Redes sociais: usuário precisa saber usar

dba_corp.jpgRedes sociais são como locais públicos, portanto há de se ter cuidado com o que é mostrado

*Por Daiane Mira
30/08/2016 - Com o aumento exponencial da utilização das redes sociais, sejam elas pessoais ou profissionais, temos visto que muitas vezes os comentários e o compartilhamento de informações e notícias, estão produzindo efeitos contrários àqueles que as pessoas desejam. Quem usa ativamente as principais redes e mídias sociais pode observar algumas posturas que fogem dos padrões esperados.

Quando um perfil é criado nessas redes, fica a critério do usuário aceitar ou não desconhecidos em sua rede. Em alguns casos, é possível utilizar aplicativos para aumentar o número de seguidores e consequentemente a "popularidade virtual" que esse número significa. É importante estar ciente de que ao postar fotos, localizações, viagens e impressões pessoais, essas pessoas desconhecidas terão acesso a todo o conteúdo. Claro que outra questão que o usuário pode escolher, é a segurança: quem tem acesso às informações postadas? Mesmo com uma rede de desconhecidos, é possível filtrar quem visualizará ou não. E esse é um ponto importante de segurança, já que pelas suas postagens é possível definir um padrão de rotina e facilmente identificar seus gostos e tentar uma aproximação virtual ou até mesmo pessoalmente. É necessário ter bom senso para zelar por sua segurança.

Falando em bom senso, é grande o número de pessoas que compartilham vídeos ou fotos de pessoas ou animais sofrendo maus tratos. Os vídeos de acidentes trágicos despertam grande curiosidade e comoção, mas será que em uma rede de entretenimento e distração isso é necessário? O sensacionalismo e as falsas notícias também são propagados nos compartilhamentos que algumas pessoas fazem lendo somente o enunciado da notícia, sem sequer olhar o conteúdo e verificar se ele não faz alusão a nada que lhe comprometa ou mencione nomes de pessoas, marcas e outros tipos de informação que denigram as imagens alheias. Essa é uma prática que se tornou muito frequente pela quantidade de informações que nos chegam pelas redes sociais, portanto é necessário verificar.

Falando especificamente do ponto de vista profissional, o LinkedIn é a maior rede utilizada. Principalmente nela, estão os principais perfis profissionais que você conhece, tem interesse ou prospectou para alguma ação. Mas, ultimamente, junto às postagens profissionais, encontramos selfies, textos filosóficos, correntes de orações e fotos totalmente inapropriadas. Até que ponto essa mudança do conteúdo é aceitável? Não se esqueça que as empresas e seus recrutadores estão de olho nas redes sociais profissionais e até pessoais.

Mas aí entra o livre arbítrio. "Caso não esteja satisfeito com o que posto, me exclua ou deixe de me seguir". "A rede social é minha e eu posto o que eu quiser". Bom, isso é uma verdade. Não dá para proibir ou impor regras sobre o que postar ou não. E já que temos a opção de não seguir mais a pessoa ou desfazer a amizade, essa é a única forma de evitar ver o que não nos agrada ou contratar quem não se adequa.

*Daiane Mira, executiva da DBACorp www.dbacorp.com.br

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WhatsApp muda política de privacidade

whatsapp.jpg25/06/2016 - E abre caminho para empresas enviarem mensagens aos seus bilhões de usuários, informa matéria do Financial Times.

Os novos serviços, incluindo alertas de fraude de bancos e atualização de companhias aéreas em voos atrasados, deverão ser testados nos próximos meses e são devem gerar uma fonte de receita extra para o aplicativo de propriedade do Facebook.

"Queremos explorar diferentes maneiras de comunicação entre empresas e usuários, sem banners de terceiros e spam", postou um porta-voz da rede social.

Esta é a primeira vez que o WhatsApp, que é gerido separadamente de sua empresa-mãe, compartilhou seus dados. Quando o Facebook adquiriu o WhatsApp por US $ 22 bilhões, alguns temiam que a rede social mudaria a política de privacidade, e passaria a mostrar anúncios aos usuários em suas mensagens.

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O desafio do WhatsApp ao Leviatã

whatsapp.jpg*Tercio Sampaio Ferraz Junior, Juliano Maranhão e Marcelo Finger
Artigo publicado na Folha de S. Paulo: 17 de agosto de 2016
O debate do bloqueio do aplicativo WhatsApp por medidas judiciais envolve a contraposição entre o direito à liberdade de comunicação e a segurança como política pública garantida pelo Estado.

