A tecnologia dominará as salas de aulas

mit_escola.jpgPor Ethevaldo Siqueira – com a MIT Technology Review
16/02/2018 - Um excelente artigo dessa revista do MIT mostra o papel essencial que a tecnologia desempenhará nas salas de aula no século 21, pois o trabalho no futuro exigirá trabalhadores colaborativos com habilidades práticas de resolução de problemas. Computação em Nuvem (Cloud), virtualização e redes definidas por software capacitarão esta nova força de trabalho.

Os moradores de Diepsloot, um distrito de Joanesburgo, África do Sul, vivem na pobreza – muitos em barracas sem eletricidade nem água corrente. No entanto, todas as manhãs, um seleto grupo de alunos se dirige com entusiasmo para a Escola LEAP (Language Enrichment Arts Program) e de Ciências e Matemática, sem fins lucrativos, para absorver um rigoroso currículo de habilidades digitais de ciência, matemática, inglês e século 21 cortesia de uma colaboração de alta tecnologia para capacitar salas de aula móveis .

Em parceria com o programa "Good Gigs Service Learning da VMware Foundation, a Escola LEAP criou um sólido banco de dados de TI e um laboratório de computação móvel ao mesmo tempo que possibilitou um novo currículo baseado em aprendizagem digital e conteúdo imersivo. Os alunos que, até então, não tinham acesso a ferramentas digitais modernas, agora usam intensamente os recursos da internet, os aplicativos interativos, os cursos online e a tecnologia informática como parte de suas lições diárias. Assim, eles abrem as portas para novas oportunidades e um futuro promissor.

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Brasil sofreu 30 ataques DDoS por hora em 2017

ataque-ddos.jpg21/02/2018 - Dados da NETSCOUT Arbor mostram que o Brasil é o quinto país no ranking mundial de ataques de negação de serviço e que a maioria dos ataques ao Brasil tem origem no próprio país

O recém-publicado 13º Relatório Anual sobre Segurança da Infraestrutura Global de Redes (WISR – Worldwide Infrastructure Security Report) da NETSCOUT Arbor registrou no ano de 2017 um total de 264.900 ataques DDoS – Distributed Denial of Service – dirigidos ao Brasil, o que corresponde a 728 ataques por dia/30 por hora. Em escala global, houve 7,5 milhões de ataques DDoS em 2017.

Entre os ataques dirigidos ao Brasil, a maioria – 34,09% – tem origem no próprio país. Em seguida, as principais fontes de ataque ao Brasil são Estados Unidos – 30,30%; Canadá – 17,80%; e Reino Unido – 17,80%.

Geraldo Guazzelli, diretor geral da NETSCOUT Arbor para o Brasil comenta que o fato de o Brasil estar entre os cinco primeiros alvos de ataques DDoS no mundo – depois de Estados Unidos, Coreia do Sul, China e França – mostra a necessidade de proteção por parte das empresas e instituições do país. Ele ressalta que a NETSCOUT Arbor identificou no Brasil, em 2017, o maior ataque de PPS (pacotes por segundo) até hoje identificado por suas equipes em todo o mundo. Trata-se de um ataque em que foram encaminhados 245 milhões de pacotes por segundo, ocorrido no mês de julho.

Guazzelli explica que “esse tipo de ataque visa também firewalls, sistemas IPS e balanceadores de carga, tornando essas soluções de segurança pontos de vulnerabilidade na infraestrutura das empresas. É uma aparente e real inversão de valores, na qual dispositivos introduzidos na rede para elevar o nível de segurança, acabam contribuindo para o sucesso de um ataque”.

De 2016 para 2017 os ataques volumétricos diminuíram em tamanho, com pico de 800 Gbps em 2016 contra 600 Gbps em 2017. Em contrapartida, ganharam em frequência e em eficiência: 57% das empresas e 45% das operadoras de datacenter que participaram das pesquisas tiveram sua banda de internet saturada por ataques DDoS, contra 42% em 2016.

