Facebook usa dados pessoais em pesquisas

facebook_etica2.jpgVindu Goel, NYT
13/08/2014 - C
ientistas podem analisar os dados pessoais de milhões de pessoas sem o seu conhecimento, e alguns analisam as questões éticas destes estudos.

Estudiosos estão empolgados com a perspectiva de aproveitar a montanha de dados pessoais recolhidos pelo Facebook, Google, Amazon e uma série de start-ups, pois afirmam que podem transformar pesquisas em ciências sociais.

"Esta é uma nova era", disse Jeffrey T. Hancock, professor da Universidade Cornell de comunicação e ciência da informação. "Eu comparo um pouco com época em que a química era analisada pelo microscópio."

Pesquisadores antigamente forçados a realizar entrevistas pessoais meticulosas com diferentes temas, podem agora se sentar em frente a um computador e analisar as experiências digitais de milhões de usuários da Internet. É uma fronteira tênue entre a ciência social com a ética que envolve experiências com pessoas que talvez nunca saibam que são objetos de estudo e sequer poderão questionar este fato.

Legenda: O professor Jeffrey T. Hancock foi co-autor de um estudo sobre o Facebook ter tranquilamente manipulado feeds de notícias de cerca de 700.000 pessoas para aprender estas mudanças afetaram suas emoções.
Foto: Heather Ainsworth

http://www.nytimes.com/2014/08/13/technology/the-boon-of-online-data-puts-social-science-in-a-quandary.html?ref=technology&_r=0

 

 

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Copa: 50 milhões de fotos e 618 mil twitts/minuto

twitts_copa2.jpgEthevaldo Siqueira
14/07/2014 - Segundo o Financial Times desta segunda-feira (14) o verdadeiro vencedor da Copa do Mundo foi o Twitter, com um recorde de 618.725 mensagens (twitts) por minuto na partida entre Alemanha e Argentina.

No Brasil, a Copa gerou mais de 50 milhões de fotos (selfies e outras), segundo dados da Telebrasil.

Instagram na Copa
Foto: Divulgação

http://blogs.ft.com/the-world/2014/07/twitter-the-real-winner-of-the-world-cup/

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Marcas brasileiras que bombaram nas redes sociais

socialbakers.jpgProxxima
14/07/2014 - Relatório mensal da Socialbakers aponta quais foram as fanpages com mais seguidores, posts e engajamento no sexto mês do ano.

O Itaú é a marca nacional com mais visualizações no YouTube no mês de junho. É o que aponta o relatório mensal da Socialbakers, que analisa o desempenho das marcas brasileiras também no Facebook e no Twitter. Para isso, a empresa considera os quesitos interação, taxa de engajamento, tempo de resposta e taxa de resposta.

Ainda na plataforma de vídeos do Google, o canal com mais seguidores é o da Nike Futebol. A fabricante de artigos esportivos também é responsável pelas duas postagens mais populares no Facebook: o post com a divulgação do comercial "O Último Jogo" teve 999k em interações – curtidas, comentários e compartilhamentos –, enquanto a publicação em homenagem aos vinte anos sem Ayrton Senna resultou em 457k interações.

No Twitter, a página de Claro Ronaldo encabeça tanto a lista das marcas com mais seguidores quanto a de interações. Confira todos os rankings no infográfico:

http://www.proxxima.com.br/home/social/2014/07/10/Socialbakers--as-marcas-brasileiras-mais-populares-nas-redes-sociais-em-junho.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsletter-Proxxima-diaria&utm_content=noticias_diarias&utm_source=Virtual+Target&utm_medium=email&utm_content=&utm_campaign=Newsletter-Proxxima_-semanal&utm_term=

 

 

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Google decide acabar com o Orkut até o fim do ano

orkut2.jpgFolha
01/06/2014 - Maior rede social do mundo até 2011, o Orkut está perto do fim. O Google decidiu acabar com o serviço nos próximos seis meses.

A partir desta segunda (30), novos perfis não poderão ser criados e usuários antigos terão um período para poder exportar seus dados, como fotos e scraps. Uma ferramenta também permitirá converter o perfil do Orkut em perfil no Google+, rede social criada em 2011, mas que ainda tem pouquíssimos usuários.
O processo de desligamento deverá ser concluído até o final do ano, com a extinção completa do serviço.

Depois de 31 de dezembro, nem mesmo o endereço "orkut.com" deverá ser mantido pela empresa, visto que Orkut Büyükkökten, engenheiro turco criador da rede, deixou o Google há quatro meses e pretende manter controle sobre o domínio.
Já as comunidades, atrativo do Orkut, terão tratamento diferenciado. Ao menos parte delas não será apagada –ficará mantida de forma estática, "congelada", como uma espécie de museu do serviço.

Em relação a perfis e comunidades suspeitos de envolvimento em crimes, como pornografia infantil, os dados de casos com investigação em curso serão preservados também até o final do ano.
Em julho de 2008, Google e Ministério Público firmaram um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) sobre o tema como resultado da CPI da Pedofilia. No documento, o Google se comprometeu a comunicar os casos em que o material ilícito fosse divulgado e a preservar dados necessários à investigação do crime por um prazo de 180 dias, prorrogável por mais 180 dias.

