Europa quer proibir reconhecimento facial de funcionários

Do Financial Times, de 27-01-2021

O uso de tecnologia de reconhecimento facial para contratar e demitir pessoas com base em seu humor, personalidade ou nível de envolvimento no local de trabalho deve ser proibido, de acordo com propostas a serem divulgadas na quinta-feira pelo Conselho da Europa de 47 países. As empresas privadas também precisariam obter o consentimento específico das pessoas para o uso de seus dados de reconhecimento facial, segundo o jornal Financial Times.

Os planos elaborados por um comitê de especialistas composto por representantes dos Estados membros do conselho não são vinculativos, mas são também as propostas mais extensas da Europa para legislação sobre reconhecimento facial. O Conselho da Europa é o guardião dos direitos humanos na região e abrange todos os países, exceto a Bielo-Rússia — e inclui o Reino Unido, a Rússia e a Turquia.

“Há quarenta anos, o Conselho da Europa introduziu as primeiras normas jurídicas internacionais vinculativas para a proteção de dados”, disse Marija Pejčinović Burić, a secretária-geral do conselho. “Hoje temos a tarefa de garantir que a tecnologia de reconhecimento facial também respeite os direitos aos quais todos temos que cumprir por lei.”

O uso de reconhecimento facial para identificar funcionários ou dar acesso a seguro, educação ou fiscalização é potencialmente discriminatório e deveria ser proibido, dizem as propostas.

A implantação da tecnologia para determinar a raça, sexo, religião, idade, saúde ou condição social das pessoas também seria proibida, a menos que existam salvaguardas legais para prevenir a discriminação.

O uso de tecnologias de reconhecimento facial por entidades privadas exigiria o consentimento explícito, específico, livre e informado das pessoas cujos dados biométricos são processados.

A Comissão Europeia está elaborando separadamente novas regras para regular a inteligência artificial com propostas de legislação esperadas durante o primeiro trimestre deste ano. Os reguladores em Bruxelas estão preocupados com as potenciais infrações aos direitos fundamentais dos cidadãos, incluindo a invasão de privacidade, bem como a discriminação com base no sexo ou ideologia política. A legislação visa combater a opacidade de funcionamento dos algoritmos, para evitar distorções.

Autoridades da UE haviam considerado inicialmente uma proibição geral do reconhecimento facial por cinco anos em espaços públicos, mas, em vez disso, deixaram para os Estados-membros imporem a proibição, após forte oposição das nações do bloco.

As propostas, no entanto, ainda estão em tramitação no Parlamento Europeu, que acabará por aprovar as novas leis. Alguns membros do parlamento ainda estão pressionando por uma proibição de reconhecimento facial no bloco.

Uma emenda apresentada por Emmanuel Maurel, do Partido Socialista Francês, e a eurodeputada francesa de esquerda Manon Aubry, apelou à Comissão Europeia para considerar a proibição total do uso da tecnologia por agentes da lei. Também apelou à proibição “do uso de reconhecimento automático, em espaços públicos, de outras características humanas, como marcha, impressões digitais, DNA, voz e outros sinais biométricos e comportamentais”.

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A Ascenty é líder no mercado de Colocation na América Latina

Segundo comprova estudo publicado pela Frost & Sullivan, a Ascenty é líder do mercado de Colocation na América Latina. Na linguagem técnica, colocation ou housing é uma modalidade de alojamento web, destinada principalmente a grandes organizações e a empresas de serviços web. É uma das infraestruturas fundamentais no mundo da informática e das telecomunicações. Enquanto alguns países usam mais o termo colocation, outros preferem o termo housing.

No Brasil, a Ascenty possui quase metade do market share em capacidade total de energia, segundo estudo recente que posiciona a empresa brasileira de data centers com aproximadamente um terço da participação no mercado latino-americano. (Na foto, o data center de Vinhedo, São Paulo)

Com 22 datacenters próprios no Brasil, Chile e México, sendo 17 em operação e cinco em construção, a Ascenty é líder em capacidade total de energia e área de piso elevado no mercado de Colocation da América Latina.

