Sites e aplicativos alteram a rotina nas escolas

devices_kids.jpgDebra Donston-Miller
15/10/2013 - A tecnologia da informação tornou-se tão comum em nossa rotina de trabalho e na vida pessoal que é difícil imaginar a vida sem ela.

Somos orientados no trânsito pelo GPS, lemos livros em e-readers, colaboramos com colegas em documentos na nuvem, nos conectamos com amigos em redes sociais e muito mais. E fazemos tudo de nossos smartphones e tablets.

A tecnologia também está modificando a forma como os professores ensinam e os alunos aprendem. O Plano Nacional de Educação Tecnológica americano exige mudanças revolucionárias na educação, utilizando a tecnologia. "Aprendizagem baseada em tecnologia e sistemas de avaliação serão fundamentais para melhorar a aprendizagem dos alunos e gerar dados que podem ser usados para melhorar continuamente o sistema de ensino em todos os níveis ", diz o plano. "A tecnologia nos ajudará a executar estratégias de ensino colaborativos, combinados com aprendizagem profissional para se preparar e melhorar as competências e conhecimentos dos educadores ao longo de suas carreiras. Para encurtar a nossa curva de aprendizado, devemos observar empresas e negócios que têm usado a tecnologia para melhorar resultados e aumentar a produtividade." Em outras palavras, o que funciona para o mundo dos negócios deve funcionar em sala de aula.

Isso é verdade agora mais do que nunca, as normas estaduais núcleo comum forão adotadas em todo o país. Qualquer tecnologia recomendada hoje será ultrapassada em cinco anos ou menos, à medida que novas tecnologias devem aparecer.

A boa notícia é que existem muitas opções para escolher. Plataformas de blogs, quadros eletrônicos, tablets, smartphones.

A má notícia é que a maioria das escolas não estão preparadas para avaliar e implementar novas tecnologias. Além disso, ainda há um nervosismo geral sobre o uso da mídia social na sala de aula, especialmente no ensino fundamental. Continua a dúvida de como as escolas devem observar e aprender com os modelos no mundo dos negócios, incluindo a possibilidade de os alunos trazerem seu seu próprio dispositivo (BYOD).

A seguir, selecionamos 10 ferramentas que podem ajudá-lo a criar um ambiente de aprendizagem envolvente, bem como acomodar os orçamentos da educação apertados. Algumas das ferramentas, como Twitter e Facebook, vão exigir fiscalização dos professores.

Olhe para esses sites como uma oportunidade de ensinar aos alunos não só com o currículo na mão, mas também com o uso seguro e eficaz da tecnologia.

Twitter

Nos EUA os professores usam usam o Twitter para manter os pais informados sobre o que está acontecendo na sala de aula e a rede oferece aos alunos uma saída para a escrita criativa. Os alunos mais responsáveis devem assumir o comando do Twitter, antes que qualquer informação seja ostada.

Facebook

Tal como acontece com o Twitter, o Facebook fornece aos alunos uma audiência instantânea. Além disso, o recurso do Timeline mantém o conteudo aprendido nas salas de aula ao longo do ano. Ele também oferece aos pais e encarregados da educação, a oportunidade de comentar sobre o trabalho do aluno, facilitando os envolvidos na educação de seus filhos.
Alguns professores estão usando o Facebook para apresentar obras de literatura clássica, para que os alunos postem e comentem sobre personagens de um romance ou uma peça de Shakespeare. A página de Educação do Facebook oferece dicas e histórias de sucesso. Visite Facebook in Education em ingles https://www.facebook.com/education

Pinterest

Quadros de avisos têm sido associados com salas de aula, tanto para postar notícias como para mostrar o trabalho do aluno. Agora as salas de aula estão usando o Pinterest para compartilhar seus trabalhos. Criar quadros para as diferentes disciplinas, de diferentes classes, diferentes unidades - as possibilidades são infinitas. E os professores podem encontrar uma série de idéias no Pinterest.

