Eutelsat fecha parceria com a Blue Origin

blue-origin-eutelsat.jpg07/03/2017 - Para lançar o foguete New Glenn, da companhia criada por Jeff Bezos

A Eutelsat Communications anunciou nesta terça-feira, durante a Satellite 2017 Convention em Washington, Estados Unidos, a conclusão das negociações com a Blue Origin para lançamentos de seus satélites pelo lançador New Glenn, operação prevista para ser iniciada em 2020.

A nova parceria com a Blue Origin reflete a estratégia da Eutelsat em buscar opções de lançamento de diferentes fornecedores e garantir parcerias com companhias que oferecem altos níveis de performance, flexibilidade e competitividade.

O acordo prevê o lançamento de um satélite geoestacionário entre 2021 e 2022. O lançador New Glenn será compatível com praticamente todos os satélites da Eutelsat, oferecendo flexibilidade para a companhia preparar uma missão de colocar um satélite no espaço até 12 meses antes do lançamento.

Rodolphe Belmer, CEO da Eutelsat, comentou sobre o novo relacionamento com a Blue Origin: "A Blue Origin tem uma estratégia muito parecida com a da Eutelsat e nos mostrou que eles estão no caminho certo para atuar na indústria de lançamento de satélites. Encontramos nesta empresa tudo aquilo que esperamos de nossos parceiros: uma equipe de engenharia robusta focada no desenvolvimento tecnológico de uma nova base de lançadores de última geração. Ao incluir o New Gleen ao nosso manifesto, estamos reforçando nossa estratégia de longo prazo por inovações que reduzem o custo de acesso ao espaço e aumentam a performance. Isso é uma notícia ótima para rentabilidade e sustentabilidade da nossa indústria."

"A Eutelsat é um das mais experientes e inovadoras operadoras de satélite do mundo, e nós estamos honrados por eles escolherem a Blue Origin e nosso veículo de lançamento orbital, New Glenn." disse Jeff Bezos, fundador da Blue Origin. "A companhia vêm lançado satélites em vários novos veículos e compartilham conosco tanto nossa abordagem metódica de engenharia, quanto nossa paixão por reduzir o custo de acesso ao espaço. Bem-vindo ao manifesto de lançamento, Eutelsat, nós estamos ansiosos para voarmos juntos."


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TV paga tem queda de assinantes em janeiro

tv_digital.jpg02/03/2017 - A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) registrou em janeiro de 2017 um total de 18,69 milhões de assinantes de TV paga no Brasil, o que corresponde a uma diminuição de 105,40 mil assinantes em comparação com dezembro de 2016, menos 0,56%. Dos grupos acompanhados pela Agência, a Oi e a Cabo apresentaram crescimento de 1,06% e 0,24%, respectivamente. Todos os outros grupos apresentaram redução.

Nos últimos doze meses, a redução foi de 364,46 mil assinantes, menos 1,91%. Neste período, a Oi apresentou crescimento de 12,03% com mais 141,55 mil assinantes. Todos os outros grupos apresentaram redução, destaque para a Blue com queda de 30,66%, redução de 46.116 assinantes.

Em relação às tecnologias, entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017, a fibra ótica apresentou crescimento de 0,22% devido à adição de 485 usuários. No entanto, em 12 meses, esta tecnologia apresentou crescimento de 27,35% com a entrada de 47, 59 mil assinantes. Todos os outros serviços apresentaram queda, em termos absolutos a maior redução foi registrada por usuários de satélite, menos 353,67 mil assinantes (-3,2%).

Nos estados brasileiros, no último mês o Ceará liderou a redução percentual nos números de usuários de TV paga, menos 1,73%, seguido pelo Amazonas com redução de 1,62% e Amapá com menos 1,54%. Piauí apresentou crescimento de 0,19% e Maranhão de 0,06%, entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017.