“Isso, porém, não significa um alívio para as operadoras e empresas, mas consolida a nossa presença no mapa mundial de ataques. Em 2016 foram realizados os Jogos Olímpicos, evento de visibilidade mundial que atrai ainda mais a atenção dos hackers e criminosos. Ainda no caso do Brasil, é interessante notar que há um grande número de dispositivos IoT contaminados, integrando botnets – as redes zumbi – que disparam ataques DDoS”, observa Guazzelli.

As informações do 13o WISR se baseiam em dados de 360 provedores de serviços e de hospedagem, operadores móveis e empresas e outros tipos de operadores de rede em todo o mundo. Os dados são relativos ao período de novembro de 2016 a outubro de 2017.

Veja o resumo do relatório Anual NETSCOUT Arbor em português: https://br.arbornetworks.com/visibilidade-de-redes/ 

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A influência da geração Millennial nos negócios

tech-trends.jpg*Por Adriana Oliveira
21/02/2018 - Eles têm entre 21 e 27 anos, são extremamente conectados, procuram empregos que atendam aos seus propósitos de vida e não compram nada sem antes pesquisarem pela internet. A geração millennial – que a depender da definição, engloba as gerações Y e Z – está dando o que falar. E não é para menos: esses jovens ajudam a moldar uma nova relação com o mundo e, por conta disso, estão na mira das empresas que querem se antecipar na criação de negócios para o futuro.

Um estudo produzido pela Harris Insights & Analytics e divulgado pela Mastercard na América Latina, analisou a relação dos millennials com a tecnologia, formas de pagamento e hábitos de consumo de jovens radicados no Brasil, Colômbia e México.

O relatório "A mente e bolso do millennial" aponta que 81% dos jovens nascidos entre 1990 e 1996 buscam por empregos que acrescentem socialmente. Além disso, 96% deles usam WhatsApp, enquanto 92% usam também o Facebook. O levantamento indica, ainda, que 74% dos jovens brasileiros fazem pesquisas para reunir informações antes de comprar um produto.

Em outro levantamento, feito pela U.S. News & World Report, foi mostrado que jovens desta geração são três vezes mais propensos a falar sobre uma marca ou produto nas redes sociais e dez vezes mais inclinados a escrever sobre isso em blogs. Essa conduta fez com que as empresas começassem a interagir com seus consumidores de uma forma inédita.

Entender o comportamento desses jovens capazes de assimilar como ninguém a tecnologia moderna é a chave para criar produtos e serviços que atendam aos seus desejos. Os millennials têm ajudado as outras gerações a cultivar a paciência e refletir para que os objetivos de todos sejam alcançados. Eles estão inovando e ajudando a transpor o desafio de interagir em um ambiente corporativo formado por diversas gerações.

Perceber as expectativas dessa geração é a melhor forma para compreender como será o nosso futuro, já que em 2025, essa categoria representará 75% da força de trabalho. Ou seja: eles serão os funcionários, colaboradores e CEOs do amanhã.

Destaco aqui, algumas características dessa geração que ditam tendências dentro e fora das empresas:

Automação de processos – Para esse público, ações que antes levavam dias para serem realizadas, agora são feitas em poucos cliques. E a tecnologia é uma aliada para tornar seus processos mais eficientes: foram os millennials, em particular, os responsáveis ​​por aumentar as taxas de adoção de software de automação, já que eles buscam o máximo de eficiência e de colaboração. Eles descobriram que práticas feitas manualmente criam um ambiente para falhas, enquanto a maioria dos sistemas automatizados é conduzida por funções e algoritmos, trazendo ganhos significativos e resultados assertivos.

