Setor reivindica um projeto de governo para telecom

telebrasil_ceos_2.jpgPor Telebrasil
24/05/2018 - O setor de telecomunicações carece de um projeto de governo que dê segurança às empresas para ampliar os investimentos no País. No painel que reuniu os CEOs das prestadoras de serviços de telecomunicações - 20 anos de privatização e o começo de um novo ciclo - os presidentes cobraram a aprovação do PLC 79, pediram simetria regulatória e a desoneração para internet das coisas.

As colocações da falta de políticas públicas adequadas para fomentar o setor e ampliar o acesso da população às telecomunicações, especialmente, à banda larga, corroboram o diagnóstico identificado nas Propostas do Painel Telebrasil 2018, divulgado nessa terça-feira (22/05).

"O básico para a universalização da banda larga é a conectividade. Precisamos de um projeto de governo, como aconteceu em outros países", destacou Luiz Alexandre Garcia, presidente do Grupo Algar e da Telebrasil, ao comentar sobre a necessidade de incentivos para expandir a rede no Brasil, principalmente, nas áreas rurais e nas mais remotas. "Também é importante que tenhamos uma simetria regulatória. É importante a flexibilização das regras."

Eduardo Navarro, presidente da Telefônica do Brasil, disse não acreditar que haverá redução tributária ou investimentos públicos como na Austrália e ressaltou que o setor de telecomunicações é um dos poucos que não necessita de verba pública para infraestrutura. "Nosso setor não precisa de dinheiro público. Precisamos trocar antigas obrigações. Também não estamos pedindo para baixar os impostos, mas para não subir os atuais e para que os casos novos, como IoT, que são serviços que hoje não arrecadam nada, não comecem com carga tributária", disse.

O presidente da Vivo, Eduardo Navarro, reforçou a necessidade de atualização do arcabouço regulatório para avançar nos próximos 20 anos

Os presidentes das prestadoras de telecomunicações concordaram que o modelo da privatização, que completa 20 anos, foi bem-sucedido, mas ressaltaram que o retorno dos investimentos feitos é a muito longo prazo. A cobrança pela aprovação do PLC 79 também marcou a sessão. "O PLC 79 está há dois anos e vemos que não há conscientização política. Claro que dá para fazer coisa ainda neste ano, pois ele não acabou, mas precisa estabelecer metas. A expectativa é que consigamos convencer a classe política que somos relevantes e que prestamos serviços para a população", destacou Paulo Cesar Teixeira, CEO da Claro Móvel.

Presidente da Oi Eurico Teles defende a aprovação imediata da nova Lei de Telecom

Na mesma linha, Eurico Teles, presidente da Oi, ressaltou que o PLC 79 não trata apenas das telecomunicações, mas também de comunicações. "Transformar obrigações de concessão que não fazem mais sentido e redirecionar para onde faz sentido é urgente. Dois anos podem ser pouco para o Congresso, mas para a economia não é; você mata uma empresa em dois anos. A modernidade no setor só vem com legislação, porque o setor é regulado", disse Teles. "A lei geral modificada pelo PL 79 é urgente, não pode deixar passar deste ano. A consequência para o mercado é que ele fica parado", completou.  

É hora de o Brasil romper o círculo vicioso de uma regulação pré-histórica, diz Stefano De Angelis, presidente da TIM Brasil

Stefano De Angelis, presidente da TIM Brasil, disse que as reformas precisam passar para que o País entre em um círculo virtuoso. "É a oportunidade de pegar recursos que hoje gastamos em call center, por exemplo, e usar isto para novos investimentos. Precisamos urgentemente retomar o caminho das reformas", disse. Ele também destacou que a regulamentação precisa ser simétrica, citando que não pode acontecer em internet das coisas o que passou com OTT. "As OTTs entraram em um setor onde toda a regulamentação estava em cima da gente e isto provavelmente vai acontecer no setor de IoT. A regulamentação tem de ser simétrica, não se pode ter a carga somente de um lado", apontou.

Secretário de Telecomunicações do MCTIC, André Borges, é favorável à isenção do Fistel nos dispositivos de Internet das Coisas

Do lado do governo, André Borges, secretário de Telecomunicações do MCTIC, explicou que a lentidão no PLC 79 se deu em virtude de outras prioridades políticas. "Ele ficou um pouco de lado. Foi por muito pouco mesmo que este projeto não foi aprovado em 2016. Vejo que a maioria é favorável a esta mudança e, uma vez que entrar, a matéria vai tramitar rapidamente e deve ser aprovada no plenário", disse, completando que também está trabalhando na política pública para fazer desoneração na regulamentação.

