Pesquisa analisa e mapeia ataques massivos de DDoS

cloud_ddos.jpg07/02/2019 – Servidores cloud hospedam quase meio milhão de armas para ataques DDoS. Dispositivos e aplicações podem ser usados em ataques massivos

A10 Networks, fornecedora de soluções de segurança cibernética inteligentes e automatizadas, divulga os dados de sua pesquisa sobre segurança intitulada “The State of DDoS Weapons” (O estado das armas DDoS). Os resultados do estudo mostraram as  análises e mapeamento das vulnerabilidades no mundo no último trimestre do ano passado e registrou 22,811,159 armas de DDoS.

Os ataques DDoS estão crescendo em frequência, intensidade e sofisticação. E, embora eles sejam distribuídos globalmente, a pesquisa descobriu dados interessantes sobre a suas origens e fontes. As maiores concentrações de ataques ocorrem em países com grande densidade populacional. A China ocupa o primeiro lugar do ranking, com 4,347,660 ataques, seguida pelos Estados Unidos da América (3,010,039), Itália (900,584), Rússia (864,414), Coréia do Sul (729,842), Alemanha (507,162) e Índia (506,373).  

O estudo também identificou 467,040 armas de DDoS hospedadas em servidores cloud. Com a adoção desta tecnologia em larga escala e com o impacto da mobilidade na entrega de aplicações, as armas também estão evoluindo com o resto da indústria.

Desde o advento da internet, foi preciso pouco mais de 25 anos para conectar 55% da população mundial, numa taxa de 4,6 pessoas por segundo. Número baixo se comparado com a quantidade de dispositivos conectados por segundo: 127. E isso está aumentando a medida que novas tecnologias surgem, como a Internet das Coisas (IoT), e a nova era de conexão 5G.

“O 5G vai expandir drasticamente os ataques nas redes, uma vez que esta tecnologia permite mais velocidade e latência ultrabaixa, possibilitando assim uma infinidade de novos casos de uso de IoT e crescimento exponencial de dispositivos conectados. Por outro lado, o 5G, juntamente com a inteligência artificial, serão essenciais na detecção e mitigação de ameaças”, afirma Ivan Marzariolli, country manager da A10 Networks.

Os maiores ataques DDoS são os de reflexão/amplificação. Essa técnica explora falhas nos protocolos DNS, NTP, SNMP, SSDP e outros protocolos para maximizar a escala dos ataques. E, de novo, China e Estados Unidos reúnem os maiores números de ataques. Nos ataques a protocolos de DNS, os EUA ocupam o primeiro lugar, com 1,401,407, seguidos pela China, com 885,625. Eles também ocupam o primeiro lugar nos ataques NTP (EUA – 1,302,440 e China – 1,202,017) e CLDPA (EUA - 1,233,398 e China 265,816).

Por meio das pesquisas, a A10 Networks registra e enumera os ataques DDoS para prevenir e bloquear ataques de maneira eficiente. “É impossível entender completamente a motivação ou o timing dos ataques DDoS. No entanto, é possível ter um inventário das armas e redes comprometidas. A A10 Networks Threat Intelligence fornece dados de defesa primordiais que ajudam a entender melhor a situação dos DDoS permitindo assim uma defesa proativa, que age antes dos ataques acontecem.”, explica Rich Groves, diretor de pesquisa de segurança da A10 Networks.

 

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Dia Internacional da Internet Segura: dicas para idosos

internet_segura.jpg04/02/2019 - Aproveitando o Dia Internacional da Internet Segura – 5 de fevereiro, a UPX Technologies alerta que, cada vez mais a parcela de idosos da população tem utilizado as novas tecnologias e o acesso à internet. Segundo estudo mais recente do IBGE, o aumento no número de internautas com mais de 60 anos foi de 25,9%, totalizando um crescimento de 2,3 milhões de usuários desse grupo.

A internet oferece muitas facilidades, ferramentas de trabalho e estudo, informação, entretenimento e oportunidades, mas também deixa os usuários expostos a diversas ameaças. Por isso, é importante estar sempre atento a alguns cuidados e comportamentos para não cair nas armadilhas virtuais e aproveitar de maneira segura o mundo digital.

