EUA vs. China: uma disputa entre sistemas?

eua_vs_china_2.jpgPor Samuel Possebon, do Teletime
28/12/2019 - O Mobile World Congress que foi realizado semana passada em Los Angeles (MWC19 Los Angeles) mostrou claramente uma diferença na forma como a questão da relação com fornecedores chineses é tratada pelos EUA e pela própria GSMA, organizadora do evento. Trata-se de uma associação global, da qual grandes fornecedoras chineses, como a Huawei, participam. E a mensagem da associação na abertura do evento, ainda que muito preocupada com a questão da confiança e da segurança das redes, foi clara em relação aos riscos de fragmentação do ecossistema caso governos estabeleçam barreiras comerciais, ainda que nenhum episódio ou empresa tenha sido diretamente nominado. A Huawei, contudo, esteve praticamente ausente do evento, com apenas um palestrante em uma sessão secundária. Um funcionário da empresa que circulava nas sessões confidenciou: a empresa tinha mais de 1 mil funcionários nos EUA antes das investidas de Donald Trump, mas depois do início da disputa comercial reduziu seu quadro a 400.

É compreensível a ausência dos chineses no evento: o MWC19 tem forte peso da CTIA na seleção de conteúdos e palestrantes. A CTIA é a associação de operadores móveis dos EUA e, obviamente, é muito mais próxima do governo americano. E autoridades governamentais daquele país estiveram em várias das sessões dando seu recado, também claro, sobre "fornecedores confiáveis" e "redes seguras". A questão geopolítica estava implícita em todo o evento, como já estivera em Barcelona, quando acontece o principal evento do setor, o MWC Barcelona, mas lá sem o "peso governamental" dos EUA.

"Disputa de sistemas"

Algumas falas, contudo, ilustram de maneira transparente o que de fato está em jogo nas ações norte-americanas em relação aos chineses. Uma das mais emblemáticas talvez seja o discurso do comissário da FCC, Brendan Carr (indicado por Trump para a agência reguladora norte-americana), que falou em uma das sessões sobre segurança do evento de Los Angeles.

Ele destacou o papel que o 5G pode ter na economia do futuro e na importância estratégica para os EUA, mas enfatizou: "Outros países também querem os benefícios, as oportunidades econômicas das plataformas de nova geração. Mas a China é um país que quer mais do que isso. Pequim vê a chance de conquistar e ampliar a dominância econômica para a próxima década", ponderou o comissário da agência reguladora norte-americana.

O discurso de Carr, de certa forma, escancara o cenário de disputa em que se colocaram os EUA em relação a quem terá esta dominância tecnológica. "Assim como há alguns pessimistas que duvidam que o 5G trará um avanço significativo em relação ao 4G, há aqueles que duvidam que os EUA possam estender sua liderança global no 4G para o 5G. Eu não sou desses, e aponto alguns fatos", disse o comissário, enumerando alguns aspectos na "disputa" com a China que, em suas palavras, "confirmam que os EUA estão vencendo a corrida para o 5G". Entre eles, o fato de os EUA terem lançado serviços 5G em 14 cidades em 2018 e terem o serviço em 30 cidades hoje (contra zero da China). Citou também a expectativa de ter, em 2022, uma taxa de adoção do 5G duas vezes mais rápida do que a China, e o compromisso das operadoras de atenderem 99% da população dos EUA com 5G ("não ouvi nada da China nesse sentido", disse Carr).

O comissário lembrou que algumas pessoas enxergam vantagens da China no seu modelo centralizado de governo e chegam a propor que os EUA façam o mesmo. "Afinal, é uma competição entre dois sistemas de governo diferentes, duas visões de mundo". Entre as supostas vantagens da China, diz Carr, estariam o fato de o governo, "num estalar de dedos, encomendar milhares de células 5G para serem instaladas do dia para a noite", ou a possibilidade de liberar espectro "sem discutir com quem ocupa a faixa ou com a interferência com os serviços de satélite que ainda nem existem".

