Anatel poderá bloquear telefones irregulares

proteste_2.jpg26/05/2017 - O conselho diretor da Anatel deverá analisar novamente a proposta do sistema de bloqueio de telefones irregulares no país e seu cronograma de implantação. Esta semana, durante reunião administrativa da Anatel, que avalizou decisão da agência do início deste ano, o conselho considerou que alguns pontos precisam ainda de alguma análise, entre eles o prazo de implantação. A expectativa é de que os diretores adotem o sistema apresentado pela Superintendência de Planejamento de Regulamentação, área técnica responsável por estudar a medida.

Serão bloqueados os celulares que não tenham certificação da Agência e IMEI válidos. O IMEI é uma sequência de números que identifica o celular internacionalmente, que são listados no banco de dados da GSMA, organismo internacional de que reúne as empresas de telefonia móvel Ele equivale ao número do chassi dos carros. Os aparelhos sujeitos ao bloqueio são principalmente os vendidos irregularmente no mercado nacional.

Antes de bloquearem os celulares, as operadoras vão avisar aos seus clientes que  o aparelho não é regularizado, e somente depois de 75 dias ele poderá ser bloqueado. Poderá haver um adiamento do início da implantação do sistema, mas por enquanto está previsto que as empresas devem começar a mandar mensagens com avisos para os usuários a partir do dia 30 de junho.

O projeto do bloqueio de celulares e sua forma de implantação vem sendo estudados pela Anatel em conjunto com as operadoras de telefonia móvel e  Associação Brasileira da Indústria Eletro e Eletrônica (Abinee). Uma das preocupações das empresas é que deverá haver uma grande demanda dos usuários nas suas centrais de atendimento, e por isso há necessidade de treinamento de seus funcionários. A indústria, por sua vez, acredita que o bloqueio deve começar a funcionar no prazo planejado, porque ele já foi discutido de forma exaustiva durante os três últimos anos.

Projeto Siga

O bloqueio será mais uma medida do projeto Siga. Um das ações que já está em funcionamento é o da utilização do Cadastro Nacional de Estações Móveis Impedidas (CEMI). As próprias polícias podem cadastrar no CEMI o aparelho furtado ou roubado. A vítima não precisa informar o IMEI do aparelho e basta apenas o número de telefone para fazer o registro e as operadoras devem realizar o bloqueio do aparelho.

Fiscalização

Outra ação desenvolvida pela Anatel é a fiscalização de produtos irregulares. Ela determinou  a retirada imediata de produtos irregulares identificados na plataforma online do "Mercado Livre". O ofício recebido no dia 17 deste mês pelo Mercado Livre é o primeiro a identificar a comercialização dos chamados microcelulares.

A área técnica da Anatel informa que não registrou nenhuma solicitação para a certificação ou a homologação de microcelulares. A homologação do produto garante ao usuário a qualidade e a segurança do aparelho e é necessária para a comercialização de celulares no país. Produtos identificados no ofício apresentaram selos de homologação falsos ou irregulares. Se aparecerem outras denúncias ou informações de problemas, a Anatel atuará em qualquer estado brasileiro onde estiver a origem do problema.

 

 

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Brasil tem mais de 5 mil municípios com internet móvel

app_smartphone.jpg25/05/2017 – Segundo balanço de abril da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), 5.016 municípios – onde moram 98,3% da população brasileira –, já contam com redes de terceira geração (3G). Desde abril de 2016, 372 novos municípios receberam as redes de 3G, o que representa um crescimento de 8% no período.

Também as redes de 4G têm aumentado sua cobertura, com um total de 1.925 municípios, onde moram 77% dos brasileiros. Nos últimos 12 meses, o crescimento das cidades com 4G foi de 300%, superando em mais de seis vezes a meta de expansão definida nos editais, de 288 municípios.

Ao todo, já existem no Brasil 227 milhões de acessos de internet em alta velocidade, sendo 199,8 milhões móveis e 27,2 milhões fixos. Do total de acessos móveis, 74 milhões são 4G, com crescimento de 112 milhões em relação a abril do ano passado. Nos últimos 12 meses, 39 milhões de novas conexões 4G foram ativadas. Nos acessos fixos, o crescimento foi de 5%, com 1,3 milhão de novas conexões no período.

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Embratel recebe prêmio global de Data Center

embratel_frost.jpg12/05/2017 - A Embratel anuncia a conquista do Frost & Sullivan 2017 Best Practices Awards para serviços de Data Center. Este é o terceiro ano consecutivo que a Embratel é reconhecida pela consultoria global na categoria “Data Center Services Provided by Telecommunications Companies Market Leadership Award Brazil”.

“Conquistar mais uma vez esta premiação representa um reconhecimento à inovação e à qualidade dos serviços que a Embratel fornece aos clientes. Isso é possível graças ao investimento num portfólio completo e integrado de soluções de Telecomunicações e TI. A Embratel oferece ofertas flexíveis que permitem uma combinação eficiente dos serviços para o atendimento dos clientes corporativos”, afirma Mário Rachid, Diretor Executivo de Soluções Digitais da Embratel.