A conclusão é do estudo recente intitulado "Análise do Mercado Latino-Americano de Serviços de Data Centers — Previsão para 2024", publicado em novembro pela Frost & Sullivan, consultoria de negócios especializada em análise de mercado, e licenciado pela Ascenty. Os países analisados no levantamento são Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e todos os demais países que compõem a América Latina.

No estudo sobre os centros de processamento de dados para hospedagem de servidores empresariais na América Latina, em operação e construção, a Ascenty lidera com 30,1% de participação na capacidade total de energia da região, que foi de 1.050 MW no primeiro semestre de 2020. O consumo energético é um dos principais indicadores de aferição do uso de um data center.

Já no Brasil, que concentra 41,8% da capacidade total de energia da América Latina, com 438 MW, a participação de mercado da Ascenty é de 48,5%. Quanto à área de piso elevado, a Ascenty também lidera com folga. Suas instalações ocupam 38% dos 574 mil metros quadrados disponíveis em toda a América Latina.

Por fim, em relação aos data centers sendo erguidos entre 2020 e 2022, a Ascenty apresenta a maior expansão. Em três anos, a empresa irá concluir a construção de seis unidades que somam 125 MW, três no Brasil, um no Chile e dois no México.

"Temos cerca de um terço do mercado na América Latina com quatro países no foco atual de nossa estratégia de expansão: Brasil, Chile, México e estamos estudando nossa entrada na Colômbia", afirma Chris Torto, CEO da Ascenty. "Nossa visão é a mesma de nossos clientes que desejam avançar para outros países, por isso fazemos investimentos constantes em equipe e tecnologia para expandir no sentido de sempre oferecer unidades próximas de empresas e usuários, a fim de manter a excelência na qualidade de conexão e menor latência do setor".

Para acessar os dados do estudo recente sobre o mercado latino-americano de serviços de data centers, clique aqui.

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Explore as infinitas possibilidades do seu ERP

Por Alan Lopes, CEO da CRM Services

Você conhece pelo menos parte das infinitas possibilidades que seu ERP oferece? Sabe como aproveitar as funções existentes na ferramenta ou como aumentar a aderência e produtividade por meio de integrações, aplicativos, KPIs e dashboards?

Estatisticamente, o uso real de sistemas de gestão pela maioria das empresas é de 20% a 30% (resultados extraídos do estudo anual realizado pela área de marketing da CRM Services, em conjunto com o CRM Labs (laboratório de UX, criação e desenvolvimento da consultoria) sobre a usabilidade dos ERPs, inovação e comportamento de mercado).

De acordo com o estudo, essas empresas seguem uma linha de “economia cognitiva”, sem grandes mudanças em processos ou operações, limitando o uso das ações administrativas, controlando somente o que é essencial, deixando de lado toda a estratégia, inovação, agilidade e integração que os softwares oferecem.

Esse uso “feijão com arroz” das soluções reflete no crescimento, competitividade e nos indicadores de performance que acabam se distanciando cada vez mais dos objetivos estratégicos das companhias.

O start dessa situação ocorre quando a empresa encarrega a tarefa de implementação do ERP à uma prestadora de serviços com uma visão básica de gestão, sem foco na experiência do usuário, agilidade dos processos e escalabilidade, ou o mais provável,
apenas cumprem o determinado no escopo, deixando de sugerir melhorias ou inovações que de fato impactarão no negócio.

O “pulo do gato” é explorar as infinitas possibilidades que o próprio ERP oferece, em conjunto com plataformas e soluções que garantirão maior produtividade e resultados para a empresa, transformando e evoluindo seus processos conforme a tecnologia da própria ferramenta, integrada a outras aplicações que atuam como coadjuvantes ao sistema.