Carr diz que enquanto a China tem estas vantagens aparentes, algumas estratégias adotadas pelos EUA seriam mais acertadas. "Na China, 5G significa frequências intermediárias (mid-band, ou 3,5 GHz), e apenas isso, aparentemente. Eles não licenciaram espectro de 5G para banda altas", o que seria, na visão do comissário, um grande problema pela importância das bandas altas para serviços que demandam velocidades mais elevadas. Também apontou a ausência de planos da China para bandas baixas, que reforçariam a cobertura. Esta política dos EUA, diz Carr, é movida por uma demanda real, não pela burocracia.

Subsídio indireto

Ele ainda destacou que o as operadoras chinesas são todas controladas pelo Estado, com estratégias coordenadas, e que compram equipamentos conforme a vontade do governo pagando mais caro por isso e indiretamente subsidiando os preços e margens (ele não diz de qual fornecedor). "Estas estatais não enfrentam questões de zoneamento ou estética urbana, não perdem tempo com questões ambientais e preservação de patrimônio histórico". Ele cita ainda subsídios para a implementação de rede, descontos em energia, liberação rápida de permissões de construção de antenas, concessão de terrenos entre outras supostas vantagens dadas a operadoras estatais pelo governo central chinês como forma de vantagens.

"Mas isso não significa que o modelo chinês é um sucesso", diz Carr. "Não cria valor. Não se mede o sucesso nessa corrida pela quantidade de caixas de metal que você coloca em uma torre", diz o comissário. "Usar dinheiro do povo para uma rede 5G que não será usada, que não está alinhada com uma demanda real, é uma estratégia podre em sua essência", disse o conselheiro. "A China não está construindo a melhor rede, nem a mais rápida, e por isso é apenas uma competição entre sistemas, algo que nos é familiar. E por isso sabemos que a China vai perder a corrida", disse, exaltando que o modelo privado dos EUA é supostamente mais eficiente por estar diretamente vinculado a uma necessidade real do consumidor e como as pessoas efetivamente usam a rede e como as empresas inovam sobre ela. A íntegra do discurso de Carr pode ser lida aqui.

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Evento discute transformação digital das teles

telecom_lei.jpgInscreva-se gratuitamente no evento online Telco Club 2019 que acontece no dia 13/11/2019, cadastrando-se aqui. Após 13/11, todo o conteúdo permanecerá no site para acesso on-demand.

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5G no Brasil

Esses profissionais irão falar sobre sua expectativa em relação a chegada da tecnologia 5G no Brasil, abordando temas como a licitação de frequências a ser realizada em 2020, a entrada em operação comercial das primeiras redes e quais serão os primeiros serviços a serem disponibilizados.

Transformação digital das operadoras brasileiras

A transformação digital das operadoras envolve a virtualização de suas redes, uma melhor experiência dos usuários, através de uma interface digital de autoatendimento, oferta de novos serviços digitais e uma mudança cultural na empresa para fazer face a estas transformações. Em que estágio estão as operadoras brasileiras?

Serviços além da conectividade

A receita das operadoras de telecom do Brasil e do mundo tem apresentado baixo crescimento (< 5%). A oferta de serviços além da conectividade é uma das formas de procurar crescer a receita. Qual a estratégia das operadoras brasileiras? Que serviços além da conectividade elas estão ou pretendem oferecer? Esses serviços serão oferecidos em parceria com outras empresas?

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IA revoluciona compartilhamento de espectro

espectro_5g_a.jpgPor Bruno do Amaral, do Teletime
25/10/19 - A escassez de espectro é um dos principais desafios para o 5G, mas iniciativas para o desenvolvimento de tecnologias de compartilhamento dinâmico tem empolgado a indústria. Durante a edição norte-americana da Mobile World Congress (MWC-19 Los Angeles), a competição Spectrum Collaboration Challenge (SC2) promovida pela agência norte-americana de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (Defense Advanced Research Projects Agency, DARPA), teve como o grande vencedor uma solução que utiliza a inteligência artificial para gerenciar espectro e permitir a colaboração automatizada entre diferentes players em questão de segundos em uma interface de radiofrequência definida por software.

