Google decide acabar com o Orkut até o fim do ano

orkut2.jpgFolha
01/06/2014 - Maior rede social do mundo até 2011, o Orkut está perto do fim. O Google decidiu acabar com o serviço nos próximos seis meses.

A partir desta segunda (30), novos perfis não poderão ser criados e usuários antigos terão um período para poder exportar seus dados, como fotos e scraps. Uma ferramenta também permitirá converter o perfil do Orkut em perfil no Google+, rede social criada em 2011, mas que ainda tem pouquíssimos usuários.
O processo de desligamento deverá ser concluído até o final do ano, com a extinção completa do serviço.

Depois de 31 de dezembro, nem mesmo o endereço "orkut.com" deverá ser mantido pela empresa, visto que Orkut Büyükkökten, engenheiro turco criador da rede, deixou o Google há quatro meses e pretende manter controle sobre o domínio.
Já as comunidades, atrativo do Orkut, terão tratamento diferenciado. Ao menos parte delas não será apagada –ficará mantida de forma estática, "congelada", como uma espécie de museu do serviço.

Em relação a perfis e comunidades suspeitos de envolvimento em crimes, como pornografia infantil, os dados de casos com investigação em curso serão preservados também até o final do ano.
Em julho de 2008, Google e Ministério Público firmaram um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) sobre o tema como resultado da CPI da Pedofilia. No documento, o Google se comprometeu a comunicar os casos em que o material ilícito fosse divulgado e a preservar dados necessários à investigação do crime por um prazo de 180 dias, prorrogável por mais 180 dias.

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A distorção de felicidade causada pelas redes sociais

felicidade2.jpgwww.brainstorm9.com.br
01/07/2014 - É uma situação bem delicada. Quando abrimos o Facebook – ou qualquer rede social, no geral – damos de cara com um mundo de felicidade. As pessoas viram as melhores editoras da própria vida, sempre destacando um lado positivo ou criando ilusões sobre uma vida que parece perfeita.

Esse vídeo consegue ser impactante por mostrar qual o real problema da comparação entre essa vida editada das redes sociais e a que tocamos na vida real. Aqueles pratos gourmet das fotos registradas pelos seus amigos não podem ser comparadas com seu almocinho fast food ou aquele congelado que você fez de janta hoje, e as selfies feitas depois de muita produção e maquiagem não podem de forma alguma deixar você desconfortável quando olhar no espelho de manhã.


O problema é: se pararmos de sermos esses perfeitos editores de uma vida feliz nas redes sociais, será que alguém terá paciência de nos acompanhar, ou a vida real é muito chata para ter direito a broadcast?

 

 

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Facebook pode decidir uma eleição e ninguém percebe

banner_face_not.jpgJonathan Zittrain, New Republic
16/06/2014 - Jonathan Zittrain é um dos maiores especialistas sobre internet do planeta. É professor de direito e ciência da computação na Universidade de Harvard. Há alguns dias escreveu um artigo na revista "New Republic" com o título: "O Facebook poderia decidir uma eleição e ninguém nunca descobrir". Segue parte do artigo traduzido livremente:

Em 2 de novembro de 2010, os usuários americanos do Facebook foram objecto de uma ambiciosa experiência: a rede social poderia incentivar as pessoas (desanimadas) a votar nas eleições do Congresso daquele dia? A resposta foi sim.

O incentivo para cutucar os espectadores para as cabines de votação foi simples. Ela consistia de um gráfico que continha um link para procurar locais de votação, um botão de clique para anunciar que você tinha votado, e as fotos dos perfis de até seis amigos do Facebook que indicaram que já haviam feito o mesmo. Com a cooperação do Facebook, os cientistas políticos inventaram uma pesquisa plantada nos feeds de notícias de dezenas de milhões de usuários. (Para outros grupos de usuários do Facebook foram mostrados uma mensagem generica como "vote hoje" ou não receberam nenhum aviso de votação) Então, em um feito incrível reconhecimento de dados, os pesquisadores compararam os grupos selecionados com o dia dos registros de votação reais das delegacias em todo o país para medir o quanto a votação via Facebook aumentou participação.


