New York Times mostra a força da Huawei rumo ao 5G

huawei_5g.jpgPor Ethevaldo Siqueira
12/03/2018 - Quando os gênios da tecnologia se sentaram para ajustar os padrões globais que sustentam as redes de hoje do telefone celular, a China foi deixada de lado pela maior parte dos países. Com a tecnologia crucial que detinham, as companhias ocidentais prosperaram.

Agora que o mundo se prepara para uma nova geração de Internet móvel que poderá permitir que você baixe um filme de longa-metragem em poucos segundos, uma empresa chinesa está determinada a liderar, colocando-se no centro de uma luta internacional sobre o futuro da tecnologia.

A Huawei, a gigante de equipamentos de telecomunicações, tem destinado bilhões em pesquisa sobre 5G, ou quinta geração, de redes sem fio e tecnologias-chave de patentes. Contratou especialistas de rivais estrangeiros e fez com que eles passassem a orientar os grupos internacionais que decidem sobre os padrões técnicos para a engrenagem sem fio de amanhã.

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Huawei tornou-se uma grande marca internacional de smartphones / Crédito Yves Herman / Reuters

 

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Projeto de lei polêmico eleva receita das lotéricas

contas.jpgProposta, em tramitação no Senado, enfrenta oposição de bancos e concessionárias públicas, e no centro do debate estão os boletos bancários

Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo
23/03/2018 - Um projeto de lei que está pronto para ser votado no Senado vem provocando uma disputa entre lotéricas, de um lado, bancos e concessionárias públicas, do outro. No centro da polêmica, estão os boletos bancários. A proposta aumenta a remuneração dos mais de 84 mil correspondentes bancários que aceitam o pagamento de contas no País.

Já aprovado pelos deputados, o projeto de lei 1 de 2018 prevê que lotéricas e o comércio deverão receber 0,8% de cada conta paga no caixa, com mínimo de R$ 1,06 e máximo de R$ 3,14. Atualmente, a remuneração é variável e negociada entre o comerciante e o banco. Instituições financeiras dizem que, para cada conta recebida, pagam em média de R$ 0,80 a R$ 0,85. Já as lotéricas falam em média de R$ 0,60.

Existem 84 mil correspondentes bancários espalhados pelo país; desse total, 13 mil são lotéricas

Os correspondentes bancários reclamam uma comissão maior por esse serviço. Bancos e concessionárias de serviços públicos dizem que o aumento pode afetar o consumidor e que a medida reduziria o serviço, prejudicando especialmente pequenas cidades.

O autor do projeto é o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR). O tucano faz parte da Frente Parlamentar em Defesa dos Lotéricos que tem 207 membros. "Estamos discutindo uma renda mínima para os lotéricos", defende o deputado que diz não ter lotéricas ou interesse no tema. "Sou um homem público e essa é uma pauta importante", diz, ao lembrar que cerca de 500 lotéricas fecharam nos últimos anos.

Aos bancos e concessionárias de serviços públicos, a nova proposta poderia custar até R$ 12 bilhões por ano. Os valores são estimados com o gasto extra de R$ 4 bilhões para recebimento de contas de concessionárias públicas, R$ 3 bilhões de boletos tradicionais e a despesa extra de R$ 3 bilhões com o transporte de valores.

Além de criar uma comissão mínima de R$ 1,06 a cada boleto recebido, o projeto obriga que o transporte de dinheiro do correspondente até o banco seja custeado pelas instituições financeiras. Hoje, é uma responsabilidade dos lotéricos e varejistas – que são vítimas de assaltos e roubos. Dos correspondentes bancários, cerca de 70 mil estão no varejo – como mercados, farmácias e padarias – e outros 13 mil são agentes lotéricos tradicionais.

Os lotéricos são os principais defensores da medida e têm feito forte pressão no Congresso. O presidente da Federação Brasileira das Empresas Lotéricas (Febralot), Jodismar Amaro, diz que o setor tentou negociar o aumento dos valores com a Caixa, mas as negociações não avançaram. "O projeto repõe a inflação. O custo de processar um boleto está entre R$ 0,80 e R$ 0,90. É mais do que o que gente recebe", diz.