Segundo a empresa, o reconhecimento é resultado de investimentos contínuos na infraestrutura dos Data Centers da Embratel. Os centros dispõem de tecnologia totalmente integrada à maior e melhor rede de telecomunicações do Brasil. O monitoramento é contínuo (24 horas por dia, sete dias por semana) e tem o acompanhamento e suporte profissionais altamente especializados.

Ao todo, a Embratel possui cinco Data Centers, sendo dois em São Paulo, dois no Rio de Janeiro e um em Brasília. Nos centros, a Embratel atende a milhares de clientes, entre os quais estão as maiores empresas e instituições financeiras do País.

Entre os centros mais importantes está o Data Center Lapa, que possui a certificação TIER III, fornecida pelo Uptime Institute, o principal instituto de certificação americano, e também pela TÜV Rheinland, certificadora alemã, o que atesta a qualidade, robustez em TI, escalabilidade e flexibilidade do ambiente. Todos os Data Centers Embratel possuem Rede Fotônica própria, o que garante velocidade de acesso maior do que a do mercado e estão interligados via Backbone IP (Internet Protocol) de alta disponibilidade e alta performance com conectividade de baixa latência.

A Frost & Sullivan premia globalmente empresas de diversos segmentos que atuam com excelência em inovação tecnológica, desenvolvimento de produtos e liderança no atendimento a clientes. Com o prêmio, a Embratel é reconhecida como uma das líderes em melhores práticas para o setor.
 

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Satélite SGDC favorece novos projetos no País

satelite_sgdc3.jpgPor Rennan Soares
05/05/2017 - Edital de Finep e AEB para transferência de tecnologia espacial já destinou R$ 14,5 milhões para empresas brasileiras absorverem conhecimento internacional

Os benefícios para o Brasil com o Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que ganhou os céus da Guiana Francesa nesta quinta-feira, 4/5, vão além de ampliar o acesso à banda larga e garantir a segurança das comunicações militares. Por trás do histórico lançamento desse gigante de mais de cinco toneladas, cinco metros de altura e 37 metros de envergadura, há iniciativas que abrem a possibilidade de transferência de tecnologia para que empresas nacionais participem cada vez mais do desenvolvimento de satélites no País.

O programa do SGDC, instituído pelo Decreto n° 7.769/12, contempla um Acordo de Transferência de Tecnologia Espacial, firmado entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Thales Alenia Space (TAS), empresa franco-italiana responsável pela construção do satélite em Cannes, na França. Em setembro de 2015, a Finep e a AEB lançaram uma chamada pública para capacitar empresas brasileiras no desenvolvimento de satélites no País. A Finep já liberou R$ 14,5 milhões para cinco empresas com o objetivo de custear a absorção da tecnologia comprada pela AEB junto à TAS. O investimento, realizado com recursos de subvenção econômica (sem devolução de capital), deve chegar a R$ 22,5 milhões até o fim de 2018.

Fibraforte, Orbital Engenharia, Equatorial Sistemas, Cenic e AEL Sistemas foram selecionadas para absorver tecnologia nos seguintes subsistemas de satélite: subsistema propulsão monopropelente para pequenos satélites ( Fibraforte); subsistema de potência e geradores solares para satélites (Orbital Engenharia); transferência de tecnologia em controle térmico para satélites (Equatorial Sistemas); desenvolvimento de estruturas mecânicas para cargas úteis de observação da Terra a base de fibra de carbono (Cenic); e transferência de tecnologias espaciais em FPGA e ASIC (AEL Sistemas).

O SGDC, que contou com financiamento de R$ 240 milhões da Finep, é fruto de uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Defesa. De acordo com o presidente da Finep, Marcos Cintra, esta é uma iniciativa de alcance estratégico para o País. “Além de conquistar sua soberania nas telecomunicações via satélite, o Brasil vai acumular conhecimento em um setor sensível da tecnologia”, destaca Cintra.

Além do Acordo de Transferência de Tecnologia Espacial, outra iniciativa integrou o projeto do SGDC: o Programa de Absorção de Tecnologia da AEB, coordenado pela integradora do satélite, a empresa Visiona (joint-venture entre a Embraer e a Telebras). Cerca de 40 brasileiros do Inpe, AEB, Visiona, Telebras e Forças Armadas acompanharam e participaram do processo de construção do satélite na França. “Esses foram os maiores ganhos em termos de tecnologia para o Brasil. Com os dois programas, começamos a ter condições de ingressar em uma cadeia de fornecimento para satélites geoestacionários”, afirma Eduardo Bonini, presidente da Visiona.

Sobre o SGDC

Construído pela TAS e supervisionado pela Visiona, o satélite cobrirá todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. O primeiro satélite geoestacionário do Brasil ficará posicionado a 36 mil quilômetros da superfície da Terra e irá operar nas bandas X e Ka. A primeira é uma faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, correspondendo a 30% da capacidade total do satélite. Já a banda Ka, que representa 70%, será usada para ampliar a oferta de banda larga pela Telebras.

