É hora de levar o crescimento dos provedores a sério

abrint_americo_rodrigues.jpg*Por Erich Matos Rodrigues
05/06/2018 - O crescimento dos provedores na ampliação da banda larga no Brasil durante os últimos anos não pode ser mais ignorado. A Anatel atesta; a imprensa demonstra; o MCTIC expõe em gráficos, mas mesmo contribuindo fortemente com a massificação da banda larga no país, o setor não recebe a devida atenção e incentivo do governo.

Quase todos os governos do mundo já entenderam como a banda larga é estratégica para o seu desenvolvimento econômico-social e tem políticas públicas claras e efetivas para serem colocadas em prática. O governo brasileiro patina, tentando aplicar distintos planos de massificação de banda larga, e o tempo de agir vai passando. Mesmo com a atuação dos provedores ainda falta muito para o Brasil melhorar em números de penetração da banda larga fixa e também na qualidade e velocidade desses acessos.

Se realmente a ampliação da banda larga é o centro da política pública, os provedores devem ser vistos como grandes alavancadores dessa massificação necessária e devem ser definidas imediatas ações para ampliação deste trabalho realizado com muito empenho e sucesso por estas empresas.

Um dos problemas históricos enfrentados pelos provedores é o acesso ao credito. Ora, os provedores hoje não são empresas de serviços, apesar de terem a licença SCM (serviços de comunicação multimídia). São empresas que constroem redes urbanas de dados ou de transporte intermunicipal ou estadual, e construir infraestrutura no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo requer financiamento de longo prazo. As grandes operadoras têm acessado fartamente crédito junto a bancos públicos brasileiros, agora é hora de as empresas menores também terem o mesmo acesso e potencializarem suas atuações por todo o país, impulsionando assim a política pública.

Os diversos planos de nacionais de banda larga são sempre renovados sem serem minimamente implementados; não funcionaram. Assim, o momento agora é de propostas efetivas, de aplicação imediata. Em 2014 a Abrint apresentou plano de criação fundo garantidor quando já estava claro que o problema são as garantias nos financiamentos. É muito tempo para entender as barreias reais e as burocráticas e criar soluções.

Enquanto esse tempo passou, as empresas foram atender a demanda existente. Algumas cresceram; outras se fundiram e outras surgiram. Alguns fecharam, como em todo mercado. E falando em mercado, o potencial de crescimento tem chamado a atenção do setor financeiro. Temos recebimento visitas e participados de reuniões com empresas maiores ou do mercado de investimentos (inclusive fundos internacionais) que querem conhecer melhor as demandas e os provedores regionais. O potencial confirmado pelo crescimento nos últimos anos é inegável, projetando mais crescimento e posicionamento estratégico para atender as necessidades futuras de conectividade da revolução digital.

Nesse momento a expectativa é que o BNDES e seus agentes financeiros, depois de um processo de conhecer a fundo o setor e em paralelo ampliar o seu olhar para as pequenas empresas, possa ser um grande fomentador da ampliação da banda larga no país através dos provedores regionais, cumprindo assim sua missão de desenvolvimento social. O próprio BNDES se manifesta sobre necessidade do uso do recebíveis como garantia e também do uso dos fundos garantidores existentes, sendo o principal o FGI que é amplamente usado por outros setores e teve limite alterado de R$ 1 milhão para R$ 3 milhões.

A alteração do Fundo para Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), permitindo que ele alimente em parte o fundo garantidor também é importante, bem-vinda e justo com o seu fim.

Em paralelo recursos vindos do mercado financeiro, onde a maior parte dos interesses é em participação societária, também são bem-vindos. Claro que não será um processo simples, pois para citar apenas dois pontos: as empresas em geral não têm uma formalidade contábil organizada e em muitos casos redes implantadas sem padronização que permita fusões futuras. A expetativa de qualquer investidor é que as empresas possam multiplicar seu faturamento e que haja lucro mesmo fora do regime tributário do Simples. Esse potencial existe, mas no momento poucas empresas estão aptas a um projeto mais profissional.