O presidente executivo da entidade que reúne operadoras de telefonia, o Sinditelebrasil, Eduardo Levy, diz que a mudança teria duas consequências. Ele acredita que as empresas de telecomunicação tendem a repassar o custo aos clientes. Já as concessionárias de água e luz poderão ter dificuldade porque os preços ao consumidor são regulados.

Outra hipótese citada por Levy é que bancos poderão até encerrar acordos com correspondentes pelo custo de transporte de dinheiro. Nesse caso, há risco de aumento da inadimplência em mais de 2 mil municípios que não têm agência bancária – localidades onde o custo de transporte seria maior.

Procuradas, Caixa e Febraban não se pronunciaram sobre o tema."

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Anatel torce para Oi conseguir comprar faixa de 700 MHz

juarez_quadros2.jpgLuís Osvaldo Grossmann, Convergência Digital
21/03/2018 - O cronograma é apertado, mas a Anatel acredita ser possível colocar em leilão ainda em 2018 a fatia da faixa de 700 MHz que não foi adquirida em 2014. E torce para que a recuperação da Oi permita ser ela a empresa a ficar com o naco que não teve fôlego para comprar naquele primeiro leilão.

“A faixa de 700 MHz está em horizonte próximo para leilão, possivelmente ainda em 2018. O processo de recuperação da Oi está caminhando muito bem e na Anatel tudo o que se puder fazer para ajudar tem acontecido. Sabemos que a companhia não tem essa frequência. Se pudesse tê-la, seria mais competição no mercado”, afirmou nesta teça, 20/3, o presidente da agência, Juarez Quadros (foto à esquerda).

O assunto esteve em um dos debates do Encontros Telesíntese 52, realizado nesta terça em Brasília pela Momento Editorial. Quadros pontuou que o Brasil é o país na região com maior disponibilidade de espectro, com 630 MHz destinados à telefonia móvel.

“Temos cinco prestadoras em nível nacional. Uma com 170 MHz, duas com 160 MHz, a quarta com 100 MHz e uma quinta com apenas 50 MHz”, listou o presidente da Anatel. A tele com 100 MHz é justamente a Oi, que descapitalizada não participou do leilão da faixa de 700 MHz em 2014. Os 10+10 MHz que poderiam ter sido adquiridos naquela ocasião representam a oferta que a agência quer ver novamente oferecidos no curto prazo.

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Telefônica Brasil promete investir R$ 26,5 bi em 3 anos

investor_day.jpg13/03/2018 - Durante Investor Day realizado ontem, 12 de março em Nova York, a companhia anunciou plano de investimento de R$ 24 bilhões para o triênio 2018-2020, além de investimentos adicionais de R$ 2,5 bilhões para expansão específica da fibra ótica

Nessa segunda-feira, a Telefônica Brasil comemorou 20 anos de listagem na Bolsa de Nova York. Durante o evento, que reuniu investidores, analistas de mercado e acionistas, o presidente da empresa, Eduardo Navarro, apresentou a estratégia de investimento da companhia, destacando o projeto de aceleração da fibra ótica, ao qual serão destinados mais R$ 2,5 bilhões entre 2018 e 2020, além do programa de investimentos de R$ 24 bilhões para o mesmo triênio.

A operadora, Navarro mostrou a posição da marca Vivo no mercado brasileiro, com liderança na operação móvel e nos segmentos de alto valor, como o pós-pago e o 4G. E apresentou também a Ultra Banda Larga por meio de fibra ótica como o novo motor de crescimento da companhia. “Temos ativos exclusivos e todas as capacidades para aproveitar tanto a oportunidade de monetização de dados móveis quanto de crescimento na operação fixa, via fibra”, afirmou.

“Obtivemos alto nível de eficiência por meio de ganhos de sinergia advindos da compra da GVT e continuamos a fazê-lo por meio do aumento da digitalização da companhia, que é uma de nossas prioridades”, frisou o executivo. Segundo ele, a evidência de sinais de melhora gradual da economia brasileira traz mais perspectivas de crescimento para a empresa a partir deste ano.

