Quadros quer antecipar queda da tarifa de ligações

Telefonia-fixa.jpg15/03/2017 - O presidente da Anatel, Juarez Quadros, propôs, na manhã desta terça-feira (14/3) durante o 47º Encontro Tele.Síntese adiantar as reduções previstas no valor da tarifa de conexão das ligações fixo para móvel. Dessa forma, a queda na tarifa a ser aplicada em 2018 já incluiria o valor de 2019.

Em parte da região Sudeste, e no Nordeste e Norte, disse o presidente da Anatel, a tarifa de interconexão, que atualmente é de R$ 0,05, poderia cair já no próximo ano para R$ 0,01, valor previsto somente para 2019. A regulamentação determina que a tarifa passe para R$ 0,03 em 2018. A última redução das tarifas aplicada pela Anatel foi em fevereiro de 2017.

Especificamente, durante o anúncio, o presidente da agência reguladora informou que a proposta foi comunicada ao presidente da Telefônica, Eduardo Navarro, e ao presidente da Oi, Marco Schroeder, também presentes no evento. As tarifas da telefonia fixa são aplicadas às concessionárias, entre elas a Oi e a Vivo.

No entanto, no mesmo evento, o conselheiro da Anatel, Leonardo Euler, afirmou discordar da possível alteração da antecipação das reduções de tarifas de ligações de telefone fixo para móvel. Ele acredita que deve se manter a "previsibilidade regulatória".

Banda Larga - Em relação ao Projeto de Lei 79/2016, que permite a migração da telefonia fixa do regime público para o privado, Euler lembrou que a expansão da telefonia móvel se deu no país como um serviço privado. Dessa forma, a mudança do regime de concessão para autorização na telefonia fixa não geraria obstáculos à ampliação da cobertura. Outro ponto seria promover a ampliação da banda larga no país. Para o conselheiro, o projeto de lei permite uma solução equilibrada que atende o interesse público e cria estabilidade regulatória necessária para a realização de investimentos.

No encontro, o secretário de Telecomunicações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), André Borges, assegurou que, ao mesmo tempo em que se pretende promover a política de expansão da banda larga, não se admite comprometer as conquistas alcançadas no acesso ao serviço de voz. Para ele, fica evidente que a política pública deve atender os 40% dos lares brasileiros sem acesso a internet.

 

 

 

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Nokia e TIM vão expandir rede LTE 4G em 700 MHz

45Gb.jpg15/03/2017 - Acordo atualiza a rede para o 4.5G Pro, abrindo caminho para a modernização da rede para aplicações 5G e IoT com o uso da plataforma de rádio Nokia AirScale

A Nokia estendeu seu relacionamento de longo prazo com a TIM no Brasil, assinando um novo contrato de apoio à estratégia da operadora de construir uma infraestrutura de rede robusta para lidar com o crescente consumo de dados móveis com 4G.

A TIM trabalha agora para agregar a frequência de 700Mhz a sua rede, o que permite uma excelente cobertura de áreas internas e rurais para dispositivos habilitados para 4G.

Para apoiar esse projeto de rede, a TIM selecionou a plataforma de acesso de rádio Nokia AirScale, que roda várias tecnologias de rádio simultaneamente em uma estação rádio base e permite uma escalabilidade praticamente ilimitada que suportará a demanda maciça de dados para IoT e a velocidade em 5G. Com a atualização de rede para 4.5G Pro, a operadora será capaz de utilizar diferentes frequências e tecnologias de forma eficaz no mesmo site com um gasto de CAPEX mais eficiente além de garantir uma rápida e suave implantação da nova rede LTE.

"Estamos olhando para o mais alto padrão de qualidade de tecnologia hoje no mercado, com a combinação de três frequências de espectro para aumentar a nossa capacidade e melhorar a experiência do usuário final. Com o apoio da plataforma de acesso de rádio Nokia AirScale, poderemos alcançar mais áreas e aumentar a cobertura LTE no país, reforçando nossas capacidades de inovação e compromisso com o mercado brasileiro", afirma Leonardo Capdeville, CTO da TIM Brasil.

