Simulação realística inovará produção

dassault.jpg*Por Mario Belesi
15/08/2017 - As falhas prematuras e os recalls de produtos são muito caros e resultam em perda de lucros, litígio e desvalorização da marca, entre outras coisas. Os recalls de hardware são frequentemente mais onerosos do que os de software, uma vez que as correções de programas podem ser facilmente obtidas por meio de download e instaladas facilmente à distância. Mas por que os problemas de fabricação de produtos são tão frequentes?

Os times de engenharia são constantemente pressionados a melhorar o desempenho dos produtos, reduzir os fatores de formato e o tempo de lançamento no mercado, tudo ao mesmo tempo em que cortam os custos. Com o objetivo de atenuar os riscos, os profissionais precisam desenvolver um entendimento mais profundo do projeto e do comportamento do produto em condições operacionais reais.

Os testes físicos são uma excelente forma de entender o comportamento de produtos, mas são extremamente caros e consomem muito tempo, enquanto a simulação eletrônica em 3D é uma alternativa mais eficiente, com menor custo e resultados mais rápidos. É essencial encontrar o equilíbrio entre os testes físicos e a simulação eletrônica durante o desenvolvimento do produto. Para obter o melhor resultado do investimento, as simulações deveriam utilizar ferramentas modernas para serem efetivas e serem implementadas no início do ciclo de design, quando os protótipos ainda não estão disponíveis e a criação não está completamente desenvolvida.

Quanto antes as falhas forem descobertas, mais cedo é possível corrigi-las – e com um custo menor de correção, que cresce exponencialmente à medida que o ciclo de design avança. Portanto, identificar e corrigir problemas no início do projeto é crucial para o sucesso de um produto.

Nem todas as ferramentas de simulação são iguais e você não necessita de informações genéricas e, sim, da resposta certa. Para isso, é preciso adotar as ferramentas de simulação que mais retratem a sua realidade e que ofereçam respostas rápidas. É necessário, também, ferramentas de testes e validação de produtos com tecnologias líderes de mercado e capazes de resolver problemas e indicar soluções de uma forma rápida e eficiente, melhorando assim o design do produto, garantindo sua confiabilidade e reduzindo o tempo de lançamento no mercado.

A representação precisa do comportamento do material e análise física das falhas são essenciais para obter resultados realísticos. Essas capacidades são importantes na antecipação do comportamento de materiais que possuem alta propensão ao dano, como plásticos.

Produtos eletrônicos de consumo, especialmente dispositivos móveis e portáteis como smartphones, tablets e laptops, estão sujeitos a uma variedade de condições operacionais. Esses aparelhos precisam ser projetados para serem protegidos contra danos e para serem resistentes a quedas e a situações reais de uso. Os engenheiros devem garantir que “portátil” não seja sinônimo de “quebrável”.

Acredito que o desafio da indústria é desenvolver um produto leve que possa não somente suportar os ciclos de carga associados à utilização contínua, mas também cenários de carga abusivos que são vistos com menos regularidade (de acordo com pesquisas e estatísticas de reclamações a seguradoras, as causas mais frequentes de danos a dispositivos móveis são quedas e prejuízos causados pela água).

A simulação deve ser empregada desde a idealização e desenvolvimento do produto até os estágios finais de análise de falhas para aumentar a qualidade e reduzir o tempo de lançamento. Enquanto as quedas durante a utilização diária são uma preocupação quanto aos aparelhos portáteis, tombos durante o transporte são o maior receio considerando equipamentos de escritório. Os engenheiros têm o desafio de identificar os componentes estruturais que são mais suscetíveis aos danos e melhorar sua resistência, ao mesmo tempo em que reduzem o peso da estrutura.

Nesse cenário, a simulação realística é mais do que uma ferramenta de otimização do trabalho, é um aliado dos times de engenharia e design para a entrega de produtos de alto nível, baixo custo e rápida chegada ao mercado, aumentando a competitividade e a lucratividade das empresas. Sem dúvida, as empresas que investirem em plataformas que garantem a experiência do cliente serão bem-sucedidas no mercado e terão produtos diferenciados. É a era da tecnologia como fator de competitividade.

