Como operar pequenos satélites radioamadores

anatel_satelite_radioamadores_2.jpg03/06/2020 - A Anatel publicou nova página no portal dedicada aos interessados em operar Pequenos Satélites Radioamadores. Segundo a Agência, a tendência é de ampliar o número desses equipamentos, a partir dos custos reduzidos de fabricação e de lançamento.

A nova página é um guia aos interessados, principalmente instituições de ensino e de pesquisa, na obtenção da autorização necessária para operar os Pequenos Satélites Radioamadores. Estão disponíveis o manual com orientações sobre requisitos regulatórios e os formulários necessários para submeter a rede de satélite à União Internacional de Telecomunicações (UIT).

Para autorizar o uso de Pequenos Satélites Radioamadores, é preciso cumprir:

· Procedimentos nacionais: envolvem somente a Anatel e incluem a necessidade de Certificado de Operador de Estação de Radioamador (COER), autorização de serviço e licenciamento de estação terrena. Os procedimentos estão descritos no Manual disponibilizado, assim como as taxas relativas a Autorização de Serviço, Direito de Uso de Radiofrequência (PPDUR) e Taxa de Fiscalização de Instalação (TFI).

· Procedimentos internacionais: aplicáveis somente em casos de satélites radioamadores brasileiros, envolvem órgãos como Anatel, UIT e a Agência Espacial Brasileira. Não há taxas específicas para os procedimentos internacionais realizados por estes órgãos, desde que as características da rede brasileira se enquadrem no escopo definido pela UIT para o serviço radioamador por satélite.

O Brasil possui seis registros ativos de satélites não geoestacionários do tipo radioamador. O mais recente a entrar em órbita foi o Floripasat-1, da Universidade Federal de Santa Catarina, no final de 2019.

https://www.anatel.gov.br/setorregulado/pequenos-satelites

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Eis como evitar prejuízos no downtime da rede

luis_aris_paessler.jpg*Por Luis Aris
12/06/2020 - A economia digital só acontece quando a infraestrutura digital funciona de forma azeitada, com performance e confiabilidade. Toda rede é, por definição, um ambiente complexo, formado em parte por recursos internos de diferentes vendors e gerações, e cada vez mais conectada à nuvem.

Sem visibilidade sobre esse universo, o negócio pode parar. Pesquisa do Gartner indica que o prejuízo médio, por minuto, causado por downtime é da ordem de US$ 5.600 ou R$ 28.000,00. Chega-se a esse valor somando perdas em vendas, perdas em produtividade, o custo para recuperar o sistema e ainda custos intangíveis – muitas vezes de valor da marca – causados pelo downtime.

Os administradores de rede estão bem familiarizados com essa equação.

Para tentar aferir quais são os problemas que mais afetam a continuidade dos negócios, a Paessler fez uma pesquisa (entrevistas) com centenas de administradores de redes de todo o mundo.

Veja abaixo os 5 principais desafios mencionados pelos executivos entrevistados:

1: Problemas de conectividade de rede

Independentemente de como os dispositivos estejam conectados a uma rede, é necessário garantir que eles estejam operacionais. Muitas vezes são os usuários que informam, por exemplo, que não é mais possível acessar um servidor ou que nenhum dado está sendo recebido. Com o sensor correto, é possível saber que um dispositivo está inatingível, além de conseguir uma visão geral do tempo de disponibilidade (uptime) de cada dispositivo.

As redes são uma parte crucial da infraestrutura de qualquer empresa. Se você monitorar constantemente o desempenho da rede, será capaz de reagir a muitos problemas antes de os usuários ou clientes sequer perceberem o problema.
Há diferentes tipos de sensores capazes de verificar a disponibilidade e o desempenho da rede. Isso inclui sensores que monitoram os parâmetros básicos de sua rede e sensores que monitoram o status dos componentes de hardware, incluindo dispositivos IoT.

