5G é ativado na França. Que significa isso para os usuários?

Por Ethevaldo Siqueira

As primeiras frequências do 5G — a quinta geração de comunicações móveis — foram ativadas na França na semana passada. Seu lançamento, entretanto, levanta não apenas perguntas técnicas, mas também dúvidas para os usuários, segundo a imprensa francesa.

Comecemos pelos avanços representados pela implantação do 5G. A nova geração de telecomunicações permitirá muito maior velocidade de Internet, o que será particularmente útil para as empresas.

Para as pessoas físicas, além de triplicar a velocidade das comunicações, a nova tecnologia permitirá novos usos, tais como os videogames sob demanda, a viabilidade de carros autônomos e dos chamados serviços de cidades conectadas — em que todos os serviços públicos se tornarão disponíveis e integrados pelas redes sem fio.

Vale lembrar que a geração atual, ou 4G, abriu caminho não apenas aos aplicativos de vídeo de melhor qualidade na Internet bem como para reproduzir filmes e gravações e usar aplicativos. O salto agora será ainda maior.

Para popularizar um pouco mais o avanço que será representado pelo 5G, o empresário de telecomunicações francês, Xavier Niel, fundador da operadora ILLIAD, divulgou na semana passada um vídeo humorístico, no qual menciona as teorias mais fantasiosas sobre a nova geração de comunicações.

Segundo o vídeo, os novos celulares tornarão as pessoas carecas, indefesas e não funcionarão quando elas usarem chinelos. A brincadeira viralizou na internet e alcançou seu objetivo, que é tornar o 5G mais conhecido e popular.

As únicas informações sérias do clipe foram postadas no final do vídeo, ao explicar as vantagens práticas do 5G, para as pessoas e as empresas. E esclarecer que todos avanços serão oferecidos sem aumentar o preço em relação aos pacotes de 4G.

Mas, o que caracteriza o 5G?

Em telecomunicações, 5G é o padrão de tecnologia de quinta geração para redes móveis de banda larga, que as empresas de telefonia celular começaram a implantar em todo o mundo no final de 2018. Essa geração é a sucessora das redes atuais mais avançadas, ou seja, as do padrão 4G, que fornecem maior conectividade para a maioria dos dispositivos atuais.

Como suas antecessoras, as redes 5G são redes móveis, nas quais a área de serviço é dividida em pequenas áreas geográficas chamadas de "células". Todos os dispositivos sem fio 5G em uma célula são conectados à internet e à rede telefônica por ondas de rádio por meio de uma antena local na célula.

A principal vantagem das novas redes é a maior largura de banda de frequências, que proporcionarão maiores velocidades de download, podendo chegar a até 10 gigabits por segundo (Gbit/seg) — ou seja, até 100 vezes as maiores velocidades atuais da quarta geração (4G).

Com essas características, as redes 5G poderão atender não apenas a comunicação via telefones celulares, mas, também ampliar a velocidade das redes móveis existentes, permitindo que as operadoras ofereçam serviços móveis muito mais avançados de internet, bem como novas aplicações, como a da internet das coisas (IoT) e comunicação de máquina-a-máquina (M2M).

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Twitter removerá desinformação sobre vacinas contra Coronavírus

Por Ethevaldo Siqueira

Um dos males modernos é a desinformação disseminada pelas redes públicas da internet. Um bom exemplo de reação contra esse mal é a decisão do Twitter de que passará a remover a partir da próxima semana todas as informações falsas sobre as vacinas contra o coronavírus.

As mensagens falsas distribuídas nos Estados Unidos e no mundo acusam as vacinas de serem perigosas à saúde humana. Embora a rede pública já tenha esclarecido que esse tipo de desinformação pode trazer sérias consequências à saúde pública. O Facebook e o YouTube já disseram que adotarão a mesma política. Mas a nova política trata especificamente de vacinas.

O Twitter já tem advertido sobre a desinformação e os males causados pelas alegações contrárias ao uso de máscaras, o distanciamento social e outras melhores práticas de saúde não são eficazes.

