A segurança corporativa na Era Digital

mario_rachid.jpg*Por Mário Rachid
07/08/2017 - Os ciberataques com vírus do tipo ransomware ocorridos recentemente alertam para a vulnerabilidade da segurança digital de muitas empresas nos mais variados segmentos. Milhares de empresas de todo o planeta foram atingidas recentemente por uma espécie de vírus que sequestra e bloqueia o acesso a arquivos – pedindo resgate para liberá-los –, gerando impactos irreparáveis aos negócios.

O ataque massivo revela que a proteção de sistemas e dados é o grande desafio das organizações, que são cada vez mais dependentes de sistemas eletrônicos para a troca de informações sigilosas. Para garantir a proteção desses dados é mandatório investir em estruturas robustas de segurança, com atuação rápida, preventiva e ininterrupta.

Os prejuízos para uma empresa vítima de um ataque massivo de hackers são enormes. Os danos financeiros e operacionais são os primeiros a serem contabilizados. Sistemas são rapidamente desligados para evitar um comprometimento maior da estrutura, paralisando as operações desde o momento no qual a ameaça é percebida até a contenção do ataque. Mas é preciso pensar além. Os prejuízos podem ser ainda mais danosos à reputação das organizações, aos clientes que podem ter dados expostos e às operações.

Está cada vez mais evidente, principalmente após os ciberataques mundiais, que as equipes de TI de muitas empresas ainda não estão preparadas para, sozinhas, gerenciarem as novas ameaças que surgem todos os dias e que exigem uma resposta rápida para minimizar os riscos de perdas financeiras, operacionais e de imagem. Os times internos descobriram que, de forma manual, é impossível mitigar essas invasões e apenas com uso de modernas tecnologias consegue-se dar conta da tríade necessária para que os dados das companhias estejam seguros: prevenção, detecção e mitigação.

Especialistas apontam que 2017 é o ano que marca a mudança de estratégia das organizações em relação ao orçamento de segurança digital. As cifras crescem na mesma proporção que a preocupação dos líderes de TI. Este ano, por exemplo, os gastos nessa área devem aumentar cerca de 10% em relação a 2016, chegando mundialmente a mais de US$ 90 bilhões. Segundo o Gartner, a tendência é passar dos US$ 110 bilhões em menos de três anos.

Tecnologia pode promover a igualdade social

gerando_falcoes.jpg04/08/2017 - Ciente do alto impacto da tecnologia na sociedade, a REDBELT, empresa focada na sinergia dos serviços de TI, acredita que é fundamental ter um time altamente competente e que quer fazer o bem, seja para o cliente, no dia a dia de trabalho, ou mesmo na vida pessoal. Baseado nessas premissas é que surgiu o apoio ao Instituto Gerando Falcões. A história ganhou reconhecimento da Microsoft em premiação especial para parceiros, na categoria que elege os melhores casos que usam tecnologia para gerar benefícios a humanidade. O prêmio foi entregue em julho, em Washington DC, durante o Microsoft Inspire, evento que reúne os principais parceiros da companhia no mundo.

Sediado em Poá, na Grande São Paulo, o Instituto Gerando Falcões nasceu em 2011 com o objetivo de mudar a realidade das periferias, impulsionando a transformação social. Iniciado pelo empreendedor Eduardo Lyra, o Instituto foi qualificado como ONG em 2013 e, atualmente, possui sete projetos socioeducativos que atingem mais de 100 mil jovens por ano, com aproximadamente 25% de aumento de abrangência anualmente.

Alinhada aos mesmos valores de fomentar a igualdade social, principalmente no mercado de trabalho, e com o intuito de qualificar jovens na área de tecnologia a fim de gerar novas oportunidades para a comunidade, a REDBELT participa do projeto de desenvolvimento e capacitação em Tecnologia da Informação com um Curso Profissionalizante de Programação. Especialistas altamente capacitados da REDBELT atuam como voluntários ministrando aulas de Infraestrutura, Cloud Computing, Segurança da Informação e Desenvolvimento de Aplicações. "A turma da REDBELT é craque em fazer negócios extraordinários para contribuir com o País. Eles são engajados, participativos e estão ajudando o Gerando Falcões a fazer com que o novo Bill Gates surja na favela. Quando eu penso em fazer transformação social, a REDBELT sempre está disposta a nos apoiar", afirma Eduardo Lyra, fundador do Instituto.

