App Lulu cria dilema similar à chantagem

lulu.jpgRonaldo Lemos
03/12/2013 - A palavra mais dita sobre internet nos últimos dias tem duas sílabas: Lulu. A rede social gerou um furacão. O site é feito para que mulheres classifiquem o comportamento de homens. O sistema atribui uma nota para cada homem e também "hashtags" descrevendo suas características.


Com essa proposta, o Lulu deu o que falar. Mulheres correram para avaliar pretendentes. Homens ficaram curiosos ou preocupados. Para entrar no Lulu é preciso logar-se pelo Facebook. Assim, o aplicativo captura todos os dados das mulheres que entram nele: lista de amigos, e-mail, relacionamento, todas suas fotos e dos amigos. Até aí tudo bem. A mulher teoricamente sabe que está trocando seus dados para entrar na "brincadeira".

O problema são os homens. Quem não gostou de ter seu perfil avaliado no Lulu (muita gente!) quer excluir o perfil. Só que para isso, o homem também tem de se logar pelo Facebook. Ou seja, tem de ceder todos os seus dados como "resgate" para sair dele. Apesar de tecnicamente isso não ser chantagem, há similaridades: para prevenir um eventual dano, a pessoa tem de fornecer um bem valioso, dados pessoais, para um desconhecido. Para piorar, o Lulu exclui o perfil, mas fica com os dados da pessoa após a exclusão. O site também disponibiliza um e-mail para remover perfis, mas essa informação fica praticamente escondida dentro dele.

Por tudo isso, o aplicativo é uma armadilha. É um sorvedouro de dados pessoais do Facebook. Faz isso ao criar um problema para o usuário que não quer participar dele. Além de chamar a atenção das mulheres, o Lulu merece chamar a atenção também dos órgãos de defesa do consumidor no país.

Ronaldo Lemos é diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro e do Creative Commons no Brasil. É professor de Propriedade Intelectual da Faculdade de Direito da UERJ e pesquisador do MIT Media Lab. Foi professor visitante da Universidade de Princeton. Mestre em direito por Harvard e doutor em direito pela USP, é autor de livros como "Tecnobrega: o Pará Reiventando o Negócio da Música" (Aeroplano) e "Futuros Possíveis" (Ed. Sulina).

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Visiona Tecnologia Espacial integrará satélite da Telebras

telebras_visiona.jpg29/11/2013 - A Telebras e a Visiona formalizaram na quinta-feira (28) contrato para executar o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), cujo valor é de R$ 1,3 bilhão e que prevê a entrega do sistema no final de 2016. O projeto envolve os Ministérios das Comunicações, da Defesa e da Ciência e Tecnologia. O satélite será operado pela Telebras na banda Ka (civil) e pelo Ministério da Defesa na banda X (militar).

A Visiona - joint-venture entre Embraer e Telebras - será responsável pela integração do sistema SGDC, que ampliará o acesso à banda larga nas regiões remotas do País, por meio do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e a soberania brasileira nas comunicações das Forças Armadas. A partir da assinatura do contrato, a Visiona formalizará a contratação dos fornecedores e dará início às atividades de desenvolvimento e integração do sistema.
As empresas selecionadas são a Thales Alenia Space (TAS) para fornecimento do satélite e a Ariane Space para realizar seu lançamento. O contrato com os fornecedores também prevê a transferência de tecnologia para empresas brasileiras, tarefa que será coordenada pela Agência Espacial Brasileira (AEB).

Para o presidente da Telebrás, Caio Bonilha, "A contratação de um satélite pelo governo brasileiro é um marco histórico, não só para garantir a segurança das informações de Estado, a efetiva oferta de banda larga em todo território nacional e a retomada da autonomia tecnológica no segmento satelital. O SGDC não só atenderá às necessidades do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), da Telebras, e às comunicações estratégicas das Forças Armadas brasileiras, como também representa a oportunidade de o Brasil assegurar a soberania em suas comunicações estratégicas, tanto na área civil quanto militar", explica o Presidente da Telebras, Caio Bonilha.

"Esperamos que este programa represente o início de um processo de capacitação tecnológica de longo prazo, com o estabelecimento de uma empresa brasileira integradora de sistemas espaciais, a exemplo do que a Embraer representa para os segmentos aeronáutico e de defesa", diz Nelson Salgado Presidente da Visiona, Nelson Salgado.

O sistema SGDC trará total segurança às comunicações estratégicas do governo e às comunicações militares, pois seu controle será realizado no Brasil em estações localizadas em áreas militares, sob a coordenação da Telebras e do Ministério da Defesa.

