Dados significam novas receitas para o setor

deloitte_marcia-ogawa_2.jpgPor Agência Telebrasil
23/05/2019 - Inteligência Artificial e 5G, combinadas, promovem inovação e vão alterar as relações das empresas com o mercado e também impactam as relações de trabalho, sustenta a líder de TMT da Deloitte, Márcia Ogawa, ao participar do Painel Telebrasil 2019.

Os dados estruturados e gerenciados significam novas receitas para as empresas, desde que elas se adequem às demandas e compreendam as mudanças que têm de ser feitas para lidar com o digital, observou a líder de Tecnnologia, Mídia e Telecomunicações (TMT) da Deloitte, Márcia Ogawa, ao participar do Painel Telebrasil 2019, nesta quinta-feira, 23/05.

Tendo como referência recente estudo da consultoria com previsões para a sua área, Márcia Ogawa comentou que a Inteligência Artificial (IA) e o 5G surgem como verdadeiros aceleradores no ambiente de negócios. Essas tecnologias viabilizam o lançamento de novas plataformas de negócios globais para pequenas e médias empresas, assim como para startups. No setor de telecomunicações, a abertura de novas frentes implica novos modelos de monetização na cadeia de valor, segundo ela.

"As novas tecnologias combinadas proporcionam inovação e alteram as relações das empresas com fornecedores e com o mercado, impactando inclusive as relações de trabalho", analisou. "É chave que consigamos entender como funcionam e como os mercados estão se movendo para que o Brasil consiga explorar essas oportunidades”, pontuou a especialista da Deloitte.

Marcia Ogawa ressaltou que muitos novos serviços serão criados em outras indústrias e disse ser imperativo entender a dinâmica que está por vir.  A executiva advertiu: é preciso estar atento à segurança nesse cenário descentralizado, no qual as políticas de uso dos dados serão reestruturadas. "Eu valorizo a boa regulação, mas é extremamente relevante que haja uma precisão cirúrgica para que o remédio não mate o paciente”, concluiu.

Comentário (0) Hits: 338

Telecom precisa discutir a Lei de Dados Pessoais

telecom.jpgPor Ethevaldo Siqueira, com Agência Telebrasil
26/05/2019 - Legislação complexa, necessidade de regulamentação e falta de uma Autoridade de Dados estruturada e operacional desafiam o setor. Tema foi debatido na sessão temática Proteção de Dados: LGPD e ANPD e o cenário para telecomunicações, no Painel Telebrasil 2019.

Um ano depois da implantação do GPDR, o Regulamento Geral de Proteção de Dados na Europa, o Brasil ainda desconhece como se dará a regulamentação da sua Lei de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e também discute o melhor modelo para a sua implantação. Com vigência prevista para o segundo semestre de 2020, a LGPD ainda precisa de muitos acertos. Entre eles, a definição do modelo da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, a ANPD. O tema foi debatido nesta quinta-feira, 23/05, na sessão temática Proteção de dados: LGPD, ANDP e o cenário para telecomunicações, durante o Painel Telebrasil 2019. 



Os representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Anatel e do escritório Silveira e Unes Advogados defenderam uma articulação regulatória entre a ANPD com outros órgãos e entidades com competências sancionatórias e normativas afetas ao tema de proteção de dados pessoais, visando uma governança colaborativa entre os diversos órgãos.



Miriam Wimmer, diretora do Departamento de Serviços de Telecomunicações do MCTIC, destacou que a LGPD envolve diferentes setores, regulados de formas distintas, mas estabelece normas claras e horizontais, válidas para todos eles – proteção ao consumidor, defesa da concorrência e proteção de dados pessoais. "A ANPD terá de resolver situações complexas, envolvendo a multiplicidade de órgãos públicos. Ela precisa ser articulada pensando em mecanismos e arranjos regulatórios. Precisamos aproveitar instrumentos já existentes e estimular discussões e a colaboração prévias", sugeriu.



Elisa Leonel, superintendente das Relações com os Consumidores da Anatel, disse que é importante que o setor se antecipe ao debate. "A única certeza que temos é que o setor vai precisar dialogar. Não podemos ficar em posição passiva, assumindo que o problema não existe porque ainda não há autoridade definida", analisou. "O modelo de colaboração deve ser absorvido para a questão da proteção de dados", disse, acrescentando que a experiência do setor na garantia de sigilo e privacidade deve servir de suporte para agora tratar da proteção dos dados pessoais e na criação e atuação da ANPD. 



