"Telecomunicações viabilizam a revolução digital"

algar_jean_borges_2.jpgPor Ethevaldo Siqueira, com Agência Telebrasil
26/05/2019 - Jean Borges, presidente da Algar Telecom, ressaltou no Painel Telebrasil 2019, que, se as políticas continuarem como estão até agora, a desigualdade digital do Brasil só tende a aumentar, porque a demanda será exponencial e nem a máxima boa vontade dos agentes do ecossistema poderá ajudar a reduzir o gap.

Cabe ao setor de telecomunicações viabilizar a revolução digital, uma vez que sem conectividade não há digitalização, mas é preciso também que se adotem políticas capazes de permitir que se crie um ambiente com qualidade em abundância para a sociedade conectada, formada pelo cidadão comum, pelas empresas, entidades e governo.

"Tudo que se tem pela frente é mais exponencial do que já foi feito até aqui, e se continuarmos com as ações de hoje o gap digital vai aumentar, mesmo com a máxima boa vontade de todos os atores do ecossistema", sinalizou o presidente da Algar Telecom, Jean Borges, ao participar do Painel Telebrasil, nesta quinta-feira, 23/05.

Borges reforçou que sem conectividade não há mundo digital e insistiu que o Brasil precisa de políticas atualizadas para promover a transformação digital. Uma das medidas a serem tomadas, sugeriu, é dar aos fundos setoriais a sua real destinação, como acontece, hoje, nos Estados Unidos. "Lá, os recursos dos fundos são verdadeiramente utilizados para expandir infraestrutura, mesmo em um País tão pródigo em infraestrutura".

O presidente da Algar Telecom também reiterou a questão tributária. "Preços justos virão com a transformação das prestadoras e, principalmente, com a redução de uma parcela significativa de impostos. Os tributos impostos às telecomunicações são contraproducentes para a realidade brasileira", lamentou. Borges disse ainda que, mais do que incentivar a transformação digital, as prestadoras precisam fazer a sua adequação ao mundo digital.

"Na Algar Telecom, investimos muito pesado em inovação e na mudança cultural. Nós não temos mais diretorias, nós temos tribos, onde todos interagem independentemente da unidade de trabalho, para aumentar a velocidade do desenvolvimento de ofertas e produtos para o consumidor".

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Cisco: 1,3 trilhão de ciberataques por dia no mundo

cisco_ghassan-dreibi_2.jpgPor Ethevaldo Siqueira, com Agência Telebrasil
26/05/2019 - O diretor de Segurança Cibernética da Cisco América Latina, Ghassan Dreibi, relembrou no Painel Telebrasil 2019 que, em um dia considerado normal, são registrados cerca de 1,3 trilhão de incidentes de segurança no mundo. A grande questão que se coloca é aprender a gerenciar o mundo conectado com agressores cada vez mais qualificados.

Ao participar do Painel Telebrasil, nesta quinta-feira, 23/05, o diretor de Segurança Cibernética da Cisco América Latina, Ghassan Dreibi, advertiu que a perda financeira decorrente de incidentes de segurança tem aumentado, e é urgente lutar contra os agentes maliciosos que querem romper com o ambiente digital. "Há dez anos, a Cisco publicou um vídeo sobre a casa conectada, e vemos agora que apenas 1% do que poderia ser conectado foi; e este 1% já causou impactos", sinalizou.

Ghassan Dreibi destacou que, quanto mais coisas conectadas, menos se enxerga o que se tem de inventário nas redes corporativas. "Esta equação tem de mudar; precisamos saber tudo que circula nas redes, tanto no backbone, quanto nas redes corporativas", sinalizou, apontando que coisas seguem sendo conectadas sem a adoção de regras de compliance, abrindo, assim, brechas para vulnerabilidades.