Na visão da Telebrás, a aquisição de um satélite próprio para as comunicações civis e militares brasileiras é uma decisão estratégica para garantir a soberania nacional. Atualmente, os satélites que prestam serviço no Brasil, ou são controlados por estações que estão fora do País ou possuem o controle de atitude nas mãos de empresas de capital estrangeiro. Em qualquer dos casos há riscos de acontecer interrupções dos serviços em uma situação de conflito internacional ou decorrente de outros interesses políticos ou econômicos.

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Custo Brasil e agora o Custo Mercosul

balanca_comercial.jpg28/11/2013 - A balança comercial de produtos do setor eletroeletrônico deverá fechar 2013 com déficit da ordem de US$ 35 bilhões, valor 9% superior ao registrado em 2012, resultado de exportações de cerca de US$ 7 bilhões e importações de aproximadamente US$ 42 bilhões.

Segundo o presidente da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), Humberto Barbato, além do Real ainda sobrevalorizado, fica muito difícil melhorar o cenário do comércio exterior, em função da baixa prioridade conferida pelo Brasil aos acordos comerciais com países desenvolvidos.


"Nos últimos 12 anos, foram firmados pelo Brasil apenas três acordos internacionais (Egito, Israel e Autoridade Palestina), enquanto, no mundo, foram negociados 453 acordos, dos quais cerca de 300 notificados na OMC. Isso nos permite dizer que além do tão conhecido Custo Brasil, agora temos que suportar um novo custo, o Custo Mercosul", disse Barbato.

Para ele, isso ocorre diante da obrigação do país ter que realizar seus acordos em conjunto com seus parceiros de bloco, que vive uma paralisia no contexto comercial. "Esta situação nos leva a ficar sem novos mercados para nossos manufaturados", afirmou Barbato.

Políticas públicas

O presidente da Abinee, Humberto Barbato, defende a necessidade de prorrogação da Lei de Informática, nas mesmas condições da Zona Franca de Manaus (ZFM), cuja proposta encontra-se em discussão no Congresso Nacional.


Segundo ele, a Lei de Informática - fundamental para manter a indústria de TIC no país e para garantir a competitividade em relação à ZFM - não está recebendo o respeito devido por parte dos parlamentares e nem do executivo. "Corremos o risco da Lei de Manaus ser prorrogada e a de Informática não", destaca.

Entretanto, Barbato alerta que prorrogar políticas públicas por prazos demasiadamente longos - meio século como o proposto para a Zona Franca - não é aconselhável e fere as boas práticas da administração pública.

"Nem a ZFM – diz – nem a Lei de Informática devem ter sua vigência prorrogada por 50 anos, pois têm que ser avaliadas em relação a sua eficiência e sofrerem eventuais ajustes, para, então, serem prorrogadas".

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'Bring your own device': prepare sua empresa

byod.jpg28/11/2013 - De acordo com o Gartner, a tendência Traga seu Próprio Dispositivo (em inglês, Bring your own device, ou BYOD) não se trata, apenas, de uma política de compras e precisa ser abordada de forma mais ampla com as aplicações e estratégias projetadas para o mundo atual. Enquanto a maioria das empresas sente que é preciso aplicar a mobilidade, muitas não sabem por onde começar e existem muitos obstáculos para o sucesso. O Gartner afirma que a decisão-chave sobre BYOD é sobre a arquitetura de aplicações e o design de soluções. Veja o relatório completo (em inglês):

Gartner Says Bring Your Own Device Is an Applications Strategy, Not Just a Purchasing Policy

New Gartner Special Report Examines Mobile Application Strategies and Architecture

Bring your own device (BOYD) is not just a purchasing policy and needs to be approached more broadly with the applications and strategies designed for today's world, according to Gartner, Inc. While most organisations today are increasingly feeling the imperative to "do mobile," many don't know where to begin and there are many obstacles to success. Gartner says the key decision about BYOD is one of applications architecture and solutions design.

"Designing your applications to meet the demands of BYOD is not the same as setting usage policies or having strategic sourcing plans that mandate a particular platform," said Darryl Carlton, research director at Gartner. "BYOD should be a design principle that provides you with a vendor neutral applications portfolio and a flexible future-proof architecture. If the applications exhibit technical constraints that limit choice and limit deployment, then the purchasing policy is irrelevant."


