Aumenta ataques de ransomware a cidades em 2019

ransomware_kasper_3.jpg12/12/2019 - Segundo especialistas em segurança da Kaspersky, 2019 foi "o ano dos ataques de ransomware aos municípios". Os pesquisadores da empresa observaram que pelo menos 174 instituições municipais, com mais de 3.000 suborganizações, foram atacadas por ransomware no último ano. Isso representa um aumento de pelo menos 60% em relação ao número de 2018. Embora as demandas dos grupos responsáveis variem, elas podem chegar a US$ 5 milhões, estima-se que os custos e prejuízos reais sofridos com estes ataques foram ainda maiores. Estas são alguns dos principais destaques do Boletim de Segurança 2019 da Kaspersky: História do Ano.

O ransomware é um grande problema para o setor corporativo e empresas em todo o mundo há muitos anos. Como se não fosse suficiente, em 2019 houve uma evolução rápida de uma tendência antiga, na qual organizações municipais foram visadas por cibercriminosos. Os pesquisadores da Kaspersky também notaram que, embora esses alvos tenham menos predisposição a pagar um resgate alto, eles tendem a aceitar as demandas dos cibercriminosos. O bloqueio de serviços municipais afeta diretamente o bem-estar dos cidadãos e resulta não apenas em prejuízos financeiros, mas também em outras consequências com importância social.

A julgar pelas informações disponíveis, os valores dos resgates variam entre US$ 5 mil e US$ 5 milhões, com uma média de US$ 1.032.460,00. Os pesquisadores observaram que esses números não representam os custos finais de um ataque já que as consequências a longo prazo são muito mais devastadoras.

"É preciso lembrar sempre que o pagamento do resgate é uma solução à curto prazo que incentiva os criminosos e os financia para que voltem a atacar. Além disso, quando uma cidade é atacada, toda sua infraestrutura é comprometida, o que requer uma investigação do incidente e uma auditoria detalhada. Inevitavelmente, isso gera custos que vão além do resgate. Ao mesmo tempo, de acordo com nossas observações, às vezes, as cidades podem se dispor a pagar porque normalmente os riscos cibernéticos estão cobertos por seguros e orçamentos alocados para resposta a incidentes. No entanto, a melhor abordagem seria também investir em medidas preventivas, como o uso de soluções de segurança e backup comprovadamente eficientes, além da realização regular de auditorias de segurança", afirma Fedor Sinitsyn, pesquisador de segurança da Kaspersky. "Embora a tendência de ataques sobre os municípios esteja crescendo, ela pode ser evitada na origem ajustando a abordagem de cibersegurança e, mais importante, recusando qualquer pagamento de resgates e divulgando essa decisão como uma declaração oficial."

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