"Hoje, se você quer compartilhar espectro, precisa sentar e procurar que porção vai compartilhar e como será feito, colocando as regras em um pedaço de papel, o que leva anos", declara a este noticiário o gerente líder de programação da SC2 na DARPA, Paul Tilghman, após participação em painel nesta quinta-feira, 2. "Tudo bem se quiser fazer isso uma vez, mas se precisar repetir várias vezes, é necessário a IA para chegar e encontrar essas regras. Foi o que vimos na noite passada." Ele entende que o uso da inteligência artificial permite chegar a um compartilhamento dinâmico pleno de faixas, saindo de um processo que dura dias para algo em questão de "segundos, ou mesmo milissegundos, e eventualmente indo para a autonomia".

O evento SC2 aconteceu na quarta-feira, 23, e teve como vencedor de um prêmio de US$ 2 milhões o grupo GatorWings, um time de pesquisadores da Universidade da Flórida. Na ocasião, foram utilizadas frequências médias. "Nós trabalhamos com ondas milimétricas, mas ontem tudo foi feito com frequências abaixo de 6 GHz, então funciona [também] com todo tipos de frequências omnidirecionais tradicionais".

Para o futuro, Tilghman prevê o uso de IA para a gestão das mmWave com contexto de espaço, gerenciando o compartilhamento enquanto utiliza feixes direcionais. "Não é que os algoritmos não tenham aplicação espacial, é que não tínhamos como construir agora. Agora que temos plataformas no mundo real, claro que queremos ver como o compartilhamento dinâmico de espectro pode desbloquear o potencial disso. Tem uma grande oportunidade, com uso ainda mais intenso de IA.", explica. Em faixas como de 24 GHz e 28 GHz, por exemplo, o representante da DARPA vê que a utilização de ângulos diferentes nos feixes poderá formar centenas de posições, o que aumenta a complexidade – o cenário ideal para aplicar a automação da inteligência artificial. "O futuro da IA com ondas milimétricas é brilhante."

O diretor executivo de engenharia e tecnologia da Federal Communications Commission (FCC), Julius Knapp, diz que o órgão regulador norte-americano está atento às novas técnicas, mas que o uso da inteligência artificial promete uma revolução. "É um compartilhamento muito complexo, não é só listen before talk ['ouvir antes de falar]", compara. Ele ressalta também que isso traz novas formas de aplicação de políticas e regras, e que a FCC tem procurado maneiras de promover as condições para testes na indústria. "Para ser de vanguarda, precisa de um pouco de coragem."

O vice-CIO em exercício da área de comando, controle, comunicações e capacidades de infraestrutura de comunicação (C4IIC) do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Fred Moorefield, é taxativo: "Compartilhamento é difícil, e temos trabalhado forte para fazer isso. A forma correta é a parceria com a indústria e governo, sentando com as pessoas que desenvolvem equipamentos e operadoras". Para ele, a necessidade do compartilhamento não é só dos EUA, e sim algo em escala global. "É sobre [quantidade de] dados, e isso não vai sumir, vai ficar pior", diz. "Não vemos isso como um fardo, mas como uma oportunidade para inovar, investir e colaborar com todo mundo e em todo lugar."

Ética e competição

Há uma possibilidade de impactos competitivos, contudo. "Operadoras móveis pagam muito dinheiro para ter espectro, mas aí elas podem ir e congestionar ao máximo possível", sugere o diretor da área de pesquisas da Ericsson, Ali Khayrallah. "Parece simples, mas todas as peças têm de se encaixar para que eles possam querer investir."