Most organisations have diverse workforces, made up of full-time staff, external contracting agencies, independent professionals, and part-time staff. In addition to the changes in the workforce, all organisations (business, government and community) have been pushing their processes beyond their own organisational boundaries and it is increasingly clear that the IT organisation no longer has absolute control over the tools used to access the corporate systems and data.


"The community of users has expanded to include suppliers, customers, employees and a very broad range of stakeholders," said Mr Carlton. "We are no longer developing applications for deployment to an exclusive user base over which we exert standards and control."


This development is leading to the need for IT to look into the techniques and practices of what Gartner calls "global class" computing — an approach to designing systems and architectures that extends computing processes outside the business and into the cultures of the consumer, mobile worker and business partners. The global-class approach exploits the characteristics of Internet-enabled computing, and employs applications and services that are more flexible and inclusive, simpler and less-expensive than those designed for organisations. The only way to address the impact of global class is to mandate it as a principle in the applications strategy.


"BYOD is an indication that internal IT is not providing adequate support for a segment of the user population and they are seeking alternatives elsewhere," said Mr Carlton. "It's important to recognise that BYOD, bring your own application (BYOA) and cloud adoption are leading indicators of long-term structural change occurring in the industry, not the demands of a few errant staff demanding their favourite brand of technology."


Mr Carlton said that irrespective of the BYOD momentum, the simple fact is that the user community is growing to include suppliers and customers, and organisations must make provisions for this. Customers will access online inventory and purchase order systems, expect access to shipping information and to take control of their own interaction with the organisation. These are users over whom the business has no technical control.


Applications within the business now need to support a diverse and demanding community of users both within and outside of the organisation. Different groups of users are becoming increasingly demanding when it comes to the capabilities of their devices and solutions to support them in delivering outcomes for the business. The IT organisation cannot dictate standards or implement solutions that require proprietary controls.


"For CIOs to consider BYOD activities within their organisation to be a temporary problem generated by a few disaffected employees would be a tragic mistake," said Mr Carlton. "This is a leading indicator of change for which an appropriate response is required. Reasserting control is not an appropriate response. This is a permanent and irreversible shift in the way that IT is procured and implemented to support the organisation, suppliers and customers."


Gartner recommends that businesses develop their strategy based on an assumption that BYOD will happen, and that they will need to support users outside of the organisation's boundaries. Starting with this assumption will mean that open standards are quickly enforced for all solutions.


Full details are available in the report "BYOD Is an Applications Strategy, Not Just a Purchasing Policy." The full report can be found on Gartner's web site at
http://www.gartner.com/resId=2625122.

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Projeto da sociedade, Marco Civil está em risco

marco_civil.jpgRonaldo Lemos
21/11/2013 - O Marco Civil da Internet vem recebendo enorme atenção da imprensa internacional. Há artigos na BBC, "Wall Street Journal", "Financial Times" e outros. As imagens escolhidas para ilustrar essas matérias têm sido fotos de manifestantes nas ruas em junho.

A escolha estética (as imagens são boas) faz sentido também do ponto de vista do que é o Marco Civil.

O projeto, que tramita no Congresso, originou-se de uma demanda da sociedade, e não do governo. O Marco Civil é resultado de um intenso processo de consulta pública, iniciado na internet em 2009.

Foi escrito a olhos vistos na rede, recebendo contribuições abertas e multisetoriais. Participaram, lado a lado empresas, governo, academia, ONGs e usuários.
Se um dos temas das manifestações deste ano foi a ampliação das formas de participação democrática, o Marco Civil é um exemplo de como isso pode ser feito na prática. Construiu um texto que nem o Congresso nem o Executivo foram capazes de produzir sozinhos. E é bom que seja assim, a regulação da internet deve ser sempre multisetorial.

Só que o projeto, agendado para votação nesta semana, está em risco. Tanto o Executivo quanto o Congresso desviaram-se da versão original. Corre-se o risco de ser aprovado o pior texto possível. Sem a neutralidade da rede, impondo a localização forçada de servidores no país e obrigando a guarda dos registros de acesso de todos os usuários.


Isso consegue desprezar três valores que deveriam orientar o desenvolvimento do país nos próximos muitos anos: a inovação, a competitividade e a privacidade. Dependendo de como o Congresso votar, o sonho pode virar pesadelo.

Ronaldo Lemos é diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro e do Creative Commons no Brasil. É professor de Propriedade Intelectual da Faculdade de Direito da UERJ e pesquisador do MIT Media Lab. Foi professor visitante da Universidade de Princeton. Mestre em direito por Harvard e doutor em direito pela USP, é autor de livros como "Tecnobrega: o Pará Reiventando o Negócio da Música" (Aeroplano) e "Futuros Possíveis" (Ed. Sulina).

