Balões levam banda larga a municípios isolados

projeto_balao.jpg21/11/2013 - Trata-se do projeto Conectar, desenvolvido pela Telebras, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e Ministério das Comunicações, e que visa agregar tecnologia espacial de fronteira a um sistema de telecomunicação embarcado em um balão troposférico, permitindo a oferta de banda larga a localidades carentes de infraestrutura de redes do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM). O objetivo é levar o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) a municípios isolados, distantes dos grandes centros urbanos.

O balão foi içado a 240 metros de altitude e está sendo usado para a realização de ensaios com a finalidade de avaliar a qualidade da cobertura de sinais WiFi. Seu raio de cobertura (radiohorizonte) é de aproximadamente 70 km.


Para o ministro Paulo Bernardo, esse sistema será fundamental para levar internet banda larga de alta qualidade a comunidades distantes e de difícil acesso para a chegada de rede terrestre de fibra óptica. "Será fundamental para cidades isoladas da região Amazônica, que ainda não são atendidas pelas operadoras", ressaltou.

O presidente da Telebrás, Caio Bonilha, considerou o teste um passo importante para o desenvolvimento de unidades industriais com maior capacidade de cobertura e maior potência de banda larga. "Vamos aperfeiçoar o sistema, desenvolvendo equipamentos mais potentes para chegar com melhor qualidade de banda aos usuários. Como primeiro teste está excelente e superou as expectativas", disse, ressaltando a importância das parcerias com empresas nacionais, que forneceram equipamentos para o teste com o balão troposférico.

O ministro Marco Antonio Raupp também considerou um avanço o teste desta quinta-feira e disse que os engenheiros do INPE, da Telebrás e do CPqD irão agora avaliar o que precisa ser melhorado e definir as configurações necessárias dos equipamentos para se habilitar financiamentos junto a instituições como a FINEP – Financiadora de Estudos e Pesquisas. "Essa parceria com instituições de ponta é fundamental para o desenvolvimento de tecnologias avançadas e que resultem em benefício de comunidades mais isoladas", destacou.


O projeto Conectar será desenvolvido em duas fases. A primeira foi o teste em Cachoeira Paulista, com o balão transportando transreceptores. A próxima etapa será o desenvolvimento de protótipos industriais e levados a todas as regiões carentes do País, incluindo a cobertura da região Amazônica.

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A privacidade: diferencial competitivo

snooping_2.jpg*Eder Alvares Pereira de Souza
21/11/2013 - Nesses últimos meses um dos assuntos mais comentados da mídia foi a espionagem executada pela NSA e pelo governo americano. Além de autoridades e políticos brasileiros, empresas como a Petrobrás, tiveram seus dados monitorados e provavelmente analisados.

O ponto é que, apesar de toda repercussão que fato gerou e está gerando, isso não é uma novidade para muitos e já foi apresentado até em livros de ficção, como Fortaleza Digital, de Dan Brown.


Espionagem eletrônica é uma técnica utilizada há anos, algo natural nesse meio, pois estamos presenciando uma migração maciça das informações que anteriormente estavam suportadas e acondicionadas em meios físicos, tais como papeis, gavetas, armários e para o suporte eletrônico, que agora, possibilita o acondicionamento dessas informações em banco de dados, sistemas de armazenamento de arquivos na nuvem, discos rígidos e removíveis, entre outros.


Essa migração, por um lado, trás reduções de custos e oportunidades para as pequenas e médias empresas, que atualmente não precisam investir em recursos computacionais e de telecomunicação como, por exemplo, servidores, links de dados etc, agora podem ter todos esses dispositivos disponibilizados através de serviços na nuvem.


Por outro lado, essa facilidade representa um grande risco para empresas que precisam preservar o sigilo de informações estratégicas e que poderiam comprometer seu diferencial no mercado atual ou até expor clientes e parceiros.


Existe um mercado e profissionais especializados em espionar e até roubar informações sensíveis, e apesar da repercussão referente à espionagem que a Petrobrás sofreu, inúmeras outras empresas já sofreram esse tipo de ação, algo que está se tornando cada vez mais comum.


