Telefônica investirá R$ 24 bilhões em fibra e 4G

eduardo_navarro-telefonica.jpgBruno do Amaral, Converge
23/02/2017 - Com crescimento em receitas e no lucro, a Telefônica/Vivo fechou um ano difícil na economia brasileira com um respiro. Para tanto, a empresa focou na captura de receita de dados, enquanto focava no segmento de mais valor com a fibra até a residência (FTTH) e a 4G. Segundo o CEO da companhia, Eduardo Navarro, essa será também a tendência para 2017: crescimento de dois dígitos nos dados móveis e nas receitas de ultra banda larga, continuar a melhoria na margem EBTIDA e, com isso, otimizar o Capex, que será de R$ 24 bilhões entre 2017 e 2019 e será mais "seletivo".

A quarta geração ganhará impulso com a nova frequência de 700 MHz no decorrer do ano. Durante teleconferência para analistas nesta quarta-feira, 22, Navarro comentou que espera lançar o LTE em Brasília nos próximos meses (em maio, segundo a Anatel), e pretende logo poder operar em São Paulo, "o que não deve acontecer antes do final do ano". Conforme antecipado por este noticiário, também procurarão disponibilizar a faixa no Nordeste e em cidades pequenas.

No segmento móvel, o foco será na migração da base pré-paga para os planos controle e pós-pago, e não necessariamente na captura de clientes de outras empresas. "Acho que temos sido bem sucedidos em migrar clientes do pré-pago para o híbrido, a estratégia é essa. Meu competidor (a TIM) está indo bem nisso também, vamos focar na nossa própria base em vez de tentar capturar dos competidores", declara. Mesmo o pré-pago tem tido desempenho satisfatório, segundo o chief revenue officer (CRO) da operadora, Christian Gerbara. "Vamos começar a recuperar e impactar muitos clientes pré, vemos uma tendência positiva", diz.

Economias

Mas o foco é mais no cliente de maior receita média (ARPU) com as ofertas de dados. Daí a razão da empresa querer ser mais "seletiva no Capex". Gerbara diz que, até pela melhor taxa de câmbio e pelo recondicionamento de equipamentos de usuários (CPEs), a companhia tem economizado nos investimentos da base instalada. "Recuamos no DTH em São Paulo, mas agora temos foco de vender IPTV, por isso teve aumento nas receitas. E fora de SP, somos mais seletivos com DTH, vendendo sempre banda larga, mas mais seletivos por causa da economia brasileira, não sendo tão obsessivos com isso (crescimento da TV paga)", declara.

Ao final de 2016, a Telefônica contava com 7,296 milhões de acessos de banda larga, dos quais 10% são de FTTH, 47% de FTTc e 43% de xDSL. Em geral, o ARPU da banda larga cresceu de R$ 43,3 para R$ 46,6 em 12 meses, enquanto na ultra banda larga essa receita média subiu de R$ 45,2 para R$ 49,5. Junto com a fibra, o IPTV ganhou impulso, saltando de 171 mil para 253 mil  acessos no ano. Já o DTH caiu de 1,671 milhão para 1,460 milhão.

Outro processo de otimização do Capex é na digitalização de processos internos, buscando o atendimento digital para reduzir o churn e trazer mais possibilidade de economias. A companhia também capturou sinergias com a fusão da GVT ao longo ano, gerando impacto no fluxo de caixa livre de R$ 1,4 bilhão. Em sinergias indiretas, com alavancagem de ativos, a companhia registrou R$ 129 milhões no Capex de backbone, R$ 75 milhões no backhaul, 122 mil homes-passed com fibra e R$ 139 milhões em Opex evitado. A companhia afirma que as ações executadas representam 71% do VPL do melhor cenário.

Novo modelo

Eduardo Navarro afirmou que ainda é muito cedo para estimar impacto de uma eventual sanção do PLC 79/2016, que altera o modelo de concessões para autorizações. Ainda assim, o CEO da Telefônica afirma que a nova legislação não deverá mudar muito o Capex da operadora, já que há maior atenção à fibra, à TV e aos serviços móveis. "Acho que o impacto deverá ser no Opex, por conta de obrigações, como manutenção. Mas é muito cedo para falar em impactos", argumenta.

