Brasil prepara o terreno para a chegada da 5G

5g_c.jpg26/04/2019 - O país espera que, para o próximo ano, se realizem as licitações necessárias para a implantação da 5G. Trata-se de um passo primordial para o país estar em sintonia com o desenvolvimento que a tecnologia seguirá na região. No entanto, é importante que as autoridades garantam a entrega efetiva do espectro radioelétrico de forma rápida.

O mercado móvel do Brasil apresenta uma alta penetração de serviços móveis, somado a uma estratégia de entrega de espectro que cumpra a necessidade real de tempo facilitará o desenvolvimento da 5G. O mercado possui condições para potencializar sua economia, a produtividade de seus setores e o desenvolvimento social. Assim destaca o estudo Temas em Regulamentação das Telecomunicações do Brasil publicado pela 5G Americas, e que faz parte da Série de Estudos de Mercados na América Latina.

Segundo dados fornecidos para a 5G Americas pela consultoria Ovum, o mercado do Brasil alcançará 230,6 milhões de linhas móveis em 2023, o equivalente a uma penetração de 104,7%. A previsão é de que as linhas LTE irão somar 82,16% de todas as linhas móveis, alcançando 189,4 milhões de acesso. A evolução também será vista no que diz respeito à banda larga móvel, que alcançarão uma penetração de mercado de 103,6% em 2023.

"É necessário que a Anatel siga trabalhando na entrega de espectro radioelétrico para serviços móveis com o objetivo de preparar o território para a implantação da 5G. Neste sentido, é muito importante o anuncio realizado pelas autoridades de que, para o próximo ano, acontecerão as primeiras licitações de espectro. Este desenvolvimento precisará de bandas distintas de espectro, altas, médias e baixas. É desejável que se coloque à disposição do mercado espectro novo, sem que existam discriminações às operadoras já presentes neste mercado e que realizam investimentos de maneira constante para que o setor se desenvolva", explicou Jose Otero, Vice Presidente da 5G Americas para a América Latina e Caribe.

Por sua vez, as normas relacionadas ao desenvolvimento de infraestrutura também são necessárias para a chegada da 5G. Um dos pontos importantes em questões de norma é que o prazo para a emissão de qualquer licença necessária não poderá ser superior a 60 dias, contados da data de apresentação do requerimento. Neste sentido, embora a 4G e a 5G sejam heterogêneas, é necessário que existam estações "macro", mas também um tecido de "small cells" para garantir disponibilidade de serviço e atenção para mais tipos de conexão.

Enquanto isso as políticas do serviço universal do Brasil estão sujeitas às metas de universalização atualizadas de acordo com o "Plano Geral de Metas de Universalização" (PGMU). Os recursos para os serviços universais se reúnem por meio do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST), cujo objetivo é fornecer recursos para custear a porção atribuída exclusivamente para cumprir com as obrigações do serviço universal de telecomunicações, que não podem ser recuperadas com a exploração de um serviço eficiente.

O estudo reforça a situação do espectro radioelétrico, o desenvolvimento de infraestrutura, as normas para implementar bloqueadores de sinal, o uso do serviço universal e a criação de sistemas de alertas do tempo, com o objetivo de analisar as oportunidades de desenvolvimento dentro de um ambiente digital.

 

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Uma das vantagens da rede 5G é a inovação

huawei_roseiro.jpg*Por Carlos Roseiro
25/04/2019 - A nova era da conectividade já chegou e o primeiro benefício mais fácil de ser notado é a velocidade. As redes 5G na Coreia do Sul e Suíça já estão 100 vezes mais rápidas que as conexões móveis anteriores, baseadas no 4G. Mas o impacto mais interessante das novas eras de conectividade é como elas podem impulsionar a inovação de formas imprevisíveis.

Um exemplo muito próximo das pessoas são as mídias sociais. Antes do 4G, seria inimaginável a existência do Instagram e todas as suas funcionalidades, além da grande popularidade do YouTube e outras mídias, que hoje giram bilhões de dólares em todo o mundo.

