Telessaúde enfrenta incertezas e oportunidades

pedro_barra.jpg*Por Pedro Barra
18/08/2020 - Diante da pandemia, em meio ao isolamento social, testemunhamos a proliferação das tele-experiências em nossas vidas. O teletrabalho, por exemplo, que era uma realidade consistente para poucos casos e tornou-se normal, a tele-educação, que ganhou uma nova escala, impulsionada fortemente pelo fechamento das escolas e universidades, e o tele-entretenimento, com as inúmeras lives de artistas e visitas virtuais a espaços culturais.

Chegamos então à telessaúde, que também ganhou escala a partir do sancionamento da Lei 13.989, que autorizou o uso da telemedicina enquanto durar a crise ocasionada pela Covid-19. A telemedicina se encaixou perfeitamente ao momento atual, aliviando salas de pronto-socorro, esvaziando consultórios e surgindo como uma alternativa para a redução do risco de transmissão do vírus entre médicos e pacientes. Não se trata de uma mudança em condutas ou responsabilidades, mas sim de novos métodos para a entrega de cuidados.

Aplicativos de mensagens, voicebots, chatbots, algoritmos para triagem, prescrição médica e emissão de laudos remotos são alguns dos recursos que passaram a ser aplicados mais amplamente no contexto da Covid-19, trazendo também uma maior eficiência operacional demandada neste momento. Porém, ainda atravessamos um período de experimentação da telemedicina, em especial das teleconsultas.

Com a popularização das ferramentas de videoconferência, houve um movimento natural para utilizá-las em teleconsultas. Tais ferramentas já são bem difundidas, com acesso fácil e rápido por uma parcela relevante dos potenciais usuários, e contemplam os recursos básicos necessários para viabilizar o contato entre os profissionais de saúde e os pacientes. Entretanto, há aspectos importantes a serem considerados para que a entrega de cuidados seja feita com segurança em um ambiente virtual. É necessário realizar a preparação dos pacientes, profissionais e instituições de saúde, deixando claros os pré-requisitos, as orientações e as limitações para uso da telemedicina.

No que tange à conformidade, é preciso aderir às legislações, resoluções e normativos para garantir o registro de informações clínicas e a privacidade e proteção dos dados. E, por fim, para atender à demanda com eficiência operacional, é preciso investir em plataformas e infraestrutura de tecnologia que garantam estabilidade e escalabilidade.

Novamente, não podemos esquecer de colocar o paciente no centro. A telemedicina foi autorizada temporariamente no contexto da Covid-19, mas veio para ficar. Os primeiros dados apontam que os pacientes, em sua maioria, sentem os benefícios diretos de poder contar com esta alternativa para receber cuidados médicos. E, certamente, boa parte dos pacientes e médicos continuarão a utilizar este canal no período pós pandemia.

Com a devida preparação, uma teleconsulta pode ser mais pessoal do que uma consulta presencial. A telemedicina pode proporcionar uma ótima experiência para o paciente e ainda trazer ganhos de performance para médicos e instituições de saúde.

Para tanto, devem ser considerados os aspectos de gestão da mudança nas instituições de saúde, adaptando seus processos, políticas, protocolos e tecnologias para a telemedicina, como a construção da trilha digital dos pacientes e médicos, partindo do onboarding, provendo treinamento e informações claras; a definição e acompanhando dos indicadores de qualidade, performance e engajamento e a gestão dos riscos associados a este novo canal de interação nas camadas de privacidade e proteção de dados, tecnologia, pessoas e processos.

Demos um passo importante rumo à evolução da telessaúde, mas certamente há muitas incertezas e pontos que serão ajustados ao longo do tempo, em especial nas camadas legais e regulatórias. Isso traz grandes riscos, como também gera grandes oportunidades para os que estiverem dispostos a uma verdadeira transformação organizacional. Estruturar a governança sobre o tema, mantendo-se aberto e atento às necessidades dos pacientes e médicos, é fundamental para adaptar-se rapidamente às mudanças, criar uma vantagem competitiva e pavimentar o caminho na jornada da telessaúde.

