Pure Storage faz previsões sobre tecnologias para 2021

O mercado global sofreu o impacto de um ano sem precedentes, no qual a tecnologia entrou como protagonista para viabilizar a continuidade dos negócios da maioria das empresas. Esse fato impulsionou alguns fornecedores, e este é o caso da Pure Storage, fornecedora de soluções de armazenamento de dados. A empresa cresceu 99,9% no mercado de armazenamento de dados na América Latina só no segundo trimestre de 2020, segundo a IDC.

Muitas incertezas permanecem na reta final de 2020, mas, assim como a certeza de que o trabalho remoto é um modelo que chegou para ficar, alguns recursos tecnológicos acabaram se tornando ferramentas essenciais que devem impulsionar o mercado no ano que está por vir. Em uma análise do mercado global, a Pure Storage listou as previsões tecnológicas para 2021, que deve manter o ritmo acelerado da TI com foco em soluções voltadas para inovação e proteção dos dados.

2021 – O ano da repercussão da transformação digital

As empresas que ainda não estavam na jornada de transformação digital, devido à pandemia se viram forçadas a reformular rapidamente a TI. No processo, muitas optaram por infraestrutura tecnológica acima do orçamento e fora de suas próprias necessidades. No longo prazo, essas escolhas podem se mostrar insustentáveis e, em 2021, as empresas precisarão se reorientar para o médio prazo e buscar soluções ágeis que forneçam um equilíbrio orçamentário e funcional, de acordo com as necessidades dos negócios. O papel do CTO será encontrar os melhores sistemas para organizar melhor os investimentos.

Backup: o aliado contra o ransomware

O Brasil é o país mais atingido por ransomware na América Latina, registrando 46,6% dos ataques na região. Os hackers aproveitaram o aumento do trabalho remoto e em 2021 essa tendência deve permanecer. O tempo de inatividade gerado por esse vetor de ataque às vezes sai mais caro que o próprio resgate – que sequer é recomendado, e o backup em flash entra em cena como peça fundamental de defesa, permitindo que os sistemas sejam restaurados rapidamente e as operações reestabelecidas em minutos ou horas, em vez de dias.

O alívio do modelo de consumo flexível

Em meio a tantas incertezas, dificilmente as empresas sentirão uma folga no orçamento tão cedo. No próximo ano, o foco será a redução geral de gastos, e os modelos de consumo flexíveis se tornaram uma opção fundamental para implementar soluções de infraestrutura de TI. Esse modelo evita investimentos altos e arriscados em CAPEX e permite o gerenciamento de custos sem a necessidade de contratos de longo prazo, aumento as chances de estabilidade financeira das empresas para que possam recuperar o fôlego no mercado.

Falhas de TI e de segurança não serão perdoadas

Na pressa para digitalizar os processos e as operações, muitas empresas acabaram não se atentando à complexidade que estavam criando em seus sistemas, resultando em prejuízos causados por tempo de inatividade. Este problema tem se tornado cada vez mais inaceitável, e períodos prolongados off-line são tão prejudiciais para a reputação quanto para os resultados financeiros. Apesar da complexidade que as empresas podem ter adicionado aos seus próprios sistemas, em 2021 haverá uma tolerância ainda menor em relação a isso e aos problemas de segurança causados aos clientes, parceiros e equipes.

2021 será o ano das aplicações

Ao longo dos últimos anos os contêineres apareceram nas previsões tecnológicas, seja por se tornarem convencionais ou pelo aumento das cargas de trabalho armazenadas dessa forma. Com o amadurecimento dessa tecnologia, as soluções granulares de armazenamento para contêineres se tornarão cada vez mais importantes e o foco na aplicação será essencial. Isso significa investir em soluções consistentes e confiáveis com criptografia de dados e backup de toda a aplicação, não apenas dos dados, para que a aplicação se mova livremente entre os ambientes, seja no data center ou na nuvem.

O papel dos canais será ainda mais importante

Com o trabalho remoto como praticamente a única opção viável neste ano, houve um aumento imediato na demanda dos principais produtos de TI, como VPN e monitores. E, em 2021, as empresas estarão em busca por tecnologias que não apenas ajudem a manter as operações, mas que sejam capazes de ajudá-las a obter vantagens competitivas. Os canais já provaram seu valor no curto prazo, e agora devem desempenhar um papel ainda mais importante, como parceiros consultores estratégicos de longo prazo. Dessa forma, poderão ajudar os clientes com a modernização necessária no ambiente de TI para se adaptarem a nova realidade.