"Apesar de os jovens aderirem mais facilmente às tecnologias, as facilidades para o uso dessas ferramentas estão ampliando sua disseminação para todas as idades. Entretanto, pessoas que nasceram antes da internet e estão dando os primeiros passos em direção à era digital estão mais vulneráveis aos riscos do ambiente virtual, sendo consideradas alvos fáceis para os criminosos", afirma Bruno Prado, CEO e fundador da UPX Technologies.

Veja alguns pontos de atenção na utilização de dispositivos conectados à internet por idosos:

E-mails phishing: Muitos hackers enviam e-mails falsos para acessar dados pessoais ou bancários dos usuários, são os chamados e-mails phishing. Os criminosos enviam um e-mail que parece legítimo, como uma falsa notificação de banco, por exemplo, com o objetivo de fazer o usuário clicar em links de sites maliciosos que pedem dados pessoais como nome, CPF, endereço, entre outros.

Não compartilhar informações pessoais: Com acesso às informações pessoais do usuário, os criminosos podem enviar mensagens, fazer compras, acessar dados bancários ou criar perfis falsos nas redes sociais. Por isso, é importante evitar ao máximo compartilhar senhas, informações de login, conta bancária e número de cartão de crédito em sites que não tenham certificado de segurança (cadeado na barra de endereço) ou em links desconhecidos enviados por e-mail. Ao fazer compras online, recomenda-se optar por e-commerces com boa reputação.

Utilizar os controles de privacidade: Nas redes sociais e nos aplicativos instalados no celular, como Facebook, Whatsapp, Instagram, existem ferramentas para proteger a privacidade do perfil. Dessa maneira, os internautas podem evitar que pessoas desconhecidas ou mal-intencionadas vejam informações pessoais, locais que frequenta, fotos, posts e compartilhamentos. Também é recomendado cobrir os componentes de áudio e vídeo com uma fita adesiva ou com um papel quando não estiverem em uso, pois muitos hackers conseguem acessar esses dispositivos com o objetivo de espionar os usuários.

Proteger-se contra os vírus: Pesquisar sobre programas que podem ser utilizados para proteger o computador e mantê-los sempre atualizados, novos vírus surgem diariamente com o objetivo coletar dados, infectar dispositivos e deixá-los vulneráveis para ataques.

Programas e aplicativos: Evitar instalar aplicativos ou programas piratas nos dispositivos, pois eles geralmente já vêm infectados por vírus e, além disso, muitos criminosos utilizam apps falsos para acessar as informações pessoais dos usuários como e-mails, senhas etc.

Pedir ajuda aos parentes: Quando um idoso tem dúvida de como agir em determinada situação na internet, o mais indicado é procurar auxílio de um parente próximo que tenha maior conhecimento em Segurança na Internet.

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Phishing ainda é a forma mais comum de ciberataque

phishing-scam3.jpg28/01/2019 - Segundo o relatório The Fraud Beat 2018, divulgado pela Cyxtera, 90% dos executivos de segurança cibernética foram alvos de ataques nos últimos dois anos

A ameaça nunca foi tão grande: os ciberataques têm alcançado um nível de complexidade e inovação jamais visto. Os hackers dispõem de recursos poderosos que permitem esquemas de fraude cada vez mais sofisticados e difíceis de ser identificados. As informações são do relatório The Fraud Beat 2018, publicado pela Cyxtera, multinacional dedicada à detecção e prevenção de fraudes eletrônicas em todos os dispositivos, canais e serviços na nuvem, e que já avaliou mais de 32 bilhões de conexões globais em busca de ameaças.

“Neste cenário, para estar à frente dos criminosos e proteger seus recursos, as organizações devem se informar sobre as últimas tendências e adotar defesas robustas e em camadas, capazes de afastar até as ameaças mais sofisticadas”, explica Ricardo Villadiego, diretor de Segurança da empresa.

A partir dos dados constatados pelo relatório, a Cyxtera avaliou as ameaças cibernéticas mais recentes e avançadas, fornecendo orientações sobre como as empresas podem se proteger delas. As principais conclusões do Fraude Beat 2018 incluem:

1. O phishing continua sendo a forma mais comum de ataque: 90% dos executivos de segurança cibernética relataram que foram alvo de ataques cibernéticos entre 2017 e 2018;

2. O ransomware disparou 229% desde 2017 e estima-se que este tipo de ataque causará mais de US $ 11,5 bilhões em perdas;