2: Gargalos de largura de banda

Problemas de largura de banda não apenas causam acesso lento a bases de dados e servidores de arquivos, mas, também podem provocar downtimes. Uma certa quantidade de largura de banda precisa estar disponível, especialmente para aplicações que trabalham com arquivos grandes, para que a aplicação ofereça uma boa UX. Quando se utiliza VoIP, é ainda mais importante ter suficiente largura de banda. Quando a largura de banda não é suficiente, acontecem imediatamente falhas na entrega de arquivos de imagem e voz. Diferentes sensores de largura de banda ajudam o gestor a encontrar gargalos em sua rede e resolvê-los.

Isso inclui sensores que analisam a largura de banda de sua rede e sensores que monitoram a Qualidade de Serviço (QoS) em uma rede, medindo todos os parâmetros de rede relevantes para VoIP.

3: Falta de espaço em servidor

A falta de espaço de armazenamento de dados em um servidor faz o servidor funcionar com extrema lentidão ou, até mesmo, parar de funcionar. Em alguns casos, nem é mais possível efetuar logon. A capacidade do disco rígido diminui por motivos desconhecidos. Diversos sensores de armazenamento e de servidor de arquivos remediam o problema. Há sensores que informam se o espaço de armazenamento disponível está sendo consumido de maneira incomumente rápida. Isso permite que o administrador atue, evitando o downtime. Os sensores que fazem esse trabalho são compatíveis com tecnologias como NetApp, Dell e HPE, entre diversos fornecedores do mercado.

4: Violações de segurança

As violações de segurança devem receber a maior atenção, o mais rapidamente possível. É aqui que os maiores perigos costumam surgir! Por isso, muitas empresas usam câmeras de vigilância e controles de acesso. Quem, porém, monitora a estação de vigilância? Existem soluções específicas para monitorar o seu ambiente de CCTV. Adicionalmente, você pode criar um painel de controle onde possa ter, por exemplo, uma visão geral da imagem ao vivo das câmeras mais críticas.

A transformação digital está trazendo mais equipamentos, como dispositivos de CCTV, para as nossas redes. Se essa rede intrincada de dispositivos e sistemas cair, grandes problemas poderão ocorrer.

Um sistema central que monitore tanto os equipamentos clássicos de TI como os de CCTV reduz o tempo necessário para encontrar problemas na rede, caso algo errado aconteça.

5: Problemas com ISPs

Nada é mais irritante do que quando a conexão com o seu ISP (Internet Service Provider) se torna indisponível. Em um caso assim, não somente páginas da web deixam de poder ser acessadas, mas também o acesso a recursos da rede a partir de, por exemplo, locais remotos é impossibilitado. Ou seja, um quadro crítico num momento como o atual, de pandemia.

A falta de conexão com o ISP pode derrubar lojas virtuais, o que significa perdas financeiras e clientes insatisfeitos. Plataformas com diversos sensores HTTP podem informar o gestor de TI se páginas da web externas ou internas estão disponíveis e quanto tempo é necessário para carregá-las totalmente. É possível concluir rapidamente se é um problema seletivo ou até mesmo uma falha na conexão com a Internet.

Quem sofre um downtime paga caro por isso.

Uma forma de evitar isso e garantir a continuidade dos negócios é utilizar sensores para monitorar a rede. A crescente digitalização da economia, no entanto, exige que a plataforma de monitoração esteja sempre em expansão, com novos sensores sendo disponibilizados constantemente. Só assim será possível manter, sob os olhos do administrador de rede, todo a infraestrutura que suporta o negócio.

* Luis Arís é Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Paessler América Latina

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Como a pandemia impacta tramitação da LGPD

lgpd.jpg*Por Fernando Santos
29/05/2020 - Crise global deve causar mudanças consideráveis nas empresas brasileiras, que podem ser forçadas a realizar sua transformação digital antes do tempo

Infelizmente, a pandemia de COVID-19 mudou, e tem mudado a forma de trabalho das empresas no mundo todo.

No Brasil isso aconteceu exatamente no momento em que se aproximava a data original de vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), prevista para agosto de 2020.

