Twitter altera a contagem de 140 caracteres

19/09/2016 - A partir desta segunda-feira (19), o Twitter passa a adotar mudanças na contagem de caracteres. Fotos, GIFs, vídeos, enquetes e Tweets mencionados não serão contabilizados no limite de 140 caracteres, para que usuários possam dizer mais em um Tweet. As novidades serão implementadas globalmente e poderão ser utilizadas no aplicativo do Twitter para iOS e Android, no Tweet Deck e no site twitter.com.

Além dessas mudanças, outra novidade anunciada começará a ser testada em alguns perfis. Ao responder a um Tweet (função reply), o nome do usuário (@nome) também deixará de contar na contagem dos 140 caracteres. Para mais detalhes, o help center do Twitter traz uma página para esclarecer possíveis dúvidas sobre o teste. Esta e outras mudanças já anunciadas estarão disponíveis para todos os usuários nos próximos meses.

 

 

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WhatsApp é usado por candidatos para incentivar militantes

whatsapp.jpgPor Fernando Paiva, Mobile Time
15/09/2016 - Nas eleições deste ano, vários candidatos a prefeito estão apostando na adoção do WhatsApp como um canal para incentivar a sua militância. Levantamento feito por Mobile Time nos sites dos 22 candidatos às prefeituras de São Paulo e Rio de Janeiro revela que em 12 deles há espaço para cadastro de simpatizantes com um campo para inserção do seu telefone celular. Dentre estes, oito falam explicitamente no uso do WhatsApp para comunicação futura. E pelos menos quatro deixam claro que o canal será utilizado principalmente para a comunicação com a militância: é o caso das campanhas de Alessandro Molon (Rede-RJ), Carlos Osório (PSDB-RJ), Flávio Bolsonaro (PSC-RJ) e Marcelo Freixo (PSOL-RJ).

A campanha de Freixo parece ser uma das mais entusiasmadas em relação ao uso do WhatsApp. A convocação da militância acontece logo no topo da página, com um formulário de cadastro e o texto: "Participe da campanha! (...) 43.900 pessoas já estão se mobilizando! Junte-se a nós agora para saber como você pode fazer isso acontecer". Os interessados em participar mais ativamente e receber "missões" diárias para ajudar a eleição do candidato são convidados a enviar uma mensagem com o texto "Fecho" para o WhatsApp da campanha.

Molon é o único que trabalha também com Telegram, outro aplicativo de comunicação instantânea que hoje se posiciona como o terceiro principal player no Brasil, atrás de WhatsApp e Facebook, de acordo com a última pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre mensageria. No site, o candidato convida seus simpatizantes a cadastrarem seu número de celular: "Participe do dia a dia da campanha. Cadastre seus contatos e receba a agenda e informes por Whatsapp e Telegram."

Osório, por sua vez, é o único que menciona a utilização de SMS na campanha, também com a finalidade de se comunicar com voluntários: "A cidade do Rio precisa de mudanças urgentes. Cadastre-se para receber mensagens por e-mail, SMS e WhatsApp. Faça parte você também do movimento que vai transformar a cidade em um Rio de oportunidades e direitos."

Por fim, Bolsonaro informa em seu site um número de WhatsApp e incentiva os simpatizantes a entrarem em contato para a retirada de material de campanha em seu comitê.

Em São Paulo, os sites de Fernando Haddad (PT) e Marta Suplicy (PMDB) trazem formulários com um campo nomeado como "WhatsApp", enquanto Major Olímpio (SD) convida os eleitores a lhe adicionarem no aplicativo, informando o celular da sua campanha.

Vale lembrar que a legislação autoriza a propaganda eleitoral por meio de mensagens eletrônicas para endereços cadastrados gratuitamente por candidatos, partidos ou coligações, desde que seja disponibilizado um mecanismo que permita o opt-out, ou seja, a retirada do número, em até 48 horas. Uma cartilha divulgada pela Justiça Eleitoral cita explicitamente como exemplos WhatsApp, Telegram e SMS. É proibida a compra de cadastrso eletrônicos.

Análise

O especialista em marketing político digital e fundador da Escola de Política Digital (Epod), Rafael Oliveira, acredita que o WhatsApp servirá também para a comunicação interna entre assessores e marqueteiros que atuam em uma campanha, fazendo o papel que antigamente era do email. E alerta também para o risco de o canal ser usado para spam, principalmente para campanhas difamatórias: "Infelizmente haverá spam, com candidatos comprando base de números para disparos de mensagens agressivas". Ele entende que o WhatsApp é propício para essa prática, até por conta da dificuldade de se rastrear a origem de uma mensagem depois que ela passa do segundo nível de envio.

