Em 1 ano, país perde 7 milhões de linhas móveis

planos.jpg08/02/2019 - O Brasil atingiu 229.210.890 linhas móveis no mês de dezembro de 2018, o que representa uma redução de 7.277.658 linhas (3,08%) se comparado com o ano anterior. Os dados fazem parte do levantamento realizado pela Anatel - Agência Nacional de Telecomunicações.

Entre grandes empresas, a Telefônica (Vivo) foi a operadora com maior quantidade de clientes, com 73.160.110 linhas (31,91% do mercado) em dezembro de 2018. Em segundo lugar ficou a Claro, com 56.416.473 clientes (24,61% do mercado); em terceiro, a Tim, com 55.922.528 clientes (24,39% do mercado); e, na quarta posição, a Oi, com 37.703.153 clientes (16,44% do mercado).

Entre as prestadoras de pequeno porte (PPP), ou seja, empresas que detêm menos de 5% do mercado, a Nextel registrou a maior quantidade de clientes, com 3.300.715 linhas. Seguem a Algar, com 1.289.852 linhas; a Porto Seguro, 825.428 linhas; a Datora, 397.558 linhas; e a Sercomtel com 62.185 linhas no mês de dezembro. Outras empresas somaram 132.888 linhas. Essas empresas juntas detém 5.875.738 linhas em dezembro. Em 12 meses, as PPPs registram um crescimento de 1.058.837 linhas, enquanto as quatro grandes, somadas, registraram queda de 8.336.495 linhas.

Entre as linhas móveis, em dezembro, foram registradas 129.549.487 linhas pré-pagas (56,51%) e 99.661.403 linhas pós-pagas (43,49%). Na comparação com dezembro de 2017, houve uma redução de 18.959.874 linhas pré-pagas (-12,77%) e aumento de 11.682.216 linhas pós-pagas (+13,28%).

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TV por assinatura perde 550 mil clientes em 2018

tv_digital.jpg07/02/2019 - O serviço de TV por Assinatura totalizou 17.574.822 contratos ativos em dezembro de 2018, o que representa uma perda de 549.833 assinantes nos últimos 12 meses (-3,03%), de acordo com os números coletados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Em relação ao mês anterior (novembro de 2018), houve uma perda de 21.743 contratos (- 0,12 %).

Os quatro maiores grupos de TV por Assinatura do Brasil (Claro/NET, Sky, Oi e Vivo) detinham 17.050.679 contratos ativos (97,01% do total) em dezembro de 2018. O grupo Claro/NET registrou o maior número de clientes, totalizando 8.600.763 contratos (48,93% do mercado) e em segunda posição ficou a Sky, com 5.281.535 contratos (30,05 % do mercado). A Oi registrou 1.601.814 contratos (9,11% do mercado) e a Vivo 1.566.567 contratos (8,91 % do mercado). Dessas empresas, apenas a Oi apresentou crescimento nos últimos 12 meses, registrando saldo de +92.365 assinaturas (+6,12 %). As Prestadoras de Pequeno Porte (Algar, Cabo, Nossa TV e Outras) somaram 524.143 contratos de TV por assinatura, o que representa (2,98% do total).

Em dezembro, as unidades da federação com os maiores mercados de TV por Assinatura no país foram o estado São Paulo, com 6.469.425 contratos (36,81%), Rio de Janeiro, com 2.376.853 contratos (13,52%) e Minas Gerais, com 1.555.406 contratos (8,85%). Em relação a dezembro de 2017, o maior aumento de assinantes ocorreu no Maranhão que registrou um saldo de +48.041 clientes (+27,29%). Também houve aumento de assinantes nos seguintes estados: Ceará com saldo de +14.243 (3,59%), Amazonas com saldo de +11.879 (+4,05%), Pará com saldo de +11.237 (3,61%), Goiás com saldo de +3.824 (1,01%), Rio Grande do Norte com saldo de +2.450 (1,06%), Tocantins com saldo de +1.576 (3,69%) e Piauí com saldo de +415 (0,46%). Nos demais 19 estados houve perda de clientes.