Skype

Skype pode ser usado em sala de aula com várias funções, mas o melhor é manter contato com pessoas que nunca poderiam ter acesso. Muitos autores americanos fazem apresentações via Skype. Nas salas de aula pode-se fazer conexões com os cientistas, matemáticos, líderes comunitários e crianças da sua idade de diferentes comunidades ou até mesmo países. O Skype oferece idéias e projetos. Visite Skype in the classroom no link em ingles: https://education.skype.com

Blogs educativos

Sites como Twitter e Facebook proporcionam aos alunos uma audiência mundial e uma plataforma na qual eles podem colaborar e se comunicar. Mas alguns os sites também podem introduzir segurança e privacidade sem preocupações. Edublogs é um exemplo de publicação colaborativa e ambiente de comunicação, que permite criar e gerenciar blogs de estudantes e professores, personalizar rapidamente projetos, incluir vídeos, fotos e podcasts. Visite o site Edublogs em ingles: http://edublogs.org

Prezi

Para se preparar para a faculdade e começar uma carreira, cada aluno deve ser capaz de criar e fazer apresentações. Google Apps inclui algumas ferramentas colaborativas de produtividade do escritório para a educação, incluindo uma ferramenta de apresentação. A Microsoft PowerPoint também faz um bom trabalho, mas para ferramentas gratuitas de criação, apresentação e colaboração, tente o Prezi serviço gratuito online. Visite o site em ingles: http://prezi.com
http://prezi.com/fjo8xytivhkh/shepard-the-giant/

Armazenamento em nuvem

Serviços de armazenamento baseados em nuvem, tais como Box, Dropbox, Google Drive e Microsoft SkyDrive oferecem aos alunos e professores uma maneira de armazenar e acessar dados de qualquer lugar, usando qualquer dispositivo. Armazenamento baseado em nuvem se torna especialmente atraente para educadores que enriquecem suas aulas com palestras e outros recursos para aprender fora da sala de aula, reservando o tempo de aula para projetos colaborativos.

Smartphones

Cada vez mais, os dispositivos digitais pessoais dos alunos, os seus smartphones, são mais poderosos do que qualquer coisa que uma escola pode fornecer. Muitas escolas americanas liberaram alunos e professores para usarem em sala de aula seus smartphones, uma versão educacional do modelo (BYOD), ou seja trazer seu próprio dispositivo. Evidentemente, isso traz  uma dupla de preocupações: a segurança e equidade. Muitas escolas não se sentem capazes de garantir o uso seguro dos alunos com tantos dispositivos diferentes, nem todos os alunos podem trazer um dispositivo móvel para a escola.

Tablets

Tablets são um divisor de águas para muitas escolas. Eles são relativamente baratos, rápidos para iniciar, de longa duração com uma única carga da bateria e divertido de usar com alunos de todas as idades. Em um mundo perfeito, cada sala de aula será equipada com seus próprios tablets. Entretanto, alguns alunos estão trazendo seus próprios tablets para a escola, enquanto outras escolas com orçamentos limitados, não conseguem aproveitar esta tecnologia.

Aplicativos educativos

Aplicativos educativos cobrem vários tópicos, ajudam os alunos a melhorar a sua leitura e colabora com as crianças que estão lutando com a matemática. Isso não quer dizer que todos os aplicativos são bons, na verdade, muitos são realmente ruins. Os educadores devem acompanhar cuidadosamente todos os aplicativos que eles recomendam para seus alunos.

http://www.informationweek.com/education/instructional-it/10-tech-tools-to-engage-students/240158352?pgno=1

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Não sejamos escravos da tecnologia

produtividade.jpg22/08/2013 - Quanto mais conhecemos a tecnologia, mais cuidados devemos ter. Meu conselho a todos os mais jovens é este: não deixe que a tecnologia domine sua vida. Por mais admirável e fascinante que ela possa parecer – e é, realmente, fascinante – não se deslumbre diante dela. A vida tem coisas muito melhores.

