País tem 236,2 milhões de linhas móveis em janeiro

proteste_2.jpg01/03/2018 - Dados divulgados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informam que Brasil registrou 236,2 milhões de linhas móveis em operação em janeiro de 2018. Isso representa uma diminuição de 258,7 mil linhas em operação (-0,11%) em relação à dezembro de 2017 e uma queda de 7,2 milhões (-2,95%) nos últimos 12 meses.

O crescimento no primeiro mês do ano foi sustentado pela entrada de linhas pós-pagas nas redes das prestadoras móveis, mais 807,2 mil unidades (+0,92%) em relação a dezembro de 2017 e aumento de 9,2 milhões de linhas (+11,50%) nos últimos 12 meses. O pré-pago apresentou redução de 1,1 milhão de linhas (-0,72%) e queda de 16,3 milhões (-9,98%) respectivamente.

Em janeiro de 2018, quando comparado com dezembro de 2017, os maiores crescimentos percentuais na telefonia móvel por grupo foram registrados pela Porto Seguro, mais 43,9 mil (+7,80%) e pela da Datora, 8,6 mil novas linhas (+4,27%). As grandes prestadoras nacionais apresentaram redução, a TIM, diminuição de 209,0 mil linhas (-0,36%), a Vivo, menos 66,3 mil (-0,09%), a Claro, menos 18,6 mil (-0,03%), a Nextel, menos 7,7 mil (-0,28%), e a Oi, menos 6,9 mil (-0,02%).

Nos últimos 12 meses, destaca-se novamente o crescimento da Datora, aumento de 107,3 mil linhas móveis (+104,80%), e da Porto Seguro, acréscimo de 152,5 mil (+33,59%). Das grandes prestadoras nacionais, cresceram a Nextel, mais 175,6 mil linhas móveis (+6,74%), e a Vivo, mais 977,4 mil (+1,32%). A Oi apresentou queda de 3,0 milhões de linhas (-7,20%), a TIM redução 4,4 milhões (-7,00%), e a Claro menos 1,2 milhões (-1,94%).

Em relação às tecnologias utilizadas na telefonia móvel, em janeiro na comparação com dezembro de 2017, as linhas de 4G (LTE) apresentaram aumento de 3,3 milhões de unidades (+3,19) e as utilizadas em aplicações máquina-máquina (M2M) crescimento de 240,8 mil (+1,58%), as outras tecnologias apresentaram redução. Esse comportamento foi similar ao registrado nos últimos 12 meses, aumento de 40,7 milhões de linhas (+62,76%) no 4G e de 2,6 milhões no M2M (+20,21%).

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Cabo submarino do Atlântico Sul liga Brasil a Angola

cabo_sacs_2.jpg01/03/2018 - Depois de percorrer 6,3 mil quilômetros no fundo do mar partindo de Sangano, na costa de Angola, o South Atlantic Cables System (SACS) chegou à Praia do Futuro, em Fortaleza/CE, no dia 21 de fevereiro. O cabo submarino Brasil-Angola é mais uma rota de alta capacidade (40 terabytes de dados por segundo), a primeira a cruzar o Atlântico Sul, e vai permitir o escoamento de tráfego para praticamente todos os países da costa oeste da África, para a Ásia, e outro caminho para a Europa, juntamente com o cabo da Telebras para Portugal. Construído pela japonesa NEC e instalado pela francesa Orange Marine, o SACS é operado pela angolana Angola Cables. Ao todo, a empresa investiu em projetos no Brasil cerca de 300 milhões de dólares.

Está no objetivo principal do novo cabo a diminuição dos trajetos demandados para centros geradores de conteúdo, e o incentivo para comunicação entre países da América e da África, evitando assim o característico e indesejável "efeito trombone" de tráfegos que saem do Hemisfério Sul, vão ao Norte e voltam, por inexistência de conexões diretas. Com isso há redução de custos e ocupação desnecessária de circuitos internacionais.

"A partir de agora, Brasil e Angola estarão a oferecer ao mundo uma rota alternativa de acesso aos Estados Unidos, um dos maiores produtores de todo o tipo de conteúdos globais, mas também à Ásia, uma das maiores regiões demográficas do planeta”, disse em nota o CEO da Angola Cables, António Nunes.

