Confisco do FUST poderá terminar com a nova Lei

Por Ethevaldo Siqueira

Finalmente, o FUST poderá ser aplicado nas finalidades para as quais foi criado há 20 anos. Ao longo das duas últimas décadas, os especialistas em telecomunicações têm acompanhado com preocupação tudo que tem acontecido com o FUST, sigla de Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações.

Esse fundo foi criado no ano 2000 com a finalidade de levar telecomunicações às áreas rurais e regiões mais pobres do País. Ao longo dos últimos 20 anos o FUST acumulou cerca de R$ 22 bilhões recursos arrecadados sobre nossas contas telefônicas, MAS sem qualquer aplicação nas suas finalidades previstas na lei que o criou.

Uma nova esperança surge agora com a promulgação da lei que determina ao Ministério das Comunicações que aplique os recursos do FUST não apenas na implementação de políticas governamentais de difusão das telecomunicações, mas, especialmente, no financiamento de projetos que promovam a democratização da internet e de novas tecnologias.

Como lembra o ministro das Comunicações, Fábio Faria, o FUST poderá levar internet aos produtores rurais que estão em regiões distantes dos grandes centros urbanos e criar fazendas inteligentes, com o uso de tratores autônomos, drones e colheitadeiras interligados a redes sem fio.

A lei aprovada pelo Senado em 19 de novembro de 2020, modifica as finalidades e a administração do FUST (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações). Os recursos do fundo serão geridos por um conselho gestor e devem ser investidos na expansão e a melhoria da qualidade dos serviços do setor.

O FUST poderá ser usado não apenas na melhoria da qualidade das redes e serviços, mas na redução de desigualdades regionais em telecomunicações e na promoção do uso de novas tecnologias de conectividade. Tanto serviços prestados em regime público quanto privado poderão receber recursos do fundo.

Para o Ministério, um dos setores mais beneficiados será o agronegócio, uma vez que produtores passarão a contar com a modernização do cultivo, manejo e colheita com a ajuda de sistemas dependentes da internet.

Investimento

Quanto à modalidade de financiamento, parte das receitas anuais do Fust poderá ser aplicada na forma de apoio não reembolsável, ou seja, o dinheiro será destinado a investimento em telecomunicações. Há também a forma reembolsável, em que agentes financeiros, como o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), poderão utilizar recursos do fundo para realizar operações de créditos para financiar projetos em telecomunicações.
A lei prevê ainda a criação de um fundo garantidor. Assim, pequenos provedores, que não possuem bens para dar em garantia e, com isso, têm dificuldade para conseguir financiamentos, terão o amparo do Fust para ter acesso a linhas de crédito.

Conselho Gestor

O texto sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro prevê a criação de um Conselho Gestor para o Fust, vinculado e presidido pelo Ministério das Comunicações, com o intuito de garantir agilidade na implementação das políticas públicas voltadas à ampliação da infraestrutura e à expansão dos serviços.

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IBM, Flex e FIT anunciam Centro de Soluções de Telecom para 5G na AL

Por Ethevaldo Siqueira, com notícias IBM

São Paulo, 11 de dezembro de 2020 — IBM, Flex e FIT (Flex Institute of Technology) anunciam hoje um acordo de colaboração para lançar o Centro de Soluções de Telecomunicações para 5G, um moderno centro de pesquisas e testes para ajudar as operadoras de telecomunicações e empresas a avaliarem formas de impulsionar tecnologias de nuvem híbrida aberta em redes móveis 5G na América Latina. Localizado no Brasil, o centro utiliza arquiteturas abertas, como o Open Radio Access Network (Open RAN), em um ambiente simulado para as empresas testarem suas inovações.


• O centro se concentrará em projetos de pesquisa e desenvolvimento para explorar os benefícios das redes 5G para telecomunicações e outras indústrias;

• Além disso, ajudará empresas em toda a região da América Latina, começando pelo Brasil, a utilizar tecnologias de nuvem híbrida aberta, baseadas em Red Hat OpenStack e Red Hat OpenShift;

• Algar Telecom é a primeira operadora a realizar ensaios com o centro fim a fim no país.