Digo-lhe isso com conhecimento de causa. Há quatro anos, passei por uma experiência humana valiosa: consegui superar a dominação terrível a que me havia submetido à tecnologia. O computador, o celular e a internet me devoravam muitas horas de meu tempo, de trabalho, navegando sem rumo, dispersivamente, na internet. E pior: estava perdendo as coisas boas da vida, como o convívio com a família, o lazer e o contato com a natureza.

Ao fazer meu diagnóstico, concluí que me havia transformado num usuário obsessivo dessa parafernália tecnológica que nos cerca. Alguns amigos mais próximos me punham apelidos ridículos: webdependente, bitnômano, mobilmaníaco, audiovidiota.


Fiz o autodiagnóstico mais rigoroso e impiedoso. Reconheci o problema em toda sua extensão e busquei remédio em diversos locais. Ouvi especialistas, li mil textos e não encontrei quase nada que me fosse aplicável. internet só encontrei sugestões bizarras, desabafos, protestos e gritos de insatisfação como: "Um dia sem internet. Um dia sem o Google ou sem o celular".


Ou propostas de fuga para uma espécie de paraíso perdido: "Quero uma casa cercada de flores na Serra Gaúcha, sem TV, sem computador, sem messenger, Twitter, sem Google, sem Facebook, sem e-mails, sem celular ou telefone fixo".


Depois de longas sessões com um grupo de amigos que viviam o mesmo drama – a que eu chamei de Neuróticos Digitais Anônimos – aprendi que não podia mais passar 6 ou 8 horas por dia na internet. Nem viver ansioso, consultando obsessivamente meu smartphone, em busca de e-mails urgentes, em restaurantes, hotéis ou aeroportos, como tantos executivos e jornalistas que conheço.


Se o seu problema é o mesmo, leitor, reaja. Arme-se com mais tecnologia, para defender-se de sua tirania. Seja mais frio diante dos avanços digitais e resista ao fascínio que eles exercem. Nunca perca o senso crítico diante deles.

Um amigo, pragmático, me aconselhou: "Use a tecnologia a seu favor, para relaxar, para divertir e para fugir da rotina".

Ao final, me curei sem precisar banir a internet nem as novas tecnologias, para sempre ou por apenas por um dia. Apenas aprendi a dosar sua utilização para o resto de minha vida. Esse é o segredo: trabalho e lazer na medida certa. Por isso, os acessórios mais importantes de meu desktop são hoje as novas caixas acústicas do sistema de multimídia. Com o melhor áudio estéreo, posso interromper meu trabalho por alguns minutos, para ouvir música.


A cada hora de trabalho diante do computador, faço uma pausa de cinco minutos. Nesse intervalo, ouço, às vezes, a Balada nº 1 de Chopin, com Arthur Rubinstein, numa gravação em Super Audio CD. Fecho os olhos e me sinto transportado para a Sala São Paulo ou para a Concertgebow, de Amsterdã.


Tenho agora um computador com duas telas de 23 polegadas. Uma delas é meu monitor de trabalho. Na outra, estou ouvindo agora, baixinho, uma japonesa fantástica, a pianista Mitsuko Uchida, tocando Mozart. Quando a música me atrai um pouco mais, aumento o volume para curtir a beleza do Concerto nº 21 para piano de orquestra. Amanhã vou ouvir só Daniel Barenboim.


Finalmente, consegui, com disciplina e planejamento, mudar radicalmente meus hábitos de workaholic digital. E, creiam, hoje trabalho menos e produzo mais. Consigo estar à frente das necessidades. Cumpro rigorosamente os compromissos de lazer e sou mais flexível com as obrigações de trabalho.


Não navego mais a esmo na internet. Só consulto locais específicos e volto às tarefas anteriores. A não ser que seja pelo prazer de visitar uma Wikipédia ou sites muito especiais, como www.prs.com ou www.ted.com. Tudo sem neurose.