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Estoque de IPv4 chega à fase final no Brasil

ipv6.jpgBruno do Amaral, Converge
20/02/2017 - Anunciado desde junho de 2014, o esgotamento do protocolo de endereçamento IPv4 no Brasil chegou em sua fase final na última quarta-feira, 15. A partir de agora, apenas novas empresas, que não haviam ainda solicitado espaço IPv4, poderão solicitar um número limitado de endereços (1.024), sem possibilidade de renovação do pedido. De acordo com a entidade que cuida dos endereçamentos na América Latina, o LACNIC, ainda existe uma reserva de 4,698 milhões de endereços IP, com a possibilidade de o número até aumentar com a recuperação de endereços revogados e recebidos pela Internet Assigned Numbers Authority (IANA), que controla os números e alocações de endereços. Ainda assim, a diretriz agora é encorajar a adoção em massa da geração mais nova de protocolo, o IPv6.

Na prática, o impacto para o usuário final não é imediato. Segundo explicou em conferência nesta quinta, 16, o gerente de recursos de numeração do NIC.br (entidade regional responsável pelos endereçamentos), Ricardo Patara, serviços como páginas Web deverão funcionar bem com os mecanismos de contingência implantados pelas operadoras e provedores, mas para serviços como videoconferência e jogos online, pode haver degradação. "Existe impacto para alguns usuários, mas pode ser imperceptível para outros. para jogos online, poderá ser cada vez mais (impactado), pois cada NAT gera demora, latência", explica. NAT é o justamente o mecanismo de "tradução" de IPv6 para IPv4. Pode haver ainda casos de equipamentos antigos, especialmente roteadores e modems, que utilizam o protocolo esgotado e poderão precisar de mecanismos de apoio. Mas o diretor do NIC.br afirma que a maioria dos sistemas operacionais e dispositivos novos já suportam ambos os protocolos. "Desde meados de 2015 percebemos um aumento significativo na quantidade de IPv6 entre equipamentos, que têm sido atualizados e permitem que usuários façam comunicação exclusiva em IPv6."

Sem desperdício

Para provedores e operadoras, contudo, já há efeitos. Segundo Patara, o NIC.br tem participado de grupos de trabalho para fomentar o uso do IPv6, além de campanhas de forma individualizada. Com órgãos públicos não há "cenário de desperdício de IPv4", segundo ele, e existe a possibilidade de haver grande adoção. "A Anatel por exemplo fomentou a implantação do IPv6 em grandes operadoras, e em uma das últimas reuniões desse grupo já haviam propostas de trabalho envolvendo órgãos do governo", declara.

A adoção é importante também porque não será possível continuar a comunicação entre IPv6 e IPv4 sem o mecanismo de  "tradução" ou com esquemas como de PABX (um número público em IPv6, mas que se conecta a outros números internos ainda em IPv4), o CGNAT. Patara explica que grandes operadoras já vinham utilizando esse "paliativo", já que mesmo na fase anterior do esgotamento, a distribuição de endereços era insuficiente para as demandas.

Mas a ideia é facilitar agora a adoção de IPv6 nativamente. Tanto que, ao contrário das regras de distribuição de IPv4, restritas a novos entrantes (ou seja, CNPJ diferente e sem requisições de espaço anteriores) e sujeitas a justificativas de necessidade, o NIC.br garante haver menos processos burocráticos para receber endereços com o novo protocolo. "O provedor que já tinha IPv4 já (demonstra) necessidade, e se estamos falando em transição, não faz sentido pedir para ele justificar", afirma. Também não haverá mudança de custos, garante.

Mercado

Segundo últimos dados do relatório da provedora de infraestrutura Akamai referentes ao terceiro trimestre do ano passado, o Brasil está na 18ª posição no ranking de países que mais adotam o IPv6, com a penetração de 10,3%. Em termos de empresas, a Net (com o Virtua) é a melhor colocada dentre as brasileiras, na 19ª colocação e 15,3% de adoção do IPv6. A Telefônica se encontra em 25º, com 18,2%; enquanto a GVT tinha 17% e se encontrava na 26ª posição. A Oi estava em 45º, com 9,6% de adoção.

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Hughes inicia testes finais do EchoStar XIX

hughes_4.jpg21/02/2017 - A Hughes Network Systems, anunciou a conclusão dos testes em órbita do do maior satélite de banda larga de alta capacidade do mundo, da Space Systems Loral (SSL), que vai operar na banda Ka.

Localizado em órbita geoestacionária a 35.786 km acima da Terra, o EchoStar XIX foi lançado com sucesso por meio do foguete Atlas V, da United Launch Alliance, no Centro Espacial Kennedy em Cabo Canaveral, na Flórida (Estados Unidos), no dia 18 de dezembro de 2016. Seus extensos testes em órbita foram completados de maneira extremamente eficiente.

