TOTVS: alta de 31% de lucro líquido

TOTVS2.jpg05/11/2013 - Líder no Brasil no desenvolvimento de software de gestão empresarial, anuncia seus resultados financeiros do terceiro trimestre de 2013 (3T13).

Pela primeira vez o EBITDA (em inglês earnings before interest, taxes, depreciation and amortization), superou R$ 100 milhões em um trimestre, atingindo R$ 104,8 milhões no 3T13, uma alta de 5,4% em relação ao terceiro trimestre de 2012. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 6,4%, totalizando R$ 395,1 milhões.


Boa parte desse crescimento da receita líquida veio das receitas recorrentes da companhia, que compreendem a receita mensal de manutenção de software e outros serviços mensais, tais como hospedagem e cloud computing. As receitas recorrentes totalizaram R$ 235 milhões no 3T13, o que representa um crescimento de 13,3% sobre o terceiro trimestre de 2012.


No trimestre, a TOTVS também anunciou a contratação de linhas de financiamento junto ao BNDES no valor total de R$ 658,6 milhões. Os recursos serão disponibilizados anualmente à TOTVS até 2015 com base nos investimentos realizados no desenvolvimento e comercialização das soluções TOTVS e da plataforma Fluig, lançada em junho.


"Temos um posicionamento único de mercado, fruto da combinação da nossa cobertura geográfica continental e da presença muito relevante que temos em pelo menos 10 grandes setores da economia. Esse posicionamento nos permite inovar com soluções que integram as cadeias de valor que envolvem esses setores da economia. Quando falo em inovação, falo dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento que mantemos na companhia. Estamos entre as 5 empresas brasileiras que mais investem em

Pesquisa e Desenvolvimento no mundo e vamos continuar investindo para sermos cada vez mais essenciais aos nossos clientes", afirma o vice-presidente executivo de Estratégia e Finanças da TOTVS, Alexandre Dinkelmann.


O lucro líquido da companhia fechou em R$ 56,4 milhões, avanço de 31% ante o mesmo período do ano passado. Além do bom desempenho da companhia, contribuíram para o lucro líquido registrado a amortização da dívida bruta e a antecipação parcial do pagamento de Juros sobre o Capital Próprio.

Sobre a TOTVS

Líder absoluta no Brasil, com 55,4% de marketshare*, e também na América Latina com 35%, a TOTVS é uma empresa de software, serviços e tecnologia. É a 6ª maior desenvolvedora de sistemas de gestão integrada (ERP) do mundo e a 1ª em países emergentes, sendo líder também no segmento de pequenas e médias empresas (PME) na América Latina. A TOTVS foi a primeira empresa do setor de TI da América Latina a abrir capital e está listada no Novo Mercado da BOVESPA. Suas operações em ERP são complementadas por portfólio de soluções verticais e por serviços como Consultoria, BPO e CloudComputing. Para mais informações, acesse o website www.totvs.com.

*Fonte: Gartner - "Market Share: All Software Markets, Worldwide, 2012".

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Vendas de PCs, tablets e celulares devem crescer

mobilidade.jpg06/11/2013 - Segundo o Gartner, as vendas mundiais acumuladas de dispositivos (PCs, tablets e celulares) deverão chegar a 2,32 bilhões de unidades, em 2013 – um aumento de 4,5% com relação a 2012. Durante o Symposium ITxpo, que acontece até amanhã, (7), no Sheraton São Paulo WTC Hotel, os analistas debatem este mercado, que está sendo impulsionado por uma mudança para dispositivos de baixo preço em quase todas as categorias.

As vendas mundiais de PCs tradicionais (desktops e notebooks) devem chegar a 303 milhões de unidades em 2013, um declínio de 11,2% com relação a 2012, e o mercado de PCs, incluindo ultrabooks, deverá ter um declínio de 8,4% em 2013 (ver Tabela 1). As vendas de celulares devem aumentar 3,7%, com um volume acima de 1,8 bilhões de unidades.

