Como aumentar o interesse de alunos nas aulas?

gameficacao.jpg17/11/2014 - Pensando em tornar a rotina de estudos da filha de 9 anos mais significativa, Fernando Rosário, professor de História e Filosofia, seguiu uma tendência que cresce entre gestores corporativos e educadores: a da "gameficação". Usando um aplicativo criador de jogos para dispositivos móveis, Fernando converteu, em games, parte do conteúdo escolar da pequena Fernanda. Pelo "tablet", a experiência obtida em casa foi tão positiva que tornou-se um incentivo para que o método fosse aplicado com seus alunos do Colégio Internacional EMECE, localizado no bairro da Pompéia.

Entusiasta do uso da tecnologia em sala de aula, em uma proposta lúdica, o professor, que também é consultor pedagógico da Foreducation, atingiu alunos de idades diferentes sob um mesmo conteúdo: História do Brasil. A ideia de "gameficar" o assunto, fez com que seus alunos, estudantes do 3º ano do Ensino Médio, revisassem o conteúdo para as provas de vestibular, criando jogos interativos para os colegas do 5º ano do Ensino Fundamental, que estavam tendo o primeiro contato com o tema.

"Um ótimo exercício para descobrir se você domina um assunto é tentar explicá-lo de maneira descomplicada. Os mais velhos praticaram isso ao passo que, para obterem sucesso, deveriam modificar o discurso que temos em sala, tornando-o compatível ao das crianças. Com a "gameficação" isso é muito bem trabalhado, porque usamos animações, sons, pontuação, uma linguagem bem próxima de estudantes de 10 anos", revela Fernando Rosário. Com a orientação dos mais velhos, as crianças do quinto ano se envolveram com a proposta e logo terminaram as sequências de perguntas, que se assemelhavam a "quizes" virtuais. Surgiu, então, na mesma aula, o interesse dos próprios criarem seus jogos com essa finalidade.

A possibilidade de formatar, com facilidade, atividades sinestésicas, proporciona uma dinâmica de aula diferente da tradicional, trabalha a memória, estratégia, raciocínio lógico, resolução de problemas, entre outros atributos. "É uma atividade que beneficia tanto a gente, quanto os alunos menores. Enquanto criávamos as perguntas, aproveitávamos para revisar o conteúdo de uma forma mais leve, sem aquela pressão que antecede o vestibular", explica Isabela Gomes, de 18 anos. "É bem mais legal e fácil de aprender. Até melhorei minha nota na última prova de História", acrescenta Natalia Saporetti, de 10 anos.

Do Ensino Médio à alfabetização

No mesmo colégio, a experiência dos jogos eletrônicos aliada à teoria pedagógica também inclui crianças que estão em processo de alfabetização. Professora do primeiro ano do Ensino Fundamental, Ana Maria Quintana, incorporou, neste ano, um complemento virtual às costumeiras atividades propostas, que normalmente envolvem livros, lousa, recortes e colagem. Com a utilização do mesmo aplicativo criador de jogos, usado pelo professor Fernando, a competência de reconhecer as letras do alfabeto e seu valor sonoro, foi desenvolvida de uma forma mais interessante. As crianças se motivaram realizando tarefas no "tablet".

Games X Processo Educativo

Yara Costa, diretora do Emece, acredita que os "games", com embasamento pedagógico, são bons recursos para serem utilizados na elaboração de atividades diversas, com diferentes faixas etárias, por serem muito próximos à linguagem que os jovens estão conectados. Apesar de estarem presentes no dia a dia do adolescente e da escola, o debate e a troca de ideias que definem a sua utilização é essencial na construção do conhecimento.

Alguns jogos disponíveis:

http://www.tinytap.it/games/g96f/PRESENTES-DAS-LETRAS

http://www.tinytap.it/games/g6n0/play/

http://www.tinytap.it/games/g81a/play/

Sobre o Weducation

O Weducation engloba um grupo de escolas tradicionais de São Paulo – além do Colégio Internacional EMECE (Pompeia), participam os Colégios Internacional Vocacional Radial, com unidades no Jabaquara e Santo Amaro, o Internacional Ítalo Brasileiro e o Berçário Vila do Saber, ambos em Moema. O Colégio Mater Dei, com unidades nos Jardins, em São Paulo, e em São José dos Campos é associado.

