'Precisamos de alocação de espectro para 5G'

qualcomm_rafael.jpgEm conversa com o jornalista Renato Cruz para o inova.jor TIC, Rafael Steinhauser, da Qualcomm, afirma que 5G é uma revolução, quando comparado ao 4G

12/07/2018 - A quinta geração das comunicações móveis (5G) deve trazer mais mudanças à vida das pessoas que as anteriores. "O 5G é uma revolução, mais do que uma evolução, porque tem características muito diferenciadas", afirma Rafael Steinhauser, presidente da Qualcomm para a América Latina, em entrevista exclusiva ao inova.jor TIC.

Para a nova tecnologia chegar ao Brasil, são necessárias a alocação e a licitação do espectro radioelétrico. "O 5G vai funcionar em duas frequências, abaixo de 6 GHz, que são as frequências que normalmente usamos hoje para celular, e novas frequências, na banda milimétrica, de 26, 27, 30 GHz, ou até acima disso", explica o executivo.

Aplicações do 5G

Steinhauser destaca aplicações importantes do 5G: "Uma delas é o massive IoT (sigla em inglês de internet das coisas), a massificação de conectividade sem fio a qualquer objeto. Bilhões e bilhões de usuários de dispositivos, que serão conectados à internet, em velocidades muito diferentes. Algumas a muito alta velocidade e outras a muito baixa velocidade".
Outra é a expansão da banda larga móvel. "A banda larga móvel chegará a uma quantidade muito grande de objetos e à velocidade muito alta, de até 20 gigabits por segundo ou mais", destaca.

Por fim, o 5G permitirá aplicações de missão crítica. "Pelo fato de ter latência muito baixa, abaixo de 1 milissegundo, e confiabilidade altíssima. Poderemos realizar funções que até agora não poderemos fazer, como carros que se autodirigem e cirurgias remotas."

Papel do governo – Steinhauser ressalta a importância do papel do governo para viabilizar a chegada do 5G: "Por um lado, é quem aloca e licita o espectro radioelétrico, que é o oxigênio do mundo celular. Por outro, regulamenta distintos novos usos que trará a internet das coisas e o 5G, como carros autodirigidos e drones. E, por último, o Estado muitas vezes tem o papel de estimular a adoção de novas tecnologias, que são importantes para dinamizar a economia e a sociedade".

O presidente da Qualcomm explica que a internet das coisas não depende do 5G, com dois padrões definidos no 3rd Generation Partnership Project (3GPP) já sendo adotados no Brasil. "Podemos nos beneficiar de padrões abertos que permitirão uma expansão rápida do mundo de IoT. Mas obviamente, com 5G, teremos muito mais capacidade e o custo de operação será menor", complementa.

Para saber mais sobre 5G e internet das coisas, assista à entrevista exclusiva em vídeo com Rafael Steinhauser, presidente da Qualcomm para a América Latina, para o inova.jor TIC aqui

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Telefonia móvel perde 6,67 milhões de linhas em 1 ano

proteste_2.jpg02/07/2018 - De acordo com dados divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Brasil registrou 235,45 milhões de linhas móveis em operação no mês de maio de 2018. Redução de 2,75% (-6,67 milhões) nos últimos 12 meses e menos 0,11% (- 254 mil) na comparação com abril deste ano.

Em maio de 2018, foram registradas 144,16 milhões de linhas móveis pré-pagas, diminuição de 11,01% (-17,70 milhões) em 12 meses e menos 0,80% (-1,48 milhão) na comparação com abril. As linhas pós-pagas chegaram a 92,43 milhões, aumento de 13,55% (+11,03 milhões) em 12 meses. O crescimento foi de 0,98% (+ 893 mil) se comparado ao mês anterior.