*Por Mario Belesi, Diretor da Dassault Systèmes responsável por soluções SOLIDWORKS para América Latina

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Bitcoin: podemos afirmar que é ouro digital?

bitcoin.jpg*Por Fabiana Batistela
14/08/2017 - O conhecimento nunca esteve tão em alta como agora. Estamos vivenciando um momento que podemos chamar de "Era da Sabedoria" e, por essa razão, é preciso saber acompanhar as evoluções por meio de fontes confiáveis, observar as movimentações com censo crítico e extrair o joio do trigo.

Aprendi desde cedo que nem tudo é o que parece e, portanto, temos de ser autores da nossa própria história, desenhada hoje em regime de colaboração com os sábios em cada assunto. Lembro quando cheguei ao Vale do Silício, aqui nos Estados Unidos, e bitcoin era um assunto bastante comentado, mas eu não fazia ideia do que era e muito menos no que poderia se transformar em tão pouco tempo. Não me senti tão perdida, pois nem mesmo na série The Jetsons, criada pelos visionários William Hanna e Joseph Barbera na década de 60, havia moeda digital. Em um dos episódios, quem diria, George Jetson saca a sua carteira (tradicional) para fazer um pagamento com cédulas normais.

Hoje, as moedas digitais, inimagináveis mesmo em Orbit City, já são uma realidade. Existem várias em "circulação" no mundo. Entre elas, monero, dash, z-cash, steem, litecoin e ethereum, mas bitcoin é a mais valorizada e popular. Essas moedas usam como plataforma o blockchain e suas altas geram cada vez mais alvoroço no mercado financeiro. Em maio deste ano, por exemplo, o bitcoin deu um salto recorde e atingiu a marca de US$ 2,4 mil. Em 2016, a moeda valorizou mais de 90% em média nas corretoras.

O site Infomoney divulga que esse mercado de moedas virtuais, tendo como protagonistas o bitcoin e o ethereum, movimentou mais de US$ 100 bilhões de janeiro a junho de 2017. O preço do bitcoin acumula valorização de 165% nesse mesmo período. Não é à toa que está sendo chamado de "ouro digital".

O aumento impressionante do valor dessas moedas tem estimulado várias empresas, lojas e outras categorias de negócios a aceitá-las como meio de pagamento. O Japão e a Rússia já estão cuidando da normatização das criptomoedas. Vale lembrar que elas não são ilegais, mas ainda estão em evolução e em vias de regulamentação em diferentes países.

Dessa forma, não estranhei ao ler no final do mês passado a seguinte chamada: "adolescente fica milionário aos 18 anos usando bitcoins após fazer aposta com os pais". Imagine que o norte-americano Erik Finman, quando tinha 12 anos, apostou com seus pais que, se ficasse milionário aos 18, não iria ingressar em nenhuma faculdade. E ele ganhou! A avó deu de presente US$ 1 mil no 12º aniversário do menino e então ele comprou 83 bitcoins. Hoje, Erik, aos 18 anos, tem 403 bitcoins, totalizando em seu cofrinho, no atual preço, nada menos do que mais de US$ 1 milhão. Agora, ele também tem investido em outras moedas virtuais como o litecoin e o ethereum. George Jetson perdeu essa.

Bitcoin no Brasil

Uma grande construtora brasileira, em 2014, arrebatou o título de primeira nesse setor no mundo a aceitar compra de imóveis com bitcoin. Sabia disso? Infelizmente, desde então, nada foi vendido com moedas digitais. Talvez porque as transações da construtora envolvam valores muito altos, mas foi uma ousadia de marketing e de inovação, certamente.

fabiana_batistela.jpgA Receita Federal também reafirmou sua evolução tecnológica. Incluiu nas instruções para declaração anual a moeda digital neste ano. O manual de perguntas e respostas do órgão subordinado ao Ministério da Fazenda traz dois tópicos específicos para a declaração de criptomoedas.

