Soluções pontuais podem afetar a segurança digital

carlos_varonis.jpg*Por Carlos Rodrigues
17/07/2018 - Com o início do segundo semestre, e com a proximidade das reuniões para definição do budget para 2019, é fundamental que as organizações reflitam sobre a necessidade de mudar sua abordagem de investimento em segurança, que geralmente é voltada para a compra de soluções individuais para mitigar ameaças específicas.

As violações de dados podem ser custosas e, mesmo que no Brasil não haja uma lei que obrigue as empresas a informarem os incidentes de segurança, as notícias de ataques sempre acabam levando a custos que vão além dos relacionados à remediação, como impactos nas relações com os investidores, perda de clientes e danos irreversíveis à reputação.

Segundo informações divulgadas pelo site CSO Online este ano, em 2017, só os danos causados pelo ransomware excederam os US$ 5 bilhões – 15 vezes o custo gerado em 2015. Notícias de violações como a sofrida mais recentemente pela Adidas, que foi alvo de um ataque hacker que resultou no roubo de dados de milhões de clientes da loja online da marca nos Estados Unidos, têm sido motivado as empresas a aumentarem seus investimentos em cibersegurança na América Latina.

De acordo com informações divulgadas pelo IDC Latin America, os gastos com cibersegurança na região em 2017 foram de cerca de 3 bilhões de dólares, e é previsto um crescimento de 12,5% até o fim de 2018, com um investimento de US$ 3,4 bilhões. Só o México e o Brasil vão concentrar 66% dos investimentos esperados em 2018 para a região.

Se os investimentos aumentaram em 2017, o que explica então o aumento nos incidentes reportados ao CERT.br no último ano em relação ao ano anterior? Se estamos aumentando os gastos em segurança digital, por que continuamos tendo tantos ataques custosos para as empresas?

Segundo o centro de estudos brasileiro, o ano de 2017 teve um total de 833.775 incidentes reportados – um aumento de 28,85% em relação ao ano de 2016. Isso acontece provavelmente porque o cenário muda cada vez mais rápido no cibercrime, e o investimento em soluções pontuais, postura adotada em boa parte das empresas, não é suficiente para acompanhar o surgimento de ameaças cada vez mais sofisticadas.

Veja alguns dos erros mais comuns cometidos pelas organizações ao alocar seus investimentos em segurança:

Deixar de proteger o que importa

As organizações acabam perdendo tempo demais dedicando tempo e atenção à proteção de redes, sistemas e dando suporte à infraestrutura. Com isso, a proteção dos dados, que são os ativos mais valiosos e principal razão dos investimentos em segurança, acaba ficando de lado. É o mesmo que querer proteger uma casa e se esquecer da família que vive lá dentro.

Foco excessivo em prevenção

Quando as empresas ficam focadas demais em prevenção, acabam ficando vulneráveis a uma série de ameaças que não haviam antecipado e que suas soluções não são preparadas para prevenir. Na maioria das vezes, é impossível saber que uma ferramenta de prevenção falhou ou que uma credencial está comprometida. Por isso, a maioria das empresas falha em identificar os danos causados por ameaças internas ou externas.

Abordagem de segurança inconsistente

Os crescentes investimentos em segurança não trazem o retorno esperado quando não existe uma abordagem consistente e proativa das ameaças. O crescimento exponencial na geração de dados e o uso de múltiplos repositórios de dados têm dado espaço a métodos obsoletos de segurança digital, o que requer uma mudança significativa na estratégia de segurança.
Em vez de investir em soluções individuais de segurança para proteger os dados de ameaças específicas, é mais importante contar com ferramentas abrangentes, que ofereçam visibilidade total do estado das informações. Só assim, é possível garantir que os investimentos em segurança digital sejam capazes de preparar a organização para as ameaças de hoje e do futuro.

