Analista de dados: profissão em alta no Brasil

analista_dados.jpg19/06/2019 - Quem tem interesse por programação e estatística, além de capacidade analítica, conta com uma opção atraente de carreira: o cargo de analista de dados. Basicamente, a missão desse profissional é garimpar elevada quantidade de dados desestruturados, interpretá-los e, a partir daí, criar estratégias e tomar decisões para promover o desenvolvimento do negócio. A exigência pelas duas habilidades é crucial porque quando a empresa está na fase de coleta de dados, o profissional deve focar suas atividades no desenvolvimento e manutenção da infraestrutura de dados, databases, códigos e processamento de dados. No momento em que ele precisar gerar a informação, os conhecimentos em estatísticas serão relevantes para tradução dos dados aos gestores.

Cada vez mais em alta no Brasil, o cargo desperta o interesse de diversas pessoas principalmente pelo crescente número de vagas disponíveis e a remuneração que pode variar de R$ 5,5 mil a R$ 12,5 mil, de acordo com recente relatório da consultoria Robert Half. O aquecimento da carreira também foi constatado na última edição do Fórum Econômico Mundial, que apontou a profissão como uma das mais relevantes para o mercado até 2020.

Para Tiago Mesquita, general manager da Ironhack no Brasil, a conjuntura de mercado deve se manter favorável nos próximos anos. "Toda empresa que gera dados, seja de finanças, educação, marketing ou indústria, se ainda não tem, irá precisar contratar um profissional para analisá-los e tomar decisões com base em informação, sem contar com a sorte ou intuição", afirma. A perspectiva é corroborada pela consultoria Gartner ao indicar que 80% das grandes empresas terão um departamento de diretoria de dados totalmente implementado até 2020.

Como se tornar um analista de dados?

A Ironhack - escola global especializada no ensino de tecnologia e programação - já está com inscrições abertas para a próxima turma do bootcamp de Data Analytics, em São Paulo. Com início programado em 2 de setembro, o curso tem duração de nove semanas e aulas de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. Ele é indicado tanto para recém-formados com a intenção de ingressar na indústria de análise de dados como aos profissionais que almejam uma qualificação adicional e, assim, conseguir um upgrade na carreira.

Para cumprir a missão de oferecer cursos acessíveis para todas as idades e níveis de estudo, ao se inscrever no programa, o aluno terá acesso a uma plataforma on-line com mais de 60 horas de conteúdo sobre os fundamentos básicos de Data Analytics. A ação visa familiarizar e nivelar os conhecimentos da classe antes do início do curso, facilitando a progressão do grupo. No bootcamp, os estudantes aprenderão a filtrar dados, acessar APIs, web scraping e ter conhecimento nas linguagens Git, MySQL e Python. Também irão conduzir análises com pandas, utilizar dados para fins exploratórios e storytelling, além de realizar estatísticas de inferência com uso de Python e ferramentas de Business Intelligence, como Tableau. Serão apresentados também noções de algoritmos e fundamentos de Machine Learning, por meio da biblioteca scikit-learn, para construção, avaliação e lançamentos de modelos.

Assim como nos demais cursos da Ironhack, o estudante contará com auxílio para se inserir no mercado de trabalho por meio da Hiring Week, semana de contratação organizada pela escola onde os recrutadores de diversas empresas, em busca de analistas de dados, poderão conhecer e entrevistar os alunos recém formados. Vale ressaltar que não há custo extra ao aluno, tampouco o compromisso das companhias em efetuar as contratações.

Detalhes adicionais do curso podem ser consultados diretamente no link: https://www.ironhack.com/br/cursos/data-analytics-bootcamp.

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Desafios da energia solar de terceira geração

filipe_braga_ivo_sunew.jpg*Por Filipe Braga Ivo
14/06/2019 - Energia tem sido o motor de crescimento da humanidade há séculos e vários estudos refletem a noção já consolidada da correlação entre o crescimento econômico e demanda energética.

O que muitos ainda não racionalizaram é que o grande problema atual não é a escassez de energia e sim as crescentes emissões de gases de efeito estufa (GEE). A informação mais alarmante nesse caso é a correlação entre crescimento econômico (PIB global), demanda energética e mudanças climáticas (aumento da temperatura da superfície global e aumento do nível dos oceanos).