Um dos caminhos mais assertivos nesse sentido é o diagnóstico de usabilidade da solução. Essa ação é vital para garantir a vida, a estrutura organizacional, crescimento da empresa, e, principalmente, os planos e projetos para os próximos anos, bem como: aumentar a lucratividade, o volume de negócios e a presença da companhia no mercado.

O diagnóstico fornecerá um “mapa” do atual uso da tecnologia, das demandas, melhorias e inovações e de como a solução atual, em conjunto com outras ferramentas, poderá contribuir nessa questão.

Como no caso de dashboards, que em conjunto com o ERP, possibilita a avaliação de tendências positivas e negativas de projetos e indicadores, tornando mais fácil atuar em correções necessárias e eliminar gargalos.

As KPIs, integradas ao sistema ajudarão a diagnosticar a execução de uma estratégia, permitindo que os diversos setores de uma empresa consigam monitorar a evolução dos resultados de acordo com as metas definidas e objetivos traçados.

Lembramos que KPI é a sigla que corresponde a Key Performance Indicator, uma técnica de gestão conhecida em português como Indicador-chave de Desempenho. Os KPIs facilitam a transmissão da visão e missão de uma determinada empresa para funcionários que não ocupam cargos elevados.

Por tanto, antes de desistir da sua solução, procure explorar as infinitas possibilidades que ela pode oferecer para seu negócio.

Alan Lopes é CEO e Fundador da CRM Intelligence Servicesa — consultoria especialista em implantação, suporte, atualizações, desenvolvimento e treinamento nas soluções TOTVS — Protheus, RM e fluig. Com sedes em São Paulo, Limeira e Belo Horizonte, a companhia lançou um novo braço operacional voltado para processos funcionais, o CRM Expert, para proporcionar um atendimento de ponta a ponta para seus clientes.

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Forrester Research escolhe Dynatrace como líder em Inteligência Artificial

Empresa obtém pontuação máxima em relatório que afirma que as operações de tecnologia modernas precisam de inteligência e automação

A Dynatrace anuncia que foi escolhida como “Líder” no estudo The Forrester Wave: Inteligência Artificial para Operações de Tecnologia da Informação (TI), 2020. A pesquisa, realizada pela empresa independente Forrester Research, avaliou onze organizações globais em trinta e três fundamentos, e a Dynatrace obteve a pontuação mais alta na categoria de “Oferta Atual”.

Além disso, a companhia recebeu pontuações máximas em dezesseis critérios, incluindo Microsserviços e Administração de Armazenagem, Monitoramento de Transações, Rastreamento Distribuído, Gerenciamento da Experiência do Cliente (CX), Experiência Mobile do Usuário Final, Gerenciamento de Aplicações, Análise Inteligente e Visão de Produto.

O relatório da Forrester afirma que “a complexidade dos sistemas de Tecnologia da Informação tem aumentado exponencialmente nos últimos anos. Isso levou as equipes de Infraestrutura e Operações (I&O), que carecem de conjuntos de habilidades, processos e ferramentas modernos, a lutar para obter uma observabilidade completa dos serviços digitais que fornecem aos seus clientes. Conforme tecnologias de sistemas de monitoramento legado se tornam desatualizadas e menos eficientes, são as análises e a automação aprimoradas quem ditarão quais fornecedores estão à frente”.

A empresa de pesquisa informa que os clientes de AIOps devem procurar por soluções de plataformas que capacitem a colaboração entre equipes por meio da correlação de dados, ofereçam Monitoramento da Experiência Digital (DEM) de ponta a ponta, e se integrem perfeitamente a todo o conjunto de ferramentas de Gerenciamento de Operações de TI (ITOM).

“Na Dynatrace, antecipamos que a adoção de ecossistemas dinâmicos de múltiplas Nuvens aumentaria rapidamente a complexidade em torno da orquestração dos ambientes modernos de TI, e que o volume, a velocidade e a variedade de dados a serem monitorados se expandiria para além da capacidade humana de gerenciar. Por conta disso, desenvolvemos a Automação e a Inteligência Artificial como o núcleo de nossa plataforma”, diz Steve Tack, Vice-Presidente Sênior de Gerenciamento de Produtos da Dynatrace.

