 - A migração para nuvem é uma decisão que muitas empresas têm tomado para ganhar competitividade no mercado. No entanto, o processo começa antes do projeto efetivamente ser colocado em prática. O primeiro passo é a escolha do provedor ideal, e que passa por alguns aspectos importantes.

O atendimento completo das demandas internas deve ser o pilar fundamental. Além disso, é preciso que o provedor forneça escalabilidade, segurança, acessibilidade e um bom suporte técnico. Com tantas opções de plataforma de nuvem pública existentes atualmente, saber qual melhor se adapta à sua empresa exige uma análise cuidadosa.
Dentre os pontos mais importantes estão: entender quais são as reais necessidades da sua empresa, escolher uma empresa que seja financeiramente saudável e, finalmente, optar por um provedor. Vou discorrer mais detalhadamente sobre cada uma delas.

Combinando a oferta de serviços de nuvem pública às necessidades da sua empresa: como gestor, você sabe o que é importante na hora de definir o provedor ideal de serviços em nuvem para sua empresa? De fato, poucos se atentam para o detalhe, mas é essencial que o fornecedor compreenda os negócios da sua empresa e o mercado onde ela opera.Tanto o conhecimento das questões técnicas como dos negócios pode fazer a diferença no atendimento e nas soluções que o provedor oferece a você.

Como está a saúde empresarial do seu futuro provedor de nuvem? Este é mais um ponto-chave a avaliar e que poderá ajudá-lo na contratação de um provedor com histórico sólido no mercado. Pense bem: você está prestes a repassar para um terceiro a responsabilidade de armazenar dados e aplicações que valem muito para sua empresa e para seus clientes.Portanto, a empresa contratada com essa missão deve apresentar uma situação financeira estável, que a permita operar por longos anos.

Certamente, a estabilidade financeira de um provedor é importante para que se estabeleça uma relação de confiança. Além disso, o pesquise se o seu futuro provedor conta com políticas básicas de gestão de risco, conformidade e governança corporativa. E cabe lembrar que tais políticas devem ser passadas com total transparência para os clientes, inclusive para a sua organização.

Provedor de nuvem pública ou privada? Qual a ideal? Essa também é uma dúvida comum de gestores e equipes de TI e DevOps. Ou seja, não basta apenas avaliar a qualidade e a confiabilidade do provedor. É necessário, também, analisar o serviço que ele oferece.Então, entre nuvem pública ou privada, por qual você optaria? Para acertar na escolha, é preciso saber a diferença entre ambos.

Nuvem privada

A nuvem privada consiste em serviços de computação em nuvem oferecidos por uma rede interna privada. Essa rede é usada apenas por usuários selecionados e, por isso, é um serviço mais oneroso para quem contrata.

Nuvem pública

Por outro lado, a nuvem pública é oferecida por terceiros à Internet pública. Sendo assim, pode ser comprada e usada por qualquer pessoa. Atualmente, existem serviços de computação em nuvem gratuitos e plataformas pagas, que disponibilizam serviços sob demanda.

Assim, os clientes pagam somente pelo consumo de armazenamento, largura de banda ou de ciclos de CPU. Hoje, um dos maiores provedores em nuvem é a Microsoft Azure, um dos parceiros da Claranet, assim como Google Cloud e AWS.
E então? Já descobriu qual a melhor solução em nuvem para sua empresa? É válido destacar que os provedores de nuvem pública como Azure e outros oferecem serviços de alto desempenho para empresas e operações de pequeno ou grande porte.

*Panagiotis Xylaras é Senior Executive Sales na Claranet

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Brasil vai investir R$ 37,2 bilhões em TICs em 2020

infraestrutura_ti2.jpgAna Paula Lobo, Convergência Digital
05/12/2019 - Apesar das incertezas políticas e do baixo crescimento econômico da América Latina, o crescimento do mercado de TI (hardware, software e serviços) será de 1,3% em 2019 e irá acelerar em 2020, com aumento de 4,8%. Já o mercado de telecomunicações encerrará 2019 com baixa de 3,5% e começará a se recuperar em 2020, crescendo quase dois pontos percentuais, revela a IDC.

