O futuro do trabalho é híbrido

Mario Rachid
Diretor Executivo de Soluções Digitais da Embratel
  
Como será o futuro do trabalho? Essa é uma das principais perguntas do alto escalão das empresas especialmente nos últimos meses e em decorrência da pandemia gerada pela Covid-19. A adaptação repentina para o modelo Home Office fez com que o mercado corporativo corresse atrás de novas infraestruturas para conseguir trabalhar remotamente, o que provou ser possível.

Esse formato deverá ser um dos componentes que teremos no “novo normal” após o surgimento da vacina, e os ambientes Cloud deverão ser a grande tendência em todas as áreas das companhias, abrindo um novo leque de oportunidades para soluções e ferramentas de aumento de produtividade.

Para 2021, companhias de todos os setores e tamanhos já começaram a avaliar como definir, para longo prazo, uma configuração que reúna o melhor dos dois mundos: presencial e remoto. Considerando importantes fatores como alternativas de estrutura, comunicação e jornadas, por exemplo, o caminho que irá prevalecer deve ser híbrido, com mais automação, flexibilidade e segurança, independentemente do local físico.

A descentralização do ambiente de trabalho foi a solução a curto prazo para mitigar os riscos impostos pelo Coronavírus, mas ela ajudou a abrir os olhos das empresas para um universo de possibilidades, rumo a uma nova cultura digital. Segundo pesquisa do Gartner, 82% dos líderes planejam continuar permitindo que seus colaboradores trabalhem de forma remota, ao menos uma parte do tempo. A descentralização e flexibilidade farão parte do cotidiano das empresas, já que 43% dos líderes indicaram que concederão aos funcionários dias flexíveis e 42% fornecerão horários flexíveis.  
Em um novo cenário híbrido, diversas soluções digitais se provam mais do que eficientes para tornar a ideia da diversidade de locais de trabalho realidade. Nessa mistura de ambientes, a tecnologia terá um papel ainda mais importante para assegurar processos colaborativos e a conexão entre os colaboradores. A automação robótica de processos (RPA — Robotic Process Automation), por exemplo, será uma importante aliada das equipes, automatizando atividades rotineiras e possibilitando que os profissionais direcionem o foco para as ações mais estratégicas.

Pesquisas indicam que o faturamento do segmento de RPA aumentará 19,5% em 2021 e continuará a crescer a taxas de dois dígitos até 2024. A Inteligência Artificial também complementará o trabalho humano de forma cognitiva em diversas áreas que exigem um trabalho mais capacitado. A tecnologia ajudará a tornar as atividades realizadas em conjunto com os trabalhadores muito mais eficazes e rápidas. Pessoas e máquinas trabalharão mais juntas do que nunca.
 
Das tecnologias mais avançadas às mais rotineiras, é importante que as empresas estejam atentas à necessidade de integração das soluções digitais para realizarem uma conexão efetiva entre os diferentes espaços de trabalho e os colaboradores. O uso de Nuvem aliada à segurança cibernética, por exemplo, é essencial.

Enquanto a Cloud armazena informações e aplicações da empresa e as torna acessíveis independentemente de local, dispositivo ou horário, as soluções de segurança monitoram e protegem os dados e sistemas de acessos indevidos e perigosos para os negócios. Diversas outras tecnologias, como virtual desktops, software de automação de escritório e sistemas corporativos de apoio à operação, além de conectividade e ferramentas de comunicação e colaboração, todas integradas, também tornarão essa mudança possível, mais fácil e efetiva.  

O modelo híbrido de trabalho levará mais produtividade e resultados às empresas, além de qualidade de vida para as pessoas. A descentralização do ambiente do trabalho será responsável por uma revolução no modo como as organizações e seus funcionários enxergam e executam suas funções, se relacionam e planejam o futuro. As barreiras físicas e tecnológicas não existem mais e o trabalho pode ser desenvolvido de uma maneira muito mais inovadora, com a ajuda da integração de soluções digitais.

Além disso, os líderes poderão aproveitar o momento para ampliar os conceitos de TI dentro das companhias para ajudar os colaboradores a adotarem rapidamente novas tecnologias de acordo com suas habilidades e competências.

No pós-pandemia, veremos uma verdadeira transformação organizacional, impulsionada pelo avanço das tecnologias, uma nova forma de enxergar a liderança e pela união das experiências positivas das mais variadas formas de trabalhar. Esse é um cenário bastante promissor para as corporações que buscam investir em inovação e mostrará, mais uma vez, como a digitalização é fundamental para transformar os negócios e a vida das pessoas.

