LGPD: prepare sua empresa para cumpri-la

auctus_andre_scher.jpg*Por André Scher
14/01/2020 - Com um mundo onde as pessoas estão cada vez mais hiperconectadas e as relações são cada vez mais digitais, a segurança dos dados pessoais é uma questão cada vez mais em voga. O sigilo de informações como nome, documentos, endereço, telefone e até preferências de consumo se tornou uma questão a ser pensada e debatida. Pensando na segurança dos dados pessoais, foi aprovada em 2018, a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – nº 13.709/18), que determina uma série de cuidados e procedimentos para qualquer pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, que promova a coleta, tratamento, classificação, armazenamento, eliminação, transferência e compartilhamento de informações e dados pessoais.

A partir de agosto deste ano, todo e qualquer tipo de empresa, independentemente do tamanho, precisará se adequar à lei e poderá ser fiscalizada e autuada em caso de descumprimento, desde um pequeno comércio que tem um cadastro de seus clientes para encaminhar mala direta de suas promoções e ofertas, aos grandes bancos e instituições financeiras, que mantêm um detalhado arquivo de informações sobre seus usuários.

Hoje não é incomum você ser abordado com promoções, telefonemas, e-mails de ofertas e propostas de remetentes totalmente desconhecidos ou de fontes que você fez um cadastro, mas não autorizou o envio de propaganda. A LGPD vem no sentido de deixar claro que o tratamento de dados, especialmente para fins econômicos, só pode ser feito com o consentimento do titular das informações.

Ela traz uma série de situações para serem enquadradas, que vão além da já conhecida venda de dados, quando uma empresa vende seu cadastro para outra com fim totalmente diferente do inicial. A LGPD vem no sentido de dar mais segurança tanto ao consumidor, que não terá seus dados divulgados, quanto à empresa, dificultando, por exemplo, que um funcionário mal-intencionado copie e passe para outros esses dados.

A Lei ainda assegura o direito de indenização, quando o tratamento de dados resultar dano ao seu titular ou a terceiros, além de uma série de penalidades às empresas, que vão desde prazo para correção dos problemas até multa de 2% do seu faturamento, podendo chegar a R$ 50 milhões, dependendo do grau da infração.

Ou seja, para se proteger das penalidades e garantir o cumprimento da LGPD as empresas precisarão investir em uma nova política de compliance digital e em uma estrutura para gerenciar o bom uso dos dados de seus clientes.

O primeiro passo para a adequação é fazer um diagnóstico de preparação para o LGPD , que significa verificar suas bases de dados e como eles estão sendo utilizados. Estima-se hoje que apenas 30% das empresas brasileiras, independentemente do porte, estejam adequadas às exigências da Lei. É preciso que profissionais das áreas da tecnologia e jurídica com as ferramentas corretas faça o assessment, verifique todas as bases de dados que possam conter dados pessoais, ache os gaps, identifique os possíveis problemas e os pontos em que a Lei não está sendo cumprida e só então montar um grupo ou um comitê para gerenciar as mudanças necessárias e para gerenciar eventos e crises envolvendo quebra de privacidade de seus clientes.

Ou seja, é necessário fazer um mapeamento completo, processo por processo, para se ter as recomendações do que fazer e de como se adequar. Essas recomendações podem ser técnicas, como por exemplo, mudanças de processos, atualização das políticas de segurança da informação, ou até mesmo jurídicas, tais como reescrever os contratos com seus clientes.

Há até quem pense que “até agosto dá tempo de resolver”, mas é importante destacar que esse mapeamento demanda tempo e dependendo da quantidade de não-conformidades encontradas, não haverá tempo hábil para se adequar à Lei, deixando a empresa exposta a um alto risco de penalidades. 

*André Scher é Sócio fundador e CEO da auctus.ai

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Por que millennials preferem conversar por chatbots?

chatbot.jpg*Por Marcelo Pires
21/01/2020 - Nativos digitais, impacientes, ultraconectados, decididos e superexigentes. Os millennials, como são chamados os nascidos entre 1980 e 2000, estão fazendo o mundo corporativo virar de cabeça para baixo! Se antes as marcas ditavam os desejos dos consumidores, nos últimos anos, elas tiveram que aprender a identificar os anseios desse grupo para manter o próprio negócio.

Entre as principais características dessa geração está a habilidade de interagir no meio digital, o que representou uma mudança radical na forma de se comunicar. WhatsApp, Facebook, Twitter e Instagram: as redes sociais ganharam força desde o início do século e já se tornaram quase imprescindíveis à rotina dos millennials.

