IoT trará mais qualidade de vida. Se tivermos IoT

23/01/18 - Em artigo publicado na edição de ontem do jornal Correio Braziliense, o presidente-executivo do SindiTelebrasil, Eduardo Levy, fala dos benefícios da Internet da Coisas (IoT) e das barreiras para a implantação de IoT no Brasil, principalmente a carga tributária. Leia a íntegra do artigo.

IoT vai nos trazer mais qualidade de vida e gerar riqueza para o Brasil - se tivermos IoT

O ano de 2018 é o da Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês). Trata-se de uma infraestrutura, pela qual, diferentes tipos de dispositivos se comunicam entre si ou com outras máquinas para trocar informações. Mas o que essa rede representa é muito mais relevante e impactante. Na verdade, a Internet das Coisas é uma grande janela de desenvolvimento, de aumento de produtividade e de competitividade. Carros autônomos, cidades inteligentes, casas automatizadas são elementos de uma nova realidade para geração de novas experiências e negócios, de conhecimento e, portanto, de riqueza.

É cedo para imaginarmos os avanços que poderão ser feitos. O que vemos agora é somente o começo de uma nova revolução digital, como foram os smartphones. Entretanto, já é possível perceber o quanto essa gigantesca rede vai transformar nossas vidas e a forma pela qual temos acesso à saúde, à educação, à segurança, à mobilidade. O mundo avança nesse sentido.

O Brasil, porém, corre o risco de ficar de fora dessa grande onda de transformação. Essa ameaça não tem nada a ver com tecnologia, mas com nossa atual política tributária, marcada por uma visão míope, que enxerga apenas no curtíssimo prazo. Com nosso atual modelo de tributação, afirmamos com certeza: a plena utilização de IoT não vai acontecer.

Portanto, é chegada a hora de fazermos uma escolha fundamental para o futuro do país: ou zeramos os tributos sobre os serviços de telecom, que viabilizam a Internet das Coisas, ou estaremos fora dessa grande onda de alavancagem de produtividade e competitividade de que tanto precisamos (o Brasil é o país de número 80 no ranking mundial que avalia a competitividade de 137 países, realizado pelo Fórum Econômico Mundial -- e não por acaso, uma das razões para isso é o fato de sermos donos de uma das piores estruturas tributárias do mundo).

Nossos tributaristas precisam entender que IoT vai impulsionar incontáveis novos serviços e produtos em saúde, educação, na indústria automobilística, no agronegócio. Isso vai gerar riqueza, empregos e inovação. Mas ao sobrecarregar a infraestrutura com taxas e impostos, o país torna inexequível seu uso. Por isso, é preciso isentar completamente de tributos os serviços de telecomunicações que possibilitam a Internet das Coisas.

Imaginemos um dispositivo para a infraestrutura de Internet das Coisas, como um medidor de água ou mesmo de controle de tráfego. Esses dispositivos são simples, normalmente geram um tráfego pequeno de informações e, consequentemente, uma receita baixa por terminal. Somente fazem sentido em escala, criando uma rede (daí o nome Internet das Coisas). Vamos então supor que esse dispositivo gere uma receita de R$ 12 por ano. No Brasil, ele já nasce deficitário. No primeiro ano, terá de recolher R$ 5,68 de Taxa de Fiscalização de Instalação, R$ 0,14 para fundos setoriais de telecom (Fust e Funtell), R$ 1,34 de Contribuição para fomento de Radiodifusão Pública(sim, IoT vai ajudar a financiar a EBC), de R$ 3,22 de Condecine (sim, IoT vai financiar o audiovisual brasileiro) e mais R$ 3 de ICMS. O resultado: receita negativa de R$ 2,29, somente considerados os tributos.

É matemática simples: num país com essa carga tributária, não haverá IoT, não se aproveitará esse enorme impulso de produtividade. Queremos e podemos correr esse risco? Por outro lado, se removermos as barreiras tributárias, especialistas estimam que o uso e as aplicações da Internet das Coisas podem proporcionar um incremento no PIB de 3% a 5%: uma nova riqueza da ordem de pelo menos R$ 478 bilhões. É com essa visão estratégica que o país precisa olhar para IoT.

O ano 2018 é para fazermos a escolha. Ou continuamos a alimentar a sanha arrecadatória do Estado brasileiro e tributamos infraestrutura, ou optamos por fazer parte de uma onda de inovação e aplicações de tecnologias de informação e comunicação que vai proporcionar a todos mais saúde, mais segurança, mais mobilidade, mais conhecimento.

