Satélite complica a privatização da Telebrás, admite o governo

Por Ethevaldo Siqueira (*)

Conforme antecipou o portal Convergência Digital, o Ministério da Economia apresentou ontem, dia 2, um novo calendário de privatizações. Entre as mudanças, a venda das estatais de TI, Serpro e Dataprev, foi novamente adiada — agora para o começo de 2022, no lugar do fim de 2021. Nos planos do Programa de Parcerias de Investimentos, serão privatizadas no mesmo primeiro trimestre em que tentará vender a Telebras. 
A privatização da Telebras, no entanto, ainda está sujeita a estudos mais profundos, como apontou a secretaria especial do PPI, Martha Seiller, em entrevista após a 14ª Reunião do Conselho do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos). Segundo registrou, a estatal de telecomunicações envolve questões sensíveis. 

“Vamos precisar de uma consultoria especializada para avaliação de patrimônio, de passivos, e também para alternativas relacionadas a itens que são importantes para a política pública que hoje são tocadas pela Telebras. Têm aspectos sensíveis importantes em relação à defesa nacional, em função da operação do satélite geoestacionário e outras políticas públicas que precisam ser consideradas”, afirmou Seiller. 

Ela explicou que após uma primeira análise do próprio PPI, compartilhada com o comitê interministerial do qual faz parte o Ministério das Comunicações, decidiu-se aprofundar os estudos, a exemplo do que aconteceu com o projeto de privatização dos Correios. 

“Assim como outras estatais, iniciamos a constituição de um comitê interministerial para fazer as análises possíveis dentro do governo, com representantes dos ministérios, sobre os caminhos que cada empresa poderia ter em termos de desestatização para apresentar aos ministros e saber se eles querem avançar para a próxima etapa de detalhamento desses caminhos. Isso aconteceu no caso dos Correios, fizemos uma avaliação inicial do comitê e optamos por contratar uma consultoria especializada, que já esta trabalhando junto com o BNDES. E agora avançamos também com a Telebras. Ou seja, com o aprofundamento, tendo em vista a intenção do governo de continuar estudando e viabilizando a desestatização da companhia.”

No caso da Telebras, também será convocado o BNDES para avaliar os caminhos possíveis. “Agora a gente vai, via Ministério da Economia, contratar o BNDES para avançar nesses estudos especializados. O comitê interministerial segue, então o Ministério das Comunicações segue conosco avaliando os produtos que vão ser entregues pelos consultores especializados, para que a gente possa submeter a modelagem da desestatização, ainda no ano que vem, ao Conselho do Programa Nacional de Desestatização”, completou a secretária especial do PPI. 

(*) Com informações do portal Convergência Digial.

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