Empresas costuram solução para leilão de 5G

5G_b.jpgPor Samuel Possebon
21/01/2020 - Nesta terça, dia 21, o CPqD apresenta o relatório com os resultados dos testes de mitigação das eventuais interferências dos serviços de 5G nas recepções de sinais de TV via satélite em banda C (TVRO). Este é o primeiro passo de uma costura mais ampla que atores do mercado de telecomunicações (incluindo operadores e fornecedores) tentam fazer com a Anatel e governo no sentido de assegurar o leilão da maior quantidade de espectro, sem excluir players regionais e sem criar atritos com a radiodifusão. Tudo isso com o menor custo possível. Essa costura precisa ser feita até o final do mês, para assegurar que o edital seja aprovado para consulta pública no dia 6 de fevereiro, como quer o conselheiro Moisés Moreira, que tem vistas da matéria.

A conclusão do relatório do CPqD não deve trazer surpresas. Depois de algumas considerações metodológicas da Anatel em função dos relatórios prévios, o documento final ficou em linha com o que foi antecipado por este noticiário em novembro: a mitigação é técnica e economicamente viável com a adoção de filtros de nova geração a serem instalados nas parabólicas, e com a adição de 100 MHz de banda de guarda na chamada Banda C estendida.

Na verdade a proposta das operadoras de telecomunicações é que as transmissões de sinais de TV via satélite sejam alocadas em faixas ainda mais elevadas do espectro, acima de 3,8 GHz, permitindo inclusive a adição de outros 100 MHz para o leilão de espectro de 5G. Para isso acontecer, é necessário que se adotem filtros projetados especificamente para este tipo de situação, que foram analisados e validados pelo CPqD nos testes realizados. Estes filtros, contudo, precisam seguir um processo de certificação cuidadoso para terem sua eficiência assegurada.

Acomodando todo mundo

Com isso, seria possível acomodar três blocos de 100 MHz entre 3,4 GHz e 3,7 GHz para operadoras nacionais, deixar a banda de 3,7 GHz a 3,8 GHz para proteger as transmissões de TVRO e usar a faixa de 3,3 GHz a 3,4 GHz para acomodar provedores regionais e/ou um eventual quarto entrante nacional com menor capacidade financeira. Esta é a costura que está sendo feita nos bastidores.

Uma peça chave para essa costura é a publicação definitiva da Política de 5G, prometida pelo Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) para o dia 13 de janeiro, mas ainda não editada. Esta política, cujos termos já são relativamente antecipados no mercado, estabelecerá a prioridade para a mitigação das interferências em banda C ou a migração dos canais de TV para a banda Ku, o que for economicamente mais interessante e tecnicamente mais viável. Não por acaso, a área técnica da Anatel encaminhou na semana passada ao conselho diretor uma análise sobre a faixa de 3,5 GHz. Segundo apurou este noticiário, o estudo é uma análise sobre o uso e a capacidade da banda C do satélite, tendo como preocupação central como está o uso da banda C pelos sistemas de comunicação de dados profissionais via satélite que utilizam a banda C (estações VSAT), onde seria possível reacomodá-los, se preciso, e a capacidade de satélites disponível.

Testes prosseguem em paralelo

Dentro da costura, as operadoras devem sugerir que os testes do CPqD sejam realizados em campo a partir do início da consulta pública do edital de 5G. Há confiança de que se os filtros passaram nos testes realizados até aqui em ambiente controlado, passarão com folga em testes de campo reais porque os níveis de potência na prática são menores e as distâncias entre transmissores e parabólicas, maiores.

Ainda existe uma costura que precisa ser feita com os radiodifusores. As emissoras viam no leilão de 5G a possibilidade de encerrarem de vez as transmissões de banda C e migrarem para a banda Ku, com parte do custo bancado pelo leilão. Mas existe outra questão em aberto: a destinação dos recursos de R$ 1,2 bilhão que sobraram do processo de liberação da faixa de 700 MHz, geridos pela Entidade Administradora da Digitalização (EAD). O debate sobre o uso destes recursos vem desde 2018 e tem sido esmiuçado do ponto de vista jurídico e operacional desde então. Os radiodifusores querem o uso dos recursos para a continuidade da distribuição de kits de TV digital para além das 1,4 mil cidades onde o desligamento ocorreu. As demais cidades brasileiras precisam, em tese, ter o sinal de TV desligado até 2023, mas não há nenhuma política pública (entenda-se recursos) previsto para auxiliar as emissoras ou os telespectadores nesse processo. É possível que a Anatel vincule, de alguma maneira, a questão do saldo da TV digital a uma conciliação na questão da banda C via satélite, mas este ainda é considerado o ponto frágil da costura para otimizar o leilão de 5G.

