A busca pela empatia nas redes sociais

facebook.jpg*Por Alexandra Avelar
03/08/2020 - Cada dia mais, as pessoas buscam humanizar o relacionamento com as marcas, querem se identificar e compartilhar de seus valores. O que um dia foi uma intenção distante de favorecer marcas com políticas mais conscientes, hoje já é realidade para muitos. E a chegada e consolidação do Social fez desse um caminho sem volta. Aquela relação de mão única do passado, já não é mais aceita. Agora o consumidor quer falar, ser ouvido, opinar e optar com total liberdade e munido de informações. Essa é uma tendência que vem se reforçando ao longo da última década, e que, com a disseminação do coronavírus, tomou ainda mais força.

Já no início da pandemia, foi registrado um pico no engajamento das marcas que se mostraram mais empáticas e ativas em relação à crise mundial que estávamos vivendo. No Brasil, não por acaso, um dos posts mais curtidos foi o da Ambev, anunciando a fabricação de álcool em gel, enquanto outras diversas empresas eram questionadas sobre o que estavam fazendo, ou pior, algumas que deixavam alguma brecha, acabavam sendo questionadas sobre a legitimidade de sua ações.

O fato de que hoje muitas pessoas ainda estão isoladas em suas casas e utilizam as redes sociais como forma de se sentirem conectadas, atualizadas e entretidas, também colabora para uma maior atenção ao comportamento das marcas no ambiente online. Os próximos meses ainda vão forçar importantes mudanças na relação das empresas com as redes sociais e sua audiência. Transparência e autenticidade serão chave para uma relação mais profunda e fiel com seu público.

Quando pensamos em redes sociais enxergamos um canal de comunicação que tem duas vias com o usuário, a possibilidade de interação e troca de experiência tem um valor inestimável. Saber explorar esse potencial de comunicação em sua totalidade é fundamental para o sucesso de qualquer marca nas redes. A empatia deve ser o ponto principal, mas sempre com base em uma estratégia sólida.

Pegar carona em temas sem a devida legitimidade é cada vez mais arriscado. Agora não é o momento para as marcas ficarem em silêncio, e menos ainda para se exporem em uma posição leviana. As pessoas querem sentir que as empresas estão sendo empáticas e legítimas, que se importam e tem valores sólidos. Antes de criar uma campanha, aderir a um movimento, é preciso primeiro discutir internamente a posição real da empresa e deixar que isso se reflita na estratégia a ser adotada. Não o contrário. Movimentos como #BlackoutTuesday e Stop Hate For Profit se tornaram um marco de reflexão justamente nesse sentido.

Ambas as ações incentivaram boicotes nas redes de Zuckerberg e, embora isso tenha se refletido em uma queda nos gráficos de receita, sabemos que não é definitivo e não deve se manter no médio prazo. Nem todas as empresas vão deixar de investir, fora que as PMEs, importante fatia da rede, têm baixíssima adesão ao movimento. Precisamos lembrar que hoje ainda não existe uma alternativa tão escalável quanto o Facebook e o Instagram para que as marcas atinjam audiências engajadas. Assim como já observamos antes, as empresas acabam retomando seus investimentos por falta de opção que lhes forneça a escala desejada. Mas até quando? Quais alternativas podem ser consideradas? Se esta é uma causa crítica para a marca, o que mais pode ser feito? De que maneira se posicionar e manter a pressão por mudanças?

A pandemia acelerou a transformação digital em diversos setores e um número cada vez maior de marcas vão entender que o marketing digital eficaz tornou-se um objetivo para qualquer empresa que pretenda melhorar seu funil de venda, desde a percepção a construção de intenção de compra e retenção, em um mundo repleto de interconexões tecnológicas.

Já começamos a ver uma busca das marcas por criações de conteúdos autênticos e por novas frentes que fomentem essa relação orgânica com o público, mas isso não deve representar uma redução significativa no longo prazo para os investimentos em digital. Além do retorno gradual esperado para as redes líderes, vemos uma busca por redes e modelos alternativos ao Facebook, o que não deixa de ser bastante positivo para o desenvolvimento de estratégias cadas vez mais robustas, assertivas e, principalmente, empáticas. Qual a sua aposta?

*Alexandra Avelar é country manager da Socialbakers no Brasil

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Facebook deve remover fake news sobre política

facebook_pesquisa.jpg08/07/2020 - A confiança no Facebook nos mercados latino-americanos está sendo seriamente prejudicada, já que o gigante da mídia social enfrenta crescente pressão para assumir a responsabilidade por publicidade política enganosa e outras informações falsas que aparecem em sua plataforma, revela um novo estudo de consumidores.