"Nosso compromisso com a TIM é oferecer a melhor experiência de serviço para seus clientes. Este projeto é um marco importante para nós, pois abre caminho para a rede do futuro e reforça nossa longa parceria com a operadora. O futuro parece muito promissor com a possibilidade de expandir ainda mais a nossa presença com o LTE e criar um impacto positivo na sociedade digital", completa Luiz Tonisi, Vice-presidente de Vendas da Nokia para o Brasil.

Este anúncio segue outra iniciativa, anunciada no final de 2015, na qual a Nokia e a TIM colaboraram para modernizar e expandir as redes 3G e 4G LTE da operadora, com o uso das small cells da Nokia bem como serviços de implementação, otimização e atendimento.

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Cone Sul contará com banda larga via satélite

eutelsat_115.jpg13/03/2017 - A Velconet e a Eutelsat anunciam nova parceria para fornecer banda larga via satélite para regiões com pouca oferta desse serviço em países do Cone Sul, como: Chile, Peru, Paraguai e Argentina. O principal objetivo é atender áreas que estão foram do alcance de redes terrestres. 

A Velconet SA, empresa argentina de telecomunicações especializada em soluções de comunicação para zonas rurais, assinou um acordo com a Eutelsat Américas, uma subsidiária da Eutelsat Communications, para fornecer serviços de banda larga para Argentina, Peru, Paraguai e Chile por meio do satélite EUTELSAT 115 West B.

A Velconet utilizará a robusta cobertura de banda Ku e alta potência que o satélite EUTELSAT 115 West B tem no Cone Sul para oferecer conectividade de banda larga em regiões localizadas fora do alcance das redes terrestres. O serviço terá como alvo clientes corporativos, principalmente na agricultura, que representa um dos maiores setores da economia na Argentina, que tem mais de 250 mil fazendas, além das áreas de turismo, construção, bancos e pequenos negócios.

Pablo Rasore, Fundador e CEO da Velconet, comentou: “Nós estamos satisfeitos em ter fechado um acordo com a Eutelsat que, sem dúvida nenhuma, irá beneficiar milhares de pequenos e médios agricultores e outros negócios na região. Esse é um grande esforço em termos de investimento e acredito que o mercado irá responder bem.”

Patricio Northland, CEO da Eutelsat Américas, disse: “Nós estamos entusiasmados para levar a banda larga ainda mais longe com esse acordo com a Velconet. É um passo que irá contribuir para a diminuição das desigualdades digitais e promoverá negócios por toda Argentina e em outros lugares.”
 
Para mais informações: www.velconet.net.ar

 

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TV analógica termina dia 29 de março em SP

tv_analogica2.jpg20/03/2017 - No dia 29 de março, o sinal analógico de televisão será desligado na região metropolitana de São Paulo. A programação dos canais abertos será transmitida apenas pelo sinal digital, com imagem e som de cinema. Para continuar assistindo à programação, todas as residências da região precisam ter uma antena digital e um aparelho de televisão preparado para receber o sinal digital.

Sua TV está preparada para receber o sinal digital?

Para ter acesso ao sinal e aos benefícios da TV digital, os telespectadores da região metropolitana de São Paulo precisam adaptar seu aparelho de televisão antes do dia 29 de março. Saiba se sua residência já está preparada ou se será necessário providenciar mudanças para continuar assistindo os canais abertos de televisão:

1) Antena – Nem toda antena consegue captar o sinal digital de televisão. A antena deve ser UHF e a recomendação da Seja Digital é que o modelo seja externo, instalado no telhado da casa.

2) Televisor – Se o aparelho for uma televisão de tubo, será necessário instalar um conversor de sinal. Se o televisor for de tela fina e não estiver preparado para receber o sinal digital, também precisará de um conversor de sinal. Para ter certeza se o televisor já tem o conversor, consulte o manual do fabricante.

