Os desafios da 5G na área de radiofrequências


5g_c.jpgPor Junko Yoshida – do portal EETimes.com
Lyon, França - 18/3/2018 – Enquanto a indústria de telecomunicações móveis ocupava o centro das atenções no maior evento mundial do setor, o Mobile World – realizado no mês passado em Barcelona – as coisas agora se apresentam de modo diferente para os fornecedores de tecnologia, OEMs de sistemas e operadoras móveis, pois acreditam que existe uma série de obstáculos diante da 5G ainda não superados. Na verdade, os problemas estão apenas começando.

As questões técnicas de 5G são múltiplas. Entre eles, as antenas inteligentes e os sistemas mais avançados de radiofrequências (RF) em ondas milimétricas (ondas-mm ou mmWave) para 5G – que se esperam funcionar normalmente em frequências como as de 28 GHz, 39 GHz ou 60 GHz – podem afetar seriamente o desempenho de telefones móveis 5G baseados nessas ondas-mm.

claire_troadec.jpgDepois de retornar do Mobile World Congress, uma grande especialista nesse setor, Claire Troadec, (foto à esquerda) da RF Electronics na Yole Développement, declara:

"Embora muitas empresas, como a Qualcomm, a Intel, a MediaTek e a Samsung estejam usando o telefone celular como plataforma de demonstração de 5G com base em ondas milimétricas, nós não acreditamos que os aparelhos serão o primeiro lugar onde essas ondas serão utilizadas em 5G. Em vez disso, essas ondas poderão estar alojadas num modem de dados estacionário à disposição dos consumidores para que eles possam baixar ou transmitir aplicativos de banda larga maciça” – sugere ela.

Por quê?

Considerando-se que as bandas milimétricas de frequência de 5G apresentam grande perda em alta propagação, directividade e sensibilidade ao bloqueio, não seria recomendável projetar um aparelho 5G que funcione o tempo todo sem perder sinais. Os consumidores de imagens podem muito bem serem forçados a permanecer - literalmente – o tempo todo a buscar um sinal perdido.

Outro desafio na implantação do rádio 5G em ondas-mm nos aparelhos móveis é a vida da bateria. Acredita-se que durante as Olimpíadas de Inverno de PyeongChang 2018 a Samsung tenha demonstrado seu próprio tablet 5G. Embora funcionasse bem, como era voz corrente no no Mobile World Congress, havia também uma grande advertência sobre essa experiência: a bateria estava “torrada” após 30 minutos de operação.

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Parceria busca acelerar a adoção de IoT no Brasil

ericsson_qualcomm_iot.jpg12/03/2018 - A Ericsson, multinacional sueca desenvolvedora e fornecedora de soluções e serviços para o mercado de telecomunicações, anunciou que planeja trabalhar com a Qualcomm Technologies, na implementação de infraestrutura LTE IoT e soluções de Internet das Coisas (IoT) nas áreas de agronegócios, rastreamento de veículos/ativos e cidades inteligentes no Brasil. Ericsson e Qualcomm planejam implementar aplicações e serviços de IoT baseadas no modem multimode global Qualcomm MDM9206 LTE IoT, para ajudar no crescimento de IoT comercial e industrial com o que existe de mais avançado em soluções de hardware e software.

A Qualcomm Technologies fornece chipsets diferenciados, designs de referência e até o momento possui mais de 30 plataformas desenvolvidas para facilitar que uma grande gama de agentes participe do ecossistema de Internet das Coisas, incluindo cidades inteligentes e IoT industrial. Adicionalmente, a Qualcomm Servicos de Telecomunicacoes Ltda. também planeja lançar um centro de referências para cidades inteligentes, onde soluções poderão ser testadas e demonstradas no Brasil.

Qualcomm e Ericsson planejam acelerar o desenvolvimento de infraestrutura e ecossistema de Internet das Coisas no Brasil / Crédito: mysmahome.com

A Ericsson, por sua vez, contribuirá com sua expertise em desenvolvimento e integração de soluções e forte histórico como fornecedora de infraestrutura para o mercado de telecomunicações. A empresa, que além de fábrica instalada no país há mais de 60 anos, mantém um Centro de Inovação com forte atuação em Pesquisa e Desenvolvimento, onde investiu mais de R$ 1 milhão nos últimos 15 anos em P&D, desenvolvendo em média 70 projetos por ano, que resultaram em 95 patentes depositadas internacionalmente.