A chegada a Fortaleza levou dois meses e envolveu o trabalho de engenheiros, profissionais de TI e mergulhadores profissionais. Agora falta realizar o aterramento, instalação na landind station e testes de segurança. Só então o cabo será conectado ao datacenter da Angola Cables e começará a funcionar, o que, segundo a empresa, deve acontecer ainda no primeiro semestre deste ano.

Desenvolvimento regional

Estima-se que 99% das comunicações transoceânicas, incluindo dados de Internet, ligações telefônicas e mensagens de texto sejam realizadas por cabos submarinos, estruturas robustas, em sua grande maioria privadas, que remontam aos cabos telegráficos do século XIX. Concentrada principalmente no fluxo América do Norte, Europa e Ásia, essa rede de cabos reflete a distribuição geopolítica do mundo atual; por isso alternativas como o SACS representam oportunidade para o desenvolvimento regional dos países periféricos. Além disso, potencialmente podem significar maior segurança das informações transmitidas.

"Vale ressaltar que Fortaleza, com sua posição geográfica privilegiada, com concentração de vários cabos submarinos aportando em suas praias, vem se constituindo em importante hub de comunicações e de datacenters, o que vai gerar um polo de telecomunicações e de tecnologia da informação na região, atraindo mão de obra e investimentos", afirma Marcio Patusco, conselheiro e diretor técnico do Clube de Engenharia. O governo do Ceará e a Angola Cables já assinaram documentos para viabilizar cooperação futura, como a interligação entre o datacenter e o Complexo Industrial de Pecém, de forma a impulsionar a indústria nacional de telecomunicações.

Com informações de Teletime, Telesíntese, Tecnologia & Defesa e Valor Econômico.

 

Evento realizado na Praia do Futuro marcou a chegada do cabo SACS e a assinatura de um memorando de entendimentos entre Angola Cables e o Governo do Ceará para viabilizar a infraestrutura que ligará o Data Center da companhia na capital cearense ao complexo industrial do Pecém

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Histórias de ex-alunos de engenharia

aparelho.jpgPor Redação
27/02/2018 - Eles seguiram carreira na área médica, na robótica e no setor de telecomunicações. Conheça as histórias de três ex-alunos do curso de Engenharia de Computação, oferecido em conjunto pela EESC e pelo ICMC

Era só mais um dia comum no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Barretos até uma senhora cadeirante entrar em um dos consultórios para realizar uma bateria de exames nos olhos. A dificuldade em se manter estática na alta cadeira do retinógrafo – aparelho utilizado para tirar fotos da retina – e posicionar seu queixo da maneira correta no equipamento fez com que ela desistisse de ser examinada.

jose_augusto_medico.jpgNo mesmo instante, diante da cena constrangedora, um gesto do engenheiro de computação José Augusto Stuchi, (foto à esquerda) ex-aluno da USP, em São Carlos possibilitou uma rápida solução ao problema. Ele propôs ao médico responsável utilizar o retinógrafo portátil criado por ele e outros dois amigos para realizar o exame na paciente.

“O médico conseguiu dar o diagnóstico na hora. Quando a senhora foi embora com o laudo, choramos muito de emoção e tivemos a certeza de que conseguimos ajudar, relata José Augusto” que realizava testes finais em seu aparelho que deve ser lançado nos próximos meses. O equipamento idealizado pelo engenheiro leva o nome de Smart Retinal Camera – SRC (foto acima) e realiza exames oculares de maneira prática, barata e com o uso de smartphones, facilitando o uso em pacientes que não conseguem se deslocar às clínicas ou em mutirões realizados em lugares distantes e que não possuem especialistas.

O projeto foi desenvolvido por três ex-alunos da USP, em São Carlos: o engenheiro eletricista Flavio Vieira, o físico Diego Lencione e José Augusto, que se graduou em Engenharia de Computação, curso oferecido em conjunto pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP e pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC). “O curso é focado em duas áreas muito dinâmicas e inovadoras, a engenharia elétrica e a computação. Hardware e software têm o mesmo peso e o fato de o curso ser oferecido em parceria por duas unidades da USP é um grande diferencial”, explica Maximiliam Luppe, coordenador do curso e professor do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação (SEL) da EESC.