Em 2010, Neil MacDonald, vice-presidente da Gartner, havia dito que 75% das empresas estavam sendo espionadas, outro estudo feito pela Kroll, em 2010, revelava que 4 entre 10 empresas tiveram dados importantes roubados por crackers.


Com isso, apesar da dimensão na qual a NSA colocou a espionagem eletrônica, a técnica já vem sendo utilizada há anos, podendo trazer grandes prejuízos para as empresas, seja tornando pública informações confidenciais ou entregando essas informações a empresas concorrentes.


E a pergunta principal é: estamos preparados para esse novo tipo de espionagem?


As empresas estão se adaptando a esse novo cenário, onde as informações agora estão mais susceptíveis a ataques e podem ser mais facilmente copiadas e roubadas?


Como estamos protegendo as informações sensíveis da empresa
Há a algum tempo visitei um potencial cliente e nessa ocasião ele havia dito que estava vivendo um momento muito importante, pois a empresa estava crescendo rapidamente devido a um produto desenvolvido para atender um determinado segmento do varejo, que só eles haviam investido e estavam colhendo os frutos desse investimento.

Nesse momento eu havia percebido que ele tinha um grande time de desenvolvimento e que todos utilizam notebooks para executar suas atividades.


Assim, não resisti em perguntar como ele protegia o seu produto principal e, para meu espanto, não existia qualquer controle ou proteção com esse objetivo.


Os desenvolvedores frequentemente trabalhavam home office e esse era até um diferencial da empresa, desta forma eles podiam levar nos notebooks o código fonte do produto. Não existia qualquer mecanismo de criptografia destinado a proteger as informações transportadas e era comum o uso de serviço de armazenamento de arquivos na nuvem destinados a permitir o transporte desses códigos.


A empresa também permitia o uso de sistemas de mensagem instantânea, redes sociais, e-mails particulares, tudo sem qualquer monitoramento eficiente.


A minha conclusão foi, realmente a empresa estava vivendo aquele momento virtuoso talvez por sorte e seu negócio poderia estar gravemente ameaçado, pois qualquer um poderia ter acesso a esses códigos e com um investimento muito menor colocar um produto concorrente, já que toda a pesquisa e desenvolvimento havia sido feito pela empresa.


Assim, precisamos responder as simples perguntas, mas realmente importantes, com a finalidade de sabermos se estamos realmente em risco.


Qual o impacto de um vazamento das informações sensíveis da empresa?


Como estou protegendo essas informações?


Com isso, tenho convicção que, se fizermos uma avaliação das empresas brasileiras, vamos perceber que a NSA não precisou de muito esforço para monitorar as autoridades e os crackers não estão tendo muita dificuldade em vazar informações sensíveis, comprometendo a competitividade e os diferenciais estratégicos dessas empresas.

Eder Alvares Pereira de Souza – Consultor Sênior em Segurança da Informação pela e-Safer.

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Os melhores e os piores termos de uso da web

use_web.jpgRonaldo Lemos
11/11/2013 - Experimente mandar uma mensagem muito grande para alguém com menos de 25 anos. Você se arrisca a receber uma resposta de apenas quatro letras: tl;dr. Trata-se da abreviação de too long; didn't read ("muito longo; não li"). Expressão que indica a falta de tempo (e de atenção) generalizada que tomou conta da internet.


O recado é algo como: se você não sabe escrever mensagens curtas, não merece ser lido.


A expressão faz tanto sucesso que inspirou até nome de projeto sério, o site ToS;DR. Sua missão é ajudar a "consertar a maior mentira da web": o fato de as pessoas clicarem nos termos de uso de sites dizendo que "leram e concordaram" com eles.

A verdade é que pouca gente lê de fato. Até porque vários são mesmo longos e incompreensíveis (o nome do projeto significa justamente "Terms of Service; Didn't Read").

Para resolver isso, o ToS;DR cria versões resumidas dos termos dos sites, explicando o que eles significam. E atribui uma nota para cada um, analisando se são benéficos para os usuários.