O conflito de competências, o fato de ainda não ter se formado uma autoridade para regular a Lei e, mais importante, a certeza de que ela não terá a competência técnica necessária para isso impõem uma série de desafios complexos. Esta é a visão de Flavio Unes, sócio do escritório de advocacia Silveira e Unes Advogados. "Temos que reconhecer que ainda não há uma expertise amadurecida nesse tema. Um dos setores mais especializados é o de telecomunicações, e ele deve se organizar de modo a produzir as diretrizes e padrões para a LGPD. Se sairmos na frente com a legitimidade do conhecimento que temos, poderemos interferir positivamente na formação dessa autoridade", garantiu. "A questão não é a regulamentação em si, mas a qualidade dessa regulamentação. O setor precisa se organizar para apresentar propostas ao invés de esperar as coisas acontecerem", acrescentou.



Miriam e Elisa, do MCTIC e da Anatel, engrossaram o coro e reforçaram o fato de o setor de telecomunicações já possuir experiência para contribuir no estabelecimento de práticas para a proteção de dados. "O setor entra diferenciado no sentido de que já está regulado com regras de segurança e privacidade", disse Elisa. "A ANPD deve ser uma agência enxuta, que atue com outras instituições que já carregam o conhecimento. O ambiente digital já é regulamentado, e o setor pode ajudar no estabelecimento de boas práticas e termos comuns às diferentes indústrias que terão de respeitar a LGPD", completou Miriam.



Primeiros passos



Representantes da TIM Brasil e da Telefônica presentes à sessão contaram um pouco daquilo que suas organizações começaram a fazer no Brasil, com base na experiência que suas matrizes na Europa já realizam. José Leça, da Telefônica, mostrou iniciativas de relacionamento e educação de clientes, através das quais a prestadora explica quais informações recolhe do consumidor e que tipo de uso faz delas. 



O diretor da Telefônica disse defender a mínima regulação no caso do LGDP, mas corroborou a ideia de que o setor deve usar sua experiência para dar suporte à ANPD, especialmente no que diz respeito à responsabilização das empresas pelo uso que fornecedores podem fazer dos dados se seus clientes. "Uma sugestão pode ser a certificação em proteção de dados para fornecedores", sugeriu.



Piero Formica, diretor de Compliance da TIM Brasil, enxerga a LGPD como uma oportunidade de transparência no relacionamento das prestadoras com seus clientes e parceiros. Mas ele destacou que o Brasil terá de fazer em meses o que foi feito na Europa em 20 anos, já que desde 1998 a região regula a relação entre dados pessoais e empresas de telecomunicações. "Tudo vai funcionar se conseguirmos conciliar o negócio com uma mudança de relacionamento com clientes, colaboradores, parceiros, governo", afirmou. "A TIM criou uma área específica para cuidar de compliance, mas os departamentos de negócio, marketing, segurança, jurídico devem entender que também são atores", completou.



"Precisamos trabalhar juntos, interagir e não simplesmente fazer o que a autoridade mandar. Temos que definir juntos, montar fluxos para atuar. A LGDP é algo que não pode ser feita sozinha, nem dentro da organização, nem no mercado", aconselhou, sugerindo que a lei no Brasil pode ser referência para o mundo.

Comentário (0) Hits: 384

Uma defesa da tributação zero para Internet das Coisas

gabriel_fiuza.jpgPor Ethevaldo Siqueira, com Agência Telebrasil
26/05/2019 - Até o subsecretário da Secretaria de Desenvolvimento da Infraestrutura do Ministério da Economia, Gabriel Fiuza, reconhece a validade das iniciativas que destravem o desenvolvimento das telecomunicações.

Ao participar do painel 5G: a infraestrutura necessária à transformação digital, realizado nesta quarta-feira, 22/05, durante o Painel Telebrasil 2019, Gabriel Fiuza de Bragança, subsecretário de Regulação e Mercado da Secretaria de Desenvolvimento da Infraestrutura (SDI) do Ministério da Economia, defendeu a tributação zero para Internet das Coisas (IoT) e um leilão por cobertura, sem viés arrecadatório, para o 5G. Fiuza reiterou que a decisão final não cabe à SDI, mas assegurou que, internamente, a subsecretaria advoga nesse sentido.