Definitivamente, estamos na era da conexão que pode ocorrer a partir de qualquer lugar, dispositivo ou hora. Como dizia Steve Jobs, o melhor ainda está por vir.

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Atividade humana resseca a Floresta Amazônica

Por Ethevaldo Siqueira, com notícia da NASA

Os satélites de observação da Terra podem ter um papel decisivo na preservação da natureza. Um exemplo da importância e da utilidade desses satélites é o estudo da NASA desenvolvido ao longo dos últimos 20 anos, sobre a atmosfera acima da Floresta Amazônica.

Uma das conclusões do estudo mostra que ela tem se tornado mais seca, o que aumenta a demanda por água e deixa os ecossistemas mais vulneráveis a incêndios e secas. E essa perda de umidade decorre principalmente das atividades humanas.

Cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA em Pasadena, Califórnia, analisaram durante décadas os dados terrestres e de satélites sobre a Floresta Amazônica para rastrear tanto a quantidade de umidade na atmosfera quanto a quantidade de umidade necessária para manter o sistema de floresta tropical.

Segundo Armineh Barkhordarian, do JPL, autor principal do estudo, nas últimas duas décadas, houve um aumento significativo no ressecamento da atmosfera, bem como na demanda atmosférica por água acima da floresta tropical".

"Ao comparar essa tendência com dados de modelos que estimam a variabilidade climática ao longo de milhares de anos, determinamos que a mudança na aridez atmosférica está muito além do que seria esperado da variabilidade climática natural.”

Acesse a notícia da NASA pelo link:

https://www.nasa.gov/feature/jpl/human-activities-are-drying-out-the-amazon-nasa-study

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Os EUA levarão agora um rôver à superfície de Marte

Ethevaldo Siqueira

Por mais surpreendente que possa parecer, os Estados Unidos prosseguem com planos ambiciosos de conquista do espaço. A meta agora é levar um rôver, um veículo robótico, e pousá-lo na superfície de Marte, para obter muito mais informações sobre esse planeta.
O rôver tem o nome curioso de Perseverança. Ele foi lançado no dia 30 de julho do ano passado e deverá pousar em Marte no dia 18 de fevereiro de 2021 na cratera Jézero.

Localizada na superfície de um antigo lago seco, a cratera é uma das mais antigas de Marte, e deverá mostrar detalhes de um delta de rio bem preservado e de seus sedimentos.

Essas rochas poderão, no futuro, ser coletadas e trazidas para a Terra para novos estudos sobre Marte, por futuros veículos robóticos.

Segundo a NASA, o rôver poderá mostrar uma das paisagens mais antigas e deslumbrantes de Marte. E, do ponto de vista científico, a importância da cratera está na variedade de rochas que contém.

Um novo artigo de pesquisa diz que a Cratera Jézero foi formada por período de tempo suficiente para promover a habitabilidade e a preservação das evidências. Naturalmente, a cratera é um dos lugares ideais para estudar e, possivelmente, coletar amostras para o eventual retorno à Terra. É aqui que os cientistas esperam que o Rover Perseverança da NASA possa encontrar evidências fossilizadas de vida unicelular. Há poucos dias, a NASA participou de um estudo intitulado The Pace of Fluid Meanders on Mars and Implications for the Western Deposits Of Jerzero Crater, publicado na revista AGU Advances.

Antes deste estudo, um dos fatores cruciais que foram um grande obstáculo para a compreensão de Marte é o tempo.

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Astrônomo de Harvard argumenta que alienígenas nos visitaram em 2017

Por Ethevaldo Siqueira, com Victor Tangerman

"A percepção de que não estamos sozinhos terá implicações dramáticas para nossos objetivos na Terra e nossas aspirações pelo espaço."

Ainda este mês, o pesquisador de astronomia de Harvard, Avi Loeb, publicará um livro com o título provocativo "Extraterrestre: O Primeiro Sinal da Vida Inteligente Além da Terra".

No livro, Loeb dobra sua controversa teoria de que 'Oumuamua, um objeto interestelar visto pelos astrônomos em 2017, pode ser uma sonda alienígena que foi enviada por uma civilização extraterrestre avançada.

De acordo com uma declaração da editora de Loeb, HMH Books, recebida pelo Boston Globe,Loeb "mostrou que não era um asteroide; ele estava se movendo muito rápido ao longo de uma órbita estranha, e não deixou rastro de gás ou detritos em sua esteira.

Para Loeb, é uma evidência convincente de que uma civilização alienígena avançada veio para uma visita. É uma teoria impressionante, mas que o coloca em desacordo com a grande maioria dos pesquisadores do SETI, que sustentam que ainda não encontramos provas convincentes de vida além da Terra.

