Computação em nuvem: riscos

nuven_01.jpgMundo digital, quinta-feira, 01 de agosto de 2013

MILTON – Ethevaldo, em sua opinião, quais são os maiores riscos da computação em nuvem?

ETHEVALDO – Vamos falar aqui dos problemas para as empresas, Milton. Como todo sistema de armazenamento, a nuvem traz dois grandes riscos potenciais ou problemas de segurança da informação.

O primeiro deles é o da violação da privacidade.
O segundo grande risco potencial da computação em nuvem é o das fraudes.

MILTON – E que pode ser feito para reduzir esses riscos?


ETHEVALDO – Fiz essa mesma pergunta a um grande especialista nessa área, o vice-presidente de pesquisa do grupo Gartner, Gene Phifer, que me deu uma boa entrevista sobre o tema.

Em resumo, esse especialista recomenda que as empresas adotem três grandes providências:

• Analisar bem o conteúdo de suas informações que serão armazenadas na nuvem,

• Avaliar rigorosamente a confiabilidade e a capacidade do provedor, e

• Criar uma estratégia de segurança para a computação em nuvem em todos os níveis da empresa.

MILTON – Mas tudo isso não parece nada fácil para a maioria das empresas.

ETHEVALDO – Você tem razão, Milton. Dificilmente as corporações conseguem, sozinhas, resolver esses problemas de segurança.

Daí a necessidade que as corporações têm de recorrer a empresas especializadas em computação em nuvem, a consultorias de segurança e a todo um arsenal tecnológico de proteção de sua infraestrutura digital.

MILTON – E no caso específico das empresas brasileiras, que aconselham os especialistas?


ETHEVALDO – Além de toda a ajuda de consultoria e da orientação de especialistas, é preciso que seus profissionais de Tecnologia da Informação se atualizem em cursos especiais e em eventos especializados.

Um desses eventos, que cobre tudo sobre a nuvem, redes sociais, mobilidade e Big Data, será a Conferência Arquitetura de Aplicações, Desenvolvimento e Integração, do Gartner, que se realiza em São Paulo nos dias 13 e 14 de agosto, nos dias 13 e 14 de agosto em São Paulo.

Informações no site www.gartner.com/br/aadi

Comentário (0) Hits: 884

NIC.br escolhe tecnologia Cisco

cisco_data_center_4.png02/08/2013 – A Cisco informa que o NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR), entidade civil sem fins lucrativos que implementa as decisões e projetos do CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil), instalou tecnologias IP e IP/DWDM Cisco® 100 Gbps (gigabits por segundo) para expandir a maior unidade de PTT.br (Ponto de Troca de Tráfego).

A rede expandida que abrange São Paulo e outras grandes cidades incluirá VPLS (Virtual Private LAN Services) e tecnologias de 100 Gbps para ajudar a assegurar que a infraestrutura de Internet do Brasil esteja apta a acompanhar a crescente demanda de tráfego gerada pelos grandes eventos esportivos internacionais e pelo crescimento econômico do País.

Como parte desses planos de crescimento, o NIC.br também implantará o roteador Cisco da série ASR 9000, que proporciona conectividade IP altamente resiliente e redundante e suporte robusto para IPv6.


Originalmente projetado para serviços de 10 Gbps, o backbone "São Paulo NIC.br PTT.br", que conecta mais de 400 sistemas autônomos de estados brasileiros e outros países, registrou um aumento significativo em demandas por largura de banda, impulsionado pelo crescimento do serviço de Internet de alta velocidade e pela elevação do número de assinantes no mercado brasileiro. O Cisco ASR 9000 com VPLS e IP sobre tecnologia DWDM atendeu ao requisito do NIC.br de uma solução de instalação rápida que possa atender à sua crescente necessidade de capacidade de Protocolo de Internet sem forçar um upgrade para qualquer infraestrutura de fibra existente.


Segundo a Cisco, a solução também possibilitará uma topologia de rede nova e redundante para ajudar o NIC.br a melhorar sua disponibilidade, o que reduz significativamente as perdas de tráfego na rede IP quando há falhas na camada de transporte óptico.


Como uma solução escalável, a tecnologia instalada Cisco permitirá que o NIC.br acrescente uma capacidade de mais de 100 Gbps com facilidade, conforme a demanda, assim como ultrapasse os 100 Gbps. De acordo com o mais recente estudo Cisco Visual Networking Index (VNI), espera-se que o tráfego global de IP triplique entre 2012 e 2017 por conta do crescimento no uso de aplicativos de vídeo, celular e em nuvem.


