Nova mentalidade de transformação digital

cesar_velloso_country_manager_1-1.jpg*Por Cesar Velloso
17/10/2018 - Você sabe como avaliar o modelo digital de negócio da sua empresa? Muitos executivos encontram dificuldades na análise das suas estruturas organizacionais, quando comparados aqueles bem-sucedidos, responsáveis por liderarem transformações digitais. Em especial, no que se refere à identificação dos pontos de ajuste necessários, relacionados à cultura e liderança. Estes dois vêm antes da tecnologia, quando o assunto é construir e executar uma estratégia digital para os seus negócios. Isto porque a cultura e a liderança irão ou habilitar e acelerar a estratégia digital, ou retardá-la e inviabilizá-la.

O principal fator de diferenciação competitiva é buscar progredir o negócio, apesar da incerteza. Um líder transformador entende e abraça a ideia de que a dúvida é inevitável. No entanto, abraçar a incerteza não significa ter falta de cautela. Significa, na verdade, estabelecer um plano que permita mudanças e evoluções, ao invés de criar enganos ou falsa previsibilidade.

O pensamento tradicional pode se tornar irrelevante no mundo digital. Os executivos devem focar seus esforços em iniciativas que os posicionem à frente do seu tempo. Líderes digitais são visionários quando se trata de fronteiras tecnológicas, mas todas as suas decisões continuam atreladas às prioridades de missão crítica dos seus negócios. Ideias inovadoras demandam uma mentalidade mais tolerante a riscos, uma vez que as tecnologias emergentes que as habilitam ainda precisam demonstrar ganhos incrementais no curto e médio prazos. Por isso, um verdadeiro líder digital é movido pelo desafio e pelo potencial de criação de valor para o seu negócio, sem distrações e buscando dominar as alavancas competitivas que a era digital viabiliza.

Ele atua com o objetivo de sustentar investimentos de longo prazo, para garantir uma posição de liderança em linha com a sua estratégia do negócio, avaliando modelos baseados em plataformas e ecossistemas digitais, bem como a capacidade analítica da sua organização, para transformar informações em valor por meio da Ciência de Dados e Inteligência Artificial.

Líderes tradicionais podem preferir esperar até que os progressos possibilitados pelas tecnologias sejam comprovados, enquanto líderes digitais transformadores acreditam que a paralisia de algumas organizações diante da incerteza abre espaço para que competidores aproveitem as oportunidades. Acreditam ainda, que esses competidores podem vir de diversas direções, com estruturas digitais mais enxutas com menor custo operacional, para capturarem suas receitas "homeopaticamente", ao mesmo tempo em que agregam mais valor através de serviços digitais e capacidades para interagir com todo o ecossistema (clientes, fornecedores, parceiros, competidores que podem ser parceiros, etc). Os líderes digitais transformadores entendem que apostas baseadas em estratégias bem fundamentadas, através de resultados de negócios esperados e de alavancas digitais, precisam estar focadas na organização. Esses líderes irão, portanto, escolher como caminho um experimento inicial e interativo para testar novos avanços, ao contrário de esperarem por clareza total antes de seguirem adiante. Através da aplicação de certas disciplinas, com um começo em menor escala e fazendo a coleta de provas de dados com base em experimentos, as empresas podem aproveitar para compreenderem e aplicarem novos valores enquanto mitigam riscos.

Nesta era digital, as organizações precisam estar aptas a inovarem mais rapidamente que seus concorrentes. Para encorajarem a inovação em ritmo mais acelerado, os líderes digitais estabelecem uma cultura de autêntica criatividade com a participação e patrocínio de toda a liderança. Comunicam essa visão do negócio em todos os níveis, dos recém contratados ao Conselho de Administração, promovendo uma cultura que encoraje descoberta e desenvolva habilidades para lidar com os riscos de forma mais natural.

As organizações que são avessas aos riscos são mais lentas para inovar, uma vez que os pensamentos e as ações dos seus colaboradores continuam norteados pelas regras tradicionais e modelos de retorno sobre investimento (ROI) no curto e médio prazos, a luz do seu portfólio e processos de negócios já conhecidos. Já aquelas que culturalmente encorajam uma atitude exploratória e de agilidade, que ocasionalmente até recompensam alguns fracassos, estão melhor equipadas para triunfar no mundo digital.

