‘5G precisa de legislação atualizada’

ericsson_eduardo_ricotta.jpg09/11/2018 - Em conversa com o jornalista Renato Cruz para o inova.jor TIC, Eduardo Ricotta, da Ericsson (foto), fala sobre a necessidade de se atualizar a legislação de telecomunicações para a chegada do 5G

A quinta geração das comunicações móveis (5G) deve chegar ao Brasil em 2020, segundo Eduardo Ricotta, presidente da Ericsson no país. Em entrevista ao inova.jor TIC, o executivo defendeu a necessidade de se atualizar a legislação.

“O 5G está chegando em frequências baixas e altas”, explicou. “Precisamos ter uma lei mais razoável para licenciar as antenas. Talvez no escopo federal e não municipal.”

Alguns países, como os Estados Unidos, têm flexibilizado leis que tratam da instalação de infraestrutura, destacou Ricotta. “Na frequência alta de 5G, vai haver antenas a cada 100, 200 metros”, explicou. “A legislação de hoje não consegue se adequar à necessidade do 5G em alta frequência. Esse é um tema importante para endereçarmos no próximo governo.”

Ele também ressaltou a importância de se aprovar o Projeto de Lei (PL) 79, que atualiza a Lei Geral de Telecomunicações (LGT), para incentivar investimentos no setor. “Acho que vai ter mais dinheiro no mercado de telecomunicações e girar a roda para todos os fornecedores e para o mercado em geral”, disse.

Custos de frequências

Ricotta também defendeu que os leilões de frequência tenham custos menores no Brasil. “Quando comparamos o Brasil com outros países, tanto na Europa, América do Norte ou Ásia, os custos das licenças por MHz chegam a ser 10, 12 vezes mais caros do que em países mais desenvolvidos”, explicou.

O executivo apontou quatro áreas com grande potencial de desenvolvimento para a tecnologia 5G no Brasil. A primeira é a banda larga móvel. “A banda larga móvel continua a crescer rapidamente e precisamos reduzir o custo por gigabit. Isso vai se dar por meio de tecnologias como o 5G.”

Outra área de grande potencial é o acesso fixo sem fio. “No Brasil, dependemos mais da rede móvel do que nos países desenvolvidos. Na Europa, tem muita fibra na casa das pessoas.” Além disso, o presidente da Ericsson no Brasil enxerga muito espaço para aplicações de internet das coisas, tanto de uso de massa quanto de missão crítica.

Pesquisa e desenvolvimento

Atualmente, o Brasil está entre os 10 maiores mercados mundiais para a Ericsson. É um dos quatro países em que a empresa possui fábrica.

A equipe local de pesquisa e desenvolvimento da Ericsson é formada por 600 pessoas, que desenvolvem soluções para todo o mundo, principalmente na área de bilhetagem.

Para saber mais, acompanhe a entrevista em vídeo com Eduardo Ricotta, da Ericsson, ao inova.jor TIC, que tem apoio da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil) http://www.inova.jor.br/2018/11/09/ericsson-5g/.

Estes e outros temas estarão nos debates do Painel Telebrasil 2019, que ocorrerá em Brasília, nos dias 21, 22 e 23 de maio de 2019. O Painel Telebrasil é o mais importante e tradicional encontro de lideranças do setor de TICs e em sua edição de 2019 se tornará também um importante espaço de negócios e apresentação de tecnologias e soluções.
http://paineltelebrasil.org.br/

 

 

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Comissão do Senado aprova o PLC 79/2016

plc_79_aprovada.jpgPor André Silveira, Teletime
08/11/2018 - Os senadores da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) aprovaram nesta quarta-feira, 7, o relatório do senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA) favorável ao PLC 79/2016, que altera o marco legal do setor de telecomunicações. A matéria teve um amplo debate, especialmente envolvendo o presidente da Comissão, Otto Alencar (PSD/BA), e Humberto Costa (PT/PE). O senador pernambucano pediu vistas ao projeto na última sessão, realizada no dia 31 de outubro, e apresentou voto em separado. Ao final, a proposta de Flexa Ribeiro passou por sete votos a favor e três contra. Agora, a matéria segue para o plenário da Casa. A expectativa é de que a apreciação ocorra logo, uma vez que o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB/CE), afirmou na semana passada que se o projeto fosse aprovado, seria colocado em pauta imediatamente. A matéria segue para o plenário com pedido de urgência aprovado,mo que pode acelerar a tramitação.