In Press Porter Novelli

Comentário (0) Hits: 837

GI.br condena ações da NSA

censura_na_internet.jpg15/07/2013 - O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), responsável por estabelecer diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da Internet no Brasil, publicou nesta segunda-feira (15) uma resolução sobre a coleta indevida de dados que violam direitos básicos de cidadania. O documento condena a prática da National Security Agency (NSA) dos EUA com o monitoramento e armazenagem de dados de usuários finais de provedores de aplicações da Internet e de operadoras de telecomunicações.

Através da resolução 2013/20, o CGI.br reforça a necessidade de garantir a proteção aos direitos básicos dos cidadãos tal como expressos na Declaração Universal de Direitos Humanos da ONU, entre eles, o direito à privacidade, clausula pétrea na Constituição Federal do Brasil e um dos pilares do Estado Democrático de Direito.

Além disso, ressalta a importância dos 10 Princípios para a Governança e Uso da Internet no Brasil, aprovados pelo CGI.br em 2009 e que constituíram um fundamental ponto de partida para a proposta do Marco Civil da Internet.


O Comitê Gestor da Internet no Brasil, responsável por estabelecer diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da Internet no Brasil, coordena e integra todas as iniciativas de serviços Internet no País, promovendo a qualidade técnica, a inovação e a disseminação dos serviços ofertados.

Comentário (0) Hits: 620

SindiTelebrasil: grampo ilegal é crime

web_gestor.jpg17/07/2013 - Em nota à imprensa, o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) diz estar perplexo e indignado com notícias de eventuais espionagens nas comunicações telefônicas e de dados de cidadãos brasileiros. A entidade representativa das operadoras afirma categoricamente que nenhuma prestadora de serviços de telecomunicações associada ao SindiTelebrasil provê ou facilita informações que possam quebrar o sigilo de seus usuários, salvo mediante ordem judicial na forma da lei brasileira.

O SindiTelebrasil assegura que o direito constitucional dos clientes das prestadoras, de inviolabilidade do sigilo de dados e comunicações telefônicas, é garantido e preservado permanentemente. Nesse sentido, qualquer quebra de sigilo ou acesso a dados, quando ocorre, é operacionalizada pelas teles apenas mediante ordem de juiz criminal, como previsto na Lei 9.296, de 1996, e se dá em casos específicos.


O artigo 10 dessa lei é explicito em afirmar que "constitui crime realizar interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática, ou quebrar segredo da Justiça, sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei".


O SindiTelebrasil reforça, com veemência, o fato de que as teles que operam no Brasil agem estritamente de acordo com a lei e que não mantêm nenhum tipo de parceria com empresas ou órgãos estrangeiros para a realização de escuta telefônica, acesso a dados privados dos clientes ou que contrarie qualquer outra determinação prevista na legislação brasileira.


Mesmo nas quebras de sigilo realizadas por ordem judicial as teles não têm acesso ao conteúdo das comunicações, que são de conhecimento apenas da autoridade policial ou do representante do Ministério Público, conforme disposto na determinação judicial.


Há vários anos, o setor de telecomunicações exerce com eficácia e sigilo a obrigação de guardar informações de conexão dos usuários, como data e hora, duração, o número que está ligando ou enviando a mensagem e o destinatário. Na prática, são informações que permitem identificar quando e quanto tempo o usuário ficou na ligação ou conectado, para quem ele telefonou ou mandou o torpedo, e a que site acessou, sem, no entanto, saber qual foi o teor da comunicação. As informações dos registros são guardadas por cinco anos e ficam à disposição da Justiça, para a eventualidade de uma investigação criminal.


O SindiTelebrasil ressalta, por fim, o fato de que as teles, diferentemente de provedores internacionais de conteúdo, guardam as informações em território brasileiro e estão sujeitas exclusivamente às leis brasileiras. O Sindicato se coloca à disposição das autoridades brasileiras para ajudar a esclarecer as gravíssimas denúncias e para planejar ações que impeçam essa lamentável prática.

Comentário (0) Hits: 995

EMC inova backup na nuvem

nuven_01.jpg16/07/2013 - Mozy, site de backup online, pode ser utilizado por usuários finais e empresas de pequeno porte. Disponibiliza, também, teste gratuito para backup de até 2GB

Usuário final, pequenas e médias empresas podem contar com backup de seus dados fornecido pela EMC, empresa de sistemas de backup e appliance.