Portanto, para liderarem processos de transformação digital e inovação dos seus negócios, os líderes precisarão ir além dos modelos de negócio e de investimentos tradicionais, promovendo mudanças profundas na cultura organizacional e na liderança, a fim de acelerarem o crescimento de suas empresas. Este processo precisa ser participativo e inclusivo para os colaboradores, com uma comunicação clara e patrocínio vindos primeiramente da liderança maior - o CEO.

Uma jornada rumo a territórios desconhecidos, com métodos e ferramentas que não sejam tão familiares, requer coragem. Introduzir novos produtos, serviços, competências, padrões e tecnologias pode testar, modificar e ampliar as capacidades de as empresas se relacionarem com os diferentes ecossistemas de negócios, mesmo com aqueles fora das suas indústrias. Afinal, estamos falando de ecossistemas sendo digitalmente habilitados e conectados. Isso certamente impactará as suas estratégias de negócios digitais, bem como os seus destinos, ao longo dos próximos anos. As oportunidades são ilimitadas. Não há tempo a perder. A hora é agora!

Pesquisas adicionais sobre Transformação Digital dos negócios serão apresentadas durante o Gartner Symposium/ITxpo 2018, de 22 a 25 de outubro, em São Paulo.

*Cesar Velloso é Country Manager do Gartner para o Brasil e palestrante do Gartner Symposium/ITxpo 2018

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Funcionários gastam (muito) tempo com e-mails

otrs_2.jpg15/10/2018 - Estudo da OTRS Group mostra que funcionários gastam uma grande parte do seu tempo de trabalho em atividades administrativas, sem poder se dedicar às suas tarefas principais: 82% usam meia hora de trabalho do seu dia de trabalho para procurar as informações necessárias para realizar seu trabalho. Mais de 23% dos entrevistados precisam de mais de duas horas por dia. A pesquisa foi realizada entre 5 de junho e 5 de julho de 2018, com 500 profissionais da Alemanha, EUA e Brasil.

Especificamente, o e-mail parece distrair os funcionários de suas tarefas reais: mais de 32% indicam que precisam de uma média de uma hora por dia para classificar seus e-mails.

Os fatores mais difíceis são os seguintes:

- Por causa da quantidade de e-mail, outras tarefas são repetidamente repassadas ou mesmo esquecidas (28%);

- Demora muito tempo para encontrar um email para responder (26%);

- Os e-mails são enviados para muitos destinatários para os quais as informações não são relevantes (24%);

- Quando perguntados sobre o maior acidente relacionado em seu trabalho diário, a maior parte dos entrevistados (20%) confirmou que eles já haviam enviado um email para o destinatário ou grupo de destinatários errado.

Como o estudo também mostra, não é apenas o e-mail que pode custar muito tempo e evitar que os funcionários trabalhem com eficiência, mas também problemas de TI: mais de 22% indicam que perdem de uma a duas horas por dia devido a isso.

“Como mostra a pesquisa, os funcionários gastam muito tempo em tarefas administrativas, limitando sua produtividade em suas principais tarefas. Isso também tem um impacto negativo na satisfação dos funcionários ”, diz André Mindermann, CEO e co-fundador da OTRS AG. “É aí que os sistemas de tickets ajudam os funcionários de todos os setores a estruturar e priorizar os processos de comunicação para que permaneçam eficientes em seu campo de atuação.”

Sobre OTRS AG

A OTRS AG fabrica uma ferramenta de gerenciamento de serviços, que promete oferecer soluções flexíveis para gerenciamento de processos e comunicação para empresas de todos os tamanhos, de modo a economizar tempo e dinheiro.

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As facilidades nas transações com bitcoins

bitcoin.jpg*Por Fernando Bresslau
15/10/2018 - Ainda existem muitas dúvidas em relação ao investimento em bitcoins. Afinal,sua criação é relativamente recente e criptomoedas são uma novidade para todo mundo. Inseridas no mercado no início de 2009, essas moedas virtuais foram criadas com o objetivo de tornar as transações mais seguras e privadas, eliminando a necessidade de um intermediário entre quem envia e quem recebe. Além disso, a emissão de bitcoins é altamente controlada e confiável. Com isso, os brasileiros começaram a considerar a compra desse tipo de criptomoeda como um investimento a longo prazo, preferindo mantê-los em carteiras digitais por conta da expectativa de valorização.

Mesmo com as recentes quedas, acredito que a consolidação dos bitcoins é uma questão de tempo. Para os próximos cinco anos, existem até previsões de que seu crescimento atinja 1.267%, podendo chegar a valer US$ 96.000 por unidade, como aponta um estudo feito pela empresa de consultoria e pesquisa de ICOs, Satis Group.

