Start-up de seguros Thinkseg adquire Bidu Corretora

thinkseg.jpg21/06/2018 - Na primeira operação de aquisição entre insurtechs no Brasil, Thinkseg multiplica sua carteira de clientes e ganha novos sócios, unindo as duas empresas citadas pela Goldman Sachs como as mais inovadoras do setor

A Thinkseg assume posição de maior insurtech do Brasil ao adquirir a Bidu Corretora nesta terça-feira, (21). A start-up fundada em 2016 por André Gregori, ex-sócio do BTG Pactual, incorpora 100% da veterana Bidu, uma das primeiras corretoras de seguro online do País.

Como parte da transação, Rodolpho Gurgel, até então CEO da Bidu, e outros 3 gestores da companhia, tornam-se sócios da Thinkseg, trazendo conhecimento em tecnologia e marketing online para acelerar a expansão da insurtech.

"O ineditismo dessa operação no mercado de insurtech no Brasil inicia um caminho natural para a alavancagem do modelo de negócio das startups de seguros via aquisição. Somos os primeiros a realizar esse tipo de operação entre insurtechs, mas veremos outras transações no Brasil e no mundo daqui para frente", afirma André Gregori.

Apesar da aquisição, as operações e os sites de ambas as empresas permanecem independentes, garantindo toda a qualidade e variedade de produtos que são oferecidos pela Bidu e pela Thinkseg.

As conversas entre a Thinkseg, os investidores da Bidu – entre eles o fundo de venture capital Monashees – e o management da companhia se iniciaram no final do ano passado.

Após a incorporação da Bidu, a carteira da Thinkseg passa a somar mais de 23 mil clientes, com volume de prêmios estimado em R$ 85 milhões. Operando nos ramos de vida e eletrônicos, corretora agora tem a possibilidade de acelerar sua entrada em outras verticais onde a Bidu já atua, como seguro viagem e plano de saúde, por exemplo.

Sobre a Thinkseg

Start-up de seguros (insurtech) que conecta seguradoras, corretores e clientes. Entrou em operação em abril de 2016, propondo uma mudança na cultura tradicional do setor de seguros por meio de modelos preditivos e formação de preço personalizado nos produtos levados às pessoas físicas (B2C) e jurídicas (B2B).

Sobre a Bidu

Start-up de seguros (insurtech) que atua como plataforma online de recomendação, comparação e contratação de seguros. Desde a sua criação, em 2011, mais de 8 milhões de pessoas já compararam preços e coberturas de diversos tipos de seguro, entre eles seguro auto, seguro viagem, seguro residencial, seguro de vida e plano de saúde, além de determinados produtos financeiros, como cartões de crédito e empréstimos. 

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Quais os principais obstáculos para a inovação?

rimini_street_pesquisa.jpg20/06/2018 - Pesquisa “State of Innovation” encomendada pela Rimini Street revela inúmeras dificuldades enfrentados por CIOs, apesar de benefícios tangíveis e retorno de investimento em inovação

Apesar de reconhecerem a importância da inovação e da necessidade de transformação dos negócios, líderes de TI e finanças dizem que estão enfrentando grandes obstáculos. A pesquisa mundial “State of Innovation, encomendada pela Rimini Street mostra que 77% dos executivos com poder de decisão dizem que gastam “muito para sustentar suas operações de TI”, “sentem falta de apoio dos Conselhos Administrativos para investimento significativos em inovação” (76%) e “estão amarrado a contratos de fornecedores que restringem a inovação” (74%).

Essas atitudes da alta diretoria em relação a investimentos em projetos de transformação digital criam importantes desafios para líderes de TI e de finanças com visão de futuro, focados em apoiar o crescimento e a obtenção de vantagem competitiva para as organizações.

Portanto, como executivos de TI e do setor financeiro podem modificar o mindset dos Conselhos com o objetivo de receber aprovação e seguir em frente com suas tão necessárias iniciativas de transformação digital dos negócios?

llan Oshri, professor da University of Auckland Business School, afirma que investir em inovação requer uma cultura organizacional que encoraja os líderes a assumirem riscos e aceitarem o fracassos para adquirir aprendizado. “A maior parte das companhias está mais confortável com previsibilidade e resultados confiáveis, e menos inclinada ao desafio, aceitando as convenções dos negócios. Essa abordagem de mitigação de risco está em seu DNA”, explica Oshri. “No entanto, organizações que se distinguirem pela inovação abraçarão uma mentalidade dupla que equilibra investimentos em projetos incertos, porém transformadores, com foco em excelência operacional. Esse equilíbrio é extremamente desafiador e essencial para obter sucesso agora e também no futuro”.