De acordo com o relatório “Evolution of Traditional Media in Latin America”, encomendado pela consultoria Sherlock Communications, três em cada quatro consumidores da região (77%) acreditam que o Facebook deve ser responsabilizado pela veracidade da publicidade que recebe dinheiro para publicar.

As descobertas seguem novos pedidos de várias organizações ativistas, incluindo a Color of Change e a NAACP nos EUA, para os anunciantes interromperem os gastos com anúncios no Facebook, exigindo que o Facebook lide com o racismo em suas plataformas por meio da campanha Stop Hate for Profit (Pare o ódio pelo lucro, na tradução literal). Patagonia, Ben & Jerry's e Upwork estão entre as muitas marcas que já se comprometeram publicamente a fazê-lo.

Quase nove em cada 10 latino-americanos pediram que o Facebook verifique e remova ativamente a propaganda política que contém mentiras ou é deliberadamente enganosa. Essa visão é mais forte no Peru (88%), Colômbia, México e Brasil (todos 86%).

Além disso, a pesquisa também revela que 33% dos latino-americanos acreditam, em média, que o Facebook, WhatsApp e Instagram representam uma ameaça para eleições democráticas e justas, enquanto cerca de 32% pensam que não.

O Facebook foi criticado por sua recusa em regulamentar a publicidade que contém e espalha informações enganosas e/ou falsas, em muitos casos em torno de questões políticas, mas também de saúde pública, como foi o caso da pandemia de coronavírus em 2020.

Zuckerberg argumentou que não há solução óbvia e que limitar a publicidade política no Facebook estaria limitando a liberdade de expressão. No entanto, 82% do público entrevistado discorda, segundo o estudo da Sherlock Communications.

De fato, 81% dos entrevistados disseram que respeitam a proibição do Twitter de publicidade política paga em sua plataforma - apresentando uma melhor percepção da empresa do que plataformas que não adotaram uma postura explícita.

E o custo pode acabar atingindo os bolsos de Zuckerberg e do Facebook se os anunciantes sérios se afastarem da plataforma, já que 65% dos consumidores relatam ter menos probabilidade de confiar em outra publicidade do Facebook devido às mentiras na publicidade política, diminuindo o alcance aos consumidores por meio da plataforma.

O estudo da Sherlock Communications é lançado depois que Zuckerberg e a COO do Facebook, Sheryl Sandberg, foram objeto de renovadas chamadas para agir ou renunciar a seus papéis, principalmente pelo financiador bilionário George Soros, que argumentou que a recusa em remover anúncios políticos estava "ajudando reeleger Donald Trump".

O candidato presidencial dos Estados Unidos Joe Biden também está entre os críticos do Facebook, pedindo à empresa que "promova fontes autorizadas e confiáveis de informações eleitorais, em vez de queixas de maus atores e teóricos da conspiração", e que verifique a publicidade política.

Sobre o estudo

Pesquisa encomendada pela Sherlock Communications, conduzida pela Toluna, que realizou uma pesquisa on-line entre 2.000 adultos representativos de idade e classe divididos igualmente em cinco principais mercados da América Latina - México (400), Brasil (400), Argentina (400), Colômbia (400) e Chile (400). Mais dados e insights podem ser encontrados no relatório completo.

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Free Fire é alvo de novo golpe via WhatsApp

kasper_pandemia.jpg27/04/2020 — Novo golpe disseminado via WhatsApp foca nos jogadores de um dos jogos mais populares no país, alerta Kaspersky

Os golpes se aproveitando do isolamento social por conta do Covid-19 continuam muito ativos no Brasil, tanto que a Kaspersky identificou um crescimento de 124% nos ataques de phishing em plataformas móveis entre fevereiro e março. Os especialistas de segurança da empresa identificaram agora um golpe usando um dos mais populares jogos online da atualidade para exibir propaganda e disseminar scareware.

A mensagem afirma que, durante o período de isolamento social, a empresa desenvolvedora do jogo está dando 1 mil diamantes (que são as moedas ou dinheiro usados para comprar itens no jogo) e passes gratuitos que oferecem itens para o jogador utilizar no game. Logicamente, os benefícios não são verdadeiros e só servem para fazer a pessoa clicar no link de phishing.

Caso clique, a vítima é direcionada para uma página fraudulenta que pede para o jogador responder a três perguntas sobre o jogo: quantas horas o internauta joga por dia; se ele gosta do jogo; e de qual liga ele faz parte. Em cada resposta, uma nova janela é aberta e é onde o golpe se concretiza.