"A discussão sobre o desenho de leilões vem sendo muito bem conduzida pela Anatel, mas a nossa visão, na SDI, é fomentar desenhos que desestimulem problemas que impactem a competição e que atrasem o processo", disse Fiúza. "Temos o entendimento de que é extremamente importante apoiar iniciativas que destravem o desenvolvimento do setor, especialmente no que diz respeito ao 5G. Para nós, o desenho tem que ter como viés a maximização de bem-estar econômico, com vistas a aumentar a produtividade e a competição", acrescentou.



Sobre a desoneração para Internet das Coisas, Fiuza contou que a sua secretaria tem discutido a questão internamente. Novamente, ele afirmou que a decisão não cabe à SDI, mas a secretaria entende que da maneira como estão estruturadas as tarifas é possível promover a desoneração para IoT sem que haja perda de arrecadação. "Ao contrário, as aplicações da tecnologia devem gerar mais arrecadação. Temos a proposta de desenvolver produtividade e, nesse sentido, defendemos internamente esse posicionamento", finalizou.

Comentário (0) Hits: 298

Mão de obra desqualificada preocupa

mao_obra.jpgPor Ethevaldo Siqueira, com Agência Telebrasil
26/05/2019 - Mais de 50% dos jovens brasileiros podem ficar fora do mercado de trabalho por falta de qualificação e de habilidades digitais. A advertência é de especialistas que debateram sobre educação e capacitação digital no Painel Telebrasil 2019.

Um estudo recente do Banco Mundial aponta que 50% dos jovens brasileiros estão em risco de desengajamento econômico, ou seja, em risco de não ingressar no mercado de trabalho. Diante disso, e do fato de 82% das microempresas considerarem habilidade digitais importantes na hora da contratação, empresas como Facebook, Oi Futuro e Cisco têm investido em projetos de educação e capacitação de jovens.



As necessidades e perspectivas de educação e capacitação digital foram tema de sessão temática durante o Painel Telebrasil 2019 nesta quarta-feira 22/05. "O Facebook entende que sua contribuição para a evolução e o desenvolvimento do País passa necessariamente pela capacitação de jovens, e a orientação do Banco Mundial é exatamente que todo tipo de educação a jovens seja voltada ao mercado de trabalho", afirmou Andrea Leal, gerente de Políticas Públicas do Facebook. 



Andrea Leal apresentou alguns dos programas mantidos pelo Facebook com essa finalidade. Entre eles, está a Estação Hack, um centro de inovação da companhia em São Paulo, onde são conduzidos cursos de formação de jovens e o lançamento e aceleração de startups – em 2018, 30 novas empresas foram aceleradas a partir do projeto. Desde 2017, o projeto já treinou mais de 12 mil jovens nos cursos de programação e desenvolvimento de aplicativos, inovação e preparação para o mercado de trabalho. 



"O Facebook também realiza anualmente o Dia Internacional das Meninas de TIC, com workshops sobre novas tecnologias voltados para estudantes mulheres do Ensino Médio", detalhou Andrea, mencionando ainda o Conectando seu Futuro, um projeto de inclusão social de jovens entre 15 e 29 anos. "O Conectando seu Futuro ensina desde o uso de programas largamente utilizados no mercado, como Microsoft Word e Excel, até tecnologias de introdução à inteligência artificial e realidade aumentada", explicou.



O Oi Futuro também mantém uma série de iniciativas para preparar os jovens para o mercado de trabalho. Carla Uller, gerente executiva de Inovação Social da instituição, destacou dados do Fórum Econômico Mundial que indicam que, até 2022, 42% das tarefas em 12 indústrias serão feitas por máquinas e, no mesmo prazo, novas funções responderão por 27% do mercado de trabalho. "Nesse cenário, o mercado precisa de estratégias para encontrar e desenvolver esse novo profissional", ressaltou a executiva, acrescentando que 20% dos líderes de RH apontam parcerias estratégicas com instituições públicas e o setor educacional como parte da solução.



Giuseppe Marrara, diretor de Políticas Públicas da Cisco, lembrou que a transformação digital se apoia em três pilares: pessoas, processos e tecnologia. "De nada vale ter as melhores tecnologias e processos se não tivermos pessoas capacitadas", assegurou. Marrara afirmou que 480 milhões de empregos tradicionais serão perdidos nos próximos anos, mas destacou que eles serão substituídos por 510 milhões de empregos digitais. "Precisamos ter a mão de obra treinada para absorver essas oportunidades.