Uma das grandes possibilidades desse tipo de criptomoeda é sua utilização como nova forma de pagamento, substituindo até mesmo o cartão de crédito no futuro. Entre os benefícios, posso destacar a redução dos processos burocráticos, já que tudo é feito digitalmente. Para o comerciante que aceitar esse pagamento, o risco de "chargebacks" (operações de cartão de crédito canceladas) será eliminado.

Nos pagamentos tradicionais, por exemplo, corremos sempre o risco de termos nossos dados roubados. Com o uso de moedas virtuais, o destinatário recebe apenas o dinheiro, sem necessidade de receber os dados pessoais do pagador. Dessa forma, o risco do roubo de informações pessoais no processo de pagamento diminui consideravelmente.

Outro ponto positivo é que não existem barreiras para a utilização do bitcoin: basta ter um aparelho (computador ou smartphone), acesso à internet e instalar um app ou programa adequado: a utilização de bitcoins é voluntária e aberta, não necessitando de autorização de nenhuma empresa, órgão ou governo.

Em alguns casos, uma transação de bitcoin pode ser muito mais rápida e barata do que uma transação convencional. Por exemplo, um americano que quiser pagar um prestador de serviços em Bangladesh usando bitcoins poderá ter a sua transação confirmada em menos de uma hora a um custo atual de menos de um dólar. Comparado com um envio via bancos, que demora mais de um dia e não sai por menos de 50 dólares, a vantagem é clara. Às vezes, transações de bitcoin são até mais rápidas e baratas que TEDs (mas não sempre). Vale lembrar que o custo da transação e o tempo de confirmação são variáveis e dependem da demanda da rede, e não do valor transacionado.

Por fim, acredito que o uso dos bitcoins ou outros tipos de moedas semelhantes vai trazer mais comodidade e independência para seus usuários nos próximos anos. Ainda estamos todos aprendendo e nos adaptando, mas já estamos no início de uma nova era de transações digitais, talvez até uma nova "internet do dinheiro".

*Por Fernando Bresslau, Country Manager da Ripio, carteira digital mobile para serviços financeiros.


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Movimento Brasil Digital: por um país inovador e inclusivo

web_lei.jpg*Por Adelson de Sousa
10/10/2018 - A dias do segundo turno, candidatos e seus coordenadores de campanha usam cada segundo disponível para apresentar aos eleitores motivos para receberem seus votos. Em busca de confiança, tecem discursos acalorados com suas propostas para resolver questões estruturais em educação, saúde, segurança, desemprego e economia, entre outros. É uma pena que, apesar da energia em busca de eleitorado, muitas dessas sugestões estão presas a raciocínios ultrapassados e distantes das mudanças necessárias para alavancar a economia brasileira e gerar empregos.

Vivemos um momento com grande pulverização política. Entretanto, é imprescindível arregaçarmos as mangas e trabalharmos em conjunto para buscar soluções reais, aplicáveis e com retorno em curto e médio prazos. Atualmente, existem cerca de 250 mil vagas abertas para profissionais de tecnologia que não são preenchidas por falta de mão de obra qualificada. E estimativas do setor apontam que, até 2020, as oportunidades na área de tecnologia devem triplicar. Enquanto isso, 13 milhões de brasileiros encontram-se desempregados.

É para mudar este cenário que lançamos, em agosto, o Movimento Brasil Digital – Por um país inovador e inclusivo. Hoje, somos 27 grandes empresas, dos mais variados setores da economia, com o mesmo propósito: colocar a digitalização no centro da estratégia do país, de maneira inclusiva e humanizada, apoiando a formação da sociedade nas habilidades da Indústria 4.0 e preparando-a para os empregos do futuro, a fim de garantir a sustentação do crescimento econômico do país.

A digitalização está fortemente inserida nas políticas públicas de grandes economias do mundo, garantindo produtividade às empresas, competitividade internacional e serviços de qualidade aos cidadãos. Ao mesmo tempo, impõe desafios em áreas como educação, trabalho, sustentabilidade e políticas sociais. E o Brasil precisa, o quanto antes, vivenciar e se destacar nesse âmbito.

Por isso, buscamos articular o diálogo entre os setores público e privado, de maneira completamente apartidária, para discutir soluções de desenvolvimento digital a partir de propostas mapeadas em cinco dimensões estruturais: educação, empreendedorismo, infraestrutura, governo e inclusão social.

