Anatel aprova bloqueio de celulares piratas

proteste_2.jpg24/11/2017 - Agência decidiu adotar um calendário escalonado e realizar um ‘piloto’ em Goiás e Distrito Federal, a partir de fevereiro, para o sistema que pretende desconectar os telefones sem IMEI, número de identificação global dos aparelhos. Ação é motivo de divergência entre a agência, fabricantes e operadoras de telecom.

O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou, por unanimidade, em reunião realizada nesta quinta-feira (23/11) em Brasília, o cronograma de implantação do bloqueio de novos terminais móveis irregulares - Projeto SIGA.  O bloqueio não afetará os terminais exclusivos para dados, isso porque não seria possível encaminhar as mensagens informativas aos aparelhos.

O projeto tem o objetivo de coibir o uso de telefones móveis não certificados pela Anatel, com IMEI (International Mobile Equipment Identity) adulterado, clonado ou outras formas de fraude. Participam do projeto coordenado pela Agência, a indústria e as empresas de telefonia móvel.

A decisão da Anatel prevê ainda que a interação com órgãos de defesa do consumidor e Ministério Público deve ser constante e anteceder a fase de encaminhamento de mensagens sobre a adoção de medidas de restrição de uso de aparelhos irregulares.

O projeto piloto será iniciado no Distrito Federal e Goiás a partir de 22 de fevereiro de 2018 com o envio de mensagens aos usuários de aparelhos irregulares. E o bloqueio dos aparelhos irregulares, a partir de 9 de maio de 2018. A medida vale para aparelhos irregulares habilitados a partir de 22 de fevereiro no Distrito Federal e Goiás.

A Procuradoria Federal Especializada da Anatel não identificou impedimento jurídico ao bloqueio apenas de novos aparelhos irregulares. Dados coletados pela Anatel demonstram que cerca de um milhão de novos aparelhos entram nas redes das prestadoras mensalmente.

De acordo com o SindiTelebrasil, as prestadoras dos serviços de telefonia móvel já instalaram o sistema de bloqueio dos celulares irregulares. Além desse sistema, o setor defende que sejam adotadas outras medidas para o combate ao mercado irregular de telefone celular, reforçando a segurança dos aparelhos, no processo de fabricação, para evitar que sejam adulterados ou tenham o seu código de identificação (IMEI) modificado ou clonado.

IMEI

Cada celular tem um número de identificação único e global, chamado de IMEI, que equivale, por exemplo, ao número de chassis de um carro, ou seja, é único para cada aparelho celular.

O consumidor deve verificar, antes de comprar um aparelho celular, se o número que aparece na caixa, o número do adesivo e o número que aparece ao discar *#06# são os mesmos. Caso os números apresentados sejam diferentes, há uma grande chance de o aparelho ser irregular.

Cronograma de implantação

a) Distrito Federal e Goiás - A partir de 22 de fevereiro de 2018, serão enviadas mensagens aos usuários destes estados detentores de aparelhos irregulares. O bloqueio dos aparelhos irregulares nestes estados se dará a partir de 9 de maio de 2018. E, entre 8 de agosto de 2018 e 22 de setembro de 2018, ocorrerá a fase de avaliação das medidas restritivas. A medida vale para aparelhos irregulares habilitados a partir de 22 de fevereiro de 2018 no Distrito Federal e Goiás.

b) Acre, Rondônia, São Paulo, Tocantins, Região Sul e demais estados da Região Centro-Oeste - As mensagens aos usuários de aparelhos irregulares serão encaminhadas a partir de 23 de setembro de 2018. O bloqueio dos aparelhos será a partir de 8 de dezembro de 2018. A medida vale para aparelhos irregulares habilitados a partir de 23 de setembro de 2018 nos estados do Acre, Rondônia, São Paulo, Tocantins, Região Sul e demais estados da Região Centro-Oeste.

c) Região Nordeste, e demais estados da Região Norte e Sudeste - Encaminhamento de mensagens aos usuários a partir de 7 de janeiro de 2019 e impedimento do uso dos aparelhos irregulares a partir de 24 de março de 2019. A medida vale para aparelhos irregulares habilitados a partir de 7 de janeiro de 2019 nos estados da Região Nordeste, e demais estados da Região Norte e Sudeste.