Desta forma, as empresas ajudarão a promover a adoção de infraestrutura de comunicações mais adequada ao IoT, em especial Narrowband IoT e Cat-M1 na conectividade e agregando uma plataforma de IoT horizontal, possibilitando assim integrações mais ágeis e flexíveis entre as operadoras e os desenvolvedores das mais variadas verticais. Serão desenvolvidas soluções voltadas para agricultura de precisão com o objetivo de aumentar a eficiência do solo; de rastreamento de veículos e carga para aumentar a segurança dos bens transportados e diminuir os custos operacionais e para cidades inteligentes com serviço de iluminação pública, monitoramento de semáforos e conectividade.

Este esforço permitirá que tanto a Ericsson quanto a Qualcomm Technologies ajudem a acelerar e promover a adoção de conectividade LTE IoT de baixo consumo de energia, que é mais eficiente para a construção e implantações de IoT, além de acelerar a comercialização entre operadoras, desenvolveores e outros atores chave no ecossistema. Como o modem MDM9206 LTE IoT é uma solução desenvolvida especialmente para suportar capabilidades multimodos globais, incluindo eMTC (Cat M1) e NB-IoT (Cat NB-1), além de 2G/E-GPRS, ele poderá ajudar no desenvolvimento de dispositivos de melhor custo benefício e menor gasto de energia, com baterias que durem vários anos e coberturas maiores comparadas ao LTE tradicional. Até o momento, quase 90 dispositivos já utilizam o modem multimodo global MDM9206 LTE IoT com suporte para as categorias LTE M1 e NB1.

Estão sendo consideradas para desenvolvimento soluções que incluem agricultura de precisão para maior eficiência do solo, rastreamento de cargas e veículos para maior segurança no transporte de bens com menores custos, e transformações em iluminação pública, monitoramento de luzes no trânsito e conectividade para cidades inteligentes.

“A banda larga é o ponto de partida para as cidades serem mais inteligentes. As redes móveis são a base para permear conectividade em todas as verticais da sociedade, ajudando em questões essenciais, como trânsito, segurança e educação. Não podemos nos esquecer de que a cada 10% de aumento na penetração de banda larga, há 1% de aumento no PIB de um país. Ao conectarmos o agronegócio, promovermos cidades mais inteligentes, e viabilizarmos uma plataforma de integração para os diversos elementos do ecossistema de IoT, tornamos o país economicamente mais eficiente”, comentou Eduardo Ricotta, presidente da Ericsson Brasil.

“A Qualcomm Technologies entrega mais de um milhão de chipsets para Internet das Coisas por dia e está, portanto, tem amplas condições para oferecer suporte ao ecossistema brasileiro de IoT”, afirmou Rafael Steinhauser, vice-presidente sênior e presidente da Qualcomm para a América Latina. “Estamos felizes em trabalhar com a Ericsson para ajudar a acelerar a adoção de aplicações de IoT para cidades inteligentes e aplicações comerciais e industriais. Com soluções sendo desenvolvidas localmente, temos grande capacidade de atender demandas especificas dos consumidores do país”.

O interesse da Ericsson em IoT vem de longa data. Em parceria com a prefeitura de Curitiba foi a empresa responsável por conectar o primeiro ônibus 3G da América Latina. Anos depois, ingressou no projeto de Cidades Inteligentes da prefeitura de São José dos Campos - um sistema de controle e monitoramento apoiado por aproximadamente 500 câmeras, além software de última geração e 205 quilômetros de cabos de fibra óptica, wifi público, sensores climáticos e de detecção de tiro, além de iluminação pública inteligente - e por fim, desenvolveu o projeto de transporte inteligente da cidade de Goiânia, que conectou toda a população da cidade à frota de ônibus, o que compreende 600 mil pessoas beneficiadas, 1300 ônibus e 6000 pontos de ônibus conectados

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Telefonia móvel pós-paga tem a melhor avaliação

anatel_mobile.jpg14/03/2018 - A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou, nesta terça-feira (13/3), em Brasília, os resultados da terceira "Pesquisa de Satisfação e Qualidade Percebida 2017". Foram realizadas 140 mil entrevistas de 26 de julho a 3 de dezembro de 2017 onde os consumidores deram notas de 0 (nada satisfeito) a 10 (totalmente satisfeito) às suas prestadoras de telecomunicações e serviços ofertados. A telefonia móvel na modalidade pós-paga, com 6,99 pontos, foi o serviço melhor avaliado, seguiram a TV por Assinatura, com 6,93, a telefonia fixa, com 6,92, a telefonia móvel pré-paga, com 6,83, e a de banda larga fixa, com 6,23. Em 2017, prestadores regionais de telecomunicações receberam do consumidor notas de satisfação melhores do que operadoras nacionais.