A rede social esclarece, também, que tentará fazer distinção entre o que é desinformação total a ser removida — e aqueles tweets que caem em uma zona cinzenta, por expressar preocupação com os efeitos colaterais da vacina.

A partir do próximo ano, a empresa adicionará rótulos aos tweets que “anunciam rumores não comprovados, alegações contestadas, bem como informações incompletas ou fora do contexto” sobre vacinas.

“Vamos priorizar a remoção das informações mais prejudiciais e, nas próximas semanas, começar a rotular os tweets que contenham informações potencialmente enganosas sobre as vacinas. No contexto de uma pandemia global, a desinformação sobre as vacinas representa um desafio significativo e crescente para a saúde pública”, esclareceu o Twitter em um blog.

Segundo as maiores redes sociais, no contexto de uma pandemia global, a desinformação sobre as vacinas representa um desafio significativo e crescente para a saúde pública. A nova política trata especificamente de vacinas, pois o Twitter já rotula a desinformação sobre o coronavírus, assim como as alegações de que máscaras, distanciamento social e outras melhores práticas de saúde não são eficazes.

O Twitter disse que também tentaria fazer uma distinção entre desinformação total - que será removida - e tweets que caem em uma zona cinzenta, como aqueles que expressam preocupação com os efeitos colaterais da vacina. A partir do próximo ano, a empresa adicionará rótulos aos tweets que “anunciam rumores não comprovados, alegações contestadas, bem como informações incompletas ou fora do contexto” sobre vacinas.

“Vamos priorizar a remoção das informações enganosas mais prejudiciais e, nas próximas semanas, começar a rotular os tweets -- disse a empresa no blog.

As informações originais deste artigo foram publicadas originalmente pela jornalista Sheera Frenkel, que cobre a segurança cibernética de São Francisco. Anteriormente, ela passou mais de uma década no Oriente Médio como correspondente estrangeira, relatando para BuzzFeed, NPR, The Times of London e McClatchy Newspapers. @sheeraf

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O mundo já trabalha no desenvolvimento do 6G

Por Ethevaldo Siqueira

Quando a cidade de Oulu, na Finlândia, convidou um grupo de jornalistas para dar uma olhada em alguns dos trabalhos que os pesquisadores estão fazendo e sobre o que poderá ser o 6G, a surpresa geral foi esta: como trabalhar com 6G se ainda nem temos o 5G comercial? Foi nesse ponto que os cientistas anteciparam suas ideias sobre a evolução dos PCs e da Internet.

Resumo primeiro os que se especula sobre a evolução dos PCs. Em lugar deles, usaremos terminais de computação e comunicação acionados por comando vocal, com transmissão e recepção em banda larga a 15 Gigabits/segundo.

E que aplicações terão esses futuros PCs? A resposta dos cientistas foi que, em poucos anos, além de tudo que fazemos nos PCs mais avançados de hoje, poderemos, também, nos comunicar via videoconferências interativas, com novos sistemas de inteligência artificial, capazes, por exemplo, de traduzir automaticamente mais de 30 idiomas, e, creiam, com mais de 99,99% de precisão.

Com eles, poderemos, por exemplo entrevistar um astronauta chinês que está na nova estação espacial de seu país. E, com um detalhe ele poderá falar mandarim e eu, português.

Mas o que será o 6G?

O 6G será a sexta geração de tecnologias de comunicação sem fio com suporte a redes de internet móvel. Será o sucessor do 5G e provavelmente será significativamente mais rápido, a velocidades de até 95 Gb/s. Acredita-se que o 6G esteja disponível comercialmente nos anos 2030.

Várias empresas, como Nokia, Samsung, Huawei, LG e MediaTek, demonstraram interesse no 6G. Essa nova geração já em desenvolvimento em países como Coreia do Sul, China, Estados Unidos, Rússia, Finlândia e Japão, com pesquisas em fase de decolagem.

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União Europeia enfrenta abusos de gigantes digitais

Por Virginie Malingre, Margrethe Vestager e Thierry Breton, de Bruxelas, 25-11-2020, e Stephanie Lecocq, da AFP.