No geral, os usuários notificados da votação por seus amigos eram 0,39 por cento mais propensos a votar do que aqueles do grupo de controle, e todas as decisões resultantes de lançar uma cédula também pareceram a fazer diferença no comportamento dos amigos em comum do Facebook, mesmo que essas pessoas não tivessem recebido a mensagem original. A esse pequeno aumento nas taxas de comparecimento às urnas, rendeu um monte de novos votos. Os pesquisadores concluíram que o seu gráfico Facebook mobilizram diretamente 60.000 eleitores, e, graças ao efeito cascata, em última análise, causou um adicional de 340 mil votos naquele dia. Como eles apontam, George W. Bush venceu na Flórida, e, assim, a presidência, por 537 votos a menos do que 0,01 por cento dos votos expressos naquele estado.


Considere agora, uma eleição disputada num futuro hipotético. Suponha que Mark Zuckerberg pessoalmente resolva favorecer algum candidato que você não gosta. Ele organiza para um prompt de votação para aparecer nos feeds de notícias de dezenas de milhões de usuários ativos do Facebook, mas ao contrário da experiência de 2010, o grupo que não receberá a mensagem não é escolhido ao acaso. Em vez disso, Zuckerberg faz uso do fato de que o Facebook "gosta" pode prever pontos de vista políticos e filiação partidária, mesmo para além dos muitos usuários que orgulhosamente anunciam essas filiações diretamente. Com esse conhecimento, o nosso hipotético Zuck opta por não apimentar os feeds dos usuários insensíveis aos seus pontos de vista. Tais manobras, em seguida, alteram o resultado de nossa eleição hipotética. A lei deve restringir este tipo de comportamento?


O cenário imaginado acima é um exemplo de 'gerrymandering' digital (ou seja, uma maneira de manipular dados eleitorais com a finalidade de favorecer um partido)

jonathan.jpgGerrymandering Digital ocorre quando um site publica informações de uma forma que serve a sua própria agenda ideológica. Isso é possível em qualquer serviço que personaliza o que os usuários vêem ou a ordem em que eles vêem isso, e o resultado é cada vez mais imediato.

Veja a matéria completa (em inglês)
http://www.newrepublic.com/article/117878/information-fiduciary-solution-facebook-digital-gerrymandering

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Radical: 'Matei o News Feed do Facebook'

banner_face_not.jpgFabio Bracht*
10/06/2014 - Fiz um negócio esquisito: instalei uma extensão do Chrome para desativar o News Feed do Facebook. É esquisito porque, se formos pensar no Facebook como um produto (esquecendo por um momento que ele hoje em dia é muito mais que isso, é uma plataforma de conexão responsável por boa parte do aspecto social da internet inteira), o News Feed representa uns 80% desse produto. Pensando assim, eu matei 80% do Facebook.

Como certamente muitos outros usuários do Facebook, quem sabe até a maioria deles, há algum tempo venho me preocupando com o tempo gasto interagindo basicamente com a barra de rolagem no Facebook. É aquela comparação que você já deve ter lido: parece uma geladeira. Você fica abrindo a cada poucos minutos, na esperança irracional de encontrar algo diferente, mas invariavelmente vê sempre os mesmos tipos de porcarias.

dont_get.jpgAo mesmo tempo, desativar o perfil (apesar de muito tentador em alguns momentos) não é uma opção. Meus amigos estão lá e eles são importantes para mim — simples assim.


Conclusões iniciais e imediatas

Faz poucos dias que desativei o News Feed, de modo que ainda estou avaliando se essa é mesmo uma solução tão boa quanto parece. (Prometo atualizar o texto se acabar concluindo que foi uma besteira.) Mas algumas coisas ficaram imediatamente claras. Muitas delas são bastante óbvias, mas gostaria citá-las mesmo assim:

O primeiro medo, de que o Facebook se tornaria menos útil, ou muito vazio, se mostrou completamente infundado.


Obviamente, continuo podendo conversar com amigos normalmente no chat. De fato, hoje faço isso com um pouco mais de frequência, o que considero ótimo.


Continuo recebendo notificações de comentários, likes, marcações em outros posts, eventos, etc. e podendo interagir normalmente com todo esse conteúdo. A diferença é que, se sou notificado, geralmente isso significa que aquele conteúdo está relacionado a mim de alguma forma. Com isso, eu agora só recebo informação que de fato me interessa diretamente.