*Por Carlos Rodrigues, vice-presidente da Varonis para a América Latina

Comentário (0) Hits: 352

Qual a diferença entre blockchain pública e privada?

blockchain.jpg17/07/2018 - Segundo o economista-chefe do Mercado Bitcoin, apesar de ser uma tecnologia segura e revolucionária, nem sempre o blockchain é a melhor solução para empresas

A crescente popularização do blockchain como plataforma capaz de revolucionar diversos setores da sociedade faz com que a tecnologia chame a atenção de instituições governamentais, bancos e empresas. Há, porém, diferenças fundamentais na aplicação do sistema para cada propósito e, principalmente, no uso de blockchains públicas e privadas. De acordo com Luiz Calado, economista-chefe do Mercado Bitcoin , corretora de criptomoedas da América Latina, o sucesso dos projetos depende diretamente desse entendimento.

Calado lembra que o conceito do blockchain foi criado por Satoshi Nakamoto para servir exclusivamente de suporte às transações do Bitcoin, ainda que não tenha sido usado este termo no paper original. Devido a seus benefícios, como segurança, imutabilidade, transparência, validação distribuída e baixo custo comparado com as soluções atuais, novas aplicações do conceito foram desenvolvidas e a tecnologia se tornou atraente para o uso corporativo. "Por ser um sistema supostamente à prova de fraudes, o blockchain passou a ser visto como uma solução tecnológica aplicável nos mais diversos setores, mas é preciso ter cautela. Há soluções tecnológicas melhores, dependendo da necessidade da empresa, inclusive a opção de blockchains privadas", afirma o economista-chefe do Mercado Bitcoin.

A grande diferença de um blockchain privado para o sistema criado por Nakamoto – conhecida por blockchain pública – está no fato de que a primeira é uma rede permissionada. Ou seja, para visualizar e realizar transações em um blockchain privado é preciso conseguir uma permissão da empresa ou grupo de empresas responsável pela rede, uma vez que essa rede é composta necessariamente por partes que se conhecem e já existe uma relação de confiança estabelecida entre elas.

"Gerar confiança onde as partes não precisam se conhecer e não exigir permissão para interagir com a rede são os principais pontos que diferenciam uma blockchain pública. Contudo, não é viável para uma empresa privada ter um sistema tão aberto e transparente sobre todas as suas transações, já que esse perfil de corporação necessita estabelecer controle sobre quem acessa suas informações para manter vantagem competitiva", explica Calado, complementando: "Isso gerou o conceito de blockchain privado".

Confira abaixo a análise do especialista sobre as principais características e diferenças entre os dois tipos de plataforma:

Blockchain pública

- Uso de criptomoeda: serve como unidade de valor transacionada pela rede e também como incentivo econômico ao uso honesto da rede.
- Não permissionado: qualquer pessoa realizar transações e consultar o histórico de transações da rede sem pedir autorização a ninguém.
- Decentralizado: a rede não tem um dono e suas regras são definidas pelo consenso dos usuários de forma descentralizada.
- Mudanças são mais lentas: blockchains públicas geralmente são compostas por centenas ou milhares de membros que não se conhecem e para que uma mudança seja realizada é preciso do consenso da grande maioria deles. Isso pode fazer a implementação de uma melhoria esperar bastante tempo.

Blockchain privada

- Dispensa criptomoeda: é possível dispensar o uso do incentivo econômico através da criptomoeda, uma vez que já existe uma relação de confiança entre as partes respaldada em acordos comerciais.
- Permissionado: exige permissão da empresa ou conjunto de empresas responsáveis pela rede para participar e interagir com o blockchain.
- Centralizado: a rede está no controle de uma empresa ou conjunto de empresas e suas regras são definidas por eles.
- Mudanças são mais rápidas: blockchains privadas geralmente são compostas por poucos membros e eles geralmente já estão bem alinhados sobre determinada mudança caso ela precise acontecer. Isso faz com que implementações de melhorias sejam realizadas mais rapidamente.