O COO (Chief Operating Officer) da Vivo, Christian Gebara, também presente, destacou que a digitalização é um direcionador de expansão não apenas de rentabilidade, mas também de melhoria na experiência do cliente. “Estamos trabalhando em todas as frentes para elevar o nível de digitalização, que impacta parte importante dos nossos custos e oferece novas e melhores experiências ao cliente, seja no contato com a empresa ou no consumo de produtos e serviços”, destaca Gebara. Como exemplo, ele citou o aumento do uso da fatura online e dos canais digitais de atendimento, como o Meu Vivo, que já tem mais de 13 milhões de usuários. “Hoje, o foco é aumentar de maneira significativa o atendimento e vendas por canais online, em todos os segmentos de clientes”, conclui.

Já David Melcon, CFO (Chief Financial Officer) da companhia, destacou que a Telefônica tem um posicionamento único no mercado de telecomunicações brasileiro. “Com o projeto de investimento adicional em fibra, a Telefônica Brasil vai capturar o valor da oportunidade para aumentar a rentabilidade da companhia e o retorno aos acionistas”, enfatizou Melcon. Segundo ele, a empresa atua para incrementar receita mantendo a liderança, acelerar investimentos com foco em crescimento e rentabilidade e construir uma companhia muito mais robusta, que continua capturando as oportunidades de digitalização no Brasil.

Ao final das apresentações, os executivos da Telefônica foram convidados a tocar o tradicional sino de encerramento das atividades da bolsa, na chamada “Closing Bell Ceremony”, em comemoração aos 20 anos como empresa listada NYSE.

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Serviços prestados pelo Governo já são digitais?

secr_tics_gleisson_rubin_2.jpgAna Paula Lobo e Pedro Costa, Convergência Digital
19/03/2018 - Um Censo sobre a oferta de Serviços Públicos, realizado pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), sob a coordenação do Ministério do Planejamento e apoio da Casa Civil, apresentou um resultado alarmante: a maior parte dos serviços prestados pelo governo ainda é analógico. O estudo foi apresentado em primeira mão no 3º Seminário Brasscom Políticas Públicas & Negócios, realizado em Brasília.

Das informações obtidas das 85 instituições que responderam ao questionário, foi possível catalogar a existência de 1.740 serviços. Sobre o percentual de digitalização até o momento, apenas 31% dos serviços estão totalmente digitalizados. Dos 69% restantes, 25% não têm nenhum tipo de digitalização. Os demais 44% -são híbridos, mas estão mais para analógico do que para digital. O estudo contém um dado muito preocupante: enquanto a pesquisa TIC IBGE mostra que 92% dos brasileiros têm um smartphone, apenas 1,2% é prestado por aplicativo móvel.

"Serviços eletrônicos precisam ser vistos como um ativo do Estado sob a guarda da Presidência da República. Foi assim em países como Uruguai, aqui, infelizmente, não aconteceu dessa forma", revelou o secretário da STI, do Planejamento, Gleisson Cardoso Rubin (foto acima), em entrevista exclusiva à CDTV, do portal Convergência Digital.

O resultado dessa baixa digitalização é que, hoje, a cada 100 serviços públicos, 30,2% são prestados pessoalmente no balcão exigindo a interação pessoal. "Há um campo enorme a ser explorado e para se avançar. Fato é que serviço digital economiza dinheiro. Ele custa 1/3 do serviço físico", acrescenta Rubin.

O censo do governo mostrou ainda que:

- As áreas onde os serviços públicos mais atuam são as de educação (8,5%), administração e gestão pública (8,3%) e indústria (7,5%);

- A maior parte (71,1%) dos serviços públicos são isentos da cobrança de qualquer tipo de taxa;

- Os serviços que mais cobram taxas são os de obtenção de autorizações, permissões, licenças, certificações e qualificações (43,5%) e cadastramento e emissão de documentos (33%);

- Os ministérios são responsáveis por 100% dos serviços relacionados a impostos e outras contribuições, redução e desconto de tarifas, contribuições e taxas de crédito;

- As autarquias e fundações são responsáveis por 72,5% dos serviços de obtenção de autorizações, permissões, licenças, certificações e qualificações;

- Três em cada quatro (75,2%) serviços não realizam nenhuma forma de avaliação da satisfação dos usuário; e

- A cada 10 serviços públicos, três são destinados para pessoas físicas, três para pessoas jurídicas de direito privado, três para a administração pública e um para estados e municípios

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HUGHES está comemorando 50 anos no Brasil

hughues_rafael_guimaraes.jpg18/03/2018 - Trajetória da companhia inclui prestação de serviços de telecomunicações para o segmento corporativo e atuação no mercado consumidor, com o lançamento da HughesNet, conexão de alta velocidade para zonas rurais e pequenos municípios  

A Hughes comemora 50 anos de história no Brasil. A companhia americana chegou ao País em 1968 e foi a responsável pela venda dos primeiros satélites de telecomunicações brasileiros.