3. Os Trojans bancários estão evoluindo a uma velocidade incrível e ganhando novos recursos perigosos, que possibilitam que circulem livremente, sem serem detectados. Um trojan é capaz de bloquear os computadores da vítima, imitando os ataques de ransomware;

4. As redes sociais continuam absurdamente difundidas. Com mais de 3 bilhões de pessoas em todo o mundo acessando essas plataformas todos os dias, os invasores têm uma infinidade de vítimas em potencial, que podem ser enganadas em esquemas de falsificação de marca e engenharia social;

5. As violações de dados não são novidade, mas isso não significa que elas não estejam causando estragos no cenário da fraude. Nos últimos dois anos, houve mais de 1.300 violações de dados relatadas publicamente, totalizando quase 3 bilhões de dados expostos;

6. A Inteligência Artificial (IA), uma ferramenta incrivelmente poderosa no combate a fraudes, também representa uma ameaça sofisticada à segurança futura. À medida em que os cibercriminosos começam a adaptar a IA aos seus próprios objetivos nefastos, eles podem aumentar a eficiência de seus ataques em até 3.000%;

7. Hacking eleitoral, em que os fraudadores, muitas vezes ligados a Estados, usam estratégias cibernéticas para interferir nas eleições. Esses invasores usam várias táticas, como spearphishing e hacking de redes tradicionais, para interromper processos democráticos.

“Não existe uma solução mágica e única que detenha esses ataques. É necessário que as empresas invistam em uma estrutura de segurança flexível e com várias camadas para se protegerem contra o maior número de ameaças”, finaliza Villadiego.

Para ler o relatório The Fraud Beat 2018 completo, acesse: https://info.easysol.net/fraud-beat-2018/

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Comportamento do consumidor online em 2018

consumidor.jpg21/01/2019 - As expectativas de crescimento nas venda on-line se confirmaram. 2018 foi um ano de superação para os marketplaces, indicam os números do relatório "O Comportamento do consumidor online 2018", desenvolvido em uma parceria entre Social Miner, ANYMARKET, um hub para integração com marketplaces, criado e desenvolvido pela DB1 Global Software para atender ao universo e-commerce, além de Vindi e Neoassist. O estudo também apresenta dicas de como aproveitar o relacionamento com os consumidores e aumentar as vendas neste ano.

De acordo com Rodolfo Helmbrecht, gerente de Pré-Vendas e desenvolvimento de novos negócios da DB1 Global Software para o ANYMARKET, "as expectativas para o e-commerce no ano passado eram altas, em torno de 15% em relação a 2017, mas as vendas surpreenderam, principalmente no segundo semestre. Para 2019, esperamos um mercado bastante aquecido para as vendas online, com muitas oportunidades para marketplaces e varejistas, que poderão se preparar com antecedência e desenvolverem uma estratégia de vendas diferenciada", comenta.

O mês de novembro e a Black Friday continuam sendo as estrelas do comércio online. Puxado pela data especial, (1,88% do volume total de visitas do ano, 6,5 vezes maior que o registrado na segunda data comercial com maior representatividade de tráfego: 15 de março, Dia do Consumidor) o segundo semestre concentrou os maiores números de vendas para os e-commerces totalizando 60,45% contra 39,55% nos primeiros seis meses do ano. E é bom lembrar que, além das vendas, a Black Friday concentra um grande número de visitantes que efetuam compras nos meses seguintes.

A categoria de eletrônicos foi a que apresentou ticket médio mais alto. O ticket médio geral, do ano de 2018, é de R$378,45. Eletrônicos atingem preço médio de R$1.000,00 quando divididos em categorias de mercado. Há espaço para crescimento em várias categorias, como moda (R$ 319,60 de ticket médio) e beleza e saúde (R$ 143,20).

A maioria dos consumidores online compra utilizando um desktop (76%). Há espaço para otimização das transações via mobile (24%), e o cartão de crédito foi a maneira escolhida por 89,88% dos consumidores, e 91,20% deles resolveu pagar à vista. Pedidos com ticket médio maior tendem a ser parcelados, a maioria em 3,6 e 12 vezes.

Embora ainda lidere a lista de chamados em cada canal dentro das plataformas, o e-mail (53,9%) perdeu espaço para o chat (29,73%) e para o chatbot (3,02%). O atendimento por telefone ainda representa 12,05% do total de chamados.

Conhecendo o comportamento do consumidor ao longo do último ano, fica ainda mais evidente como investir em engajamento e relacionamento com o público garante uma melhor performance em vendas.