Matéria atualizada às 17:07

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Satétite totalmente elétrico da Eutelsat já está em serviço

eutelsat172b.jpg22/11/2017 – Novo satélite já está funcionando na posição 172º leste, entregando capacidade avançada de conectividade e transmissão de dados via satélite para permitir acesso à Internet em voo

A operadora anuncia que o satélite totalmente elétrico Eutelsat 172B já está em serviço, oferecendo maior flexibilidade, potência e conectividade para usuários da vasta região que vai deste a costa oeste da América até a Ásia, Oceania e sobre o Oceano Pacífico.

Lançado em junho deste ano, o Eutelsat 172B passa a ser o satélite que alcançou mais rápido a sua órbita geoestacionária (em apenas quatro meses) usando propulsão elétrica; e é também o primeiro otimizado para a conexão em voo ao redor da região do Oceano Pacífico. Sua inovadora tecnologia de alta transferência de carga útil, formada por 11 feixes direcionáveis (spotbeams), irá transformar o rendimento do sinal, capacitando sua força para ser dinamicamente alocada nas rotas de alto tráfego de aeronaves da região Ásia-Pacífico. Isso irá permitir à Panasonic, o maior cliente de dados via satélite, melhorar o nível de serviços para as linhas aéreas, atendendo melhor as demandas de seus passageiros.

Além da alta taxa de transferência de carga útil, o Eutelsat 172B irá aumentar significativamente a largura de banda na posição 172º Leste com capacidade de banda C, assim como a capacidade de banda Ku flexível, distribuída em cinco áreas de serviço de Widebeam interligadas. A capacidade de banda Ku do satélite será utilizada para fornecer televisão em tempo real para passageiros em voo, além de permitir conectividade marítima, de vídeo, empresarial e oferecer infraestrutura de rede para celulares e serviços governamentais.

Rodolphe Belmer, CEO da Eutelsat, disse: “O início da operação comercial do Eutelsat 172B, equipamento que estará em operação até 2030, é um momento importante para agradecer a todos os homens e mulheres da Eutelsat e seus colegas da Airbus, por colaborarem apaixonadamente com esse programa que estabeleceu uma nova referência na indústria. Além de levar a posição 172º leste a um novo nível de performance para os clientes da região, o EUTELSAT 172B contribui para validar o valor da propulsão elétrica em satélites de alta capacidade, fundamental para que o mercado de telecomunicações possa prover serviços com valor competitivo”.

Concepção artística do Eutelsat 172 B / Créditos: Airbus Defence and Space

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TV analógica será desligada no Rio e em Belo Horizonte

tv_analogica2.jpg22/11/2017 - As 19 cidades da região do Rio de Janeiro terão o sinal analógico de TV desligado. Região de Belo Horizonte, com 39 cidades, também terá o sinal analógico de TV desligado nesta quarta-feira.

Às 23h59 desta quarta-feira, 22, o sinal analógico de TV será desligado em 19 cidades da região do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada pelo Gired, liderado pelo presidente da Anatel, Juarez Quadros, e será homologada por Gilberto Kassab, Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), após apresentação da pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, que aferiu que 96% dos lares da região continuarão assistindo TV após o desligamento do sinal analógico.

Hoje também é o último dia do sinal analógico em 39 cidades da região de Belo Horizonte. De acordo com a pesquisa do Ibope Inteligência apresentada em 7 de novembro, 94% da população permanecem com o sinal de TV naquela data, pois já estava preparada para o sinal digital ou porque assistia à programação de transmitida por cabo ou satélite.

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Oi investe R$ 880 milhões no Rio de Janeiro

16/11/2017 - A companhia informa que de janeiro a setembro desse ano investiu R$ 880,3 milhões no estado do Rio de Janeiro, o que representa um crescimento de 30% em comparação ao mesmo período do ano passado. No Brasil, o total de investimentos atingiu R$ 3,8 bilhões, com crescimento de 11,6% no mesmo período.