O TwitPic, por exemplo, ganhou péssima nota. Seus termos dizem que o site fica com o crédito de qualquer foto postada nele. E que ele não apaga as fotos pra valer, mesmo que o usuário peça para que sejam deletadas.


Iniciativas como essa ajudam o usuário a entender melhor os serviços que utiliza, sem precisar de um advogado do lado.


É algo que deveria ser copiado para todos os tipos de contratos, mesmo fora da rede. Seguros, empréstimo, planos de saúde, etc. Todos são longos e cheio de meandros. E, como na internet, pouca gente lê.

JÁ ERA: 
Cinema e games em territórios separados
JÁ É: 
Jogos como "Heavy Rain"embaralhando a fronteira entre filmes e games
JÁ VEM
: "Beyond: Two Souls", novo game cinematográfico de David Cage, estrelando Willem Dafoe e Ellen Page

Ronaldo Lemos é diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro e do Creative Commons no Brasil. É professor de Propriedade Intelectual da Faculdade de Direito da UERJ e pesquisador do MIT Media Lab. Foi professor visitante da Universidade de Princeton. Mestre em direito por Harvard e doutor em direito pela USP, é autor de livros como "Tecnobrega: o Pará Reiventando o Negócio da Música" (Aeroplano) e "Futuros Possíveis" (Ed. Sulina).

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Google e seus "anúncios compartilhados"

google.jpg11/11/2013 - Recentemente, o Google atualizou seu Termo de Uso e sua Política de Privacidade. O objetivo é permitir que o Google use seu nome e foto em " ecomendações compartilhadas em anúncios ", ou seja: o Google quer usar seus dados em anúncios.

Mas, se você não concorda com o uso de seu perfil para "vender" anúncios, voçê tem uma saída: digite

https://plus.google.com/settings/endorsemen, entre com a sua conta do Google e verifique se a esta opção na parte inferior não está marcada: "Com base em minhas atividades, o Google poderá exibir meu nome e minha foto de perfil em recomendações compartilhadas em anúncios". Pronto você não autoriza o Google a utilizar seus dados em "anúncios compartilhados"

O Google procura manter o controle do que você faz para que ele possa usar essa informação na publicidade. Não se engane" os sites de busca Bing e Yahoo fazem a mesma coisa.
Encontrar alternativas para os serviços que o Google ofereçe significa um trabalho de pesquisa demorado e muitas vezes inconveniente. Tente usar alguns serviços do Google sem fazer login em sua conta.

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Banda larga chega a 117,8 milhões

banda_1.jpg04/11/2013 - Segundo dados da Telebrasil (Associação Brasileira de Telecomunicações), o número de acessos em banda larga no País chegou a 117,8 milhões em setembro, registrando um crescimento de 42% em relação a setembro de 2012. De janeiro a setembro deste ano, foram ativados 31,8 milhões de acessos.

s acessos de banda larga fixa alcançaram 21,5 milhões em setembro, 2,1 milhões dos quais foram ativados nos últimos 12 meses, representando um crescimento de 11% no período. A quantidade de acessos em banda larga fixa significa que 39% dos domicílios brasileiros urbanos têm Internet de alta velocidade.

A internet rápida pela rede móvel em 3G e 4G alcançou um total 96,3 milhões de acessos em setembro, com 51,3% de crescimento em relação a setembro de 2012. Na banda larga móvel, 81,2 milhões de acessos são de conexões de celulares, incluindo os smartphones, e 15,1 milhões são terminais de dados, entre eles modems de acesso à Internet e chips de conexão máquina-máquina (M2M).

A expansão também se deu na cobertura das redes de banda larga móvel, que cresceu 13%, com a ativação de 397 novos municípios nos últimos 12 meses. Ao todo, as redes de terceira geração estão instaladas em 3.463 municípios, onde moram 90% dos brasileiros.

