LGPD exige readequações nas empresas

gpd.jpg06/12/2019 - A maneira de lidar com os dados pessoais, estabelecida pela nova lei, muda operações em pequenas e grandes companhias do setor

Levantamento do Serasa Experian mostra que 85% das companhias não estão preparadas para garantir novos direitos e cumprir deveres relacionados à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), que entra em vigor em agosto do 2020. Muito abrangente, a legislação se aplica a qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada que lide com dados pessoais, entre as quais estão prestadoras de serviços de telecomunicações e os provedores de internet, que precisam se preparar.

Atualmente, existem mais de 32 milhões de contratos de banda larga fixa no Brasil, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). E de acordo com a nova legislação, não há qualquer distinção entre pequenos e grandes empreendimentos ou sobre o volume de dados que é manuseado, entre eles nome e apelido, endereço, e-mail, número de cartões, número de IP, localização e cookies.

"As empresas de Telecom lidam com esses dados diariamente e devem passar por readequações amplas. Uma delas é a reestruturação de contratos para que sejam baseados no consentimento prévio exigido pela nova lei para o armazenamento e o tratamento de dados", explica Carlos Eduardo Sedeh, que é CEO da Megatelecom, empresa que oferece serviços personalizados na área de telecomunicações.

De acordo com a LGPD, as operadoras de telecomunicações também serão responsáveis pelo uso irregular de dados por parceiros ou empresas terceirizadas. Em países em que leis de proteção de dados individuais, como a futura lei brasileira, já estão em vigor, houve casos de operadoras de telecomunicações multadas, como a Telecom Italia que usou, sem permissão explícita, dados de 840 mil consumidores.

Além disso, manter a segurança dos dados, que já é uma preocupação do setor, será fator decisivo para as empresas, que deverão contar com requisitos técnicos mais rigorosos. Uma pesquisa da Fortinet, por exemplo, mostrou que o Brasil sofreu 15 bilhões de tentativas de ataque cibernético em apenas três meses, entre março e junho de 2019. "Conservar os dados dos clientes nos servidores, garantindo sua inviolabilidade, é imprescindível e será, cada vez mais, um fator de competitividade para empresas do setor", explica Carlos Eduardo Sedeh".

"Por ser uma empresa totalmente voltada ao provimento de tecnologia, a segurança e a gestão de rede estão entre os pilares do nosso negócio e continuamos a investir em inovação nesse sentido, algo que será indispensável para todas as companhias do segmento. Aquelas que não estiverem em conformidade com a LGPD e não puderem proteger os dados dos clientes perderão competitividade, além de correr o risco de sanções", completa Sedeh.

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Qual o provedor de nuvem ideal para minha empresa?

cloud_backup.jpg*Por Panagiotis Xylaras
06/12/2019 - A migração para nuvem é uma decisão que muitas empresas têm tomado para ganhar competitividade no mercado. No entanto, o processo começa antes do projeto efetivamente ser colocado em prática. O primeiro passo é a escolha do provedor ideal, e que passa por alguns aspectos importantes.

O atendimento completo das demandas internas deve ser o pilar fundamental. Além disso, é preciso que o provedor forneça escalabilidade, segurança, acessibilidade e um bom suporte técnico. Com tantas opções de plataforma de nuvem pública existentes atualmente, saber qual melhor se adapta à sua empresa exige uma análise cuidadosa.
Dentre os pontos mais importantes estão: entender quais são as reais necessidades da sua empresa, escolher uma empresa que seja financeiramente saudável e, finalmente, optar por um provedor. Vou discorrer mais detalhadamente sobre cada uma delas.

Combinando a oferta de serviços de nuvem pública às necessidades da sua empresa: como gestor, você sabe o que é importante na hora de definir o provedor ideal de serviços em nuvem para sua empresa? De fato, poucos se atentam para o detalhe, mas é essencial que o fornecedor compreenda os negócios da sua empresa e o mercado onde ela opera.Tanto o conhecimento das questões técnicas como dos negócios pode fazer a diferença no atendimento e nas soluções que o provedor oferece a você.

Como está a saúde empresarial do seu futuro provedor de nuvem? Este é mais um ponto-chave a avaliar e que poderá ajudá-lo na contratação de um provedor com histórico sólido no mercado. Pense bem: você está prestes a repassar para um terceiro a responsabilidade de armazenar dados e aplicações que valem muito para sua empresa e para seus clientes.Portanto, a empresa contratada com essa missão deve apresentar uma situação financeira estável, que a permita operar por longos anos.

Certamente, a estabilidade financeira de um provedor é importante para que se estabeleça uma relação de confiança. Além disso, o pesquise se o seu futuro provedor conta com políticas básicas de gestão de risco, conformidade e governança corporativa. E cabe lembrar que tais políticas devem ser passadas com total transparência para os clientes, inclusive para a sua organização.

Provedor de nuvem pública ou privada? Qual a ideal? Essa também é uma dúvida comum de gestores e equipes de TI e DevOps. Ou seja, não basta apenas avaliar a qualidade e a confiabilidade do provedor. É necessário, também, analisar o serviço que ele oferece.Então, entre nuvem pública ou privada, por qual você optaria? Para acertar na escolha, é preciso saber a diferença entre ambos.