Comentário (0) Hits: 213

Greve pode afetar serviços de internet e celular

bomba_gasolina.jpg28/05/2018 - As prestadoras de telecomunicações, preocupadas com a falta de combustível, fizeram uma solicitação formal para que seja priorizado o abastecimento da frota de veículos utilizados na manutenção das redes, para proteger a operação de infraestrutura crítica de telecomunicações. Também foi solicitada a escolta de caminhões-tanque até os reservatórios de abastecimento dos geradores usados nas centrais de telecomunicações, que são acionados em casos de falta de energia comercial.

As prestadoras informam ainda, que estão com seus estoques de combustível praticamente zerados e que, se não forem tomadas medidas emergenciais, os serviços de manutenção e reparo não poderão ser realizados. Isso poderá prejudicar não só o consumidor individual, mas principalmente órgãos com atividades essenciais, como hospitais, bombeiros, segurança pública, que poderão ter serviços de telefone, SMS e internet suspensos por eventuais falhas que não possam ser corrigidas, pela impossibilidade de deslocamento das equipes.

O SindiTelebrasil alertou principalmente para a dificuldade de atendimento de falhas massivas, que, quando ocorrem, atingem milhares ou até milhões de pessoas, interrompendo diversos serviços de telecomunicações.

Comentário (0) Hits: 197

MCTIC propõe moratória tributária para IoT

thiago_camargo.jpgPor Telebrasil
25/05/2018 - Ao participar do Painel Telebrasil 2018 nesta quinta-feira, (24), o secretário de Políticas Digitais do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), informou que está trabalhando em uma proposta de moratória tributária para Internet das Coisas (IoT) por um período de 10 anos. Camargo explicou que a moratória tem impacto apenas nos tributos federais e abrange plataformas e dispositivos. Os equipamentos de rede não serão beneficiados pela desoneração.

“Não se trata de redução de tributos, porque hoje não há arrecadação em Internet das Coisas. Então, não se pode falar em perda de tributo em relação a isso”, afirmou. Segundo o secretário, o momento da proposta é de negociação com o Ministério da Fazenda e com a Casa Civil. “Parte da Fazenda entende a necessidade de redução tributária para o desenvolvimento econômico, mas ainda não conversamos com a Receita Federal. Estamos tentando alavancar mais e mais apoio dentro do governo para que fique feio alguém não apoiar”, disse.

Thiago Carmargo afirmou que a Secretaria de Políticas Digitais do MCTIC espera garantir apoio à moratória tributária nos próximos três meses. Do contrário, a pasta avançará apenas com o decreto que classifica IoT como infraestrutura e tenta fugir das taxas incidentes sobre telecom. A regulação, porém, caberá à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Comentário (0) Hits: 216

“Precisamos mudar para sermos mais competitivos”

algar_jean_borges.jpgPor Telebrasil
25/05/2018 - Para avançar nos próximos 20 anos, é necessário ter coragem para implementar as mudanças necessárias para impulsionar os investimentos, destacou o presidente da Algar Telecom, Jean Carlos Borges, no Painel Telebrasil 2018. Segundo ele, há três anos discute-se a atualização do modelo regulatório, mas há uma grande dificuldade para a sua aprovação. “E se ele for aprovado ainda este ano, como queremos, ainda vamos precisar aguardar a sua regulamentação”, afirmou.

Em entrevista à Agência Telebrasil, Jean Borges enfatizou ainda o caminho da Algar Telecom rumo à transformação digital. Segundo ele, foi relevante investir em novas tecnologias como o big data e a inteligência artificial.

Comentário (0) Hits: 189

Estônia: Como funciona uma sociedade digital

erico_alberto.jpg*Por Eric Alberto
25/05/2018 - Estive na Estônia com a missão de conhecer a fundo o que é e como funciona o ecossistema de uma sociedade digitalizada. Muito ouvimos falar sobre evolução, futuro e tendências do mundo digital, mas para este pequeno país no leste Europeu este futuro já é realidade.

Com aproximadamente 1,25 milhões de habitantes, distribuídos em uma área total de 45,2 mil km2, a Estônia possui 99% dos serviços públicos disponíveis online. O ecossistema denominado de "e-Estônia" permite que o acesso a diversos serviços públicos, documentos pessoais, receitas e histórico médico, fechamento e assinatura de contratos, transações bancárias, registro de nascimento, declaração de impostos, pagamento de taxas, abertura de empresas e até de votar, tudo com alguns cliques.

E quais são os pilares deste ecossistema? Identificação única do cidadão; internet é um direito social; segurança, verdade e confiança por definição ideológica; e uma plataforma (denominada X-Road) para a conexão de diferentes sistemas, formaram a base para que "e-Estônia" se tornasse realidade. Com uma identidade única e milhares de dados trafegando na internet, a estrutura de segurança e de privacidade dos dados ganha evidência.