Tecnologias

As linhas móveis de 4G são as mais utilizadas no país sendo 49,12% (115,66 milhões) do total, seguidas das de 3G com 31,74% (74,73 milhões) e 2G com 12,05% (28,36 milhões). As linhas utilizadas em aplicações máquina-a-máquina (M2M) representam 7,09% (16,69 milhões) do total. Nos últimos 12 meses, apenas as tecnologias 4G (+49,61%) e M2M (+23,25%) registraram crescimento. Fato similar também foi registrado na variação de maio e abril de 2018, 4G (+2,87%) e M2M (+1,86%).

Estados e Distrito Federal

São Paulo continua sendo o estado com o maior número de linhas móveis do país, 26,56% do total (65,55 milhões); seguido por Minas Gerais com 9,51% (22,38 milhões); e Rio de Janeiro com 8,69% (20,46 milhões). A Bahia é o estado com linhas móveis na Região Nordeste, 6,08% do total do Brasil (14,32 milhões); na Região Sul é do Rio Grande do Sul, 5,76% (13,55 milhões); no Centro-Oeste é Goiás, 3,34% (7,87 milhões); e na Região Norte é o Pará, 3,11% (7,32 milhões).

Nos últimos 12 meses, os maiores crescimentos foram registrados em estados da Região Norte do Brasil: Roraima liderou com mais 4,54% (+ 22 mil linhas móveis), seguido do Amazonas com mais 3,65% (+ 126 mil) e Amapá com mais 1,35% (+ 10 mil). Espírito Santo com mais 0,69% (+ 26 mil) e São Paulo com mais 0,28% (+ 173 mil) também cresceram. Todos os outros estados tiveram redução no número de linhas móveis.

Na comparação entre maio e abril de 2018, os estados que registraram aumento no número de linhas móveis foram: Roraima, mais 0,95% (+ 5 mil); Acre, mais 0,79% (+ 6 mil); Amazonas, mais 0,75% (+ 27 mil); Amapá, mais 0,67% (+ 5 mil); Espírito Santo, mais 0,62% (+ 24 mil); Paraíba, mais 0,39% (+ 16 mil); Sergipe, mais 0,36% (+ 7 mil); Mato Grosso do Sul, mais 0,28%(+ 9 mil); Mato Grosso, mais 0,26%(+ 11 mil); Pará, mais 0,15% (+ 11 mil); São Paulo, mais 0,05% (+ 31 mil); e Goiás, mais 0,03% (+ 2 mil).

Grupos

Em maio de 2018, a Vivo detinha 31,90% (75,10 milhões) do mercado de linhas móveis; seguida pela Claro, com 25,08% (59,06 milhões); Tim com 24,25% (57,11 milhões); Oi com 16,51% (38,86 milhões); Nextel, com 1,28% (3,02 milhões); Algar Telecom com 0,56% (1,31 milhões); Porto Seguro com 0,27% (635 mil); Datora com 0,10% (241 mil); Sercomtel com 0,03% (66 mil); e outras com 0,02% (50 mil).

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Algar Telecom leva 4G para mais sete municípios de MG

5G_b.jpg25/06/2018 - Sete municípios de Minas Gerais passam a contar com a rede 4G da Algar Telecom até julho deste ano. Campina Verde, Capinópolis, Conceição das Alagoas, Divinópolis, Limeira do Oeste e Vazante serão contempladas até final de junho, e Araguari deve receber a rede em julho. Com o investimento, mais de 70% do perímetro urbano de cada cidade será coberto com a nova tecnologia.

Ao todo, 56 antenas da Algar receberam investimentos para disponibilizar um serviço de telefonia móvel com mais qualidade e mais velocidade, o que garante ao usuário uma melhor experiência ao navegar na internet pelo celular. Para se ter ideia, em comparação com o 3G, as redes 4G podem ser até quatro vezes mais rápidas para download e até nove vezes mais rápidas para upload.