Estudos da IDC estimam que o consumo de dados permanecerá alto na América Latina em 2021. A chegada do 5G na região irá impulsionar importantes investimentos em tecnologias móveis, abrindo uma ampla gama de novos casos de uso para o público em geral e, principalmente para as empresas. Elas poderão utilizar aplicativos que requerem mais velocidade de conexão, capacidade de tráfego aprimorada e latência muito baixa, enquanto aumentam a segurança. Só no Brasil, o 5G deve trazer US $ 22,5 bilhões em oportunidades nos próximos quatro anos.

Como parte do acordo, a IBM fornecerá tecnologia, serviços e experiência no setor para ajudar as empresas a explorar a construção de soluções para redes 5G, oferecendo soluções de nuvem aberta e híbrida, como Red Hat OpenStack Platform e Red Hat OpenShift, e soluções nativas de nuvem como inteligência artificial, automação, segurança e IoT. A Flex, como líder em design terceirizado e serviços de manufatura para infraestrutura 5G e produtos sem fio, fornecerá equipamentos eletrônicos para ajudar na entrega e medição de sinais, enquanto o FIT proverá conhecimento em TI e telecomunicações.

Utilizando o ambiente de testes, empresas poderão co-desenvolver protótipos e referências baseados em Open RAN para maximizar o benefício das redes abertas 5G em vários setores, como agronegócio, transporte, saúde, serviços públicos, varejo e bancário. Por exemplo, uma empresa do setor de saúde poderia usar as soluções de nuvem híbrida aberta do centro e testar um protótipo de aplicativo que usa IA e edge para que um hospital possa fazer tomografias de maneira remota.

"O 5G mudará fundamentalmente os negócios em todas as indústrias. À medida que operadoras e empresas colaboram para adotar plataformas de nuvem híbrida e abertas, elas já estão implementando novas soluções para capturar os benefícios tangíveis do 5G e a integração com IA, IoT e vídeo em edge para melhorar sua competitividade", disse Tonny Martins, Gerente Geral da IBM América Latina. "Esta colaboração se baseia na experiência tecnológica e de indústria da IBM e nosso compromisso de longa data em ajudar as empresas na América Latina a aproveitar tecnologias novas e emergentes, para capturar sua parcela do valor enorme que será criado".

O Centro de Soluções de Telecomunicações para 5G oferecerá às empresas do Brasil e da América Latina:

• Co-criação de casos de uso e estudos baseados em redes abertas, desagregadas e definidas por software, como a arquitetura Open RAN, para 5G, utilizando soluções baseadas em Red Hat OpenStack Platform, Red Hat OpenShift e tecnologias de nuvem híbrida da IBM.

• Acesso a uma rede global de inovação e conhecimento da IBM, através de especialistas de diferentes países para troca de experiências e práticas em 5G aberto, edge, nuvem, segurança e avanços em automação e operações com infusão de IA (AIOps).

• Implementação de MVP (Minimum Viable Product) e avaliação do retorno de investimento para as empresas.

• Foco no desenvolvimento de novos conjuntos de habilidades no país para fomentar a inovação e novas descobertas em redes abertas 5G e Open RAN.

"Muitos dos benefícios das redes 5G vêm de uma maior dependência de software em ambientes de nuvem do que as gerações de tecnologia sem fio anteriores. Como os primeiros usuários do 5G, os líderes empresariais precisam garantir que sua adoção tecnológica evolua para oferecer suporte e aproveitar os benefícios de latência e banda, enquanto gerenciam a explosão de dados gerada nos dispositivos e na ponta. A Flex e o FIT estão comprometidas em co-criar este novo futuro com a IBM e as empresas." disse Carlos Ohde, diretor de Inovação do FIT.


Algar, pioneira na prova de conceito Open RAN

A Algar Telecom, empresa de telecomunicações e TI do Grupo Algar, é a primeira companhia participando de testes fim a fim com Open RAN no centro. Isso inclui provas de conceito e testes de avaliação para comprovar a viabilidade de outras soluções de telefonia móvel avançadas que irão acelerar a adoção de 5G no Brasil.

"A tecnologia Open RAN tem o potencial de trazer uma série de vantagens para o setor de telecomunicações como um todo. Entre elas, estão a redução de custos de CAPEX e OPEX e a maior independência no mercado de acesso, permitindo a entrada de novos parceiros além dos grandes players", comenta Luis Lima, vice-presidente de Operações, Tecnologia e Evolução Digital da Algar Telecom.

