Linhas pós-pagas atingem 40% de mercado em julho

proteste_2.jpg30/08/2018 - De acordo com informações divulgadas pela Anatel, o país registrou 234,75 milhões de linhas em operação em julho de 2018, redução de 7,26 milhões (-3,00%) nos últimos 12 meses. Na comparação com junho de 2018, a diminuição foi de 327 mil linhas (-0,14%).

As linhas móveis pós-pagas em julho deste ano detinham 40,01% de participação de mercado no Brasil em julho deste ano, aumento de quase seis pontos percentuais em 12 meses. Na comparação com o mês anterior, o aumento foi de cerca de meio ponto percentual. As linhas pré-pagas representavam 59,99%.

Grupos

Em julho de 2018, a Vivo totalizou participação de 75,40 milhões de linhas (32,12% do mercado); seguida da Claro com 58,80 milhões (25,05%); da TIM com 56,24 milhões (23,96%); e da Oi com 38,84 milhões (16,54%).

No entanto, nos últimos 12 meses, as maiores taxas de crescimento foram registradas por operadoras com participação inferior a um por cento do mercado móvel. A Datora apresentou crescimento de 96 mil linhas (+57,84%), seguida pela Nextel com mais 556 mil (+21,65%) e pela Porto Seguro com mais 120 mil (+21,48%). Das grandes, apenas a Vivo com mais 881 mil (+1,18%) registrou aumento.

Tecnologias

As linhas 4G representavam mais da metade do mercado em julho de 2018 (51,39%), com 120,63 milhões seguidas das de 3G com 69,87 milhões (29,76%), do 2G com 27,12 milhões (11,55%). As linhas voltadas a aplicações máquina-máquina (M2M) totalizaram 17,13 milhões de unidades (7,30%). Apenas as linhas de 4G com mais 36,52 milhões (+43,42%) e as de M2M com mais 3,14 milhões (+22,43%) apresentaram crescimento nos últimos 12 meses.

Estados e Distrito Federal

O estado de Roraima registrou a entrada de 29 mil linhas móveis (+6,12%) na comparação entre os meses de julho de 2018 e julho de 2017, seguido pelo Amazonas com mais 166 mil (+4,84), pelo Amapá com mais 22 mil (+3,07%), pelo Espírito Santo com 56 mil (+1,48%) e pelo Acre com mais 3 mil (+0,40%). Todos os outros estados apresentaram redução nas linhas móveis.

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É admirável o trabalho de Kofi Annan

kofi_annan.jpgPor Ethevaldo Siqueira
23/08/2018 - Durante um evento mundial promovido em 1999 pela UIT (União Internacional de Telecomunicações), a agência especializada da ONU para esse setor, em Genebra, tive a oportunidade de conversar cerca de meia hora com esse secretário-geral das Nações Unidas. Fiquei surpreso com sua visão e seus conhecimentos sobre o papel das tecnologias da comunicação e informação – e, em especial, da nascente internet para o futuro da Humanidade. Ao seu lado, Bill Gates – que também foi um palestrantes do evento da UIT, confessou sua admiração pelo trabalho do grande ex-secretário-geral das Nações Unidas, falecido semana passada.

A quem tem interesse no tema, sugiro a leitura da cobertura da edição deste domingo do jornal francês Le Monde. Dessa matéria especial, destaco um trecho de uma declaração dolorosa de Kofi Annan, diante de crises e crimes monstruosos que o mundo não foi capaz de evitar ou coibir:

"Por causa de nossos graves erros de julgamento e de nossa incapacidade de compreender a magnitude do mal que enfrentamos, não conseguimos fazer a nossa parte para proteger o povo de Srebrenica das campanhas planejadas de massacres pelas forças sérvias" – escreveu o diplomata ganês em 1999. Srebrenica cristaliza uma verdade que as Nações Unidas e a comunidade internacional compreenderam demasiado tarde: a Bósnia vs. Herzegovina foi tanto um conflito militar como uma causa moral".