Paul Tilghman, da DARPA, ressalta ainda que poderia haver uma quantidade de informações liberadas entre operadoras, por exemplo, que poderiam se mostrar sensíveis – se determinada empresa teria mais ou menos acessos em uma certa área, por exemplo. E também poderia interferir na porção de espectro que uma empresa estaria disposta a compartilhar. "Temos que entender em que medida se pode otimiza – não ao dar todas as informações possíveis", explica. "Esse tipo de informação pode trazer vantagem competitiva, então temos que ver o ganho desse tipo de dado."

O vice-presidente de engenharia da Qualcomm Research, John Smee, sugere que a qualidade de serviço (QoS), indicadores (KPI) e elementos preventivos de gerenciamento devem ser usados para endereçar a questão. "Se é uma troca de informações livre, tem valor econômico e QoS, então tem de haver um relatório que, se for incorreto, teria penalidades. As regras vão definir globalmente como as redes e os KPIs serão."

*O jornalista viajou a Los Angeles a convite da GSMA.

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Para Nokia, segurança é crítica em redes 5G

5g_c.jpgPor Samuel Possebon, Teletime
25/10/2019- Uma das questões que permearam as discussões do MWC19 Los Angeles, evento de mobilidade para as Américas organizado pela GSMA, que aconteceu esta semana nos EUA, foi o peso das questões de segurança nas novas redes 5G e IoT em desenvolvimento. Existe um entendimento comum de que a rede 5G será fundamental para uma série de aplicações e dispositivos que hoje ainda não costumam estar conectados a nenhum tipo de rede de comunicação, como veículos, máquinas, dispositivos domésticos etc, e que no ambiente de 5G e com o desenvolvimento da Internet das Coisas torna-se uma realidade bastante diferente. "Há elementos críticos de segurança em todos os elos da cadeia, e responsabilidades de todos.

Os fornecedores, operadores, os provedores de serviços e aplicações, governo também", diz Mike Murphy, Nokia CTO para as Americas da Nokia. Mary O'Neill, vice-presidente de segurança da Nokia Software, vai mais longe. "Se olharmos para o mercado de IoT, serão milhões de dispositivos diferentes conectados. Mas se olharmos hoje apenas os dispositivos móveis, eles sozinhos já são a porta para malware e geram 78% dos ataques à rede", diz a executiva.

Para Murphy, as redes 5G oferecem mais dispositivos de contenção. A começar pela possibilidade de segmentar a rede para diferentes aplicações, com o slicing, que cria uma espécie de conexão dedicada para cada tipo de usuário, com diferentes parâmetros de qualidade e segurança. "Mas é claro que o risco existe e é por isso que a questão da segurança é crítica a todo ecossistema".

Um outro elemento apontado no MWC19 como crítico no processo de implementação das redes 5G é o crescente nível de virtualização das redes e a descentralização, para a ponta das redes, de boa parte do processamento das próprias redes e aplicações (edge-computing). Esta evolução é praticamente um imperativo para a adoção das tecnologias 5G, como forma de assegurar latências menores e maiores velocidades de acesso, mas é um elemento que contribui para ampliar a vulnerabilidade das redes. Da mesma forma, as operadoras de telecomunicações parecem empenhadas em fazer prevalecer um modelo de redes abertas em todos os elementos, desde os elementos virtualizados da rede até a parcela de rádio da infraestrutura (OpenRAN).

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PL que altera TV paga tem parecer favorável

cleia_viana.jpgPor Marcos Urupá, do Teletime
25/10/2019 - O deputado Eduardo Cury (PSDB-SP) apresentou na última quinta-feira, 23, seu relatório do PL 4.507/2019, que propõe mudanças nas regras da TV por assinatura, extinguindo a restrição da propriedade cruzada. No relatório, Cury foi a favor da aprovação dos dois projetos, e apresentou um texto substitutivo unificando os seus objetos. Assim, no substitutivo, o relator propõe a retirada dos artigos 5º e 6º e a alteração no parágrafo único do art. 1º da Lei do SeAC, acatando a proposta do projeto de JHC e do projeto da deputada de Rondônia.