No entanto, o mercado ainda olha com certo ceticismo para as moedas virtuais porque elas não são emitidas por uma entidade controladora como o Banco Central, por exemplo, e operam de maneira descentralizada. Nesse sentido, a regulamentação também pode ser vantajosa para resolver a preocupação com esse tipo de aplicação.

Sabemos que esse mercado ainda terá de evoluir, inclusive em termos de segurança. Mas o fato é que não há como parar esse trem em movimento. É importante estarmos atentos para o tema, pois ele pode repaginar a sua maneira de fazer negócio a qualquer momento.

*Por Fabiana Batistela, Diretora de Estratégia e Inovação da Resource, uma das principais multinacionais brasileiras de serviços de TI e Integração Digit

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A segurança corporativa na Era Digital

mario_rachid.jpg*Por Mário Rachid
07/08/2017 - Os ciberataques com vírus do tipo ransomware ocorridos recentemente alertam para a vulnerabilidade da segurança digital de muitas empresas nos mais variados segmentos. Milhares de empresas de todo o planeta foram atingidas recentemente por uma espécie de vírus que sequestra e bloqueia o acesso a arquivos – pedindo resgate para liberá-los –, gerando impactos irreparáveis aos negócios.

O ataque massivo revela que a proteção de sistemas e dados é o grande desafio das organizações, que são cada vez mais dependentes de sistemas eletrônicos para a troca de informações sigilosas. Para garantir a proteção desses dados é mandatório investir em estruturas robustas de segurança, com atuação rápida, preventiva e ininterrupta.

Os prejuízos para uma empresa vítima de um ataque massivo de hackers são enormes. Os danos financeiros e operacionais são os primeiros a serem contabilizados. Sistemas são rapidamente desligados para evitar um comprometimento maior da estrutura, paralisando as operações desde o momento no qual a ameaça é percebida até a contenção do ataque. Mas é preciso pensar além. Os prejuízos podem ser ainda mais danosos à reputação das organizações, aos clientes que podem ter dados expostos e às operações.

Está cada vez mais evidente, principalmente após os ciberataques mundiais, que as equipes de TI de muitas empresas ainda não estão preparadas para, sozinhas, gerenciarem as novas ameaças que surgem todos os dias e que exigem uma resposta rápida para minimizar os riscos de perdas financeiras, operacionais e de imagem. Os times internos descobriram que, de forma manual, é impossível mitigar essas invasões e apenas com uso de modernas tecnologias consegue-se dar conta da tríade necessária para que os dados das companhias estejam seguros: prevenção, detecção e mitigação.

Especialistas apontam que 2017 é o ano que marca a mudança de estratégia das organizações em relação ao orçamento de segurança digital. As cifras crescem na mesma proporção que a preocupação dos líderes de TI. Este ano, por exemplo, os gastos nessa área devem aumentar cerca de 10% em relação a 2016, chegando mundialmente a mais de US$ 90 bilhões. Segundo o Gartner, a tendência é passar dos US$ 110 bilhões em menos de três anos.

Tecnologia pode promover a igualdade social

gerando_falcoes.jpg04/08/2017 - Ciente do alto impacto da tecnologia na sociedade, a REDBELT, empresa focada na sinergia dos serviços de TI, acredita que é fundamental ter um time altamente competente e que quer fazer o bem, seja para o cliente, no dia a dia de trabalho, ou mesmo na vida pessoal. Baseado nessas premissas é que surgiu o apoio ao Instituto Gerando Falcões. A história ganhou reconhecimento da Microsoft em premiação especial para parceiros, na categoria que elege os melhores casos que usam tecnologia para gerar benefícios a humanidade. O prêmio foi entregue em julho, em Washington DC, durante o Microsoft Inspire, evento que reúne os principais parceiros da companhia no mundo.

