Estônia: Como funciona uma sociedade digital

erico_alberto.jpg*Por Eric Alberto
25/05/2018 - Estive na Estônia com a missão de conhecer a fundo o que é e como funciona o ecossistema de uma sociedade digitalizada. Muito ouvimos falar sobre evolução, futuro e tendências do mundo digital, mas para este pequeno país no leste Europeu este futuro já é realidade.

Com aproximadamente 1,25 milhões de habitantes, distribuídos em uma área total de 45,2 mil km2, a Estônia possui 99% dos serviços públicos disponíveis online. O ecossistema denominado de "e-Estônia" permite que o acesso a diversos serviços públicos, documentos pessoais, receitas e histórico médico, fechamento e assinatura de contratos, transações bancárias, registro de nascimento, declaração de impostos, pagamento de taxas, abertura de empresas e até de votar, tudo com alguns cliques.

E quais são os pilares deste ecossistema? Identificação única do cidadão; internet é um direito social; segurança, verdade e confiança por definição ideológica; e uma plataforma (denominada X-Road) para a conexão de diferentes sistemas, formaram a base para que "e-Estônia" se tornasse realidade. Com uma identidade única e milhares de dados trafegando na internet, a estrutura de segurança e de privacidade dos dados ganha evidência.

O Governo preza pelos dados dos cidadãos, contudo, em caso de vazamento de informações procura sempre tratar o assunto com muita transparência perante o cidadão. Com isso, todo cidadão tem acesso para saber exatamente quando e quem acessou seus dados, tendo autonomia de restringir o acesso a eles e de denunciar acessos indevidos. Esse registro unificado e imutável é a fórmula que levou o país a encabeçar tendências tecnológicas, como o "blockchain", e a se tornar referência mundial no assunto.

Preocupada com o futuro deste ecossistema digital a Estônia incentiva crianças, desde os sete anos de idade, a aprendem programação e robótica. Os professores, por sua vez, já estão sendo preparados para o uso de material didático 100% digital. Com isso, as novas gerações são influenciadas, capacitadas e engajadas por um senso coletivo necessário para o mundo digital.

*Eric Alberto é especialista em Segurança da Informação

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Embratel anuncia serviço de Loja Online

embratel_loja.jpg25/05/2018 - Ferramenta é indicada para micro e pequenas empresas estruturarem sites de comércio eletrônico

A Embratel lança esta semana o serviço Loja Online, uma ferramenta completa para micro e pequenas empresas que desejam ter sites de comércio eletrônico. A solução é oferecida no modelo SaaS (Software como Serviço) e tem a segurança de estar hospedada na Nuvem da Embratel, uma das mais modernas do País. A nova oferta tem uma interface intuitiva para rápida criação de lojas virtuais e funcionalidades interessantes como o design personalizado das páginas, integração com os Correios, conexão com redes sociais e a integração com diferentes meios de pagamento eletrônico.

"A Loja Online Embratel permite que micro e pequenas empresas tenham suporte completo para a estruturação de seus negócios on-line, tendo a Embratel como um parceiro de TI com soluções que apoiam na alavancagem de seus negócios", diz Mário Rachid, Diretor Executivo de Soluções Digitais da Embratel.

A oferta da Embratel atende as demandas de todos os tipos de segmentos, incluindo cosméticos, alimentação, decoração e eletrônicos. O setor de moda e de acessórios, por exemplo, deve ser um dos segmentos de maior crescimento, pois hoje é mais um dos preferidos pelos empreendedores brasileiros para investir e que, consequentemente, possui grande concorrência.

Com o anúncio de hoje, a Embratel está de olho no mercado de e-commerce que está em expansão e movimenta cerca de 70 bilhões de reais ao ano. Segundo Rachid, apesar do aumento das lojas virtuais, grande parte dos empreendedores aponta que a dificuldade de encontrar ferramentas e parceiros tecnológicos para os negócios estão entre os principais obstáculos para o aumento do faturamento dessas empresas. "Temos uma grande oportunidade de negócios porque oferecemos a solução completa para os empreendedores".