Nuvem privada

A nuvem privada consiste em serviços de computação em nuvem oferecidos por uma rede interna privada. Essa rede é usada apenas por usuários selecionados e, por isso, é um serviço mais oneroso para quem contrata.

Nuvem pública

Por outro lado, a nuvem pública é oferecida por terceiros à Internet pública. Sendo assim, pode ser comprada e usada por qualquer pessoa. Atualmente, existem serviços de computação em nuvem gratuitos e plataformas pagas, que disponibilizam serviços sob demanda.

Assim, os clientes pagam somente pelo consumo de armazenamento, largura de banda ou de ciclos de CPU. Hoje, um dos maiores provedores em nuvem é a Microsoft Azure, um dos parceiros da Claranet, assim como Google Cloud e AWS.
E então? Já descobriu qual a melhor solução em nuvem para sua empresa? É válido destacar que os provedores de nuvem pública como Azure e outros oferecem serviços de alto desempenho para empresas e operações de pequeno ou grande porte.

*Panagiotis Xylaras é Senior Executive Sales na Claranet

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Brasil vai investir R$ 37,2 bilhões em TICs em 2020

infraestrutura_ti2.jpgAna Paula Lobo, Convergência Digital
05/12/2019 - Apesar das incertezas políticas e do baixo crescimento econômico da América Latina, o crescimento do mercado de TI (hardware, software e serviços) será de 1,3% em 2019 e irá acelerar em 2020, com aumento de 4,8%. Já o mercado de telecomunicações encerrará 2019 com baixa de 3,5% e começará a se recuperar em 2020, crescendo quase dois pontos percentuais, revela a IDC.

O Brasil deverá investir US$ 48 bilhões em Tecnologia da Informação - cerca de R$ 20 bilhões - e  US$ 41 bilhões - cerca de R$ 17,2 bilhões em serviços de Telecomunicações em 2020, aponta o vice-presidente das IDC América Latina, Ricardo Villate. De acordo com a consultoria, os investimentos principais do setor de TI vão ser feitos em tecnologias denominadas "pilares para a terceira plataforma", como cloud, big data/analytics, mobilidade e empreendimento social. Essas áreas vão concentrar 58% dos investimentos – tendo aumento de 8,5% em projetos, destacando os que utilizam soluções em nuvem (24,5%).

"O mundo está se aproximando da supremacia digital - o momento em que a economia digital supera o tamanho da economia não-digital. A economia mundial chegará à supremacia digital em 2023", preconizou Villate. Segundo ele, um grupo de seis tecnologias "aceleradoras da inovação da terceira plataforma" passarão de 17% em investimentos para 27% nos próximos cinco anos, crescendo 22% em 2020. Entre elas, se destacam as tecnologias de Inteligência Artificial (44,2% de crescimento em 2020).

Sobre as previsões, o vice-presidente da IDC Latin America comentou que, para 2023, mais da metade da economia global será digital, para que os investimentos nas tecnologias-chave sejam acelerados e novos modelos operacionais obtenham hipervelocidade, hiperescala e hiperconexão.

- Hipervelocidade: a capacidade de criar e melhorar serviços e experiências digitais a um ritmo 100 vezes mais rápido do que hoje.
- Hiperescala: aplicações e serviços digitais serão desenvolvidos e implementados nos próximos quatro anos - como nos últimos 40 anos - e bilhões de dispositivos de borda (Edge) e milhões de localizações de Edge Computing serão implantados.
- Hiperconectividade: ampliando seu próprio poder inovador por meio de comunidades de código e dados de terceiros e criando novas fontes de renda mediante a distribuição de seus próprios serviços digitais para outras cadeias de suprimentos digitais.

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AI virou ferramenta para a contratação de pessoas

job.jpg03/12/2019 - Encontrar o candidato ideal para vagas que exigem especialização em novas tecnologias, denominado como perfil de alta complexidade em TI, se tornou um Calcanhar de Aquiles no mercado de recrutamento. O caminho é buscar a própria tecnologia para ajudar a encontrar profissionais que atendam às demandas cada vez mais escassas no setor.

Na ConquestOne, especialista de staffing em Tecnologia da Informação e que detém uma base de 130 mil candidatos, o caminho de inovação para atender com rapidez e eficiência seus clientes foi criar um laboratório para acelerar startups que tivessem iniciativas para o setor de recursos humanos, o CQ1Lab. A investida já está dando resultado e a ConquestOne acaba de incorporar uma solução de chatbot para recrutamento e seleção.

Utilizando inteligência artificial, as descrições do profissional ideal são integradas no bot, disponibilizado via Messenger do Facebook, e traz perguntas relevantes sobre as vagas aplicadas. Utilizando a rede social, é possível atingir novos perfis e em diferentes localidades. Nesta etapa é validado o conhecimento do candidato e se ele está apto a seguir na triagem da seleção.

