Entenda as funções e riscos de usar um VPN

apps-2.jpg*André Munhoz Pinto
03/05/2016 - Com o bloqueio do aplicativo de mensagem mais popular do mundo, o VPN ganhou destaque. Mas você sabe o que é o VPN e por que ele é a solução?

Com 100 milhões de usuários no Brasil, o Whatsapp se tornou uma importante ferramenta online usada diariamente para as pessoas se comunicarem com amigos, familiares e colegas de trabalho. O aplicativo sem dúvida nenhuma já faz parte do dia-a-dia das pessoas e, com o bloqueio exigido pela Justiça de Sergipe, brasileiros começam a procurar uma saída, e a mais popular é o uso do VPN. Mas você sabe por que o VPN funciona nesses casos?

Primeiro, é importante lembrar que a Justiça brasileira só pode bloquear os servidores do Whatsapp no Brasil, ou seja, ele continua funcionando no mundo todo. Uma VPN (Virtual Private Network – ou, em português, Rede Privada Virtual), cria um túnel de comunicação entre servidores localizados fora do Brasil e o telefone do usuário no país, além de criptografar toda a informação que é compartilhada ali. Isso garante liberdade e privacidade para você acessar conteúdo do mundo todo.

Em 2013, após o escândalo envolvendo a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA), em que um dos seus funcionários, Edward Snowden, veio a público acusar o governo norte-americano de espionar seus próprios cidadãos, o serviço de VPN ganhou força, mas agora no Brasil tem se tornado um grande aliado dos mais de 100 milhões de usuários do Whatsapp.

Isto porque através de uma VPN o usuário pode acessar a internet fora do Brasil, em um servidor localizado, por exemplo, nos Estados Unidos. Assim, a conversa continua normalmente, sem restrições.

Quais os riscos de se usar um VPN

O principal perigo em usar um VPN é com relação à empresa que produz o aplicativo. Muitas delas são desconhecidas e ninguém sabe onde realmente seus servidores estão localizados. E mais, ninguém sabe que tipo de criptografia essas empresas possuem e como armazenam os dados transmitidos pelos clientes.

Este foi o caso da Hola VPN, recentemente acusada de tornar seus usuários "zumbis online", ou seja, suas conexões eram usadas em segundo plano para acessar conteúdos ilegais, como pornografia infantil, sem que o usuário soubesse disso. Portanto, antes de instalar uma VPN em seu smartphone ou laptop, pesquise sobre a empresa que desenvolve o software. Tenha certeza de que ela é confiável!

É claro que, neste caso, recomendamos o uso do Avast SecureLine VPN. Com quase 30 anos de existência, a Avast é uma das empresas pioneiras no mercado de segurança online. A razão pela qual, por exemplo, a Avast cobra pelo serviço de VPN é que a empresa precisa manter servidores no mundo todo e isso tem um alto custo. Portanto, cuidado se alguma empresa desconhecida lhe oferecer o VPN de graça. Investigue se essa empresa realmente tem condições de pagar pelos gastos de manutenção de servidores de VPN ao redor do mundo.

Sobre a criptografia do Whatsapp

A grande polêmica do momento é se o Whatsapp tem ou não os dados que a Justiça pede. Bem, isso somente a Justiça e o próprio aplicativo é que podem confirmar a questão 100%. Entretanto, é bom lembrar que o Whatsapp anunciou recentemente a implementação da sua tecnologia end-to-end ou, em português, ponta-a-ponta, que nada mais é que a criptografia dos dados compartilhados na internet. Por exemplo, se você escrever em seu telefone "Olá, tudo bem", somente o destinatário (ou destinatários, em caso de conversa em grupo) conseguirá ver a mensagem. Nos próprios servidores do Whatsapp veremos apenas algo do tipo *&^$3)-0=@1!+"}. Ou seja, não há como entender o que está escrito.

O Whatsapp diz que não tem como reverter essa criptografia, mas a Justiça brasileira entende que isso deve ser feito. E a polêmica então não para. Entretanto, é bom lembrar que somente em conversas em que todas as pessoas possuem seus aparelhos atualizados com esta criptografia é que as mensagens ficam ilegíveis. Outro detalhe importante é que mesmo com esta tecnologia, o Whatsapp ainda pode identificar quem são os usuários -- mas não o que eles escrevem ou falam.

* André Munhoz Pinto é Country Manager da Avast para o Brasil

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