Ford investe em software baseado na nuvem

Ford_Pivotal-1.jpg16/05/2016 - A Ford anunciou um investimento na Pivotal, empresa especializada em plataforma de software baseada na nuvem, com sede em San Francisco, EUA. O objetivo é aumentar a sua capacidade de desenvolvimento de programas e trazer inovações de forma mais rápida para os consumidores.

Com investimento de US$ 182,2 milhões, a Ford quer acelerar sua transformação em uma empresa automotiva e de mobilidade, sem perder o foco no seu negócio principal: projetar, fabricar, vender, financiar e fornecer serviços para carros, utilitários, picapes, caminhões e veículos elétricos. Ao mesmo tempo, pretende buscar novas oportunidades com o Ford Smart Mobility – plano da empresa para ser líder em conectividade, mobilidade, veículos autônomos, experiência do consumidor e análise de dados.

"A expansão do nosso negócio para sermos uma empresa automotiva e de mobilidade requer experiência de ponta em software para oferecer experiências surpreendentes aos consumidores", diz Mark Fields, presidente da Ford mundial. "O investimento na Pivotal vai fortalecer nossa capacidade de levar aos consumidores experiências na velocidade do Vale do Silício, incluindo a expansão contínua do FordPass – nossa plataforma digital, física e pessoal de experiência de mobilidade".

FordPass

A Ford e a Pivotal atuaram juntas na criação do FordPass, lançada no mês passado nos EUA. A plataforma oferece novos serviços aos consumidores, como acesso remoto ao veículo por aplicativo de smartphones e soluções de mobilidade como estacionamento e carros compartilhados. Inovando e interagindo rapidamente, a Pivotal e os engenheiros da Ford trabalham para criar novas experiências para os membros do FordPass.

Softwares

De acordo com a Ford, as metodologias avançadas da Pivotal ampliam a capacidade de software da empresa, aplicada nos motores EcoBoost, no sistema de conectividade SYNC 3 e nas tecnologias de assistência ao motorista, como o estacionamento automático.

O software desempenha um papel crescente nos novos veículos. A nova F-150, por exemplo, traz mais de 150 milhões de linhas de código, enquanto um smartphone tem em média 12 milhões. Cada vez mais, os engenheiros usam softwares para o controle preciso do desempenho do veículo, como a calibração do motor e da transmissão, e para melhorar a experiência de conectividade.

O software é, de fato, o segredo da economia de combustível do motor EcoBoost. Com ele, os engenheiros podem otimizar o uso de cada gota de combustível, em nível molecular. Grande parte das 275 patentes que a Ford gerou com a tecnologia EcoBoost – além de outras 200 pendentes – estão associadas a controle de software e calibração.

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Prefeitura de São Paulo regulamenta Uber

uber_taxi.jpg11/05/2016 - Bruno do Amaral e Fernando Paiva, Mobile Time
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, assinou decreto nesta terça-feira, 10, que regulamenta a situação do transporte individual de passageiros em São Paulo, notadamente o Uber e outros aplicativos semelhantes. Em nota da secretaria executiva de comunicação, a administração municipal afirma que as novas regras "estão em sintonia com uma série de decisões judiciais e têm o sentido de ampliar, aprimorar e modernizar os meios para mobilidade urbana". A prefeitura nega que o texto beneficie o Uber em particular em detrimento dos táxis, explicando que o app é o único que está funcionando atualmente "por força de liminar judicial". A justificativa é que o decreto harmoniza o serviço com o dos táxis tradicionais, e que a nova modalidade estabelecerá a livre concorrência no setor, oferecendo mais opções aos cidadãos. "Estamos seguros de que o modelo é bom e protege a categoria dos taxistas", disse o prefeito Haddad em comunicado, assegurando que pretende manter o diálogo com a categoria de taxistas.

O decreto de seis capítulos e 41 artigos (leia aqui) será publicado na quarta-feira, 11, no Diário Oficial do Município. O texto trata da exploração da atividade econômica privada de transporte individual de passageiros (como o Uber), serviço de carona solidária (como o Bla Bla Car) e compartilhamento de veículos sem condutor (como o Zaz Car). As empresas dos aplicativos são chamados no decreto como "Operadoras de Tecnologia de Transporte Credenciadas" (OTTCs).