O especialista em segurança da Cisco lembrou que dois ataques iguais na forma, explorando uma vulnerabilidade conhecida, ocorreram em um intervalo de dez anos: Conficker e WannaCry. "Mas, no passado, o Conficker demorou para tomar o mundo, já o WannaCry, não. A média de detecção de uma ameaça nova leva cem dias, e as ameaças se propagam em horas e levam seus dados em minutos", enfatizou.

Houve, contudo, segundo Ghassan Dreibi, uma mudança no foco das ameaçadas. Agora, os usuários estão no alvo para que, por meio deles, o atacante consiga acesso a autenticações, rede, entre outros. "Antes, os ataques eram focados na infraestrutura e nos sistemas, mas agora são nas pessoas, para chegar às redes", destacou. Outra mudança foi o perfil do atacante, passando do hacker idealista, em 2009, para organizações criminosas, em 2019.

Sem entrar em detalhes, Dreibi adiantou que a Cisco recém-assinou com a Organização dos Estados Americanos (OEA) a criação de um conselho para o Brasil, Chile, Colômbia e México para promover a discussão sobre cibersegurança. O objetivo é criar uma ferramenta que permita uma reação mais efetiva aos ataques na região. A fabricante também criou um grupo, batizado de Talos, com o intuito de monitorar as ameaças que ocorrem em todas as empresas.

"Em um dia normal na Cisco, vemos 20 bilhões de web requests, algo em torno de 1,3 trilhão de incidentes", disse. O que se impõe daqui para frente para o ecossistema de negócios é entender como gerenciar esse mundo conectado e dinâmico, com agressores também cada vez mais qualificados. "Segurança estará na prioridade de orçamentos e de estratégia de quem estiver no mundo digital", concluiu.

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Futuro da TV por assinatura depende de novas regras

tv_assinatura_2.jpgPor Ethevaldo Siqueira, com Agência Telebrasil
26/05/2019 - Painel Telebrasil reúne agências e players do setor em discussão sobre o novo contexto de mercado trazido pelos serviços de vídeo sob demanda baseados na internet.

O mercado de TV por assinatura passa por um momento de revisão de estratégia. Impactadas com a perda de assinantes, as prestadoras de serviços de assinatura se deparam com a concorrência de empresas de streaming, que tende a aumentar, e da oferta de vídeos sob demanda. Como fundo, o setor cobra a elaboração de novas políticas públicas que se adequem ao novo cenário. Este foi o tema da sessão temática O futuro da TV por Assinatura, realizada na quarta-feira, 22 de maio, no Painel Telebrasil.

Ao fazer uma análise do contexto atual, Carlos Eduardo Pereira, partner diretor para Tecnologia, Mídia e Telecomunicações da KPMG, afirmou que o setor hoje tenta levar o passado para o futuro. "Com o marco regulatório que temos, estamos carregando o passado para o futuro, e não é o que queremos", disse, lembrando que as políticas públicas precisam facilitar os investimentos, protegendo o consumidor e alavancando o mercado.

Para Pereira, essas políticas públicas devem ter foco em três elementos: consumidor, mercado e tecnologia. No primeiro, devem levar em conta a mudança no perfil do cliente, hoje mais direcionado ao consumo de conteúdo sob demanda. Como sinal desta mudança, ele lembra que, entre 2012 e 2018, o volume de assinantes do Netflix cresceu 4,6 vezes, e que o volume de consumidores de serviços OTT cresceu 8,7 vezes.

Em relação ao mercado, o executivo citou as mudanças trazidas pela convergência. "Hoje, no mundo todo, quem cria o conteúdo também cuida de todo o ecossistema, ou trabalha parcerias nesse sentido", enfatizou, citando o mercado de entretenimento como exemplo: a Disney estima investir US$ 23 bilhões em conteúdo em 2019, quando lançará sua plataforma OTT; e a Netflix deve investir US$ 15 bilhões em conteúdo este ano, 2,4x mais que em 2017. Com tudo isso, a receita do mercado de OTT deve chegar a US$ 123 bilhões em 2023.

