Empresas estão preparadas para o futuro?

dell_marcelo_medeiros.jpgPor Ethevaldo Siqueira
02/02/2018 - Em reunião com a imprensa nesta quinta-feira, 01 de fevereiro, Marcelo Medeiros, presidente da Dell EMC (foto à esquerda) apresentou o estudo patrocinado por essa empresa e pela Intel, cujas conclusões revelam que as empresas brasileiras têm infraestruturas de TI pouco preparadas para a Transformação Digital.

• O estudo IT² - Indicador de Transformação da TI mostra que as companhias instaladas no país têm uma nota média de 43,7 (de uma escala de 0 a 100) em relação à maturidade da infraestrutura de TI para suportar a digitalização dos negócios. O principal desafio está na automação de processos, com média de 33,9
• Ainda de acordo com o levantamento, apenas uma em cada quatro empresas enxerga a TI como diferencial competitivo para os negócios e quase metade das organizações (47%) investe mais de 60% dos orçamentos no legado
• Empresas lançam uma ferramenta online gratuita para companhias avaliarem o seu atual estágio de transformação da TI

A Dell EMC e a Intel anunciam os resultados de um estudo inédito, encomendado para a IDC Brasil – empresa líder no país em inteligência de mercado e consultoria nas áreas de tecnologia da informação e telecomunicações – e voltado a identificar como a infraestrutura de TI das empresas brasileiras está preparada para suportar a transformação digital dos negócios. Esta primeira edição da pesquisa, batizada de IT² - Indicador de Transformação da TI, concluiu que, em uma escala de 0 a 100, as companhias instaladas no Brasil atingiram uma média de 43,7 pontos, demonstrando assim que têm um longo caminho a ser percorrido para que o ambiente tecnológico esteja totalmente preparado para suportar as demandas por digitalização.

Junto com os resultados do estudo, é lançada a ferramenta IT² - Indicador de Transformação da TI, desenvolvida pela IDC, em colaboração com Dell EMC e Intel. Trata-se de uma análise online e gratuita, disponível em http://IT2.idclatinsurvey.com, por meio da qual as empresas brasileiras podem avaliar o grau de maturidade da sua infraestrutura de TI para suportar a transformação digital e comparar os resultados com outras organizações instaladas no Brasil.

O estudo da IDC Brasil, patrocinado por Dell EMC e Intel, entrevistou 250 profissionais responsáveis pela decisão de compra da infraestrutura de TI de empresas privadas com mais de 250 funcionários. A análise, realizada no segundo semestre de 2017, avaliou três grandes indicadores essenciais para a maturidade dos ambientes tecnológicos para suportar a transformação digital dos negócios: Processos Internos e Cultura, Automação de Processos e Modernização da Infraestrutura.

De acordo com o estudo, a Automação de Processos foi o tema com os mais baixos resultados (média de 33,9 pontos) entre os indicadores. Em seguida aparece a Modernização da Infraestrutura (com 42 pontos) e os Processos Internos e Cultura (com 55,2 pontos).

 “O principal objetivo da Dell EMC ao patrocinar o IT² - Indicador de Transformação da TI foi o de contribuir para o sucesso das empresas na jornada rumo à transformação digital, ao oferecer uma métrica real sobre o quanto a infraestrutura de TI está preparada para suportar as demandas das áreas de negócio”, explica Marcelo Medeiros, vice-presidente da divisão de Soluções Computacionais e de Redes da Dell EMC na América Latina.

“Temos a visão de que a transformação de TI será um passo essencial para suportar a digitalização dos negócios, a partir de infraestruturas flexíveis e escaláveis, com processos automatizados. Mas o estudo demonstra que as organizações ainda têm um longo caminho a percorrer e, principalmente, tendem a enfrentar problemas com uma possível retomada da economia e um aumento na demanda por projetos digitais”, complementa.    

Automação de Processos: mais da metade não adota virtualização dos equipamentos de rede

Em relação à Automação de Processos, o estudo da IDC conclui que só uma pequena parcela das organizações já implementou mecanismos avançados para automatização, apesar dessa questão ser essencial para que as empresas tenham agilidade para adequar o ambiente de TI para as novas demandas dos negócios relacionadas à transformação digital e consigam alocar os profissionais para tarefas estratégicas.