"

É sob esta proposta que a Cisco Academy vem trabalhando há anos no Brasil. Marrara contou que a empresa enfrenta desafios para preencher as lacunas de empregos. Dois anos atrás, de acordo com o executivo, apenas no mercado de redes no Brasil, faltavam 85 mil profissionais. Em dois anos, houve um aumento de 30 mil pessoas, e o gap passou a ser de 115 mil posições. "A Cisco Academy, através de parcerias com universidades, bancos, escolas e as Forças Armadas, formou 247 mil alunos desde a sua chegada ao Brasil, há 20 anos", revelou Marrara. Nas Forças Armadas, 993 especialistas em segurança cibernética foram formados pela Cisco Academy. 



A sessão do Painel Telebrasil ainda contou com a participação do coronel Paulo Sergio, do Ministério da Defesa. O comandante da Escola Nacional de Defesa Cibernética falou sobre a estratégia – antecipada pela Agência Telebrasil - montada para a formação de mão de obra, a partir da oferta de cursos a distância e presenciais, voltados para a formação de militares e civis na área de cibersegurança. 



Sergio Garcia Alves, coordenador-geral de Ambiente de Negócios do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, falou sobre o Marco Legal de Startups, criado pelo MCTIC para alinhar discursos e interesses de toda a engrenagem que compõe o ecossistema de startups, e apresentou o Startup Point, um portal que reúne as diferentes ações do ministério para que, com base nas características de cada um deles, os empreendedores entendam e escolham qual o programa mais adequado às suas iniciativas e necessidades.



Rodrigo Zerbone, subsecretario de Capital Humano do Ministério da Economia, comentou que o Brasil vive desde a década de 1980 o problema da falta de incremento da produtividade de sua mão de obra, apesar do aumento do nível de escolaridade. "A dificuldade de encontrar pessoas com qualificação correta espanta investidores e a instalação de empresas", disse. 

Zerbone destacou que, apesar do alto índice de desemprego, 30% das empresas brasileiras têm dificuldades de encontrar mão de obra qualificada para as suas necessidades. Em tempos de economia acelerada, esse índice chegou a 70%. "Fica a lição de que políticas de curto prazo não geram impacto", afirmou. Segundo ele, os R$ 15 bilhões investidos pelo governo no Pronatec, por exemplo, tiveram impacto nulo. "Houve um desencontro entre a oferta e a demanda real das qualificações", explicou.



O subsecretário revelou que o Ministério deve lançar ainda em julho deste ano uma estratégia para a conexão da demanda de curto prazo. "Existem setores com demandas aquecidas. A finalidade é atender a esses setores da melhor maneira, especialmente com recursos do sistema S, que não foram impactados", explicou. Agora, disse Zerbone, as políticas de incentivo para a contratação de qualificação serão liberadas conforme os resultados alcançados. "Se a empresa alcançar nível de empregabilidade, recebe o dinheiro. Do contrário, não", completou.

Comentário (0) Hits: 316

Nokia ressalta importância do 5G e do apoio do País

luiz_tonisi_nokia_3.jpgPor Ethevaldo Siqueira, com Agência Telebrasil 

26/05/2019 - Luiz Tonisi, diretor de Negócios e Operações da Nokia do Brasil, relembra que o Brasil vai precisar de mais de 100 mil novas ERBs para atender à nova infraestrutura.

As redes 5G começam a ser uma realidade, tanto que, ainda este ano, pelo menos 20 novas redes serão ativadas comercialmente no mundo, mas é preciso pavimentar a infraestrutura, observou o diretor de Negócios e Operações da Nokia do Brasil, Luiz Tonisi, ao participar do Painel Telebrasil, nesta quarta-feira, 22/05.

O executivo lembrou que a chegada dessas redes deve proporcionar um salto de produtividade aos  usuários. “Não houve um salto de desenvolvimento com a infraestrutura básica, mas isso deve acontecer nos próximos anos, quando as aplicações começarem a ganhar espaço”, disse.

Para isso, no entanto, o executivo reforçou a necessidade de formação de ecossistemas completos que complementem essas redes. Ele citou o exemplo da própria Nokia, que hoje possui 37 acordos comerciais em curso, 20 deles com organismos públicos. Esse ecossistema é necessário porque as aplicações baseadas em 5G demandarão mais precisão, além de incluírem novos usos como vídeo em alta definição e realidade aumentada.

Tonisi também reforçou a necessidade de mudanças na infraestrutura para suportar essas novas redes. De acordo com o executivo, o mundo conta hoje com 7 milhões de estações radiobase (ERBs) e este número precisaria dobrar para atender a demanda que será gerada. “No Brasil, estamos falando de 100 mil ERBs a mais”, revelou.