“Agora começa a fase de testes finais de preparação para o lançamento comercial da nossa quinta geração do serviço HughesNet”, disse Pradman Kaul, presidente da HUGHES. “Como provedores do serviço número 1 de internet via satélite de alta velocidade da América, estamos entusiasmados em expandir a disponibilidade de velocidades ainda mais rápidas e mais dados para nossos clientes em toda América do Norte. A rápida conclusão dos testes em órbita é um testemunho do quão bem nossa equipe HUGHES e a SSL trabalharam lado a lado ao longo dos últimos meses para garantir um resultado bem-sucedido”, completa Kaul.

Projetado com a tecnologia HUGHES JUPITER System, o EchoStar XIX é um satélite de banda Ka de alta gama, com 138 raios que cobrem os Estados Unidos continentais, o Alasca, o México e partes do Canadá e da América Central. Ele será responsável pela HughesNet® Gen5, a próxima geração de serviços de internet via satélite de alta velocidade nos Estados Unidos, que oferecerá mais velocidade, mais dados e recursos mais avançados para consumidores e pequenas empresas, independentemente do local. Ele vai se juntar ao EchoStar XVII, que está em serviço desde 2012, e permitirá à HughesNet mais que duplicar sua capacidade atual. Atualmente, o serviço possui mais de um milhão de assinantes, e é o maior serviço de satélite do país, reconhecido em primeiro lugar na entrega de velocidades anunciadas,segundo o relatório anual Measuring Broadband America 2016, da Federal Communications Commission (FCC), pelo segundo ano consecutivo.

A HUGHES espera que o EchoStar XIX entre em operação no final do primeiro trimestre.

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Que benefícios trará a mudança no marco regulatório?

igor_freitas_anatel.jpg14/02/2017 - O vice-presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Igor de Freitas, defendeu, durante o "Seminário Políticas de Telecomunicações", realizado nesta terça-feira (14.02), maior divulgação dos benefícios que a sociedade terá com as mudanças no marco regulatório de telecomunicações. Ele disse que elas permitirão uma nova política de banda larga para o país. "O mundo das telecomunicações é a internet, é muito mais do que revisar contratos de concessão", afirmou.

Segundo Igor de Freitas, cabe a agência reguladora identificar quais são as lacunas de serviços de telecomunicações que precisam ser preenchidas para que a população brasileira tenha acesso aos diversos serviços. Ele disse que uma das prioridades é a classificação dos municípios brasileiros em relação à competição de telecomunicações. Também destacou a necessidade de uma revisão do modelo de aferição da qualidade dos serviços, que já está sendo realizada pela Anatel.

Igor de Freitas observou que o governo deve definir em quanto tempo quer universalizar a banda larga no país e qual é volume de recursos necessário para a construção da infraestrutura. A agência reguladora, informou, está fazendo um trabalho contínuo para a atualização da regulamentação e dos contratos de concessão. "A Anatel quer chegar na virada do ano com isto resolvido para começar os investimentos", disse.

O diretor de banda larga do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Arthur Coimbra, que também participou do seminário, afirmou que, se o país quer levar o serviço de banda larga às classes populares, deverá buscar uma fonte contínua de recursos.

Na foto acima Igor Freitas, vice-presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) / Crédito: J. Freitas

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Anatel divulga ações realizadas em 2016

anatel-fistel2.jpg10/02/2017 - De acordo com a Anatel, o atendimento ao usuário e a renovação da regulamentação do setor de telecomunicações marcaram o trabalho da agência em 2016. Algumas ações desenvolvidas pela agência, com impacto direto na vida do consumidor, foram a redução de tarifas das ligações fixo-móvel e a etapa final da implantação do nono dígito dos telefones móveis a nível nacional. O processo de desativação da TV analógica no país, que começou no em 2016, prossegue em 2017.

Serviços

A banda larga fixa, com 26,6 milhões de acessos em dezembro de 2016, foi o único serviço de telecomunicações que registrou crescimento no país em 2016, foram 1.104.483 novos contratos, aumento de 4% em relação a 2015. Mais de 58% dos municípios brasileiros passaram a contar com fibra ótica em 2016.

A telefonia fixa, com 41,8 milhões de acessos em dezembro de 2016, por outro lado, manteve a tendência de queda registrada nos anos anteriores. As empresas autorizadas tiveram uma diminuição de 6%, redução de 1.148.680 de telefones fixos. E as concessionárias sofreram redução de 3%, ou seja, menos 696,6 mil telefones fixos. O serviço de TV paga, com 18,8 milhões de assinaturas em dezembro de 2016, também registrou uma queda perto de 2%, redução de 311.362 assinantes.