Crédito: Fabrice Coffrini / AFP

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Anatel registra 36,5 mil reclamações a menos em julho

24/08/2018 - Em julho de 2018, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) registrou 244,6 mil reclamações de usuários de serviços, redução de 36,5 mil queixas (-13,0%) em relação a julho do ano passado.

Entre junho e julho deste ano, houve aumento de 21,7 mil registros (+9,7%). As principais reclamações foram em relação à cobrança indevida e  qualidade de serviços.

Reclamações por serviço

A Agência registrou 243,3 mil reclamações contra prestadoras dos principais serviços de telecomunicações (telefonia móvel, telefonia fixa, banda larga fixa e TV por assinatura) em julho de 2018. Todos os serviços apresentaram redução nos últimos 12 meses, a telefonia móvel registrou menos 18,4 mil reclamações (-13,8%); a TV por assinatura menos 8,8 mil (-21,4%); a telefonia fixa menos 5,4 mil (-8,9%); e a banda larga fixa menos 3,2 mil (-7,4%).

Nos últimos 12 meses, houve aumento de queixas em relação a TIM, com mais 1,2  mil reclamações (+2,5%) na telefonia móvel; a NET, mais 0,6 mil (+8,1%) na banda larga fixa; e a Vivo, mais 0,2 mil (+8,0%) na TV por assinatura.

De acordo com os dados de julho de 2018 em relação a julho do ano passado, a Vivo apresentou redução de 10,7 mil reclamações (-32,9%) na telefonia móvel; seguida da Nextel, menos 4,5 mil (-51,1%); a Claro, menos 3,6 mil (-12,3%); e da Oi, menos 0,6 mil (-3,7%). E na telefonia fixa, a Oi registrou menos 4,0 mil reclamações (-12,4%); a NET menos 1,3 mil (-16,3%) e a Vivo menos 0,5 mil (-2,9%).

Na TV por Assinatura, nos últimos 12 meses a SKY registrou redução de 4,2 mil reclamações (-27,4%), o grupo NET/Claro menos 3,8 mil (-19,5%) e a Oi menos 0,9 mil (-26,6%). Na banda larga fixa, a Oi teve queda de 5,8 mil reclamações (-30,7%) e a Vivo menos 1,3 mil reclamações (-10,3%).

Reclamações por estado

Com exceção do Acre que não apresentou variação no número de reclamações na comparação de julho de 2018 com julho de 2017, todos os demais estados tiveram redução. As maiores reduções ocorreram em São Paulo, menos 11,5 mil reclamações (-13,2%); no Rio de Janeiro, menos 9,6 mil (-21,2%); em Minas Gerais, menos 3,4 mil (-9,0%); na Bahia, menos 2,5 mil reclamações (-13,5%); e Pernambuco, menos 1,71 mil (+19,7%).

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Presidenciáveis: transformação digital na agenda

abes_conferencia.jpgRoberta Prescott e Ana Paula Lobo, Convergência Digital
21/08/2018 - O evento Brasil 2022, independência digital em 2022, ano que se comemora os 200 anos da Independência do País, realizado pela ABES, nesta segunda-feira, 20/08, reuniu candidatos à presidência e à vice-presidência nas eleições deste ano. Todos os candidatos foram convidados, mas participaram José Maria Eymael, do Democracia Cristã, Henrique Meirelles, do MDB, João Amoedo, do Novo e Kátia Abreu, vice-presidente na chapa de Ciro Gomes. Todos afirmaram priorizar a tecnologia e a transformação digital.

Primeiro a se apresentar, o candidato pelo partido Democracia Cristã (DC), José Maria Eymael, disse que o próximo presidente da República tem de ter obsessão pelo desenvolvimento para que o Brasil seja uma potência respeitada pelo mundo. "Nesta missão, destaco alguns pontos: o primeiro é a formulação de métricas e indicadores para que se possa acompanhar este caminhar. A inovação está muito à crença de acreditar e defender. E, neste consenso de desenvolvimento, a transformação digital é o caminho, não tem outro", afirmou.  