As vendas de tablets deverão crescer 53,4% este ano, chegando a 184 milhões de unidades. Os tablets premium enfrentam um declínio constante dos preços na categoria de sete polegadas, pois um grande número de consumidores prefere equipamentos menores quando se trata de conter o consumo. Um estudo recente sobre os consumidores, feito pelo Gartner no Brasil, China, França, Alemanha, Itália, Reino Unido, EUA e Japão confirmou a hipótese de longo prazo, de que o tamanho médio das telas de tablets em uso nos países varia de 8,3 a 9,5 polegadas. Dos 21.500 consumidores pesquisados, 47% tinham um tablet de oito polegadas ou menos.

"À medida que a temporada de lucros do terceiro trimestre chega ao fim, fica claro que nossa cautela para 2013 foi bem colocada, pois os fornecedores estão mudando seus portfólios para os novos processadores da Intel, Bay Trail e Haswell, além de incrementar produtos baseados no Windows 8.1", diz Elia San Miguel, analista de pesquisa principal do Gartner.

"Embora os consumidores sejam bombardeados com anúncios de novos dispositivos ultrabooks, prevemos que sua atenção será atraída, mas não necessariamente o seu dinheiro", afirma Elia. "Continuando a tendência que observamos no ano passado, nossa expectativa é de que na época de férias o uso seja essencialmente de tablets pequenos, pois, mesmo na temporada de férias de longo prazo, o favorito – smartphone – perde seu apelo", diz a analista.

Tabela 1 - Vendas mundiais de dispositivos por segmento (milhares de unidades)

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Fonte: Gartner (Outubro de 2013)

"Embora a preferência seja por dispositivos dedicados, vemos a oportunidade para que os ultrabooks híbridos combinem a funcionalidade de um PC e o formato do tablet. Os usuários que precisam equilibrar trabalho e diversão acharão que a vantagem de comprar e carregar um dispositivo supera a acomodação de uma experiência completa que os simples dispositivos podem oferecer", diz Ranjit Atwal, diretor de pesquisas do Gartner. "Os usuários que não estão limitados pela renda disponível vão preferir um tablet básico como um dispositivo associado aos seus ultrabooks, no qual vai ocorrer a maioria de suas atividades de consumo", afirma.

"O mercado de celulares continuará com um forte crescimento, mas a oportunidade de preço de venda média alta (ASP) para smartphones está acabando. Espera-se um crescimento para smartphones de preço médio em mercados maduros e para Android mais baratos em mercados emergentes", diz Atwal.

A compra da Nokia pela Microsoft não tem um grande impacto na previsão. Segundo o Gartner, a Nokia representa a grande maioria das partes do Windows Phone em toda a estimativa, com apenas volume mínimo vindo de outras fabricantes, como HTC ou Samsung.

"Os desafios do Windows Phone no mercado de smartphones continuam os mesmos, com necessidade de atrair mais desenvolvedores e enriquecer o ecossistema, assim como transformar a marca Windows Phone em uma marca de smartphone atraente. Embora existam benefícios claros para a aquisição, tais como a força do canal, o relacionamento com portadoras e conhecimento do mercado emergente, a marca e o ecossistema não se beneficiam diretamente com isso", diz Elia.

O fim do suporte para o Windows XP em 2014 não deverá impactar nas vendas de dispositivos, pois o Gartner diz que 90% das grandes empresas já migraram ou estão migrando para Windows 7 ou Windows 8.

O Android continuará sendo o principal sistema operacional dos dispositivos, pois está a caminho de ser responsável por 38% das vendas em 2013 (ver Tabela 2). Espera-se que o sistema operacional Windows tenha um declínio de 4,3% em 2013, em consequência do declínio das vendas de PCs tradicionais, mas voltará a crescer em 2014 com um aumento de 9,7% nas vendas de sistemas operacionais para dispositivos.