Em seu voto, Humberto Costa sugeriu alterar a forma de cálculo dos bens reversíveis, com foco no artigo 68-C. Na opinião do senador, "a aprovação do texto atual proposto para o parágrafo único do art. 68-C pode reduzir em 99,9% as compensações efetivamente devidas por bens indiscutivelmente reversíveis", e que isso seria um "absurdo". O artigo questionado pelo senador estabelece que "para efeito do cálculo do valor econômico mencionado no art. 68-B, serão considerados bens reversíveis, se houver, os ativos essenciais e efetivamente empregados na prestação do serviço concedido". No voto, Costa sugere que, no final do artigo, a frase seja refeita para "todos os ativos vinculados à concessão". O senador sugeriu ainda ajustes nas prorrogações das concessões de uso de radiofrequência.

O senador Walter Pinheiro (sem partido-BA) criticou o projeto e alertou que são necessárias correções no texto, especialmente ao artigo 8º , que trata do mercado secundário de radiofrequência. Segundo o senador, isso se choca diretamente com o artigo 157 da Lei Geral de Telecomunicações (LGT), que estabelece que a Anatel tenha a prerrogativa de administrar o espectro. "Portanto, há conflito com projeto em questão. Se a agência poderá dizer qual será a oneração da prorrogação ou alternativamente a condição de fazer investimento, isso retiraria a possibilidade de revenda, estabelecida no artigo 8º do PLC. Assim, mantido o texto, não resistirá a um questionamento no STF em relação ao choque com o artigo 157", afirmou.

Debate

Em sua manifestação, Humberto Costa ponderou que a tramitação anterior, por meio da Comissão de Desenvolvimento Nacional, foi muito acelerada. A manifestação gerou contrariedade do presidente da comissão, que havia relatado o projeto na comissão. Alencar contestou de forma veemente a afirmação do senador petista e destacou que a tramitação teve audiência pública e passou por análise do Supremo Tribunal Federal, que recomendou que o projeto seguisse a tramitação. No entanto, a matéria retornou para Comissão de Ciência e Tecnologia. A matéria tramita no Senado desde 2016.

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Imóvel com banda larga por fibra óptica vale mais

sandro_paiva_huawei.jpg*Sandro Paiva
08/11/2018 - Parcerias entre construtoras e operadoras para levar internet rápida até a tomada dos apartamentos valoriza os imóveis e aumenta a satisfação dos compradores

Depois de comprar o apartamento dos seus sonhos, finalmente seu time chega à final do campeonato de futebol. É a deixa perfeita para convidar os amigos para inaugurar a varanda gourmet e ver o jogo. Tudo vai muito bem até que, logo no primeiro tempo, seus vizinhos gritam gol. Na sua TV, a bola ainda está sendo disputada no meio de campo. Só alguns segundos depois é que você pode finalmente comemorar: ufa, o gol foi do seu time.

A demora na transmissão, você logo descobre, ocorre porque seu vizinho é cliente de uma operadora de TV que utiliza fibra óptica e você não. No fim do jogo, a alegria pela vitória do seu time acaba ofuscada pelo seu “atraso” tecnológico. Quando você comprou e equipou o apartamento, pensou em muitos detalhes: na economia de água e de energia, comprou equipamentos que gastam pouca eletricidade, o modem mais moderno para garantir Wi-Fi em todo apartamento, mas não observou um detalhe fundamental: como levar banda larga para dentro do seu imóvel.

O dilema só aumenta quando a opção é por uma casa inteligente, com sistemas de iluminação, ar condicionado, vigilância, controle de eletrônicos e até a distribuição de mídia (imagem e som) para todos os cômodos, tudo controlado pelo celular. As casas inteligentes exigem conexão de banda larga e a fibra óptica é a melhor opção para quem procura qualidade e confiabilidade.

Segundo dados recentes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), oito em cada dez novos acessos são feitos por conexões que utilizam fibra óptica. Em julho, o Brasil contava com 30,5 milhões de conexões ativas, o que significa uma adição líquida de 1,65 milhão de novos assinantes desde janeiro. E, segundo o relatório, a maioria dessas adições ocorre em conexões por fibra óptica, que somaram 1,36 milhão de acessos, um crescimento de 82% das redes. Ao todo, o país conta com 4,4 milhões de conexões em fibra óptica, ou 14,4% do total de 30,5 milhões.

No entanto, apesar de popular, a banda larga por fibra óptica ainda enfrenta vários obstáculos até chegar dentro da casa do cliente. Dutos entupidos, falta de espaço, restrições estéticas para a colocação de equipamentos na fachada ou nas áreas comuns são alguns dos empecilhos encontrados para quem quer modernizar seu acesso à internet. Por isso, engenheiros, arquitetos e empreiteiros vem apostando na adoção de redes FFTx, preparando os empreendimentos para oferecer a melhor conexão possível.