3) Conversor – São eles que transformam o sinal digital em analógico para que sua TV continue com a programação. Estão disponíveis em diversos modelos e faixas de preço. Podem incluir recursos como função de gravação de programas, entrada USB para conectar pen drives com conteúdos de vídeo, conexão HDMI, central interativa de mídia e painel com funções de navegação. Os conversores também vêm acompanhados de controle remoto, o que acaba sendo um recurso adicional para TVs antigas que não tenham o acessório.

 

Famílias inscritas em programas sociais do governo federal podem receber kits gratuitos
As pessoas que participam de algum programa social do governo federal nas 39 cidades previstas para a digitalização da TV na região podem agendar a retirada de seu kit, contendo conversor, antena e cabos, pelo telefone 147 (ligação gratuita) ou pela internet. Para saber se tem direito, o beneficiário deve acessar o portal www.sejadigital.com.br/kit, clicar em “Programa de Distribuição de Kits” no menu superior e fazer a pesquisa utilizando o CPF e o NIS (Número de Identificação Social) do responsável familiar. Caso não saiba qual seu número de NIS, basta ligar para a Central de Relacionamento do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, no 0800-707-2003.

Inclusão Digital

As famílias da região metropolitana de São Paulo inscritas em programas sociais do Governo Federal já podem verificar se estão na lista de beneficiários que receberão um dos mais de 1,8 milhão de kits gratuitos com antena UHF, conversor para a TV digital e controle remoto. A população deve acessar o site www.sejadigital.com.br/kit ou ligar gratuitamente para o número 147 com o CPF ou o NIS (Número de Identificação Social) em mãos. Se o nome estiver na lista, é só escolher o dia, horário e local.

Por meio desses canais, a população também poderá tirar quaisquer dúvidas referentes às mudanças trazidas pela TV digital e sobre como se preparar para receber o sinal. Outra alternativa, também, é visitar um CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) mais próximo de sua residência e procurar pelo ponto de apoio da Seja Digital para esclarecer dúvidas ou agendar a retirada do kit.

Digitalização já ocorreu no Distrito Federal

São Paulo é a terceira localidade onde o sinal analógico está sendo desligado. Em 2016, a mudança já ocorreu na cidade-piloto de Rio Verde (GO) e na região metropolitana de Brasília, com os trabalhos conduzidos pela Seja Digital. A entidade chegou ao DF e às nove cidades do entorno em novembro de 2015 para orientar, informar e oferecer suporte didático a toda população por meio de campanhas de comunicação e mobilização social. Com o desligamento do sinal analógico em novembro de 2016, os mais de 4 milhões de moradores da região passaram a assistir os canais abertos de televisão apenas pelo sinal digital, que transmite a programação gratuitamente com imagem e som de cinema. Foram distribuídos mais de 310 mil kits nas 10 cidades da região. Já em Rio Verde, o desligamento se deu em março do ano passado, alcançando um índice de 98% da população com acesso ao sinal digital, conforme índice aferido em pesquisa do Ibope.

 

 

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Descarte sua TV analógica de maneira correta

tv_reciclar_2.jpg27/03/2017 - Encontrar um destino adequado para os eletrônicos quebrados é um dos principais desafios da atualidade. Muitos desses produtos não podem ser descartados no lixo comum, pois possuem metais tóxicos que contaminam o meio ambiente. Com a proximidade do desligamento do sinal analógico de TV, que acontecerá no próximo dia 29 de março em toda a região metropolitana de São Paulo, muitas pessoas podem aproveitar para descartar televisores quebrados ou trocar aquele televisor antigo – o que não é necessário, uma vez que, com o conversor instalado e antena adequada, qualquer televisor pode transmitir a programação de TV aberta por meio do sinal digital.

Pensando nisso, a Seja Digital, entidade responsável pela operação do processo de migração do sinal de TV, em parceria com a Abrin, Associação Brasileira de Reciclagem e Inovação, disponibiliza pontos de coleta em 24 ETECs (Escolas Técnicas Estaduais) e 19 cooperativas de resíduos sólidos. A ação tem como objetivo estimular o descarte correto de televisores por meio da mobilização dos alunos, que irão informar e divulgar o projeto para a comunidade local.

