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Tendências para o mercado de telecom em 2017

ses-9.jpg12/01/2017 - O ano de 2017 será de muito crescimento para o mercado de satélites na América Latina. Com a necessidade de crescimento da infraestrutura de telecomunicações e a expansão dos mercados de mobilidade para suportar o aumento de demandas sociais e a continua migração para vídeos de maior qualidade, o novo ano trará grandes possibilidades para as operadoras.

A SES, que se prepara para dois lançamentos-chave (dos satélites SES-10 e SES-14), acredita que a região é fundamental para a expansão das empresas no mundo e receberá ainda mais atenção nos próximos anos devido ao seu potencial de mercado.

Abaixo, Jurandir Pitsch, vice-presidente de vendas da SES para América Latina Sul, lista quatro previsões para o mercado de telecomunicação e de broadcasting da América Latina já em 2017.

1. A tecnologia de satélites será fundamental para os projetos de expansão das redes 3G e 4G na América Latina. A expansão das redes 3G e 4G às áreas remotas do Brasil e latino-americanas devem contar com a tecnologia de satélites para a ampliação da infraestrutura de conexão. Com a chegada da geração de satélites HTS (High Throughtput Satellite), o custo-benefício do uso desta tecnologia se tornou ainda mais vantajoso e utiliza o aumento de capacidade dos sinais para ampliar o alcance de redes e de pessoas atingidas pela conectividade.

2. Os mercados aeronáutico e marítimo estarão em franca expansão. Em 2016, a tecnologia de alta conectividade se consolidou nos mercados aeronáutico e marítimo nos Estados Unidos. Já na América Latina, as principais companhias aéreas e de cruzeiros estão adaptando suas aeronaves e navios para prover os clientes com conexão à internet por um custo menor e com maior qualidade a partir do próximo ano. Além disso, as empresas do setor de Óleo e Gás também devem ampliar seus contratos com empresas de satélite, devido ao aumento na demanda por conectividade resultante da adoção de novas tecnologias para navios e plataformas marítimas.

3. Demandas sociais trarão uma nova complexidade ao mercado de Telecomunicações. A alta demanda por conectividade no Brasil e América Latina já é uma realidade. Entretanto, para atender às necessidades de regiões carentes e dos programas governamentais, os provedores precisarão contar com a tecnologia satelital para suprir a todos e permitir a uma nova parcela da população tenha acesso à informação.

4. O mercado de transmissão de vídeos por satélite continuará em crescimento. A distribuição de canais de vídeo via satélite continuará em crescimento contínuo, principalmente devido à migração de SD para HD. Além disso, a chegada do Ultra HD na América Latina também deve ampliar a demanda por capacidade de satélites. Recentemente, a SES registrou 21 canais comerciais UHD em seus satélites para todo o mundo, tendência que deve crescer na região em breve.

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Vivendi contrata ex-CEO da Telefonica Brasil

amosgenish_gvt.jpg06/01/2017 - Vivendi nomeou Amos Genish (foto), ex-presidente e CEO da Telefonica Brasil, como seu diretor de convergência, de acordo com o site Mobile World Live.

Genish irá supervisionar a "estratégia de convergência entre conteúdo, plataforma e distribuição do grupo", anunciou em comunicado a gigante da mídia sediada na França.

Vivendi pretende aumentar em 30% a sua participação na emissora italiana Mediaset, o que poderia abrir as portas para um eventual vínculo com a Telecom Italia e assim permitir que a empresa exerça maior influência no mercado de conteúdo italiano.

Genish é co-fundador da empresa de telecomunicações brasileira GVT, que foi vendida para a Vivendi em 2009. Depois que a Vivendi vendeu a GVT para a unidade local da Telefonica da Espanha em 2015, ele se tornou CEO da Telefonica Brasil.

Genish renunciou ao cargo de CEO da Telefonica Brasil em outubro de 2016.

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Anatel aprova nova regulamentação do setor

anatel-fistel2.jpg15/12/2016 - O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou, nesta quinta-feira (15.12), durante reunião realizada em Brasília, os novos contratos de concessão da telefonia fixa, a revisão do Plano Geral de Metas para Universalização (PGMU) para os anos de 2016 a 2020, e a consulta pública para alteração do Plano Geral de Outorgas (PGO). Eles incluem compromissos de investimento das empresas, acompanhando as mudanças do novo marco regulatório. Entre as obrigações das operadoras estará a expansão de fibra ótica permitindo a popularização da banda larga no país.