A empresa que anunciou, mundialmente, vários produtos para suportar a realidade atual e futura de backup, traz, também, novidades no Mozy, seu site de backup online, para dimensionamento do backup na nuvem com custos reduzidos e fácil utilização.


São três novas funcionalidades: integração com o Active Directory, gerenciamento simplificado do armazenamento e a ativação sem chave.


A nova integração com o software Active Directory reduz a carga administrativa de criar, separadamente, contas de usuários e aprimora o autoatendimento, o que diminui muito o TCO (Total Cost Ownership, custo total de propriedade). Assim, é possível criar e organizar o grupo de usuários com rapidez, simplicidade e eficiência.

O gerenciamento simplificado apresenta novos pools de armazenamento, o que significa menos tempo gasto monitorando cotas de armazenamento por máquina. Já ativação sem chave acelera o processo novos usuários, resultando em maior capacidade de expansão.

O Mozy foi adquirido pela EMC em 2007 e incorporado à divisão da empresa chamada Backup Recovery Systems (BRS) há aproximadamente seis meses. O Mozy é uma opção para as empresas e usuários finais para planejar o melhor serviço de backup e recuperação de dados para atender suas necessidades individuais. É uma solução completa, oferece backup na nuvem simples, automático e seguro para desktops, laptops e servidores.

São disponibilizados diversos planos para empresas e usuários finais a partir de US$5,99 por mês.

O site também oferece teste gratuito de backup online com até 2GB. Acesse http://mozy.com/emc/.

Comentário (0) Hits: 1114

Internet é empresa jornalística?

lap_top_01.jpg16/07/2013 - Pela primeira vez a lei define o que é empresa jornalística e diz, textualmente, que é "aquela que edita jornais, revistas, boletins e periódicos, ou a distribui noticiário por qualquer plataforma, inclusive em portais de conteúdo da internet".

Essa é a inovação realmente importante que traz o projeto de lei de conversão da Medida Provisória (MP) 620/2013, aprovado no dia 12 de julho de 2013 pelo Congresso.

Segundo observa o jornalista Samuel Possebon, do portal Teletime, a MP 620/2013 é uma daquelas medidas provisórias conhecidas como "MP-trem", em que vários assuntos de relevância para o governo ou congressistas acabam sendo aprovados na esteira de uma proposta que tratava de um assunto específico. No caso, a MP desonera a folha de pagamento de empresas jornalísticas.

O alcance da MP dependerá das interpretações jurídicas que venham a ser dadas daqui para frente, visto que, observa Possebon, "há muitos anos, grupos de mídia nacionais defendem a tese de que empresas de internet também seriam consideradas empresas jornalísticas e, portanto, deveriam obedecer aos princípios estabelecidos na Constituição, sobretudo no Artigo 222, entre eles a limitação de capital estrangeiro". Hoje, alguns portais estrangeiros, como Terra, BBC Brasil, Reuters, Yahoo e outros atuam como empresas jornalísticas no Brasil sem nenhuma limitação.

O assunto já foi discutido no Congresso, em 2005, mas acabou enterrado. Posteriormente, associações ligadas ao setor de mídia (Abert, ANJ e outras) questionaram o Ministério das Comunicações e o Ministério Público sobre o assunto. O Minicom disse que não tinha a função de fazer essa fiscalização e o Ministério Público entendeu que portais de internet não entram na definição de empresas jornalísticas. O assunto está na Justiça.

Advogados ouvidos pela Teletime admitem que a definição estabelecida na MP pode, sim, gerar interpretações mais complicadas, como obrigar que portais jornalísticos obedeçam aos limites impostos pela Constituição em relação ao capital estrangeiro. Mas alguns acham que, se a questão for para a Justiça, o mais provável é que se interprete que esta definição só valeria para a aplicação da desoneração de que trata a MP 620. Mas o tema é controvertido.

Isso porque tanto a Constituição quanto a Lei 10.610/2002, que trata sobre a participação de capital estrangeiro em empresas jornalísticas, não definem o que é uma empresa jornalística. Seria, portanto, a primeira vez que essa definição aparece em uma lei, incluindo Internet.

A MP 620 foi aprovada rapidamente pela Câmara e pelo Senado esta semana. Como muitas alterações no texto acabam acontecendo em plenário, na hora da votação, nenhuma dessas questões foi discutida quanto a suas implicações, nem está justificada pelos relatores. No caso do texto aprovado no Senado, o relator foi Eunício de Oliveira (PMDB-CE). Na Câmara, onde a definição apareceu pela primeira vez, a relatoria foi da comissão mista que analisou a proposta.

Comentário (0) Hits: 785

newsletter buton