Sobre Transformação digital, Eymael afirmou que o governante tem de saber até onde quer chegar e atingir o objetivo. "O pressuposto à transformação digital é a educação", afirmou. Já sobre projeto para fomentar um ambiente de negócios menos suscetível a incertezas jurídicas e econômicas, o candidato respondeu que planejamento é fundamental. "O conceito sempre antecedendo à ação. Não pode mais ter administração vai num sentido, depois outro. Planejamento tem de ser uma marca; colocar o que vai ser feito e colocar processos de indicadores para a sociedade acompanhar se as metas estão sendo alcançadas", apontou.  

O segundo candidato a falar foi Henrique Meirelles,do MDB. Ele ressaltou que a estabilidade econômica é absolutamente crucial para investir em inovação. Ele criticou o longo tempo que se demora para abrir empresas e pagar impostos no Brasil e apontou que a tecnologia e a digitalização ajudariam na redução deste período. "Há condições de avançar no uso da tecnologia, no processo de desburocratização, uma palavra desgastada no Brasil, mas com iniciativas concretas digital, para diminuir o tempo em 80%, o que viabiliza de fato o surgimento de companhias novas e startups". Meirelles fez uma promessa ao setor: criar um gabinete digital para cuidar dos negócios de Tecnologia e Transformação Digital.

Meirelles enfatizou ainda a necessidade de preparar as pessoas para o mercado de trabalho que nasce a partir de novas tecnologias por meio da educação. "O governo tem de criar um ambiente favorável para a transformação digital; tem de adotar políticas especificas", afirmou, citando como exemplo, a criação de um gabinete digital ligado à presidência da República.

Terceiro candidato a falar, João Amoedo, do Novo, usou a história do partido para falar sobre os benefícios da tecnologia para fomentar as startups. "Procuramos usar a tecnologia e a inovação das mídias sociais na estruturação do partido. Este é o mecanismo da inovação", disse. O candidato defendeu a liberdade econômica e afirmou que propostas de alguns candidatos que falam em revogar a Reforma Trabalhista trazem insegurança jurídica. "Para atrair investimentos temos de ter segurança jurídica e tornar o governo digital. Copiar o que funciona bem no mundo, como Israel que investe 4,5% do PIB em pesquisa e desenvolvimento", apontou.

Quarta candidata a se apresentar, a senadora Kátia Abreu, vice-presidente de Ciro Gomes, do PDT, reportou que o plano de governo do seu partido, o PDT, é o de tornar a tecnologia a base dos negócios do Brasil. Segundo Abreu, o momento é de retirar 'as caixinhas' para investir no uso da TI na educação. "É preciso acabar com o preconceito e reduzir a distância entre mercado, academia e universidades pelo melhor do País", afirmou.

Ainda de acordo com Katia Abreu, o governo Ciro Gomes não vai acabar com a Reforma Trabalhisa, mas vai cuidar para que temas que ficaram pendentes- entre eles o do trabalho em condições insalubres de mulheres grávidas- sejam regulamentados e ajustados para garantir segurança jurídica. Do ponto de vista de recursos, Katia Abreu disse que Inovação fica com apenas 3,5% dos cerca de R$ 300 milhões de isenções tributárias ofertadas pelo Governo. Foram convidados e não compareceram Geraldo Alckimin, do PSDB, Fernando Haddad, do PT, e Jair Bolsonaro, do PSC.

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Sancionada com veto Lei Geral de Proteção de Dados

michel_temer.jpgPor Luís Osvaldo Grossmann, Convergência Digital
14/08/2018 - O presidente Michel Temer sancionou nesta terça-feira, 14/8, a Lei Geral de Proteção de Dados, mas como esperado vetou a criação de uma autoridade nacional para atuar na fiscalização da nova legislação. Segundo o presidente, prevaleceu o entendimento de que há vício de iniciativa na criação desta agência, pois ela não teria sido proposta no projeto de autoria do Poder Executivo.

“Seria inconstitucional, mas vamos resolver isso”, afirmou Temer ao Convergência Digital logo após a sanção, em cerimônia no Palácio do Planalto. “Fomos obrigados a vetar o trecho por vício de iniciativa com relação à autoridade nacional, que resolveremos mandando um novo projeto de lei”, explicou.

