Bernardo propõe mudanças na internet

web_anatel.jpg22/10/2013 - O Brasil propôs ontem (21), em Bali, na Indonésia, a mudança dos status quo da internet. Ao participar do evento Internet Governance Forum (IGF), o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, falou no pré-evento, denominado "Encontro de líderes de alto nível".

Para o ministro brasileiro, "se é verdade que a Internet é o lugar onde novas formas de participação democrática são colocadas em prática, acreditamos que é chegada a hora de agregarmos mais democracia à Internet" – conforme registra o portal Teletime.


Paulo Bernardo relembrou as denúncias de espionagem praticadas pela Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos contra o governo e cidadãos brasileiros, principal argumento para justificar a proposta brasileira de mudança da governança da internet para um modelo multissetorial (multistakeholder), semelhante ao adotado pelo Comitê Gestor da Internet (CGI) no Brasil.


Para o ministro, o uso da internet "para fins ilegais de obtenção de informações ou para o cerceamento das liberdades fundamentais dos seres humanos, como se observa de maneira cada vez mais frequente, já produz efeitos nefastos sobre a unicidade e globalidade da rede".


E concluiu: "Diante do imenso desafio que é lidar com este tema, nenhum Estado será bem-sucedido na administração da internet de forma isolada, enclausurado em sua própria perspectiva".


O modelo perseguido pelo Brasil, segundo Bernardo, é aquele defendido pela presidente Dilma Rousseff em seu discurso na Assembleia Geral da ONU deste ano. Modelo que está baseado na liberdade de expressão, privacidade e respeito aos direitos humanos.


Paulo Bernardo disse que recebeu orientação da presidente Dilma Rousseff para defender a posição brasileira na mesma linha do modelo multistakeholder, adotado há quase 20 anos, por intermédio do Comitê Gestor da Internet.


Outro princípio, mencionado por Paulo Bernardo, é o da neutralidade da rede que, "ao respeitar apenas critérios técnicos e éticos, torna inadmissível restrições por motivos políticos, comerciais, religiosos ou de qualquer outra natureza".


Por fim, Paulo Bernardo deixou o convite para que os líderes globais participem de um encontro global sobre governança da Internet a ser realizado no Brasil. "Desafios globais requerem tratamento global.
Precisamos ampliar nosso campo de ação e trazer mais atores e visões de mundo para este debate. Para tanto, propomos realizar no Brasil, no primeiro semestre de 2014, um grande encontro mundial sobre a governança da internet", disse ele.

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Constituição é atual no que diz respeito à internet

web_lei.jpgRonaldo Lemos
18/10/2013 - É tempo de celebrar 25 anos da Constituição. Em várias reflexões levantadas sobre o tema, fica sempre uma pergunta: qual a relação da Constituição com a internet?


Nossa lei máxima é surpreendentemente atual sobre isso. Protege direitos essenciais para a rede como poucas outras. Elencou no mesmo patamar princípios como a privacidade, o acesso à cultura e à ciência, a liberdade de expressão e o incentivo ao avanço tecnológico. Não é pouca coisa.


Ao olhar de perto a Constituição, nota-se, no entanto, que não foi ela que ficou defasada com relação à rede. Ao contrário, ganhou novos significados com seu surgimento. A impressão que fica é outra. É o Executivo, o Legislativo e o Judiciário que estão em dívida com a Constituição em face da internet.


Essa dívida manifesta-se de várias formas. Por exemplo, na ausência de leis para proteger a privacidade dos usuários; na falta de políticas sofisticadas para promover a inovação tecnológica no país, como manda o artigo 218 da Carta.


Ou ainda quando o Judiciário cerceia a liberdade de expressão, em qualquer nível, removendo conteúdos da rede sem critério, mandando tirar sites do ar, ou mesmo recolhendo biografias.

A Constituição estabelece também um princípio precioso: o da participação direta do cidadão nas decisões públicas. Ela abre caminho para o exercício da democracia direta. Em tempos digitais, as possibilidades desse tipo de participação são ilimitadas. Hoje somos todos desafiados pela Constituição a criar formas mais abertas de participação, indo além do sistema político atual, que fica cada vez mais distante das novas aspirações da cidadania.