Tabela 2 - Vendas mundiais de carregamento por sistema operacional (milhares de unidades)
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Fonte: Gartner (Outubro de 2013)

Os principais fornecedores de tecnologia veem os dispositivos "para vestir" como uma importante oportunidade de mercado. No entanto, o Gartner prevê que eles continuarão a ser associados aos telefones móveis. Menos de 1% dos consumidores vão substituir seus telefones móveis por uma combinação de dispositivo "vestível" e tablet até 2017.

"Para que os aparelhos "para vestir" tenham sucesso, precisam agregar à experiência do usuário, complementando ou melhorando o que os demais já oferecem. Eles também precisam ter estilo, mas ser práticos, e acima de tudo, ter o preço certo", diz Elia. "No curto prazo, prevemos que os consumidores vão achar interessante ter esses dispositivos, mas não algo que "se deve ter", deixando os smartphones a desempenhar o papel de ser nosso fiel companheiro o dia inteiro", afirma.

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Ericsson é líder em software de telecom

software_ericsson.jpg04/11/2013 - Relatório anual de market share da Analysys Mason cita a Ericsson como líder global em receita de software de telecomunicações. A empresa ficou em primeiro lugar, em nível mundial, em vários segmentos de mercado, incluindo execução de serviços, plataformas de entrega de serviços e sistemas de gerenciamento de rede.

A conquista da liderança foi decorrência da forte demanda global pelos produtos líderes de mercado da Ericsson, combinados às suas capacidades de consultoria e integração de sistemas.

No estudo elaborado pela Analysys Mason, a Ericsson foi considerada líder mundial em receita de software de telecomunicações. O relatório "Telecoms Software: Worldwide Market Shares 2012" foi publicado em setembro e também posiciona a Ericsson em primeiro lugar em 17 importantes segmentos de mercado, incluindo execução de serviços, plataformas de entrega de serviços e sistemas de gerenciamento de rede. O ranking, que avalia empresas do mundo todo, reforça a posição de liderança da Ericsson no mercado em expansão de software de telecom.


A Analysys Mason reconhece a Ericsson como a primeira colocada mundial em market share por receita nas seguintes categorias:


• Software de telecomunicações em todo o mundo, incluindo Europa, Oriente Médio, África e América Latina
• Software de telecomunicações para serviços móveis
• Receita com produtos de software para telecomunicações
• Plataformas de Entrega de Serviços em geral, por receita de produtos, e por receita de serviços relacionados a produtos
• Sistemas de gerenciamento de rede em geral, por receita de produtos, por receita de serviços relacionados a produtos e por serviços móveis
• Execução de serviços em geral e por receita de produtos
• Gerenciamento da receita por receita de produtos
• Cobrança de sistemas pré-pagos
• Gestão de estoques
• Mediação
• Gerenciamento de políticas

"O portfólio de produtos OSS e BSS da Ericsson, combinado às suas capacidades de consultoria e integração de sistemas, é a oferta mais abrangente no mercado de telecomunicações hoje", diz Mark Mortensen, Analista Principal da Analysys Mason. "A Ericsson integrou com sucesso seus sistemas desenvolvidos internamente e adquiridos, criando rapidamente linhas de produtos consolidadas. Como o único fornecedor que tem quase todas as peças de software e serviços necessários para as operações, a Ericsson vem construindo uma vantagem competitiva de longo prazo junto às principais operadoras que cada vez mais querem lidar com menos fornecedores".

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CPqD aposta em redes SDN

sdn2.jpg29/10/2013 - Os modelos de negócio dos novos serviços oferecidos pelas operadoras de telecomunicações têm demandado um controle mais flexível e seguro dos elementos de suas redes. É nesse cenário que o CPqD vem apostando no conceito de Redes Definidas por Software - ou Software-Defined Networking (SDN) -, que terá papel de destaque em sua participação no Futurecom 2013, um dos maiores eventos de TI e telecom da América Latina, que se realiza entre 21 e 24 de outubro, no Rio de Janeiro.