Nos últimos doze meses, Pernambuco liderou a redução percentual nos assinantes no país, menos 8,02%, seguido de Rondônia com queda de 7,98% e Amapá com menos 7,58%. Lideraram o crescimento da TV paga no Brasil os estados do Piauí com 7,47%, Sergipe com 4,26% e Maranhão com 4,08% de aumento no número de assinantes.

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Janeiro de 2017 registra queda de linhas móveis

app_smartphone.jpg01/03/2017 - De acordo com levantamento da Anatel, o mês de janeiro de 2017 fechou com 243, 42 milhões de linhas móveis em operação, queda de 5,38% em comparação com janeiro de 2016, o que equivale a menos 13,83 milhões de linhas. A redução nos números foi liderada pela Oi com queda 5,82 milhões de linhas, seguida pela Claro com diminuição de 4,87 milhões e Tim com menos 4,08 milhões.

Em comparação com dezembro de 2016, janeiro de 2017 registrou um decréscimo de 647,78 mil de linhas, o que representa uma queda de 0,27%. A TIM, com menos 596,13 mil linhas móveis, foi responsável por mais de 90% da redução apresentada no mês.

A queda do número de acessos móveis no ano passado foi consequência da redução da tarifa de interconexão (cobrada entre empresas fixas e móveis) e do valor de remuneração de uso de rede das prestadoras móveis (VU-M), praticados entre as operadoras. Com preços menores das ligações de uma empresa para a outra, os consumidores cancelaram os chips de diferentes prestadores.  A desaceleração econômica também contribuiu para encolhimento da base de acessos móveis.

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TV digital ganha uma aliada: a Prefeitura de SP

tv_analogica2.jpg01/03/2017 - Seja Digital e Prefeitura de São Paulo começam parceria para informar a população sobre o desligamento do sinal analógico de TV. A partir de 29 de março, só será possível assistir à programação da TV aberta por meio do sinal digital na capital paulista

A Seja Digital, entidade responsável pelo processo de digitalização do sinal de TV no Brasil, assinou nesta quarta-feira, 1º de março, o Termo de Cooperação com a Prefeitura de São Paulo. A parceria vai ampliar as ações que levam orientação e informação sobre o desligamento do sinal analógico de TV aos moradores da capital paulista. “Estaremos ainda mais presentes na rotina da cidade”, afirma a gerente regional da entidade, Cecília Zanotti. “Vamos treinar equipes da prefeitura para que possam dar todas as orientações necessárias sobre o desligamento do sinal e ajudar as famílias de baixa renda a agendar a retirada do kit gratuito feita pela Seja Digital.”

seja_digital.jpgDentre as ações planejadas, destaca-se a criação de pontos de apoio em 54 CRAS, Centros de Referência de Assistência Social, para que a população possa tirar dúvidas sobre o desligamento do sinal analógico e o processo de agendamento e retirada de kits. A prefeitura também está capacitando atendentes para informar e conscientizar a população sobre a mudança em outros órgãos públicos.

No dia 29 de março, o sinal analógico de televisão será desligado em São Paulo. A programação dos canais abertos de televisão será transmitida apenas pelo sinal digital. Para continuar assistindo a programação, todas as residências da cidade precisam ter uma antena UHF e um aparelho de televisão preparado para receber o sinal digital.

As famílias inscritas em programas sociais do Governo Federal (Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Pronatec e Carteira do Idoso, entre outros) que ainda não retiraram o kit gratuito, ou não sabem se tem direito, devem acessar o portal sejadigital.com.br com NIS (Número de identificação social) em mãos ou ligar gratuitamente para o número 147. “Nossa equipe de atendimento vai orientar e realizar o agendamento no horário e local de sua preferência”, reforça Cecília Zanotti.

 

 

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Telefônica investirá R$ 24 bilhões em fibra e 4G

eduardo_navarro-telefonica.jpgBruno do Amaral, Converge
23/02/2017 - Com crescimento em receitas e no lucro, a Telefônica/Vivo fechou um ano difícil na economia brasileira com um respiro. Para tanto, a empresa focou na captura de receita de dados, enquanto focava no segmento de mais valor com a fibra até a residência (FTTH) e a 4G. Segundo o CEO da companhia, Eduardo Navarro, essa será também a tendência para 2017: crescimento de dois dígitos nos dados móveis e nas receitas de ultra banda larga, continuar a melhoria na margem EBTIDA e, com isso, otimizar o Capex, que será de R$ 24 bilhões entre 2017 e 2019 e será mais "seletivo".