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A distorção de felicidade causada pelas redes sociais

felicidade2.jpgwww.brainstorm9.com.br
01/07/2014 - É uma situação bem delicada. Quando abrimos o Facebook – ou qualquer rede social, no geral – damos de cara com um mundo de felicidade. As pessoas viram as melhores editoras da própria vida, sempre destacando um lado positivo ou criando ilusões sobre uma vida que parece perfeita.

Esse vídeo consegue ser impactante por mostrar qual o real problema da comparação entre essa vida editada das redes sociais e a que tocamos na vida real. Aqueles pratos gourmet das fotos registradas pelos seus amigos não podem ser comparadas com seu almocinho fast food ou aquele congelado que você fez de janta hoje, e as selfies feitas depois de muita produção e maquiagem não podem de forma alguma deixar você desconfortável quando olhar no espelho de manhã.


O problema é: se pararmos de sermos esses perfeitos editores de uma vida feliz nas redes sociais, será que alguém terá paciência de nos acompanhar, ou a vida real é muito chata para ter direito a broadcast?

 

 

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Facebook pode decidir uma eleição e ninguém percebe

banner_face_not.jpgJonathan Zittrain, New Republic
16/06/2014 - Jonathan Zittrain é um dos maiores especialistas sobre internet do planeta. É professor de direito e ciência da computação na Universidade de Harvard. Há alguns dias escreveu um artigo na revista "New Republic" com o título: "O Facebook poderia decidir uma eleição e ninguém nunca descobrir". Segue parte do artigo traduzido livremente:

Em 2 de novembro de 2010, os usuários americanos do Facebook foram objecto de uma ambiciosa experiência: a rede social poderia incentivar as pessoas (desanimadas) a votar nas eleições do Congresso daquele dia? A resposta foi sim.

O incentivo para cutucar os espectadores para as cabines de votação foi simples. Ela consistia de um gráfico que continha um link para procurar locais de votação, um botão de clique para anunciar que você tinha votado, e as fotos dos perfis de até seis amigos do Facebook que indicaram que já haviam feito o mesmo. Com a cooperação do Facebook, os cientistas políticos inventaram uma pesquisa plantada nos feeds de notícias de dezenas de milhões de usuários. (Para outros grupos de usuários do Facebook foram mostrados uma mensagem generica como "vote hoje" ou não receberam nenhum aviso de votação) Então, em um feito incrível reconhecimento de dados, os pesquisadores compararam os grupos selecionados com o dia dos registros de votação reais das delegacias em todo o país para medir o quanto a votação via Facebook aumentou participação.


No geral, os usuários notificados da votação por seus amigos eram 0,39 por cento mais propensos a votar do que aqueles do grupo de controle, e todas as decisões resultantes de lançar uma cédula também pareceram a fazer diferença no comportamento dos amigos em comum do Facebook, mesmo que essas pessoas não tivessem recebido a mensagem original. A esse pequeno aumento nas taxas de comparecimento às urnas, rendeu um monte de novos votos. Os pesquisadores concluíram que o seu gráfico Facebook mobilizram diretamente 60.000 eleitores, e, graças ao efeito cascata, em última análise, causou um adicional de 340 mil votos naquele dia. Como eles apontam, George W. Bush venceu na Flórida, e, assim, a presidência, por 537 votos a menos do que 0,01 por cento dos votos expressos naquele estado.


Considere agora, uma eleição disputada num futuro hipotético. Suponha que Mark Zuckerberg pessoalmente resolva favorecer algum candidato que você não gosta. Ele organiza para um prompt de votação para aparecer nos feeds de notícias de dezenas de milhões de usuários ativos do Facebook, mas ao contrário da experiência de 2010, o grupo que não receberá a mensagem não é escolhido ao acaso. Em vez disso, Zuckerberg faz uso do fato de que o Facebook "gosta" pode prever pontos de vista políticos e filiação partidária, mesmo para além dos muitos usuários que orgulhosamente anunciam essas filiações diretamente. Com esse conhecimento, o nosso hipotético Zuck opta por não apimentar os feeds dos usuários insensíveis aos seus pontos de vista. Tais manobras, em seguida, alteram o resultado de nossa eleição hipotética. A lei deve restringir este tipo de comportamento?


O cenário imaginado acima é um exemplo de 'gerrymandering' digital (ou seja, uma maneira de manipular dados eleitorais com a finalidade de favorecer um partido)

jonathan.jpgGerrymandering Digital ocorre quando um site publica informações de uma forma que serve a sua própria agenda ideológica. Isso é possível em qualquer serviço que personaliza o que os usuários vêem ou a ordem em que eles vêem isso, e o resultado é cada vez mais imediato.

Veja a matéria completa (em inglês)
http://www.newrepublic.com/article/117878/information-fiduciary-solution-facebook-digital-gerrymandering

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