Em educação, é preciso garantir a inclusão e alfabetização digital de toda a população, principalmente entre as pessoas com baixo poder aquisitivo ou com acesso à tecnologia abaixo da média. Também é necessário prepará-las para as ocupações do futuro no mercado de trabalho.

Para fortalecer o empreendedorismo, apoiar o desenvolvimento de startups e incentivar a digitalização de pequenas e médias empresas. Investir em pesquisa e desenvolvimento, em projetos que envolvam governo e iniciativa privada, é essencial para garantir que o país desenvolva o conhecimento necessário para a transformação digital.

Na área de infraestrutura, é preciso solucionar problemas de cobertura e qualidade. Para crescer, o Brasil precisa garantir conectividade inclusive em regiões distantes dos centros empresariais, ampliando redes ópticas e melhorando os serviços de comunicação móvel. Vale ressaltar que também deve garantir a segurança e a privacidade dos dados dos usuários.

E, para que todas as sugestões acima saiam do papel, o governo deve se posicionar como indutor de novas tecnologias, usando-as não apenas como meio de entrega de serviços aos cidadãos, mas também como ferramenta de transformação da própria administração pública. Devem-se criar políticas públicas de apoio à digitalização, além de modernizar o ambiente legal e regulatório em áreas de segurança da informação, dados e mercado de trabalho.

Além disso, é importante desenvolver a digitalização de forma inclusiva, maximizando os benefícios tecnológicos para a sociedade, por meio da formação das pessoas, para que utilizem as novas tecnologias e integrem ocupações de trabalho inéditas. Com isso, é possível criar mais oportunidades e preparar a população para desenvolver as atividades em negócios da nova economia, bem como para ocupar postos de trabalho que surjam a partis das novas tecnologias.

Temos muito trabalho pela frente, mas ainda dá tempo de tornar o Brasil em um país de destaque no novo mundo digital. Do lado de cá, estamos desenvolvendo um plano de ação para a digitalização humanizada e inclusiva até 2025. Esperamos que nossos próximos governantes, de sua parte, façam o mesmo. Assim, poderemos nos transformar, além de beneficiários, em criadores e exportadores de novas tecnologias.

Adelson de Sousa é Presidente do Conselho Estratégico do Movimento Brasil Digital e Presidente Executivo da IT Mídia

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Tecnologia Open Banking: um caminho sem volta

*Por Carlos Augusto Oliveira
09/10/2018 - É inegável a transformação que o uso da tecnologia trouxe - e continua trazendo - à medida que novos avanços são implementados para todos os segmentos. Com o setor financeiro não podia ser diferente, basta pensar em como era um banco há 10 ou 15 anos. Qual era o consumo de cheques? E a oferta de serviços de Mobile Bank? Junto com esse novo consumidor surgiu a necessidade de criar novos serviços e alternativas de uso. Uma pesquisa global recente elaborada pela consultoria EY aponta que a implementação de serviços digitais já é uma prioridade, em 2018, para 85% das 221 instituições financeiras entrevistadas. O estudo mostrou ainda que 70% delas planejam investir em tecnologia para fortalecer seu posicionamento competitivo e ganhar mercado.

E para isso acontecer, é preciso evoluir na forma como os bancos encaram a tecnologia e os dados dos clientes. Um exemplo é a adoção do Open Banking, plataforma que permite a integração de aplicativos com os serviços por meio da abertura de interfaces de programação de aplicativos.

As APIs, como são conhecidas, é um elemento chave da transformação digital dos bancos, uma vez que essa é uma forma de permitir que os desenvolvedores de outras empresas de tecnologia criem diversas aplicações e inovações, focadas nas experiências e na forma como os clientes interagem com banco. Elas permitem, portanto, que empresas e desenvolvedores conectem os seus sistemas aos do banco, compartilhem dados e realizem transações de forma automatizada.

Ao expor dados em uma camada de integração, o Banco também pode se integrar a novas cadeias de serviços, viabilizando o transito de informações através de outras plataformas de serviço. Ou seja, o correntista pode acessar suas informações bancárias por aplicativos de outras empresas e não somente pelo banco. Onde ele estiver e assim preferir acessar.

O Open Banking simplifica as integrações das aplicações na nuvem, no mobile e ainda possibilita a redução dos custos operacionais tanto para o banco quanto para seus parceiros. Ao facilitar a criação de novas aplicações por terceiros, o banco melhora a experiência dos clientes e amplia as possibilidades de receita sem ter que arcar com todos os custos de desenvolver esses novos serviços. É uma situação "ganha, ganha".