José Augusto viu sua paixão pela área surgir cedo. Aos 12 anos entrou em um curso de programação e começou a desenvolver pequenos sistemas para vender, como o programa para controle de vendas de botijão de gás, no qual o software calcula a periodicidade média em que o cliente precisa de um novo produto, determinando a entrega imediata na casa da pessoa. “É um curso que proporciona uma versatilidade muito grande no mercado e faz abrir a cabeça para a computação. Nós saímos prontos para resolver problemas e olhando o mundo de uma forma diferente”, afirma.

A escolha pela área médica também já estava nos planos de José Augusto há muito tempo. Ainda na terceira série do ensino médio, o engenheiro escreveu uma carta junto com os amigos que dizia o que cada um gostaria de fazer no futuro. No desejo do então adolescente a mensagem foi direta: desenvolver componentes médicos. “Produzir um equipamento para gerar novas soluções é algo muito gratificante, eu pretendo deixar um legado e ajudar as pessoas.

O envolvimento no projeto do SRC levou os três idealizadores a fundar, em março de 2016, a startup Phelcom, empresa focada em criar produtos combinando soluções na área de óptica, eletrônica e computação. “Empreender é algo muito complexo, precisamos entender como o mercado funciona, existem as burocracias e acabamos renunciando algumas coisas, mas, ao mesmo tempo, tem bastante gente querendo ajudar”.

Atualmente, o Smart Retinal Camera – SRC passa pelos testes clínicos finais e aguarda algumas liberações da Agência Nacional De Vigilância Sanitária (ANVISA). Segundo os especialistas, o lançamento oficial do equipamento deve ocorrer em agosto.

andre_curvello.jpgEle é professor, palestrante, blogueiro, tem um canal no Youtube e trabalha em uma empresa de telecomunicações. Todas essas funções voltadas exclusivamente à Engenharia de Computação. “Minha paixão por computadores começou aos cinco anos. Antes de aprender a escrever eu já digitava”, revela André Curvello (foto à esquerda) que se formou na EESC em 2012.

“Eu também gosto muito de eletrônica e vi que no curso ela seria bastante abordada. Não queria focar apenas na computação, mas em descobrir o que acontece entre esses dois mundos”, conta o ex-aluno.  Aprovado na UNICAMP e na USP em São Carlos depois de prestar o vestibular, André não estava disposto a ir para uma cidade grande, por isso a escolha pela capital da tecnologia: “É uma das melhores universidades da América Latina localizada em uma cidade tranquila, excelente para o estudante”, afirma.

“Como eu comecei a dar aula assim que me graduei, foi fácil me colocar no lugar dos alunos. Eu sabia que em escola particular, às vezes, o estudante não tem tanto tempo para estudar, trabalha durante o dia e por isso eu preparava minhas aulas de forma bem didática, para que eles pudessem entender o conteúdo da maneira mais fácil possível”, conta André que conciliou o trabalho com seu mestrado em Sistemas Embarcados na USP e com um MBA em gestão estratégica de Tecnologia da Informação na UNIFRAN.

“Minha primeira palestra foi sobre robótica em uma escola pública para crianças da quinta e sexta série”. Hoje, o repertório do egresso aumentou e temas como arduino e internet das coisas já são abordados pelo jovem nos diversos locais em que se apresenta.

André foi para o mercado empresarial, aceitando o convite da PadTec, empresa de telecomunicações sediada em Campinas (SP), onde ele atua no desenvolvimento de equipamentos que melhoram, amplificam e distribuem o sinal da rede de comunicação óptica. Um fator que facilitou a adaptação de André no novo emprego foi que na graduação ele teve disciplinas da área de telecomunicações: “Boa parte dos termos técnicos que utilizo no trabalho já havia visto na USP e meus companheiros de trabalho ficaram impressionados”, conta o engenheiro.

 

rafael_lang.jpg“É muito legal quando juntamos engenharia mecânica, eletrônica, computação e damos vida a alguma coisa”. As palavras que ilustram a formação básica de um robô são de Rafael Lang, (foto à esquerda) graduado em 2012 na USP em São Carlos (foto à esquerda). O engenheiro de computação atua há oito anos como diretor do Warthog Robotics, um dos principais grupos extracurriculares da EESC e do ICMC que tem como objetivo desenvolver pesquisas no campo da robótica, focando em combate e futebol de robôs.