O projeto começou no dia 6 de março e irá até o dia 8 de abril. Além da coleta, a Seja Digital, que têm como missão informar e orientar a população sobre essa mudança, disponibiliza um espaço para o tema no site www.sejadigital.com.br/recicle. Ali, é possível saber mais informações sobre o descarte adequado e encontrar o ponto de coleta mais próximo da cada residência, por meio do CEP.

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Brasil precisa priorizar IoT para ter resultados

bndes_iot.jpgBruno do Amaral, Converge
08/03/2017 - Uma coisa é apresentar um Plano Nacional de Internet das Coisas (IoT), outra é o País priorizar o assunto, reconhecendo e permitindo os impactos positivos. Esses são alguns dos desafios para os próximos anos, segundo debatedores no painel Laboratórios do Futuro IoT, evento promovido pelo BNDES com o governo e realizado nesta terça-feira, 7, em São Paulo. O diretor de políticas regulatórias da GSMA, Philipe Moura, destacou o papel do governo na criação de um ambiente que permita a inovação e o desenvolvimento no setor. Ele diz que há necessidade de consistência nas regras para diferentes players (semelhante ao discurso da entidade em relação às over-the-top) para uma cadeia de valor complexa. "Esse sistema de regras precisa ser adaptável e flexível o suficiente para a evolução tecnológica, porque sabemos onde está hoje, mas daqui a 20 anos não sabemos como será", declara.

Moura analisa que o Brasil tem pensado de forma avançada, mas ele insiste na necessidade de um grupo compreensivo de políticas que considere o impacto entre todos os stakeholders. Na visão dele, é necessário ter uma política de IoT que, mesmo após alguns anos, ainda se mantenha relevante. "No Marco Civil da Internet, por exemplo, tivemos um grande incentivo por colocar a regulação de Internet de vanguarda, mas não significa que foi a (regulação) que precisávamos, e talvez em cinco anos a gente tenha consequências no mercado", compara.

Os impactos precisam ser reconhecidos também, diz, fazendo alusão às taxações do setor de telecomunicações, que são comparadas às da indústria do cigarro e da bebida. "A IoT é uma indústria com externalidades positivas para a economia e que respinga em outras indústrias. Mas não será tão grande como imaginamos se a gente taxar o sistema como se fosse algo negativo, e é essa a forma como é no Brasil hoje", reclama.

Sugestões

Para alavancar a Internet das Coisas no País, a sugestão do sócio do McKinsey Global Institute, Michael Chui, é direta: investir desde cedo em pesquisa e desenvolvimento, além de capacitação profissional. "Não precisa ser pesquisa básica. É essencial também ter o talento a postos, para quando houver demanda, então faça com que a educação e sistema de treinamento tenham talentos." Também é importante entregar produtos em vez de apenas propostas, e que sejam pensados para um mercado transnacional. "IoT é um mercado global, então construa rápido e (pronto) para servir em qualquer lugar, não só para o Brasil. E tenha um ecossistema global também de P&D", propõe.

O vice-presidente de P&D do CPqD, Alberto Paradise, defende foco nos agronegócios como uma vertical-chave para IoT, uma vez que o setor representa cerca de 25% do PIB brasileiro. "Podemos melhorar produtividade, qualidade da produção e cuidar do ambiente (com gestão racional de recursos) ao conectar dispositivos simples à nuvem", avalia. Ele acredita ainda que o País poderá competir melhor no software, em especial com pesquisas em inteligência artificial para lidar com os dados – ou seja, machine learning.

O sócio sênior da McKinsey na Alemanha, Jan Wullenweber, sugere atenção à mobilidade urbana, tanto em carros inteligentes/conectados quanto transporte público. Ele ressaltou a necessidade de se criar hubs de pesquisa e desenvolvimento separados dos núcleos originais das empresas. "Não é pedir para a indústria tradicional trabalhar IoT, precisa de uma mudança no modelo competitivo", alega.

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