Neste fim de semana, estarei voando para a Alemanha, numa longa viagem. Diferentemente do que fazia no passado, não passarei três ou quatro horas debruçado sobre o laptop, escrevendo no avião. Minha prioridade agora é relaxar. Com meu fone de ouvido cancelador de ruídos (noise cancellor) conectado ao meu iPod, poderei ouvir pelo menos duas horas de Vivaldi, Bach, Beethoven, Brahms ou Chopin. Com o noise-cancellor, o ronco das turbinas se transforma num leve ruído de fundo e me permite curtir o Canon de Pachelbel e, depois, mergulhar em sete horas de sono.


Ao retornar de viagens como essa, sei que vou enfrentar a defasagem de fusos horários, o terrível jet leg. Para vencer as primeiras noites de insônia, meu remédio é afundar-me numa poltrona, diante do home theater e rever um show de Andrea Bocelli, Under the Desert Sky, em Las Vegas, o primeiro com canções populares em inglês e espanhol.


O receituário que aprendi com os Neuróticos Digitais Anônimos reúne conselhos que funcionam, leitor. Pense neles. Interrompa seu trabalho, relaxar alguns minutos, ouça música (a mais agradável e relaxante). Faças três minutos de alongamento. Aprenda a respirar. Você se sentirá outro.


Nestes dias com magnífico sol de inverno, tenho feito caminhadas matinais de três quilômetros aqui nas proximidades da Granja Viana. Mesmo nos dias nublados, vale a pena caminhar. Meu conselho a todos vocês: pratiquem algum esporte. Passeiem em praias desertas, ao amanhecer. Brinquem com seus filhos ou netos.


Libertei-me do celular nos fins de semana e não os deixo ligados nos fins de semana. Na pior das hipóteses, consulto a caixa postal apenas uma vez por dia, no sábado e no domingo. Aprendi a viajar nas férias sem laptop. Troquei o uísque por suco de frutas. Nas horas vazias, leia mais. Estou curtindo livros novos, excelentes. Nas últimas férias li Jorge Amado, Lya Luft, Machado de Assis e Carl Sagan. Nenhuma leitura tecnológica.


Em síntese, meu amigo, liberte-se da tecnologia. À sua moda.

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Acessa São Paulo recebe Prêmio

acessa_sp2.jpg20/08/2013 - A Fundação Bill & Melinda Gates concedeu ontem, (dia 19) o seu Prêmio Acesso ao Conhecimento 2013, de 1 milhão de dólares ao Acessa São Paulo, programa de inclusão digital do estado de São Paulo que trabalha para garantir que todos os moradores de São Paulo tenham acesso fácil e gratuito a computadores e à Internet. O Acessa faz parte da abordagem em múltiplas frentes do governo de São Paulo para ajudar os mais vulneráveis a saírem da pobreza.

Menos de metade da população do Brasil pode acessar a Internet usando seus próprios recursos e o acesso em casa é limitado àqueles com rendimentos mais elevados. Apesar de São Paulo ser o estado mais rico do Brasil, a disparidade de renda é um desafio. O Acessa São Paulo foi projetado para assegurar que todos, independentemente da renda, tenham acesso à tecnologia e ao treinamento necessários para fazer avançar sua educação, garantir um emprego bem remunerado, ou começar um negócio.


A Microsoft, parceira da fundação, irá doar aproximadamente 8 milhões de dólares em software para a Acessa como parte de seu compromisso com a cidadania global de levar os benefícios de tecnologias relevantes e acessíveis às comunidades.


Este é o décimo quarto ano do prêmio Acesso ao Conhecimento da fundação, que reconhece os esforços inovadores de bibliotecas e organizações similares fora dos Estados Unidos para fornecer acesso gratuito a computadores e à Internet. Ele é concedido pela iniciativa Bibliotecas Globais da fundação, que atua para abrir o mundo do conhecimento, da informação e da oportunidade para ajudar a melhorar as vidas de milhões de pessoas.