O descompromisso histórico com as emissões de GEE colocou o planeta em situação de alerta e traz a necessidade urgente de desenvolvimento sustentável. Nações, através do Acordo de Paris, cidades, através do C40, e grandes corporações, através do RE100, lideram os esforços para transição energética e reduções de emissões.

Uma rápida análise desse contexto nos leva à conclusão de que a transição para fontes de energia renováveis é inexorável e, ainda mais, a fonte solar, a mais abundante e disponível em todos lugares, é a escolha óbvia e certa. O poder energético do sol é 8000x maior do que a necessidade anual de energia da humanidade e esta já é a alternativa energética que mais cresce no planeta.

Quais os desafios?

O primeiro desafio que fez com que a energia solar não fosse amplamente adotada há anos atrás foi o componente preço. Em 1977, os painéis solares de silício já estavam em escala industrial e custavam USD$ 76/Wp. Nos 10 anos subsequentes, a tecnologia caiu de preço 10x e, nos outros 30, mais 10x, fruto de inovação, melhores técnicas de produção, esforços de redução de custos e aumento de volumes de produção. Além disso, o lobby realizado pelas grandes economias, indústrias petroleira, automotiva e outras também retardaram esse avanço.

Na minha opinião, as barreiras hoje estão mais relacionadas às caraterísticas das tecnologias utilizadas atualmente.

Os painéis de silício já estão muito próximos dos seus limites de custos e performance. Por depender de um único material semicondutor, com limites definidos, a tecnologia do silício encontrou uma barreira física. Ainda existem as limitações de aplicação, que determinam orientações preferenciais, no que tange à instalação, e características do material (peso, opacidade, rigidez, etc) que dificultam logística e impedem a entrada em novos e inexplorados mercados.

Vale destacar, que os painéis de silício são ideais para integração em fazendas solares e geração centralizada de energia, e continuarão a crescer nos próximos anos. No entanto, essas limitações criam um grande dificultador para aplicação da energia solar no contexto dos grandes centros urbanos.

 

Aplicação do OPV na sede da TOTVS em São Paulo - Em edificações o OPV pode ser integrado aos diversos materiais de construção convencionais, como fachadas, janelas, claraboias, telhas, brises e etc. Essa nova modalidade de edificação inteligente e sustentável tem por características a eficiência energética, com o uso de superfícies para geração de energia solar, a redução da carga térmica, gestão de luminosidade, além de agregar valor ao imóvel ao conferir um design diferenciado e pontos nas certificações verdes / Crédito: Sunew

 

A próxima fronteira da energia

O sol nasce todos os dias, nas mais ermas regiões do planeta e brilha para todos. Fonte energética abundante, democrática e “infinita”.

Porque então não gerarmos energia próximo de onde ela é consumida? Como integrar a energia solar nas nossas cidades, nas nossas vidas? Como “humanizar” a energia?

Para tal, é necessário tecnologias disruptivas que permitam a sua integração em diversas superfícies com beleza, facilidade de aplicação, transporte e design. Os painéis solares orgânicos da Sunew (OPV, Organic Photovoltaic) são uma dessas tecnologias exponenciais disruptivas.

Criados a partir de polímeros semicondutores orgânicos (semelhante aos OLEDs), o OPV possui transparência, cores distintas, flexibilidade, leveza (aproximadamente 300g/m²), é fino (0,3mm de espessura) e possui a menor pegada de carbono entre todas as alternativas (20x menor que os painéis de silício).

O processo produtivo de impressão, rolo-a-rolo, de baixas temperaturas e consumo energético, contínuo e altamente escalável, com a utilização de matérias-primas orgânicas e abundantes na natureza, confere à tecnologia potencial de baixíssimo custo. Essas características somadas permitem ao OPV possibilidades nunca antes almejadas: ter a energia solar integrada às nossas vidas de forma extensiva.

A sua transparência permite integração/aplicação em fachadas de vidro e claraboias (shoppings por exemplo). O seu baixo peso justifica a integração em estruturas leves que não suportam o sobrepeso dos painéis de silício (galpões, mobiliário urbano). A sua flexibilidade possibilita curvas e estruturas com forte apelo para design (tetos de carros, árvores de energia). A alta absorção de luz difusa permite angulações, mesmo que não otimizadas, e aplicação em zonas com sombreamento por árvores, por exemplo. O forte apelo sustentável aproxima a tecnologia do consumidor final.