Sediado em Poá, na Grande São Paulo, o Instituto Gerando Falcões nasceu em 2011 com o objetivo de mudar a realidade das periferias, impulsionando a transformação social. Iniciado pelo empreendedor Eduardo Lyra, o Instituto foi qualificado como ONG em 2013 e, atualmente, possui sete projetos socioeducativos que atingem mais de 100 mil jovens por ano, com aproximadamente 25% de aumento de abrangência anualmente.

Alinhada aos mesmos valores de fomentar a igualdade social, principalmente no mercado de trabalho, e com o intuito de qualificar jovens na área de tecnologia a fim de gerar novas oportunidades para a comunidade, a REDBELT participa do projeto de desenvolvimento e capacitação em Tecnologia da Informação com um Curso Profissionalizante de Programação. Especialistas altamente capacitados da REDBELT atuam como voluntários ministrando aulas de Infraestrutura, Cloud Computing, Segurança da Informação e Desenvolvimento de Aplicações. "A turma da REDBELT é craque em fazer negócios extraordinários para contribuir com o País. Eles são engajados, participativos e estão ajudando o Gerando Falcões a fazer com que o novo Bill Gates surja na favela. Quando eu penso em fazer transformação social, a REDBELT sempre está disposta a nos apoiar", afirma Eduardo Lyra, fundador do Instituto.

Com duração de um ano, o curso é gratuito e acontece duas vezes por semana nas salas do Instituto Gerando Falcões, com carga horária total de 160 horas/aula. O projeto beneficia 30 jovens com idade entre 14 e 19 anos das comunidades de Poá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba e Itaim Paulista, no estado de São Paulo. Todos os alunos também são estudantes do Ensino Médio. Ao final do programa, os jovens desenvolverão um produto tecnológico, podendo ser um aplicativo ou um site para desenvolvimento da comunidade local.

Além de promover a capacitação e o crescimento profissional destes jovens - o que amplia as chances para o ingresso no mercado de trabalho - o projeto permite aumentar a quantidade de especialistas em tecnologia, setor que está em constante crescimento. Segundo Valentina Medrano, diretora de operações do Instituto Gerando Falcões, "sem dúvida é um dos melhores projetos do Gerando Falcões. A parceria com a REDBELT significa compromisso e qualidade nas aulas ministradas pelos colaboradores da empresa. Os alunos estão aprendendo e ganhando paixão pela área de TI, graças aos conhecimentos compartilhados. Somos muito gratos a todo o time".

Além dos profissionais da REDBELT que ministram as aulas, o curso conta com o apoio da Microsoft com a doação de licenças de softwares para serem utilizados no projeto. Atualmente, o Instituto Gerando Falcões conta com:

50 licenças do CRM Online
3 licenças Sharepoint Server (intranet)
4 licenças SQL Server
100 licenças de Office 365 (Exchange, Skype, Sharepoint, PowerBI)
100 licenças de Windows
50 licenças do Office Pro Plus on premisse.
5 licenças Microsoft Project

"A Microsoft tem como missão empoderar pessoas e organizações a fazer mais e estamos colocando isso em prática nesta ação com a REDBELT e o Instituto Gerando Falcões. O projeto tem um forte impacto social e justamente por isso conquistou neste ano um prêmio importante que a Microsoft concede aos parceiros, na categoria Cloud for Global Good, que está relacionada a iniciativas que pretendem resolver problemas da humanidade com a tecnologia e levar inovação para comunidades", afirma Juliana Tubino, Diretora de Desenvolvimento e Negócios de Parceiros da Microsoft Brasil. "Fico especialmente feliz com o fato de a semente desta parceria com a ONG ter sido plantada durante um evento global de parceiros Microsoft em que o Eduardo Lyra palestrou. A colaboração entre REDBELT, SoftwareOne e Niteo foi ágil e impactante", complementa a executiva.