"O acesso à informação digital e à tecnologia é fundamental para a educação, cidadania e vida das pessoas", disse Davi Zaia, Secretário de Estado da Gestão Pública. "Acreditamos que é responsabilidade do governo garantir esse acesso a todas as pessoas, independentemente da sua situação financeira. Mas o Acessa não fornece apenas os computadores e a Internet. Ele dá às pessoas o treinamento e instrução que necessitam para poder usar essas ferramentas da melhor maneira possível."


Um dos aspectos mais inovadores do Acessa São Paulo é o lugar onde as mais de 700 estações tecnológicas foram colocadas. Elas foram instaladas em estações de trem e metrô, terminais de ônibus, hospitais, bibliotecas, centros de serviços do governo, projetos habitacionais e muito mais. A ideia é chegar às pessoas onde elas estão, para tornar tão fácil quanto possível acessar a tecnologia à medida que eles vivem sua rotina diária.


"Este programa levou a ideia do "acesso" a um nível totalmente novo", disse Deborah Jacobs, diretora da iniciativa Bibliotecas Globais para a Fundação Bill & Melinda Gates, em um evento em Cingapura, onde o prêmio foi anunciado. "Em vez de deixar para os usuários a tarefa de encontrar os postos de internet, a tecnologia está disponível de forma que as pessoas possam usaá-la em seu caminho para o trabalho, quando elas estã no hospital, visitando um parente, ou quando estão preenchendo formulários em uma agência do governo. Em uma cidade na qual ir de um extremo para o outro é um verdadeiro desafio, esta é uma abordagem inteligente."


O Acessa São Paulo vai usar o seu prêmio para expandir sua rede de estações, contratar e treinar mais monitores para gerir as estações, e desenvolver mais projetos para atender às necessidades das comunidades em que atua.


FSB Comunicações

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Educação à distância via web

Khan.jpg02/08/2013 - Conheça os novos rumos da edução à distância através da Internet

Globo News Ciência e Tecnologia entrevista Salman Khan, o fundados da Khan Academy

The Khan Academy é uma ONG educacional criada e sustentada por Salman Khan. Com a missão de "fornecer educação de alta qualidade para qualquer um, em qualquer lugar", oferece uma coleção grátis de mais de 3.800 vídeos de matemática, história, medicina e saúde, finanças, física, química, biologia, astronomia, economia, ciência da computação, entre outras matérias. A Khan Academy já deu mais de 200 milhões de vídeo-aulas gratuitas.

O fundadador da organização, Salman Khan, nasceu e cresceu em New Orleans, Luisiana, Estados Unidos.

Formado em matemática, ciências da computação e engenharia elétrica pelo MIT, Khan começou a ensinar matemática para a sua prima Nadia em 2004 com serviços do Yahoo!4 .

Logo, outros parentes e amigos procuraram sua ajuda, tornando-se mais prático distribuir suas aulas pelo YouTube. Os vídeos se tornaram mais populares, saindo de seu trabalho em 2009 para se focar integralmente no Khan Academy.

Assista a matéria completa:

http://g1.globo.com/globo-news/ciencia-e-tecnologia/videos/t/todos-os-videos/v/conheca-os-novos-rumos-da-educacao-a-distancia-atraves-da-internet/2558564/

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Educação: padrão da Finlândia

finlandia.jpgTatiana Feitosa de Britto (*)
26/05/2013 - Até recentemente, pouco se ouvia falar da Finlândia nos debates sobre política educacional comparada. O ponto de inflexão, em 2001, foi a divulgação dos primeiros resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA)1, desenvolvido pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), com o objetivo de monitorar o desempenho dos sistemas educacionais dos países participantes, de maneira rigorosa, sistemática e internacionalmente comparável.

Entre 2000 e 2009, data dos últimos dados disponíveis do Pisa, a Finlândia esteve sempre entre os primeiros colocados, nas três áreas avaliadas (leitura, matemática e ciências), alcançando resultados significativamente acima das médias da OCDE. E com uma característica distintiva: no caso finlandês, qualidade anda de mãos dadas com equidade – o país registra a menor diferenciação de resultados entre escolas.