Será cobrado um preço por quilômetro rodado pelos serviços que forem remunerados – aqueles de carona solidária, por exemplo, estão isentos de pagamento porque neles os motoristas não obtêm lucro. O preço base será de R$ 0,10 por quilômetro. Mas esse valor pode ter variações de acordo com a demanda de mercado, avaliada pela prefeitura, e também de acordo com políticas para incentivar a presença de táxis em certas regiões da cidade, como a periferia, ou com certas características, como atender a critérios de acessibilidade ou ser dirigido por uma mulher.

Os apps serão obrigados a fornecer à prefeitura dados sobre todas as corridas realizadas, como origem e destino das viagens, mapa do trajeto, tempo de espera, preço cobrado, avaliação do serviço prestado e identificação do condutor, entre outros. A prefeitura fará a fiscalização completa do serviço por meio da criação do Comitê Municipal do Uso Viário (CMUV), que será composto por secretários municipais de Transportes, Finanças e Infraestrutura Urbana e pelo diretor-presidente da São Paulo Negócios. "Não haverá, desse modo, concorrência predatória", assegura.

As OTTCs serão livres para estipular a tarifa, desde que obedecido o valor máximo estabelecido pelo CMUV. Os apps deverão também fazer cálculo estimativo do valor final das corridas antes do início.

Exigências

A partir de agora, os motoristas do Uber e de apps similares passam a precisar atender a uma série de exigências. A principal delas é ter um cadastro junto à prefeitura. Esta deve limitar inicialmente a 5 mil "carros-equivalentes". O conceito de "carro-equivalente" leva em conta quantos quilômetros um taxista roda em média por dia. Uma fonte do mercado estima que pelo preço de R$ 0,10 por Km e considerando o conceito de carro-equivalente a prefeitura de São Paulo estaria preparada para cadastrar até 20 mil motoristas de apps como o Uber, isso porque eles rodam entre 50% e 75% menos tempo que os taxistas com licença.

Outras exigências dos motoristas de Uber afins são: ter carteira de habilitação para atividade remunerada, fazer um curso de formação (estabelecido pela própria prefeitura), ter um veículo com identificação, ter seguro que cubra acidades com passageiros, freio ABS e carro com até oito anos de fabricação. Será exigido ainda a utilização de aplicativos de mapas como o Waze para o acompanhamento do trajeto com informações do tráfego em tempo real.

Cota para mulheres

Como forma de incentivo à maior presença de motoristas mulheres, a prefeitura estipulou que uma quantidade mínima de uso de créditos seja destinada às condutoras: 5% a partir de 12 meses da publicação do decreto; 10% a partir de 18 meses; e 15% a partir de 24 meses.

Meios alternativos

Já os sistemas de carona solidária e de compartilhamento de veículos sem condutor não poderão ser exercidos por profissionais e nem ter fins lucrativos. Ainda assim, as empresas OTTCs poderão fazer a intermediação, fazendo pagamentos mensais ou anuais pelo credenciamento junto à prefeitura e podendo cobrar uma taxa de intermediação, pela qual recolherão impostos como ISS.

Em particular, o serviço sem condutor (locação de veículos em estacionamentos, vias e locais públicos) será exclusivo às OTTCs credenciadas, que deverão pagar outorgas pelo uso das vagas de estacionamento. O aplicativo desse serviço deverá cadastrar veículos e usuários.

Justificativas

A administração Haddad também já responde às críticas de taxistas, que chegaram a fazer protestos na cidade durante a tarde. "A regulação das novas tecnologias de transporte individual não prejudicará os táxis, na medida em que eles são, hoje, em número insuficiente para atender a demanda da população da cidade", diz a nota, citando pesquisa da 99 (antiga 99 táxis) de que 30% das chamadas fora do centro expandido não são atendidas, com índice caindo para 10% dentro dessa área. Declara ainda que São Paulo é uma das capitais do mundo com menor oferta de táxi por mil habitantes (3,2, contra 5,2 no Rio de Janeiro; 8,8 na Cidade do México; e 13,2 em Buenos Aires).

É esperada grande pressão por parte dos taxistas na Câmara dos Vereadores de São Paulo esta semana para que o decreto seja anulado. Portanto, este pode não ser ainda o último capítulo dessa história.

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15% das compras online já são feitas por dispositivos

apple_ny.jpg02/05/2016 - O mais recente MPI – Índice Trimestral de Pagamentos Móveis da Adyen, empresa global de tecnologia de pagamentos, destaca o atual cenário deste mercado no Brasil e mostra que 15% das transações já são realizadas em dispositivos móveis - em sua maioria, smartphones. Em um país com mais de 200 milhões de habitantes, 61% da população adulta utiliza smartphones, segundo a Nielsen Ibope. E a previsão é que este número chegue a 57,8 milhões de usuários neste ano, de acordo com a Statista.