 

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Prioridades do governo para as comunicações

congresso_2_as.jpgPor Andre Silveira, Teletime
05/02/2019 - O projeto de levar banda larga para regiões remotas, por meio do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), é considerado um projeto estratégico pelo governo federal. É o que consta na mensagem presidencial lida, nesta segunda-feira, 4, na abertura dos trabalhos do Congresso Nacional em 2019. A Estratégia Brasileira para a Transformação Digital (E-Digital), Internet das Coisas (IoT) e o Plano Geral de Metas de Universalização também são temas citados na mensagem. São estes os dois pontos principais do texto encaminhado aos parlamentares na abertura dos trabalhos do Legislativo.

No texto, especificamente o que se refere ao SGDC, o governo destaca que em março do ano passado foi lançada a expansão da oferta de conectividade em banda larga para promover a inclusão digital em todo território brasileiro. "A iniciativa prevê o atendimento a milhares de pontos de interesse público, como escolas, postos de saúde, postos de fronteira, órgãos públicos federais, comunidades indígenas e quilombolas. Em 2018, 3.685 prefeituras manifestaram interesse pela iniciativa e assinaram o termo de adesão com o compromisso de custear a segurança e as despesas de energia dos equipamentos instalados. O objetivo do Governo é ampliar o número de Municípios conectados com cobertura de banda larga móvel 3G e 4G, uma vez que atualmente o atendimento de conectividade em banda larga é precário, principalmente nas regiões mais carentes".

A mensagem também esclarece que SGDC é um projeto estratégico, de natureza essencialmente dual, com a finalidade de atender às necessidades de comunicação estratégica e apoiar a implementação de políticas públicas de banda larga. "O projeto SGDC compreende o artefato, lançado em maio de 2017, e o segmento terrestre atendido pela Rede Nacional de Comunicação Estratégica – Backbone Telebras, que permite a interligação e o escoamento do tráfego que será gerado pelos Municípios atendidos. São, ao todo, cinco estações de acesso em banda Ka, oito estações de controle satelital e dois Centros de Operações Espaciais (COPEs) concebidos com o mais alto grau de disponibilidade operacional, tendo alcançado certificação internacional TIER-IV de resiliência, segurança e confiabilidade".

O texto também informa que atualmente todas as estruturas encontram-se operacionais, embora não mencione as disputas judiciais por conta do contrato com a Viasat. "Ainda em 2018, as primeiras antenas de comunicação via satélite (VSATs) foram instaladas, sendo que o primeiro Município contemplado foi Pacaraima, no Estado de Roraima, com atendimento a 28 escolas, e a banda X, exclusivamente dedicada às comunicações seguras do Ministério da Defesa (MD), entrou integralmente em operação".

RPPDES

O texto do governo enviado ao Congresso também destaca que em 2018, foi aprovado o Regulamento de Cobrança de Preço Público pelo Direito de Exploração de Satélite (RPPDES) e foi estabelecido o preço público para a autorização, a adaptação, a consolidação e a transferência de autorização, permissão e concessão de serviços de telecomunicações.

Em relação à capacidade satelital do país, a mensagem presidencial destaca que há, atualmente, 17 satélites em órbitas brasileiras, com mais 37 estrangeiros autorizados e quatro com órbita não geoestacionária (NGSO). Estão previstos mais três novos satélites.

IoT

O texto presidencial também destaca o lançamento da chamada pública para seleção de projetos-piloto de Internet das Coisas (IoT), com a disponibilização de até R$ 20 milhões em recursos não reembolsáveis para projetos em plataformas de experimentação e em ambientes reais. "Foram recebidas 54 propostas, sendo 23 (42,6%) para cidades inteligentes, 17 (31,5%) para saúde e 14 (25,9%) para ambiente rural. No total, os projetos constituirão cerca de R$ 360 milhões em investimentos".