Em 2007, ainda no primeiro ano de graduação, Rafael procurou uma forma de utilizar, na prática, o conhecimento que estava adquirindo no curso.  Foi então que ingressou no Warthog que, na época, levava o nome de Gear. Em 2010 o grupo fundiu-se com o USP Droids do ICMC e desde então carrega a atual nomenclatura. “Ao participar de um grupo extracurricular, é possível aplicar o que se aprende em sala de aula. No caso do Warthog, nós fazemos robôs, os levamos para feiras e participamos de competições. Isso me ajudou bastante no curso”, conta Rafael. “O aluno aprende a se organizar, trabalhar em equipe, gerenciar um time e com isso ele desenvolve seu perfil profissional ainda na academia”, complementa Maximillian. Confira aqui todos os grupos extracurriculares da EESC.

Ao longo dos anos, o então graduando foi construindo sua história no grupo. Além de evoluir como profissional de engenharia cresceu dentro do Warthog e depois de passar por todos seus setores, cheg​​​​​​​​​​​​​​​​​​ou à diretoria geral em 2010. “Quando eu entrei havia cerca de 10 pessoas e hoje contamos com 115 integrantes; é a oitava turma que eu gerencio. Acabo sendo uma referência para eles e enquanto eu tiver algo a contribuir pretendo continuar”, diz o engenheiro que já geriu cerca de 300 alunos. Hoje, além de diretor, ele desenvolve no Warthog seu doutorado com foco em sistemas inteligentes aplicados ao futebol de robôs.

Créditos: José Augusto Stuchi e Rafael Lang

Foto 1: Aparelho desenvolvido por ex-alunos da USP captura imagens da retina com o uso de smartphones. Imagem: Divulgação Phelcom

Foto 2:  José Augusto decidiu seguir pelo caminho do empreendedorismo na área médica. Imagem: Henrique Fontes

Foto 3:  André Curvello trabalha atualmente em uma empresa do setor de telecomunicações. Imagem: André Curvello

Foto 3: Rafael Lang é diretor do Warthog Robotics há 8 anos. Imagem: Henrique Fontes

 


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Banda larga aos voos na região da Ásia-Pacífico

eutelsat172B.jpg20/02/2018 - A Eutelsat fechou uma parceria com a UnicomAirNet para fornecer serviços de conectividade em voos para passageiros da aviação civil, em uma área que se estende da costa oeste da América do Norte à Ásia e Austrália. Esse é o mercado de aviação mais movimentado do mundo. Esse contrato é o primeiro resultado tangível do Memorando de Entendimento assinado entre a Eutelsat e a China Unicom.

A UnicomAirNet foi criada em 2017 como uma unidade de rede de banda larga da China Unicom em parceria com a Hangmei Chinese Wi-Fi, provedor de conteúdo para trens e frotas de ônibus. A empresa tem por objetivo oferecer serviços de conectividade em voo para as companhias aéreas comerciais chinesas.

A partir de 2019, a UnicomAirNet vai alugar a capacidade útil remanescente do satélite EUTELSAT 172B, para aprimorar os serviços de conectividade em voo em uma área que se estende da costa oeste da América do Norte à Ásia e Austrália.

O acordo é fruto do Memorando de Entendimento entre a China Unicom e Eutelsat, assinado durante a visita de estado do presidente francês Emmanuel Macron à China em janeiro deste ano. O Memorando atende o mercado de comunicações por satélite na Ásia-Pacífico, no âmbito da iniciativa "Cinto e Estrada", um ambicioso projeto de infraestrutura chinês que pretende melhorar a conectividade entre os países da região.

O satélite EUTELSAT 172B foi lançado em junho de 2017 a bordo do foguete Ariane 5. Construído pela Airbus, o EUTELSAT 172B é o primeiro satélite europeu totalmente elétrico. Otimizado para conectividade em voo, sua carga útil de alto rendimento possui 11 “spot beams”, o que aumenta a sua eficiência energética nas rotas aéreas de alto tráfego na região Ásia-Pacífico.

 

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Qualcomm e USI deverão produzir chips no Brasil

1_assinatura.jpgPor Ethevaldo Siqueira
08/02/2018 - Em solenidade realizada no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, foi assinado na segunda-feira, (05) o acordo de formação de joint-venture entre a norte-americana Qualcomm Technologies Inc., uma subsidiária da Qualcomm Incorporated, de um lado, e a chinesa USI (Universal Scientific Industrial Co., Ltd.), de Shangai, de outro. A assinatura oficializa a primeira etapa do projeto que deverá ter um investimento de R$ 600 milhões e que poderá gerar cerca de 800 empregos. Além disso, tem o apoio da Investe SP – empresa do governo paulista.