Inteligência artificial – O fato de praticamente terem nascido com um celular nas mãos fez com que esses jovens adotassem a inteligência artificial com naturalidade. Ao usar essa tecnologia como uma espécie de assistente, os jovens rastreiam suas atividades, exercícios físicos, controlam sua conta bancária, dão nota para os serviços que usam, entre milhares de outras atividades que demandavam muito tempo das gerações anteriores. Embora a automação simplifique, e muito, a rotina desses jovens, a geração Y também acredita na humanização dos serviços e eles ainda precisam do toque humano de uma interação pessoal para estabelecer uma relação de confiança com as empresas que eles se relacionam - Um dos motivos pelos quais o conceito de Customer Success está tão em alta.

Mudanças no ambiente de trabalho –A flexibilidade e a capacidade de trabalhar remotamente são vantagens que os trabalhadores mais jovens valorizam e são características que os atraem para as empresas. Com a internet, dispositivos de mensagens instantâneas e plataformas colaborativas de criação, os millennials estão preferindo as vagas de trabalho com horário flexível e possibilidade de home office - muitos nem trabalham na mesma cidade ou no mesmo país da empresa para a qual prestam serviços.

Tecnologia personalizada – Qualquer trabalhador munido de um computador costuma ser bombardeado por notificações, e-mails, propagandas e convites. Mas a geração do milênio sabe como direcionar essa enorme quantidade de informação, que chega diariamente, de maneira personalizada.

Eles são ótimos em criar e personalizar aplicativos, configurações de privacidade e canais de mídia social para otimizar o fluxo de trabalho, como eles se comunicam com os outros e até as ferramentas que usam para trabalhar.

Jovens pesquisadores – Com 74% dos millennials mais propensos a comparar preços de produtos e serviços antes de comprá-los, o efeito para a economia é profundo. Essa busca pelo melhor valor acontece na internet e, na maioria das vezes, é feita em um smartphone.

Por conta desse comportamento, muitos varejistas estão migrando para plataformas digitais e até para marketplaces específicos voltados para o mercado B2B. Até mesmo quem conta com lojas online também tem buscado recursos digitais para impulsionar suas vendas e tornar seus produtos mais visíveis ao público.

Não restam dúvidas de que os jovens continuarão a pressionar a sociedade por mais automação, e por uma boa razão: a capacidade de melhorar as atividades comerciais para a conquista de novas possibilidades no mercado de trabalho. Para as outras gerações, resta o desafio de se adaptar a trabalhar com eles, se ajustando aos seus hábitos e incorporando o melhor que eles podem oferecer.

*Por Adriana Oliveira, gerente de RH do Mercado Eletrônico

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29% dos brasileiros foram afetados por phishing em 2017

phishing-scam3.jpg20/02/2018 - Em 2017, o campeonato mundial de futebol e bitcoins estavam entre os principais temas dos spams e phishings

Segundo o relatório "Spam e phishing em 2017" da Kaspersky Lab, nos últimos 12 meses os criminosos têm acompanhado os assuntos internacionais e usado temas em alta para enganar os usuários e roubar dinheiro ou informações pessoais. Os remetentes de spam se mostraram agentes atentos, monitorando instantaneamente questões globais com o objetivo principal de chamar e explorar a atenção das vítimas.

A pesquisa contínua da Kaspersky Lab de atividades de spam e phishing confirma que os métodos usados pelos remetentes de spam são efetivos devido à atenção reduzida dos usuários e ao aumento da confiança incondicional. Esses fatores, combinados, implicam que as pessoas estão mais propensas a seguir instruções falsas.

Enquanto, em 2017, o mundo se preparava intensivamente para o campeonato mundial de futebol deste ano, os remetentes de spam propagaram e-mails relacionados ativamente. Assim, enviaram às vítimas mensagens fraudulentas com logotipos oficiais do evento, incluindo informações dos organizadores e das marcas dos patrocinadores, que avisavam aos usuários sobre prêmios de sorteios e até prometendo ingressos gratuitos.

Um outro tema em alta nos spams e golpes de phishing em 2017 foi a moeda criptografada ou criptomoeda, pois o preço do bitcoin aumentou drasticamente. Os pesquisadores da Kaspersky Lab já tinham registrado um crescimento nos golpes com temas relacionados ao blockchain no terceiro trimestre de 2017. Até o final do ano, foi observado um amplo arsenal de ferramentas de envio de spam.