É diante desta perspectiva imprevisível e do poder do 5G em habilitar novas possibilidades na telefonia móvel, Internet das Coisas, Cloud e Inteligência Artificial, entre outros, que uma nova economia também nascerá. O Global Industry Vision (GIV), estudo feito pela Huawei, diante deste cenário, prevê que a Economia Digital, até 2025, movimentará US$ 23 trilhões. Além disso, espera-se que quantidade de dados por usuário 5G chegue aos 70GB, impulsionando um crescimento da receita das operadoras em até 20% (2025 vs. 2018).

A movimentação já começou. O 5G já está mudando indústrias pelo mundo, como a pesqueira, na Noruega, por exemplo, desde 2018. As criações ficam em regiões remotas, onde era necessário um monitoramento in loco da saúde dos peixes. Então, em vez do deslocamento em um lugar de temperaturas muito baixas, entraram em ação câmeras de vídeo com imagem 4K conectadas via rede 5G, deixando os monitores em seus escritórios e permitindo que a AI analise a saúde dos peixes. Os resultados: 5% no aumento dos índices de sobrevivência dos peixes e uma economia de até US$ 150 milhões em custos operacionais.

O 5G traz três grandes vantagens: maior velocidade da conexão (até 100 vezes mais), maior quantidade de SIM cards por célula, suportando até 1M de devices por Km2 (demanda que aumentará com a Internet das Coisas, pois teremos chips em nossos eletrodomésticos e várias outras possibilidades) e uma menor latência (menor tempo de resposta de um serviço como, por exemplo, possibilitar carros conectados autônomos), podendo atingir mínimos de 0.5ms.

No caso do Brasil, o 5G pode trazer diversos benefícios. Além dos mais óbvios, que é levar uma conectividade mais rápida para os grandes centros urbanos ou até mesmo a inclusão digital para zonas rurais remotas, há o impacto socioeconômico. O aumento do número de SIM cards e a capacidade de conectá-los também pode mudar panoramas mais profundos no campo e nas cidades.

Nos campos, vacas conectadas poderiam ser monitoradas com AI, assim como os salmões da Noruega - e sabemos o quanto o agronegócio é importante para o Brasil. Nas cidades, a adição dos SIM cards às câmeras de segurança pode ser o início de uma era de cidades inteligentes no Brasil. Agora com “cérebros” na nuvem, as câmeras não só seriam capazes de identificar placas de carros, mas também criminosos, além de também poderem prevenir proporções maiores de desastres, como incêndios.

Este é apenas um pequeno panorama de tudo o que o 5G pode trazer. Muito além de smartphones conectados à internet instantaneamente, ele irá revolucionar indústrias, inovar modelos de negócios e gerar receitas importantes para quem adotar este padrão o quanto antes.

*Carlos Roseiro, Diretor de Soluções Integradas da Huawei do Brasil

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Cansado de receber ligações de telemarketing?

telefone.jpg11/04/2019 - Proteste orienta consumidores que não querem mais receber hamadas frequentes e insistentes, mesmo após ter dito que não tem interesse naquela oferta, não é raro perder a calma e você tem o direito de não ser importunado com esse tipo de ligação.

Nos Procons de alguns estados ou cidades, você pode cadastrar seu número para que deixe de receber ligações dessa natureza. Você deve acessar o site do órgão estadual ou municipal e incluir um ou mais números.

Quando esse cadastramento completar 30 dias, as empresas ficarão proibidas de ligar para os números que você informou.

E se as ligações de telemarketing continuarem?

Para saber se podem ou não entrar em contato com determinados consumidores, as empresas de telemarketing e os fornecedores de produtos ou serviços precisam se cadastrar no Procon para acessar a lista de telefones bloqueados para chamadas de telemarketing.

Agora, se mesmo assim, você receber uma ligação de telemarketing, anote o nome da empresa e o horário da ligação e faça uma denúncia ao Procon. Em alguns estados, as empresas que insistem com essa conduta inconveniente são multadas.