Nos testes realizados pela equipe de especialistas de segurança da Kaspersky, foram encontradas páginas que exibem anúncios, pedidos de participação em pesquisas online (geração de trafego) e scareware - uma engenharia social que visa gerar uma percepção de medo para fazer com que a vítima baixe uma solução para o problema apresentado, como uma suposta infecção no dispositivo ou a necessidade de baixar uma VPN para seguir acessando o link. É interessante perceber que o golpe se adequa dependendo do idioma que o usuário tenha no celular, a Kaspersky identificou scareware em português, inglês e espanhol.

Nos testes que a Kaspersky realizou, não foi possível concluir o processo carregando o suposto benefício na conta do jogo. O golpe fica mostrando uma mensagem dizendo que ainda falta compartilhar a mensagem com cinco contatos. Como o WhatsApp não permite mais o envio de mensagem para mais de cinco contatos por vez, é possível que este seja o fim do golpe. Algo bom para os jogadores, pois em nenhum momento é pedido a credencial de acesso do jogo.

Para evitar ser vítima, a Kaspersky recomenda:

• Suspeite sempre de links recebidos por e-mails, SMSs ou mensagens de WhatsApp, principalmente quando o endereço parece suspeito ou estranho.

• Sempre verifique o endereço do site para onde foi redirecionado, endereço do link e o e-mail do remetente para garantir que são genuínos, antes de clicar neles. Além disso, verificar se o nome do link na mensagem não aponta para outro hyperlink.

• Verifique se a notícia é verdadeira acessando o site oficial da empresa ou organização - ou os perfis nas redes sociais.

• Se não tiver certeza de que o site da empresa é real e seguro, não insira informações pessoais.

• Use soluções de segurança confiáveis, como o Kaspersky Internet Security, para ter uma proteção em tempo real para quaisquer tipos de ameaças. Ela ainda conta com uma função "modo gamer", que congela as tarefas rotineiras para que o processamento seja totalmente dedicado ao jogo.

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WhatsApp limita encaminhamento de mensagens

socialnetworks/whatsapp.jpg07/04/2020 -  Medida vale a partir desta terça-feira, 07 e pretende minimizar a disseminação de fake news; depois que usuário encaminhar mensagem cinco vezes, ele só poderá fazê-lo em uma conversa por vez

Diante da pandemia do novo coronavírus (COVID-19), bilhões de pessoas não podem encontrar pessoalmente com seus amigos e familiares. Por essa razão, mais do que nunca, elas estão usando o WhatsApp para manter o contato não só com seus entes queridos, mas também com lojas e restaurantes preferidos, médicos, professores e outros profissionais durante a crise.

Além disso, nas últimas semanas, muitas pessoas em todo o mundo também têm usado o WhatsApp para organizar homenagens aos profissionais de saúde que estão trabalhando na linha de frente no combate à pandemia, por exemplo. Entretanto, foi observado um aumento significantivo na quantidade de mensagens encaminhadas que, podem contribuir para a disseminação de boatos e informações falsas.

"Acreditamos que é importante desacelerar a disseminação de mensagens encaminhadas para que o WhatsApp continue sendo um espaço seguro para conversas pessoais", declara a rede social.

"Além disso, estamos trabalhando diretamente com governos e organizações não governamentais, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e ministérios da saúde de mais de 20 países, para ajudar a levar informações confiáveis à população. Juntas, essas organizações já enviaram centenas de milhões de mensagens a pessoas no mundo todo que buscam informações e dicas sobre como lidar com a pandemia. Para saber mais sobre essas iniciativas e como denunciar possíveis notícias falsas, golpes e boatos para uma organização de checagem de fatos, visite nossa Central de Informações do WhatsApp: Coronavírus", complementa o post oficial.

 

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Nova tática para roubar contas do WhatsApp

whatsapp.jpg10/01/2020 - Em vez de anúncios online, criminosos se passam por equipe de famosos e convidam as vítimas para uma festa VIP

Já pensou receber uma ligação da organização de uma festa te oferecendo ingressos gratuitos em nome de um famoso, como Zeca Camargo ou Preta Gil? A ideia pode até soar atraente, mas é golpe!

Segundo especialistas da Kaspersky, empresa global de cibersegurança, este é o mais novo golpe que visa roubar o WhatsApp da vítima e ele tem se tornado muito popular nos últimos meses. Funciona da seguinte maneira: o suposto organizador de um evento VIP liga para a vítima dizendo que ela tem ingressos grátis para uma festa, um show - é sempre algo muito atraente! O golpista, então, diz que enviou um código por SMS para vítima e solicita que ela confirme os seis números recebidos. O que a vítima não percebe é que, na verdade, eles são o código de verificação de sua conta no WhatsApp. Caso a vítima passe esta informação, o criminoso conseguirá roubar o WhatsApp e terá acesso às informações ali disponíveis.