As reformas que levaram ao sucesso educacional finlandês recente foram implementadas ao longo de quatro décadas, a partir dos anos 1960. Paralelamente, durante o mesmo período, a Finlândia experimentou mudanças sociais e econômicas de monta, transformando-se em uma das sociedades mais avançadas do mundo em termos de bem-estar social, competitividade econômica e inovação tecnológica.

O marco inicial das reformas foi a introdução da escolarização básica de caráter público, universal e compulsório, dos 7 aos 16 anos de idade, sem barreiras de seleção ou concursos de admissão. Essa etapa foi delegada às escolas municipais, às quais se integrou a maioria das escolas privadas até então existentes. Hoje, apenas 3% dos alunos finlandeses de ensino fundamental frequentam escolas privadas, que também são financiadas por recursos públicos e oferecem ensino gratuito.

Peça-chave nesse processo de reforma foi a construção de um novo currículo básico nacional. Outro fator crucial foi o reconhecimento de que, para lograr um sistema educacional que atendesse bem a todos os alunos – independentemente de aptidões específicas, status socioeconômico ou origem familiar –, seria imprescindível contar com um corpo docente altamente qualificado.

De fato, a qualificação docente é considerada pedra angular do sistema educacional finlandês. A partir dos anos 1970, a formação docente passou a ser feita pelas universidades, em nível de mestrado, com ênfase na prática didática. Os aspirantes aos cursos de formação de professores são submetidos a rigorosos exames de admissão, em que são aprovados os estudantes mais destacados no ensino médio.

O salário docente é importante, mas os professores finlandeses não são a categoria profissional mais bem remunerada naquele país. Mesmo em perspectiva comparada, a média salarial dos docentes na Finlândia situa-se um pouco abaixo da média da OCDE3. Mais do que a remuneração, portanto, as estratégias de recrutamento e formação, bem como o prestígio social do magistério naquele país parecem ser os determinantes da qualidade dos profissionais da educação finlandeses.

Outro aspecto distintivo do sistema finlandês é o alto grau de autonomia e liberdade de atuação dos municípios, diretores de escola e docentes, em termos de currículo, materiais didáticos e organização escolar.

O princípio da equidade também é fundamental e está amparado por uma política abrangente de atenção a alunos com necessidades especiais. Além do atendimento escolar especializado permanente, em classe ou instituição especial, para reduzido número de alunos, um modelo inclusivo de atendimento especializado complementar e temporário, inclusive para dificuldades leves de aprendizagem, é amplamente disseminado. As estimativas são de que cerca de metade dos concluintes do ensino fundamental passa por esse tipo de acompanhamento temporário em algum momento de sua escolarização, o que revela a prevalência de estratégias de prevenção e identificação precoce de necessidades especiais de aprendizagem, voltadas para garantir o sucesso de todos os alunos.

No tocante à avaliação e à padronização do ensino, a Finlândia adota uma perspectiva divergente da agenda hegemônica de reformas educacionais, delineada a partir dos anos 1990. As avaliações padronizadas em larga escala, voltadas para mensurar o rendimento dos alunos finlandeses, são amostrais, espaçadas e destinam-se apenas a fornecer informações sobre o funcionamento do sistema, sem a produção de rankings entre estabelecimentos de ensino ou a introdução de bônus remuneratórios para os profissionais da educação.

Um dos resultados dessa perspectiva é que os gastos com avaliação educacional na Finlândia são significativamente menores do que em sistemas educacionais que privilegiam esse tipo de medida em suas políticas. Ademais, na visão de muitos educadores finlandeses, a pouca ênfase dada a avaliações padronizadas permite fugir do incentivo perverso de reduzir o ensino à preparação para os testes, permitindo uma abordagem mais ampla e aplicada dos conteúdos curriculares e a salvaguarda das prerrogativas de autonomia e independência profissional do docente.