As barreiras a serem superadas estão se tornando cada vez menores. Questões como segurança, que sempre foi um dos principais desafios quando o assunto é abrir os dados, é uma delas. Outro ponto importante é a regulamentação. Na Europa, por exemplo, entrou em vigor este ano a PSD2 (ou payment services revised directive). Agora, todas as organizações reguladas pelo Banco Central Europeu terão que disponibilizar APIs abertas, ou seja, adotar a plataforma do Open Banking, viabilizando a interoperabilidade com outras industrias, como comercio eletrônico e diversas Fintechs, ampliando a possibilidade de acesso e oferta de serviços inovadores aos seus clientes. Vários países estão no mesmo caminho, estudando e legislando sobre este assunto. No Brasil, apesar de ainda não termos regulamentação específica e a maioria dos bancos atuar de forma conservadora, algumas instituições estão alinhados com esta tendência, e, já oferecem APIs abertas, possuindo casos concretos de bom uso da ferramenta.

Porém antes de abrir os dados é preciso estruturar a segurança, a governança corporativa, mudar processos e até estruturas organizacionais. Existem riscos novos e desafios neste processo irreversível. Mas talvez o maior entrave ainda esteja na cultura. Trata-se, portanto, como toda inovação de uma real ameaça ou uma grande oportunidade, mas certamente tremenda mudança de como o Mercado Financeiro vinha operando e protegendo os dados dos clientes como ativo exclusivo da instituição.

Uma coisa é fato: o avanço é implacável, independentemente do nível de maturidade digital e do grau de abertura. E quem não aderir, ou demorar muito para entrar nesse barco, poderá perder clientes e espaço para os concorrentes não tradicionais. Talvez muito antes e mais rápido do que hoje podemos imaginar...

*Carlos Augusto Oliveira é CIO Banco Original

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FGV lança estudo sobre benefícios do Blockchain

blockchain.jpg09/10/2018 - A FGV, através do Núcleo de Prospecção e Inteligência Internacional (FGV NPII) e em parceria com o think tank alemão Konrad Adenauer Stiftung, lança, no próximo dia 11 de outubro, um estudo pioneiro que identifica as contribuições que a tecnologia de Blockchain - a mesma que está por trás do bitcoin - pode oferecer a operações de financiamento do clima e do meio ambiente.

De autoria de Leonardo Paz (FGV NPII) e Gabriel Aleixo Prata (ITS-Rio), o relatório "Blockchain Contributions for the Climate Finance – Introducing a Debate" busca de maneira sistemática e didática apresentar o tema de Blockchain e Financiamento do Clima para não experts, de forma a facilitar o entendimento dos dois assuntos, descomplicando assim a relação entre ambos.

O relatório divide suas recomendações em grupos temáticos, como: Redução do Gap Institucional entre doadores e receptores de financiamento; Necessidade do fortalecimento do debate político; Estímulo do papel da sociedade civil; e Estímulo à busca de soluções inovadoras.

De acordo com o estudo que será divulgado, o blockchain pode contribuir no financiamento ambiental, quanto à questão da transparência e da eficiência, redução de custos, diminuição de intermediários nas operações, confiança no registro dos dados e facilitação de rastreamento.

Para Leonardo Paz, da FGV NPII, o blockchain pode ser essencial no gerenciamento dos recursos voltados para iniciativas sustentáveis.

"Muitas ONGs e pequenas prefeituras não conseguem acessar os fundos com recursos para o meio ambiente, pois não têm capacidade administrativa de operar os processos de compliance exigidos pelos bancos. Por isso, as soluções baseadas em blockchain podem ajudar a limitar a burocracia, pois, com essa tecnologia, todas as transferências de recursos ficam registradas de forma transparente e imutável, virtualmente impossibilitando desvios de dinheiro", explicou Leonardo.

O evento de lançamento do estudo será aberto ao público. Para mais informações e inscrição: http://www.prestodesign.com.br/extranet/fgv/convite600.html

Serviço

Data: 11/10/2018
Local: FGV – Praia de Botafogo, 190 – 12º andar
Horário: 10h às 12h30
Programação
9h30 – Credenciamento
10h – Abertura com Renato Galvão Flôres Jr. (diretor da FGV IIU) e Christian Hübner, head da EKLA-KAS
10h30 – Apresentação dos resultados
11h – Debate

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