Uma das primeiras conclusões é que é preciso entender cada vez mais a jornada do consumidor em cada evento do mercado. Black Friday (novembro) e Dia do Consumidor (março) lideram as vendas, mas no Dia dos Namorados, por exemplo, homens e mulheres mudam o perfil das categorias que compram. Já no Dia das Crianças, os e-commerces de nicho podem aproveitar para vender para os adultos que cedem ao desejo de se presentear também.

 

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Quem comandará a próxima geração da Internet?

internet_1.jpg*Por Omarson Costa
21/01/2019 - A briga, que está sendo travada entre Estados Unidos e China, é pelo comando da próxima geração da Internet e das novas tecnologias que serão determinantes na disputa pelo posto de maior potência mundial

A Segunda Guerra Mundial teve um personagem decisivo no combate ao exército alemão: o matemático considerado o pai da computação Alan Turing, um jovem aluno da Universidade de Cambridge que foi recrutado pela agência de inteligência britânica MI6 para decifrar as mensagens criptografadas transmitidas pelo Enigma, um equipamento semelhante a uma máquina de escrever que era utilizado pelos alemães para transmitir informações confidenciais sobre as estratégias de combate.

Junto com a cientista Joan Clarke, Turing conseguiu ‘hackear’ o sistema nazista, permitindo descobrir antecipadamente o local e datas dos próximos ataques do inimigo, coordenadas que foram determinantes para os aliados se prepararem para os combates e colocarem um ponto final nos horrores da guerra.

A história de Turing, contada no filme “O Jogo da Imitação”, de 2014, estrelado por Benedict Cumberbatch no papel do criptoanalista, explica porque o domínio da Internet e das telecomunicações se tornou tão estratégico para vencer a próxima guerra, que, ao invés de ser travada nas trincheiras, provavelmente terá como cenário, já está tendo na verdade, o mundo cibernético.

A razão é clarividente: na próxima geração da Web, da Internet das Coisas, tudo estará conectado e seremos cada vez mais dependentes da nuvem e das redes de comunicação para manter rodando um país, uma economia online.

Minuto de reflexão

E se um ataque cibernético chinês conseguisse infectar o sistema financeiro americano? Já pensou o que aconteceria caso o presidente Xi Jinping autorizasse a invasão de sistemas de serviços essenciais, como energia, transportes, saúde, telefonia e a própria Internet, deixando seus inimigos completamente “fora do ar”?

Cabe sublinhar, as notícias sobre violações de bancos de dados e espionagem são cada vez mais recorrentes, evidenciando os grandes riscos a que todos nós, de políticos a cidadãos comuns, estamos sendo expostos para garantir a preservação da privacidade, o que, todos sabemos, se tornou mera ilusão.

Para além do aumento das taxas de importação de bens de consumo e insumos, questão em torno da qual os 2 países vêm negociando uma trégua, a guerra comercial entre Estados Unidos e China está sendo travada em torno da liderança do mercado global de tecnologia. A briga, que está só começando, é pelo comando da próxima geração da Internet e das novas tecnologias que serão determinantes na disputa pelo posto de maior potência mundial, como a Inteligência Artificial e as redes de transmissão de dados em altíssima velocidade que vão suportar a Internet das Coisas.

E a questão da segurança nacional é apenas uma das que está em jogo nesta batalha. Trata-se não somente de uma disputa para equilibrar a balança comercial. O embate é para decidir quem vai continuar pilotando a nave da economia mundial nas próximas décadas, séculos.

Episódios recentes foram identificados como claros indicativos das ações do governo americano contra o avanço da Ásia, particularmente da China, no setor de tecnologia, como o veto do presidente Trump para venda da Qualcomm para Broadcom, de Cingapura; e a prisão da executiva Meng Wanzhou, Chief Financial Officer da Huawei, sob a acusação de violar sanções à transferência de tecnologia americana para o Irã.

A poderosa fabricante de smartphones e de redes de infraestrutura poderá ter seus planos de se tornar uma das principais empresas do mundo no desenvolvimento de redes 5G ameaçados por conta das restrições impostas pelos Estados Unidos e seus aliados para fechar negócios com a companhia chinesa de telecom. Países como Austrália, Nova Zelândia e Reino Unido já decidiram banir o uso de equipamentos da Huawei na construção das redes 5G. A ZTE, outra grande empresa de telecom chinesa, foi multada no ano passado em US$ 1 bilhão por desrespeitar regras de mercado.