Com duração de um ano, o curso é gratuito e acontece duas vezes por semana nas salas do Instituto Gerando Falcões, com carga horária total de 160 horas/aula. O projeto beneficia 30 jovens com idade entre 14 e 19 anos das comunidades de Poá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba e Itaim Paulista, no estado de São Paulo. Todos os alunos também são estudantes do Ensino Médio. Ao final do programa, os jovens desenvolverão um produto tecnológico, podendo ser um aplicativo ou um site para desenvolvimento da comunidade local.

Além de promover a capacitação e o crescimento profissional destes jovens - o que amplia as chances para o ingresso no mercado de trabalho - o projeto permite aumentar a quantidade de especialistas em tecnologia, setor que está em constante crescimento. Segundo Valentina Medrano, diretora de operações do Instituto Gerando Falcões, "sem dúvida é um dos melhores projetos do Gerando Falcões. A parceria com a REDBELT significa compromisso e qualidade nas aulas ministradas pelos colaboradores da empresa. Os alunos estão aprendendo e ganhando paixão pela área de TI, graças aos conhecimentos compartilhados. Somos muito gratos a todo o time".

Além dos profissionais da REDBELT que ministram as aulas, o curso conta com o apoio da Microsoft com a doação de licenças de softwares para serem utilizados no projeto. Atualmente, o Instituto Gerando Falcões conta com:

50 licenças do CRM Online
3 licenças Sharepoint Server (intranet)
4 licenças SQL Server
100 licenças de Office 365 (Exchange, Skype, Sharepoint, PowerBI)
100 licenças de Windows
50 licenças do Office Pro Plus on premisse.
5 licenças Microsoft Project

"A Microsoft tem como missão empoderar pessoas e organizações a fazer mais e estamos colocando isso em prática nesta ação com a REDBELT e o Instituto Gerando Falcões. O projeto tem um forte impacto social e justamente por isso conquistou neste ano um prêmio importante que a Microsoft concede aos parceiros, na categoria Cloud for Global Good, que está relacionada a iniciativas que pretendem resolver problemas da humanidade com a tecnologia e levar inovação para comunidades", afirma Juliana Tubino, Diretora de Desenvolvimento e Negócios de Parceiros da Microsoft Brasil. "Fico especialmente feliz com o fato de a semente desta parceria com a ONG ter sido plantada durante um evento global de parceiros Microsoft em que o Eduardo Lyra palestrou. A colaboração entre REDBELT, SoftwareOne e Niteo foi ágil e impactante", complementa a executiva.

O programa também oferece aulas de inglês, que são ministradas pela própria equipe do Instituto Gerando Falcões, além de apoio da Decolar com a doação de computadores; da Niteo, que oferece suporte técnico; e da SoftwareONE, que é responsável pela mentoria de empreendedorismo.

A implantação do ensino de programação para os jovens destas comunidades quebra paradigmas e mostra que eles podem ocupar boas posições no mercado de trabalho, desde que tenham as mesmas condições de aprendizado. Além disso, incentiva o interesse sobre tecnologia, como no caso da aluna Camila Victoria, de 14 anos e moradora da comunidade de Poá: "este curso é uma oportunidade única. Eu não me interessava pela área de programação até ter os conceitos sobre o mundo de TI e os conteúdos que o professor Alicio Kerchers passou com metodologia bastante dinâmica, o que nos ajudou muito, além de envolver carinho e dedicação".

O conteúdo variado também desperta a curiosidade dos alunos, fator importante para estimular a criatividade e inspirar futuros destaques no segmento tecnológico. "Tivemos aula de segurança da informação com os professores Eduardo e Carlos Eduardo, o que foi sensacional! Aprendemos coisas altamente valiosas e atualmente temos aula com o professor Renato, que está nos ensinando com todo amor e dedicação. Estamos aprendendo mais a cada dia com todos eles. Agradeço demais o Gerando Falcões e todos os parceiros pela oportunidade", conclui Camila.

Os benefícios do projeto não abrangem apenas os alunos participantes, mas também os voluntários que, ao se tornarem educadores, aprimoram seu conhecimento técnico e evoluem como seres humanos. De acordo com Renato Ferreira, analista de desenvolvimento da REDBELT, "tem sido muito gratificante ministrar o curso de programação de computadores no Gerando Falcões. Os jovens são extremamente inteligentes, engajados e têm absorvido muito bem o conteúdo do curso. Não conhecia o projeto da ONG e esta oportunidade tem tido grande valia para mim, pessoal e profissionalmente".