A criatividade irá revelar os verdadeiros líderes

As videoconferências trouxeram à tona as dificuldades dos fornecedores para manter o relacionamento com parceiros em 2020, e isso deixou claro que as chamadas tradicionais seguindo um modelo padronizado de reunião à distância não funciona. A criatividade e a motivação com abordagens personalizadas transformaram esse processo em relacionamentos individuais e, consequentemente, mais sólidos. Os parceiros precisam se sentir cada vez mais valorizados e incentivados, seja por meio de novas metas, treinamentos ou benefícios, para crescer e superar as expectativas de vendas em 2021.

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Por que tanta gente cai nas armadilhas da Internet? Confira aqui:

Por Ethevaldo Siqueira

Relembro hoje as sete principais armadilhas mais comuns na internet, conforme nos explica o LinQ Telecom: (Armadilhas na Internet – LinQ.

1. A primeira delas é das ofertas mirabolantes. Não acredite nelas. Como diz o provérbio, não existe almoço de graça, ou muito barato. Desconfie sempre.

2. Em segundo lugar, não caia na armadilha das cobranças indevidas de multas do Detran, ameaças do Imposto de Renda. Nem o Detran nem o IR não cobram nada pela internet. E se receber um aviso pelo correio verifique se não é falso.

3. Outra armadilha que pega muita gente é o pedido de atualização de dados bancários. Não forneça seus dados pessoais e confidenciais pela internet.

4. Não caia no golpe do boleto na internet, do envio de recibo de uma compra que você não fez. Avisos de encomendas do correio ou de fornecedores.

5. Uma das armadilhas em que as pessoas mais caem são cobranças indevidas, feitas pela internet. Mesmo que lhe pareçam verdadeiras, não abra anexos. Verifique tudo por telefone ou pessoalmente, no caso de lojas ou fornecedores.

6. Nunca abra links para um suposto histório de WhatsApp. É vírus na certa.

7. Mesmo que você seja assinante do Netflix, do Spotfy ou do Google, não atenda a pedidos de atualização de seus dados pessoais pela Internet. As Armadilhas estão espalhadas por todos os cantos, pois a Internet proporciona acesso a uma infinidade de informação, diversão e entretenimento. Os truques são os mais diversos, bem como suas finalidades, que vão de furto de dados bancários para compras, à contaminação do computador para derrubar um site ou serviço.

Fique sempre atento

Portanto, é fundamental ao internauta se manter alerta em relação às eventuais armadilhas para não se tornar mais uma vítima. Principais:


Vírus

Todos os dias, diversos tipos de vírus surgem na rede mundial de computadores. Malwares, trojans, adwares e outras aplicações maliciosas que, juntas, têm o objetivo de prejudicar o internauta. Seja furtando informações, espionando, ou destruindo o equipamento do usuário, os hackers costumam ser ardilosos na hora de espalhar ameaças online. Para se proteger, aposte em um bom antivírus e um firewall, mantendo-os sempre atualizados.

Espionagem

Alguns hackers são capazes de ligar a webcam ou o microfone de notebooks e smartphones de outros usuários com o objetivo de espionar quem está do outro lado da tela. Há também criminosos que invadem redes sociais para identificar informações relacionadas à vida pessoal do usuário, como locais que costuma frequentar e fotos de seus parentes. É muito importante elevar o nível de privacidade de conta para quem pode visualizar as informações do perfil, especialmente para crianças e adolescentes. Também é recomendado cobrir os componentes de áudio e vídeo com uma fita adesiva sempre que não estiverem em uso.

Furto de dados e identidade

Phishing é o nome dado à artimanha dos criminosos para “pescar” os dados pessoais ou bancários do usuário. Com essas informações, ele pode realizar compras ou clonar uma identidade para abrir cadastros, realizar transações bancárias ou criar contas falsas em perfis sociais. Para que isso não aconteça, evite ao máximo compartilhar informações pessoais como senhas, nomes de usuário, informações bancárias ou números de cartão de crédito em links duvidosos de e-mails ou sites que não contam com certificados de segurança – que podem ser conferidos pelo cadeado na barra de endereço. Ao comprar em lojas virtuais, pesquise e opte sempre por e-commerces com boas reputações.