Ainda, sobre IoT o texto presidencial ressalta que definirá a Estratégia Nacional de Segurança da Informação. A política terá como foco, a segurança cibernética e o é objetivo definir as ações estratégicas em termos de Segurança Cibernética no âmbito da Administração Pública Federal, entre elas, "a elaboração da Norma Complementar de Requisitos Mínimos de Segurança da Informação para Dispositivos de Internet das Coisas (IoT). O tema é atual e consta da pauta de discussões entre os Ministérios e associações empresariais interessados nos aspectos comerciais e de fomento dessa nova tecnologia". Não há referência, contudo, ao Plano Nacional de Internet das Coisas elaborado em 2017 e até agora pendente de um decreto regulamentando-o.

PGMU

A mensagem do presidente da República, Jair Bolsonaro explica o cenário em que revisão do Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU) do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) "ocorrerá em um cenário de progressiva perda da essencialidade e redução da atratividade do STFC no País, o redirecionamento das metas que proporcionem um maior atendimento da demanda da sociedade, mediante a redução da quantidade de telefones de uso público (TUPs), ao mesmo tempo que introduz nova meta progressiva – com implantação nos próximos anos – por meio da tecnologia 4G para a prestação de STFC com acesso sem fio e suporte para a conexão em banda larga". Lembrando que o governo passado publicou o PGMU 2017-2020 e agora já discute o próximo, que será para o período entre 2021 e 2025. A referência às metas de 4G reforça o que já havia antecipado este noticiário: não deve haver revisão do PGMU, até pelo ônus político de rever metas já anunciadas e aguardadas por prefeitos e municípios.

Programa Espacial

Em relação ao programa espacial brasileiro, o texto destaca que 12 temas essenciais à potencialização do setor espacial no Brasil foram estudados de forma mais ampla no Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro. "As tecnologias aplicadas na área têm grande impacto no desenvolvimento econômico e social do País, com benefícios crescentes em áreas como sensoriamento remoto; previsão climática; comunicações; navegação; segurança e defesa".

O texto também cita que "no cenário internacional, ocorreram gestões, em coordenação com o Comando da Aeronáutica e com o Ministério das Relações Exteriores, para elevar a projeção brasileira junto ao Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior. Tais ações permitiram disseminar o Programa Espacial Brasileiro, identificar interesses comuns entre o referido Escritório e o Setor Estratégico Espacial Brasileiro, bem como discutir a Agenda Global Space 2030 e os desafios e as oportunidades do setor para o desenvolvimento econômico e social das nações". A mensagem ainda confirma que o governo tem a intenção de se inserir como protagonista em três segmentos da área: plataforma de lançamento, lançadores e artefatos satelitais.

E-Digital e 100 Dias

A mensagem aos parlamentares do Congresso Nacional cita a Estratégia Brasileira para a Transformação Digital (E-Digital). O texto estabelece o conceito de que a estratégia "define as prioridades do país na economia digital, para articular com órgãos e entidades da Administração Pública Federal em relação às ações temáticas que envolvam tecnologias digitais, como infraestrutura de telecomunicações, governo digital, dispositivos conectados, empreendedorismo de base tecnológica, economia de dados e pesquisa, desenvolvimento, inovação, educação e capacitação profissional em temas digitais".

Em relação às metas prioritárias de 100 dias de governo, a mensagem confirma as ações na área do MCTIC da "Implantação do Centro de Testes de Tecnologias de Dessalinização, com mapeamento de tecnologias em operação no semiárido, bem como a proposta Ciência na Escola, para integrar universidades e a rede de escolas públicas para o ensino de ciência"

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Brasil perde 2 milhões de linhas fixas em 2018

Telefonia-fixa.jpg30/01/2019 - O Brasil registrou 38.306.837 linhas de telefonia fixa em operação no mês dezembro de 2018, de acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Em relação ao mês anterior, dezembro apresentou diminuição de 250.190 unidades (-0,65%) e nos últimos 12 meses a redução foi de 2.071.090 linhas (-5,13%).