Comentário (0) Hits: 853

Funcionários não conhecem regras de segurança

kasper_empresas.jpg12/01/2018 - Apenas 12% dos profissionais conhecem as políticas de segurança de suas organizações, tornando as empresas vulneráveis a ciberatques

A falta de conhecimento sobre segurança de TI continua preocupando as empresas em todo o mundo, segundo um estudo recente com consumidores realizada pela Kaspersky Lab em conjunto com a B2B International. A pesquisa mostrou que apenas um décimo (12%) dos participantes conhecem integralmente as regras e políticas de segurança de TI em vigor nas organizações para as quais trabalham. Essa situação, associada ao fato de que metade (49%) dos funcionários considera a proteção contra ameaças virtuais uma responsabilidade compartilhada, impõe desafios na hora de definir a estrutura de cibersegurança mais adequada para a empresa. 

O estudo, que englobou 7.993 funcionários de tempo integral, incluiu perguntas sobre políticas e responsabilidades pela segurança corporativa de TI e também mostrou que 24% dos profissionais acham que não há qualquer política estabelecida em suas organizações. Curiosamente, parece que essa ignorância em relação às regras não é uma desculpa, pois cerca de metade (49%) dos respondentes acha que todos os funcionários, inclusive eles mesmos, devem assumir a responsabilidade pela proteção dos ativos corporativos de TI contra ameaças cibernéticas.

No entanto, outro estudo da Kaspersky Lab demonstrou que, às vezes, os profissionais fazem exatamente o contrário. De acordo com o relatório “O fator humano na segurança de TI: como os funcionários tornam as empresas vulneráveis de dentro para fora”, a falta de cuidado dos funcionários facilitou os ataques em 46% dos incidentes de cibersegurança no último ano.

Essa divergência entre teoria e prática pode ser especialmente perigosa para as empresas menores, em que não há uma função dedicada à segurança de TI e as responsabilidades são distribuídas entre profissionais de TI e outros. Até os requisitos mais básicos são ignorados, como a alteração de senhas ou a instalação de atualizações necessárias, e isso pode comprometer a proteção geral da empresa. De acordo com os especialistas da Kaspersky Lab, a diretoria, o setor de RH e os profissionais do financeiro que têm acesso aos dados críticos da empresa normalmente são os mais visados.

Para lidar com esse problema, empresas de pequeno e médio porte tirariam proveito de treinamentos regulares das equipes para conscientização sobre a segurança de TI e de produtos adaptados para suas necessidades específicas. Por exemplo, o Kaspersky Endpoint Security Cloud inclui recursos de configurações de segurança predefinidas, proteção imediata de todos os dispositivos e funcionalidades de gerenciamento fáceis de usar, que não requerem conhecimento aprofundado do administrador, reduzindo assim o trabalho das sobrecarregadas equipes de TI.

“O problema de falta de conhecimento da equipe pode ser um desafio importante, especialmente em empresas menores, em que a cultura da cibersegurança ainda está em uma fase inicial. Além da possibilidade de serem vítimas de ameaças virtuais, os funcionários também são obrigados a defender a empresa dessas ameaças. Nesse aspecto, as empresas devem focar a educação dos funcionários e a utilização de soluções eficientes, mas fáceis de usar e gerenciar, que possam ser operadas por pessoas que não são especialistas em segurança de TI”, diz Vladimir Zapolyansky, chefe de negócios para PMEs da Kaspersky Lab.

O portfólio para PMEs da Kaspersky Lab inclui produtos para as diversas necessidades de microempresas, pequenas e médias empresas. As pequenas empresas tirariam proveito da combinação de proteção eficiente e facilidade de gerenciamento do Kaspersky Small Office Security e do Kaspersky Endpoint Security Cloud, enquanto empresas maiores devem aproveitar melhor as configurações de segurança avançadas e os aplicativos direcionados à proteção avançada para dispositivos móveis, servidores e e-mail do pacote Kaspersky Endpoint Security for Business.

 

Comentário (0) Hits: 477

Tecnologia pode ajudar a combater a corrupção?

corrupcao.jpg*Por Eduardo Tardelli
10/01/2018 - 2017 foi um ano intenso no cenário político e econômico no Brasil. Vimos diversas acusações, prisões, delações premiadas, omissões, e nenhuma certeza de que os corruptos pagarão, de fato, por seus atos. Existe um ponto curioso nesse meio, como os investigadores conseguem mapear todas as ações dos envolvidos em escândalos e roubos? Como ter acesso aos dados que evidenciam tais crimes?