“É sempre bom ser reconhecido como um líder por analistas de alto nível, como a Forrester Research. Acreditamos que a posição da Dynatrace neste relatório confirma a nossa missão de auxiliar a transformar a maneira como as equipes do BizDevOps trabalham, automatizando operações em Nuvem, impulsionando uma maior colaboração entre as equipes e liberando tempo e recursos para acelerar a inovação e a geração de resultados de negócios”, diz o executivo.

A avaliação da Forrester afirma que a abordagem da Dynatrace para AIOps é fornecer uma Plataforma de Inteligência de Software, além da infraestrutura e monitoramento de aplicações, para incluir uma experiência do usuário abrangente e KPIs de resultados de negócios. Com análises profundas de uma transação digital de ponta a ponta, o Dynatrace pode identificar todas as etapas da jornada de um usuário digital de maneira transparente.

Aproveitando os recursos de seu mecanismo de Inteligência Artificial, o Davis™, o produto fornece relatórios em tempo real sobre métricas de TI e negócios em um nível granular, com percepções acionáveis para os diversos interessados. A Dynatrace oferece recursos de mapeamento de dependência intuitivos e contínuos, que oferecem aos usuários uma visão consistente dos serviços.

A empresa investiu pesadamente na usabilidade de sua solução, e o design flexível da Interface do Usuário (IU) mantém os profissionais informados ao explorar os problemas de performance do sistema.”

A Dynatrace fornece inteligência de software para simplificar a complexidade da nuvem e acelerar a transformação digital.

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Bitcoin bate recorde e já vale 40 mil dólares

Por Ethevaldo Siqueira

É provável que todos os leitores já tenham ouvido falar ou lido sobre o Bitcoin, como moeda digital. O que mais importa, agora, é saber que seu valor atingiu em dezembro de 2020 a marca impressionante de 40 mil dólares. Sim, US$ 40.000.

Na realidade, Bitcoin é uma rede de pagamento inovadora e um novo tipo de dinheiro. É moeda virtual. Não existe fisicamente. Vale a pena saber também que Bitcoin é divisível em até 8 casas decimais. Ou oito unidades depois da vírgula. E não em apenas duas casas, como os centavos das principais moedas tradicionais.

Com o Bitcoin, pode-se comprar ou vender coisas ou serviços. Pode-se trocá-la por outras moedas (e vice-versa). Em sua essência, o Bitcoin é uma moeda inteligente, projetada por engenheiros com visão de futuro.

São vários propósitos centrais da criação do Bitcoin. Teoricamente, essa moeda virtual pode elliminar a necessidade de bancos. Pode livrar os cidadãos das taxas de cartão de crédito, das taxas de câmbio, das taxas de transferência de dinheiro e reduzir a necessidade de advogados nas transações.

Mais importante ainda, o Bitcoin é uma “moeda exponencial” — ou seja, capaz de mudar nosso conceito de moeda ou dinheiro. Da mesma forma que o e-mail mudou a maneira como pensávamos no correio. Você consegue se lembrar da vida antes do e-mail?

Como nasceu o Bitcoin

A criação e a difusão das criptomoedas — ou moedas virtuais — têm sido um dos assuntos mais abordados pela mídia nos últimos anos. A história do Bitcoin se inicia em meados de 2008, por intermédio de um misterioso Satoshi Nakamoto. O que mais desperta a atenção em todo o mundo é o crescimento exponencial do valor do Bitcoin. Em meados de 2010, ele valia singelos 100 dólares. Em novembro de 2017, ultrapassou os 7 mil dólares E, em 2020, chegou ao quebrar o recorde de 40 mil dólares.

Mas, afinal, que é Bitcoin?

