O poder da escolha

Por Michel Bedin (Product Specialist Manager na Verizon Media)

O constante jogo entre os players da indústria e os gamers movimenta bilhões de dólares anualmente (a Newzoo projetou US$159,3 bilhões em 2020) e é natural que marcas queiram fazer parte desse jogo. Os gamers tendem a recompensar os parceiros e, portanto, os anunciantes que colocam o gamer em primeiro lugar e entendem a validade da experiência, da troca de valores, naturalmente terão os melhores resultados.

Para uma marca aumentar seu score nesse jogo, é preciso antes o entendimento de que a universalidade gamer se traduz em comunidades que se diferenciam e se apoiam em suas escolhas. Ainda criança na década de 80, lembro de ir com meus pais e irmão comprar, de segunda mão, meu primeiro videogame, o Philips Odyssey - segunda geração daquele que pode ser considerado como o precursor de todos os consoles, o Magnavox Odyssey de 1972. Cada um de nós elegera seus cartuchos preferidos e, quando não jogávamos juntos, vibrávamos ao ver o outro enfrentar aqueles novos desafios. Mal sabíamos que aquela forma de entretenimento traria impactos sem precedentes.

No intervalo de quase cinco décadas, o mundo foi tomado por novas aventuras e personagens icônicos, apresentados através de inúmeras plataformas aos mais diversos públicos de todas as idades, gêneros e interesses, agora comumente chamados de gamers.

Sim, hoje temos tantas opções disponíveis, para os mais variados momentos, gostos e bolsos, e com elas caminham as dúvidas. Não sobre qual é a melhor opção, mas sobre qual é a melhor para mim. O poder da escolha, idealmente limitado apenas às decisões individuais, até pouco tempo atrás parecia se limitar a uma fase secreta de um jogo ainda não lançado. Afinal, escolher é abrir mão, concordam?

Em seu aclamado livro Sapiens: Uma breve história da humanidade, Yuval Noah Harari reforça que a História está se movimentando incessantemente rumo à unidade mas que a "cultura global única não é homogênea...nossa cultura global única contém tipos diferentes de povos e estilos de vida...mas todos estão intimamente relacionados e influenciam uns aos outros de inúmeras maneiras. Ainda discutem e lutam, mas discutem usando os mesmos conceitos e lutam usando as mesmas armas."

O mesmo Harari reforça que o "Homo Sapiens evoluiu para achar que as pessoas se dividiam entre "nós" e "eles". "Nós" era o grupo imediatamente à sua volta, independentemente de quem você fosse, e "eles" eram todos os outros. Na verdade, nenhum animal social jamais é guiado pelos interesses de toda a espécie à qual pertence."

Então qual é a próxima fase?

O documentário GDLK - High Score, atualmente disponível na Netflix, traz em seu 4º episódio o testemunho de Gordon Bellamy, executivo de games nos EUA. "O videogame lhe dá a oportunidade de começar de novo...nos games todos começamos no mesmo lugar e temos a oportunidade de jogar juntos". Como ele reforça, os games são um lugar onde as regras são as mesmas para todos e que, por isso, deve permitir darmos o nosso melhor sem julgamentos de valor.

Phil Spencer, chefe da divisão Xbox na Microsoft, reforça essa posição ao dizer que "como player, você é o centro de nossa estratégia. Queremos permitir que você jogue os jogos que deseja, com os amigos com quem deseja jogar, em qualquer dispositivo...Gaming é sobre entretenimento, comunidade e diversão e sobre conhecer novas histórias e novas perspectivas. O jogo é maior do que qualquer dispositivo."

Em análise recente sobre a indústria de games, o eMarketer também conclui por esse novo momento de inclusão ao dizer que "a transmissão ao vivo de videogames cresceu durante a pandemia - e o futuro da indústria reside no cruzamento de interesses entre jogadores, influenciadores e celebridades. Conforme os streamers se tornam influenciadores e os influenciadores se tornam streamers, a indústria terá ainda mais alcance com o público mainstream. Esses cruzamentos entre indústrias provavelmente irão gerar grande interesse do consumidor."