Essas mudanças no mercado e no consumo se dão em um contexto de ofertas em múltiplas tecnologias, como streaming, UHDTV, OTT, TV Conectada. Com todas essas mudanças, Pereira acredita existirem questões que precisam ser respondidas: "Nosso marco protege os direitos e demandas dos assinantes? Afinal, quem são os assinantes? A limitação de propriedade cruzada ajuda o desenvolvimento do setor? A regulamentação atual democratiza investimentos em tecnologias disruptivas?"

Para o especialista em regulação da Ancine (Agência Nacional de Cinema), Magno Aguiar Maranhão Júnior, é hora de o mercado discutir conceitos e descobrir aonde quer chegar. Ele citou o exemplo da política de quotas, que foi um sucesso e garantiu mais horas de conteúdo nacional do que o esperado, mas ressaltou que a mesma política não pode ser espelhada para o mercado de vídeo sob demanda. "Hoje é possível navegar, via OTT, por diferentes arranjos de negócio. Quando transferimos a legislação atual para o vídeo sob demanda, a questão fica mais complexa", comparou.

Por conta disso, Maranhão Júnior defendeu que a política pública deve ser calcada em princípios e na definição do que se busca. "Queremos uma programação nacional de qualidade ou uma reserva de mercado? Criar uma reserva não é um objetivo. Temos que repensar os modelos e as formas de produzir e propagar a cultura nacional, pensando no olhar do consumidor e do produtor", sublinhou.

O produtor, aliás, é outro fator a ser considerado. Maranhão Júnior ressaltou que os chamados produtores independentes são, na verdade, extremamente dependentes de recursos públicos para a produção; e das cotas, para a distribuição e comercialização deste conteúdo. "O objetivo da agência reguladora é permitir que ele caminhe com as próprias pernas. Essa dependência foi criada, mas é preciso mudar isso gradualmente para permitir que ele trafegue com seu conteúdo pelo mundo todo", disse.

A Ancine considera que não basta dar dinheiro público e criar uma reserva de mercado. "Tem de haver uma intervenção inteligente. Por isso é preciso discutir conceitos e olhar a cadeia como um todo para termos uma regulação que permita a consumidores e produtores evoluir", defendeu Maranhão Júnior.

Postura semelhante é adotada por Karla Crosara, superintendente executiva da Anatel, para quem o mercado hoje tem mais incertezas do que certezas. Ela afirmou que o mercado como um todo tem a tarefa árdua de repensar os modelos, levando em conta a maior diversidade de escolha do consumidor.

O ponto de partida para esta reflexão é a contínua redução da base de TV por assinatura a partir de 2014, que vem se acirrando com os anos. De acordo com Karla, mantido o ritmo, até o final de 2021 o número de assinantes deve ser reduzido em 13,1%. Em contrapartida, ela lembrou que, entre 2018 e 2019, o volume de horas de visualização do Netflix saltou de 266 horas para 685 horas, e os usuários do WhatsApp enviaram mais 41,6 milhões de mensagens.

"Cada vez mais utilizamos outras plataformas e por isso temos que adotar uma nova visão, com novas ações regulatórias e legislativas. Temos hoje dois grandes mundos, o das prestadores SeAC (Serviços de Acesso Condicionado) e o dos prestadores OTT. Será possível conciliar estes dois mercados de forma pacífica?"

Adaptação e legalidade

Para os representantes das empresas responsáveis pela distribuição e comercialização de conteúdo, o futuro certamente vai requerer adaptações, mas o presente exige respeito às leis. Para o general manager da Turner Warner Media, Antônio Barreto, as empresas de TV por assinatura estão em um momento de transformação e seu papel no futuro vai depender fundamentalmente de sua capacidade de adaptação.

"O que temos hoje é a TV do passado. Ela está perdendo espaço, por ser um modelo fechado e estruturado onde cada um tinha um papel: produtor, programador, empacotador e distribuidor. O modo como ela foi estruturada no passado tinha foco no domicílio, sem se interessar por quem estava lá dentro", explicou.