 

Comentário (0) Hits: 303

A engenharia pode preservar o mundo?

dassault_timoteo_muller.jpg*Por Timoteo Muller
17/07/2018 - Às vezes parece que cada inovação tecnológica nos afasta ainda mais do nosso mundo natural. No entanto, projetos de engenharia modernos estão conectando o passado e o futuro como nunca antes.

Quanto mais avançamos no futuro, mais distantes ficamos do passado. O futuro e o passado estão em lados opostos de um espectro cada vez maior - e às vezes parece que as inovações da humanidade ameaçam o mundo natural. No entanto, pensar inteligentemente no presente pode permitir que o novo mundo e o natural coexistam em harmonia - e até se beneficiem mutuamente.

Stonehenge é um dos mais famosos locais do patrimônio mundial do planeta. Um lugar de beleza mística que é uma parte importante da herança britânica; atrai cerca de 1,3 milhão de visitantes por ano. O problema é que há uma enorme autoestrada ao lado de Stonehenge. Eles a chamam de A303 e é conhecida por congestionamentos pesados ​​e longos engarrafamentos. Isso estraga o ambiente de um local que remonta a cerca de 3100 a.c.

Boa notícia. Recentemente, a Secretaria de Transportes do Estado anunciou uma rota preferível em relação a auto estrada A303, passando por Stonehenge. Os planos incluem um túnel de 1,8 milhas e pistas duplas abaixo do consagrado patrimônio mundial da humanidade. O objetivo é devolver a Stonehenge seu formato mais pastoral, onde os amantes da herança patrimonial possam passear através dos mistérios da história em paz. Não há dúvida de que o som do canto dos pássaros é preferível ao ruído estridente do trânsito intenso da estrada. Dependendo do resultado de uma consulta pública, a construção do túnel deverá começar em 2021.

Ele traz à mente o projeto do Túnel Hindhead, em Surrey, Reino Unido, que foi inaugurado em 2011. Anteriormente, a estrada A3 contornava a borda da "Devil's Punch Bowl", um local de interesse científico especial e um dos mais belos pontos turísticos de Surrey. A construção de um túnel subterrâneo reuniu o aro do Devil´s Punch Bowl com o Hindhead Common pela primeira vez em quase 200 anos. Com a terra recuperada, os passeadores de cães e os amantes do campo agora percorrem os bancos de grama onde o tráfego percorreu no passado.

Cerca de metade da população mundial vive em ambientes urbanos. Por que não estamos fazendo mais para essa experiência não ser tanto como viver em uma selva de pedra? Essa foi a questão nas mentes do governo de Cingapura, quando formularam os planos do Gardens by the Bay, um parque natural de 250 acres com mais de um milhão de plantas.

O objetivo do governo era transformar Cingapura de uma cidade-jardim para uma cidade em um jardim, elevando a qualidade de vida, melhorando a vegetação e a flora. Eles conseguiram. Mais de 6 milhões de visitantes por ano reúnem-se para aproveitar as delícias florais, sendo a peça central um conjunto de grandes árvores, criadas pelo homem, que se elevam de 25 a 50 metros de altura.

Essas estruturas tipo árvores feitas pelos homens contêm aproximadamente 300 espécies diferentes de trepadeiras que se espalharão pelos galhos para criar um espetáculo visual impressionante. As árvores também são equipadas com tecnologias ambientais que imitam funções ecológicas. Isso significa células fotovoltaicas que aproveitam a energia solar para propiciar, de forma deslumbrante, a iluminação noturna vibrante e a coleta de água da chuva que é utilizada para irrigação e exibição de fontes.

Além de mais de um milhão de plantas, o Gardens by the Bay é o lar de um carnaval da vida selvagem, incluindo pássaros que se aninham entre os galhos. Ele redefine como os ambientes urbanos interagem com o mundo natural; um exemplo luminoso de como as cidades podem projetar um ambiente mais propício à natureza.

As árvores de rua vivem em média por menos de 20 anos nas cidades norte-americanas. Elas simplesmente não têm a oportunidade de crescer o suficiente para fornecer benefícios ecológicos adequados. Isto é um problema, porque é preciso mais do que algumas mudas para limpar o ar imundo das grandes cidades. Agora, uma equipe de designers industriais e engenheiros sediados em São Francisco está chegando à raiz deste problema.

