Rede 4G já chega a 4 mil municípios brasileiros

v06/06/18 – As redes de 4G de telefonia celular e internet móvel já estão disponíveis em 4.004 municípios brasileiros, onde moram 94% da população do País. Essa cobertura é quase quatro vezes superior à obrigação estabelecida nos leilões das licenças de serviços móveis, de 1.079 municípios.

De acordo com balanço da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), no mês de abril foram ativados 2,1 milhões de novos chips de 4G, alcançando ao todo 112,4 milhões de acessos de quarta geração.  No período de 12 meses, entre abril de 2017 e abril deste ano, foram ativados 38 milhões de novos acessos, um crescimento de 52% no período.

A cobertura de 3G, por sua vez, está em 5.266 municípios, onde moram 99,2% da população brasileira. Desde abril de 2017, 250 novos municípios receberam as redes de 3G. Ao todo, o número de acessos 3G chega a 75 milhões no País. A cobertura 3G também ultrapassa em muito a obrigação atual, que é de 3.917 municípios.

No total, o Brasil já conta com 206,4 milhões de acessos à internet pela rede móvel. Considerados os acessos fixos e móveis, os dados de abril mostram um total de 236,3 milhões de acessos no País. Destes, 29,9 milhões são em banda larga fixa, segmento que cresceu 9,6% em 12 meses, com 2,6 milhões de novos acessos.

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“Telebras vai manter o contrato com a Viasat”

kassab_2.jpgAna Paula Lobo, Convergência Digital
06/06/2018 - ”Não há nenhuma possibilidade de romper o contrato com a Viasat e fazer um novo leilão para o uso do satélite e para o programa Internet para todos", afirmou o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação, Gilberto Kassab, ao ser indagado sobre a disputa judicial, que está no Supremo Tribunal Federal, durante a sua participação no Encontro Nacional da Abrint 2018, em São Paulo, nesta terça-feira, 05/06.

Kassab insistiu que a Telebras vai manter a sua posição na Justiça - mesmo sofrendo derrotas seguidas. Segundo o ministro, há a convicção que tudo que foi feito está correto e a estatal vai reverter as decisões contrárias à companhia.

Com relação ao projeto Internet para Todos, no entanto, o ministro adotou um tom conciliador. Assegurou que é possível recuperar esse tempo 'perdido' com a disputa judicial. "O projeto vai andar", sustentou. A questão é que a Telebras já desativou conexões instaladas em Roraima com as antenas Vsats da Viasat, por conta da multa de R$ 5,1 milhões imposta pela Justiça do Amazonas.

Com relação ao GESAC, projeto para o governo federal de inclusão digital via satélite, hoje, prestado por um consórcio de teles- Embratel, Oi e Telefônica - Kassab não quis se comprometer. Sem o SGDC funcionando, há a negociação para fazer um aditivo e prorrogar o contrato e, assim, assegurar os serviços prestados. "Não há ainda posição fechada. Tudo está sendo estudado", completou Kassab.

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Os satélites MEO da O3b entraram em operação

ses_12o3b.jpgBruno do Amaral, Teletime
05/06/2018 - Desde o dia 1º  de junho, os quatro satélites de órbita média (MEO) da O3b lançados pela SES em março alcançaram a posição orbital e começaram a operar. De acordo com a operadora de satélites nesta segunda-feira, 4, os artefatos estão orbitando a 8 mil km da Terra, girando quatro vezes por dia ao redor do planeta, e levando conectividade em banda Ka para mais de 40 países. A ideia é fornecer banda larga para mercados de telecomunicações, cloud, marítimo, energia e governo. Com o lançamento, os quatro satélites deverão fazer parte de uma constelação de 12 outros artefatos da empresa que já estão em operação.

Os satélites MEO da O3b foram construídos pela Thales Alenia Space. Mais quatro novos satélites semelhantes deverão ser lançados no primeiro semestre de 2019, também a bordo do Soyuz. Os primeiros 12 O3b foram lançados em 2013 e 2014.

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É hora de levar o crescimento dos provedores a sério

abrint_americo_rodrigues.jpg*Por Erich Matos Rodrigues
05/06/2018 - O crescimento dos provedores na ampliação da banda larga no Brasil durante os últimos anos não pode ser mais ignorado. A Anatel atesta; a imprensa demonstra; o MCTIC expõe em gráficos, mas mesmo contribuindo fortemente com a massificação da banda larga no país, o setor não recebe a devida atenção e incentivo do governo.

