Políticas de inclusão digital

criancas_pc.jpg22/06/2013 - O novo Regulamento do Serviço Privado (SLP), aprovado pela Resolução nº 617, foi publicado hoje, no Diário Oficial da União, e tem como finalidade viabilizar a implementação de políticas públicas de inclusão digital, estimulando, em especial, o programa Cidades Digitais, coordenado pelo Ministério das Comunicações.

O novo regulamento contribuirá para a ampliação da oferta de conexão à internet por parte das redes da administração pública direta ou indireta nas esferas federal, estadual, distrital e municipal, bem como de entidades sem fins lucrativos.

A nova regulamentação unifica sob um mesmo regime 15 serviços e simplifica os procedimentos para a obtenção das autorizações, facilitando a implementação de políticas públicas de inclusão digital pelos órgãos públicos e entidades sem fins lucrativos.

A autorização do SLP custa R$ 400,00 e permite a oferta de aplicações relacionadas a comunicação de dados, sinais de áudio e vídeo, de voz e de texto para uso do próprio autorizado ou para atendimento a determinados grupos de usuários selecionados por ele.

Com a autorização do SLP, os interessados podem implantar infraestrutura de conexão de rede com o objetivo de melhorar a gestão e o acesso da comunidade a diversos serviços de telecomunicações.

Na administração pública, possibilita a implantação de aplicativos de gestão para os setores financeiro, tributário, de saúde e educação; a capacitação de servidores públicos; o acesso da população aos serviços de governo eletrônico e a ampliação de pontos de acesso público à internet em praças, rodoviárias ou outros espaços.

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A educação de alto padrão da Finlândia

finlandia_2.jpgTatiana Feitosa de Britto (*)
27/05/2013 - Até recentemente, pouco se ouvia falar da Finlândia nos debates sobre política educacional comparada. O ponto de inflexão, em 2001, foi a divulgação dos primeiros resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA)1, desenvolvido pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), com o objetivo de monitorar o desempenho dos sistemas educacionais dos países participantes, de maneira rigorosa, sistemática e internacionalmente comparável.

A casa digital de Bill Gates: um show

Por Ethevaldo Siqueira

Bill-2008casa.jpgSempre quis conhecer a casa de Bill Gates. É claro que ela nunca esteve aberta ao público.

Muito menos a jornalistas. Mesmo assim, as descobri praticamente tudo que ela tem de high-tech, depois de conhecer uma réplica de seus ambientes futuristas, na Microsoft Home, a casa-laboratório, a poucos quilômetros dali, na sede da empresa.

Foi em 2004, quando pude saber um pouco mais sobre essa casa, ao visitar o showroom da Microsoft, em Redmond, Estado de Washington, onde a casa digital é uma réplica da residência de Bill Gates. Ali, as máquinas entendem e obedecem à voz do dono.

Mesmo longe da casa de Bill Gates, pude avistar a incrível mansão de 6 mil metros quadrados, localizada num imenso bosque, entre Seattle e Redmond, situada às margens do lago Washington. Para muitos, é uma casa futurista. Para outros, ela é, simplesmente, uma casa digital, que antecipa e incorpora as tendências da tecnologia nessa área.
Seja bem-vindo

Logo na entrada, um painel com os meios de identificação biométrica do visitante, que utilizaremos na próxima década: leitor de íris, monitor sensível ao toque dos dedos, decodificador de impressões digitais e o mais sofisticado desses recursos, o sistema de reconhecimento de fisionomia. Um sistema de TV, embutido na parede, quase invisível, com câmera e microfones, possibilita o diálogo e a identificação do visitante.

Nesta casa, você pode falar com as paredes, com as máquinas, com a geladeira, com o fogão, com as portas e janelas. Aqui, tudo se comunica: computador, TV, telões, câmeras digitais ou tablets.

As lâmpadas de LED (diodos emissores de luz ou light emitting diodes) e comandadas por sensores, só permanecem acesas enquanto há pessoas no ambiente.

Esculturas virtuais, holográficas, se unem a projeções de quadros célebres, formando uma espécie de galeria de arte multimídia. Nesta casa, a tecnologia do futuro já assegura comunicação, entretenimento, segurança, racionalização do consumo de energia, controle da temperatura, identificação do visitante e liberação de serviços aos moradores.

