Super dicas para jogadores iniciantes do Pokémon GO

22/07/2016 - Pokémon GO está prestes a ficar disponível no Brasil para iOS e Android, e para ajudar você a se tornar o melhor de todos os treinadores, a Nuuvem, plataforma de vendas de games online preparou algumas dicas que ajudam mais que Rare Candy.

ABC do Treinador

Quando você abrir o jogo pela primeira vez, terá que customizar seu treinador. Considerando a quantidade de pessoas que já está jogando, talvez seja bem difícil criar um personagem único, então você não precisa perder tanto tempo aqui, já que a diversão está prestes a começar. O jogo te dá a clássica escolha entre 3 Pokémons iniciais, mas se você quer começar de um jeito diferente, aqui vai uma dica...

Glitch para conseguir o Pikachu

É possível capturar um Pikachu como seu inicial. Tudo que você precisa fazer é ignorar o trio inicial quatro vezes. Na quinta o amado rato elétrico que nossas mães pensam ser o único Pokémon do mundo vai aparecer, aí é só captura-lo.

O jogo é conectado à uma conta do Gmail por um motivo: ele usa um mapa real através do GPS. Então sim, você vai capturar Pokémons na sua rua. Existem vários marcadores no mapa indicando onde encontrar as criaturas, mas clicando no botão na parte inferior direita, você consegue descobrir que Pokémons estão ao seu redor e a quantos passos de distância eles estão de você. Quanto menos pegadas, mais próximos os Pokémons se encontram.

A experiência do jogo é ganha conforme você se locomove e captura Pokémons, então vai lá upar rápido e aproveite pra entrar em forma.

Capturando Pokémons

A mecânica de captura aqui é bem diferente dos jogos normais. Você não vai precisar batalhar contra os Pokémons usando a sua equipe. Ao invés disso, sua possibilidade de capturar é definida de acordo com o nível do Pokémon, o tipo de Pokébola que você usa, sua técnica de arremesso e outros fatores. Os Pokémons vão tentar fugir, então seja rápido na hora de capturar.

A técnica de arremesso é o que você vai precisar dominar para virar um Mestre. O ângulo e a força do arremesso são importantes, então tome cuidado para acertar o Pokémon direitinho. Vai demorar um pouco, mas você pega o jeito. Para facilitar, tente manter seu celular o mais imóvel possível. A estabilidade ajuda muito na hora do arremesso.

O círculo em volta dos Pokémons que diminui na hora do arremesso é o seu foco. Quanto menor ele estiver, mais fácil será capturar o seu Pokémon, então cronometre seus arremessos direitinho e não terá problemas na hora de construir um grande time.

O habitat natural de cada um influencia o tipo de Pokémon que vai aparecer. Pokémons aquáticos serão encontrados perto da água, enquanto Pokémons de grama são mais fáceis de encontrar em áreas de grande vegetação. Resta esperar que ninguém precise entrar num vulcão ativo pra pegar algum de fogo, mas resta esperar uma lista de locais, que com certeza os gamers farão em breve.

Além disso, você pode usar o item Incense para atrair Pokémons até você por 30 minutos. Use-o quando estiver difícil achar alguma coisa no mapa.

Stats dos seus Pokémons

Agora que você capturou seus Pokémons, é hora de descobrir o que fazer com eles. O jogo tem CP (Command Points), que determinam quão bem eles lutam. Quanto mais alto, melhor. Além disso, você vai perceber que algumas espécies variam muito de CP quando são capturadas. Foque nisso na hora de treinar os seus e manter seu time com um nível alto.

Evoluindo Pokémons

Se você quiser subir seus Pokémons de level, vai precisar de Stardust, que você ganha conforme captura outros Pokémons. Já para evoluir você vai precisar fazer mais coisas que envolvem Transferências, o Professor e doces específicos para cada Pokémon.

Melhore e evolua seus Pokémons.

A maneira mais fácil de evoluir é capturando vários do mesmo Pokémon até que sua barrinha encha, mas antes você vai precisar usar a opção TRANSFER, que libera seu Pokémon na natureza, mas te recompensa por isso. Então escolha bem que Pokémons quer liberar e quais quer guardar. É sempre bom investir bastante em um Pokémon antes de evolui-lo, então foque nisso.