Na visão do CPqD, as SDNs trazem dinamismo para as redes em geral, ao otimizar o seu uso de forma coerente e segura. "A camada de controle das redes de dados é virtualizada e transferida para sistemas robustos e com alto poder computacional", explica Leonardo Mariote, gerente de desenvolvimento da Diretoria de Redes Convergentes do CPqD. "Essa camada de inteligência permite visualizar a rede como um todo, o que possibilita a utilização mais eficiente dos seus recursos, altíssima disponibilidade e, ainda, abre oportunidades para a oferta de novos serviços e aplicações", acrescenta.

Essas vantagens, hoje já reconhecidas no universo das redes IP, podem ser estendidas também para outras tecnologias de rede de comunicação, como de transporte óptico, sem fio e, principalmente, as redes convergentes ou NGN (Next-Generation Network). É a visão de Redes Convergentes Definidas por Software (RcDS) - em inglês, Software-Defined Converged Networking (SDcN) -, na qual o CPqD vem trabalhando atualmente.

"Trata-se de uma proposta de estratégia de evolução e migração para as redes do futuro, de forma simples e suave, a partir das atuais Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs)", afirma Paulo Cabestré, diretor de Redes Convergentes do CPqD. "A nova arquitetura de RcDS muda o foco da inovação, ao passar o controle do hardware para o software, e permite o uso das TICs em áreas estratégicas, para o controle e automação de infraestruturas de missão crítica – inclusive em áreas de Defesa e Segurança Pública", enfatiza.

Controladores e aplicações

Com vasto conhecimento e experiência na área de redes, de diversas tecnologias, o CPqD vem trabalhando há cerca de dois anos no desenvolvimento de produtos e serviços em SDN. Os serviços consistem, basicamente, em consultorias - tanto para ajudar as empresas (data centers, operadoras de telecom, etc.) na fase de transição para o SDN como para a elaboração de projetos e implantação - e também na homologação de produtos para a nova arquitetura de redes.

No caso de tecnologia de produtos, o portfólio do CPqD para redes SDN inclui controladores voltados para aplicações de missão crítica, de altíssima disponibilidade, que têm um papel chave na convergência e migração para a nova arquitetura. "O controlador é o elemento que viabiliza a inteligência e permite inserir análises, por meio de aplicações específicas, visando otimizar o uso de recursos, melhorar a qualidade do serviço, a segurança, etc", resume Leonardo Mariote. "Trata-se de um conjunto de programas destinado a controlar os roteadores, switches, multiplexadores ópticos reconfiguráveis (ROADM) e outros equipamentos de rede."

Um dos resultados desse trabalho desenvolvido pelo CPqD é a tecnologia RouteFlow, uma solução aberta de roteamento IP que permite a programação dos elementos da rede baseada no protocolo OpenFlow.

Além dos controladores, a linha de produtos do CPqD inclui aplicações e ferramentas para agilizar o desenvolvimento de aplicações para SDN. "Novas ofertas poderão ser desenvolvidas em ciclos mais curtos, a um custo menor e com mais segurança, de modo a melhor atender ao dinamismo e flexibilidade que os negócios exigem", acrescenta Mariote.

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Cielo lança plataforma de pagamento móvel

28/10/2013 - Há quatro dias atrás, a empresa PayPal anunciou o lançamento de um novo aplicativo para pagamentos móveis. Agora é a vez da Cielo, que anuncia hoje, (28) a evolução do Cielo Mobile, com várias opções de pagamento - com cartão de débito e voucher, ou na função Crediário em até 48 vezes, além do crédito à vista ou parcelado em até 6 vezes, por meio do leitor de cartão chip e senha.