Eliminar esse gap não é fácil, mas os órgãos públicos estão sempre trabalhando para aprimorar esse processo tão árduo de juntar todas as peças deste enorme quebra-cabeça. Para apoiá-los, hoje já é possível contar com a expertise de empresas que desenvolvem soluções capazes de cruzar grandes volumes de dados (big data) e utilizar os avanços da computação em nuvem atrelada à inteligência artificial para ajudar no combate à corrupção. Temos um exemplo recente do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que inaugurou um laboratório de tecnologia contra a lavagem de dinheiro.

Ao meu ver, o uso de ferramentas tecnológicas são grandes aliadas contra o avanço da corrupção e impactam positivamente toda a população. Por meio do cruzamento de dados, é possível fazer uma análise mais precisa e profunda das informações que levam a fatos e provas e agilizam alguns processos de investigações de crimes, como a corrupção e lavagem de dinheiro, por exemplo.

A utilização de soluções inteligentes é uma das principais saídas que resultam em ganhos para todos os lados, tanto para a população quanto para quem trabalha arduamente todos os dias para desvendar os mistérios e armadilhas que envolvem, por exemplo, a Operação Lava Jato (grande case de investigação de 2017). As instituições ganham maior controle, governança e visibilidade, e os agentes, um aliado poderoso e eficiente capaz de automatizar e monitorar todos os processos, tarefa humanamente inviável se feita manualmente, demandando soluções tecnológicas mais inteligentes.

Para se ter uma ideia, a plataforma upMiner da empresa upLexis tem acesso a mais de 500 fontes de informações públicas e privadas, entre pessoas físicas e jurídicas. Por meio da ferramenta, os órgãos governamentais conseguem ter acesso a todos os dados necessários para abrir ou concluir investigações importantes, de forma rápida, segura e precisa.

Por fim, vale ficar atento à movimentação dessas tecnologias, que vieram para ajudar ainda mais no combate à corrupção do nosso país. Eu pessoalmente acredito que a corrupção possa ser combatida através de maiores controles e educação no campo da ética e moral, investindo constantemente em compliance e tecnologia. O homem pode sucumbir ao suborno e à fraude, mas uma máquina ou programa de computador jamais. Tenho certeza que boas notícias nos esperam nos próximos meses, basta acreditarmos na competência de quem está à frente das negociações e na eficiência evolutiva dessas soluções. Afinal, o que nós queremos é um país livre de roubalheiras e políticos corruptos!

*Eduardo Tardelli é CEO da upLexis, uma empresa de software que desenvolve soluções de busca e estruturação de informações extraídas de grandes volumes de dados (Big Data) extraídos da internet e outras bases de conhecimento, correlacionando estas informações e gerando relatórios gráficos e analíticos para a melhor tomada de decisão.

Crédito: www.rothbardbrasil.com/

 

Comentário (0) Hits: 642

Dez previsões de fraudes eletrônicas para 2018

cyber_cold_war2.jpg09/01/2018 - A Easy Solutions, empresa especializada na prevenção de fraudes eletrônicas em todos os dispositivos, canais e serviços na nuvem, listou as dez principais tendências e ciberataques que as organizações devem enfrentar em 2018. Segundo a empresa, enquanto os cibercriminosos se especializam na manipulação de usuários finais, as organizações devem concentrar seus esforços em mecanismos eficientes de autenticação.

Manipulação de usuários continua em alta - Os vazamentos de dados de grandes organizações, como os da Target, Equifax e OPM, envolvem e-mail, um link ou um arquivo anexado. Os ataques de phishing se concentram em fraquezas humanas e são simples, mas altamente efetivos. Além disso, nenhum setor, incluindo bancos, organizações governamentais e iniciativa privada, entre outros, está imune à engenharia social. A invasão de contas já causa cerca de 7 bilhões de dólares em prejuízos anuais. “Até o final de 2020, as organizações que não usarem técnicas avançadas de machine learning e autenticação de vários fatores serão incapazes de acompanhar as demandas de usuários finais cada vez mais digitalizados”, prevê Ricardo Villadiego, CEO da Easy Solutions;