Vendo de forma mais ampla, além do aspecto financiamento, o cenário é composto por: grandes operadoras focando quase completamente os seus planos de negócios em banda larga fixa móvel (com ou sem TACs - Termos de Ajustamento de Conduta – ou o PLC 79); provedores regionais em franca expansão, com compras de menores; um novo número de entrantes pelas facilidades que vão surgindo; fornecedores se adequando ao perfil do provedores e facilitando o pagamento; insegurança jurídica gerada pelos Fiscos estaduais referente a cobrança de ICMS sobre o serviço de provimento de Internet; transição tecnológica para conexões FTTH (fibra até o assinante).

Diante de tantas forças em ação, muitas mudanças devem acontecer nos próximos anos, inclusive certamente a maior parte consolidadas nos próximos 3 anos. O nosso desafio é construir oportunidades rentáveis e duradouras, úteis para a sociedade e para as empresas do setor.

*Erich Matos Rodrigues é engenheiro, sócio-diretor da Interjato Telecom e Vice-Presidente da Abrint

 

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Internautas usaram comando de voz no smartphone?

apple_ny.jpg05/06/2018 - Pesquisa revela que 64% dos internautas brasileiros já utilizaram comandos de voz no smartphone, sendo que os homens (68%) tem mais interesse por este recurso do que das mulheres (60%)

A nova edição do Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre uso de apps no Brasil revela que 64% dos internautas brasileiros já utilizaram comandos de voz no smartphone, seja para iniciar uma chamada telefônica, tocar uma música ou fazer buscas pela Internet.

O hábito é mais comum entre os jovens de 16 a 29 anos (70%), do que no grupo entre 30 e 49 anos (61%) ou entre aqueles com 50 anos ou mais (55%). Os homens (68%) tem mais interesse por este recurso do que das mulheres (60%) . Neste estudo, não houve diferença de comportamento entre classes sociais.

"O uso de comandos de voz majoritariamente por jovens indica uma tendência importante, que deve ser levada em conta pelos desenvolvedores de apps – são poucos hoje os aplicativos que estão integrados com assistentes pessoais dos sistemas operacionais ou que contam com seu próprio sistema de reconhecimento de fala. É também uma tendência que começa a ser incorporada por robôs de conversação em geral, especialmente em aplicativos de mensageria", comenta Fernando Paiva, editor do Mobile Time e coordenador da pesquisa.

Nesta edição do Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre Mensageria Móvel foram entrevistados 1.931 brasileiros que acessam a Internet e possuem smartphone, respeitando as proporções de gênero, idade, renda mensal e distribuição geográfica desse grupo. As entrevistas foram feitas ao longo de abril de 2018. Esta pesquisa tem validade estatística, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e grau de confiança de 95%. É um trabalho independente produzida por uma parceria entre o site de notícias Mobile Time e a empresa de soluções de pesquisas Opinion Box.

O Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre Mensageria Móvel está disponível para download em http://panoramamobiletime.com.br/

 

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Huawei: a conexão de tudo é o desafio da era digital

huawei_zhou.jpgPor Telebrasil
25/05/2018 - Governo, sociedade e indústria devem trabalhar juntos para criar um ambiente de tecnologias da informação e comunicação que promova mudanças nos ecossistemas e culminem em soluções de negócios que transformem o Brasil, destacou Zhou Jianjun, (foto) VP global Carrier Business da Huawei, durante apresentação no Painel Telebrasil 2018.

Entre os pilares para fomentar este novo ambiente e um futuro melhor, Zhou Jianjun citou a importância de fazer com que o digital esteja ao acesso de todas as pessoas, presente nos domicílios e nas organizações para que se tenha uma conexão completa e um mundo inteligente. Falando do Brasil especificamente, o executivo avaliou como bom os serviços digitais ofertados, mas ressaltou que ainda é preciso melhorar o ecossistema.

