As transformações no mundo das telecomunicações

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Por Ethevaldo Siqueira

26/06/2017 - As telecomunicações passam por transformações profundas. Na realidade, o smartphone, como o conhecemos, talvez desapareça em menos de dez anos. Por consequência, essas transformações alcançam diretamente as operadoras de telefonia, como demonstraram as previsões de alguns dos keynote speakers que debateram o futuro das comunicações no maior evento mundial de mobilidade – o Mobile World Congress 2017 – realizado em Barcelona em fevereiro.

Antes de olhar para esse futuro, é preciso reconhecer que o smartphone, em um período relativamente curto de apenas duas décadas, se tornou fundamental para a vida cotidiana de quase cinco bilhões de pessoas em todo o mundo. Na visão dos especialistas, o celular é revolucionário, dinâmico, pessoal e sempre adaptado. Ele é a força por trás de cada inovação emergente.

Vale a pena discutir os desafios e oportunidades a curto e longo prazos das comunicações móveis e fixas e compartilhar informações sobre como a comunidade de operadores em particular pode enfrentar a nova realidade tecnológica. Entre as questões centrais desse novo cenário, estão o boom no consumo de vídeo e a mudança para 4K, realidade virtual, Big Data, inteligência artificial, IoT industrial e de consumo, o caminho para 5G e o impacto mais amplo da mobilidade na sociedade.

A visão da Telefônica

O impacto dessas novas tecnologias – em especial da Inteligência Artificial e da Internet das Coisas – parece superar tudo que vivemos no passado recente. Como consequência, que poderá acontecer num futuro próximo às telecomunicações?

Para o presidente do Grupo Telefônica, José Maria Álvarez-Pallete Lopez (foto acima), vivemos um momento de transformações profundas. A própria relação entre clientes e operadoras de telecomunicações passa por transformações profundas e, talvez, muito positivas. “A inteligência cognitiva nos permite entender melhor nossos clientes, como eles se relacionam conosco de uma forma mais natural e fácil e construir uma nova relação de confiança com eles com base na transparência e controle sobre seus dados", enfatizou José María Álvarez-Pallet, durante uma apresentação do projeto Aura, em Barcelona, enfatizou o poder um novo fator no desenvolvimento das relações entre as operadoras de telecomunicações e  "Somos pioneiros neste modelo de relacionamento, nunca antes os usuários de serviços de telecomunicações têm sido capazes de falar com redes em tempo real. Estamos ampliando nosso relacionamento com nossos clientes, buscando aumentar sua satisfação e abrindo novas possibilidades para eles para enriquecer a sua vida digital com a gente ".

E exemplifica: “Em pouco tempo, não serão apenas as pessoas que estarão conectadas pela internet, mas também as roupas, os carros, os computadores, a água, os edifícios. Tudo estará emitindo informações. Será o mundo da inteligência artificial e cognitiva.”
Em entrevista à revista Veja (ed. de 10-05-2017) o presidente da Telefônica previu que, “não somente as empresas de telefonia, como as conhecemos, vão desaparecer, como estarão no coração dessas transformações”. Isso ocorrerá, em primeiro lugar, porque essas empresas estão cientes de que essas mudanças não serão mais um ciclo de inovação, mas, sim, uma transformação radical de tudo que já vimos antes. É uma espécie de momento mágico na história da humanidade, como foi o da invenção da imprensa por Gutenberg ou de eletricidade no século 19.