O gamer como o verdadeiro personagem capaz de colocar seu poder de escolha como fator decisório de uma indústria já dava seus passos nas primeiras gerações de consoles. Em 1994, a Sega, atenta aos anseios do público adolescente, juntou-se à MTV para promover o MTV SEGA: Rock The Rock, um embrião do showbiz que são hoje os eSports. Mods de jogos (alterações capazes fazer um jogo operar de forma diferente da original) deixaram de ser um atributo limitado a programadores em busca de seu toque pessoal e hoje temos gamers e marcas criando e compartilhando seus próprios mapas.

Fato é que estamos em mais um grande momento de revolução da indústria de games. Cross-screen, cross-device, cross-platform, cloud, espelhamento, retro-compatibilidade, streaming, influencers, campeonatos profissionais e amadores, game as a service, AR-VR e novas formas de interação garantidas pelo 5G. Todas essas novas tecnologias têm um papel de extrema relevância para que a unidade mencionada por Harari e Spencer seja um mod que comece a ser construído nos próximos anos.

Não importa como, quando e com quem, o certo é que todos queremos poder escolher e todos queremos diversão.

A Verizon Media, divisão da Verizon Communications, Inc., abriga um confiável ecossistema de mídia de marcas premium como Yahoo e TechCrunch para ajudar as pessoas a se manterem informadas e entretidas, se comunicarem e se unirem, criando novas maneiras de conectar anunciantes e parceiros de mídia. De experiências XR à publicidade e tecnologia de conteúdo, a Verizon Media é uma incubadora de inovação e está revolucionando a próxima geração de criação de conteúdo em um mundo 5G.

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Europa quer proibir reconhecimento facial de funcionários

Do Financial Times, de 27-01-2021

O uso de tecnologia de reconhecimento facial para contratar e demitir pessoas com base em seu humor, personalidade ou nível de envolvimento no local de trabalho deve ser proibido, de acordo com propostas a serem divulgadas na quinta-feira pelo Conselho da Europa de 47 países. As empresas privadas também precisariam obter o consentimento específico das pessoas para o uso de seus dados de reconhecimento facial, segundo o jornal Financial Times.

Os planos elaborados por um comitê de especialistas composto por representantes dos Estados membros do conselho não são vinculativos, mas são também as propostas mais extensas da Europa para legislação sobre reconhecimento facial. O Conselho da Europa é o guardião dos direitos humanos na região e abrange todos os países, exceto a Bielo-Rússia — e inclui o Reino Unido, a Rússia e a Turquia.

“Há quarenta anos, o Conselho da Europa introduziu as primeiras normas jurídicas internacionais vinculativas para a proteção de dados”, disse Marija Pejčinović Burić, a secretária-geral do conselho. “Hoje temos a tarefa de garantir que a tecnologia de reconhecimento facial também respeite os direitos aos quais todos temos que cumprir por lei.”

O uso de reconhecimento facial para identificar funcionários ou dar acesso a seguro, educação ou fiscalização é potencialmente discriminatório e deveria ser proibido, dizem as propostas.

A implantação da tecnologia para determinar a raça, sexo, religião, idade, saúde ou condição social das pessoas também seria proibida, a menos que existam salvaguardas legais para prevenir a discriminação.

O uso de tecnologias de reconhecimento facial por entidades privadas exigiria o consentimento explícito, específico, livre e informado das pessoas cujos dados biométricos são processados.

A Comissão Europeia está elaborando separadamente novas regras para regular a inteligência artificial com propostas de legislação esperadas durante o primeiro trimestre deste ano. Os reguladores em Bruxelas estão preocupados com as potenciais infrações aos direitos fundamentais dos cidadãos, incluindo a invasão de privacidade, bem como a discriminação com base no sexo ou ideologia política. A legislação visa combater a opacidade de funcionamento dos algoritmos, para evitar distorções.