Como as redes habituais, metálicas, não dão mais conta de transmitir tantos dados quanto necessários, estão sendo amplamente adotadas as redes do tipo PON (Passive Optical Network), chamadas redes FTTx. O nome, “Fiber To The x”, em português, “fibra até o x”, significa que há uma fibra óptica ligando um ponto ao outro, onde o x pode ser B (Building ou prédio), C (central, gabinete ou Cabinet), N (Nó ou Node), H (Casa ou Home).

Mais do que melhorar o acesso à internet, o acesso à banda larga pode agradar o bolso, também. Estudo da consultoria norte-americana RVA LLC, o “Relatório de Fibra Norte-Americana para Casa e Análise e Previsão Avançada de Banda Larga para 2021”, realizado com 4,5 mil propriedades mostra que se as operadoras são autorizadas a instalar redes FTTH no imóvel, seu preço pode subir até 11%. Além disso, compradores aceitam pagar até 2% a mais e locadores pagam até 15% a mais por imóveis com FTTH já disponível.

Apostando nessa descoberta de que o acesso à banda larga é um fator relevante na precificação de um imóvel e para a satisfação dos residentes, foi lançado o primeiro edifício totalmente inteligente no Peru. Na verdade, todas os apartamentos contarão com uma tomada alimentada por fibra óptica, a ponta de uma rede FTTH, iniciativa que faz parte da “Aliança Peru para o acesso à banda larga”. Corroborando a ideia do projeto, o ritmo de vendas superou as expectativas, com 30 unidades comercializadas por mês.

As vantagens aos compradores não se limitam à valorização extra do imóvel. No modelo adotado no Peru, o consumidor poderá exercer a livre escolha, já que a operadora que ele escolher terá facilidade e segurança para conectar o habitante rapidamente à rede externa.  Com isso, poderá desfrutar de forma imediata da conexão de alta velocidade e bom desempenho, streamings em tempo real, aproveitar vídeos em 4k e, melhor, ter vários dispositivos conectados à uma rede de alta velocidade simultaneamente. E, além de ficar preparado para a IoT (Internet das Coisas), você poderá comemorar o gol do seu time junto com o vizinho.

*Sandro Paiva é Diretor de Desenvolvimento de Negócios - Huawei

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Contratos de banda larga fixa crescem 8,8% em 12 meses

banda_projeto.jpg07/11/2018 - O serviço de banda larga fixa totalizou 30,73 milhões de contratos ativos em setembro deste ano no Brasil, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Em 12 meses, foram ativados mais 2,49 milhões de acessos de banda larga fixa (+8,80%). Na comparação entre setembro de 2018 e agosto de 2018, houve variação de mais 78,63 mil contratos (+0,26%).

As três maiores operadoras nacionais de banda larga fixa detêm juntas 23,02 milhões de contratos ativos (74,91% do mercado) em setembro de 2018: Claro, 9,28 milhões de contratos (30,20%), Vivo, 7,60 milhões (24,73%), e Oi, 6,14 milhões (19,98%). Apenas a Claro apresentou crescimento nos últimos 12 meses, mais 515,68 mil acessos (+5,88%). A Oi registrou redução de 234,01 mil contratos (-3,67%) e a Vivo menos 11,43 mil (-0,15%).

Tecnologias

As principais tecnologias utilizadas para a transmissão de dados banda larga no Brasil são a xDSL, que utiliza a estrutura da telefonia fixa, com 12,55 milhões de acessos (40,83% do mercado) em setembro de 2018, seguida pelo modem a cabo (relacionadas às prestadoras de TV por Assinatura), com 9,36 milhões de acessos (30,46%), e pela fibra ótica, com 4,96 milhões (16,13%).

A tecnologia que apresentou o maior crescimento foi o provimento de dados via satélite, mais 92,28 mil contratos ativos em 12 meses (+114,34%). Essa tecnologia representa apenas 173,00 mil assinantes (0,56% do mercado). A fibra ótica apresentou crescimento de mais 2,28 milhões de contratos ativos no período (+85,45%) e o modem a cabo mais 550,87 mil (+6,25%). A tecnologia xDSL teve redução de 704,48 mil (-5,32%).

Estados e Distrito Federal

Com exceção do estado de Roraima, menos 772 contratos ativos em doze meses (-2,06%), todos os outros estados brasileiros apresentaram crescimento. Os maiores aumentos foram registrados no Maranhão, mais 48,74 mil contratos (+22,20%), Paraíba, mais 51,44 mil (+18,08%), Ceará, mais 108,23 mil (+15,51%), Pará, mais 51,62 mil (+15,37%), e Paraná, mais 277,20 mil (+14,08%).