Até aqui os Estados Unidos foram os donos da bola. O Vale do Silício foi o berço das tecnologias que nos trouxeram onde estamos. Microsoft e Apple, Gates e Jobs, criaram o alicerce das indústrias de hardware e software (PCs, smartphones, sistemas operacionais e aplicativos), enquanto a China acabou se tornando o centro mundial de fabricação de equipamentos (hardware) das empresas americanas.

A invenção da Internet deu à luz uma nova indústria de serviços digitais criados pelas gigantes da tecnologia que revolucionaram nossas vidas para sempre e nos modificaram geneticamente, transformando a raça humana em “homo digitalis”. Com isso, basicamente tudo que fazemos on-line passa atualmente (de uma forma ou de outra) por um servidor de uma empresa americana que, ao final do dia, sabe tudo sobre nós.

Mas o jogo vem mudando rapidamente nos últimos anos com os pesados incentivos do governo chinês ao desenvolvimento de tecnologias em diversas áreas e, em paralelo, a restrição ao acesso a Internet mundial. A proibição imposta por Jinping acabou por fortalecer a indústria digital local. Hoje, 9 das maiores empresas de tecnologia do mundo são chinesas e as demais são todas americanas, sendo 3 asiáticas entre as Top 10, de acordo com o último estudo Internet Trends 2018 da Mary Meekers – Alibaba (6a), Tencent (7a), Ant Financial (9a), Baidu (13a), Xiaomi (14a), Didi Chuxing (16a), JD.com (17a), Meituan-Dianping (19a) e Toutiao (20a).

O Grande Firewall Chinês criou uma muralha que impede a entrada das gigantes americanas e de outros países, o que obrigou a audiência chinesa de (respirem!) 800 milhões de usuários de Internet, 98% deles mobile users, a acessar exclusivamente os serviços das empresas nacionais que se tornaram copycats das gringas. Para ter uma ideia do que esta massa de consumidores representa, o mercado de mobile payment chinês é estimado em US$ 15,4 trilhões (sim, trilhões) e é 40 vezes maior que o americano.

O Alibaba, com 617 milhões de usuários mobile por mês e avaliado em US$ 509 bilhões, é o concorrente chinês da Amazon (US$ 783 bilhões). A Tencent, que já chegou a atingir valor de mercado de US$ 550 bilhões (hoje em US$ 483 bilhões), é o Facebook (US$ 538 bilhões) dos chineses e tem como seu grande trunfo o app de mensagens WeChat, o WhatsApp do Oriente com mais de 1 bilhão de usuários.

O buscador Baidu, com valuation de US$ 84 bilhões, decolou com a saída do Google (US$ 739 bilhões) do território chinês em 2010. A Xiaomi, avaliada em US$ 75 bilhões, é a Apple (US$ 924 bilhões) chinesa com 92 milhões de celulares vendidos em 2017. Há muitas outras fabricantes de smartphones da China, vale o parêntese, que vêm tirando o sono das grandes fabricantes de celulares, como a própria Huawei, a Oppo e a Vivo. A Didi, com valuation de US$ 56 bilhões, é o competidor do Uber (US$ 72 bilhões). A iQiyi, com valor de mercado de US$ 12.7 bilhões, é a Netflix chinesa (US$ 152 bilhões).

Há outras empresas de destaque fora da lista das 20 maiores, como a ByteDance, avaliada em US$ 75 bilhões, uma plataforma de social media que já vem, inclusive, ganhando tração no mercado americano com seu app de video curto TikTok.

Alguém tem dúvida de que o plano dos chineses é conquistar novos mercados no mundo e tornar estas empresas globais, como já vêm, de fato, tentando?

Não é por acaso que elas já têm escritórios instalados no Vale do Silício e em outros grandes centros mundiais de tecnologia. Os Estados Unidos sabem que quanto mais fecharem o ecossistema de negócios americano mais irão sufocar os chineses, impedindo que avancem sobre o novo mundo e encerrando o confortável reinado de Tio Sam na economia digital.

O governo americano e os congressistas estão bem preocupados com a ameaça tecnológica chinesa. Dois senadores, Mark Warner, um democrata da Virginia, e Marco Rubio, republicano da Flórida, propuseram recentemente uma lei para garantir maior segurança aos Estados Unidos. Na mira estão produtos estrangeiros, especialmente os chineses fabricados por Huawei e ZTE.