Com o objetivo de motivar ainda mais o interesse pelo curso e elevar a oferta de oportunidades para as comunidades envolvidas, a REDBELT também irá contratar um jovem aprendiz no final do curso. O aluno será selecionado de acordo com o seu desempenho durante as aulas, conhecimento técnico e postura profissional. Desta maneira, a REDBELT amplia as possibilidades de um futuro com mais igualdade social. Além disso, a empresa obtém a energia, o envolvimento e a mobilização que só é possível fazendo parte de todo o processo.

 

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Sete pecados capitais da era digital

resource_paulo_marcelo.jpg*Por Paulo Marcelo
03/08/2017 - A Transformação Digital, embora muito divulgada, estudada e debatida, está em construção. A sociedade já é digital e as empresas ainda não. Por isso, merece todo o cuidado para que seja bem-sucedida. É muito importante contar com um parceiro que ajude o cliente a conduzir essa jornada de maneira assertiva, promovendo o engajamento de todos os colaboradores, com o comprometimento do board da empresa. O sucesso dessa transformação depende fundamentalmente das pessoas.
Dessa forma, o cliente dessa nova era, empoderado, contrata mais do que serviços ou soluções, ele quer resultados. E para que eles sejam atingidos, é preciso conhecer algumas armadilhas que podem comprometer o nível de excelência do digital. Listei a seguir sete entraves que devem ser evitados.

1- Não integrar a visão corporativa à estratégia digital

A construção da estratégia digital deve permear todas as áreas de negócio e integrar a estratégia da corporação. É preciso ter clareza sobre onde a empresa pretende chegar, desenhar uma jornada de Transformação Digital e integrar esse plano à visão da companhia. Todos devem unir esforços para uma ação conjunta com um objetivo comum: modernizar processos, produtos e serviços para colocar a corporação em linha com as atuais expectativas de clientes e parceiros. A transformação não acontece sozinha e visa fortalecer a competitividade e o posicionamento da empresa.

2- Não ter o comprometimento do CEO e do C-Level

Contar com o apoio do CEO na construção de uma estratégia digital não é mais o suficiente para o sucesso. É preciso contar com a sua liderança e o comprometimento efetivo do C-Level. É fundamental também priorizar e sustentar continuamente os investimentos, além de medir resultados. Somente dessa forma, a empresa será bem-sucedida na integração da sua cultura ao digital. CEO e C-Levels devem estar engajados na promoção do conhecimento aos seus colaboradores, participar ativamente de eventos que objetivam disseminar a nova cultura. Bons exemplos trazem incentivo e credibilidade.

3- Não contagiar as pessoas com a nova cultura

As mudanças na cultura da empresa para um modelo de evolução digital requerem a modernização de processos que muitas vezes esbarram em resistências. Portanto, é importante contagiar as pessoas com a cultura digital, mostrando todos os benefícios que esse novo modelo pode proporcionar no desenvolvimento de suas funções. Dessa forma, é possível evitar a formação de silos de evolução e estender a transformação para todas as áreas da empresa. A comunicação é essencial para garantir uma adesão consistente e ganhar a confiança de todos.

4- Não fortalecer as competências para a nova era

A transformação digital trouxe a necessidade de agregar novas competências para atingir os objetivos de negócios 4.0. Essa renovação não significa necessariamente uma ruptura com o modelo existente. A estratégia é unir todas as competências do time da casa, trazer novas, investir em talentos, preservando a essência da companhia. A execução de uma estratégia digital acontece por meio da motivação das pessoas, que usam a tecnologia para alcançar resultados com mais eficiência.

5- Não buscar o simples e cair na armadilha do complexo

Este é um dos maiores pecados em uma estratégia de transformação. Um dos protagonistas da era digital é a metodologia Ágil, que proporciona a realização de entregas rápidas, por meio do conceito de MVPs (Mínimo Produto Viável). Essa vantagem de poder aumentar a quantidade de novas versões disponibilizadas aos clientes permite que erros apareçam mais rapidamente e, ao mesmo tempo, sejam solucionados na mesma velocidade. Assim, é possível simplificar o desenvolvimento e acelerar ainda mais o compromisso com as entregas.