Aplicativos falsos

Alguns criminosos utilizam aplicativos em formas de jogos ou ferramentas para invadir dispositivos móveis, em uma abordagem conhecida como man-in-the-middle. Essa modalidade de ataque intercepta dados enviados digitalmente e também pode ser executada por meio de apps duvidosos disponíveis para download nas lojas dos sistemas operacionais. Com isso, o hacker consegue obter senhas, números de cartões de crédito, informações de login, etc. Portanto, ao baixar um aplicativo, fique atento aos comentários dos usuários e, principalmente, às permissões de acesso que o mesmo solicita.

Ataques DDoS

A ascensão da Internet das Coisas tem conectado cada vez mais dispositivos à rede, criando um cenário propício aos ataques de negação de distribuição de serviço (conhecidos pela sigla DDoS, em inglês). Esse tipo de ameaça infecta smartphones, tablets, roteadores, câmeras IP e qualquer outro aparelho conectado para direcionar acessos simultâneos a determinado site ou serviço, sobrecarregando e indisponibilizando o sistema. Para que seu dispositivo não se torne um “zumbi” em meio a esta legião, o usuário deve trocar as senhas de acesso periodicamente.

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ISPs brasileiros aceleram evolução rumo à rede 5G e ao Edge Computing

Rafael Garrido*

O Brasil conta com 5570 municípios. Em março de 2020, 98,2% dessas localidades já possuíam acesso à Internet fixa via fibra óptica. Desse total, 48,7% da infraestrutura de fibra óptica foi implementada por ISPs (Internet Services Providers), também chamados PPPs (Prestadoras de Telecomunicações de Pequeno Porte) pela Anatel, a Agência Nacional de Telecomunicações.

Pesquisa da Anatel de agosto de 2020 indica que 33% de todo tráfego de Internet fixa no país vem de ISPs, ultrapassando as grandes operadoras de Telecom. Há ISPs de portes variados atuando tanto no interior do país e em áreas rurais como, também, em zonas urbanas com maior densidade populacional. As grandes áreas urbanas do Brasil contam com regiões de sombra, onde falta Internet de qualidade, baseada em fibra ótica e com um atendimento personalizado ao usuário. Isso abre oportunidades para ISPs em bairros de grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília e, também, nas cidades ao redor desses grandes centros (caso de Guarulhos, Osasco e Barueri/Alphaville).

Em plena crise, os ISPs brasileiros conquistaram 250 mil novos clientes em junho de 2020. É um segmento da economia que está em expansão de negócios, consolidação em grupos e rápida capitalização. Acima de tudo, os ISPs estão se preparando para fazer da rede 5G um trampolim para conquistarem ainda mais espaço. De acordo com a proposta de edital de 5G que foi submetida à consulta pública – uma concorrência aberta a todo tipo de operadora de comunicações pelo governo federal brasileiro – , os ISPs poderão participar na frequência de 3,5 GHz: 2 blocos de 100 MHz e um de 80 MHz nacionais. Esse segmento tem acesso garantido, também, a 2 blocos de 60 MHz regionalizados, sendo um deles exclusivos para os ISPs.

Enquanto o 5G não vem e a economia digital brasileira segue sendo baseada em redes 4G e 3G, os ISPs saem na frente na corrida pela entrega de redes mais velozes a pessoas físicas e a empresas. Já há, no Brasil, ISPs que oferecem banda larga na faixa do 1 Gb/s. Isso é feito com simetria de banda, ou seja, velocidades idênticas de upload e download. Esses provedores somam, ao uso massivo de fibra ótica espalhada por todo o Brasil, ambientes de Edge Computing baseados em data centers pré-fabricados de portes variados. Para diminuir a latência, o Edge Computing coloca o processamento nos extremos da rede, fora dos grandes data centers hyperscale e nós principais.

Nos data centers pré-fabricados utilizados pelos ISPs, a infraestrutura crítica é desenhada e gerida para suportar os negócios digitais de empresas de todas as verticais e de todos os municípios brasileiros. A soma da rede em fibra ótica com data centers TIER-Ready III (classificação e selo de qualidade do Instituto UpTime) implementados em topologia de Edge Computing cria sólidos diferenciais de negócios para os ISPs. Com o Edge Computing, mais do que vender links, os ISPs passam a vender a continuidade de negócios.