* Pedro Barra é gerente sênior de riscos e performance da ICTS Protiviti, empresa especializada em soluções para gestão de riscos, compliance, auditoria interna, investigação, proteção e privacidade de dados.

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Riachuelo lança canal de conteúdo de inovação

medium_riachuelo.jpg17/08/2020 - A Riachuelo aposta em mais um canal de conteúdo sobre tecnologia e inovação e lança sua página no Medium, plataforma de conteúdo que tem grande comunidade Tech. O objetivo do perfil é oferecer conteúdo com credibilidade para os interessados, feito por quem vive as inovações na prática.

De acordo com a empresa, o portal será atualizado constantemente com a curadoria de um time técnico e da área de Pesquisa e Desenvolvimento de Tecnologia e Inovação da companhia, com temas como Gamificação, UX Design, Typescript, Smart Speaker e outras tendências, cases de sucesso e comportamento, para agregar boas experiências de atendimento e consumo aos clientes.

"Nosso objetivo é oferecer uma vivência cada vez mais diferenciada aos nossos clientes e permitir que, além de experimentarem soluções tecnológicas em sua jornada de compra, também possam conhecer e entender a história e o impacto de cada uma delas", comenta Rodrigo Carvalho, Tribe Leader da companhia e gestor de sistemas. O portal no Medium é mais uma das iniciativas da empresa em levar conteúdo relevante aos públicos de interesse. Em maio, lançou o podcast Riachuelo TECH, que traz novidades do mercado e outros temas semanalmente em todas as plataformas digitais de streaming.

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Tecnologia da informação verde ganha importância

vivaldo_mackenzie.jpg*Por Vivaldo José Breternitz
17/08/2020 - Tecnologia da Informação Verde, TI Verde ou Green IT são termos utilizados para designar o uso de recursos da Tecnologia da Informação com a preocupação de reduzir o consumo de energia e os impactos ambientais gerados pela produção e descarte de equipamentos eletrônicos.

O tema começou a ser discutido em 1972 durante a Conference on the Human Environment, promovida pela ONU e realizada na Suécia. O foco do evento foi a discussão das interações dos seres humanos com o meio ambiente; pode-se dizer que nesse evento surgiu o atual conceito de sustentabilidade, uma ideia ligada a estratégias de uso consciente dos recursos naturais, de modo a garantir sua conservação para as futuras gerações.

Em 1992, a U.S. Environmental Protection Agency lançou o Energy Star, um programa ao qual as empresas produtoras de equipamentos eletrônicos aderiam voluntariamente e era destinado a promover e reconhecer a eficiência energética de terminais de computador, aparelhos de televisão, condicionadores de ar e outros equipamentos. Um resultado marcante desse programa foi a criação do sleep mode, adotado em equipamentos de uso doméstico e de escritório; o programa ampliou-se, tornando-se um padrão internacional.

Na mesma época, a organização sueca TCO lançou um programa de certificação destinado a promover a redução das emissões eletromagnéticas dos terminais de computador; mais tarde, o programa foi expandido, passando a abranger também consumo de energia, aspectos ergonômicos e o uso de materiais perigosos na construção de equipamentos de computação.

Na atualidade, a TI Verde vem ganhando importância, focando-se nos "data centers": cerca de 1% de toda a energia elétrica produzida no mundo vai para essas instalações, sendo utilizada não apenas para fazer as máquinas funcionarem, mas também para refrigerá-las; computadores geram muito calor e tem problemas para funcionar em ambientes aquecidos.

Além disso, os "data centers" se concentram no hemisfério norte, onde parte considerável da energia elétrica é produzida a partir da queima de carvão e petróleo, grandes geradores de gases causadores do efeito estufa.

Nessa área, a ideia é tornar o hardware e os sistemas de refrigeração mais eficientes, bem como acelerar o uso de energias renováveis, como a solar e a eólica.

O descarte de equipamento eletrônico de forma inadequada gera danos ao meio ambiente. Esses produtos são compostos por substâncias altamente tóxicas, como berílio, mercúrio e chumbo, por exemplo, que podem contaminar o solo e as águas. Além desses, outros materiais como vidro e plástico demoram muito tempo para se decompor e seu descarte inadequado gera lixo que ficará no meio ambiente por séculos.