O ambiente construído é super ocupado abaixo da superfície - com as fundações de edifícios, não menos importantes. A empresa Deeproot criou e patenteou as células exclusivas Silva Cells, um sistema de "post-and-beam" que transfere a carga da infraestrutura urbana para um solo mais profundo. Isso permite com que as raízes se espalhem e promovam o crescimento de árvores grandes, felizes e saudáveis. Há muito o que amar sobre isso - incluindo a melhora da qualidade do ar, uma defesa contra os efeitos de inundações repentinas e um ambiente construído que é muito mais agradável aos olhos.

Pensar no amanhã não precisa ser às custas do passado. Veja a partir do ângulo certo e é possível criar inovações tecnológicas que abordem os desafios atuais, de uma forma que ajude a preservar o passado e forme elos mais fortes com o mundo natural.

*Por Timoteo Muller, gerente de vendas da Dassault Systèmes para a América Latina

Comentário (0) Hits: 261

Machine learning no combate ao furto de energia elétrica

roubo_energia.jpg*Por Frederico Gonçalves
16/07/2018 - O uso de algoritmos de aprendizado de máquina pode representar uma precisão da ordem de 70% na identificação de irregularidades no consumo de energia elétrica

Em tempos em que se fala muito sobre sustentabilidade e uso eficiente de recursos, as perdas de energia elétrica no Brasil ainda representam um grande desperdício que afeta tanto as concessionárias quanto os consumidores. De acordo com a Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (ABRADEE), o total de energia elétrica gerada no país no ano de 2016 foi de 327 TWh, com uma receita bruta de 216 bilhões de reais. Nesse mesmo ano, as perdas globais de energia atingiram 13.9%, ou seja, em torno de 45.4 TWh de energia não chegaram a ser comercializadas, representando um prejuízo bilionário para o setor energético. Parte dessas perdas está relacionada à fraude e furtos que poderiam ser detectados através da aplicação de técnicas de inteligência artificial semelhantes às utilizadas por outros setores, como a identificação de fraudes de cartões de crédito.

Existem dois tipos de perda de energia elétrica, as chamadas Perdas Técnicas e as Perdas Comerciais (ou Perdas Não-Técnicas). As perdas técnicas ocorrem por uma série de motivos de natureza técnica relacionados à transmissão da energia, desde a sua geração até os pontos de consumo. Um dos principais motivos é a dissipação da energia pela própria passagem da corrente elétrica através dos fios condutores, um fenômeno conhecido como "Efeito Joule". Já as perdas comerciais estão relacionadas a duas modalidades principais: furto e fraude de energia. O furto normalmente é feito através de ligações clandestinas de energia elétrica (popularmente conhecidos como "gatos"), que permitem a utilização da energia por consumidores ilegais sem qualquer tipo de tarifação.

No caso das fraudes, o consumidor é registrado e tem uma ligação elétrica com medidor instalado pela concessionária. Entretanto, o consumidor realiza algum tipo de adulteração na instalação ou no próprio medidor, de modo que a medição do consumo registra apenas uma parcela do consumo real.

Para reduzir as perdas técnicas, as concessionárias atuam através da manutenção constante da rede elétrica. Entretanto, pela sua própria natureza (intrinsecamente relacionada à transmissão da energia), essa perda não pode ser completamente eliminada. Particularmente em um país de grandes dimensões como o Brasil, a longa extensão das redes elétricas tornam as perdas técnicas relativamente altas e a identificação de irregularidades cada vez mais complexa. Mas ainda bem temos uma alternativa e ela vem da tecnologia.

Machine learning na Identificação de Irregularidades

A inspeção de todas as unidades consumidoras para a identificação de possíveis irregularidades seria inviável para as concessionárias. Assim, a escolha dos locais para inspeção normalmente é feita através de algoritmos: estes aplicam técnicas estatísticas para identificar anomalias no consumo que, potencialmente, podem estar relacionadas a irregularidades.