De acordo com as descobertas da Kaspersky Lab, os criminosos têm usado truques como sites disfarçados de bolsas de criptomoeda, serviços falsos oferecendo mineração na nuvem, ou seja, o uso de data centers especializados para locação. Mas, em todos os casos, os usuários se tornaram vítimas e perderam dinheiro, em vez de ganhar. Em esquemas de fraude mais tradicionais, como prêmios falsos de loterias, os criminosos também começaram a usar os bitcoins como isca. E, além dos bancos de dados de endereços visados anunciados por meio de spam, também foram oferecidos para compra bancos de dados com e-mails de usuários de criptomoedas, prometendo ótimas oportunidades.

Além disso, os criminosos distribuíram diversos tipos de malware em e-mails de spam disfarçados de utilitários para ganhar bitcoins ou instruções de negociação de moeda criptografada. No entanto, devemos destacar que menos cryptolockers, cujos criadores exigiam o pagamento de um resgate em bitcoins, foram detectados em cartas de spam do que no ano anterior.

No todo, a quantidade média de spam em 2017 diminuiu para 56,63%, o que representa 1,68 pontos percentuais menos que em 2016. Ao mesmo tempo, o número de ataques de phishing aumentou. O sistema antiphishing da Kaspersky Lab foi acionado 246.231.645 vezes nos computadores de usuários da Kaspersky Lab. Isso representa quase 59% mais que em 2016.

"Embora em 2017 tenhamos observado uma pequena redução nas atividades de spam, no decorrer do ano os remetentes de spam não deixaram passar qualquer motivo para roubar informações pessoais dos usuários, mantendo os olhos atentos sobre o que acontecia no mundo. Com a ocorrência de eventos esportivos, como o próximo campeonato mundial de futebol ou outros, sua atividade só vai aumentar", disse Darya Gudkova, especialista em análise de spam da Kaspersky Lab. "Além disso, em 2018 esperamos a evolução e o crescimento do spam e phishing relacionados à moeda criptografada, com mais diversidade além do bitcoin, que foi amplamente usado no ano anterior, e com esquemas 'pump and dump'".

Outras tendências e estatísticas importantes de 2017 destacadas pelos pesquisadores da Kaspersky Lab incluem:

- A fonte de spam mais popular foram os EUA (13,21%), seguidos da China (11,25%) e do Vietnã (9,85%). Outros dos dez países mais importantes incluem Índia, Alemanha, Rússia, Brasil, França e Itália.
- O país mais visado por envios de e-mails maliciosos foi a Alemanha (16,25%), com um leve aumento de 2,12 pontos percentuais em relação a 2016. Outros países dentre os dez principais incluem China, Rússia, Japão, Reino Unido, Itália, Brasil, Vietnã, França e Emirados Árabes Unidos.
- A maior porcentagem de usuários afetados por phishing ocorreu no Brasil (29,02%). No todo, 15,9% usuários exclusivos dos produtos da Kaspersky Lab no mundo todo foram atacados por golpes de phishing.

A Kaspersky Lab recomenda que os usuários domésticos instalem uma solução de segurança confiável, como o Kaspersky Total Security, capaz de detectar e bloquear ataques de phishing e spam em clientes de e-mail autônomos.

Saiba mais sobre os spams e ataques de phishing em 2017 em Securelist.com

 

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Internet das Coisas nem chegou e já virou BIoT

*Por Mateus Azevedo
20/02/2018 - Nem bem começamos a falar em IoT (Internet das Coisas, em inglês) e já vamos para o passo seguinte: BIoT, ou seja, a união entre Blockchain e Iot, uma das tendências tecnológicas que devem abalar nosso mundo em 2018, segundo a Fortune. 'Mas já?', você deve estar se perguntando. Pois é! O OpenBazaar, por exemplo, é um marketplace online para comprar e vender produtos e serviços, tipo Mercado Livre ou Ebay, só que baseado no Blockchain, ou seja, descentralizado, e usa bitcoins como uma das formas de pagamento. Sem qualquer restrição ou taxas.