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E-commerce: evoluindo com a tecnologia

Fábio Alexandre Vieira
18/11/2013 - O final de ano se aproxima e o aquecimento na compra online ganha cada vez mais força. O e-commerce, antes cercado por desconfianças, está agradando cada vez mais ao brasileiro, por diversos motivos. Como facilidades de compra sem precisar se locomover ou pegar trânsito, no caso das grandes cidades, e também a agilidade na escolha da melhor oferta. Com esta evolução, também cresce a preocupação dos comerciantes com a evolução tecnológica neste seguimento.

A disponibilidade da loja online depende do data center na internet ininterruptamente, facilitando a vida do usuários. Quando o site ou portal realiza muitas transações - o que envolve um volume considerável de dinheiro - os cuidados e precauções devem aumentar conforme o crescimento do volume de negócios. Na prática, ninguém quer fechar sua loja no meio do expediente impedindo que seus clientes entrem para comprar, ou ainda pior, ninguém quer comprometer a confiabilidade de sua marca deixando os clientes na mão.

Porém, se por um lado a complexidade de se ter um site com e-commerce diminuiu bastante - em função da diversidade de tecnologias disponíveis e de fácil acesso - por outro, as estratégias para se manter "vivo" na mente do cliente, o negócio e sua marca, são muito mais sofisticadas do que de uma loja física, no mínimo podemos afirmar que são bem diferentes. Essa preocupação recai fundamentalmente sobre a disponibilidade do serviço, a eficiência entregue para o cliente e a acessibilidade dos dados que irão influenciar na decisão de compra. A sensação de segurança também faz parte deste julgamento natural feito pelo cliente, mas a cultura de compra na Internet está cada vez mais enraizada e esta preocupação está se tornando menos importante com o tempo.


Adotar uma infraestrutura de data center que neutralize estes pontos de preocupação é estratégico para a continuidade do negócio. Ambientes computacionais que permitam escalabilidade, flexibilidade, alta disponibilidade e segurança da informação, que representam o mínimo que pode se esperar do gestor ou técnico de um portal de compras.
Mas o que há de novo nisso? Nada. Ainda que à duras penas o gestor destes ambientes técnicos aprenda com erros e acertos que o data center é um caminho inevitável, se ele realmente quiser crescer e construir uma marca.


Acontece aí uma passagem de nível que muitas vezes é perigosamente postergada por falta de caixa. Isso mesmo, as empresas começam pequenas e não se planejam para o crescimento, se acostumam com o baixo custo de uma infraestrutura amadora que, quando não atende mais, precisa ser substituída por outra que é bem mais cara e complexa, exigindo inclusive a qualificação profissional do gestor técnico. E agora, o que fazer? Sei que preciso de mais se eu quiser continuar prosperando, mas não tenho dinheiro para pagar o upgrade da minha infraestrutura técnica. Um dilema.


O vCloud Prime, ou simplesmente o Data Center definido por software é a resposta que muitas empresas que estão nesta fase podem encontrar para desfazer este nó. Uma de suas características é que o conceito de compra por servidor é substituído por compra de recursos. Isso faz toda a diferença, porque você pode ser milimetricamente preciso quando compra, ou seja, contrata exatamente o que precisa e devolve automaticamente, se não precisar mais. Isso reduz o custo, pois elimina sobras (estoque) desnecessárias e caras. Com o vCloud Prime o gestor técnico pode inclusive atender às sazonalidades do seu negócio porque a flexibilidade deste ambiente garante os altos e baixos da demanda, chamamos de pay-as-you-go. Outra característica é a possibilidade de gestão autônoma do ambiente de data center nos seus mais específicos detalhes. Em posse de um console de gerenciamento, o gestor técnico tem controle e autonomia sobre todo os ambiente de data center, computação, rede, conectividade, segurança e storage (armazenamento). Essa autonomia é importante para que o gestor técnico atue diretamente na infraestrutura sem precisar de intermediários, além do mais, a sensação de controle sobre o ambiente aumenta muito a confiança da equipe técnica operacional.


É o momento do e-commerce ser aperfeiçoado, pois é muito provável que os recordes de compras virtuais sejam batidos até depois do natal, pois nunca o brasileiro esteve tão online como agora.


Fábio Alexandre Vieira é graduado em Ciências da Computação, com MBA em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas, e diretor executivo da Primehost

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