O programa também oferece aulas de inglês, que são ministradas pela própria equipe do Instituto Gerando Falcões, além de apoio da Decolar com a doação de computadores; da Niteo, que oferece suporte técnico; e da SoftwareONE, que é responsável pela mentoria de empreendedorismo.

A implantação do ensino de programação para os jovens destas comunidades quebra paradigmas e mostra que eles podem ocupar boas posições no mercado de trabalho, desde que tenham as mesmas condições de aprendizado. Além disso, incentiva o interesse sobre tecnologia, como no caso da aluna Camila Victoria, de 14 anos e moradora da comunidade de Poá: "este curso é uma oportunidade única. Eu não me interessava pela área de programação até ter os conceitos sobre o mundo de TI e os conteúdos que o professor Alicio Kerchers passou com metodologia bastante dinâmica, o que nos ajudou muito, além de envolver carinho e dedicação".

O conteúdo variado também desperta a curiosidade dos alunos, fator importante para estimular a criatividade e inspirar futuros destaques no segmento tecnológico. "Tivemos aula de segurança da informação com os professores Eduardo e Carlos Eduardo, o que foi sensacional! Aprendemos coisas altamente valiosas e atualmente temos aula com o professor Renato, que está nos ensinando com todo amor e dedicação. Estamos aprendendo mais a cada dia com todos eles. Agradeço demais o Gerando Falcões e todos os parceiros pela oportunidade", conclui Camila.

Os benefícios do projeto não abrangem apenas os alunos participantes, mas também os voluntários que, ao se tornarem educadores, aprimoram seu conhecimento técnico e evoluem como seres humanos. De acordo com Renato Ferreira, analista de desenvolvimento da REDBELT, "tem sido muito gratificante ministrar o curso de programação de computadores no Gerando Falcões. Os jovens são extremamente inteligentes, engajados e têm absorvido muito bem o conteúdo do curso. Não conhecia o projeto da ONG e esta oportunidade tem tido grande valia para mim, pessoal e profissionalmente".

Com o objetivo de motivar ainda mais o interesse pelo curso e elevar a oferta de oportunidades para as comunidades envolvidas, a REDBELT também irá contratar um jovem aprendiz no final do curso. O aluno será selecionado de acordo com o seu desempenho durante as aulas, conhecimento técnico e postura profissional. Desta maneira, a REDBELT amplia as possibilidades de um futuro com mais igualdade social. Além disso, a empresa obtém a energia, o envolvimento e a mobilização que só é possível fazendo parte de todo o processo.

 

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Sete pecados capitais da era digital

resource_paulo_marcelo.jpg*Por Paulo Marcelo
03/08/2017 - A Transformação Digital, embora muito divulgada, estudada e debatida, está em construção. A sociedade já é digital e as empresas ainda não. Por isso, merece todo o cuidado para que seja bem-sucedida. É muito importante contar com um parceiro que ajude o cliente a conduzir essa jornada de maneira assertiva, promovendo o engajamento de todos os colaboradores, com o comprometimento do board da empresa. O sucesso dessa transformação depende fundamentalmente das pessoas.
Dessa forma, o cliente dessa nova era, empoderado, contrata mais do que serviços ou soluções, ele quer resultados. E para que eles sejam atingidos, é preciso conhecer algumas armadilhas que podem comprometer o nível de excelência do digital. Listei a seguir sete entraves que devem ser evitados.

1- Não integrar a visão corporativa à estratégia digital

A construção da estratégia digital deve permear todas as áreas de negócio e integrar a estratégia da corporação. É preciso ter clareza sobre onde a empresa pretende chegar, desenhar uma jornada de Transformação Digital e integrar esse plano à visão da companhia. Todos devem unir esforços para uma ação conjunta com um objetivo comum: modernizar processos, produtos e serviços para colocar a corporação em linha com as atuais expectativas de clientes e parceiros. A transformação não acontece sozinha e visa fortalecer a competitividade e o posicionamento da empresa.