Liberando Pokémons em Pokémon GO.

Uma outra dica na hora de evoluir o seu level é tirar o máximo possível do item Lucky Egg, que duplica o XP ganho por qualquer coisa no jogo. Junte vários Pokémons e deixe para evoluí-los juntos, dobrando o XP a cada vez que faz isso. O item dura meia hora, então programe-se para aproveitar bem esse tempo.

Pokestops – As Paradas

Essas são áreas que vão te dar itens e ovos. Os marcadores no mapa são os quadrados azuis e quando você estiver perto o suficiente, é só girar a medalha e itens cairão. Existe um tempo até que você possa usar uma Pokestop novamente, então procure bem no mapa e trace sua rota através delas para maximizar seus ganhos.

Ovos

A mecânica dos ovos é bem parecida com a dos jogos, com a diferença de que quem vai precisar andar aqui é você. Cumpra a meta da distância de cada ovo para que ele choque e revele um novo Pokémon. Quanto mais você precisar andar, mais raro será o Pokémon que sairá do ovo. Para chocar cada um você precisará de uma Incubadora. Como no início do jogo você só recebe uma, precisará comprar outra, caso queira chocar mais de um ovo de uma vez.

Itens

Assim como a Incubator e o Incense, existem outros itens no mundo de Pokémon GO. Aqui existe uma grande lista de itens presentes no jogo e como conseguir cada um deles, então fica de olho. Como todo jogo mobile, existem microtransações dentro de Pokémon GO que podem ser uma boa maneira de conseguir itens, caso você queira desembolsar um grana com isso. Você ganha moedas fazendo atividade in-game, mas comprar agiliza muito o processo.

Batalhas e Ginásios

Quando você chegar no level 5 como treinador poderá se juntar a um time, Azul, Vermelho ou Amarelo. E é assim que você começa a lutar nos Ginásios. Quando você se junta à uma equipe, pode designar Pokémons que capturou para um Ginásio vazio ou algum em que um membro da mesma equipe que você já tenha reivindicado. Assim como Pokéstops, Ginásios também serão localizações reais do mundo, como a casa de alguém, talvez. Você só poderá designar um dos seus Pokémons para cada ginásio, então escolha bem.

Como funcionam as batalhas de Ginásio.

Assim como defender o seu, você também pode atacar Ginásios que pertençam à outras equipes. Prestige determina quão difícil será dominar aquele Ginásio, então cuidado para não morder mais do que você pode mastigar. Treinar o seu Pokémon no Ginásio aumenta o Prestige do seu próprio, então é um bom jeito de afastar outras equipes.

Se um Prestige chegar a zero, a equipe perde o controle do Ginásio e você ou outro jogador podem reivindicar para a sua equipe o Ginásio vazio.

Curando e revivendo Pokémons

Se seus Pokémons perderem uma batalha, inevitavelmente tomarão dano e podem até desmaiar. Nesse caso, você terá que usar itens de cura. Para acessá-los, basta clicar na Pokébola na as tela, abrir "Itens" e escolher o item apropriado. Pokémon desmaiado? Use Revive. Pokémon levou dano? Use uma Potion.

Economizando Bateria

Logo nos primeiros momentos você vai descobrir que Pokémon GO pode comer a sua bateria de uma maneira assustadora. Uma forma de evitar que isso aconteça tão rápido é usando a opção Battery Saver. Para ativar isso, basta abrir a Pokébola, ir em "Setting" e marcar essa opção. Economizar a bateria pode fazer muita diferença.

Dicas de Segurança

O jogo é muito divertido, mas pode ser um perigo se você não prestar atenção por onde anda. Evite usar à noite ou caminhar sem olhar para onde está indo. Dessa maneira você evita vários acidentes e garante que não vai topar em nenhuma outra pessoa que também esteja usando o aplicativo distraído. Não seja como as pessoas do vídeo abaixo. Se for sair pra capturar Pokémons, evite deixar seu carro no meio da rua. Se bem que era um Vaporeon, então tá tudo certo.

 

 

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Cuidado com versões falsas do Pokémon GO

20/07/2016 - A ESET - fornecedora de soluções para segurança da informação, descobriu diversas versões falsas de aplicativos do jogo Pokémon GO voltados para o sistema operacional Android. Entre as ameaças identificadas está o primeiro aplicativo de falso bloqueio de tela existente no Google Play, chamado Pokémon GO Ultimate e versões do jogo que tem como objetivo espionar os usuários, bem como inscrevê-los em serviços de SMS falsos.

