Vídeo mostra a nave que estudará asteroide

video_osiris_rex2.jpgPor Ethevaldo Siqueira
12/09/2016 - Assista ao vídeo da NASA que mostra o lançamento da nave OSIRIS-REx, na noite de quinta-feira, 8 de setembro de 2016, às 19:05 (hora da Flórida), no topo de um foguete Atlas V, que decolou da base do Cabo Canaveral, em direção ao Cinturão de Asteroides.

Será a primeira missão em que a humanidade envia uma nave espacial com o objetivo de fazer uma prova ou teste com asteroide, e retirar-lhe pelo menos 60 gramas de material da superfície de Bennu e trazê-lo para a Terra para estudos.

No nome OSIRIS-REx estão abreviados os objetivos em inglês do projeto (Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, Security-Regolith Explorer). Ou seja, em português: o estudo das origens dos asteroides, a interpretação da análise do espectro de material recolhido, o aprimoramento dos recursos de identificação da amostragem e a exploração da segurança do regolito (a camada de matéria solta sobre a rocha sólida).

A rigor, rigolito é uma camada de material heterogêneo e superficial, solta, que cobre uma rocha sólida. Ele inclui poeira, solo, rocha quebrada e outros materiais correlatos. Está presente na Terra, na Lua, em Marte, em alguns asteróides e outros planetas terrestres e luas.

Confira abaixo os objetivos do OSIRIS-REx, como explicados no texto em inglês pela NASA:

O - Origins
• Return and analyze a sample of a pristine carbon-rich asteroid to study the nature, history, and distribution of its minerals and organic material.

SI - Spectral Interpretation
• Define the global properties of a primitive carbon-rich asteroid to allow for direct comparison with existing ground-based telescopic data for all asteroids.

RI - Resource Identification
• Map the global properties, chemistry, mineralogy of a primitive carbon-rich asteroid to define its geologic and dynamic history and provide context for the returned sample.

S - Security
• Measure the Yarkovsky Effect on Bennu and learn which asteroid properties contribute to this effect.
The Yarkovsky Effect is the force caused by the emission of heat from a rotating asteroid that can change its orbit over time.

REx - Regolith Explorer
• Document the texture, morphology, geochemistry, and spectral properties of the regolith (surface material) at the sampling site.

https://www.youtube.com/watch?v=ULfQdFY9PQM

Saiba mais:
https://www.nasa.gov/press-release/nasa-s-osiris-rex-speeds-toward-asteroid-rendezvous/

http://www.nasa.gov/osiris-rex

 

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O pouco que sabemos de Júpiter em décadas

jupiter3.jpgPor Ethevaldo Siqueira
22/08/2016 - Olhe para esta Grande Mancha Vermelha de Júpiter, sobre a qual pouca coisa se sabe. Dentro dela caberiam três planetas do tamanho da Terra e entre as poucas certezas sobre ela está a ocorrência de furacões com ventos de até 500 km/hora.

A sonda Juno, lançada pela NASA há cinco anos, no dia 5 de agosto de 2011, foi posta em órbita em torno de Júpiter em 4 de julho de 2016, para ampliar os conhecimentos acumulados sobre o planeta gigante gasoso.

Como um dos objetos mais luminosos no céu noturno, Júpiter tem encantado os seres humanos desde a antiguidade. Hoje, os cientistas acreditam que à medida que aumenta nosso conhecimento sobre o planeta torna-se mais fácil compreender as origens e a formação do Sistema Solar.

Uma das hipóteses mais aceitas por esses pesquisadores diz que Júpiter nem sempre esteve localizado onde está hoje, mas que se deslocou em todo o Sistema Solar em sua juventude, deflagrando a formação de Marte, influenciando a formação e o local onde se encontra atualmente o Cinturão de Asteróides, e muitos outros fatos mais.

pionner10.jpgNo início de 1970, os cientistas passaram a usar o que ia sendo revelado pelas missões espaciais para desvendar segredos do planeta, quando as sondas anteriores de Juno, Pioneer 10 e 11, foram lançadas. A dupla de naves espaciais alcançou o planeta no final de 1973 e início de 1974. Pela primeira vez, os cientistas puderam obter observações diretas e imagens em close-up de Júpiter, de suas luas e da misteriosa Grande Mancha Vermelha.

