Degelo do Ártico bate recorde em 2016

degelo_artico.jpgPor Ethevaldo Siqueira
30/03/2016 - A extensão do gelo do mar Ártico parece ter atingido sua menor área no inverno, um recorde de degelo pelo segundo ano consecutivo, segundo os cientistas do Centro Nacional de Dados sobre Neve e Gelo (NSIDC) da Nasa.

A área no inverno de 2016 se reduziu para 14,52 milhões de km quadrados, que é a menor desde que se iniciou o registro via satélite do processo de redução da capa de gelo do Ártico e 1,12 milhão de km quadrados menor do que da média do período 1981-2010.
Crédito: Nasa Goddard Scientific Visualization Estúdio/C. Starr

Saiba mais:
https://www.nasa.gov/feature/goddard/2016/2016-arctic-sea-ice-wintertime-extent-hits-another-record-low

Veja o vídeo-animação aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=ferqrZi4WF4

 

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Em busca dos ingredientes da vida no Cosmos

vida_cosmos.jpgPor Ethevaldo Siqueira
28/03/2016 - O que você verá no vídeo de apenas 3:46 minutos anexo a esta notícia da Nasa são as conclusões das pesquisas feitas por cientistas que utilizam os recursos do Suzaku, um satélite japonês de raios-X, em cooperação com a Nasa, descobriram os chamados "ingredievida_cosmopntes da vida" – ou seja, os elementos químicos existentes em planetas semelhantes à Terra (os chamados Earth-like Planets) no aglomerado de galáxias da Constelação de Virgem.

Os cientistas partem da conclusão universalmente aceita de, que, em nosso planeta, os elementos químicos predominantes e responsáveis pela vida são relativamente poucos: carbono, oxigênio, hidrogênio, ferro, magnésio, silício e enxofre.

Esses ingredientes da vida na Terra estão presentes nos vastos céus azuis, nas brancas nuvens, nas praias de águas mornas, nas plantas, florestas e animais de todos os tipos.

Assim, em lugar de procurar planetas potencialmente capazes de abrigar seres vivos, como faz o telescópio espacial Kepler, da Nasa, cientistas japoneses buscam localizar planetas e estrelas que contenham esses chamados "ingredientes da vida" conhecidos na Terra.

Segundo a cientista Aurora Simionescu, da agência espacial japonesa JAXA (Japan Aerospace Exploration Agency), as pesquisas feitas com o satélite Suzaku partiram da detecção de um gigantesco aglomerado de mais de duas mil galáxias situado a 58 milhões anos-luz da Terra, na direção da Constelação de Virgem como uma das áreas mais interessantes para essa busca dos ingredientes da vida. E mais uma curiosidade: muitas dessas galáxias se parecem com a Via Láctea.

O relatório das conclusões dessas pesquisas foi publicado recentemente no periódico científico "The Astrophysical Journal Letters", para mostrar os elementos químicos identificados pelo satélite de raios-X Suzaku, na escala periódica dos elementos.

Os trabalhos do satélite Suzaku estão sendo complementados por outro satélite japonês, o Hitomi, cujos instrumentos são tão avançados que permitirá aos cientistas pesquisarem galáxias muito mais distantes do que as da Constelação de Virgem.

Acesse o vídeo aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=iP-AVvfmcRc

 

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Imagem do Hubble mostra a maior estrela do Universo

estrela_big.jpgPor Ethevaldo Siqueira
A Nasa divulgou semana passada esta imagem do Hubble que mostra a região central da nebulosa de Tarântula na Grande Nuvem de Magalhães, onde se situa um dos mais densos aglomerados (ou cluster) de estrelas jovens, o R136, que pode ser visto no canto inferior direito da imagem. Esse cluster contém centenas de jovens estrelas azuis, entre as quais a estrela de maior massa já detectada no universo.

Nesse aglomerado globular R136, o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA detectou nove estrelas de tamanho descomunal, apelidadas pelos astrônomos de estrelas-monstro, por abrigar massas mais de 100 vezes superiores à massa do Sol.

Graças aos recursos especiais das frequências de ultravioleta, Hubble identificou o aquela que pode ser considerada a maior amostra de estrelas maciças já identificadas até hoje.

Crédito: Nasa, ESA, P. Crowther (Universidade de Sheffield)

Saiba mais aqui:

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Eis a maior estrela já detectada no Universo

central_nebulosa.jpgPor Ethevaldo Siqueira
18/03/2016 - A Nasa divulgou hoje esta imagem do Hubble que mostra a região central da nebulosa de Tarântula na Grande Nuvem de Magalhães, onde se situa um dos mais densos aglomerados (ou cluster) de estrelas jovens, o R136, que pode ser visto no canto inferior direito da imagem. Esse cluster contém centenas de jovens estrelas azuis, entre as quais a estrela de maior massa já detectada no universo.

Nesse aglomerado globular R136, o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA detectou nove estrelas de tamanho descomunal, apelidadas pelos astrônomos de estrelas-monstro, por abrigar massas mais de 100 vezes superiores à massa do Sol.

Graças aos recursos especiais das frequências de ultravioleta, Hubble identificou o aquela que pode ser considerada a maior amostra de estrelas maciças já identificadas até hoje.