Inteligência artificial - de que lado ela está? Os especialistas da Easy Solutions afirmam que as tecnologias de machine learning e de inteligência artificial, desenvolvidas para aumentar a conveniência dos usuários finais, estão sendo usadas pelos criminosos para criar caos e prejudicar usuários e empresas. Para a Easy Solutions, uma das maiores ameaças atuais é o uso de inteligência artificial para a geração de sites de phishing e malwares capazes de escapar dos sistemas de detecção. A tendência é que os criminosos entendam cada vez melhor o funcionamento de machine learning e alterem suas técnicas de ataque e programas maliciosos para superar os algoritmos usados em segurança. Isso é especialmente preocupante para as entidades que não usam ou não têm acesso a vastos conjuntos de dados para treinamento de algoritmos de IA, uma vez que é mais fácil para os criminosos injetar anomalias e efetivar o processo de aprendizagem de algoritmos de machine learning quando se usa apenas um conjunto superficial de dados;

Ataques cada vez mais sofisticados - Os criminosos estão usando dados obtidos ilicitamente no mercado negro, acessando contas bancárias e abrindo novas contas para cometer fraudes. Há agora uma necessidade ainda maior de se ter meios para detectar a falsificação de identidade no momento da abertura de contas, pedidos de empréstimo e solicitações de cartões de crédito, devido ao número cada vez maior de dados pessoais disponíveis no mercado negro. A Easy Solutions avalia que haverá mais casos em que uma conta de e-mail é o principal vetor do ataque. Uma conta hackeada do Gmail, por exemplo, poderá ser usada para acessar outros serviços e executar mais fraudes;

Invasões de conta devem aumentar - Graças aos vazamentos de dados passados, existe muita informação pessoal disponível no mercado negro. Os cibercriminosos poderão usar esses dados para invadir contas e alterar informações de contato e políticas de segurança dos proprietários, obtendo acesso livre para drenar recursos e gerar caos. Os fraudadores desenvolveram meios sofisticados para obter acesso a informações confidenciais, de modo que mesmo as pessoas mais atentas podem ter dificuldade para distinguir sites fraudulentos de sites legítimos. Os criminosos podem, ainda, empregar URLs e certificados digitais legítimos em páginas maliciosas, e usar dois ou mais canais institucionais, como apps e perfis falsos em redes sociais, para obter informações pessoais e depois acessar uma ou várias contas;

Ciberataques políticos - Reais ou imaginários, os ataques serão usados para obter vantagens políticas, como nos casos das eleições presidenciais de 2016 dos EUA, do ciberataque contra think tanks políticos na Alemanha e do ataque contra o parlamento britânico, que bloqueou o acesso a email dos parlamentares. Essa tendência deve aumentar, especialmente com a identificação de graves riscos de segurança em infraestruturas críticas, como redes elétricas, sistemas de água e comunicações. Como a maioria das transações e das atividades de empresas, governos e indivíduos é realizada digitalmente, garantir a segurança na Internet é mais que uma necessidade: é uma responsabilidade do governo;

Mais celulares, mais ameaças digitais - Apple e Google continuam a aumentar a segurança de seus dispositivos para proteger os usuários de ataques genéricos, como roubo de dados por apps utilitários. No entanto, ainda é possível usar esses aparelhos para facilitar o comprometimento de nomes de usuário, senhas e dados confidenciais. Ataques man-in-the-middle, pontos de acesso à Internet inseguros (como redes WiFi) e malwares em dispositivos com jailbreak são condições ideais para os cibercriminosos, pois possibilitam a exploração de vulnerabilidades. Segundo a Easy Solutions, essas estratégias de ataque devem se tornar ainda mais populares no próximo ano. Como a maioria das organizações não está monitorando essas ameaças e toma medidas apenas após a execução dos ataques, os criminosos continuarão se aproveitando das fraquezas e dos pontos desprotegidos de segurança móvel;

Ataques em dispositivos de IoT e assistentes de IA domésticos - Para cada assistente de IA, existe um hacker em algum lugar tentando acessar um dispositivo descontrolado. “As chances de sucesso são altíssimas, uma vez que o usuário médio está ciente da possibilidade de roubo de dados, mas não tem capacidade para impedir essas ameaças”, explica Villadiego. “Além disso, a maioria dos usuários é bastante negligente em termos de segurança, e não é de se admirar que os assistentes domésticos e os dispositivos IoT se tornem alvos populares no próximo ano", acrescenta.