Assim como o dólar, a libra esterlina ou real, o Bitcoin é uma moeda. Mas ele tem duas diferenças essenciais, que são:

1) É uma moeda virtual. Ou seja, não existe em espécie e é descentralizada, isto é, não requer nenhum intermediário para a concretização das transações.

2) O Bitcoin não está submetido à fiscalização e controle de nenhum país. Em outras palavras, o Bitcoin torna desnecessária a existência de bancos e a supervisão dos governos, principal razão de ser ela alvo de tantas polêmicas.

História do Bitcoin

O Bitcoin nasceu no auge da crise americana que levou à quebra de diversas instituições financeiras. O sistema que apoiou a criação da moeda foi apresentado por Satoshi Nakamoto no grupo de discussão The Cryptography Mailing.

Nakamoto se apresentou nas redes sociais como o criador do protocolo original da moeda e como a pessoa que mais teria contribuído para o desenvolvimento da rede Bitcoin ao longo dos anos iniciais. Após se envolver com o projeto, Nakamoto simplesmente desapareceu no final de 2010, alegando que havia “partido para novas coisas”.

A identidade de Satoshi Nakamoto tem sido um dos maiores mistérios da história do Bitcoin, mesmo depois de vários jornais e revistas especializadas tentarem sem sucesso desvendar sua real identidade. No ano de 2016, o empreendedor australiano Craig Wright chamou a atenção de todos ao afirmar ser o verdadeiro Nakamoto, inclusive fornecendo provas técnicas de sua alegação. No entanto, a maior parte da comunidade do Bitcoin refutou suas supostas provas, alegando que elas haviam sido forjadas.

De qualquer forma, na atualidade, parece ser pouco relevante para o desenvolvimento do Bitcoin saber a verdadeira identidade de Nakamoto, já que seu sistema não depende de ninguém ou de uma organização específica. O que importa é que a moeda parece ser uma concreta solução para o futuro, e que, no final de 2020, já contava com um mercado que movimentava mais de 100 bilhões de dólares.

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IoT aumenta eficiência da área de saúde

Ethevaldo Siqueira

Solução criada pelo CESAR (um dos maiores centros de inovação do País) e a Salvus, startup especializada em tecnologias emergentes para a área de saúde, utiliza a rede da WND Brasil com a tecnologia da Sigfox para otimizar a gestão do consumo de oxigênio por pacientes em home care e hospitais.

Já está em fase de desenvolvimento o primeiro lote de aproximadamente 1.300 unidades do dispositivo ATAS O2, desenvolvido com o objetivo de gerenciar o estoque e o consumo de oxigênio medicinal distribuído por meio de cilindros para pacientes em home care, hospitais ou unidades de saúde. O equipamento foi criado sob o conceito da Internet das Coisas (IoT), usando a tecnologia Sigfox, por meio de uma parceria entre o CESAR, um dos maiores centros de inovação do país, e a Salvus, startup especializada em tecnologias emergentes para a área de saúde.

A solução foi selecionada no edital "Pilotos em IoT", aberto pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) com o objetivo de testar soluções de IoT em larga escala na área de saúde, para avaliar a relação custo-benefício. Como resultado, o projeto recebeu um investimento de R$ 1 milhão da entidade para acelerar seu desenvolvimento. Além disso, ele teve um aporte de recursos da Embrapii — Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação — por intermédio do CESAR, que é a unidade Embrapii para Produtos Conectados, e da própria Salvus.

A gerente de negócios do CESAR, Karina de Sá Spinelli, explica que o uso dos dispositivos (ATAS O2) conectados tem como objetivos básicos a possibilidade de prever com maior antecedência a necessidade de reposição dos cilindros instalados nas casas dos pacientes e nas unidades de saúde, além de possibilitar o acompanhamento com precisão da quantidade de oxigênio que está sendo consumida por eles.