Devido às novas rotinas de Home Office, paralisações de algumas empresas e suspensões nos contratos de trabalho seria prudente o adiamento da lei, dando tempo para que as empresas se preocupem neste momento em manter suas atividades essenciais.

Existem várias iniciativas de adiamento, estando aprovada até o momento desta matéria a Medida Provisória nº 959 que adia a vigência da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) para 3 de maio de 2021 e "estabelece a operacionalização do pagamento do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda e do benefício emergencial mensal de que trata a Medida Provisória nº 936, de 1º de abril de 2020".

De acordo com o SERPRO, empresa pública de tecnologia ligada ao Ministério da Fazenda - Governo Federal, “Em virtude da pandemia do Coronavírus, alguns projetos de lei tramitam atualmente no Congresso e tratam da mesma solicitação, a de adiamento da LGPD. Um deles, que está na Câmara dos Deputados, é o PL n° 1.179/2020, que solicita que a lei entre em vigor em janeiro de 2021 e que multas e sanções sejam válidas somente a partir de agosto de 2021. Esse PL foi aprovado pelo Senado em uma votação via internet no dia 3 de abril.

A medida provisória nº 959, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, vale a partir da data de sua publicação e tem força imediata de lei. A MP, e o consequente adiamento da LGPD de forma definitiva ou não, será discutida e votada pelo Congresso posteriormente, que tem o prazo de 120 dias para converter a medida em lei, ou para rejeitar a MP.”

Uma coisa é certa, a LGPD irá entrar em vigor mais cedo ou mais tarde, esse sentido, as empresas que passam a fazer parte de um processo de transformação digital forçada tem maior riscos de vazamento e exposição de informações sensíveis.

O que antes talvez ainda estivesse no campo das ideias, hoje é realidade, independentemente do tamanho da empresa. Vemos grandes empresas pensando em como ofertar seus serviços e produtos de forma online, novos portais e aplicativos sendo lançados diariamente. Esta mudança deve trazer também uma nova maneira de pensar na segurança das informações, evitando fraudes, vazamentos de dados e exposição dos consumidores.

Nesse momento, torna-se ainda mais fundamental o papel das empresas de tecnologia, que no mercado devem apoiar as companhias que não estão preparadas para a transformação digital, e garantir que o novo modelo de serviço é tão seguro ou ainda mais seguro que o modelo tradicional. Devemos conscientizar as empresas que cuidar da proteção das informações se trata de proteger o seu bem mais valioso: seus clientes e consumidores.

Existem muitas formas de se fazer isso. Privacy By Design é uma delas, através da qual se pode ajudar o cliente a pensar na privacidade e proteção dos dados desde a ideia de uma nova oferta. Mas a principal preocupação neste momento é de como os dados que estão sendo coletados serão utilizados, por quanto tempo e quem terá acesso a eles. Isto precisa ficar bastante claro, pois estamos falando da privacidade pessoal de cada cidadão. A utilização dos dados deve ser realizada de forma prudente, sem expor pessoas a situações de risco ou constrangimento. Se transformamos nossa empresa para um modelo digital, é natural que ela tenha também um volume maior de dados tratados, e a questão aqui é sobre como cuidar destes dados da maneira mais eficiente.

Seria natural um atraso nos projetos de LGPD só por estas questões já levantadas nos últimos parágrafos, mas acreditamos que este adiamento é bastante prudente no atual momento, e também uma oportunidade para as empresas iniciarem da forma correta seus projetos de adequação, mantendo suas atividades organizadas e estruturadas de acordo com as suas necessidades.

O adiamento trará também uma nova chance de empresas que não conseguiriam atender os prazos estarem em conformidade.

A lei não deve sofrer alterações na sua estrutura técnica, com exceção, obviamente, dos seus prazos, que devem ficar para 2021, a depender das tramitações. Ou seja, continua valendo para todas as empresas que tratam dados do cidadão brasileiro, não importando o seu porte ou atividade.

