Cientistas acham que a Terra ainda tem salvação

terra_sol_1.jpgPor Ethevaldo Siqueira
19/09/2016 - Como será a vida em nosso planeta daqui a 500 anos? Para responder a essa pergunta busquei em várias fontes textos que pudessem contribuir com material de reflexão para todos nós que, de alguma forma, nos preocupamos com o futuro.

Em 2.100 a Terra poderá estar em média 2,2º C mais quente do que é hoje / Crédito: David McNew – Getty Images

O melhor texto que encontrei foi um artigo do site Scribol (veja o link especial no fim deste texto). Traduzi e reescrevi-o, apenas como material para debate. Em diversos pontos, esse artigo não representa meu pensamento. Mas concordo totalmente com sua mensagem, que é, a meu ver, oportuna, válida e estratégica: humanidade precisa pensar com seriedade e agir com urgência, para evitar as catástrofes e o apocalipse que nos esperam.

Se alguns cientistas do clima estão corretos, nosso mundo no século 26 será um lugar decididamente aterrador e quase inabitável ou, pelo menos, desafiador para se viver.

Parem de queimar combustíveis fósseis

Para muitos desses cientistas, graças à nossa dependência contínua de combustíveis fósseis, no ano 2.100 nosso clima poderá estar em média 2,2º C (ou 4° F) mais quente do que é hoje. Embora possa parecer pequena, essa elevação poderá ter consequências profundas.

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Temos que parar de queimar combustíveis fósseis / Crédito: Patrik Stollarz/AFP/Getty Images

Neste cenário, as temperaturas em todas as áreas habitadas da América do Sul, da África e do sub-continente indiano, poderão alcançar com frequência temperaturas de mais de 43º C (110° F). É fácil perceber que as pessoas vão sofrer. Na verdade, milhares de pessoas morrerão a cada verão, em consequência direta ou indiretas dessas condições extremas de temperatura, prevêem os cientistas.

Além disso, prevê-se que este nível de aquecimento global possa reduzir em 30 por cento as geleiras do Himalaia e de outros países da região. Somado ao crescimento da população, esse aquecimento poderia determinar, também, extrema escassez de de água na Ásia. E, em breve, pode acontecer o mesmo com as geleiras alpinas da Europa.

O aquecimento: o dos oceanos

Uma consequência inevitável desse aumento da temperatura da Terra será o aquecimento dos oceanos, cujas águas se tornarão mais ácidas – condição que determinará a morte progressiva de todos os recifes de coral do planeta.

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Em verdade, os cientistas já estão bem conscientes de todos esses problemas. Como enfatiza o especialista em modelagem climática, Paul Durack, da revista Scientific American: "Quando falamos de aquecimento global, estamos, honestamente, falando de aquecimento dos oceanos."

É preciso deter o aquecimento global / Crédito: Ahmad Zamron/AFP/Getty Images

O mar invadirá ilhas e regiões litorâneas

Mas o problema não se resume apenas no aquecimento dos oceanos: o nível das águas estará subindo também, advertem os cientistas. A temperatura global poderá subir algo como 4 graus F (ou 2,33 graus C), o suficiente para causar uma elevação do nível do mar da ordem de um metro – o que tornará inabitáveis muitas ilhas do Pacífico.

terra_5.jpg"Quando falamos de aquecimento global, estamos, honestamente, falando de aquecimento dos oceanos." / Crédito: Eitan Abramovich/AFP/Getty Images

Outro problema grave: milhões de pessoas que vivem ao longo do litoral, entre os quais 13 milhões de norte-americanos (e 10 milhões de brasileiros) serão empurrados para dentro dos continentes, expulsos das faixas costeiras engolidas pelo mar.

Por volta do ano 2200, de acordo com as projeções, a população mundial poderá voltar a crescer rapidamente. O Bureau de População da ONU estima que o planeta alcance nesse ano o total de 11 bilhões de seres humanos, de modo a criar uma enorme pressão sobre o limitado potencial de recursos de nosso planeta.

Fugir para o planeta Marte? Só para poucos.

Marte talvez possa ser um caminho para alguns grupos humanos, privilegiados e poderosos. Por volta de 2050, a humanidade terá abandonado essa ideia, quando uma equipe internacional, depois de já ter avaliado o tamanho do desafio enfrentado pelas colônias marcianas e concluir que essa solução só atenderia a uma minoria das minorias.