Antes de 2017 não se havia visto ou encontrado nada como 'Ou-mua-mua. É o primeiro objeto interestelar a ser observado diretamente, o que o tornou objeto de extensa especulação desde que foi detectado pela primeira vez por astrônomos do Observatório Halea-kalā, do Havaí, em 19 de outubro de 2017.

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Steve Wozniak: o valor inestimável dos bons professores

Por Ethevaldo Siqueira

Volto a um tema que me parece dos mais relevantes na Educação no Brasil: a necessidade de bons professores. E relembro uma palestra de Steve Wozniak a que assisti em 2007. Padrão de racionalidade e criatividade tecnológica e um dos fundadores da Apple, Wozniak relembrou em seu depoimento que Steve Jobs, seu companheiro na faculdade e na criação do primeiro computador pessoal de sucesso, era outro tipo bem diferente de personalidade: sonhador, emocional, apaixonado e voluntarioso.

Na entrevista que me concedeu, a mensagem central de Steve Wozniak destacou, acima de tudo, a importância dos bons professores na vida humana. Ao final de nosso diálogo, ele me ofereceu um exemplar de seu livro: iWOZ, que foi lançado no Brasil pela Editora Évora, São Paulo, com o título de “iWOZ, a Verdadeira história da Apple segundo seu cofundador” — para o qual escrevi a apresentação da edição brasileira, em 2007. Em inglês, o título era “iWoz: From Computer Geek to Cult Icon: How I Invented the Personal Computer, Co-Founded Apple”

Fiz na época a foto que ilustra este post, durante a palestra de mais de uma hora, em que Wozniak encantou uma plateia de 3.500 especialistas, em New Orleans, contando com graça e espontaneidade sua experiência, relembrando “como inventou o computador pessoal, ajudou a fundar a Apple e ainda se divertiu muito com tudo isso”.

Como quase todos sabem, ambos, ainda muito jovens, fabricaram numa garagem e lançaram o Apple I, um computador pessoal, com recursos muito limitados, que fez muito pouco sucesso. Graças à determinação de Wozniak, essa primeira máquina foi reprojetada e largamente aperfeiçoada, para dar origem ao Apple II, que foi um sucesso estrondoso e consolidou a existência da nova empresa.

O PAPEL DO PAI E DOS PROFESSORES

Na palestra e na entrevista a que me refiro, Steve Wozniak deixou muito claro quais eram as raízes de sua vocação como inovador no mundo dos computadores:

“A origem de tudo que fiz na vida foi a paixão pela tecnologia que meu pai me transmitiu desde cedo e, mais tarde, foi estimulada e consolidada por meus melhores professores” — disse Steve Wozniak.

Para o cofundador da Apple, “são os bons mestres e as boas escolas que fazem o progresso humano, que transformam crianças inteligentes em gênios, em líderes e benfeitores da humanidade”

Nunca duvidei do poder da educação e, em especial, da importância dos bons professores para a humanidade. Contudo, Steve Wozniak reforçou ainda mais minha gratidão pelos maravilhosos professores que tive, em minha infância e na juventude.

Para concluir tenho três perguntas que não querem calar.

— Por que essa malta de políticos pilantras que nos governa não entende essa verdade tão cristalina — que pode parecer truísmo ou obviedade? Sempre me pergunto: por que não investimos muito mais em educação e na formação de bons professores?

— Por que, há mais de 50 anos, os professores do ensino público brasileiro, em sua maioria, ganham uma miséria (menos de 10% do que ganha um deputado federal), obrigados a trabalhar em escolas pobres, desconfortáveis, com currículos inventados por burocratas medíocres, baseados em modelos do passado, em condições tão desestimulantes que acabam por expulsar os melhores mestres?

— Que futuro podemos esperar de nossas crianças e dos jovens com essa situação?

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Satélite sino-brasileiro completa um ano em órbita

Ethevaldo Siqueira, com informações do INPE

O satélite CBERS 04A, desenvolvido em parceria com a China, completou um ano em órbita no dia 22 de dezembro de 2020. Lançado em 20 de dezembro de 2019 da base chinesa de Tayuan, ele é o sexto satélite do Programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite; em português, Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres).

Ao longo deste primeiro ano de operação em órbita, com vida útil projetada para, no mínimo, de 5 anos, o satélite vem fornecendo diariamente imagens de sensoriamento remoto do território nacional e de outras áreas do globo (com o uso do gravador a bordo). Neste primeiro ano de operação o satélite já distribuiu a órgãos governamentais, instituições de ensino e iniciativa privada mais de 300.000 imagens.