À medida que o 5G e o edge computing evoluem, as telcos estão transformando suas redes em plataformas flexíveis que podem ser dimensionadas para suportar volumes crescentes de dados complexos. Uma arquitetura baseada em open source ajuda a expandir o ecossistema de parceiros e oferece flexibilidade para telcos e empresas para construir e implementar novos aplicativos em qualquer nuvem ou ambiente on-premises de sua escolha. A IBM se comprometeu a adotar a arquitetura Open RAN, junto com muitas outras empresas, como a base para a camada RAN das redes 5G.

A arquitetura Open RAN é baseada nos padrões da O-RAN Alliance.

Sobre as soluções IBM para telecomunicações

Com milhares de especialistas no setor de telecomunicações e 84% dos provedores de serviços de comunicação do mundo apoiados por IBM e Red Hat, a IBM transformou completamente seu portfólio para ajudar as empresas a construir aplicativos de missão crítica uma vez e executá-los em qualquer lugar com o Red Hat OpenShift. Um exemplo é o anúncio recente do IBM Cloud for Telecommunications com mais de 35 parceiros. A plataforma é um ambiente de nuvem híbrida aberto e seguro, que aborda os desafios únicos que as operadoras de telecomunicações enfrentam à medida que 5G e edge transformam a indústria.


Sobre Flex

Flex é um provedor de soluções the Sketch-to-Scale® , que desenha e constrói produtos inteligentes globalmente. Com aproximadamente 200.000 colaboradores, em 30 países, a Flex fornece design inovador, Engenharia, manufatura e cadeia de fornecimento e logística com monitoramento em tempo real, para empresas de todos os tamanhos, em diversos mercados e indústrias. Para mais informação visite: flex.com ou siga no Twitter @flexintl.

Sobre FIT

O FIT é fornecedor de tecnologias e serviços para clientes globais e apoia a criação de produtos inovadores em seu ecossistema. O desenvolvimento tecnológico sério exige infraestrutura, conhecimento técnico, persistência, disciplina e relações de médio e longo prazo. Executamos atividades com potencial de impactar positivamente nossos clientes, as pessoas, a sociedade e o meio ambiente.

Veja excelentes informações complementares sobre o presente e o futuro de 5G mem:
https://movimentobrasildigital.org.br/www/wp-content/uploads/2020/10/Relato%CC%81rio-5G-MBD_2020.pdf

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Fust, um leão voraz nas telecomunicações

Por Ethevaldo Siqueira

Há um leão faminto e voraz nas telecomunicações: o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações. Todos os leitores que leem o que tenho escrito nos últimos 20 anos sobre o Fust, sabem o que tem sido o confisco desse fundo. Aliás, esse confisco é apenas um dos muitos exemplos de como os governos se comportam diante do setor de telecomunicações, ao longo da história recente do País.
No caso do Fust, entretanto, o comportamento do governo não pode ser considerado omissão, mas, essencialmente, de ação predatória. E explico por que uso essa expressão que pode parecer muito forte.

Quem acompanha o setor de telecomunicações sabe que o valor arrecadado ao longo de 20 anos de existência do fundo ultrapassou os R$ 22 bilhões. A rigor, esse valor tão expressivo pertence ao conjunto dos assinantes de serviços de telecomunicações — não apenas a nós, assinantes que pagamos nossas contas, mas, em especial àquela parcela da população ainda não servida por esses serviços, à qual deveria servir o Fust.

Mas, os R$ 22 bilhões foram simplesmente confiscados pelo governo federal ao longo de duas décadas. Esse valor descomunal foi recolhido pelas operadoras de telecomunicações, que, obrigadas por lei a recolher esse fundo no valor expressivo de 30% sobre o valor de nossas contas. Como o próprio nome do Fust indica esses recursos deveriam ter sido aplicados na universalização da telefonia e de outros serviços de comunicações. Mas nunca o foram.

Finalmente, O Senado aprovou no dia 19 de novembro de 2020 o PL 172/2020, a primeira mudança significativa na Lei do Fust, sancionada há mais de 20 anos, em 17 de agosto de 2000. Na verdade, houve uma outra pequena alteração em 2019, de natureza tributária. Mas, no mérito, o que aconteceu nesta quinta, 19, foi de fato histórico, e abre a possibilidade para que finalmente os recursos recolhidos do setor de telecomunicações possam ser reinvestidos em políticas de expansão e uso dos diferentes serviços.