Mesmo com a construção dessa estrutura demandando investimentos de US$ 3,8 trilhões, o executivo acredita que, com as redes 5G em operação, a economia pode ser extraordinária, representando um salto tecnológico. “Estamos falando em sair da conexão de milhões de pessoas para bilhões de coisas, com velocidades cem vezes mais rápidas e dez vezes menos latência”, comparou.

De todo modo, disse Tonisi, essa latência não vem sozinha. Ao contrário, é preciso construir um caminho até o 5G para que tudo esteja pronto quando o acesso chegar. “Toda a parte de backhaul, orquestração, slicing por software, automação, analytics e descentralização da arquitetura deve ser feita antes”, enfatizou.

Isso vale também para o Brasil, onde Tonisi acredita que a grande beneficiada das redes 5G será a competitividade da indústria, do agronegócio e de outras verticais. “O 5G será a plataforma da quarta revolução, que permitirá ter toda a capacidade necessária, trará competitividade para as indústrias e também vai alavancar a banda larga no Brasil”, previu.

Com tudo isso, a estimativa é de que o PIB brasileiro seja impactado por um crescimento entre US$ 30 milhões e US$ 100 milhões até 2025, somente com a entrada em operação de aplicativos baseados em 5G. E a Nokia está se preparando para abocanhar uma fatia importante desse bolo.

Segundo Tonisi, a companhia tem hoje 7 mil ERBs em operação no Brasil prontas para o 5G e está renovando 40% dos backbones das prestadoras de serviços de telecomunicações brasileiras. “Além disso, estamos trazendo nossa plataforma de IoT para o Brasil, onde já temos dois projetos em aprovação no BNDES”, revelou.

O executivo acredita que o governo pode acelerar ainda mais esta preparação. “Precisamos de um empurrão na economia, como a aprovação do PLC79. Além disso, sem espectro e fibra, nada disso vai acontecer.  A tributação em IoT tem de ser zero e precisamos desenvolver capital humano para o novo mundo. Precisamos de agilidade, flexibilidade e consistência”, completou.

Comentário (0) Hits: 253

Telecomunicações: vitais à Segurança da Informação

gen_oliveira_freitas_1.jpgPor Ethevaldo Siqueira, com Agência Telebrasil
26/05/2019 - O General Oliveira Freitas, diretor do Departamento de Segurança da Informação do Gabinete de Segurança Institucional, convoca o setor de telecomunicações a participar da elaboração das políticas de segurança do País.

A Segurança da Informação ganhou prioridade no governo federal e se tornando-se umas das diretorias diretamente ligadas ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, ressaltou o diretor do da área, general Oliveira Freitas, ao participar na quinta-feira, 23 de maio, do Painel Telebrasil 2019. "Sensibilizado com a importância e transversalidade dos assuntos tratados, o Departamento de Segurança da Informação (DSI) foi alinhado com as demais secretarias", afirmou o general. E essa importância também está sendo dada à construção da estratégia nacional de segurança da informação, em decorrência direta da política publicada já no ano passado. 



De acordo com o general Oliveira Freitas, a estratégia nacional está sendo elaborada em módulos: segurança cibernética, defesa cibernética, segurança das informações sigilosas e segurança das infraestruturas críticas. "Em decorrência da estratégia, vamos para os planos, ou seja, quanto, quando, quem e onde", acrescentou. Para o diretor do GSI, esse é um trabalho em grande medida colaborativo., tanto que, semanalmente, são realizadas reuniões com a academia, o Judiciário e os setores público e privado.

"Nossos objetivos são proteger os sistemas e redes do governo, as infraestruturas críticas, reafirmar a busca da paz e da segurança internacionais, elevar a confiabilidade na atividade econômica e proteger a sociedade.", afirmou. Dentro dessa ação colaborativa, o general Oliveira Freitas convoca o setor de telecomunicações a participar do processo dentro do seu departamento. "Queremos muito a presença de vocês. É essencial", reiterou.

Um dos principais instrumentos para essa colaboração é o chamado Exercício Guardião Cibernético, que simula ataques para avaliar as capacidades de defesa. Em 2018, os bancos e o setor nuclear inauguraram o sistema. Agora, serão as redes de energia e de telecomunicações que estarão na mira na nova etapa, marcada para começar em julho deste ano.

Comentário (0) Hits: 234

newsletter buton