Sem o devido cuidado, o descarte desses materiais pode gerar graves problemas de saúde pública; por outro lado, reciclá-los pode produzir resultados financeiros muito interessantes. O assunto é importante a ponto de ter sido tratado de forma explícita no Plano Nacional de Resíduos Sólidos, elaborado pelo Governo Federal.

As empresas, além de preocuparem-se com esses aspectos devem desenvolver ações de conscientização para informar e motivar seus empregados e público externo a adotarem práticas de sustentabilidade no cotidiano, como redução de impressões, desligamento de equipamentos que não estão em uso, entre outras.

Há um ponto a observar: algumas empresas estão praticando o greenwashing, neologismo derivado das palavras green (verde), e whitewash (branquear ou encobrir), que é um termo utilizado para indicar o uso de técnicas de marketing e relações públicas para expressar uma falsa preocupação com o meio ambiente; sempre que possível, casos como esses devem ser denunciados de forma a desencorajar sua prática

Uma genuína preocupação com o meio ambiente e procurar manter o tema na pauta de todos, certamente contribuirá para o tornar a TI mais verde e o meio ambiente mais saudável.

*Vivaldo José Breternitz é Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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Coronavírus acelera a revolução financeira no país

digital_bank_markus_unsplash.jpg*Por Túlio Iannini
12/08/2020 - Pesquisa aponta que mais de 70% das transações bancárias foram realizadas por plataformas digitais após o início da pandemia no Brasil

Os bancos digitais foram responsáveis por uma grande revolução no setor financeiro mundial. Transações que antes levavam dias para conclusão, hoje podem ser realizadas na palma da mão em segundos. Porém, muita gente ainda tinha diversas dúvidas sobre a real eficácia e segurança desse sistema. Com o avanço da pandemia da Covid-19, grande parte da população se rendeu aos benefícios desse modelo bancário.

De acordo com um levantamento divulgado pela Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária, no mês de abril, logo após o início da pandemia no Brasil, 74% de todas as transações bancárias foram realizadas em meios digitais. Porém, uma queixa que se tornou comum foi a falta de estrutura que os bancos tradicionais tiveram para atender tal demanda, fazendo com que os canais digitais de atendimento sofressem com instabilidade. Enquanto isso, os bancos digitais perceberam um aumento significativo em seus serviços com crescimento em mais de 150% no número de contas em relação ao mesmo período do ano anterior.

Tais números refletem o poder dos bancos digitais que chegaram para ficar. A pandemia foi responsável por uma mudança significativa na maneira em que utilizamos nosso dinheiro e como realizamos transações bancárias. Muita gente está conhecendo agora a possibilidade de realizar qualquer operação sem precisar enfrentar filas, sem deslocamento para agências bancárias, resolver processos burocráticos pessoalmente com o gerente e o mais importante: sem taxas e juros altíssimos cobrados em quase todos os tipos de transações. Dessa forma, além do corte de gastos, a agilidade é o maior ponto forte dos bancos digitais.

É possível ser dono do próprio banco?

Enquanto a população em geral percebe as vantagens de abrir uma conta digital, do outro lado observa-se também o elevado número de investidores que podem obter inúmeros benefícios. Afinal, já pensou em ter um banco próprio da sua empresa?

Atualmente, com a atuação das fintechs, uma empresa não precisa mais depender de outros bancos para realizar investimentos, fornecer o pagamento de funcionários, entre outras necessidades financeiras. É possível criar o próprio banco digital com sua marca e ainda auxiliar na recuperação da economia com algo que apostamos para o futuro: a inclusão financeira.

O empresário explica que isso se deve ao fato de que ao proporcionar aos funcionários um meio seguro e ágil de movimentar o próprio ganho mensal, é possível incluir toda a pirâmide da empresa em tal meio. Hoje vivemos um momento em que muita gente utiliza contas apenas para receber o salário ou obtém muitos familiares que não possuem nenhum tipo de conta em banco, isso foi comprovado através de milhares de contas abertas para receber o auxílio emergencial, por exemplo. Se todas essas pessoas já tivessem uma conta antes de todo esse período conturbado, a movimentação econômica do país seria muito maior.