Ronaldo Lemos é diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro e do Creative Commons no Brasil. É professor de Propriedade Intelectual da Faculdade de Direito da UERJ e pesquisador do MIT Media Lab. Foi professor visitante da Universidade de Princeton. Mestre em direito por Harvard e doutor em direito pela USP, é autor de livros como "Tecnobrega: o Pará Reiventando o Negócio da Música" (Aeroplano) e "Futuros Possíveis" (Ed. Sulina).

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O Big Data chegou para ficar

big_data.jpgPaulo Roberto Bonucci Ribeiro
18/10/2013 - Em 2013, a lei que regulamenta e fixa normas gerais sobre o Serviço de Atendimento ao Consumidor - SAC por telefone completou 4 anos, mudando, de uma vez por todas, a rotina de trabalho das empresas que prestam serviço de call centers. As redes sociais e o rápido crescimento do número de informações no banco de dados das empresas fizeram com que este cenário de análise de informações relevantes, em diversos canais, se tornasse ainda mais difícil para as empresas. Diante da complexa situação, as companhias encaram o novo desafio com uma única certeza: O Big Data chegou para ficar.

O sucesso da exploração do Big Data está fortemente ligado a objetividade dos resultados que a empresa pretende atingir, quais fontes de dados pretende usar e, principalmente, qual o potencial das ferramentas de análise das informações disponíveis. Por isso, atualmente, o maior desafio das companhias é entender quais ferramentas podem, de fato, não só expor as informações nos mais diversos formatos como integrar dados oriundos de múltiplas fontes e apresentar conclusões úteis dentro do contexto do negócio.

Com o alto volume de informações coletadas, o diferencial de cada empresa será a sua capacidade de alavancar os dados e torná-los "inteligentes". À medida que mais organizações adotam estratégias analíticas de dados para pautar suas decisões e ações, também vemos um movimento crescente exponencial de empresas com o objetivo de entrarem neste mercado e garantirem sua sobrevivência. Tudo indica que, em um futuro muito próximo, a adoção de uma tecnologia de análise dessas informações será uma ferramenta padrão na implementação de call centers, assim como hoje é a gravação e retenção das interações.

Mesmo com toda agitação do mercado em torno do Big Data, seu processo de implementação está acontecendo de forma gradativa. Ainda existe uma incerteza quanto aos resultados esperados. A estratégia envolve investimentos que requerem total suporte da liderança executiva da organização. É um momento em que as empresas têm compreendido onde e como explorar as informações de forma que possam obter o máximo retorno sobre os dados.

Esse ano, as empresas começam a observar o movimento estratégico de seus competidores. E esse período certamente irá definir o planejamento dos investimentos dessa área e, em paralelo, as soluções analíticas fortalecerão o reconhecimento de importantes instrumentos para a transfomação dos dados em informações estratégicas para as companhias.

Paulo Roberto Bonucci Ribeiro é Country Manager para divisão de EIS da Verint

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'BuzzFeed Brasil' estreia na próxima sexta-feira, 18

images/buzzFeed.jpg14/10/2013 - Segundo o Estadão, um dos sites mais populares da internet dos últimos tempos, o BuzzFeed, ganhará versão em português a partir dessa sexta-feira, 18. O site estreará com conteúdo em português feito por usuários de curso online feito por crowdsourcing, o Duolingo (veja palestra do fundador do Duolingo, Luís von Ahn no link: http://www.ethevaldo.com.br/portal/index.php/principal-blog/373-colaboracao-online-em-escala-massiva)

O nome não é novidade para quem usa o Twitter e o Facebook e se depara com posts bem humorados e virais com listas, notícias, charges, vídeos e GIFs animados com títulos como "29 coisas subestimadas sobre estar chegando aos 30″ ou "10 fantasias de última hora para o Halloween", sempre em um formato ágil, com ênfase em imagens e pouco texto.