6- Adotar todo e qualquer tipo de tecnologia sem planejamento e avaliação de necessidades

Quando a decisão de construir uma estratégia digital é tomada, é preciso, primeiramente, avaliar o cenário atual e os principais objetivos que a empresa pretende atingir com as mudanças. A Transformação Digital não é um remédio para todas as dores do negócio. Definido o desenho da jornada digital, é hora de agregar as tecnologias que irão contribuir para o seu sucesso. Não se pode cair na armadilha de querer adotar todas as inovações que não estejam diretamente relacionadas com as necessidades de modernização dos negócios e, consequentemente, dos seus resultados.

7- Não eleger Agentes de Transformação Digital

Dependendo do porte e da atuação da empresa, é muito importante eleger Agentes da Transformação Digital, originados do time de C-Levels da companhia. Eles serão fortes aliados do CEO no compromisso de permear a nova cultura em toda a companhia e manter todas as pessoas informadas e engajadas. Os agentes devem trabalhar para que a Transformação Digital seja implementada em ciclos rápidos e cuidar para que os investimentos sejam constantes no digital. Dessa forma, o processo será consistente, contínuo, executado, aferido e controlado.

*Paulo Marcelo, CEO da Resource

 

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Nuvem Pública, Privada ou Híbrida? Veja as diferenças

nuvem_ti.jpg*Por Bruno Russo
27/07/2017 - Vista somente como tendência até pouco tempo atrás, a computação em nuvem chega em 2017 com o status de mainstream. De acordo com um estudo recente da IDC (International Data Corporation), somente o mercado de Cloud pública deve crescer 20% neste ano, atingindo US$ 890 milhões. Mesmo com o cenário econômico ainda em alerta, as empresas devem investir em Cloud por conta de vantagens como redução de custos, maior agilidade na entrega de soluções, mobilidade e escalabilidade. No ano passado, os investimentos em nuvem pública e privada ficaram em torno de 3,6 bilhões de dólares – sendo que o Brasil detém 45% do mercado.

Dentro da Computação em Nuvem existem três tipos de organização para fornecimento de serviços, infraestrutura, armazenamento de dados, plataformas e softwares: a Nuvem Pública, Privada e a Híbrida. Já está claro para a maioria das empresas a importância de se ter uma boa infraestrutura na nuvem. Mas nem todas conseguem escolher o modelo ideal de acordo com o que desenvolvem. Por isso, vou abordar abaixo as principais diferenças entre as três formas e o tipo de negócio mais indicado para cada:

Nuvem Pública

A pública é o modelo mais utilizado nas empresas, por ser adequada à utilização de softwares como serviços (SaaS) e permitir a ampliação da capacidade de armazenamento. Assim, os serviços são fornecidos em um ambiente virtualizado acessível por meio da internet, construído utilizando recursos físicos agrupados e compartilhados. Além disso, o provedor usa a Internet para tornar os recursos disponíveis para seus clientes, cada qual com seus níveis de acesso bem definidos.
É o tipo de nuvem mais barato, pois os custos de hardware, aplicativos e largura de banda são cobertos pelo provedor. A empresa paga somente pela capacidade utilizada.

Principais benefícios:
- Escalabilidade ilimitada;
- Disponibilidade;
- Recursos sob demanda;
- Custos controláveis e menores do que a infraestrutura interna (ou o modelo privado);
- Confiabilidade devido à quantidade de servidores disponíveis.
Uma nuvem pública é indicada para empresas que querem ganhar poder tecnológico sem dispor de grandes investimentos em TI. Ela também é útil para quem tem pressa em utilizar recursos virtualizados, por tratar-se de uma nuvem que já está pronta.

Nuvem Privada

A nuvem privada foi criada para atender às necessidades de um único negócio. Ela pode ser implementada internamente para atender diversas filiais, por exemplo, ou ser fornecida por um provedor. É uma arquitetura de data center própria e exclusiva de uma empresa. Ela oferece todos os benefícios da nuvem pública, como flexibilidade, escalabilidade, provisionamento, automação, monitoramento, entre outros, com a diferença de não ser dividida com outras empresas.
Vale lembrar que nesse modelo, os recursos "as-a-service" não são vendidos a diferentes clientes pelo provedor, mas ofertados a uma única empresa, podendo servir, por exemplo, diferentes filiais e parceiros de negócios.