Nessa versão, ao baixar o aplicativo, a tela de início do celular é travada, obrigando a vítima a reiniciar o dispositivo móvel com a retirada da bateria ou por meio do Gerenciador de dispositivos Android - ferramenta online do Google que informa a localização de seus aparelhos. Ao reiniciar o dispositivo, o aplicativo permanece oculto do usuário, sendo executado em segundo plano, sem que a vítima perceba, clicando silenciosamente em anúncios pornográficos online e gerando receita para os cibercriminosos.

Outra atividade maliciosa identificada no Google Play foi o " Guide & Cheats for Pokemon Go" e " Install Pokemongo". Ambos os aplicativos usam técnicas de scareware - software malicioso que apresentam mensagens alarmantes aos usuários para que instalem falsas soluções de segurança - que levam os usuários a pagar por serviços falsos/desnecessários.

Para aplicar o golpe, o aplicativo promete ao usuário selecionar uma quantidade de Pokecoins, Pokeballs ou Lucky Eggs para gerar, em alguns casos, até 999.999 por dia. No entanto, antes de permitir o acesso aos recursos oferecidos, ambos os aplicativos exigem uma "verificação da conta", ludibriando o usuário a se subscrever no serviço falso. Em seguida, vários pop-ups fraudulentos passam a ser exibidos e, em um deles, uma mensagem avisará o usuário que seu dispositivo está infectado com muitos vírus e precisa ser limpo. O app promete limpar o dispositivo, fazendo com que o usuário se inscreva no serviço de SMS caro.

"Lançado há pouco mais de uma semana, não há dúvidas de que o Pokémon GO é um fenômeno entre os jogos para celulares. Toda essa euforia dos fãs para ter acesso rápido ao jogo fazem com que os cibercriminosos se aproveitem desse momento para aplicar golpes. Por isso, é importante que os usuários tomem alguns cuidados a fim de evitar colocar em risco a segurança de suas informações ao baixar o app", afirma Camillo di Jorge, Presidente da ESET Brasil.

Lojas não oficiais

Outra ameaça identifica pela ESET é uma versão modificada do aplicativo Pokémom GO. Disponível para download em lojas de aplicativos não oficiais, a aplicação maliciosa permite que os cibercriminosos tenham acesso remoto ao smartphone da vitíma e tem como objetivo espionar os usuários, bem como seus dispositivos móveis.

A versão modificada do APK (conjunto de arquivos necessários para rodar uma aplicação em android) foi detectada pela ESET como uma variante do Android/Spy.Kasandra.B. Na loja online, a ameaça aparece camuflada como um aplicativo aparentemente oficial. No entanto, assim que o usuário faz o download da versão falsa, um pacote de arquivos é baixado, solicitando acesso à diversas aplicações do dispositivo móvel do usuário e baixando uma ferramenta maliciosa, conhecida como SandroRAT, que dá acesso total para o atacante ao dispositivo da vitima.


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Ataques no Facebook fazem 10 mil vítimas

facebook.jpgO Brasil foi o país com o maior número de infectados
04/07/2016 - Especialista em segurança da Kaspersky Lab descobre ataque de malware que afetou cerca de 10 mil usuários do Facebook do mundo inteiro. Os dispositivos foram infectados depois de receberem mensagem dizendo que um amigo os havia mencionado em um comentário da rede. O objetivo era roubar contas do Facebook e depois espalhar a infecção por meio dos amigos da vítima e possibilitar outras atividades maliciosas. Países na América do Sul, Europa, Tunísia e Israel foram os mais atingidos. O Brasil foi o país com o maior número de infectados.

Entre 24 e 27 de junho, milhares de pessoas desavisadas receberam mensagens de amigos do Facebook, dizendo que tinham sido mencionados em um comentário. Na verdade, a mensagem era enviada por invasores e desencadeava um ataque em duas fases. Na primeira, era baixado no computador do usuário um trojan que instalava, entre outras coisas, uma extensão maliciosa do navegador Chrome. Com isso a segunda fase era ativada; ao acessar a rede social usando o navegador comprometido, o controle da conta era tomado.