No texto, Cury (foto) diz que as regras contidas no art. 5º da lei do Seac tornaram-se obsoletas e impedem uma competição mais eficaz de mercado, já que impõem restrições às operadoras tradicionais, enquanto não trata das empresas que operam no mercado de distribuição via internet. "A supressão do artigo 5º da Lei do SeAC permitirá uma ampliação significativa da competição de mercado não apenas de distribuição de conteúdo, mas também de acesso à internet, ou seja, de infraestrutura", diz o texto de Cury.

O parlamentar segue ainda dizendo que a remoção desses entraves permitirá que emissoras de rádio e TVs abertas, além de produtoras de conteúdo com sede no Brasil, possam deter controle ou participação superior a 50% em prestadoras de serviços de telecomunicações, e, ainda, atuar diretamente nesses mercados e também proporcionará ao mercado de radiodifusão um cenário mais competitivo, pois a revogação do artigo 5º permitirá que operadoras de telecomunicações possam controlar emissoras de radiodifusão, produtoras e programadoras, ampliando as sinergias de operação, reduzindo custos e, novamente, elevando a competitividade de mercado.

Sobre o PL 5.322/2019, Eduardo Cury diz que ele converge com o propósito do PL 4.507/2019, já que além de pedir a exclusão dos arts. 5º e 6º da Lei 12.485/2011, também propõe expressamente que a lei não se aplica aos conteúdos audiovisuais veiculados pela internet sob a normatização do Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014) e da Lei Geral de Telecomunicações (Lei nº 9.472, de 16 de julho de 1997, mantendo no parágrafo único do art. 1º da Lei do SeAC a exclusão já existente para os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens.

"Dessa forma, consideramos altamente meritórios o Projeto de Lei no 4.507, de 2019, e o Projeto de Lei no 5.322, de 2019, ambos eliminando restrições de competição anacrônicas em um mercado altamente dinâmico como o de internet e de distribuição de conteúdo", finaliza Eduardo Cury no seu substitutivo.

De autoria do deputado JHC (PSB-AL), o projeto altera a lei 12.485/2011 (Lei do SeAC), propondo a retirada do seu art. 5º, para que o controle ou a participação superior a 50% em empresas de telecomunicações possam ser detidos por concessionárias e permissionárias de radiodifusão ou por produtoras e programadoras com sede no Brasil. Apensado ao PL 4.507/2019 está o PL 5.322/2019, de autoria da deputada Mariana Carvalho (PSB-RO), que também propõe a extinção das barreiras que restringem a propriedade cruzada na TV por assinatura e exclui da aplicação da lei os conteúdos audiovisuais distribuídos sob qualquer forma para aplicações de Internet. O texto de Cury agora aguarda para entrar na pauta da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) para ser votado.

Crédito: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

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Telecom Italia tem novo presidente de conselho

telecom_italia_ts.jpgPor Tele.Síntese
22/10/2019 - Salvatore Rossi, ex-Banco da Itália, vai presidir o board da companhia dona da TIM Brasil

A Telecom Italia, dona da TIM no Brasil, nomeou Salvatore Rossi para o conselho de administração da companhia, no lugar de Fulvio Conti, que renunciou em setembro. Rossi também será o novo presidente do conselho, e terá assento no comitê de estratégia do grupo.

Rossi é um acadêmico, professor universitário de economia. Já ocupou cargos executivos no Banco da Itália, o banco central do país europeu, e nunca trabalhou no setor de telecomunicações. A chegada de Rossi teve apoio unânime dentro do colegiado.

A Telecom Italia vem passando por forte reestruturação, com o CEO, Luigi Gubitosi, articulando a fusão da empresa, ao menos no segmento fixo, com a rival Open Fiber. Também há disputas internas travadas entre os maiores acionistas: de um lado, o grupo francês Vivendi; de outro, o fundo de investimentos Elliott, que é aliado do governo italiano, do qual vem Rossi. Ainda assim, a companhia informa que ele foi nomeado na condição de conselheiro independente.

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