A assinatura (foto) contou com a participação da Qualcomm Inc., representada por seu presidente global, o brasileiro Cristiano Amon e o presidente a Qualcomm na América Latina, Rafael Steinhauser, enquanto, do lado chinês, por C.Y. Wei, presidente da USI. A cerimônia contou com a presença do governador Geraldo Alckmin, do ministro Gilberto Kassab, da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, de outras autoridades setorias e prefeitos municipais de cidades do Interior.

Embora o acordo ainda esteja sujeito a diversas condições para fechamento, ele prevê a instalação de uma fábrica de módulos semicondutores em São Paulo. O projeto será dedicado à concepção, desenvolvimento e fabricação de módulos de componentes para smartphones e dispositivos de Internet das Coisas (IoT) no Brasil.

O acordo formaliza o memorando de entendimento não vinculativo assinado pelas duas companhias em março de 2017 com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e a Investe São Paulo, que representa o governo do Estado de São Paulo.

O acordo para a formação da joint-venture é resultado direto da continua colaboração entre a Qualcomm Technologies, Inc., a USI e entidades do governo brasileiro, que têm trabalhado em conjunto para consolidar a base e fomentar o crescimento da indústria de semicondutores no Brasil, além de estabelecer as condições para a possível criação desta joint venture.

Com apoio no legado e na liderança industrial e tecnológica da Qualcomm, o produto principal da joint-venture será uma linha de módulos “system in package” com chipsets Qualcomm, que integrará em um único componente de frequências de rádio e de componentes digitais destinados a smartphones e dispositivos de IoT.

Esses produtos são desenvolvidos com o objetivo de simplificar ao extremo os processos de engenharia e de fabricação, além de reduzir custos e tempo de OEMs (Original Equipments Manufacturers) e fabricantes de dispositivos de IoT. Desenvolver os componentes no Brasil poderá também permitir a redução do déficit de importação de circuitos integrados ao expandir e diversificar a produção brasileira de semicondutores. Vale lembrar que o Brasil gasta atualmente cerca de US$ 20 bilhões com a importação de componentes microeletrônicos.

“As plataformas e soluções da Qualcomm continuam apoiando e acelerando a indústria móvel”, explica Cristiano Amon (foto), presidente da Qualcomm Incorporated. “A colaboração entre a Qualcomm e a USI tem como objetivo desenvolver as melhores soluções para smartphones e plataformas para sistemas de IoT, oferecendo a conectividade, segurança e acessibilidade que seus clientes precisam para criarem produtos inovadores e melhorarem a experiência do usuário”.

Na avaliação de Rafael Steinhauser (foto), vice-presidente sênior e presidente para a Qualcomm da América Latina, “o projeto deve ajudar a fomentar a adoção de IoT no Brasil, já que algumas das plataformas de tecnologia suportadas por essa joint venture serão desenvolvidas para ajudar a facilitar o desenvolvimento e fabricação de dispositivos conectados além de smartphones no país".

A USI, segundo seu presidente C. Y. Wei (foto), tem estado à frente em tecnologias de miniaturização há mais de 15 anos. E explica: “Nossas conquistas e experiência nos tornam o colaborador ideal para produzir módulos multicomponentes altamente integrados para smartphones e dispositivos IoT. A economia brasileira é a maior da América Latina e representa um grande potencial de crescimento para módulos integrados. A USI utilizará a competência tecnológica de nossa companhia, ASE, para ajudar a construir um setor de semicondutores no Brasil e na América Latina. Estamos otimistas com esta joint-venture que poderá aumentar o número de empregos locais nos próximos cinco anos”.

Gilberto Kassab, titular do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), disse que a formação da joint-venture por empresas de relevância mundial representa um passo importante para a inserção do Brasil na cadeia global de semicondutores, acelerando o desenvolvimento de produtos de alta tecnologia e criando competências importantes em nosso país”.

A nova empresa resultante da joint-vente deverá ser instalada no Estado de São Paulo, na região de Campinas,  como resultado da colaboração entre o Estado, a USI e a Qualcomm. O início da produção industrial é previsto para  2020.