O estudo aponta que a virtualização tem sido o principal ponto avaliado pelos gestores da infraestrutura de TI no sentido de automatizar a gestão dos ambientes e ter mais flexibilidade para atender novas demandas. Os servidores têm sido um dos recursos mais virtualizados pelas empresas, com 67% dos entrevistados indicando que apresentam de 51% a 100% do processamento em máquinas virtuais. Em contrapartida, os equipamentos de rede aparecem como um dos recursos menos virtualizados pelas organizações, com mais da metade dos entrevistados não utilizando esse recurso.

Em relação à Automação de Processos, o estudo indica que a maioria das empresas não utiliza mecanismos essenciais para automatizar processos de TI. Como reflexo 57% dos entrevistados afirmam ainda não ter planos de implementar o chargeback (tarifação pelo uso) – para cobrar das áreas de negócios pelo uso efetivo dos recursos tecnológicos – e o mesmo percentual (57%), por enquanto, não pretende adotar DevOps, metodologia voltada a melhorar a comunicação, integração e colaboração entre os responsáveis pela infraestrutura de TI e os desenvolvedores de software.

Entre os entrevistados, só 17% já utilizam o chargeback e 15% pretendem implementar nos próximos 12 a 24 meses. Enquanto 13% adotam o DevOps e 13% disseram que existe interesse no tema pela área de Desenvolvimento e de Operações.

Modernização da Infraestrutura: 23% desconhecem o storage definido por software

O estudo demonstra que, apesar dos negócios exigirem respostas cada vez mais rápidas e atualizadas da TI, as novas soluções de infraestrutura não têm sido adotadas ou analisadas na velocidade adequada. Como reflexo, muitas das empresas ainda não avaliam o uso de infraestruturas definidas por software, apontadas como um caminho essencial para garantir a modernização dos ambientes para atender a demanda por transformação digital.

Quando questionados sobre a perspectiva de adoção das tecnologias mais recentes para a modernização da infraestrutura de TI, 13% já implementaram o storage definido por software e 8% planejam adotar em 12 a 24 meses.


O levantamento demonstra ainda que só 9% das empresas consultadas têm a infraestrutura de TI na modalidade de cloud, com automação, cobrança por uso e acesso pela internet. Enquanto que a maioria encontra-se no estágio inicial da modernização, com 40% das organizações na fase de virtualização (com consolidação e gerenciamento dos equipamentos virtualizados) e 40% na etapa de consolidação dos ambientes. Outros 11% das corporações apontam que estão em fase de automação, com virtualização de equipamentos e provisionamento da infraestrutura sob demanda.

Processos Internos e Cultura: só 19% fazem análise de ROI de todos os projetos de TI

Apesar de o estudo demonstrar que Processos Internos e Cultura são o tema mais bem posicionado pelas organizações para suportar a transformação digital, os resultados apontam que os decisores da área de infraestrutura têm muito a avançar nessa questão.

Um exemplo dessa constatação está no fato de que só 19% dos entrevistados afirmam realizar a análise de ROI (retorno sobre investimento) de 100% dos projetos de TI. O que demonstra uma dificuldade de comprovar resultados para as áreas de negócio.

Outro ponto de atenção do estudo em relação a Processos Internos e Cultura refere-se ao fato de que a maioria dos gestores da área de infraestrutura de TI considera que ainda não são vistos como estratégicos nas organizações. Quando questionados sobre a percepção que os gestores de negócio têm da área de Tecnologia da Informação, só 24% apontam que representam um diferencial competitivo para o negócio, enquanto 44% se veem com uma área de serviços que alavanca os resultados da empresa, 30% como um centro de custos e 1% como inibidores para os negócios.

Parte dessa visão pouco estratégica deve-se ao fato de que, nos últimos 12 meses, os principais projetos conduzidos pelas áreas de TI foram voltados à redução de gastos operacionais, citados por 62% dos profissionais consultados no estudo.