Também existe um esforço do mercado para demover a Anatel da adequação do modelo de leilão de espectro do tipo CCA (combinatorial clock auction) nesse momento, pela complexidade técnica e imprevisibilidade nos resultados. A ideia é que a agência mantenha o modelo de leilão por blocos preestabelecidos, sem privilegiar nem excluir os pequenos e médios players e sem gerar custos adicionais para as grandes operadoras.

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Oi Móvel vale R$ 15 bilhões, diz BTG Pactual

Convergência Digital
21/01/2020 - Um relatório apresentado pelo banco de investimentos BTG Pactual arrisca projeções de valorização de 125% nas ações da Oi, cujo preço saltaria dos atuais R$ 0,89 para perto de R$ 2, caso a operadora consiga garantir caixa e se desfazer de alguns ativos, a começar pela operação móvel, avaliada no mesmo documento em R$ 15 bilhões.

O relatório é bastante otimista com o futuro da Oi, e aponta para um “renovado senso de urgência” com a mudança no comando – em dezembro, o presidente Eurico Teles anunciou que vai deixar o cargo, a ser assumido a partir de 31/1 por Rodrigo Abreu.

O primeiro dos ativos a serem vendidos pela Oi é a participação na operadora angolana Unitel. Os 25% de ações naquela companhia são estimados pela própria Oi em algo próximo de R$ 4 bilhões. Segundo o relatório do BTG, “a venda da Unitel não apenas cobriria definitivamente a lacuna de fluxo de caixa de 2020/2021, mas também permitiria à Oi buscar o anúncio imediato da emissão de dívidas garantidas, com potencial para substituir seu empréstimo-ponte mais caro”.

Quanto à operação móvel da Oi, que tem cerca de 37 milhões de clientes e uma participação de mercado ao redor dos 16%, a venda acabou sendo admitida pela direção da companhia depois de repetidas negativas de que era uma das estratégias para reestruturação.

“Estamos trabalhando com nossos consultores financeiros para entender o valor real do negócio de mobilidade, mas esse valor já foi reconhecido e poder gerar valor para o acionista no futuro. Se houver condição para consolidação haverá interesse”, afirmou Rodrigo Abreu ao apresentar os números da empresa no terceiro trimestre, no início de dezembro.

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Samsung compra fornecedor de tecnologias móveis

samsung_s6a.jpgPor Henrique Medeiros, Mobile Time
14/01/2020 - A Samsung completou a aquisição da TeleWorld Solutions (TWS) nesta terça-feira, 13. Com a compra da empresa norte-americana, a Samsung expande seu portfólio de produtos e consultoria em redes wireless e redes móveis, inclusive em 5G.

Segundo Paul Kyungwhoon Cheun, vice-presidente executiva e head da divisão de negócios de rede da Samsung, a compra da TWS vai habilitar a sul-coreana a atender as operadoras de telefonia móvel, em especial nas suas necessidades de melhoria das redes 4G e 5G, e eventualmente criar oportunidades de melhorar as capacidades de serviços.

De acordo com a fabricante sul-coreana, a operação está endereçada à necessidade de operadoras em suporte de ponta a ponta na entrega de soluções de rede. Sem revelar os valores da transação, a Samsung afirmou que a TWS será uma subsidiária da Samsung América, mas continuará oferecendo serviços aos seus atuais clientes.

A TWS tem em sua carteira de clientes empresas como AT&T, Altice, Boingo, Facebook, Sprint, T-Mobile, Verizon.