*Fernando Santos é especialista em LGPD da Certsys

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O que importa quando a LGPD entrará em vigor?

lgpd.jpg*Por Leandro Augusto e Isabella Becker
21/05/2020 - A realidade econômica, social e ambiental do país tem continuamente sido redesenhada após a crise instaurada pela Covid-19, no início deste ano. A única constante tem sido a mudança nas modalidades de negócio, novos padrões sanitários e de higiene e comportamento.

Os projetos que já estavam previstos para serem colocados em prática num futuro próximo não ficaram ilesos a tanta transformação, como no caso da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) que entraria em vigor em agosto deste ano. A instabilidade global, somada à falta de apoio de alguns setores da economia - que infelizmente entendem a lei de proteção de dados como mais uma burocracia imposta arbitrariamente - já estava gerando uma pressão política para que houvesse o adiamento do prazo de início da vigência da lei.

Destacam-se, portanto, desde que foi decretada a pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS), algumas iniciativas relacionadas à alteração de prazos da LGPD: dentre os projetos de lei que pautavam o tema LGPD, o projeto de lei 1.179/2020 alterava o prazo da entrada em vigor para janeiro do ano que vem em razão do fechamento de empresas determinadas pelo isolamento social decretado em março. Consequentemente, a paralisação de muitos projetos de adequação chegou a ser inclusive aprovada pelo Senado no dia 3 de abril e dependia apenas da aprovação pela Câmara dos Deputados. Nos moldes do referido PL, a LGPD entraria em vigor em janeiro, mas as sanções apenas poderiam ser impostas a partir de agosto de 2021, uma incerteza jurídica improvável e difícil de ser estruturada.

Além do cenário minimamente inédito, causou preocupação o fato de que não havia sido instituída a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) pelo Governo Federal. Com a ausência da instituição, seria praticamente impossível que a lei vigorasse e produzisse os efeitos jurídicos necessários.

O Poder Executivo, no entanto, ao invés de constituir a agência reguladora, publicou em 29 de abril, de modo autônomo e independente, a Medida Provisória 959/2020, colocando uma terceira e nova data para a vigência da LGPD - 3 de maio de 2021. Foram propostas 126 emendas à esta MP, das quais 45 tratam especificamente da LGPD, sendo a maioria delas relacionada ao prazo para entrada em vigor.

Por fim, em 14 de maio, a Câmara dos Deputados aprovou uma parte do PL 1.179/20 que tratava apenas acerca da vigência das sanções, de modo que passam a valer a partir de agosto do ano que vem - independentemente de quando a Lei, como um todo, começará a vigorar. Nesse caso, há dois cenários para a vigência do restante: este mês de maio, caso a MP seja aprovada ou agosto, também deste ano, se a MP perder a validade.

Mas o que muda com a data de entrada em vigor? Para empresas que apostam na transparência como valor essencial na relação com os clientes, muda pouco. A LGPD apenas estabeleceu procedimentos, mas os princípios e, principalmente, direitos de titulares já eram exercidos como boas práticas. Para muitas outras que entenderam o marco regulatório como um pontapé para mudar tratamentos irrazoáveis e, portanto, insustentáveis a longo prazo, a extensão do período de vacância da lei apenas deu fôlego aos projetos que já estavam ou entrariam num futuro próximo em prática.

Para além do aspecto jurídico e corporativo, a lei já produz efeitos em níveis individuais: cada vez mais surgem demandas cíveis que têm por objetivo a tutela de dados pessoais. O Poder Judiciário tem sido mais um dos responsáveis pela aplicação da LGPD, ao entender principalmente que a inexistência da agência reguladora ou vacância da lei não impede que dados pessoais não sejam protegidos. Além disso, o próprio mercado exige a adequação da rede contratual como um dos requisitos de compliance e o próprio cliente passa a preferir a relação com entidades que tratem apenas dados necessários, dotados de segurança e transparência.