O Brasil deverá investir US$ 48 bilhões em Tecnologia da Informação - cerca de R$ 20 bilhões - e  US$ 41 bilhões - cerca de R$ 17,2 bilhões em serviços de Telecomunicações em 2020, aponta o vice-presidente das IDC América Latina, Ricardo Villate. De acordo com a consultoria, os investimentos principais do setor de TI vão ser feitos em tecnologias denominadas "pilares para a terceira plataforma", como cloud, big data/analytics, mobilidade e empreendimento social. Essas áreas vão concentrar 58% dos investimentos – tendo aumento de 8,5% em projetos, destacando os que utilizam soluções em nuvem (24,5%).

"O mundo está se aproximando da supremacia digital - o momento em que a economia digital supera o tamanho da economia não-digital. A economia mundial chegará à supremacia digital em 2023", preconizou Villate. Segundo ele, um grupo de seis tecnologias "aceleradoras da inovação da terceira plataforma" passarão de 17% em investimentos para 27% nos próximos cinco anos, crescendo 22% em 2020. Entre elas, se destacam as tecnologias de Inteligência Artificial (44,2% de crescimento em 2020).

Sobre as previsões, o vice-presidente da IDC Latin America comentou que, para 2023, mais da metade da economia global será digital, para que os investimentos nas tecnologias-chave sejam acelerados e novos modelos operacionais obtenham hipervelocidade, hiperescala e hiperconexão.

- Hipervelocidade: a capacidade de criar e melhorar serviços e experiências digitais a um ritmo 100 vezes mais rápido do que hoje.
- Hiperescala: aplicações e serviços digitais serão desenvolvidos e implementados nos próximos quatro anos - como nos últimos 40 anos - e bilhões de dispositivos de borda (Edge) e milhões de localizações de Edge Computing serão implantados.
- Hiperconectividade: ampliando seu próprio poder inovador por meio de comunidades de código e dados de terceiros e criando novas fontes de renda mediante a distribuição de seus próprios serviços digitais para outras cadeias de suprimentos digitais.

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AI virou ferramenta para a contratação de pessoas

job.jpg03/12/2019 - Encontrar o candidato ideal para vagas que exigem especialização em novas tecnologias, denominado como perfil de alta complexidade em TI, se tornou um Calcanhar de Aquiles no mercado de recrutamento. O caminho é buscar a própria tecnologia para ajudar a encontrar profissionais que atendam às demandas cada vez mais escassas no setor.

Na ConquestOne, especialista de staffing em Tecnologia da Informação e que detém uma base de 130 mil candidatos, o caminho de inovação para atender com rapidez e eficiência seus clientes foi criar um laboratório para acelerar startups que tivessem iniciativas para o setor de recursos humanos, o CQ1Lab. A investida já está dando resultado e a ConquestOne acaba de incorporar uma solução de chatbot para recrutamento e seleção.

Utilizando inteligência artificial, as descrições do profissional ideal são integradas no bot, disponibilizado via Messenger do Facebook, e traz perguntas relevantes sobre as vagas aplicadas. Utilizando a rede social, é possível atingir novos perfis e em diferentes localidades. Nesta etapa é validado o conhecimento do candidato e se ele está apto a seguir na triagem da seleção.

O próximo passo da ConquestOne é ampliar sua capacidade de inteligência artificial do seu sistema de gestão, desenvolvido na plataforma low-code do GeneXus, desenvolvedora global de soluções baseadas em Inteligência Artificial, para obter mais capilaridade na busca e disponibilização de candidatos. E os investimentos da consultoria vêm em boa hora em função da escassez de mão de obra no mercado de TI.

O avanço de novas tecnologias e a falta de mão de obra especializada deve representar um déficit de 290 mil profissionais até 2024, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom). “Estamos nos preparando para buscar os candidatos onde eles estiverem”, finaliza Antônio Loureiro, CEO da Conquest One.

Inovação

Para avançar no desenvolvimento e na adoção de novas soluções para suprir as demandas do mercado, que evolui de forma acelerada, principalmente no setor de TI, a ConquestOne transferiu sua operação para um coworking global. O modelo de trabalho neste ambiente está promovendo à empresa mais proximidade com outras organizações focadas em inovação e mais agilidade.