A cerimônia contou com a presença do governador Geraldo Alckmin

A liderança da Qualcomm

As tecnologias da Qualcomm deram força a revolução dos smartphones e conectaram bilhões de pessoas. A empresa foi uma das pioneiras em 3G e 4G – e agora está voltada para o 5G, uma nova era de dispositivos inteligentes e conectados. Seus produtos estão revolucionando indústrias como a automotiva, de computação, de IoT, de saúde e de data center, e estão permitindo que milhões de dispositivos se conectem entre si de formas nunca antes imaginadas. Qualcomm Incorporated inclui negócios de licenciamento, QTL, e a grande maioria de nosso portfólio de patentes. Qualcomm Technologies, Inc., uma subsidiária da Qualcomm Incorporated, opera com suas subsidiárias todas as funções de engenharia, pesquisa e desenvolvimento, além de todos os negócios de produtos e serviços, que incluem nosso negócio de semicondutores QCT. Para mais informações, visite nosso website, OnQ blog e nossas páginas no Twitter e Facebook.

O grupo chinês ASE

O ASE Group está entre os principais fornecedores de serviços de manufatura de semicondutores, incluindo testes, montagem e concepções de materiais e fabricação de concepção. Como um líder global, o grupo atende as crescentes demandas e necessidades da indústria para maior performance em chipsets menores e mais rápidos, desenvolvendo e oferecendo um amplo portfólio de soluções e tecnologias que incluem o design de programação teste de circuitos integrados, testes de engenharia front-end, sondas wafer, flip chips, systems in package, serviços de testes finais e fabricação de eletrônicos por meio da Universal Scientific Industrial Co., Ltd e suas subsidiárias, membras do ASE Group. Para mais informações, visite a página MailScanner detectou uma possível tentativa de fraude de "urldefense.proofpoint.com" www.aseglobal.com.

O braço industrial: USI

USI é uma companhia líder global, em ODM/SEM (ODM é a sigla para Original Design Manufacturing e SEM designa Semiconductor Equipment Manufacturing). A empresa provê design, miniaturização, materiais, manufatura, logísticas e serviços posteriores de dispositivos eletrônicos/módulos para marcas. USI é parte da ASE Group e foi listada no Shanghai Stock Exchange em 2012. A companhia tem anos de experiência na indústria de serviços em manufatura de eletrônicos e impulsiona a tecnologia líder da ASE Group, torando possível que a USI ofereça aos seu clientes uma diversidade de produtos no setor de comunicação wireless, computadores e armazenamento e eletrônicos industriais, automotivos e para o usuário final no mundo todo. Com uma rede de serviços de vendas na América do Norte, Europa, Japão, China, Taiwan e locais de fabricação na China, Taiwan e México, a USI emprega cerca de 15.000 pessoas mundialmente. Para mais informações, visite o site www.usish.com

 Matéria atualizada dia 08/02/2018 às 19:16hs

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Irwin Jacobs criou a Qualcomm, ícone da microeletrônica

jacobs_etc-.jpgPor Ethevaldo Siqueira
14/02/2018 - Numa matéria de mais de página inteira, o New York Times deste domingo (11 de fevereiro de 2018) mostrou as preocupações de San Diego diante da eventual compra da Qualcomm pela BroadCom, que fez a oferta de US$ 121 bilhões pela empresa que San Diego chama de "Our Flag". A Qualcomm recusou a oferta.

Na foto à esquerda, o jornalista Ethevaldo Siqueira e Irwin Jacobs, um dos fundadores da Qualcomm

A empresa é um ícone no mundo da microeletrônica e das telecomunicações móveis. É possível que o leitor use um smartphone que funciona graças a um Snapdragon, ou SOC (System on a Chip) da Qualcomm, maior fabricante dessa família de componentes para celulares no mundo.

Neste artigo quero apenas relembrar a evolução extraordinária dessa empresa, que tem sido um orgulho para San Diego e para os Estados Unidos. Dou, também, um pequeno testemunho do que aprendi com Irwin Jacobs e outros líderes dessa empresa – hoje presidida pelo brasileiro Cristiano Amon. Aliás, como ele mesmo diz com orgulho: um campineiro.

Em meu trabalho como jornalista, ao longo de mais de 20 anos, tive a oportunidade de conhecer o grande líder da Qualcomm, Irwin Jacobs, hoje aposentado, com 84 anos, uma figura inesquecível para mim.