Vírus e malware auto-propagados continuarão… a se propagar - O WannaCry não desaparecerá tão cedo. Em vez disso, TrickBot, a estrela em ascensão dos trojans bancários, Locky e outros estão se aproveitando do seu sucesso;

Moedas digitais permitirão que os criminosos embolsem os lucros obtidos nos ataques - Historicamente, a parte mais difícil de um ataque financeiro é o acesso aos recursos roubados por conta do risco de exposição. Em razão do aumento dos canais disponíveis para converter dinheiro normal em moedas digitais, os criminosos se concentrarão em estratégias que permitam receber em Bitcoins, segundo previsões da Easy Solutions. Essa tendência continuará até que as instituições financeiras e entidades de segurança desenvolvam e adotem contramedidas eficientes;

Tecnologias sofisticadas de skimming levarão a um aumento nos ataques a caixas eletrônicos - Em 2016, os hackers descobriram como criar skimmers virtuais (malwares instalados remotamente), o que lhes permitiu roubar informações dos cartões sem precisar sequer tocar no caixa eletrônico. Além disso, a prevalência de skimming não diminuiu diante da tecnologia EMV, que se tornou mais comum nos Estados Unidos a partir de 2015. Segundo a Easy solutions, enquanto houver caixas eletrônicos aceitando cartões com tarja magnética, deve-se esperar mais "investimento” dos criminosos em skimmers virtuais e um aumento em sua sofisticação.

Para enfrentar os desafios de 2018, a Easy Solutions recomenda que as instituições implementem uma solução de prevenção de fraude que ofereça monitoramento proativo 24 horas por dia e que vá além do simples monitoramento de domínios. “Uma solução forte analisa as ameaças de forma holística e é capaz de desativar qualquer atividade maliciosa”, explica Villadiego.
 
Buscar soluções que ofereçam proteção abrangente contra fraudes, incluindo ameaças digitais, proteção de marca e análises de navegação segura; Implementar autenticação de vários fatores e monitoramento de login para transações; e manter os sistemas atualizados com pacotes de software e backups regulares e ensinar funcionários e usuários finais sobre os perigos da fraude digital são as principais dicas da Easy Solutions. “As organizações que não implementarem as estratégias mais recentes de proteção contra fraudes enfrentarão grandes dificuldades para manter sua participação e relevância no mercado”, conclui.

Comentário (0) Hits: 454

Brasil: potência online x foco no combate digital

eduardo_tardelli_lexis_2.jpg*Por Eduardo Tardelli
08/01/2018 - O Brasil sempre se destacou por sua beleza natural, sua alegria e receptividade. Porém, diante da era digital, a percepção que temos é o quanto nos tornamos dependentes e conectados, necessitados e vulnerabilizados digitalmente. Já parou para pensar que quanto mais desconectados estamos da internet durante o dia, mais afastados nos sentimos do mundo, modificando assim nossa própria cultura em relação aos costumes e comportamentos sociais de outrora. Isso não é uma crítica, e sim uma consequência do avanço digital de uma potência online brasileira.

Nos últimos anos nos tornamos uma potência no consumo de informações, dados, games, compras online e, consequentemente, passíveis de fraudes que se modernizam diariamente. Nas principais pesquisas e levantamentos mundiais de invasões online, o Brasil sempre está nos rankings de monitoramento e avaliação.

Segundo estudo realizado pela Kaspersky Lab, empresa de antivírus com sede na Rússia, cerca de 18% dos brasileiros sofreram phishing (invasão e roubo de dados e de informações pessoais) no último ano no país. Isso representa uma média de 36 milhões de ataques em nosso território.

ataques_lexis.jpgJá o Relatório de Fraude da RSA, divisão de segurança da EMC, empresa que fornece sistemas para infraestrutura de informação, software e serviços, apontou o Brasil entre os cinco países onde empresas sofreram maior número de ataques relacionados a phishing ou sequestro de dados. As norte-americanas estão no topo dos ataques, com um volume superior a 27%. Somando Brasil, Reino Unido, Austrália e Índia, totaliza-se 25% do volume de ataques mundiais.  Crédito: Reprodução / RSAvolume_ataques

Esses números não podem ser deixados de lado. Se levarmos em consideração o levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) em 2016, o setor de compras online movimentou cerca de R$ 54 bilhões. E o que isso representa para o nosso país? A reflexão a ser feita é o quanto estamos vulneráveis em relação aos nossos dados, pois qualquer compra, acesso ou consulta é necessário realizar o cadastramento de dados, que por sua vez ficam disponíveis em servidores que não sabemos como ou quando a segurança digital é feita.