Exemplo de mensagem enviada para ativar o WhatsApp em um celular diferente

Com acesso à conta, o golpista poderá se passar pela vítima e pedir dinheiro aos seus conhecidos. E a evolução do golpe também trouxe mudanças neste ponto! Para permanecer mais tempo com a conta, os criminosos estão criando a dupla autenticação no WhatsApp nas contas das vítimas que não o tinham configurado, o que impede que seu verdadeiro dono possa recuperar sua conta.

"A autenticação em duas etapas sempre foi a única maneira de evitar o roubo do WhatsApp e agora ela está sendo usada maliciosamente. Isso só reforça a necessidade das pessoas entenderem a real importância da segurança de seus dados. A app é usado amplamente em nossas vidas pessoais e também é uma ferramenta essencial para diversos trabalhos. Imagine ficar sem acesso a ele por dias ou algumas semanas? Esperamos que isso seja o suficiente para convencer a todos a configurarem a dupla autenticação preventivamente", destaca Fabio Assolini, pesquisador sênior de segurança da Kaspersky no Brasil.

Também foi verificado alguns casos em que contas roubadas foram usadas para roubar o WhatsApp dos contatos da vítima. Essa prática não está tão disseminada quanto a desculpa para a festa VIP, pois exige que o criminoso crie a engenharia social personalizada, baseadas no histórico de mensagens com as possíveis vítimas. Mas a dinâmica é a mesma.

Para evitar este golpe, a Kaspersky listou algumas dicas para se proteger:

• A dupla autenticação é um código de seis dígitos que o proprietário do WhatsApp cria e que será solicitado sempre que ele instalar o app em um novo dispositivo. Para cria-lo, siga os passos a seguir:

• Vá ao menu "configurações" no canto superior direito

• Entre na opção "Configurações"

• Em seguida clique em "Conta"

• Selecione "Confirmação em duas etapas

• Crie um código de seis dígitos que será sua dupla autenticação.

• Solicite que seu número seja retirado das listas de IDs de aplicativos que identificam chamadas; eles podem ser usados por golpistas para encontrar seu número a partir do seu nome.

• Quando possível, os usuários devem evitar usar a autenticação de dois fatores via SMS, optando por métodos mais seguros como a geração de uma autenticação única (OTP) via app (como o Google Authenticator) ou o uso de um token físico.

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LinkedIn anuncia ferramenta para eventos

linkedin.jpg17/10/2019 - O LinkedIn anunciou ontem (16) o recurso "Eventos", que permite que os usuários criem, compartilhem e descubram eventos profissionais na rede.

Com a novidade, a plataforma visa promover a construção da comunidade offline e ajudar os usuários a cultivar relacionamentos profissionais de alta qualidade. De acordo com dados do LinkedIn, as reuniões presenciais aumentam as chances de aceitação de uma conexão no LinkedIn de 20% para 80%.

Todos os usuários poderão criar e participar de eventos profissionais, convidar conexões usando filtros, conversar com outros participantes e manter contato online após o término do evento. O recurso também permite criar eventos privados.

O Eventos estará disponível a partir desta quinta-feira (17), começando primeiro pelos mercados de língua inglesa e depois em fases, seguidos por outros mercados nos próximos meses, incluindo o Brasil. A ferramenta é compatível com as versões desktop e mobile, no sistemas operacionais iOS e Android.

"Como plataforma, nosso foco principal tem sido conectar e construir relacionamentos profissionais, e temos todos os elementos fundamentais para promover esses encontros offline. Desde reuniões de ex-alunos, happy hours, eventos de equipe, workshops de empresas, incentivamos nossos usuários a usar os Eventos do LinkedIn para estender conversas online para o mundo real", afirma Ricardo Wright, gerente sênior de desenvolvimento de negócio para América Latina.

Assim que a ferramenta estiver disponível em português, os usuários poderão criar um evento acessando o painel "Comunidade", localizado no lado esquerdo do feed de atualizações. Em seguida, basta procurar pelo recurso "Eventos" localizado acima do recurso "Grupos". Ao clicar no sinal de "+" ao lado, o usuário deverá inserir informações obrigatórias como nome, localidade, descrição do evento e se é um evento público ou privado. É possível ainda adicionar detalhes opcionais como data e hora, fuso horário, setor e uma URL externa.

O LinkedIn anuncia o recurso "Eventos", que permite que os usuários criem, compartilhem e descubram eventos profissionais na rede

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