Barreto acredita que este é um quadro que já mudou. Primeiro porque já não há mais papeis definidos, o que permite a todos entrar no mercado. O segundo fator é o foco, hoje totalmente centrado no indivíduo, e não mais em seu endereço. Isso significa que o conteúdo tem que chegar ao cliente independentemente de onde ele esteja.

"A Netflix é o disruptor. Vai gastar US$ 15 bi em conteúdo este ano. Ela saltou de 7,5 milhões de assinantes em 2007 para 137 milhões em 2018. É um serviço que está no mundo inteiro e se tornou uma referência que se expandiu para todos os grandes grupos no planeta, que hoje estão investindo em conteúdo", disse, citando os exemplos da Apple, Amazon, Google, Facebook e Disney.

Barreto lembrou que, somente nos últimos dois anos, estas empresas movimentaram cerca de US$ 220 bilhões em fusões e aquisições e todas estão se posicionando para aumentar sua participação na cadeia de valor. "Com tudo isso, hoje temos desafios que nunca tivemos em nosso negócio, como integração vertical, exclusividade, regulatório, big data etc. Mudou o negócio", afirmou.

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Fibra óptica acelera a transformação digital

fibra_2.jpgPor Ethevaldo Siqueira, com Agência Telebrasil 

26/05/2019 - Considerados fundamentais para a implementação de 5G e IoT, investimentos em redes FTTH (Fiber to the Home) dependem de estímulos públicos para sair do papel.

O mundo está passando por um profundo processo de transformação digital. Algumas previsões dão conta de que, em 2025, haverá mais de 100 bilhões de objetos conectados e, para muitos especialistas, as redes FTTH (Fiber to the Home) serão as grandes impulsionadoras desse processo.



A necessidade de que essas redes se popularizem no Brasil foi tema da sessão temática A consolidação e ampliação do acesso por fibra no Brasil, no Painel Telebrasil, realizada nesta quarta-feira, 22/05. O conselheiro da Anatel Aníbal Diniz ressaltou que o mercado, hoje, exige espectro e fibra. "Precisamos muito de espectro para recepcionar a tecnologia 5G. A Anatel está trabalhando para resolver o problema do espectro. Aprovamos uma resolução que garante prioridade à questão, por isso esse item esta bem sintonizado", disse.



No que diz respeito à infraestrutura de fibra, o conselheiro acredita que um passo importante será dado com a aprovação do PERT (Plano Estrutural de Redes de Telecomunicações). Segundo ele, é o plano mais importante da agência nos próximos anos, por se tratar de um documento processual que servirá de mapa para mostrar onde o Brasil tem infraestrutura de fibra e onde o governo precisará dotar recursos.



Recursos estes, aliás, que deverão ganhar impulso com a aprovação do PLC 79. "Com a aprovação do PLC 79, a Anatel terá que fazer a valoração de qual é o tamanho desse salto da migração e destinar recursos para implantação do Plano Nacional de Banda Larga", comentou, lembrando que, dessa forma, o PERT vai orientar a aplicação de verbas para a correção das desigualdades regionais e permitir que a infraestrutura chegue aonde não há.

Segundo Diniz, cidades que não têm backhaul nem rede metropolitana devem ter prioridade absoluta. "Podemos ajudar o MCTIC a elaborar a política pública. Não se trata de uma contribuição qualquer, mas da principal contribuição que faremos para a elaboração dessa política", acrescentou.



Esse foco foi reforçado pelo diretor do Departamento de Banda Larga do MCTIC, Artur Coimbra. Ele lembrou que municípios com backhaul de fibra óptica têm densidade de banda larga seis vezes maior do que aqueles que não têm. "Isso mostra o papel estrutural de uma rede de fibra óptica", disse, lembrando que, quando se fala em acesso, o contexto é completamente diferente.