"Devido à falta de uma medição precisa, muitas vezes os cuidadores desses pacientes acabam solicitando a reposição dos cilindros com urgência. Por conta dessa situação, as empresas que fornecem os cilindros trabalham com um custo logístico muito elevado já que não conseguem planejar uma rota de entregas mais eficiente", diz.

Desta forma, uma das metas do projeto é gerar um aumento de, no mínimo,15% de eficiência na cadeia produtiva e de consumo de oxigênio dos cenários em que a solução será testada. Outra preocupação que o projeto tem como foco é a eficácia dos procedimentos médicos. "O dispositivo possibilita o acompanhamento preciso do consumo de oxigênio pelo paciente em tempo real", diz.

Dentre as doenças que em sua condução terapêutica é necessária a utilização do oxigênio medicinal, destacamos a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) que de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) afeta mais de 210 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, dados da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia apontam que mais de 6 milhões de pessoas possuem a doença, sendo que apenas 18% foram diagnosticadas e seguem de alguma forma o tratamento.

A DPOC é o quarto motivo em internações nos sistemas públicos do país e a terceira causa de mortes no mundo. Segundo relatório do Gold COPD, somando apenas os custos diretos e indiretos, da União Europeia e Estados Unidos, essa doença tem um impacto financeiro de mais de U$85 bilhões de dólares. Em 2018 o SUS registrou mais de 110 mil internações emergenciais, motivadas principalmente pelo não tratamento e reabilitação, com um custo direto de mais de R$100 milhões.

De acordo com o CEO da Salvus, Maristone Gomes, a inspiração do projeto veio de experiências pessoais relacionadas à dificuldade na gestão de dados de saúde dos seus familiares. "Desenvolvemos a solução para evitar a perda de informações, gerar maior eficiência na gestão dos pacientes, e, ao mesmo tempo, evitar eventuais prejuízos financeiros às instituições de saúde", afirma.

Por meio de um dispositivo acoplado nos cilindros, os sensores conseguem monitorar como está o fluxo de oxigênio e obter as respostas desejadas. A tecnologia escolhida para a conexão dos dispositivos foi a Sigfox, fornecida pela WND — operadora que provê a tecnologia no Brasil. A rede operada pela WND com a tecnologia Sigfox é exclusiva para IoT com ampla cobertura no território nacional, tendo hoje mais de 150 milhões de mensagens trafegadas por mês.

"É com prazer que apoiamos a Salvus e ao CESAR neste importante projeto. Ele prova que há necessidades de mercado melhor atendidas por tecnologias LPWA, como Sigfox, e que a infraestrutura e o ecossistema para a Internet das Coisas já está disponível no Brasil, pronta para suportar modelos de negócio inovadores", diz José Almeida, CTO da WND.

O primeiro lote com mais de mil unidades produzidos com essa tecnologia será distribuído e validado entre a Saúde Residência, uma das referências no atendimento em sistema home care no Recife, que é a parceira demandante do projeto, e outras unidades de saúde (home care e hospitais) no Recife e em São Paulo.

Após um período de testes com pacientes reais, o projeto prevê a emissão de um relatório público por meio de uma empresa avaliadora que analisará aspectos técnicos e de custo-benefício da solução.

CESAR, centro de inovação

Prestes a completar 22 anos, o CESAR, um dos maiores centros de inovação do país, estuda expansão, investe em educação e protagoniza o cenário nacional de Internet das Coisas. Nessas duas décadas de existência, o instituto expandiu e agora, além da sede no Recife e regionais em Curitiba, Manaus e Sorocaba, estuda a sua chegada em outras cidades.

“A ideia é levar o melhor modelo de negócio dentro das frentes em que atuamos — Empreendedorismo, Educação e Engenharia&Design — para diferentes localidades. Nesse tempo, deixamos de ser apenas uma organização para nos tornarmos um movimento socioeconômico que utiliza a inovação para mudar o Brasil”, diz Sérgio Cavalcante, superintendente do CESAR.

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