Portanto, ao incentivar mais pessoas a usufruírem dos bancos digitais - algo que também se estende aos familiares e todo círculo social de um indivíduo - é possível incentivar tal inclusão que, segundo expectativa do setor, pode ser a base para se recuperar da crise econômica e alavancar todo o setor financeiro do país. Além da empresa em si, todas as pessoas que usufruem direta ou indiretamente dos serviços de um banco personalizado serão beneficiados. Afinal, é possível reunir em um único banco desde o presidente da empresa até os funcionários que estão diretamente ligados ao negócio até o pequeno comerciante que revende seus produtos para o consumidor final, por exemplo. As possibilidades nesse tipo de modelo podem ser infinitas.

Crédito: Markus Winkler / Unsplash

*Túlio Iannini é CEO da fintech U4crypto

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IBCC Oncologia atualiza parque tecnológico

ibcc.jpg10/08/2020 - O IBCC Oncologia, por meio de parceria com a Digisystem amplia investimento para expandir serviços e implementar melhorias com foco em performance, disponibilidade e segurança computacional.

Além disso, a empresa irá atuar na manutenção e no correto funcionamento do ambiente tecnológico. "Trata-se de um trabalho que irá incrementar mais segurança ao ambiente e com isso garantir que as próximas demandas da área de Tecnologia de Informação (TI) sejam suportadas sem impactos e resolvidas de maneira adequada e rapidamente", declara Kleber Machado, coordenador de Tecnologia da Informação do IBCC Oncologia.

Os principais benefícios obtidos com o projeto é além de ter uma empresa homologada e com acesso ao ambiente interno é ter a garantia de sigilo e segurança nas informações do Hospital.

Parte do trabalho de sustentação relacionada à infraestrutura está na análise preditiva, em que profissionais da Digisystem, verificam as tendências no consumo operacional do sistema e assim, atualizam a instituição para que se possa antecipar possíveis necessidades.

Até agora, foi realizado o chamado 'assessment' que em linhas gerais, quer dizer que o mapeamento completo da estrutura de TI do Hospital, considerando processos, ambientes, sistemas, incidentes, problemas e pessoas foi realizado. Por consequência, a respectiva documentação e monitoramento da rede também foram efetivados.

Iniciado em abril deste ano, os trabalhos não possuem data exata de conclusão, já que os contratos de sustentação são de longa duração e os serviços devem ser realizados de maneira contínua dentro do Hospital.

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Engajamento digital durante e depois da pandemia

carlos_andre.jpg*Por Carlos André
27/07/2020 - Qual é a marca ou serviço que vem a sua cabeça quando o assunto é a transformação causada pela pandemia do novo coronavírus? Um recente estudo realizado aqui no Brasil fez essa pergunta a milhares de consumidores. O resultado, como era de se esperar, destacou as organizações que estão atuando de forma mais ativa para se relacionar com as pessoas – muitas delas por ações completamente fora de suas verticais de atuação.

A explicação para isso é simples. Estamos iniciando uma nova era, com as companhias sendo chamadas cada vez mais a investir em novos modos de contato com as pessoas. As companhias que estão sendo lembradas agora, portanto, não apenas usam as mídias digitais e canais virtuais para engajar os clientes. Além disso, elas também criam conversas e experiências que nutrm um relacionamento digital (e emotivo).

Esse modelo, sem dúvida, é essencial para compreendermos o estágio das ações de fidelização das companhias. Em uma época pautada pela incerteza e escassez, modelos de negócios orientados à urgência, ao comércio e ao consumo fugaz estão rapidamente deixando de ter relevância.

Seria essa necessidade de interação e relacionamento mais afetivo uma mera tendência passageira? É muito provável que não. Isso porque, seja qual for a estratégia adotada, o fato é que as organizações não poderão mais desconsiderar o tripé formado pelo engajamento, oferta e propósito. Cada ponta dessa tríade é, afinal, responsável por suportar as estratégias de lealdade e fidelização das pessoas em torno de uma marca – algo ainda mais fundamental nestes novos tempos.