O conselheiro da Anatel, Otavio Luiz Rodrigues Junior, que apresentou as propostas, explicou que nos contratos de concessão serão estabelecidas mudanças pontuais para adaptá-los a proposta do novo PGMU. Entre elas está a redução do número de orelhões, por conta da queda na sua utilização ao longo dos anos. O presidente da Anatel, Juarez Quadros, elogiou os trabalhos realizados pelos técnicos e conselheiros da Agência, que começaram em 2013. Este ano, o conselheiro Igor de Freitas e o ex-conselheiro Rodrigo Zerbone apresentaram seus votos sobre a matéria, que depois foi consolidada por Otávio Luiz Rodrigues Junior.

Para o secretário de Telecomunicações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), André Borges, a decisão da Agência é mais um passo para a migração da concessão da telefonia fixa para o regime de autorização, aprovada pelo Congresso. Ele falou ainda sobre a necessidade de revisão da legislação que trata dos fundos setoriais (Funttel, Fistel e FUST) para aplicação em conectividade.

O conselheiro Anibal Diniz disse ser "dever da Anatel propor ao Executivo que essa alteração no PGMU seja feita". Além disso, ele afirmou que os recursos dos fundos setoriais precisam "ser colocados à serviço do setor, especialmente para a expansão da banda larga. Os fundos precisam ser aplicados àquilo que se destinam, principalmente devido à necessidade de conectividade para elevar a cidadania". O Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel) e o Fundo de Universalização de Telecomunicações (Fust) arrecadaram desde a sua criação em 2000, mais de R$ 104,88 bilhões.

PGMU - O novo PGMU, que precisa ser aprovado por decreto estabelece, que é prioritário o atendimento às escolas, bibliotecas, museus, hospitais, postos de saúde e delegacias. nas solicitações de telefonia fixa individual. Estas instituições, assim como também aeroportos e rodoviárias, terão direito a instalação de orelhões em sete dias a partir da solicitação.

As novas regras definem que pelo menos um orelhão deve ser instalado em locais já atendidos com telefonia fixa, o que garante o serviço nas localidades com mais de 100 habitantes no país. Foram retiradas as obrigações atuais de densidade e de distância entre os aparelhos, devido à queda constante no uso do serviço. Dados da Anatel sobre a utilização dos aparelhos demonstram que no ano de 2013 cerca de 80% dos orelhões realizavam até quatro chamadas por dias e 62% realizavam até duas chamadas.

PGO - A Anatel decidiu abrir consulta pública durante 60 dias sobre a proposta do novo PGO. Ele será aplicável apenas às concessionárias da telefonia fixa que não fizerem a opção pela mudança de regime se transformando em autorizações. Segundo Otavio Luiz Rodrigues Junior, haverá restrições para as empresas que não tenham capacidade de investimento para migrarem para o regime privado.

Entre as prioridades estabelecidas no plano estão a expansão das redes de transporte em fibra óptica e em rádio de alta capacidade para mais municípios; a ampliação da cobertura de vilas e de aglomerados rurais com banda larga móvel; o aumento da abrangência de redes de acesso baseadas em fibra óptica nas áreas urbanas; e atendimento de órgão públicos, com prioridade para os serviços de educação e de saúde, com acesso à internet em banda larga.

Contratos de Concessão - Será um termo de autorização único, com definição de compromissos de investimento e sanções aplicáveis em caso de descumprimento de obrigações. As concessionárias deverão apresentar garantias financeiras associadas ao cumprimento dos de investimentos a serem realizados.

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Claro e PayPal anunciam o serviço Claro pay

14/12/2016 - Serviço permite que os clientes da operadora utilizem smartphones para realizar recargas e adquirir diversos serviços e produtos, utilizando o PayPal como meio de pagamento

A Claro e o PayPal anunciam o lançamento do serviço Claro pay, uma carteira digital em que o PayPal será o meio de pagamento para os clientes da operadora adquirirem recargas e outros produtos e serviços. O aplicativo é voltado a todos os clientes Claro que utilizam o smartphone como plataforma de consumo digital.

Com o Claro pay, os clientes podem, entre outras facilidades, realizar recarga rápida ou recorrente de seu celular, além de solicitar créditos para familiares ou amigos. A solução também permite pagar outros serviços, como entrega de refeições e de mobilidade urbana.

Uma das grandes vantagens do serviço, é que os clientes pré, pós e controle podem acessar o Claro pay sem consumir sua franquia de dados. Além disso, o aplicativo conta com ofertas exclusivas, como descontos em ingressos online, entre outras parcerias e benefícios, atualizadas mensalmente.

"Na Claro temos a inovação como direcionamento estratégico dos nossos negócios, sempre buscando oferecer os melhores serviços aos clientes", afirma Rodrigo Vidigal, diretor de marketing Claro. "A ideia é transformar o Claro pay em um hub de facilidades com serviços da Claro e de parceiros de diversos segmentos, trazendo mais segurança para o cliente realizar transações digitais".