Principais benefícios:
- Maior nível de confiabilidade;
- Controle totalmente interno dos servidores e outros recursos;
- Possibilidade de utilizar os recursos legados para manter a própria nuvem;
- Atendimento à cultura de controle interno.

Uma nuvem privada é indicada para empresas que gerenciam dados muito sensíveis, como transações financeiras, por exemplo. Ela também serve muito bem para negócios nos quais a cultura de controle interno é bem rígida.

Nuvem Híbrida

A nuvem híbrida mescla os dois modelos anteriores, visando extrair o melhor de ambos e desempenhar funções distintas dentro de uma mesma organização. Se por um lado as nuvens públicas oferecem mais escalabilidade do que as privadas, estas por sua vez são mais recomendadas para armazenagem de dados críticos. Logo, é possível maximizar as eficiências por meio dessa mescla, conforme as necessidades da empresa.

Principais benefícios:
- Flexibilidade e escalabilidade;
- Controle de custos;
- Controles técnicos (especialmente do modelo privado);
- Possibilidade de alternar entre o modelo público e o privado conforme a necessidade do negócio.
Na maioria das vezes, o modelo é escolhido por empresas que já possuem uma boa infraestrutura interna e também querem aproveitar os benefícios do modelo público, especialmente no que diz respeito a softwares como serviço (SaaS).

*Bruno Russo é Product Owner da Locaweb Corp, unidade corporativa da Locaweb.

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Avast alerta para ataques do Adylkuzz no Brasil

cyber_brasil.jpg26/07/2017 - PCs de usuários brasileiros estão sendo utilizados, sem a sua autorização, para garimpo de criptomoedas na internet: só do malware do Adylkuzz a Avast já bloqueou um total de 20.930 ataques no Brasil. Foram bloqueados também 7.306 ataques na Argentina, 3.698 no México, 3.146 na Alemanha. O país mais visado é a Rússia, com 150.097 ataques do Adylkuzz, de um total registrado de 520.551 tentativas de infecção de PCs em todo o mundo, contadas desde a descoberta desse malware em 17 de Maio deste ano.

“O Bitcoin não é o único tipo de criptomoeda que os criminosos estão garimpando com o uso de malware: o malware de garimpo Adylkuzz, que se espalhou amplamente ao mesmo tempo em que o WannaCry, garimpa o Monero, um tipo diferente de criptomoeda que está se espalhando com rapidez especialmente na Rússia”, explica Jakub Kroustek, líder do Avast Threat Lab Team.

Zonas de risco do Adylkuzz

A mineração de criptomoedas, ele explica, é um negócio legítimo, mas para fazer isso em larga escala é preciso dispor de um forte poder de computação: “Existem pessoas que utilizam grandes 'server farms' para ganhar dinheiro com mineração de Bitcoins e de outras criptomoedas. Mas a utilização dessas 'server farms' requer um alto investimento financeiro tanto para a infra-estrutura quanto para pagar a eletricidade”, acrescenta. “Por isso os cibercriminosos tentam contornar esses custos usando os PCs de usuários aleatórios que eles infectam com seu malware, para usarem esse poder de computação sem serem percebidos. Claro que eles querem tirar proveito dos recursos do sistema do computador infectado pelo maior tempo possível. Portanto, o Adylkuzz fica sendo executado em segundo plano, sem que o usuário perceba nada além do fato de que seu sistema estará rodando mais lento”.

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Tudo o que é preciso saber sobre a Bitcoin

bitcoin.jpgPor Fernando Pavani
24/07/2017 - A Bitcoin, moeda virtual não emitida por nenhum governo, apareceu em 2008 no grupo de discussão The Cryptography Mailing. Naquela época, poucos imaginavam a valorização e importância que teria no futuro. Hoje, após ter sido a moeda que mais valorizou em 2016, passou a chamar mais a atenção, mas ainda causa dúvidas. Pensando nisso, Fernando Pavani, CEO da BeeTech, empresa que oferece soluções cambiais 100% online, criou um questionário para esclarecer a cryptomoeda. Confira:

O que é a Bitcoin?

Tecnologia criada em 2008, a Bitcoin é uma moeda virtual, uma cryptomoeda - ou cryptocurrency, porém as "cédulas virtuais" não são emitidas por nenhum governo e não possuem um órgão regulador o que dificulta um pouco seu uso e gera muitas dúvidas sobre o que pode, e o que não se pode fazer com Bitcoin.