Ao lado, concepção artística da nave espacial Pioneer 10

Crédito: Nasa
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Show de fotos em 360 graus, a partir da Curiosity

curuosity_360.jpgEthevaldo Siqueira
15/08/2016 - Parece mágica, você clica sobre a foto e desloca a imagem para a esquerda ou para a direita, para cima ou para baixo, e vê tudo que está à volta do objeto central (aliás, tudo vira objeto central...).

https://www.360cities.net/image/mars-panorama-curiosity-solar-day-1421

 

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Há 40 anos eu cobria a chegada da sonda Viking 1

viking1.jpgPor Ethevaldo Siqueira
25/07/2016 - A NASA divulgou novamente a foto recebida há 40 anos, no dia 20 de julho de 1976, logo após o pouso suave e bem sucedido da sonda Viking Orbiter 1. A imagem mostrava a superfície poeirenta e avermelhada do planeta. Outra sonda-irmã, a Viking Orbiter 2, recolhia uma abundância de imagens de alta resolução e dados científicos , abrindo caminho para que um dia seres humanos possam chegar a Marte.

Pude testemunhar na época, dois feitos extraordinários da conquista do espaço. Primeiro foi há 47 anos, no dia 20 de julho de 1969, quando o Estadão publicava um suplemento especial que eu havia preparado sobre a conquista da Lua. Sete anos depois, em 20 de julho de 1976, eu estava em Pasadena, Califórnia, no Jet Propulsion Laboratory, quando a NASA recebeu o sinal da sonda Viking Lander 1, de que havia pousado suavemente na superfície do planeta Marte.

A efeméride é essa: há quatro décadas, a humanidade registrava o primeiro pouso com sucesso um veículo na superfície de Marte. Já havia testemunhado, como jornalista duas outras missões históricas da conquista da Lua: a Apollo 11, de 20 de julho de 1969, e a dramática missão Apollo 13, em abril de 1970.

Espero poder acompanhar, ainda que à distância, a chegada dos primeiros seres humanos a Marte, por volta de 2030.

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Água do gelo que derreteu no Mar Ártico surpreende

agua_degelo_1.jpgEthevaldo Siqueira
20/07/2016 - O gelo do mar em todo o Oceano Ártico está diminuindo a níveis abaixo da média neste verão. A operação IceBridge, da NASA, que faz o levantamento aerogeofísico de gelo polar, acaba de concluir seu primeiro voo estudando as piscinas de água-marinha de água do derretimento na superfície do gelo que pode acelerar a fusão de todo o gelo do mar.

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Um show sob todos os aspectos: auroras jovianas

show_2.jpgPor Ethevaldo Siqueira
04/07/2016 - Veja as belas auroras no polo norte de Júpiter, nesta foto da NASA. Aliás, esse planeta é feito só de superlativos. A atmosfera de Júpiter é composta de 88 a 92% de hidrogênio e 8 a 12% de hélio, referentes a percentagem de volume ou fração de moléculas.
Esta composição muda quando descrita em termos de massa, considerando que uma molécula de hélio é cerca de quatro vezes mais massiva que uma de hidrogénio, 75% hidrogénio, 24% hélio e 1% composta por outros elementos.

O interior do planeta contém materiais mais densos, mudando a distribuição por massa para 71% hidrogénio, 24% hélio e 5% de outros elementos.

A atmosfera contém traços de metano, vapor de água, amônia, sílicas, carbono, etano, sulfeto de hidrogênio, néon, oxigênio, fosfina e enxofre. A parte externa da atmosfera contém cristais de amônia congelada. Através de testes usando infravermelho e ultravioleta, traços de benzeno e outros hidrocarbonetos também foram encontrados.

As proporções de hidrogênio e hélio em Júpiter são bastante similares à composição teorizada da nebulosa solar primordial. Porém, as regiões exteriores da atmosfera do planeta contém apenas 20 partes por milhão em massa de néon, 10% a do Sol.

A atmosfera jupiteriana também possui apenas 80% a abundância de hélio, em relação ao Sol. Um possível motivo é precipitação destes elementos em direção ao interior do planeta.[27] Em contrapartida, a abundância de gases inertes mais pesados na atmosfera de Júpiter é duas a três vezes a do Sol.

http://www.nasa.gov/feature/goddard/2016/hubble-captures-vivid-auroras-in-jupiter-s-atmosphere/

 

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