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Tecnologia ajuda no monitoramento de barragens

hex.jpg02/12/2019 - Empresa de tecnologia geoespacial Hex é um exemplo no uso de sensoriamento remoto a favor dos acompanhamentos de barragens brasileiras

A Hex decidiu se debruçar nos últimos tempos no monitoramento de grandes barragens no que tange a detecção da movimentação da superfície dos terrenos. A empresa, especializada em investigações de manchas de óleo no mar, usa tecnologias de monitoramento remoto de imagens via satélite para acompanhar e vistoriar barragens nacionais.

“Executamos uma técnica específica de sensoriamento remoto destinada a identificar a movimentação da superfície do terreno, chamada de Interferometria. Trata-se de um trabalho realizado a partir de dados adquiridos por satélites de radar”, explica Leonardo Barros, diretor-executivo da empresa.

Segundos dados da Agência Nacional e Mineração (ANM), atualmente, 421 barragens de mineração estão inseridas na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB) e estão obrigadas a entregar a documentação atestando a estabilidade.

Em outubro deste ano, a agência informou que 383 barragens tiveram sua estabilidade atestada. Já 23 barragens não atestaram sua estabilidade à ANM e mais 16 estruturas não enviaram suas DCEs até a metade daquele mês, sendo um total de 39 barragens. Como a barragem de Brumadinho saiu da contagem, a lista foi atualizada para 38 barragens interditadas.

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Governo de Santa Catarina investe em inovação

acate_nidus.jpeg02/12/2019 - Por meio do programa de inovação aberta LinkLab, da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), Governo busca se conectar com startups para inovar na gestão estadual

O projeto busca promover conexão com startups que desenvolvem soluções tecnológicas para auxiliar na digitalização da gestão estadual. A iniciativa será colocada em prática no âmbito do LinkLab, programa de inovação aberta da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), com a instalação de um time de inovação do Governo no Laboratório de Inovação Nidus, na sede da ACATE, em Florianópolis (SC).

Com a parceria, o Governo do Estado inaugura um Laboratório de Inovação (Nidus), que tem o conceito de um ninho, para gestar novas ideias. “O Governo se integra à rede de inovação de Santa Catarina. Nós precisamos ser inovadores de fato, facilitar a vida do cidadão e encontrar soluções para os problemas dos catarinenses. É uma iniciativa inédita no Estado que nos permitirá avançar nas áreas de saúde, educação, segurança pública, infraestrutura. Tudo é possível quando abrimos espaço para a inovação”, afirma o governador Carlos Moisés da Silva. A Polícia Militar de Santa Catarina é o primeiro órgão a atuar no Nidus.

O Governo de SC lançou também, como parte de sua inovação, uma plataforma digital unificada que integra todos os serviços estaduais ao portal de notícias do site. Essa realização é uma parceria da Secretaria Executiva de Comunicação, da Secretaria de Estado da Administração e do Centro de Informática e Automação de SC (Ciasc), com todos os demais órgãos do Governo.

Compuseram seção de autoridades na cerimônia o Governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva; o Secretário Executivo de Comunicação, Ricardo Dias; o comandante geral da Polícia Militar, Coronel Carlos Alberto de Araújo Gomes, o presidente do Centro de Informática e Automação do Estado (Ciasc) Sérgio André Maliceski; os secretários de Estado da Administração, Jorge Eduardo Tasca; Educação, Natalino Uggioni; e Desenvolvimento Econômico Sustentável, Lucas Esmeraldino; e o presidente da ACATE, Daniel Leipnitz.

Lançamento programa de educação

Foi lançado na mesma cerimônia também o EduTech, programa do Governo do Estado de Santa Catarina que busca qualificar e capacitar estudantes e egressos das instituições públicas de ensino médio para o mercado de trabalho em tecnologia da informação e comunicação. O programa começa a operar no início de 2020, e é uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Secretaria de Educação e em parceria com a ACATE, na indicação das principais demandas do mercado e das diferentes regiões do Estado. O programa começa disponibilizando 500 vagas em 120 escolas de 16 municípios de Santa Catarina e o Governo prevê que, até 2023, todas as escolas públicas que tenham ensino médio serão contempladas com o programa em seu currículo.