"Ampliar nossa rede 4G faz parte do nosso constante esforço de entregar a melhor experiência ao nosso cliente. Vamos seguir trabalhando na nossa rede, e estamos felizes de contemplar esses novos municípios tão relevantes para nós", afirma o diretor de marketing da Algar Telecom, Rogério Garchet.

Após a liberação da nova rede, a Algar passará a oferecer serviço 4G a 83% do total de clientes da operadora. É importante ressaltar que, para usufruir das velocidades que o 4G proporciona, é preciso usar um aparelho compatível com essa tecnologia.

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Algar Telecom cria laboratório de inovação em MG

algar_lab.jpg20/06/2018 - Com o intuito de estimular o desenvolvimento de projetos de transformação digital, a Algar Telecom, empresa de telecomunicações do grupo Algar, inaugurou o BIT LABS. O espaço, localizado no centro administrativo da companhia em Uberlândia (MG), tem um ambiente moderno e colaborativo, formatado para abrigar os squads – grupo multidisciplinar dedicado com atuação ágil que acelera o processo de desenvolvimento de soluções que priorizam a experiência do cliente, a performance e a eficiência operacional da empresa.

De acordo com Cida Garcia, diretora de Talentos Humanos da Algar Telecom, a novidade é mais uma movimentação na aplicação de metodologias ágeis. "O ambiente é um fator muito importante nessa jornada de transformação pela qual passamos. Por isso, é importante investir em espaços como este, propício ao trabalho em equipe, à agilidade, à criatividade e à colaboração".

Para utilizar o local, o associado – como são chamados os colaboradores da companhia – devem fazer parte de um dos squads em andamento. Além disso, o profissional precisa liberar a posição que costumava trabalhar. "O fato de a pessoa sair da sua zona de conforto é algo positivo, porque desperta nela um dos atributos essenciais na evolução da cultura organizacional que é o desapego", ressalta a executiva.

O conceito de squad começou a ser usado na Algar Telecom no início do ano passado em projetos de transformação digital. Desde então, várias soluções nasceram desse formato de trabalho, que permite um desenvolvimento mais dinâmico e focado, com entregas rápidas.

Um exemplo foi a atualização do aplicativo sado para facilitar o atendimento aos clientes da companhia, com a disponibilização de mais de 25 serviços e aprimoramento da usabilidade, com 100% dos testes automatizados e tecnologia open source. Hoje, para garantir a produtividade, uma média de seis squads são desenvolvidos simultaneamente, cada um com duração de 4 a 6 meses.

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AT&T tem sinal verde para compra da Time Warner

att_warner.jpgPor Ethevaldo Siqueira – com notícia do Financial Times
13/06/2018 - AT&T ganhou a luz verde para a aquisição da Time Warner por US $80 bilhões, nesta terça-feira, 12, depois que um juiz federal em Washington rejeitou o argumento do governo dos EUA de que a aquisição poderia prejudica a concorrência, abrindo o caminho para uma transação gigantesca que poderá mudar profundamente o setor de mídia dos EUA.

O juiz Richard Leon apoiou os argumentos das duas grandes corporações neste que é o primeiro grande litígio contra uma fusão vertical em décadas. O magistrado permitiu que o negócio proposto para vá em frente sem quaisquer condições. As ações da Time Warner subiram.

A decisão é um golpe para Martinelli Delrahim, o chefe do Departamento de Justiça, cuja tentativa de deter o acordo foi classificada pela AT&T como motivada por razões políticas. O presidente Donald Trump tinha prometido obstruir a transação como um candidato nas eleições 2016.

Mesmo depois de excluir todo argumento político do caso, o juiz Leon ainda sustentou sua decisão de forma abrangente em favor das duas empresas.

Crédito: © AFP

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IMEC Tech Forum homenageia Irwin Jacobs

jacobs_etc-.jpgPor Ethevaldo Siqueira - Com a contribuição de Rick Merritt, do EEtimes, e do IMEC Tech Forum, de Antuérpia

07/06/2018 - Irwin Jacobs, da Qualcomm é uma personalidade respeitada em todo o mundo por sua contribuição aos setores de microeletrônica e de comunicações móveis.