O CBERS 04A é um satélite de classe mundial, que leva a bordo três câmeras, sendo duas brasileiras (MUX e WFI) e uma chinesa (WPM). A multiplicidade de sensores permite ao CBERS 04A produzir imagens capazes de atender a diversas aplicações, como monitorar desmatamentos, queimadas, o nível de reservatórios, desastres naturais, a expansão agrícola e o desenvolvimento das cidades, entre outras. Cada câmera possui um nível de resolução capaz de gerar imagens no detalhamento necessário conforme a aplicação.

A câmera WPM, com resolução espacial de 2m na banda pancromática e 8m nas bandas multiespectrais, com revisita de 31 dias e faixa de imageamento de 92km, é ótima para estudos urbanos que requerem informações bastante detalhadas.

Proteção da Floresta Amazônica

Famosa por sua biodiversidade, a Floresta Tropical Amazônica, que cobre boa parte do noroeste do Brasil e se estende até a Colômbia, o Peru e outros países da América do Sul, é a maior floresta tropical do mundo. Ela é atravessada por milhares de rios, entre eles o rio Amazonas, o maior do planeta em volume de água. Entre as cidades ribeirinhas, com arquitetura do século XIX que data do início da exploração de borracha, destacam-se Manaus e Belém, no Brasil, e Iquitos e Puerto Maldonado, no Peru.

O programa detecta, quantifica e monitora, por meio de imagens de satélites, o desmatamento e outras formas de pressão humana. O objetivo geral do programa é detectar, quantificar e monitorar, por meio de imagens de satélite, o desmatamento, a degradação florestal, a exploração madeireira, as estradas não oficiais e outras formas de pressão humana na Amazônia Legal.

Os resultados do monitoramento são combinados com diversos mapas digitais, por meio de Sistemas de Informações Geográficas (SIG), para a qualificação dos problemas ambientais e planejamento regional. O programa também desenvolve propostas para políticas públicas e capacitação em geotecnologias e dissemina estrategicamente os seus resultados, contribuindo para a redução do desmatamento e degradação florestal.

O Imazon é um instituto brasileiro de pesquisa cuja missão é promover a conservação e o desenvolvimento sustentável da Amazônia. É uma associação qualificada pelo Ministério da Justiça do Brasil como organização sem fins lucrativos, como “Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip).”

O INPE e seu trabalho

Membro do International Charter Space and Major Disasters, um consórcio de agências espaciais de vários países, o INPE fornece, sem custos, imagens CBERS para o monitoramento de situações de emergência causadas por desastres naturais em todo o mundo.

De forma análoga ao que já vinha acontecendo com as imagens do CBERS-4, muitas imagens do CBERS 04A estão sendo usadas por empresas dos setores agrícola, florestal e de mineração. Para o INPE, responsável pela execução no Brasil pelo Programa CBERS, a forte demanda do setor privado demonstra que as imagens do satélite agregam valor aos negócios, como fonte de informações estratégicas.

Em 2004 o INPE adotou a política de dados livres por meio do programa CBERS, tendo influenciado decisões semelhantes tomadas pelo USGS (United States Geological Survey) e pela ESA (European Space Agency), em 2007 e em 2009, para os programas Landsat e Sentinel, respectivamente.

O Programa CBERS nasceu de uma parceria inédita entre Brasil e China no setor técnico-científico espacial firmada em 1988 e que completou 30 anos em julho de 2018. Com ela, o Brasil ingressou no seleto grupo de países detentores da tecnologia de geração de dados de sensoriamento remoto, tão importante em um país com as dimensões do Brasil.

Os satélites com as características dos da família CBERS inseriram Brasil e China na categoria dos países detentores dos satélites mais utilizados em todo o mundo, como Estados Unidos (Programa Landsat — atualmente Landsat-8 — da NASA/USGS), Índia (Resourcesat) e União Europeia (satélites SENTINEL 2A e 2B do programa europeu Copernicus). Suas especificações refletem o compromisso técnico entre resolução espacial, espectral e ciclo de revisita que atende à maioria das aplicações de satélites em todo o mundo.

O programa é gerenciado pela AEB (Agência Espacial Brasileira) e pela CNSA (Administração Nacional Espacial da China), tendo como executores técnicos o INPE e a CAST (Academia Chinesa de Tecnologia Espacial).

As imagens estão disponíveis para o público no catálogo do INPE e podem ser acessadas por meio do endereço:

http://www2.dgi.inpe.br/catalogo/explore

https://www.dailymotion.com/video/x6yx58d

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