Em dezembro de 2018, 16.576.291 linhas fixas foram registradas pelas autorizadas no país e 21.730.546 pelas concessionárias. Em 12 meses, as autorizadas tiveram redução de 310.158 linhas (-1,84%) e as concessionárias, queda de 1.760.932 linhas (-7,50%). Comparado a novembro de 2018, houve diminuição de 30.000 linhas (-0,18%) entre as autorizadas e nas concessionárias a redução foi de 220.190 linhas (-1,00%).

De acordo ainda com a Anatel, em dezembro, entre as autorizadas, a Claro registrou a maior participação de mercado, 10.430.280 de linhas fixas no país (62,92%), seguida pela Vivo, com 4.335.854 (26,15%), e TIM, com 882.095 (5,32%). Em relação às concessionárias, a Oi possui o maior volume de linhas fixas, 12.234.092 de linhas (56,29%), seguida pela Vivo, 8.602.961 linhas (39,58%) e pela Algar Telecom, 736.325 de linhas (3,38%).
Estados

Entre as autorizadas, no mês de dezembro, o estado de São Paulo apresentou a maior quantidade de linhas fixas com 5.594.162 de linhas fixas (33,74%), seguido pelo Rio de Janeiro, 1.987.601 (11,99%), e Paraná, com 1.546.240 (9,32%). Entre as concessionárias, São Paulo registrou 8.777.932 de linhas fixas (40,39%), seguido pelo Rio de Janeiro 2.434.552 de linhas (11,20%), e Minas Gerais, 2.304.859 de linhas (10,60%).

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Os planos de Carlos Moura, ao assumir a AEB

carlos_moura_aeb.jpgAndré Silveira, Teletime
23/01/2019 - O novo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), coronel Carlos Moura, tomou posse do cargo nesta quarta-feira, 23, com foco em revitalizar a política especial brasileira, como o resgate da base de lançamentos de Alcântara (MA), que vem tendo problemas após o fim da parceria com a Ucrânia. Com ações alternativas que contemplam o lançamento de minissatélites, o executivo acredita no sucesso do projeto. O presidente da AEB destaca que a diretriz geral é orientar as ações focadas em resultados que a sociedade consiga perceber. A relação com o segmento de Defesa também deverá ficar mais estreita, no sentido de unir esforços no desenvolvimento de projetos que poderão atender as demandas militares e civis.

"A ideia é podermos atender às demandas da sociedade. A população, uma vez reconhecendo a importância do segmento espacial brasileiro, vai poder dar sustentação política ao nosso programa. Com isso, os nossos políticos fortalecerão o nosso orçamento. Aí entramos em um círculo virtuoso", afirma o presidente. Ele cita como exemplo o programa desenvolvido no Peru, onde o sistema de observação da Terra por satélite teve uma forte divulgação junto à população, especialmente no que se refere ao meio ambiente e proteção contra desastres naturais. "A população de lá comprou a ideia, especialmente em relação às ações de prevenção", comenta. Para o Brasil, o desafio, segundo Moura, é fazer com que o serviço seja percebido pela população. Uma das ações é por meio da banda larga, mas outros focos a serem abordados são a telemedicina e o monitoramento do meio ambiente, por meio de um satélite-radar. "O que vai mudar agora é isso: em vez de partirmos da Pesquisa e Desenvolvimento para chegar em alguma solução que venha a atender a população, nós vamos em busca de incrementos do que temos disponível para melhor atender à demanda da sociedade".

O presidente da AEB vai além e destaca que os projetos desenvolvidos no segmento terão o viés mercadológico. "Por exemplo, queremos um lançador de foguetes em Alcântara que atenda às nossas demandas e que não tenha a necessidade de o Estado injetar recursos para a manutenção. A ideia é nos atender e também concorrer no mercado. A região é bem localizada, a base está totalmente disponível. Se conseguirmos dar cadência de lançamento em Alcântara, certamente teremos condições de manter a estrutura e ter retorno. Se o projeto foi viável a ponto de ter lucro, melhor ainda. É claro que não exatamente o Estado, mas as empresas que assumiriam a manutenção", afirma. A base é atrativa pela proximidade com a linha do equador, o que reduz a quantidade de combustível necessária para o lançamento.