“Está claro que a China está determinada em usar todas as ferramentas do seu arsenal para superar os Estados Unidos tecnologicamente e dominar o país economicamente”, escreveu Warner em comunicado. “A China continua a conduzir uma ação coordenada para assaltar a propriedade intelectual e os negócios americanos e as redes de informação do Governo com o total apoio do partido comunista chinês. Os Estados Unidos precisam de uma ação mais organizada para endereçar estas ameaças e garantir uma melhor proteção da tecnologia americana”, emendou Rubio.

Entre 1991 e 2016 o governo chinês multiplicou por 30 os investimentos em pesquisa e desenvolvimento, ultrapassando o volume aplicado no Japão desde 2009, e a expectativa do Organization for Economic Cooperation and Development prevê que o País irá superar os Estados Unidos neste ano de 2019.

A ambição dos chineses vai muito além, incluindo se tornarem os líderes mundiais em inteligência artificial em 2030. O presidente russo Vladimir Putin já acendeu o alerta: o país que liderar a IA será o dono do mundo. E a China sabe disso. O país também quer estar entre os 5 maiores países no desenvolvimento e registro de patentes já no próximo ano e garantir uma posição de destaque em áreas como biotecnologia, nanotecnologia e medicamentos.

Na Guerra Fria do Século XXI, o foco do país não está apenas na internet e em telecomunicações. Os orientais vêm conquistando notoriedade também em outras áreas no mercado de tecnologia. No setor automotivo, o plano é que 70% da produção local seja de veículos híbridos e elétricos até 2025 e atualmente já há mais de 200 mil pontos públicos de recarga espalhados pelo País, tornando o país o líder mundial em carros elétricos.

Na indústria de semicondutores, a China é de longe a maior compradora de chips de computadores, com um consumo aproximado de 60% do mercado global, estimado em US$ 354 bilhões em 2015, mas ainda perde a posição de maior fabricante mundial para os Estados Unidos. Os chineses tiveram duas tentativas frustradas pelo governo americano de investir em companhias do setor e o governo chinês decidiu direcionar US$ 22 bilhões para empresa Tsinghua Unigroup ajudar na construção da primeira fábrica de chips da China.

No campo da Internet, a tendência é que os Estados Unidos continuem controlando os servidores e as maiores redes de comunicação do planeta e, quem sabe até, dar um salto gigantesco quando a SpaceX, empresa de Elon Musk, colocar em órbita os 12 mil satélites da Starlink, um serviço de Internet que irá oferecer acesso em banda larga para qualquer internauta em qualquer lugar do mundo; quem sabe até mesmo na China.

E você? Prefere ter seus dados guardados em Xinjiang, onde cada passo seu é monitorado por milhares de câmeras de segurança, ou na Califórnia por empresas que têm sido constantemente envolvidas em denúncias de vazamento de informações dos usuários? Confiaria mais na China ou nos Estados Unidos para cuidar da sua privacidade?

Sem dúvida, uma escolha difícil.

*Omarson Costa é formado em Análise de Sistemas e Marketing, tem MBA e especialização em Direito em Telecomunicações. Em sua carreira, registra passagens em empresas de telecom, meios de pagamento e Internet

Crédito: Depositphotos

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Não deixe a cibersegurança de fora da sua lista

kasper_2019_2.jpg11/01/2019 - Para muitos, o novo ano oferece a oportunidade de melhorar alguns aspectos e abandonar maus hábitos ou simplesmente estabelecer metas que se pretende alcançar nos próximos 12 meses. Devido à crescente dependência de dispositivos eletrônicos e à pouca preocupação com a proteção dos mesmos, é importante que a adoção de boas práticas e hábitos de cibersegurança estejam presentes dentre as metas para 2019.

Atualmente, os dispositivos armazenam todos os aspectos da vida digital dos usuários. De fotos, vídeos, números de telefone, conversas pessoais, senhas, histórico de pesquisa na web, chamadas e localização dos lugares que foram visitados recentemente. Um comportamento descuidado deixa os dispositivos e as informações vulneráveis às ciberameaças que podem levar à perda de dinheiro e até prejudicar a privacidade. Para se ter uma ideia dos riscos, a empresa registra uma média de 3,7 milhões de ataques de malware por dia e bloqueia 192 mil mensagens de phishing por dia na América Latina.