A Comissão Europeia apresentou nesta terça-feira, 15, os dois textos, DSA e DMA, que deverão ajudar a restaurar a ordem na Internet, quer ao nível dos conteúdos online, quer da concorrência. A comissão enfrenta o grupo dominante na Internet, o GAFA (acrônimo para Google, Apple, Facebook e Amazon), empresas dominantes como se fosse uma entidade integrada — que é, efetivamente, um oligopólio que controla grande parte do mercado da indústria tecnológica. GAFAM, seria a sigla, com o “M” de Microsoft adicionado.

"A Internet não pode permanecer um Velho Oeste", insiste Thierry Breton, assim que tem a oportunidade. Na terça-feira, 15 de dezembro, a Comissária Europeia para o Mercado Interno e Margrethe Vestager, Vice-Presidente da Comissão responsável pela concorrência, apresentaram o seu plano para pôr as coisas em ordem. Bruxelas quer, portanto, se dar os meios para combater os abusos dos gigantes digitais. Estes últimos agora estão sujeitos a uma legislação obsoleta, a “diretiva do comércio eletrônico”, que remonta ao ano 2000, quando o Google ainda estava na garagem e o Facebook ainda estava para ser inventado.

Quanto ao arsenal da Comissão no domínio do direito da concorrência, mostrou os seus limites: mesmo que, no final, possam ser aplicadas multas significativas, estas chegam após vários anos de investigação e processos judiciais, e não permitem remediar os desequilíbrios observados.

Ódio online, práticas anticoncorrenciais, lei dos mais fortes, desinformação, venda de contra-facções. As equipes da Comissão elaboraram dois textos que deverão permitir erradicar estas práticas do mundo virtual, que fragilizam a economia e a democracia. Um desafio ainda mais importante porque a pandemia de Covid-19 aumentou o lugar da tecnologia digital em nossas vidas, seja para trabalho, aprendizado ou entretenimento.

Relatório e retirada

O primeiro componente, o Digital Services Act (DSA), trata da regulação de conteúdo, da esfera social, portanto, da digital. O princípio é simples: “O que é proibido no mundo real também é proibido no mundo virtual”, explica Thierry Breton, citando atentados racistas, conteúdo terrorista, pornografia infantil, venda de produtos falsificados ou que não respeitem normas europeias.

Para não ser acusada de censura, nem para impor uma medida demasiado complexa de implementar, a Comissão excluiu qualquer controle a montante das publicações. Tampouco reverterá para o princípio do “host passivo”, que garante às plataformas a não se responsabilizarem pelo conteúdo publicado por seus usuários.

Por outro lado, Bruxelas quer reforçar os procedimentos de denúncia e impor às plataformas, seja qual for a sua dimensão, “obrigações”, para que os conteúdos ilegais sejam eliminados rapidamente. O DSA também exigirá que os vendedores online verifiquem a identidade dos revendedores antes de hospedá-los.

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Aos 25 anos, a Internet se tornou algo essencial para a Humanidade

Por Ethevaldo Siqueira

Quando publiquei no Estadão no começo da década de 1990, os primeiros artigos sobre a Internet, muitos leitores manifestaram incredulidade sobre as transformações que eram, então, previstas pelos especialistas. Hoje, mais de 70% dos adultos do planeta têm acesso a essa rede mundial de computadores.

No Brasil, a expansão da rede ocorreu a partir de 1995, embora cientistas e pesquisadores já a utilizassem mesmo antes de 1990, nas universidades e laboratórios de pesquisa. No começo, só dispúnhamos da Internet discada da Embratel.

Em 2020, a Internet brasileira completa 25 anos. Embora tenha chegado ao país em 1988, foi só em 1995 que a rede mundial de computadores deixou os laboratórios das universidades e se tornou um bem comercial, com o lançamento do serviço de Internet discada da Embratel.

Sugiro aos leitores, a participação em eventos como a festa de aniversário que se realiza no Internet Festival, um evento 100% online e gratuito que será realizado entre os dias 7 e 14 de dezembro. Serão palestras, cursos, oficinas e outras atividades com o objetivo de discutir temas tão relevantes como privacidade de dados, redes sociais, notícias falsas, 5G, o passado e o futuro da web.