Cooperação com outros parceiros

Essas transformações disruptivas aproximam grandes corporações e instituições que, num passado recente, poucas relações poderiam ter com uma grande operadora de telecomunicações, como, por exemplo, a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância). Para ampliar o alcance de suas ações de ordem social, educacionais e de saúde infantil, essa agência da ONU recorre a acordos com novos parceiros, como a Telefônica, para melhor utilizar as novas tecnologias para resolver os desafios que as crianças enfrentam. E os benefícios dessa parceria têm sido particularmente positivos em crises como catástrofes naturais, doenças ou movimento de milhões de crianças devido a guerras e situações de violência. Assim, a UNICEF pode melhorar a qualidade de seus modelos preditivos, melhorar a resposta às crianças em casos de desastres naturais ou emergências de saúde.

peggy_johnson2.jpgOutra corporação que participa de novos projetos de cooperação com a Telefônica é a Microsoft. Ao falar recentemente sobre a cooperação com a Telefônica, Peggy Johnson, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Microsoft (foto ao lado), enfatiza que a inteligência artificial (AI) se tornará a tecnologia de transformação do nosso tempo. “A partir daí – enfatiza a executiva – a Microsoft quer trazer benefícios para cada pessoa e organização no mundo.

Para consegui-lo, temos investido fortemente em IA, aprendizado de máquina, e a melhor nuvem de infra-estrutura para definir um novo padrão de reconhecimento de voz e imagens."

 

 

 

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Uma Batalha de Inteligência Artificial de Startups

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Por Ethevaldo Siqueira

22/06/2017 - No auditório da Telefônica Vivo, em São Paulo, cinco startups finalistas se enfrentaram num julgamento por meio de Inteligência Artificial de quase-ficção, nesta terça-feira, dia 21 de junho, dentro do Latin America’s 1st Conference on Real-World Machine Learning Applications. Esse tipo de batalha, na realidade, foi realizado pela segunda vez no Brasil, no encerramento do programa do primeiro dia da PAPIs Connect 2017 - Conferência Internacional sobre Aplicação Preditiva e APIs (Interface de Programação de Aplicativos).

É impressionante que o Brasil possa abrigar um evento desse nível com a presença de mais de uma centena de jovens empresários, numa programação que inclui a temática dominante nos seminários altamente especializados de Quarta Revolução Industrial.

A faixa etária média da audiência estava em torno dos 30 anos. É empolgante assistir às exposições dos integrantes das startups finalistas na Batalha de Inteligência Artificial, que finalizou a programação do primeiro dia do evento em São Paulo. Um detalhe: todas as palestras e debates foram feitos em inglês – e sem tradução simultânea, o que demonstra o caráter internacional da conferência.

Sob o patrocínio da Wayra Brasil, essa foi na realidade, a quinta edição global da Batalha de Inteligência Artificial de Startups do PreSeries, algoritmo formado por um conjunto de dados públicos e privados de mais de 370 mil companhias de todo o mundo.

É a segunda vez que a batalha acontece no Brasil e a startup vencedora será considerada a ingressar na Wayra, veículo de investimento e aceleração de startups ligado ao programa Telefónica Open Future.

A startup vencedora da batalha foi a Dataholics, com 96 pontos.

Que é a Wayra Brasil

Em seu site, a Wayra explica seus objetivos e seu perfil. Em síntese, Wayra é um programa líder global de aceleração de startups com presença em 10 países e faz parte do programa de inovação aberta Telefónica Open Future_.

A Wayra é o primeiro veículo de investimento em startups digitais. Presente em 10 países (11 academias), a Wayra faz parte do mais completo programa de inovação corporativa aberta e empreendedorismo chamado Telefónica Open Future_.

Sua metodologia tem as seguintes características:

- Flexível e individualizada para atender os desafios que cada startup enfrenta
- Focada em escalar e transformar ideias em empresas de sucesso
- Investimento financeiro em troca de participação acionária minoritária
- Mais de US$ 50 mil em serviços de aceleração, que inclui 1 ano de infraestrutura de escritório na academia Wayra Brasil (ao lado da Avenida Paulista, centro financeiro de São Paulo), acesso a uma rede global de parceiros de negócios, startups, mentores, investidores e especialistas
- Fit de mercado: oportunidade de trabalhar com as áreas da Telefónica globalmente e com a Vivo no Brasil

Ninguém tem a última palavra quando o tema é tecnologia, já que a próxima revolução digital pode surgir em qualquer lugar. Por isso, estamos sempre em busca de inovação. Caso você tenha uma ideia ou startup que use tecnologia para solucionar os problemas do futuro, a Wayra Brasil pode ser o lugar certo para crescer.