Telefonia móvel pós-paga e pré-paga

A telefonia móvel pós-paga foi o único serviço a melhorar em todos os sete indicadores avaliados pelos consumidores (canais de atendimento, atendimento telefônico, oferta e contratação, funcionamento, cobrança e recarga, reparo e instalação, e capacidade de resolução das demandas dos consumidores). O serviço subiu de 6,86 pontos em 2016 para 6,99 no ano passado. A nota mais alta foi no Amazonas (7,23). As prestadoras melhor avaliadas: Porto Seguro (8,32), a Vivo (7,26), e a Tim (7,16).

A telefonia pré-paga também apresentou uma melhora geral da qualidade subiu de 6,78 em 2016 para 6,83 no ano passado. O estado que apresentou maior satisfação foi Rondônia (7,18). As prestadoras regionais como Sercomtel (7,71), que atua no interior do Paraná, e a Algar Telecom (7,41), que atua na região do Triangulo Mineiro e parte de Goiás e São Paulo, apresentaram as maiores notas. Em terceiro ficou a Claro, (6,92).

Telefonia Fixa

A satisfação geral do consumidor com a telefonia fixa ficou estável de acordo com a pesquisa, de 6,93 pontos em 2016 para 6,92 pontos no ano passado. A nota mais alta foi do Amazonas, (7,24).  Entre as prestadoras as melhores avaliadas por seus consumidores estão a Sercomtel (8,00), a Algar Telecom (7,69), e a Tim (7,58).

TV Por Assinatura

O serviço de TV por Assinatura, que ficou com a liderança na qualidade percebida pelo consumidor em 2016 com 7,00 pontos, obteve 6,93 em 2017.  O estado que apresentou a maior satisfação com o serviço foi o Maranhão (7,42). As prestadoras melhor avaliadas foram a Nossa TV (8,96), a Cabo Telecom (7,68), que tem forte presença no Rio Grande do Norte, e a Claro (7,24).

Banda Larga Fixa

A banda larga fixa caiu de 6,26 pontos em 2016 para 6,23 em 2017, recebendo a pior avaliação do consumidor. Foi o único dos serviços de telecomunicações a apresentar queda significativa no ano passado. A maior satisfação com o serviço foi no Rio Grande do Norte (7,04). As prestadoras mais bem avaliadas são a Cabo Telecom (7,64), a Tim (7,54), e a Brisanet, que atua principalmente no Nordeste (7,28).


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Donald Trump veta a fusão Broadcom-Qualcomm

qualcomm_predio2.jpgPor Ethevaldo Siqueira e Le Monde
13/03/2018 - Segundo informa o jornal francês Le Monde, o presidente Trump vetou ontem (12 de março) a pretendida fusão entre a Broadcom e a Qualcomm. Com base nas recomendações da Comissão de investimento estrangeiro dos EUA, o decreto presidencial sustenta que esta operação ameaçaria a "segurança nacional".

A matéria do jornal, assinada pelo correspondente Jérôme Marin, de São Francisco, afirma que todos os sonhos se acabaram para a Broadcom. Na segunda-feira, 12 de março, a Casa Branca vetou totalmente sua tentativa de comprar Qualcomm, o gigante americano de microprocessadores.

Para Le Monde, "esta decisão ilustra mais uma vez a determinação protecionista de Donald Trump" e simboliza, acima de tudo, o crescente temor dos Estados Unidos em perder a batalha tecnológica contra a China. A Broadcom é uma megacorporação baseada em Cingapura.

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CPqD e Grupo Lummiére: focados em sustentabilidade

cpqd-acordo-lummiere.jpg06/03/2018 - Promover o aumento da eficiência energética nas empresas, por meio do uso da tecnologia para a gestão - e consequente redução - do consumo de recursos ambientais e o desenvolvimento com sustentabilidade. Esse é o principal benefício para o mercado propiciado pelo acordo que está sendo firmado hoje (06/03) entre o CPqD e o Grupo Lummiére, empresa que atua como integradora de soluções voltadas à eficiência energética.

"Com esta parceria estratégica, estamos agregando a tecnologia e a marca do CPqD ao nosso portfólio, o que vai permitir oferecer aos clientes uma solução completa e integrada para a redução do consumo de energia", afirma Jorge Assad, diretor comercial do Grupo Lummiére. Criado em 2015, o grupo possui parcerias com empresas para a execução de projetos de retrofit de iluminação (com a Unicoba-Ledstar), retrofit de ar condicionado (DS Engenharia) e de instalação de sistemas de energia fotovoltaica (com a Yellow Energia). Segundo Assad, a tecnologia do CPqD terá o papel de facilitar a integração e a gestão das soluções oferecidas aos clientes, bem como o monitoramento dos resultados de ações de eficiência energética.