Outro risco que sepultará a ideia maluca do êxodo para Marte será ainda o receio de que a tênue atmosfera marciana possa sofrer o efeito devastador de tempestades solares de grandes proporções, capazes de eliminar qualquer colônia marciana incipiente em qualquer ponto do Planeta Vermelho.

Esse temor tem fundamento, porque, segundo uma teoria confirmada, sabemos hoje que a atmosfera de Marte foi, quase totalmente despojada e reduzida ao que é hoje – tênue e pobre – pela ação violenta do vento solar.

Sexta extinção em massa de espécies

Por volta de 2.300, alertam os cientistas, poderemos ter atingido o ponto máximo do que seria a "sexta extinção em massa do planeta", com o desaparecimento de milhares de espécies de aves, insetos, mamíferos e anfíbios. Nessa altura, já terão desaparecido 95 por cento de todas as espécies que existentes na Terra, em consequência eventos como este.

Um estudo recente da Universidade de Stanford sugere que algum tipo de grande extinção já está acontecendo. "O estudo mostra, sem sombra de dúvida, que estamos agora entrando no que pode ser corretamente chamado de sexto grande evento de extinção em massa", diz Paul Ehrlich, Professor de Estudos Populacionais em biologia.

É preciso deter o aquecimento global

Uma das advertências mais repetidas pelos cientistas é a de que, se a temperatura da Terra continuar a aumentar, as camadas de gelo polares poderão desaparecer ou entrar em colapso. E quando o gelo da Groenlândia derreter, os níveis do mar vão subir mais de 6 metros.

Pior do que isso é a previsão de alguns cientistas de que, devido ao peso e aos abalos causados pela remoção de todo este gelo, as linhas de falhas geológicas da crosta da Terra poderão explodir e causar terremotos e tsunamis em todo o Atlântico Norte.

Os cientistas prevêem que, em decorrência da mudança do clima e de uma população que cresce continuamente, a Índia, a América do Sul, a África e até mesmo a Europa perderão terras agricultáveis, o que irá beneficiar economicamente a China, a Rússia e os EUA, como nações mais poderosas e desenvolvidas, pois produzirão alimentos em abundância e, serão capazes de "ditar o sustento do planeta".

A guerra por recursos naturais

Tudo indica que, essa busca desesperada por recursos de sobrevivência poderá determinar a eclosão de grandes e inevitáveis conflitos em todo o planeta. E vale lembrar que já conhecemos o que significam esses conflitos, com a simples observação do que vemos nessa batalha cultural, religiosa e de ódio político que já domina e se espalha em nossos dias, no Oriente Médio. É muito provável que a escassez crescente de recursos naturais venha a causar confrontos ainda maiores. Em consequência, nessa região será simplesmente impossível sobreviver em condições mínimas de paz e dignidade.

terra_3.jpgAlguns países lutam pelo controle do limitado abastecimento de água / Crédito: Indranil Mukherjee/AFP/Getty Images

Na verdade, conflitos desse tipo, por recursos naturais essenciais, já estão em curso na região, com países que lutam, por exemplo, pelo controle do limitado abastecimento de água. E as coisas só tendem a piorar, à medida que mais e mais pessoas disputam os mesmos recursos.

Ano 2400: colonizar Marte outra vez?

Por volta do século 24, a humanidade talvez possa manter contato com o planeta Marte, já então quase totalmente recuperado (com nova atmosfera, mais oxigênio, água, plantas e outras formas de vida). O problema é que, nessa altura, segundo a previsão de alguns cientistas, os descendentes dos colonos que para lá migraram talvez não sejam capazes de retornar à Terra, nessa época, mesmo que queiram.

Por quê? Porque a população terrestre será, nessa época, muito mais numerosa. O que poderá ocorrer, então, será a tentativa de enviarmos mais colonos para Marte, num esforço para aumentar o tamanho do pool genético.

A última pá de cal virá da Antártida

As previsões sombrias dos cientistas se assemelham ao último prego no caixão da humanidade, em especial quando a geleira Thwaites da Antártida começar a desaparecer no final dos anos 2400. Na verdade, o encolhimento dessa massa importante já está acontecendo agora. Mas, no fim do século 25, com a geleira desaparecida, o manto de gelo da Antártida Ocidental poderá, finalmente, acabar também. Se e quando isso acontecer, o nível do mar subirá mais 9 metros (ou 30 pés).