Vale lembrar que o sistema de bloqueio não cobre todos os tipos de ligações. Entidades assistenciais que costumam ligar para pedir doações e empresas de cobrança não são afetadas.

Chamadas feitas para pesquisas de opinião e satisfação, na etapa de pós-venda e voltadas para o relacionamento entre empresas e clientes, não podem ser bloqueadas.

Para quem devo reclamar?

Se você for importunado constantemente por ligações de telemarketing, faça uma reclamação na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), seja pelo telefone 1331 ou por meio do site do órgão.

Caso continue tendo problemas com ligações de telemarketing, entre em contato com nosso Serviço de Defesa do Consumidor por meio do telefone 4003-3907.

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Como coibir e punir abusos no telemarketing

proteste_2.jpgPor Alexandre Azzoni*
08/04/2019 - Uma grande discussão vem tomando conta do cenário de atendimento no Brasil: “como coibir as ligações abusivas?”. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça, vem pensando em criar medidas para regular o setor de telemarketing, como coibir esse e outros tipos de excessos.

Algumas das principais empresas do setor, inclusive, chegaram a apresentar à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) uma carta na qual se comprometem a criar mecanismos de autorregulação para reduzir o incômodo causado, principalmente, pelas ligações abusivas, entretanto, com um prazo de seis meses para colocar em ação, período questionado inclusive pela própria Senacon.

Assim continuamos vendo pessoas reclamando de demora no atendimento, transferências em série de ligação, falta de empatia, atendimento apressado, informações incorretas ou incompletas, problemas de comunicação, qualidade de equipamentos, ligações descartadas, entre outros problemas.

O que tenho pensado é por que esperar todo esse período quando já existem tecnologias no mercado nacional capazes de atuarem dentro dessas medidas que a própria Senacon coloca? Por que esperar mais seis meses quando a Lei do SAC, criada em 2008, já prevê uma série de regras para coibir muitas das ações questionadas, como as ligações fora do horário comercial?

Muitas vezes ouço a seguinte pergunta: “por que apesar de informar repetidamente que tal pessoa não existe naquele número, continuo recebendo a ligação? É culpa da tecnologia que sai disparando chamadas sem parar e ainda não registra o que eu digo?”.  Não, não é o robô o problema, mas sim a estratégia e higienização do banco de dados da empresa que está ligando.

Os robôs seguem exatamente o que são programados para fazer. A definição de quantas ligações um robô fará para um cliente x ou y é determinada por um agente humano que está criando as estratégias. A cada chamada em que o robô recebe a informação que se trata de um engano, ele faz o registro em um banco de dados, porém, se no dia seguinte o agente humano determinar que o robô ligue para esse mesmo número, ele executará a ação. Ou seja, a falha está no planejamento humano e não na tecnologia.

Outra questão que sempre escuto é em relação as ligações que são desligadas assim que atendidas pela pessoa, aliás, um dos pontos que a Senacon também quer tratar dentro desse processo. Sim, aqui, por vezes, o problema é tecnológico.

Apesar de muitos fornecedores afirmarem que seus discadores conseguem adaptar o número de chamadas ao de agentes disponíveis, nem todos realmente cumprem esse papel, o que acaba ocasionando um alto número de descartes.

Mas isso não é uma desculpa para as centrais de relacionamento. Não é preciso muita pesquisa no mercado para saber quem apenas vende isso no papel e quem de fato entrega na operação.

Há muitos anos já existe tecnologia capaz de realizar esse processo de forma correta, sem que a ligação seja desligada na cara de quem está do outro lado da linha. Ainda assim é preciso lembrar o que comentei anteriormente: o robô é uma solução obediente. Caso o responsável pela operação decida mudar a regra e acelerar as chamadas além do necessário, nem sempre haverá um agente disponível para atendê-las.