O Governo preza pelos dados dos cidadãos, contudo, em caso de vazamento de informações procura sempre tratar o assunto com muita transparência perante o cidadão. Com isso, todo cidadão tem acesso para saber exatamente quando e quem acessou seus dados, tendo autonomia de restringir o acesso a eles e de denunciar acessos indevidos. Esse registro unificado e imutável é a fórmula que levou o país a encabeçar tendências tecnológicas, como o "blockchain", e a se tornar referência mundial no assunto.

Preocupada com o futuro deste ecossistema digital a Estônia incentiva crianças, desde os sete anos de idade, a aprendem programação e robótica. Os professores, por sua vez, já estão sendo preparados para o uso de material didático 100% digital. Com isso, as novas gerações são influenciadas, capacitadas e engajadas por um senso coletivo necessário para o mundo digital.

*Eric Alberto é especialista em Segurança da Informação

Comentário (0) Hits: 181

Embratel anuncia serviço de Loja Online

embratel_loja.jpg25/05/2018 - Ferramenta é indicada para micro e pequenas empresas estruturarem sites de comércio eletrônico

A Embratel lança esta semana o serviço Loja Online, uma ferramenta completa para micro e pequenas empresas que desejam ter sites de comércio eletrônico. A solução é oferecida no modelo SaaS (Software como Serviço) e tem a segurança de estar hospedada na Nuvem da Embratel, uma das mais modernas do País. A nova oferta tem uma interface intuitiva para rápida criação de lojas virtuais e funcionalidades interessantes como o design personalizado das páginas, integração com os Correios, conexão com redes sociais e a integração com diferentes meios de pagamento eletrônico.

"A Loja Online Embratel permite que micro e pequenas empresas tenham suporte completo para a estruturação de seus negócios on-line, tendo a Embratel como um parceiro de TI com soluções que apoiam na alavancagem de seus negócios", diz Mário Rachid, Diretor Executivo de Soluções Digitais da Embratel.

A oferta da Embratel atende as demandas de todos os tipos de segmentos, incluindo cosméticos, alimentação, decoração e eletrônicos. O setor de moda e de acessórios, por exemplo, deve ser um dos segmentos de maior crescimento, pois hoje é mais um dos preferidos pelos empreendedores brasileiros para investir e que, consequentemente, possui grande concorrência.

Com o anúncio de hoje, a Embratel está de olho no mercado de e-commerce que está em expansão e movimenta cerca de 70 bilhões de reais ao ano. Segundo Rachid, apesar do aumento das lojas virtuais, grande parte dos empreendedores aponta que a dificuldade de encontrar ferramentas e parceiros tecnológicos para os negócios estão entre os principais obstáculos para o aumento do faturamento dessas empresas. "Temos uma grande oportunidade de negócios porque oferecemos a solução completa para os empreendedores".

De acordo com a empresa, a Loja Online Embratel pode ser adaptada e personalizada para a identidade visual de cada negócio. Seu layout é adaptado e compatível com qualquer dispositivo (PC, tablet ou smartphone). Os empreendedores que adquirirem o produto da Embratel podem construir um número ilimitado de páginas para acomodar demandas como catálogo de produtos, atendimento a clientes finais, carrinho de compras e até um blog para divulgação de conteúdo. Ao optar pela contratação do plano anual, a companhia tem direito ainda ao uso gratuito do domínio no primeiro ano. O gerenciamento da ferramenta pode ser realizado por meio do Portal Loja Online, disponível na Internet.

A Loja Online Embratel possibilita a integração com meios de pagamento, tais como boleto bancário, transferência ou adquirentes de pagamentos on-line. O novo serviço da Embratel também viabiliza a integração das lojas virtuais aos Correios, além de oferecer a opção de retirada das compras pessoalmente pelo cliente, nas lojas físicas. Para uma comunicação mais eficiente, as micro e pequenas empresas que contratarem a Loja Online Embratel podem criar de 3 a 10 contas de e-mails diferentes atreladas ao e-commerce.

 

Práticas de marketing importantes para a fidelização de clientes, como a distribuição de cupons de desconto, também são viáveis por meio da ferramenta da Embratel. "Outra característica da Loja Online Embratel é a integração com Analytics, que permite às empresas o acesso a informações estratégicas sobre os visitantes de suas páginas, permitindo a tomada de decisões mais certeiras para os seus negócios", explica Rachid.

Por meio da funcionalidade de estatística, os clientes desse serviço da Embratel têm acesso a dados sobre o acesso às suas lojas virtuais, como volume de vendas, número de visitantes da página, consumidores que efetivamente realizaram as transações e visitantes que abandonaram os carrinhos de compras, entre outras. A ferramenta conta com a funcionalidade de backup, o que mitiga o risco de perda de informações em caso de falhas ou erro humano.

A Loja Online Embratel custa partir de R$ 50. Não é cobrada taxa por cada venda efetuada. Para mais informações, acesse: www.embratel.com.br/lojaonline.

 

Comentário (0) Hits: 192

newsletter buton