Quando a maldade online é ilegal?

Decifrar entre retórica política e ameaças perigosas online nem sempre é fácil

Shira Ovide, do New York Times

A vida digital complicou uma questão que já era complicada: como as autoridades podem diferenciar entre discursos odiosos ou ameaçadores que contêm ameaças vazias e aqueles que podem levar à violência?
Minha colega Nicole Hong, que escreve sobre aplicação da lei e justiça criminal, disse que nunca foi fácil traçar esse limite, mas a mídia social aumentou o volume da retórica política e de ameaças perigosas. Isso desafiou a polícia e o sistema jurídico dos Estados Unidos a definir o que são simplesmente palavras e o que são sinais de alerta para uma ameaça verossímil.

Nicole falou comigo sobre como a polícia avalia as ameaças online e o que pode ter mudado depois do motim no Capitólio dos Estados Unidos em janeiro.

Shira: Onde está a linha entre discurso protegido pela constituição e ameaças ilegais?

Nicole: Uma questão é se as palavras estão incitando outras pessoas à violência. Outra é: se você ameaçar alguém com violência, uma “pessoa razoável” veria isso como uma ameaça séria?

Eu imagino que a maioria das pessoas que postam mensagens odiosas ou ameaçadoras online não agem de acordo com elas. Mas às vezes as postagens são precursoras da violência, como vimos com vários assassínios em massa e crentes na teoria da conspiração QAnon. Como a aplicação da lei e o sistema de justiça criminal mostram a diferença?

A aplicação da lei realmente lutou contra isso por um longo tempo, e só ficou mais difícil com a mídia social.
Quando há retórica ameaçadora online, os policiais podem esperar para ver se alguém toma medidas concretas, como encomendar material para a fabricação de bombas, ou se comete um crime não relacionado que lhes dê a oportunidade de intervir. Ou a polícia pode falar com a pessoa sobre uma ameaça online.

Quando as ameaças online cruzam a linha da fala protegida para os crimes, é uma área amplamente incerta da lei, e há tantas pessoas na internet dizendo coisas que são violentas ou ameaçadoras.

Parte do desafio é que algumas pessoas são mais propensas a postar uma mensagem ameaçadora online do que ameaçar um membro do Congresso ou o diretor da escola por telefone ou pessoalmente?

Isso mesmo. Fontes na aplicação da lei me disseram que tem havido um aumento exponencial na retórica ameaçadora online. Olhe para qualquer site de mídia social e você pode ver como é opressor para os policiais descobrir quem pode ser um risco de violência na vida real e quem está apenas reclamando.

A polícia deveria ter feito mais sobre as ameaças online de violência antes do ataque ao Capitólio em janeiro?

Foram tantas postagens que prenunciaram o que iria acontecer, mas ainda não está claro se houve indivíduos que deveriam ter sido presos apenas por retórica violenta.

Os americanos têm proteções constitucionais para o discurso político. E muitas pessoas na aplicação da lei me disseram que postar ameaças amplas — vamos invadir o Capitólio ou derrubar a eleição, por exemplo — talvez não fosse o suficientemente específico para justificar uma prisão.

É tudo complicado. Agora, algumas pessoas no Congresso, na aplicação da lei e no público estão perguntando se mais deveria ter sido feito para monitorar ou impedir as pessoas com antecedência. Policiais me disseram que o ataque ao Capitólio os tornou menos dispostos a esperar para ver se alguém que faz uma ameaça violenta online segue adiante.

Você escreveu esta semana sobre um homem em Nova York que fez ameaças contra membros do Congresso após a rebelião no Capitólio, mas não deu continuidade e está sendo processado criminalmente. Isso é um exemplo de redução do nível de ameaças?

É incomum que alguém enfrente acusações criminais baseadas apenas na fala, e é por isso que eu queria escrever sobre isso. Um caso semelhante em 2016 terminou sem a condenação de um homem em Orange County, Califórnia, que havia publicado no em um blog sobre a decapitação de membros do FBI. Ele disse que era sátira e discurso protegido pela constituição.

Nesse novo caso, os advogados do homem afirmam que ele nunca comprou armas ou fez buscas no Google por armas, não tinha planos de cometer violência e ninguém o fez em seu nome. Veremos como o júri avalia tudo isso.

Mesmo que alguém não tenha a intenção de causar dano físico, os ataques verbais ainda podem parecer ameaçadores para a pessoa que está recebendo?

Absolutamente. Isso mostra como os limites da lei divergem da realidade vivida pelas pessoas que são visadas.