Qualquer um dos serviços, e não apenas o Serviço de Telefonia Fixa, chamados na linguagem burocrática setorial de Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC). A rigor, nosso telefone tem o nome de “serviço de telecomunicações de transmissão de voz e de outros sinais, destinado à comunicação entre pontos fixos determinados, utilizando processos de telefonia”.

Como destacou no dia 19 de novembro o jornalista Samuel Possedon, “levamos exatamente 20 anos, três meses e dois dias para corrigir uma das maiores barbeiragens legislativas já cometidas no setor, o que, aliado ao fundamentalismo burocrático e à falta de vontade política dos diversos governos que vieram desde então, criou uma aberração de R$ 22 bilhões de recursos que poderiam ter ajudado a corrigir um pouco as disparidades que ainda existem no acesso à conectividade. Sem dúvida, um retrato do que é a burocracia no Brasil.

Pouca gente acredita, seriamente, que esses R$ 22 bi estejam aod alcance de qualquer execução, e que mais simples será trabalhar com um orçamento anual restrito à arrecadação no ano.

A nova lei: um fato histórico

Há pouco mais de três semanas, o Senado aprovou no dia 19 novembro de 2020 o PL 172/2020, a primeira mudança significativa na Lei do Fust, que está em vigor desde 17 de agosto de 2000. Na verdade, já havia sido aprovada outra pequena alteração em 2019, de natureza tributária.

Mas, no mérito, o que aconteceu na Dia da Bandeira, 19 de novembro de 2020, foi um fato histórico, e abre a possibilidade para que finalmente os recursos recolhidos do setor de telecomunicações possam ser reinvestidos em políticas de expansão e uso dos diferentes serviços. Qualquer um dos serviços, e não apenas STFC.

A mudança na Lei do Fust, que agora poderá ser aplicado em "políticas governamentais de telecomunicações", é uma notícia extremamente significativa, mas é apenas um tardio primeiro passo. Caberá agora ao conselho gestor do Fust definir os projetos e brigar para que haja previsão no orçamento para os recursos.

Comitê de Governança Digital

O Ministério das Comunicações criou nesta sexta-feira, 4 de dezembro, o Comitê de Governança Digital (CGD), colegiado que terá, entre outras atribuições, deliberar sobre políticas, diretrizes e planos relativos à estratégia de governo digital e à governança de Tecnologia da Informação e elaborar o Plano de Transformação Digital do órgão. O CGD será presidido pelo Secretário-Executivo da pasta, Vitor Menezes.

Outra atribuição do Comitê será definir as prioridades na formulação e na execução de projetos e investimentos relacionados à tecnologia da informação e comunicação; estabelecer diretrizes de minimização de riscos, de priorização e de distribuição dos recursos orçamentários; e monitorar as ações e avanços do Ministério das Comunicações em relação à Estratégia de Governança Digital (EGD) do governo federal.

O Comitê de Governança Digital do Ministério das Comunicações será composto por membros das seguintes unidades:

• Secretaria-Executiva, que o presidirá;
• Secretaria de Radiodifusão;
• Secretaria de Telecomunicações;
• Secretaria de Publicidade e Promoção;
• Secretaria de Comunicação Institucional;
• Subsecretaria de Planejamento e Tecnologia da Informação;
• Coordenação-Geral de Tecnologia da Informação; e
• Encarregado do tratamento de dados pessoais do Ministério.

As reuniões do CGD acontecerão ordinariamente duas vezes por ano e extraordinariamente conforme chamamento do presidente do colegiado. O quórum necessário para que as reuniões aconteçam é de maioria simples dos seus membros. O Comitê também poderá instituir Grupos de Trabalho para tratar de assuntos específicos e apresentar relatórios sobre eles.

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Satélite complica a privatização da Telebrás, admite o governo

Por Ethevaldo Siqueira (*)

Conforme antecipou o portal Convergência Digital, o Ministério da Economia apresentou ontem, dia 2, um novo calendário de privatizações. Entre as mudanças, a venda das estatais de TI, Serpro e Dataprev, foi novamente adiada — agora para o começo de 2022, no lugar do fim de 2021. Nos planos do Programa de Parcerias de Investimentos, serão privatizadas no mesmo primeiro trimestre em que tentará vender a Telebras. 
A privatização da Telebras, no entanto, ainda está sujeita a estudos mais profundos, como apontou a secretaria especial do PPI, Martha Seiller, em entrevista após a 14ª Reunião do Conselho do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos). Segundo registrou, a estatal de telecomunicações envolve questões sensíveis. 