Apresentar um modelo “robusto” de Retorno do Investimento (ROI) é essencial para ganhar apoio dos Conselhos em projetos de inovação. Ficou claro na pesquisa global da Rimini Street que a taxa de ROI é o componente secreto para novos investimentos em inovação. Mais de um terço dos entrevistados responderam que sua organização já gerou aumento de receita (37%) ou reduziu os custos de operação (35%) como resultado de seus investimentos em inovação.

Os executivos também reportaram, respectivamente, um crescimento médio de 14% na receita anual e uma redução média de 12% nos custos operacionais. Adicionalmente, 83% da base de pesquisa afirmaram reconhecer uma evidente ligação entre inovação de TI e sua posição competitiva na indústria. Com essas estatísticas, a questão que permanece é por que metade dos consultados disseram não serem capazes de convencer os Conselhos de Administração sobre a importância de investir em iniciativas de inovação?

Segundo a pesquisa, os líderes que afirmaram já terem vivenciado aumento das receitas como resultado dos investimentos de suas organizações em inovação estão menos preocupados com o budget direcionado para este assunto e mais propensos a convencer seus Conselhos a favor desses investimentos. O mesmo grupo também reportou que já vivenciou aumento de produtividade (62%), melhora da satisfação dos consumidores (60%) e maior capacidade competitiva (53%) – resultados de seus investimentos em inovação.

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A tecnologia pode e vai revolucionar o mundo

ind_40.png*Por Leonardo Santos
21/06/2018 - A quarta revolução industrial é um dos termos da atualidade mais propagados em eventos de negócios. Nela, tecnologias como Inteligência Artificial (IA), Big Data e Analytics, estão em constante evolução e prometem reinventar diversas áreas e setores.

Essa revolução promete automatizar processos por meio da consolidação e análise de informações, gerar novos insights para a melhor compreensão de situações e momentos para garantir uma tomada de decisões mais rápida e assertiva, e promover o engajamento cognitivo que visa promover maior resolução de todo o tipo de tarefas e situações.

Com isso, essas ferramentas inovadoras ganham cada vez mais visibilidade e investimento. Conforme levantamento realizado pela Statista, empresa que reúne estatísticas de diversos mercados, a IA movimenta, atualmente, US$ 2,4 bi. Porém, para 2025, a expectativa é que esse valor supere os US$ 60 bi, fazendo desse um dos principais setores para a transformação dos negócios no mundo digital.

Se hoje as companhias inovadoras já criam soluções com o uso da computação cognitiva, como carros autônomos, softwares que auxiliam médicos na identificação de células cancerígenas, robôs que auxiliam na organização de empresas e até auxiliam nos cuidados de pacientes em estados terminais, a tendência é que, no futuro, a automatização de processos transforme as atividades rotineiras de diversas empresas, que historicamente encontram barreiras para a realização de tarefas que deveriam ser simples.

Ao contrário do que se imagina, não é mais futuro é uma realidade. Hoje, esse tipo de tecnologia já está tão presente no cotidiano das pessoas, que elas já não conseguem mais notar a inovação, mas sim seus benefícios. Ao realizar uma pesquisa na internet, por exemplo, caso ocorra algum erro ortográfico, o próprio buscador questiona se a intenção do usuário não era outra.

O próximo passo dessa jornada evolutiva é a popularização dessas tecnologias e a garantia de uma disponibilidade cada vez maior. Como já dizia o escritor américo-canadense William Ford Gibson, "como eu tenho dito muitas vezes, o futuro já chegou. Só não está uniformemente distribuído."

*Leonardo Santos é CEO da Semantix, empresa especializada em Big Data, Inteligência Artificial, Internet das Coisas e Análise de dados.

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Customer Success é fundamental para as organizações

octadesk.jpg20/06/2018 - A Octadesk e a MindMiners encabeçaram um estudo que revelou os desafios na mudança de cultura das empresas

Você sabe o que é Customer Success? Apesar de nova, a área de Sucesso do Cliente (em português), já é bastante difundida e ganhou espaço em muitas empresas. O modelo implica na implantação de uma cultura empresarial centrada no cliente que vai do pré ao pós-venda. Mesmo essencial, muitas empresas encontram dificuldades para estender a atitude para todas as áreas da organização, situação revelada por uma pesquisa realizada pela Mindminers, startup brasileira especialista em pesquisas digitais, em parceria com a Octadesk, startup especializada em relacionamento com o cliente.

O estudo que ouviu 300 profissionais da área em todo País revelou que 86% das empresas que não possuem a área de Customer Success (CS) têm o objetivo de desenvolvê-la ainda em 2018. Das que possuem a área, 50% não utilizam nenhum tipo de software de auxílio. "Os números da pesquisa mostram que ainda é uma área que tem pouco foco dentro das companhias, mesmo tendo este conceito cada vez mais presente nas empresas brasileiras. Quem não se adaptar tem grandes chances de enfrentar dificuldades e perder para a concorrência. Afinal, o cliente está mudando, está mais exigente e conectado, então, as empresas também precisam mudar", comentou o Rodrigo Ricco, CEO da Octadesk.