A operadora implantou no estado 72 novos sites de telefonia móvel e ampliou e modernizou mais 295 sites. Mais de 63,6 mil portas de banda larga foram instaladas para o atendimento aos clientes que querem usufruir do serviço de internet da companhia. A operadora está priorizando a modernização da infraestrutura e expansão da capacidade da rede, a realização de ações preventivas com aumento de produtividade e a digitalização para oferecer uma melhor experiência aos clientes. A Oi oferece cobertura 4G nas cidades de Rio de Janeiro, Angra dos Reis, Araruama, Barra Mansa, Belford Roxo, Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Casimiro de Abreu, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Macaé, Magé, Mangaratiba, Marica, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Friburgo, Nova Iguacu, Petrópolis, Queimados, Resende, Rio Bonito, Rio das Ostras, Sao Gonçalo, Sao Joao de Meriti, Teresópolis e Volta Redonda (31).

Os investimentos em rede, aliados à melhoria da qualidade do atendimento e na oferta de serviços que são desenvolvidos de acordo com as preferências dos consumidores resultaram num aumento de 2,3% na receita líquida de serviços do terceiro trimestre de 2017 em comparação com o segundo trimestre do ano. A receita líquida do segmento Residencial aumentou 4,2% comparada ao segundo trimestre de 2017, explicado principalmente pela expansão das receitas de banda larga e TV paga, impulsionadas pelo crescimento da base das ofertas do Oi Total e Oi Total Play.

"Estamos vivendo um ponto de inflexão importante porque estamos vendo uma recuperação da economia no terceiro trimestre. Na Oi conseguimos aumentar as vendas do Oi Total, produto convergente que garante receita mais alta; tivemos crescimento das recargas do pré, que tem correlação com a melhora da curva de desemprego; e, conseguimos, inclusive, registrar crescimento de 0,6% no número de clientes no B2B. Esse número não era positivo desde 2014. E estamos falando de clientes corporativos: pequenas e médias empresas, grandes clientes e governo", afirma Marco Schroeder, CEO da Oi.

A companhia também vem registrando melhorias na experiência dos clientes com a redução contínua dos indicadores de reclamação dos clientes. Na Anatel, as reclamações caíram 13,9% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado e, no JEC, a queda foi de 33,7% no mesmo período.

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Quem irá liderar o avanço da 5G na AL em 2022?

5g.jpg15/11/2017 - O México e o Chile serão destaques na adoção da próxima geração de tecnologias móveis, de acordo com a previsão da GlobalData. A Argentina, o Uruguai e o Brasil são outros mercados nos quais a 5G também poderia estrear na região, segundo apontou a empresa em um webinar organizado pela 5G Americas.

Para o ano de 2022, a consultora de mercado GlobalData espera que 88,1% das assinaturas móveis da América Latina encontrem-se utilizando dados móveis, desde o atual 60%, segundo indicou Leandro Agión, analista sênior da companhia, em um seminário web organizado pela 5G Americas.

“Com 26,6% de participação 4G LTE sobre o total das participações móveis, a América Latina é a quarta região do mundo nesta seção. No entanto, existe uma demanda de dados móveis muito forte, cerca de 70% de todas as assinaturas utilizam dados móveis. Nesta linha, a América Latina é a segunda região global. Isto indica que o atraso da adoção da 4G não tem ligação com a falta de demanda, mas com a disponibilidade de redes, de dispositivos acessíveis e em geral com o poder de aquisição dos habitantes”, explicou Agión no webinar “Apps intensivos e smartphones acessíveis sustentam o crescimento móvel”, organizado pela 5G Americas.

O analista também apontou que “para 2022 esperamos 1,3% das assinaturas móveis da América Latina em 5G, ou seja, cerca de 10 milhões de assinaturas. O roteiro para a 5G ainda não é claro, mesmo que a GlobalData espere que os primeiros desenvolvimentos da 5G aconteçam depois de 2021. Os países mais prováveis para que isto ocorra são México, Chile, Uruguai e Brasil, entre outros”.

Sobre o desenvolvimento da LTE na região, explicou que “a adoção da 4G na América Latina tem sido desigual, mas está crescendo a passos largos nos últimos anos. De 2015 a 2017 cresceu uma média anual de 80% chegando a 181 milhões de assinaturas até o final deste ano, que equivale a 26,6% do total”.