Nos últimos anos, técnicas modernas de mineração de dados têm sido utilizadas para extrair conhecimento das bases de dados das distribuidoras, identificando possíveis padrões de consumo que possam estar relacionados a furtos ou fraudes de energia.

Algoritmos de aprendizado de máquinas são treinados com os dados históricos de consumo (tanto dados de consumidores regulares como de consumidores irregulares), gerando um modelo que pode ser posteriormente aplicado para classificar as unidades consumidoras a partir de seus dados mais recentes de consumo. Ou seja, após ser treinado, o modelo é capaz de apontar qual a probabilidade de uma unidade consumidora estar cometendo uma irregularidade. A concessionária pode, então, realizar fiscalizações, com inspeção in loco apenas nas unidades onde o algoritmo atribui alta probabilidade de apresentação de algum tipo de irregularidade. Dessa forma, são otimizados o tempo e os recursos das equipes de inspeção.

Processos de algoritmos de aprendizado de máquina podem e tem sido utilizado com sucesso por distribuidoras de energia para identificar fraudes e furtos de energia elétrica. Durante o Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica, a distribuidora CELPA (Centrais Elétricas do Pará), em parceria com a UFPA (Universidade Federal do Pará), apresentou resultados bastante significativos. Segundo a Celpa, o uso de algoritmos de aprendizado de máquina atingiu uma precisão da ordem de 70% na identificação de irregularidades no consumo de energia elétrica. Esses números indicam excelentes resultados na detecção de irregularidades e o retorno de investimento das iniciativas de combate à fraude parece ser bastante atraente para as empresas.

Expectativas para o futuro

Nos próximos anos, as Redes Inteligentes (ou Smart Grids), já em implantação em algumas cidades, devem trazer novidades para a área. Com as Redes Inteligentes, as medidas de consumo de energia passarão a ser realizadas em tempo real. Os dados de consumo de energia não estarão mais em uma escala mensal, e, sim de minutos. A expectativa é que essa maior granularidade dos dados de consumo possibilite a criação de modelos ainda mais precisos para a detecção de irregularidades. Além disso, fraudes poderão ser identificadas e combatidas em um período de tempo menor, reduzindo, consequentemente, as perdas das empresas.

Assim como vem ocorrendo em outros setores, as empresas do segmento de energia começam a tomar consciência da importância e do valor da análise de dados para seus negócios. Nos próximos anos, iniciativas relacionadas à análise de dados, como a identificação de perdas comerciais de energia, devem se tornar ainda mais comuns no setor.

*Frederico Gonçalves é Head da unidade de Utilities do Venturus

Comentário (0) Hits: 411

Empresas precisam se preparar para o mundo digital

embratel_jose_formoso.jpg*Por José Formoso
13/07/2018 - Nunca existiu um momento melhor do que esse para realizar mudanças transformadoras. Faltam apenas dois anos para entrarmos na terceira década do século XXI, cujo futuro será definido a partir do que estamos construindo hoje. Temos uma expressiva quantidade de recursos, possibilidades e oportunidades que irão garantir o sucesso das empresas, mas, para isso, serão necessárias importantes mudanças. Acontecerão de dentro para fora e serão marcadas por diversos desafios, mas, sem dúvida, há mais oportunidades que ameaças. Bem-vindo a nova era, marcada por quem não têm medo de aprender!

As verdadeiras mudanças não acontecerão simplesmente importando uma nova tecnologia ou um novo sistema de gestão. Mudar será uma prerrogativa que exigirá uma nova maneira de pensar, cuja visão de futuro será o ponto central para repensar o que realmente devemos fazer para nos diferenciar do mercado.

Tecnologias que nos cercam já apontam para soluções jamais vistas. Porém, são as escolhas e as pessoas que decidirão o rumo a ser seguido. Diante desse mundo de multipossibilidades, teremos que escolher qual caminho iremos seguir para escolha da melhor estratégia, do caminho de inovação e do formato de transformação esperado.