Ainda de acordo com o estudo, mais de 47% das empresas investem mais de 60% dos orçamentos de TI no legado e menos de 40% a iniciativas transformacionais ou associadas à inovação. Segundo Pietro Delai, gerente de Pesquisa e Consultoria da IDC, o estudo trouxe uma visão interessante dos próprios gestores de TI, que se sentem melhores avaliados pelas áreas de negócio quando investem mais na inovação que no legado.

“Os gestores da infraestrutura de TI têm um grande desafio pela frente e que passa por comprovar os resultados dos seus projetos para as áreas de negócios e, principalmente, aumentar iniciativas inovadoras. Com a perspectiva de aumento nas demandas por transformação digital, a área de tecnologia será desafiada a, com um mesmo orçamento, alavancar projetos que sejam mais estratégicos para o negócio. Uma fórmula que só será possível com automação dos processos, modernização da infraestrutura e uma abordagem mais estratégica dos gestores de TI”, conclui o vice-presidente da divisão de Soluções Computacionais e Equipamentos de Rede da Dell EMC na América Latina.

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Fujifilm e Xerox unem-se para focar na Indústria 4.0

fujifilm-xerox.jpgPor Ethevaldo Siqueira
12/02/2018 - A mudança de paradigmas tecnológicos e econômicos tem sido impiedosa e implacável, ao abater gigantes como a RCA, a Kodak, a AT&T dos velhos tempos, a Nortel, a Blockbuster, o Yahoo!, MySpace, PanAm, Atari, Blackberry. Agora, chegou a vez da Xerox.

Conforme registrou a imprensa mundial na semana passada, a Fujifilm decidiu fundir-se totalmente com a Xerox, depois de mais de 50 anos de existência de uma joint venture. Com todo seu passado pioneiro em copiadoras e impressoras, a Xerox decidiu – como esforço final para sobreviver à queda nas vendas de seus produtos – entregar seu controle à japonesa Fujifilm, num negócio estimado em US$ 6,1 bilhões, já aprovado pelos acionistas de ambas as companhias.

A nova empresa preservará o nome Fuji Xerox e terá dois escritórios centrais, um nos Estados Unidos, outro no Japão. O negócio também permitirá que a Fuji Xerox tenha unidades em mais de 180 países. Em muitos deles, a marca Xerox (sem “Fuji”) será mantida, pelo menos por algum tempo.

A história gloriosa do PARC

Ninguém sabe o futuro do PARC, criado pela Xerox e do qual foi dona exclusiva até agora. O governo dos EUA dificilmente permitirá a transferência dessa laboratório para as mãos dos japoneses. Como aconteceu com os Laboratórios Bell, após o fim da AT&T. A Alcatel-Lucent não conseguiu comprá-los. O PARC é um dos ícones entre os mais competentes laboratórios de pesquisa e desenvolvimento dos anos 1960 até 2000.

O grande erro estratégico da Xerox foi não saber industrializar suas extraordinárias inovações. O PARC criou algumas das mais importantes tecnologias da era digital. Inovou em computadores, impressão a laser, a rede Ethernet, peer-to-peer, desktop, interfaces gráficas, mouse e muito mais.

Steve Jobs só criou a interface gráfica de seus computadores após uma visita ao centro da Xerox, no coração do Vale do Silício. Como muitas outras empresas e líderes, Jobs não foi o único a “copiar” a inovações do PARC.

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Totvs lança plataforma para conectar varejistas

iot2.jpg19/02/2018 - A produtora de software empresarial e hardware anuncia o lançamento da plataforma Bema, um conjunto de APIs que aglutina dados de qualquer dispositivo e permite sua manipulação para aplicação aos negócios.

A Transformação Digital é um caminho sem volta e a Internet das Coisas (em inglês, Internet of Things) é uma das tecnologias emergentes que mais colaborarão com este processo nos próximos anos. Segundo o Gartner, até 2020, serão aproximadamente 20,4 bilhões de coisas conectadas, ou seja, três vezes mais do que a população mundial. No mundo corporativo, o principal desafio é transformar dados de diversos dispositivos em informação para gerar negócios.