 

 

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Hackers atacam o WhatsApp novamente

whatsapp.jpg14/09/2016 - Febre no Brasil, o WhatsApp tem sido cada vez mais alvo de hackers que tentam iludir os usuários com promessas de falsas atualizações e serviços. No mais recente golpe, o usuário é envolvido pela possibilidade de ativar a função de videochamada, em qualquer smartphone, para utilizar com grupos de até cinco pessoas simultaneamente.

Ao analisar a página do ataque, especialistas da PSafe observaram que, apenas nos últimos sete dias, mais de 200 mil pessoas já foram impactadas pelo golpe, somente no Brasil. O falso serviço se espalha pelo Facebook e grupos de WhatsApp e, ao tentar ativar o serviço de videochamada, o usuário é direcionado para o cadastramento do celular em um serviço de SMS pago, que também aproveita o gancho de "turbine seu WhatsApp", para distrair o usuário. Para evitar este tipo de transtorno, a PSafe dá duas importantes dicas:

Baixe somente aplicativos certificados e cuidado com atualizações externas

O usuário deve procurar sempre baixar apps e atualizações de lojas oficiais, como a Google Play. E, ainda assim, deve conferir se o app é verdadeiro (até mesmo a Google Play pode conter alguns apps fakes). É importante ler a descrição com atenção, checar os comentários, desconfiar de aplicativos que prometem itens extras em jogos, etc.

Tenha um antivírus certificado instalado no seu smartphone

Nem mesmo todas as precauções existentes podem ser suficientes para proteger o aparelho de ataques cibernéticos. Como Marco DeMello, CEO da PSafe, ressalta, "um cérebro biológico não é capaz de se defender de ataques de um cérebro eletrônico". É por esse motivo que um aplicativo com funções de antivírus, como o PSafe TOTAL, torna-se fundamental nessa luta, alerta DeMello.

 

 

 

 

 

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Redes sociais: usuário precisa saber usar

dba_corp.jpgRedes sociais são como locais públicos, portanto há de se ter cuidado com o que é mostrado

*Por Daiane Mira
30/08/2016 - Com o aumento exponencial da utilização das redes sociais, sejam elas pessoais ou profissionais, temos visto que muitas vezes os comentários e o compartilhamento de informações e notícias, estão produzindo efeitos contrários àqueles que as pessoas desejam. Quem usa ativamente as principais redes e mídias sociais pode observar algumas posturas que fogem dos padrões esperados.

Quando um perfil é criado nessas redes, fica a critério do usuário aceitar ou não desconhecidos em sua rede. Em alguns casos, é possível utilizar aplicativos para aumentar o número de seguidores e consequentemente a "popularidade virtual" que esse número significa. É importante estar ciente de que ao postar fotos, localizações, viagens e impressões pessoais, essas pessoas desconhecidas terão acesso a todo o conteúdo. Claro que outra questão que o usuário pode escolher, é a segurança: quem tem acesso às informações postadas? Mesmo com uma rede de desconhecidos, é possível filtrar quem visualizará ou não. E esse é um ponto importante de segurança, já que pelas suas postagens é possível definir um padrão de rotina e facilmente identificar seus gostos e tentar uma aproximação virtual ou até mesmo pessoalmente. É necessário ter bom senso para zelar por sua segurança.

Falando em bom senso, é grande o número de pessoas que compartilham vídeos ou fotos de pessoas ou animais sofrendo maus tratos. Os vídeos de acidentes trágicos despertam grande curiosidade e comoção, mas será que em uma rede de entretenimento e distração isso é necessário? O sensacionalismo e as falsas notícias também são propagados nos compartilhamentos que algumas pessoas fazem lendo somente o enunciado da notícia, sem sequer olhar o conteúdo e verificar se ele não faz alusão a nada que lhe comprometa ou mencione nomes de pessoas, marcas e outros tipos de informação que denigram as imagens alheias. Essa é uma prática que se tornou muito frequente pela quantidade de informações que nos chegam pelas redes sociais, portanto é necessário verificar.

Falando especificamente do ponto de vista profissional, o LinkedIn é a maior rede utilizada. Principalmente nela, estão os principais perfis profissionais que você conhece, tem interesse ou prospectou para alguma ação. Mas, ultimamente, junto às postagens profissionais, encontramos selfies, textos filosóficos, correntes de orações e fotos totalmente inapropriadas. Até que ponto essa mudança do conteúdo é aceitável? Não se esqueça que as empresas e seus recrutadores estão de olho nas redes sociais profissionais e até pessoais.

Mas aí entra o livre arbítrio. "Caso não esteja satisfeito com o que posto, me exclua ou deixe de me seguir". "A rede social é minha e eu posto o que eu quiser". Bom, isso é uma verdade. Não dá para proibir ou impor regras sobre o que postar ou não. E já que temos a opção de não seguir mais a pessoa ou desfazer a amizade, essa é a única forma de evitar ver o que não nos agrada ou contratar quem não se adequa.