O especialista detalhou que a respeito do crescimento da 4G existem dois grandes aceleradores e dois grande inibidores. “Pelo lado dos aceleradores, podemos encontrar a utilização de aplicativos de uso intensivo de dados, como os OTT de mensagens, voz e vídeo, ou de streaming de vídeo e música; a acessibilidade dos dispositivos. Observamos que cada vez mais existem dispositivos 4G barato e as operadoras, e em alguns governos, estão trabalhando não apenas com descontos, mas também com financiamentos para que os usuários possam ter acesso”.

E acrescentou que “a respeito dos inibidores, podemos destacar o baixo poder aquisitivo da média da população e a necessidade de espectro radioelétrico. A GlobalData considera que, em geral, a regulamentação na América Latina é favorável ao desenvolvimento da 4G. De toda forma, há um crescimento da demanda de dados que levará a um déficit na capacidade de dar respostas a esta demanda. A necessidade de espectro será uma questão chave nos próximos anos. Outro aspecto é a neutralidade tecnológica, que permite que as operadoras possam utilizar qualquer tecnologia no espectro outorgado”.

O webinar “Apps intensivos e smartphones acessíveis sustentam o crescimento móvel” pode ser acessado aqui.

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Espectro é peça chave para implementações 5G

5G_b.jpg10/11/2017 - A 5G Americas, a associação setorial e voz da 5G e LTE nas Américas, anunciou hoje a divulgação de seu relatório Cenário de Espectro para Serviços Móveis, um relatório abrangente que descreve o atual cenário em termos de espectro e as necessidades futuras de serviços móveis acima e abaixo de 6 GHz.

"Os países e regiões que pretendem ser os líderes dessa nova era 5G precisam disponibilizar um volume maior de espectro licenciado para o setor de mobilidade sem fio. O momento para planejar e alocar o espectro harmonizado em bandas baixas, médias e altas e apoiar o desenvolvimento da tecnologia 5G é agora", disse Chris Pearson, Presidente da 5G Americas.

O relatório da 5G Americas avalia o espectro que será necessário para a prestação de vários serviços móveis em distintos casos de uso. O relatório também analisa as opções de Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA para alocação de espectro 5G e examina questões como compartilhamento, integração e alocação, que serão determinantes para o desenvolvimento de um mundo conectado. Além disso, o relatório destaca quais atitudes as agências públicas e organizações de padronização devem adotar para disponibilizar bandas específicas de espectro para serviços 5G.

A harmonização global de espectro não precisa se limitar à alocação do mesmo espectro para a tecnologia 5G em cada região. Os benefícios da harmonização também podem surgir através de soluções como a "faixa de sintonia", onde bandas próximas ou adjacentes podem ser consideradas harmonizadas se os equipamentos que utilizam essas bandas podem ser reconfigurados para operar em múltiplas frequências. Desta maneira, a 5G Americas sugere que, durante a alocação de espectro, os legisladores consideram não somente as frequências nacionais que podem ser alocadas, mas também as possibilidades criadas por essas soluções globais de sintonia de faixas. De acordo com os planos estratégicos inicialmente desenvolvidos para a 5G, que também são abordados no relatório, já existem várias possibilidades para a harmonização global considerando a "faixa de sintonia" das bandas 3.3-4.2 GHz, 24.25-29.5 GHz e 37-43.5 GHz.

"A 5G será implementada em bandas existentes e futuras. Por isso, as agências governamentais devem agir agora e avaliar as medidas necessárias para disponibilizar um volume razoável de espectro licenciado para a implementação dessa tecnologia", explicou Pearson.

O relatório Cenário de Espectro para Serviços Móveis aborda algumas das questões mais importantes de espectro 5G:

• Necessidades de Espectro para Aplicativos 5G
• O Cenário de Espectro para Serviços Móveis
• Ações Necessárias: Regulamentação, Padronização, Setorial, etc.
• Harmonização Internacional de Espectro
• Oportunidades de Harmonização
• Ações Necessárias

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