De acordo com a empresa, a Loja Online Embratel pode ser adaptada e personalizada para a identidade visual de cada negócio. Seu layout é adaptado e compatível com qualquer dispositivo (PC, tablet ou smartphone). Os empreendedores que adquirirem o produto da Embratel podem construir um número ilimitado de páginas para acomodar demandas como catálogo de produtos, atendimento a clientes finais, carrinho de compras e até um blog para divulgação de conteúdo. Ao optar pela contratação do plano anual, a companhia tem direito ainda ao uso gratuito do domínio no primeiro ano. O gerenciamento da ferramenta pode ser realizado por meio do Portal Loja Online, disponível na Internet.

A Loja Online Embratel possibilita a integração com meios de pagamento, tais como boleto bancário, transferência ou adquirentes de pagamentos on-line. O novo serviço da Embratel também viabiliza a integração das lojas virtuais aos Correios, além de oferecer a opção de retirada das compras pessoalmente pelo cliente, nas lojas físicas. Para uma comunicação mais eficiente, as micro e pequenas empresas que contratarem a Loja Online Embratel podem criar de 3 a 10 contas de e-mails diferentes atreladas ao e-commerce.

 

Práticas de marketing importantes para a fidelização de clientes, como a distribuição de cupons de desconto, também são viáveis por meio da ferramenta da Embratel. "Outra característica da Loja Online Embratel é a integração com Analytics, que permite às empresas o acesso a informações estratégicas sobre os visitantes de suas páginas, permitindo a tomada de decisões mais certeiras para os seus negócios", explica Rachid.

Por meio da funcionalidade de estatística, os clientes desse serviço da Embratel têm acesso a dados sobre o acesso às suas lojas virtuais, como volume de vendas, número de visitantes da página, consumidores que efetivamente realizaram as transações e visitantes que abandonaram os carrinhos de compras, entre outras. A ferramenta conta com a funcionalidade de backup, o que mitiga o risco de perda de informações em caso de falhas ou erro humano.

A Loja Online Embratel custa partir de R$ 50. Não é cobrada taxa por cada venda efetuada. Para mais informações, acesse: www.embratel.com.br/lojaonline.

 

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O futuro digital exige um novo marco regulatório

garcia_telebrasil.jpgPor Telebrasil
24/05/2018 - Os últimos 20 anos foram muito prósperos para as telecomunicações, e os próximos 20 anos exigem uma evolução das regras atuais para se obter maior eficiência dos investimentos das prestadoras, segundo o presidente da Telebrasil, Luiz Alexandre Garcia.

A digitalização tem o forte poder transformador de levar países ainda em desenvolvimento, como o Brasil, ao patamar de países desenvolvidos. Daí a necessidade de políticas públicas que incentivem essa transformação, alerta o presidente da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), Luiz Alexandre Garcia.

Entre elas, o executivo destaca a atualização do marco legal do setor. “Vinte anos passam rápido. Foi um período muito próspero para as telecomunicações, a privatização foi um sucesso e a Lei Geral de Telecomunicações funcionou muito bem. Mas o futuro é diferente, é digital, é baseado na internet e nas tecnologias da informação e comunicação, as TICs. Temos que evoluir as regras. E temos a grande oportunidade, através do PLC 79/16, de olharmos para o futuro e trazermos mais eficiência aos investimentos de capital das prestadoras.”

“É o momento para discutirmos os desafios do presente e as oportunidades para acelerar a implementação de soluções digitais com TIC.”, reforça Luiz Alexandre Garcia durante a Telebrasil, realizada nos dias 22, 23 e 24 de maio, em Brasília.

 

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Impostos ameaçam o desenvolvimento do Brasil

fernando_rezende.jpgPor Telebrasil
24/05/2018 - A pesada carga tributária sobre o setor de telecomunicações é uma ameaça ao desenvolvimento do Brasil na era da economia digital, na análise do professor Fernando Rezende, da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Durante a sessão temática Tributação em telecomunicações: serviços essenciais ou máquina de arrecadação?, realizada no primeiro dia do Painel Telebrasil 2018, que vai até esta quinta-feira, 24/05, Rezende destacou a necessidade de rediscussão do regime de federalismo fiscal.

“Na constituição de 88 foram repartidos os impostos cobrados pelo Governo Federal, estados e municípios. Um grande equívoco da época foi transferir aos estados o que eram os antigos impostos únicos sobre comunicações, energia e combustíveis. Os estados concentraram, então, um grande esforço de arrecadação sobre o setor de telecomunicações, que passou a ser tributado pelo ICM, transformado em ICMS, e pelo PIS/Cofins. O Brasil não sobrevive na nova economia com essa pesada carga sobre telecomunicações”, decretou Rezende.