O maior mercado de banda larga fixa do país, o estado de São Paulo, com 10,34 milhões de acessos (33,65% do total) registrou nos últimos 12 meses crescimento de 465,06 mil contratos (+4,71%). O Rio de Janeiro com um mercado de 3,31 milhões de contratos (10,79%) registrou aumento de 218,35 mil (+7,05%) e Minas Gerais com 3,19 milhões (10,38%) mais 384,08 mil contratos (+13,69%).

Os números da banda larga fixa estão disponíveis no Portal da Anatel.

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2019: A hora de o Brasil priorizar as Telecomunicações

07/11/2018 - Os presidentes das prestadoras de serviços de telecomunicações falaram à Newsletter da Telebrasil sobre as suas expectativas para o setor no próximo ano, com o governo Jair Bolsonaro. Para os presidentes, o Brasil precisa fomentar, e rápido, a economia digital que colocará o País no século 21. Comentaram ainda as tendências que estão se tornando realidade, como Internet das Coisas, Cidades Inteligentes e 5G.

Por uma política pública de fomento à economia digital

Para o presidente da Associação Brasileira de Telecomunicações e presidente executivo do Grupo Algar, Luiz Alexandre Garcia, 2019 será um ano muito promissor para as telecomunicações. Em entrevista à Newsletter da Telebrasil, o executivo sustenta que as novas tecnologias, como Internet das Coisas (IoT) e o 5G, estão se desenvolvendo muito rapidamente e exigem medidas efetivas.

“Sem conectividade, não haverá cidades inteligentes, muito menos 5G”, adverte Garcia, ao enfatizar que é preciso aprovar o quanto antes o PLC 79, que moderniza a Lei Geral de Telecomunicações, e que os municípios têm de cumprir a Lei das Antenas. “A digitalização do Brasil e das empresas é o grande veículo de desenvolvimento do País”, reforça o presidente da Telebrasil e do Grupo Algar.

Luiz Alexandre Garcia defende a adoção de uma política pública que fomente a economia digital, como ocorreu na Coreia e está acontecendo na China, para que o Brasil não corra o risco de ficar para trás. “Por que tributar uma receita inexistente como é a da Internet das Coisas? IoT trará muito mais benefícios do que uma simples tributação. A indústria privada está preparada, capitalizada e tem competência para fazer a sua parte. Precisamos de uma regulamentação transparente.” Assistam à entrevista com o presidente da Telebrasil e do Grupo Algar, Luiz Alexandre Garcia aqui:

Telecomunicações precisam entrar na agenda prioritária do Governo

À Newsletter da Telebrasil, o presidente da Telefônica Vivo, Eduardo Navarro, diz que espera o recomeço de um Brasil melhor em 2019. Segundo o executivo, as reformas precisam ser aprovadas. “No nosso caso, temos a reforma urgente das telecomunicações. O Brasil não tem mais tempo a perder”, assinala.

Ainda de acordo com o presidente da Telefônica Vivo, o Brasil avançou nos últimos semestres, mas precisa ir muito mais rápido. Também defende as telecomunicações como a locomotiva da digitalização do País. Navarro adverte: “Nós não vamos resolver os problemas analógicos sem as ferramentas digitais.” Assistam à entrevista com o presidente da Telefônica Vivo, Eduardo Navarro aqui.

Telecomunicações são essenciais para o Brasil

O setor de telecomunicações precisa ser visto como essencial e voltar a crescer, afirma o presidente do grupo Claro, José Félix. À Newsletter da Telebrasil, o executivo alerta: "não olhar o setor como essencial seria um erro gigantesco."

De acordo com o executivo, as telecomunicações são a oportunidade para o Brasil dar um salto da produtividade. “Somos muito carentes em diferentes segmentos. Nossas ferramentas são o caminho do desenvolvimento.” Félix também espera que o setor volte a crescer em 2019. “Estamos nos preparando para o futuro próximo com investimentos pesados em tecnologia, estamos super atualizados, não temos problema tecnológico.” Assistam à entrevista com o presidente da Claro, José Félix aqui:

Tudo será digital em muito pouco tempo

A era do físico está acabando e, muito rapidamente, tudo será digital, pontua o presidente da Oi, Eurico Teles. À Newsletter da Telebrasil, ele destaca que 2019 será um ano de muito investimento por parte da indústria das telecomunicações e a diretriz será melhorar a experiência do cliente. “Não tenho dúvida em dizer que as telecomunicações serão cada vez mais importantes para a sociedade”, afirma.