As aplicações são praticamente ilimitadas: fachadas de vidro de edifícios, carros, caminhões, claraboias, abrigos de ônibus, ônibus, barcaças, árvores de energia, dispositivos indoor, gadgets, mobiliário urbano, estruturas flutuantes, toldos, ombrelones, etc, etc, etc.

Quebrando paradigmas, a disrupção do mundo da energia

Nos últimos anos, meses, dias, temos vistos novas e incríveis tecnologias exponenciais causando verdadeiras revoluções e transformando indústrias inteiras. A disrupção ocorre quando novas tecnologias tornam as tecnologias anteriores obsoletas. Na minha opinião, a próxima grande revolução pode acontecer no setor energético.

Os painéis solares tradicionais sempre foram vistos e tratados como verdadeiros cupons financeiros de longo prazo. Faz-se um investimento inicial para aquisição/instalação (CAPEX), espera-se uma geração de energia ao longo do tempo e em um determinado momento ocorre o retorno (payback financeiro). Após esse momento, há a apropriação econômica da energia até o fim da vida útil dos painéis (lucratividade).

A quebra de paradigma ocorre quando essas novas tecnologias trazem novos componentes para o mundo da energia solar. O OPV e seus benefícios vão muito além de uma relação de payback tradicional.

Estamos falando de um filme fotovoltaico que pode ser integrado a vidro, tecidos, lonas, policarbonato, fibra de vidro, telhas, concreto, superfícies metálicas e etc.. E a partir do momento que essa integração ocorre, esses materiais “passivos” se tornam superfícies funcionais que geram energia. Superfícies inteligentes que passam a ter um novo propósito, e é aí que as possibilidades se multiplicam.

Indo além, estamos falando de uma tecnologia para geração de energia com potencial de baixíssimo custo, eventualmente muito próximo a zero.

Se isso de fato se consolidar (e tudo indica que irá), seremos “forçados” (e isso não seria nada ruim) a migrarmos para modelos de negócios de Energy as a Service, EAAS, em que a monetização da energia estará muito mais relacionada aos serviços e funcionalidades habilitadas por essas tecnologias do que a energia em si.

Assim como eu nunca vi uma nota fiscal de quilobyte (kB) do Google, que vende informação, provavelmente não veremos mais notas ficais de quilowatt-hora (kWh).

E quem você acha que fará essa disrupção? Será mesmo as grandes companhias de energia?

*Filipe Braga Ivo, Diretor de Novos Negócios da SUNEW

 

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Blockchain e seu poder de transformação

ricardo_bueno_dedalus.jpg*Por Ricardo Bueno
12/06/2019 - Imagine o fim dos tabelionatos de notas e dos cartórios de registros. Pense em um mundo sem intermediários ou custos desnecessários. Agora imagine todos os gastos de um governo sendo monitorados em tempo real pela população, dificultando a corrupção e garantindo um melhor uso dos recursos. Pois bem, a tecnologia do blockchain é capaz de tornar isso uma realidade. Mas afinal o que é blockchain?

De acordo com Manav Gupta, podemos dizer que blockchain é como um livro-razão (aqueles livros contábeis que nos parecem tão complexos) compartilhado e distribuído, que facilita o processo de registro de transações e rastreamento de ativos em uma rede comercial. Um ativo pode ser tangível (casa, carro, dinheiro, propriedade) ou intangível, como a propriedade intelectual (patentes, direitos autorais ou marcas). Praticamente qualquer coisa de valor pode ser rastreada e comercializada em uma rede blockchain, reduzindo os riscos e cortando custos para todos os envolvidos.

Tecnicamente falando, no blockchain as transações são armazenadas em blocos ligados entre si para formar uma cadeia. Estas transações são adicionadas ao "livro-razão", que é compartilhado e replicado com todos os membros da rede. Assim, cada um desses membros pode validar as transações e verificar a identidade dos participantes sem precisar de intermediários. Todos os membros devem concordar se o bloco é válido, usando algoritmos de consenso, para que o bloco seja aceito. Regras de negócio e contratos inteligentes podem ser criados na plataforma. E como o uso da tecnologia de blockchain pode transformar o mundo? A pergunta pode parecer um tanto megalomaníaca, mas não é. Entusiastas da tecnologia realmente acreditam que ela transformará o mundo e que tem potencial para fazer com a área financeira o que a internet fez com a indústria de mídia.