A TOTVS está fabricando dispositivos conectados à Internet, que incluem máquinas de pagamento eletrônico e sensores. Esses produtos em conjunto com programas agregadores de dados prometem dar informações aos pequenos varejistas e acompanhar o fluxo de visitação de um estabelecimento comercial de qualquer porte e segmento. Por exemplo, uma loja de roupas que deseja conhecer os seus consumidores e em quais períodos eles mais visitam o local, pode instalar uma câmera com sensores de contagem e qualificação do público no ambiente para captar imagens.

Os dados coletados serão enviados para o gateway que, por sua vez, transmitirá para a plataforma Bema e os apresentará por meio de dashboards web. Resumindo, mostrará indicadores de quantas pessoas estão no ambiente e qual o sexo e faixa etária delas, tudo isso em tempo real e custando cerca de R$ 900. É possível também contratar a plataforma como serviço.

Segundo Eros Jantsch, CEO da Bematech, empresa do grupo TOTVS, identificar quais formas de integração são necessárias para ter um produto conectado à IoT é uma das principais dificuldades do mercado. “Além dos sensores em si, os dispositivos precisam estar conectados a um gateway, um equipamento intermediário, que agrega os dados e os envia para uma plataforma, que fornece os recursos necessários para as soluções de negócio”, afirma o executivo.

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Chatbot é uma ferramenta eficaz para empresas

chatbot_2.jpg*Por Renato Moreira
Não se deve duvidar de nada neste mundo, mas com a tecnologia, essa frase é ainda mais verdadeira

19/02/2018 - Chatbot é, na verdade, uma derivação do termo "bot" – abreviação em inglês da palavra robô – que significa "robô que fala" (em tradução livre), mas que pode ter algumas outras variações, como web bot, spybot, bots de captura, dentre muitos outros, cada um com uma função predefinida, para o bem e às vezes para o mal!

Atualmente existem bilhões de dispositivos móveis, como os smartphones, que são utilizados para acessar redes sociais, sistemas bancários, mídias e aplicativos de mensagens. Rotineiramente os usuários precisam interagir com algum canal de atendimento dessas empresas – agora imagine o tamanho do Call Center para poder suprir toda essa demanda. É aí que pode entrar o chatbot, muito eficiente para perguntas e respostas rotineiras, como sanar dúvidas sobre algum produto ou até mesmo executar algum serviço bancário.

Os Bots podem e são utilizados para diversos outros fins. Há muito tempo os jogos já utilizam esta tecnologia para poder simular um jogo multiplayer, mesmo não estando conectado à internet. Outra função interessante é a análise e a personalização de conteúdo relevante a um determinado perfil de uma pessoa, podendo ser em um jornal digital ou até mesmo em um site de compras – ele entrega o conteúdo personalizado, bem razoável!

Mas como a vida não é fácil, os Bots também são utilizados para o mal. Eles são utilizados para geração de spams, ataques automatizados, espionagem, monitoração e captura de dados para fins nada nobres. Utilizando inteligência artificial, um programa central pode realizar pequenas alterações nos Bots para que eles possam burlar os sistemas de defesa (antivírus, firewalls) com o objetivo de enganar o usuário, explorando possíveis vulnerabilidades sempre com uma pequena, mas nova, tática.

Alguns especialistas já falam que os Bots vão acabar com a era dos aplicativos. Mesmo com smartphones cada vez mais sofisticados, sempre esbarramos com problemas como espaço para armazenamento, memória RAM e processamento insuficiente, o que dificulta cada vez mais a instalação e a utilização de novos apps.

Muitas empresas estão embutindo as aplicações (Bots) nos sistemas de mensagens e nas redes sociais, facilitando muito a vida dos usuários e das próprias empresas, transferindo toda a operação para sua estrutura.

Ou seja, o mundo não é mais o mesmo – nem mais as conversas –, mas isso pode não ser tão ruim em um momento que essa tecnologia possibilite e facilite o acesso às informações e ajudem as pessoas nas tarefas e em suas tomadas de decisões do dia a dia.

*Por Renato Moreira é executivo de contas da DBACorp

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Chatbots e AI: como fazer mais com menos

chatbot.jpg*Por Bruno Dalla Fina
22/02/2018 - Dia após dia a tecnologia se mostra mais presente no cotidiano das pessoas, sendo uma forte aliada para as mais diversas atividades, sejam elas pessoais ou corporativas. Com isso, a automação de algumas funções torna-se natural e capaz de otimizar tempo, dinheiro e satisfação dos clientes, nos casos das soluções empresariais.

