Nuvens noctilucentes sobre os polos

nuvens_noctilucentes.jpgPor Ethevaldo Siqueira
13/06/2016 - Essas nuvens são chamadas de noctilucentes, nome de origem latina que significa "noite luminosa" ou "noite que brilha" – um fenômeno raro que surge nas regiões polares a alturas que variam de 76 mil a 86 mil metros acima da superfície da Terra. A foto foi feita no dia 29 de maio de 2016, pelo astronauta Tim Peake, da ESA (Agência Espacial Europeia), a bordo da Estação Espacial Internacional.

No final da primavera e no verão, essas nuvens polares incomuns se formam na alta atmosfera e congelam o vapor dágua para formar nuvens de cristais de gelo. Quando o sol está abaixo do horizonte e o solo está na escuridão, estas nuvens altas podem ainda ser iluminado, emprestando-lhes aspectos etéreos de "noite brilhante".

Crédito: ESA/NASA

Matéria atualizada dia 13/06/2016 às 11:17

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BEAM, uma bolha espacial, um "habitat" que salva

beam.jpgEthevaldo Siqueira
07/06/2016 - Segunda-feira, 6 de junho, o astronauta Jeff Williams, da NASA, foi o primeiro ser humano a entrar nessa bolha chamada de "habitat" (lembram-se do filme "Perdido em Marte"?). Essa não é uma bolha qualquer. Ela poderá usada na Lua, em Marte, como habitação temporária, ou, numa viagem espacial, num salvamento emergencial no espaço. Com ela, astronautas poderão viver um longo tempo como numa espécie de "casa" hi-tec, cheia de ar respirável, com água, alimento e comunicação – três coisas essenciais ao ser humano.

A primeira dessas bolhas desenvolvidas como habitats espaciais é chamada de BEAM (sigla de Bigelow Expandable Activity Module). Leia a história e as possíveis utilizações do BEAM.

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Esta foto do Hubble revela todo o charme de Marte

marte_hubble_2.jpgEthevaldo Siqueira
20/05/2016 - As calotas polares brilhantes e geladas e as nuvens sobre a bela paisagem cor de ferrugem revelam a dinâmica sazonal do planeta Marte, nesta foto do Hubble feita em 12 de maio de 2016, quando Marte estava quase no ponto de aproximação máxima, a cerca de 80 milhões de km da Terra.

Créditos: NASA, ESA, Hubble (STScI/AURA), J. Bell (ASU) e M. Wolff (Space Science Institute)

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A Nasa revolucionou nossa vida

lageos_model.jpgPor Ethevaldo Siqueira
05/05/2016 - Publico esta notícia com um toque pessoal, pois, como repórter especializado, tive a oportunidade cobrir há exatamente 40 anos, no dia 4 de maio de 1976, o lançamento do Satélite LAGEOS – abreviação em inglês de Satélite Geodinâmico de Laser (Laser Geodynamic Satellite), que é mostrado nesta foto da Nasa.

Esse satélite revolucionou nosso conhecimento da Terra, por ter sido a primeira sonda da Nasa dedicada à técnica de medição de precisão denominada Laser de Longo Alcance. Graças ao LAGEOS, os cientistas conseguiram medir o movimento das placas tectônicas da Terra, determinaram o peso do planeta com maior precisão, detectaram irregularidades em sua rotação e rastrearam pequenas mudanças no seu centro de massa.

 

O lançamento ocorreu na Base da Força Aérea dos EUA em Vandenberg, na Califórnia. Dois anos depois do lançamento do LAGEOS, entrevistei o astrônomo ítalo-brasileiro, prof. Giorgio Giacaglia, da USP, que mostrou diversos resultados do satélite, inclusive o fenômeno da deriva continental, no caso específico do afastamento da África e da América do Sul, da ordem de dois ou três centímetros por ano. Há milhões de anos, ambos os continentes estavam unidos.