"O PIB per capita do Brasil e da China são similares, mas, quando se olha o porcentual de TIC no PIB, o da China é mais de duas vezes o do Brasil", disse, citando os números de 5,7% para o Brasil contra 13,5% para a China e 7% a média global. “Ainda há muito espaço para ocupar, e a 'energização' dos negócios de TICs está baseada no tripé de agilidade, criação de valor e ganho de eficiência.” De acordo com ele, o ganho exponencial não vem da conexão dos não-conectados, mas da conexão de tudo: vidas, cidades e indústrias inteligentes.  

Jianjun também salientou que a eficiência decorre de ações de políticas públicas, de infraestrutura e de rede. “Precisamos que todos os stakeholders estejam envolvidos, com políticas públicas colaborativas, alianças para infraestrutura e melhoria da rede”, destacou, acrescentando que os players deveriam se unir para construírem juntos o novo ecossistema, na parte de sites, de fibra e de serviços digitais.

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Parceria viabilizará Internet das Coisas no agronegócio

iot_agro.jpg23/05/2018 - A Ericsson, Vivo, Raízen e EsalqTec anunciaram no dia 23 de maio, um acordo que vai impulsionar o desenvolvimento da internet das coisas (IoT) no agronegócio, um dos principais motores do PIB nacional e responsável pela geração de um terço de todos os empregos do país, por meio da utilização da faixa de 450MHz para o 4G/LTE na região de Piracicaba, no estado de São Paulo. Segundo as empresas, o uso de internet nos equipamentos e maquinários agrícolas pode gerar aumento de produtividade e redução de custos operacionais.

A Ericsson contribuirá com tecnologias móveis e plataformas de software para IoT, enquanto a Vivo levará a sua rede móvel utilizando a frequência de 450Mhz. Do outro lado, a parceria conta com a infraestrutura agrícola da Raízen, uma das maiores produtoras de etanol, açúcar e energia do Brasil e a facilitação e aplicação acadêmica das tecnologias com o apoio da EsalqTec.

Essa união tem como objetivo desenvolver as tecnologias que colocarão o agronegócio no mundo da Internet das Coisas, apoiando-se no ecossistema de inovação aberta, com startups cujo DNA sejam o agronegócio. Vivo e Raízen trabalharão em parceria, selecionando novas startups para oferecer mentorias, workshops, treinamentos aplicados ao agronegócio e a possibilidade de investimento nas startups por meio da estrutura da Telefonica Open Future, com a Wayra, aceleradora de startups da Vivo, e do Pulse, hub de inovação da Raízen.

Eduardo Ricotta, presidente da Ericsson no Brasil, diz: “A verdadeira colaboração é a única maneira de trazer a realidade da internet das coisas para a vida real. A combinação da excelência em pesquisa acadêmica e aplicada da EsalqTec, a experiência, percepções e demandas da Raízen no setor, juntamente com os recursos avançados de tecnologia fornecidos pela Ericsson e pela Vivo, criará um ecossistema positivo de transformação digital para a agricultura”.

O agronegócio será ainda mais produtivo com a adoção de novas tecnologias digitais, segundo Eduardo Navarro, Presidente-executivo da Vivo

“As informações geradas pelos dispositivos IoT são captadas e transmitidas na faixa de 450 MHz, que proporciona uma cobertura mais ampla, comparada a outras frequências. Com isso, vamos trazer para o agronegócio aumento de produtividade, redução de custo operacional e otimização na alocação de equipes e maquinário”, diz o Presidente -executivo da Vivo, Eduardo Navarro.

 

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Anatel: revisão do modelo de telecom está atrasada

quadros_telebrasil_18.jpgPor Telebrasil
24/05/2018 - Para o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Juarez Quadros (foto), a revisão do modelo de telecomunicações está atrasada em pelo menos oito anos, segundo afirmou ao fazer uma apresentação no segundo dia do Painel Telebrasil 2018, que acontece até amanhã, 24/05, em Brasília. "A prioridade dada ao Serviço de Telefone Fixo Comutado (STFC) pela montagem construída em 1997 que resultou na Lei Geral de Telecomunicações não é mais suficiente ao se considerar o que aconteceu nos últimos 20 anos", disse.