Segundo Coimbra, o País conta hoje com mais de 50% dos domicílios cobertos por redes baseadas em fibra, geralmente híbridas. Os efetivamente cobertos por FTTH, no entanto, representam apenas 15%. "Quando pensamos exclusivamente em FTTH, os grande impulsionadores são os provedores regionais, que hoje representam as maiores adições líquidas de banda larga fixa no Brasil", afirmou.



Contrariando o que parecia ser consenso, Coimbra afirmou que isso não significa que o FTTH seja à prova de futuro. Ao contrário, ele acredita que a chegada do 5G pode reduzir o interesse pela fibra, que deve ter seu uso concentrado nas redes de transporte. "Nas redes de transporte, ainda não há nada no horizonte que mostre que ela será substituída", disse.



É nesse sentido que devem caminhar os investimentos públicos em infraestrutura. Coimbra citou como exemplo os projetos Nordeste Conectado e Norte Conectado. O primeiro, fruto de um investimento de R$ 80 milhões, deve ser concluído em dois anos, conectando 41 cidades da região. Um pouco mais atrasado, o projeto Norte Conectado vai demandar investimentos entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões, atendendo todas as cidades entre Macapá e Santarém. "Vamos fazer provavelmente por meio de rede subfluvial. Posteriormente, a rede será ampliada para outras cidades da Amazônia", revelou, ressaltando que os projetos de fibra devem se concentrar em projetos duradouros como estes.



Fornecedores

Enquanto a Anatel e o governo fazem planos, o mercado reitera a necessidade da concessão de incentivos para a implantação de redes FTTH. O diretor de Tecnologia da Huawei, Nicolas Driesen, lembrou que cada 10% de penetração em banda larga pode trazer crescimento de 1,3% no PIB, 2,3% em empregos e de 15 vezes em eficiência de produção. "Isso mostra os benefícios de investimentos em banda larga fixa. Nosso maior problema é que não temos fibra onde as pessoas precisam", afirmou.



Ele também ressaltou que o acréscimo de novos consumidores tem se dado via pequenos provedores, mas lembrou que isso também denota uma certa estagnação dos grandes prestadores de serviços de telecomunicações. Para mudar esse quadro, Driesen sugeriu a adoção do compartilhamento de infraestrutura, do lado das empresas e, do lado do governo, a redução de impostos para conectar pessoas de baixa renda ou áreas rurais.



Quem também reforçou as mudanças no perfil do consumidor foi Leonardo Melo Lins, analista de informações do Cetic.br/NIC.br. Ele citou a pesquisa TIC Provedores, realizada pelo Cetic, que apontou, em 2017, um volume de 120 milhões de brasileiros utilizando a internet.



"Mudaram os padrões de consumo: houve queda de download e aumentou o uso de streaming, que hoje é mais preponderante entre usuários brasileiros. A grande maioria dos provedores (84%) é formada por pequenas e médias empresas. E hoje 78% dos provedores oferecem acesso via fibra", afairmou. Com isso, ele acredita que o cenário para os provedores é positivo, mas é preciso melhorar a gestão da rede para entregar serviços de melhor qualidade aos clientes.



O diretor de Engenharia da Oi, André Ituassu, também citou a mudança no perfil dos clientes para justificar a necessidade de conectividade e a ampliação das redes FTTH. "O ponto principal é IoT, que traz a necessidade de conexão quase como commodity. O cliente quer qualidade de serviço. A IoT conecta tudo, mas tem que entregar qualidade", defendeu.



Ele reforçou que esta qualidade não deve estar presente somente na ponta, mas em toda a rede. Para Ituassu, as prestadoras de serviços precisam se reinventar, ocupando um ponto acima na cadeia de valor. "Precisamos do apoio do governo para olhar isso em uma ótica diferente. Temos rede de fibra no Brasil há muito tempo, mas agora ela é mais relevante; no transporte, ela é insubstituível", disse. 