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GDPR é uma oportunidade de crescimento

arley.jpg*Por Arley Brogiato
18/05/2018 - A GDPR (General Data Protection Regulation – Regulamentação Geral de Proteção a Dados) promete privacidade e prosperidade e encaminha o Brasil ao futuro. A maior parte dos rankings dos países mais avançados na digitalização de sua economia diz respeito à infraestrutura de TI e Telecom, número de dispositivos móveis, força de trabalho capacitada digitalmente, etc. Segundo o World Economic Forum 2017, por exemplo, Singapura, Finlândia e Suécia são os países mais digitalizados do mundo; neste ranking, os EUA estão em sétimo lugar. Esse quadro pode mudar. Em tempos da extrema vulnerabilidade através de meios digitais, começará a ganhar espaço o país que for além desse quadro e passar a oferecer um ambiente que alie segurança e privacidade para os negócios. É disso que se trata a GDPR. Embora seja uma legislação europeia, essa regulamentação pode ser vista como um Norte para todos os países e economias que desejam dar um salto qualitativo e efetivamente tornar-se o espaço ideal para transações digitais.

GDPR, privacidade e prosperidade: o Brasil no limiar do futuro

É importante lembrar que o alinhamento com a GDRP será uma exigência a todas as empresas brasileiras que mantenham relações comerciais com companhias europeias. Mas, além das oportunidades de negócios com a Europa, há outras razões para o Brasil sair na frente e, por meio da adesão a GDPR, passar a oferecer as garantias de segurança e privacidade de dados que o consumidor online, cada vez mais, procura. Essas razões explicam que, hoje, projetos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais Brasileira (uma regulamentação local alinhada com a GDPR) estejam sendo examinados tanto na Câmera dos Deputados como no Senado. E que estudos semelhantes ocorrem nos EUA, nesse exato momento.

No Brasil, o Marco Civil da Internet conseguiu algumas vitórias no campo da segurança – como o controle de registros de logs – mas, em sua essência, não cobre todos os flancos abordados pela GDPR. O fato do mundo estar mergulhado em um cenário de extrema sofisticação e vigor dos ataques cibernéticos demanda a adoção de uma nova e mais rigorosa regulamentação.

As ameaças digitais são reais. Segundo o relatório anual de ameaças da SonicWall, hoje quase 70% de todo o tráfego da Internet está criptografado. Essa realidade pode ocultar ataques que provocarão vazamentos ou sequestro de dados através de códigos maliciosos como ransomware. Na era pós-BYOD (Bring your own device), o perímetro corporativo se estendeu além das nuvens e em arquiteturas multi-virtualizadas, fazendo com que localidades físicas ou tipos de dispositivos deixem de ser um fator importante. A economia digital acontece de forma suave quando o Next-Generation Firewall inspeciona todas as comunicações criptografadas, detectando ameaças em tempo real e agregando camadas integradas de proteção contra os temidos ataques persistentes e zero-day. O resultado do uso dessas soluções é um ambiente onde funcionários acessarão as aplicações corporativas e os dados quando, como e onde desejarem. Nada disso é futuro: as soluções para suportar, ao mesmo tempo, a GDPR e os negócios já estão no mercado.

Para incentivar atitudes pró-privacidade, a GDPR estabelece regras rígidas acerca de como as empresas coletam e armazenam dados de clientes como nomes, dados sobre localização, identidade, identificadores online, e assim por diante. Em caso de uma violação, uma notificação sobre este fato precisará ser apresentada aos órgãos regulamentadores. Isso poderá resultar em severas penalidades, incluindo multas acima de 20 milhões de euros ou até 4% do faturamento global.

A verdade, porém, é que a GDPR traz a oportunidade de "reinicializar" a maneira como as empresas lidam com dados de seus clientes.