A IoT é a criação de um ambiente único que reúne informações de vários dispositivos e aplicações, usando sensores conectados para obter informações, permitindo que sua geladeira possa ser programada (ou até aprender com seus hábitos se vinculada a algum algoritmo de Inteligência Artificial) para sempre realizar pedidos de compra dos itens que você mais consome com a frequência certa. Mas se você achava que iria demorar muito para virarmos os Jetsons (lembra daquela família futurista criada por Hanna Barbera nos anos 60?), pode estar enganado. A razão é simples: o blockchain vai acelerar a implementação da IoT, pois barateia de forma segura essa nova rede.

É impossível fazer previsões precisas sobre como será esse novo arranjo. Exemplo disso é a própria criação do blockchain que não poderia ser prevista nem pelos maiores visionários e futurólogos. Mas é possível fazer algumas suposições conhecendo o que temos hoje.

Como o BIot se baseia em uma plataforma descentralizada (um Dapp), sua segurança não depende de um único ente controlador, mas sim da estrutura da rede criada. Pensando na sua geladeira que sabe o que você costuma comprar, quando chegar a hora mais indicada, baseada no seu comportamento cotidiano, ela pode lançar um pedido de compra na rede. O pedido enviado busca o melhor preço, prazo de entrega e exigências de acordo com seu perfil e pode até dividir o pedido entre vários fornecedores, levando a rede a ter maior competição e menor custo, pois todos pagam uma taxa muito pequena nela (ou até não pagam nada, dependendo do caso). A entrega também será feita por um fornecedor especializado, que tenha menor custo para operar já que é especialista na tarefa e, graças aos sensores, pode escolher a melhor hora de entrega.

Ainda com o exemplo da geladeira, mas sob outra perspectiva: imagine que várias geladeiras estão conectadas no ecossistema e uma delas detecta que a peça x quebrou e que há chances de a mesma peça se quebrar nas demais unidades. Graças às tecnologias e ao machine learning, a rede é informada sobre o problema, permitindo que a marca realize uma ação preventiva nas demais. Ao mesmo tempo, se o dono da geladeira tiver uma impressora 3D, ele recebe o desenho da peça já armazenado na geladeira e imprime uma nova. A troca pode ser feita por um técnico do ecossistema ou pelo proprietário. Um vídeo sobre como realizar a troca é apresentado no próprio display do aparelho e em poucos minutos, sem gastar muito, sua geladeira está operando novamente.

Se é possível pensar nessa gama de soluções sem sequer sair da cozinha da sua casa, imagine milhões de pessoas ao redor do mundo pensando em novas soluções com essa possibilidade e, consequentemente, na demanda de profissionais que trabalhem para esse ecossistema ser criado e mantido? Para dar outro exemplo, a Fortune aponta o uso do BIot para criar cidades inteligentes nas quais sistemas de aquecimento conectados controlam melhor o uso da energia. Ou ainda semáforos conectados e mais bem controlados na hora do rush, diminuindo congestionamentos desnecessários. Isso será fundamental quando os carros forem autônomos.

Agora, você deve pensar que isso está super distante, certo? Que máquinas programáveis, sensores diversos e a Internet são realidade, não há dúvidas. Mas a novidade é que o tal sistema descentralizado, que permite a junção das demais tecnologias e pode viabilizar o funcionamento da rede já existe. Trata-se do IOTA, que se propõe a ser uma plataforma de Biot com trocas de token, permitindo, além da conexão e fluxo de informações, a transferência financeira entre dispositivos. A plataforma foi criada em 2015 por David Sønstebø, Sergey Ivancheglo, Dominik Schienere e Serguei Popov, é baseada no Tangle (estrutura concorrente ao Blockchain) e é supervisionada por uma organização sem fins lucrativos, a IOTA Foundation (mais infos você pode ver nessa matéria publicada no Techmundo). O IOTA iniciou seu funcionamento com a entidade regulando o sistema, mas quando a adoção da rede aumentar eles vão torná-lo descentralizado. O benefício disso? Como quem suporta e processa as informações são as próprias máquinas vinculadas ao sistema, como prêmio, elas não pagaram taxa alguma para transferir tokens e informações.

