Banda Larga impacta vida familiar

25/10/2013 - Estudo da Ericsson quantifica o impacto da velocidadeda banda larga no orçamento familiar, mostrando que o aumento de 4 para 8 Mbps eleva renda familiar em US$ 120 ao mês nos países participantes da Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD). No trio de países emergentes – Brasil, Índia e China (BIC) – o aumento de 0,5 para 4 Mbps eleva em US$ 46 mensais o orçamento familiar.

O estudo da Ericsson, feito em parceria com a consultoria Arthur D. Little e com a Universidade de Tecnologia Chalmers, focaliza seus objetivos no nível de renda doméstico (microeconomia) e revela limites para o aumento mínimo necessário de velocidade para proporcionar estatisticamente um impacto financeiro significativo no orçamento familiar. Esses limites são diferentes para os BICs e o países da Organização para a Cooperação Econômica e o Desenvolvimento, entidade internacional que integra 34 países.


Foram encontrados níveis de retorno maiores na economia dos países da OECD, o que reforça a ideia de que os ganhos provenientes da banda larga aumenta se serviços avançados estão disponíveis.


Os pontos fundamentais, após o controle dos fatores que influenciam a renda (como idade, sexo/gênero, nível educacional, tamanho da residência, habilidades e tipo de profissão) são:


• A renda média familiar aumenta em US$ 120 ao mês com o aumento da velocidade de banda larga de 4 para 8 Mbps, nos países da OECD

• Os lares nos BIC aumentam sua renda em US$ 46 mensais ao elevar a velocidade de 0.5 para 4 Mbps

André Gildin da Ericsson, diz: "Os resultados estão em linha com nosso estudo prévio que quantifica o impacto da velocidade da banda larga no PIB de 33 países, assim como uma série de outros estudos que nós revisamos. Tudo indica que o acesso a banda larga tem um efeito positivo na economia. Nós sabemos que a velocidade importa e essa elevação tem um impacto positivo. Mas mostrarmos isso quantitativamente utilizando grandes amostras de dados, tanto na economia dos países da OCDE quanto no BIC, até mesmo no nível familiar, reforça nossa comunicação".


Martin Glaumann, sócio da Arthur D. Little diz: "A evidência está baseada na velocidade de banda larga como um fator de crescimento da economia. Mesmo em muitos países, não somente na União Européia, medidas regulatórias estão atrasando o potencial total de crescimento. Os reguladores precisam repensar e reorganizar a banda larga de alta velocidade como uma prioridade nacional para os países do BIC. A banda larga fornece às famílias meios de melhorar sua produtividade por meio de e-learnings e serviços de negócios, e também de obter acessos a novos locais de consumo".


Erik Bohlin, professor da Universidade de Tecnologia Chalmers diz: "Este é um dos primeiros estudos que tratam dos impactos da velocidade da banda larga na renda familiar. Baseada em um rigoroso método científico e em dados abrangentes, o estudo pode mostrar como o aumento da velocidade de banda larga pode elevar a renda familiar, que tem um número importante de implicações políticas e estratégicas".


Há diversas fontes para este estudo, incluindo os dados provenientes de pesquisa de 2010 do ConsumerLab da Ericsson, com a participação de mais de 19 mil residências de 9 países do OECD (Reino Unido, França, Alemanha, Espanha, Itália, Espanha, Suécia, Japão e Estados Unidos), assim como Brasil, Índia e China.


*Todos os resultados foram ajustados para a Paridade do Poder de Compra, do inglês Purchasing Power Parity (PPP), para refletir o nível absoluto de retorno.

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