Por conta da presença da rede de fibra da Oi em mais de 2 mil municípios brasileiros, o executivo considera que não é possível falar em transformação digital no Brasil sem passar pela Oi. "Também estamos fazendo nossa transformação no acesso: em breve vamos chegar a 400 mil domicílios com redes FTTH, e temos oportunidade de crescer essa base para frente. A Oi está fazendo o seu papel.

"

Quem também está pronta é a Telefonica. O diretor Institucional da companhia, Enylson Camolesi, citou como exemplo a penetração que a prestadora tem na Espanha, onde conta com mais de 98% dos municípios fibrados. "Isso permite que a transformação digital ocorra por lá em velocidade muito grande, com vários cases de smart cities", contou.



Ele mencionou que essa expansão só foi possível por conta do estímulo dado pelo governo espanhol, o que significa que decisões de governo e de Estado podem ser diferenciais na propagação de infraestrutura. "Em um país como o Brasil, certamente a expansão passa por uma questão de política pública. É preciso uma política pública que nos permita atingir todos os municípios", afirmou.



E não se trata apenas de políticas federais, mas também locais. Em 2018, a Vivo expandiu sua rede FTTH para 30 cidades brasileiras, enfrentando desafios específicos relacionados, por exemplo, à ocupação de postes ou à abertura de dutos. Além disso, estas cidades são geralmente aquelas de IDH mais alto. Para chegar a outras, onde a rentabilidade será menor, Camolesi defende a atuação do Estado.



"É preciso uma ação que venha de cima para baixo e que favoreça a chegada da fibra a quem está nos municípios", sublinhou, lembrando que o setor espera a aprovação do PERT com expectativas muito positivas. "Ninguém duvida da necessidade da fibra óptica para o 5G e tudo o mais que virá, mas os agentes públicos precisam olhar para isso. Há várias iniciativas a caminho, mas elas precisam andar mais rápido para se adequar às necessidades da economia e da população", concluiu.

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Internet das Coisas pode ser grande sucesso no Brasil

lte_5g_iot_2.jpgPor Ethevaldo Siqueira, com Agência Telebrasil 

26/05/2019 - Fornecedores e prestadores de serviços de telecomunicações asseguram que o País tem capacidade produtiva e de pesquisa para formular soluções e produtos voltados à conexão das coisas.

O governo brasileiro está perto de aprovar o decreto para o Plano Nacional de Internet das Coisas, que definirá como prioritárias as aplicações para cidades inteligentes, saúde, manufatura e agricultura. Ao mesmo tempo, a Anatel trabalha em propostas de regulamentações específicas para esse tipo de soluções, hoje submetidas às mesmas regras da telefonia celular.



Além da etapa da regulamentação, o mercado aguarda também a chegada das redes 5G, que devem proporcionar um salto na oferta de aplicações de IoT. Mas isso não significa que as estratégias estejam em compasso de espera, apontaram os especialistas que debateram na sessão temática LTE, 5G e IoT para Verticais de Negócios, nesta quinta-feira, 23/05, no Painel Telebrasil 2019.

O diretor de Vendas IoT da Qualcomm para a América Latina, José Palazzi, afirmou que o Brasil tem capacidade intelectual para desenvolver e fabricar produtos para IoT. Ele lembrou que muitas soluções já existentes podem ser replicadas para outros setores, ampliando sua utilização. "No Brasil, temos uma quantidade enorme de rastreadores de veículos que utilizam a mesma composição de blocos de outros rastreadores (animais, pessoas etc.). A possibilidade de reutilizar estes blocos é um facilitador para se conseguir volume.

"

A Nokia também está processo avançado de desenvolvimento do mercado de IoT. Segundo o diretor de Desenvolvimento de Negócios da companhia, Leonardo Finizola, há cerca de dois anos a empresa vem desenvolvendo soluções que atendem a seus clientes "da porteira para dentro". "Para conquistar novos mercados para IoT, temos que entender outras indústrias e suas necessidades, e é isso que os prestadores de serviços de telecomunicações estão fazendo", disse.