A telefonia móvel, com 244 milhões de acessos, foi o serviço que apresentou a maior queda, reduzindo 13.747.515 linhas, equivalente a 5%. Apesar da queda, o serviço é o que tem maior potencial de crescimento e já está disponível em cerca de 73% dos distritos do país, sendo que 75% do total de acessos permitem a banda larga móvel.

As ligações locais e interurbanas de telefone fixo para móvel ficaram mais baratas no ano passado, caíram entre 15% e 22%. Também houve a unificação das tarifas locais de fixo-móvel, com isso o usuário de telefonia fixa paga o mesmo valor da ligação independente da operadora de telefonia móvel.

Até dezembro foram concluídas 8.050 fiscalizações pela Anatel. Os fiscais verificaram, entre outros, a qualidade dos serviços e o cumprimento da regulamentação dos direitos e dos consumidores.

Nono dígito

Em 2016, a Anatel finalizou o processo de implantação do nono dígito nos telefones móveis de todo o país, quando os usuários dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná também começaram a utilizar o 9 antes do número de celular. O processo teve início em 2013 no estado de São Paulo. Com a mudança, a capacidade do Plano de Numeração do Serviço Móvel Pessoal subiu de 37 milhões para 90 milhões de acessos por código de área.

Um dos motivos para a implementação do nono dígito foi atender a crescente demanda por aplicações que utilizem o Serviço Móvel dando suporte para comunicação Máquina a Máquina (M2M) e Internet das Coisas (IoT) . Estas tecnologias são usadas, por exemplo, para tele alarmes, automação residencial, e rastreamento de automóveis.

TV digital

O processo de desligamento da TV analógica começou em março do ano passado com o projeto-piloto em Rio Verde (GO). Em 16 de novembro de 2016, o sistema analógico foi desativado no Distrito Federal e em nove municípios do entorno, que tem aproximadamente quatro milhões de habitantes, com 1,2 milhão de domicílios.

Está previsto para o próximo mês de março o desligamento do serviço analógico em São Paulo. Também deverá ser implantado em 2017 o sistema digital em Goiânia, Salvador, Recife, Fortaleza. Durante o processo são distribuídos kits com antenas e conversores da TV analógica para digital. Todas as famílias cadastradas nos programas sociais do governo federal recebem o kit gratuitamente.

Atendimento dos Consumidores

Em 2016, a central de atendimento da Anatel registrou 3,9 milhões de reclamações dos consumidores de serviços de telefonia móvel, fixa, banda larga fixa e TV por assinatura. O número representa uma redução de 4% ou 176,5 mil das queixas em relação ao ano anterior, quando o total atingiu 4,1 milhões. As principais reclamações foram relativas a cobrança, qualidade, e cancelamento dos serviços.

Houve aumento de 1,9% das reclamações relativas a telefonia móvel em 2016 se comparado ao ano anterior e de 25,8% dos chamados "outros serviços", por exemplo de trunking e radioamador. Mas as queixas em relação a telefonia fixa caíram 8,6%; da banda larga fixa, 8,4%; e TV por assinatura, 12,5%.

Do total de reclamações, 47% ou 1,8 milhões foram em relação a telefonia móvel; 24,1% ou 943,8 milhões a telefonia fixa; 14,9% ou 581,1 milhões banda larga fixa; e 13,1% ou 511,1 milhões TV por assinatura.

Execução Orçamentária 2016

O total aprovado na Lei Orçamentária Anual (LOA) foi de R$ 495,5 milhões, sendo R$ 365,2 milhões para pessoal; R$ 14,4 milhões para benefícios; R$ 108,7 milhões para outras despesas correntes, e R$ 7,2 milhões para investimentos.

Em função dos cortes e contingenciamentos, o total dispendido pela Anatel foi de R$ 473,4 milhões, sendo R$ 360,7 milhões com pessoal, R$ 14,2 milhões com benefícios; R$ 92,7 milhões com outras despesas correntes e R$ 5,8 milhões com investimentos.


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Mapa dos cabos submarinos do mundo

mapa_cabo_submarino2.jpgPor Ethevaldo Siqueira
07/02/2017 - O Mapa de Cabo Submarino é um recurso gratuito da TeleGeography.

Os dados contidos neste mapa são extraídos do Global Bandwidth Research Service e são atualizados regularmente.

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