O próximo passo da ConquestOne é ampliar sua capacidade de inteligência artificial do seu sistema de gestão, desenvolvido na plataforma low-code do GeneXus, desenvolvedora global de soluções baseadas em Inteligência Artificial, para obter mais capilaridade na busca e disponibilização de candidatos. E os investimentos da consultoria vêm em boa hora em função da escassez de mão de obra no mercado de TI.

O avanço de novas tecnologias e a falta de mão de obra especializada deve representar um déficit de 290 mil profissionais até 2024, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom). “Estamos nos preparando para buscar os candidatos onde eles estiverem”, finaliza Antônio Loureiro, CEO da Conquest One.

Inovação

Para avançar no desenvolvimento e na adoção de novas soluções para suprir as demandas do mercado, que evolui de forma acelerada, principalmente no setor de TI, a ConquestOne transferiu sua operação para um coworking global. O modelo de trabalho neste ambiente está promovendo à empresa mais proximidade com outras organizações focadas em inovação e mais agilidade.

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Tecnologia ajuda no monitoramento de barragens

hex.jpg02/12/2019 - Empresa de tecnologia geoespacial Hex é um exemplo no uso de sensoriamento remoto a favor dos acompanhamentos de barragens brasileiras

A Hex decidiu se debruçar nos últimos tempos no monitoramento de grandes barragens no que tange a detecção da movimentação da superfície dos terrenos. A empresa, especializada em investigações de manchas de óleo no mar, usa tecnologias de monitoramento remoto de imagens via satélite para acompanhar e vistoriar barragens nacionais.

“Executamos uma técnica específica de sensoriamento remoto destinada a identificar a movimentação da superfície do terreno, chamada de Interferometria. Trata-se de um trabalho realizado a partir de dados adquiridos por satélites de radar”, explica Leonardo Barros, diretor-executivo da empresa.

Segundos dados da Agência Nacional e Mineração (ANM), atualmente, 421 barragens de mineração estão inseridas na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB) e estão obrigadas a entregar a documentação atestando a estabilidade.

Em outubro deste ano, a agência informou que 383 barragens tiveram sua estabilidade atestada. Já 23 barragens não atestaram sua estabilidade à ANM e mais 16 estruturas não enviaram suas DCEs até a metade daquele mês, sendo um total de 39 barragens. Como a barragem de Brumadinho saiu da contagem, a lista foi atualizada para 38 barragens interditadas.

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Governo de Santa Catarina investe em inovação

acate_nidus.jpeg02/12/2019 - Por meio do programa de inovação aberta LinkLab, da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), Governo busca se conectar com startups para inovar na gestão estadual

O projeto busca promover conexão com startups que desenvolvem soluções tecnológicas para auxiliar na digitalização da gestão estadual. A iniciativa será colocada em prática no âmbito do LinkLab, programa de inovação aberta da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), com a instalação de um time de inovação do Governo no Laboratório de Inovação Nidus, na sede da ACATE, em Florianópolis (SC).

Com a parceria, o Governo do Estado inaugura um Laboratório de Inovação (Nidus), que tem o conceito de um ninho, para gestar novas ideias. “O Governo se integra à rede de inovação de Santa Catarina. Nós precisamos ser inovadores de fato, facilitar a vida do cidadão e encontrar soluções para os problemas dos catarinenses. É uma iniciativa inédita no Estado que nos permitirá avançar nas áreas de saúde, educação, segurança pública, infraestrutura. Tudo é possível quando abrimos espaço para a inovação”, afirma o governador Carlos Moisés da Silva. A Polícia Militar de Santa Catarina é o primeiro órgão a atuar no Nidus.

O Governo de SC lançou também, como parte de sua inovação, uma plataforma digital unificada que integra todos os serviços estaduais ao portal de notícias do site. Essa realização é uma parceria da Secretaria Executiva de Comunicação, da Secretaria de Estado da Administração e do Centro de Informática e Automação de SC (Ciasc), com todos os demais órgãos do Governo.

Compuseram seção de autoridades na cerimônia o Governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva; o Secretário Executivo de Comunicação, Ricardo Dias; o comandante geral da Polícia Militar, Coronel Carlos Alberto de Araújo Gomes, o presidente do Centro de Informática e Automação do Estado (Ciasc) Sérgio André Maliceski; os secretários de Estado da Administração, Jorge Eduardo Tasca; Educação, Natalino Uggioni; e Desenvolvimento Econômico Sustentável, Lucas Esmeraldino; e o presidente da ACATE, Daniel Leipnitz.

Lançamento programa de educação

Foi lançado na mesma cerimônia também o EduTech, programa do Governo do Estado de Santa Catarina que busca qualificar e capacitar estudantes e egressos das instituições públicas de ensino médio para o mercado de trabalho em tecnologia da informação e comunicação. O programa começa a operar no início de 2020, e é uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Secretaria de Educação e em parceria com a ACATE, na indicação das principais demandas do mercado e das diferentes regiões do Estado. O programa começa disponibilizando 500 vagas em 120 escolas de 16 municípios de Santa Catarina e o Governo prevê que, até 2023, todas as escolas públicas que tenham ensino médio serão contempladas com o programa em seu currículo.

Foto: ACATE/Divulgação

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