"Os telefones, PCs e tablets contêm dados confidenciais e, quando o usuário perde ou é roubado, essas informações podem cair em mãos erradas e causar acidentes sérios e reais", alerta Roberto Martínez, analista de segurança da Kaspersky Lab. "É importante que os usuários entendam que a vida digital e a real estão interligadas, assim como a segurança: devemos ter cuidado quando vamos atravessar a rua e também antes de acessar um site ou link desconhecido. A adoção de bons hábitos de cibersegurança para proteger essas informações e nossos dispositivos contra roubo, invasão ou perda, se fazem mais do que necessários e fundamentais."

Aproveitando a temporada em que muitas pessoas estão projetando novas metas, os especialistas da Kaspersky Lab listaram as seguintes resoluções para levar uma vida digital melhor em 2019:

1) Não clique em links: principalmente os recebidos de desconhecidos, nem em links com mensagens suspeitas que foram enviadas por seus amigos via redes sociais, e-mail ou app de mensagens. Nos primeiros dias de 2019, identificamos um golpe disseminado via WhatsApp e Facebook Message que atraiu mais de 675 mil pessoas. De novembro de 2017 a novembro de 2018, a média de ataques diários de phishing no Brasil cresceu 110% quando comparado com o período anterior (novembro/2016 até novembro/2017);

2) Atente-se às suas informações. Saiba o que, e onde estão armazenados seus dados. Isso facilitará a limpeza dos dispositivos e dará tranquilidade para que as informações não sejam perdidas e utilizadas de forma incorreta;

3) Remova todos os aplicativos e arquivos que não são mais utilizados, seja dos dispositivos ou das redes sociais, pois os apps geralmente funcionam em segundo plano, mesmo sem o conhecimento do usuário. Além disso, certifique-se de que os aplicativos que continuarão no dispositivo utilizam criptografia. Ano passado, foi feita uma análise sobre alguns apps pela Kaspersky Lab e foi descoberto que alguns apps transmitem dados de usuários sem criptografia, usando um protocolo HTTP não seguro e, portanto, há o risco de expor os dados dos usuários;

4) Atualize os sistemas operacionais e aplicativos. É importante fazer este passo assim que uma nova versão estiver disponível, pois ela será responsável por corrigir possíveis vulnerabilidades que existiam no sistema. Um grande exemplo do quão importante é essa operação, foi o caso WannaCry, em que os cibercriminosos se aproveitaram de uma falha no sistema Windows 10 para realizar o atraque;

5) Altere todas as suas senhas. O início de um novo ano é uma boa oportunidade para alterar as senhas, pois elas devem ser atualizadas regularmente. Na maioria dos casos, os usuários utilizam as mesmas senhas para diferentes sites e o cibercriminoso testará a combinação em todos os serviços e redes sociais mais populares, principalmente quando há casos de vazamento de informações – como os que foram percebidos e divulgados em 2018. Por isso, para evitar confusão na hora de saber qual senha é de qual login, é aconselhável usar um software de gerenciamento como o Kaspersky Password Manager, que gera uma senha exclusiva para cada site e ajuda a lembrar delas sem precisar memorizá-las;

6) Faça backup dos dados. Os backups de segurança oferecem ao usuário a tranquilidade de saber que, se algo acontecer ao seu computador, como a temida tela azul ou um arquivo corrompido, o usuário poderá recuperar esses dados. Além disso, no caso de um ataque de ransomware, que criptografa as informações que exigem um pagamento para descriptografá-los, isso não causaria mais consequências, pois é possível reinstalar o sistema operacional fazendo o upload do último backup;

7) Verifique os controles de segurança nos dispositivos, aplicativos e redes sociais. É preciso analisar as permissões concedidas aos dispositivos e aplicativos e decidir se eles realmente merecem privilégios, como acesso à lista de contatos ou manter um registro dos locais físicos mais visitados, etc. No caso das redes sociais, verifique se as informações compartilhadas são públicas e, se estiverem, use os controles de segurança da plataforma para limitar quem pode acessar o que é postado;

Por isso, é importante que a adoção de boas práticas e hábitos de cibersegurança estejam presentes dentre as metas para este ano.

Para mais informações sobre como melhorar alguns hábitos, acesse: http://securelist.lat.

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