http://www.papis.io/connect-sao-paulo-2017

 

 

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Aura é o projeto mais ambicioso da Telefônica

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Por Ethevaldo Siqueira
06/06/2017 - Aura é a primeira plataforma de serviços que combina computação cognitiva e inteligência artificial a área telecomunicações públicas, desenvolvido pela Telefônica-Vivo. Seu objetivo é revolucionar a forma e a qualidade do relacionamento entre clientes dessa operadora de telecomunicações, como prevê Luiz Médici, diretor de Big Data da Vivo.

Na empresa, esse avanço é chamado, também, de Quarta Plataforma. Para os especialistas, a primeira plataforma seria a rede física da empresa; a segunda plataforma, seria a tecnologia que lhe dá funcionalidade; a terceira seriam os produtos ou serviços oferecidos aos clientes; e a quarta plataforma, no caso a Aura, é toda a inteligência artificial e computação cognitiva que é acrescentada nesse projeto.

Aura será uma super assistente virtual que atenderá os clientes Vivo em linguagem natural e em português, para providenciar todos os serviços que precisamos e responder todas as perguntas sobre telefonia fixa, celular, novos equipamentos, internet, TV a cabo e outros prestados pela Vivo no Brasil.

Através do App Meu Vivo, você poderá chamar a Aura e receberá uma primeira saudação, em voz natural, em português: “Eu sou a Aura. Em que posso servi-lo?"
Você diz o que quer saber ou faz seu pedido – e a partir daí é como se você estivesse falando diretamente com a Vivo, que sabe tudo sobre a sua vida como cliente, suas ligações de longa distância, seu volume de dados utilizado, como ampliar sua capacidade de utilização da internet, filmes preferidos na TV a cabo, tudo.

aura2Luiz Médici, diretor de Big Data da Vivo

E o melhor é que todas as facilidades proporcionadas pela Aura com esses novos serviços de inteligência artificial não vão significar aumento de custos para o usuário. "Esse avanço será nosso grande diferencial, para elevar cada dia mais a qualidade do atendimento de nossos usuários e de todos os serviços" – diz Luiz Médici.

Na verdade, se funcionar como se espera, o Aura deverá ser um assistente completo, presente em todos os pontos de contato do cliente. Sua chegada ao Brasil deve ocorrer no final deste ano ou começo de 2018.

aura4José María Álvarez-Pallete, presidente da Telefónica

A implementação de plataformas de habilidades cognitivas permitirá aos clientes a conhecer, gerir e controlar sua vida digital com a empresa e descobrir novas propostas. Assim, por intermédio da Aura, os usuários podem gerenciar sua experiência digital com a empresa, ao mesmo tempo que controlarão de forma perfeita e segura todos os dados gerados pelo uso de seus produtos e serviços.

A Telefônica considera o projeto Aura tão importante quanto uma nova fase de sua transformação em uma empresa de telecomunicações, que participa de cada momento da vida de seus clientes, e a primeira a oferecer a capacidade de gerenciar de forma natural a sua relação com a empresa através da inteligência cognitiva.

Para realizar e implementar esse projeto, a Telefônica iniciou o processo da transformação há vários anos, ao simplificar, adaptar e digitalizar a empresa em escala mundial para adicionar inteligência às três plataformas que já tinha.

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 Neste processo, a Telefónica destinou no total, um investimento de cerca de 48 bilhões milhões de euros (mais de US$ 52 bilhões de dólares), desde 2012, na implantação de redes e outras infra-estruturas de última geração e integração de todos os sistemas de TI ou o desenvolvimento de novos produtos e serviços digitais.

Além dos recursos fornecidos por essas plataformas a empresa diz ter sido desenvolvido um motor cognitivo que se materializa agora no Aura, com o propósito central de redefinir o relacionamento entre a Telefônica-Vivo e seus clientes.