“Vamos precisar de uma consultoria especializada para avaliação de patrimônio, de passivos, e também para alternativas relacionadas a itens que são importantes para a política pública que hoje são tocadas pela Telebras. Têm aspectos sensíveis importantes em relação à defesa nacional, em função da operação do satélite geoestacionário e outras políticas públicas que precisam ser consideradas”, afirmou Seiller. 

Ela explicou que após uma primeira análise do próprio PPI, compartilhada com o comitê interministerial do qual faz parte o Ministério das Comunicações, decidiu-se aprofundar os estudos, a exemplo do que aconteceu com o projeto de privatização dos Correios. 

“Assim como outras estatais, iniciamos a constituição de um comitê interministerial para fazer as análises possíveis dentro do governo, com representantes dos ministérios, sobre os caminhos que cada empresa poderia ter em termos de desestatização para apresentar aos ministros e saber se eles querem avançar para a próxima etapa de detalhamento desses caminhos. Isso aconteceu no caso dos Correios, fizemos uma avaliação inicial do comitê e optamos por contratar uma consultoria especializada, que já esta trabalhando junto com o BNDES. E agora avançamos também com a Telebras. Ou seja, com o aprofundamento, tendo em vista a intenção do governo de continuar estudando e viabilizando a desestatização da companhia.”

No caso da Telebras, também será convocado o BNDES para avaliar os caminhos possíveis. “Agora a gente vai, via Ministério da Economia, contratar o BNDES para avançar nesses estudos especializados. O comitê interministerial segue, então o Ministério das Comunicações segue conosco avaliando os produtos que vão ser entregues pelos consultores especializados, para que a gente possa submeter a modelagem da desestatização, ainda no ano que vem, ao Conselho do Programa Nacional de Desestatização”, completou a secretária especial do PPI. 

(*) Com informações do portal Convergência Digial.

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A Telebrás sobrevive, 22 anos após a privatização. Por quê? E para quê?

Por Ethevaldo Siqueira

Alguns leitores me perguntam qual é a situação da Telebrás atualmente. Vou sintetizar os fatos. Na linguagem popular, a Telebrás parece tiririca: nunca morre e permanece sempre estatal. Mas, a pergunta de milhões de brasileiros é a mesma:

— Por que não se consegue privatizar a empresa estatal que era holding de mais de 20 subsidiárias, 22 anos após o leilão que privatizou suas subsidiárias, em 1998? Por que a Telebrás ainda sobrevive, como empresa estatal?

Na realidade, a Telebrás sobrevive graças a um decreto de 2010 que lhe deu a missão de gerir o Plano Nacional de Banda Larga e também a regular as comunicações de dados da Administração Pública Federal e implantar as infraestruturas de fibra óptica pelo país.

Cumprido esse papel, a Telebrás ganhou a responsabilidade de implementar Políticas Públicas de Telecomunicações e de responder pela Política Nacional de Segurança da Informação.

Na prática, ela deve oferecer acesso e conexão de internet banda larga a usuários que vivem em regiões não atendidas pelas concessionárias privadas de telecomunicações. 

Segundo o governo federal, a empresa, têm hoje três funções distintas:

• Função social: feita por meio da implementação de políticas de acessibilidade por meio de projetos de inclusão digital, como, por exemplo, o programa Serviço de Atendimento ao Cidadão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações;

• Função de segurança de dados para a soberania nacional: garante a segurança e o sigilo no tráfego de dados da rede privativa de governo;

• Função estratégica: conecta o governo a qualquer localidade do país, permitindo a aproximação entre eles em casos de emergência pública, como, por exemplo, na tragédia de Brumadinho.

Por este motivo, o capital social da Telebrás pertence majoritariamente à União.

Pouco conhecida por aqueles que nasceram após a década de 1990, a Telebrás foi uma importante estatal federal. Deteve por anos o monopólio das telecomunicações no país e figura até hoje como a maior privatização já realizada no Brasil.

Sua venda ocorreu por meio de leilão em julho de 1998 e a parte da União colocada à disposição correspondia a uma fatia de 20% das empresas, incluindo seu controle acionário. A arrecadação total para a União alcançou R$ 22,058 bilhões, que representou um ágio médio de 63,7% sobre os valores mínimos do leilão.