Analisando esse cenário fica fácil perceber que muitas empresas vêm perdendo a chance de trazer o cara do outro lado da linha para perto, para jogar no mesmo time, para realmente criarem um relacionamento positivo com seus clientes, prospects, parceiros ou quem quer que esteja do outro lado da linha.  E aí o que vemos é a difusão da mensagem: “o sistema de atendimento ao cliente no Brasil não presta”.  Precisamos mudar isso, as tecnologias para auxiliar já existem, basta se utilizar do melhor delas.

*Alexandre Azzoni é sócio-fundador e diretor comercial da Callflex, especialista em inovações para o mercado de atendimento

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Anatel e ANEEL debatem uso de postes

poste_telecom.jpg05/04/2019 - Com o objetivo de regular o uso compartilhado de postes, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Leonardo de Morais, reuniu-se, na última sexta-feira (29/3), com o diretor-Geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, e o relator da matéria, diretor Efrain Pereira. O encontro contou com a participação de técnicos e dirigentes das duas agências reguladoras.

O encontro permitiu a convergência de entendimentos e expectativas das duas agências para o processo de revisão conjunta da norma de compartilhamento. A partir da compreensão dos desafios inerentes ao compartilhamento de infraestrutura, o debate evoluiu para os diagnósticos, a importância de quantificação dos impactos e recursos necessários, além do arranjo regulatório que conduza à racionalidade de conduta dos agentes regulados.

O acesso aos postes de distribuição de energia elétrica, em condições justas, razoáveis e não discriminatórias, é questão fundamental ao desenvolvimento das redes de telecomunicações e à ampliação da competição no setor. Além disso, o compartilhamento de infraestrutura será fundamental para a implantação da quinta geração de comunicações móveis, chamada de 5G. Os postes devem servir de suporte não apenas à instalação das redes ópticas de escoamento do alto tráfego do 5G, como também devem ser empregados na própria sustentação aérea dos elementos irradiantes de células de menor cobertura. A ocupação ordenada da infraestrutura e o uso em conformidade com a normatização técnica são aspectos críticos para a operação de distribuição de energia, com implicações na segurança das instalações.

A análise de Impacto Regulatório da revisão da norma está prevista para o segundo semestre de 2019.

Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil-EBC

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5G é prioridade para a CCT da Câmara

felix_mendonca_cct_2.jpg05/04/2019 - A agenda da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados está recheada de temas relacionados à internet e às telecomunicações. Mas o novo presidente da comissão, Félix Mendonça Jr. (PDT/BA), acredita que a tecnologia 5G vai dominar os debates, explica matéria da Telebrasil - Associação Brasileira de Telecomunicações.

"São muitos os assuntos. Como a questão das fake news, da deep web, os problemas que temos hoje com a internet vão ser discutidos. Também tem o problema de financiamento para pequenos provedores. A modificação ou não das rádios comunitárias – a ampliação da potência – é outro tema bastante polêmico aqui na casa", afirmou.

Na prática, a nova gestão da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados criou três subcomissões de trabalho para este ano: uma para assuntos relacionados à segurança cibernética, uma para tratar de biometria e privacidade, com o tema de reconhecimento facial à frente, e outra para empreendedorismo e inovação, com um olhar para a transformação digital.

Mas um assunto promete ser mobilizador dos debates: o 5G. O presidente da CCT da Câmara observou à Newsletter da Telebrasil que o 5G permitirá novas aplicações nas áreas de saúde, educação e no ensino a distância e colocará ainda mais em evidência o uso do reconhecimento facial. Para Félix Mendonça Jr., a importância da quinta geração extrapola o setor de telecomunicações.

"O 5G não é algo que vamos sentir apenas nas telecomunicações, no telefone. A tecnologia aumenta a capacidade de transmissão e diminui a latência. Então, vai poder ser utilizada na medicina, no direcionamento de transportes, nos carros autônomos. Precisamos decidir qual 5G vamos ter no Brasil." Assistam à entrevista com o presidente da CCT da Câmara Federal, deputado Félix Mendonça Jr.

CCT - Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática

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