Pesquisa realizada em 2012 com usuários do Cielo Mobile, que conta com mais de 25 mil clientes ativos e já teve mais de 200 mil downloads, identificou a demanda do mercado por uma solução que aceitasse cartões de débito – um pedido de 35% dos entrevistados. " O aprendizado dos últimos anos nos levou a buscar uma solução que atendesse um novo perfil de cliente, que demanda mobilidade, praticidade e custo competitivo para o seu negócio", ressalta Rômulo de Mello Dias, presidente da Cielo.
Mais segurança, mais vendas

Segundo a empresa, a Cielo adota padrões de segurança estabelecidos pela indústria de pagamentos eletrônicos mundialmente. As informações que trafegam pelo Cielo Mobile são criptografadas, protegidas e nenhum dado – seja ele do cartão ou da senha – fica armazenado no smartphone, no tablet ou no próprio leitor de cartão, que conta ainda com o Cielo Lynx, exclusivo sistema neural que monitora 100% das transações.
Como adquirir o novo Cielo Mobile

O sitema operacional Android já está disponível para download gratuito no Google Play, mas os usuários do sistema operacional iOS, estará disponível em breve na AppStore.

Mais informações na Central de Relacionamento – 4002-5472 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800-570-8472 (demais localidades), de 2ª a sábado, das 8h às 22h -, ou efetuar o pré-cadastro pelo aplicativo.

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Anatel quase em situação de penúria

anatel_gastos.jpg29/10/2013 -O confisco dos fundos setoriais de telecomunicações, chamado eufemisticamente de "contingenciamento" de recursos, não é um problema novo. Tem mais de 12 anos. Mas agora está criando problemas sérios para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). É o que provam os números referentes o período 2001 a 2012, quando o governo federal arrecadou para os três fundos setoriais de telecomunicações Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel); Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST); e Fundo de Tecnologia de Telecomunicações (Funttel), os seguintes valores:

• R$ 35,267 bilhões do Fistel;
• R$ 14,274 bilhões do FUST;
• R$ 3,922 bilhões do Funttel.

 

Desse total de R$ 62,434 bilhões, apenas R$ 4,230 bilhões foram efetivamente utilizados ao longo dos últimos 12 anos em fiscalização (no orçamento da Anatel) e investimento tecnológico.

 

Como demonstrou nesta sexta-feira (25) o jornalista Helton Posseti, do portal Teletime, cujo texto transcrevemos a seguir, a situação econômico-financeira da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) se torna, a cada ano, mais difícil. Apesar de regular e fiscalizar um dos maiores e mais relevantes setores da economia, a situação financeira da Anatel beira a penúria. Nos últimos meses, a agência vem adotando medidas severas de corte de custos que afetam a sua capacidade de regulação e fiscalização.

 

Segundo Teletime, o escritório regional de São Paulo talvez seja a vítima mais grave desse corte de custos. Há um mês foi cancelado o contrato de fornecimento de carros e motoristas, que eram usados no deslocamento dos fiscais para a fiscalização em campo. Vale dizer que o escritório de São Paulo talvez seja o mais importante da Anatel, por fiscalizar a atuação das empresas na maior cidade do Brasil.

 

"Se eu tenho uma interferência em determinada região, não tenho como ir lá fiscalizar. A reclamação entra em uma fila, à espera do dinheiro", relata Anésio Evangelista de Oliveira Filho, servidor do escritório paulista e dirigente do Sindicato Nacional de Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagências). Sem carros e motoristas, os fiscais também interromperam a fiscalização dos Terminais de Uso Público (TUPs), e não podem verificar se as informações prestadas pelas empresas nos processos de autuação são verdadeiras.