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Grupo Squadra anuncia aquisição da Just Digital

Iniciativa tem como objetivo reforçar a posição do Grupo Squadra como fornecedora de ponta a ponta de soluções para a transformação e evolução digital de seus clientes

O Grupo Squadra anuncia a aquisição da Just Digital, grupo especializado em design e experiência de produtos e serviços digitais. Com o acordo, a empresa reforça seu portfólio com as ofertas da Just, unidade de desenvolvimento de soluções para martech, e da Grená, estúdio de design para desenvolvimento de soluções digitais. A aquisição tem como objetivo consolidar a atuação do Grupo Squadra como fornecedor único, que consegue atender com profundidade cada etapa da jornada de transformação e evolução digital dos clientes, auxiliando-os de ponta a ponta.

“Estamos muito felizes em anunciar a chegada da Just Digital e Grená ao nosso Grupo. Este acordo reforça o intenso processo de transformação digital que estamos colocando em prática para oferecermos respostas ainda mais ágeis e eficientes aos nossos clientes”, afirma André Cioffi, CEO do Grupo Squadra. “A aquisição das operações da Just e da Grená tem como objetivo complementar e ampliar nossa oferta, posicionando nosso ecossistema como um completo trust advisor, capaz de acelerar a geração de valor para nossos clientes por meio do uso inovador da tecnologia”

A parceria também irá valorizar a presença das marcas Just e Grená no mercado, uma vez que as operações estão sendo integradas, mas continuam atuando em paralelo nas diversas áreas de negócio. “Acredito que ter o apoio de uma empresa sólida e de vasta experiência, como a Squadra Digital, ampliará as nossas perspectivas, estando de acordo com o planejamento de escalada que temos. Este é um momento muito importante, que valorizará ainda mais toda nossa trajetória dos últimos doze anos”, afirma Rafael Cichini, CEO e fundador da Just Digital e sócio co-fundador da Grená.

Ambos os executivos concordam que a aliança estabelecida é uma oportunidade única para integrar a jornada dos clientes rumo ao digital, reforçando a experiência do Grupo Squadra, o desempenho de atendimento da equipe da Just. “Ao integrarmos nossas experiências em TI, design e digital, estamos dando um passo definitivo para estarmos cada vez mais prontos para conectar nossos clientes no caminho da transformação digital, de ponta a ponta, com grande sucesso”, diz Cichini.

“O acordo entre o Grupo Squadra e Just sinaliza mais uma etapa para a valorização da experiência de nossos clientes em suas jornadas de transformação digital. Com a alta especialização das frentes da Just, estamos mais preparados para auxiliar as empresas de maneira mais assertiva, completa e eficiente”, reforça Cioffi.

Com a chegada da Just e Grená, o Grupo Squadra chega a marca de quase 600 colaboradores e ganha um novo braço de atuação, agora com um novo escritório sediado em São Paulo. “Isso consolida o plano da organização de expandir a sua performance capilarmente por todo o País. A iniciativa faz parte de um plano de crescimento que tem como meta triplicar o faturamento do Grupo em três anos, consolidando a operação como uma das maiores empresas de tecnologia do Brasil, com foco em um ecossistema digital de entrega unificada.

Vale destacar, ainda, que esta é a terceira aquisição da companhia em dezoito meses. Antes da Just Digital, o grupo já adquiriu a Wblio, consultoria estratégica de Transformação Digital voltada para os resultados de negócios, e a Arkhi, empresa especializada em treinamentos e implementação da cultura de agilidade de negócios.

Sobre o Grupo Squadra

O Grupo Squadra é um ecossistema digital, de entrega unificada, que atende com profundidade cada etapa da jornada de transformação e evolução da experiência do cliente. Promove a transformação digital por meio de uma jornada evolutiva completa: definição da estratégia digital, design de produtos e serviços, disseminação da cultura ágil e implementação de soluções integradas, com monitoramento da experiência e resultados. Um grupo experiente, com times colaborativos, distribuídos, conectados e engajados com o propósito de cada projeto. Formado pelas empresas Squadra, Arkhi, Grená, Just e Wblio, o Grupo Squadra conta com quase 600 colaboradores, presença em clientes de todo o Brasil e escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Cuiabá, Anápolis e Lavras. Para mais informações, acesse www.squadra.com.br

 

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