Recentemente, vimos ações de hackers em aplicativos de mobilidade urbana, e em 2016, o Banrisul também foi vítima de ataques, segundo vazamento de informação da Kaspersky. Por isso, acredito que para evitar o phishing e outros tipos de fraudes, é importante não abrir e-mails desconhecidos, não baixar nada de procedência desconhecida, além de manter o antivírus sempre atualizado e usufruir de ferramentas de combate a fraudes digitais.
 
O ponto de questionamento é – você sabe quanto que as empresas brasileiras investem em segurança digital? Elas estão prontas para barrar todo e qualquer tipo de fraude? Não basta alertar o usuário somente. Diante dos milhões de dados processados diariamente, estão os possíveis clientes, vulneráveis e que estão associados em bancos de dados comerciais. Por isso, é necessário que haja também o compromisso e investimento do setor privado, que atrelam seus produtos ao comércio eletrônico e melhorem a segurança digital.

A média de fraudes no mercado brasileiro está na casa de 2 a 3%, que utilizam comércio eletrônico. Esse alerta vem da experiência do combate diário no ambiente digital. No ano de 2017, nós da upLexis, processamos cerca de 1 milhão de dossiês, o que evitou mais de 30 mil potenciais fraudes. Esses dados mostram a importância de investir em plataformas e softwares de antifraudes. E aí, o que está esperando para melhorar a segurança do ambiente digital da sua empresa?

*Eduardo Tardelli é CEO da upLexis, uma empresa de busca e estruturação de informações extraídas de grandes volumes de dados (Big Data) extraídos da internet e outras bases de conhecimento
 

 

 

Comentário (0) Hits: 393

Novo golpe no WhatsApp atinge milhares no país

whatsapp.jpg05/01/2018 - Desde o ano passado, foram inúmeros golpes utilizando o WhatsApp no Brasil em que cibercriminosos criavam iscas para atrair usuários, muitas vezes se passando por grandes empresas, como foi o caso mais recente, o do Walmart Brasil. No fim de 2017, os criminosos utilizaram o nome da empresa e criaram uma suposta promoção que prometia R$40 mil em prêmios.

“Golpes como este são bem similares com os que alertamos no ano passado, sendo: Uber, Nespresso, falso bônus de R$15, entre outros. Por ser uma ferramenta que espalha a mensagem para muitas pessoas e em um tempo curto, acaba sendo o melhor meio de para os cibercriminosos disseminarem campanhas maliciosas. Para se ter uma ideia, foram 184 mil cliques em três horas de circulação dessa campanha”, alerta Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky Lab.

golpe_whatsapp.jpgO golpe funciona como uma grande rede de propagação em que, ao clicar no link recebido, o usuário é levado para um site que pede para que a mensagem seja compartilhada com mais amigos, para assim, ganhar os R$40 mil em prêmios. De acordo com Assolini, um dos endereços na internet criados para a campanha contava com um link encurtado que teve 739 mil acessos em menos de 24 horas. Outro endereço chegava a 835 mil registros em 30 horas – totalizando mais de 1,5 milhão.

Para se proteger, a Kaspersky Lab listou as seguintes dicas abaixo:

• Desconfie de links recebidos: mesmo que a conversa não seja com um desconhecido, é preciso duvidar da veracidade da mensagem, ainda mais se inclui uma promoção; procure sempre confirmar no site oficial da empresa qualquer informação
• Tenha uma solução de segurança robusta no seu celular e outros dispositivos: usar um software, como o Kaspersky Internet Security, que irá bloquear o acesso aos sites maliciosos, scripts que tentam alterar seu roteador e assim você terá uma navegação mais tranquila.
• Privacidade: é importante saber quais permissões o aplicativo que você baixou ou solicitou. Recentemente, a Kaspersky Lab descobriu casos de apps que pediam acesso a lista de contatos dos usuários sem necessidade.
• Cuidado com o mouse: nunca clique em links de e-mails suspeitos, banners em sites ou acesse sites desconhecidos. Quando você tiver que visitar um banco online ou uma loja de varejo, digite manualmente o URL em vez de clicar em um link.

Comentário (0) Hits: 439

newsletter buton