Nos ataques bem-sucedidos, o agente da ameaça conseguia alterar configurações de privacidade, extrair dados e muito mais, possibilitando a disseminação da infecção por meio dos amigos da vítima no Facebook ou a realização de outras atividades maliciosas, como envio de spam, roubo de identidades e produção de 'curtidas' e 'compartilhamentos' fraudulentos. O malware tentava se proteger colocando determinados sites, como os de fornecedores de software de segurança, em listas negras de acesso.

A Kaspersky Security Network registrou pouco menos de 10 mil tentativas de infecção em todo o mundo. Os países mais afetados foram Brasil, Polônia, Peru, Colômbia, México, Equador, Grécia, Portugal, Tunísia, Venezuela, Alemanha e Israel.

As pessoas que acessavam o Facebook em computadores Windows eram as que corriam mais risco e, possivelmente, os usuários de celulares com o mesmo software também. Já os que possuem dispositivos móveis Android e iOS estavam imunes, pois o malware utilizou bibliotecas incompatíveis com esses sistemas operacionais.

O mecanismo de download do cavalo de Troia usado pelos invasores não é novo. Ele foi revelado mais ou menos um ano atrás, em um processo de infecção semelhante. Nos dois casos, o malware apresenta sinais que parecem indicar agentes de idioma turco.

O Facebook conseguiu atenuar a ameaça, bloqueando as técnicas de propagação do malware pelos computadores infectados. Eles informam não ter observado outras tentativas de infecção. O Google também removeu pelo menos uma das extensões criminosas da Chrome Web Store.

"Devemos destacar dois aspectos desse ataque. Em primeiro lugar, a distribuição do malware foi extremamente eficiente, atingindo milhares de usuários em apenas 48 horas. Além disso, a resposta dos consumidores e da mídia foi quase tão rápida quanto o ataque. Essa reação aumentou a visibilidade da campanha e motivou medidas e investigação imediatas pelos provedores envolvidos", observou Ido Naor, pesquisador sênior em segurança da Equipe de Pesquisa e Análise Global da Kaspersky Lab.

Se você acha que foi infectado, execute uma verificação de malware no computador ou abra o navegador Chrome e procure por extensões instaladas que sejam desconhecidas. Caso as encontre, saia de sua conta do Facebook, feche o navegador e desconecte o cabo de rede do computador. Solicite que um profissional verifique e elimine o malware. A Kaspersky Lab possui produtos que detectam e bloqueiam essa ameaça.

Além disso, a Kaspersky Lab recomenda que todos os usuários sigam algumas práticas básicas de segurança cibernética:

1. Instale uma solução antimalware em todos os dispositivos e mantenha o software do sistema operacional atualizado;
2. Evite clicar em links contidos em mensagens de pessoas que você não conhece ou em mensagens de amigos que você não estava esperando;
3. Sempre tenha cuidado quando estiver on-line e nas redes sociais;
4. Implemente as configurações de privacidade adequadas nas redes sociais, como o Facebook.

 

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Brasil sofreu quatro milhões de ciberataques

cyber_brasil.jpg21/06/2016 - No Brasil, o usuário de dispositivos móveis da região sudeste tem sido o principal alvo de cibercriminosos, segundo dados do Mapa de Ameaças Digitais, desenvolvido pela PSafe, somando mais de 2,1 milhões malwares. O estado de São Paulo foi o que mais registrou ameaças, com três em cada dez ataques cibernéticos ocorridos no país.

No TOP5 da lista de estados mais visados por cibercriminosos no mês aparecem, ainda, o Rio de Janeiro, com mais de 490 mil malwares bloqueados, Minas Gerais, com 378 mil ameaças combatidas, Bahia, com 306 mil malwares encontrados, e Pernambuco, com mais de 243 mil.

A região Nordeste aparece logo na sequência, com mais de 1 milhão de ameaças cibernéticas identificadas e bloqueadas pela PSafe, bem à frente do Sul, Centro-Oeste e Norte.