*Daiane Mira, executiva da DBACorp www.dbacorp.com.br

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WhatsApp muda política de privacidade

whatsapp.jpg25/06/2016 - E abre caminho para empresas enviarem mensagens aos seus bilhões de usuários, informa matéria do Financial Times.

Os novos serviços, incluindo alertas de fraude de bancos e atualização de companhias aéreas em voos atrasados, deverão ser testados nos próximos meses e são devem gerar uma fonte de receita extra para o aplicativo de propriedade do Facebook.

"Queremos explorar diferentes maneiras de comunicação entre empresas e usuários, sem banners de terceiros e spam", postou um porta-voz da rede social.

Esta é a primeira vez que o WhatsApp, que é gerido separadamente de sua empresa-mãe, compartilhou seus dados. Quando o Facebook adquiriu o WhatsApp por US $ 22 bilhões, alguns temiam que a rede social mudaria a política de privacidade, e passaria a mostrar anúncios aos usuários em suas mensagens.

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O desafio do WhatsApp ao Leviatã

whatsapp.jpg*Tercio Sampaio Ferraz Junior, Juliano Maranhão e Marcelo Finger
Artigo publicado na Folha de S. Paulo: 17 de agosto de 2016
O debate do bloqueio do aplicativo WhatsApp por medidas judiciais envolve a contraposição entre o direito à liberdade de comunicação e a segurança como política pública garantida pelo Estado.

A liminar do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, suspendendo o bloqueio em julho, por exemplo, assenta-se, em nome do direito constitucional à comunicação livre, na sua desproporcionalidade, que gera "insegurança jurídica entre os usuários do serviço, ao deixar milhões de brasileiros sem comunicação entre si".

A ofensa ao direito de milhões à comunicação tem forte apelo retórico, mas há algum exagero em se identificar o aplicativo com a própria possibilidade de se comunicar. Seria admissível então o bloqueio a um concorrente do WhatsApp, com poucos usuários?

A possibilidade de criptografar mensagens existe há milhares de anos. A tecnologia moderna permite que cada usuário do WhatsApp tenha uma chave pública, comunicada a todos que desejem lhe endereçar mensagens. Todos podem codificar e enviar mensagens de acordo com esse recurso, com a privacidade garantida.

Só quem possui a chave de decodificação (armazenada no celular de cada usuário) pode ler as mensagens. O provedor do aplicativo cria a possibilidade de codificação e decodificação, mas não possui nem tem como acessar as chaves.

Portanto, a questão crucial não é se o WhatsApp (ou outro aplicativo do gênero) teria a obrigação de revelar o teor das mensagens, pois isso é impossível, mas se as empresas de tecnologia estão autorizadas a comercializar produtos que proporcionem ao usuário ambientes de informação absolutamente inacessíveis.

O interessante é que essa tecnologia de encriptação, ao proporcionar inviolabilidade, torna o Estado impotente e, no limite, dispensável -os bitcoins, por exemplo, usam a criptografia para proporcionar a todos os usuários um sistema seguro de geração de moedas, de sua propriedade e de trocas.

No mundo físico, ao contrário do virtual encriptado, não há ambiente que, em tese, não possa ser acessado pelo Estado. Por isso falamos da inviolabilidade do domicílio (de fato violável) como um direito individual.
Dessa ótica, inverte-se a hipótese do conhecido Big Brother de George Orwell: em vez de um Estado que, pela tecnologia, controla todos os aspectos da vida privada, temos uma tecnologia que garante espaços privados (virtuais) inacessíveis ao Estado.

Daí a necessidade de regulação da tecnologia de criptografia. Caso o Poder Judiciário entenda que o WhatsApp e aplicativos do gênero estão sujeitos ao poder estatal de bloqueio, seriam afetados imediatamente os direitos à livre iniciativa -a proibição ao desenvolvimento de produtos que criem ambientes criptografados- e, consequentemente, à liberdade e à privacidade de qualquer comunicação virtual individual.

A solução regulatória passa, portanto, por um problema que vai além do equilíbrio jurídico entre privacidade, sigilo, livre comunicação e segurança pública.

Enfrenta um desafio mais profundo gerado pelo "admirável mundo novo" virtual: como balizar a tecnologia humana em nome de um humanismo essencial? E não estamos diante de uma hipótese de ficção científica...

*TERCIO SAMPAIO FERRAZ JUNIOR, 74, é professor aposentado da Faculdade de Direito da USP e professor emérito da Faculdade de Direito da USP-Ribeirão Preto
*JULIANO MARANHÃO, 41, advogado, é professor associado da Faculdade de Direito da USP
*MARCELO FINGER, 50, é professor titular de ciência da computação do Instituto de Matemática e Estatística da USP

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