As prestadoras de telecomunicações também se reposicionam em mercados até aqui inexplorados. Esse movimento já é percebido em setores como o de mineração, que hoje faz uso de soluções LTE para otimizar produtividade e segurança; utilities, com o uso de soluções de smart grid e smart meetering baseadas em LTE e WiFi Mesh; e agrícola.



Novo mercado



O diretor de Canais da Cisco, Marcelo Ehalt, lembrou que o setor não pode perder de vista o que vem pela frente. Citando uma pesquisa realizada pela empresa, ele rememorou que, entre 2017 e 2022, o volume de usuários móveis deve saltar de 167 milhões para 177 milhões, com um aumento de conexões de 245 milhões para 329 milhões. 



Ehalt defendeu que o mercado deve conviver um bom tempo com diferentes tecnologias. "Acreditamos que todas as tecnologias continuarão coexistindo. Haverá uma adequação por conta do uso." De acordo com o executivo, em 2022 o Brasil terá redes 2G (7%), 3G (16,3%), 4G (68%), 5G (1,2%) e LPWA (6,9%), com oportunidades se desenhando em áreas como saúde, cidades inteligentes, agricultura, automação doméstica e automotiva.



As prestadoras de telecomunicações readequaram suas estratégias por conta da Internet das Coisas. A Claro Brasil, por exemplo, conta com uma área dedicada a IoT. O diretor de Negócios de IoT da companhia, Eduardo Polidoro, explicou que o foco é em conectividade avançada, com o desenvolvimento de soluções fim a fim. "Não estamos conectando apenas pessoas, mas empresas inteiras, o que envolve mais segurança e a implantação de redes dedicadas para IoT", disse.



Por conta disso, a Claro Brasil vem de um ciclo de investimentos, realizados nos últimos três anos, que resultou na modernização de suas redes, na criação de um espectro dedicado para as soluções de IoT e na implantação de uma área específica no SOC da companhia. 



Regulamentação



Enquanto o mercado avança na oferta de soluções, a Anatel vem trabalhando na construção de uma regulamentação que faça mais sentido. O superintendente de Planejamento e Regulamentação da agência, Nilo Pasquali, explicou que as discussões relativas ao tema estão concentradas no item 6 da Agenda 2019-2020, que está em discussão e deve ser aprovada nos próximos meses.



O item 6 trata de temas caros ao mercado de IoT, como a redução tarifária para equipamentos específicos, entre eles, sensores. Entre os principais pontos discutidos na Agenda 2019-2020 para IoT, Pasquali destacou:



- Regulamentação sobre rede virtual MVNO 

- Taxas setoriais 
- Segurança 

- Numeração dos dispositivos 

- Espectro 

- Certificação de equipamentos

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VIVO marca presença na ‘NBA House 2019’

nba_house.jpg14/05/2019 - A NBA (National Basketball Association) e a Vivo anunciaram nesta quinta-feira, dia 9/5, uma parceria para a ‘NBA House 2019’, espaço temático da liga que vai funcionar entre os dias 30 de maio e 16 de junho no estacionamento do Shopping Eldorado (Avenida Rebouças, 3.970 - Pinheiros), em São Paulo.

Como operadora oficial da NBA no Brasil, a Vivo promoverá ações de entretenimento e de engajamento com o público que visitar a Casa NBA e também oferecerá benefícios exclusivos para quem é cliente Vivo NBA League Pass, como, por exemplo, desconto em ingressos para visitar a Casa. Esta é a segunda vez que a operadora marca presença em um espaço da NBA – em 2017 promoveu ações de relacionamento na ‘NBA Finals’.

