Parceria viabilizará Internet das Coisas no agronegócio

iot_agro.jpg23/05/2018 - A Ericsson, Vivo, Raízen e EsalqTec anunciaram no dia 23 de maio, um acordo que vai impulsionar o desenvolvimento da internet das coisas (IoT) no agronegócio, um dos principais motores do PIB nacional e responsável pela geração de um terço de todos os empregos do país, por meio da utilização da faixa de 450MHz para o 4G/LTE na região de Piracicaba, no estado de São Paulo. Segundo as empresas, o uso de internet nos equipamentos e maquinários agrícolas pode gerar aumento de produtividade e redução de custos operacionais.

A Ericsson contribuirá com tecnologias móveis e plataformas de software para IoT, enquanto a Vivo levará a sua rede móvel utilizando a frequência de 450Mhz. Do outro lado, a parceria conta com a infraestrutura agrícola da Raízen, uma das maiores produtoras de etanol, açúcar e energia do Brasil e a facilitação e aplicação acadêmica das tecnologias com o apoio da EsalqTec.

Essa união tem como objetivo desenvolver as tecnologias que colocarão o agronegócio no mundo da Internet das Coisas, apoiando-se no ecossistema de inovação aberta, com startups cujo DNA sejam o agronegócio. Vivo e Raízen trabalharão em parceria, selecionando novas startups para oferecer mentorias, workshops, treinamentos aplicados ao agronegócio e a possibilidade de investimento nas startups por meio da estrutura da Telefonica Open Future, com a Wayra, aceleradora de startups da Vivo, e do Pulse, hub de inovação da Raízen.

Eduardo Ricotta, presidente da Ericsson no Brasil, diz: “A verdadeira colaboração é a única maneira de trazer a realidade da internet das coisas para a vida real. A combinação da excelência em pesquisa acadêmica e aplicada da EsalqTec, a experiência, percepções e demandas da Raízen no setor, juntamente com os recursos avançados de tecnologia fornecidos pela Ericsson e pela Vivo, criará um ecossistema positivo de transformação digital para a agricultura”.

O agronegócio será ainda mais produtivo com a adoção de novas tecnologias digitais, segundo Eduardo Navarro, Presidente-executivo da Vivo

“As informações geradas pelos dispositivos IoT são captadas e transmitidas na faixa de 450 MHz, que proporciona uma cobertura mais ampla, comparada a outras frequências. Com isso, vamos trazer para o agronegócio aumento de produtividade, redução de custo operacional e otimização na alocação de equipes e maquinário”, diz o Presidente -executivo da Vivo, Eduardo Navarro.

 

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Anatel: revisão do modelo de telecom está atrasada

quadros_telebrasil_18.jpgPor Telebrasil
24/05/2018 - Para o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Juarez Quadros (foto), a revisão do modelo de telecomunicações está atrasada em pelo menos oito anos, segundo afirmou ao fazer uma apresentação no segundo dia do Painel Telebrasil 2018, que acontece até amanhã, 24/05, em Brasília. "A prioridade dada ao Serviço de Telefone Fixo Comutado (STFC) pela montagem construída em 1997 que resultou na Lei Geral de Telecomunicações não é mais suficiente ao se considerar o que aconteceu nos últimos 20 anos", disse.

"No mundo, a telefonia fixa cresceu até 2006, quando acumulou 1,261 bilhão de acessos, e até o final de 2017 decresceu para 972 milhões. No Brasil, a telefonia fixa cresceu até 2014, quando acumulou 45 milhões de terminais e, até março de 2018, reduziu para 40,4 milhões de acessos, dos quais 23 milhões explorados por meio de concessões e 17,4 milhões, ou 43%, por autorização", acrescentou.

"As outorgas e autorização de STFC tendem à obsolescência e estão sujeitas a perda de utilidade, em função da acentuada inovação tecnológica e ampla concorrência entre regulados e os não regulados, as OTTs. Os serviços passam por uma constante inovação regulatória", ressaltou Juarez Quadros.

Quadros insistiu, em sua apresentação, que o modelo de telecomunicações tem de ser mudado como forma de atrair novos investimentos. "Repensar o modelo é imperioso sob qualquer aspecto. De 2014 para cá, houve uma redução de 5,9% na telefonia fixa, um serviço próximo à exaustão. Na telefonia móvel, a redução foi de 45 milhões de acessos e na TV por assinatura, de 1,9 milhão de acessos. Cerca de 57% dos 69 milhões de domicílios seguem desconectados porque não têm conexão de banda larga. Esse é o serviço que cresce, e a cada dia se apresenta como essencial. De 2014 para março de 2018, o serviço aumentou de 24 milhões de acessos para 29 milhões, o equivalente a 23%", reportou.