Se o Bitcoin, criptomoeda que tem dominado o noticiário nos últimos meses, ou outras criptomoedas já em circulação serão capazes de sobreviver e se consolidar ainda é uma pergunta que o tempo responderá. Um fato indiscutível é que a tecnologia de blockchain veio para transformar a forma como registramos transações no mundo digital. No cenário com utilização de blockchain, todos os contratos, processos, tarefas e pagamentos terão um registro e uma assinatura digital que poderão ser identificados, validados, armazenados e compartilhados. Com isso, intermediários como tabeliães, corretores e bancos podem se tornar desnecessários e são as aplicações desse novo mundo digital que ainda estão sendo desenvolvidas.

De fato, ninguém ainda é capaz de prever exatamente como se darão as transações nesse novo contexto. Como usualmente ocorre com os avanços tecnológicos, estamos aprendendo com o processo e é de se esperar que muitas iniciativas não vinguem, mas que abram caminho para algo maior. Ocorre que, quase dez anos após sua introdução como a tecnologia por trás do Bitcoin, muito pouco do potencial do blockchain foi realmente desvendado até o momento. E há uma razão simples para isso: se o real potencial do blockchain está em alterar como fazemos as coisas por soluções mais eficazes, também é verdade que levará tempo. Embora as ferramentas e burocracias vigentes estejam obsoletas frente à nova norma, os entraves legais e institucionais só poderão ser superados de forma gradual.
Não estamos falando de uma tecnologia disruptiva que substituirá um modelo de negócio tradicional por uma solução de baixo custo em um "toque de mágica". Estamos frente a um desafio extraordinário que remodelará a forma como lidamos com transações de valores. É a transformação digital em sua mais pura essência.

Essa adoção gradual da tecnologia parece ganhar força com alguns fatos. Talvez o principal deles seja a participação de instituições como Barclays, Canadian Imperial Bank of Commerce (CIBC), Credit Suisse, HSBC, Mitsubishi UFJ Financial Group (MUFG) e State Street, unindo-se a UBS, BNY Mellon, Deutsche Bank, Santander e NEX na iniciativa com a startup britânica Clearmatics em um projeto denominado Utility Settlement Coin (USC). Este projeto busca viabilizar que bancos centrais contem com criptodivisas no futuro. Ou talvez esteja no lançamento da primeira versão do Corda, plataforma da empresa R3, um consórcio global formado por várias instituições financeiras para desenvolver uma solução baseada em blockchain capaz de atender aos requisitos da indústria de serviços financeiros.

Concomitantemente, vemos iniciativas de bancos centrais ao redor do mundo, inclusive no Brasil, visando utilizar a tecnologia em sistemas de liquidação. Por aqui o estudo ainda se limita a um Sistema Alternativo de Liquidação de Transações (SALT) que serviria de contingência à plataforma de liquidação primária do Banco Central brasileiro.

O importante é reconhecermos que, aos poucos, a tecnologia passa a ser considerada para usos com impacto efetivo na vida de todos. Não estamos mais falando de moedas virtuais alternativas, com aplicação real limitada e sujeitas a enormes variações especulativas. Os exemplos de iniciativas em curso são muitos e alguns casos de aplicação mereceram destaque neste artigo. Agora, cabe a nós acompanharmos e, se possível, nos tornar agentes ativos desse processo. Só não podemos subestimar o poder de transformação desta tecnologia.

* Ricardo Bueno é diretor de Operações na Dedalus / Crédito da foto: Nanda Ferreira

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Aceleradora busca startups para investir R$ 200 mil

darwin_starter.jpg11/06/2019 - Darwin Startups, eleita a melhor aceleradora do Brasil, anuncia Grupo J. Safra como um dos investidores e busca startups de todo o país. Inscrições seguem até 16 de junho

O programa de aceleração do Darwin Startups, considerada a melhor aceleradora do Brasil, segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), está com inscrições abertas até o dia 16 de junho para seu sétimo ciclo de aceleração. O programa é aberto para inscrições de startups de todo o Brasil e disponibiliza a possibilidade de aceleração em Florianópolis ou São Paulo. O objetivo do programa, que já acelerou mais de 45 empresas, é oferecer recursos e oportunidades para startups nas áreas de seguros (Insurance), fintech, telecom e big data, segmentos no qual a aceleradora tem maior acesso, em conjunto com seus parceiros corporativos: B3, Neoway, RTM, TransUnion e Grupo J. Safra. Os principais critérios avaliados durante o processo seletivo serão: a solução da startup (e o problema que ela resolve), a qualificação e engajamento dos empreendedores, o tamanho do mercado alvo da solução oferecida, e o nível de maturidade do negócio. As inscrições podem ser feitas no site www.darwinstartups.com.