“A parceria com a NBA nos permite trazer essas experiências para nossos clientes, seja com a oferta do app NBA League Pass com até 50% de desconto, seja em ações de aproximação com a marca, como as que faremos na NBA House mais uma vez”, afirma Marcio Fabbris, vice-presidente B2C da Vivo.

VIVO E NBA League Pass

Desde 2017, a Vivo é a operadora oficial da NBA no Brasil e, graças a essa parceria, clientes da Vivo têm vantagens exclusivas para acompanhar os jogos da liga. Os clientes da Vivo podem assinar o NBA League Pass com descontos de até 50% em relação às opções disponíveis no mercado (R$ 19,99/mês). Os usuários têm acesso a conteúdo exclusivo da liga, como NBA TV (canal 24h de notícias sobre a NBA, em inglês), bastidores dos jogos; melhores momentos das partidas, jogadas em ‘super câmera lenta’, comentários de influenciadores e destaques das atuações dos jogadores brasileiros. Para assinar o serviço, clientes Vivo devem acessar a página específica (http://celular.vivo.com.br/aplicativos/nba).

No NBA League Pass, os clientes podem acompanhar a temporada regular, os Playoffs, as Finais e também o All-Star Weekend (fim de semana do All-Star Game). Os assinantes têm acesso ao Mobile View, uma funcionalidade inovadora e desenvolvida exclusivamente para oferecer uma experiência única para aqueles que assistem aos jogos pelo celular. O recurso oferece uma câmera exclusiva para dispositivos móveis com closes ainda mais fechados, deixando o espectador mais próximo das jogadas.

O aplicativo, disponível para Android e iOS, é compatível com smartphones e tablets. Os assinantes podem assistir ainda a conteúdos especiais da liga, como melhores momentos, entrevistas exclusivas, jogos clássicos, documentários, bastidores da NBA, entre outros, alguns deles nunca exibidos na TV, inclusive jogos ao vivo ou sob demanda.

Os ingressos para a NBA House 2019 do segundo lote estão à venda pelo site www.nbahouse.com.br com preços a partir de R$ 25,00 (Fan Day / meia-entrada - eventos com programação diurna nos dias 01.06, 02.06, 08.06, 09.06, 15.06 e 16.06) e R$ 75,00 (Game Night / meia-entrada - quatro primeiras noites de exibição dos jogos das Finais da NBA em 30.05, 02.06, 05.06 e 07.06). É possível adquirir até seis ingressos por CPF por evento, incluindo meia-entrada, por evento (será exigida a apresentação de documento comprovatório para ter direito ao benefício).

Datas e horários de funcionamento

A NBA House 2019 tem classificação etária de 18 anos (Game Night) e a entrada de menores entre 12 e 17 anos na casa só é permitida com a presença de um responsável. Nos Fan Days, aos finais de semana, o evento é livre e maiores de 16 anos podem entrar desacompanhados. O espaço tem capacidade para receber até 2.500 pessoas simultaneamente. Confira abaixo os horários de funcionamento.

- 30 de maio - A partir das 19h - JOGO 1                
- 1º de junho - 1ª sessão - 14h30min às 17h30min / 2ª sessão - 18h às 21h           
- 2 de junho - 1ª sessão - 14h30min às 17h30min / A partir das 19h - JOGO 2      
- 5 de junho - A partir das 19h - JOGO 3                
- 7 de junho - A partir das 19h - JOGO 4                
- 8 de junho - 1ª sessão - 14h30min às 17h30min / 2ª sessão - 18h às 21h             
- 9 de junho - 1ª sessão - 14h30min às 17h30min / 2ª sessão - 18h às 21h             
- 10 de junho - A partir das 19h - JOGO 5*           
- 13 de junho - A partir das 19h - JOGO 6*           
- 15 de junho - 1ª sessão - 14h30min às 17h30min / 2ª sessão - 18h às 21h          
- 16 de junho - 1ª sessão - 14h30min às 17h30min / A partir das 19h - JOGO 7*

* se necessário / programação sujeita a alterações

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