A liminar do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, suspendendo o bloqueio em julho, por exemplo, assenta-se, em nome do direito constitucional à comunicação livre, na sua desproporcionalidade, que gera "insegurança jurídica entre os usuários do serviço, ao deixar milhões de brasileiros sem comunicação entre si".

A ofensa ao direito de milhões à comunicação tem forte apelo retórico, mas há algum exagero em se identificar o aplicativo com a própria possibilidade de se comunicar. Seria admissível então o bloqueio a um concorrente do WhatsApp, com poucos usuários?

A possibilidade de criptografar mensagens existe há milhares de anos. A tecnologia moderna permite que cada usuário do WhatsApp tenha uma chave pública, comunicada a todos que desejem lhe endereçar mensagens. Todos podem codificar e enviar mensagens de acordo com esse recurso, com a privacidade garantida.

Só quem possui a chave de decodificação (armazenada no celular de cada usuário) pode ler as mensagens. O provedor do aplicativo cria a possibilidade de codificação e decodificação, mas não possui nem tem como acessar as chaves.

Portanto, a questão crucial não é se o WhatsApp (ou outro aplicativo do gênero) teria a obrigação de revelar o teor das mensagens, pois isso é impossível, mas se as empresas de tecnologia estão autorizadas a comercializar produtos que proporcionem ao usuário ambientes de informação absolutamente inacessíveis.

O interessante é que essa tecnologia de encriptação, ao proporcionar inviolabilidade, torna o Estado impotente e, no limite, dispensável -os bitcoins, por exemplo, usam a criptografia para proporcionar a todos os usuários um sistema seguro de geração de moedas, de sua propriedade e de trocas.

No mundo físico, ao contrário do virtual encriptado, não há ambiente que, em tese, não possa ser acessado pelo Estado. Por isso falamos da inviolabilidade do domicílio (de fato violável) como um direito individual.
Dessa ótica, inverte-se a hipótese do conhecido Big Brother de George Orwell: em vez de um Estado que, pela tecnologia, controla todos os aspectos da vida privada, temos uma tecnologia que garante espaços privados (virtuais) inacessíveis ao Estado.

Daí a necessidade de regulação da tecnologia de criptografia. Caso o Poder Judiciário entenda que o WhatsApp e aplicativos do gênero estão sujeitos ao poder estatal de bloqueio, seriam afetados imediatamente os direitos à livre iniciativa -a proibição ao desenvolvimento de produtos que criem ambientes criptografados- e, consequentemente, à liberdade e à privacidade de qualquer comunicação virtual individual.

A solução regulatória passa, portanto, por um problema que vai além do equilíbrio jurídico entre privacidade, sigilo, livre comunicação e segurança pública.

Enfrenta um desafio mais profundo gerado pelo "admirável mundo novo" virtual: como balizar a tecnologia humana em nome de um humanismo essencial? E não estamos diante de uma hipótese de ficção científica...

*TERCIO SAMPAIO FERRAZ JUNIOR, 74, é professor aposentado da Faculdade de Direito da USP e professor emérito da Faculdade de Direito da USP-Ribeirão Preto
*JULIANO MARANHÃO, 41, advogado, é professor associado da Faculdade de Direito da USP
*MARCELO FINGER, 50, é professor titular de ciência da computação do Instituto de Matemática e Estatística da USP

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Skyscanner terá “robôs” para buscas de voos no Skype

08/08/2016 - O serviço de busca de voos Skyscanner lançou na última semana uma nova forma de encontrar passagens para as suas próximas férias. Em uma parceria com o Skype, os usuários envolvidos em uma conversa em grupo podem, simplesmente, adicionar o "bot" do Skyscanner e interagir com ele naturalmente, como se fosse um outro membro do grupo de bate-papo.

O robô oferece aos usuários do Skype a chance de procurar por voos, individualmente ou como parte de um grupo, retornando com preços e opções de rotas. Ou seja, é possível reservar passagens aéreas e pesquisar os melhores preços, tudo isso, por meio de um chat.

O serviço está disponível para todos os usuários do Skype e pode ser acessado e convidado para qualquer conversa neste link.