A GDPR instigará novas maneiras de pensar e produzirá mais confiança e transparência. Empresas podem usar o alinhamento a essa regulamentação para aprender mais sobre seus clientes, aumentar o engajamento do seu público alvo e incrementar a eficiência. Aspectos que muitas empresas ainda negligenciam em nosso país no desenvolvimento de seus negócios. Como consequência da GDPR, nos próximos anos começaremos a ver consumidores assumindo total controle de seus dados – estabelecendo qual informação que as empresas podem e não podem ter acesso, como e quando.

E, quanto mais confiarem em uma marca, maior será a probabilidade de permitirem a essa empresa acesso aos seus dados. A lógica é bastante simples: na era da economia digital, o consumidor tem de estar em vantagem quando se trata de seus dados pessoais. As empresas, por sua vez, lutarão para conquistar a confiança do consumidor, de modo a tornar esse modelo igualmente valioso para seus acionistas. É aí que surgem as oportunidades de crescimento. Clientes mais engajados são naturalmente mais afeitos a gerar relações mais valiosas, especialmente em médio e longo prazo.

Quando o C-level de uma empresa estiver planejando as vendas e o marketing de seus produtos e serviços, recomenda-se que inclua em seu orçamento a privacidade de dados. A corporação deverá ser transparente quanto às suas medidas de segurança e comunicar abertamente como está protegendo as informações confidenciais dos clientes. Acima de tudo, profissionais de TI, Segurança, Marketing e outras áreas de negócio devem estabelecer uma postura onde privacidade de dados possa impulsionar maior entendimento sobre consumidores e, com isto, contribuir para a geração de novas oportunidades de crescimento.

A chegada da GDPR muda o jogo. Essa regulamentação faz os erros ficarem visíveis e, ao mesmo tempo, gera novas oportunidades para quem realmente compreende os fundamentos da economia digital. Os países que aderirem aos preceitos da GDRP serão os primeiros a desfrutar do crescimento que, certamente, virá. A hora de dar esse salto é agora.

*Arley Brogiato é country manager da SonicWall Brasil

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Foram bloqueados 37 mil celulares irregulares

app_smartphone.jpg18/05/2018 - O presidente da Anatel, Juarez Quadros, disse nesta sexta-feira (18/05), que já foram bloqueados 37 mil celulares irregulares no Distrito Federal e Goiás. Os aparelhos irregulares são aqueles sem certificação ou adulterados, que podem causar riscos aos consumidores e problemas nas transmissões. Quadros participou do Workshop sobre IMEI (International Mobile Equipment Identify) que aconteceu hoje na Agência.

No último dia 9 de maio, começaram a ser feitos os primeiros bloqueios nessas unidades da federação, como estava previsto no calendário de implantação do Projeto celular Legal. Desde 22 de fevereiro deste ano, os usuários de celulares irregulares habilitados em Goiás e no DF estão recebendo mensagens informando sobre as irregularidades.

O Projeto Celular Legal é uma iniciativa da Anatel que busca fortalecer o combate a celulares adulterados, roubados e extraviados, além de inibir o uso de aparelhos não certificados pela Agência, nas redes brasileiras de telecomunicações. O combate a terminais roubados, furtados ou extraviados já vem sendo tratado pela Anatel desde 2.000 quando se iniciou a implementação do Cadastro de Estações Móveis Impedidas, o CEMI. Esse cadastro consiste no controle dos terminais de forma a impedir sua utilização no Brasil. E a partir de maio de 2016, o projeto permite ao consumidor solicitar diretamente nas delegacias de polícia dos estados que aderiram ao projeto o bloqueio do seu celular que tenha sido roubado. Para isto ele deve informar seu número de telefone.

O diretor de serviços de IMEI da GSMA, Adrian Dodd, durante palestra no Workshop, explicou que o IMEI é um código composto por 15 números que permite identificar o órgão responsável (China, Índia, EUA, resto do mundo) e até marca e modelo do aparelho. O IMEI atesta a autenticidade do equipamento, permitindo que um aparelho roubado possa ser bloqueado em qualquer país. Adrian explicou que é importante que se faça a constante checagem da lista negra, de fabricantes que devem ser investigados, e da lista branca bons fabricantes. É preciso também realizar testes em modelos mais vendidos e mais roubados, disse. A GSMA, disse ele, tem monitorado as ferramentas utilizadas pelos hackers para clonagem e adulteração de IMEIs. Ele disse ainda que compete às autoridades legais exercerem seus poderes, com uso das informações prestadas pelos reguladores.

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