Quase todos os governos do mundo já entenderam como a banda larga é estratégica para o seu desenvolvimento econômico-social e tem políticas públicas claras e efetivas para serem colocadas em prática. O governo brasileiro patina, tentando aplicar distintos planos de massificação de banda larga, e o tempo de agir vai passando. Mesmo com a atuação dos provedores ainda falta muito para o Brasil melhorar em números de penetração da banda larga fixa e também na qualidade e velocidade desses acessos.

Se realmente a ampliação da banda larga é o centro da política pública, os provedores devem ser vistos como grandes alavancadores dessa massificação necessária e devem ser definidas imediatas ações para ampliação deste trabalho realizado com muito empenho e sucesso por estas empresas.

Um dos problemas históricos enfrentados pelos provedores é o acesso ao credito. Ora, os provedores hoje não são empresas de serviços, apesar de terem a licença SCM (serviços de comunicação multimídia). São empresas que constroem redes urbanas de dados ou de transporte intermunicipal ou estadual, e construir infraestrutura no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo requer financiamento de longo prazo. As grandes operadoras têm acessado fartamente crédito junto a bancos públicos brasileiros, agora é hora de as empresas menores também terem o mesmo acesso e potencializarem suas atuações por todo o país, impulsionando assim a política pública.

Os diversos planos de nacionais de banda larga são sempre renovados sem serem minimamente implementados; não funcionaram. Assim, o momento agora é de propostas efetivas, de aplicação imediata. Em 2014 a Abrint apresentou plano de criação fundo garantidor quando já estava claro que o problema são as garantias nos financiamentos. É muito tempo para entender as barreias reais e as burocráticas e criar soluções.

Enquanto esse tempo passou, as empresas foram atender a demanda existente. Algumas cresceram; outras se fundiram e outras surgiram. Alguns fecharam, como em todo mercado. E falando em mercado, o potencial de crescimento tem chamado a atenção do setor financeiro. Temos recebimento visitas e participados de reuniões com empresas maiores ou do mercado de investimentos (inclusive fundos internacionais) que querem conhecer melhor as demandas e os provedores regionais. O potencial confirmado pelo crescimento nos últimos anos é inegável, projetando mais crescimento e posicionamento estratégico para atender as necessidades futuras de conectividade da revolução digital.

Nesse momento a expectativa é que o BNDES e seus agentes financeiros, depois de um processo de conhecer a fundo o setor e em paralelo ampliar o seu olhar para as pequenas empresas, possa ser um grande fomentador da ampliação da banda larga no país através dos provedores regionais, cumprindo assim sua missão de desenvolvimento social. O próprio BNDES se manifesta sobre necessidade do uso do recebíveis como garantia e também do uso dos fundos garantidores existentes, sendo o principal o FGI que é amplamente usado por outros setores e teve limite alterado de R$ 1 milhão para R$ 3 milhões.

A alteração do Fundo para Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), permitindo que ele alimente em parte o fundo garantidor também é importante, bem-vinda e justo com o seu fim.

Em paralelo recursos vindos do mercado financeiro, onde a maior parte dos interesses é em participação societária, também são bem-vindos. Claro que não será um processo simples, pois para citar apenas dois pontos: as empresas em geral não têm uma formalidade contábil organizada e em muitos casos redes implantadas sem padronização que permita fusões futuras. A expetativa de qualquer investidor é que as empresas possam multiplicar seu faturamento e que haja lucro mesmo fora do regime tributário do Simples. Esse potencial existe, mas no momento poucas empresas estão aptas a um projeto mais profissional.

Vendo de forma mais ampla, além do aspecto financiamento, o cenário é composto por: grandes operadoras focando quase completamente os seus planos de negócios em banda larga fixa móvel (com ou sem TACs - Termos de Ajustamento de Conduta – ou o PLC 79); provedores regionais em franca expansão, com compras de menores; um novo número de entrantes pelas facilidades que vão surgindo; fornecedores se adequando ao perfil do provedores e facilitando o pagamento; insegurança jurídica gerada pelos Fiscos estaduais referente a cobrança de ICMS sobre o serviço de provimento de Internet; transição tecnológica para conexões FTTH (fibra até o assinante).