Alcântara

Carlos Moura destaca que atualmente, com o movimento New Space, no qual a indústria privada espacial emerge, o mercado passa a ter uma nova dinâmica. "Em termos de tecnologia, já se consegue fazer satélites menores, com menos demanda de energia e menor peso, o que reduz a necessidade de grandes lançadores. Isso fez com que o Brasil, especialmente a região de Alcântara, passasse a ser lembrado novamente. Inclusive, já fomos procurados por algumas empresas, interessadas na base de lançamento. A vantagem é que hoje a base tem janela de tempo disponível. Não há nenhum projeto instalado atualmente, o que poderia viabilizar a implantação de um programa de microlançadores, utilizando a base com pouca interferência, diferente de outros centros, que tem lançadores de maior porte, o que acaba gerando dificuldade de tempo, entre uma operação e outra, por questões de segurança."

Para viabilizar a operação, o presidente diz que as demandas são simples para a classe de pequenos lançadores. "Alguns sistemas nem precisam de torre de lançamento. Os sistemas de proteção ao voo já existem. O que é necessário é adequar algumas situações, como reforço de equipe, para que possamos oferecer o serviço da base de forma continuada. Em termos de logística, ainda faltam algumas coisas importantes, mas estamos avançando. O aeroporto de Alcântara, era classificado como militar, o que estabelecia uso restrito. Para funcionar atendendo ao centro de lançamento, precisava de algumas melhorias. Nós em contato com a Secretaria de Aviação Civil, descobrimos que aquele órgão poderia fazer os investimentos no local, de cerca de R$ 70 milhões, desde que houvesse a reclassificação e o aeroporto passasse a ser civil e militar. Ajustamos, envolvemos a Aeronáutica no projeto e o investimento será feito".

Em uma análise geral, o presidente da AEB comenta que há alguns anos o programa espacial brasileiro era focado em Pesquisa e Desenvolvimento. " Os institutos tinham algumas linhas de pesquisa e também tinham o desafio de dominar uma tecnologia de acesso ao espaço. Com a cooperação de outros institutos e universidades, se tentava chegar a algum produto. O que percebemos é que esse modelo se esgotou, pois a capacidade de investimento do Estado se reduziu muito, as formas de contratação de especialistas também ficaram pouco flexíveis, diferente do formato no passado em que os institutos de pesquisa conseguiam contratar profissionais por projeto. Isso acabou comprometendo o desenvolvimento do programa especial brasileiro. "

PNAE

O presidente da AEB destaca que Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) vai passar por uma reformulação, agregando o Pese (Programa Estratégico de Sistemas Espaciais) da Defesa, que contempla aplicações de sensoriamento remoto óptico, radar e satélites de comunicação. "No ano passado, foi criado o Grupo de Desenvolvimento do Programa Especial Brasileiro. A ideia foi revisitar o programa espacial como um todo, identificar os gargalos e ver as principais soluções para isso".

O lançamento do SGDC foi importante para a área da Defesa, pois atendeu algumas demandas da área. Mas, nos últimos dois anos, a AEB e a Defesa trabalham para unir estas duas necessidades. A ideia é que as necessidades da Defesa façam parte de um capítulo do PNAE. "E a Defesa pensa não só em comunicação geoestacionária, mas em constelações de órbita baixa, voltada para aplicações táticas, o que irá gerar outras necessidades junto ao meio acadêmico e também se tornar uma possibilidade interessante para a indústria, uma vez que o satélite geoestacionário dura décadas e os menores têm um prazo de validade menor, mas também geram menos necessidade de investimento".

Na relação com os militares, Carlos Moura, que conhece o meio, destaca que no passado foi criado o programa estratégico de defesa no qual coube à Aeronáutica cuidar do que fosse relacionado ao segmento espacial. "Daí, foi criada a Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE). Porém, o país não tem recursos para fazer muitos projetos. Então, ficou claro que nós não temos condições (AEB civil e CCISE militar) de gerenciar programas diferentes. Temos que buscar sinergias". Um exemplo citado pelo presidente é a defesa e controle do espaço aéreo brasileiro. "Neste processo, utiliza-se os mesmos meios e infraestrutura, mas trabalha-se a informação de forma diferenciada. Outro exemplo citado pelo presidente da AEB é o trabalho desenvolvido no Centro de Operações Espaciais do SGDC em que há o pessoal da Defesa trabalhando junto com os técnicos da Telebras".