Nossas ações de hoje devem ser orientadas a partir de uma visão de longo prazo, algo que é muito difícil de implementar no Brasil. Por isso, é possivel afirmar que é um grande desafio dimensionar esse futuro, pois há mais dúvidas que certezas. Não sabemos com precisão o que irá acontecer, mas é certo que o novo ambiente empresarial será cada vez mais VUCA, do inglês: volátil, incerto, complexo e ambíguo.

As estratégias de negócios precisarão ser construídas a partir do cruzamento de duas perspectivas. Primeiramente, temos que pensar nos clientes daqui a dez anos, sabendo que eles terão uma nova maneira de pensar e de consumir. A partir disso, as empresas terão que ser reformuladas por completo, com impactos operacionais, logísticos, econômicos e sociais. Terão que usar novas estruturas de Telecomunicações e de TI muito mais robustas, ampliando as demandas de conectividade, mobilidade, Data Center, Cloud Computing, comunicações unificadas e colaboração, soluções digitais, segurança e vídeo. É certo que muitos produtos, serviços ou soluções que serão essenciais daqui a uma década provavelmente ainda nem foram desenvolvidos, dando um passo além ao crescimento exponencial da tecnologia ao longo dos últimos anos. A tecnologia mudará por completo a forma como as pessoas se relacionam, como vivem, como trabalham e como geram valor para a sociedade.

Diante de tantas novidades e dúvidas, temos certezas sobre alguns comportamentos dos clientes no futuro. Primeiramente, sabemos que tudo será conectado. Os consumidores irão precisar de um sistema que acompanhe seu modo de vidae os hábitos de consumo deverão gerar um volume imensurável de dados. Por isso, os modelos de negócios mais bem-sucedidos serão os desenhados sob demanda, permitindo o consumo conforme a necessidade do momento. O trabalho será flexível e a economia cada vez mais compartilhada.        

O trabalho de redesenho das organizações para o futuro deve começar agora. A Embratel, por exemplo, já focada na oferta de soluções de conectividade, capazes de atender às necessidades dos clientes da próxima década, de forma totalmente personalizada. Estamos nos preparando porque o mundo irá demandar cada vez mais gestão e serviços integrados. Sem a conectividade e a integração das tecnologias será subutilizada.

Todos os setores passarão por grandes transformações. A tecnologia médica irá, por exemplo, acompanhar sintomas e prever até uma possível parada cardiorrespiratória antes mesmo dela acontecer. No comércio, você não irá mais precisar carregar seu cartão de crédito ou qualquer outro dispositivo de compra. Seu próprio corpo será a sua senha. No setor do agronegócio, sensores instalados em grandes plantações acompanharão todas as informações sobre o clima, sobre uso de defensivas e sobre o crescimento da plantação. A conectividade irá alcançar todos os lugares.

Tudo indica que teremos um planeta totalmente conectado, com a inovação no centro dessa mudança. Para analisar tantos dados e informações, sistemas de Internet das Coisas (IoT) estarão presente em todas as casas, ruas e empresas. Teremos Cloudficação, com a migração das redes Corporativas também para Nuvem, somado virtualização e a definição por software. Os ambientes serão menos complexos e mais acessíveis do que as soluções atuais. Mas, ainda assim, com performance, qualidade e, acima de tudo, segurança.

Atuar nesse novo cenário será um divisor de águas para as empresas que já estão notado que ninguém inventa nada fazendo as coisas do mesmo jeito. A grande maioria das pessoas fala de avanços por meio de produtos, mas entendo a inovação como um movimento e não como algo materializado e estático. Inovar é aprender, é descobrir novas formas e é mudar o jeito de ser. Inovar é descobrir o que os clientes precisam antes mesmo deles pedirem – ou de saberem.