A quarta geração ganhará impulso com a nova frequência de 700 MHz no decorrer do ano. Durante teleconferência para analistas nesta quarta-feira, 22, Navarro comentou que espera lançar o LTE em Brasília nos próximos meses (em maio, segundo a Anatel), e pretende logo poder operar em São Paulo, "o que não deve acontecer antes do final do ano". Conforme antecipado por este noticiário, também procurarão disponibilizar a faixa no Nordeste e em cidades pequenas.

No segmento móvel, o foco será na migração da base pré-paga para os planos controle e pós-pago, e não necessariamente na captura de clientes de outras empresas. "Acho que temos sido bem sucedidos em migrar clientes do pré-pago para o híbrido, a estratégia é essa. Meu competidor (a TIM) está indo bem nisso também, vamos focar na nossa própria base em vez de tentar capturar dos competidores", declara. Mesmo o pré-pago tem tido desempenho satisfatório, segundo o chief revenue officer (CRO) da operadora, Christian Gerbara. "Vamos começar a recuperar e impactar muitos clientes pré, vemos uma tendência positiva", diz.

Economias

Mas o foco é mais no cliente de maior receita média (ARPU) com as ofertas de dados. Daí a razão da empresa querer ser mais "seletiva no Capex". Gerbara diz que, até pela melhor taxa de câmbio e pelo recondicionamento de equipamentos de usuários (CPEs), a companhia tem economizado nos investimentos da base instalada. "Recuamos no DTH em São Paulo, mas agora temos foco de vender IPTV, por isso teve aumento nas receitas. E fora de SP, somos mais seletivos com DTH, vendendo sempre banda larga, mas mais seletivos por causa da economia brasileira, não sendo tão obsessivos com isso (crescimento da TV paga)", declara.

Ao final de 2016, a Telefônica contava com 7,296 milhões de acessos de banda larga, dos quais 10% são de FTTH, 47% de FTTc e 43% de xDSL. Em geral, o ARPU da banda larga cresceu de R$ 43,3 para R$ 46,6 em 12 meses, enquanto na ultra banda larga essa receita média subiu de R$ 45,2 para R$ 49,5. Junto com a fibra, o IPTV ganhou impulso, saltando de 171 mil para 253 mil  acessos no ano. Já o DTH caiu de 1,671 milhão para 1,460 milhão.

Outro processo de otimização do Capex é na digitalização de processos internos, buscando o atendimento digital para reduzir o churn e trazer mais possibilidade de economias. A companhia também capturou sinergias com a fusão da GVT ao longo ano, gerando impacto no fluxo de caixa livre de R$ 1,4 bilhão. Em sinergias indiretas, com alavancagem de ativos, a companhia registrou R$ 129 milhões no Capex de backbone, R$ 75 milhões no backhaul, 122 mil homes-passed com fibra e R$ 139 milhões em Opex evitado. A companhia afirma que as ações executadas representam 71% do VPL do melhor cenário.

Novo modelo

Eduardo Navarro afirmou que ainda é muito cedo para estimar impacto de uma eventual sanção do PLC 79/2016, que altera o modelo de concessões para autorizações. Ainda assim, o CEO da Telefônica afirma que a nova legislação não deverá mudar muito o Capex da operadora, já que há maior atenção à fibra, à TV e aos serviços móveis. "Acho que o impacto deverá ser no Opex, por conta de obrigações, como manutenção. Mas é muito cedo para falar em impactos", argumenta.