Diante de tantas forças em ação, muitas mudanças devem acontecer nos próximos anos, inclusive certamente a maior parte consolidadas nos próximos 3 anos. O nosso desafio é construir oportunidades rentáveis e duradouras, úteis para a sociedade e para as empresas do setor.

*Erich Matos Rodrigues é engenheiro, sócio-diretor da Interjato Telecom e Vice-Presidente da Abrint

 

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Internautas usaram comando de voz no smartphone?

apple_ny.jpg05/06/2018 - Pesquisa revela que 64% dos internautas brasileiros já utilizaram comandos de voz no smartphone, sendo que os homens (68%) tem mais interesse por este recurso do que das mulheres (60%)

A nova edição do Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre uso de apps no Brasil revela que 64% dos internautas brasileiros já utilizaram comandos de voz no smartphone, seja para iniciar uma chamada telefônica, tocar uma música ou fazer buscas pela Internet.

O hábito é mais comum entre os jovens de 16 a 29 anos (70%), do que no grupo entre 30 e 49 anos (61%) ou entre aqueles com 50 anos ou mais (55%). Os homens (68%) tem mais interesse por este recurso do que das mulheres (60%) . Neste estudo, não houve diferença de comportamento entre classes sociais.

"O uso de comandos de voz majoritariamente por jovens indica uma tendência importante, que deve ser levada em conta pelos desenvolvedores de apps – são poucos hoje os aplicativos que estão integrados com assistentes pessoais dos sistemas operacionais ou que contam com seu próprio sistema de reconhecimento de fala. É também uma tendência que começa a ser incorporada por robôs de conversação em geral, especialmente em aplicativos de mensageria", comenta Fernando Paiva, editor do Mobile Time e coordenador da pesquisa.

Nesta edição do Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre Mensageria Móvel foram entrevistados 1.931 brasileiros que acessam a Internet e possuem smartphone, respeitando as proporções de gênero, idade, renda mensal e distribuição geográfica desse grupo. As entrevistas foram feitas ao longo de abril de 2018. Esta pesquisa tem validade estatística, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e grau de confiança de 95%. É um trabalho independente produzida por uma parceria entre o site de notícias Mobile Time e a empresa de soluções de pesquisas Opinion Box.

O Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre Mensageria Móvel está disponível para download em http://panoramamobiletime.com.br/

 

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Huawei: a conexão de tudo é o desafio da era digital

huawei_zhou.jpgPor Telebrasil
25/05/2018 - Governo, sociedade e indústria devem trabalhar juntos para criar um ambiente de tecnologias da informação e comunicação que promova mudanças nos ecossistemas e culminem em soluções de negócios que transformem o Brasil, destacou Zhou Jianjun, (foto) VP global Carrier Business da Huawei, durante apresentação no Painel Telebrasil 2018.

Entre os pilares para fomentar este novo ambiente e um futuro melhor, Zhou Jianjun citou a importância de fazer com que o digital esteja ao acesso de todas as pessoas, presente nos domicílios e nas organizações para que se tenha uma conexão completa e um mundo inteligente. Falando do Brasil especificamente, o executivo avaliou como bom os serviços digitais ofertados, mas ressaltou que ainda é preciso melhorar o ecossistema.

"O PIB per capita do Brasil e da China são similares, mas, quando se olha o porcentual de TIC no PIB, o da China é mais de duas vezes o do Brasil", disse, citando os números de 5,7% para o Brasil contra 13,5% para a China e 7% a média global. “Ainda há muito espaço para ocupar, e a 'energização' dos negócios de TICs está baseada no tripé de agilidade, criação de valor e ganho de eficiência.” De acordo com ele, o ganho exponencial não vem da conexão dos não-conectados, mas da conexão de tudo: vidas, cidades e indústrias inteligentes.  

Jianjun também salientou que a eficiência decorre de ações de políticas públicas, de infraestrutura e de rede. “Precisamos que todos os stakeholders estejam envolvidos, com políticas públicas colaborativas, alianças para infraestrutura e melhoria da rede”, destacou, acrescentando que os players deveriam se unir para construírem juntos o novo ecossistema, na parte de sites, de fibra e de serviços digitais.

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