Recentemente, o Weducation uniu-se à empresa Setesys, especializada em recursos Google, com o objetivo de implantar inovações e capacitar docentes a partir dos projetos educacionais do Google para o Brasil. Assim, foi criada a Foreducation - parceira oficial do Google, para proporcionar às instituições de ensino uma nova experiência educacional. Coordenadores e professores das escolas do Weducation já participaram de programas de capacitação para aplicação das ferramentas do Google Apps em sala de aula. Durante o ano de 2014, os colaboradores viverão outras experiências Google.

No total, são aproximadamente 3,2 mil alunos, do berçário ao ensino médio e técnico, usufruindo de parcerias nacionais, como com Rede Pitágoras (Kroton), Lego Education, MindLab, Geekie e internacionais – Southern States University, Cambridge English Language Assessment, por exemplo, além de programas de imersão nos Estados Unidos, Argentina e Itália.

Integram o Weducation, ainda, a SSU International Education (unidade de negócios que administra intercâmbios educacionais no exterior), a SSU Centro de Serviços Compartilhados (unidade de negócios responsável pela gestão das instituições de ensino do grupo) e a Arena World Sports, centro esportivo e de lazer na Zona Oeste de São Paulo.

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SES junta-se à luta contra o vírus Ebola

ses_ebola.jpg17/11/2014 - A SES lançou um canal educativo focado na divulgação de informações a respeito do Ebola, transmitido via satélite para a África Ocidental. Chamado Fight Ebola, ele estará disponível para TV aberta e também para assinantes de TV por assinatura e será transmitido pelo satélite ASTRA 2F, posicionado a 28.2 graus Leste, e pelo SES-5, a 5 graus Oeste. O objetivo é informar a população em áreas afetadas, sobre a natureza e os riscos da doença e como combatê-la.

A mensagem transmitida pelo canal enfatiza o fato de que a Ebola está se espalhando, que é necessário a cada pessoa se proteger, assim como a familiares e comunidade. O foco do Fight Ebola é criar um entendimento através da doença por meio da transmissão de conteúdos educacionais e de informações factuais.

"Pelo canal esperamos educar as pessoas. Muitos não entendem a doença e, por consequência, tragicamente, não procuram os cuidados médicos necessários. O Fight Ebola transmite conteúdo informativo a milhões de pessoas que precisam ser infomadas dos riscos do Ebola. O conteúdo do canal vem de diversas fontes aprovadas pelo Ministério da Saúde de Luxemburgo", conta Ibrahima Guimba-Saidou, Vice-presidente comercial para África da SES.

As contribuições no conteúdo são cortesia de diversas mídias internacionais, organizações de ajuda e institutos como UNICEF, Médicos Sem Fronteiras (MSF) e End Ebola Now. O projeto conta também com o apoio de jogadores de origem africana que atuam no campeonato inglês, como Didier Drogba e John Obi Mikel, do Chelsea FC, Samuel Eto'o e Christian Atsu, do Everton FC, Peter Odemwingie, do Stock City FC, e Emmanuel Adebayor, do Tottenham Hotspur.

O Fight Ebola também está disponível em www.ses.com, youtube.com/FightEbolaTV e facebook.com/FightEbolaTV.

Sobre a SES

SES é uma operadora de satélites líder no mundo todo que possui uma frota de mais de 50 satélites geoestacionários. A empresa fornece serviços de comunicação via satélite para emissoras e provedoras de serviços de conteúdo e Internet, redes de operadoras de telefonia fixa e móvel, assim como para empresas e organizações governamentais no mundo todo.

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Cidades Inteligentes ou Cidades Humanas?

marlowcisco2.jpg07/11/2014 - Rodrigo Dienstmann, presidente da Cisco do Brasil, e Nina Lualdi, diretora sênior de Estratégia e Planejamento, participaram da HSM ExpoManagement – evento que trouxe especialistas em liderança e gestão do mundo. Os executivos apresentaram a sessão "Cidades Inteligentes ou Cidades Humanas?" quarta-feira, (dia 5 de novembro), relacionando smart cities e os cidadãos.

O conceito smart cities pode ser aplicado em muitas circunstâncias e possibilidades, do transporte coletivo a centros de compras, a previsão é de grande potencial de transformação da vida urbana. Segundo a consultoria ABI Research, estima-se que em 2016 deverão ser investidos cerca de US$ 39,5 bilhões em tecnologias ligadas à implantação de cidades inteligentes.

Os executivos da Cisco discutiram sobre como os serviços inteligentes se tornam a base da pirâmide de Maslow (divisão hierárquica que ilustra a ordem de prioridades das necessidades humanas), permitindo que os cidadãos desenvolvam e administrem sua cidade do modo como desejam e precisam.