Graças a isso, um novo horizonte está se abrindo para os ISPs. Há, por exemplo, ISPs especializados em suportar demandas de processamento de dados de indústrias específicas. É o caso de software houses regionais que, com o apoio de ISPs locais, passam a vender suas ofertas no formato SaaS (Software as a Service). Educação é outra vertical no radar dos ISPs. O crescimento da experiência educacional digital está levando universidades e colégios a contratar serviços de processamento de dados de ISPs. Há no Brasil, também, ISPs com um modelo de negócios mais focado no segmento consumer. Nesse caso, o ISP vende serviços que aceleram e melhoram a UX oferecida por serviços de streaming como Netflix e Amazon Prime. Em todos os casos, o SLA entregue aos seus clientes pelo player que é simultaneamente ISP e data center é crítico para o sucesso dos negócios do ISP.

Essa revolução está acontecendo aqui e agora. Alvo preferencial de investidores brasileiros, os ISPs ganharam musculatura para se consolidar em grupos – há players com unidades em vários estados – investir em expansões físicas, de pessoal e também na diversificação de seus negócios. Já existem no mercado ISPs que oferecem, em seus data centers, serviços de Colocation. É uma evolução da oferta de links em fibra para a oferta de serviços com mais valor agregado. Muitos desses players atendem o segmento PME, além de outros ISPs.

Seja utilizando seu data center para oferecer serviços de Colocation, seja usando essa infraestrutura como a base de sua oferta de serviços digitais, o gestor do ISP tem buscado a excelência em infraestrutura crítica.

O data center pré-fabricado inclui racks, soluções de distribuição de energia, refrigeração, cabeamento, supressão de fogo, recursos para monitoramento e controles de acesso e segurança. O desenvolvimento no Brasil de módulos pré-fabricados de alta qualidade inclui serviços de gerenciamento de projetos, uma extensa fase de testes e a logística de envio dos módulos até o ambiente do cliente, onde quer que o ISPs esteja localizado. Já há no mercado, também, plataformas de gerenciamento dessa infraestrutura sob medida para o porte e os orçamentos dos ISPs.

Vale destacar, ainda, a existência de linhas de financiamento para facilitar o acesso dos ISPs a essa infraestrutura crítica. Essas ofertas de financiamento para aquisição de data centers são uma iniciativa de distribuidores que atuam no ecossistema de canais brasileiro. São empresas que oferecem a possibilidade de adquirir o novo data center pagando por isso em prestações mensais, o que representa uma forte alavanca de renovação dos ISPs. É comum que, logo após terminar de pagar o data center modular pré-fabricado, o gestor do ISP realize o upgrade dessa infraestrutura crítica e contrate um novo financiamento junto ao distribuidor para suportar esse avanço. O resultado dessa estratégia é a crescente disseminação de ofertas de data centers em modelo IaaS (Infrastructure as a Service) no mercado brasileiro.

Esse contexto acelera a profissionalização dos ISPs brasileiros, que passam a contar com uma infraestrutura crítica classe mundial com todos os benefícios de um data center tradicional.

A chegada do Edge Computing e do 5G ao nosso mercado está levando os ISPs a renovarem seus ambientes digitais sem deixar de lado os valores que explicam seu sucesso. É o caso do contínuo investimento em fibra ótica nas regiões onde atuam. Outro destaque é a flexibilidade da oferta dos ISPs, em que uma generosa banda de rede faz com que, via Internet, usufrua-se de serviços que, em outros segmentos do mercado, exige-se a contratação de combos de TV, Internet e telefonia fixa. Um importante diferencial é a excelência no atendimento ao cliente. Muitos ISPs mantém lojas físicas que, além de vender serviços, recebem usuários com dúvidas ou com problemas técnicos. São pessoas atendendo pessoas e resolvendo desafios de forma instântanea. O profissional do ISP conhece seu cliente pelo nome.

Todo esse quadro explica o sucesso dos ISPs brasileiros, um ecossistema único no mundo e que, com o 5G e o Edge Computing, avança com firmeza em direção ao futuro.

*Rafael Garrido é Vice-presidente da Vertiv LATAM e Country Manager da Vertiv Brasil.