Ainda posso compartilhar coisas importantes ou interessantes, já que a caixinha de compartilhamento no topo do News Feed não sumiu. As páginas de perfis também continuam inalteradas — tanto a minha quanto as dos meus amigos. Isso significa que hoje, quando quero ver o que os meus amigos estão publicando, isso é uma ação ativa, não passiva. Eu penso "o que será que Fulano está compartilhando?" e entro no perfil para ver. Eu vou atrás do que me interessa, não espero que isso venha até mim. Eu me aproximo.


Ainda sobre o ponto anterior, de certa forma isso me lembra uma boa característica dos tempos do Orkut, no qual a navegação era basicamente de perfil em perfil, de comunidade em comunidade, de ponto de interesse a ponto de interesse. É uma quebra de paradigma em relação à interação bem mais passiva com o Facebook, na qual você apenas senta e espera que o site te mostre o que há de interessante.


O Facebook tem um recurso de "melhores amigos". Se existe alguém cujos posts são consistentemente interessantes para mim, eu posso marcar essa pessoa como "melhor amigo", e o Facebook me notifica sempre que ela publicar alguma coisa. Esse recurso parece ser pouco utilizado, mas junto com o lance de esconder o News Feed, ele agora é particularmente útil para mim — mais do que isso, me soa como a ferramenta máxima de curadoria pessoal possível nessa rede.


O News Feed geral, como era antes, não morreu completamente. Eu ainda consigo vê-lo no celular ou num tablet, o que é contextualmente muito preferível. Quando estou com o celular na mão, geralmente estou mesmo querendo matar algum tempo, e para isso o News Feed geral é perfeito. O problema dele era matar o meu tempo quando eu estava no notebook e deveria estar trabalhando, estudando, escrevendo ou resolvendo outros problemas.


Por último, mas não menos importante, não estou sentindo nenhuma falta dos malditos títulos vazios e apelativos ao estilo Upworthy que tanto me irritam, ou do chorume pseudo-politizado que estava rolando na minha timeline. Vão tarde.

Confesso que não sei o quão próximo da realidade eu estou ao dizer que o News Feed representa 80% do Facebook, mas gosto de pensar assim, pois me lembra do Princípio de Pareto — "80% das consequências advêm de 20% das causas". Se eu tiver que cortar 80% do Facebook para fazê-lo ficar 20% melhor, não vejo porquê não.

Se bem que, sendo bem sincero, ele está parecendo bem mais do que só 20% melhor. E você teria "coragem" de abrir mão de seu Feed de Notícias?

*Fabio Bracht é escritor e tradutor

https://medium.com/web-tecnologia/matei-o-news-feed-do-facebook-7fce6e8fef2

 

 

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Procon-SP lança site para a Copa 2014

procon_copa.jpg06/06/2014 - Nesta sexta, 06, a Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania, lança o hotsite Procon na Copa e a cartilha Direitos do Consumidor Turista.

Tecnologia a serviço do torcedor: é assim que o Procon-SP se preparou para atuar junto aos consumidores na Copa do Mundo 2014. O hotsite Procon na Copa (http://www.procon.sp.gov.br/proconnacopa/) atenderá as demandas dos consumidores turistas, tais como: bagagens extraviadas, problemas com transporte, queixas sobre hospedagem, alimentação ou telefonia, dúvidas com segurança e operações bancárias, e demais imprevistos.

Também no hotsite será disponibilizada a cartilha "Direitos do Consumidor Turista". Um guia de 200 páginas com todas as informações para o consumidor turista, desenvolvido em português, inglês e espanhol, conta com encarte especial para a Copa do Mundo. A Fundação também distribuirá panfletos em aeroportos, rodoviárias e hotéis da capital e das cidades que receberão seleções com QR Code que dará acesso à cartilha.

Procon-SP na Copa do Mundo

Como parte das ações que a Fundação preparou para a copa estão palestras para fornecedores dos ramos hoteleiro, de bares e restaurantes, de guias de turismo e das empresas aéreas; e fiscalizações a partir de denúncias recebidas pelo hotsite, além de operações em aeroportos, rodoviárias, estacionamentos, rede hoteleira e bares e restaurantes.