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Estoque de IPv4 chega à fase final no Brasil

ipv6.jpgBruno do Amaral, Converge
20/02/2017 - Anunciado desde junho de 2014, o esgotamento do protocolo de endereçamento IPv4 no Brasil chegou em sua fase final na última quarta-feira, 15. A partir de agora, apenas novas empresas, que não haviam ainda solicitado espaço IPv4, poderão solicitar um número limitado de endereços (1.024), sem possibilidade de renovação do pedido. De acordo com a entidade que cuida dos endereçamentos na América Latina, o LACNIC, ainda existe uma reserva de 4,698 milhões de endereços IP, com a possibilidade de o número até aumentar com a recuperação de endereços revogados e recebidos pela Internet Assigned Numbers Authority (IANA), que controla os números e alocações de endereços. Ainda assim, a diretriz agora é encorajar a adoção em massa da geração mais nova de protocolo, o IPv6.

Na prática, o impacto para o usuário final não é imediato. Segundo explicou em conferência nesta quinta, 16, o gerente de recursos de numeração do NIC.br (entidade regional responsável pelos endereçamentos), Ricardo Patara, serviços como páginas Web deverão funcionar bem com os mecanismos de contingência implantados pelas operadoras e provedores, mas para serviços como videoconferência e jogos online, pode haver degradação. "Existe impacto para alguns usuários, mas pode ser imperceptível para outros. para jogos online, poderá ser cada vez mais (impactado), pois cada NAT gera demora, latência", explica. NAT é o justamente o mecanismo de "tradução" de IPv6 para IPv4. Pode haver ainda casos de equipamentos antigos, especialmente roteadores e modems, que utilizam o protocolo esgotado e poderão precisar de mecanismos de apoio. Mas o diretor do NIC.br afirma que a maioria dos sistemas operacionais e dispositivos novos já suportam ambos os protocolos. "Desde meados de 2015 percebemos um aumento significativo na quantidade de IPv6 entre equipamentos, que têm sido atualizados e permitem que usuários façam comunicação exclusiva em IPv6."

Sem desperdício

Para provedores e operadoras, contudo, já há efeitos. Segundo Patara, o NIC.br tem participado de grupos de trabalho para fomentar o uso do IPv6, além de campanhas de forma individualizada. Com órgãos públicos não há "cenário de desperdício de IPv4", segundo ele, e existe a possibilidade de haver grande adoção. "A Anatel por exemplo fomentou a implantação do IPv6 em grandes operadoras, e em uma das últimas reuniões desse grupo já haviam propostas de trabalho envolvendo órgãos do governo", declara.

A adoção é importante também porque não será possível continuar a comunicação entre IPv6 e IPv4 sem o mecanismo de  "tradução" ou com esquemas como de PABX (um número público em IPv6, mas que se conecta a outros números internos ainda em IPv4), o CGNAT. Patara explica que grandes operadoras já vinham utilizando esse "paliativo", já que mesmo na fase anterior do esgotamento, a distribuição de endereços era insuficiente para as demandas.

Mas a ideia é facilitar agora a adoção de IPv6 nativamente. Tanto que, ao contrário das regras de distribuição de IPv4, restritas a novos entrantes (ou seja, CNPJ diferente e sem requisições de espaço anteriores) e sujeitas a justificativas de necessidade, o NIC.br garante haver menos processos burocráticos para receber endereços com o novo protocolo. "O provedor que já tinha IPv4 já (demonstra) necessidade, e se estamos falando em transição, não faz sentido pedir para ele justificar", afirma. Também não haverá mudança de custos, garante.

Mercado

Segundo últimos dados do relatório da provedora de infraestrutura Akamai referentes ao terceiro trimestre do ano passado, o Brasil está na 18ª posição no ranking de países que mais adotam o IPv6, com a penetração de 10,3%. Em termos de empresas, a Net (com o Virtua) é a melhor colocada dentre as brasileiras, na 19ª colocação e 15,3% de adoção do IPv6. A Telefônica se encontra em 25º, com 18,2%; enquanto a GVT tinha 17% e se encontrava na 26ª posição. A Oi estava em 45º, com 9,6% de adoção.

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