Seja em agosto deste ano, seja janeiro, maio ou agosto do ano que vem, a LGPD entrará em vigor. Trata-se de uma tendência regulatória global e não de uma burocracia brasileira. Mais do que isso, é a regulamentação de um direito fundamental. Então, muito embora, a lei ainda não esteja em vigor, os efeitos dela já são sentidos com as penalizações, ainda que não pecuniárias, e a realidade impostas. Muito mais importante do que a data efetiva de entrada em vigor, portanto, é quanto rigor haverá nas mudanças propostas feita lei que, desde já, são necessárias.

*Leandro Augusto é sócio da KPMG e Isabella Becker é gerente da KPMG.

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"Lockdown poderá travar o tráfego na Internet"

victor_menezes_mctic.jpgPor Bruno do Amaral, Teletime
15/05/2020 - Com o avanço de progressão geométrica (inclusive em fatalidades) do coronavírus (covid-19), o Brasil poderá adotar medidas mais restritivas para promover o maior isolamento social. O "lockdown", a quarentena imposta por governos, já acontece atualmente nas cidades de São Luís e Fortaleza, além de regiões do Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná e do Rio de Janeiro. Mas na opinião do secretário de telecomunicações do MCTIC, Vitor Menezes, os lockdowns poderão gerar novo aumento do tráfego de Internet, assim como aconteceu no começo da pandemia.

A matemática é simples: com mais gente forçada a ficar em casa, aumentará o consumo da Internet. "O lockdown pode ser prejudicial para os serviços de telecomunicações", afirmou Menezes durante evento online do site DPL News nesta quinta-feira, 14. Por isso, diz que é necessário permitir investimentos em ampliação da rede para lidar com esse possível novo crescimento do tráfego. O secretário do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações destaca ainda que, até então, "as redes tiveram demanda e conseguiram atender não só aos consumidores, mas estender a cobertura".

Vitor Menezes teme que iniciativas legislativas e decisões judiciais para a manutenção de serviços de inadimplentes possam acabar minando o fôlego do setor. "Como governo, somos sensíveis às dificuldades da população, mas também somos sensíveis aos impactos em médio e longo prazo para a sustentabilidade financeira e capacidade de investimento das empresas", declarou.

Menezes lembra ainda que as telecomunicações são um dos pilares do de infraestrutura do programa Pró-Brasil, anunciado em abril, mas que ainda não tem definições de objetivos específicos, metas, orçamento e recursos. Em transmissão online com a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, o vice-presidente, Hamilton Mourão, declarou que o programa está sendo elaborado sob coordenação da Casa Civil, já teve duas reuniões e pode ficar pronto entre agosto e setembro.

Anatel

"O aumento do tráfego gerou inquietude entre os provedores, mas depois o tráfego se estabilizou", contextualizou no mesmo evento online o superintendente de controle de obrigações de qualidade da Anatel, Gustavo Santana. Ele destacou que o País precisa de endereçar os problemas da alta carga de imposto e regulação e buscar inovação e competição. Entre as medidas, cita a guilhotina regulatória da própria agência, a promoção de pequenos provedores e a Lei das Antenas.

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Segurança cibernética durante a pandemia

mario_rachid_embratel.jpg*Por Mário Rachid
08/05/2020 - Os impactos causados pela pandemia do Coronavírus modificaram por completo a forma como as empresas definem seus modelos de trabalho. De ambientes corporativos seguros, com regras e protocolos de proteção digital, partimos às pressas para um formato Home Office com uma realidade totalmente diferente. O desafio agora é proteger as conexões e sistemas, mesmo estando à distância. Mas como manter operações em funcionamento, sem expor a companhia a grandes riscos, garantindo a transferência da infraestrutura utilizada dentro da organização para os lares para possibilitar a continuidade dos trabalhos?

Apesar das diversas incertezas quanto aos reais efeitos da pandemia sobre os negócios, muitas empresas estão se dando conta da importância de proteger seus dados. Para manter as operações seguras em Home Office, as companhias precisam investir em estruturas de telecomunicações e em sistemas de proteção que sejam capazes de estender para a residência dos colaboradores regras de segurança que antes só estavam disponíveis nos escritórios. Além disso, é preciso aliar a tecnologia com requisitos comportamentais, combinando ferramentas, procedimentos e boas práticas de segurança.