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Eis as principais tendências em Telecom para 2020

carlos_eduardo.jpg*Por Calos Eduardo Sedeh
03/01/2020 - A indústria de telecomunicações tem sido protagonista na transformação digital, que se encontra em andamento, pois sua infraestrutura é um caminho necessário para que a economia digital aconteça. E desde o dia 1º de maio de 1995, quando pela primeira uma conexão à internet aconteceu no Brasil, o mercado não parou de evoluir. Desde então, mundialmente, vimos nascer a indústria "ponto com" e sua bolha estourar - entre 1999 e 2000. Após isso, o setor inteiro foi encarado com ceticismo, até o começo dos anos 2010, onde a partir daí, a economia passou a ser profundamente transformada pelas empresas de tecnologia.

Várias indústrias foram impactadas, com destaque para mobilidade urbana, educação, viagens, serviços financeiros, entre outros setores que, por meio de empresas de tecnologia, essencialmente, ligadas à infraestrutura de telecomunicações, vêm experimentando novos modelos de negócios, aproximando-se dos clientes e tornando as relações mais amigáveis. Ao mesmo tempo vemos que, paradoxalmente, a tecnologia vem mudando áreas de atendimento e backoffice para as relações digitais, com algoritmos potentes que transformam hardwares em dispositivos capazes de entender, interpretar e propor decisões, como Machine Learning e Inteligência Artificial.

No que se refere ao acesso à internet, atualmente, na América Latina, existem perto de 2 bilhões de dispositivos conectados, o que significa que 70% da população está "online". O tráfego de dados vem crescendo 21% ao ano desde 2017 e continuará na mesma taxa até 2022. A velocidade média de acesso deve subir de 11.7 para 28.1 Mbps nesse intervalo. E tudo indica que o aumento da demanda por dados não esteja em um ciclo de acomodação.

A demanda por conteúdo de streaming e VOD (vídeo sob demanda) vem crescendo rápida e constantemente. Também crescem as aplicações de câmeras IP, realidade aumentada e virtual, games, agricultura de precisão, entre outras aplicações. Além disso, é importante projetar aos efeitos do 5G, ainda desconhecidos.

Mas, um aspecto será mais importante, no que se refere à velocidade de conexão. Reduzir a latência. Isso, porque o que importa é o quão rápido se consegue proporcionar ao cliente o acesso ao conteúdo desejado, e não mais a quantidade de banda ofertada. A tendência é que as operadoras invistam cada vez mais em fornecer um serviço que proporcione ao seu cliente, um acesso de maior velocidade a conteúdos específicos, como clouds e ambientes privados (CDNs, Peering Points, Direct Peering). Latência será um atributo muito importante mais do que a largura de banda (erroneamente chamado de velocidade de conexão).

Além disso, as tecnologias disruptivas como o 5G, que deve ter seu Leilão de frequências (ou pelo menos uma definição do seu modelo) em 2020, demandarão investimentos para atualização de rede e novas células de transmissão (Small Cells/ Micro Cells), movimentando o mercado de infraestrutura de telecomunicações.

Outras tendências do mercado de Telecom são aplicações de alta complexidade que demandam de redes Carrier Grade e de altíssima disponibilidade. Isso criará a necessidade ainda maior de investimentos em segurança das informações com Big Data, Analytics e IoT. Para tanto, as operadoras passarão a ter ofertas mais sofisticadas de produtos.

Em 2020, ofertar somente Voz e Dados deixará as empresas defasadas. Disponibilizar soluções para os clientes é uma demanda do mercado no próximo ano e, cada vez mais, as operadoras que não investirem para acompanhar essa tendência, ficarão marginalizadas, não atingindo a escala necessária e sofrendo com a queda de margem constante.

O próximo ano reserva grandes avanços tecnológicos, que demandarão investimento e inovação no mercado de Telecom.

*Carlos Eduardo Sedeh é CEO da Megatelecom e Diretor Executivo da Telcomp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas).

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Tecnologia 5G é uma oportunidade única para o Brasil

claudio_tancredi_hitachi.jpg*Por Claudio Tancredi
19/12/2019 - A liberação da tecnologia 5G ainda é um tema bastante turbulento no país. Recentemente, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aumentou o prazo de início do período de licitação e leilão das frequências de canais do 5G para 2021. Um dos motivos para o adiamento foi a proposta de um dos conselheiros da Anatel e relator do processo que apresentou uma proposta de dividir o Brasil em 14 regiões, para dar espaço às empresas locais e de menor porte. A disputa entre as empresas de telecomunicações que poderão trabalhar na infraestrutura da tecnologia de quinta geração é grande.

