Satélite próprio é estratégico para o Brasil

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satelite_bonilha.jpg11/9/2013 – Segundo o presidente da Telebras, Caio Bonilha, a construção do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) é um projeto de Estado e fundamental para a autonomia do país na área das comunicações. Foi o que defendeu Bonilha, em palestra no Congresso Latino-Americano de Satélites 2013, realizado na última semana, no Rio de Janeiro.

Ele explicou que o satélite, que deverá estar em órbita em 2016, será operado pela Telebras na banda Ka (civil) e pelo Ministério da Defesa na banda X (militar) e que neste mês de setembro a Telebras deve assinar contrato com a Visiona, empresa constituída pela Telebras e pela Embraer para ser a integradora do processo de compra do satélite, a prime contract.

A partir daí a Visiona assinará o contrato de aquisição do satélite com a Thales Alenia, empresa selecionada para ser a fornecedora do artefato, e também com a Arianespace, que será a lançadora do satélite. O custo do satélite está estimado em US$ 660 milhões, englobando a aquisição do artefato, o seu lançamento e o seguro.


Além de carregar a banda X, que será operada pelos militares, o SGDC terá a banda Ka coordenada pela Telebras, que utilizará o artefato para fornecer comunicação entre os órgãos e entidades da administração pública federal, nas chamadas redes de governo, além de massificar o acesso à internet no âmbito do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). "O satélite irá complementar a rede terrestre da Telebras e permitirá o atendimento a aproximadamente 2.300 municípios onde não conseguiremos chegar por via terrestre", informou Caio Bonilha, durante o painel "Os modelos de exploração da Banda Larga via satélite e da Banda X: as políticas para o setor".


Legenda: Caio Bonilha, presidente da Telebras

Foto: Divulgação

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