Do ponto de vista tecnológico, soluções de VPN (Rede Virtual Privada), por exemplo, fornecem acesso criptografado ao servidor da organização, possibilitando acessar arquivos e sistemas armazenados ali. A tecnologia cria um túnel seguro na conexão da casa do usuário para a transmissão de dados e acessos às aplicações, seguindo os critérios de gestão já determinados pela empresa. Com a tecnologia, o funcionário recebe um IP da rede interna e passa utilizar os recursos autorizados a ele. Ao mesmo tempo, a VPN possibilita a configuração de ações importantes como o monitoramento de tentativas de invasão cibernética nos dispositivos encontrados na rede e o bloqueio de download de arquivos em Nuvem, evitando a saída de informações importantes do âmbito empresarial.

Para a rápida implementação, considerando a urgência do momento, ofertas de VPN como serviço (VPNaaS) já estão disponíveis no mercado e são uma excelente saída para empresas que não possuem infraestrutura remota de trabalho. Nesse modelo, o acesso aos dados e sistemas é realizado via portal com protocolo de segurança SSL e dupla verificação, sem a necessidade de instalar um agente na máquina de cada usuário.

Soluções de colaboração estão sendo amplamente indicadas por especialistas para levar a segurança cibernética do escritório para a casa. Esse conjunto de ferramentas permite a realização de reuniões remotas com voz, vídeo e compartilhamento de telas, além de prover comunicações unificadas, chats corporativos e uso de ramais virtuais, com controles e gestão inteligentes para a segurança das informações trafegadas. O pacote de funcionalidades torna desnecessário baixar aplicativos diferentes e sem segurança comprovada para comunicação, mitigando o risco de uso de aplicações que deixem a rede vulnerável. Assim como a VPN, ferramentas de colaboração também combinam tecnologias de criptografia e fatores de autenticação, criando âmbitos seguros de comunicação entre o lar do funcionário e o ambiente corporativo.

As opções de tecnologias em favor da segurança cibernética são inúmeras. No entanto, elas precisam ser implementadas e atuar em conjunto com boas práticas para diminuir riscos. Nesse sentido, os colaboradores devem ser orientados a tomarem as medidas preventivas necessárias, como utilizar apenas o e-mail comercial no dispositivo usado para o trabalho, não clicar em links duvidosos ou e-mails de fontes desconhecidas, não compartilhar senhas e utilizar os recursos fornecidos pela companhia da maneira correta.

O período de quarentena por causa do coronavírus exige atenção redobrada também na conduta dos usuários. Isso porque o estresse e a ansiedade têm feito com que muitas pessoas cliquem em links e em informações indevidas, enviadas por hackers para invadir computadores para roubo de dados. Nessas brechas de comportamento, os ciberataques e vazamentos de informações acontecem com mais facilidade e potencial de gerar enormes estragos. Portanto, as empresas devem redobrar suas atenções em relação à segurança cibernética para manter suas operações em andamento sem sobressaltos.

O atual cenário deve influenciar os modelos de trabalho adotados pelas empresas nos próximos anos, que tendem a adotar modelos remotos com maior frequência para redução de custos e continuidade do processo de proteção. Enquanto o Home Office deve se tornar uma realidade cada vez mais presente em nossas vidas, a segurança cibernética deverá seguir como uma das maiores prioridades nas organizações, garantindo a continuidade dos negócios, independentemente do local de trabalho. Ao adotarem as ferramentas adequadas e regras bem definidas, as empresas serão capazes de transformar o Home Office em um modelo efetivamente seguro e muito produtivo. É importante lembrar que o combate ao Covid-19 também depende da tecnologia, pois sem ela ficaremos ainda mais isolados.

*Por Mário Rachid, Diretor Executivo de Soluções Digitais da Embratel

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