"No mundo, a telefonia fixa cresceu até 2006, quando acumulou 1,261 bilhão de acessos, e até o final de 2017 decresceu para 972 milhões. No Brasil, a telefonia fixa cresceu até 2014, quando acumulou 45 milhões de terminais e, até março de 2018, reduziu para 40,4 milhões de acessos, dos quais 23 milhões explorados por meio de concessões e 17,4 milhões, ou 43%, por autorização", acrescentou.

"As outorgas e autorização de STFC tendem à obsolescência e estão sujeitas a perda de utilidade, em função da acentuada inovação tecnológica e ampla concorrência entre regulados e os não regulados, as OTTs. Os serviços passam por uma constante inovação regulatória", ressaltou Juarez Quadros.

Quadros insistiu, em sua apresentação, que o modelo de telecomunicações tem de ser mudado como forma de atrair novos investimentos. "Repensar o modelo é imperioso sob qualquer aspecto. De 2014 para cá, houve uma redução de 5,9% na telefonia fixa, um serviço próximo à exaustão. Na telefonia móvel, a redução foi de 45 milhões de acessos e na TV por assinatura, de 1,9 milhão de acessos. Cerca de 57% dos 69 milhões de domicílios seguem desconectados porque não têm conexão de banda larga. Esse é o serviço que cresce, e a cada dia se apresenta como essencial. De 2014 para março de 2018, o serviço aumentou de 24 milhões de acessos para 29 milhões, o equivalente a 23%", reportou.

O presidente da Anatel citou ainda os questionamentos dos parlamentares em relação à cobertura em diferentes municípios e a dificuldade em esclarecer que a cobertura leva em conta os municípios sede. Ele lembrou que os editais estabeleceram o atendimento com tecnologia 4G em municípios sede com 30 mil habitantes até 2017 e com tecnologia 3G em 100 das sedes municipais até 2019. Em março de 2018, dos 5,6 mil municípios, 4.003 dispunham de cobertura 4G e 5.345, de cobertura 3G. Mas ainda existem quase 2 mil distritos sem serviço móvel pessoal e 30 mil localidades sem acesso a banda larga fixa.

No plano internacional, o presidente do órgão regulador destacou que a Anatel voltou a estar presente nos fóruns de governança da internet, segurança cibernética, proteção de dados e defesa do consumidor. Os temas liderados pela agência incluem acessibilidade, transmissão analógica e digital, conformidade e interoperabilidade, que tiveram seus textos aprovados e passam a integrar os trabalhos do birô de desenvolvimento da União Internacional de Telecomunicações (UIT). Para isso, Quadros destacou a recomposição do orçamento da Agência, que finalmente está com todo o recurso solicitado e cuja previsão orçamentária para 2019 também deverá ser atendida.

"Agora não faltam mais recursos para a atuação dos fiscais e ontem [terça-feira, 22/05] uma megaoperação realizada pela agência resultou em 14 mil equipamentos apreendidos. Foi uma operação que envolveu de pessoal próprio 80 servidores em sete estados, 14 cidades e 30 endereços. Foram apreendidos, servidores, cabos de redes, telefones. Contamos com o apoio da Policia Federal, Policia Rodoviária Federal e Receita Federal", completou Quadros.

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Setor reivindica um projeto de governo para telecom

telebrasil_ceos_2.jpgPor Telebrasil
24/05/2018 - O setor de telecomunicações carece de um projeto de governo que dê segurança às empresas para ampliar os investimentos no País. No painel que reuniu os CEOs das prestadoras de serviços de telecomunicações - 20 anos de privatização e o começo de um novo ciclo - os presidentes cobraram a aprovação do PLC 79, pediram simetria regulatória e a desoneração para internet das coisas.

As colocações da falta de políticas públicas adequadas para fomentar o setor e ampliar o acesso da população às telecomunicações, especialmente, à banda larga, corroboram o diagnóstico identificado nas Propostas do Painel Telebrasil 2018, divulgado nessa terça-feira (22/05).