O governo tem uma barreira muito alta para processar pessoas e privá-las de sua liberdade por dizerem coisas ameaçadoras na internet. A aplicação da lei tenta atingir as ameaças violentas mais específicas. Isso deixa intocado um enorme universo de retórica que vitimiza as pessoas. Isso provavelmente transfere o ônus para as empresas de internet de se fiscalizar melhor.

As pessoas eram autênticas, mas suas mensagens não: o Facebook tem regras para evitar que as pessoas falsifiquem suas identidades online para coordenar e espalhar mensagens. O BuzzFeed News informou sobre uma avaliação da empresa após o ataque ao Capitólio, que descobriu que o foco em identidades falsas impedia o Facebook de tomar medidas contra pessoas reais que trabalharam juntas para espalhar falsidades sobre a eleição.

 

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Dynatrace e ServiceNow fortalecem parceria para fornecer AIOps em Nuvem

Integração bidirecional entre as plataformas permite que os clientes aumentem a eficiência de suas equipes, reduzam riscos e prossigam com sua transformação digital mais rapidamente.

A Dynatrace, empresa de inteligência artificial de software, anuncia novos recursos para a integração bidirecional e automática entre sua Plataforma de Inteligência de Software e a ServiceNow. Com topologia precisa e mapeamento de serviços para os ambientes dinâmicos de múltiplas Nuvens (multicloud), os clientes que utilizam a combinação entre as plataformas agora podem aumentar a eficiência de suas equipes por meio de ferramentas de automação inteligente, e reduzir riscos de anomalias, com a solução de identificação preditiva e de remediação automática de problemas da ServiceNow. Dessa forma, os times de BizDevOps poderão dispor de mais tempo para inovar e acelerar a transformação digital de suas organizações.

Ao combinar a observabilidade automática e inteligente da Dynatrace® com os recursos de automação intuitiva da plataforma- ServiceNow, os clientes e canais parceiros podem otimizar suas jornadas em direção a operações autônomas em Nuvem.

“A Dynatrace é um grande parceiro para a ServiceNow”, afirma Jeff Hausman, Vice-Presidente e Diretor do Gerenciamento de Operações de TI, Segurança e CMDB/ServiceGraph da ServiceNow. “Utilizando a combinação das plataformas ServiceNow e Dynatrace, os clientes obtêm uma compreensão mais profunda dos serviços digitais, como o mapeamento entre os sinais de ruído para identificar a causa raiz de anomalias e o fornecimento de operações resilientes para todas as aplicações e microsserviços em ambientes híbridos ou de múltiplas Nuvens.

“Tanto a ServiceNow quanto a Dynatrace são plataformas estratégicas para administrar os ambientes nativos em Nuvem, e é ótimo ver essa forte integração entre os dois”, diz Mervyn Lally, Diretor Global de Arquitetura Empresarial da Experian. “Juntos, eles fornecem um mapa de serviços completo do nosso ambiente, respostas mais inteligentes baseadas em Inteligência Artificial e fluxos de trabalho automatizados de ciclo fechado, de forma a garantir que todas as alterações ou correções que implementamos sejam bem-sucedidas. Isso permite que nossas equipes se concentrem em tarefas de valor agregado para a transformação digital, e forneçam experiências simples, fáceis e integradas que auxiliam as operações de nossos clientes e a prosperidade dos consumidores.”

“À medida que os clientes executam os seus projetos de digitalização em ambientes dinâmicos contendo múltiplas Nuvens, eles buscam por maneiras de controlar a complexidade desse ecossistema e ganhar mais tempo para iniciativas de inovação”, explica Steve Tack, Vice-Presidente Sênior de Gerenciamento de Produtos da Dynatrace. “Estamos entusiasmados com o fato de que, por meio da estreita colaboração com a ServiceNow e nossos clientes conjuntos, podemos agora fornecer o circuito fechado, a identificação preditiva de problemas e a correção automática que fazem parte de nossas principais demandas. Juntos, estamos possibilitando uma abordagem AIOps para operações de Nuvem autônomas.”

Este anúncio se baseia no recente lançamento do ServiceGraph Connector for Dynatrace®. Brian Emerson, Vice-Presidente de Produtos e Diretor de Operações de TI (ITOM) da ServiceNow, se juntará a Mike Maciag, Diretor de Marketing da Dynatrace, para demonstrar os benefícios dessa integração bidirecional durante o webinar “Transform how you work with Dynatrace e ServiceNow”, que será exibido em 17 de novembro de 2020. Inscreva-se aqui para assistir à transmissão, e consulte o blog Dynatrace para obter detalhes adicionais da parceria.

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Engenheiro da Apple critica segurança da App Store

Patrick McGee do Financial Times

A revelação parte de documentos legais lançados pela Epic Games antes do julgamento antitruste.