Coronel Moura recorda que no ano passado foram criados 12 grupos técnicos que, de forma individual, trabalharam temas específicos. No entanto, havia momentos de interação envolvendo as Forças Armadas, Casa Civil, o antigo Ministérios da Relações Exteriores, da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e o antigo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. "Ou seja, já estamos trabalhando bem juntos, com diálogo excepcional", afirma.

SGDC 2

No que se refere ao lançamento do segundo projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), o coronel Carlos Moura destaca que ainda não há o envolvimento da agência. "Tínhamos assento no comitê do primeiro projeto. Então, por questão de continuidade, a nossa equipe continuou participando do trabalho. No entanto, por conta da disputa judicial que ocorre hoje neste projeto [do primeiro satélite, por conta do contrato da Telebras com a Viasat], o trabalho do SGDC 2 foi paralisado em seu início. Esperamos que assim que for resolvida a questão judicial, o trabalho venha a ser retomado".

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Embratel: consumo energético das empresas

mario_rachid_embratel.jpg14/01/2019 - A Embratel anuncia nova versão da solução Eficiência Energética para permitir o início do gerenciamento de consumo energético pelas empresas. A solução Eficiência Energética Embratel ajuda no monitoramento do uso de energia das companhias, garantindo maior controle e melhor gestão de gastos. A oferta é indicada para organizações de diversos tamanhos e segmentos de atuação, como instituições financeiras, hotéis e empresas de varejo em busca de alternativas para reduzir despesas com energia elétrica.

O consumo de energia é uma preocupação constante por representar um gasto expressivo mensal das companhias. A solução Eficiência Energética Embratel foi desenvolvida justamente para ajudar na gestão eficiente do uso e no controle dos gastos por meio de uma oferta completa, com o uso de tecnologia de gerenciadores energéticos aliados ao trabalho de uma consultoria profissional.

"A solução da Embratel proporciona maior autonomia para o gerenciamento e monitoramento de energia das companhias", afirma Mário Rachid, Diretor Executivo de Soluções Digitais da Embratel (foto). Segundo o executivo, a nova versão, simplificada, tem o objetivo de impulsionar as companhias a iniciarem o monitoramento do consumo, por meio de uma solução de fácil utilização e capaz de estimar os custos com energia.
A oferta Eficiência Energética Embratel funciona da seguinte forma: medidores de energia instalados no quadro de eletricidade da empresa analisam os diferentes circuitos elétricos. Esses medidores se comunicam, via rede móvel, com uma plataforma em Nuvem da Embratel, por meio da qual os gestores têm acesso aos dados sobre consumo energético das suas empresas, de hora em hora. A solução permite a identificação de padrões de uso irregulares responsáveis por impactar o correto consumo de energia elétrica.

Com base nas informações coletadas, a equipe de consultoria da Embratel sugere melhorias, tais como programar o desligamento de determinados equipamentos fora do horário de uso, como iluminação e recursos de TI; orientar os colaboradores sobre boas práticas para economia de energia e até auxiliar na elaboração de um manual de consumo, buscando garantir o uso eficiente da energia elétrica. Por meio de um controle de acesso seguro, as empresas acessam os relatórios com o detalhamento do consumo de cada circuito elétrico.

"A energia é um dos insumos mais importantes para a produção de bens e serviços, afetando diretamente o orçamento de uma empresa. A solução Eficiência Energética Embratel possibilita aos nossos clientes um maior controle sobre o consumo e, consequentemente, uma previsão das faturas mensais", afirma Rachid.

A solução Eficiência Energética Embratel faz parte do amplo portfólio de Soluções Digitais da Embratel e é customizada de acordo com cada cliente. Para mais informações, acesse: www.embratel.com.br

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