Meu primeiro contato com ele foi em San Diego, no início da década de 1990, quando a Qualcomm ainda estava decolando no mundo da microeletrônica e das telecomunicações. Além Jacobs, entrevistei diversas vezes de Andrew Viterbi, um de seus seis companheiros na fundação da Qualcomm, que veio diversas vezes ao Brasil, na década de 1990 para estudar o mercado brasileiro. Nas suas entrevistas, que eram verdadeiras aulas, Viterbi foi para mim um verdadeiro professor de eletrônica e telecomunicações.

O perfil de Jacobs

Nascido em New Bedford, Massachusetts, Irwin Jacobs formou-se em engenharia elétrica na Universidade de Cornell e concluiu o mestrado e o doutorado no MIT, o famoso Massachusetts Institute of Technology, em 1959. Depois de mudar-se para a Califórnia, trabalhou como professor de engenharia elétrica e eletrônica, e como consultor e projetista de placas de circuito integrado e chips mais complexos.

Nessa época, em companhia de outros engenheiros de alto nível, decide fundar a Linkabit, uma empresa de consultoria que contratou pesquisas para clientes como a NASA e outros da área de telecomunicações em espaço profundo (para as naves que visitam outros planetas), além da projetar e construir placas de circuitos, chips e outros componentes.

À medida que o Linkabit crescia, passava a atrair engenheiros de instituições de prestígio como MIT e Stanford para a área de San Diego. E à medida que a Universidade da Califórnia em Los Angeles crescia, a Linkabit passou a contratar mais engenheiros localmente. Os engenheiros da Linkabit foram uma espécie de semeadores de novas empresas na área.

Em 1985, Jacobs partiu para um novo projeto, em companhia de antigos colegas para criar uma empresa centrada em "comunicações de qualidade", ou, resumidamente, Qualcomm.

Ao sair da Linkabit, Irwin Jacobs, Andrew Viterbi e mais cinco engenheiros da empresa decidiram fundar a Qualcomm. Assim nasceu a empresa, em San Diego, na casa do Dr. Irwin Jacobs, ocasião em que os sete engenheiros delinearam o plano que evoluiu para se tornar uma história de sucesso sem paralelo entre as start-ups da indústria de telecomunicações: a Qualcomm Incorporated.

San Diego: "Qualcomm is Our Flag"

Poucas empresas no mundo estão ligadas a uma cidade de forma tão indissolúvel como a Qualcomm e San Diego. A cidade se orgulha do sucesso e da alta tecnologia da Qualcomm. O nome dessa empresa identifica desde a Escola de Engenharia da Universidade da Califórnia em San Diego até o grande estádio – o Qualcomm Stadium  de futebol americano da cidade, além de casas de concerto e escolas música. Em 2010, a empresa inaugurou seu museu em San Diego, para contar a própria evolução da tecnologia.

A filantropia do casal Joan e Irwin Jacobs

Como fundador e personalidade mais famosa da história da Qualcomm, Irwin Jacobs tem dado extraordinária força à população de San Diego. Ele e sua esposa, Joan, aceitaram tranquilamente o desafio bilionário de Warren Buffett, como de Bill Gates, e se comprometeram a doar pelo menos a metade de sua considerável fortuna para causas filantrópicas.

Na cidade, são bem conhecidas as generosas as ofertas do casal para cuidados médicos, pesquisas, educação e artes. Essas doações incluem, por exemplo, US$ 120 milhões para a San Diego Symphony, um montante similar à Escola de Engenharia Jacobs da Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), US $ 75 milhões para um hospital especial da mesma universidade e US $ 30 milhões para o Instituto Salk de Estudos Biológicos.

A revista The Chronicle of Philantropy (A Crônica de Filantropia) classificou o casal entre os 22 doadores mais generosos dos EUA em 2011, com doações que totalizaram US $ 64,9 milhões apenas em 2010. De lá para cá, foram feitas diversas outras doações.
Menos divulgadas, mas não menos importantes, são as muitas ações não-financeiras do casal Jacobs, que utiliza a tecnologia das comunicações para beneficiar os cuidados de saúde, a educação e o aprimoramento da qualidade de vida das pessoas, especialmente nos países do Terceiro Mundo.

Para mais informações sobre a Qualcomm e sua importância para San Diego, leia a matéria do New York Times. Clique nesse link:

Matéria atualizada dia 14/02/2018 às 15:37

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