As dimensões competitivas essenciais em 2020 e nas décadas seguintes apontam para quatro dimensões-chave de tecnologia (Conectividade, Cloud, Conteúdo e Controle) e quatro dimensões-chave de mercado (Global, Local, Empresas e Consumo). Nesse cenário, considerando as dimensões competitivas, teremos um novo desenho da tecnologia, da infraestrutura e das redes para suportar o crescente volume de variados dispositivos, a identificação persnalizada dos donos, o movimento de arquivos para Cloud (Nuvem) e consumidores cada vez mais plugados e exigentes. As empresas terão que se preparar para conseguir melhor performance, melhor custo por transação e serviços de alta qualidade, sempre conforme o gosto de cada consumidor. O faturamento das companhias também mudará, com receitas de produtos próprios, soluções de terceiros e de outros negócios que ainda são desconhecidos.         

O que irá definir sucesso nesse novo cenário? A habilidade de mudança. O conceito de transformação acaba muitas vezes sendo pensado a partir da ideia de uma uma nova tecnologia ou um novo processo. Transformar é um imperativo político, e não um processo ou a compra de uma tecnologia. Assim como inovação, a transformação está na esfera das escolhas. É uma opção que as empresas irão precisar definir para conseguir sobreviver.

Parece ilógico, mas muitas empresas ainda não partiram para a transformação. Isso está ocorrendo porque muitos profissionais são céticos em relação a mudanças. O medo do desconhecido tem deixado muitos executivos paralizados. Mas, os líderes transformadores estarão preparados para o novo, interessados em criar uma cultura que permite o aprendizado e preocupados em evoluir de forma contínua e sustentável. Com isso, o caminho da transformação passará pela liderança colaborativa e pela adaptabilidade das pessoas a esse novo cenário.

Estamos no melhor momento para iniciar a transformação e equipar nossas organizações com tecnologia de ponta e quebrando barreiras que pareciam imutáveis. O maior desafio para esse avanço está na decisão em querer fazer a transformação. Tomara que as empresas brasileiras façam sua lição de casa, sem medo de errar para evoluir. Como disse o futurista americano Aalvin Toffler, “os analfabetos do século 21 não serão aqueles que não sabem ler e ou escrever, mas os que se recusam a aprender, reaprender e voltar a aprender”.

*José Formoso, é CEO da Embratel

Comentário (0) Hits: 358

Cinco coisas que você não sabia sobre malware

bsa_malware.jpg12/07/2018 - Com a criação de um novo tipo de malware a cada 8 segundos, as ameaças digitais se transformaram em um problema grande tanto para usuários domésticos quanto para empresas. Para essas últimas, os prejuízos podem chegar a US$ 359 bilhões por ano. "Quanto maior o índice de uso de software não licenciado, maior a chance de uma infecção por malware", explica o country manager da BSA| The Software Alliance, a principal defensora global do setor de software perante governos e no mercado internacional, Antonio Eduardo Mendes da Silva, conhecido no mercado como Pitanga. "Softwares originais têm upgrades contínuos, antivírus confiáveis e atualização automática que mantêm sua empresa e seus dados seguros de ameaças digitais", completa.

Veja abaixo cinco curiosidades sobre os malwares.

- Malware é a abreviação de "Malicious Software", ou seja, uma ameaça digital instalada sem consentimento, escondida em links, mensagens de e-mail ou programas oferecidos "sem custos".

- Quanto maior o índice de uso de software não licenciado, maior a chance de uma infecção por malware: ao usar softwares sem licença, malwares podem se instalar no computador e roubar senhas e keyloggers, mascarar aplicativos bancários, redirecionar seu navegador para sites maliciosos e permitir que hackers acessem seu sistema.

- Uma em cada três empresas tem a chance de encontrar ameaças quando obtém ou instala programas ou pacotes de software irregulares.

- Uma nova ameaça de malware é criada a cada oito segundos: as empresas demoram até 243 dias para detectar um ataque e outros 50 para resolvê-lo.

- Os custos por computador infectado podem chegar a 10 mil dólares.

Comentário (0) Hits: 324

newsletter buton