"O básico para a universalização da banda larga é a conectividade. Precisamos de um projeto de governo, como aconteceu em outros países", destacou Luiz Alexandre Garcia, presidente do Grupo Algar e da Telebrasil, ao comentar sobre a necessidade de incentivos para expandir a rede no Brasil, principalmente, nas áreas rurais e nas mais remotas. "Também é importante que tenhamos uma simetria regulatória. É importante a flexibilização das regras."

Eduardo Navarro, presidente da Telefônica do Brasil, disse não acreditar que haverá redução tributária ou investimentos públicos como na Austrália e ressaltou que o setor de telecomunicações é um dos poucos que não necessita de verba pública para infraestrutura. "Nosso setor não precisa de dinheiro público. Precisamos trocar antigas obrigações. Também não estamos pedindo para baixar os impostos, mas para não subir os atuais e para que os casos novos, como IoT, que são serviços que hoje não arrecadam nada, não comecem com carga tributária", disse.

O presidente da Vivo, Eduardo Navarro, reforçou a necessidade de atualização do arcabouço regulatório para avançar nos próximos 20 anos

Os presidentes das prestadoras de telecomunicações concordaram que o modelo da privatização, que completa 20 anos, foi bem-sucedido, mas ressaltaram que o retorno dos investimentos feitos é a muito longo prazo. A cobrança pela aprovação do PLC 79 também marcou a sessão. "O PLC 79 está há dois anos e vemos que não há conscientização política. Claro que dá para fazer coisa ainda neste ano, pois ele não acabou, mas precisa estabelecer metas. A expectativa é que consigamos convencer a classe política que somos relevantes e que prestamos serviços para a população", destacou Paulo Cesar Teixeira, CEO da Claro Móvel.

Presidente da Oi Eurico Teles defende a aprovação imediata da nova Lei de Telecom

Na mesma linha, Eurico Teles, presidente da Oi, ressaltou que o PLC 79 não trata apenas das telecomunicações, mas também de comunicações. "Transformar obrigações de concessão que não fazem mais sentido e redirecionar para onde faz sentido é urgente. Dois anos podem ser pouco para o Congresso, mas para a economia não é; você mata uma empresa em dois anos. A modernidade no setor só vem com legislação, porque o setor é regulado", disse Teles. "A lei geral modificada pelo PL 79 é urgente, não pode deixar passar deste ano. A consequência para o mercado é que ele fica parado", completou.  

É hora de o Brasil romper o círculo vicioso de uma regulação pré-histórica, diz Stefano De Angelis, presidente da TIM Brasil

Stefano De Angelis, presidente da TIM Brasil, disse que as reformas precisam passar para que o País entre em um círculo virtuoso. "É a oportunidade de pegar recursos que hoje gastamos em call center, por exemplo, e usar isto para novos investimentos. Precisamos urgentemente retomar o caminho das reformas", disse. Ele também destacou que a regulamentação precisa ser simétrica, citando que não pode acontecer em internet das coisas o que passou com OTT. "As OTTs entraram em um setor onde toda a regulamentação estava em cima da gente e isto provavelmente vai acontecer no setor de IoT. A regulamentação tem de ser simétrica, não se pode ter a carga somente de um lado", apontou.

Secretário de Telecomunicações do MCTIC, André Borges, é favorável à isenção do Fistel nos dispositivos de Internet das Coisas

Do lado do governo, André Borges, secretário de Telecomunicações do MCTIC, explicou que a lentidão no PLC 79 se deu em virtude de outras prioridades políticas. "Ele ficou um pouco de lado. Foi por muito pouco mesmo que este projeto não foi aprovado em 2016. Vejo que a maioria é favorável a esta mudança e, uma vez que entrar, a matéria vai tramitar rapidamente e deve ser aprovada no plenário", disse, completando que também está trabalhando na política pública para fazer desoneração na regulamentação.

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