Autoridades da UE haviam considerado inicialmente uma proibição geral do reconhecimento facial por cinco anos em espaços públicos, mas, em vez disso, deixaram para os Estados-membros imporem a proibição, após forte oposição das nações do bloco.

As propostas, no entanto, ainda estão em tramitação no Parlamento Europeu, que acabará por aprovar as novas leis. Alguns membros do parlamento ainda estão pressionando por uma proibição de reconhecimento facial no bloco.

Uma emenda apresentada por Emmanuel Maurel, do Partido Socialista Francês, e a eurodeputada francesa de esquerda Manon Aubry, apelou à Comissão Europeia para considerar a proibição total do uso da tecnologia por agentes da lei. Também apelou à proibição “do uso de reconhecimento automático, em espaços públicos, de outras características humanas, como marcha, impressões digitais, DNA, voz e outros sinais biométricos e comportamentais”.

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A Ascenty é líder no mercado de Colocation na América Latina

Segundo comprova estudo publicado pela Frost & Sullivan, a Ascenty é líder do mercado de Colocation na América Latina. Na linguagem técnica, colocation ou housing é uma modalidade de alojamento web, destinada principalmente a grandes organizações e a empresas de serviços web. É uma das infraestruturas fundamentais no mundo da informática e das telecomunicações. Enquanto alguns países usam mais o termo colocation, outros preferem o termo housing.

No Brasil, a Ascenty possui quase metade do market share em capacidade total de energia, segundo estudo recente que posiciona a empresa brasileira de data centers com aproximadamente um terço da participação no mercado latino-americano. (Na foto, o data center de Vinhedo, São Paulo)

Com 22 datacenters próprios no Brasil, Chile e México, sendo 17 em operação e cinco em construção, a Ascenty é líder em capacidade total de energia e área de piso elevado no mercado de Colocation da América Latina.

A conclusão é do estudo recente intitulado "Análise do Mercado Latino-Americano de Serviços de Data Centers — Previsão para 2024", publicado em novembro pela Frost & Sullivan, consultoria de negócios especializada em análise de mercado, e licenciado pela Ascenty. Os países analisados no levantamento são Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e todos os demais países que compõem a América Latina.

No estudo sobre os centros de processamento de dados para hospedagem de servidores empresariais na América Latina, em operação e construção, a Ascenty lidera com 30,1% de participação na capacidade total de energia da região, que foi de 1.050 MW no primeiro semestre de 2020. O consumo energético é um dos principais indicadores de aferição do uso de um data center.

Já no Brasil, que concentra 41,8% da capacidade total de energia da América Latina, com 438 MW, a participação de mercado da Ascenty é de 48,5%. Quanto à área de piso elevado, a Ascenty também lidera com folga. Suas instalações ocupam 38% dos 574 mil metros quadrados disponíveis em toda a América Latina.

Por fim, em relação aos data centers sendo erguidos entre 2020 e 2022, a Ascenty apresenta a maior expansão. Em três anos, a empresa irá concluir a construção de seis unidades que somam 125 MW, três no Brasil, um no Chile e dois no México.

"Temos cerca de um terço do mercado na América Latina com quatro países no foco atual de nossa estratégia de expansão: Brasil, Chile, México e estamos estudando nossa entrada na Colômbia", afirma Chris Torto, CEO da Ascenty. "Nossa visão é a mesma de nossos clientes que desejam avançar para outros países, por isso fazemos investimentos constantes em equipe e tecnologia para expandir no sentido de sempre oferecer unidades próximas de empresas e usuários, a fim de manter a excelência na qualidade de conexão e menor latência do setor".

Para acessar os dados do estudo recente sobre o mercado latino-americano de serviços de data centers, clique aqui.