Pequenos desvios na órbita do satélite foram usados para desenvolver modelos iniciais do campo gravitacional da Terra. Outras perturbações na órbita ajudaram a explicar como o aquecimento de pequenos objetos pela luz solar pode afetar suas órbitas, incluindo asteróides próximos da Terra.

Como satélite passivo, sem sensores de bordo ou eletrônica e sem partes móveis, com cerca de 400 kg de peso, o LAGEOS foi construído para durar muitas decadas em órbita. Seu núcleo de latão é coberto por uma capa de alumínio, pontilhada com 426 retrorefletores, que dão ao satélite a aparência de satélite como uma bola de golfe gigante.

"LAGEOS é elegantemente simples – uma bola coberta com prismas que refletem", explica Stephen Merkowitz, gerente do projeto espacial Geodésia da Nasa no Centro de Voo Espacial Goddard Space Flight, em Greenbelt, Maryland. Para esse espelista, entretanto, "ele estabeleceu um novo padrão para o alcance dos raios laser, e já prestou 40 anos de continuidade para estas medições."

O satélite foi lançado da Base da Força Aérea Vandenberg, na Califórnia. A concepção, desenvolvimento e construção do veículo orbital foi gerido pela NASA Marshall Space Flight Center, em Huntsville, Alabama.
Crédito: NASA's Goddard Space Flight Center

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Habitats modulares podem nos levar a Marte

habitat_marte.jpg16/05/2016 - Em filmes de ficção científica, habitats espaciais são enormes estruturas parecidas com um labirinto. Mas Hollywood não tem que lidar com os problemas reais que os engenheiros aeroespaciais enfrentam, quando projetam futuras casas do espaço - como a gravidade e restrições financeiras.

"Gravidade ... é realmente um problema sério", diz o fundador da Bigelow Aerospace, Robert Bigelow. Ele não está brincando. A NASA estima que a construição da Estação Espacial Internacional custou mais de US$ 100 bilhões na década de 1990 e exigiu mais de 115 vôos espaciais. Isso tudo a cerca de 250 milhas acima da Terra, que em termos de espaço, é relativamente perto. O que acontece quando planejamos viver em Marte?

 

Jason Crusan, director da NASA para Divisão de Sistemas de Exploração Avançada, diz que se fôssemos construir a estação espacial novamente hoje, seria "significativamente menor". Porque no espaço, menor significa muitas vezes mais barato - pelo menos para o lançamento.

É por isso que os cientistas estão trabalhando para desenvolver habitats espaciais modulares. Em vez de construir estruturas metálicas rígidas, eles estão construindo edifícios flexíveis que podem ser enviados para o espaço, quando forem necessários. Bigelow diz que a redução de peso e volume desse tipo de habitat agiliza e minimiza os custos do lançamento.

Fonte: CNN

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Nasa cria primeiro modelo global de Mercúrio

messengerstill-mercurio.jpgPor Ethevaldo Siqueira
09/05/2016 - A Nasa acaba de divulgar as imagens de vídeo-animação do primeiro modelo digital de relevo global de Mercúrio, criado a partir dos dados levantados pelo satélite Messenger, da Nasa. Esse modelo global revela detalhes impressionantes da topografia do planeta e permitirá que os cientistas elaborem sua história geológica.

Mercúrio não tem grandes montanhas. A maior elevação do relevo do planeta tem 4,48 quilômetros de altura acima do nível médio da superfície do planeta e está localizada ao sul do equador de Mercúrio. A menor elevação está situada a 5,38 quilômetros abaixo da média de Mercúrio, no fundo da bacia de Rachmaninoff, mercury_craters.jpgdepressão criada por um impacto de duplo anel, ainda pouco conhecido, que talvez abrigue alguns dos mais recentes depósitos vulcânicos do planeta.

Com a décima-quinta e última liberação de dados relevantes, a missão Messenger passa a compartilhar com a comunidade científica mais de 10 terabytes de dados científicos sobre Mercúrio, incluindo cerca de 300.000 imagens.

Crédito: Nasa/US Geological Survey University/Arizona State Geological/Carnegie Institution of Washington/JHUAPL

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