E por que terá ocorrido toda essa sequência interminável de destruições? Porque, mais de uma vez, não aceitamos a solução preventiva de reverter ou sequer de interrromper os danos já feitos.

Voltemos ao presente, 2016. Ouçamos os cientistas, cuja palavra nos adverte quase em desespero a limitarmos o aquecimento global a algo tão modesto quanto 1,6 grau Celsius. Se o fizermos, grande parte de toda essa destruição aqui exposta poderá ser evitada.

Tudo indica que a hora de agir é agora.

Para acessar o texto original, clique aqui:

(http://scribol.com/a/environment/scientists-predicted-might-happen-planet-next-500-years-scary/?utm_source=RevContent&utm_medium=CPC&utm_term=history,%20facts%20and%20science&utm_content=42198&utm_campaign=26th_Century_Planet_US_Desktop&utm_content_id=1096398&utm_boost_id=132844)

 

 

 

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Projeto da Nasa quer salvar os corais do mundo

underewater.jpgEthevaldo Siqueira
23/09/2016 - Vale a pena ler esta notícia, do trabalho do Dr. Steve Dollar, um professor da Universidade do Havaí, que está tirando mais de 10 mil fotos para reuni-las em uma só imagem, em suas pesquisas para a NASA, no projeto Coral Reef Airborne Laboratory (CORAL).

Saiba mais aqui

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China lança laboratório espacial Tiangong-2

tiangong-2a.jpgPor Ethevaldo Siqueira
16/09/2016 - A agência espacial chinesa lançou nesta quinta-feira, 15 de setembro de 2016, o laboratório espacial Tiangong-2 (que significa “Palácio Celestial” em mandarim), de 10,4 metros de comprimento e peso total de 8,6 toneladas métricas. O laboratório foi levado ao espaço por um foguete Longa Marcha 2F, a partir do Centro de Lançamento de Satélite de Jiuquan, no noroeste da China. O foguete decolou às 22:04 (hora de Beijing) ou 11:04 de Brasília.

 

A China se prepara para ter sua estação espacial própria, permanentemente tripulada, a partir de 2022. Seu primeiro laboratório espacial, o Tiangong-1, foi lançado ao espaço em setembro de 2011 e abrigou duas missões de astronautas até março deste ano. A partir de então foi desativado e, provavelmente vai cair de volta na Terra na segunda metade de 2017, segundo previsão das autoridades chinesas.

Crédito das fotos: China Manned Space Program

 

 

 

 

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Vídeo mostra tempestades na Islândia

video_islandia2.jpgEthevaldo Siqueira
20/09/2016 - Este vídeo já foi visto 2.387.222 vezes até esta terça-feira (20-09-2016). É uma impressionante audiência convenhamos. Seu autor é o fotógrafo e cinegrafista Henry Jun Wah Lee, do Evosia Studios, que filmaram as mais belas cenas de tempestades que eu já vi, num vídeo de apenas 5min40seg.

Para vê-lo, use, de preferência, a tela cheia. Se seu monitor for de padrão 4K, as imagens serão um show especial, porque ele foi filmado com essa resolução. Vale a pena assistir, clique aqui.

As palavras de apresentação a seguir são do autor, Henry J.W. Lee:

“Ôlho da Tempestade é a saga do inverno na Islândia. Nesse país, há muitos tipos de tempestades: de gelo, neve, chuva, areia, cinzas, magnéticas solares e mais.

As tempestades são agentes de mudança. Embora muitas vezes destrutivas e imprevisíveis, elas também demonstram o poder inexorável da natureza. Elas revelam a beleza da natureza e sua mão capaz de criar as paisagens que vemos hoje.

Ao filmar na Islândia entre fevereiro e março de 2014, eu tive sorte o suficiente para testemunhar e registrar o poder de uma explosão solar de classe X e a ejeção de massa coronal (da coroa solar) que atingiu nossa atmosfera. As auroras borais resultantes eram visões quase inacreditáveis, mesmo estando presentes e as vendo com meus próprios olhos. Curta o filme.

“Olho da Tempestade é a saga do inverno na Islândia. Nesse país, há muitos tipos de tempestades: de gelo, neve, chuva, areia, cinzas, magnéticas solares e mais.
As tempestades são agentes de mudança. Embora muitas vezes destrutivas e imprevisíveis, elas também demonstram o poder inexorável da natureza. Elas revelam a beleza da natureza e sua mão capaz de criar as paisagens que vemos hoje.