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Explore as infinitas possibilidades do seu ERP

Por Alan Lopes, CEO da CRM Services

Você conhece pelo menos parte das infinitas possibilidades que seu ERP oferece? Sabe como aproveitar as funções existentes na ferramenta ou como aumentar a aderência e produtividade por meio de integrações, aplicativos, KPIs e dashboards?

Estatisticamente, o uso real de sistemas de gestão pela maioria das empresas é de 20% a 30% (resultados extraídos do estudo anual realizado pela área de marketing da CRM Services, em conjunto com o CRM Labs (laboratório de UX, criação e desenvolvimento da consultoria) sobre a usabilidade dos ERPs, inovação e comportamento de mercado).

De acordo com o estudo, essas empresas seguem uma linha de “economia cognitiva”, sem grandes mudanças em processos ou operações, limitando o uso das ações administrativas, controlando somente o que é essencial, deixando de lado toda a estratégia, inovação, agilidade e integração que os softwares oferecem.

Esse uso “feijão com arroz” das soluções reflete no crescimento, competitividade e nos indicadores de performance que acabam se distanciando cada vez mais dos objetivos estratégicos das companhias.

O start dessa situação ocorre quando a empresa encarrega a tarefa de implementação do ERP à uma prestadora de serviços com uma visão básica de gestão, sem foco na experiência do usuário, agilidade dos processos e escalabilidade, ou o mais provável,
apenas cumprem o determinado no escopo, deixando de sugerir melhorias ou inovações que de fato impactarão no negócio.

O “pulo do gato” é explorar as infinitas possibilidades que o próprio ERP oferece, em conjunto com plataformas e soluções que garantirão maior produtividade e resultados para a empresa, transformando e evoluindo seus processos conforme a tecnologia da própria ferramenta, integrada a outras aplicações que atuam como coadjuvantes ao sistema.

Um dos caminhos mais assertivos nesse sentido é o diagnóstico de usabilidade da solução. Essa ação é vital para garantir a vida, a estrutura organizacional, crescimento da empresa, e, principalmente, os planos e projetos para os próximos anos, bem como: aumentar a lucratividade, o volume de negócios e a presença da companhia no mercado.

O diagnóstico fornecerá um “mapa” do atual uso da tecnologia, das demandas, melhorias e inovações e de como a solução atual, em conjunto com outras ferramentas, poderá contribuir nessa questão.

Como no caso de dashboards, que em conjunto com o ERP, possibilita a avaliação de tendências positivas e negativas de projetos e indicadores, tornando mais fácil atuar em correções necessárias e eliminar gargalos.

As KPIs, integradas ao sistema ajudarão a diagnosticar a execução de uma estratégia, permitindo que os diversos setores de uma empresa consigam monitorar a evolução dos resultados de acordo com as metas definidas e objetivos traçados.

Lembramos que KPI é a sigla que corresponde a Key Performance Indicator, uma técnica de gestão conhecida em português como Indicador-chave de Desempenho. Os KPIs facilitam a transmissão da visão e missão de uma determinada empresa para funcionários que não ocupam cargos elevados.

Por tanto, antes de desistir da sua solução, procure explorar as infinitas possibilidades que ela pode oferecer para seu negócio.

Alan Lopes é CEO e Fundador da CRM Intelligence Servicesa — consultoria especialista em implantação, suporte, atualizações, desenvolvimento e treinamento nas soluções TOTVS — Protheus, RM e fluig. Com sedes em São Paulo, Limeira e Belo Horizonte, a companhia lançou um novo braço operacional voltado para processos funcionais, o CRM Expert, para proporcionar um atendimento de ponta a ponta para seus clientes.