2- Não ter o comprometimento do CEO e do C-Level

Contar com o apoio do CEO na construção de uma estratégia digital não é mais o suficiente para o sucesso. É preciso contar com a sua liderança e o comprometimento efetivo do C-Level. É fundamental também priorizar e sustentar continuamente os investimentos, além de medir resultados. Somente dessa forma, a empresa será bem-sucedida na integração da sua cultura ao digital. CEO e C-Levels devem estar engajados na promoção do conhecimento aos seus colaboradores, participar ativamente de eventos que objetivam disseminar a nova cultura. Bons exemplos trazem incentivo e credibilidade.

3- Não contagiar as pessoas com a nova cultura

As mudanças na cultura da empresa para um modelo de evolução digital requerem a modernização de processos que muitas vezes esbarram em resistências. Portanto, é importante contagiar as pessoas com a cultura digital, mostrando todos os benefícios que esse novo modelo pode proporcionar no desenvolvimento de suas funções. Dessa forma, é possível evitar a formação de silos de evolução e estender a transformação para todas as áreas da empresa. A comunicação é essencial para garantir uma adesão consistente e ganhar a confiança de todos.

4- Não fortalecer as competências para a nova era

A transformação digital trouxe a necessidade de agregar novas competências para atingir os objetivos de negócios 4.0. Essa renovação não significa necessariamente uma ruptura com o modelo existente. A estratégia é unir todas as competências do time da casa, trazer novas, investir em talentos, preservando a essência da companhia. A execução de uma estratégia digital acontece por meio da motivação das pessoas, que usam a tecnologia para alcançar resultados com mais eficiência.

5- Não buscar o simples e cair na armadilha do complexo

Este é um dos maiores pecados em uma estratégia de transformação. Um dos protagonistas da era digital é a metodologia Ágil, que proporciona a realização de entregas rápidas, por meio do conceito de MVPs (Mínimo Produto Viável). Essa vantagem de poder aumentar a quantidade de novas versões disponibilizadas aos clientes permite que erros apareçam mais rapidamente e, ao mesmo tempo, sejam solucionados na mesma velocidade. Assim, é possível simplificar o desenvolvimento e acelerar ainda mais o compromisso com as entregas.

6- Adotar todo e qualquer tipo de tecnologia sem planejamento e avaliação de necessidades

Quando a decisão de construir uma estratégia digital é tomada, é preciso, primeiramente, avaliar o cenário atual e os principais objetivos que a empresa pretende atingir com as mudanças. A Transformação Digital não é um remédio para todas as dores do negócio. Definido o desenho da jornada digital, é hora de agregar as tecnologias que irão contribuir para o seu sucesso. Não se pode cair na armadilha de querer adotar todas as inovações que não estejam diretamente relacionadas com as necessidades de modernização dos negócios e, consequentemente, dos seus resultados.

7- Não eleger Agentes de Transformação Digital

Dependendo do porte e da atuação da empresa, é muito importante eleger Agentes da Transformação Digital, originados do time de C-Levels da companhia. Eles serão fortes aliados do CEO no compromisso de permear a nova cultura em toda a companhia e manter todas as pessoas informadas e engajadas. Os agentes devem trabalhar para que a Transformação Digital seja implementada em ciclos rápidos e cuidar para que os investimentos sejam constantes no digital. Dessa forma, o processo será consistente, contínuo, executado, aferido e controlado.

*Paulo Marcelo, CEO da Resource

 

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Nuvem Pública, Privada ou Híbrida? Veja as diferenças

nuvem_ti.jpg*Por Bruno Russo
27/07/2017 - Vista somente como tendência até pouco tempo atrás, a computação em nuvem chega em 2017 com o status de mainstream. De acordo com um estudo recente da IDC (International Data Corporation), somente o mercado de Cloud pública deve crescer 20% neste ano, atingindo US$ 890 milhões. Mesmo com o cenário econômico ainda em alerta, as empresas devem investir em Cloud por conta de vantagens como redução de custos, maior agilidade na entrega de soluções, mobilidade e escalabilidade. No ano passado, os investimentos em nuvem pública e privada ficaram em torno de 3,6 bilhões de dólares – sendo que o Brasil detém 45% do mercado.