Uma novidade curiosa é que o conteúdo do site norte-americano será vertido do inglês para o português não por profissionais ou por robôs, mas sim por alunos do site Duolingo, dedicado ao ensino de idiomas grátis online. Além do BuzzFeed, a CNN entrou na parceria, e também contará com as traduções, explica o fundador do Duolingo, Luís von Ahn, em comunicado à imprensa.

"Ao combinar diversas versões de traduções de frases criadas por alunos, a nossa tecnologia é capaz de produzir traduções tão precisas quanto as feitas por profissionais, atendendo aos padrões de qualidade de duas grandes editoras", diz ele.

Veja abaixo um exemplo de tradução feita por um usuário do Duolingo para um post original do BuzzFeed.

 

 

Por Bruno Capelas Estadão

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Ascensão do marketing digital: como se adaptar

11/10/2013 - Enquanto os diretores de marketing lideram as iniciativas de crescimento projetadas para levar as empresas para a era digital, os fornecedores focados em serviços de marketing e consultoria tradicional de negócios estão expandindo suas marcas para provar que podem ajudá-los a tirar estas iniciativas do "papel". A liderança no mundo digital é o tema chave do Symposium ITxpo 2013, evento do Gartner, líder mundial em pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia, que acontece de 4 a 7 de novembro, no Sheraton São Paulo WTC Hotel.

A ascensão do marketing digital permite ao setor de serviços atuar na transformação dos negócios. Os players tradicionais e as organizações de consultoria estratégica com habilidades de indústria, gestão e análise, que têm dominado o mercado de consultoria de negócios durante anos, também estão muito aprofundados neste espaço. Mas, os grandes players de serviços de marketing estão acirrando a concorrência.

A demanda por estes serviços estão se movendo rapidamente, além das áreas de mídia, varejo e serviços financeiros – setores que estão vivendo uma ruptura. O crescimento por parte de todos os segmentos está se acelerando, na medida em que surgem oportunidades da inovação na entrada no mercado, da "Internet de Todas as Coisas" e dos modelos de negócios virando software.

O atual aumento na demanda vem das pressões por automatizar a linha de frente, abrindo ainda mais as portas para o setor de marketing, especialmente aqueles serviços já reconhecidos como marketing estratégico, serviços criativos e design de experiência do usuário (UX, na sigla em inglês). A demanda por profissionais especializados em UX, com profundos conhecimentos cognitivos, de mobilidade e de gamificação continuarão crescendo, devido a uma infinidade de iniciativas de transformação na linha de frente.

Outra grande mudança na transformação moderna é a influência da juventude. A geração atual tem mais experiência em computação, é mais conectada e está mais nas redes sociais do que qualquer outra. Como resultado, suas expectativas de trabalho e entretenimento são completamente diferentes das anteriores. Os executivos experientes percebem que o conhecimento demandado pelos líderes de negócios do amanhã não será compartilhado, ao menos que seja sutilmente integrado à história da marca, que cria um resultado positivo do qual valha a pena falar.

Recomendações antes da contratação de uma consultoria

Conheça seu negócio antes de transformá-lo – Em um mundo que a transformação acontece rápido, os fornecedores têm conhecimento de que devem trazer a expertise do setor para qualquer engajamento. Mas, isso não significa renunciar do seu conhecimento para os consultores. Os diretores de marketing devem desenvolver os próprios cenários sobre a mudança da experiência do cliente antes de se engajarem com especialistas.

Teste os conhecimentos dos consultores antes de assinar contrato – Os diretores de marketing não devem assinar um contrato antes de se certificarem que as habilidades dos consultores tenham sido testadas, por meio de referências e sessões de trabalho interativas. Leve cenários previstos aos fornecedores, sob um acordo de não divulgação, e peça uma avaliação e crítica. Experimente o modo de pensar e a metodologia em primeira mão.

Prepare para se comprometer – O dinheiro gasto com a consultoria de transformação digital terá pouco retorno se não correr algum risco. Os diretores de marketing devem ter vice-presidentes do setor focados no faturamento atual, enquanto eles enfrentam a agitação organizacional que acompanha as iniciativas transformacionais.