O primeiro passo para usar o serviço é baixar o aplicativo no Google Play, em seguida criar uma conta no PayPal ou utilizar uma conta já existente. No lançamento, o app estará disponível para usuários Android.

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Cai arrecadação de Fust, Fistel e CFRP pela Anatel

queda.jpgSamuel Possebon, Converge
07/12/2016 - A arrecadação do Fust (Fundo de Universalização de Telecomunicações) no mês de novembro foi a pior do ano, descontado o mês de outubro quando houve um ajuste contábil por conta da Emenda Constitucional 93/2016, referente à DRU.

Em novembro, a Anatel registrou o recolhimento de R$ 62,57 milhões, contra R$ 85,35 milhões em setembro, que já havia sido o pior mês. De janeiro a novembro, a arrecadação foi de R$ 1,36 bilhão. Com a prestação de serviços, a arrecadação foi de R$ 85 milhões (setembro) para R$ 62,5 milhões em novembro. O mês de outubro foi de ajustes, por isso a comparação fica imprecisa. A queda pode significar um uma desaceleração no mercado ou o aumento da inadimplência. No recolhimento sobre o pagamento de outorgas, a queda foi de R$ 11,5 milhões em outubro para R$ 3,4 milhões em novembro. Em 2015, a arrecadação total do Fust no ano foi de R$ 1,564 bilhão. Mantido o ritmo de novembro, o governo deve arrecadar menos com o Fundo de Universalização em 2016 do que no ano anterior.

Já o recolhimento do Fistel (Fundo de Fiscalização de Telecomunicações) não pode ser comparado em novembro, justamente porque foi no mês passado que o ajuste referente à EC 93/2016 foi aplicado, gerando uma grande dedução contábil que impede comparações. Mas o recolhimento do Fistel no ano está em R$ 3,19 bilhões de janeiro a novembro, contra R$ 5,399 bilhões em todo o ano de 2015.

Já a arrecadação da Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública (CRFP) está em R$ 105,8 milhões até novembro, contra R$ 312 milhões ao longo de todo o ano de 2015.

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Ouvidoria da Anatel avaliará satisfação dos usuários

06/12/2016 - A Ouvidoria da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ficará, a partir de agora, responsável pela realização da pesquisa de satisfação dos usuários sobre os serviços - internos e externos - prestados pela Agência. O presidente da Anatel, Juarez Quadros, disse nesta terça-feira, durante o 46º Encontro Tele.Sintese em Brasília, que existia anteriormente uma série de indicadores que mediam somente aspectos técnicos, a exemplo da qualidade de rede. "Hoje eles tratam de indicadores de atendimento ao usuário".

O objetivo é fazer uma revisão da métrica da pesquisa, para fazer uma avaliação de qualidade. "O desafio dos indicadores é que conversem com o sentimento do consumidor", disse Juarez Quadros. Ele explicou que será necessária, para isso, uma adaptação do setor de telecomunicações. Uma das maiores reclamações do consumidor, segundo ele, é a cobrança indevida, ou seja, erros nas faturas, embora exista um esforço das operadoras para fidelizar o cliente.

A pesquisa de avaliação do usuário será uma das competências da Ouvidoria da Anatel, mas isto não significa que o resultado necessariamente tenha impacto na regulação da Agência.

Quadros disse que é preciso fazer um trabalho de forma científica, porque algumas pesquisas são feitas de modo empírico. O presidente afirmou também que a discussão do tema qualidade percebida do usuário está no contexto da União Internacional de Telecomunicações (UIT) e que não se trata de uma regulamentação, mas de uma metodologia.

Quanto ao financiamento da pesquisa ainda não está resolvido quem vai bancar as despesas, porque a Agência tem restrições orçamentárias. "Eu seria contra que o operador pagasse. A Agência deve assumir este custo porque precisa ter liberdade", destacou. Ele disse ainda que não haverá perda dos trabalhos realizados pelas diversas áreas da Anatel, mas sinergia com as outras superintendências. Nada será perdido esclareceu, este é um modelo que está sendo elaborado pela consultoria do Planejamento Estratégico. A quantidade de indicadores da qualidade percebida pelo usuário tanto pode ser reduzida, como ampliada, com o surgimento de novos indicadores.

Juarez Quadros falou ainda sobre mudanças nas normas de certificação de equipamentos, várias estão sendo revogadas. Para conseguir um selo de homologação, é preciso passar por uma decisão do Conselho Diretor, mas a partir de agora ela ficará a cargo das superintendências da Agência.

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