Um engenheiro sênior da Apple comparou as defesas de sua App Store contra atores mal-intencionados a “trazer uma faca de manteiga de plástico para um tiroteio”, segundo documentos legais divulgados na quinta-feira.

A expressão foi feita pelo fabricante da Fortnite, Epic Games, antes de um julgamento antitruste de alto risco na Califórnia no mês que vem, e baseada em documentos internos da Apple, citando Eric Friedman, chefe da unidade de Algoritmos de Engenharia de Fraude e Risco (Fear) da empresa. E acrescentou que a Apple estava mal equipada para “desviar invasores sofisticados”. Fortnite é um jogo eletrônico online para diversos participantes lançado originalmente em 2011.

A revelação pode ser um golpe significativo para a defesa da Apple, que repousa em sua insistência de que o contencioso de 30 por cento que arrecada em compras digitais dentro de aplicativos baixados da App Store é necessário para financiar a curadoria da loja e proteger os consumidores de malware.

As duas empresas travam há meses uma disputa sobre essa cobrança, em que a Epic processa a Apple, desde agosto passado, depois que o Fortnite foi expulso da App Store, por lançar seu próprio mecanismo de pagamento no aplicativo, uma solução que privou a Apple de sua comissão.

A Apple rejeita qualquer ferramenta de pagamento de terceiros para compras no aplicativo, argumentando que isso pode prejudicar a segurança do iPhone.

Em centenas de páginas de argumentos recentes, para os quais cada empresa teve acesso aos documentos internos da outra, a Epic lançou um ataque violento às promessas sobre a segurança na App Store. E argumentou que a gigante do Vale do Silício “não tem evidências” de que seu processo de revisão de aplicativos “analisa os problemas de segurança melhor do que outros métodos de distribuição de aplicativos”.

A fabricante de jogos citou vários exemplos de aplicativos fraudulentos listados anteriormente na App Store, incluindo ferramentas falsas de detecção de pressão arterial, golpes nos quais os usuários foram induzidos a comprar produtos falsos e "roubos óbvios", incluindo uma sequência falsificada do jogo eletrônico Minecraft, que custou US$ 6,99 e se tornou um dos cinco aplicativos pagos mais baixados.

Em seus extensos documentos legais, a Apple defendeu sua App Store, argumentando que a Epic estava pressionando injustamente para evitar taxas, apesar de o Fortnite ter ganhado US$ 700 milhões, com sua plataforma nos dois anos antes de ser expulsa.

A Apple reconheceu várias formas de malware na App Store, mas citou dados de 2018 que mostram que a plataforma do iPhone “foi responsável por apenas 0,85% das infecções por malware”, enquanto o Android foi responsável por 47,2% das infecções e o Windows e PC por 35,8%.

A Apple afirma que seu mercado é "significativamente mais seguro" do que a plataforma Android e também pode ajudar os desenvolvedores a evitar o tipo de fraude que a Epic "experimentou, ao usar processadores de pagamento de terceiros no Fortnite".

A Apple disse que rejeita cerca de 40% de todos os envios de aplicativos. A empresa chamou de “robusto” seu esforço de revisão manual centrado no ser humano, com quase 500 funcionários da empresa dedicados a proteger os usuários.

No entanto, os documentos da Epic detalham vários exemplos de outros desenvolvedores que expressaram insatisfação com o nível de controle de qualidade na App Store.

De acordo com a Epic, o chefe do aplicativo de meditação Headspace referiu-se a “roubo flagrante” na App Store, com aplicativos imitadores, que surgem repetidamente após supostamente roubar sua propriedade intelectual.

“Surpreendentemente, a Apple está aprovando esses aplicativos e, quando os usuários os compram, ficam com nada além de algumas salas de bate-papo fraudulentas em segundo plano” — escreveu ele à Apple, segundo a Epic.

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YouTube divulga a porcentagem de visualizações de vídeos que violam suas regras

Por Daisuke Wakabayashi, do New York Times

É a batalha sem fim para o YouTube. A cada minuto, o YouTube é bombardeado com vídeos que violam suas muitas diretrizes , seja pornografia ou material protegido por direitos autorais, extremismo violento ou desinformação perigosa. A empresa refinou seus sistemas de computador com inteligência artificial nos últimos anos para evitar que a maioria desses vídeos considerados violentos sejam carregados no site, mas  continua sob escrutínio por não conter a disseminação de conteúdo perigoso.