Você que navega despreocupadamente na Internet talvez nunca tenha refletido sobre o nascimento da Internet (como World Wide Web ou WWW) em 1990 e, em especial, sobre o criador dessa tecnologia, o físico inglês Tim Berners-Lee, na época pesquisador do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN, sigla em francês do antigo Centro Europeu de Pesquisas Nucleares), em Genebra.

1990, um ano incrível

O ano de 1990 é um dos mais ricos em eventos importantes para a humanidade. Confira alguns dos eventos mais importantes daquele ano.

• Em fevereiro, Nelson Mandela era libertado depois de 27 anos de cárcere.

• Em abril, o ônibus espacial Discovery transportava ao espaço e colocava em órbita o Telescópio Espacial Hubble.

• Em outubro, a Alemanha era reunificada, enquanto o Leste europeu vivia os desdobramentos do desmoronamento do antigo império soviético.

• E last but not the least, em dezembro, nascia a World Wide Web, a Internet de nossos tempos, um marco na história das comunicações e que tem revolucionado sob todos os aspectos a vida humana.


Leia mais em:

https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2020/12/06/internet-brasileira-completa-25-anos-com-privacidade-e-5g-em-pauta.htm?cmpid=copiaecola

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Transformação digital define o futuro do CREA-SP, diz seu presidente

Segundo o presidente do Conselho do CREA, o Engº de Telecom, Vinicius Marchese Marinelli, está em curso no CREA-SP, um processo de Transformação Digital sustentado por cinco pilares:

• gestão transparente e colaborativa,
• fiscalização digital,
• serviços ágeis e inteligentes,
• capacitação profissional
• e conexão com empresas e governos.

Na avaliação do presidente do Conselho, o Eng. Telecom. Vinicius Marchese Marinelli, com esse olhar de transformação, a entidade poderá ampliar as atividades de fiscalização; implantar um programa de Compliance com técnicas que permitam a integridade da administração pública; capacitar tecnicamente o quadro de funcionários; intensificar a comunicação institucional por meio de canais digitais e a representatividade do conselho. “As novas práticas permitirão ampliar a relação com as entidades de classe e valorizar profissionalmente os registrados.”

Segundo Vinicius Marchese, essas medidas "abrirão espaço para a inovação, para que todos os atores do nosso sistema possam falar a mesma linguagem. A transformação digital garantirá melhores serviços, dentro dos padrões de ética do CREA-SP, instituição fundamental para o dia a dia da sociedade”.

Uma gestão mais ágil

O CREA-SP busca trazer as melhores práticas das empresas inovadoras da iniciativa privada, que utilizam abordagens de gestão ágil e colaborativa. "Estamos focados em atender as novas demandas do mercado, estabelecer a ética profissional e, principalmente, ampliar a nossa presença de fiscalização para manter a sociedade mais segura ", acrescenta o presidente do Conselho.

O CREA-SP já criou recentemente uma Gerência de Projetos e Inovação. ““Isso faz parte da Transformação Digital pela qual nosso Conselho passará e vai ao encontro das solicitações que sempre recebemos em nossas visitas pelo estado de São Paulo. O trabalho da nova área trará mais eficiência no atendimento e proximidade com o registrado”. Faz parte da transformação a criação de um laboratório de inovação para a execução dos novos projetos de mudança.

Mas, o principal é que tudo isso vai resultar num projeto em parceria com os profissionais registrados. “Temos uma página na internet disponível para que aconteça esse diálogo de maneira permanente, que pode ser acessada a partir do site http://transformacao.creasp.org.br/. Entrem e falem conosco. Sugiram, critiquem, comentem. O CREA-SP tem mais novidades para contar, dentro do ‘engenho’ que é usar a tecnologia para melhorar a vida de todos”.

Instalado há 86 anos como autarquia federal, o CREA é responsável pela fiscalização, controle, orientação e aprimoramento do exercício e das atividades profissionais nas áreas da Engenharia, Agronomia e Geociências. O CREA-SP está presente nos 645 municípios do Estado, conta com mais de 320 mil profissionais registrados e cerca de 75 mil empresas registradas.

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