Além dos avanços na educação básica, a Finlândia hoje é reconhecida como um exemplo de sociedade do conhecimento, baseada em uma economia altamente competitiva e inovadora. Parte desses resultados se deve à centralidade dada às políticas de pesquisa, desenvolvimento e inovação no contexto finlandês, desde o final dos anos 1980. Tal prioridade refletiu-se no direcionamento de vultosos recursos humanos e financeiros para o setor e da instituição de mecanismos efetivos de cooperação entre as instituições de ensino superior e a indústria, a partir de um sistema nacional de inovação pioneiro.

De modo geral, a experiência finlandesa no campo da educação tem raízes históricas, políticas, culturais e sociais próprias, que não podem ser transpostas para outros contextos. No entanto, ao entender o que está por trás de exemplos bem-sucedidos, podemos refletir sobre a nossa própria trajetória de políticas educacionais e sobre os caminhos de reforma que se vislumbram no horizonte.

Nesse sentido, dois aspectos se destacam. Em primeiro lugar, os resultados alcançados pela Finlândia na educação – com reflexos na transformação experimentada por aquele país em direção a uma economia intensiva em conhecimento – foram fruto de reformas de longo prazo, sustentadas e aprofundadas ao longo de pelo menos três décadas. Sua materialização dependeu da construção de amplos consensos pluripartidários e sociais, mobilizando atores políticos diversos no debate e na implementação das decisões.

Em segundo lugar, a Finlândia adotou estratégia divergente do pensamento ortodoxo sobre política educacional, que preconiza uma série de medidas inspiradas por modelos ditos "empresariais" da educação e geralmente inclui: a fixação de prescrições curriculares rígidas e padronizadas, enfocando especialmente habilidades básicas em leitura e matemática; a intensificação do uso de testes padronizados externos; o estímulo à competição entre estabelecimentos de ensino; e a responsabilização direta dos profissionais da educação pelos resultados alcançados pelos alunos.

No caso finlandês, os elementos de accountability estão inseridos em uma abordagem que privilegia a autonomia profissional dos docentes e diretores de escola e a responsabilidade compartilhada pelo sucesso escolar dos alunos.

(*) Artigo baseado no Texto para Discussão nº 129 do Núcleo de Estudos e Pesquisas do Senado "O que é que a Finlândia tem? Notas sobre um sistema educacional de alto desempenho", disponível no site http://www12.senado.gov.br/publicacoes/estudos-legislativos/homeestudoslegislativos.

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Políticas de inclusão digital

criancas_pc.jpg22/06/2013 - O novo Regulamento do Serviço Privado (SLP), aprovado pela Resolução nº 617, foi publicado hoje, no Diário Oficial da União, e tem como finalidade viabilizar a implementação de políticas públicas de inclusão digital, estimulando, em especial, o programa Cidades Digitais, coordenado pelo Ministério das Comunicações.

O novo regulamento contribuirá para a ampliação da oferta de conexão à internet por parte das redes da administração pública direta ou indireta nas esferas federal, estadual, distrital e municipal, bem como de entidades sem fins lucrativos.

A nova regulamentação unifica sob um mesmo regime 15 serviços e simplifica os procedimentos para a obtenção das autorizações, facilitando a implementação de políticas públicas de inclusão digital pelos órgãos públicos e entidades sem fins lucrativos.

A autorização do SLP custa R$ 400,00 e permite a oferta de aplicações relacionadas a comunicação de dados, sinais de áudio e vídeo, de voz e de texto para uso do próprio autorizado ou para atendimento a determinados grupos de usuários selecionados por ele.

Com a autorização do SLP, os interessados podem implantar infraestrutura de conexão de rede com o objetivo de melhorar a gestão e o acesso da comunidade a diversos serviços de telecomunicações.

Na administração pública, possibilita a implantação de aplicativos de gestão para os setores financeiro, tributário, de saúde e educação; a capacitação de servidores públicos; o acesso da população aos serviços de governo eletrônico e a ampliação de pontos de acesso público à internet em praças, rodoviárias ou outros espaços.

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