Em um esforço para demonstrar sua eficácia em encontrar e remover vídeos que violam as regras, o YouTube divulgou na terça-feira uma nova métrica: a taxa de visualização violenta. É a porcentagem do total de visualizações no YouTube provenientes de vídeos que não atendem às suas diretrizes antes de os vídeos serem removidos.

Em uma postagem de blog, o YouTube disse que os vídeos violadores representaram 0,16% a 0,18% de todas as visualizações na plataforma no quarto trimestre de 2020. Ou, dito de outra forma, de cada 10.000 visualizações no YouTube, 16 a 18 foram por conteúdo que quebrou as regras do YouTube e acabou sendo removido.

“Fizemos muito progresso e é um número muito, muito baixo, mas é claro que queremos que seja menor”, ​​disse Jennifer O'Connor, diretora da equipe de confiança e segurança do YouTube.

A empresa disse que sua taxa de visão violenta melhorou em relação aos três anos anteriores: 0,63% para 0,72% no quarto trimestre de 2017.

O YouTube disse que não divulgou o número total de vezes que vídeos problemáticos foram assistidos antes de serem removidos. Essa relutância destaca os desafios enfrentados por plataformas, como YouTube e Facebook, que dependem de conteúdo gerado pelo usuário. Mesmo se o YouTube progredir na captura e remoção de conteúdo proibido - os computadores detectam 94 por cento dos vídeos problemáticos antes mesmo de serem vistos, disse a empresa - o total de visualizações continua a ser um número surpreendente porque a plataforma é tão grande.

O YouTube decidiu divulgar uma porcentagem em vez de um número total porque ajuda a contextualizar o quão significativo é o conteúdo problemático para a plataforma geral, disse O'Connor.

O YouTube divulgou a métrica, que a empresa acompanha há anos e espera flutuar ao longo do tempo, como parte de um relatório trimestral que descreve como está aplicando suas diretrizes. No relatório, o YouTube ofereceu os totais para o número de vídeos questionáveis ​​(83 milhões) e comentários (sete bilhões) que removeu desde 2018.

Embora o YouTube aponte para esses relatórios como uma forma de responsabilidade, os dados subjacentes são baseados nas próprias decisões do YouTube para as quais os vídeos violam suas diretrizes. Se o YouTube encontrar menos vídeos violadores — e, portanto, remover menos deles — a porcentagem de exibições de vídeos violadores pode diminuir. E nenhum dos dados é objeto de auditoria independente, embora a empresa não tenha descartado isso no futuro.

“Estamos começando simplesmente publicando esses números e disponibilizamos muitos dados”, disse O'Connor. "Mas eu não tiraria isso da mesa ainda."

O YouTube também disse que está contando visualizações liberalmente. Por exemplo, uma visualização conta mesmo se o usuário parar de assistir antes de chegar à parte questionável do vídeo, disse a empresa.

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Plano de Biden visa aprimorar a Internet na América

Por Shira Ovide
Do New York Times

A proposta da Casa Branca é essencialmente uma prova de que o que estamos fazendo agora não está funcionando. Na verdade, na América, nossa internet está deteriorando. E é hora de tentar uma abordagem diferente para corrigi-la. Milhões de americanos não dispõem de um serviço moderno de Internet. É um sintoma de nossa disfunção na Internet que nem sabemos quanto. O número não confiável de provedores de internet é de 14,5 milhões de domicílios. Ou talvez sejam 157 milhões de pessoas.

Mesmo para aqueles que dispõem de um acesso confiável, os americanos geralmente pagam mais por serviços de Internet de pior qualidade do que nossos colegas na maioria dos outros países ricos.

O novo plano de infraestrutura da Casa Branca inclui uma proposta de investir US$ 100 bilhões para estender o acesso rápido à Internet a todas as residências de americanos. Sua premissa central é poderosa: para alcançar a internet que todos nós merecemos, o governo federal deve estar mais envolvido — embora não muito.

O plano do governo Biden carece de detalhes. E será difícil aprovar um grande projeto de lei desse tipo. Mas deixe-me explicar por que o plano da Casa Branca pode ser a sacudida de que precisamos.

Primeiro, como funciona agora

Atualmente, temos os piores aspectos do capitalismo de mercado livre e do governo de mão pesada. O dinheiro do contribuinte é despejado em serviços de Internet, mas geralmente é gasto de maneira míope. Um sistema que promete regulamentação leve, na verdade, tem muitas regras — muitas vezes incentivadas por empresas que protegem seus interesses — mas as regulamentações são muitas vezes equivocadas ou mal aplicadas.

O governo agora entrega muito dinheiro e autoridade para empresas de internet. O resultado é que os americanos estão desembolsando muitos bilhões de dólares a cada ano para ajudar a construir redes de internet em lugares como cidades rurais e para subsidiar o custo do serviço para escolas, bibliotecas e residências.

