Ericsson defende cronograma 'correto' para 5G

ericsson_eduardo_ricotta2.jpgPor Henrique Julião
29/11/2019 - Além de anunciar a intenção de aportar R$ 1 bilhão no Brasil durante os próximos cinco anos de olho no potencial do 5G, a Ericsson aproveitou uma visita de cortesia feita nesta semana ao presidente da República, Jair Bolsonaro, para destacar a importância de um "cronograma correto" para o leilão de espectro para quinta geração.

"Se postergar demais, o Brasil fica para trás, o que seria ruim para o País", pontuou o presidente da Ericsson Latam Sul, Eduardo Ricotta, em conversa com este noticiário. "Há todo um impacto na inovação. Dou o exemplo do Spotify, que só foi criado porque alguém viu que na rede 4G era possível fazer streaming de música, além de outras plataformas, como o Uber. No 5G [o impacto] vai ser igual, chegando em áreas como o agro e telemedicina".

"Nós já estamos defasados em relação a alguns países", prosseguiu Ricotta. Segundo o executivo, mesmo na América Latina há chance do Brasil ter um gap em relação aos vizinhos. "Se há possibilidade de alguém lançar antes é o Uruguai, porque as licenças estão andando mais rápido do que aqui". Lá, uma rede comercial da estatal Antel já chegou a ser lançada, mas com cobertura reduzida.

A Ericsson ainda reiterou que a criação da linha de montagem 5G em São José dos Campos vai atender toda a América do Sul; a previsão é que a compra de maquinários leve de seis a oito meses. "Teremos várias linhas de produção, porque têm frequências que preciso [de produtos para suprir] na América Latina, mas que não uso no Brasil", explicou Ricotta. No Uruguai, por exemplo, o 600 MHz é uma das opções consideradas para o 5G, mas que no Brasil não será utilizada.

"E não vamos produzir só rádio, mas core 5G também", completou o presidente da fornecedora sueca para Latam Sul. De acordo com Ricotta, a atuação da Ericsson no Brasil (onde a empresa completou 95 anos de presença em 2019) é uma exceção dentro do País, visto que 40% do produzido em solo brasileiro tem a exportação como destino, em patamar mais elevado que a média nacional.

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Oi fixa prazo para realizar grupamento de ações

Por Henrique Julião, Teletime
25/11/2019 - Em fato relevante publicado no dia 22, a Oi respondeu ofício enviado pela B3 com questionamentos sobre a realização de grupamento das ações da empresa na bolsa. Segundo a operadora, a opção deve ser avaliada por uma Assembleia Geral Ordinária em abril de 2020, mas apenas no caso dos papéis não atingirem um valor "consistente" por conta própria até a data.

Conforme o documento, foi solicitado à companhia divulgar os procedimentos e cronograma que serão adotados para enquadrar a cotação de suas ações em valor igual ou superior a R$ 1,00 até 7 de maio de 2020 ou até a data da primeira assembleia geral realizada após o recebimento da notificação em questão.

"A esse respeito, a companhia informa que, caso a cotação de suas ações não se enquadre de forma consistente em um patamar acima de R$ 1,00, após a implementação das próximas etapas previstas no plano estratégico já divulgado ao mercado, pretende propor ao Conselho de Administração da Companhia que, por ocasião da realização da Assembleia Geral Ordinária, a ser realizada em abril de 2020, seja incluído item na ordem do dia para tratar do grupamento de suas ações, na forma da regulamentação aplicável", pontuou o documento, assinado pela diretora de finanças e de relações com investidores da Oi, Camille Loyo Faria.

Em 5 de novembro, a ação ordinária da empresa (OIBR3) atingiu 30 pregões consecutivos com valor abaixo de R$ 1,00. Nestes casos, o regulamento de B3 determina que a companhia apresente um plano de grupamento em 15 dias. Nesta sexta-feira, a OIBR3 desvalorizou 3%, para R$ 0,97, enquanto os papéis preferenciais (OIBR4) subiram 1,54%, para R$1,32.

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Conclusão da licitação de 5G pode levar um ano

Por Henrique Julião, Teletime
25/11/2019 - Ainda que com um cronograma apertado, o presidente da Anatel, Leonardo Euler, acredita que o edital do leilão 5G pode ser colocado em consulta pública ainda em 2019, permitindo assim que as futuras ganhadoras tenham o espectro em mãos a partir de dezembro do ano que vem.

"Esperamos colocar o edital em consulta pública muito possivelmente no final deste ano. Vamos esperar as contribuições e então realizaremos a precificação do direito de uso da faixa. Depois, iremos com o edital. Espero que consigamos fazer isso em até um ano", afirmou Euler nesta quinta-feira, 21, durante apresentação em evento promovido pelo Movimento Brasil Digital.