"O brasileiro é um apaixonado por smartphones e outros dispositivos móveis. Recentemente, o número de pessoas que usam a internet por meio desses devices ultrapassou a marca de 72 milhões. Esta paixão, é claro, faz com que hackers e crackers tenham identificado os dispositivos móveis como uma grande oportunidade para roubar dados e aplicar outros golpes e crimes. Para se ter uma ideia, todos os dias o PSafe Total bloqueia mais de 500 mil páginas infectadas e mais de 130 mil ameaças de malwares, números que mostram a importância de se criar no Brasil uma cultura de segurança virtual com a manutenção de dispositivos seguros", afirma Marco DeMello, CEO da PSafe.

Os dados do Mapa de Ameaças Digitais do Brasil foram coletados a partir das tentativas de ataques barradas pelo aplicativo PSafe TOTAL, assistente virtual de segurança e performance para smartphones com sistema operacional Android, que possui mais de 75 milhões de downloads e 21 milhões de usuários ativos.

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Algoritmo agiliza monitoramento urbano

algoritmo.jpg07/06/2016 – O Fujitsu Laboratories e a Universidade de Eletro-Comunicações (UEC), no Japão, desenvolveram um algoritmo de alta velocidade para auxiliar no monitoramento de segurança urbana. A novidade usa a teoria matemática dos jogos como uma tecnologia de inteligência artificial para auxiliar no desenvolvimento de um planejamento de segurança para uma cidade. A expectativa é que o o algoritmo trabalhe na resolução de problemas relacionados à malha viária de toda uma região, como identificar os melhores pontos de acessos para interceptar fugas de criminosos, por exemplo.

A formulação de planos de segurança – principalmente em locais com grande circulação de pessoas – tem historicamente se baseado na experiência e intuição de especialistas, o que atualmente não é mais o suficiente devido à evolução das ameaças. Assim, o uso de Inteligência Artificial tem se tornado cada vez mais eficiente na formulação dessas estratégias. Exemplo disso é o emprego de tecnologia baseada na teoria dos jogos – que descreve matematicamente as possíveis defesas e ataques – que começa a ser utilizada como ferramenta para ajudar os especialistas a optarem pelas melhores alternativas. Ainda assim, existem alguns obstáculos na aplicação prática em problemas de segurança nas grandes cidades por conta do volume de processamento que aumenta exponencialmente dado à dimensão da malha viária.

Para prover uma alternativa eficiente e que viabilize a aplicação da teoria dos jogos em situações reais, o Fujitsu Laboratories e a Universidade de Eletro-Comunicações desenvolveram um algoritmo que resolve rapidamente o problema de segurança da malha viária de grandes cidades. Comparada à tecnologia anterior, se torna possível encontrar o plano ideal de segurança para uma cidade até vinte vezes mais rápido, em média, para uma área de 200 cruzamentos. Já para 200 mil cruzamentos, comparação que leva em consideração os 23 bairros de Tóquio e onde a formulação de um plano de segurança levaria vários dias, a tecnologia permitiu a geração de um planejamento em cinco minutos, além de suporte interativo.

 

 

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Caixas eletrônicos viram alvo de cibercriminosos

caixa_ciber.jpg23/05/2016 - Especialistas da Kaspersky Lab decifraram o plano criminoso e descobriram uma versão aprimorada do malware Skimer. Desenvolvido por um grupo de língua russa em 2009, ele foi o primeiro programa para roubar dinheiro de caixas eletrônicos. Sete anos depois, tanto os cibercriminosos quanto o código evoluíram e se tornaram uma ameaça ainda maior para bancos e clientes de dez localidades ao redor do mundo, incluindo o Brasil.

A primeira ação do grupo é obter acesso ao sistema do caixa eletrônico fisicamente ou por meio da rede interna do banco. Após a instalação do Backdoor.Win32.Skimer no sistema, ele infecta o núcleo do caixa eletrônico: o executável responsável pelas interações da máquina com a infraestrutura bancária, processamento de valores e de cartões de crédito. Uma vez bem-sucedido, ele se mantém inativo até segunda ordem – uma forma inteligente de ocultar sua presença.