Nesta foto, feita em janeiro passado, eu o cumprimentava, durante o CES de Las Vegas. Conheço-o há mais de 20 anos e com ele aprendi muito sobre os avanços da tecnologia digital.

À esquerda o jornalista Ethevaldo Siqueira e à direita Irwin Jacobs, o fundador da Qualcomm, durante o CES de Las Vegas em 2018

 Ao ser homenageado pelo conjunto de sua obra pelo IMEC Tech Forum, em Antuérpia, Bélgica, nos dias 23 e 24 de maio de 2018, o fundador da Qualcomm, Irwin Jacobs, compartilhou seus pontos de vista sobre as perspectivas da empresa que ele fundou e o estado atual da indústria de semicondutores.
Luc Van den Hove, presidente e CEO do IMEC, resumiu o perfil do fundador da Qualcomm, com as seguintes palavras:

“Irwin Jacobs tem dado muitas contribuições tecnológicas e estabelecido os fundamentos para a criação das comunicações móveis e dos mercados que conhecemos hoje. A Qualcomm desenvolveu duas vias de comunicação: a) via satélite móvel e b) sistemas de rastreamento, que são considerados os mais avançados do mundo.

Jacobs foi pioneiro em tecnologia de propagação do espectro e de sistemas que utilizam a tecnologia CDMA, hoje um padrão digital para as comunicações de telefonia celular. Juntas, essas tecnologias trouxeram novas perspectivas para as comunicações móveis e para o mercado consumidor global. "

Irwin Jacobs começou sua carreira primeiro como assistente e, em seguida, professor adjunto de Engenharia Elétrica no MIT (Massachusetts Institute of Technology) e, mais tarde, como professor de Ciências da Computação e Engenharia na Universidade da Califórnia, em San Diego. No MIT, ele foi coautor dos Princípios de Engenharia de Comunicação, um livro didático ainda em uso. Irwin Jacobs começou sua vida corporativa como cofundador da Linkabit, que desenvolveu dispositivos de criptografia por satélite.

Em 1985, ele foi um dos fundadores da Qualcomm, da qual foi CEO até 2005 e Presidente até 2009. Seus inúmeros prêmios incluem a Medalha Nacional de Tecnologia, o Prêmio Marconi, e a medalha Carnegie de filantropia. Suas honras incluem nove graus honorários, incluindo Doutor em Engenharia pela Universidade Nacional de Tsing Hua, Taiwan.

Opiniões sobre o quadro atual da Qualcomm

Em sua entrevista no IMEC Tech Forum, Jacobs foi bombardeado de perguntas sobre as mudanças ocorridas na Qualcomm, a começar da venda da Centriq, empresa que ele criou, e cuja venda o desagradou profundamente.

Na realidade, a venda da Centriq foi parte de uma estratégia de redução de custos de bilhões de dólares que provavelmente poderá ser a característica dominante da empresa se sua fusão com a NXP, anunciada em outubro de 2016, se concretizar, como agora se espera. A decisão de venda da Centriq ocorreu apenas algumas semanas após a Qualcomm ter escapado de uma oferta hostil da Broadcom, que teria feito cortes semelhantes.

Como se sabe, o governo norte-americano vetou a aquisição da Qualcomm pela gigantesca Broadcom, de Cingapura.

Surpreendentemente, a administração também demitiu seu presidente e ex-diretor executivo, Paul Jacobs, filho de Irwin. Dado todo o drama, Irwin tinha todos os motivos para reagir negativamente e discordar da medida, mas não o fez, na entrevista concedida no Imec Tech Forum,

Embora aposentado em tempo integral, Jacobs é tão otimista quanto enérgico, como sempre. "Você tem que recuar e deixar as pessoas administrarem as coisas", disse.

Saiba mais aqui:

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