Ao filmar na Islândia entre fevereiro e março de 2014, eu tive sorte o suficiente para testemunhar e registrar o poder de uma explosão solar de classe X e a ejeção de massa coronal (da coroa solar) que atingiu nossa atmosfera. As auroras borais resultantes eram visões quase inacreditáveis, mesmo estando presentes e as vendo com meus próprios olhos.

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Marte talvez já tenha tido vida e seres inteligentes

marte_vida.jpgPor Ethevaldo Siqueira
14/09/2016 - Hoje, o planeta parece um deserto. Mas tem vales, montanhas, bacias, leitos de supostos lagos, como o da foto, formado pela lava vulcânica que escorria pelo canal que ainda restou. Sempre desconfiei que esse planeta, cujas condições habitáveis foram muito parecidas com as da Terra, já abrigou seres vivos e (talvez) inteligentes. Mas uma catástrofe nuclear ou um gigantesco acidente cósmico arrancou-lhe a maior parte de sua atmosfera – hoje muito menos densa do que a de nosso planeta. Mas isso é apenas uma teoria não comprovada.

Recebi ontem (13 de setembro de 2016) esta foto da NASA, que mostra uma parte do Lethe Vallis, um canal de escoamento que, há milhões de anos, segundo a NASA, também transportou lava.

A imagem foi captada às 15:16 (hora local de Marte) no dia 6 de maio de 2016, pela câmera ultra avançada, denominada Experimento de Imagens Científicas em Alta Resolução (cuja sigla em inglês é HiRISE), instalada no satélite que orbita Marte denominado Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) da NASA.

Outra pesquisa nesta área (Balme et al., 2011) descobriu um padrão de repetição de formas de dunas, como nesse canal e interpretadas como dunas fluviais, formadas pelo fluxo de água.

 

 

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A visão do prof. Setzer sobre vida extraterrestre

prof_setzer.jpg16/09/2016 - Escreve-nos o professor Valdemar Setzer, da USP, dando-nos sua opinião sobre a matéria "Marte talvez já tenha tido vida e seres inteligentes" (http://www.telequest.com.br/portal/index.php/destaque/6957-marte-talvez-ja-tenha-tido-vida-e-seres-inteligentes)

"Gostaria de comentar o seguinte. Por que essa obsessão com vida fora da Terra, especialmente inteligente?

Há busilhões de planetas fora do nosso. Se uma parte desse busilhão tivesse vida inteligente, uma parte dessa parte poderia ter sua vida inteligente dezenas de milhares de anos ou mesmo milhões de anos à nossa frente, pois esses tempos são nada perto da idade suposta para o universo. Pergunta puramente lógica: por que esses seres inteligentes não estão se comunicando conosco ou nos visitando? Resposta lógica: 1. Essa comunicação ou visita é impossível, ou 2. Nós somos os únicos seres inteligentes no universo.

Pois bem, agora vou responder minha pergunta inicial: essa obsessão é devida ao fato de que, do ponto de vista materialista ou fisicalista (só existe matéria e energia física atuando no universo), por uma questão de probabilidades é impossível que estejamos sós no universo. Há uma obsessão em se comprovar vida fora da Terra pois isso reforçaria a visão materialista do universo.

De um ponto de vista espiritualista, faz todo o sentido sermos os únicos seres vivos inteligentes no universo. Mas essa é uma longa história, envolvendo a cosmogonia e o sentido de nossa existência (que não tem sentido do ponto de vista materialista).

Curiosamente, o fato de jamais se ter descoberto sinais de seres vivos inteligentes além de nós leva a uma posição típica da mentalidade científica de hoje em dia: se não sabemos hoje, vamos saber amanhã. Isso ignora os limites impostos pela própria ciência, tanto na matemática quanto na física – a começar pelo fato de que não sabemos o que é um átomo (o elétron não é uma bolinha e não gira em torno do núcleo) e de que os resultados da própria metodologia científica de hoje levam ao desconhecimento, como o caso da energia e matéria escuras que constituiriam 95% do universo conhecido. Fora ainda o fato de as coincidências das constantes físicas serem altissimamente improváveis, isto é, até a existência da matéria (que não se sabe o que é, portanto os materialistas vivem em um prédio sem o andar térreo...), e ainda mais da vida, seriam fruto de um acaso enormemente absurdo".

Valdemar W. Setzer - Dept. of Computer Science, University of São Paulo
http://www.ime.usp.br/~vwsetzer - please REPLY TO O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

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