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Quase 30% dos adultos ainda não têm acesso a serviços digitais no País

Por Valmor Bosi, CEO da RV Digital

Qual foi a última vez que você fez uma compra com dinheiro em espécie? Fora situações bem pontuais, certamente os cartões e gadgets conectados são sua principal forma de pagamento. Isso significa, então, que as notas e moedas estão em extinção, certo? Não é bem assim: quase 50 milhões de brasileiros seguem sem conta em bancos, movimentando mais de R$ 800 bilhões anualmente, de acordo com as mais recentes pesquisas do setor.

Evidentemente, estamos falando de uma parcela da população que ainda se sustenta à base das transações locais, em pequenos comércios – mas que movimenta, inegavelmente, um grande montante de dinheiro. Segundo dados do instituto Locomotiva, estamos falando de 29% da população adulta do País que segue vivendo, basicamente, sem acesso a serviços digitais ou crédito.

É preciso mudar esse cenário e a tecnologia tem um papel vital para essa transformação. Manter esses cidadãos fora do modelo digital representa deixar de incluí-los em uma sociedade cada vez mais digitalizada e global – além de não ter acesso ao crédito tradicional, eles também não têm condição de participar de uma série de serviços e mudanças sociais.

Já pensou em como seria sua vida sem o acesso às plataformas de serviços? E sem o Internet Banking? Tudo isso, entretanto, é apenas a parte mais visível das comodidades que a indústria bancária e de pagamento digital tem nos oferecido nos últimos anos. Por dentro, esse sistema possui enormes engrenagens que facilitam as transações e o uso do dinheiro digital com segurança e praticidade.

Evoluir para o caminho digital é uma demanda inegociável para empresas de todos os segmentos. Mas não podemos nos esquecer que boa parcela da população, ainda, está longe de ter acesso a esses avanços. Nesse sentido, acelerar a transformação digital e implementar inovações mais abrangentes é, antes de tudo, uma forma de tornar o mundo mais democrático, acessível e justo.

Como faremos isso? Tornando a realidade das transações cada vez mais simples e eficientes, maximizando as chances para atrair essas pessoas que, hoje, preferem viver fora dos bancos. De acordo com a pesquisa citada anteriormente, 60% dos desbancarizados são mulheres – a maioria delas desempregadas, vivendo com renda esporádica.

Além disso, quase 70% dos brasileiros que não têm conta em banco admitem que compram e deixam para pagar suas compras no final do mês. Isso nos leva a outra questão: grande parte dessas mulheres, provavelmente, também são responsáveis pelas compras diárias da família. Como elas fazem isso? Com dinheiro vivo. Vale dizer, todavia, que elas gostariam de ter outras opções de pagamento – segundo os levantamentos, 51% dos “sem-banco” afirmam que já compraram com cartão emprestado. < /p>

Seja como for, independentemente dos bancos, é preciso dar opções para que as pessoas tenham acesso aos serviços de pagamento digital. Neste caso, a tecnologia é o que pode tornar isso possível, ampliando a condição para que mais pessoas consumam serviços e produtos de novas maneiras, mesmo longe dos grandes centros e das novas gerações de dispositivos inteligentes. Para isso, temos de valorizar as características locais, entender o que os consumidores e vendedores mais precisam e construir soluções confiáveis e diretas, longe de qualquer complicação.

Precisamos, portanto, pensar naqueles que estão distantes dos centros comerciais e agências bancárias. Há um mundo inteiro precisando de atenção, e a indústria de pagamentos digitais precisa dar atenção a essas pessoas. Como exemplo, vale destacar o grande impacto provocado pela disponibilidade de uso do auxílio emergencial sem cartão como forma de circulação de moeda e opção de pagamento, especialmente em tempos de Covid-19.

Não resta dúvida de que o caminho é pensar em soluções acessíveis e que atendam e agilizem essa necessidade. O que temos de entender é que, incluir mais gente na economia, é importante para o País e, em último caso, essencial também para consolidar serviços e saídas que serão certamente de grande valia para todos nós.

O mundo está evoluindo e compartilhar essa transformação é rentável e positivo para a cadeia completa: das grandes companhias aos pequenos comércios locais, todos podem ganhar com a digitalização e a inovação que permitam o maior acesso da população aos serviços de pagamento digital. É preciso ir mais longe e oferecer mais opções para todos.