Segundo Dienstmann, o Brasil possui problemas singulares. Portanto, o desafio das cidades inteligentes aqui começa um pouco diferente dos países que já possuem sua implementação. "Devemos cuidar primeiro do trânsito para depois procurar soluções para estacionamento nas ruas, por exemplo. Por isso que utilizamos como base a pirâmide de Maslow para implementar os projetos. Por exemplo: coleta de lixo e gerenciamento de energia elétrica", afirma Dienstmann.

O executivo citou ainda outro exemplo de aplicação do conceito de Smart Cities. "Como modificar o trânsito de uma cidade como São Paulo? Quando utilizarmos sensores para monitorar a logística de pessoas e coisas, fazendo com que elas deixem de se locomover sem a real necessidade", explica Rodrigo Dienstmann.

Embora destacando os benefícios das cidades inteligentes, o presidente da Cisco reiterou diversas vezes a importância da base para sua fundamentação, afirmando que ao valorizar o ser humano, estamos também valorizando a cidade, que se torna inteligente – e também humana. "No fundo é uma discussão sobre sustentabilidade, sobre como conseguir melhor eficiência energética, logística e social", conclui Rodrigo Dienstmann.

Um "pequeno-grande" caso de Cidades Humanas

Nina Luadi, diretora sênior da Cisco, relatou sua experiência durante uma visita que fez a uma favela no Rio de Janeiro. A executiva conheceu um menino que estava em um centro comunitário com problemas de comportamento. Dois anos depois, quando Nina voltou ao mesmo centro comunitário, percebeu que aquele menino estava com o comportamento totalmente mudado: produzia pulseiras de elástico personalizadas e as vendia.

Nina perguntou como isso acontecera e foi dito que depois que o menino teve acesso à informação através da tecnologia oferecida no centro, ele percebeu que seu comportamento estava errado e poderia melhorar. Para a diretora sênior da Cisco, "esse é um pequeno-grande exemplo de como as cidades inteligentes podem se tornar cidades humanas".

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LED por dentro com aparência de incandescente

LED_golden2.jpg03/11/2014 - Com as lâmpadas incandescentes sendo retiradas do mercado e a popularização do LED, a diversificação de modelos chega para facilitar a vida do consumidor. No caso da lâmpada A60, a mais popular em função do bulbo com design arredondado que se assemelha à lâmpada criada por Edison, a Lâmpadas Golden traz para o mercado brasileiro novas opções de potência. Trata-se da Ultra LED A60 de 12W e 15W.

A Ultra LED A60 de 12W proporciona uma economia de energia de até 88% frente à incandescente de 100W e de 40% em relação a fluorescente de 20W. Já a Ultra LED A60 de 15W é uma alternativa à incandescente de 120W com 87% de economia ou à fluorescente de 25W com 40% de economia.

Tem a vantagem adicional da baixa geração de calor, ao contrário da incandescente que aproveita somente 10% da energia para gerar luz, sendo os 90% restantes dissipados na forma de calor. Não altera a cor dos objetos, pois não possui ultravioleta nem infravermelho.

Com estimativa de vida de 30 mil horas, é possível passar 11 anos sem uma única troca. Já a incandescente dura apenas 750 horas e a fluorescente 8 mil horas.

Está disponível em duas temperaturas de cor: branca fria (6.500 K), para locais com mais atividade, e branca morna (3.000 K), recomendada para deixar o ambiente mais aconchegante.

Já estão disponíveis as opções de A60 com 5W e 10W, porém os novos modelos com 12W e 15W da Lâmpadas Golden chegam ao mercado em dezembro nas lojas da Leroy Merlin.

Dados técnicos

Potência: 12 e 15 W

IRC: >=80

Temperatura de cor: 3.000 K (luz branca morna) e 6.500 K (luz branca fria)

Duração: 30 mil horas

Tensão: bivolt

Preço sugerido para o consumidor final: R$ 40,00 (12W) e R$ 60,00 (15W)

 

 

 

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A Chicago que recomendamos aos amigos

chicago.jpgEthevaldo Siqueira
22/10/2014 - Quando veio a São Paulo, em novembro de 1965, Robert Kennedy contemplava a massa de arranha-céus do centro da capital paulista, de uma sacada do Hotel Jaraguá, quando um jornalista lhe perguntou: "Que acha de uma cidade como São Paulo?" Ele respondeu: "I hate Chicago".