“Ao longo destes 50 anos de história no País, a Hughes sempre teve um papel de destaque no mundo das comunicações via satélite. Começamos vendendo equipamentos, depois incorporamos prestação de serviços de rede corporativa ao nosso negócio, e agora oferecemos serviços ao consumidor final. Esses fatores marcam uma transformação significativa nas atividades da companhia e a coloca como parte fundamental da história das comunicações via satélite no Brasil”, diz Delio Morais, CEO da Hughes no Brasil.   

A Hughes é a única prestadora de serviços gerenciados via satélite que utiliza a própria tecnologia em suas operações, e também o principal fornecedor mundial de serviços de satélites de banda larga, produtos e soluções de redes gerenciadas. Entre os benefícios gerados aos clientes, é possível destacar a cobertura nacional, um extenso portfólio de serviços e soluções de rede multisserviços (fixas e móveis), personalizados e adaptados às necessidades específicas de cada cliente.

Além de comunicação via satélite, a Hughes possui um portfólio completo de soluções nas áreas de: redes de comunicação; monitoramento e controle; mobilidade; e treinamento, e atua principalmente nos setores de serviços públicos, varejo, financeiro, educação, indústria, telecom, governo e agronegócio.

Para Rafael Guimarães, presidente da Hughes no Brasil, o País é, cada vez mais, foco de intensos investimentos da companhia, que opera no mercado nacional desenvolvendo soluções de telecomunicações para os segmentos corporativo, governamental e consumidor. “Estamos orgulhosos de comemorar 50 anos de presença no País e poder oferecer serviços de alta qualidade a empresas de diversos segmentos, além de usuários residenciais”, afirma Guimarães (foto acima).

Investimento no segmento B2C – HughesNet

Em 2016, a empresa apostou no segmento B2C, com o lançamento da HughesNet, marca que veio para atender às necessidades do consumidor final que necessita de internet em locais considerados desatendidos. No País, o serviço opera na banda Ka, faixa na qual os satélites de alta capacidade trabalham com um custo mais baixo, além de receber os mesmos padrões globais de qualidade.

Novo Satélite

Em 2018, a empresa passará a utilizar um novo satélite que vai não só ampliar a cobertura dessa tecnologia no Brasil, como também atender muitos países da América do Sul, que a Hughes utilizará para expandir seus serviços de satélite de banda larga para os consumidores. A banda larga HughesNet já está disponível em quase 4 mil municípios brasileiros desde seu lançamento, e ainda em 2018, a companhia deve ampliar o atendimento para aproximadamente 4.900 municípios.

Serviço de SD-WAN

Também este ano chega ao mercado brasileiro a solução HughesOn. Trata-se de um serviço de SD-WAN capaz de prover conexões entre a matriz e filiais de empresas de forma segura, escalável e bem mais econômica, usando como meio de acesso circuitos de banda larga tradicionais. “HughesOn é uma solução da Hughes que opera em qualquer acesso à internet, mesmo que não seja via satélite. Com o SD-WAN, usando diferentes acessos e virtualizando aplicações locais, aumentamos a banda disponível em muitas vezes, garantindo o SLA. Nos EUA, o serviço já é usado em 280 mil pontos e agora é a vez do Brasil contar com essa solução”, conclui Guimarães.

Echostar XXIV/Jupiter 3: um futuro não tão distante

Em 2021, a Hughes lançará um novo satélite, o Echostar XXIV/Jupiter 3. Esse novo satélite será utilizado para entregar conexões de até 100 Mbps à empresas e usuários finais em praticamente todos os países das Américas, incluindo o Brasil, EUA, Canadá, México e outras regiões. O satélite utilizará tecnologia de ultradensidade (UHDS) para transmissão e será responsável por mais que dobrar a capacidade de banda da Hughes no continente.


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