 

 

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Facebook lança seções de compras e serviços

facebook_lojas.jpg04/08/2016 - O Facebook anuncia o lançamento de duas novas seções que ampliam as possibilidades de negócios para as páginas em sua plataforma: a seção de compras e a de serviços.

De acordo com a rede social, a seção de compras já está disponível para o sudeste da Ásia e alguns outros mercados emergentes de grande crescimento como o Brasil - que é um dos 10 países que mais utilizam a seção no mundo, ao lado de Tailândia, Vietnã, Indonésia, Malásia, México, Filipinas, Índia, Argentina e Taiwan. Agora, esta opção será disponibilizada em todos os mercados emergentes. A aba de comprar vai oferecer às páginas de negócios uma maneira mais eficiente de exibir os seus produtos para venda na plataforma, além de permitir que as pessoas naveguem pela página e também descubram e comprem produtos de maneira mais fácil, por meio de trocas de mensagens com as empresas que mais importam para elas.

Já a aba de serviços para páginas, que passa a ficar disponível globalmente a partir de agora, vai permitir que a empresas de serviços, como empresas de reformas ou spas, mostrem uma lista de suas ofertas diretamente em sua página.

 

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Pesquisa aponta males do bullying virtual

agnes.jpg01/08/2016 – Segundo o estudo Growing Up Online – Connected Kids (Crescendo on-line – As crianças Conectadas), realizado pela Kaspersky Lab em conjunto com a iconKids & Youth, o bullying virtual é mais perigoso para as crianças do que muitos pais consideram. Para maioria das jovens vítimas, as consequências do assédio on-line incluem problemas sérios de saúde e socialização.

Chamamos de bullying virtual qualquer forma de intimidação, perseguição ou agressão intencional que crianças e adolescentes possam sofrer na Internet. Curiosamente, crianças entre 8 e 16 anos são mais cautelosas em relação a essa ameaça do que seus pais. De acordo com o estudo, 13% das crianças consideram esse tipo de atitude inofensivo, enquanto que para os pais essa opinião sobe para 21% dos pais. Ao mesmo tempo, 16% dos jovens que participaram da pesquisa têm mais medo de sofrer bullying on-line do que off-line, enquanto metade (50%) teme igualmente o bullying na vida real e no mundo virtual.

Os pais não devem minimizar a importância do perigo do bullying virtual. Embora no estudo apenas 4% das crianças tenham admitido sofrer bullying on-line (em comparação com 12% no mundo real), as consequências de 7 em cada 10 casos foram traumáticas.

O bullying na Internet afetou gravemente seu bem-estar emocional: pais de 37% das vítimas relataram baixa auto-estima, 30% observaram uma piora em seu desempenho escolar, e 28% mencionaram depressão. Além disso, 25% dos pais afirmaram que o bullying virtual abalou o padrão de sono de seus filhos e causou pesadelos (21%). 26% dos pais notaram que as crianças começaram a evitar o contato com outras crianças, e 20% descobriram que seus filhos tinham anorexia.

Outra questão preocupante é o resultado das estatísticas, de que 20% das crianças já testemunharam outras sofrendo bullying on-line e, em 7% dos casos, até participaram. A pesquisa mostra que, muitas vezes, os jovens escondem os incidentes de bullying virtual de seus pais, tornando a tarefa de protegê-los ainda mais complicada. Porém, essa não é uma missão impossível.

Andrei Mochola, chefe de negócios ao consumidor da Kaspersky Lab, comentou: "Na tentativa de proteger nossos filhos do perigo, não podemos esquecer que eles não vivem só no mundo real, mas também no mundo virtual que, para eles, é tão real quanto o outro. Na Internet, as crianças têm contato social, aprendem coisas novas, se divertem e, infelizmente, se deparam com situações desagradáveis. O bullying virtual é um dos maiores perigos que uma criança pode enfrentar na Internet, pois pode ter um impacto negativo sobre seu estado psicológico e causar problemas para o resto de sua vida. Se isso acontecer, a melhor solução é conversar com seu filho e usar um software de controle para pais que o avise sobre mudanças suspeitas nas redes sociais da criança".

Para obter mais recomendações sobre como proteger seus filhos na Internet, visite kids.kaspersky.com. Informações sobre soluções técnicas para esses problemas encontram-se disponíveis no site Kaspersky Safe Kids.

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