Brasileiros vencem 12 prêmios na Intel ISEF

isef2.jpg18/05/2015 – Os estudantes brasileiros finalistas da maior feira pré-universitária de ciências do mundo, a Intel ISEF (Intel International Science and Engineering Fair), conquistaram quatro prêmios na feira, além de outros prêmios especiais, oferecidos por organizações internacionais que fomentam a ciência no mundo. Com isso, eles voltam para casa com diversos prêmios em dinheiro, somando mais de US$ 19 mil, além de menções honrosas. A feira aconteceu em Pittsburgh, nos Estados Unidos.

O Gordon E. Moore Award, principal prêmio oferecido na feira, foi para o canadense Raymond Wang, de 17 anos, que desenvolveu um sistema que melhora qualidade do ar em cabines de avião em mais 190%. O sistema reduz a inalação da concentração de partículas prejudiciais à saúde em até 55 vezes em comparação com modelos convencionais e pode ser facilmente incorporado nos aviões existentes. Wang recebeu US$ 75 mil pelo prêmio.

Entre os brasileiros, 4 projetos saíram com prêmios distribuídos pela Intel ISEF:

• As estudantes Vitória Müller Gerst e Gabriela Bronca Lopes, da Fundação Liberato em Novo Hamburgo/RS ficaram em 4º lugar na categoria Química e recebem US$ 500 pelo projeto "Obtenção composto de alternativa para uso como detergente na descelularização de órgãos";

• O projeto "SOS seca: semeando vida no semiárido cearense através de sistemas de captação e dessalinização de água de baixo custo" venceu em 4º lugar na categoria Ciências da Terra e Meio Ambiente. As estudantes Maria Vanessa Oliveira Teodósio e Fátima Natanna de Miranda, da Escola Estadual de Educação Profissional Júlio França em Bela Cruz/CE, recebem US$ 500 pelo projeto;

• O projeto "Ação sinergética de antiviral natural", do Estudante Helyson Lucas Bezerra Braz, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará - Campus Limoeiro do Norte/CE, ficou com o 3º lugar na categoria Biomedicina e Ciências da Saúde, conquistando o prêmio de US$ 1 mil;

• O 3º lugar da categoria Bioquímica e Ciências da Saúde, com prêmio US$ 1 mil foi para o projeto "Análise comparativa entre celulose e metal na remoção de ions metálicos do processo de tratamento da água na indústria", estudantes Santiago Maria Calderon Novoa e Diana Marie Sieh, da Escola Americana de Campinas/SP.

"A cada ano, temos visto mais reconhecimento dos projetos brasileiros na Intel ISEF e isso é resultado da crescente qualidade da ciência eles produzem", comenta Fernanda Sato, gerente de Educação da Intel Brasil. "Para a Intel, investir na produção da ciência desde o estudante de nível médio é essencial para prospectar soluções que vão transformar os problemas locais e regionais, mostrando ao mundo que os nossos jovens são inventivos e empreendedores".

Prêmios especiais – Além dos prêmios da feira, diversas organizações que fomentam iniciativas de ciências no mundo ofereceram prêmios adicionais para os finalistas da Intel ISEF. Entre a comitiva brasileira, quatro projetos receberam prêmios em dinheiro e quatro receberam reconhecimento ou menção honrosa:

A U.S. Agency for International Development ofereceu o maior prêmio especial em dinheiro para projetos brasileiros. As estudantes Maria Vanessa Oliveira Teodósio e Fátima Natanna de Miranda, da Escola Estadual de Educação Profissional Júlio França, em Bela Cruz/CE, recebem o valor de US$ 10 mil pelo desenvolvimento de um plano de combate à seca, que visa construir de forma cooperativa sistemas de captação e dessalinização de água de baixo custo com foco em aspectos ambientais, sociais e econômicos.

A estudante Bibiana da Costa Davila, da Fundação Liberato de Novo Hamburgo/RS, conquistou o prêmio Oracle Academy por sua plataforma que auxilia estudantes de séries iniciais do ensino fundamental na produção de textos. O software foi desenvolvido para a web, independe do hardware ou sistema operacional e possibilita maior interatividade entre os usuários. Com o prêmio, Bibiana recebeu US$ 5 mil.

O projeto que obtém um composto alternativo para descelularização de órgãos, das estudantes Vitória Müller Gerst e Gabriela Bronca Lopes, da Fundação Liberato de Novo Hamburgo/RS, conquistou outro prêmio especial, da China Association for Science and Technology, no valor de US$ 1,2 mil. A pesquisa das estudantes consiste na retirada de material genético do órgão doador, a partir de uma solução detergente, e posterior repovoamento com as células do receptor, evitando a rejeição e neutralizando os fatores de riscos da criopreservação.

Três estudantes do Colégio Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul, Pedro Otávio Liberato Rocha, Lucas Moraes e Eduardo da Silva Campos, foram premiados pela American Meteorological Society, e levam US$ 500. Eles desenvolveram um protótipo de miniestação meteorológica, para análises focadas no mercado de agronegócios, utilizando as tecnologias para coletar e formatar dados considerados importantes na produtividade, disponibilizando-os de forma automatizada, de fácil leitura e entendimento a um custo reduzido se comparado a produtos similares.

Entre os destaques por menção honrosa, o estudante Alessandro Hippler Roque, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - Campus Osório, recebeu a distinção da American Statistical Association, com o projeto "Reaproveitamento de subprodutos agroindustriais no desenvolvimento de produto enriquecido com fibras para celíacos". Já o "National Institute on Drug Abuse, National Institutes of Health & the Friends of NIDA", destacou o projeto "Improving the Efficiency of Genome Variants Detection by the Parallelization of Its Computer Process" do estudante Lucas Lopes Cendes, da Escola Americana de Campinas/SP.

Completando os prêmios especiais, a Organização dos Estados Americanos (OEA) destacou 50 finalistas que desenvolveram projetos cujo objetivo é contribuir com o desenvolvimento regional dos respectivos locais de origem dos estudantes. Houve também prêmios de distinção para seis projetos das Américas, dois brasileiros: o termociclador de baixo custo para amplificação de DNA, desenvolvido pelo estudante: Luiz Fernando da Silva Borges, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso do Sul - Campus Aquidauana; e o projeto de fortalecimento da identidade negra e quilombola na cidade de Antônio Cardoso, no interior da Bahia, das estudantes Beatriz de Santana Pereira e Thayná dos Santos Almeida, do Colégio Estadual Antônio Carlos Magalhães.

A lista completa de finalistas está disponível no programa do evento. A Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel 2015 é financiada em conjunto por Intel e Intel Foundation, com prêmios e suporte adicionais de dezenas de outras organizações corporativas, acadêmicas, governamentais e focadas em ciências. Este ano, aproximadamente US$ 4 milhões foram distribuídos como prêmios.

Para saber mais sobre a Society for Science & the Public, visite www.societyforscience.org

 

 

 

 

 

 

 

 

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