Banda larga: 42,6 milhões

ITE_010C.jpg14/05/2013 - A Cisco do Brasil divulga hoje a nova edição do Barômetro Banda Larga 2.0 com uma análise das conexões fixas e móveis do País até dezembro de 2012 e uma projeção para a internet para os próximos cinco anos.

No ano passado, o Brasil alcançou um total de 25,8 milhões de conexões de banda larga, um crescimento de 18,6% em relação a 2011. Em 2017, o País deve superar 42,6 milhões de conexões.

O Barômetro Cisco aponta que a banda larga 2.0 (acima de 2 Megabits por segundo ou Mbps) cresceu 13,4% nos últimos seis meses do ano, enquanto a chamada Banda Larga 1.0, de 128 quilobits por segundo (Kbps) a 2 Mbps, teve uma leve diminuição, refletindo uma migração do consumidor para conexões com velocidades maiores.

O estudo, conduzido pela consultoria IDC na América Latina, apontou elevação de 9,1% nas conexões fixas nos últimos seis meses de 2012, enquanto as móveis cresceram em um ritmo de 10,6% no mesmo período. A crescente demanda de aplicativos e conteúdos on-line fez com que as duas modalidades (fixo e móvel) crescessem em taxas similares entre julho e dezembro de 2012.

No Brasil já existem 35 conexões móveis para cada 100 fixas. O Barômetro considera tanto o acesso móvel, quanto as conexões para PC e via modem, sem incluir navegação por celular e smartphone.

As conexões de banda larga fixa atendem a 9,7% da população com presença em 32,5% dos lares brasileiros. A chamada banda larga 2.0 (com velocidades de 2 Mbps ou mais) superou 10,98 milhões de conexões, o que significa uma penetração de 5,6% por cada 100 habitantes. Já as assinaturas móveis superaram 6,7 milhões ou 3,4% da população.

Durante o último semestre de 2012 houve uma migração de consumidores para planos de banda larga com velocidades maiores. A Banda Larga 2.0 cresceu 13,4% no período enquanto a chamada Banda Larga 1.0, de 128 Kbps a 2 Mbps, teve uma leve diminuição, de 2,2%. No final do ano passado, 57,6% das conexões de banda larga fixa eram 2.0, sendo que 42,2% eram de 10 Mbps ou mais.

A crescente demanda de aplicativos mais "exigentes" em termos de consumo de comunicações, como vídeo de alta definição, e o aumento da utilização de aplicativos baseados na nuvem, junto com uma crescente oferta de banda por parte dos provedores, principalmente nas cidades mais importantes do país, vêm gerando a queda de conexões 1.0 em favor das 2.0 e, em consequência, um incremento na velocidade média do Brasil. A velocidade média cresceu em 346 Kpbs no último semestre de 2012 e 606 Kbps no último ano, chegando a 4,68 Mbps em dezembro de 2012.

Para 2017 o estudo prevê que a Banda Larga 2.0 represente 73,5% das conexões fixas, enquanto os acessos móveis devem representar 31% do total de conexões. A contínua oferta de maior banda contribuirá positivamente com esse fator.

"A cada edição, o Barômetro 2.0 comprova o aumento da demanda por banda larga de alta velociade no Brasil e confirma a importância de investimentos em infraestrutura de telecomunicações para promover ganhos reais de produtividade, via maior planejamento da inclusão digital, com consequentes reflexos na qualidade de vida da população e atendimento das novas necessidades dos consumidores", destaca Anderson André, diretor de Operadoras da Cisco do Brasil.

Destaques do estudo:

• As conexões xDSL continuam dominando o mercado, representando 63,7% das conexões fixas, com crescimento de 12,8% entre julho e dezembro de 2012.

• As conexões por cabo estão em segundo lugar na preferência dos consumidores, representando 31,1% das conexões fixas.

• As conexões xDSL e cabo, que representam 94,8% do total, devem continuar a dominar o mercado nos próximos anos, embora haja um bom crescimento de outras tecnologias mais avançadas como fibra.

• Entre as conexões móveis, as assinaturas de 3G cresceram 18,7% no ano de 2012, superando 6,7 milhões em dezembro de 2012.

• Com relação ao preço, a exemplo do primeiro semestre de 2012, as operadoras concentraram as ofertas nas velocidades intermediárias (2 Mbps) e superiores (acima de 5 Mbps), sendo R$ 63 o valor médio mensal por acesso.

• A implantação do 4G no País, com início nas cidades-sede da Copa das Confederações (Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Salvador, Recife e Rio de Janeiro) deve impactar no crescimento da base de banda larga móvel e pacotes de dados devido à maior qualidade na oferta de serviços.

• O estudo também destaca que as recentes regulamentações do setor devem contribuir para a inserção de novos competidores, fomentando o mercado de pacotes Triple Play (Internet, telefone e TV) no país, contribuindo assim para o aumento da penetração de banda larga.

• Outro fator que tem contribuído para o avanço da banda larga no Brasil é a mudança de perfil de uso da Internet, impulsionada pelo desejo de uma melhor navegação, pela expansão do B2C na web e também pela popularização de conteúdo e mídias sociais.
O que é o Barômetro Cisco
O estudo Barômetro Cisco de Banda Larga 2.0 tem como objetivo posicionar a importância da banda larga para o desenvolvimento da América Latina e discutir a necessidade de uma infraestrutura adequada. Além do Brasil, o Barômetro 2.0 também é realizado na Argentina, Chile e Colômbia. A Cisco contrata o estudo à consultoria independente IDC, assim como todas as iniciativas necessárias para difundir esta informação. Dessa forma, a opinião pública pode ter uma informação confiável e segmentada sobre o desenvolvimento da banda larga e comparar os resultados com outros países da América Latina.

Por Ethevaldo Siqueira

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