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Tudo que muda com a chegada do 5G. Prepare-se.

Por Ethevaldo Siqueira

Como se divulga, as redes 5G são completamente diferentes de suas predecessoras. Tudo sobre elas é novo — dos serviços prestados às arquiteturas de rede que as habilitam.

Mas "novo" não significa fácil e quase sempre vem com um amplo conjunto de pontos desconhecidos. A capacidade de um operador de explorar essas incógnitas pode fazer ou destruir seu sucesso futuro.

Vou participar do Mobile World Live, nos próximos dias 10 e 11 de novembro, com o jornalista do Empirix, George Malim, em sua apresentação sobre a dinâmica do mercado e os desafios ocultos do 5G, e o que os provedores de serviço podem fazer para explorar esses desafios para reduzir custos, aumentar a receita, melhorar a qualidade do serviço e construir um melhor, mais rede resiliente.

Com o coronavírus, o mundo está diante de uma situação totalmente nova e desafiante. Por sorte, felizmente, estamos diante de um fato muito positivo: a internet se tornou nossa conexão umbilical com o mundo exterior, nesse quadro de isolamento humano global. Mais do que nunca, dependemos dela fazer nosso trabalho, para ir à escola, e para ver outras pessoas.

Além disso, ela se transformou em nossa principal fonte de entretenimento. E no mundo inteiro, ela tem sido usada intensamente. Com isso, tanto nos EUA quanto na maioria dos países, seu volume de tráfego cresceu um quarto (25%) desde janeiro. O aumento da demanda tem sido tão sério — com o YouTube, Netflix, Facebook e o recém-lançado Disney-Plus (Disney+) que todos acabaram por cortar a qualidade da imagem do vídeo transmitido.

Como enfrentar esse desafio? Mesmo com alguns sinais de tensão, e apesar de pequenas estranhas, a internet está indo muito bem. Tem dado conta do recado. Nessa crise da Covid-19, a internet experimenta sua maior expansão em anos. E garante, por exemplo, que gigantes da internet como Netflix e Equinix — que operam os 200 maiores data centers em todo o mundo — atendam à demanda. E todos eles apressam os upgrades o mais rápido possível.

É claro que ainda existem obstáculos que podem retardar a atualização geral desses sistemas. Um exemplo: partes cruciais da internet ainda requerem um toque humano. Mas, no geral, a internet está emergindo mais forte do que nunca.

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NASA quer levar a internet a todo o planeta

Ethevaldo Siqueira, com notícia da NASA (29-10-2020)

A NASA estuda um novo projeto de levar a internet a todo o planeta via satélite. O conceito de fornecer acesso à Internet através de satélites não é novo, há várias empresas que atuam nesse mercado, mas as desvantagens são imensas. Os links são caros e lentos, com limitação de banda trafegada e principalmente, uma latência muito elevada, conforme previu o cientista Albert Einstein.

O problema é que esses serviços usam satélites geoestacionários, na chamada Órbita de Clarke, na altura do Equador, a 35.786 km de altitude. Nessa altitude um satélite leva 23h 56m 4s para completar uma órbita, que por acaso é o mesmo tempo que o planeta leva para girar em torno de seu eixo (tempo que é arredondado para 24 horas). Assim o satélite parece estar parado fixo em relação a um ponto no solo.

Outro aspecto negativo da questão é que a velocidade da luz é finita, e relativamene lenta. Então mesmo desconsiderando tempo de processamento, um sinal enviado ao satélite e retransmitido de volta para o mesmo ponto na Terra terá que percorrer 71.572Km.

Essa ida e volta do sinal tecnicamente tem o nome de ping — uma constante para testar a conectividade entre equipamentos. Na velocidade da luz esse percurso leva 238,7ms. Na prática, o ping dos serviços de satélite fica na casa de 600 ms (milissegundos). Esse é um atraso muito grande, que inviabiliza jogos, controles de drones, telecirurgias e vários outros usos.

Na realidade, ping é um comando disponível praticamente em todos os sistemas operacionais. Seu funcionamento consiste no envio de pacotes para o equipamento de destino e aguarda o retorno do sinal, ou "escuta" das respostas.

A vantagem é a grande cobertura do sistema via satélite, visto que um satélite sozinho consegue cobrir um hemisfério inteiro.

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