A este noticiário, o presidente lembrou que o conselheiro da Anatel Emmanoel Campelo (que pediu vistas sobre a proposta de edital) "já manifestou que empregará todos os esforços" para trazer sua proposta na reunião de 12 de dezembro do Conselho Diretor, ou a última do ano. Caso a apresentação ocorra com aprovação do colegiado, o texto já pode ser colocado em consulta pública.

Com a submissão, o edital deve ficar em discussão por pelo menos 45 dias, conforme prazo mínimo definido em lei. "Mas acho que será inevitável solicitação de prorrogação do prazo. É até factível que o Conselho Diretor já delibere por um prazo mais elástico para a consulta [desde o início]", observou Euler.

Passada esta etapa, o edital ainda deve ser enviado ao Tribunal de Contas da União, que tem 150 dias (ou cinco meses) para avaliar a precificação do espectro. O leilão 5G está previsto para o segundo semestre de 2020, mas ainda sem mês definido.

3,5 GHz

Fator essencial para a definição dos custos do certame, a decisão sobre o impasse da interferência que o 5G causaria sobre os serviços residenciais de TV via satélite (TVRO) na banda C precisa ocorrer nesse ínterim.

A este noticiário, Euler apontou que os testes sobre o tema contratados pelas teles serão comparados aos conduzidos pela área técnica da agência. "Vamos verificar a correspondência, em termos de premissas, com aquilo que foi feito no âmbito do Comitê de Espectro e Órbita". Apresentado oficialmente nesta semana, o resultado dos testes das teles indicou que a convivência do 5G com a TVRO é possível a partir da instalação de filtros nas parabólicas onde for constatada interferência. Já para o setor de radiodifusão, a migração da TVRO para a banda Ku é considerado o caminho ideal para o impasse (ainda que potencialmente mais caro).

"Será uma definição do Conselho Diretor, decidir por uma ou por outra alternativa", notou Euler. "Evidentemente, também vamos aguardar uma manifestação de política pública do MCTIC, mas no que tange a gestão de espectro, a competência legal é da Anatel".

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Sinal 4G na faixa dos 700 MHz já está pronto

4G.jpg18/11/2019 - A EAD - Entidade Administradora da Digitalização de Canais de TV e RTV formalizou junto ao Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (GIRED) a conclusão do remanejamento de canais na faixa dos 700MHz em todo o território nacional. Esta era uma das obrigações da EAD, entidade não governamental e sem fins lucrativos criada por determinação da Anatel como braço operacional para implementação de duas políticas públicas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações: acelerar a adoção do sinal digital de TV pela população e possibilitar a liberação da faixa dos 700 MHz para expansão da banda larga móvel (4G) em todo o Brasil.

Desde 2016, quando foi iniciado o processo, foram remanejados 1.034 canais com o envolvimento de 347 radiodifusores. A singularidade do processo estava na simultaneidade. Eram muitas atividades ocorrendo em mais de 500 cidades ao mesmo tempo. "A governança do processo foi fundamental", afirma Gunnar Bedicks, diretor técnico da EAD. "Criamos um ciclo constante de atividades sincronizadas, organizando cada etapa com acuracidade e comprometimento de todos os envolvidos: equipe de engenharia da EAD, Anatel, radiodifusão, operadoras de telefonia, fornecedores de equipamentos e prestadores de serviço."

O sinal 4G na faixa dos 700 MHz já foi ativado em 3.410 municípios, ampliando a cobertura da banda larga móvel a 90% da população brasileira, até meados de outubro. Com a faixa completamente liberada, o sinal a banda larga móvel em 700 MHz pode ser ativado em todo o Brasil. "Em algumas regiões, foi possível antecipar a liberação da faixa dos 700 MHz", afirma Antonio Carlos Martelletto, presidente da EAD. "Foi o caso dos estados de Rio de Janeiro e São Paulo, que tiveram a faixa liberada com 18 meses de antecedência."

Com a liberação da faixa dos 700 MHz, a EAD concluiu mais uma de suas obrigações previstas no edital. "A EAD tornou-se um case de implementação de política pública executada dentro do prazo e dentro do orçamento, conquistando a credibilidade necessária diante dos atores envolvidos e possibilitando a ampliação do desenvolvimento social e econômico no Brasil", afirma Martelletto.

Liberação das faixas dos 700 MHz em números

• 1034 canais remanejados

• 347 radiodifusores

• 15 fornecedores de equipamentos de transmissão, antena e linha de transmissão

• 11 gerenciadores de projeto envolvidos

• 568 projetos técnicos

• 120 equipes técnicas em campo atuando simultaneamente

• Investimento: R$ 180 milhões, referente ao processo de remanejamento de canais de TV

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Teles estudam possibilidades de viabilizar o 5G

5G_b.jpgPor Luís Osvaldo Grossmann, Convergência Digital
14/11/2019 - Ao discutir as novas fronteiras regulatórias, especialmente na atual transição de um cenário de concessões para a competição plena, o próprio mercado avalia que novas formas de compartilhamento são chave para viabilizar os investimentos necessários para atender as novas demandas, e o crescimento ainda maior do tráfego com a chegada do 5G.