Com isso, o relacionamento com as empresas também mudou. A demanda por agilidade impôs às empresas o investimento em tecnologia, automação de processos e, principalmente, inteligência artificial. Um exemplo importante e bastante usual são os chatbots, ou “robôs de conversa”, que simulam a interação humana no atendimento ao usuário. Segundo uma pesquisa da Freshworks Inc., empresa de software de envolvimento do cliente, 70% dos millennials já interagiram com um chatbot e mais de 80% estão satisfeitos ou muito satisfeitos com a resposta que receberam.

A lógica é simples: se para conversar com um amigo, basta abrir um aplicativo, por que pagar uma conta seria diferente? O millennial quer seus problemas resolvidos em tempo real. Como são exigentes em relação à rapidez e à eficácia dos serviços, sabem que um bot foi programado para atendê-lo melhor que um funcionário, com disponibilidade 24 horas por dia, sete dias por semana.

Para as empresas, o chatbot também oferece uma série de vantagens, como redução de custos com atendimento, onipresença em todos os canais da empresa, como site, aplicativo e redes sociais. Além disso, se integrado ao CRM da companhia, o sistema possibilita o retorno em tempo real para o consumidor. Esse cuidado com o atendimento, muitas vezes, é o que vai fidelizar um cliente na hora da compra.

E não precisa ser uma empresa de grande porte para investir nessa tecnologia. São diversos os casos de pizzarias que implementaram bots no WhatsApp para anotar os pedidos. Há, inclusive, plataformas com configurações predefinidas, como Dialogflow, do Google, ou Watson, da IBM, que permitem desenvolver a ferramenta a um menor custo. Elas também agilizam o processo, uma vez que será necessário apenas criar os fluxos de perguntas e respostas. Em semanas, seu negócio já pode estar de cara nova.

Atualmente, não há nenhuma solução totalmente pronta para bots conversacionais. Então, para ter um chatbot útil, é preciso investir um bom tempo em treinamentos e integrações. Uma boa dica é usar textos curtos - isso torna a conversa mais fluida e facilita o entendimento. Você também pode se utilizar de uma linguagem mais informal, com emojis e GIFs. Personalize a conversa utilizando o nome do usuário nas respostas, sua geolocalização, oferecendo quizes personalizados, games e integrações com outras plataformas.

Apesar da tendência à automação, é difícil eliminar o fator humano no atendimento num futuro próximo. Boa parcela da população ainda frequenta bancos para pagar dívidas e checar o extrato, por exemplo, além do fato de que o meio digital ainda não é acessível a todos os lugares do mundo. É preciso continuar pensando em soluções mais econômicas, inteligentes e sustentáveis para todos e buscar estratégias de comunicação realmente efetivas. Assim, clientes e empresas ficarão muito mais satisfeitos!

Marcelo Pires é sócio-diretor da Neotix Transformação Digital. Designer de formação, escultor nas horas vagas, trabalha com design aliado à tecnologia há mais de 20 anos. Especialista em usabilidade, é o responsável pela direção de criação de projetos interativos na Neotix, caminhando pelas áreas de tecnologia, inovação, design, UX e transformação digital.

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Dados pessoais nos hospitais estão seguros?

claudia_toledo.jpg* Por Claudia Toledo
06/01/2020 - Ao ingressar em uma consulta ou internação, é comum que seja necessário disponibilizar uma série de informações pessoais, como documentos, endereço, histórico de doença familiar, exames antigos e qualquer outro dado que possa contribuir para o diagnóstico e tratamento do paciente. Porém, você já parou para pensar sobre onde essas informações ficam armazenadas e quem são as pessoas quem tem acesso a elas?

Os casos de vazamento de informações, de uso indevido de dados e a quantidade existente de hackers ingressando em sistemas para roubar documentos sigilosos de posse dos hospitais demonstram a vulnerabilidade dos bancos de dados e a necessidade de ações que garantam a segurança da informação dentro das instituições de saúde.