Especialistas no tema e entidades presentes ressaltaram, porém,  que sem a agência nacional de proteção de dados, a Lei fica manca. “É importante que haja essa complementação legal para dar efetividade à nova legislação. Esperamos que isso aconteça até que ela entre em vigor”, defendeu o diretor de relações institucionais da Brasscom, Sergio Sgobbi.

“Fundamental que a agência venha criada nas linhas do que previa o projeto aprovado por unanimidade pelo Congresso Nacional, com autonomia e independência”, emendou o professor Danilo Doneda, um dos responsáveis pelo anteprojeto do que viria a se tornar o PL 5276/16, sobre o qual se baseia o texto final do Parlamento.

Procurado pelo Convergência Digital, o presidente-executivo da Brasscom, Sergio Paulo Gallindo, diz que o momento é de celebração. "Finalmente o Brasil passa a contar com uma legislaçaõ de proteção de dados. Ela é essencial nessa era dos dados", disse. Gallindo disse ainda que, a partir de agora, o trabalho é de se apresentar para o diálogo. "Estamos prontos para debater com o governo o melhor modelo para a Autoridade Nacional e também para a adaptação das empresas à nova legislação", acrescentou.

Embora Temer tenha falado em projeto de lei, a torcida por uma Medida Provisória com a autoridade nacional de proteção de dados já está na rua. “A Lei tem uma vacatio de 18 meses, período mais que suficiente para, seja por Medida Provisória ou projeto de lei, uma aprovação antes da entrada em vigor da Lei”, disse o ministro de Direitos Humanos, Gustavo Rocha, que acumula a função de subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil.

O ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, sustenta que seria inclusive vantajoso tratar do tema via MP. “Vamos dizer que o órgão seja criado antes [da vigência da Lei]. Seria até importante porque nos acostuma ao aprendizado com a nova Lei até ela entrar em vigor. E não haveria nenhuma incompatibilidade.”

Segundo Kassab, “a Lei foi praticamente toda preservada. E em relação à agência, vai haver uma discussão. Existe quem entende mais adequado que ela fique junto ao Ministério da Justiça. Outros, que o mais adequado seria junto à inovação, à pesquisa, à ciência. Mas não existe vaidade nesta questão. Até porque o governo está chegando ao seu final. Importante é que a Lei traz maior segurança para o ambiente digital. No link abaixo, o texto na íntegra dos vetos feitos à LGDP pelo governo.

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Fiesp discute infraestrutura e serviços de telecom

banda_projeto.jpg10/08/18 – “Desafios para a ampliação de infraestrutura e serviços de telecomunicações” é tema de workshop na Fiesp. O evento será no dia 22 de agosto, no prédio da Fiesp, em São Paulo, de 9h às 12h30. E contará com a participação de especialistas do setor e representantes do MCTIC, da Anatel, das prestadoras de telecomunicações e de autoridades do município de São Paulo.

No evento, será debatida a crescente demanda por dados e serviços de comunicações móveis e a necessidade de maior cobertura e capacidade das redes. Também serão discutidas as restrições impostas por legislações municipais que dificultam ou impedem o processo de licenciamento e os impactando na difusão de tecnologias como IoT (Internet das Coisas) e Cidades Inteligentes.

Neste contexto, o workshop tratará ainda as principais dificuldades, das iniciativas setoriais, das políticas públicas e da adoção da “Lei das Antenas” nos municípios brasileiros.

Confira a programação aqui

*Programação:

Moderador: Ricardo Dieckmann, Diretor de Telecomunicações do Departamento de Infraestrutura da FIESP
Palestrantes:
Vereador Milton Leite, Presidente da Câmara Municipal de São Paulo
Daniel Annenberg, Secretário de Inovação e Tecnologia do Município de São Paulo
Artur Coimbra de Oliveira, Diretor do Departamento de Banda Larga do MCTIC
Humberto Bruno Pontes Silva, Assessor da ANATEL
Eduardo Tude, Presidente da Consultoria Teleco
Eduardo Levy, Presidente Executivo da FEBRATEL (Federação Brasileira de Telecomunicações)

*programação sujeita a alteração.

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