Também foram realizadas reuniões com representantes da FIFA, Febraban, Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil, Associação Brasileira da Indústria Hoteleira, Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, Associação Brasileira das Empresas Aéreas e Empresas Aéreas e Infraero, Ouvidoria Municipal e SPTuris, Agência Nacional de Aviação Civil, Associação Brasileira de Agências de Viagens de São Paulo, Associação das Operadoras de Receptivo de SP, Empresas de telecomunicações, Aeroporto Internacional de São Paulo, Socicam, CPTM e Metrô, Associação Brasileira das Operadoras de Turismo.

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Copa do Mundo em 140 caracteres e seis idiomas

twiter.jpg06/06/2014 - Levantamento global de posts no Twitter mostra o que internautas estão postando em relação ao campeonato e outros temas relacionados ao evento, que começará em 12 de junho
A Almawave, braço tecnológico do grupo italiano AlmavivA, vai produzir diariamente, até o dia 13 de julho, levantamento global com os temas mais comentados no Twitter sobre o Mundial em seis idiomas (português, inglês, espanhol, italiano, francês e alemão). Os primeiros resultados, gerados a partir da análise de 4,2 milhões de tweets entre os dias 29 de maio e 03 de junho, revelam curiosidades sobre os assuntos mais tuitados pelos internautas em relação ao evento esportivo e ao Brasil.

No período analisado, as equipes mais comentadas foram Espanha, México, Colômbia e Brasil, respectivamente. Entre os jogadores globais mencionados, o brasileiro Neymar aparece em quarto lugar, atrás de Luis Montes (México), Daniel Carvajal (Espanha), Radamel Falcão (Colômbia). Mas, é o primeiro na lista dos mais citados entre os jogadores brasileiros. Já Luiz Felipe Scolari não aparece entre os dez técnicos mais mencionados pelos internautas.


copa_twitter.jpgEntre os assuntos relacionados ao evento, segurança aparece em primeiro lugar no que diz respeito à organização. Em relação a chefe de estado, Dilma Rousseff fica em segundo lugar, atrás do rei Juan Carlos I (Espanha). Diego Maradona é a primeira personalidade esportiva citada, seguida de Zico. Na gastronomia, os doces sorvete e beijinho lideram os comentários.


"Essa pesquisa é muito interessante, pois já nos mostrou e ainda apresentará muitas curiosidades, inclusive que os internautas brasileiros e estrangeiros também estão acompanhando e discutindo assuntos de diferentes aspectos, como organização e temas sociais", explica Giulio Salomone, vice-presidente do conselho de administração da Almawave do Brasil.


Entenda o estudo


Dos 4,2 milhões de tweets analisados, 78,1% das publicações, que corresponde a 3,2 milhões de posts, mencionaram o campeonato. Desse percentual, os temas mais comentados foram mídia e personalidades (44% - 1,4 milhões de tweets), organização do evento (26,7% - 854,4 mil posts), economia (12,4% - 396,8 mil tweets), turismo (8,5% - 272 mil posts) e temas sociais (8,4% - 268,8 mil tweets).


Além do estudo referente aos temas mais citados em relação à Copa do Mundo, o levantamento ainda desenvolveu um ranking com os dez jogadores, treinadores e seleções participantes mais discutidos nos tweets.

A solução IrideAware, desenvolvida especialmente pela empresa para este tipo de pesquisa e análise, trabalha em três etapas para apurar as informações e concluir a avaliação. O primeiro passo é monitorar e extrair, 24 horas por dia, os dados da rede social com base em termos e palavras-chave. Na sequência, a tecnologia organiza, armazena e exporta o conteúdo. E, por fim, a ferramenta analisa todas as informações e automaticamente gera um relatório com as estatísticas referentes aos temas mais comentados no mundo inteiro.

No ano passado, a Almawave realizou uma pesquisa nos mesmos padrões para saber o que era dito sobre a Itália. A partir do termo #italianelmondo, o estudo construiu uma imagem da Itália por meio da análise com 7,8 milhões de tweets em todo o mundo. Os temas favoritos de discussão estavam relacionados ao esporte (40%), turismo (15 %), política (8%), eventos (6%), economia (6%) e problemas sociais (5%). A conclusão dessa pesquisa foi apresentada durante o EMC Fórum 2013, evento internacional do setor de TI.

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