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Forrester Research escolhe Dynatrace como líder em Inteligência Artificial

Empresa obtém pontuação máxima em relatório que afirma que as operações de tecnologia modernas precisam de inteligência e automação

A Dynatrace anuncia que foi escolhida como “Líder” no estudo The Forrester Wave: Inteligência Artificial para Operações de Tecnologia da Informação (TI), 2020. A pesquisa, realizada pela empresa independente Forrester Research, avaliou onze organizações globais em trinta e três fundamentos, e a Dynatrace obteve a pontuação mais alta na categoria de “Oferta Atual”.

Além disso, a companhia recebeu pontuações máximas em dezesseis critérios, incluindo Microsserviços e Administração de Armazenagem, Monitoramento de Transações, Rastreamento Distribuído, Gerenciamento da Experiência do Cliente (CX), Experiência Mobile do Usuário Final, Gerenciamento de Aplicações, Análise Inteligente e Visão de Produto.

O relatório da Forrester afirma que “a complexidade dos sistemas de Tecnologia da Informação tem aumentado exponencialmente nos últimos anos. Isso levou as equipes de Infraestrutura e Operações (I&O), que carecem de conjuntos de habilidades, processos e ferramentas modernos, a lutar para obter uma observabilidade completa dos serviços digitais que fornecem aos seus clientes. Conforme tecnologias de sistemas de monitoramento legado se tornam desatualizadas e menos eficientes, são as análises e a automação aprimoradas quem ditarão quais fornecedores estão à frente”.

A empresa de pesquisa informa que os clientes de AIOps devem procurar por soluções de plataformas que capacitem a colaboração entre equipes por meio da correlação de dados, ofereçam Monitoramento da Experiência Digital (DEM) de ponta a ponta, e se integrem perfeitamente a todo o conjunto de ferramentas de Gerenciamento de Operações de TI (ITOM).

“Na Dynatrace, antecipamos que a adoção de ecossistemas dinâmicos de múltiplas Nuvens aumentaria rapidamente a complexidade em torno da orquestração dos ambientes modernos de TI, e que o volume, a velocidade e a variedade de dados a serem monitorados se expandiria para além da capacidade humana de gerenciar. Por conta disso, desenvolvemos a Automação e a Inteligência Artificial como o núcleo de nossa plataforma”, diz Steve Tack, Vice-Presidente Sênior de Gerenciamento de Produtos da Dynatrace.

“É sempre bom ser reconhecido como um líder por analistas de alto nível, como a Forrester Research. Acreditamos que a posição da Dynatrace neste relatório confirma a nossa missão de auxiliar a transformar a maneira como as equipes do BizDevOps trabalham, automatizando operações em Nuvem, impulsionando uma maior colaboração entre as equipes e liberando tempo e recursos para acelerar a inovação e a geração de resultados de negócios”, diz o executivo.

A avaliação da Forrester afirma que a abordagem da Dynatrace para AIOps é fornecer uma Plataforma de Inteligência de Software, além da infraestrutura e monitoramento de aplicações, para incluir uma experiência do usuário abrangente e KPIs de resultados de negócios. Com análises profundas de uma transação digital de ponta a ponta, o Dynatrace pode identificar todas as etapas da jornada de um usuário digital de maneira transparente.

Aproveitando os recursos de seu mecanismo de Inteligência Artificial, o Davis™, o produto fornece relatórios em tempo real sobre métricas de TI e negócios em um nível granular, com percepções acionáveis para os diversos interessados. A Dynatrace oferece recursos de mapeamento de dependência intuitivos e contínuos, que oferecem aos usuários uma visão consistente dos serviços.

A empresa investiu pesadamente na usabilidade de sua solução, e o design flexível da Interface do Usuário (IU) mantém os profissionais informados ao explorar os problemas de performance do sistema.”

A Dynatrace fornece inteligência de software para simplificar a complexidade da nuvem e acelerar a transformação digital.

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Bitcoin bate recorde e já vale 40 mil dólares

Por Ethevaldo Siqueira

É provável que todos os leitores já tenham ouvido falar ou lido sobre o Bitcoin, como moeda digital. O que mais importa, agora, é saber que seu valor atingiu em dezembro de 2020 a marca impressionante de 40 mil dólares. Sim, US$ 40.000.