O presidente da Anatel citou ainda os questionamentos dos parlamentares em relação à cobertura em diferentes municípios e a dificuldade em esclarecer que a cobertura leva em conta os municípios sede. Ele lembrou que os editais estabeleceram o atendimento com tecnologia 4G em municípios sede com 30 mil habitantes até 2017 e com tecnologia 3G em 100 das sedes municipais até 2019. Em março de 2018, dos 5,6 mil municípios, 4.003 dispunham de cobertura 4G e 5.345, de cobertura 3G. Mas ainda existem quase 2 mil distritos sem serviço móvel pessoal e 30 mil localidades sem acesso a banda larga fixa.

No plano internacional, o presidente do órgão regulador destacou que a Anatel voltou a estar presente nos fóruns de governança da internet, segurança cibernética, proteção de dados e defesa do consumidor. Os temas liderados pela agência incluem acessibilidade, transmissão analógica e digital, conformidade e interoperabilidade, que tiveram seus textos aprovados e passam a integrar os trabalhos do birô de desenvolvimento da União Internacional de Telecomunicações (UIT). Para isso, Quadros destacou a recomposição do orçamento da Agência, que finalmente está com todo o recurso solicitado e cuja previsão orçamentária para 2019 também deverá ser atendida.

"Agora não faltam mais recursos para a atuação dos fiscais e ontem [terça-feira, 22/05] uma megaoperação realizada pela agência resultou em 14 mil equipamentos apreendidos. Foi uma operação que envolveu de pessoal próprio 80 servidores em sete estados, 14 cidades e 30 endereços. Foram apreendidos, servidores, cabos de redes, telefones. Contamos com o apoio da Policia Federal, Policia Rodoviária Federal e Receita Federal", completou Quadros.

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Setor reivindica um projeto de governo para telecom

telebrasil_ceos_2.jpgPor Telebrasil
24/05/2018 - O setor de telecomunicações carece de um projeto de governo que dê segurança às empresas para ampliar os investimentos no País. No painel que reuniu os CEOs das prestadoras de serviços de telecomunicações - 20 anos de privatização e o começo de um novo ciclo - os presidentes cobraram a aprovação do PLC 79, pediram simetria regulatória e a desoneração para internet das coisas.

As colocações da falta de políticas públicas adequadas para fomentar o setor e ampliar o acesso da população às telecomunicações, especialmente, à banda larga, corroboram o diagnóstico identificado nas Propostas do Painel Telebrasil 2018, divulgado nessa terça-feira (22/05).

"O básico para a universalização da banda larga é a conectividade. Precisamos de um projeto de governo, como aconteceu em outros países", destacou Luiz Alexandre Garcia, presidente do Grupo Algar e da Telebrasil, ao comentar sobre a necessidade de incentivos para expandir a rede no Brasil, principalmente, nas áreas rurais e nas mais remotas. "Também é importante que tenhamos uma simetria regulatória. É importante a flexibilização das regras."

Eduardo Navarro, presidente da Telefônica do Brasil, disse não acreditar que haverá redução tributária ou investimentos públicos como na Austrália e ressaltou que o setor de telecomunicações é um dos poucos que não necessita de verba pública para infraestrutura. "Nosso setor não precisa de dinheiro público. Precisamos trocar antigas obrigações. Também não estamos pedindo para baixar os impostos, mas para não subir os atuais e para que os casos novos, como IoT, que são serviços que hoje não arrecadam nada, não comecem com carga tributária", disse.

O presidente da Vivo, Eduardo Navarro, reforçou a necessidade de atualização do arcabouço regulatório para avançar nos próximos 20 anos

Os presidentes das prestadoras de telecomunicações concordaram que o modelo da privatização, que completa 20 anos, foi bem-sucedido, mas ressaltaram que o retorno dos investimentos feitos é a muito longo prazo. A cobrança pela aprovação do PLC 79 também marcou a sessão. "O PLC 79 está há dois anos e vemos que não há conscientização política. Claro que dá para fazer coisa ainda neste ano, pois ele não acabou, mas precisa estabelecer metas. A expectativa é que consigamos convencer a classe política que somos relevantes e que prestamos serviços para a população", destacou Paulo Cesar Teixeira, CEO da Claro Móvel.

Presidente da Oi Eurico Teles defende a aprovação imediata da nova Lei de Telecom

Na mesma linha, Eurico Teles, presidente da Oi, ressaltou que o PLC 79 não trata apenas das telecomunicações, mas também de comunicações. "Transformar obrigações de concessão que não fazem mais sentido e redirecionar para onde faz sentido é urgente. Dois anos podem ser pouco para o Congresso, mas para a economia não é; você mata uma empresa em dois anos. A modernidade no setor só vem com legislação, porque o setor é regulado", disse Teles. "A lei geral modificada pelo PL 79 é urgente, não pode deixar passar deste ano. A consequência para o mercado é que ele fica parado", completou.  

