NASA quer levar a internet a todo o planeta

Ethevaldo Siqueira, com notícia da NASA (29-10-2020)

A NASA estuda um novo projeto de levar a internet a todo o planeta via satélite. O conceito de fornecer acesso à Internet através de satélites não é novo, há várias empresas que atuam nesse mercado, mas as desvantagens são imensas. Os links são caros e lentos, com limitação de banda trafegada e principalmente, uma latência muito elevada, conforme previu o cientista Albert Einstein.

O problema é que esses serviços usam satélites geoestacionários, na chamada Órbita de Clarke, na altura do Equador, a 35.786 km de altitude. Nessa altitude um satélite leva 23h 56m 4s para completar uma órbita, que por acaso é o mesmo tempo que o planeta leva para girar em torno de seu eixo (tempo que é arredondado para 24 horas). Assim o satélite parece estar parado fixo em relação a um ponto no solo.

Outro aspecto negativo da questão é que a velocidade da luz é finita, e relativamene lenta. Então mesmo desconsiderando tempo de processamento, um sinal enviado ao satélite e retransmitido de volta para o mesmo ponto na Terra terá que percorrer 71.572Km.

Essa ida e volta do sinal tecnicamente tem o nome de ping — uma constante para testar a conectividade entre equipamentos. Na velocidade da luz esse percurso leva 238,7ms. Na prática, o ping dos serviços de satélite fica na casa de 600 ms (milissegundos). Esse é um atraso muito grande, que inviabiliza jogos, controles de drones, telecirurgias e vários outros usos.

Na realidade, ping é um comando disponível praticamente em todos os sistemas operacionais. Seu funcionamento consiste no envio de pacotes para o equipamento de destino e aguarda o retorno do sinal, ou "escuta" das respostas.

A vantagem é a grande cobertura do sistema via satélite, visto que um satélite sozinho consegue cobrir um hemisfério inteiro.

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