Se você ainda estava digerindo as ideias de mudança em cima de mudança, acostume-se: novas tecnologias estão chegando cada vez mais rápido, e o que antes podia ser retardado ou barrado por algumas instituições, hoje é criado sem botão de pausa.

*Mateus Azevedo é sócio da BlueLab

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Aplicativo Telegram sofre ataque de um novo malware

app_telegran_2.jpg14/02/2018 - Os pesquisadores da Kaspersky Lab descobriram um novo malware que se propaga no ambiente online e que utiliza uma vulnerabilidade de ‘dia zero’ existente no aplicativo de mensagens instantâneas Telegram, na versão de desktop.

A vulnerabilidade foi usada para difundir um malware multifuncional que, dependendo do computador atacado, pode ser usado como backdoor ou como uma ferramenta para instalar um software de mineração. Segundo a investigação, a vulnerabilidade é explorada ativamente desde março de 2017 para a funcionalidade de mineração de criptomoedas, como Monero, Zcash, etc.

Durante a análise, os especialistas da Kaspersky Lab identificaram vários cenários de explorações de “dia zero” em campo lançadas por agentes de ameaças. Em primeiro lugar, a vulnerabilidade foi explorada para transmitir o malware de mineração, que pode ser causar muitos danos aos usuários. Usando a capacidade de computação do PC da vítima, os criminosos virtuais criam vários tipos de moeda criptografada, como Monero, Zcash, Fantomcoin e outros. Além disso, ao analisar os servidores de um agente de ameaças, os pesquisadores da Kaspersky Lab descobriram arquivos comprimidos contendo um cache local do Telegram que havia sido roubado das vítimas.

Depois de conseguir explorar a vulnerabilidade, era instalado um backdoor que usava a API do Telegram como protocolo de comando e controle. Assim, os hackers obtinham acesso remoto ao computador da vítima. Após a instalação, ele começava a operar em modo silencioso, permitindo que o agente da ameaça continuasse imperceptível na rede e executasse diversos comandos, por exemplo, para instalar outras ferramentas de spyware.

Os artefatos descobertos durante a pesquisa sugerem que os criminosos virtuais são de origem russa.

“A popularidade dos serviços de mensagens instantâneas é incrivelmente alta, sendo extremamente importante que os desenvolvedores ofereçam proteção adequada a seus usuários para que eles não se tornem alvos fáceis para os criminosos”, diz Alexey Firsh, analista de malware no setor de pesquisa de ataques direcionados da Kaspersky Lab. “Descobrimos vários cenários dessa exploração de “dia zero” que, além dos malwares e spywares genéricos, eram usadas para entregar software de mineração. Essas infecções tornaram-se uma tendência global que observamos ao longo do último ano. Além disso, acreditamos na existência de outras maneiras de usar indevidamente essa vulnerabilidade de dia zero”, finaliza.

Os produtos da Kaspersky Lab detectam e bloqueiam os casos de exploração da vulnerabilidade descoberta. Para proteger seu computador de qualquer infecção, a Kaspersky Lab recomenda:
- Não baixe e instale arquivos desconhecidas de fontes não confiáveis;
- Evite compartilhar informações pessoais sigilosas em mensagens instantâneas;
- Instale uma solução de segurança confiável, como o Kaspersky Internet Security ou o Kaspersky Free, capaz de detectar e oferecer proteção contra todas as ameaças possíveis, incluindo software de mineração malicioso

Saiba mais sobre a vulnerabilidade de “dia zero” descoberta, incluindo detalhes técnicos no blog Securelist.com

 

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