Dentro da Computação em Nuvem existem três tipos de organização para fornecimento de serviços, infraestrutura, armazenamento de dados, plataformas e softwares: a Nuvem Pública, Privada e a Híbrida. Já está claro para a maioria das empresas a importância de se ter uma boa infraestrutura na nuvem. Mas nem todas conseguem escolher o modelo ideal de acordo com o que desenvolvem. Por isso, vou abordar abaixo as principais diferenças entre as três formas e o tipo de negócio mais indicado para cada:

Nuvem Pública

A pública é o modelo mais utilizado nas empresas, por ser adequada à utilização de softwares como serviços (SaaS) e permitir a ampliação da capacidade de armazenamento. Assim, os serviços são fornecidos em um ambiente virtualizado acessível por meio da internet, construído utilizando recursos físicos agrupados e compartilhados. Além disso, o provedor usa a Internet para tornar os recursos disponíveis para seus clientes, cada qual com seus níveis de acesso bem definidos.
É o tipo de nuvem mais barato, pois os custos de hardware, aplicativos e largura de banda são cobertos pelo provedor. A empresa paga somente pela capacidade utilizada.

Principais benefícios:
- Escalabilidade ilimitada;
- Disponibilidade;
- Recursos sob demanda;
- Custos controláveis e menores do que a infraestrutura interna (ou o modelo privado);
- Confiabilidade devido à quantidade de servidores disponíveis.
Uma nuvem pública é indicada para empresas que querem ganhar poder tecnológico sem dispor de grandes investimentos em TI. Ela também é útil para quem tem pressa em utilizar recursos virtualizados, por tratar-se de uma nuvem que já está pronta.

Nuvem Privada

A nuvem privada foi criada para atender às necessidades de um único negócio. Ela pode ser implementada internamente para atender diversas filiais, por exemplo, ou ser fornecida por um provedor. É uma arquitetura de data center própria e exclusiva de uma empresa. Ela oferece todos os benefícios da nuvem pública, como flexibilidade, escalabilidade, provisionamento, automação, monitoramento, entre outros, com a diferença de não ser dividida com outras empresas.
Vale lembrar que nesse modelo, os recursos "as-a-service" não são vendidos a diferentes clientes pelo provedor, mas ofertados a uma única empresa, podendo servir, por exemplo, diferentes filiais e parceiros de negócios.

Principais benefícios:
- Maior nível de confiabilidade;
- Controle totalmente interno dos servidores e outros recursos;
- Possibilidade de utilizar os recursos legados para manter a própria nuvem;
- Atendimento à cultura de controle interno.

Uma nuvem privada é indicada para empresas que gerenciam dados muito sensíveis, como transações financeiras, por exemplo. Ela também serve muito bem para negócios nos quais a cultura de controle interno é bem rígida.

Nuvem Híbrida

A nuvem híbrida mescla os dois modelos anteriores, visando extrair o melhor de ambos e desempenhar funções distintas dentro de uma mesma organização. Se por um lado as nuvens públicas oferecem mais escalabilidade do que as privadas, estas por sua vez são mais recomendadas para armazenagem de dados críticos. Logo, é possível maximizar as eficiências por meio dessa mescla, conforme as necessidades da empresa.

Principais benefícios:
- Flexibilidade e escalabilidade;
- Controle de custos;
- Controles técnicos (especialmente do modelo privado);
- Possibilidade de alternar entre o modelo público e o privado conforme a necessidade do negócio.
Na maioria das vezes, o modelo é escolhido por empresas que já possuem uma boa infraestrutura interna e também querem aproveitar os benefícios do modelo público, especialmente no que diz respeito a softwares como serviço (SaaS).

*Bruno Russo é Product Owner da Locaweb Corp, unidade corporativa da Locaweb.

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