Que amor pode despertar uma metrópole marcada por uma massa impressionante de concreto, de arranha-céus de 80 ou 126 andares, ventos gelados no outono (que lhe valeram o apelido de Windy City), temperaturas abaixo de 20 graus Celsius abaixo de zero no inverno que congelam até o Lago Michigan? Mas Chicago esconde coisas muito especiais que podem, também, despertar paixão e muita admiração. Para comprová-lo, sugiro que você inclua a Windy City e visite dois lugares muitos especiais em sua próxima viagem aos Estados Unidos.

No Museu de Ciência e Indústria tudo funciona

A primeira sugestão para quem planeja conhecer ou voltar a Chicago é uma visita de um dia ao Museu de Ciência e Indústria. Se você gosta de tecnologia e de invenções, este museu é um paraíso. Ele tem uma característica única: tudo ali funciona, pode ser tocado e ou posto em atividade. Discos de Newton, lentes, microscópios, dínamos-geradores elétricos, pilhas, válvulas eletrônicas, rádios, televisores pioneiros, alavancas múltiplas, aparelhos de acústica, de óptica, computadores antigos e uma parafernália incrível de demonstrações de fenômenos.

Para mim, a vedete do Museu de Ciência e Indústria de Chicago é o submarino alemão U-505, capturado na Segunda Guerra. Depois de ser exibido em Nova York, em 1946, o U-505 foi rebocado até o Lado de Michigan, passando pelo Canal de São Lourenço e cruzando os Lagos de Ontário, Eriê e Huron. Ao chegar diante de Chicago, o submarino U-505 foi levado até o Museu através de um túnel especialmente construído para sua viagem final. Está hoje alojado num prédio especial. Você pode entrar dentro dessa preciosa peça histórica, ver como viviam os alemães dentro dessa minúscula máquina de guerra, olhar pelo periscópio, visitá-lo, entrar nas cabines, tocar nos objetos, ver as camas onde dormiam seus ocupantes.

O Museu de Ciência e Indústria funciona todos os dias das 9h30 às 16 horas, o ano inteiro (exceto nos Dia de Ação de Graças e de Natal). Fica situado à beira do Lago de Michigan (5700 S. Lake Shore Drive) – Telefone 1(773) 684-1414.

Eis um aperitivo para sua visita ao Museu pelo link: http://www.msichicago.org/
Chicago tem muitos outros museus de alto padrão. Na área científica, eu sugiro ainda o Museu Field de História Natural.

Uma das melhores sinfônicas do mundo

Outro lugar exclusivo para você curtir nessa cidade é a sua Sinfônica – ou melhor Chicago Symphony Orchestra é uma das Top Five – ou seja, uma das cinco melhores dos Estados Unidos e uma das melhores do mundo. Fundada em 1891, a CSO teve até hoje regentes e diretores musicais tão famosos quanto Fritz Reiner, Seiji Ozawa, James Levine, Georg Solti, Carlo Maria Giulini, Claudio Abbado, Pierre Boulez, Bernard Haitink e seu titular atual, o italiano Riccardo Mutti. Sua sede (Centro Sinfônico e Loja Sinfônica) é um ponto famoso do centro da cidade, na South Michigan Avenue, 220, que margeia o Lago de Michigan. Visite-a, reserve tíquetes para pelo menos um concerto e compre suas magníficas gravações. Mas há outro Centro Sinfônico da CSO, no norte da cidade, onde se realiza o Ravina Festival, geralmente no verão, e ao ar livre.

Fotos: Montagem da Wikipedia, ed. em português

 

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Plataforma de ensino Coursera chega ao Brasil

coursera2.jpgCamilo Rocha, Estadão
13/10/2014 - O interesse dos brasileiros pelo Coursera é "notável" segundo Daphne Koller, israelense-americana que atua como presidente da maior plataforma de cursos online abertos de massa (conhecidos pela sigla em inglês Moocs). Com 300 mil alunos, o País é o quinto maior usuário dos cursos que o site oferece, posição tornada ainda mais significativa pelo fato de que não chegam a 30 os cursos com legendas em português.

Para a executiva, versão brasileira da maior plataforma mundial de aulas online pode suprir lacunas do ensino no País. Natural, portanto, que o Coursera decidisse estrear uma versão dirigida ao público do País. A versão brasileira da plataforma, a exemplo das estrangeiras, vem sustentada por parcerias com universidades de prestígio, USP e Unicamp. O material das duas universidades deve ir ao ar a partir de 2015. A iniciativa está associada ainda à Fundação Lemann. Daphne conversou com o Link antes do lançamento do Coursera em São Paulo.