Meu anfitrião nessa visita, Jonathan Cluts, diretor da divisão Microsoft Home, mostra a nova porta sem nenhuma fechadura ou trinco metálico aparente, controlada eletronicamente. Tudo na casa se conecta e tem seu comando central numa plataforma Windows, com rede híbrida, isto é, associando uma infra-estrutura de cabo com redes sem fio (Wi-Fi e Bluetooth).

Além da computação embutida que controla as principais funções gerais da casa – tais como comunicação, segurança e monitoramento de energia e temperatura – há computadores espalhados em toda a casa, no quarto dos meninos, no escritório, na cozinha e na sala de lazer.

Em cada cômodo há câmeras e microfones, embora a privacidade possa ser sempre garantida por quem está no aposento. Para acionar ou controlar cada equipamento ou sistema, basta falar, dando-lhe a ordem. Por ser mais fácil de usar, o comando de voz é o sistema de controle mais adotado, embora não seja o único na casa da Microsoft.

No passado, a casa digital tinha o nome mais comum de casa do futuro. Com isso, nunca chegaríamos a essa casa, porque ela sempre estaria por chegar. Para falarmos de uma tendência e de uma realidade mais concreta, preferimos, assim, discutir a evolução da casa digital, nos próximos 10 a 15 anos.

A casa digital em 2025

Como será a casa digital daqui a pouco mais de uma década? O que descrevemos neste artigo talvez possa fazer parte do cotidiano da classe média naquele ano, incorporando todos os recursos e avanços possíveis da eletrônica, da computação, das telecomunicações, da internet, dos sensores e uma rede híbrida, isto é, que associa cabos a comunicação sem fio redes com fio e sem fio, via ondas de rádio.

No conceito moderno de casa digital, todas as tecnologias visam assegurar aos moradores o máximo em comunicação, entretenimento, segurança, racionalização do consumo de energia, controle da temperatura, identificação de visitantes e liberação de serviços aos moradores. Uma das redes sem fio mais avançadas para o futuro será, sem dúvida, a rede UWB, (Ultrawide Band), que assegura comunicação interna acima de 100 ou 200 Megabits por segundo.

Uma das tendências básicas é usar um computador ou servidor central doméstico, para exercer o controle das funções essenciais de comunicação, de segurança, de conforto da residência.

Esse servidor central controla praticamente tudo na casa digital: temperatura, segurança das portas, reconhecimento de visitantes, iluminação, racionalização do consumo de energia, acesso à internet e outras funções.

Nessa casa digital, uma rede híbrida, formada por cabos e sinais de rádio, integra telefone, TV, computadores, telões, câmeras digitais e tablets. E permite a comunicação interativa em qualquer ponto da residência.

Tantas novas tecnologias não irão encarecer ou elevar demais o investimento nessa casa digital?

Não necessariamente. É claro que falamos aqui no padrão de uma casa digital para a classe média e não de mansões ultra sofisticadas.

A simples utilização de lâmpadas de LED, por exemplo. reduzirá o consumo de energia em 90% em comparação com as lâmpadas incandescentes. A energia solar e a iluminação natural serão alternativas avançadas e econômicas. Assim, o uso de painéis de energia solar reduzirá sensivelmente os gastos com eletricidade.

E vale a pena lembrar, também, que a casa digital pode ser montada passo a passo, progressivamente. A rigor, vamos implantando as inovações em função de nossos recursos. Da mesma forma que montamos nossa residência até hoje, passo a passo.

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MIT inspira a USP

fdte_inovapolia.jpg23/04/2013 - A Universidade de São Paulo (USP) anunciou hoje a criação de um Laboratório de Inovação e Empreendedorismo. Trata-se de uma parceria entre a Escola Politécnica da USP e a Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE).

Uma das inspirações do projeto foi o laboratório de inovação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês). As obras devem começar ainda este ano.

Com orçamento de R$ 20 milhões, o laboratório terá capacidade para 750 pessoas. Seu projeto arquitetônico foi assinado por Ruy Ohtake.

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