Com os avanços, a tecnologia começa a apresentar a capacidade de modificar totalmente o modelo de sociedade como conhecemos hoje. Um dos exemplos é o uso dos assistentes virtuais. E isso não ocorre à toa. Pesquisa realizada pela Gartner mostra que até 2019, 20% das marcas abandonarão seus aplicativos móveis devido ao excesso de aplicativos e o alto custo com manutenção e suporte, e até 2020, as pessoas conversarão mais com os chatbots do que com seus cônjuges.

Por isso, esse tipo de inovação é aliada no que tange o atendimento e a experiência dos clientes, que estão mais exigentes e empoderados. Veja alguns pontos positivos dos chatbots:

Agilidade

Associar Inteligência Artificial (IA) aos assistentes virtuais é uma maneira de aprofundar a satisfação dos usuários, que estão cansados de precisar passar por diversos atendimentos para ter suas solicitações resolvidas. Com a IA, é possível entender a linguagem utilizada pelo cliente, compreendendo sua intenção e, com a integração junto aos sistemas internos, ter o pedido entregue em muito menos tempo.

Assim, a companhia consegue reorganizar seus operadores, tirando-os a responsabilidade do atendimento para alguns assuntos, otimizando suas capacidades ao delegar a resolução de situações mais complexas.

Menos tempo de espera

Independentemente de qual seja o motivo da ligação, os clientes odeiam esperar na linha. Além disso, com o alto fluxo de chamadas, os operadores podem ficar sob pressão com a formação de filas de atendimento, gerando um impacto extremamente negativo em suas performances, podendo trazer avaliações negativas à empresa.

Portanto, ao otimizar a resolução de problemas simples por meio do uso de assistentes virtuais com Inteligência Artificial, a percepção de valor agregado e de benefícios para o consumidor passa a ser mais clara, acarretando conforto e otimismo em relação à marca.

Experiência personalizada

O uso da IA, em conjunto com uma boa base de dados – que é constantemente atualizada – facilita a personalização do atendimento ao aprender, ao longo do tempo, com as tarefas executadas anteriormente.

Ou seja, ao fornecer dados e parâmetros para a orientação de uma tarefa, o software de Inteligência Artificial é capaz de calcular e identificar soluções alternativas de maneira muito mais rápida e assertiva do que um ser humano.

Com o uso correto os chatbots podem tornar as interações em todos os touchpoints (pontos de contato) em uma experiência rápida, intuitiva e eficiente. Além disso, essas soluções são capazes de otimizar o tempo e o lucro das empresas ao melhorar a performance de seus colaboradores. Marcas que se adaptam ao futuro e utilizam essas tecnologias em sua estrutura organizacional tendem a se posicionar melhor e fornecer experiências positivas, aumentando a chance de fidelização e a participação de mercado.

*Bruno Dalla Fina é Country Manager da Aivo, empresa atuante no desenvolvimento de softwares com Inteligência Artificial para o atendimento ao cliente

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Estudo revela despreparo de empresas em TI

dell_marcelo_medeiros.jpgPor Ethevaldo Siqueira
02/02/2018 - Em reunião com a imprensa nesta quinta-feira, 01 de fevereiro, Marcelo Medeiros, presidente da Dell (foto ao lado), apresentou o estudo patrocinado por essa empresa e pela Intel, cujas conclusões revelam que as empresas brasileiras têm infraestruturas de TI pouco preparadas para a Transformação Digital.