Esses ataques são extremamente prejudiciais tanto para pacientes, que tem os seus dados expostos, quanto para os hospitais, já que fazem com que percam sua credibilidade e ainda sofram prejuízos financeiros elevados para reparar os danos causados pelo mau uso das informações. Para evitar esses cenários e garantir maior proteção aos dados dos pacientes foi desenvolvida a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Inspirada no Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) europeu, a lei brasileira, que tem o propósito de tornar segura qualquer coleta, armazenamento e compartilhamento de dados, já foi sancionada e passa a entrar em vigor em agosto de 2020. Até lá, hospitais e instituições de saúde precisam fazer ajustes em seus sistemas de informação para garantir que eles estejam de acordo com a regulamentação prevista na nova lei.

1 - As instituições de saúde devem informar previamente a finalidade de uso dos dados. O paciente precisa consentir
2 - É direito do paciente pedir para apagar completa ou parcialmente os dados pessoais e clínicos dos registros da instituição (papel ou prontuário eletrônico)
3 - Necessidade de disponibilizar de forma transparente os dados colhidos para os pacientes. O usuário do serviço de saúde deve ter de maneira não burocrática a possibilidade de consultar e até mesmo alterar as informações que disponibilizou para o hospital, já que ele é o titular destes dados.
4 - O hospital deve orientar os funcionários e contribuintes a seguir as novas exigências, para que não ocorra um desvio de conduta e, consequentemente, a aplicação da multa pelo não cumprimento da lei, que pode variar entre 50 milhões de reais ou 2% do faturamento total da instituição.

A coleta, o armazenamento, o tratamento e o compartilhamento de dados pessoais nos hospitais estão sendo discutidos e trabalhados dentro das instituições para que já comecem a realizar as mudanças necessárias nos sistemas de informação para atender às demandas da LGPD e assim proporcionar aos pacientes maior segurança e, consequentemente, confiança na instituição de saúde.

*Claudia Toledo é Diretora de Clinical Solutions da Elsevier no Brasil

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Abinee comemora aprovação da Lei de TICs

lei_tics.jpg17/12/2019 - O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (16), o projeto de lei (PL 4805/19) que reformula a Política de TICs para atender às demandas da Organização Mundial do Comércio (OMC). A matéria agora segue para sanção presidencial.

Para o presidente da Abinee, Humberto Barbato, a aprovação da proposta destrava os investimentos que estavam praticamente parados há dois anos, em função da necessidade de alteração na lei. “Felizmente conseguimos vencer essa etapa e apostamos no crescimento do setor a partir da modificação na legislação”, afirma Barbato. “Não se trata de um benefício setorial, mas de um benefício para o País”.

Barbato ressalta o trabalho do deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), presidente da Frente Parlamentar Mista para o Desenvolvimento da Indústria Elétrica e Eletrônica e autor do PL, pelo seu empenho para o entendimento e tramitação do projeto.

O PL aprovado na Câmara, que tem os deputados Vitor Lippi (PSDB-SP), Bilac Pinto (DEM-MG) e Daniel Freitas (PSL-SC) como coautores e relatoria do deputado André Figueiredo (PDT-CE), voltou do Senado após ser aprovado na última quinta-feira.

Pereira ressalta que o PL aprovado não amplia o gasto tributário, apenas dá previsibilidade e segurança jurídica para um segmento da economia que gera empregos e renda no Brasil. “Trata-se de uma proposta fundamental para modernizar o parque tecnológico do País  e adequar a lei de informática à OMC”, afirma o parlamentar.

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Tinbot, robô brasileiro com IA chega a Angola

robo_timbot_3.jpg17/12/2019 - Para comemorar o aniversário de uma década, a Ucall resolveu investir em inovação e tecnologia ao contratar o Tinbot, primeiro robô brasileiro interativo que reúne Inteligência Artificial , Cognição e IoT (Internet of Things, para fazer parte da equipe, a fim de aperfeiçoar os resultados entregues aos clientes.

O Tinbot oferece uma experiência diferenciada para as pessoas e constrói uma imagem inovadora para as empresas. De porte pequeno e com design cativante, o robô maringaense chamou a atenção da angolana Ucall no Whow Festival , maior festival de inovação para negócios do Brasil. Após conhecer de perto suas funcionalidades, a empresa decidiu empregá-lo como parte da rede de colaboradores para ser responsável pelo monitoramento de processos e indicadores internos. O Tinbot também será utilizado em eventos e recepção de convidados e clientes.

O Tinbot conta com fala natural em português, reconhecimento facial e de voz, gestos e expressões, além de ser integrável a outros sistemas por meio de APIs, possibilitando interatividade e personalidade humanizada. Além disso, também permite que cada empresa personalize e programe a plataforma de acordo com suas necessidades.