Os indicadores mostram que o volume de compras efetuadas por meio de dispositivos móveis cresce na medida em que o comércio eletrônico investe na otimização da experiência por este canal. Clientes da Adyen como Netshoes, Dafiti, Hering e Amaro tem registrado maior engajamento de seus consumidores em seus canais móveis de vendas.

"Ter uma estratégia móvel tornou-se crucial para as empresas de varejo. O mobile representa mais de 50% do tráfego para o nosso site e 30% de conversão. Diante deste cenário, investir em inovação em tecnologia de pagamento é fundamental", declara Leonardo Dib, CFO da Netshoes.

Além disso, a tendência do consumidor em utilizar cada vez mais tecnologia mobile, disponibilizada por empresas como 99Taxis e EasyTaxi, evidencia um aumento na confiança dos brasileiros em comprar produtos por meio de seus aparelhos móveis.

"Disponibilizar tecnologias capazes de simplificar ao máximo a experiência de pagamento faz com que as empresas se tornem ainda mais preparadas para acelerar negócios por meio de seus canais mobile", diz Jean Christian Mies, vice-presidente Sênior da Adyen para a América Latina.

 

 

 

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CIAB de Bolso: app facilitará acesso a informações

ciab_2016.jpg13/04/2016 - O aplicativo CIAB de Bolso, desenvolvido pela Scopus, será a ferramenta oficial de consulta a informações, via dispositivos móveis, do congresso e exposição CIAB FEBRABAN 2016, que será realizado entre os dias 21 e 23 de junho, no Transamerica Expo Center, em São Paulo. O aplicativo combina várias tecnologias avançadas em que a Scopus vem trabalhando, como as relacionadas ao conceito de Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) e à localização indoor.

"A intenção é oferecer ao visitante do CIAB uma ferramenta que ele possa usar durante todo o evento, não só para obter informações variadas, por exemplo, sobre a agenda de palestras e paineis do congresso, como também para facilitar sua circulação pela área de exposições", afirma Nair Macedo, da FEBRABAN. Mais do que isso, o aplicativo terá algumas funções interativas, que permitirão aos usuários enviar perguntas aos palestrantes, durante as sessões técnicas e paineis do congresso, e ainda votar nos melhores estandes da feira, utilizando o dispositivo móvel.

Para tornar a experiência ainda mais interativa, a Scopus vai espalhar pelo Transamerica Expo Center dezenas de beacons - dispositivos que emitem sinais de localização e que se comunicam com o smartphone ou tablet, por meio da tecnologia Bluetooth Low Energy. Esses pequenos aparelhos emitirão alertas, exibidos na tela dos dispositivos móveis equipados com o CIAB de Bolso, avisando o visitante que ele está próximo ao café, ao restaurante, ao banheiro ou, com a ajuda da função Notificação, ao auditório onde terá início a palestra que está interessado em assistir. Nesse caso, o usuário receberá também um aviso no dispositivo móvel, alguns minutos antes do início da palestra ou painel.

Outra novidade incluída no aplicativo é a função Rota, que mostrará na tela do smartphone (ou tablet) o caminho mais curto para chegar ao estande desejado - para isso, bastará o usuário digitar sua localização. Além disso, o CIAB de Bolso trará o mapa completo da exposição, com a localização dos estandes e áreas de serviços (cafés, lanchonetes, etc.), e também a programação do congresso, com data, hora, auditório, tema e informações sobre os palestrantes.

Disponível para os sistemas operacionais Android e iOS, o CIAB de Bolso poderá ser baixado gratuitamente nas lojas de aplicativos da Google (Google Play) e da Apple (Apple Store), a partir do dia 15 de maio.


 

 

 

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App acompanha seus créditos na Nota Fiscal Paulista

21/03/2016 - No estado mais de R$ 4.5bi não são resgatados e anualmente cerca de R$700mi expiram e voltam para os cofres públicos

Você que é paulista e sempre pede a inclusão do número de seu CPF (Cadastro de Pessoa Física) na nota fiscal após suas compras, agora tem um aliado na hora de resgatar seus créditos junto ao programa da Nota Fiscal Paulista. O aplicativo Créditos NFP mostra ao usuário qual o saldo disponível, além de notificar de novos créditos e possibilitar o saque automático para a conta corrente.