Foto: ACATE/Divulgação

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Nova Lei de Informática vai ao Senado

infobip.jpgPor Convergência Digital
29/11/2019 -  O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite de quarta, 27/11, o projeto de lei que cria incentivos fiscais para empresas do setor de tecnologia da informação e comunicação (PL 4805/19), substituindo isenções tributárias consideradas ilegais pela Organização Mundial do Comércio (OMC). A matéria será enviada ao Senado.

O texto aprovado é um substitutivo do deputado André Figueiredo (PDT-CE) para o projeto, de autoria do deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP) e outros.

O substitutivo de André Figueiredo acaba com a isenção de tributos e cria um valor de crédito com base no total que a empresa investir em pesquisa, desenvolvimento e inovação a cada trimestre.

Os créditos obtidos pela empresa serão calculados com base em multiplicadores que variam de 2,63 a 4,31, aplicados sobre o valor investido.

Os maiores desses fatores são para empresas localizadas no Centro-Oeste, na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e na Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

A todo caso, o máximo que poderá ser obtido de créditos para compensar com tributos federais não poderá ser maior que uma percentagem do faturamento bruto anual: 10,83% a 15% no período até 31 de dezembro de 2024; de 10,15% a 14,25% entre 1º de janeiro de 2025 e 31 de dezembro de 2026; e de 9,48% a 13,5% entre 1º de janeiro de 2027 e 31 de dezembro de 2029.

De forma alternativa, a empresa poderá usar fórmula complexa de cálculo dos créditos que varia positivamente em função do cumprimento de metas no âmbito do processo produtivo básico definido pelo governo e de investimentos adicionais.

Condições

Para contar com o incentivo, a empresa deverá apresentar proposta de pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor que dependerá de aprovação pelos ministérios da Economia e de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Segundo a Lei da Informática (Lei 8.248/91), as empresas devem investir, anualmente, 5% de seu faturamento bruto no mercado interno.

A novidade nesse tópico é que o texto permite o uso de até 20% desses valores na implantação, ampliação ou modernização de infraestrutura física e de laboratórios de pesquisa de institutos de ciência e tecnologia (ICTs), o que será considerado como pesquisa e desenvolvimento.

O texto também permite à empresa, em vez de depositar 10% do limite mínimo de aplicação em pesquisa no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), direcionar esse valor a programas e projetos de interesse nacional nas áreas de tecnologias da informação e comunicação considerados prioritários pelo governo.

Como funciona

A cada trimestre, a empresa interessada deve apresentar ao Ministério da Ciência e Tecnologia uma declaração com dados sobre os investimentos feitos em pesquisa, o valor do crédito apurado com a memória de cálculo e o seu faturamento bruto.

A declaração somente poderá ser apresentada depois de feitos todos os investimentos. Em seguida, o ministério verificará questões como débitos de investimento pendentes, créditos dentro dos limites permitidos e dados solicitados.

O ministério terá 30 dias para dar seu parecer. Se não o fizer nesse prazo, a empresa poderá usar o crédito automaticamente. O prazo máximo para compensar tributos federais com esses créditos será de cinco anos, devendo ser enviada outra declaração à Receita Federal.

Caso haja questionamento dos valores compensados, poderá ser aplicada multa de 50% ou 75%, conforme a situação. Após esgotada a instância administrativa, o valor não pago será enviado para cobrança pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

O que não pode

A compensação será proibida em algumas situações, como:

- tributos relacionados à importação;

- débito parcelado;

- débito já compensado;

- valor objeto de pedido de ressarcimento indeferido;

- valor referente a pedido de ressarcimento sob investigação;

- valores de salário-família e salário-maternidade; e

- valores de imposto de renda pagos por estimativa.

Também não poderá ocorrer compensação com débitos de terceiros junto à Receita ou pendentes de decisão judicial definitiva.

Empresas cujos proprietários, controladores, diretores e respectivos cônjuges ocupem cargos de livre nomeação (sem concurso público) na administração pública não poderão contar com os benefícios.

A cada ano, o Ministério de Ciência e Tecnologia divulgará, de forma agregada, os recursos aplicados em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Além dos créditos relacionados aos investimentos, as empresas participantes contarão com suspensão de PIS/Pasep na compra de matérias-primas, produtos intermediários e embalagens que serão usados no processo produtivo do setor.

* Com informações da Agência Câmara

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