O maior motivo alegado por pessoas que compram Bitcoins é o de investimento, compra-se a moeda esperando que ela se valorize muito e, assim, se assuma um ganho de valor. O uso de Bitcoin é visto como o futuro por muitos especialistas e alguns países já estão encontrando um lugar em sua economia para as criptomoedas. O Japão já regularizou a moeda digital como forma de pagamento e a Rússia já anunciou planos para fazer o mesmo em 2018.

É possível fazer compras com a Bitcoin?

Sim. A criptomoeda Bitcoin é como qualquer outro tipo de dinheiro, compras podem ser feitas em marcas como DELL e Tesla, na plataforma de blogs Wordpress e também, no site de música Soundcloud. Pode realizar transferências de dinheiro em internet, adquirir games digitais, fazer doações para instituições globais conhecidas como Wikipedia ou Greenpeace. Pagar hospedagens, mercadorias em geral e produtos online também fazem parte da ampla variedade de pagamentos que podem ser feitos com o Bitcoin. Atualmente, há diversos varejistas online, lojas e marcas que estão aderindo ao Bitcoin como forma de pagamento de seus produtos e acreditamos que ao decorrer dos anos diversas marcas irão aderir a essa tecnologia.

Como funciona a valorização da bitcoin?

Sem saber onde aplicar seu dinheiro, muitas pessoas optaram por investir em Bitcoin. A valorização do Bitcoin teve um índice alto em seu valor no final de 2014 - começo de 2015, com um crescimento de 92% apesar da instabilidade econômica. A valorização da moeda funciona de acordo com a demanda e empresas que estão aderindo a essa forma de pagamento. Por ser uma moeda limitada, o preço acaba sendo muito mais alto pela demanda não ser tão grande. Nos últimos anos, a valorização está em um constante crescimento, mas é imprevisível de como será nos próximos anos.

Quem criou a bitcoin?

Desde o surgimento do Bitcoin, a identidade do criador nunca tinha sido revelada. Há pouco tempo, com pseudônimo Satoshi Nakamoto, o criador revelou sua identidade e se chama Craig Wright, um empreendedor australiano.

Quando vale investir na bitcoin?

É imprevisível. É uma relação de custo x benefício como qualquer outra moeda. Não tem como prever um bom momento para investir em Bitcoin. O preço é determinado pela lei da oferta e demanda, sendo bastante volátil ainda. Vale lembrar que, por ser uma moeda fácil e prática, está atraindo cada vez mais clientes, mas é limitada e escassa no mercado.

Quais as dicas para ter sucesso no investimento com a bitcoin?

Tenha calma: O Bitcoin é um investimento a longo prazo, ganhar dinheiro da noite para o dia é o sonho dos investidores mas não é a realidade. Uma grande variação de preço pode resultar em lucros ou prejuízos, dependendo do investimento inicial.

Ter espírito empreendedor: O Bitcoin vem crescendo muito rápido. Há oportunidades mas também tem riscos. Seu futuro é imprevisível, ainda é um investimento arriscado, mas não tanto quanto era no ano de seu surgimento. Planejar e estudar seus investimentos é sempre uma boa saída.

Ter consciência do crescimento: A escassez desta moeda é enorme e a demanda crescente. O potencial de crescimento do Bitcoin é muito grande. Uma das grandes invenções da tecnologia nos últimos anos, tem um leque grande de vantagens e benefícios que conquista cada vez mais clientes pela facilidade, segurança e rapidez nas compras.

Como fazer para abrir uma conta em uma bolsa de bitcoin no exterior?

É possível comprar bitcoins nos mercados internacionais, como: Coinbase, Circle, Kraken, Bitstamp, DriveWealth e SpectroCoin.

O processo de abertura de conta é fácil. Primeiro, precisa conectar uma conta corrente a sua conta em algum mercado ou bolsa Bitcoin, este mercado deve estar disponível no país da sua conta de destino. Ao escolher a sua bolsa Bitcoin, você deve entrar no site para se cadastrar. Os documentos necessários para realizar o cadastro na maioria das bolsas são: RG, passaporte e comprovante de residência (alguns exigem o comprovante com tradução certificada para o inglês), e uma carta do banco ou extrato de meses anteriores. Em poucos passos, você abre a sua conta em uma bolsa de Bitcoin e já pode começar a investir.

 

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