O equipamento deve contribuir para o desenvolvimento de diversas frentes tecnológicas, como agricultura de precisão, cidades inteligentes, educação pública, gestão hospitalar, industrialização do interior, infraestrutura de mineração, monitoramento e previsão de desastres naturais, plataformas petrolíferas, segurança rodoviária, sistema bancário e serviços de cidadania, como a emissão de passaportes e a previdência social.

Os satélites geoestacionários encontram-se sempre sobre uma mesma posição fixa e giram sobre um ponto do equador num período igual ao de rotação da Terra. Por isso, para um observador na Terra, parecem estar parados. Eles são usados, sobretudo, para estabelecer uma rede de comunicações ou de monitoramento e vigilância.

O SGDC será operado por dois centros de controle, em Brasília e no Rio de Janeiro (RJ). Também há outros cinco gateways – estações terrestres com equipamentos que fazem o tráfego de dados do satélite – que serão instalados em Brasília, Rio de Janeiro, Florianópolis (SC), Campo Grande (MS) e Salvador (BA). O satélite deve entrar em operação no segundo semestre deste ano.

Na foto, o presidente Michel Temer e os ministros Gilberto Kassab e Raul Jungmann acompanharam o lançamento do satélite em Brasília, no Centro de Operações Aeroespaciais (Comae) / Crédito: Ascom/MCTIC

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Foram distribuídos dois milhões de kits gratuitos no Brasil

tv_digital.jpg28/04/2017 - Composto por antena digital e conversor, o kit gratuito é distribuído para as famílias inscritas em programas sociais do Governo Federal. Até dezembro de 2018, as famílias de mais de 1,3 mil municípios poderão retirar o kit.

A Seja Digital, entidade responsável pela operação do processo de migração do sinal de TV no Brasil, acaba de atingir mais um importante marco: dois milhões de kits gratuitos entregues para famílias inscritas em programas sociais do Governo Federal. A distribuição do kit tem como objetivo permitir o acesso da população de baixa renda ao sinal digital. Com estes equipamentos – antena digital e conversor – até os televisores mais antigos podem receber o sinal digital. Após o desligamento do sinal analógico, apenas as TVs preparadas continuarão a receber a programação dos canais abertos de televisão.

Em 2015, a Seja Digital distribuiu cerca de 16 mil kits em Rio Verde (GO), que foi a primeira cidade a ter o sinal de TV 100% digital. Em 2016, 340 mil famílias da região do Distrito Federal (Brasília e nove cidades do entorno) receberam os kits gratuitos. Na região metropolitana de São Paulo, que teve o sinal analógico de TV desligado em 29 de março, já foram distribuídos mais de 1,5 milhão de kits. Em Goiânia, 190 mil famílias já retiraram os equipamentos. "Já são mais de 2 milhões de kits gratuitos entregues", afirma Antonio Martelletto, diretor geral da Seja Digital. "Até dezembro de 2018, cerca de 14 milhões de famílias de mais de 1300 cidades terão recebido seus kits."

No site sejadigital.com.br é possível saber a data do desligamento do sinal analógico de TV em sua cidade e verificar se tem direito ao kit gratuito. Se o nome estiver na lista, deverá preencher o formulário com dados de contato para que possa receber em primeira mão a informação sobre a abertura do agendamento. Caso não esteja na lista, deve preencher o cadastro para que a Seja Digital entre em contato e dê a orientação necessária sobre como preparar sua residência para receber o sinal digital de TV.


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Brasil bate recorde de ativações de 4G no mês de março

4G.jpg28/04/2017 - De acordo com a Telebrasil, no mês passado o Brasil bateu recorde de ativações mensais em banda larga 4G, com 4,7 milhões de novos acessos. É o melhor desempenho desde que a tecnologia de quarta geração começou a ser utilizada no País, em março de 2013.

Ao todo, já existem no Brasil 71,3 milhões de acessos 4G, segundo balanço de março da Associação Brasileira de Telecomunicações, o que representou um crescimento de 119% nos últimos 12 meses. Desde março de 2016, 39 milhões de novas conexões 4G foram ativadas.

A expansão também foi significativa na cobertura do 4G no Brasil. As redes de quarta geração estão instaladas em 1.814 municípios, com crescimento de 280% em relação a março do ano passado. A cobertura atual supera em mais de cinco vezes a meta de expansão definida nos editais, de 288 municípios. Com esse crescimento, o 4G já alcança cidades onde moram 75,7% dos brasileiros.

As redes de 3G, por sua vez, já estão instaladas em 4.995 municípios, que concentram 98,2% da população brasileira. Também no 3G a cobertura atual supera a obrigação, que é de 3.668 municípios.

Consideradas a banda larga fixa e móvel, os dados de março de 2017 mostram um total de 226,7 milhões de acessos no País. Destes, 27,2 milhões são em banda larga fixa, segmento que cresceu 5,3% desde março do ano passado, com 1,3 milhão de novos acessos.

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