É hora de o Brasil romper o círculo vicioso de uma regulação pré-histórica, diz Stefano De Angelis, presidente da TIM Brasil

Stefano De Angelis, presidente da TIM Brasil, disse que as reformas precisam passar para que o País entre em um círculo virtuoso. "É a oportunidade de pegar recursos que hoje gastamos em call center, por exemplo, e usar isto para novos investimentos. Precisamos urgentemente retomar o caminho das reformas", disse. Ele também destacou que a regulamentação precisa ser simétrica, citando que não pode acontecer em internet das coisas o que passou com OTT. "As OTTs entraram em um setor onde toda a regulamentação estava em cima da gente e isto provavelmente vai acontecer no setor de IoT. A regulamentação tem de ser simétrica, não se pode ter a carga somente de um lado", apontou.

Secretário de Telecomunicações do MCTIC, André Borges, é favorável à isenção do Fistel nos dispositivos de Internet das Coisas

Do lado do governo, André Borges, secretário de Telecomunicações do MCTIC, explicou que a lentidão no PLC 79 se deu em virtude de outras prioridades políticas. "Ele ficou um pouco de lado. Foi por muito pouco mesmo que este projeto não foi aprovado em 2016. Vejo que a maioria é favorável a esta mudança e, uma vez que entrar, a matéria vai tramitar rapidamente e deve ser aprovada no plenário", disse, completando que também está trabalhando na política pública para fazer desoneração na regulamentação.

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Greve pode afetar serviços de internet e celular

bomba_gasolina.jpg28/05/2018 - As prestadoras de telecomunicações, preocupadas com a falta de combustível, fizeram uma solicitação formal para que seja priorizado o abastecimento da frota de veículos utilizados na manutenção das redes, para proteger a operação de infraestrutura crítica de telecomunicações. Também foi solicitada a escolta de caminhões-tanque até os reservatórios de abastecimento dos geradores usados nas centrais de telecomunicações, que são acionados em casos de falta de energia comercial.

As prestadoras informam ainda, que estão com seus estoques de combustível praticamente zerados e que, se não forem tomadas medidas emergenciais, os serviços de manutenção e reparo não poderão ser realizados. Isso poderá prejudicar não só o consumidor individual, mas principalmente órgãos com atividades essenciais, como hospitais, bombeiros, segurança pública, que poderão ter serviços de telefone, SMS e internet suspensos por eventuais falhas que não possam ser corrigidas, pela impossibilidade de deslocamento das equipes.

O SindiTelebrasil alertou principalmente para a dificuldade de atendimento de falhas massivas, que, quando ocorrem, atingem milhares ou até milhões de pessoas, interrompendo diversos serviços de telecomunicações.

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MCTIC propõe moratória tributária para IoT

thiago_camargo.jpgPor Telebrasil
25/05/2018 - Ao participar do Painel Telebrasil 2018 nesta quinta-feira, (24), o secretário de Políticas Digitais do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), informou que está trabalhando em uma proposta de moratória tributária para Internet das Coisas (IoT) por um período de 10 anos. Camargo explicou que a moratória tem impacto apenas nos tributos federais e abrange plataformas e dispositivos. Os equipamentos de rede não serão beneficiados pela desoneração.

“Não se trata de redução de tributos, porque hoje não há arrecadação em Internet das Coisas. Então, não se pode falar em perda de tributo em relação a isso”, afirmou. Segundo o secretário, o momento da proposta é de negociação com o Ministério da Fazenda e com a Casa Civil. “Parte da Fazenda entende a necessidade de redução tributária para o desenvolvimento econômico, mas ainda não conversamos com a Receita Federal. Estamos tentando alavancar mais e mais apoio dentro do governo para que fique feio alguém não apoiar”, disse.

Thiago Carmargo afirmou que a Secretaria de Políticas Digitais do MCTIC espera garantir apoio à moratória tributária nos próximos três meses. Do contrário, a pasta avançará apenas com o decreto que classifica IoT como infraestrutura e tenta fugir das taxas incidentes sobre telecom. A regulação, porém, caberá à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

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“Precisamos mudar para sermos mais competitivos”

algar_jean_borges.jpgPor Telebrasil
25/05/2018 - Para avançar nos próximos 20 anos, é necessário ter coragem para implementar as mudanças necessárias para impulsionar os investimentos, destacou o presidente da Algar Telecom, Jean Carlos Borges, no Painel Telebrasil 2018. Segundo ele, há três anos discute-se a atualização do modelo regulatório, mas há uma grande dificuldade para a sua aprovação. “E se ele for aprovado ainda este ano, como queremos, ainda vamos precisar aguardar a sua regulamentação”, afirmou.

Em entrevista à Agência Telebrasil, Jean Borges enfatizou ainda o caminho da Algar Telecom rumo à transformação digital. Segundo ele, foi relevante investir em novas tecnologias como o big data e a inteligência artificial.

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