Estas e outras análises sobre a era digital serão esclarecidas pelos analistas do Gartner no Symposium ITxpo 2013. As inscrições para o evento podem ser feitas pelos telefones (11) 5632-3109 ou 0800-7441440, ou pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.. Saiba mais em www.gartner.com/br/symposium.

ANOTE EM SUA AGENDA – Gartner Symposium/ITxpo 2013
Site: www.gartner.com/br/symposium
Datas: 4 a 7 de novembro
Local: Sheraton São Paulo WTC Hotel – Avenida das Nações Unidas, nº 12.551

Siga o Symposium nas mídias sociais:
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Adoção do IPv6: uma questão de tempo

02/10/2013 - O esgotamento de endereços disponíveis na versão 4 do protocolo IP (IPv4) é um fato conhecido por toda a comunidade Internet há muitos anos. Com a aproximação do fim de todos os estoques de IPv4 no mundo, prevista desde a década de 1990, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) alerta mais uma vez a todos para a necessidade de adoção da nova versão do protocolo, o IPv6. A resolução CGI.br/RES/2013/033, sobre a adoção do IPv6 ressalta que assim se garantirá a expansão sustentável da Internet.

O CGI.br enviará ofícios para a Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e para outras instituições relacionadas ao desenvolvimento da Internet no Brasil, com o objetivo de reforçar a urgência da disseminação do IPv6 na rede brasileira. Vídeos explicativos e materiais didáticos sobre o assunto serão desenvolvidos pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) para compor uma campanha ainda mais extensiva de conscientização sobre IPv6. Por fim, o CGI.br apoiará a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, do Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão (SLTI/MPOG) na criação de um plano de metas para a
adoção do IPv6 nas entidades do Governo Federal.

Recomendações adicionais serão enviadas à Rede Nacional de Pesquisa (RNP) para apoiar e incentivar gestores de TI dos diferentes campus universitários, na implantação do IPv6 e utilização dos Pontos de Presença existentes. Universidades são convidadas a oferecer cursos de formação, capacitação ou educação continuada em IPv6, assim como seus docentes são incentivados a utilizar em suas aulas estudos de casos, exemplos e laboratórios com IPv6. As instâncias do Governo Federal, Estadual e Municipal também são lembradas a incluir o suporte a IPv6 como requisito na compra de equipamentos e em seu provimento de acesso à Internet, além de estabelecer critérios e cronogramas de implementação em suas redes.

Esgotamento de endereços IPv4

O NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR) vem alertando toda a comunidade sobre o esgotamento do IPv4 há vários anos. Desde 2009, o NIC.br promove treinamentos sobre IPv6 gratuitamente para profissionais de operadoras de telecomunicações, provedores Internet e outras instituições. Até agora 103 turmas foram treinadas, num total de 3097 profissionais. Dessas turmas, 14 foram exclusivas para as principais operadoras.

A quantidade de endereços IP é de, aproximadamente, quatro bilhões na versão 4 do protocolo (2³²) e 3.4×1038 na versão 6 (ou 2128). À medida que aumenta o crescimento da rede, esgotam-se os estoques regionais.

Mantido o ritmo de crescimento atual da rede, a previsão é de que os últimos blocos IPv4 alocados ao Brasil sejam delegados, ainda no início de 2013, aos ASNs que os solicitarem. Essa previsão depende do ritmo de crescimento da rede, não do NIC.br, que somente aloca os números solicitados pelas operadoras, mediante justificativa mínima do uso desse recurso.

O NIC.br é o distribuidor oficial de blocos IPv6 para o Brasil desde 2006. Na época, existiam 300 redes (ASNs) que compunham a Internet no Brasil; hoje são mais de duas mil. Mesmo com o crescimento da Internet no Brasil, os prazos para alocação de novos blocos são rigorosamente respeitados normalmente.

Como forma de estimular toda a cadeia de interessados no desenvolvimento da rede no Brasil, o Registro.br isentou de cobrança até julho de 2013 todo e qualquer provedor que solicitasse blocos IPv6. A partir de julho, a cobrança passou a ser realizada somente a ASNs que nunca tivessem realizado pedidos de blocos ao Registro.br.

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