Ainda de acordo com o presidente da Oi, as telecomunicações são a própria digitalização do Brasil e, não por acaso, todas as prestadoras estão investindo fortemente na sua própria jornada digital. Sobre Internet das Coisas, Teles diz que o impacto se mostra cada vez mais real no dia a dia. Assistam à entrevista com Eurico Teles, presidente da Oi aqui:

O ano de 2019 marcará a volta do crescimento do setor e do consumo

O presidente da TIM Brasil, Sami Foguel, mostra-se bastante otimista com 2019. “Eu voltei ao País com a minha família por acreditar”, afirma o executivo à Newsletter da Telebrasil. O executivo defende uma revisão do marco regulatório. “São 20 anos. Está na hora de rever para avançarmos.”

Foguel diz que a indústria tem de ser prioridade do Governo, não apenas pelos investimentos brutais que são feitos ou pela geração de milhares de empregos, mas, principalmente, pela capacidade de as telecomunicações diferenciarem o País em termos de competitividade. “Podemos fazer muito. Mas temos que agir rápido. Estamos ficando para trás na atração de investimentos.” Assistam à entrevista com o presidente da TIM Brasil, Sami Foguel aqui:

 

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O ENEM e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais

apple_ny.jpg05/11/2018 - UPX Technologies analisa e comenta alguns conceitos e temas essenciais para o argumento da prova

O enunciado da questão já dizia: 64% das pessoas com 10 anos ou mais de idade acessam a Internet no Brasil, segundo o IBGE. Ou seja, a vida digital está absolutamente presente para os indivíduos, especialmente a nova geração, e a responsabilidade pelo conteúdo ao qual as crianças e jovens têm acesso é de todos os envolvidos.

A redação do ENEM provoca o estudante a pensar sobre manipulação, comportamento, o mundo digital e pensar em alternativas.

"Os organizadores da prova acertaram em trazer à tona esta discussão, pois força os estudantes a refletirem sobre como usam a Internet, o efeito dela em suas vidas e a ter uma relação mais cuidadosa com o meio", comenta Bruno Prado, CEO da UPX Technologies.

Conceitos importantes:

Big data que é o grande volume de dados – estruturados e não estruturados – que o usuário gera na rede sobre si mesmo, cada vez que faz um clique. Mas o importante não é quantidade de dados disponíveis, mas sim o uso que as organizações fazem com eles.

Condicionamento do comportamento – no exemplo da prova, um site de música sugere para cada usuário uma lista de opções conforme o gosto já estabelecido. Ao mesmo tempo em que pode dar conforto ao usuário e economizar tempo para a busca da música, este condicionamento do comportamento acaba direcionando o que a pessoa gosta ou não.

Comportamento de manada – quando um indivíduo que navega na Internet vê notícias que reforçam suas crenças, ele passa a acreditar que muita gente pensa como ele, portanto, a maioria só pode estar certa.

Pluralidade de opiniões – ao deixar de ter contato com opiniões excludentes à sua, o indivíduo pode não reconhecer como legítimas outras opiniões diferentes da sua. Ter contato com opiniões diversas auxilia na análise do pensamento, na formação de argumentos para defesa do seu interesse.

Vazamento de dados – a responsabilidade e ética das empresas que administram esses dados dos usuários. Um exemplo recente do risco foi o vazamento do Facebook que expôs dados de 120 milhões de pessoas.

Preservação dos direitos humanos – a Internet pode colocar em risco indivíduos, ao expor dados indevidos deixando vulnerável, por exemplo, a segurança física das pessoas, ao expor dados bancários, onde mora etc.

Educação dos usuários – o próprio ENEM contribui ao colocar luz e trazer reflexão sobre o tema, mas é necessário pensar em educar nas escolas sobre riscos desvios da Internet.

Nova Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – a lei entra em vigor daqui um ano e meio e vai ajudar os cidadãos a saberem como as empresas tratam os seus dados pessoais. A lei determina que as empresas devem coletar apenas dados necessários aos serviços que prestam. Em casos de vazamentos de informações, o encarregado deverá informar o órgão competente e os titulares. A lei ainda fala sobre o direito à revogação, à portabilidade e à retificação dos dados, que passa a ser direito do indivíduo.

"Não sabemos ainda o resultado da nova lei, mas tanto ela como o ENEM são uma iniciativa ao projeto de conscientização da população sobre um olhar mais criterioso sobre o ambiente digital", explica o CEO da UPX Technologies.

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