Presidenciáveis: transformação digital na agenda

abes_conferencia.jpgRoberta Prescott e Ana Paula Lobo, Convergência Digital
21/08/2018 - O evento Brasil 2022, independência digital em 2022, ano que se comemora os 200 anos da Independência do País, realizado pela ABES, nesta segunda-feira, 20/08, reuniu candidatos à presidência e à vice-presidência nas eleições deste ano. Todos os candidatos foram convidados, mas participaram José Maria Eymael, do Democracia Cristã, Henrique Meirelles, do MDB, João Amoedo, do Novo e Kátia Abreu, vice-presidente na chapa de Ciro Gomes. Todos afirmaram priorizar a tecnologia e a transformação digital.

Primeiro a se apresentar, o candidato pelo partido Democracia Cristã (DC), José Maria Eymael, disse que o próximo presidente da República tem de ter obsessão pelo desenvolvimento para que o Brasil seja uma potência respeitada pelo mundo. "Nesta missão, destaco alguns pontos: o primeiro é a formulação de métricas e indicadores para que se possa acompanhar este caminhar. A inovação está muito à crença de acreditar e defender. E, neste consenso de desenvolvimento, a transformação digital é o caminho, não tem outro", afirmou.  

Sobre Transformação digital, Eymael afirmou que o governante tem de saber até onde quer chegar e atingir o objetivo. "O pressuposto à transformação digital é a educação", afirmou. Já sobre projeto para fomentar um ambiente de negócios menos suscetível a incertezas jurídicas e econômicas, o candidato respondeu que planejamento é fundamental. "O conceito sempre antecedendo à ação. Não pode mais ter administração vai num sentido, depois outro. Planejamento tem de ser uma marca; colocar o que vai ser feito e colocar processos de indicadores para a sociedade acompanhar se as metas estão sendo alcançadas", apontou.  

O segundo candidato a falar foi Henrique Meirelles,do MDB. Ele ressaltou que a estabilidade econômica é absolutamente crucial para investir em inovação. Ele criticou o longo tempo que se demora para abrir empresas e pagar impostos no Brasil e apontou que a tecnologia e a digitalização ajudariam na redução deste período. "Há condições de avançar no uso da tecnologia, no processo de desburocratização, uma palavra desgastada no Brasil, mas com iniciativas concretas digital, para diminuir o tempo em 80%, o que viabiliza de fato o surgimento de companhias novas e startups". Meirelles fez uma promessa ao setor: criar um gabinete digital para cuidar dos negócios de Tecnologia e Transformação Digital.

Meirelles enfatizou ainda a necessidade de preparar as pessoas para o mercado de trabalho que nasce a partir de novas tecnologias por meio da educação. "O governo tem de criar um ambiente favorável para a transformação digital; tem de adotar políticas especificas", afirmou, citando como exemplo, a criação de um gabinete digital ligado à presidência da República.

Terceiro candidato a falar, João Amoedo, do Novo, usou a história do partido para falar sobre os benefícios da tecnologia para fomentar as startups. "Procuramos usar a tecnologia e a inovação das mídias sociais na estruturação do partido. Este é o mecanismo da inovação", disse. O candidato defendeu a liberdade econômica e afirmou que propostas de alguns candidatos que falam em revogar a Reforma Trabalhista trazem insegurança jurídica. "Para atrair investimentos temos de ter segurança jurídica e tornar o governo digital. Copiar o que funciona bem no mundo, como Israel que investe 4,5% do PIB em pesquisa e desenvolvimento", apontou.

Quarta candidata a se apresentar, a senadora Kátia Abreu, vice-presidente de Ciro Gomes, do PDT, reportou que o plano de governo do seu partido, o PDT, é o de tornar a tecnologia a base dos negócios do Brasil. Segundo Abreu, o momento é de retirar 'as caixinhas' para investir no uso da TI na educação. "É preciso acabar com o preconceito e reduzir a distância entre mercado, academia e universidades pelo melhor do País", afirmou.

Ainda de acordo com Katia Abreu, o governo Ciro Gomes não vai acabar com a Reforma Trabalhisa, mas vai cuidar para que temas que ficaram pendentes- entre eles o do trabalho em condições insalubres de mulheres grávidas- sejam regulamentados e ajustados para garantir segurança jurídica. Do ponto de vista de recursos, Katia Abreu disse que Inovação fica com apenas 3,5% dos cerca de R$ 300 milhões de isenções tributárias ofertadas pelo Governo. Foram convidados e não compareceram Geraldo Alckimin, do PSDB, Fernando Haddad, do PT, e Jair Bolsonaro, do PSC.

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