• O estudo IT² - Indicador de Transformação da TI mostra que as companhias instaladas no país têm uma nota média de 43,7 (de uma escala de 0 a 100) em relação à maturidade da infraestrutura de TI para suportar a digitalização dos negócios. O principal desafio está na automação de processos, com média de 33,9
• Ainda de acordo com o levantamento, apenas uma em cada quatro empresas enxerga a TI como diferencial competitivo para os negócios e quase metade das organizações (47%) investe mais de 60% dos orçamentos no legado
• Empresas lançam uma ferramenta online gratuita para companhias avaliarem o seu atual estágio de transformação da TI

A Dell EMC e a Intel anunciam os resultados de um estudo inédito, encomendado para a IDC Brasil – empresa líder no país em inteligência de mercado e consultoria nas áreas de tecnologia da informação e telecomunicações – e voltado a identificar como a infraestrutura de TI das empresas brasileiras está preparada para suportar a transformação digital dos negócios. Esta primeira edição da pesquisa, batizada de IT² - Indicador de Transformação da TI, concluiu que, em uma escala de 0 a 100, as companhias instaladas no Brasil atingiram uma média de 43,7 pontos, demonstrando assim que têm um longo caminho a ser percorrido para que o ambiente tecnológico esteja totalmente preparado para suportar as demandas por digitalização.

Junto com os resultados do estudo, é lançada a ferramenta IT² - Indicador de Transformação da TI, desenvolvida pela IDC, em colaboração com Dell EMC e Intel. Trata-se de uma análise online e gratuita, disponível em http://IT2.idclatinsurvey.com, por meio da qual as empresas brasileiras podem avaliar o grau de maturidade da sua infraestrutura de TI para suportar a transformação digital e comparar os resultados com outras organizações instaladas no Brasil.

O estudo da IDC Brasil, patrocinado por Dell EMC e Intel, entrevistou 250 profissionais responsáveis pela decisão de compra da infraestrutura de TI de empresas privadas com mais de 250 funcionários. A análise, realizada no segundo semestre de 2017, avaliou três grandes indicadores essenciais para a maturidade dos ambientes tecnológicos para suportar a transformação digital dos negócios: Processos Internos e Cultura, Automação de Processos e Modernização da Infraestrutura.

De acordo com o estudo, a Automação de Processos foi o tema com os mais baixos resultados (média de 33,9 pontos) entre os indicadores. Em seguida aparece a Modernização da Infraestrutura (com 42 pontos) e os Processos Internos e Cultura (com 55,2 pontos).

 “O principal objetivo da Dell EMC ao patrocinar o IT² - Indicador de Transformação da TI foi o de contribuir para o sucesso das empresas na jornada rumo à transformação digital, ao oferecer uma métrica real sobre o quanto a infraestrutura de TI está preparada para suportar as demandas das áreas de negócio”, explica Marcelo Medeiros, vice-presidente da divisão de Soluções Computacionais e de Redes da Dell EMC na América Latina.

“Temos a visão de que a transformação de TI será um passo essencial para suportar a digitalização dos negócios, a partir de infraestruturas flexíveis e escaláveis, com processos automatizados. Mas o estudo demonstra que as organizações ainda têm um longo caminho a percorrer e, principalmente, tendem a enfrentar problemas com uma possível retomada da economia e um aumento na demanda por projetos digitais”, complementa.    

Automação de Processos: mais da metade não adota virtualização dos equipamentos de rede

Em relação à Automação de Processos, o estudo da IDC conclui que só uma pequena parcela das organizações já implementou mecanismos avançados para automatização, apesar dessa questão ser essencial para que as empresas tenham agilidade para adequar o ambiente de TI para as novas demandas dos negócios relacionadas à transformação digital e consigam alocar os profissionais para tarefas estratégicas.

O estudo aponta que a virtualização tem sido o principal ponto avaliado pelos gestores da infraestrutura de TI no sentido de automatizar a gestão dos ambientes e ter mais flexibilidade para atender novas demandas. Os servidores têm sido um dos recursos mais virtualizados pelas empresas, com 67% dos entrevistados indicando que apresentam de 51% a 100% do processamento em máquinas virtuais. Em contrapartida, os equipamentos de rede aparecem como um dos recursos menos virtualizados pelas organizações, com mais da metade dos entrevistados não utilizando esse recurso.

Em relação à Automação de Processos, o estudo indica que a maioria das empresas não utiliza mecanismos essenciais para automatizar processos de TI. Como reflexo 57% dos entrevistados afirmam ainda não ter planos de implementar o chargeback (tarifação pelo uso) – para cobrar das áreas de negócios pelo uso efetivo dos recursos tecnológicos – e o mesmo percentual (57%), por enquanto, não pretende adotar DevOps, metodologia voltada a melhorar a comunicação, integração e colaboração entre os responsáveis pela infraestrutura de TI e os desenvolvedores de software.