O serviço de quarta geração já chega a 66 cidades, que concentram 29% da população. A Telebrasil lembra também que a obrigação de cobertura do edital previa até o momento apenas as cidades-sede da Copa das Confederações.

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Data Center infinito exige planejamento

data_center.jpg04/11/2013 - De acordo com o Gartner, a crescente demanda dos negócios por TI significa que os gerentes de Data Centers devem se planejar para aumentar a capacidade de processamento e armazenamento de suas empresas a uma taxa considerável, nos próximos anos. As organizações que fazem um bom planejamento conseguem se ajustar para um rápido crescimento da capacidade de processamento, sem precisar de mais espaço para o Data Center, resfriamento ou energia, obtendo uma vantagem competitiva substancial em relação aos concorrentes. Este será um dos assuntos abordados na vertente exclusiva sobre Infraestrutura e Operações do Gartner Symposium ITxpo, que começa hoje, (4) e vai até o dia 7 de novembro, no Sheraton São Paulo WTC Hotel.

"O primeiro erro que muitos gerentes de Data Centers cometem é basear suas estimativas no que já têm, extrapolando a necessidade futura de espaço de acordo com seus padrões históricos de crescimento", diz Henrique Cecci, diretor de pesquisa do Gartner. "Esta abordagem, aparentemente, lógica se baseia em duas hipóteses falhas: o espaço físico existente já está sendo usado, adequadamente, e a área utilizada é puramente horizontal". Para garantir eficiência máxima, o crescimento e a capacidade do Data Center devem ser vistos em termos de capacidade de processamento por metro quadrado, ou por quilowatt, ao invés de uma simples medida da área horizontal. Um Data Center pequeno de 40 racks de servidores a uma capacidade de 60%, que hospeda 520 servidores físicos e tem 15% ao ano de crescimento na capacidade de processamento, precisaria de quatro vezes mais espaço físico em 10 anos.

"Com o pensamento convencional e o medo de hot spots na linha de frente, estes 40 racks, ou 1.200 pés quadrados de área ocupada, tornam-se quase 5.000 pés quadrados em, apenas, 10 anos, com os custos associados", afirma Cecci. "Um gerente de Data Center que repensar os planos de área ocupada, resfriamento e atualizações dos servidores pode abrigar uma maior capacidade de processamento no espaço existente e ajudar a atender às necessidades da empresa. Vamos testemunhar ambientes de Data Centers pequenos com taxas de crescimento significativas, mantendo exatamente a mesma área nos próximos 15 ou 20 anos", diz.

Neste cenário, o Gartner recomenda a atualização da base existente de servidores com produtos mais finos de 1U de altura ou "sleeveless", enquanto aumenta a capacidade de rack para 90%, em média, usando um design inovador para a área do piso e métodos modernos de resfriamento, como um sistema de resfriamento com dissipação de calor na porta traseira (RDHx), para reduzir as preocupações com hot spots. Implantar um sistema RHDx pode, também, diminuir o consumo geral de energia do Data Center em mais de 40%, pois não serão mais necessários grandes volumes de ar forçado para resfriar os equipamentos. "O investimento inicial em tempo de planejamento e atualização tecnológica poderá render vantagens a médio e longo prazo para empresas que estejam prevendo um crescimento contínuo na necessidade de capacidade de processamento", avalia Henrique Cecci.

A evolução da adoção da Computação em Nuvem também representará um alívio nas exigências de crescimento do Data Center e à medida que a tecnologia estiver estabelecida, uma parcela crescente das funções do Data Center migrarão para fornecedores especialistas ou de Nuvem híbrida. Isto aumenta, ainda mais, a probabilidade de uma empresa usar o mesmo espaço de Data Center no futuro, gerando economias de custos significativas e vantagens de negócio competitivas. Saiba mais em www.gartner.com/br/symposium.

Anote em sua agenda – Gartner Symposium ITxpo 2013
Site: www.gartner.com/br/symposium
Datas: 4 a 7 de novembro
Local: Sheraton São Paulo WTC Hotel – Avenida das Nações Unidas, nº 12.551

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Foto: Divulgação Microsoft

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