Mas os fundos muitas vezes ajudam a manter os canais de internet da era AOL. E o dinheiro é gasto em soluções de curto prazo. As escolas, por exemplo, obtêm ajuda para pagar provedores de internet por pontos de acesso Wi-Fi quando seria melhor ter pipelines de internet rápidos que controlam.

“Isso não quer dizer que os investimentos não tenham colocado as comunidades online. Eles, o fizeram, sim”, disse Kathryn de Wit, que gerencia o projeto de acesso à Internet do Pew Charitable Trusts. Mas, ela me disse, “chegou a hora de o governo federal assumir um papel mais ativo”.

O plano de internet da Casa Branca

O governo dos EUA estabeleceu esta semana objetivos de alto nível, tais como:

• Canais de internet de alta qualidade devem chegar a todos os lares americanos, e em breve.

• O dinheiro do contribuinte não deve ajudar a financiar a tecnologia desatualizada da Internet.

• E devemos pagar menos pelo serviço de internet.

Esses princípios parecem simples, mas são enganosamente revolucionários. O plano é essencialmente uma declaração de que o que estamos fazendo agora não está funcionando, e o governo não deve sentar e deixar o sistema continuar.

Como Kathryn de Wit me disse, o papel do governo deve ser fazer com que todos os envolvidos no sistema de internet se concentrem em uma missão: construir pipelines de internet rápidos do século 21 para chegar a todos e garantir que o público, e não as empresas de internet, disponham da primeira e última palavra em nosso sistema de internet.

Quando o governo deve sair do caminho:

A administração Biden estabeleceu princípios, mas propõe deixar margem de manobra para comunidades, estados e empresas criarem tecnologias e políticas de internet sob medida para suas necessidades.

A jornalista Cecilia Kang escreveu esta semana sobre ativistas comunitários em Maryland que montaram um sistema de antenas e roteadores para fornecer serviço de Internet a famílias de baixa renda. A Casa Branca quer apoiar mais provedores de internet baseados na comunidade como aquele, bem como redes afiliadas ao governo como a de Chattanooga, Tennessee.

O apoio da Casa Branca a provedores alternativos de Internet é uma mensagem de que grandes empresas de Internet, como a Comcast e a AT&T, podem fazer parte da solução, mas não são a única resposta. Não é de surpreender que as grandes empresas de internet não estejam abraçando calorosamente o plano Biden.

Um grupo comercial que representa a Comcast e outros disse que os grandes canais da Internet nos Estados Unidos estavam em boa forma e que o governo não deveria gerenciar as redes da Internet ou priorizar as redes de propriedade do governo.

Desafios e oportunidades que chegam

Não quero minimizar as dificuldades em consertar o sistema de internet da América. Será difícil construir redes de internet que alcancem a todos os americanos, especialmente em áreas escassamente povoadas. Não está claro como a Casa Branca planeja tornar o serviço acessível para todos.

Mas deixe-me enfatizar o que é emocionante o plano da Casa Branca. Ele identifica os problemas certos, declara uma missão digna e exige menos bloqueios de estradas para unir o melhor do governo ao melhor do capitalismo.

Se o plano da Casa Branca funcionar, nosso sistema de internet poderá ser menos caro e mais eficaz para todos nós.

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O progresso chinês nas Comunicações e Tecnologias Digitais

Ethevaldo Siqueira

Quem for à China em 2022, para assistir aos Jogos Olímpicos de Inverno, verá um país ainda mais moderno do que se espera, em áreas como:

• redes de fibras ópticas e 5G,

• data centers, hiperscala,

• bases de dados globais e aplicações de inteligência artificial

A ideia da China é integrar tudo isso em escala, física e digital para obter o melhor em termos de:

• rapidez de execução,

• de produtividade e

• de oportunidade de negócios.

Entre os projetos mais avançados destacam-se os seguintes:

• o trem autônomo mais rápido do mundo, que, nos Jogos Olímpicos de inverno de Pequim 2022, vai ligar os 175 quilómetros entre a capital e as pistas de esqui em apenas 45 minutos.

• um trem de levitação magnética testado a 620 km/h;
• uma rede de cerca de 50 centrais nucleares e uma dúzia em construção, incluindo duas RPE já em funcionamento;

• um parque fotovoltaico que representa quase 35% do total mundial, muito à frente dos Estados Unidos, Japão ou Alemanha;

Tudo isso constitui uma forma de mostrar ao resto do mundo que o país é mais do que nunca capaz de ultrapassar os seus próprios recordes.

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