Na sétima turma, o programa de aceleração do Darwin irá oferecer às startups selecionadas investimento inicial de R$ 200 mil, em troca de participação minoritária de 7% na empresa. Este valor pode ser ampliado após o período de aceleração, caso haja necessidade de mais capital pela startup. Somando todos os investimentos realizados em 2019 por Darwin e investidores, o valor total será de R$ 10M. Além do aporte financeiro e acompanhamento próximo por parte do Darwin e de seus parceiros corporativos, as startups selecionadas passarão por um período de aceleração com quatro meses de duração, com início em agosto, em que receberão mentorias, conexões, acesso ao mercado, além de todo o suporte necessário — como jurídico, contábil e psicológico — para acelerar seu crescimento.

As empresas selecionadas terão acesso também a espaços de coworking (CUBO em São Paulo e ACATE em Florianópolis), apoio estratégico e mentoria de grandes empreendedores do network da aceleradora e ferramentas para alavancar seu desenvolvimento. No total, os serviços oferecidos podem chegar a R$ 500 mil em benefícios, incluindo o acesso a Cloud Service, CRMs e ferramentas de Marketing Digital. Para Marcos Mueller, CEO do Darwin Startups, a mudança requerida no investimento e na participação é chave para o desenvolvimento das startups. “Na maioria dos casos, os empreendedores não sabem de quanto dinheiro vão precisar. Aumentando o aporte inicial e flexibilizando nossa participação, facilitamos as próximas captações das empresas aceleradas. Além disso, estamos trabalhando com uma modalidade de capital as a service, onde o empreendedor pode optar por interromper o aporte, caso entenda que não é mais necessário. Nosso intuito é garantir que a falta de dinheiro não seja um obstáculo para o crescimento de bons empreendedores”, explica Mueller.

Road Show

Durante o período de inscrições para o sétimo ciclo do Darwin Startups, a aceleradora estará presente em diversas capitais do Brasil para receber empreendedores que possuam dúvidas quanto ao processo seletivo ou mesmo quanto ao programa. As cidades já confirmadas para a apresentação são: Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Caxias do Sul (RS), Natal (RN), João Pessoa (PB) e Campinas (SP). Em breve, a programação completa estará disponível no site.

Sobre os parceiros corporativos

O principal diferencial do Darwin Startups é seu grupo de parceiros corporativos, referências em seus segmentos de atuação. A B3 — Brasil, Bolsa, Balcão — é uma das principais empresas de infraestrutura de mercado financeiro no mundo, com atuação em ambiente de bolsa e de balcão, uma das maiores em valor de mercado e posição de destaque global no setor de bolsas. A Neoway é uma empresa catarinense de base tecnológica especializada na criação de soluções de inteligência de mercado por meio de uma plataforma de Big Data. A RTM é a maior provedora de serviços para integração do mercado financeiro brasileiro, oferecendo infraestrutura de telecomunicações e soluções de tecnologia em ambiente de nuvem privada. A TransUnion é a união da liderança global da norte-americana TransUnion, presente em 30 países, com a Crivo e a ZipCode, duas das mais respeitadas empresas brasileiras de análise de informação e dados. As soluções personalizadas da TransUnion Brasil capacitam os seus clientes para a tomada de decisões rápidas e confiáveis, aproximando empresas e pessoas, e ampliando o acesso a bens e serviços. Por fim, o mais novo parceiro, Grupo J. Safra, considerado uma das instituições corporativas mais sólidas e tradicionais do mercado, com mais de 175 anos de existência.

Sobre o Darwin Startups

Criado em Florianópolis por um time de empreendedores em 2015, o Darwin Startups é um dos principais programas de smart money para startups e foi eleito pela Associação Brasileira de Startups como a melhor aceleradora do Brasil em 2018. Com o objetivo de oferecer recursos financeiros, mentorias, acesso a mercado e networking para o desenvolvimento de projetos inovadores. O programa acelerou 45 startups nos seis ciclos já realizados e investiu mais de R$ 10 milhões na inovação brasileira, sendo que cada acelerada recebe, além do investimento, em torno de R$ 500 mil em benefícios ao longo do ciclo.