Porém, não devemos nos esquecer que o 5G já faz parte da realidade de muitos países, como os Estados Unidos, Suíça e Coreia do Sul, e impactam no dia a dia das pessoas e também na forma de fazer negócios.

O setor automobilístico é o mais impactado com a nova tecnologia. Carros conectados e autônomos, por exemplo, ganham cada vez mais conectividade e se comunicam de forma instantânea, sem falhas de sinais na rede, o que comumente acontece com o 4G. Além de claro, ter mais interação com aplicativos de comando de voz e outros aplicativos. Por aqui, no Brasil, a expectativa é que teremos estes primeiros veículos a partir de 2021.

Estão entre os outros benefícios do 5G: realidade virtual e aumentada, jogos avançados interativos e qualidade mais rápida de vídeo. Só para se ter uma ideia, baixar um filme em uma plataforma de streaming vai levar menos de 5 segundos, enquanto gasta-se em média 2 minutos com o 4G! Toda essa conectividade também contribui para o cotidiano das pessoas e das empresas, como por exemplo, a troca de informações mais céleres em hospitais, o que pode ser decisivo em uma situação de urgência.

À medida que o acesso em tempo real aos dados torna-se um elemento necessário para os serviços digitais que possibilitam mais agilidade, fica mais claro que redes e infraestrutura de telecomunicações seguras e bem gerenciadas também são cada vez mais necessárias para ter operações ininterruptas e ilimitadas.

A Hitachi Vantara tem uma plataforma de dados virtualizados que permite aos provedores de serviços digitais a capacidade de aproveitar a disponibilidade de dado, por meio de infraestrutura inteligente avançada orientada por Inteligência Artificial e Machine Learning. A promessa de um grande futuro para cidades inteligentes e residências inteligentes começa com as camadas originais de acesso aos dados e serviços em tempo real, a partir de redes 5G e acesso dinâmico baseado em computação de borda, quando e onde for necessário.

Os fabricantes precisam de novas abordagens para impulsionar insights que cada vez exigem maior nível de complexidade e precisam estar mais conectados com a inovação digital. Muitas empresas de vários setores já investem em plataformas de vídeo analytics para melhorar a eficiência nas operações.

Obviamente, com tantos dados gerados em várias plataformas, se faz necessário gerenciá-los da melhor forma, ou seja, organizá-los de acordo com a complexidade de informações, de visibilidade, e de suportar maiores quantidades de processos pedidos. A Governança de Dados é a solução eficaz para superar os desafios de escalabilidade e crescimento nas organizações.

Em junho de 2019, o Santander e aTelefónica Espanha desenvolveram juntos os primeiros casos de uso 5G do setor bancário na Europa. Dois escritórios bancários na cidade de Alcobendas, perto de Madri, foram os primeiros conectados pela tecnologia 5G na Europa.

Essa iniciativa permite avançar na aplicação de novas tecnologias no setor financeiro, desenvolver soluções 5G para o setor bancário e apoiar os clientes corporativos em seu processo de transformação, ajudando-os a adaptar seus produtos financeiros para atender às novas necessidades.

Se esse cenário irá se repetir no Brasil, ainda teremos que esperar para ver.

*Claudio Tancredi, Country Manager da Hitachi Vantara Brasil

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Oi confirma Rodrigo Abreu como novo presidente

Rodrigo Abreu_3.jpgPor Mobile Time
13/12/2019 - A Oi confirmou que Rodrigo Abreu, atualmente COO da companhia, assumirá o cargo de diretor-presidente a partir de 31 de janeiro de 2020, no lugar de Eurico Teles. O nome do executivo foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração em reunião realizada no dia 10 de dezembro.

Abreu chegou à Oi em setembro do ano passado como membro do conselho de administração. Foi também coordenador do comitê de transformação, estratégia e investimentos. Ele passou a ser o COO da operadora em setembro de 2019.

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