Lançado em 2015, pelo administrador Victor Harada, o objetivo do aplicativo é auxiliar o cidadão a consultar e ser lembrado de sacar seus créditos disponíveis. Segundo o Harada, "a ideia surgiu quando descobrimos que as pessoas deixavam de sacar seus créditos simplesmente porque esqueciam ou não sabiam que tinham saldo para sacar". Hoje são mais de 4,5 bilhões de reais não são resgatados e anualmente cerca de 700 milhões de reais expiram e voltam para os cofres públicos.

Para utilizar, basta baixar o aplicativo e efetuar login com o CPF e a mesma senha para acessar o site da Nota Fiscal Paulista, assim o usuário terá acesso ao seu saldo disponível. Havendo saldo disponível para saque (valor acima de R$25,00), o usuário pode solicitar o saque para sua conta corrente. O aplicativo está disponível para os sistemas Android, iOS e Windows Phone.

Links para download: iOS, Android, Windows Phone

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"Uber dos caminhões" agita o mercado de cargas

caminhao2.jpg21/03/2016 - Co-fundador da Uber entra no mercado brasileiro de transporte rodoviário de cargas com a "Uber dos caminhões"

Em 2009, Oscar Salazar, juntamente com outros dois sócios, Travis Kalanick e Garrett Camp, co-fundou a Uber, empresa que em menos de seis anos se tornou uma das maiores companhias do mundo. Salazar aposta agora que o mercado brasileiro de cargas rodoviárias passará pela mesma transformação que o transporte individual de passageiros, motivo pelo qual acaba de se tornar investidor e diretor da CargoX, primeira transportadora do país impulsada por tecnologia. A previsão é que nos primeiros dois anos de operação, o investimento chegue a R$ 100 milhões.

Além do empresário, Eddie Leshin, outro respeitado executivo do mercado de transportes, que atuou como diretor da C.H. Robinson e foi COO da Coyote Logistics - ambas somam um faturamento de mais de R$ 56 bilhões por ano–, também será investidor e ocupará o cargo de diretor estratégico de Operações na CargoX. Outro nome de peso é o americano Hans Hickler, ex-CEO da DHL Express nos Estados Unidos. Completam o time de investidores o Valor Capital Group (fundado por Clifford Sobel, ex-embaixador dos Estados Unidos no Brasil), Agility Logistics (uma das maiores empresas de logística com mais de 500 escritórios em 100 países) e Lumia Capital (fundada por Martin Gedalin, ex-Oracle e Chris Rogers, co-fundador da Nextel Communications).

Conectada em tempo real por um aplicativo com mais de 100 mil caminhoneiros autônomos, a empresa vem sendo estruturada desde meados de 2015 e é pautada em algumas das principais diretrizes do Uber: agilidade, flexibilidade e qualidade na experiência do contratante do serviço; além de uma base de motoristas cadastrados com processo de triagem rigoroso e responsabilidade pelas cargas transportadas. "Utilizamos a ociosidade da frota autônoma do país com o cruzamento das rotas de nossos clientes para otimizar os envios. Com essa tecnologia por trás da CargoX permitimos que os embarcadores tenham uma economia inicial de até 30% no valor do frete", esclarece Alan Rubio, diretor de Transportes da CargoX, especialista com mais de 25 anos de experiência no setor de transportes.

Para Oscar Salazar, o momento econômico que o Brasil atravessa também foi uma oportunidade para a criação da companhia. Segundo o executivo, o mercado brasileiro de frete opera com 40% de ociosidade em sua capacidade. "As transportadoras brasileiras estão sob a pressão da crise econômica e, justamente por isso, vamos oferecer um serviço de melhor qualidade com menor custo. Para nósé o momento de apostar no país e crescer de forma exponencial, impactando positivamente no valor operacional da cadeia logística", afirma.

"Pretendemos revolucionar o mercado de transporte de cargas no país, com o fortalecimento da cadeia logística. Nós acreditamos em um crescimento rápido, com faturamento que pode ultrapassar os R$ 48 milhões no primeiro ano de atuação", prevê Salazar.

Mercado brasileiro de cargas rodoviárias

O transporte rodoviário de cargas brasileiro (TRC) é responsável por mais de 65% do volume de mercadorias movimentadas no Brasil e seu custo representa cerca de 6% do PIB do país. Para as empresas, o transporte de carga pelas estradas nacionais corresponde por mais da metade da sua receita líquida, como no caso da agroindústria (62%) e das indústrias de alimentos (65,5%). Segundo dados não oficiais, o Brasil tem uma frota excedente de aproximadamente 350 mil veículos (35%), o que gera mais de 30% de viagens com o caminhão vazio.

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