Serviço

Programa de aceleração Darwin Startups
Inscrições: de 20/05 a 16/06 pelo site www.darwinstartups.com
Início da aceleração: 05/08 a 30/11

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Produtividade e competitividade: o ERP pode ajudar?

denis_goncalves_next_si.jpg*Por Denis Gonçalves
11/06/2019 - Dentre as inúmeras vantagens de se instalar um sistema de gestão empresarial (ERP) nas empresas, duas muito importantes são obter produtividade e competitividade. Por um lado, quando uma organização consegue ter produtividade de sua equipe, ela gera mais qualidade para os seus produtos, cumpre prazos, se aproxima mais do cliente no atendimento, recebe uma melhor reputação no mercado, padroniza seus serviços, ganha um ambiente seguro e saudável e, ainda, consegue desenvolver as habilidades dos funcionários de modo personalizado.

Por outro lado, a competitividade é importante e gera vantagem no mercado diante dos concorrentes. Quando uma empresa possui vantagem competitiva, ela tem capacidade de inovação, produtos e serviços de qualidade, diferenciais, capacidade de produção e entrega, ações de marketing, entre outros.

Com isso, aumenta-se, cada vez mais, a relevância em ter um ERP para gerir o negócio. Com a instalação de um sistema de gestão, novos produtos podem ser introduzidos no mercado rapidamente, já que os funcionários têm um maior acesso a informações e aos processos da organização. Além disso, é possível ter um produto sem atrasos, já que o ERP controla o estoque e minimiza falhas. Assim, ao mesmo tempo, ao lançar um produto novo e ao ter um produto disponível na hora que o cliente precisa, a empresa consegue ter produtividade e competitividade no mercado.

Outra situação em que o ERP ajuda no aumento de produtividade é com a geração e análise de relatórios financeiros, atividade que toma muito tempo de gestores, diminuindo consideravelmente o rendimento da equipe. Quando se tem um ERP, esses relatórios são analisados automaticamente pelo sistema, que integra todas os setores para elaborar resultados. Ainda, uma das maiores contribuições do sistema de gestão que ajuda no alcance de uma maior produtividade é o fato de ele conseguir uma maior autonomia para os funcionários, que podem ter acesso às informações a qualquer momento e lugar.

No que diz respeito à competitividade, um ERP consegue auxiliar de diversas maneiras, como: redução de custos operacionais, criação de uma base de dados, aumento do lucro operacional, diminuição do índice de erros e melhoria nos processos de tomada de decisão.

A redução de custos operacionais, ou seja, a eliminação de fontes de desperdício, confere à empresa uma alta competitividade, já que ela consegue reduzir custos e, consequentemente, investir em novos recursos. Ao ter uma base de dados, por conseguinte, organizações conseguem conhecer melhor o cliente e, com isso, criar estratégias personalizadas para cada segmento de público-alvo, melhorando sua vantagem competitiva.

A competitividade está presente também no aumento do lucro operacional, possibilitado pela capacidade que o ERP entrega ao gestor de identificar o que é necessário para aumentar as receitas a médio e longo prazo. Ainda, com a diminuição do índice de erros, o ERP proporciona à empresa uma cadeia produtiva mais eficaz, entregando vantagem competitiva considerável para o mercado. Por fim, melhorar os processos de tomada de decisão com uma melhor estruturação de dados faz com que a organização decida de forma mais precisa sobre o futuro, estando à frente dos concorrentes.

*Denis Gonçalves é CEO e fundador da Next SI – companhia especialista em suporte a gestão empresarial e desenvolvimento de tecnologia

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Cibersegurança é estratégica para profissionais de TI

gina_van_dijk_2.jpg*Por Gina van Dijk
11/06/2019 - Diante do cenário no qual dados são um dos componentes mais estratégicos para as empresas, proteger as informações está se tornando um dos maiores desafios empresariais e uma missão contínua de todos os níveis das organizações. Basta uma rápida pesquisa na Internet, por exemplo, para ver como algumas das maiores companhias do planeta são alvos de manchetes na imprensa e de manifestações nas mídias sociais por conta de problemas de segurança.

Evitar falhas, ataques cibernéticos e vazamento de informações é uma preocupação de todos os departamentos e da alta cúpula das empresas. Mas, por mais que todos os profissionais tenham seu papel nesse trabalho de proteção, o fato é que a necessidade de proteger dados sigilosos e a crescente habilidade dos criminosos virtuais têm exigido cada vez mais especialização por parte das companhias. O que significa que diante do atual cenário, todo profissional de TI ou de negócios deve estar capacitado e preparado para conhecer e atuar com cibersegurança.