Que tipos de cursos o Coursera irá oferecer inicialmente em português?
Da USP teremos "Origens da Vida", "História da Contabilidade", "Fundações da Linguagem de Negócios" e o "Sistema Previdenciário Brasileiro". Já a Unicamp trará aulas relacionadas a empreendedorismo. Estamos muito empolgados com os cursos de negócios, pois sabemos que muitos dos brasileiros têm vontade de começar seu próprio negócio, existe uma cultura de empreendedorismo. É a nossa categoria mais popular no Brasil, mesmo considerando os cursos em língua inglesa.

Por que o Coursera decidiu lançar uma plataforma no País?
O Brasil é nosso quinto usuário, depois dos Estados Unidos, Índia, China e Reino Unido. É notável quando se pensa que Índia, EUA e Reino Unido não precisam de tradução e temos muito mais conteúdo em chinês do que em português. Só isso já demonstra o entusiasmo dos brasileiros. Mas não é só isso. O País é grande e um mercado obviamente interessante. O que mais nos atrai, porém, é a fome por educação que existe por aqui, vemos tantos aprendizes tão dedicados. A comunidade de tradutores brasileiros é uma das mais ativas e maiores entre as nossas.

E por que há tanto interesse por aqui na sua opinião?
Falta de oportunidades educacionais. Há um bom número de universidades de alto nível, incluindo nossos parceiros, mas acho que é claramente insuficiente a oferta de educação de alta qualidade. O resultado é que o Brasil tem um dos índices mais baixos de conclusão de educação superior entre os países industrializados.

O Coursera se vê exercendo aqui o papel que instituições tradicionais não têm conseguido cumprir?
Certamente estamos ajudando em questões como acesso e disponibilidade para pessoas que normalmente não teriam a chance de ir a uma faculdade, seja por falta de tempo ou por não terem sido aprovadas. Mas não acho que estamos aqui para tomar o lugar das instituições de ensino, que cumprem um papel muito importante em todo o mundo.

O que podemos fazer é transformar como essa educação é dada. Hoje, temos principalmente um modelo em que estudantes marcham para uma sala de aula, e escutam alguém falar por uma hora e depois vão fazer sua lição de casa. Acredito que caminhamos para um modelo muito mais baseado em interação e engajamento.

A empresa já consegue ser uma operação rentável?
Ainda não, mas temos menos de três anos de idade. Quanto à renda, tivemos investimentos, mas nossa principal fonte são os certificados verificados, que são opcionais. O curso é gratuito, mas se o aluno quiser obter uma certificação que pode ajudá-lo na hora de conseguir o emprego, nós cobramos.

Empregadores nos EUA já reconhecem o seu certificado?
A credibilidade dos nossos certificados vem aumentando. Um de nossos parceiros, a Duke University, fez uma pesquisa recentemente entre empregadores na Carolina do Norte. Setenta por cento deles disseram que aceitariam credenciais de um curso Mooc no processo de contratação.

No Brasil, essa credibilidade virá com o tempo, com mais pessoas se formando e aparecendo com nossos certificados e empregadores querendo saber do que se trata. Mesmo assim, temos feito contato com grandes empresas brasileiras para apresentar e explicar melhor o que fazemos e conectá-los com as universidades parceiras. Não posso dar nomes ainda, mas garanto que são bem conhecidos. Estamos no processo de educar não só estudantes, mas empregadores também.

Plataformas de Moocs - Curso Online Aberto e Massivo, do inglês Massive Open Online Course (MOOC)

Veduca
A plataforma brasileira oferece gratuitamente aulas de universidades brasileiras como USP e Unesp, e internacionais, como Harvard, MIT e Yale. Tem aulas de pós-graduação e oferece certificação paga e reconhecida pelo Ministério da Educação.

NovoEd
O foco da plataforma é na interatividade. O NovoEd foi criado por Amin Saberi, professor da Universidade de Stanford, mas possui cursos de diversas universidades americanas.

edX
Criada por professores de Harvard e do MIT oferece cursos gratuitos de universidades americanas. A maioria são das áreas de ciências e exatas, especialidade das duas faculdades, e ministrados na língua inglesa.

Udacity
Da Universidade de Stanford, tem cursos pagos e gratuitos e alguns ministrados por profissionais de grandes empresas como Google e Nvidia.

Khan Academy
Oferece aulas de conteúdos de diversas áreas para estudantes de todas as idades. Tem cursos preparados pela Nasa e MIT.

http://blogs.estadao.com.br/link/coursera-chega-ao-brasil/

 

 

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