Na realidade, Bitcoin é uma rede de pagamento inovadora e um novo tipo de dinheiro. É moeda virtual. Não existe fisicamente. Vale a pena saber também que Bitcoin é divisível em até 8 casas decimais. Ou oito unidades depois da vírgula. E não em apenas duas casas, como os centavos das principais moedas tradicionais.

Com o Bitcoin, pode-se comprar ou vender coisas ou serviços. Pode-se trocá-la por outras moedas (e vice-versa). Em sua essência, o Bitcoin é uma moeda inteligente, projetada por engenheiros com visão de futuro.

São vários propósitos centrais da criação do Bitcoin. Teoricamente, essa moeda virtual pode elliminar a necessidade de bancos. Pode livrar os cidadãos das taxas de cartão de crédito, das taxas de câmbio, das taxas de transferência de dinheiro e reduzir a necessidade de advogados nas transações.

Mais importante ainda, o Bitcoin é uma “moeda exponencial” — ou seja, capaz de mudar nosso conceito de moeda ou dinheiro. Da mesma forma que o e-mail mudou a maneira como pensávamos no correio. Você consegue se lembrar da vida antes do e-mail?

Como nasceu o Bitcoin

A criação e a difusão das criptomoedas — ou moedas virtuais — têm sido um dos assuntos mais abordados pela mídia nos últimos anos. A história do Bitcoin se inicia em meados de 2008, por intermédio de um misterioso Satoshi Nakamoto. O que mais desperta a atenção em todo o mundo é o crescimento exponencial do valor do Bitcoin. Em meados de 2010, ele valia singelos 100 dólares. Em novembro de 2017, ultrapassou os 7 mil dólares E, em 2020, chegou ao quebrar o recorde de 40 mil dólares.

Mas, afinal, que é Bitcoin?

Assim como o dólar, a libra esterlina ou real, o Bitcoin é uma moeda. Mas ele tem duas diferenças essenciais, que são:

1) É uma moeda virtual. Ou seja, não existe em espécie e é descentralizada, isto é, não requer nenhum intermediário para a concretização das transações.

2) O Bitcoin não está submetido à fiscalização e controle de nenhum país. Em outras palavras, o Bitcoin torna desnecessária a existência de bancos e a supervisão dos governos, principal razão de ser ela alvo de tantas polêmicas.

História do Bitcoin

O Bitcoin nasceu no auge da crise americana que levou à quebra de diversas instituições financeiras. O sistema que apoiou a criação da moeda foi apresentado por Satoshi Nakamoto no grupo de discussão The Cryptography Mailing.

Nakamoto se apresentou nas redes sociais como o criador do protocolo original da moeda e como a pessoa que mais teria contribuído para o desenvolvimento da rede Bitcoin ao longo dos anos iniciais. Após se envolver com o projeto, Nakamoto simplesmente desapareceu no final de 2010, alegando que havia “partido para novas coisas”.

A identidade de Satoshi Nakamoto tem sido um dos maiores mistérios da história do Bitcoin, mesmo depois de vários jornais e revistas especializadas tentarem sem sucesso desvendar sua real identidade. No ano de 2016, o empreendedor australiano Craig Wright chamou a atenção de todos ao afirmar ser o verdadeiro Nakamoto, inclusive fornecendo provas técnicas de sua alegação. No entanto, a maior parte da comunidade do Bitcoin refutou suas supostas provas, alegando que elas haviam sido forjadas.

De qualquer forma, na atualidade, parece ser pouco relevante para o desenvolvimento do Bitcoin saber a verdadeira identidade de Nakamoto, já que seu sistema não depende de ninguém ou de uma organização específica. O que importa é que a moeda parece ser uma concreta solução para o futuro, e que, no final de 2020, já contava com um mercado que movimentava mais de 100 bilhões de dólares.

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