Entre os entrevistados, só 17% já utilizam o chargeback e 15% pretendem implementar nos próximos 12 a 24 meses. Enquanto 13% adotam o DevOps e 13% disseram que existe interesse no tema pela área de Desenvolvimento e de Operações.

Modernização da Infraestrutura: 23% desconhecem o storage definido por software

O estudo demonstra que, apesar dos negócios exigirem respostas cada vez mais rápidas e atualizadas da TI, as novas soluções de infraestrutura não têm sido adotadas ou analisadas na velocidade adequada. Como reflexo, muitas das empresas ainda não avaliam o uso de infraestruturas definidas por software, apontadas como um caminho essencial para garantir a modernização dos ambientes para atender a demanda por transformação digital.

Quando questionados sobre a perspectiva de adoção das tecnologias mais recentes para a modernização da infraestrutura de TI, 13% já implementaram o storage definido por software e 8% planejam adotar em 12 a 24 meses.


O levantamento demonstra ainda que só 9% das empresas consultadas têm a infraestrutura de TI na modalidade de cloud, com automação, cobrança por uso e acesso pela internet. Enquanto que a maioria encontra-se no estágio inicial da modernização, com 40% das organizações na fase de virtualização (com consolidação e gerenciamento dos equipamentos virtualizados) e 40% na etapa de consolidação dos ambientes. Outros 11% das corporações apontam que estão em fase de automação, com virtualização de equipamentos e provisionamento da infraestrutura sob demanda.

Processos Internos e Cultura: só 19% fazem análise de ROI de todos os projetos de TI

Apesar de o estudo demonstrar que Processos Internos e Cultura são o tema mais bem posicionado pelas organizações para suportar a transformação digital, os resultados apontam que os decisores da área de infraestrutura têm muito a avançar nessa questão.

Um exemplo dessa constatação está no fato de que só 19% dos entrevistados afirmam realizar a análise de ROI (retorno sobre investimento) de 100% dos projetos de TI. O que demonstra uma dificuldade de comprovar resultados para as áreas de negócio.

Outro ponto de atenção do estudo em relação a Processos Internos e Cultura refere-se ao fato de que a maioria dos gestores da área de infraestrutura de TI considera que ainda não são vistos como estratégicos nas organizações. Quando questionados sobre a percepção que os gestores de negócio têm da área de Tecnologia da Informação, só 24% apontam que representam um diferencial competitivo para o negócio, enquanto 44% se veem com uma área de serviços que alavanca os resultados da empresa, 30% como um centro de custos e 1% como inibidores para os negócios.

Parte dessa visão pouco estratégica deve-se ao fato de que, nos últimos 12 meses, os principais projetos conduzidos pelas áreas de TI foram voltados à redução de gastos operacionais, citados por 62% dos profissionais consultados no estudo.

Ainda de acordo com o estudo, mais de 47% das empresas investem mais de 60% dos orçamentos de TI no legado e menos de 40% a iniciativas transformacionais ou associadas à inovação. Segundo Pietro Delai, gerente de Pesquisa e Consultoria da IDC, o estudo trouxe uma visão interessante dos próprios gestores de TI, que se sentem melhores avaliados pelas áreas de negócio quando investem mais na inovação que no legado.

“Os gestores da infraestrutura de TI têm um grande desafio pela frente e que passa por comprovar os resultados dos seus projetos para as áreas de negócios e, principalmente, aumentar iniciativas inovadoras. Com a perspectiva de aumento nas demandas por transformação digital, a área de tecnologia será desafiada a, com um mesmo orçamento, alavancar projetos que sejam mais estratégicos para o negócio. Uma fórmula que só será possível com automação dos processos, modernização da infraestrutura e uma abordagem mais estratégica dos gestores de TI”, conclui o vice-presidente da divisão de Soluções Computacionais e Equipamentos de Rede da Dell EMC na América Latina.

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