O número de pessoas dedicadas a essa área e o nível de autonomia desses colaboradores também foram dados importantes revelados pelo estudo. Eles mostram que a quantidade de colaboradores na área de Custumer Success varia bastante de empresa para empresa: 31% delas contam com uma equipe de mais de 10 funcionários, enquanto outras 33% contam apenas com um, dois ou três colaboradores.

"O estudo mostra claramente que o conceito de Customer Success ainda é um "bebê" no Brasil, ainda não está claro que o investimento em CS pode ser tão ou mais vantajoso que a área de vendas, por exemplo", explica Diego Azevedo, Customer Success Manager da MindMiners.

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Fintechs: foco em serviços para desbancarizados

ciab_fintech.jpgPor Ethevaldo Siqueira
13/06/2018 - Imagine uma pessoa que não utiliza nenhum serviço bancário – não tem depósito, cheque ou conta de nenhum tipo. Assim são os desbancarizados. E existem no Brasil, hoje, cerca de  60 milhões de desbancarizados, segundo o último estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse número representa quase metade da população economicamente ativa, estimada em 110 milhões de pessoas. O grupo movimenta R$ 665 bilhões ao ano, mais do que o PIB de países como Chile e Cingapura e está espalhado pelas classes econômicas, revela reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. 

Como muitos negócios da população desbancarizada são informais e a maioria das pessoas das classes B e C não consegue comprovar renda, esse público é negligenciado pela rede bancária tradicional. "Só agora o estigma de que esse mercado não é rentável começa a ser quebrado, até mesmo porque a tecnologia permite que as instituições operem com custos mais baixos", afirma Bruno Diniz, coordenador do núcleo de fintechs da Associação Brasileira de Startups (ABStartups).

A desbancarização não é uma particularidade brasileira. O Banco Mundial calculou, em 2011, que havia 2,5 bilhões de desbancarizados no mundo e 200 milhões de micro e médias empresas sem acesso a serviços financeiros e crédito pelos quais pudessem pagar. Com a disseminação das fintechs, o Banco Mundial afirma que o número de pessoas sem acesso a serviços bancários caiu para 1,7 bilhão de pessoas.

 O desafio, porém, ainda é grande, especialmente por conta dos semibancarizados (quem tem conta, mas nenhum outro serviço financeiro, como empréstimos e investimentos) que somam 6 bilhões de pessoas no mundo. Esse é um mercado potencial para as fintechs, mas, atualmente, menos de 10% das 350 fintechs que atuam no Brasil olham para quem não tem conta ou acesso aos serviços financeiros básicos.

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Conceito de Open Banking, um dos temas do CIAB

open_banking.jpgPor Ethevaldo Siqueira
13/06/2018 - Open banking é um dos temas inovadores do primeiro dia do CIAB 2018. O conceito atual de Open Banking é o da criação de novos modelos de negócios digitais por meio de APIs (Application Programming Interface, ou seja, Interface de Programação de Aplicações) oferecidas por uma instituição financeira de modo a permitir que empresas e aplicativos terceiros possam prover serviços específicos integrados à instituição, com maiores opções e liberdade.

Estas interfaces técnicas, chamadas de API, permitem que a instituição esteja conectada a diversos outros sistemas e aplicativos sem que o usuário perceba. Um exemplo para entender o funcionamento destas interfaces, que não são um privilégio do mercado financeiro: quando você navega pelo guia de restaurantes da sua cidade e consegue visualizar o mapa do local ou quando acessa a Netflix pelo aplicativo da sua Smart TV, é graças a uma API.

Não há dúvida de que o grande impacto do Open Banking é estimular a competitividade. A abertura dos sistemas e das ofertas de serviços pelos bancos, confere ao usuário final uma faixa bem mais ampla de opções e de escolhas.

A necessidade de regulamentação

Para o Brasil ter projetos de open banking no modelo europeu, é necessário contar com uma regulamentação, assim como a PSD2 (Revised Payment Service Directive), da União Europeia. A afirmação é de Gustavo Fosse, diretor setorial de Tecnologia e Automação Bancária da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Gustavo Fosse explica posição da Febraban sobre o tema do Open Banking nesse vídeo

Em entrevista ao CDTV, Fosse disse que a Febraban vem acompanhando o tema junto com o Banco Central. “É muito mais uma questão regulatória, de ter uma estratégia regulatória do País”, reiterou.

 Questionado sobre os desafios, o diretor ponderou que há risco de vazamento de informações, ao mesmo tempo que existe a oportunidade de conhecer mais o cliente e desenvolver negócios personalizados.

Assista ao vídeo em que Gustavo Fosse explica a Roberta Prescott a posição da Febraban sobre o tema do Open Banking aqui:

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