Isso acontece porque os processos de segurança, que antes costumavam ser vistos como gargalos e barreiras à inovação, agora estão começando a ser incorporados às ações de todas as áreas, desde o início de seus projetos. As propostas de Tecnologia e Inovação já não andam mais separadas das demandas de negócio e de segurança digital. Especialistas recomendam que as preocupações de risco e a conformidade com segurança devem estar mapeadas para serem mitigadas desde o início de cada projeto como uma maneira de evitar problemas ou restrições futuras, durante o desenvolvimento das soluções e também durante o uso das aplicações, quando os danos podem ser ainda maiores.

Com esse aumento de preocupação, a segurança digital está agora posicionada como um item central para os negócios. Não por acaso, estudos apontam que, hoje, mais de 40% das organizações já possuem conselhos de administração que participam ativamente das estratégias de cibersegurança. Além disso, 58% dos conselhos são informados sobre as ações de segurança pelo menos a cada novo trimestre.

Isso quer dizer que, com a segurança digital consolidando-se como uma prioridade de alto nível para os negócios, não há mais motivos para os especialistas em TI ou em gestão, por exemplo, deixarem de lado as questões que envolvem esta área. Ignorar a cibersegurança pode ser ruim para suas carreiras e, certamente, muito pior para os negócios de suas empresas.

Com os processos mais integrados, é importante que pessoas com diferentes funções e responsabilidades estejam envolvidas também em relação aos esforços de segurança. A desconexão entre os requisitos de cibersegurança e as outras áreas de TI e negócios pode gerar inconvenientes que vão muito além das simples exposições de dados. Sem alinhar os processos de TI com normas de proteção e as políticas de conformidade, o vazamento ou roubo de informações passa a ser uma ameaça real e extremamente perigosa para as companhias.

Mas por que, afinal, profissionais de outras áreas de TI e negócios deveriam considerar a migração de suas carreiras para o mercado de segurança cibernética? A resposta pode estar nas oportunidades de ascensão profissional. Hoje, há uma grande lacuna de profissionais de segurança da informação e estima-se que esse gap cresça. Segundo pesquisas recentes, poderemos ter até 1,8 milhão de vagas de trabalho não preenchidas até 2022.

Esse cenário tem feito com que muitas empresas sintam o aperto e tenham de recorrer a opções criativas para preencher os postos de segurança em suas equipes. Profissionais de TI de todas as origens precisarão aprender mais sobre este tema e compreender as ações de segurança e gestão de risco para atender a demanda de seus empregadores.

À medida que os líderes de negócios continuam aumentando o investimento em prioridades de segurança e alocando mais verbas para a mitigação de riscos, todo profissional de TI deve considerar a segurança parte de sua responsabilidade. O ponto em questão é que, apesar de os especialistas de TI (TI/TIC) serem muitas vezes os responsáveis por proteger os ativos críticos, eles, no entanto, geralmente não têm um título formal de segurança da informação – o que os fazem ganhar menos do que poderiam, no caso.

Para reverter essa situação e garantirem o máximo retorno de suas habilidades, é extremamente aconselhável que esses especialistas em tecnologia se posicionem e busquem o conhecimento necessário para atuarem com destaque e como líderes das ações de cibersegurança. Esse cenário exige que os profissionais se preparem por meio de treinamentos e certificações que lhes fornecerão as habilidades e insights essenciais para o futuro.

Os números revelam o duro impacto que o cibercrime causa sobre os lucros corporativos e porque a proteção das informações é tão importante. Estudos indicam que o custo global com ataques e crimes digitais já ultrapassa US$ 600 bilhões por ano, sendo responsável por cerca de 1% do PIB global. Nesse cenário, qualquer organização sem práticas modernas de segurança se torna um alvo frágil para possíveis violações ou incidentes. Do mesmo modo, qualquer profissional de TI ou negócios, que não veja a oportunidade que a cibersegurança representa hoje, também estará perdendo chances para o desenvolvimento real de sua carreira. Os movimentos digitais não param e as empresas precisam se movimentar para estarem à frente dos invasores, protegendo seus negócios antes de ocorrências que coloquem em risco seu futuro.

*Gina van Dijk é Diretora Regional do (ISC)² América Latina

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