Crédito: Nasa, ESA, P. Crowther (Universidade de Sheffield)

Saiba mais:

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Em 2018, o incrível sucessor do Telescópio Hubble

webb-austin.jpgPor Ethevaldo Siqueira
08/03/2016 - A Nasa está exibindo em Austin, no Texas, um modelo em tamanho real do Telescópio Espacial James Webb, para que as pessoas possam observar de perto o sucessor do Hubble. O novo telescópio terá o tamanho de uma quadra de tênis e deverá ficar pronto dentro de um ano, para ser lançado em 2018 e, depois de passar por todos os testes exigidos.

Matéria relacionada neste link: A fascinante história do Telescópio Hubble

O novo telescópio, chamado pelos cientistas da Nasa de JWST (sigla de James Webb Space Telescope) é hoje um dos grandes projetos da Nasa, pois ele deverá ser o sucessor do Telescópio Espacial Hubble, por volta de 2019. Além de contar com um espelho primário de 6,5 metros de diâmetro, ele será muito diferente de seu antecessor tanto em sua concepção como na localização a uma distância quase quatro vezes maior do que a da Lua, a 1,5 milhão de quilômetros da Terra.

Nessa distância, o telescópio será localizado num ponto muito especial chamado L2, em que se equilibram as atrações gravitacionais da Terra, da Lua e do Sol. Nessa posição, ele detectará a radiação infravermelha proveniente do Cosmos com muito maior precisão do que qualquer outro telescópio no espaço.

Além de sua localização muito mais distante da Terra, o Telescópio Webb terá outra diferença básica de concepção e quanto ao seu funcionamento, em comparação com o Hubble e o Webb. O novo telescópio utilizará, acima de tudo, radiações infravermelhas, que são vitais para a compreensão do universo.

O espelho de 6,5 metros

Recentemente, foram instalados os 18 segmentos que compõem o espelho primário do Telescópio Webb, de 6,5 metros de diâmetro, no observatório do Centro de Voo Espacial em Greenbelt, Maryland. Para essa instalação, a equipe da Nasa usou um braço robótico que é operado à distância, fora das instalações especiais da sala limpa (praticamente sem poeira e sem a presença humana). Vale lembrar que esse espelho primário é uma nova maravilha tecnológica. Para realizar a montagem do conjunto de sub-espelhos,

Embora o espelho seja um dos componentes essenciais do Webb, ainda restam outros passos decisivos para que ele possa ser lançado em 5 de outubro de 2018, da Base de Kouru, na Guiana Francesa, por um foguete Ariane-5 ECA, que tem capacidade para transportar mais de dez toneladas de carga. Seu lançamento será feito pelo foguete europeu. Aliás, a Agência Espacial Europeia (ESA), dona desse foguete, terá uma participação de 15% no projeto, o mesmo percentual que tinha no Hubble.

Com todos esses recursos avanços, o novo telescópio deverá trazer milhares de informações sobre supernovas, buracos negros, galáxias jovens e planetas que possam potencialmente abrigar alguma forma de vida. O que os cientistas esperam, assim, é um conjunto de respostas sobre os maiores mistérios da astronomia.

O custo do James Webb foi estimado inicialmente em US$ 3,5 bilhões, mas já foi recalculado em 2015 para US$ 8,8 bilhões.

Crédito: Nasa/Chris Gunn

Saiba mais:
http://www.nasa.gov/feature/goddard/2016/nasas-james-webb-space-telescope-coming-together-over-next-two-years

http://www.nasa.gov/press-release/nasas-james-webb-space-telescope-primary-mirror-fully-assembled

Matéria atualizada dia 18/03/2016 às 08:07

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Espaçonave ExoMars busca vida fora da Terra

exomars-nasa.jpgPor Ethevaldo Siqueira
14/03/2016 - Esta foto mostra a ExoMars, espaçonave que acaba de ser lançada em direção a Marte, pelo foguete russo Proton-M, do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, nesta segunda-feira, 14 de março, às 6:31, hora de Brasília (15:31 em Baikonur).

O programa ExoMars é um programa conjunto entre a ESA (Agência Espacial Européia) e a Roscosmos (agência espacial russa) e tem como principal objetivo saber se existiu vida em Marte. O nome ExoMars se relaciona com exobiologia – a ciência que estuda a possível existência de vida fora da Terra (por vezes também chamada de astrobiologia).

O programa compreende duas missões. A primeira, lançada hoje (14-03-2016), que inclui um Satélite Rastreador de Gás (Trace Gas Orbiter) e um módulo de descida e demonstrador de pouso denominado Schiaparelli – nome dado em homenagem ao astrônomo italiano Giovanni Schiaparelli (1835-1910), descobridor dos "canais" de Marte.

O ExoMars analisará os gases que possam estar relacionados com as formas biológicas ativas e com a geologia de Marte, como o metano. Os rastreadores de gás buscarão evidências da existência desse gás e de traços de outros gases atmosféricos, que possam indicar a existência de processos biológicos ou geológicos ativos.

A segunda missão está prevista para 2018 e compreende uma plataforma de pesquisa científica de superfície e de um veículo robótico (rover).

Crédito: ESA/ExoMars
Saiba mais:

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