 

O dirigente do Sinagências diz que tem se reunido com diversos órgãos, como a OAB, Procon e Idec, com o objetivo de sensibilizar para os danos que o contingenciamento tem causado na atuação da Anatel.
De modo geral, a estratégia da Anatel para cortar custos tem sido a suspensão dos contratos com empresas terceirizadas. Na sede, o efetivo de vigilantes, garçons, recepcionistas e motoristas foi reduzido drasticamente. "Estão querendo trocar garçons por máquinas de café", diz um servidor que pediu para não ser identificado.

 

Os servidores passaram a ter uma cota de impressão e há apenas uma impressora por andar. Também foi reduzida a franquia para ligações do celular corporativo de alguns servidores, para 30 chamadas por mês, ou uma por dia. Há boatos, inclusive, de que o contrato da Anatel com a Claro pode não ser renovado. A Anatel está realmente tentando cortar custos por todos os lados. O desligamento das luzes da sede foi antecipado das 20h para as 19h e, além disso, algumas lâmpadas foram retiradas. Anésio de Oliveira Filho informa que no escritório do Rio Grande do Sul os elevadores foram desligados.

 

A Anatel também cortou as diárias e passagens aéreas. Inclusive, o corte de custos impediu a participação dos representantes da Anatel nas 19 CPIs criadas pelas assembleias estaduais para investigar a qualidade da telefonia móvel.
Pano de fundo

Por trás desse severo corte de custos, está um problema já antigo para a Anatel e para todas as demais autarquias: o contingenciamento. O Sinagências apresentou em 2006 uma representação no Ministério Público Federal (MPF) apontando uma ilegalidade no contingenciamento de recursos. O MPF, entretanto, até hoje não deu prosseguimento à ação.

Soma-se a isso o fato de que a cada ano o orçamento da agência diminui, ainda que sua fonte principal, o Fistel, não pare de crescer, já que sua arrecadação é vinculada ao número de celulares no mercado.

 

O sindicato argumenta que o artigo 50 da Lei Geral de Telecomunicações (LGT) determinou que o Fistel passasse à administração exclusiva da Anatel, a partir da data em que ela fosse instalada, com os saldos nele existentes. "No entanto, por decisão de política de governo, a Anatel não administra o Fistel e, desde o ano de 2000, a Lei Orçamentária Anual (LOA) permitiu que o produto da arrecadação do fundo especial fosse aplicado, de forma intrusiva, nas atividades do Ministério das Comunicações", diz o sindicato ao Ministério Público.

 

Outro argumento para essa suposta ilegalidade é que o Fistel é um fundo especial, e como tal, não pode ser usado para outras finalidades que não aquela para a qual ele foi criado, no caso, a fiscalização das telecomunicações. O governo federal, contudo, repassa uma ínfima parcela daquilo que o Fistel arrecada para o Minicom, que por sua vez, determina qual será o orçamento da Anatel.

Neste ano, a arrecadação da Anatel somou cerca de R$ 7 bilhões, mas o seu orçamento aprovado pela LOA foi de R$ 531 milhões, ainda assim maior que em 2012, que foi de aproximadamente R$ 450 milhões. O problema é que, por meio de decretos, a Presidência da República fez dois cortes no orçamento do Minicom, que por sua vez descarregou o arrocho na Anatel. Assim, o orçamento do agência para o ano foi para R$ 484,3 milhões. "Não importa o que está na LOA se o governo tem prerrogativa de cortar", comenta um servidor que pediu para não ser identificado.

 

Para a Associação Brasileira das Agências de Regulação (ABAR), o contingenciamento de recursos é o maior problema da regulação no Brasil. O presidente da entidade, José Luiz Lins, afirma que não se trata de falta de recursos. Os recursos existem, o problema é que eles são usados para "atender a política econômica do governo ou dos ministérios". Para minimizar esse problema, a ABAR defende a separação das agências na LOA como unidades orçamentárias separadas. Assim, elas estaria livres do "facão" dos ministérios a que estão vinculadas. A Anatel foi procurada, mas não atendeu o pedido de entrevista até o fechamento da matéria.

 

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