Na expectativa da Telefônica, o Aura vai oferecer segurança e simplicidade na forma, na transparência e no controle de seus dados pessoais e facilitar a descoberta de novos usos para eles em valor e tudo através de múltiplos canais e dispositivos. Tudo isso é possível graças ao fluxo desses dados até agora gerados a partir, embora fragmentados ininterruptas, redes e outros ativos físicos da empresa.

As quatro plataformas

Para a Telefônica, a empresa se apoiará a partir de agora em quatro plataformas. A Primeira Plataforma é constituída pelo ativo fundamental, a rede física e a infraestrutura sobre a qual o restante da empresa se apoia. A Segunda Plataforma são os sistemas unificados de tecnologia da informação (TI). A Terceira Plataforma é composta pelos produtos e serviços oferecidos aos seus clientes.

Sobre essas três bases, se instalam agora as plataformas inteligentes, que deverão ser como um salto quântico no modelo de relacionamento com o cliente com a empresa.

Ao lançar o Aura em Barcelona, em Barcelona no final de fevereiro de 2017, José María Álvarez-Pallete, presidente da Telefónica, explicou sua concepção e finalidades principais: "A inteligência cognitiva nos permite entender melhor nossos clientes, conhecer muito melhor como eles se relacionam a operadora, de uma forma mais natural. Isso nos permite construir uma nova relação de confiança com eles com base na transparência e controle sobre seus dados. Somos pioneiros neste modelo de relacionamento. Nunca antes os usuários de serviços de telecomunicações podiam falar com as redes em tempo real. Além disso, estamos ampliando nosso relacionamento com nossos clientes, buscando aumentar sua satisfação e abrindo novas possibilidades para eles para enriquecer a sua vida digital conosco".

Criar de valor através do conhecimento

Para a apresentação do Aura, Chema Alonso, Diretor de Dados da Telefónica, utilizou as mais avançadas tecnologias, como o HoloLens, óculos de realidade aumentada da Microsoft. Descreveu o caminho seguido os dados de sua geração nas três primeiras plataformas para a sua transformação em um único valor para cada cliente. Como prova de que o Aura não é apenas um projeto, mas uma realidade emergente, a Telefônica realizou na Espanha várias demonstrações de diferentes situações de uso por meio de vários canais, como uma aplicação móvel e integração com a Amazon.

aura6Chema Alonso, Diretor de Dados da Telefónica

Assim, por exemplo, o cliente pode responder a perguntas sobre produtos e serviços que usa; gerenciar e bloquear dispositivo de acesso ao roteador Wi-Fi fornecido pela operadora; solicitar informações sobre conteúdos específicos de vídeo e agendar sua gravação; ou ser alertado quando o seu consumo de dados for maior do que o habitual.

Cada usuário terá um "espaço de dados pessoais", manter na e armazenar memória o registro de uso dos produtos e serviços que permitirão Telefonica – e se o cliente desejar – personalizar sua experiência. O Aura também fará recomendações sobre o fornecimento de produtos e serviços que melhor atendem às suas necessidades, o conteúdo de acordo com os seus gostos, a instalação de software de segurança ou detecção de aplicativos fraudulentos.

"Com o Aura podemos transformar dados em conhecimento e colocá-lo nas mãos de nossos clientes, que podem aprender, decidir e agir e tirar o melhor proveito de seu relacionamento com a Telefônica" – destacou Chema Alonso destacou durante sua apresentação.

Privacidade e colaboração com parceiros

A partir dos princípios de privacidade do cliente em seu relacionamento com a Telefónica, eles serão fornecidos segurança, transparência e controle sobre os dados. AURA oferece simplicidade na gestão. Um exemplo dessa simplicidade é o recurso Timeline, com o qual o usuário pode saber os dados que são gerados usando os produtos e serviços da empresa, visualmente e seguindo uma lógica cronológica e intuitiva.

Acesse também este vídeo sobre a apresentação em Barcelona, em fevereiro de 2017:

https://www.youtube.com/watch?v=luv3ZoO3GxQ

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