Ele é palestrante em diversos eventos país afora como Rio Info, RD Summit, Welcome Tomorrow, IT Fórum Expo, FIC Porto Alegre, Tomorrow by Vindi, ID 360, The Developer's Conference, VTEX Day, E-commerce Brasil, RH Ágil HSM, Conotel, além do WHOW! Festival de Inovação. Ufa, é tanta palestra que a gente até se perde.

O Tinbot coleciona admiradores por onde passa. O robô foi um dos protagonistas da série "O Melhor do Brasil é o Brasileiro" , da Globonews e participou da última temporada de um dos mais importantes programas sobre games na televisão brasileira e no Jornal Nacional. O robô também participou do reality Shark Tank e recebeu investimento de João Apolinário, da Polishop.

O robô já foi adquirido por mais de 20 empresas como UniCesumar e Evoa Aceleradora, onde atua na recepção de visitantes, Sicoob, para gerenciamento de indicadores, no Hotel Villa Rossa, como concierge e na Becomex como auxiliar na gestão de projetos, além do Colégio Objetivo de Maringá.

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A evolução das TVs de tubo à tecnologia OLED

pedro_valery_lg_2.jpg*Por Pedro Valery
16/12/2019 - Desde a sua criação, no final da década de 20, a televisão tem sido uma das principais fontes de informação e entretenimento para bilhões de pessoas. Porém, com o passar dos anos, a tecnologia que envolve os televisores foi mudando de forma exponencial, com investimento em inovações que revolucionaram, principalmente, as experiências em qualidade de imagem e som oferecidas.

Até a década de 1990, eram as TVs de tubo que dominavam o mercado. A partir dos anos 2000, no entanto, outras tecnologias começaram a surgir, como as telas de plasma e LCD, painéis de cristal líquido que compõem a maioria das televisões até hoje, transformando apenas a forma como os pixels e retroiluminação são aplicados e utilizados para geração das imagens.

Uma dessas evoluções é a tecnologia NanoCell, que conta com nanocristais uniformes, de um (1) nanômetro, aplicados diretamente no painel dos televisores, o que proporciona imagens ainda mais vivas e ricas em detalhes. A tecnologia pode ser considerada uma evolução da Quantum Dot, ainda utilizada em alguns modelos do mercado, já que esta conta com uma película para aplicação dos nanocristais, que têm tamanhos distintos que podem variar de dois a 12 nanômetros. Esses fatores podem interferir na absorção das cores, causando possíveis interferências de luz.

Mas o que consideramos a principal evolução em relação à resolução de imagem é a tecnologia OLED. Apresentadas ao mercado em 2013, as televisões OLED contam com tecnologia com pixels que se auto iluminam – o que garante a ausência de luz em pixels que não precisam de brilho e, assim, proporciona o "preto puro" que cria um contraste infinito e, portanto, cores perfeitas e vibrantes, em qualquer ângulo de visão. Devido a isso, os televisores dispensam a camada de retroiluminação, presente em TVs LCD e LED, e, portanto, também entregam designs extremamente finos. O modelo da LG, inclusive, já recebeu diversos prêmios e reconhecimentos internacionais, como o de melhor TV do mercado pelo Rtings.com, o que reforça o diferencial dos aparelhos e eleva nossos patamares de vendas, tornando a LG a marca que mais comercializa TVs OLED no mundo há 6 anos.

Recentemente, realizamos uma experiência justamente com o objetivo de exemplificar as diferenças entre essas tecnologias. Por meio da abertura de TVs, ao vivo, mostramos os componentes de cada uma delas, retroiluminação e camadas existentes. Durante a apresentação, foi possível destacar esse diferencial da tecnologia OLED, que conta apenas com a estrutura metálica, que dá suporte ao painel de OLED e película que energiza o painel.

Podemos dizer que o futuro das televisões está relacionado à ampliação das soluções de inteligência artificial e conectividade oferecidas pelos aparelhos. Após a popularização das Smart TVs, surgem ao mercado as televisões com inteligência artificial e integração com assistentes pessoais, como Google Assistente e Alexa, presentes nas OLED TVs da LG. Assim, a experiência com os televisores é elevada a um outro nível, com a possibilidade de realizar pesquisas e gerenciar tarefas por meio do dispositivo, assim como controlar aparelhos inteligentes, transformando a televisão em uma central de comando da sua casa.

*Pedro Valery é responsável por produtos televisores da LG Electronics do Brasil.

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