“A situação da infraestrutura passa a ser crítica na perspectiva do 5G, uma vez que o adensamento de rede, de fibra, demanda uso e compartilhamento de infraestruturas que mudam a cadeia de valor. Como o setor vai se reinventar para poder atuar nesses novos mercados e quais os desafios regulatórios que os novos modelos de negócios tendem a trazer?”, provocou o superintendente de competição da Anatel, Abraão Silva.

No workshop sobre o tema, realizado nesta quarta, 13/11, pela Anatel, os principais atores reforçam que apesar de iniciativas já existentes, o compartilhamento precisa avançar para novos modelos. “Já existem soluções de compromissos associados a edital, à substituição de sanções, TACs, multas. Mas o mais importante é a gente entrar na questão do compartilhamento, onde residem as maiores oportunidades”, afirmou o diretor do Sinditelebrasil José Alexandre Bicalho.

Como pontuou, “a tecnologia 5G traz uma ampliação grande de demandas por sites, mas trazem oportunidades de virtualização de redes, que facilitam alguns mecanismos de compartilhamento”. O mais importante, emendou Bicalho, é que o mercado já despertou para isso. “Existe uma percepção das prestadoras de que está na hora de pensar um novo modelo de negócios para a questão da infraestrutura, no sentido de otimizar investimentos, reduzir custos e endereçar todos esses desafios.”

Segundo adiantou, o Sinditelebrasil está trabalhando em propostas. “Temos cenários avaliados e em breve um estudo para discutir com o Ministério e com a Anatel”. Um dos objetivos é superar a dificuldade no uso dos postes do setor elétrico. "Estamos estudando exatamente o crescimento de demanda que vai provavelmente gerar mais receitas para a administração de postes se ele estiver organizado, com mais demanda, com mais gente pagando, sem ocupação indevida. O que parece interessante é um modelo que enderece esse crescimento alto da demanda por postes, até porque não vai ter espaço para todos."

O diretor do Sinditelebrasil também defendeu "políticas estruturadas intersetoriais, onde papel do Ministério da Economia é fundamental pela visão sistêmica de país". "É necessário e urgente que todos os setores envolvidos, Elétrico, Telecom, Ministérios, Anatel, outras agências comecem a pensar em novo modelo de infraestrutura compartilhada. Mas as alternativas de modelo ainda carecem de avaliação de impacto não só técnico, mas regulatório e concorrencial.”

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Claro lança o RCS em parceria com o Google

celular_anatel_2.jpg14/11/2019 - Clientes da operadora já estão recebendo gradativamente o recurso de mensagens com mais funcionalidades, que é considerado a evolução do SMS

A Claro acaba de fechar parceria com o Google e passa a disponibilizar aos seus clientes o recurso RCS – Rich Communication Service –, serviço de mensagens instantâneas para aparelhos Android, que é considerado a evolução do SMS.

Agora, o cliente Claro tem mais uma ferramenta ágil e eficaz para troca de informações multimídia instantaneamente. Com a novidade, ao invés de apenas uma troca de mensagens textuais, curtas e pontuais, os usuários vão contar com uma série de recursos visuais e auditivos.

O RCS vai muito além do SMS: é possível compartilhar áudios, imagens, vídeos, Gifs, adesivos e tantos outros arquivos; há suporte à criação de grupos de bate-papo; o recurso de saber se o outro já está digitando a resposta; além da possibilidade de utilizar o RCS via Wi-Fi. Ou seja, torna a conversa com os contatos muito mais dinâmica.

Além disso, o cliente Claro pode se comunicar via RCS com clientes de qualquer operadora, em todo o mundo. E, para facilitar, ao enviar uma mensagem, o usuário terá à disposição, na tela do seu smartphone, a informação para identificar se o contato também possui o RCS disponível ou se o envio seguirá por SMS. 

“O RCS é mais uma opção para o nosso cliente ter uma nova experiência de comunicação e interação, por outro canal e com vários recursos. A nova funcionalidade chega para cumprir o papel de conectar os clientes da Claro para uma vida mais divertida e produtiva”, explica o diretor de Marketing da Claro, Marcio Carvalho.

Para o futuro, a Claro estuda expandir o serviço para o setor corporativo e também para se comunicar com o assinante via RCS. “Imagine que as marcas poderão ter mais uma opção, além do SMS. É possível abrir um canal multimídia e mais atrativo e cômodo para os seus consumidores”, finaliza Marcio Carvalho.

Como acessar o recurso

Ao longo dos próximos dias, os clientes Claro que possuem smartphones com o sistema operacional Android - a partir da versão 5.0 Lollipop - serão habilitados gradativamente a utilizar o novo serviço. Para acessar o RCS, o usuário deve verificar se o aplicativo “Mensagens”, desenvolvido pelo Google, já está embarcado no aparelho. Caso não esteja, é necessário baixar o app na Play Store e estar conectado à internet.

 

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