"Atualmente, a solução CPqD Sustentabilidade já vem ajudando diversas empresas, em vários segmentos, a construir um novo posicionamento em um ambiente de negócios sensível a questões de responsabilidade ambiental", destaca Paulo José Pereira Curado, diretor de Redes Convergentes do CPqD. "Ao mesmo tempo, a solução contribui para a redução de custos, decorrente da renegociação de contratos, da identificação de fraudes, desperdícios e de cobranças de valores indevidos e, ainda, facilita a gestão de campanhas destinadas a promover a diminuição do consumo de recursos como energia e água", acrescenta.

Voltada para a sustentabilidade da empresa em todos os sentidos - que inclui, além da gestão do consumo, a adequada destinação de resíduos e o controle da emissão de gases do efeito estufa -, a solução do CPqD oferece um modelo de gestão direcionado a resultados (com a definição de metas e o monitoramento das ações) e facilidades para a consolidação de dados gerenciais.

"Os recursos oferecidos pela tecnologia e as ferramentas desenvolvidas pelo CPqD tornarão nossas soluções ainda mais eficientes, com ganhos expressivos para os nossos clientes, que terão como consequência um retorno mais rápido do investimento", conclui Jorge Assad.


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Telefónica anuncia a chegada da AURA ao Brasil

aura_1.jpg26/02/2018 - Todos os 74,9 milhões de clientes móveis da Vivo podem fazer perguntas à AURA, assistente digital da Telefónica com inteligência artificial disponível no aplicativo Meu Vivo Mais

A Vivo anuncia a chegada ao Brasil da AURA, assistente digital da Telefónica com inteligência artificial, em mais um avanço em seu processo de transformação digital. Aura é a primeira plataforma de serviços que combina computação cognitiva e inteligência artificial a área telecomunicações públicas, desenvolvido pela Telefônica-Vivo. Seu objetivo é revolucionar a forma e a qualidade do relacionamento entre clientes dessa operadora de telecomunicações, como prevê Luiz Médici, diretor de Big Data da Vivo.

Na foto acima, José María Álvarez-Pallete, presidente da Telefónica anuncia a Aura no Mobile World Congress (MCW) em 2017

A Vivo é a primeira operadora do país a oferecer a seus clientes uma ferramenta de relacionamento baseada em inteligência cognitiva e acessível por comando de voz. No Grupo Telefónica, outras cinco operadoras – Reino Unido, Espanha, Alemanha, Chile, Argentina – anunciam, também hoje, o lançamento da AURA em seus respectivos mercados e em diferentes interfaces.

No Brasil, a primeira interface na qual a AURA já está disponível é o aplicativo Meu Vivo Mais, destinado a clientes móveis. Até o fim deste ano, a AURA estará em outros canais de atendimento da empresa.

“A Vivo vem sendo pioneira na apresentação de inovações na era digital, com avanços no uso de Big Data em diferentes frentes e com o desenvolvimento de soluções baseadas em Inteligência Artificial. A Vivi é um exemplo desse movimento, e, agora, com o lançamento da AURA reforçamos mais uma vez o nosso pioneirismo. Queremos oferecer, sempre, a melhor experiência ao nosso cliente”, afirma Christian Gebara, Chief Operating Officer (COO) da Vivo.

aura_2.jpgO que a AURA faz?

A AURA é apresentada como uma funcionalidade do Meu Vivo Mais. Ela responde a perguntas apenas ouvindo comandos de voz e é capaz de responder de maneira personalizada a questões relacionadas a doze “temas macro”, como, por exemplo, plano, fatura, informações pessoais e cobrança indevida e também a perguntas genéricas sobre produtos e serviços da empresa.

 

Na foto à esquerda, Chema Alonso, Diretor de Dados da Telefónica, no MWC 2017

 

 Ao ouvir a pergunta, em tempo real, AURA consulta e cruza informações relacionadas à dúvida para chegar à resposta final. Por exemplo, se o assinante pergunta “Quando ficarei sem dados?”, em questão de segundos, a AURA consulta o histórico de consumo do assinante, cruza informações e responde ao cliente, também por voz. Para conhecer a AURA, basta fazer o download do aplicativo Meu Vivo Mais, disponível para todos os clientes móveis da Vivo, tanto com aparelhos Android, quanto iOS. O download do aplicativo e a navegação são gratuitas, ou seja, não consomem dados. Pelo Meu Vivo Mais, além de interagir com a AURA, o assinante pode gerenciar seu plano móvel, fazer chamadas via app e enviar de mensagens. O Meu Vivo Mais traz, ainda, a assistente virtual Vivi, para orientar e tirar dúvidas dos usuários por meio de chat.

Mais informações sobre o anúncio global da AURA estão disponíveis em: www.telefonica.com/mwc e



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