Como resultado dessa transformação, as empresas terão de migrar cada vez mais de seus velhos modelos de envolvimento transacional, cuja participação dos consumidores e colaboradores se restringia a apertar um Call To Action (CTA – Chamado para a Ação, em português), para um novo formato mais humano e baseado em lealdade, engajamento e interação. Seja numa venda ou no processo de mobilização de uma equipe de profissionais, o foco deverá ser a capacidade de criar um ambiente positivo, dirigido à comunicação e ao contato com os clientes.

As empresas devem se lembrar de que toda interação com seus clientes e parceiros é uma oportunidade de demonstrar porque este consumidor precisa se manter fiel à sua marca. Especialmente em momentos como esse, as pessoas querem saber como as organizações estão respondendo aos desafios e, de que forma, as operações estão ajudando as pessoas. É preciso que essas ações, evidentemente, estejam baseadas e alinhadas aos propósitos que norteiam as companhias. É preciso, portanto, agir com empatia e entender que a posição que a companhia assume diante de seus púbicos deve ser, fundamentalmente, a de uma ferramenta parceira, sempre disposta a ajudar.

De acordo com uma recente pesquisa elaborada pela Capgemini, por exemplo, companhias com sólidos programas de engajamento digital chegam a ter performances até 40% mais eficientes, com 25% mais faturamento, em média. Vamos ver isso ainda mais no futuro, à medida que o trabalho remoto se tornar mais "normal" e o contato digital entre marcas e clientes se estabilizar nos canais on e off-line.

Nesse sentido, a pergunta que fica é: como resgatar a emoção e a atenção das pessoas em um mundo cada vez mais virtual e fragmentado, que ao mesmo tempo promove a hiperconexão e o distanciamento físico entre todos? O caminho está na construção de soluções que permitam às empresas se integrarem ao mundo como um todo, criando verdadeiras comunidades ao redor de suas marcas.

Em outras palavras, é preciso descomoditizar as relações e comunicações. É essa perspectiva que permitirá às companhas fazer suas vendas agora e, ainda assim, construir uma forma de garantir um plano prático para estimular as vendas no futuro. Não basta estar presente nas redes sociais para ter o engajamento digital. Ao contrário, é preciso saber usar essas ferramentas para criar os diálogos certos com os mais diferentes públicos.

O engajamento emocional, mesmo que digital, exige a adoção de ferramentas e programas de fidelidade que estimulem o relacionamento e a comunicação. O público deve se ver como parte real de uma "tribo", cuja ideia central ele valoriza e se sente integrado. Não há dúvidas de que a crise do Covid-19 fará com a vinculação entre marca e consumidor seja mais necessária, e a fidelização será fundamental para engajar clientes neste mundo pós-pandemia.

Para isso, o primeiro passo é resgatar a emoção do cliente, tratando-o como um ser humano único e com seus próprios desejos e desafios. As marcas que se colocarem ao lado de seus clientes, ajudando as pessoas - sem necessariamente empurrar vendas - serão aquelas que, de fato, se tornarão as mais valiosas no novo mundo.

Evidentemente, toda essa estratégia exige o uso de inovações. A tecnologia está assumindo um papel vital em nossas operações. Incluir as plataformas digitais, a análise de dados e a parametrização inteligente, utilizando recursos como Inteligência Artificial e Machine Learning, com certeza são grandes oportunidades para tornar os planos de fidelidade mais factíveis e simples. Mas ela não substitui a visão humana, a comunicação e o tato das relações.

Vivemos o estágio inicial de uma jornada que tem tudo para mudar de vez o modo como consumimos e nos relacionamos. As empresas que entenderem essa realidade serão aquelas que permanecerão vivas no futuro. Essa é a lição deixada pela pandemia. É preciso se comunicar, ouvir e falar. Resta saber, apenas, quais organizações saberão construir as relações de engajamento digital e transformar o desejo e atenção dos mais diversos públicos em retorno real para seus negócios. Sendo assim, vale a pergunta: de qual lado sua empresa ficará nessa nova era? No futuro ou no passado?

*Carlos André é CEO da LoySCI

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