Os criminosos têm total controle dos caixas eletrônicos infectados, mas agem com cuidado e precisão. Em vez de instalar dispositivos skimmer (falso leitor de cartão sobre o dispositivo legítimo, também conhecidos como chupa-cabras) para desviar os dados dos cartões, esta nova versão transforma o caixa eletrônico todo em um coletor de dados e também pode ser usada para sacar o dinheiro disponível ou para clonar os cartões de créditos usados na máquina – ele consegue inclusive roubar o número das contas bancárias e as senhas das vítimas. É impossível perceber que o caixa eletrônico está infectado, pois neste caso não há alteração nenhuma no leitor de cartão da máquina.

Zumbis pacientes

Sacar todo o dinheiro entregará imediatamente a presença de uma anomalia no caixa eletrônico. Dessa forma, os criminosos do Skimmer passaram a agir com paciência e cuidadosamente para esconder seus rastros e ficar espionando os dados de cartões por muito tempo e com segurança: o malware pode operar nos caixas eletrônicos por vários meses sem qualquer atividade.

Para acioná-lo, o criminoso insere um cartão especial com registros específicos na fita magnética. Após ler os registros, os criminosos podem executar o comando inserido no código ou selecionar as ações por meio de um menu especial ativado pelo cartão. A interface gráfica do Skimer só será apresentada após o cartão ser retirado e o criminoso inserir a senha correta pelo teclado em menos de 60 segundos.

A Kaspersky Lab identificou 21 comandos diferentes, como por exemplo, sacar o dinheiro (40 notas de uma gaveta específica), coletar os dados dos cartões inseridos, se autoexcluir, executar uma atualização (a partir do código do malware atualizado incorporado no chip do cartão), entre outros. Além disso, ao coletar os dados do cartão, o Skimer pode salvar o arquivo com os dados coletados e senhas no chip do mesmo cartão ou pode imprimi-los pelos recibos do próprio caixa eletrônico.

Na maioria dos casos, os criminosos optam por aguardar os dados coletados para depois clonar os cartões. Eles usam esses clones em caixas eletrônicos não infectados e, naturalmente, sacam o dinheiro das contas dos clientes. Dessa maneira, os criminosos garantem que os caixas eletrônicos infectados não sejam descobertos.

Ladrões experientes

O Skimer foi amplamente distribuído entre 2010 e 2013 e seu surgimento causou um aumento drástico no número de ataques em caixas eletrônicos, sendo detectado pela Kaspersky Lab por meio de nove famílias de malware diferentes. Elas incluem a Tyupkin, descoberta em março de 2014, que acabou se tornando a mais popular e difundida. Mas agora o Backdoor.Win32.Skimer está em plena atividade. A Kaspersky Lab já identificou 49 modificações deste malware, sendo que 37 delas visam caixas eletrônicos de apenas um dos principais fabricantes. A versão mais recente foi descoberta no início de maio de 2016.

Por meio das amostras enviadas para a VirusTotal, observamos uma distribuição geográfica muito ampla dos caixas eletrônicos possivelmente infectados. As 20 amostras mais recentes da família Skimer vieram de mais de dez locais ao redor do mundo: Emirados Árabes Unidos, França, EUA, Rússia, Macau, China, Filipinas, Espanha, Alemanha, Geórgia, Polônia, Brasil e República Checa.

Como evitar este golpe

Para evitar esta ameaça, a Kaspersky Lab recomenda a realização periódica de verificações de ameaças com uma solução antimalware, acompanhadas da utilização de tecnologias de whitelisting (lista branca), uma política sólida de gerenciamento de dispositivos, criptografia completa do disco, proteção da BIOS dos caixas eletrônicos por meio de senha, permissão somente para a inicialização do HDD e isolamento da rede de caixas eletrônicos de qualquer outra rede interna do banco.

"Há mais uma preocupação importante a ser tomada neste caso específico. O Backdoor.Win32.Skimer verifica as informações (nove números específicos) inseridas no código da fita magnética do cartão para determinar se ele deve ser ativado. Nós descobrimos os números codificados utilizados pelo malware e os compartilhamos com todos os bancos, seja eles vítimas ou não. Com pose dessa informação, eles podem procurar proativamente em seus sistemas de processamento e detectar caixas eletrônicos infectados e os 'laranjas' usados. É possível inclusive usar os códigos para bloquear qualquer tentativa de ativação do malware", explicou Sergey Golovanov, pesquisador-chefe de segurança da Kaspersky Lab.

Os produtos da Kaspersky Lab identificam esta ameaça como Backdoor.Win32.Skimer.


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